segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Dólar pode chegar a R$ 1,10 em 24 meses

Ivan Postigo

19/11/2007


Há alguns meses preparei um relatório que sinalizava que a cotação do dólar poderia chegar a R$1,85, alguns amigos me diziam: Não pode ser você está errado. Isso não tem sentido!

Eu sempre respondia isso não é projeção minha, é apenas uma leitura do que diz o mercado, o posicionamento de pessoas que estão envolvidas com área cambial. Ora, não demorou muito e estamos a caminho de R$ 1,70 por cada dólar .

O seu negócio sofre influência direta do mercado cambial? Você está estudando e refletindo sobre medidas que pode e deve tomar para se precaver de uma flutuação maior ainda?

Consideremos o que pode acontecer usando as variações de alguns anos passados, tendo como referência a taxa de venda do último dia útil do mês de dezembro.

2002 2003 2004 2005 2006

R$/US$ 3, 625 2, 925 2, 718 2, 285 2, 150

Variação % 19,31 7,07 15,93 5,90

Até agora, em 2.007, com um cambio a R$ 1.74 a valorização é de 19,06%%, com tendência a aumento. Realmente é muito difícil dizer o que vai acontecer nos próximos meses com o cambio , contudo há fortes indicações de valorização do real frente ao dólar.

As economias do mundo deve continuar nesse processo de crescimento por mais algum tempo com os países desenvolvidos deslocando quantias importantes de capitais para áreas que propiciem maior rendimento, portanto considerando que somos um país atrativo para investimento e especulação uma boa massa deve atravessar nossas fronteiras.

Petróleo, etanol, biodiesel, produtos agrícolas, continuarão a impulsionar a economia e a ajudar outros segmentos a se desenvolverem.

O mercado de ações com boas perspectivas de rendimento e a remuneração proporcionada pelos juros aos capitais especulativos, ainda um dos maiores do mundo, continuarão incentivando o ingresso de moedas estrangeiras no país.

Você pode considerar para análise dos possíveis impactos em médio prazo nos seus negócios alguns patamares de valorização do câmbio, como vêm acontecendo nos últimos anos, onde você precisa de menos Reais para comprar um Dólar.

Nada o impede em seus estudos usar como premissa a desvalorização ao invés da valorização cambial, é uma questão de leitura de mercado e de trabalhar com sua intuição, caso acredite que o cenário pode mudar radicalmente.

Consideraremos na nossa análise a valorização cambial, tendência que neste momento se mostra mais concreta, usando algumas faixas de flutuação para projeção das possíveis taxas de câmbio do dólar para os próximos 12 meses.

Meses Nov. 2007 Nov. 2008 Nov. 2009

Câmbio R$ 1,74
Valorização 5% ao ano R$ 1 653 R$ 1, 570
Valorização 10% ao ano R$ 1.566 R$ 1, 409
Valorização 15% ao ano R$, 1,479 R$ 1,257
Valorização 20% ao ano R$ 1,392 R$ 1,136

Lembre-se que nossas exportações frente ao volume mundial ainda é uma parcela muito pequena, o crescimento de nossa economia não tem nada de extraordinário, deveríamos apresentar maior desenvolvimento, isso sem dúvidas nenhuma colocaria um volume maior de recursos externos no nosso mercado.

Para sermos cada vez mais competitivos vamos sim ter que trabalhar em redução de custos, automatização, logística, de forma a podermos oferecer preços cada vez mais convidativos frente à concorrência global.

Faremos isso de forma estratégica, pensada, planejada, ou faremos porque a taxa cambial nos levará a um volume menor de receitas em reais por dólar exportado.

Dois anos é um prazo curto para quem quer conduzir sua empresa a um crescimento significativo e também o é para aquele que quer recuperar a saúde financeira e ainda conduzi-la ao crescimento.

Sem demora, lápis e papel ou laptop e sua planilha eletrônica, mãos a obra, você tem muito trabalho pela frente.

Ivan Postigo
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Só sem CPMF o governo fará reforma tributária, diz Simon

Invertia

16/11/2007

Apontado como personagem ativo da manobra que permitiu ao governo a aprovação da CPMF na CCJ, na última terça-feira, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) - um dos dois congressistas substituídos na comissão para garantir um placar favorável à PEC que prorroga o tributo até 2011 - acredita que apenas derrubando o chamado imposto do cheque o Congresso terá a chance de discutir uma proposta de reforma tributária ainda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Simon nega ter ajudado o governo na CCJ. Afirma que a CPMF é o último projeto da atual administração capaz de fazer o Planalto se esforçar na negociação com o Parlamento e que, por isso, o Senado terá de saber aproveitar o momento para fazer valer sua força. Desacredita as ofertas feitas pelo governo em troca da manutenção da CPMF e se diz "livre de pressões" para votar a favor da proposta.

O senhor ajudou o governo na votação da CCJ?"

Não, nunca. Na semana passada, eu estava no cafezinho do Senado e a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) veio me perguntar como eu iria votar na CCJ. Eu disse: "Voto contra". Ela veio argumentando, mas eu mantive meu voto contra. Ela avisou que o governo iria me substituir na comissão. Ok, mas aí foi a minha vez de deixar claro que meu voto vai continuar sendo contra a CPMF no plenário. Não sei de onde o líder do PMDB tirou que eu não teria condições de votar, eu sou contra. A bancada tomou sua posição, eu mantive a minha."

Mas não houve nenhuma pressão, nem do governo de seu Estado, que tem uma situação fiscal complicada?

"Ninguém me procurou. Ninguém do Palácio do Planalto, nem a governadora veio me procurar."

O senhor ficou magoado por conta da manobra do governo, que lhe substituiu na CCJ pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO)?

"Não, não teve nenhum problema. Eu mesmo disse para a Roseana: podem me tirar. Eu não vou ficar chorando por conta de uma manobra política. Não dá é para ficarem falando que eu orientei o governo a me trocar pelo Raupp."

Por que o senhor vota contra?

"Na verdade, eu vejo com simpatia o imposto do cheque. Até como um tributo permanente mesmo. É uma boa idéia, é um bom imposto, mas só em um contexto de reforma tributária, onde uma montanha de impostos é substituída por cinco, seis tributos, sendo que um deles é do cheque. Mas o governo não vai fazer esse trabalho tendo na mão toda a arrecadação da CPMF. Se essa proposta cair, aí o governo vai ter um fator de pressão para fazer a reforma tributária. Que é o que o país precisa de fato."

Com a CPMF, então, não haverá reforma tributária?

"Com certeza não. O governo não quer fazer isso, ele está feliz da vida com o monte de dinheiro que a Receita arrecada. Ficou apavorado agora com a perspectiva de perder R$ 40 bilhões de um tapa só. Se der esse dinheiro para o governo agora, nunca mais na vida ele vai falar em reforma. Se não der, o Planalto vai enlouquecer. E vai negociar. "

O Palácio do Planalto agora está voltado para sua própria base, a fim de virar os votos aliados contrários à CPMF. Existe algum argumento que possa convencer o senhor a votar pela prorrogação do imposto?

"Nada. Essa é a última vez que o governo Lula vem bater na porta do Senado. Aprovou a CPMF, é tchau. Não vai precisar de mais nada na Casa, até o fim do mandato. Agora, aparecem várias promessas. Inclusive de reforma tributária, mas eu tenho certeza que é só aprovar a CPMF e a reforma ir parar na gaveta. "

Então as propostas que o governo está fazendo agora para reduzir os tributos são falsas?

"Essas propostas não valem dois mil réis."

Novo projeto para reforma tributária mantém o IPI

Estado de São Paulo / Sérgio Gobetti, Lu Aiko Otta e Leonencio Nossa

16/11/2007

O governo federal deve deixar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de fora do novo Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), a ser criado na reforma tributária, a partir de 2010. A proposta de mudanças no sistema tributário apresentada ontem ao presidente Lula na Câmara de Política Econômica é bem mais modesta do que a idealizada inicialmente pelo Ministério da Fazenda.

A emenda constitucional será enviada no fim do mês ao Congresso.Em vez de um IVA que unifique todos os impostos indiretos do País nas esferas federal, estadual e municipal, a reforma vai prever a coexistência de pelo menos quatro tributos sobre o consumo. Além do IPI e do IVA federal, que vai unir PIS/Cofins e Cide, estarão em vigor o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual, e o Imposto sobre Serviços (ISS), municipal.A decisão de não incluir o IPI no IVA federal foi tomada para evitar uma discussão espinhosa sobre os benefícios fiscais que atualmente são concedidos por meio desse imposto, como no caso da Zona Franca de Manaus.

Se o IPI fosse extinto, o governo seria pressionado a reeditar esses mesmos benefícios - possivelmente por prazo mais longo - no novo IVA.A idéia de unificar o ICMS e o ISS foi descartada depois que o governo sentiu que enfrentaria muita resistência no meio empresarial e entre os prefeitos das grandes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, apesar do apoio dos pequenos municípios. As regras para o fim da guerra fiscal também não farão parte da emenda a ser enviada ao Congresso.

O governo preferiu deixar essa definição para o processo de negociação durante a tramitação da proposta.Apesar disso, a emenda constitucional deve prever a transição do sistema de repartição do ICMS na origem para o de distribuição no destino. Isso será feito com a redução gradual das alíquotas interestaduais até 2016, quando deve entrar em vigor o novo imposto estadual, com alíquotas uniformizadas.Na prática, a unificação das alíquotas e a mudança do ICMS para o destino praticamente eliminam a fonte da guerra fiscal, pois os atuais benefícios fiscais terão de ser reduzidos no mesmo ritmo da alíquota interestadual. Resta negociar no Congresso o prazo para sua extinção completa.

A reforma também vai extinguir a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), mas isso não significa uma redução na carga tributária das empresas. Elas passarão a pagar mais Imposto de Renda, de forma que os recolhimentos continuem no mesmo valor. A estratégia do governo é eliminar ao máximo as brechas para polêmicas sobre a sua proposta e, assim, tentar ampliar as chances de aprovação.

Jobim descarta abertura total do setor aéreo a estrangeiros

Rodrigo Postigo

16/11/2007

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, descartou nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, a abertura total do setor aéreo para empresas estrangeiras, segundo a rádio CBN. Jobim disse ser favorável à discussão do projeto de lei que aumenta a participação do capital internacional em empresas de aviação brasileiras de 20% para 49% para incentivar a concorrência no setor.

De acordo com a CBN, Jobim citou o modelo norte-americano de aviação e afirmou que o controle do mercado de aviação por empresas nacionais é estratégico, assim como acontece nos Estados Unidos.

O ministro disse ver como uma perspectiva positiva as fusões que estão começando a ocorrer na área das empresas aéreas, como aconteceu com a Gol e a Varig.

"Essas fusões são importantes porque darão mais envergadura às pequenas empresas".
O ministro lembrou que já está definida no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) uma série de investimentos nos aeroportos, para adequar a infra-estrutura aeroportuária à demanda que "está se aguçando". Ele citou um estudo que prevê o crescimento da demanda aérea no Brasil, em função do crescimento da renda da população.

"Essa infra-estrutura tem que estar ajustada com o fluxo de demanda".

G20 diz que êxito da Rodada Doha "está ao nosso alcance"

Gazeta Mercantil/Caderno A / EFE e Reuters

16/11/2007

Ministros e altos representantes do G20, grupo liderado pelo Brasil e que reúne países emergentes, disseram ontem que a agricultura deve ser o centro das prolongadas negociações da Rodada de Doha e alertaram que, sem um consenso nesta área, não haverá acordo. Mas a conclusão do encontro foi otimista: "o êxito na rodada está ao nosso alcance", diz a nota oficial divulgada após a reunião em Genebra, coordenada pelo ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

"O centro da rodada, a locomotiva da rodada é a agricultura e qualquer tentativa de tentar mudar este fato central vai falhar", disse Amorim, em entrevista coletiva após a reunião que ocorreu na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A mesma posição foi adotada pelo titular de Assuntos Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, que pediu "que a agricultura seja o centro das negociações". A reunião do G20 se ampliou depois para um encontro do qual participaram o grupo dos Países Menos Desenvolvidos, as Economias Pequenas e Vulneráveis e as Nações da África, do Pacífico e do Caribe que eram ex-colônias européias, todos países emergentes, que também lembraram da importância da agricultura. "Juntos, representamos quase 95% dos membros da OMC", acrescentou Amorim.

Todos os oradores ressaltaram que a reunião de Doha, que começou há seis anos na cidade de mesmo nome do Catar, foi chamada de rodada do Desenvolvimento porque seu objetivo era promover o crescimento econômico dos países emergentes. "Todo mundo sabe que a maioria dos pobres do mundo é agricultor", disse o ministro de Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez. "Por isso, qualquer tentação de culpar os países em desenvolvimento das dificuldades das negociações está deslocada, pois esta é a rodada da Agricultura", reiterou Amorim.

A rodada está num impasse devido à solicitação dos emergentes aos países desenvolvidos de que ponham fim aos subsídios à agricultura e de que ampliem as parcelas de mercado. Já as nações ricas querem que os países em desenvolvimento reduzam tarifas de importação de produtos industriais. O ministro brasileiro afirmou que o principal problema que os países em desenvolvimento enfrentam atualmente é que o texto da minuta sobre produtos industriais "é claro, o que você vê é o que recebe", disse. "Mas no texto sobre o setor agrícola não se sabe; pode ser que o que oferecem com uma mão podem tirar com a outra", acrescentou. "Queremos um texto de agricultura onde o que se leia seja o que é", disse o ministro de Comércio indiano, Kamal Nath.

Ele disse que os EUA precisam esclarecer sua posição em relação ao procedimento para um futuro acordo, pois há mais de seis meses o governo americano está sem a permissão do Congresso para negociar e aprovar acordos comerciais (o "fast track"). "Queremos saber qual a proposta dos EUA, e não esta incerteza", disse Nath. A posição recebeu o apoio da ministra de Agricultura da África do Sul, Lulama Xingwana, que disse que os países africanos, inclusive o seu, não estavam contentes com o que estavam vendo e criticou os EUA por não eliminarem distorções e subsídios.

“Deus pode ser brasileiro”, diz Economist referindo-se a descoberta de petróleo

Rodrigo Postigo

16/11/2007

Reportagem publicada na edição desta semana na revista britânica The Economist comenta a descoberta do campo de petróleo de Tupi, num país já farto em recursos naturais, afirmando, com ironia, que "Deus pode mesmo ser brasileiro, afinal".

"As florestas do Brasil são maiores do que as de qualquer outro. Seu solo é tão fértil que algumas árvores chegam à plena maturidade mais rápido do que as pessoas. Debaixo de seu solo há enormes depósitos minerais que são a matéria prima para o crescimento chinês de dois dígitos. O Brasil já está no caminho para se tornar uma superpotência da energia alternativa", lista a revista.

"E como se provasse o dito popular de que 'Deus é brasileiro', agora parece que há bilhões de barris de petróleo a mais do que se pensava antes sob as águas profundas da costa brasileira", diz a reportagem.

A revista observa que a exata dimensão do novo campo ainda é desconhecida, mas que se as estimativas da Petrobras estiverem corretas, já seria maior do que todas as reservas da Noruega e representam a segunda maior descoberta de petróleo no mundo em duas décadas.

Brasil e Argentina debatem comércio em moeda local

Rodrigo Postigo

16/11/2007

A futura presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vão examinar na segunda-feira, em Brasília, como implementar o sistema de pagamentos bilateral em moedas locais entre os dois países. Lançado há um ano como um primeiro passo para criação de uma moeda comum para o Mercosul, o projeto até agora não saiu do papel.

O sistema, para ser administrado pelos dois bancos centrais, deve facilitar as transações e reduzir os custos de operação entre os dois sócios do Mercosul, dispensando a conversão das moedas nacionais em dólar. A medida facilitaria, principalmente, o comércio de pequenas e médias empresas. O plano inicial era de o sistema funcionar desde julho deste ano.

Os argentinos insistem que as relações estão muito boas, mas também tem queixas. Uma delas é que perderam mercado no Brasil para países asiáticos, por causa de medida antidumping aplicada pelo país sobre a resina PET exportada pela Argentina. ? ? Os asiáticos ocuparam o espaço e estão exportando agora mais que a Argentina ? ? , disse o subsecretário de Comércio Internacional, Nestor Stancanelli. O Mercosul tem que preservar o comércio, não entendo como uma empresa desaloja os argentinos para entrar os asiáticos .

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, retrucou que essa situação mostra a importância de o bloco negociar regras comuns. Mas Alfredo Chiaradia, o secretário de Comércio Internacional argentino, reiterou que a perda de mercado dos argentinos é agora, enquanto a discussão sobre regras comuns ainda levará tempo até que chegue a uma união aduaneira completa.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Bovespa recupera parte das perdas em alta de 2%

Rodrigo Postigo

14/11/207

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de mais de 2% nesta terça-feira, com investidores aproveitando o rali do mercado norte-americano para comprar ações que caíram muito na véspera.

O principal indicador da bolsa paulista avançou 2,28%, para 62.927 pontos nesta sessão. A alta, entretanto, foi insuficiente para apagar as perdas de segunda-feira, quando o Ibovespa despencou 4,34%.

A alta foi bem parecida com a valorização do Dow Jones <.DJI>, estimulado, entre outros fatores, pelas vendas de moradias pendentes, que subiram de forma inesperada, e pelos setores de tecnologia e de bancos, que no Brasil também tiveram bom desempenho: Bradesco teve alta de 3,77%, Itaú subiu 4,51% e Ubibanco avançou 5,08%.

O índice das principais ADRs brasileiras, no entanto, disparou quase 9%. O indicador estava atrasado em relação ao Ibovespa. Em novembro, até a véspera, tinha recuado 11,3% enquanto o indicador da bolsa paulista havia cedido 5,8%.

A bolsa paulista também teve desempenho acima das bolsas norte-americanas este mês, com analistas avaliando que o País está saindo relativamente ileso da recente crise global de crédito.
"Dois fatores explicam o forte desempenho do Brasil: o mercado claramente está se beneficiando da atual situação macroeconômica global de queda do juro norte-americano e fortes preços de commodities, assim como de seu isolamento da fraqueza da economia norte-americana", afirmaram os analistas do Citigroup Geoffrey Dennis e Jason Press.

"(Outro fator é) o impulso do setor de matérias-primas com as recentes notícias de fusões e aquisições", complementaram. O banco elevou a recomendação de Peru a "overweight" nesta terça-feira, mas disse que o Brasil permanece sua principal aposta na região.

Brasil negocia aumento no volume importado de gás da Bolívia, diz ANP

Rodrigo Postigo

14/11/2007

O diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima, disse nesta terça-feira que o Brasil negociará com a Bolívia um aumento no volume de gás importado do país.
A declaração foi dada durante sabatina da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, que aprovou por 20 votos a dis a recondução de Lima à diretoria-geral da agência. Ele ficará por outros quatro anos à frente da ANP.

De acordo com Lima, a quantidade passaria dos atuais 30 milhões de metros cúbicos por dia para 34 milhões de metros cúbicos por dia. A negociação será feita pela Petrobras.
Lima explicou que isso poderá ser feito pelo próprio Gasbol (Gasoduto Brasil-Bolívia) com um aumento na compressão do gás --que permitiria o transporte de um volume maior.

"Temos que ver em perspectiva, melhorar a estrutura (do gasoduto) depois", disse.

A ampliação do volume de gás importado da Bolívia seria uma maneira de tentar reverter a crise de abastecimento do combustível --que estourou no dia 30 de outubro, quando a Petrobras tentou diminuir o fornecimento para a CEG, empresa que distribui gás no Rio de Janeiro.

CPMF: Governo agora se prepara para batalha no Plenário

Invertia / Maria Clara Cabral

14/11/2007

Passado o primeiro desafio na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o governo agora se prepara para mais uma etapa no processo para prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011: conseguir aprovar a matéria no plenário do Senado, a partir da semana que vem. Mesmo com maioria na CCJ, derrotar o relatório da senadora da Kátia Abreu (Democratas-TO) foi complicado e a base está ciente que o mesmo acontecerá no plenário.

Ontem, na CCJ, o governo conseguiu derrotar por 12 votos a nove o relatório que era contrário à prorrogação da cobrança. Para conseguir esta primeira vitória, o governo foi obrigado a fazer concessões, como por exemplo a promessa da redução da alíquota da CPMF em 0,02 ponto percentual já em 2008. A proposta é que a contribuição diminua dos atuais 0,38% para até 0,30% em 2011. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, isso implicará em uma renúncia fiscal de cerca de R$ 20 bilhões para o governo.

Para uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ser aprovada é preciso, no mínimo, 49 votos, de 81 senadores. A base coesa conta com 53 parlamentares. Contudo, há grande possibilidade de "traições". O recuo de Jefferson Peres (PDT-AM) na CCJ foi um sinal disso. Apesar de ter afirmado que votaria a favor da prorrogação, se absteve na sessão de terça-feira.
Consciente disso, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), admite que precisará trabalhar muito para aprovar a PEC no plenário ainda este ano. E mesmo sabendo da dificuldade que terá pela frente, Jucá diz que o governo não fará uma nova proposta formal para conquistar os votos da bancada do PSDB.

Um ponto que pode facilitar a aprovação ainda este ano é o fato de o relatório de Kátia Abreu (Democratas-TO) ter sido derrotado. Com isso, Jucá, autor do voto em separado favorável a prorrogação, passa a ser o relator para as emendas em Plenário. O parlamentar não deve usar o prazo dos trinta dias disponíveis para análise das emendas na CCJ.

CPMF, uma ferida tributária exposta

Gazeta Mercantil / Opinião

14/11/2007

Pode estar por um fio a prorrogação da cobrança da CPMF. Pelo menos se o relatório da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) conseguir chamar ao bom senso a maioria dos senadores que compõem a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) virará história. Não é prudente contar com o ovo ainda dentro da galinha, principalmente com a artilharia pesada com que conta o Palácio do Planalto.

No entanto, é sempre bom voltar a argumentar sobre a necessidade de acabar com esse tributo, diga-se de passagem, um dos mais regressivos do País. O impasse sobre a CPMF e a defesa ferrenha do governo pela manutenção desses recursos deixa exposta uma ferida que precisa ser tratada com urgência, sob o risco de pagarmos caro por isso em poucos anos. A necessidade de melhor gerir os recursos públicos e a revisão das despesas correntes. Já faz tempo que o governo gasta muito e gasta mal. O próprio ministro da Saúde, José Gomes Temporão, admite que os recursos em sua pasta não estavam sendo bem gerenciados. Essa é uma admissão relevante para alguém cuja área é um dos objetivos do recolhimento da contribuição (da alíquota total de 0,38%, 0,20% vai para a Saúde).

A CPMF foi instituída em 1996 justamente para direcionar mais recursos à Saúde. E o discurso do governo pela manutenção da cobrança também passa pelo mesmo argumento. Agora, pergunto, o aumento de verba para determinada área não deveria estar vinculado às melhorias administrativas e de gestão? Afinal, quanto maior a bagunça administrativa, maior o buraco por onde escorrega o dinheiro. Por ser um país de maioria populacional pobre, é certo que o volume de recursos aplicados pelo Estado especialmente em áreas como saúde e educação seja importante. Mas faltam escolhas mais adequadas e melhores na sua aplicação. Até para que esse dinheiro renda.

Especialistas nessas áreas sustentam que o problema não é, na maioria das vezes, a falta simples e pura de verba, mas, sim, a burocracia e a má gestão que impedem que os recursos cheguem a quem realmente precisa de atendimento médico e estudo. Talvez com menos R$ 40 bilhões dos mais fáceis de arrecadar de que se tem notícia no âmbito de receitas federais do mundo, os integrantes da equipe de governo sejam forçados a rever as contas e encontrar espaço para cortes efetivos. Infelizmente, na história recente do Brasil, as evoluções no plano fiscal só ocorreram diante de eventos que as forçaram. Foi assim no período de crises financeiras mundiais na década de 90, quando o país se viu obrigado a passar para o regime de câmbio flutuante, incorporar as regras de superávit no orçamento e assim vai. Como bem disse a senadora Kátia, a hora de acabar com esse tributo é agora. E não seria nada ruim se sua argumentação técnica prevalecesse sobre os interesses políticos no Senado.

Pelo contrário. Mostraria a todos que a Casa pode abrigar políticos sérios e comprometidos com o País, principalmente depois dos acontecimentos recentes que prejudicaram a imagem da instituição. Em tempo: o senador Valter Pereira (PMDB-MS) quer vincular seu voto a favor da prorrogação da CPMF à partilha dos recursos arrecadados com estados e municípios. Se o governo ceder nessa questão estará sentenciado de uma vez por todas a perpetuação do tributo, além de abrir mais uma brecha para a partilha de contribuições. A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) foi a primeira contribuição que a União aceitou dividir com os outros entes em troca de uma reforma tributária que nunca foi aprovada.

Muda a estrutura de controle das SAs

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Lucia Rebouças

14/11/2007

A expansão do mercado de capitais brasileiro está levando a uma mudança profunda na estrutura de propriedade das empresas brasileiras. Atualmente, das empresas que fazem parte do Novo Mercado - o segmento de listagem da Bovespa com as companhias que oferecem tratamento diferenciado aos minoritários -, 29 já têm capital pulverizado, difuso ou disperso (no qual, embora nenhum acionista tenha mais de 50% do capital, existem blocos de controle), número que deve crescer estimulado pelas próprias regras desse nível de governança corporativa da Bovespa. Para estar no Novo Mercado, as empresas podem emitir apenas ações com direito de voto (ordinárias). Apesar dessa nova realidade, a presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, não acredita na necessidade de uma mudança na atuação do órgão regulador. Segunda ela, o que é preciso são ajustes na regulação.

Entre eles, cita a regulamentação que trata do voto em assembléias de acionistas. "O proxy vote (voto por procuração) que limita a voto eletrônico precisa ser regulamentado de forma diferente", afirma Maria Helena. Outro ponto que precisará de revisão a medida em que aumentar o número de companhias de capital pulverizado será o tag along, que é o direito do acionista minoritário de vender suas ações pelo mesmo preço obtido pelo controlador. "Num cenário de companhias sem controlador, que utilidade ele vai ter?", questiona. O tag along foi reintroduzido na regulamentação das companhias abertas pelo artigo 254 da lei 10.303, a Nova Lei das Sociedades Anônimas, que introduziu modificações na lei anterior, de número 6.404.

Sem obrigatoriedade Questionada sobre a constituição de conselho fiscal pelas companhias, a presidente da CVM disse que não é favorável que sua implantação seja obrigatória. A mesma opinião foi manifestada pelo superintendente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Gilberto Mifano, que participou do painel Estrutura de Propriedade, organizado pelo congresso do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Para Mifano, o ideal é que as companhias tenham um comitê de auditoria. A pulverização do capital trouxe com ela mecanismos de proteção como as "poison pills", ou pílulas envenenadas, com as quais os controladores tentam proteger suas companhias de uma aquisição hostil.

Para Maria Helena, a poison pill não é uma boa coisa. "Colocar prêmio sobre valor econômico eleva o custo de aquisição, o que torna impossível uma compra que seria saudável para os acionistas", afirma. A pulverização do capital estimula a competitividade das empresas. "Sem amarras dos projetos ao tamanho do bolso do controlador fica mais fácil para a companhia expandir e gerar valor para seus acionistas", na opinião de Gilberto Mifano. Essa estrutura de propriedade, porém, tem prós e contras. Maria Helena lembrou o fato de os acionista estarem aceitando ações preferenciais (sem direito de voto) nos novos IPOs (ofertas de ações na sigla em inglês).

Supersimples já conta com 2,7 milhões de empresas, diz Rachid

Rodrigo Postigo

14/11/2007

O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, informou hoje (13) que cerca de 2,7 milhões de micro e pequenas empresas aderiram ao Supersimples desde 1º de julho. E que nos três primeiros meses de recolhimento (agosto, setembro e outubro), foram arrecadados R$ 4,790 bilhões. “Estamos buscando dar mais transparência ao sistema para que todos – estados, municípios e contribuintes – tenham conhecimento do que está sendo arrecadado”, disse Rachid, ao explicar que houve redução entre 25% e 30% ao mês "na parte federal dessa arrecadação, como já era previsto".

Ao participar de audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, ele explicou que 41% das adesões ao Supersimples ocorreram automaticamente e que os 59% restantes se referem a micro e pequenas empresas que optaram pelo Simples Nacional.

“Posso afirmar que houve ganhos, em todas as faixas, para todos os contribuintes que optaram pela tributação federal", acrescentou.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Bovespa despenca 4,34% e registra segunda maior queda do ano

Rodrigo Postigo

13/11/2007

A Bolsa de Valores de São Paulo respondeu apenas hoje ao mau humor do mercado internacional do fim da semana passada. Sem a ajuda das ações da Petrobras, que hoje realizaram lucro, depois de segurarem a Bolsa nos dois últimos pregões, o Índice Bovespa registrou sua segunda maior queda do ano. O Ibovespa caiu 4,34%, para 61.527 pontos. A maior baixa de 2007 foi de 6,63%, em 27 de fevereiro, quando a Bolsa de Xangai desabou 8,9% e arrastou os mercados de ações globais.

As ações da Petrobras garantiram à Bolsa paulista um desempenho positivo na quinta e na sexta-feira últimas, apesar das perdas do índice Dow Jones, o mais tradicional de Nova York. Depois da descoberta de um megacampo de petróleo e gás na Bacia de Santos, Petrobras PN disparou 14% na quinta-feira e segurou o Ibovespa em alta de 0,10%, enquanto o Dow Jones recuava 0,25%. No dia seguinte, a alta de Petrobras PN foi bem menor, 1,81%, mas o suficiente para colaborar com o ganho de 1,19% do Ibovespa, mesmo com baixa de 1,69% do Dow Jones.

As Bolsas de Nova York registraram perda no fim da semana passada em reação a novas notícias negativas sobre o mercado imobiliário de alto risco. Os problemas nesse mercado devem afetar o crescimento econômico dos Estados Unidos, o que poderia ter reflexos no Brasil. Hoje, contudo, o Dow Jones subia 0,33% às 18h23 (de Brasília).

O ajuste na Bovespa foi generalizado: apenas cinco dos 63 papéis que compõem a carteira do índice fecharam em alta. O maior ganho foi de Embraer, com 2,68%. A empresa anunciou hoje novos contratos de vendas de aviões, com empresas da Espanha, Nigéria, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Os pedidos firmes totalizaram cerca de US$ 1 bilhão.

Contribuinte trabalha quase 5 meses para pagar impostos, diz relatora

Invertia / Maria Clara Cabral

13/11/2007

Relatório da senadora Kátia Abreu (Democratas-TO), contrário à prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, estima que o contribuinte brasileiro trabalhará quatro meses e 26 dias em 2007 para pagar todos seus impostos, taxas e contribuições.

Ainda no texto, que foi apresentado nesta segunda-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a relatora mostra a evolução dos dados ao longo dos anos. Ela mostra que em 1994 o brasileiro tinha que trabalhar três meses e 14 dias para pagar os impostos, taxas e contribuições e em 2002 quatro meses e 13 dias.

Kátia Abreu apresentou os dados por acreditar que o debate sobre a CPMF está amplamente ligado à questão da carga tributária. "O aumento da carga tributária a partir de 1994 é assustador e ao mesmo tempo vergonhoso quando analisada em conjunto com a qualidade da prestação dos serviços públicos", afirma em seu relatório.

Além disso, a relatora mostra dados contrários a um dos principais argumentos do governo, que o fim da CPMF prejudicaria o Bolsa Família. De acordo com Kátia Abreu, o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza é composto por recursos oriundos de diversas fontes e não apenas o percentual de 0,08% da CPMF. Além disso, diz ela, outras receitas e dotações orçamentárias podem compor os recursos necessários ao Fundo.

"O aumento da arrecadação e a contenção de outros gastos seriam mais que suficientes para dar continuidade e até ampliar o programa Bolsa Família", argumenta a senadora lembrando que o programa tem um orçamento de R$ 8,75 bilhões em 2007 e R$ 10,4 bi em 2008.

Kátia Abreu diz ainda em seu relatório que é plenamente possível para qualquer um governar sem a CPMF. Ela diz que o fim da contribuição trará benefícios à economia brasileira como um todo, proporcionando juros menores, maior crescimento econômico, menor carga tributária e, conseqüentemente, mais emprego e renda para a população.

"Além disso, o governo federal precisa apenas seguir a legislação orçamentária para encontrar instrumentos que permitem adequar o orçamento público ao fim da CPMF", disse.

A senadora faz críticas ainda aos altos gastos feitos apenas pela Presidência da República. Dados mostram que em 2006 os gastos foram de R$ 1,1 milhão, para 2007 está disponível R$ 1,7 milhão e, para 2008, R$ 2,7 milhões - de acordo com o projeto de Lei Orçamentária.

O relatório deve ser votado apenas nesta terça-feira, já que deve haver um pedido de vista coletivo. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), deve apresentar um voto em separado a favor da prorrogação da CPMF até 2011.

Mercado imobiliário espera movimentar R$50 bi em 2008

Rodrigo Postigo

13/11/2007

Está dada a largada para uma guerra inédita no mercado imobiliário. Em 2008, o número de lançamentos residenciais no país pode chegar a R$50 bilhões, segundo previsões da Cyrela, a maior empresa do mercado. Isso é 40% a mais que neste ano, quando as principais cidades do Brasil se transformaram em canteiro de obras. É dinheiro suficiente para erguer uma cidade com duas mil torres de edifícios de classe média ou despejar 600 mil apartamentos populares de uma vez só.

Por enquanto, há pelo menos duas dezenas de construtoras e incorporadoras com bala na agulha. Neste ano, 14 empresas do ramo residencial lançaram ações em bolsa. Elas se capitalizaram e agora têm pressa em fazer esse dinheiro girar rápido para dar retorno ao investidor. Só as empresas de capital aberto prevêem um volume de vendas de pelo menos R$30 bilhões para o próximo ano. Algumas estão dobrando esse valor (o chamado VGV) de um ano para o outro.

Para relator, lei contábil vai estimular investimentos

Agencia Estado

13/11/2007

O relator do projeto de lei que altera as normas contábeis do Brasil, Carlos Willian (PTC-MG), afirmou que a nova lei, quando entrar em vigor, vai estimular os investimentos no Brasil. "A medida moderniza a legislação brasileira e a padroniza em relação ao resto do mundo, o que vai elevar os investimentos.

A diferença de regras hoje é um fator que gera certo receio das empresas em investirem no Brasil", afirmou Willian.

A "nova lei contábil" foi aprovada por unanimidade ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e, por ser terminativo, não precisa ser votada em Plenário. A não ser que seja apresentado recurso ao Plenário da Câmara, o projeto será enviado diretamente ao Senado, após cinco sessões, a contar da redação final feita pela CCJ.

Segundo Carlos Willian, o relatório aprovado na CCJ não trouxe alterações de mérito em relação ao texto aprovado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara.

Ele destacou entre as principais novidades aprovadas pelos deputados a obrigatoriedade de publicação de balanços para empresas de Sociedade Anônima (S.A) sem ações negociadas em bolsa com faturamento anual superior a R$ 300 milhões ou ativos acima de R$ 240 milhões.

Além disso, explicou, o projeto redefine uma série de procedimentos de contabilização, padronizando-os com os vigentes nos principais países, como os Estados Unidos. "Em muitos casos, as empresas multinacionais têm que ter uma contabilidade paralela, o que é um desgaste desnecessário", acrescentou.

Relatora apresenta amanhã em comissão do Senado parecer sobre prorrogação da CPMF

Rodrigo Postigo

13/11/2007

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado examina nesta segunda-feira (12) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga a Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) até 31 de dezembro de 2011, já aprovada na Câmara dos Deputados.

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), relatora da proposta, prometeu usar critérios técnicos no parecer contra a prorrogação.

A CCJ ainda deverá votar, na quarta-feira (14) a PEC nº 20/07, que permite ao estado produtor de energia, petróleo e derivados cobrar na origem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em operações que destinem esses produtos a outras unidades da federação.
Na terça-feira (13), outra comissão, a de Assuntos Econômicos, votará três nomes indicados pela Presidência da República para a diretoria do Banco Central.

No plenário, a pauta de votações está trancada por dois projetos de lei que tramitam em regime de urgência: o que estabelece a competência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para prevenir e reprimir infrações contra a ordem econômica e contra a concorrência no Sistema Financeiro Nacional; e o que altera dispositivos do Código de Processo Penal relativos ao Tribunal do Júri. O primeiro projeto de lei é do Senado e o segundo, da Câmara dos Deputados.

Relatório diz que economia pode crescer mais sem CPMF

Rodrigo Postigo

13/11/2007

O relatório da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) sobre a CPMF, a ser lido hoje na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, dirá que o fim do imposto do cheque faria o Produto Interno Bruto do país crescer 0,4 ponto percentual.

Esse é um dos argumentos da senadora para indicar como o imposto prejudica a economia e deveria ser extinto, contrariando a proposta do governo de prorrogá-lo até 2011.Ainda em seu parecer, levantará o argumento de que a carga tributária está crescendo mais do que a economia brasileira.

Segundo dados técnicos de seu relatório, as receitas estão crescendo em termos reais 8% neste ano, as despesas, 9%, e o PIB, 5%. "Com despesas subindo mais que as receitas, e elas crescendo mais que o PIB, temos aí uma conta que não fecha, a economia vai sendo sufocada", afirma a senadora.

Kátia diz não concordar com os argumentos do governo de que não tem condições de manter uma série de gastos sem a CPMF, principalmente os da saúde. "A receita total do governo deve ser de R$ 907 bilhões no próximo ano. A CPMF vai arrecadar R$ 40 bilhões. Ou seja, ela não é nem 5% de tudo o que o governo recolhe."

O relatório será lido hoje e, com o provável pedido de vistas, somente deve ser votado amanhã ou quarta-feira.

Integrantes da base aliada mantêm as ameaças de votar contra a prorrogação do imposto. Jefferson Péres (PDT-AM), por exemplo, afirma que somente votará pela extensão do imposto diante de duas condições: garantia pública e por escrito de redução da alíquota e criação de mecanismo de contenção dos gastos públicos. Já Pedro Simon (PMDB-RS) admite a dúvida. "O governo, em vez de negociar, debater, discutir e analisar, está partindo para o troca-troca, o que me deixa muito angustiado." A base aliada conta com o voto de Simon para evitar um empate em 11 a 11, o que jogaria a decisão nas mãos do presidente da CCJ, senador Marco Maciel (DEM-PE), contrário à prorrogação.

SEG leva mais empresas à justiça após Sarbanes-Oxley

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Bloomberg News

13/11/2007

A Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários dos EUA, levou à Justiça 656 casos de empresas abertas que cometeram irregularidades no ano fiscal de 2007. O primeiro aumento em quatro anos, representa uma expansão de 14% em relação ao ano anterior e tem como um dos patrocinadores as investigações federais de empresas que pré-dataram concessões de opções de ações, disse ontem a diretora de fiscalização da SEC, Linda Thomsen, numa conferência jurídica em Nova York.

A divulgação incorreta de resultados financeiros, como declarações enganosas e concessões de opções de ações, representaram 33% dos casos, comparado com 24% em 2006, disse ela. Mais de 220 empresas divulgaram investigações internas ou federais para investigar a pré-datação de opções de ações para funcionários, interessados em garantir lucros para beneficiários. O órgão regulador do mercado de capitais deu entrada em 24 casos relacionados em 2007, contra apenas dois em 2006, disse Thomsen. "Ainda virão muitos casos", disse. "Minha esperança é que levaremos muitos mais aos tribunais" nos próximos 12 meses.

As investigações da SEC sobre pré-datação de opções (o que é ilegal) visaram até agora empresas como a Brocade Communications Systems e ex-executivos da Apple. O número de casos relacionados à divulgação de resultados financeiros pode subir por causa da Lei Sarbanes-Oxley, disse Thomsen. A lei, aprovada pelo Congresso em 2002 para combater a fraude corporativa na seqüência do colapso da Enron, facilitou para os reguladores responsabilizar os executivos pelos demonstrativos que as empresas produzem para os investidores. Os números foram reforçados pela investigação, anunciada em setembro, de 69 escritórios de contabilidade e indivíduos que supostamente auditaram empresas públicas sem serem registrados na Junta Supervisora de Contabilidade de Empresas Públicas, conforme exigido pela Lei Sarbanes-Oxley.

A SEC emitiu 39 ordens judiciais. A maioria dos réus fizeram acordos para reembolsar os clientes num total de US$ 201,3 mil em honorários. A onda de negócios suspeitos antes da aquisição do controle de uma empresa levou a agência a dar entrada em 47 casos de negociações baseadas em informações privilegiadas durante o ano, uma a mais do que em 2006, disse Thomsen. Entre os processos constava o maior da SEC desde os anos 80, envolvendo ex-executivos dos bancos UBS, Morgan Stanley e Bear Stearns. As negociações baseadas em informações privilegiadas estão no centro das atenções este ano, enquanto a agência investiga os chamados planos de negócios 10b5-1. A agência reguladora autorizou os planos em 2000 para deixar os diretores venderem ações de suas empresas sem serem acusados de negociação baseada em informações privilegiadas.

Os planos exigem que os participantes estabeleçam os negócios antes de obter informações confidenciais que podem afetar os preços das ações. Se a SEC encontrar abusos generalizados e as empresas não tomarem medidas para preveni-los no futuro, os planos devem ser interrompidos, disse Thomsen. As reclamações contra as consultoras financeiras constituíram 12% dos casos, diminuindo de 15% em 2006 quando a repressão aos abusos dos fundos de ações foi iniciada, disse Thomsen. Os casos envolvendo os corretores subiram de 13% para 14% em um ano. Os casos envolvendo empresas por não entregarem relatórios financeiros caíram para 8%, praticamente metade da taxa de um ano antes, disse o porta-voz da SEC, John Nester.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Brasil será independente também na produção de gás, afirma Lula

Rodrigo Postigo

12/11/2007

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje, no programa Café com o Presidente, que o Brasil poderá atingir a independência na produção de gás. Para Lula, a independência em relação ao combustível depende de investimentos que a Petrobras já está fazendo, inclusive em território boliviano. Lula também disse que a descoberta do novo campo de petróleo na bacia de Santos fará com que o País se torne um dos maiores produtores de óleo no mundo.

"Em um primeiro momento, o gás tem prioridade para termelétrica. Ou seja, quando os lagos que produzem energia elétrica tiverem em um nível muito baixo, nós acionaremos imediatamente as termelétricas de gás. Em um segundo momento, a Petrobras precisa atender às suas próprias necessidades, porque ela precisa reinjetar gás para tirar petróleo. Aí, depois, ela pode oferecer para as indústrias, oferecer para os carros, oferecer para quem quiser. E nós estamos trabalhando com a certeza de que logo, logo, o Brasil também será independente na questão da produção de gás", disse.

Lula defendeu ainda os novos investimentos da estatal petrolífera na Bolívia. "Primeiro porque você sabe que o Brasil hoje depende do gás da Bolívia, a Argentina depende do gás da Bolívia, o Chile depende do gás da Bolívia e nós precisamos fazer investimento na Bolívia para que a gente possa produzir mais para atender o mercado interno da Bolívia, o mercado interno brasileiro, o mercado argentino e o mercado chileno", analisou.

Carga tributária chegará a 35,4% do PIB até o final do ano, prevê especialista

Rodrigo Postigo

12/11/2007

Até o final de 2007, o custo-Brasil será proporcional a 35,4% de toda a riqueza produzida no País. A estimativa foi apresentada por Amir Kahir, mestre em finanças públicas pela Fundação Getúlio Vargas, em estudo que projetou os ganhos do governo em suas três esferas: federal, estadual e municipal.

"A carga tributária é obtida pela divisão da arrecadação pelo Produto Interno Bruto (PIB). Assim, quanto mais alta a arrecadação e menor o PIB, maior é a carga tributária", explicou. Conforme o especialista, a União é responsável por 70% do total, os Estados, por 26%, e os municípios, por 4%.

Descoberta de petróleo pode "transformar" País, diz 'FT'

Rodrigo Postigo

12/11/2007

A descoberta do campo petrolífero de Tupi, na Bacia de Santos, anunciada na semana passada pelo Brasil, "tem o potencial de transformar sua indústria de petróleo e catapultar o País ao topo da liga de nações produtoras de petróleo", afirma reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal Financial Times.

O diário relata uma afirmação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de que o Brasil poderia chegar ao nível de Arábia Saudita e Venezuela, mas observa que "ela estava, talvez, deixando-se levar pela euforia do momento".

"Ainda assim, muitos analistas concordam que a descoberta tem o potencial de transformar o papel do Brasil na região e no mundo, aumentando sua confiança na busca de objetivos como um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e a entrada no G8, o grupo das nações mais desenvolvidas", diz o jornal.

A reportagem observa que até agora tudo o que há são dois poços de teste perfurados a 280 km da costa na Bacia de Santos, mas que confirmaram que "o campo tem entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, não muito aquém do total de reservas da Noruega, que estavam em 8,5 bilhões de barris no ano passado".

O jornal relata que isso aumentaria em mais de 50% as reservas brasileiras e observa que "Tupi pode ser apenas o início".

A reportagem comenta o fato de o novo campo ter sido descoberto abaixo de uma espessa camada de sal e observa que "a descoberta sugere que todo o petróleo extraído até agora nas águas brasileiras havia atravessado a camada de sal, absorvendo impurezas no caminho, razão pela qual ele é um petróleo pesado, de baixa qualidade".

"O petróleo sob a camada de sal é mais leve, de alta qualidade. E há bastante petróleo", diz o Financial Times.

O jornal cita um analista de uma empresa de consultoria em energia que afirma que a descoberta do campo de Tupi abre a possibilidade de extrair "dezenas de bilhões de barris" na região, apesar de que, em sua avaliação, isso só será conhecido com novas perfurações.

Por isso, observa a reportagem, "o governo brasileiro está tomando suas precauções agora, retirando 41 blocos sobre a camada de sal do trecho que seria leiloado para exploração neste mês, para poder avaliar seu verdadeiro potencial".

Oferta de ações da BM&F deve chegar a R$ 4 bilhões

Folha Online

12/11/2007

Após a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), será a vez da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) lançar ações no mercado acionário brasileiro. O IPO (oferta pública de ações) da BM&F deve chegar a R$ 4 bilhões.

A faixa de preços estimada para as ações é de R$ 14,50 a R$ 16,50, e a Bolsa considera no cálculo um preço "médio" de R$ 15,5. Os coordenadores ainda devem consultar potenciais investidores sobre o valor a ser pago pelas ações (o processo de "bookbuilding"). O preço definitivo para a oferta pública deve ser fixado no dia 28.

A BM&F prevê lançar 260,16 milhões de ações ordinárias, que devem ser listadas no segmento do Novo Mercado da Bovespa, reservado para empresas comprometidas, em tese, com práticas mais avançadas no tratamento do acionista minoritário. A nova ação, que deve ser negociada sob o código "BMEF3", deve estrear no pregão a partir do dia 30 deste mês.

O montante de ações em oferta corresponde a 28,8% do capital social da BM&F. No prospecto preliminar, a Bolsa indica que nenhum acionista tinha mais de 5% das ações, sendo que o Bradesco era detentor de 4,9%. Os acionistas vendedores devem receber todos os recursos provenientes da oferta.

Pelo cronograma divulgado hoje, o período de reserva das ações começa no próximo dia 19, até o dia 27. A Bolsa de Futuros deve fazer uma oferta destinada a investidores não-institucionais ("oferta de varejo"), que podem investir pelo menos R$ 5 mil, e outra para investidores institucionais, com potencial de investimento mínimo de R$ 300 mil.

O prospecto preliminar da operação, distribuído hoje pela BM&F, mostra que a Bolsa teve lucro líquido de R$ 222 milhões no período de janeiro a setembro, resultado 55% superior ao registrado no mesmo período de 2006. A receita líquida foi de R$ 292,6 milhões, acréscimo de 33%.

Senadores propõem abertura do mercado doméstico de transporte aéreo para estrangeiros

Rodrigo Postigo

12/11/2007

Um forte lobby para a abertura do mercado doméstico de transporte aéreo começa a ganhar fôlego no Congresso. Projetos de lei dos senadores Tião Viana (PT-AC), presidente interino do Senado, e Gerson Camata (PMDB-ES) revogam os artigos 181 e 182 da Lei 7.565/86, o Código Brasileiro de Aeronáutica. Se aprovadas as propostas, companhias aéreas estrangeiras poderão fazer o transporte de cabotagem no Brasil.

Outros três projetos de lei que dormitam na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aumentam o limite para o capital estrangeiro nas companhias aéreas nacionais, hoje restrito a 20% do total. Quatro projetos sobre os mesmos assuntos tramitam na Câmara. Segundo a presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, tais medidas não beneficiariam os usuários e prejudicariam ainda mais as empresas brasileiras.

"Tudo está se fazendo para aumentar a participação estrangeira nas empresas. Isso não garantirá preços melhores para os passageiros nem empregos para brasileiros", ressaltou Graziella. "Essa crise está dando oportunidade para os lobos".

Para o senador Tião Viana, o caráter protecionista do Código Brasileiro de Aeronáutica em relação às empresas aéreas nacionais "não mais se justifica, diante da demanda de transporte aéreo e da necessidade de ampliar a oferta desse vetor fundamental para o desenvolvimento do turismo e da economia nacional".

Sustentabilidade ganha força com pressão de investidores

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Áluísio Alves

12/11/2007

Desde sua criação, em 1995, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) penou para convencer as empresas de que respeito a acionistas minoritários, transparência na divulgação de informações e gestão profissionalizada as tornaria mais fortes e valorizadas no mercado. Gradualmente, o tema ganhou força entre bancos, investidores, governo e outras instituições do mercado. Hoje, um quarto das 450 empresas da Bovespa são listadas voluntariamente aos níveis superiores de governança corporativa, que exigem, por exemplo, tag along para todos os acionistas e submissão a uma Câmara de Arbitragem para solucionar conflitos societários. Agora, o instituto quer estabelecer parâmetros mínimos para a discussão sobre a sustentabilidade, tema que subitamente virou coqueluche na maioria das empresas, embora poucas sabem trabalhá-lo de forma séria. Nesta entrevista, o presidente do IBGC, José Guimarães Monforte, explica porque o tema será o principal assunto do 12 Congresso Anual da entidade, que começa hoje, e de que forma ela se associa com a governança corporativa.

Gazeta Mercantil - Depois da repercussão criada como Painel da ONU sobre Mudanças Climáticas, diversas empresas vêm utilizando iniciativas ambientais como estratégia de marketing. A sustentabilidade não deveria ser um tema mais abrangente que isso? Nós queremos discutir estratégias para garantir a perenidade das empresas e não de bom mocismo corporativo. A sustentabilidade de que falamos é a que inclui o envolvimento do Conselho de Administração na formulação de estratégias de longo prazo e sua implementação na prática.

Gazeta Mercantil - Mas esse nível de discussão não está restrito a um grupo muito pequeno de empresas no Brasil? Na média, o nível da discussão está bastante elevado no Brasil, mesmo para padrões internacionais. O próprio processo de internacionalização vivido por muitas empresas e a conseqüente pressão de investidores levam à busca por práticas de sustentabilidade e por perenidade corporativa. Ainda há alguma confusão, mas isso é uma história parecida com a evolução dos estágios iniciais da governança corporativa no País. Não vejo risco de que o interesse pelo tema seja só uma onda.

Gazeta Mercantil - É possível medir e comparar o desempenho das empresas em sustentabilidade?A companhia tem que deixar claro como pretende sustentar seus resultados em horizontes mais longos. E já existem alguns indicadores que ajudam nesse sentido, como o GRI (Global Reporting Initiative, padrão internacional para relatórios de práticas sustentáveis). Também pretendemos incluir diretrizes sobre o tema no guia de IBGC de boas práticas.

Gazeta Mercantil - Pode citar alguma? Estamos muito preocupados com a hegemonia do ‘curto prazismo’ na estratégia das empresas. Nesse sentido, correr atrás do lucro máximo pode não ser a melhor política. Em vez disso, as empresas deveriam discutir como conseguir o lucro ótimo, que inclui a discussão sobre a capacidade de repetir e melhorar esse lucro ao longo do tempo.

Gazeta Mercantil - Mas isso não tem mais a ver com analistas de bancos e corretoras? Afinal são eles que apontam o guidance trimestral como mostra de boa governança. Tranparência não tem a ver com guidance. Semanas atrás, o International Corporate Governance (ICGN) teve uma discussão sobre esse assunto e recomendou às empresas acabar com a divulgação de guidances trimestrais. Nós vamos debater isso com os analistas também no Brasil.

Gazeta Mercantil - Nos últimos meses, as notícias de empresas tidas como referência em sustentabilidade não foi dos melhores. A Natura enfileirou resultados trimestrais ruins e o ABN foi comprado pelo Santander. Esses casos não tiram parte da força do discurso da perenidade das companhias? Eventuais movimentações não invalidam a abordagem do assunto. Mesmo em momentos de ajuste, os agentes de mercado avaliam as empresas tidas como sustentáveis com prêmios significativamente maiores do que a média das empresas.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Incapacidade perceptiva e gestão empresarial

Ivan Postigo

Lembra daquela famosa frase quando nos defrontamos com um problema corriqueiro e em tom de desabafo dizemos: “Não, isto nunca aconteceu aqui?”,
Talvez seja esta a sua expressão quando terminar de ler este artigo e refletir sobre alguma questão na sua empresa.
Quantas vezes você já não se deparou com situações onde deu suas sugestões ou companheiros de trabalho apontaram soluções óbvias e não foram acatadas pela pessoa que enfrenta uma dificuldade?
Parecendo tão lógica a saída apontada, tendo a concordância de pessoas razoáveis , por que quem mais necessita não aceita?
Quando se defrontar com alguém tem que excesso de confiança com dificuldades para entender uma situação, avaliando com cuidado seu comportamento, perceberá que infelizmente esta pessoa se encontra num estado de incapacidade perceptiva.
Qualquer orientação não soara bem e suas atitudes não serão observadas como ajuda e sim intromissão. A tendência é que esta reaja de modo intransigente, considerando-o um intruso.
Isso independe de formação, função, cargo, pois poderá encontrar esse comportamento em seus chefes ou subordinados.
Você pode me perguntar: “Isso é um mal, então qual o remédio a ser aplicado?”.
É verdade, um mal às vezes bastante sério, levando empresas e tarefas às situações bem complicadas.
O único medicamento que faz efeito em quem que está sendo afetadas por esse mal é uma dose maciça de realidade. Isso não é uma vacina, pois há pessoas que permanentemente vivem em estado de incapacidade perceptiva.
Já notou que há indivíduos com uma incrível de resistir à dor e só procuram um médico quando a sua saúde está bastante complicada?A busca por solução para problemas de gestão não é diferente.
Não tenho a menor dúvida de que se um profissional bater a porta de sua empresa oferecendo uma hora de orientação grátis, para lhes mostrar o caminho para resolver o problema que lhe for apontado, haverá enorme resistência em recebê-lo.
Esse investimento de tempo pode não conduzir a nada sobrenatural, mas pode abrir enormes horizontes, de qualquer forma a tendência será dizer não.
Isso me faz lembrar a cena de um filme onde o diretor de uma empresa cinematográfica, bem sucedido e convicto de suas decisões, se lamenta pelo fato de não ter observado com mais cuidado o roteiro do filme “E o vento levou”.
“Dizia, desanimado:” E eu ainda perguntei na ocasião, quem vai se interessar por um filme sobre a guerra civil americana?”“.
A incapacidade perceptiva está intimamente ligada às nossas convicções.
Convicção é uma palavra muito usada em nosso vocabulário. Para entender determinadas decisões e pontos de vista alheios é preciso entender o que quer dizer a palavra convicção .
Convicção é um sentimento de certeza com relação a algo.
Desta forma se quisermos dirigir nossas vidas devemos assumir um controle consciente de nossas convicções. Precisamos compreender primeiro o que realmente são e como se formam.
O domínio dessa questão vai nos permitir mostrar às pessoas porque pensamos e agimos de uma determinada maneira.
Isso sendo entendido pelos interlocutores, quando há lógica no processo e as pessoas conversam sobre idéias e não discutem por teimosias, chega-se a um consenso.
Nem todo confronto de idéias e pontos de vista divergentes é ruim, uma vez que imagens e opiniões aparentemente opostas, quando bem conduzidas , criam a tensão necessária para descobrirmos a verdade.
Um conflito de opiniões quando analisado dessa forma leva a novas descobertas, contudo é preciso saber administrá-los, pois nessas situações usamos mais o instinto do que a arte de pensar.
Para negociar pontos de vistas divergentes são necessários tolerância e respeito humano de forma que o processo seja vantajoso para todos e a questão seja tratada num processo de ganha-ganha.


Ivan Postigo
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
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Safra de grãos deve crescer 2,9% em 2008, diz IBGE

Rodrigo Postigo

09/11/2007

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2008 deve chegar a 137,084 milhões de toneladas, maior 2,9% que a obtida em 2007, segundo prognóstico divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa avaliação inicial da área a ser colhida em 2008 é de 47,1 milhões de hectares, superior em 3,3% à área colhida este ano, que foi de 45,6 milhões de hectares. Em termos absolutos, esse crescimento totaliza 1,5 milhão de hectares.

Dentre os 11 produtos pesquisados, sete apresentaram variação positiva em relação à área colhida em 2007: algodão herbáceo em caroço (4,4%); amendoim em casca 1ª safra (2,5%); arroz em casca (3,0%); cana-de-açúcar (7,9%); mandioca (0,8%); milho em grão 1ª safra (4,6%); e soja em grão (2%). Com variação negativa, batata inglesa 1ª safra (3,2%); cebola (1,4%); feijão em grão 1ª safra (0,6%); e fumo em folha (3,3%).

A nova safra de soja do Brasil (2007/08) deverá resultar em uma produção de 59,3 milhões de toneladas, ante volume na temporada anterior de 58,2 milhões de toneladas, informou o IBGE. Em sua primeira projeção para a nova safra de grãos do Brasil, o IBGE estimou a 1ª safra de milho em 38,2 milhões de toneladas, contra 36,3 milhões de toneladas no ano passado. A safra de algodão (em caroço) foi projetada em 4,15 milhões de toneladas, ante 3,8 milhões de toneladas em 2007.

Reservas da Petrobras devem aumentar 50% com descoberta de novo campo

Rodrigo Postigo

09/11/2007

A nova área de exploração que a Petrobras anunciou ontem, com até 8 bilhões de barris de petróleo e gás, pode elevar em mais 50% as atuais reservas do País, que somam 14 bilhões de barris, estimam especialistas. A estatal informou que concluiu a análise dos testes de formação do segundo poço da área denominada Tupi, no bloco BM-S-11, localizado na bacia de Santos, em São Paulo.

A Petrobras é operadora da área e detém 65%, a empresa britânica BG controla 25%, e a portuguesa Petrogal - Galp Energia, os demais 10%. A produção no local deve começar em 2013. Após o anúncio, as ações preferenciais da Petrobras encerraram o pregão de quinta-feira com valorização de 14,16%, a R$ 80,20 e as ordinárias registraram valorização de 14,45%, a R$ 93,30.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou ontem, no Rio de Janeiro, que a descoberta de novas reservas pode colocar o País entre as 10 maiores reservas do mundo. Segundo Gabrielli, o País ocupa, hoje, a 17ª posição em reservas mundiais de petróleo, com 12,2 bilhões de barris.

Bovespa fecha no azul com ajuda da Petrobras

Rodrigo Postigo

09/11/2007

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou com discreta alta nesta quinta-feira, salva pelo carro-chefe Petrobras, que disparou 14% após a notícia de descoberta de uma reserva gigante. Dos 63 papéis do principal indicador da Bovespa apenas 5 subiram, sendo que dois deles foram da estatal.

As preferenciais da Petrobras encerraram com valorização de 14,16%, a R$ 80,20 e as ordinárias registraram valorização de 14,45%, a R$ 93,30. Isso possibilitou que o Ibovespa subisse 0,1%, fechando a 63.561 pontos. O volume financeiro da bolsa ficou em R$ 10,6 bilhões, mais que o dobro de um dia normal, também graças à Petrobras, que ficou com R$ 3,8 bilhões desse giro. O número de negócios na Bovespa foi recorde: 309.939.

A Petrobras informou que finalizou testes no campo de Tupi, na bacia de Santos, onde foi comprovada reserva recuperável de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo de boa qualidade e gás na camada pré-sal. "É mais ou menos metade da reserva da Petrobras. A alta de hoje é 100% explicada por isso. Merece mudar um pouco o patamar da ação", complementou.

Lula e Evo Morales se reúnem para discutir gás natural

Rodrigo Postigo

09/11/2007

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com o presidente boliviano Evo Morales nesta sexta-feira (9) em Santiago, no Chile, onde participa da 17ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo Ibero-Americanos, que está sendo realizada em Santiago, no Chile.

Os dois presidentes devem discutir o fornecimento de gás natural ao Brasil. De acordo com a agenda de Lula, o encontro está previsto para o fim da tarde.CúpulaA cúpula reúne 22 chefes de Estado da América Latina e Europa e tem o objetivo de promover a cooperação e desenvolvimento entre os países membros. À tarde, Lula deve assistir à cerimônia de criação do Parque Ibero-Americano e participa de reunião com chefes de Estado.

Fora da agenda oficial do encontro, o presidente terá reuniões com o secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, e com o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte.

A comitiva brasileira fica em Santiago até o sábado (10), quando termina a cúpula. Os ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores, e Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, acompanham o presidente, segundo a Agência Brasil.

Lei da padronização vai ao Senado

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Aluísio Alves

09/11/2007

Projeto n 3741, que tramita há sete anos na Câmara, foi aprovado ontem pela CCJ. Sete anos. Esse foi o período de tramitação na Câmara dos Deputados do projeto de lei n 3741, de autoria do Poder Executivo, que altera a parte contábil da Lei das SA e alinha o Brasil ao padrão internacional de contabilidade. Ontem, o texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Após cinco sessões ordinárias da Câmara, se não houver pedido de apreciação do assunto em plenário, o texto seguirá para o Senado Federal, instância onde o assunto deve ter seu desfecho. Segundo o deputado federal Carlos William (PTC-MG), que relatou o projeto na CCJ, a tramitação do texto no Senado deve ser rápida, devendo ser aprovado até janeiro de 2008. Em seguida será submetido à sanção presidencial. Se isso acontecer, a publicação de demonstrações financeiras de acordo com as International Financial Reporting Standards (IFRS) torna-se obrigatória a partir de 2009 para todas as empresas abertas e para as de capital fechado com patrimônio líquido acima de R$ 240 milhões ou receita anual de superior a R$ 300 milhões.

De acordo com William, a mudança vai facilitar a recepção de investimentos estrangeiros por parte das companhias brasileiras. "Elas precisam estar em linha com o que há de modernização administrativa no mundo", disse. Atualmente, o IFRS já é o padrão contábil utilizado por 107 países. "É um avanço que coloca o País no mundo real", comemorou o presidente do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), Francisco Papellas. A adesão ao modelo internacional já foi determinado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para as companhias abertas a partir do exercício de 2010. Até lá, a autarquia pretende emitir uma série de pareceres contábeis já em acordo com as IFRS.

O primeiro deles, que trata da redução do valor recuperável de ativos, foi publicada na quarta-feira. "A idéia é fazer com que a transição não fique traumática", diz o superintende de normas contábeis da CVM, Antônio Carlos Santana. Durante a tramitação do projeto na Câmara, foi derrubado o artigo que permitia às empresas fechadas de grande porte publicar suas demonstrações de forma condensada nos jornais, disponibilizando a íntegra do documento apenas na internet.

O episódio fez advogados de empresas interessadas no assunto a afirmar que a obrigatoriedade de qualquer publicação dos balanços por parte dessas empresas teria sido suspensa. Polêmica desfeita Mas de acordo com o relator do projeto na CCJ da Câmara, não há dúvida: "Todas as empresas fechadas enquadradas no texto estarão submetidas às mesmas exigências das companhias de capital aberto, ou seja, também terão que publicar a íntegra de suas demonstrações financeiras nos jornais", explicou.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Gestão empresarial e limite de competência

Ivan Postigo

Não importa a situação de mercado, sempre encontraremos alguma empresa, em algum lugar, em algum segmento de negócios, crescendo, ainda que seja um período recessivo.
Pode ser um fabricante de pílulas para dores de cabeça, mas haverá sempre alguém, em algum lugar, com um projeto dando resultados. Não podemos esquecer que em épocas de grandes crises , principalmente em períodos de guerra, grandes invenções apareceram .
Bolos passaram a ser vendidos em fatias porque ninguém os queria comprar inteiros por falta de poder aquisitivo, hoje isso se tornou pratica comum.
Preste atenção e veja que nem sempre os inventores tiraram o maior proveito financeiro de suas invenções.
Quantas patentes não são vendidas anualmente para pessoas que conseguem enxergar oportunidades e como melhor tirar proveito da invenção?
Quantas empresas não se arrastavam em meio a dificuldades financeiras e uma vez trocado o comando ou os acionistas se tornaram verdadeiras jóias empresariais?
Como empreendedores, como gestores, quanto maior for nossa percepção e aceitação de nossa limitação de competência, maior será nossa possibilidade de expandi-la, estudando, nos informando, adicionado-a com a contratação de pessoas que nos oriente ou que desenvolva essa capacidade em nossa empresa.
Quem trabalha com comprometimento, buscando resultados, promovendo negócios, está normalmente trabalhando no seu limite de competência.
Como perceber quanto estamos no limite?
Quando assuntos novos não encontram aderência nos nossos conhecimentos, quando temos dificuldades de desenvolve uma tarefa e nos faltam informações, quando as informações que temos não nos levam ao resultado desejado, às vezes sequer chegamos próximos, mas sabemos que há pessoas conseguindo, isso é sinal que estamos no limite.
Um alerta: limite de competência naquele assunto, naquela questão especificamente.
Conheço pessoas com uma capacidade de desenvolvimento de produtos extraordinária, mas um total fracasso como vendedor.
Com um deles, já rimos muito juntos, pois nunca tinha visto um profissional com tanto domínio de o assunto gaguejar tanto ao falar de sua criação. Um criador inseguro frente a sua criação.
Ele me dizia sempre: “Quer acabar de vez com o negócio, peça que eu saia sozinho a campo vender”.
Por outro lado conheço empresários com uma tremenda capacidade para desenvolvimento de negócios, fechamento de vendas, mas um verdadeiro problema quando entra na fábrica.
No primeiro caso a competência foi adicionada com a contratação de um especialista e o resultado tem sido bem favorável, no segundo a competência entra e sai, de tempos em tempos.
Vê-se claramente que no primeiro caso há a percepção da limitação de competência, no segundo, como dizemos popularmente, a ficha não caiu ainda.
Dizem os psicólogos que o que motiva muitas pessoas às mudanças é a dor, eu costumo dizer que em gestão quem não muda é porque não perdeu o suficiente.
Poderia alguém questionar: “Há um limite para essa perda?”.
Eu diria que não, já vi empresas irem à falência sem que os gestores mudassem o comportamento.
Um empreendimento não fracassa de uma hora para outra, o que leva a isso é uma série de acontecimentos, e o mais terrível do processo é a fase de agonia, que pode durar anos, onde se repete o mesmo erro seguidamente, sem que a ajuda profissional seja procurada.
Poderia resumir esse estado de espírito da seguinte forma: “Eu criei esta empresa, eu a tiro desta situação!”.
A experiência que criou a empresa era positivo, de crescimento, demandava um tipo de competência. Fazer os ajustes demanda outro tipo de ação, de conhecimentos, às vezes legais outras vezes jurídicos, e isso têm que ser adicionado.
Todos os dias encontro empresas que não alavancam seus negócios com recursos do BNDES por pura falta de conhecimento como acessá-los.
Simples, aumente seu limite de competência adicionando-a e obtenha melhores resultados.

Ivan Postigo
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
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Uma lição para gestão empresarial: Pássaro com asa quebrada não voa alto

Ivan Postigo

Visitando empreendimentos com freqüência, conversando com profissionais no mercado, entrevistando pessoas, vemos que há uma quantidade significativa de empresas mal organizadas, sem um sistema de PCP (planejamento e controle de produção) eficazes, com frágeis controles de caixa, sistemas de gestão computadorizados incompletos e deficientes, gerando dificuldades para a administração dos negócios, custos desnecessários, alimentando vícios e ineficiências.
Qualquer trabalho sério de levantamento de dados e observação de ambiente vai mostrar claramente os pontos fracos, os profissionais descontentes e as pessoas dispostas a por as mãos na massa para equacionar as questões.
Coloca-se então a pergunta: Se é tão fácil perceber, porque é tão difícil resolver?
Por um fator não tão simples de entender e equacionar: vontade política. Questões técnicas , normalmente , são rapidamente solucionadas .
Não aceitar essa premissa é colocar uma pedra sobre a questão, pois a palavra chave é vontade.
Fatores como aversão ao risco da empreitada, investimento a ser feito, interesses de pessoas e grupos, facilmente inviabilizam o processo de organização.
Por uma questão de foro íntimo, muitas pessoas não aceitam serem questionadas, contestadas, terem suas idéias rejeitadas, principalmente quando já tiveram relativo sucesso na vida.
O processo de mudança muitas vezes nos coloca frente a decisões que tomamos e que geraram prejuízos. Quanto mais flexíveis e dispostos estivermos para analisar, avaliar e ouvir opiniões sobre nosso modelo de gestão menos riscos de erros corremos.
Como profissionais às vezes não buscamos especialização em determinados assuntos, mas por uma série de acontecimentos algo se especializa em nós.
Equacionamento financeiro é uma das coisas que se especializou em mim, com isso detecto com facilidade os problemas e as alternativas.
Em uma apresentação sobre o equacionamento de caixa, um empresário, sócio majoritário do empreendimento, me perguntou: Por que você como consultor acha que vai conseguir recursos mais baratos do que eu que sou um empresário conhecido?
Fazendo reuniões com os bancos com o plano preparado ficou claro que essa era uma competência que ele não tinha e precisava adicionar à sua empresa, com isso o pessoal da tesouraria foi treinado e capacitado para tanto.
Um viés de percepção estava, entre outras coisas, fazendo a empresa ter gastos financeiros desnecessários.
Infelizmente já vi casos tristes, onde o trabalho de reorganização foi sendo protelado, o filho, sócio minoritário, queria programar mudanças, mas o pai não aceitava interferências externas e achava o investimento desnecessário. Alguns meses depois vim a encontrá-los para ouvir: O que não investimos em organização, hoje gastamos com advogados para evitar a falência e tentar vender o que sobrou.
Seja você um empresário, um executivo no comando de uma organização, um analista, um auxiliar, não importa, a posição que ocupa não lhe dá a primazia do melhor entendimento, pare , desarme-se, olhe em volta e veja o quanto pode fazer para melhorar a organização em que trabalha.
Muitas vezes você vê o que está errado, não tem competência técnica para resolver, mas pode sugerir recomendar, contratar quem resolva.
Considero que a maior capacidade que um gestor pode desenvolver é a de adicionar competência. Isso não quer dizer sair contratando todo mundo , nenhuma empresa pode ser um banco de talentos sem gerar resultados.
Desenvolver sim a capacidade de adicionar recursos que melhore o fluxo de rendimentos, margens e lucros da empresa.
Prestem atenção e vejam que o processo de gestão boa parte do tempo é esforço para equacionar e programar o óbvio, contudo é importante lembrar a famosa frase: O óbvio muitas vezes é invisível. Por essa razão os mágicos se beneficiam disso para fazer o que parece impossível.
Alguma vez quando lhe mostraram como uma mágica é feita você achou o processo complexo? Claro que não!!!!!
Uma curta mensagem que faz uma diferença enorme para quem quer ter sucesso:
A sua empresa é como um pássaro.
Para voar suas asas tem que estar em perfeita ordem, fortes e ágeis, pois um pássaro com asa quebrada não voa alto.
Não sendo assim terá que tratá-lo, colocá-lo em perfeita saúde para que voe alto e seja capaz de escapar dos predadores.

Ivan Postigo
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Alavancagem da economia e financiamento das empresas via mercado de ações

Ivan Postigo da Silva

Um país como o Brasil tem a possibilidade de alavancar sua economia com suas empresas financiando seu crescimento com a abertura do capital e captação de recursos via ações.
Haveriam pessoas e empresas dentro e fora do país interessadas nisso?
Quanto a isso não há a menor dúvida, contudo algumas premissas precisam ser atendidas.
É importante lembrar que o dinheiro é esperto e covarde . Ele aparece quando vê possibilidades de lucro e foge quando percebe riscos.
O mercado internacional é e está havido para colocar sua poupança num lugar seguro e rentável.
O volume de recursos que o país tem recebido é meramente especulativo , capital usado por especuladores do mundo todo que vêm para cá se aproveitar das altas taxas de juros oferecidas no nosso mercado. Prova disso é que qualquer sinal de aumento dos juros nos mercados mais desenvolvidos leva esse capital rapidamente de volta.
Voltam por que podem receber mais , as taxas são menores que aqui, mas se sentem mais seguros.
Com um mercado acionário atrativo pelos dividendos que poderiam receber e com relativa segurança um volume muito maior de recursos migraria para cá.
Duas palavras fundamentais que servem para transformar a poupança em investimento , sejam recursos externos sejam internos, pois é disso que vivem os recursos financeiros : Segurança e lucro .
Isso faz lembra um grupo de religiosas especialista em aplicação na bolsa de valores , que quando perguntadas se achavam lógica obter lucros daquela forma , rapidamente uma delas respondeu: São os lucros que nos permitem auxiliar os menos necessitados , sem eles muitas pessoas e famílias ficariam desamparadas .
Os capitais no mundo todo vivem em busca de remuneração e vão se acumulando onde encontram maior atratividade .
Abrir as portas para recebê-los vai depender de nossa consciência social e empresarial, participando ativamente do processo político, colocando no comando pessoas de gabarito , que possam estabelecer regras para que os investimentos em processos produtivos sejam seguros e rentáveis.
As pessoas neste país precisam se sentirem motivadas a terem seus próprios negócios, sem ter que pagar juros exorbitantes , pois que lógica há quando um empresário se vê obrigado a financiar seu déficit de caixa com o cheque especial e há que se perguntar a que taxa de juros?
Essa consciência política fará com não sejamos apenas um povo , mas nos transformemos numa nação , considerando que povo é um conjunto de indivíduos que falam a mesma língua , tem costumes, tradições e hábitos idênticos , mas acrescente-se a isso politicamente organizados e seremos uma nação .
Politicamente organizados estaremos trabalhando para a independência econômica dos cidadãos , portanto não inveje a riqueza do seu vizinho, pois com isso estará sempre afastando a miséria , que tanto assusta e gera violências , do seu lado .
O mundo mais seguro não é aquele em que poucos enriquecem , mas sim aquele em que as pessoas se cercam de pessoas bem sucedidas.
A riqueza permite uma melhor educação, maior desenvolvimento tecnológico, melhor aproveitamento de recursos e mais atratividade para fazer negócios .
Você compraria um eletrodoméstico , por exemplo, se não sentisse confiança no produto ou na assistência técnica ?
Não, certamente que não, portanto o mesmo acontece com os capitais que muito ajudariam nossa economia.
Nós agimos no Brasil como se fossemos eternos e medidas para o efetivo crescimento do país passam de presidente para presidente como se não houvesse urgência .
Lembre-se sempre que com a reeleição um presidente pode ficar no comando oito anos , dessa forma o mandato de um segundo termina quando sua carreira profissional percorreu metade do caminho . O país contínua na mesma e a sua carreira ou seu empreendimento empresarial também., consumindo sua juventude , com um trabalho pessimamente remunerado .
Ah, ia me esquecendo , e pagando CPMF !!!!!!!!!


Ivan Postigo
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O caminho da pequena empresa para se tornar um grande empreendimento

Ivan Postigo da Silva

Você é um pequeno empresário e vive se perguntando o que fazer para transformar seu pequeno negócio em um grande empreendimento , não é verdade?
Encontra com frequência histórias empresariais e biografias de pessoas que conquistaram sucesso e fama com seus negócios e os lê com atenção para ver se descobre a fórmula secreta .
Refletindo um pouco não tem a impressão de que todas as oportunidades já foram aproveitadas e que no passado era mais fácil ter sucesso ?
Olhando em volta não tem a impressão que em cada esquina há um concorrente ?
Essa impressão não se desfaz sempre que surge uma nova empresa , com idéias arrojadas e diferentes e quebra o paradigma?O que fez e faz com que pessoas , empresas e nações tenham sucesso são mobilidade, capacidade de ser mais produtivo que a media dos concorrentes , a capacidade inventiva, educação e principalmente a disposição de fazer alianças e adicionar competência.
Para crescer você precisa estar próximo ou trazer perto de você pessoas com conhecimento e competência.
Foi assim que o Japão foi capaz de sair de uma economia feudal para se tornar uma potência, apesar de enfrentar escassez de tudo , menos da disposição de formar alianças.
Quando se defrontar com um profissional competente não provoque uma competição com a finalidade de supera-lo, mas torne-o aliado .
Temos um grande discurso nas nossas empresas sobre a contratação de pessoas competentes , contudo quando as integramos a equipe e estas começam a provocar mudanças rapidamente combatemos suas idéias .
Absurdamente vejo empresários tentando competir com seus contratados aos invés de tê-los como aliados .
Há pouco tempo lia sobre uma empresa que tinha em seu quadro como colaboradores duas pessoas que haviam recebido o premio Nobel.
Dá para imaginar o que duas mentes privilegiadas como essas tem a oferecer e que mudanças podem provocar ?
Todos os dias, sem exceção, pessoas com mentes privilegiadas estão fazendo contato contigo oferecendo idéias e oportunidades, aprenda a ouvi-las , seu objetivo não é supera-las , mas fazer com que seu negócio dê certo, cresça , se torne mais rentável.
Tenha certeza que cada vez que você como empresário negligenciar ou derrotar politicamente uma dessas mentes o estará transformando num potencial concorrente.
A energia investida nessa disputa poderia e deveria ser usada para o desenvolvimento de novas idéias .
Quando não estiver conseguindo enxergar alternativas para o crescimento de seus negócios saia a campo, as respostas estarão lá, converse com pessoas experientes, vai se surpreender com a infinidade de alternativas que surgirão desses contatos.
No futebol, esporte que usamos para tantas comparações, como nos negócios , muitas coisas se resolvem mais com jeito do que com força.Experiência não se despreza , se adiciona .
Para estabelecer alianças é preciso disposição para se mobilizar, absorver idéias , debater , testar , isso demanda tempo, portanto delegue tudo o que for operacional e vá em busca do futuro.
Há poucos dias estive em reunião com uma empresa de porte médio , com um desempenho econômico e financeiro muito bons, cujo fator de impedimento do crescimento é a perda de um volume substancial de vendas .
Seus produtos tem um valor considerável e precisam e podem ser financiáveis, contudo alguns aspectos burocráticos tem que ser vencidos.São apenas detalhes um tanto trabalhosos , mas plenamente viáveis de serem superados .
Não o foram até agora por falta de conhecimento de seus gestores e de seus comandados.
A empresa vem crescendo , mas a formação e educação não estão acompanhando as necessidades.
Uma empresa saudável que está financiando seu crescimento a taxas de juros inadequadas por pura falta de conhecimento das possibilidades de mercado .Perdem comercialmente e financeiramente .
No mercado há uma série bastante grande de empreendimentos médios com essas características, chegam a ter sucesso razoável , mas depois esbarram nas suas próprias limitações .
Limitações não de encontrar soluções e pessoas que as encaminhem , mas limitação na disposição de adicionar competência, estabelecer alianças para crescer de forma rentável e segura .
Limitações para aceitar e absorver os choques que uma mudança de mentalidade provoca.

Ivan Postigo
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
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Certificação digital deverá atingir 3 mi de MPEs até 2010, diz Sebrae

Rodrigo Postigo

08/11/07

Até 2010, o Sebrae e seus parceiros esperam que 3 milhões de micro e pequenas empresas estejam aproveitando os benefícios da certificação digital. A consultora da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae, Helena Rego, explica que as vantagens para as empresas são inúmeras, mas as principais são a desburocratização e a simplificação de processos, que são traduzidos em agilidade, informou o site InfoMoney. "Para resolver pendências com a Receita Federal, não será mais necessário comparecer presencialmente", exemplifica. "O relacionamento com a Receita fica mais rápido e estreito", garante.

Existem ainda outros benefícios, como a ampliação da facilidade para exportar, participar de licitações e a própria economia de tempo e materiais. "Já é comum a exigência da certificação digital para participar de pregões eletrônicos."

De acordo com a consultora do Sebrae, a certificação digital ainda torna os sites das empresas mais seguros. "Ela dá legitimidade ao site e favorece a confiabilidade do consumidor."

O Sebrae e as entidades parceiras pretendem atingir a meta por meio de algumas frentes de trabalho. A primeira é a divulgação dos benefícios aos empresários. Um segundo grupo estuda a melhoria do custo para uma empresa ser certificada. "Hoje, para uma empresa obter a certificação custa entre R$ 150 e R$ 380, o que pode ser muito aos microempresários. Além disso, a validade é de três anos", afirma Helena. "Porém, se eles pensarem nos gastos com a papelada e o motoboy, notarão que esse custo não é assim tão alto", defende.

Uma terceira frente de trabalho estuda a melhoria da logística, para viabilizar a disseminação da certificação. "Caso o programa seja bem-sucedido, ainda não sabemos ao certo o que é preciso para atender toda a demanda de empresas". Por fim, um último grupo de trabalho estuda o que poderia ser feito, em termos de marcos regulatórios, para facilitar a entrada de novas empresas certificadoras no mercado.

Pressão dos governadores será decisiva para CPMF, alerta presidente do Senado

Invertia / Maria Clara Cabral

08/11/2007

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), afirmou nesta quarta-feira, em Brasília, que a pressão dos governadores pode ser decisiva para aprovar a matéria que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011.
"Acho que a pressão dos governadores será muito importante, talvez até decisiva", disse Viana referindo-se aos governadores tucanos.

Ontem, após reunião da bancada, o PSDB rejeitou proposta do governo para votar a favor da prorrogação. A principal proposta foi aumentar a taxa de isenção para contribuintes que ganham até R$ 4.340. O líder, Arthur Virgílio (AM), comunicou que faltava levar a decisão para os governadores.

A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que viajou para Belo Horizonte nesta tarde, converse sobre o assunto ainda nesta quarta-feira com o governador mineiro, Aécio Neves (PSDB).

Viana acredita ainda que o governo já negociou muito e que agora o acordo depende de discussões mais políticas do que técnicas. "Acho que o governo deixou claro que negociou e muito e agora a negociação parte para uma esfera política", afirmou.

Na semana que vem a senadora Kátia Abreu (Democratas-TO) deve apresentar seu relatório contrário a prorrogação da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois disso, a matéria segue para apreciação em dois turnos no Plenário da Casa.

Petrobras voltará a investir em exploração de gás na Bolívia

Rodrigo Postigo

08/11/2007

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, afirmou na tarde dessa quarta-feira que a empresa voltará a fazer investimentos na Bolívia para ampliar a produção de gás natural. Porém, ele não informou quando e quanto a empresa pretende injetar na Bolívia. Segundo ele, uma nova reunião será realizada entre os dias 26 e 30 desse mês no país vizinho para tratar do assunto.
Gabrielli disse que os novos investimentos não resultarão no aumento do contrato do Gasbol e o Brasil continuará importando os 30 milhões de metros cúbicos previstos no contrato com a Bolívia. "Esses investimentos podem ser retomados agora porque há segurança jurídica na Bolívia. Os novos contratos assinados em outubro do ano passado já foram protocolizados e agora podemos fazer novos investimentos. Não estamos pensando nesse momento em aumentar o Gasbol", argumentou.

Ele disse que, para ampliar a oferta, a Petrobras pretende aumentar a produção natural e importar gás liquefeito. Segundo ele, até 2012 o País contará com cerca de 103 milhões de metros cúbicos de gás para ofertar.

O presidente da Petrobras disse que a empresa não pensa em aumentar o gás fornecido para as distribuidoras estaduais além do que está estipulado nos contratos para desestimular o aumento do consumo do insumo.

Patrimônio dos fundos de pensão cresce com boa gestão de ativos

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Lucia Rebouças

08/11/2007

O patrimônio administrados pelos fundos de pensão brasileiros atingiu a marca de R$ 416,4 bilhões este ano até agosto, valor equivalente a 17,0% do Produto Interno Bruto (PIB). Em relação ao final de 2006, a carteira de investimentos apresentou uma elevação de 18%.

"A excelência da gestão dos ativos possibilitou esta performance", disse Fernando Pimentel, presidente da Abrapp (associação que reúne 300 fundos), ontem na abertura do 28º Congresso Anual, que reuniu este ano um público recorde de mais de duas mil pessoas, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Segundo Pimentel, a gestão dos fundos soube aproveitar a elevação dos retornos da renda variável. "A rentabilidade dos investimentos em renda variável nos últimos 12 meses (52,2%) superou a um dos importantes indicadores de desempenho das ações na Bovespa, o IBrX 50 médio (48,5%)", acrescentou Pimentel.

Nos últimos 10 anos, os fundos cresceram a uma velocidade de 10% ao ano. Se essa evolução se mantiver, Pimentel acredita que os ativos dos fundos poderão atingir R$ 1,8 trilhão no ano de 2.020, o que representará cerca de 50% do PIB brasileiro. A adoção de práticas de governança corporativa tanto como critério para seus investimentos, quanto em sua própria gestão, foi fundamental para o crescimento do setor.

"A busca por transparência tem sido a tônica nos últimos anos", disse. Atualmente 67,2%, dos cerca de 300 fundos pesquisados, divulgaram seus modelos de governança no estatuto ou relatório financeiro anual em 2006; 43% deles tem Códigos de Ética e 19% já publicam seus Balanços Sociais.

Em parceria com o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, a Abrapp desenvolveu o Guia de Investimentos Socialmente Responsáveis, que define critérios sociais e ambientais para que os fundos de pensão possam utilizar na decisão de seus investimentos em empresas. Além disso, vários fundos de pensão, entre eles a Previ, o maior do setor, aderiram a projetos como "Carbon Disclosure Project", que é voltado ao combate ao aquecimento global.

Fluxo cambial volta a ser positivo e supera US$ 6 bi

Rodrigo Postigo

08/11/2007

O fluxo cambial ficou positivo em US$ 6,722 bilhões em outubro, segundo dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira. O dado resulta de saldo positivo nas operações comerciais de US$ 5,895 bilhão e saldo também positivo nas transações financeiras, de US$ 828 milhões.
Em setembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 3 milhões. No ano, o País acumula US$ 76,776 bilhões em entrada líquida de moeda.

O BC divulgou também a posição de câmbio dos bancos no final de outubro. As instituições financeiras mantinham US$ 2,969 bilhões em posição comprada em dólar, ante US$ 1,772 bilhão em posição comprada no final de setembro.

CVM determina mudança na forma de contabilização de ativos a partir de 2008

Valor Online / Fernando Torres

08/11/2007

A partir do ano que vem, as companhias abertas brasileiras terão de mudar a forma de contabilização de seus ativos. Em vez de registrá-los pelo valor de aquisição, como ocorre atualmente, as empresas terão que apurar e divulgar o valor recuperável dos ativos. Ou seja, se o valor efetivo de um bem for menor do que o preço de compra que estiver contabilizado no balanço, a empresa terá que registrar a diferença tanto no ativo (com uma conta redutora) como no resultado do exercício.

A determinação, que passa a valer para o exercício de 2008, consta da Deliberação No. 527 divulgada hoje pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pela qual a autarquia adota o primeiro Pronunciamento divulgado pelo Comitê de Pronunciamento Contábeis (CPC) - formado por diversas entidades ligadas ao setor de contabilidade e por representantes empresariais.

Conhecido como CPC 01, este é o primeiro de uma série de pronunciamentos que esse comitê deve divulgar nos próximos meses e anos e que vão alterar diversas normas contábeis no país.

A adoção dos pronunciamentos tem como objetivo alinhar as regras de contábeis brasileiras com o padrão internacional (International Financial Reporting Standards - IFRS). Estas normas são estabelecidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).

A regra divulgada hoje traz detalhes de quais passos as empresas devem seguir para fazer a avaliação do valor recuperável. O conteúdo integral do pronunciamento pode ser consultado no site www.cpc.org.br.

Entre os critérios que a empresa deve usar para avaliar o valor de um ativo está a sua obsolescência, ou algum tipo de avaria que o bem tenha sofrido. Devem ser consideradas também mudanças significativas de tecnologia, no ambiente de negócios, ou na taxa de juros, por exemplo.

A partir de então, a empresa precisa comparar o valor de venda do ativo (já descontado o custo com o processo de venda) com o valor contábil. Se o valor de venda líquido (recuperável) for menor que o contábil, a companhia deve registrar a perda no ativo e no resultado daquele exercício.

Em caso de verificação do valor recuperável de um ativo reavaliado, a diferença deve ser lançada dentro do patrimônio líquido (e não no resultado).

Se houver reversão da perda, em que se verifique que um ativo que tinha sido depreciado em anos anteriores passou a ter um valor maior, pode haver reversão da diferença, havendo um ganho na demonstração de resultado do exercício.

Nos casos em que o ativo não possuir um valor de venda fácil de ser observado no mercado, a orientação é para chegar ao valor recuperável é que se calcule o fluxo de caixa esperado que aquele ativo pode gerar, aplicando uma taxa de desconto para trazer a valor presente. Por este critério, se encontra o valor em uso do ativo.

Apenas 18% dos desempregados brasileiros têm os requisitos para mão-de-obra especializada

Rodrigo Postigo

08/11/2007

Do total de desempregados brasileiros, cerca de 9,133 milhões, apenas 18% dos têm experiência ou qualificação profissional necessária para serem absorvidos pelo mercado de mão-de-obra especializada, deixande fora mais de 7,4 milhões de brasileiros de conseguir emprego, segundo informou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O problema afeta principalmente a indústria e o comércio, em que a carência de mão-de-obra especializada é responsável pela sobra de vagas. O salário médio dos setores em que faltam trabalhadores qualificados é de 942,80 reais, o equivalente a 2,5 salários mínimos.
No setor de serviços, o problema se inverte. Existem 563 mil postos oferecidos, insuficientes para atender aos 618 mil trabalhadores especializados para atuar na área. A expectativa do Ipea é que, neste ano, o País crie 1,592 milhão de empregos formais.

“Estamos diante de um fenômeno novo, que é a ausência de trabalhador qualificado para a atividade econômica. Isso não acontecia há mais de duas décadas”, afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, à Agência Brasil.

Para ele, o País precisa reconstruir o sistema de formação e de treinamento dos trabalhadores: “Isso exige um planejamento que diz respeito a uma transformação do nosso sistema de intermediação de mão-de-obra no Brasil”.