quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Empresas brasileiras levantam R$ 135 bi no exterior
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6.8.09
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terça-feira, 24 de março de 2009
Exportações e importações do País caem 22,8% no ano
Apesar de saldo comercial registrar queda pequena em 2009, corrente de comércio sofre com a crise
Agência Estado / Sandra Manfrini
24/03/2209
Apesar da crise financeira, o saldo comercial do País desde o início do ano registra apenas uma leve queda na comparação com 2008, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta segunda-feira, 23. O volume das exportações e importações brasileiras, porém, caiu 22,8% no período.
Os dados mostram que a balança comercial acumula no ano, até o dia 22 de março, um superávit de US$ 2,284 bilhões. O saldo é apenas 1,8% menor que o acumulado no mesmo período de 2008, quando a balança registrou superávit de US$ 2,327 bilhões. Apesar do saldo comercial estar próximo ao registrado no mesmo período do ano passado, a corrente de comércio (soma das exportações mais as importações) verificada neste ano, até a terceira semana de março, foi de US$ 52,436 bilhões. Isso significa uma queda de 22,8% em relação à corrente de comércio verificada de janeiro até a terceira semana de março de 2008 (US$ 67,959 bilhões).
Essa queda reflete a retração nas transações comerciais. As exportações brasileiras registraram, no período, uma média diária de US$ 506,7 milhões. Esse desempenho está 20,7% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (US$ 639 milhões). As importações tiveram um desempenho médio diário de US$ 464,4 milhões, valor 22,2% menor que o verificado no mesmo período de 2008 (US$ 596,7 milhões).
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24.3.09
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Governo prepara ofensiva para elevar exportações
Agência Estado
17/02/2009
Diante dos temores de desaquecimento econômico, o governo brasileiro decidiu nadar contra a corrente negativa e partir para o ataque na tentativa de garantir o fluxo de comércio no mercado internacional. Os resultados negativos da balança comercial no início de 2009 impuseram ao governo uma dura realidade, que exige, segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, agressividade nas negociações bilaterais com parceiros prioritários, na conquista de novos mercados e na manutenção daqueles onde o Brasil já tem participação.
O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, decidiu na quinta-feira da semana passada, com sua equipe, que irá liderar as missões comerciais para países prioritários. "O ministro vai se engajar em mais missões, além das que já estão programadas", informou Barral à Agência Estado. Já estão agendadas para este ano missões comerciais para Rússia, Moçambique, Angola e África do Sul. Na semana passada, o ministério lançou uma agenda de eventos internacionais programados para 2009 para dar transparências às ações de comércio exterior e ajudar o setor privado a se organizar.
O secretário explicou que a estratégia do governo também será a de levar para as reuniões bilaterais todas as reclamações recebidas do setor privado. "Temos uma preocupação sistêmica com o protecionismo", afirmou. A preocupação do MDIC não é compartilhada pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que acredita que a onda protecionista não chegará ao setor agrícola. "O mundo vai continuar comendo. Soja - quem produz? Brasil, Argentina e Estados Unidos. Vão continuar comprando do Brasil", afirmou.
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17.2.09
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Na contramão de pacote às exportações, governo aumenta tributação
Agência Estado
04/02/2009
Na contramão da visível preocupação do Planalto com o resultado da balança comercial - refletida na medida atabalhoada de exigência de licença de importação prévia e no pacote a ser anunciado para incentivo às exportações - o governo adotou uma mecanismo de restrição do aproveitamento do crédito de impostos federais. A norma atinge em cheio as exportadoras e, com certeza, vai comprometer o caixa dessas empresas.
Escondida no meio da MP 449, editada em dezembro e que implantou o Regime Tributário de Transição (RTT) para as novas normas contábeis, a restrição não era de conhecimento nem do Ministério da Fazenda.
"Quando mostrei o efeito da medida para pessoas do alto escalão da Fazenda, elas se surpreenderam e disseram que não tinham conhecimento da norma", conta Eduardo Gianetti da Fonseca, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, sem revelar se conversou diretamente com o ministro Guido Mantega.
O diretor da Fiesp está neste momento em Brasília para tentar convencer governo e congressistas da necessidade de a medida ser derrubada. No Congresso o trabalho já vem surtindo efeito. Existem perto de dez emendas apresentadas por vários partidos, desde o PC do B, DEM e PMDB e até mesmo o partido do governo, o PT.
A expectativa de Gianetti é que a MP 449 seja votada na próxima semana e se transforme em uma lei anticíclica. Para tanto, a principal medida será derrubar essa restrição à compensação de tributos. "Não adianta fazer um pacote de incentivo às exportações, com isenção de tributos, se depois eles não podem ser compensados com o IR e a CSLL", diz, referindo ao pacote do governo de incentivo às exportações, aguardado pelas empresas.
Nas vendas externas não são cobrados alguns tributos, sobretudo o PIS e a Cofins. Essas contribuições podiam ser compensadas com o Imposto de Renda (IR) e a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) a pagar. Em seu artigo 29, a MP 449 passou a proibir a compensação para empresas que optarem pelo recolhimento do IR na sistemática do lucro real, por estimativa. "A grande maioria das empresas está no lucro por estimativa, porque a outra opção, o recolhimento trimestral, em geral, não é vantajosa", diz Philip Schneider, sócio do escritório especializado em direito tributário Souza, Schneider e Pugliese Advogados. Ele lembra que o efeito da medida vai recair sobre as exportadoras que acumulam o crédito de PIS e Cofins.
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4.2.09
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Exportador vai ter pacote de incentivos
Agência Estado
02/02/2009
O governo brasileiro deverá anunciar, até o fim de fevereiro, um conjunto de medidas para aliviar a situação dos exportadores e prepará-los para uma disputa mais acirrada por mercados. Nessa onda pró-exportações, estão previstas a criação do Drawback Integrado, um sistema que permitirá a suspensão de PIS/Cofins e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nas compras de insumos para o agronegócio.
O setor de serviços será beneficiado pela desoneração do Imposto de Renda sobre as remessas ao exterior destinadas a cobrir gastos com promoção comercial. Os setores que, legalmente, já são beneficiados pela medida contarão com procedimentos simplificados para ter acesso ao incentivo.
Os decretos que criam esses benefícios estão sendo finalizados pelos técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Receita Federal do Brasil. Ambos os órgãos negociam ainda a desoneração do Imposto de Renda incidente sobre remessas de recursos ao exterior destinadas ao pagamento de certificações de produtos.
Trata-se de uma trava disfarçada ao comércio que vem sendo adotada recorrentemente pelos mercados desenvolvidos, como meio de coibir as importações. Um conjunto de medidas pontuais para os setores exportadores, que somam 25 páginas, também está em negociação. Fontes do governo avaliam que essas iniciativas, somadas, não representam uma "revolução" no setor exportador.
Mas darão fôlego para um setor-chave da economia brasileira que enfrenta hoje um cenário adverso, de queda da demanda mundial e de recuo nos preços internacionais. A expectativa é que contribuam para melhora no desempenho da balança comercial deste ano.
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2.2.09
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Brasil registra exportação recorde de etanol em 2008
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21.1.09
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Déficit comercial dos EUA cai ao menor valor em 5 anos
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14.1.09
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Mercado interno atenuará desaceleração este ano, diz FGV
Agência Estado
05/01/2009
O mercado doméstico vai atenuar a desaceleração da economia prevista para este ano. Executivos de indústrias dedicadas ao mercado interno estão bem mais otimistas com 2009 do que os exportadores.
Essa é uma das principais conclusões de uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para medir o humor e as expectativas dos industriais. De acordo com a sondagem, a confiança nos negócios para os próximos seis meses dos industriais especializados no mercado doméstico reduziu-se de forma moderada em novembro, enquanto a queda na confiança dos empresários dedicados à exportação foi bem maior.
Segundo a pesquisa, 31% das 137 indústrias voltadas para o mercado interno trabalhavam, em novembro, com cenário melhor para os negócios até maio. Enquanto isso, só 3% das 68 empresas exportadoras estavam otimistas e 22% das 1.112 indústrias como um todo tinham a mesma expectativa.
Entre os empresários especializados no mercado doméstico, os mais otimistas são os fabricantes de cimento, embalagens metálicas, papel e artefatos para uso pessoal, produtos farmacêuticos e confecção e peças interiores do vestuário.
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5.1.09
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Exportador terá que ter 'imaginação' em 2009, diz governo
Terra / Laryssa Borges
05/01/2009
Diante da crise financeira mundial, o exportador brasileiro terá de ter "imaginação" para conseguir manter bons níveis comerciais. A avaliação é do secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral. De acordo com ele, para driblar os efeitos da crise, os empresários terão de buscar diversificar ainda mais seus mercados, com foco principalmente nos países em desenvolvimento. Para ele, a parte do governo será trabalhar em políticas de redução dos custos de logística e de carga tributária.
"2009 vai ser um ano difícil, principalmente para os países desenvolvidos, e o exportador brasileiro terá que ter imaginação para diversificar exportações, ganhar mercado, porque reconquistá-los é difícil, e o governo terá que atuar para ganhar competitividade", afirmou Barral. "As melhores opções para o exportador brasileiro são continuar o processo de exportação, principalmente para países em desenvolvimento, que manteriam algum tipo de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)", avalia o secretário.
O Brasil fechou o ano de 2008 com superávit comercial (diferença entre importações e exportações) de US$ 24,735 bilhões em 2008, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento. O resultado aponta uma queda de 38,2% no indicador, que em 2007 acumulou US$ 40,027 bilhões.
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5.1.09
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Pequenas empresas ganham mercado externo
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10.12.08
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Pequenas empresas ganham mercado externo
Mas exportação ainda é mais questão de oportunidade que de estratégia
O Estado de São Paulo / Marianna Aragão
10/12/2008
As micro e pequenas empresas (MPEs) que têm conseguido atravessar os obstáculos para emplacar seu produto no exterior bateram recorde de vendas em 2007. Juntas, exportaram no ano passado US$ 2,1 bilhões, uma expansão de 12,4% em relação a 2006. O valor médio que cada companhia vendeu a clientes em outros países também cresceu 12,5%, atingindo US$ 163,9 mil, segundo levantamento do Sebrae, a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
Ainda assim, as exportações das MPEs têm participação modesta no total de vendas externas das empresas nacionais. No caso dos microempreendimentos, a fatia é de 0,1% e dos pequenos, de 1,2%. “A MPE não tem a exportação como uma estratégia empresarial. Elas exportam quando o câmbio está favorável ou quando seu produto consegue um bom preço lá fora”, diz Emanuel Falcão, analista do Sebrae que coordenou o estudo.
O resultado dessa ausência de estratégia é uma forte descontinuidade nas vendas externas. Segundo a pesquisa, quase a metade das MPEs que exportaram em 2007 não o fazem todos os anos. “Geralmente, o valor exportado por empresas estreantes ou que voltam ao mercado é muito baixo”, diz Falcão. Em 2007, o valor médio das MPEs que têm mercado cativo em outros países desde 1998 foi de US$ 70 milhões. Entre as que exportam de forma descontínua, a média foi de US$ 32 milhões, exemplifica o analista.
Segundo Falcão, uma das dificuldades de se chegar ao mercado internacional - ou se manter nele - é a falta de conhecimento das regras e políticas tarifárias dos países. Esse motivo levou a empresa Chama, que produz uniformes e equipamentos de proteção para uso em plataformas em alto-mar, a adiar por quatro anos a estréia no exterior. “Tivemos de pesquisar documentação, contabilidade e legislação”, conta o gerente comercial Rodrigo Parud, que contratou um profissional bilíngüe para prospectar clientes. Neste ano, a empresa conseguiu concluir a primeira exportação, com destino a Angola. “Queremos chegar a 35% do faturamento com exportações em três anos. É trabalhoso, mas não impossível.”
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10.12.08
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terça-feira, 14 de outubro de 2008
Superávit da balança comercial ultrapassa US$ 20 bilhões no ano
No acumulado do ano, superávit tem queda de 37,8% frente a 2007.
Em outubro, até dia 12, resultado positivo totaliza US$ 540 milhões.
G1 / Alexandro Martello
14/10/2008
O superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) ultrapassou a barreira dos US$ 20 bilhões no acumulado deste ano, até o dia 12 de outubro, segundo informou nesta segunda-feira (13) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Extrerior (MDIC).
Segundo os números divulgados, o resultado positivo da balança comercial neste ano somou exatos US$ 20,19 bilhões em 2008, até 12 de outubro, o que representa uma queda de 37,8% frente ao mesmo período do ano passado, quando o superávit da balança totalizou US$ 32,48 bilhões.
No acumulado de janeiro a 12 de outubro, o resultado da balança comercial ainda se ressente da queda do dólar - que operou baixo durante todo este ano, apesar da subida das últimas semanas. Esse fator impulsionou as importações, que tiveram forte crescimento de 52%, bem acima da elevação de 28,3% registrado nas vendas ao exterior brasileiras no acumulado de 2008.
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14.10.08
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Com preços em queda, impacto na balança pode chegar a 21%
Crise fez itens importantes da pauta de exportação brasileira sofrerem quedas nos preços.
BBC Brasil
08/10/2008
Se a tendência de queda nos preços das commodities for mantida e alcançar os patamares de 2004, o Brasil poderá perder até US$ 8,4 bilhões no superávit de sua balança comercial, segundo um estudo do BNDES. O número representa 21% do superávit registrado em 2007, quando o saldo foi de US$ 40 bilhões.
Depois de alguns anos de forte valorização, itens importantes da pauta de exportação brasileira vêm sofrendo com a queda nos preços, em função da crise nos mercados. Entre esses produtos destacam-se o minério de ferro, a soja, o açúcar e o café.
Gilberto Borça e Marcelo Nascimento, autores do estudo, consideraram como referência o ano de 2007. O objetivo foi evitar duas distorções verificadas em 2008: a forte valorização das commodities e o crescimento expressivo das importações.
Considerando as projeções do saldo comercial para esse ano, de US$ 30 bilhões, o impacto seria ainda maior: o equivalente a 28%.
O caso da soja é o mais significativo, tendo em vista o peso do produto nas exportações. Na segunda-feira, os contratos para dezembro foram negociados a US$ 9,4 a saca (27,2 quilos). No início do ano, esse valor chegou a US$ 17.
O preço não é a única preocupação dos exportadores. "O problema passará a ser grave se a crise prejudicar o volume consumido pela China", diz o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Bueno. Os chineses consomem 50% da soja exportada pelo Brasil.
O mercado também avalia qual será o futuro do minério de ferro, outro item de peso na balança comercial brasileira. O preço do produto é definido anualmente, entre grandes produtores de minério e siderúrgicas mundiais.
Os analistas estimam que, para 2009, os fornecedores da matéria-prima - entre eles a Vale do Rio Doce - consigam um aumento de 10% no preço do produto. Em 2008, o reajuste foi de 65%.
O economista da LCA, Francisco Pessoa, diz que a influência das commodities na balança comercial não depende apenas dos preços internacionais. "O volume também será um fator preponderante", diz.
Apesar da queda acentuada dos preços e de seu impacto nas exportações brasileiras, o estudo do BNDES diz que, para o Brasil, "a perda está longe de ser alarmante".
Uma das razões está no fato de que o país também se beneficia da redução dos preços internacionais, pois é grande comprador de algumas commodities, sobretudo petróleo, gás natural, cobre e trigo. Em 2007, esses quatro produtos responderam por 13,4% das importações brasileiras.
A balança comercial exerce um papel importante nas contas externas do país, por representar uma das principais portas de entrada da moeda americana. Durante os últimos anos, esse superávit contribuiu para alimentar as reservas internacionais brasileiras, que hoje chegam a pouco mais de US$ 200 bilhões.
A tendência, porém, é de redução do saldo da balança, em função principalmente do crescimento das importações - que por sua vez é influenciado pela alta do consumo interno e pela valorização do real. Para 2009, o mercado prevê um superávit de US$ 13 bilhões.
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8.10.08
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Falta de crédito pode afetar exportações em 2009
Rodrigo Postigo
02/10/2008
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, afirmou nesta quarta-feira que até o final do ano a crise financeira dos Estados Unidos não deve afetar as exportações brasileiras. Segundo ele, um possível impacto negativo só deve ser percebido em 2009.
"Em um primeiro momento, um efeito que podemos ter é no mercado de crédito, sobretudo para a exportação, a falta de dinheiro em qualquer moeda. Isso pode prejudicar o crédito para as exportações", avaliou.
Na semana passada, Barral já havia afirmado que a crise não deve teve ter reflexos negativos nas vendas para o exterior até o final de 2008. Na ocasião, ele disse que o efeito será praticamente zero, porque grande parte dos contratos para exportações já está fechada.
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2.10.08
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Governo vai liberar crédito para exportadores devido à crise, diz ministro
Paulo Bernardo afirmou que problema não afetará crescimento do Brasil.
Para ele, efeitos da crise ainda serão vistos por pelo menos mais um ano.
G1
01/10/2008
O governo federal vai ajudar os exportadores brasileiros para que possam suportar a crise na economia mundial, segundo o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, em entrevista à Globo News.
“Temos uma determinação do presidente Lula de evitarmos que haja um contágio da economia brasileira ou, se não pudermos evitar completamente, de minimizar os efeitos”, declarou Bernardo.
O ministro explicou que não haverá um “pacote” do governo brasileiro para sobreviver à crise, mas uma série de medidas que visam garantir crédito para as empresas brasileiras e o setor exportador. “Essa crise, mesmo que não se alastre mais pelos outros segmentos da economia, claramente vai diminuir a disponibilidade de recursos. Vai diminuir o crédito, vai aumentar taxas”, disse Paulo Bernardo. O governo tentará suprir essa falta de crédito para “manter as nossas empresas com liquidez, com condições de produzir”, afirmou.
“A nossa avaliação é que pode ter uma diminuição da atividade econômica e queremos que ela seja a menor diminuição possível”, disse o ministro.
Paulo Bernardo acredita que a crise econômica ainda não afetou diretamente o bolso do brasileiro. “A rigor, nem a economia real americana foi atingida gravemente.” E afirmou que os efeitos do problema não devem atrapalhar o crescimento do país. “A economia cresceu 5,4% no ano passado. Este ano, o primeiro semestre já cresceu à taxa de 6%. E o que é melhor, os investimentos cresceram 16,2%. As famílias continuam demandando e como os investimentos estão muito fortes, mesmo que haja desaceleração, esse esforço que já foi feito vai nos levar ainda longe”, declarou.
“Pode ter uma diminuição da atividade econômica? Pode. Pode haver diminuição no nível de criação de emprego, do nível de consumo? Pode. Isso não aconteceu e a nossa previsão é de que, se isso acontecer, não vai ter um efeito devastador na economia brasileira como pode ter em outros lugares”, acredita o ministro.
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1.10.08
Marcadores: Balança Comercial, Exportação
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Brasil e Argentina eliminarão dólar como moeda comercial
EFE
08/09/2008
O Brasil e a Argentina eliminarão o dólar como moeda em seu comércio bilateral, para o qual serão utilizados reais e pesos, garantiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista publicada no jornal Clarín, de Buenos Aires, Lula disse que o acordo que lançará oficialmente este mecanismo será assinado na segunda-feira com a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que está no Brasil em visita oficial.
"Vamos abolir o dólar como moeda em nosso comércio", ressaltou o presidente. O Brasil é o principal destino das exportações argentinas (19% do total) e o maior fornecedor da Argentina (32% das compras).
Entre janeiro e junho deste ano, os dois países, membros do Mercosul, trocaram mercadorias no valor de US$ 14,8 bilhões, com um superávit de aproximadamente US$ 2 bilhões a favor dos brasileiros.
Nesse sentido, Lula lembrou que, este ano, o fluxo comercial entre Argentina e Brasil será superior a US$ 30 bilhões.
A respeito das divergências entre os países nas fracassadas negociações da Rodada do Desenvolvimento de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), disse que "não existe possibilidade de o Brasil jogar sozinho".
"Primeiro porque acredito, trabalho e aposto na integração regional, e segundo, porque, como disse em minha última visita a Buenos Aires, considero que é muito importante que Argentina e Brasil não se olhem como concorrentes, mas como parceiros", disse.
Lula disse que "é importante lembrar que mais de 70% do que a Argentina exporta para o Brasil são produtos manufaturados, o que significa mais valor agregado, mais produção e mais emprego".
"Isso é um potencial extraordinário, porque a Argentina está em processo de reindustrialização. Em função dessa realidade argentina, o Brasil tem consciência do papel que tem na Rodada de Doha e de como combinar isto com a cooperação com a Argentina para sua recuperação industrial", concluiu.
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8.9.08
Marcadores: Economia, Exportação, Mercosul
Argentina, Brazil to sign trade currency pact: Lula
Sun Sep 7, 2008 11:20am EDT
BUENOS AIRES, Sept 7 (Reuters) - Argentina and Brazil will sign a pact on Monday that will abolish the dollar in bilateral trade seen hitting $30 billion this year, Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva said in an interview published on Sunday.
The initiative, announced in September 2006 and which had been expected to come into effect in July 2007, seeks to reduce exchange rate costs and simplify bilateral trade between the south American neighbors.
The pact will be signed in Brazil on Monday, when Argentine President Cristina Fernandez attends a bilateral summit -- an initiative that could later be extended to other members of South American trade bloc Mercosur.
"On Monday we will sign an agreement with President Cristina (Fernandez de) Kirchner that will officially launch the use of reais and pesos in our trade exchange," Lula told Argentine newspaper Clarin in an interview.
"We are going to abolish the dollar as a currency in our trade."
He said he wanted Brazil and Argentina's trade balance to be more balanced. Argentina had a $2.7 billion trade deficit with its larger neighbor Brazil in the first half of the year.
"The trade balance should be a two-way street," he said. "There has to be certain balance: one can have a small difference, one year a trade deficit and the next a surplus."
"It is not in Brazil's interest that there be a big trade surplus in Brazil's favor."
Lula played down differences with Argentina over the failed Doha round of trade talks, which collapsed in late July.
Farming giant Brazil softened its stance against wealthy countries' agricultural subsidies in the Doha round, but the negotiations collapsed when Argentina and others opposed the deal, saying it would hurt farmers.
"In our divergent opinions, we should not see conflict but simply differences," said Lula, who wants to restart global trade negotiations.
"The truth is that Doha did not seem to bring great advantages for Argentina and Brazil." (Reporting by Lucas Bergman, Writing by Simon Gardner, Editing by Jackie Frank)
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8.9.08
Marcadores: Exportação, Internacionais sobre o Brasil, Mercosul
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Exportação de etanol brasileiro deve crescer 18%
Rodrigo Postigo
05/09/2008
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que até o fim do ano sejam enviados a outros países 4,17 bilhões de litros de etanol, crescimento de 18,21% a mais do que os 3,53 bilhões de litros de 2007, segundo um estudo da estatal.
A projeção é de que em 2011 os embarques cheguem a 6,10 bilhões, aumento de 72,85% sobre o resultado do ano passado. Os Estados Unidos e Caribe continuam liderando as importações de álcool do Brasil, com participação de 59% do álcool exportado em 2007, segundo a Conab.
"O Caribe é um ponto importante, pois o álcool hidratado que é transformado lá em anidro não paga a sobre taxa de US$ 150 por metro cúbico", diz o presidente da estatal, Wagner Rossi.
A Holanda e o Japão representam 28% e 3%, respectivamente, das exportações brasileiras. Rossi explica que os holandeses aparecem com destaque, pois o porto de Roterdã, na Holanda, é o hub do produto na Europa. "Isso não quer dizer que não vá para outros países", explicou.
O volume de cana-de-açúcar da safra 2008 destinado para a fabricação de álcool também cresce e será de 317,8 milhões de toneladas, 17,3% maior do que o da safra anterior, segundo levantamento da companhia.
O Centro-Sul responde por 285,3 milhões de toneladas, crescimento de 17,5% em relação a safra passada, e o Norte/Nordeste apresenta 32,5 milhões de toneladas, 15,8% maior. "O crescimento do álcool é bem maior e bem mais firme do que o do açúcar", diz o presidente da Conab, Wagner Rossi.
A produção brasileira de álcool total (anidro e hidratado) está estimada em 27,1 bilhões de litros, crescimento de 17,7% em relação a safra anterior. O Centro-Sul participa com uma produção de 24,5 bilhões de litros.
A região Norte/Nordeste responde por 2,6 bilhões de litros. A produção de álcool anidro é estimada em 9,8 bilhões, elevação de 13,6%, sendo 8,6 bilhões do Centro-Sul e 1,2 bilhão do Norte/Nordeste. A produção de álcool hidratado deve ser de cerca de 17,3 bilhões de litros, aumento de 20,1% frente a safra passada. Desse total, 15,9 bilhões de litros são do Centro-Sul e 1,4 bilhão, do Norte/Nordeste.
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5.9.08
Marcadores: Agricultura, Economia, Etanol, Exportação
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Reforço à exportação
O Estado de São Paulo
01/09/2008
O governo federal deverá reforçar em setembro sua política de comércio exterior com a regulamentação do drawback verde-amarelo. As empresas poderão, finalmente, desfrutar da redução de tributos na compra de insumos nacionais - matérias-primas, bens intermediários e embalagens - para a produção e o acondicionamento de bens destinados à exportação. Será uma desvantagem a menos em relação às indústrias dos países mais ativos no mercado internacional. As indústrias beneficiadas ficarão livres, na compra desses insumos, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do PIS-Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A suspensão dos impostos havia sido concedida em 12 de maio, por meio de instrução normativa da Receita Federal, mas faltava regulamentar a medida e montar o sistema eletrônico para a implantação do novo regime. O drawback verde-amarelo é parte da política industrial anunciada no primeiro semestre pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. O drawback tradicional, conhecido há décadas no Brasil, permite apenas a suspensão dos tributos cobrados sobre insumos estrangeiros, quando são incorporados em produtos destinados à exportação. O mecanismo era em princípio benéfico, mas produzia pelo menos um efeito indesejável, pois estimulava a importação de matérias-primas e bens intermediários disponíveis no Brasil e criava uma situação injusta para uma parte dos produtores brasileiros. Com a regulamentação do novo mecanismo pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), essa distorção será corrigida e, além disso, a carga tributária suportada pelos exportadores ficará um pouco menos pesada. A tributação é uma das principais desvantagens dos produtores brasileiros quando têm de enfrentar concorrentes estrangeiros tanto no mercado internacional quanto no mercado interno. As facilidades federais, no entanto, resolvem apenas parte desse problema. O poder de competição das empresas brasileiras é também afetado pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), pago aos Estados. As mercadorias são isentas desse tributo quando embarcadas para o exterior, mas, ainda assim, a desvantagem fiscal é muito grande. Não há isenção para os insumos nem para a compra de máquinas e equipamentos (neste caso, há um crédito recuperável em 48 meses, quase uma brincadeira de mau gosto).Além disso, outros créditos acumulados por exportadoras são recebidos com muita dificuldade. Segundo estimativas não oficiais, mas consideradas confiáveis, o estoque de créditos fiscais acumulados contra todos os Estados já alcança o valor de R$ 17 bilhões. O governo federal não pode forçar os Estados a participar de políticas como a do drawback verde-amarelo. Nem mesmo um governo estadual pode conceder um benefício desse tipo unilateralmente, sem aprovação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A solução para problemas como esse virá somente com a reforma tributária, se o projeto não for muito desfigurado nem ficar emperrado numa das Casas do Congresso. Por enquanto, a ponte entre a política industrial e a de comércio exterior continua dependendo principalmente da Camex, quando o assunto é tributação. Na quinta-feira, esse mecanismo funcionou novamente, com a inclusão de mais 181 equipamentos - máquinas e bens de informática e de telecomunicações - na lista de ex-tarifários. O Imposto de Importação sobre esses produtos, sem similares nacionais, cai temporariamente para 2%. Essa redução facilitará investimentos estimados em US$ 2,59 bilhões em vários setores. Os principais beneficiários são os segmentos de metalurgia, papel e celulose e embalagens, segundo a Camex. Empresas podem pedir a inclusão de bens de produção na lista de ex-tarifários, quando não encontram similares no mercado interno. Facilidades como essas não eliminam, mas atenuam, pelo menos, a desvantagem causada pela valorização cambial, um importante fator de encarecimento dos produtos nacionais. Para nivelar o jogo sem manipular o câmbio, o setor público teria de atacar muitos outros problemas fora do alcance dos próprios empresários, como os custos logísticos, por exemplo. Na tributação ainda falta corrigir muitas e graves distorções.
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Governo quer estimular exportações com menos impostos
Agência Brasil
29/08/2008
O governo deve anunciar nos próximos dias a regulamentação do Drawback Verde e Amarelo para estimular as exportações. Segundo Lytha Spíndola, secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), a finalidade da medida é equiparar o tratamento do insumo nacional com aquele dado à matéria-prima exportada, suspendendo, isentando ou restituindo impostos.
"Talvez seja a maior reivindicação do setor exportador brasileiro", disse. "Muitas vezes a empresa, que vai produzir para vender para o mercado, prefere importar partes, peças, componentes, produtos intermediários, matérias-primas e material de embalagem, ao invés de comprar no mercado interno", completou.
Com o drawback, de acordo com a secretária executiva da Camex, isso vai mudar, porque vai haver uma equiparação do tratamento tributário, favorecendo a compra do mercado interno, o que aumentará a produção e geração de emprego.
O sistema de drawback beneficia contribuintes nas operações de comércio exterior com a suspensão, isenção ou restituição de imposto que incidem nas exportações, especificamente o Imposto de Importação, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
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