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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Governo estuda aumentar mistura de biodiesel em 2009 para 4%

Reuters
03/02/2009
O governo estuda aumentar o percentual de biodiesel adicionado ao diesel dos atuais 3% (B3) para 4% (B4) ainda este ano, informou o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Haroldo Lima. Ele explicou que a produção brasileira tem condições de sustentar esse aumento, que agora depende apenas de uma decisão política.
Há disponibilidade de biodiesel no Brasil que nos permite trabalhar com a idéia de antecipar o B4 para esse ano. O Ministério de Minas e Energia está discutindo conosco, a decisão agora é política", disse Lima a jornalistas nesta segunda-feira durante apresentação do balanço do consumo de combustíveis em 2008.
Segundo Haroldo Lima, o primeiro leilão de biodiesel do ano será realizado após o carnaval, mas o segundo leilão, ainda sem data marcada, já poderá incluir a nova demanda do B4, afirmou.
A introdução do B3 no mercado brasileiro representa um consumo de 1,2 bilhão de litros de biodiesel, informou o executivo. Com o B4, o consumo subiria para 1,6 bilhão de litros. Ele disse que a meta de uso do B5 continua prevista apenas para 2013.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

UE fecha acordo preliminar sobre uso de biocombustíveis

Agência Estado
04/12/2008
Negociadores da União Européia alcançaram um acordo preliminar sobre as regras que irão governar o uso de biocombustíveis nos próximos anos. Ainda há, contudo, discordâncias a respeito de um pacto mais amplo sobre o uso de alguns tipos de energia como a solar e a eólica.
As regras que irão reger o segmento de biocombustíveis estão entre as mais controversas. Segundo o acordo preliminar, 10% dos combustíveis utilizados na UE terão que derivar de fontes renováveis a partir de 2020. De uma forma geral, 20% da energia usada pelo bloco terá que ser renovável a partir daquele ano.
O acordo, negociado na noite de ontem, deve começar a valer em 2010 e prevê a redução de 35% na emissão de gases do efeito estufa por meio da utilização de biocombustíveis. Em grande parte, esses gases são liberados na atmosfera por combustíveis fósseis como gasolina e diesel. A partir de 2017, o nível de redução passará a 50%.
Apesar das metas traçadas para os biocombustíveis o acordo é vago, principalmente porque o governo italiano de Silvio Berlusconi insiste na inclusão de uma cláusula que permita revisar as metas em 2014. O Parlamento e alguns países europeus se opõem à cláusula argumentando que provocaria incertezas para as empresas que queiram investir em energias renováveis. Os negociadores se reunirão novamente na próxima segunda-feira, de acordo com um porta-voz da França, que está na presidência rotativa da UE.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Crise pode prejudicar etanol brasileiro

InvestNews / Sérgio Toledo
15/10/2008
Diante da crise mundial dos mercados, Estados Unidos e União Européia tendem a se preocupar com o sistema financeiro. As discussões sobre sustentabilidade e o uso do etanol devem ficar em segundo plano na agenda desses países, que tiveram suas economias fortemente impactadas nas últimas semanas. "Isso pode afetar os investimentos em etanol do Brasil", fala o economista da Sociedade Rural Brasileira (SRB), André Diz.
O coordenador dos Conselhos Superiores Técnicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Embaixador Sérgio Amaral, também acredita que o cenário atual não é bom para as negociações do etanol. Segundo ele, o mercado deve aproveitar todos as oportunidades para não perder espaço.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Nova contribuição para a atividade rural onera produtor e compromete uso de tecnologia

Agência CNA

07/10/2008
O produtor rural pessoa física terá mais um ônus tributário com a cobrança de 2,3% da contribuição previdenciária rural, destinada à seguridade social, sobre a comercialização de embriões e sêmens, ovos galados, sementes, mudas e animais destinados à reprodução e criação, como bovinos, caprinos, ovinos e cavalos ou atividade granjeira.
A incidência deste tributo, que já está em vigor, foi incluída na Medida Provisória 410, convertida na Lei 11.718, que trata da criação do contrato de trabalho de curto prazo no meio rural.
Com a inserção deste dispositivo, foi revogada a isenção da cobrança desta contribuição, prevista na Lei 8212, de 1991, que dispõe sobre a organização da seguridade social. Para Luciano Carvalho, assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), esta medida gera aumento de carga tributária e do custo de produção, além de desestimular investimentos e o uso de tecnologia no setor agropecuário.
“Esta cobrança penaliza vários setores e compromete ainda mais a baixa rentabilidade do produtor. É o equivalente a você onerar um bem de capital usado na fabricação de máquinas”, justifica.
Segundo ele, a incidência desta contribuição é injusta pelo fato destas etapas da cadeia produtiva não utilizarem mão-de-obra intensiva e terem uma carga fiscal superior à cobrança do imposto sobre a folha de pagamentos. Ele exemplifica que, no caso da pecuária, a incidência de 2% sobre a produção de um pecuarista com faturamento anual bruto de R$ 453 mil geraria um recolhimento de R$ 9.066,00 pelo INSS, enquanto que uma cobrança de 20% sobre a folha de pagamento deste mesmo montante totalizaria uma contribuição de R$ 2.340,00.
Segundo Luciano Carvalho, o setor rural defende o restabelecimento da isenção da base de cálculo desta contribuição previdenciária na mesma lei onde o dispositivo foi revogado, a 8212, para reduzir o impacto fiscal na cadeia produtiva e nos custos de produção.
Atualmente, há duas emendas propondo a volta desta isenção, apresentadas pelos deputados Marcos Montes (DEM/MG) e Alfredo Kaefer (PSDB/PR) à Medida Provisória 438, que trata de medidas tributárias aplicáveis às doações em espécie recebidas por instituições financeiras públicas controladas pela União e destinadas às ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas brasileiras. A matéria já está pronta para ser votada pelo plenário da Câmara Federal.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Mantega anuncia antecipação de R$ 5 bi para socorrer agricultura

Último Segundo / Santafé Idéias / Severino Motta
02/10/2008
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou na tarde desta quarta-feira a antecipação de R$ 5 bilhões para socorrer o setor agrícola brasileiro, que sofre com a falta de crédito devido à crise internacional. Os recursos serão provenientes do Banco do Brasil, que, segundo ele, já liberou mais dinheiro neste ano que em 2007.
“Mais R$ 5 bilhões resolve o problema. [A antecipação do crédito] Já está sendo posta em prática”, disse o ministro, que nesta manhã participou de reunião de coordenação política com o presidente Lula.
Num pronunciamento na portaria do ministério, Mantega garantiu o crescimento sustentado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, apesar da crise internacional. Ele disse discordar de avaliações que "leu na imprensa", sobre uma eventual baixa evlução do PIB, que ficaria na casa de 1% a 2%, em 2009.
"Não concordo com a avaliação negativa de que [o País] iria crescer de 1% a 2%. Se ficássemos de braços cruzados, não tomássemos nenhuma atitude, [o PIB] cresceria de 2,5% a 3% puxado pelo crescimento deste ano. E não estamos de braços cruzados", afirmou.
O ministro também garantiu que não faltará crédito para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nem para "investimentos em geral". Ele ressaltou ainda que está garantido um montante de R$ 90 bilhões para programas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Ainda em seu pronunciamento, o ministro disse que a retração do crédito se dá nos bancos privados e é motivada pelo momento de estresse devido à crise internacional. Esse período deve ser superado, de acordo com Mantega, logo que o Congresso americano aprove o pacto de socorro econômico avaliado em US$ 700 bilhões.
Questionado sobre a possível edição de um pacote econômico pelo governo brasileiro para ajudar o País a superar a crise internacional, Mantega disse que tal medida não se faz necessária. "Quem precisa de pacote, de um pacotão, são os Estados Unidos", declarou.
"Pacote é coisa do passado. O governo brasileiro se pautou por não fazer mais pacotes, mas programas, medidas e iniciativas. O momento é de tomar medidas específicas, o que já estamos fazendo", pontuou.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Exportação de etanol brasileiro deve crescer 18%

Rodrigo Postigo
05/09/2008
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que até o fim do ano sejam enviados a outros países 4,17 bilhões de litros de etanol, crescimento de 18,21% a mais do que os 3,53 bilhões de litros de 2007, segundo um estudo da estatal.
A projeção é de que em 2011 os embarques cheguem a 6,10 bilhões, aumento de 72,85% sobre o resultado do ano passado. Os Estados Unidos e Caribe continuam liderando as importações de álcool do Brasil, com participação de 59% do álcool exportado em 2007, segundo a Conab.
"O Caribe é um ponto importante, pois o álcool hidratado que é transformado lá em anidro não paga a sobre taxa de US$ 150 por metro cúbico", diz o presidente da estatal, Wagner Rossi.
A Holanda e o Japão representam 28% e 3%, respectivamente, das exportações brasileiras. Rossi explica que os holandeses aparecem com destaque, pois o porto de Roterdã, na Holanda, é o hub do produto na Europa. "Isso não quer dizer que não vá para outros países", explicou.
O volume de cana-de-açúcar da safra 2008 destinado para a fabricação de álcool também cresce e será de 317,8 milhões de toneladas, 17,3% maior do que o da safra anterior, segundo levantamento da companhia.
O Centro-Sul responde por 285,3 milhões de toneladas, crescimento de 17,5% em relação a safra passada, e o Norte/Nordeste apresenta 32,5 milhões de toneladas, 15,8% maior. "O crescimento do álcool é bem maior e bem mais firme do que o do açúcar", diz o presidente da Conab, Wagner Rossi.
A produção brasileira de álcool total (anidro e hidratado) está estimada em 27,1 bilhões de litros, crescimento de 17,7% em relação a safra anterior. O Centro-Sul participa com uma produção de 24,5 bilhões de litros.
A região Norte/Nordeste responde por 2,6 bilhões de litros. A produção de álcool anidro é estimada em 9,8 bilhões, elevação de 13,6%, sendo 8,6 bilhões do Centro-Sul e 1,2 bilhão do Norte/Nordeste. A produção de álcool hidratado deve ser de cerca de 17,3 bilhões de litros, aumento de 20,1% frente a safra passada. Desse total, 15,9 bilhões de litros são do Centro-Sul e 1,4 bilhão, do Norte/Nordeste.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Capacidade de produzir etanol subirá 80% em seis anos, diz governo

Reunião ampliada do CDES tem como foco os investimentos na economia. Governo argumenta que o ciclo de investimentos é 'amplo e robusto'.
G1 / Alexandro Martello
29/08/2008
A capacidade de produção de etanol subirá 80% nos próximos seis anos, segundo documento divulgado pelo Palácio do Planalto nesta quinta-feira (28) antes da reunião ampliada do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Em 2008/2009, a produção, ainda segundo o governo, atingirá a marca de 26,5 bilhões de litros, volume que saltará para 30,7 bilhões em 2009/10, para 35 bilhões de litros em 2010/11, para 38,5 bilhões em 2011/12, para 42 bilhões de litros em 2012/13, para 46 bilhões de litros em 2013/14 e, finalmente, para 49 bilhões em 2014/15.
Na reunião do CDES desta quinta-feira, o foco será os investimentos previstos pelos setores público e privado para os próximos anos. Na apresentação, o governo argumenta que virá, pela frente, um ciclo de investimentos "amplo e robusto", com base no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e na política industrial.
O governo avalia ainda que o padrão de crescimento da economia brasileira será virtuoso, visto que o emprego e os salários crescem com um "aumento firme" de produtividade, ao mesmo tempo em que o setor produtivo estaria disposto a investir. O sistema de crédito, diz o governo, está saudável e "apto à expansão".

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

CNA projeta PIB do agronegócio de R$ 611 bilhões em 2008

Crescimento é de de 4,96% em relação ao ano passado.Números foram divulgados nesta terça-feira (26).
Agência Estado
27/08/2008
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio deve somar R$ 611,5 bilhões em 2008, crescimento de 4,96% ante os R$ 582,6 bilhões no ano passado.
A previsão leva em conta o crescimento de 5,96% do PIB do setor acumulado nos cinco primeiros meses do ano. Os números foram divulgados nesta terça-feira (26) pelo superintendente técnico da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ricardo Cotta.
No acumulado de janeiro a maio, o PIB da produção primária cresceu 8,04%, um aumento "expressivo" para o período, segundo Cotta. Ele explicou, no entanto, que o desempenho abaixo das expectativas dos setores de couro/calçados e sucroalcooleiro reduziram o desempenho do PIB do agronegócio. Cotta disse que o crescimento do PIB não significa renda para o produtor rural, já que o aumento dos custos de produção tem reduzido o faturamento obtido pelos produtores.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Importações do agronegócio disparam 40,5% e saldo cai 15,1%

Compras externas do setor em SP somam US$ 3,47 bilhões entre janeiro e junho, segundo informações do IEA
Agência Estado / Gustavo Porto
13/08/2008
O saldo comercial da balança do agronegócio paulista caiu 15,1% no primeiro semestre de 2008, ante igual período de 2007, e atingiu US$ 4,22 bilhões. A queda ocorre pela disparada de 40,5% nas importações do setor, que chegaram a US$ 3,47 bilhões entre janeiro e junho, e ainda pela alta de apenas de 3,4% nas exportações, para US$ 7,69 bilhões no semestre.
As informações, divulgadas nesta terça-feira, 15, são do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Apesar da queda porcentual, o superávit do agronegócio paulista evitou um déficit maior na balança geral do comércio exterior de São Paulo. No primeiro semestre de 2007, o Estado registrou um déficit de US$ 2,82 bilhões, que atingiria US$ 7,04 bilhões, se fosse excluído o desempenho do setor agropecuário. No período, as importações paulistas nos demais setores - sem o agronegócio - somaram US$ 26,69 bilhões e as exportações atingiram US$ 19,65 bilhões.
Os cinco principais agregados de cadeias de produção nas exportações do agronegócio paulista, de janeiro a junho de 2008, foram cana e sacarídeas, com US$ 2,95 bilhões, bovídeos e bovinos (US$ 1,63 bilhão), frutas (US$ 1,05 bilhão), produtos florestais (US$ 971,30 milhões) e cereais/leguminosas/oleaginosas (US$ 549,71 milhões). Juntos, esses setores movimentam 93,12% do faturamento do agronegócio paulista com exportações.
Os dados mostram ainda que a exportação paulista segue com alto valor agregado. A participação dos produtos industrializados na receita com as vendas externas é de 76,2% e os básicos representam 23,8%. São Paulo exporta 61,4% dos produtos processados do agronegócio nacional.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Aquecimento global pode dar prejuízo de até R$ 14 bilhões à agricultura brasileira

Estudo da Embrapa e da Unicamp levantou efeitos das mudanças climáticas para o cultivo.Conseqüências atingem em cheio o Nordeste e o plantio de soja.
G1/ Marília Juste e Reinaldo José Lopes
11/08/2008
Se nada for feito para conter o aquecimento global, a produção de alimentos no Brasil pode tomar um prejuízo de R$ 7,4 bilhões já em 2020. A situação fica ainda pior cinqüenta anos depois: em 2070, as perdas devem quase dobrar e atingir os R$ 14 bilhões. O alerta foi feito por um estudo realizado em parceria entre a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) divulgado nesta segunda-feira (11). A cultura mais afetada será a soja, que pode perder até 40% na produção, o que renderia um prejuízo de R$ 7,6 bilhões até 2070. O cultivo de café deve mudar de endereço, deixando o Sudeste (o que deve gerar perdas de até 90% para os produtores de São Paulo e Minas Gerais) para ter sucesso no Sul. Entre as regiões brasileiras, o impacto maior se concentra no Nordeste, que verá uma forte redução na área das plantações de arroz, milho, feijão, algodão e girassol -- só nesses estados, 20 milhões de pessoas serão atingidas. Mas se as notícias são ruins para a produção de alimentos, o aquecimento global não parece ter um efeito negativo sobre a cana-de-açúcar. “Apesar das mudanças climáticas, o programa do etanol parece estar garantido”, explicou ao G1 o co-autor do estudo, Eduardo Delgado Assad, da Embrapa. “O biodiesel, no entanto, vai enfrentar problemas, porque a soja é atingida em cheio”, diz ele. O trabalho foi realizado unindo os dados do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas) sobre o aquecimento global, divulgados no início de 2007, com o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos, do Ministério da Agricultura. A equipe analisou os nove cultivos mais representativos da produção nacional: algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, feijão, girassol, mandioca, milho e soja. E não levou em conta os estados da Amazônia, porque eles não fazem parte do zoneamento. Durante o levantamento, os cientistas conseguiram analisar as variações de temperatura em áreas de cerca de apenas 40 quilômetros. “Estamos falando sobre os riscos do aquecimento global para a agricultura faz tempo. A diferença é que agora somos capazes de dar o endereço e o telefone do agricultor que será afetado”, afirma Assad.

Safra de grãos deve crescer 9% em 2008, estima IBGE

Rodrigo Postigo
08/08/2008
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira que estima em 9%, para 145,1 milhões de toneladas,o crescimento da safra de grãos do País em 2008. Se confirmada, a colheita será recorde. Segundo o órgão, a área plantada deve crescer 4,3% no mesmo período, para 47,3 milhões de hectares.
O volume estimado pelo IBGE é 1% superior ao previsto em junho, que estava em 143,6 milhões de toneladas, Em 2007, o País fechou o ano com a colheita de 133,1 milhões de toneladas de grãos.
Segundo o instituto, o reajuste na estimativa se deveu, principalmente "às reavaliações do sorgo, milho e feijão 2ª safras e, ainda, ao acréscimo no plantio do feijão 3ª safra e das culturas de inverno, como o trigo, decorrentes dos bons preços praticados".
Com relação à área plantada, o IBGE apurou que as maiores culturas são a de soja (21,3 milhões de hectares), milho (14,4 milhões de hectares) e arroz (2,9 milhões de hectares). "O somatório das safras destes três produtos representa 90% da produção nacional de grãos estimada para o ano", informou o órgão.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Brasil e EUA discutem comercialização do etanol como commodity

Agência Safras
06/08/2008
O interesse comum para que o etanol possa ser comercializado como uma commodity foi um dos temas discutidos ontem (5) entre o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o subsecretário de Energia dos Estados Unidos, Jeffrey Kupfer. As commodities são produtos primários negociados no mercado internacional.
Lobão lembrou que, assim como o Brasil, os Estados Unidos pretendem manter uma política cada vez mais intensa na produção de biocombustíveis. Segundo ele, os Estados Unidos deverão produzir cerca de 34 bilhões de litros de etanol a base de milho este ano e a produção brasileira deve chegar a 23 bilhões de litros, extraídos de cana-de-açúcar.
"Os dois países têm interesse de que essa política sirva a todos os países. Daqui para frente, os contatos serão cada vez mais estreitos, para que possamos afinar as duas políticas na medida em que essa convergência atenda aos interesses dos dois lados", afirmou o ministro.
Kupfer ressaltou que tanto os Estados Unidos como o Brasil têm interesse que o etanol se torne uma commodity. Para tanto, os dois países estão investindo também na produção de biocombustíveis de segunda e terceira gerações, que não é baseada em alimentos como matéria-prima. "É importante que essa produção continue se expandido em todo o mundo", acrescentou.
No entanto, o subsecretário não sinalizou a possibilidade de o governo americano reduzir ou eliminar as tarifas para importação do etanol brasileiro, mas disse que o assunto está sendo discutido internamente e com outros países.
Segundo ele, a cobrança da tarifa foi prorrogada pelo Congresso americano até 2010, apesar de o orçamento apresentado pelo presidente George Bush não prever essa prorrogação.
"Temos uma defesa forte dos biocombustíveis, temos metas ambiciosas e estamos estudando como cumprir essas metas no futuro. As tarifas do etanol e suas implicações vão continuar a ser discutidas no nosso país", assegurou.
O encontro dos ministros foi uma primeira conversa para que os dois países estabeleçam uma política de troca de experiências no setor energético. Kupfer disse que o Brasil é considerado um líder em muitas áreas no setor energético.
"Nós temos muito a aprender com as experiências brasileiras e há muitas áreas nas quais podemos aprender um com o outro", afirmou o subsecretário.
Uma dessas áreas é a produção de energia nuclear. O ministro brasileiro ressaltou que os Estados Unidos são "madrugadores" na utilização dessa energia e, por isso, tiveram avanços significativos, tanto na produção da tecnologia como no armazenamento do lixo tóxico.
"É necessário expandir o entendimento entre os países que utilizam a energia nuclear para que se encontre a melhor solução para todos", avaliou.
Kupfer. Ele disse os Estados Unidos estão construindo novos reatores e, por isso, precisam pesquisar novas tecnologias. As informações são da Agência Brasil.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Barreira agrícola provoca racha entre emergentes

O Estado de São Paulo
21/07/2008
Os países emergentes e mesmo o Mercosul não se entendem sobre qual deve ser a prioridade das negociações desta semana na Organização Mundial do Comércio (OMC). O centro da discórdia é o acesso para produtos agrícolas aos mercados da China e Índia. O ministro das Relações Exteriores, o chanceler Celso Amorim, deixou claro que o Brasil abandonaria seus interesses exportadores para garantir a unidade dos países emergentes neste momento. Já a Argentina se recusou a fazer novas concessões. "A unidade dos emergentes será fundamental neste momento. Precisamos evitar a tentação de nos dividir”, alertou o chanceler.
Ele acredita que uma nova proposta comercial deverá ser apresentada pela OMC até o fim da semana e, junto com outros emergentes, defendeu uma revisão completa das exigências de cortes de tarifas para bens industriais. Mas o problema é que os países emergentes importadores de alimentos querem ter o direito de impor barreiras contra produtos agrícolas caso verifiquem que há um crescimento exagerado da entrada de bens. Índia, Indonésia e outros governos não querem que sua segurança alimentar ou produção doméstica seja afetada por outros produtores.
Para esses governos, se as importações atingirem um certo nível, um mecanismo de salvaguarda seria acionado e a importação seria bloqueada. Mas Paraguai e Uruguai decidiram apresentar uma proposta sugerindo que o mecanismo seja limitado. "As barreiras precisarão ser justificadas e apenas provisórias", afirmou o chanceler paraguaio, Ruben Ramirez. Amorim deixou claro que o Brasil é favorável à proposta, mas, como coordenador do grupo dos países emergentes, não pode adotar uma posição de apoio público à iniciativa. A Índia se recusou a falar do projeto.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Pequena e média ajudam a elevar exportações, diz ministro

Agência Brasil
18/07/2008
Em 2010, está prevista a participação de cerca de 13 mil micro, pequenas e médias empresas nas vendas externas - atualmente, são 10 mil. Ao comentar os números, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, lembrou que as exportações brasileiras estão crescendo à média anual de 9,1%, resultado que, em grande parte, pode ser atribuído às micro, pequenas e médias empresas.
Para o ministro, é preciso desburocratizar e quebrar tabus comerciais para que tais empresas sejam inseridas no mercado internacional, pois, até pouco tempo, a cultura reinante no país era produzir para vender no mercado interno. Só se exportava quando não havia demanda no mercado interno, disse ele.
De junho do ano passado até maio último, esse segmento vendeu US$ 10,3 bilhões, por meio de projetos integrados desenvolvidos em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Entre janeiro e maio deste ano, o crescimento das vendas de empresas de pequeno porte ao exterior ficou em 27,5% contra 22,2% no mesmo período do ano passado.
O Brasil pretende elevar a participação atual de 1,18% nas exportações mundiais para 1,25% em 2010, quando deverá negociar pelo menos US$ 208,8 bilhões.
Miguel Jorge ressaltou que o empresariado está começando a aprender que, em vez de lamentar a situação desfavorável do câmbio, deve procurar a eficiência, a modernidade e a produtividade. Segundo ele, apesar dos bons resultados apresentados pelas micro, pequenas e médias empresas, o setor responde hoje por apenas 8% das exportações brasileiras.
Na opinião do ministro, o resultado pode melhorar muito, pois o segmento é grande empregador e se caracteriza por atividades diversificadas e regionalizadas. Por isso, disse ele, a meta do ministério é estimular as vendas externas do setor para que a balança comercial não fique só na dependência das grandes empresas.
Miguel Jorge participou da abertura do 3º Workshop de Alinhamento Estratégico da Apex-Brasil, que reúne até esta sexta-feira, em Brasília, representantes de 64 entidades do setor produtivo e de órgãos do governo, para discutir os projetos de exportação.
A Apex-Brasil implementa atualmente 64 projetos que atendem a 4.438 empresas de 728 municípios, em parceria com entidades setoriais. No ano passado, 203 dessas firmas exportaram pela primeira vez.
O Estado de São Paulo concentra 38% das empresas, seguido do Rio Grande do Sul, com 17%, e Minas Gerais, com 11%. A Apex-Brasil dá apoio aos ramos do agronegócio, habitação e construção civil, entretenimento e serviços, máquinas e equipamentos, moda, tecnologia e saúde.
Segundo o presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira, a revisão da meta de exportações do país de US$ 170 bilhões para US$ 190 bilhões, anunciada recentemente pelo ministério, deve-se em grande parte ao trabalho de promoção da agência com as empresas.
A Apex procura despertar o interesse dos empresários para mercados potenciais, como a China. Teixeira destaca que o país só conseguirá vender se apresentar produtos diferenciados.
Miguel Jorge ressaltou que, entre mais de 600 produtos que a China compra no mercado internacional, o Brasil tem condições de fornecer 147 itens. Ele acredita que, até 2010, o Brasil poderá vender para os chineses até US$ 30 bilhões anuais, em produtos diversos.
Já Teixeira estima que, depois de investir R$ 200 milhões em promoção comercial com foco nas exportações, o país obteve um acréscimo de R$ 10 bilhões na balança comercial, o que se deve à conscientização dos empresários de que exportar é um bom negócio.
Teixeira recomenda que os exportadores participem de feiras e exposições no exterior para se inteirar sobre a qualidade e as possibilidades de aceitação ou desenvolvimento de seus produtos.

Exportações do agronegócio batem recorde, a US$ 33 bi

Agência Brasil / Wellton Máximo
18/07/2008
As exportações do agronegócio brasileiro bateram recordes e atingiram US$ 33,8 bilhões, no primeiro semestre do ano, aumento de 16,3% em relação ao mesmo período de 2007. Apenas em junho, as vendas externas somaram US$ 6,5 bilhões, maior valor registrado para o mês.
Impulsionado pelos preços dos fertilizantes e das rações, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio registrou aumento de 3,83% nos quatro primeiros meses do ano. Os números foram divulgados nesta quinta-feira pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Somente os insumos responderam por uma expansão de 7,7%, de janeiro a abril, enquanto alguns preços agrícolas apresentaram ligeira desaceleração.
De acordo com a CNA, o crescimento do agronegócio em 2008 não está se revertendo em maior renda para o produtor. O motivo, segundo a entidade, são os aumentos nas matérias-primas, que dependem do petróleo, como os fertilizantes.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Consumo de álcool combustível é 50% maior em 2007, diz ANP

Agência Brasil
16/07/2008
O Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo e do Gás Natural, divulgado nesta terça-feira pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), em seu site, confirma um crescimento de 51,4% no consumo do álcool hidratado no País no ano passado.
A comercialização de álcool hidratado, usado como combustível, saltou dos 6,1 milhões de m³ consumidos em 2006, para 9,3 milhões de m³, em 2007.
Já em abril, a ANP divulgou que o consumo de álcool - tanto o anidro, adicionado à gasolina, quanto o hidratado - em fevereiro passado havia superado o de gasolina pela primeira vez em 20 anos. O consumo de álcool anidro e hidratado atingiu 1,432 bilhão de litros naquele mês, enquanto o de gasolina foi de 1,411 bilhão de litros.
Agora, o anuário traz os resultados de todo o ano de 2007, em comparação ao desempenho de 2006. A maior região produtora foi a Sudeste, que respondeu por 6,57 milhões de m³ em 2007, resultado 50% maior do que o verificado em 2006.
Em seguida, vem a região Sul, com produção de 1,16 milhões de m³, uma expansão de 33,42% sobre 2006.
As regiões Norte e Centro-Oeste foram as que tiveram maior percentual de crescimento na produção. A região Norte produziu 96,68% a mais em 2007 e a Centro-Oeste, 74,59%.
A publicação da ANP indica que as reservas de petróleo cresceram 3,6%, levando o País a avançar duas posições no ranking mundial dos países produtores, passando a ocupar o 15º lugar em 2007.
A produção nacional de petróleo e de líquido de gás natural (LGN) foi de 1,8 milhões de barris por dia, alcançando resultado superavitário no comércio internacional de derivados.
Já as reservas de gás natural tiveram um salto de 4,9%, fechando 2007 com 365 bilhões de m³, enquanto a produção variou 2,6% em relação a 2006, totalizando 49,7 bilhões de m³.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Brasil deve dobrar produção de alimentos em até dez anos, diz ministro

Folha Online / Denise de Oliveira
11/07/2008
O Brasil deve trabalhar para dobrar a produção de alimentos em até dez anos, informou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Para Bernardo, o país deverá se beneficiar da alta de preços e da demanda dos alimentos no mercado internacional.
"Se olharmos em horizonte de dez ou oito anos, acho que o Brasil tem de trabalhar para dobrar sua produção, porque de fato, vai ter demanda. Veja o que está acontecendo na China, na Ásia como um todo, e aqui no Brasil, a tendência é aumentar e consolidar demanda e portanto sempre vai haver grande procura".
O ministro descartou temores quanto à redução dos preços das commodities agrícolas e possíveis efeitos negativos aos produtores nacionais.
"Baixas [de preços] sempre acontecem, quando tem safra muito grande ou a demanda não é tão grande naquele momento, pode acontecer oscilação", disse o ministro. Ele sustenta, no entanto, que o cenário é favorável.
"É evidente que isso é uma grande oportunidade. Nós temos que nos preparar para nesse período de alta de preços e de muita demanda de alimentos, forneceremos alimentos para o mercado interno e mundial", disse Bernardo.
O ministro destacou a necessidade de um plano para sustentar essa estratégia e citou o plano safra, lançado recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá atender alguns desses pontos.
"Não temos todos os problemas resolvidos, tem que resolver problemas de infra-estrutura, de financiamento, de incorporação de tecnologia. No plano safra que o presidente Lula lançou neste mês, já estamos respondendo a uma série de pontos relativos a isso. Mas temos de avançar mais", avaliou.