AFP
20/07/2009
A economia argentina registrou uma variação nula (0,0%) em maio em relação a igual período de 2008, no primeiro mês sem registro de crescimento desde novembro de 2002, informou nesta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec).
Os dados do organismo oficial contrastam com a opinião de economistas e consultoras privadas, segundo a qual a Argentina já entrou mês passado em recessão.
A Estimativa Mensal de Atividade Econômica (EMAE) mostrou em maio uma variação de 0,0% e um avanço de 0,1% em comparação com abril, segundo o INDEC.
O EMAE é divulgado pelo INDEC todos os meses, antecipando a evolução do PIB informada trimestralmente.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Economia argentina estaciona pela primeira vez desde 2002
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Argentinos querem reavaliar entrada da Venezuela no Mercosul
BBC Brasil
27/05/2009
A União Industrial Argentina (UIA), que reúne industriais do país, divulgou comunicado, na terça-feira, pedindo que seja "revista a entrada da Venezuela como membro pleno do Mercosul". No texto, a UIA justifica o pedido após o governo venezuelano do presidente Hugo Chávez ter estatizado "empresas de capitais do Mercosul".
Na última sexta-feira, Chávez anunciou a nacionalização de três empresas do grupo argentino Techint, do setor siderúrgico. A medida provocou reações de repúdio público das principais entidades empresariais da Argentina, como a UIA, de setores como construção, bancos, comércio, e de entidades sindicais como a CGT (Central Geral dos Trabalhadores).
No comunicado de terça-feira, a UIA justificou seu pedido para que a Venezuela não seja integrante pleno do Mercosul. "Atenta às reiteradas ações da Venezuela, que envolveram a estatização de empresas de capitais de origem do Mercosul, a UIA solicita às autoridades argentinas a revisão da decisão de incorporar a Venezuela como membro pleno deste mercado", diz o texto.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
China direciona mais investimentos à América Latina
Reuters
25/05/2009
A China está aproveitando oportunidades de investimento na América Latina, enquanto outros players financeiros mais tradicionais na região têm ficado em segundo plano com a crise financeira global, disse uma autoridade sênior de um banco norte-americano.
James Allen, diretor administrativo e diretor de fusões e aquisições para a América Latina no Morgan Stanley, afirmou que o acordo firmado com a China nesta semana para emprestar US$ 10 bilhões a Petrobras posicionou o país asiático como um novo e importante fornecedor de recursos a baixo custo para fortes tomadores de empréstimo da América Latina.
"O que você está vendo é uma China empenhando um pouco mais de esforços como um enorme detentor de dólares, essencialmente, e querendo obter um retorno melhor, percebendo que existem boas oportunidades de investimento fora de lá", disse Allen.
Em entrevista na noite de quinta-feira durante uma conferência internacional em Miami, Allen apontou que os investimentos da China na América Latina uniram a necessidade do país por recursos naturais e sua capacidade de ver oportunidade atrás da adversidade.
"Eu acho que o crescente apetite e talvez o tipo de essência da China, em particular como uma fonte de capital que precisa encontrar um lugar para ser direcionado - e que pode adquirir tantos títulos americanos -, significam que o país pode ser uma fonte interessante de capital para empresas da América Latina", afirmou Allen.
Em entrevista à imprensa na quinta-feira, o presidente-executivo da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que o Banco de Desenvolvimento da China pode oferecer crédito adicional à petrolífera estatal brasileira, além dos US$ 10 bilhões já fornecidos esta semana.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Chávez diz esperar adesão rápida da Venezuela ao Mercosul
Reuters
30/04/2009
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse na quarta-feira que espera para "o mais pronto possível" a adesão definitiva do seu país ao Mercosul, para reforçar os laços comerciais com seus parceiros sul-americanos.
O líder esquerdista afirmou que na recente visita que lhe fez o chanceler brasileiro, Celso Amorim, foram discutidos alguns pontos pendentes para a adesão do país petroleiro ao bloco regional, que sofre atrasos devido a resistências políticas em países membros.
"Esperamos que se concretize o ingresso da Venezuela no Mercosul o mais pronto possível", disse Chávez durante reunião ministerial transmitida em cadeia de rádio e TV.
O processo de adesão da Venezuela ao bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai começou em 2006, mas para que seja formalizada ainda precisa da aprovação dos Congressos de Paraguai e Brasil.
"Designou-se uma comissão para fazer as revisões técnicas já finais (...) e aspiramos tê-las solucionadas antes da cúpula que teremos na Bahia (em 26 de maio) com o presidente Lula", acrescentou.
No Brasil, a adesão da Venezuela ao Mercosul já foi aprovada pela Câmara, mas ainda precisa passar por comissões e pelo plenário do Senado, onde enfrenta resistências.
No Paraguai, o presidente Fernando Lugo não tem maioria no Congresso, e os partidos de oposição já anteciparam que votarão contra a adesão venezuelana, acusando Chávez de contaminar ideologicamente o bloco.
Uma comissão do Senado paraguaio retarda há meses um parecer que será votado no plenário.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Brasil oferece ao Paraguai acordo de 20 pontos sobre Itaipu
BBC Brasil
29/04/2009
O governo brasileiro ofereceu ao presidente do Paraguai, Fernando Lugo, uma proposta de acordo com 20 pontos para pôr fim à discussão sobre o reajuste da tarifa que o Brasil paga ao Paraguai pela energia produzida pela usina binacional de Itaipu.
A proposta brasileira foi anunciada pelo ex-bispo católico Fernando Lugo em uma entrevista coletiva nesta terça-feira em Assunção. "É uma agenda bem ampla e não fica nada na gaveta", disse Lugo.
Fontes do governo brasileiro confirmaram que o documento enviado à Lugo é um esboço que só depende da aprovação do presidente do Paraguai.
Entre as propostas brasileiras estão a construção de uma segunda ponte unindo os dois países, uma linha férrea e um novo entendimento sobre a energia de Itaipu.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Brasil e Argentina ampliam CCR para US$ 1,5 bilhão
Estadão
24/04/2009
O chefe de Gabinete da Presidência da Argentina, Sergio Massa, anunciou hoje que os bancos centrais do Brasil e da Argentina assinaram acordo para ampliar de US$ 120 milhões para US$ 1,5 bilhão o Convênio de Crédito Recíproco (CCR).
O CCR é um mecanismo de compensação de moedas para comércio exterior existente no âmbito dos 12 países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), mas a ampliação foi um acordo somente entre a Argentina e o Brasil. O CCR é usado pelos BCs para dar garantia às operações de exportadores.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Brasil e Chile querem incentivar comércio de serviços e investimentos
EFE
06/04/2009
Brasil e Chile vão elaborar uma agenda de trabalho para incentivar o comércio de serviços e iniciarão as conversas para criar um protocolo de investimentos entre os dois países, informaram hoje fontes oficiais.
Estes foram os compromissos assumidos nesta sexta em Santiago pelas delegações de ambos os países na reunião preparatória da 5ª Comissão Bilateral de Comércio entre Chile e Brasil.
O encontro foi presidido pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, e pelo diretor de assuntos econômicos bilaterais da Direção Geral de Relações Econômicas Internacionais do Chile, Andrés Rebolledo.
"Depois de fechar as negociações sobre serviços com o Mercosul no ano passado, o passo seguinte é a criação de instâncias de trabalho que permitam a promoção e ampliação do comércio deste setor", afirmou Rebolledo.
O chileno disse que os países pretendem trabalhar em uma agenda conjunta que permita "identificar novos setores e incentivar o comércio, sem deixar de lado a importância da participação dos setores privados nesta tarefa".
quinta-feira, 26 de março de 2009
Banco do Sul deverá ser lançado no segundo semestre, diz ministro venezuelano
Impasse sobre 'poder de decisão' na instituição financeira teria sido solucionado
BBC Brasil
26/03/2009
O Banco do Sul "já é uma realidade" e deverá ser lançado no segundo semestre deste ano, afirmou nesta quarta-feira o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro.
O chanceler venezuelano afirmou que o documento de fundação do banco foi finalizado durante a reunião dos ministros de Economia da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), realizada na última segunda-feira, em Caracas.
"Estamos seguros de que, no segundo semestre deste ano, o Banco do Sul começará as operações", afirmou Maduro, logo depois de uma reunião bilateral com o chanceler argentino, Jorge Taiana, em Buenos Aires, nesta quarta-feira.
O banco deverá ser inaugurado com um capital de US$10 bilhões, US$ 3 bilhões a mais do que foi acordado no ano passado.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Brasil tenta recuperar fluxo comercial com a Argentina
DCI / Karina Nappi
19/03/2009
A visita da presidente da Argentina, Cristina Kirchner ao Brasil, que acontece amanhã em São Paulo, pode ser o primeiro sinal de tentativa de acordo entre os dois países, para a recuperação do fluxo comercial, que vem em trajetória de queda. Analistas ouvidos pelo DCI disseram que o crescimento da balança comercial e o fluxo verificados no ano passado não serão repetidos pelos próximos dois anos. A balança comercial continuará superavitária para o Brasil, e o fluxo comercial não deve passar dos US$ 18 bilhões, após os US$ 30 bilhões registrados no ano passado.
O Brasil fechou o mês de fevereiro com um aumento de 7,79% nas exportações para a Argentina e 9,52% nas importações em relação ao mês anterior. Estes dados possibilitaram o crescimento da balança comercial entre os países que desde novembro do ano passado sofre com fortes quedas na corrente comercial. De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior até novembro de 2008 os valores de exportação passavam com folga a casa do bilhão exportado, este mês a balança fechou com somente US$ 693 milhões, se comparado com fevereiro do ano anterior houve uma queda de 49,52%.
Um dos principais motivos apontados pelo gestor de negócios da Câmara Brasil-Argentina do Rio Grande do Sul, Jorge Flores, é a retração do comércio mundial e não somente do comércio entre os países vizinhos. No entanto, o desequilíbrio a favor do Brasil será constante, uma vez que a Argentina ainda não conseguiu recuperar sua economia, antes mesmo desta crise financeira. "A Argentina precisa criar um pensamento de longo prazo, pois só assim conseguirá se recuperar tão rapidamente quanto é previsto", explica Flores.
O valor total exportado para a Argentina sofreu uma queda de 47,42% quando comparado com o mesmo período de 2008. No entanto, se compararmos com o mês anterior, houve um aumento de 7,79%. Segundo o professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, o motivo apresentado foi à quebra na produção de alimentos por motivos naturais, sofridos pela Argentina. "O nosso vizinho sofreu uma forte seca, o que prejudicou sua produção no trimestre passado e no primeiro trimestre deste ano, e fez com que fosse importado um número superior de produtos."
terça-feira, 17 de março de 2009
México retalia EUA por causa de lei 'protecionista'
BBC Brasil
17/03/2009
O governo mexicano anunciou que vai aumentar as tarifas para a entrada de 90 produtos americanos no país, em retaliação ao cancelamento de um programa piloto que permitia a caminhoneiros mexicanos transportar bens entre as fronteiras dos dois países. O ministro da Economia mexicano, Gerardo Ruiz Mateos, afirmou que a medida afetaria produtos agrícolas e industriais em cerca de 40 Estados americanos, no valor de US$ 2,4 bilhões.
Segundo o ministro, a suspensão do programa piloto vai contra o Acordo de Livre comércio da América do Norte (Nafta), assinado em 1994, que deveria ter aberto o transporte entre as fronteiras no ano 2000.
Pouco depois do anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu que seu governo crie um novo programa para permitir a circulação de caminhões mexicanos no país, conforme previsto no Nafta.
O programa piloto foi cancelado na semana passada, depois que o Congresso americano votou a lei do orçamento, que elimina os fundos que financiavam o esquema.
Segundo o ministro mexicano, o cancelamento do programa não só é uma medida equivocada mas também mostra uma tendência ao protecionismo por parte dos Estados Unidos, o que prejudicaria toda a região.
"Através da aplicação dessas medidas de represália tratamos, em primeira instância, de preservar a integridade" do Nafta, acrescentou Ruiz Mateos.
Em uma entrevista coletiva, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que "o governo entende as preocupações" do México.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Brasil e Argentina buscarão acordos setoriais para equilibrar comércio
EFE
13/03/2009
O Brasil e a Argentina combinaram hoje buscar soluções "setor por setor" para corrigir os desequilíbrios em suas trocas comerciais, que despencaram nos últimos dois meses devido ao impacto da crise financeira internacional.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Brasil, Samuel Pinheiro Guimarães, e o secretário de Comércio e Relações Internacionais da Chancelaria argentina, Alfredo Chiaradía, resolveram promover uma série de reuniões "nas próximas semanas".
Os encontros serão entre funcionários de ambos os Governos e representantes dos setores atingidos pelo desequilíbrio no comércio externo.
Em entrevista coletiva após a reunião que tiveram hoje em Buenos Aires, Samuel e Chiaradía disseram que a região vive as "repercussões" e certos "momentos de tensão" decorrentes do "processo delicado" que a economia mundial atravessa.
"Estamos diante de uma crise econômica de enorme dimensão, talvez a mais grave de toda a história", afirmou o vice-chanceler brasileiro.
Já Chiaradía disse que tanto o Brasil como a Argentina aplicaram medidas para proteger suas indústrias e o emprego frente a "agressões" que vêm "de outras partes do mundo".
Nas últimas semanas, Brasília expressou certa preocupação com a decisão de Buenos Aires de aplicar licenças não automáticas e preços mínimos para a entrada na Argentina de aproximadamente 200 produtos de todo o mundo.
Hoje, a Argentina frisou que essas medidas, também aplicadas pelo Brasil, não são "protecionistas".
Para diminuir o tom da disputa, tanto Samuel como Chiaradía reiteraram a "aliança estratégica" entre ambos os países, o "objetivo comum de fortalecer a integração" e o propósito compartilhado de estabelecer "níveis apropriados de comércio".
Na reunião desta quinta, classificada por ambos como "frutífera e harmoniosa", uma série de encontros por setores foi acertada..
Nesses encontros, Governos e representantes de empresas de farinhas, motocicletas, ferramentas, brinquedos, calçados e eletrodomésticos, entre outras, buscarão alternativas para equilibrar o comércio que não necessariamente impliquem o estabelecimento de quotas para as trocas comerciais.
"Os empresários se manifestam de maneira forte quando um interesse pontual é afetado, mas sempre há margens de recuo em posições para o alcance de um ponto de convergência que possa ser aceitável por todos", disse Chiaradía.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Brasil e Argentina acirram luta comercial, diz El País
Terra
12/03/2009
O Brasil e a Argentina acirraram os ânimos frente à crise econômica global, assim como em questões esportivas, segundo uma matéria publicada no jornal espanhol El País, nesta quinta-feira. O artigo afirma que os argentinos não diminuem as barreiras comerciais e que o Brasil não acata as queixas de seus empresários.
Segundo o jornal com a situação econômica piorando, volta o protecionismo como resposta a queda no número de empregos, o que teria feito com que o governo da presidente argentina, Cristina Kirchner, tivesse aumentado os impostos para centenas de produtos brasileiros.
Os dois líderes mantém uma cultivada aliança política dentro do Mercosul, mas não conseguem evitar os conflitos comerciais, disse o El País. A dinâmica parece ser a mesma dos últimos anos: os industriais pedem ao governo argentino proteção contra o gigante Brasil, os empresários brasileiros se queixam para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não faz muita coisa porque considera que o país deve ceder se quiser fortalecer a relação bilateral, diz o El País.
Mas, em tempos de crise, o Brasil não tem a mesma aceitação às barreiras comerciais e a Argentina não pode se omitir ao déficit comercial com seu principal sócio nos últimos seis anos de expansão, com as quedas nas exportações de ambos os países terem chegado a 40%, em comparação ao primeiro bimestre de 2008, diz o jornal.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Risco da recessão Argentina assombra o Brasil
Entre as tentativas para salvar o país vizinho estão as restrições às importações, o que vem afetando o Brasil
Zero Hora / Marcelo Flach
09/03/2009
O pesadelo de 2001, quando a economia minguou e a população saiu às ruas fazendo panelaço, volta a rondar a Argentina. Com menos dinheiro entrando nos cofres públicos e contas no vermelho aparecendo sobre a mesa, a presidente Cristina Kirchner tenta soluções caseiras para segurar o avanço da crise financeira global no país. Assim como no Brasil, a turbulência assusta porque começa a emagrecer o expressivo crescimento dos últimos anos.
Antes mesmo de a crise estourar lá fora, foi aplicada uma sobretaxa nas vendas externas do setor agropecuário. Depois, veio a estatização da previdência privada, até chegar ao protecionismo comercial — prejudicando diretamente o Brasil. Tudo para tentar segurar o superávit fiscal argentino. O indicador que ajudou o país a se expandir em um ritmo chinês — média anual de 8% entre 2003 e 2008 — desabou 41% em janeiro.
Apesar de medidas extremas terem sido tomadas no fim do ano passado, janeiro já desponta com uma queda de 4,6% na produção industrial — a primeira redução desde 2003. Outra prova dolorida da desaceleração é o crescimento menor do recolhimento de impostos. A alta foi de apenas 11% no primeiro mês de 2009, o pior resultado em quase três anos.
E isso que Cristina garimpou R$ 53 bilhões para os cofres depois estatizar fundos de previdência em outubro. Parte desse dinheiro estaria sendo usada, segundo críticos do modelo da presidente, para a crise global não fazer desandar de vez os números saudáveis da economia. A desaceleração já empurrou ladeira abaixo as exportações: houve queda de 36% nos embarques.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Argentina defende "antidumping" frente ameaça de cotas do Brasil
EFE
05/03/2009
O Governo argentino defendeu hoje as medidas "antidumping" - contra a concorrência desleal - iniciadas no contexto da crise global, depois de que o Brasil admitiu que estuda estabelecer cotas para as importações a partir da Argentina.
O subsecretário de Política e Gestão Comercial do Ministério de Produção argentino, Eduardo Bianchi, disse, em comunicado, que "as medidas anti-dumping da Argentina são aplicadas a situações de concorrência desleal e, portanto, não configuram uma barreira ao comércio desenvolvido em condições normais".
Neste sentido, disse que "os procedimentos de defesa comercial aplicados pela Argentina são compatíveis com os acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC)".
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento brasileiro, Welber Barral, admitiu na segunda-feira que estuda recorrer perante a OMC contra a Argentina, o principal parceiro comercial do Brasil no Mercosul.
Ao mesmo tempo, Barral não descartou que o Brasil imponha barreiras à entrada de leite em pó e farinha de trigo procedente da Argentina.
Segundo o Brasil, as licenças não automáticas para algumas importações e o estabelecimento de preços mínimos para alguns produtos impostos pela Argentina prejudicam 10% das exportações brasileiras.
Bianchi disse hoje que estas medidas dispostas pela Argentina "envolvem uma pequena percentagem das importações provenientes do Brasil".
"No caso dos valores critério (preços mínimos), só 4% dos produtos procedentes do país vizinho estão sujeitos a esses valores", disse.