quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

ICP-Brasil se prepara para aumento da emissão de nota fiscal eletrônica

Expectativa deve-se à substituição das notas fiscais em papel por empresas do setor de cigarro e distribuição de combustíveis

ComputerWorld

20/02/2008

Os representantes das Secretarias de Fazenda estaduais alertam sobre o possível aumento da demanda por certificados digitais a partir do mês de abril. Os profissionais estiveram com a diretoria do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e dizem que crescimento deve-se ao fato das empresas dos segmentos de cigarros e distribuição de combustíveis estarem adotando a Nota Fiscal Eletrônica (NFe) em substituição às notas fiscais em papel no período. Estima-se que cerca de 6 mil novos estabelecimentos serão incluídos nessa fase.

Como a NF-e utiliza certificado digital para assinatura e transmissão do documento eletrônico, foi sugerido às Autoridades Certificadoras que disponibilizem estrutura ou canais para atendimento prioritário de modo a suprir a eventual demanda.Durante o encontro, o presidente do ITI, Renato Martini, salientou que a Infra-estrutura de Chaves Públicas brasileira (ICP-Brasil) está preparada para atender a essa demanda e que o credenciamento de novas autoridades de registro (AR) e autoridade certificadoras (AC) está em constante crescimento acompanhando à demanda do mercado.

Para Martini, além da importância da NF-e para as Administrações Tributárias, a implantação do documento eletrônico será fundamental para a ampla adoção da certificação digital no segmento pessoa jurídica, o que dará mais agilidade e segurança a vários processos. A implantação da NF-e se estenderá a outros setores econômicos, como os fabricantes de automóveis, cimento, medicamentos e bebidas, em setembro. As Secretarias da Fazenda estaduais com a Receita Federal vêm implementando a NFe em âmbito nacional.

Sem CPMF, reforma tributária vai ao Congresso semana que vem, diz Mantega

Ministro da Fazenda apresenta nesta quinta proposta a partidos da base aliada. Segundo ele, está prevista redução de impostos sobre investimentos e exportações.

G1 / Alexandro Martello

20/02/2008

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta terça-feira (19) que a proposta de reforma tributária do governo federal será finalmente enviada ao Congresso Nacional na quinta-feira da próxima semana (28). "Tributamos demais investimentos e exportações e temos aqui uma guerra fiscal que cria uma anarquia tributária entre os estados. A reforma tributária é a principal reforma econômica que temos por fazer", disse o ministro.

A proposta do governo foi apresentada nesta terça-feira a representantes do empresariado. Há mais de 15 anos, porém, diferentes governos tentam aprovar uma reforma do sistema de tributos do país. Mantega, porém, mostrou-se otimista e disse que o momento é adequado. "As condições não eram propícias [anteriormente]. Fazer reforma tributária com problemas fiscais poderia haver aumento de tributos. O momento adequado é fazer quando a economia está crescendo", avaliou ele.

O ministro da Fazenda prometeu ainda que haverá uma redução de tributos, mas não explicitou o que será feito. "Vai haver desoneração tributária importante. Acredito que tenhamos desembocado em proposta factível de ser aprovada ainda neste ano. Há uma cobrança dos empresários, da sociedade", disse ele. Segundo sua visão, a reforma tributária ajudaria o Brasil a crescer mais.

CPMF

O texto da proposta, que também será apresentado nesta quinta-feira (21) a partidos da base aliada, não prevê a recriação da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), disse Mantega. Logo após a derrota do governo na prorrogação da CPMF, no fim do ano passado, o ministro defendeu a reedição do tributo. Entretanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Mantega teria de convencê-lo sobre o assunto. Desde então, o tema foi colocado meio de lado. Mesmo assim, tanto Mantega quanto o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmaram, em 2008, que aceitariam debater a recriação da CPMF se os parlamentares assim o propusessem.

ICMS estadual

A proposta do governo de reforma tributária, segundo Mantega, contempla ainda um antigo objetivo do Executivo: a unificação das 27 legislações existentes do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) - cobrado pelos estados - em uma única lei. No lugar do ICMS, seria criado o Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) Estadual. Essa proposta já foi defendida anteriormente por outros ocupantes do Ministério da Fazenda, como Pedro Malan e Antonio Palocci. Entretanto, não obteve êxito. Com uma única legislação do ICMS, tecnicamente seria mais difícil para os estados subirem a alíquota do tributo e aumentarem sua arrecadação. Eles argumentam que, deste modo, perderiam autonomia.

IVA Federal

Mantega confirmou que a proposta do governo também contempla a unificação de alguns tributos federais no chamado Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) Federal. São eles: PIS, Cofins e Cide. A proposta inicial do governo, porém, também colocava o IPI neste rol. A nova, porém, não inclui esse tributo no IVA.

Interlocutores do Ministério da Fazenda argumentam que o IPI, dentro do IVA Federal, criaria complicações políticas para a tramitação da proposta no Congresso Nacional, principalmente no que diz respeito à calibragem dos benefícios da Zona Franca de Manaus. E que também tornaria o IVA Federal mais complexo.

Outra proposta do governo na reforma tributária, segundo confirmou o ministro Mantega, é a unificação do Imposto de Renda (IR) das empresas com a Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), uma vez que ambos tem a mesma base de tributação.

Simplificação e desenvolvimento regional

Além da unificação de tributos no IVA Federal, Mantega informou que o novo sistema será mais simples. "O sistema atual é muito complexo, burocrático, com excesso de tributos. Portanto, dificultam a produção, o consumo, o trabalho", disse Mantega.

O ministro disse ainda que a será oferecida uma alternativa "vantajosa" à chamada guerra fiscal - que é a concessão, pelos estados, de benefícios tributários, entre eles impostos menores, ou ausência de tributos, para atração das empresas. Neste caso, Mantega defendeu a criação de um fundo de desenvolvimento regional.

Para acabar com a guerra fiscal, o governo também passaria a cobrar o IVA estadual onde os produtos são consumidos, e não mais onde são produzidos. A migração da cobrança da origem para o destino aconteceria no decorrer de cinco anos.

"Vamos oferecer uma alternativa vantajosa para a guerra fiscal, que é a política de desenvolvimento regional. Os estados mais pobres foram obrigados a lançar mão da guerra fiscal para se defenderem. Vamos oferecer um fundo de desenvolvimento regional para dar recursos para que eles, ao invés de atraírem empresas com benefícios fiscais", disse ele.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Apesar de crise, exportação para os EUA pode aumentar

Invertia / Jeferson Ribeiro

18/02/2008

A crise dos Estados Unidos ainda não está completamente dimensionada e tampouco seus efeitos podem ser calculados com precisão, mas a possibilidade de que ela atinja proporções mundiais não tira o ânimo dos empresários e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil). O presidente do órgão fomentador de negócios no exterior, Alessandro Teixeira, está prevendo até uma intensificação das promoções comerciais no mercado norte-americano. Junto a isso, a Agência quer focar suas ações em pelo menos 20 mercados prioritários nesse ano.

"Nossa estratégia trabalha a diversificação independente da crise. A Apex tem um planejamento que visa intensificar as ações no mercado americano. Se a crise não for extensa, eu ganho mais espaço. Se for uma crise profunda, eu posso manter o atual mercado, o que já seria uma vitória. Como o mercado americano é o maior bilateralmente temos que intensificar a promoção e ser ainda mais agressivos. O meu planejamento prevê 83 eventos nesse ano nos Estados Unidos", afirma o presidente da Agência.

Paralelo a isso, a Apex vai reduzir o foco de ação prioritária da promoção comercial para se firmar de vez em mercados promissores que podem compensar algumas perdas causadas pela crise nos Estados Unidos. Segundo Teixeira, no ano passado, a Agência tinha 33 mercados prioritários. Nesse ano, a lista deve cair para 20 ou 21 mercados.

"Todos os mercados para nós são bons, ainda temos apenas 1% do comércio exterior mundial. Em termos gerais, é a mesma estratégia, mas teremos mais foco. Antes, eram 33 mercados prioritários e deve ficar em 20, 21 nesse ano. Queremos consolidar mercados existentes", explica Teixeira.

A estratégia está correta na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). "Me parece bastante razoável definir prioridades claras, como estratégia de promoção. O esforço promocional do Brasil tem que ser ampliado e melhorado. Esse é caminho para ganhar espaço. É importante investir em promoção naqueles mercados que tem capacidade de resposta maior. Aqui, a gente sempre estimula a pensar em acordos com Estados Unidos e União Européia", comenta o gerente-executivo da Unidade de Comércio Exterior da CNI, José Frederico Alvares.
Os dois se mostram preocupados com os desdobramentos com a crise na economia dos Estados Unidos, mas não estão nem um pouco pessimistas em relação ao crescimento das exportações brasileiras.

Alvares disse que, se houver um agravamento da crise nos Estados Unidos, o mercado interno ainda pode fazer frente a isso.

Teixeira argumenta ainda que novos mercados podem se consolidar a ajudar o Brasil a manter o seu superávit comercial nesse ano. "É difícil apostar em mercados que mais crescerão, mas os Emirados Árabes e países da América Latina que não fazem parte do Mercosul, como Peru, Venezuela e Colômbia, podem incrementar bastante o comércio com o Brasil. Rússia e Polônia indicam que terão maior crescimento também", aposta o presidente da Apex.

Ele não esquece da China é claro. Os chineses continuam representando um grande mercado para as commodities brasileiras, e a Apex vê a China como mercado prioritário para esse momento de crise nos Estados Unidos.

Alvares alerta que, apesar de realmente haver um maior descolamento dos países emergentes como Brasil, China e Índia da economia americana, isso não garante imunidade à crise, e é preciso estar preparado para enfrentes adversidades. "Essa idéia de estar menos vinculado à economia americana ainda não garante segurança completa. Os Estados Unidos ainda são o país mais importante para nossas exportações. No ano passado, eles absorveram 15,6% das nossas exportações; por isso, não há como substituir esse mercado", salienta.

Ele enfatiza que hoje as exportações têm um peso menor no PIB. "Hoje, a exportação tem uma participação menor no PIB. Como o mercado interno está aquecido, isso diminui o impacto de uma crise. Mas, se a crise for pesada, vai ter impacto na indústria de uma maneira geral. Mas eu sou otimista, porque o governo americano está preocupado e tomando medidas para evitar o alastramento da crise", afirma.

Argentina registra recorde comercial de US$ 100 bi em 2007

Rodrigo Postigo

18/02/2008

O comércio exterior da Argentina em 2007 alcançou a cifra recorde de US$ 100,713 bilhões, com saldo positivo de US$ 11,154 bilhões, segundo cifras divulgadas nesta sexta-feira, pelo INDEC. O Instituto Nacional de Estatística e Censos informou que as exportações ano passado marcaram um recorde histórico de US$ 55,933 bilhões, 20,4% a mais do que em 2006.

As importações somaram US$ 44,780 bilhões crescendo 31,1%. Desta forma, o superávit comercial para 2007 foi positivo em US$ 11,154 bilhões. Os produtos agrícolas foram os principais responsáveis pelo bom desempenho.

A Argentina é um dos principais produtores e exportadores de cereais e de soja do mundo. As exportações representam também sólidas receitas para o governo argentino, através dos impostos que, no caso da soja, chegam a até 27,5% por tonelada exportada.

Carga tributária e falta de legislação impedem maior crescimento do setor de serviços

Agência Brasil / Alana Gandra

18/02/2008

A criação de uma legislação específica para os serviços terceirizáveis é uma das lutas que a Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) promete empreender em 2008. A central reúne 80 entidades de todo o país vinculadas ao setor.

O vice-presidente da Cebrasse, Ricardo Scalize, avaliou que a expansão do setor poderia ser ainda maior, mas disse que esse avanço enfrenta empecilhos, como a elevada carga tributária. O setor de serviços representa hoje entre 57% e 60% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país, mas os pequenos, médios e grandes empresários se sentem inibidos em fazer novos investimentos devido à carga tributária, analisou Scalize.

“O sistema tributário é um grande empecilho. A burocracia é um grande empecilho”, disse. A falta de legislação em diversos segmentos, em condições favoráveis à exportação, seria outro entrave enfrentado pelo setor. Scalize denunciou que em muitos casos, o Brasil tem tecnologia e mão-de-obra para exportar, mas o elevado custo operacional faz com que perca espaço para concorrentes como a China, por exemplo.

No Brasil, segundo Scalize, a carga tributária leva em muitos casos à informalidade dos pequenos e médios empresários do setor de serviços. “O empecilho é este: é você ter que trabalhar na informalidade para poder produzir e dar emprego, principalmente os pequenos e médios empresários”. Ele citou ainda como inibidor da expansão do setor o custo da mão-de-obra.

Para cada pessoa contratado por R$ 1 mil mensais, exemplificou, o setor de serviços gasta 120% a mais sobre o custo da mão-de-obra. Isto significa que, "para vender, só baseado na carga tributária e nos encargos trabalhistas, você está colocando 120% em média sobre o salário-base definido em acordos coletivos – então, eu contrato por R$ 1 mil e o custo do contratado é de R$ 2,2 mil".

Ricardo Scalize disse que as grandes empresas têm elementos para minimizar os prejuízos decorrentes desse custo elevado. Mas enfatizou que a grande preocupação do setor se prende à informalidade que esse custo gera. “Por exemplo, o setor de serviços em São Paulo, que é a locomotiva da economia brasileira, que mais emprega, mais paga impostos, tem também um percentual fantástico de informalidade. Porque o pequeno empresário, para levar algum dinheiro para casa, não contrata. E se contrata, não registra em carteira. Nossa preocupação em relação à carga tributária e aos encargos sobre a folha é justamente para tirar da informalidade o número de empresas do setor de serviços, os pequenos empresários principalmente”.

O vice-presidente da Cebrasse alertou que não há dados precisos sobre o percentual de empresas informais do setor no país: "Mas posse dizer que é muito alto entre os pequenos e até os médios empresários, devido à carga tributária e à legislação brasileira.".

CVM autoriza novas regras para analistas

Rodrigo Postigo

18/02/2008

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) autorizou ontem regras que trazem maior flexibilidade no processo de obtenção de registros de analistas. As alterações haviam sido solicitadas pela Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais) e estavam em período de aprovação no órgão regulador do mercado.

A principal mudança do documento está na redução do número de provas a que o profissional será submetido para conseguir a certificação. A partir de agora, para atuar no País será necessário fazer apenas dois exames, cujo conteúdo inclui conceitos de finanças corporativas e contabilidade.

Até agora, era necessário ser aprovado em quatro provas, que continham conhecimentos mais complexos, como renda fixa internacional e derivativos. "Há uma grande demanda por profissionais em todo o País. O conteúdo desses dois exames é suficiente para dar conta do dia-a-dia das necessidades de um analista", afirma a presidente da sessão paulista da Apimec, Lucy Sousa.

Reservas internacionais recuam para US$ 188,282 bilhões

Rodrigo Postigo

18/02/2008

As reservas brasileiras internacionais recuaram em US$ 124 milhões na véspera, no conceito de liquidez internacional, segundo o Banco Central (BC). Com isso, o total das reservas brutas passou de US$ 188,406 bilhões para US$ 188,282 bilhões.

Brazil's stocks, currency fall on US economy woes

Fri Feb 15, 2008 9:58am EST
SAO PAULO, Feb 15 (Reuters) - Brazil's stocks fell on Friday as investors sold blue-chips Vale and Petrobras on concerns that a U.S. economic slowdown and more credit losses at big U.S. banks would sap demand for emerging market securities.
The Bovespa index .BVSP of the Sao Paulo Stock Exchange fell 1.35 percent to 60,981.83 points, led by a drop at mining giant Vale after the company said its 2007 iron ore output was below its target.
Brazil's currency, the real BRBY, weakened 0.11 percent to 1.753 per dollar.
Economic indicators in the United States on Friday showed manufacturing in New York State fell to the weakest level since April 2003, while import prices data raised fears of a pickup in inflation.
Expectations that U.S. investment banks may have to announce more write-downs related to credit markets also help pushed the Dow Jones industrial average and the Nasdaq Composite index down by about 0.3 percent each, dragging Brazilian assets.
"We are tracking markets in the United States, where losses quickened at the end of trading yesterday," said Carlos Alberto Ribeiro, a director at the Novacao brokerage. "All eyes are really on markets abroad and on the profit taking."
Interest-rate futures <0#dij:> on the BM&F commodities and futures exchange in Sao Paulo rose, reflecting the downturn in local markets.
On the stock market, mining giant Vale (VALE5.SA: Quote, Profile, Research), the second most widely traded stock in Brazil, fell 1.48 percent to 46.72 reais. Vale said on Friday its iron ore output in 2007 rose 12 percent to 296 million tonnes, slightly lower than its target of 300 million tonnes for the year because of equipment problems and excessive rains.
State-controlled Petrobras (PETR4.SA: Quote, Profile, Research), the most heavily weighted stock in the Bovespa index, fell 0.81 percent to 82.85 reais
Low cost airline Gol Linhas Aereas Inteligentes (GOLL4.SA: Quote, Profile, Research) slumped 4.09 percent to 32.4 reais. The company said on Friday its fourth-quarter 2007 net income tumbled 60 percent to 76.96 million reais because of a surge in fuel and personnel costs and landing fees.
Grupo Pao de Acucar (PCAR4.SA: Quote, Profile, Research), Brazil's No. 2 retailer, fell 1.47 percent to 32.85 reais even after the company said late on Thursday same store net sales rose 5.8 percent in January, led by a surge in sales of electronic appliances.
(Reporting by Elzio Barreto and Claudia Pires, editing by Walker Simon)

UPDATE 1-Brazil's Vale reports record 2007 iron ore output

Fri Feb 15, 2008 10:11am EST
(Adds copper data and background)
SAO PAULO, Feb 15 (Reuters) - Brazilian mining giant Vale (RIO.N: Quote, Profile, Research) (VALE5.SA: Quote, Profile, Research) said Friday its iron ore output reached a record 296 million tonnes in 2007, up from 2006's 264 million tonnes.
Most of Vale's iron ore output comes from three mining systems -- the southeastern system, the southern system and Carajas -- all producing around 90 million to 110 million tonnes a year.
Output from Vale's three mines in the southeast system grew 18 percent in 2007 to 113.8 million tonnes, while output from the Carajas mine grew 12 percent this year to 91.7 million tonnes. Iron ore production from the two southern system mines were up 6 percent at 89.3 million tonnes.
Vale is in iron ore price setting negotiations with its main clients in China. Some analysts say it is seeking a 30 percent to 60 percent increase in prices for the season but Chinese steel producers are reluctant to accept a big rise.
Vale says that it needs the price increases to finance output expansion and keep pace with world demand for ore, which is being driven by growth in emerging markets like China.
The company said its 2007 output fell slightly below its own forecast of 300 million tonnes due to bad weather and equipment problems that interrupted production. The company also suffered some delivery problems due in part to a few landless peasant protests on one of its railways.
The company also produced a record 17.6 million tonnes of iron pellets 2007, up from the 14.2 million tonnes in 2006. Most of the pellets (11.2 million tonnes) were produced by blast furnace and the rest (6.4 million tonnes) were produced by direct reduction methods.
If Vale includes its share of pellets produced in joint ventures with companies such as Nibrasco, Kobrasco, Hispanobras, Itabrasco and Samarco, its output rises to 35.98 million tonnes, up from 33.17 million tonnes in 2006. This calculation follows Brazil's generally accepted accounting principals (GAAP).
Vale, the world's largest iron ore miner, said its refined nickel output rose also to a record 248,000 tonnes versus 235,000 tonnes in 2006.
"The record (nickel output) is an important sign of the successful integration of Inco Ltd, acquired by Vale in 2006," the company report said.
Vale had copper production of 284,000 tonnes, up from 267,000 tonnes in 2006. (Reporting by Roberto Samora and Reese Ewing; editing by Jim Marshall)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Brasil não pode abrir mão de gás contratado da Bolívia

Reuters

15/02/2008

A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira, que não poderá abrir mão do volume de gás natural contratado na Bolívia. A afirmação foi feita em um comunicado oficial após um encontro entre o vice-presidente da Bolívia, Álvaro Garcia, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, na sede da estatal.

"A Petrobras informou ao vice-presidente da Bolívia a impossibilidade de reduzir a demanda do volume máximo de 30 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural previsto no contrato de compra firmado com a estatal boliviana, mais o volume de gás necessário à operação do sistema (gasoduto Bolívia-Brasil)", diz a nota.

Esse gás utilizado no sistema representa um volume adicional ao contrato firmado em 1999, que prevê o envio de 30 milhões de metros cúbicos diários. A Petrobras não soube informar o volume utilizado para mover os compressores do gasoduto. A Bolívia tem afirmado que não teria condições de atender simultaneamente as demandas de Brasil e Argentina, o que deverá ser discutido em reunião entre os presidentes dos três países, no próximo dia 23.

No encontro na sede da Petrobras, também foram discutidas as condições para investimentos da Petrobras na Bolívia, como "os recursos previstos para os campos de San Alberto e San Antonio, onde a companhia já atua, e atividades exploratórias no campo de Ingre, já iniciadas".

Brazil's stocks, real fall on US growth concerns

Thu Feb 14, 2008 3:31pm EST
(Updates to close)
SAO PAULO, Feb 14 (Reuters) - Brazil's stocks and currency fell on Thursday, as investors sold off emerging market securities after U.S. Federal Reserve Chairman Ben Bernanke warned of sluggish growth in coming months.
The Bovespa index .BVSP of the Sao Paulo Stock Exchange fell 1.23 percent to 61,818.99 points after four days of gains that had pushed the index 6.1 percent higher. Blue-chip stocks such as state-controlled Petrobras and private-sector bank Itau that had gained in recent days led declines.
Brazil's currency, the real BRBY, weakened 0.4 percent to 1.751 per U.S. dollar.
Bernanke also said he sees investment banks taking more write-downs on losses from subprime mortgages, which may dampen further demand for riskier emerging market securities and reduce capital flows to Brazil and other developing nations.
"He (Bernanke) is preparing the markets for results that won't be so good, but that doesn't mean the U.S. banking system will go broke," said Marcos Forgione, an analyst at the Hencorp Commcor brokerage.
Interest-rate futures <0#dij:> on the BM&F commodities and futures exchange in Sao Paulo edged higher, tracking the downturn in local market sentiment.
On the stock market, state-controlled oil company Petrobras (PETR4.SA: Quote, Profile, Research), the heaviest weighted stock on the Bovespa index, fell 1.22 percent to 83.53 reais even as crude prices in international markets gained.
Itau (ITAU4.SA: Quote, Profile, Research), Brazil's second-largest private sector bank, fell 3.75 percent to 40.08 reais. The stock had jumped 14.2 percent over the previous three sessions.
Unibanco (UBBR11.SA: Quote, Profile, Research), one of Brazil's largest private-sector banks, edged up 0.18 percent to 22.39 reais. The bank said on Thursday that fourth-quarter net profit surged 44 percent to 827 million reais due to the sale of local market assets and an increase in its loan portfolio.
(Reporting by Elzio Barreto and Fabio Gehrke)

Soybeans Rise to Record on Expected China Demand; Wheat Gains

By Jae Hur

Feb. 15 (Bloomberg) -- Soybean and soybean oil futures in Chicago surged to a record on speculation demand from China will climb after winter storms damaged the nation's rapeseed crop.
China is the world's biggest importer of soybeans and vegetable oil. Almost half the autumn and winter rapeseed crop was affected by rain and snow, the China National Grain & Oils Information Center said yesterday. Rapeseed, like soybeans, is crushed into meal for livestock feed and oil for cooking.
``The rapeseed crop damage by severe winter storms in China was a key factor to push up the market,'' said Takaki Shigemoto, an analyst at Tokyo-based commodity broker Okachi & Co.
Soybeans for May delivery rose as much as 12.5 cents, or 0.9 percent, to $13.98 a bushel in after-hours electronic trading on the Chicago exchange, and stood at $13.9525 at 11:23 a.m. in Singapore. Soybeans have surged in the past year after U.S. farmers planted the smallest soybean acreage in 12 years to sow the most corn since 1944.
Prices have also been supported by rain delaying harvesting in Brazil and concern that record high spring wheat prices may encourage U.S. farmers to plan more grain at the cost of soybean acreage, Shigemoto said.
Soybean oil for May delivery rose as much as 0.45 cent, or 0.8 percent, to 59.31 cents a pound in Chicago and last traded at 59.26 cents. Soybean and soybean oil futures in Dalian jumped to records today.
Wheat Gains
Futures for soft-red winter wheat traded in Chicago advanced for a second day as importers rushed for supplies. Prices for the spring crop in Minneapolis reached a record.
Wheat for May delivery in Chicago, the most-widely held contract, rose as much as 17 cents, or 1.6 percent, to $10.58 a bushel and stood at $10.4550 at 11:24 a.m. in Singapore. On Feb. 11, March wheat touched $11.53 a bushel, a record for the most active contract.
South Korea is seeking 23,300 metric tons of U.S. wheat today and Iraq indicated it may buy at least 50,000 tons from global stockpiles. These plans came a day after Japan bought 190,000 tons of wheat, including 115,000 tons from the U.S., and Egypt bought 235,000 tons, including 115,000 tons from the U.S.
Wheat for May delivery on the Minneapolis Grain Exchange gained as much as 4 percent to a record $15.8575 a bushel. The most-active contract has tripled in the past year after drought damaged last year's spring crop in the Northern Plains and Canada, leaving a shortage of the high-protein grain. The less-actively traded March contract reached $19.83 a bushel, the highest ever for any contract.
Corn for March delivery rose as much as 3.25 cents, or 0.6 percent, to $5.1425 a bushel and traded at $5.1275 at 11:24 a.m. in Singapore. Corn, which reached a record $5.2875 on Feb. 6, gained 22 percent in the past year on record demand to produce ethanol and feed livestock.

Economia de energia no horário de verão ultrapassou 4%

Rodrigo Postigo

15/02/2008

A edição 2007/2008 do horário de verão proporcionou uma redução do consumo de energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste de 4,2% (ou 1.557 megawatts) no horário de pico (das 19h às 22 horas). Na região Sul, a economia - também no horário de pico - foi de 4,8% (480 MW). As estimativas, preliminares, foram divulgadas hoje pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O horário de verão termina à zero hora de domingo.Pelas estimativas do ONS, se o horário de verão não fosse decretado, seria necessário investir cerca de US$ 1 bilhão na construção de novas termoelétricas para suprir o crescimento do consumo no horário de pico. Somente no Estado de São Paulo, a redução do consumo no horário de pico foi de 769 MW, ou 4,3%. No Rio de Janeiro, a demanda teve queda de 304 MW, ou 4,8%.

Indústria de shopping centers cresce 16% em 2007

Rodrigo Postigo

15/02/2008

A indústria de shopping centers no Brasil fechou o ano de 2007 com faturamento de R$ 58 bilhões, o que representa um crescimento de 16% em relação ao ano anterior, segundo levantamento anual realizado pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers).

"Mesmo com todos os fatores positivos que alavancaram o bom desempenho dos shoppings, nossa previsão era de um incremento de 13% nas vendas", explica, em nota, o presidente da associação, Marcelo Carvalho.

Segundo o presidente, a expansão na oferta de crédito, os juros mais acessíveis com inflação controlada, o crescimento do emprego formal e consequente aumento da massa salarial são alguns dos elementos que explicam a expansão.

Investors gloomy on emerging market equities

Thu Feb 14, 2008 4:13am EST
By Sujata Rao
LONDON (Reuters) - Fund managers are increasingly pessimistic about emerging equities, though three quarters of investors surveyed have gone overweight Russia, a Merrill Lynch survey found on Wednesday.
The monthly poll of 190 global fund managers found investors at their most risk-averse since April 2001, with 40 percent now underweight global stocks, as the six-month old credit crisis stokes fears of a U.S. recession and a global slowdown.
Global emerging market investors showed the highest level of pessimism on profits since the GEM survey began in 2007.
But the survey found a big rise in investor preference for Russia.
"GEM investors maintain large overweight positions in Russia and Brazil. Russia is favoured over Brazil for the first time in our (global emerging markets) survey," Merrill said, adding that funds were underweight India and China, the two other legs of the so-called BRIC countries.
The survey found 73 percent to be net overweight Russian stocks versus 46 percent in November 2007 while 64 percent were net overweight Brazil, down from 73 percent in November.
Russia underperformed all of last year despite high oil prices as uncertainty over the political succession weighed. Now the Kremlin succession is clear as is the fact that President Vladimir Putin will retain political influence.
"What we have seen is the increase in overweight in Russia in the past two-three months and the main driving theme to us is that the government has got a large oil surplus," said Michael Penn, global emerging equity strategist at Merrill Lynch.
"Also there is the idea that domestic demand is strengthening and there's increased spending by Russian consumers," Penn said. "I would also think the more stable political environment has helped."
Other overweights were Turkey, Thailand and Indonesia, while country allocations to Chile, Korea, Poland, South Africa and Taiwan were underweight relative to benchmark indices.
The poll showed net underweights in South Africa in February rose to 50 percent, up from 32 percent in November.
"Being a commodity play, South Africa is exposed to global demand, that's definitely one of the themes," Penn said, adding that record low optimism on South Korea and Taiwan clearly reflected "the lack of optimism in the U.S. economy".
Investor confidence in Chinese growth is also at an all-time low, the survey found.
But Merrill Lynch said the finding on cash holdings -- that a net 41 percent of global investors are overweight cash - may prove a glimmer of hope for emerging equities.
Cash levels are well correlated with emerging equity prices and a rally is indicated when the proportion of investors overweight cash reaches one-third, the bank said.
"Lots of bad news now appears priced into emerging market equities," Penn added.

Brasil, Argentina e Bolívia se reúnem para discutir exportação de gás

Rodrigo Postigo

15/02/2008

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou, nesta quinta-feira, que vai se reunir com os colegas de Argentina e Brasil em 23 de fevereiro, em Buenos Aires, para acertar uma fórmula de exportação do gás natural boliviano.

A Bolívia deveria exportar para os dois vizinhos no próximo inverno um total de 38 milhões de metros cúbicos diários de gás, mas a capacidade atual de envio para ambos os mercados não supera os 33 milhões de metros cúbicos, segundo informações oficiais.

Morales disse que pretendia ter um entendimento com a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e com o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, no marco da "complementariedade" e das "relações amistosas e de irmandade" entre os três países.

"O companheiro Alvaro García (vice-presidente boliviano em visita oficial ao Brasil) confirmou, nesta madrugada, que haverá uma reunião dos presidentes de Brasil e Argentina comigo, na Argentina, em 23 de fevereiro", disse Morales.

Responsabilidade tributária muda em microempresas

Dimas Tarcísio Vanin

15/02/2008

O Código Tributário Nacional disciplina nos seus artigos 134 e 135 a questão da responsabilidade tributária de terceiros. No que toca à responsabilidade tributária dos sócios, o tema sempre recebeu atenção da doutrina e a Jurisprudência inclinou-se no sentido de que os sócios não respondem pelos tributos da pessoa jurídica, salvo nos casos expressamente previstos em lei.

Sucede que com a edição da Lei Complementar 123/2006, que instituiu tratamento diferenciado e favorecido à microempresa (ME) e à empresa de pequeno porte (EPP), veio o § 4º do artigo 78, com a seguinte disposição: “Os titulares ou sócios também são solidariamente responsáveis pelos tributos ou contribuições que não tenham sido pagos ou recolhidos, inclusive multa de mora ou de ofício, conforme o caso, e juros de mora.”

Em função desse dispositivo, parece ter reacendido a discussão quanto a responsabilidade tributária dos sócios. Discute-se, agora, qual a abrangência do dispositivo legal retro transcrito: ampla ou restritiva.

A principal dúvida que se estabelece, é saber se esse comando legal tem aplicação restrita aos sócios das ME e das EPP, ou se sua aplicação é ampla, atingindo também os sócios das sociedades não enquadradas nessas duas categorias.

Para alguns autores, referida norma legal tem aplicação ampla, como é o caso do ilustre Anderson Furlan, juiz titular da Vara de Execuções Fiscais da Subseção Judiciária de Maringá (PR), conforme artigo publicado na Revista Dialética de Direito Tributário 140, de maio de 2007, nas páginas 7 a 13. O seu principal argumento é de que se há responsabilidade solidária dos sócios de uma ME ou EPP (que são empresas que gozam de tratamento diferenciado e favorecido), com muito mais razão tal responsabilidade tem aplicação também para os sócios das demais sociedades. O argumento é forte e impressiona.

Entendemos, porém, de forma diferente, qual seja, de que a norma contida no parágrafo 4º do artigo 78 da LC 123/06, tem aplicação restrita aos sócios de empresas enquadradas como ME ou EPP, sob os seguintes argumentos.

Primeiro — Leis Complementares 95/98 e 123/06
Em 1998 foi publicada a Lei Complementar 95, dispondo sobre a elaboração e alteração das leis. O seu artigo 7º assim dispõe:

Art. 7º — O primeiro artigo do texto indicará o objeto da lei e o respectivo âmbito de aplicação, observados os seguintes princípios:

I — excetuadas as codificações, cada lei tratara de um único objeto;
II — a lei não conterá matéria estranha a seu objeto ou a este não vinculada por afinidade, pertinência ou conexão;
III — o âmbito de aplicação da lei será estabelecido de forma tão especifica quanto o possibilite o conhecimento técnico ou cientifico da área respectiva;
IV — o mesmo assunto não poderá ser disciplinado por mais de uma lei, exceto quando a subsequente se destine a complementar lei considerada básica, vinculando-se a esta por remissão expressa.

Como se depreende das disposições acima, a lei deverá ser elaborada de tal forma que preserve tais comandos, destacando-se o princípio de que a lei não deve conter matéria estranha ao seu escopo e deverá ter expressado o âmbito de sua aplicação.

Pois bem. No caso da LC 123/06, o artigo 1º prevê, de forma expressa, que as suas disposições têm por finalidade instituir tratamento diferenciado e favorecido às ME e às EPP, e somente a elas.

Portanto, a LC 123/06 andou bem, nesse aspecto, observando as diretrizes da LC 95/98 e, de forma clara, consignou seu âmbito de atuação às ME e as EPP, não consignando aplicação a outras sociedades.

Logo, só por esse fato, não vislumbramos espaço para dar interpretação ampla ao dispositivo em questão.

Segundo — Artigos 134 e 135 do CTN e a responsabilidade de terceiros
Como dito no início, a questão da responsabilidade tributária de terceiros já está disciplinada nos artigos acima mencionados. O CTN foi bastante minucioso, a ponto de dispensar à matéria dois artigos, divididos em 10 incisos e um parágrafo.

Se for admitida a aplicação ampla dessa norma legal, então estaria revogada a responsabilidade subsidiária [1] prevista no “caput” do artigo 134, bem como não haveria mais a necessidade de verificar se o ato foi praticado com excesso de poder ou infração de lei ou do estatuto social, para a aplicação da solidariedade, prevista no “caput” do artigo 135, ambos do CTN!

Então nos perguntamos: Será que um simples parágrafo (4º) inserido num artigo (78) da LC 123/06, cujo “caput” nada trata de responsabilidade tributária de terceiros, tem alcance suficiente para disciplinar e revogar a matéria tratada nos artigos 134 e 135 do CTN?
Decididamente, parece que não, ainda que não haja impedimento legal para que tais disposições legais sejam alteradas. Se tivesse sido essa a intenção do legislador, ele teria, no mínimo, se valido de artigos autônomos e específicos, até em respeito às diretrizes da LC 95/98.

Terceiro — Separação das obrigações da Pessoa Jurídica e de seus sócios
Como regra geral, o patrimônio e a responsabilidade da pessoa jurídica não se comunicam com a dos seus sócios, salvo nas situações especiais previstas em lei.

O Código Civil, por sua vez (ainda que estatuto de lei ordinária), disciplina a responsabilidade dos sócios, nos diversos tipos de sociedades, indicando em que situação o sócio responde solidariamente, ou não. Nesse sentido:

a) o artigo 1.023, prevendo a responsabilidade apenas subsidiária (e não solidária) dos sócios, no caso da sociedade simples;
b) o artigo 1.045, prevendo a limitação da responsabilidade dos sócios comanditários ao valor de suas quotas, no caso de sociedade em comandita simples; e
c) o artigo 1.052, prevendo a limitação da responsabilidade dos sócios ao valor de suas quotas, no caso de sociedade limitada.

Desta forma, se admitida a aplicação do dispositivo sob análise de forma ampla, então essa separação de patrimônio e de responsabilidade (conforme dispositivos acima indicados) ficaria prejudicada, ainda que parcialmente. Não se mostra razoável entender que o mencionado parágrafo 4º tivesse alcance tão abrangente, a ponto de provocar modificações substanciais no Direito de Empresa, previsto no Livro II da Parte Especial do nosso Código Civil.

Invoca-se aqui, em abono ao nosso entendimento, a disposição contida no artigo 110 do CTN, vedando à lei tributária a alteração, a definição, o conteúdo e o alcance dos institutos e formas do direito privado.

Mais uma vez, portanto, não nos parece ser a interpretação mais adequada, aquela que atribui ao parágrafo 4º do artigo 78 da LC 123/06, a sua aplicação ampla aos sócios de qualquer sociedade.
Quarto — Tratamento mais rigoroso para os Sócios da ME ou EPP

Resta, por último, enfrentar o principal argumento de suporte à interpretação que atribui aplicação ampla da norma legal sob análise.

Para essa linha de entendimento, não haveria justificativa para que a responsabilidade tributária dos sócios de uma ME ou EPP fosse mais gravosa do que aquela atribuída aos sócios de outras sociedades, já que justamente são as ME e as EPP que gozam de um tratamento diferenciado e favorecido.

Esse argumento pode nos induzir a admitir, inadvertidamente, que tal responsabilidade aplica-se também aos sócios das demais sociedades, e não apenas aqueles de uma ME ou EPP.

Porém, fazendo-se uma análise mais abrangente e sistêmica da lei, parece-nos que essa não seria a melhor interpretação a ser extraída desse dispositivo legal. Pensamos que para se encontrar a melhor interpretação dessa norma é necessário que ela não seja analisada de forma isolada, mas sim como ela está inserida no contexto da lei.

Dentro dessa forma de interpretar, vemos que existe razão lógica e coerente do legislador em atribuir, especificamente aos sócios da ME e da EPP, tal tratamento solidário, e não aos demais, pelos motivos abaixo.

Inicialmente cabe destacar que o tratamento diferenciado e favorecido previsto na lei está dirigido à ME ou à EPP (empresa/pessoa jurídica), enquanto que os sócios estão num segundo plano. O que a lei objetiva é facilitar e favorecer a vida da ME e da EPP, não propriamente a dos seus sócios. Logo, não vislumbramos nada de estranho ou incoerente em que os sócios de uma ME ou EPP não recebam o mesmo tratamento diferenciado e favorecido dado às sociedades da qual sejam sócios.

Além disso, a lei estipulou à ME ou EPP uma série de vantagens, que vão desde uma redução da carga tributária, vantagens creditícias, exoneração e diminuição de obrigações acessórias, vantagens em licitações públicas, entre outras. Então, nada mais natural que, sob o aspecto tributário, o legislador atribuir responsabilidade solidária aos seus sócios pelo não pagamento de tributos, pois estes foram justamente reduzidos, mas, em troca, os sócios assumem a solidariedade tributária.

Também vem em reforço à nossa tese, o resultado da interpretação conjunta do “caput” do artigo 9º e do § 3º do artigo 78 dessa lei. Esses dois dispositivos estabelecem, em resumo, a responsabilidade tributária dos sócios, no caso de baixa da ME ou EPP. Já o § 4º em questão, por sua vez, veio prever que essa responsabilidade também se aplica durante a atuação da ME ou EPP, não apenas para o caso de baixa. A própria palavra também contida na parte inicial desse § 4º, nos leva à leitura de que, além da responsabilidade dos sócios no caso de baixa, ela (a responsabilidade) também se aplica durante ao próprio período de atividade da ME ou da EPP.
Também é importante destacar que o início da redação do § 4º em apreço, utiliza-se a expressão “titulares ou sócios”, não indicando de que tipo de sociedade ele está se referindo. Porém, como se trata de um parágrafo, temos que fazer essa leitura com os “olhos” no comando do artigo. Ora, o comando do artigo (caput) está se referindo expressamente às ME e às EPP e a nenhuma outra sociedade!

Por último, convém salientar que o enquadramento como ME ou EPP é de natureza opcional. Logo, se for efetuada a opção pelo enquadramento nesse regime, como forma de usufruir dos favores da lei, o ônus é conseqüente do exercício dessa opção, ou seja, a responsabilidade tributária dos sócios só pode ser atribuída aos que exerceram tal opção, e a mais ninguém.
Entendemos, então, que os “titulares ou sócios” mencionados no § 4º só podem estar associados à uma ME ou uma EPP, que são as sociedades de que trata o “caput” do artigo 78.

Devemos reconhecer, porém, que esses dispositivos poderiam ter sido redigidos de forma mais precisa. Mesmo assim, entretanto, entendemos que a interpretação mais adequada aos mesmos é no sentido restritivo.

A responsabilidade tributária dos sócios nas sociedades não enquadradas como ME ou EPP.
O que se defendeu acima não significa dizer, em hipótese alguma, que nas sociedades não enquadradas como ME ou EPP, os sócios não podem ser chamados à responsabilidade tributária.
O que estamos defendendo, é que o parágrafo 4º do artigo 78 da LC 123/06 serve de fundamento para atribuir a responsabilidade tributária solidária apenas aos sócios de uma ME ou EPP.

Tratando-se de sociedades não enquadradas como ME ou EPP, a responsabilidade tributária dos sócios somente pode ser atribuída nos casos previstos no Código Tributário Nacional e na legislação específica.

Considerações finais

É certo que o assunto é polêmico e ainda demandará muita atenção da doutrina especializada. Porém, diante do exposto, entendemos que a aplicação do parágrafo 4º do artigo 78 da Lei Complementar 123/06, que instituiu tratamento diferenciado e favorecido às microempresas e às empresas de pequeno porte, deve ser restrita aos sócios destas. Nas demais sociedades, a responsabilidade tributária dos sócios depende de estarem presentes os casos enumerados no Código Tributário Nacional e na legislação específica.

Cabe destacar que não foi objeto de análise, no presente trabalho, a discussão que pode decorrer da aplicação do disposto no § 4º do art. 78 da LC 123/06, em comparação com a nova lei de falências, no que toca à ordem de classificação dos créditos, o que será objeto de estudo em artigo específico.
_________
[1] Entendemos que a responsabilidade solidária a que se refere o artigo 134 do CTN, é de aplicação entre as pessoas mencionadas nos seus incisos. Porém, a responsabilidade dessas pessoas, em relação à sociedade, é subsidiária.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Brazil poised for investment grade in '08 -minister

Mon Feb 11, 2008 1:19pm EST

BRASILIA, Feb 11 (Reuters) - Brazil is poised to successfully weather a global economic slowdown and remains on track to reach an investment-grade credit rating this year, Finance Minister Guido Mantega said on Monday.

"We still haven't felt any major impact in Brazil, we haven't felt a slowdown. That doesn't mean there won't be one, but until now there hasn't been anything concrete," Mantega told reporters when asked about the possibility of a global economic slowdown.

Brazil's financial markets have been volatile since concerns emerged that the economic woes in the United States could deepen and spread globally. That scenario could diminish investment flows to emerging markets like Brazil.

Mantega said a robust domestic market will continue to drive the economy even in the event of a global slowdown. He added that the country's economic fundamentals are strong enough for an investment-grade credit rating, which would allow the government to borrow at lower interest rates and attract a wider pool of investors.

"International reserves keep rising, the country is more solvent than ever," Mantega said. "In my view, (investment grade) will come this year."

Brazil, Latin America's largest economy, is rated one notch below investment grade by the major credit rating agencies. Goldman Sachs said in a research report on Monday that Brazil's investment grade "appears on the horizon." (Reporting by Isabel Versiani; Translated by Todd Benson; Editing by Diane Craft)

Brazil Says Soybean, Corn Output to Beat Forecasts (Update1)

By Carlos Caminada and Ines Cavalcanti

Feb. 12 (Bloomberg) -- Soybean output in Brazil, the world's second-biggest grower, will rise this year as climbing prices led farmers to boost planting, the government said. Corn production may rise more than expected to a record.

Brazilian soybean growers will harvest a record 58.5 million metric tons this year, compared with 58.4 million tons in the previous harvest, the Agriculture Ministry's crop forecasting agency, known as Conab, said today in a report. In January, Conab forecast production to fall to 58.2 million tons this year.

Higher soybean prices prompted some Brazilian farmers to increase planting of the oilseed to 20.9 million hectares (51.6 million acres) from 20.7 million hectares, according to Conab. Soybean prices jumped 78 percent last year after surging demand for corn to make ethanol led U.S. farmers to switch crops.

Corn farmers in Brazil, the world's third-biggest grower, will harvest 53.6 million tons, up from the January estimate of 53.4 million tons. Farmers harvested 51.4 million tons in the past crop.
The Brazilian Institute for Geography and Statistics, known as IBGE, earlier today raised its forecast for soybean output to 58.3 million tons from 58.2 million tons. It also raised its estimate for corn to 53.8 million tons from 53.4 million tons.

Conab and the IBGE are integrating their forecasts and plan to release them as a single joint report.

Brazil's Bovespa jumps 3.3 pct on global rally

Tue Feb 12, 2008 10:12am EST

SAO PAULO, Feb 12 (Reuters) - Brazil's benchmark stock index surged 3.3 percent on Tuesday after news of a plan by billionaire investor Warren Buffett to assume liabilities of troubled bond insurers pushed global markets higher.
The Bovespa index .BVSP of the Sao Paulo Stock Exchange rose to 62,649.74 points from Monday's close of 60,643.22. (Reporting by Elzio Barreto; Editing by James Dalgleish)

Reforma tributária ampla não sairá este ano, afirma ministro

Rodrigo Postigo

13/02/2008

O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, mostrou pessimismo na aprovação de uma reforma tributária mais ampla este ano. José Múcio disse que temas como a reforma tributária são muito difíceis de aprovar em anos eleitorais, que são mais curtos, pois o Congresso praticamente paralisa suas atividades no segundo semestre. A solução, segundo o ministro, discutida com os líderes hoje, será "pinçar" alguns pontos específicos que possam ser aprovados no primeiro semestre.

Múcio confirmou que na quinta-feira o governo apresentará aos líderes a proposta de reforma tributária. "Esse é um ano menor por conta das eleições. As reformas nunca acontecem nos anos pares. O próprio Congresso talvez pince algumas partes da reforma tributária", disse o ministro. José Múcio afirmou que o mesmo será feito com a reforma política para aprovar um ou outro ponto, depois do fracasso das negociações do ano passado.

Dívida é maior obstáculo para upgrade do Brasil, aponta Fitch

Reuters / Walter Brandimarte

13/02/2008

As baixas taxas de crescimento e a alta dívida pública são os principais obstáculos para o Brasil obter o grau de investimento, apontou a agência de classificação de risco Fitch Ratings na terça-feira. Um upgrade pode vir em breve, embora ele dependa do compromisso governamental com a responsabilidade fiscal, disse Shelly Shetty, uma importante diretora da agência. Embora os indicadores econômicos brasileiros estejam em linha, e em alguns casos, até melhores do que a média de países cotados como BBB pela agência, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ainda está aquém.

O Brasil cresceu somente 3,7 por cento em média durante os últimos cinco anos, enquanto os países considerados BBB pela Fitch tiveram uma expansão econômica média de 5,5 por cento, de acordo com a agência de classificação de risco. A Fitch acrescentou que a dívida do governo brasileiro corresponde a 65 por cento do PIB do país, comparado com a média de 28 por cento do PIB entre os países com nota BBB. "E dado o crescimento ainda modesto do PIB, a dinâmica da dívida brasileira não está melhorando num ritmo rápido. Então está bastante claro que o fardo da dívida do Brasil não cobrirá a média dos (países com nota) BBB em breve", disse Shetty durante painel sobre a América Latina organizado pela Fitch em Nova York.

Ela acrescentou, no entanto, que uma elevação da nota que a Fitch atribui ao Brasil pode ocorrer "antes dessa convergência acontecer". "O que estamos buscando é uma maior segurança de que a política fiscal será conduzida de maneira que permitirá que essa convergência aconteça no médio prazo", disse ela. A analista enfatizou que a perda da arrecadação com a CPMF complicou ainda mais a perspectiva fiscal do Brasil, apesar das promessas do governo de manter sua atual meta fiscal primária de 3,8 por cento do PIB. Shetty disse que "ainda não está claro onde os cortes de gastos serão feitos e se eles terão credibilidade e serão duradouros".

Emissões de renda fixa devem crescer, diz diretor da CVM

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Luciano Feltrin

13/02/2008

O mercado de renda fixa do País terá uma grande chance para deslanchar neste ano. Essa é a expectativa de um dos diretores da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Sérgio Weguelin. Na avaliação do executivo, as empresas devem aproveitar as turbulências - que dificultam colocações no mercado acionário - para fortalecer as emissões desses papéis. "Temos todos os instrumentos para desenvolver um mercado local de renda fixa. É impressionante que ainda não o tenhamos feito", afirmou Weguelin. "Atualmente, renda fixa resume-se à colocação de debêntures de empresas de leasing e de operações de empréstimos sindicalizados", exemplificou o executivo, durante evento que marcou o anúncio da agenda anual do Best (Brazil Excellence in Securities Transactions).

Liquidez e atratividade

De acordo com o diretor da autarquia, só o desenvolvimento de um mercado doméstico de renda fixa trará liquidez e atratividade aos papéis. "Tenho a impressão, de diálogos recentes com o mercado, que instrumentos de securitização e de derivativos imobiliários podem ter espaço importante. Um mercado local forte dará às empresas a oportunidade de captação no próprio País. No exterior, as empresas encontram dificuldade - refletida em custo maior - porque os papéis não têm referencial interno. Os estrangeiros acabam utilizando como índice as operações do Tesouro", afirma.

De acordo com Weguelin, nos EUA, por exemplo, o mercado de renda fixa é composto por 80% de risco privado. "Nos Estados Unidos, os fundos de pensão adquirem papéis de renda fixa para compor suas carteiras de investimentos. Seria muito positivo se grandes empresas brasileiras, como uma Gerdau, começassem a emitir renda fixa", exemplificou.

Fundamentos

O eventual interesse de investidores estrangeiros por títulos lastreados em renda fixa do País não está unicamente ligado às taxas de juros. Essa é a avaliação do diretor de política monetária do BC (Banco Central), Mario Torós. "O perfil da dívida pública brasileira melhorou em prazo de rolagem e em relação aos indexadores. Mais de 60% dessa dívida é prefixada ou indexada à inflação. Isso não diminuiu a participação estrangeira na dívida, que cresceu de 0,6% para aproximadamente 2% do montante total", afirmou.

De acordo com Torós, o maior interesse deve ser atribuído à percepção da melhora consistente dos fundamentos macroeconômicos do País.

Diversificação

Uma das intenções dos principais organizadores do Best para esta temporada é diversificar mais a participação de investidores estrangeiros no Brasil. Os principais alvos serão europeus e asiáticos. "Atualmente, cerca de 50% do volume negociado em Bolsa é de norte-americanos. Há, portanto, grande espaço para crescer nestes outros continentes", afirmou o vice-presidente da Anbid, Pedro Guerra.

"Os eventos na Ásia têm uma característica diferente em relação a outras praças. Palestras e seminários com prazo de duração mais curto são mais bem-vindos pelo investidor local", comparou Guerra. Para Weguelin, da CVM, investidores asiáticos demonstram interesse acentuado pelo mercado de capitais brasileiro. "O nível de qualificação e conhecimento deles em relação ao País melhorou muito. No ano passado, Cingapura e Hong Kong foram grandes surpresas nesse sentido", lembra o executivo.

"Grau de investimento sai este ano"

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Viviane Monteiro

13/02/2008

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o País deverá receber este ano o grau de investimento, também chamado "investment grade", apesar das turbulências externas geradas pelo temor de recessão na economia dos Estados Unidos. Mantega ressaltou que o bom desempenho da economia brasileira, alinhado à solidez das contas públicas, é um dado importante para o Brasil ser alçado a condição de país com baixa risco de investimento. "Eu acredito que ele (investment grade) chega este ano, mas não tenho certeza. (A crise) não muda a perspectiva, porque as reservas do País continuam subindo, as solvências continuam bastante fortes e agora com uma diferença grande, ou seja, com o maior vigor da economia (interna)", disse o ministro, que voltou a trabalhar ontem, depois de passar alguns dias na Europa.

Otimista com o desempenho da economia brasileira, que até agora, segundo Mantega, não foi contaminada pela crise internacional, o ministro declarou que os investidores estrangeiros confiam que o Brasil está preparado para enfrentar as turbulências externas. Para Mantega, a economia interna está "descolada" da crise externa. "No Brasil ainda não se nota nenhuma conseqüência, nem uma desaceleração, mas isso não quer dizer que não possa vir", ressalva Mantega. "Mas até agora nada de concreto aconteceu. Os preços das commodities continuam altos e o mercado interno, robusto", avalia.

O ministro esclareceu que os investidores estrangeiros estão mais pessimistas em relação aos Estados Unidos e União Européia, principalmente quanto à duração da crise e suas conseqüências. Mas ele acrescentou que o contexto muda quando os investidores se referem ao Brasil. As ameaças inflacionárias, sinalizadas logo no início do ano, não preocupam o ministro. "A inflação está dentro do centro da meta e até menor do que uma boa parte dos índices de países emergentes. Mesmo na questão inflação estamos numa posição confortável", disse.

Na tentativa de minimizar as ameaças inflacionárias, Mantega lembrou que o Brasil é um país privilegiado por ser um grande produtor de alimentos. "Os países europeus estão com problemas de inflação de alimentos, com uma pressão maior do que aqui, porque eles não produzem uma boa parte de alimentos, enquanto nós produzimos", disse Mantega. "Eles estão com um dilema crucial: não sabem se baixam a taxa de juro para estimular a economia, ou se combatem a inflação com juro maior", declarou. Ao ser questionado sobre a possibilidade de o Banco Central elevar a taxa de juro diante das pressões inflacionárias, conforme indicou na ata da última reunião do Copom, Mantega disse que a leitura, de elevar o juro, estava sendo feita apenas pelo repórter pelo qual estava sendo questionado.

Mercado de cartões deve faturar R$ 15 bi este mês

Rodrigo Postigo

13/02/2008

O mercado brasileiro de cartões de crédito deve faturar R$ 15,1 bilhões este mês, um incremento de 24,4% se comparado aos R$ 12,2 bilhões registrados em fevereiro do ano anterior. Este resultado reforça o crescimento apresentado pela indústria em janeiro e continua superior ao crescimento médio registrado em 2007.Ao final do mês, usuários de cartões de crédito em todo o Brasil deverão ter realizado 204 milhões de transações com o plástico, a um valor médio de R$ 74,3.

Os dados são da pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, desenvolvida mensalmente pela Itaucard.A pesquisa indica que o faturamento do mês será impulsionado principalmente pela participação dos cartões nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que representarão, respectivamente, 29,5%, 15,4% e 8,1%, do total do volume transacionado no País.

Para efeito de comparação, o mercado mineiro representa hoje praticamente a metade do mercado de cartões no Rio de Janeiro e este por sua vez representa a metade da indústria de cartões de crédito em São Paulo. Na seqüência figuram Bahia (6,5%), Ceará (5,6%), Distrito Federal (4,1%) e Pernambuco (4,1%), Paraná (3,1%), Rio Grande do Sul (2,8%) e Pará (2,6%) completando o ranking dos 10 maiores faturamentos no Brasil.

Pólo Industrial de Manaus registra recorde de receita

Rodrigo Postigo

13/02/2008

A soma das receitas das 500 empresas integrantes do Pólo Industrial de Manaus (PIM) chegou a US$ 25,6 bilhões em 2007, registrando novo recorde. O valor é 12,33% maior que os valores alcançados em 2006, segundo informou a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Considerado o principal setor da região, a indústria de eletroeletrônicos viu seu faturamento crescer 14,08% no ano, para US$ 12,23 bilhões. Já a receita dos fabricantes de motocicletas somou US$ 4,19 bilhões, com alta de 32% sobre 2006. Em seguida aparecem os setores químicos, com receita de US$ 2,63 bilhões (alta de 32,34%), e o metalúrgico, com faturamento de US$ 1,49 bilhão ( 41,96%).

A superintendente da Suframa, Flávia Skrobot Grosso, atribui o aumento graças a maior demanda do consumo interno. Este cenário levou as empresas a ampliarem o nível de produção e as contratações. Ao final de dezembro, o pólo empregava 101.023 pessoas, quase 8 mil vagas a mais do que no mesmo período de 2006.

A produção de tela de LCD foi a que mais cresceu no ano passado, com aumento de 326,8%. Em seguida apareceram os fabricantes de rádios e aparelhos de áudio portáteis, com produção 212,83% superior, e monitores com tela de LCD para uso em informática, com expansão de 184,34%.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Wall Street vê ’sinal ruim’ na política fiscal

BBC Brasil

11/02/2008

O aumento do salário mínimo para R$ 380 e o reajuste da tabela do Imposto de Renda dificultam ainda mais o controle das contas públicas e ameaçam o esforço do governo de aumentar a sua capacidade de investir, segundo economistas de Wall Street ouvidos pela BBC Brasil.

“Quando o mercado esperava cortes e uma atitude mais responsável do ponto de vista fiscal, vimos o contrário”, afirmou o economista responsável pela área de América Latina no banco de investimentos Dresdner Kleinwort Wasserstein, Nuno Camara.

Para Camara, o acordo entre governo e sindicatos é uma “sinalização muito ruim” para o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva porque mostra que “a opinião (do Ministério) da Fazenda não tem prevalecido”.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendia um reajuste dos atuais R$ 350 para R$ 367.
Somados, o aumento do mínimo e o reajuste da tabela do IR deverão custar R$ 1,1 bilhão aos cofres públicos.

Menos investimentos

O economista para a América Latina do banco Goldman Sachs, Alberto Ramos, diz que na prática as medidas significam que a despesa corrente continua aumentando e que será mais dificil encontrar espaço no orçamento de 2007 para aumentar investimentos.

Segundo Ramos, a falta de investimentos não só impede um crescimento mais robusto da economia, como compromete a médio prazo o controle da inflação e, por extensão, o ganho de poder aquisitivo obtido com o aumento do mínimo.

“Se você não investe e aumenta a renda, acaba tendo um crescimento da demanda sem que haja um crescimento da oferta. Isso gera inflação, que corrói o mínimo”, explica Alberto Ramos.

Para o economista, a “perda fiscal não programada” restringe ainda mais as opções do governo na elaboração de um pacote de medidas para aumentar a sua capacidade de investir e estimular o crescimento, cuja divulgação estava prevista para esta quinta-feira e foi adiada para 2007. “A ginástica vai ter que ser maior”, disse Ramos.

Já Maria Cristina Cacciamali, professora de Economia do Trabalho da Faculdade de Economia e Administração da USP, destaca o impacto “direto e positivo” que o aumento do mínimo teria na desigualdade na distribuição de renda.

“O primeiro efeito seria sobre o aumento do consumo dos grupos menos favorecidos em termos de renda e o segundo aspecto seria sobre a diminuição do leque salarial no longo e médio prazo”, disse Cacciamali, em entrevista à Agência Brasil.

Mesmo antes do acordo, economistas ouvidos pela BBC Brasil mostravam-se preocupados com o impacto fiscal do pacote de medidas estudado pelo governo.

Na expectativa de que o pacote de estímulo à economia fosse anunciado nesta quinta-feira, o diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, Adriano Pires, temia que o governo ficasse “desesperado para liberar investimento” e adotasse medidas que “contaminassem a estabilidade econômica”.

Brasil parece imune à turbulência do mercado, diz 'FT'

BBC Brasil

11/02/2008

O Brasil parece imune à turbulência do mercado, mas o governo deve fazer mais para encorajar o crescimento a longo prazo, segundo um editorial publicado nesta segunda-feira pelo jornal britânico Financial Times.

"Menos de uma década atrás o Brasil balançava ao primeiro sinal de instabilidade nos mercados financeiros internacionais. Hoje, em contraste, o País - como grande parte da América Latina, rica em recursos - parece imune à turbulência do mercado", afirma o editorial.

O FT cita o caso da Vale, que em meio à crise está atraindo investimentos na ordem de US$ 50 bilhões enquanto faz uma oferta de US$ 90 bi pela Xstrata, uma gigante da mineração anglo-suíça.

"Ainda assim, as tensões financeiras globais devem servir de alerta para um governo que ainda precisa aprender a gastar com sabedoria, encorajar as empresas e aumentar a produtividade econômica."

O editorial lembra que, mesmo em boas condições no mercado, o crescimento econômico do Brasil no ano passado ficou atrás da China, Índia e Rússia, os outros países do grupo conhecido como Bric.

O jornal também alerta que o país dificilmente escapará totalmente da crise dos mercados. "Uma recessão ou desaquecimento nos Estados Unidos e Europa vai atingir as exportações. Desaceleração na Índia e na China deve enfraquecer os preços de matérias-primas, enfraquecendo mercados cuja força vinha sustentando a poderosa performance comercial do Brasil nos últimos anos."

Segundo o diário britânico, já há sinais da vulnerabilidade e este ano o Brasil deve registrar déficit de conta corrente pela primeira vez desde 2002, em parte porque o fortalecimento do real está encorajando indivíduos e empresas a gastar dinheiro no exterior.

O jornal ainda lembra que, apesar de o investimento estrangeiro estar ocorrendo em níveis recordes, o comportamento dos investidores muitas vezes é volátil.

"Por todas essas razões é vital que o Brasil faça mais para encorajar o crescimento a longo prazo. Muitas empresas já estão começando a pensar em como aumentar a produtividade, retendo lucros e reinvestindo. O governo deveria ajudar."

Para o Financial Times, o governo precisa liberalizar os regulamentos de empresas, começar a negociar reformas fiscais e trabalhistas.

"O País pode ter orgulho de seu progresso, mas é necessário um senso de urgência para manter o ímpeto."

Brazil's Economists Cut 12-Month Inflation Forecast to 4.26%

By Andre Soliani

Feb. 11 (Bloomberg) -- Brazilian economists cut their 12- month consumer price forecast to 4.26 percent from 4.30 percent a week earlier, according to the median estimate on a Feb. 8 central bank survey of about 100 analysts published today.

Canada, Brazil lead oil output growth in Americas

Fri Feb 8, 2008 10:09am EST
By Jeffrey Jones - Analysis
CALGARY, Alberta (Reuters) - Booming investment in Canada's oil sands and rising Brazilian crude production should more than make up for declines elsewhere in the Americas -- good news for the United States as it tries to reduce its reliance on Middle East imports, a Reuters survey showed.
The gains from northern Alberta's vast tar-like oil deposits and a string of discoveries off Brazil's coast point to shifting oil clout among Western Hemisphere countries more friendly to the United States, the world's top consumer.
"What we have been seeing is relatively flat or falling supplies from Mexico and Venezuela," said Greg Stringham, vice-president of the Canadian Association of Petroleum Producers.
"It really does open an opportunity for what I call secure, reliable supplies of oil from Canada into those markets."
Oil production in the Americas is set to rise by a net 150,000 barrels a day, or 0.7 percent, to 21.57 million bpd in 2008 -- equal to about a quarter of total estimated global output, according to Reuters calculations based on a survey of governments, investment banks and consultants.
Click here for a table showing the results of the survey:
ID:N08381815.
Canadian output is on track to rise by nearly 7 percent to around 3 million barrels a day, excluding gas liquids from processing plants and refineries, said Martin King, analyst at FirstEnergy Capital Corp.
"The gain that we're projecting there is virtually all oil sands-related," King said.
Two major oil sands projects, Nexen Inc's (NXY.TO: Quote, Profile, Research) $6.1 billion Long Lake venture and Canadian Natural Resources Ltd's (CNQ.TO: Quote, Profile, Research) $7.8 billion Horizon development, are slated to start up this year. Several smaller ones are also set to begin.
The overall value of planned oil sands projects and those under development is pegged at more than $100 billion, with nearly every oil major weathering surging costs to tap the largest oil source outside the Middle East.
BRAZIL GROWTH
Brazil could produce 2.32 million barrels a day, up 13 percent from 2007, including output of ethanol. Three new platforms are slated to start up, including Marlim Leste and Marlim Sul, each with a 180,000-barrel-a-day capacity.
State-run Petrobras also expects to begin a production test at the giant Tupi oil and gas field, where it has estimated reserves as high as 8 billion barrels.
U.S. output is expected to rise slightly as large Gulf of Mexico projects start up, making up for onshore declines.
Rising supply among Washington's allies has political benefits in the United States. But oil fetches a global price regardless of origin and OPEC still has a major influence on that price, said Judith Dwarkin, chief economist at Canadian research firm Ross Smith Energy Group.
World prices will react to supply disruptions whether Canadian or Venezuela crude is involved, Dwarkin said.
"Canada is not a price maker, nor is Brazil," she said.
Output from OPEC member Venezuela, where President Hugo Chavez spent the past year nationalizing energy assets, could dip slightly to 2.43 million barrels, the survey said, well below claims by the government.
The drop is blamed on a lack of investment and the impact of damage to facilities sustained in a crippling oil industry strike in 2002 and 2003, and comes after 2006 output was reduced by maintenance on heavy crude upgrader projects.
In Mexico, production may fall by 180,000 barrels a day to 3.32 million, due largely to declines at the giant Cantarell field, the country's largest crude source.
Those declines are big drivers behind a push by pipeline companies to build new capacity to Texas, hub of the largest U.S. refining region, from faraway Canada.
Already, producers ship supplies as far as Oklahoma, well beyond the traditional U.S. Midwest market for Canadian crude.
"The issues are Mexican decline and Venezuela as a wild card, but in the grand scheme of things, longer term, Canadian crude is going down south to the U.S. Gulf Coast," said Steve Fekete, a market analyst with consultants Purvin & Gertz.
(Additional reporting by Matthew Robinson in New York, Andrei Khalip in Rio de Janeiro and Catherine Bremer in Mexico City, editing by Matthew Lewis)

CVM vai criar nova divisão

Rodrigo Postigo

11/02/2008

A Comissão de Valores Imobiliários (CVM) criará uma divisão especial para monitorar o cumprimento das leis e acelerar as investigações sobre o uso de informações privilegiadas em transações realizadas no mercado acionário brasileiro - o de crescimento mais acelerado da América Latina.

A divisão será formada por 30 investigadores, entre os quais advogados, e será implementada assim que o presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionar o decreto referente a ela, disse Maria Helena Santana, presidente da CVM, em conferência com investidores realizada em Nova York.

Emerging debt investors face test as returns negative

Sun Feb 10, 2008 1:44pm EST
By Daniel Bases
NEW YORK (Reuters) - Emerging market investors will have their mettle tested in the coming week as they face the prospects of both weak retail sales adding to recession fears and uncertainty over Venezuelan oil assets.
Overall emerging debt returns fell into negative territory last week, brought lower by weak U.S. equities and building evidence that America's economy is heading for contraction.
The benchmark JP Morgan Emerging Markets Bond Index Plus saw total returns fall 0.52 percent for the year after rising as much as 0.82 percent by mid-January.
"Next week we continue to test lower. I think that there are people out there now who are going to start worrying about actual performance since we've gone into negative territory," said Enrique Alvarez, Latin America strategist at IDEAglobal in New York.
Emerging market sovereign bonds, which are typically referred to as high-yield, high-risk investments, are still outperforming high-yield U.S. corporate bonds, according to Merrill Lynch data. Merrill's index is down 1.84 percent year-to-date.
Alvarez believes the performance of Brazil's prices in the coming week will hold the key to how the overall market performs given its standing as the most liquid market.
Brazil's long-dated bonds due 2034 and 2037, especially, have seen prices grind lower, testing support levels.
"I think it doesn't have anything to do with the fundamentals at this point in time but is related to the technical's of bond performance," he said.
The slowing U.S. economy and the mess in the credit markets are proving to have a negative impact on emerging markets, putting the theory that they have decoupled to a severe test.
U.S. retail sales data for January are due on Wednesday, with a Reuters poll of economists forecasting a 0.2 percent decline.
"Price direction in the credit markets is hard to say but probably we are due for some consolidation after this sharp spread widening. I don't think there is any imminent rally in spreads coming. They will probably tighten but not back to the levels of two weeks ago," said Igor Arsenin, emerging markets debt strategist at Credit Suisse in New York.
VENEZUELA FOCUS
The freezing of $12 billion worth of assets belonging to Venezuelan state oil company PDVSA by courts in Britain, the Netherlands and the Dutch Antilles has compounded the selling pressures on the sector.
Exxon Mobil Corp (XOM.N: Quote, Profile, Research) won the court orders in a move meant to guarantee the company will be paid in the event it wins an arbitration case brought over the nationalization of its stake in a multibillion-dollar Venezuelan heavy oil project.
"The thing to look out for now is how PDVSA is going to handle this case, either settle it or have confrontation," said Arsenin.
Venezuelan sovereign bonds plunged on the news last week because PDVSA is the government's main source of revenue.
Financing in the region could be severely impacted if Venezuela is forced to pay off Exxon Mobil. This would reduce the amount of financing it is providing to regional neighbors Argentina, Bolivia and Ecuador.
"These countries are kind of joined at the hip ... I think this is going to be a drawn-out process as far as facing Exxon in courts and make these freezes go away. On the other hand you always have the open possibility that the rhetoric from President (Hugo) Chavez inflames the situation. People are going to be very wary of that going forward," said IDEAglobal's Alvarez.
One positive note from the affair came from Fitch Ratings which said in a statement on Friday the court decisions will have "minimum impact" on the operations or credit quality of PDVSA.
(Editing by Braden Reddall)

Faturamento das MPEs paulistas é o melhor desde 2002

Rodrigo Postigo

11/02/2008

As micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas estão comemorando os resultados favoráveis registrados pelo segmento no ano passado. Uma combinação de fatores positivos possibilitou às MPEs do Estado registrarem em 2007 o maior nível de faturamento dos últimos cinco anos, confirmando a expectativa do Sebrae-SP de aumento médio de 4% no faturamento real.

O nível do rendimento médio pago aos empregados, outro destaque do mês, também ficou acima do esperado. O clima de euforia influenciou positivamente as expectativas dos empresários que, já no mês de janeiro, encontram-se otimistas para 2008.

A pesquisa é realizada mensalmente pelo Observatório das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae-SP, com apoio da Fundação Seade, junto a 2,7 mil micro e pequenas empresas do comércio, indústria de transformação e prestadoras de serviços de todo o Estado, a mostra representativa dos 1,3 milhão de MPEs da indústria da transformação, comércio e serviços.

Previsão para pagamento de tributos é de R$ 5,9 bilhões

Rodrigo Postigo

11/02/2008

A previsão para pagamento de tributos federais é de R$ 5,970 bilhões. O Sistema Financeiro Nacional (SFN) abriu com sobra de reais, algo em torno de R$ 18 bilhões.

Há entrada de R$ 20,793 bilhões no caixa dos bancos dos leilões informais (go-around) realizado pelo Banco Central (BC) e mais R$ 3,420 bilhões de outras operações. Em contrapartida estão saindo do sistema R$ 1,7 bilhão de operações compromissadas.

No mercado a vista, as primeiras ofertas de recursos de juros indicam taxa anual de 11,18%, ou 0,80% de taxa efetiva. Os investidores aguardam a atuação da autoridade monetária, que deve realizar leilão informal para equilibrar a liquidez do sistema.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

BNDES descarta risco de falta de energia nos próximos anos

Folha Online /Cirilo Junior

08/02/2008

Os projetos de geração de energia elétrica aprovados ou que estão sendo avaliados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) indicam que não faltará energia no país nos próximos anos. A avaliação foi feita nesta quinta-feira pelo presidente do banco, Luciano Coutinho, que vê, no curto prazo, um quadro de segurança energética.

"Os projetos desenham um quadro de que não faltará energia nos próximos anos, embora o balanço ainda seja apertado", afirmou.

Coutinho destacou as aprovações, no ano passado, de três projetos hidrelétricos que garantirão aumento de 2.275 MW (megawatts) à capacidade instalada do país. A hidrelétrica de Estreito (1.087 MW) recebeu financiamento de R$ 2,6 bilhões; a hidrelétrica Foz do Chapecó (855 MW) obteve crédito de R$ 1,6 bilhão, e a de Simplício (333 MW), R$ 1 bilhão.

O diretor de Infra-Estrutura do BNDES, Wagner Bittencourt, afirmou que as operações relativas a projetos de geração elétrica vêm aumentando substancialmente na carteira do banco.

"Não só os projetos hidrelétricos, mas vemos usinas eólicas, usinas térmicas movidas por bagaço de cana e PCHs [Pequenas Centrais Hidrelétricas] com grande potencial de crescimento", acrescentou.

Fluxo fica negativo em US$ 2,35 bi

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Viviane Monteiro

08/02/2008

Refletindo a crise internacional, o fluxo cambial do País - resultado gerado pela entrada e saída de dólares na economia - apresentou déficit US$ 2,357 bilhões no primeiro mês do ano, ao contrário do verificado em janeiro do ano passado, quando o saldo havia ficado positivo em US$ 3,77 bilhões. O número é o primeiro negativo desde setembro do ano anterior, quando a saída de dólares do Brasil atingiu US$ 3 milhões, segundo dados do Banco Central, divulgados ontem.
O fluxo cambial é a diferença entre os resultado do saldo comercial, que ficou positivo em US$ 4,173 bilhões, e o financeiro, que foi negativo em US$ 6,530 bilhões em janeiro de 2008. Do lado da balança comercial, as exportações somaram US$ 15,307 bilhões, abaixo dos US$ 17,335 bilhões em janeiro de 2007, e as importações em US$ 11,134 bilhões, bem acima dos US$ 7,272 bilhões em igual mês do ano anterior. Já na parte financeira, as compras de dólares somaram US$ 32,608 bilhões (ante US$ 17,193 bilhões) e as vendas, US$ 39,138 bilhões, contra US$ 23,486 bilhões em janeiro de 2007.

A queda verificada no fluxo cambial em janeiro decorre do temor de recessão da economia dos Estrados Unidos e da turbulência mundial, segundo a economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, O cenário já reflete a saída de capital da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).

A economista Adriana Dupita, da LCA Consultores, disse que em janeiro saíram da Bovespa R$ 4,73 bilhões, o equivalente a US$ 2,67 bilhões, levando-se em conta o dólar médio do mês a US$ 1,77. "Isso faz parte do movimento global (das bolsas) atual, pois alguns investidores que estão com perdas em alguns mercados, como o americano, saem de um país, como o Brasil, porque precisam recompensar essas perdas lá. Mas isso não mostra crise no Brasil", ressalta Adriana.

Indústria fecha 2007 com o maior crescimento desde 2004, diz CNI

Rodrigo Postigo

08/02/2008

As vendas reais (descontada a inflação) da indústria brasileira avançaram 5,1% em 2007 na comparação com um ano antes, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O ritmo de expansão do faturamento das indústrias em 2007 ficou muito próximo do que ocorreu em 2004, quando as vendas reais cresceram 5,4%. O relatório diz que o ano foi especialmente favorável à indústria de transformação.

No ano, houve expansão em 15 dos 19 setores pesquisados pela CNI, com destaque para máquinas e equipamentos (com participação de 1,2 ponto percentual no total de crescimento), alimentos e bebidas (1,0 ponto percentual) e veículos automotores (0,9 ponto percentual).

Somente em dezembro do ano passado, ante dezembro de 2006, houve crescimento de 5,8% nas vendas industriais. Os dados mostram um crescimento de seis meses consecutivos, considerando a série com ajuste sazonal. Somente no segundo semestre, a variação foi de 7% ante o mesmo período de 2006.

Operação de crédito paga IOF e juros

Estado de São Paulo

08/02/2008

Parcelamento é com ou sem IOF? A pergunta passou a ser importante na hora de o consumidor aceitar um parcelamento de uma compra com cartão de crédito. Depois do pacote que aumentou alíquotas do IOF, o uso do dinheiro de plástico ficou mais caro. Mas é perfeitamente possível fugir desse aumento. Comprar parcelado só quando o financiamento é feito pela loja e evitar o crédito rotativo são duas dicas importantes.

Desde o início de janeiro, a alíquota do IOF passou de 1,5% para 3,38% ao ano para a maioria das operações, como o parcelamento de compras com juros e uso do crédito rotativo. Para quem usa o cartão, é possível evitar esse aumento. A primeira dica vale para as compras parceladas com juros. Nesse caso, é preciso perguntar à loja quem oferece o crédito. Tais operações podem ser feitas de duas formas: com crédito do próprio varejista ou com recursos da administradora do cartão. Quando a operação é feita pela loja, não há incidência de IOF e o aumento do imposto não é sentido. Já nos financiamentos feitos pelas administradoras, há incidência de IOF, que, nesse caso, mais que dobrou.

Outra dica é para quem costuma pagar apenas parte da fatura. Quando isso ocorre, o restante da conta entra no chamado crédito rotativo. Nesses casos, o cliente paga juros e a nova alíquota do IOF sobre o valor que deixou para o mês seguinte. Portanto, o melhor é pagar o valor integral, sem recorrer ao crédito das operadoras. Vale lembrar que nos casos em que a compra é realizada sem parcelamento e a fatura é paga integralmente, o consumidor está isento de IOF e juros.

Projetos do PAC receberam R$ 5 bilhões do BNDES

Rodrigo Postigo

08/02/2008

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social desembolsou no ano passado R$ 5 bilhões para investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas áreas de energia, logística, social, urbana e de administração pública.

O presidente do banco, Luciano Coutinho, informou que 183 projetos se acham em carteira ou em análise na instituição, e somam R$ 66 bilhões em financiamento.

Na área social, o diretor das áreas de Inclusão Social e de Crédito do BNDES, Élvio Lima Gaspar, informou que foram aprovados mais de R$ 3 bilhões para o setor de saneamento. Segundo ele, "a média histórica do banco não chegava a R$ 1 bilhão".

"Pelo que tem ainda de saneamento dentro do PAC para contratação, isso nos leva a crer que o BNDES vai ter uma atuação muito importante nessa área", afirmou o diretor.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou no passado recursos no valor de R$ 6 bilhões somente para a área de saneamento. Este ano, a expectativa é que sejam autorizados mais R$ 6 bilhões.

Sudeste responde por 60% das importações e exportações

Rodrigo Postigo

08/02/2008

A região sudeste também foi responsável pela maioria das importações brasileiras em janeiro. Segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), os quatro estados da região, que representaram 60,5% das exportações do Brasil no período, importaram 58,7% do total do País no mês.

Assim como nas exportações, São Paulo continua sendo o Estado que mais compra do exterior, sendo responsável, sozinho, por 39,1% de todos os produtos que entram no País.

As importações brasileiras em janeiro de 2008 ficaram em US$ 12,332 bilhões, 45,6% a mais do total contabilizado no mesmo mês de 2007. O maior crescimento no quesito foi verificado na região sul, que importou 91,3% a mais (de US$ 1,365 para US$ 2,612 bi) na mesma comparação. Em comparação ao total do Brasil, o sul foi responsável por 21,2%.

Entre os Estados, o maior crescimento verificado no País o de três da região nordeste: Piauí, com crescimento de 309% - de US$ 2,1 milhões em janeiro passado para US$ 8,7 milhões neste ano; Alagoas, crescimento de 211,7% - de US$ 6 mi para US$ 18,7 mi, e Rio Grande do Norte, aumento de 140,1%, passando de US$ 8,2 mi para US$ 19,7 mi.

Exportações

A região Sudeste foi responsável por 60,5% do total de US$ 13,2 bilhões de exportações brasileiras em janeiro de 2008, segundo o MDIC. São Paulo permanece como principal Estado exportador, com US$ 3,9 bilhões em vendas para o exterior no período.

A região Sul ficou na segunda colocação entre as maiores regiões exportadoras, respondendo por 17,3% do total. A região Nordeste participou com 9,6%, a Norte com 6,7% e a Centro-Oeste com 4,1%.

No desempenho dos Estados, foram destacados pelo MDIC o crescimento das exportações, em relação a janeiro do ano passado, do Rio de Janeiro (alta de 18,5%), Paraná (55,2%), Bahia (44,2%), Mato Grosso (71,6%) e Pará (25,3%).

UPDATE 1-Brazil posts $2.36 bln Jan net outflow vs Dec inflow

Thu Feb 7, 2008 9:52am EST
(Adds data on trade, financial transactions)

SAO PAULO, Feb 7 (Reuters) - Net outflows of U.S. dollars from Brazil totaled $2.357 billion in January, compared with inflows of $5.397 billion in December, the central bank said on Thursday.
Outflows from financial transactions reached $6.53 billion last month, while trade-related transactions recorded a surplus of $4.173 billion.
Data on banks' dollar positions showed banks were less bearish on the Brazilian currency, the real BRBY.
Banks had long dollar positions of $2.79 billion at the end of January, compared with $7.332 billion at the end of December. A long position on the dollar is a bet that the U.S. currency will strengthen against the real.
(Reporting by Silvio Cascione, Translated by Todd Benson, editing by Walker Simon)

Brazil Lifts Tariffs on Wheat Imports Through June, Valor Says

By Romina Nicaretta
Feb. 7 (Bloomberg) -- Brazil lifted tariffs on wheat imported from countries outside of the Mercosur trade bloc in a bid to stem inflation, Valor Economico reported.
The duties will be suspended until June 30, when Brazil starts harvesting its wheat crop, Valor said, citing Edilson Guimaraes, economic policy secretary at the Agriculture Ministry.
Brazil produced 3.8 million metric tons of wheat in the crop harvested in the second half of last year, Valor said. Brazil consumes 10.2 million tons a year, the newspaper said.
Argentina is Brazil's largest wheat supplier, and Canada and the U.S. are the biggest sources outside Mercosur, Valor said. Mercosur is made up of Brazil, Argentina, Uruguay and Paraguay.

Studies Deem Biofuels a Greenhouse Threat

The New York Times
By ELISABETH ROSENTHAL
Published: February 8, 2008
Almost all biofuels used today cause more greenhouse gas emissions than conventional fuels if the full emissions costs of producing these “green” fuels are taken into account, two studies being published Thursday have concluded.
The benefits of biofuels have come under increasing attack in recent months, as scientists took a closer look at the global environmental cost of their production. These latest studies, published in the prestigious journal Science, are likely to add to the controversy.
These studies for the first time take a detailed, comprehensive look at the emissions effects of the huge amount of natural land that is being converted to cropland globally to support biofuels development.
The destruction of natural ecosystems — whether rain forest in the tropics or grasslands in South America — not only releases greenhouse gases into the atmosphere when they are burned and plowed, but also deprives the planet of natural sponges to absorb carbon emissions. Cropland also absorbs far less carbon than the rain forests or even scrubland that it replaces.
Together the two studies offer sweeping conclusions: It does not matter if it is rain forest or scrubland that is cleared, the greenhouse gas contribution is significant. More important, they discovered that, taken globally, the production of almost all biofuels resulted, directly or indirectly, intentionally or not, in new lands being cleared, either for food or fuel.
“When you take this into account, most of the biofuel that people are using or planning to use would probably increase greenhouse gasses substantially,” said Timothy Searchinger, lead author of one of the studies and a researcher in environment and economics at Princeton University. “Previously there’s been an accounting error: land use change has been left out of prior analysis.”
These plant-based fuels were originally billed as better than fossil fuels because the carbon released when they were burned was balanced by the carbon absorbed when the plants grew. But even that equation proved overly simplistic because the process of turning plants into fuels causes its own emissions — for refining and transport, for example.
The clearance of grassland releases 93 times the amount of greenhouse gas that would be saved by the fuel made annually on that land, said Joseph Fargione, lead author of the second paper, and a scientist at the Nature Conservancy. “So for the next 93 years you’re making climate change worse, just at the time when we need to be bringing down carbon emissions.”
The Intergovernment Panel on Climate Change has said that the world has to reverse the increase of greenhouse gas emissions by 2020 to avert disastrous environment consequences.
In the wake of the new studies, a group of 10 of the United States’s most eminent ecologists and environmental biologists today sent a letter to President Bush and the speaker of the House, Nancy Pelosi, urging a reform of biofuels policies. “We write to call your attention to recent research indicating that many anticipated biofuels will actually exacerbate global warming,” the letter said.
The European Union and a number of European countries have recently tried to address the land use issue with proposals stipulating that imported biofuels cannot come from land that was previously rain forest.
But even with such restrictions in place, Dr. Searchinger’s study shows, the purchase of biofuels in Europe and the United States leads indirectly to the destruction of natural habitats far afield.
For instance, if vegetable oil prices go up globally, as they have because of increased demand for biofuel crops, more new land is inevitably cleared as farmers in developing countries try to get in on the profits. So crops from old plantations go to Europe for biofuels, while new fields are cleared to feed people at home.
Likewise, Dr. Fargione said that the dedication of so much cropland in the United States to growing corn for bioethanol had caused indirect land use changes far away. Previously, Midwestern farmers had alternated corn with soy in their fields, one year to the next. Now many grow only corn, meaning that soy has to be grown elsewhere.
Increasingly, that elsewhere, Dr. Fargione said, is Brazil, on land that was previously forest or savanna. “Brazilian farmers are planting more of the world’s soybeans — and they’re deforesting the Amazon to do it,” he said.
International environmental groups, including the United Nations, responded cautiously to the studies, saying that biofuels could still be useful. “We don’t want a total public backlash that would prevent us from getting the potential benefits,” said Nicholas Nuttall, spokesman for the United National Energy Program, who said the United Nations had recently created a new panel to study the evidence.
“There was an unfortunate effort to dress up biofuels as the silver bullet of climate change,” he said. “We fully believe that if biofuels are to be part of the solution rather than part of the problem, there urgently needs to be better sustainability criterion.”
The European Union has set a target that countries use 5.75 percent biofuel for transport by the end of 2008. Proposals in the United States energy package would require that 15 percent of all transport fuels be made from biofuel by 2022. To reach these goals, biofuels production is heavily subsidized at many levels on both continents, supporting a burgeoning global industry.
Syngenta, the Swiss agricultural giant, announced Thursday that its annual profits had risen 75 percent in the last year, in part because of rising demand for biofuels.
Industry groups, like the Renewable Fuels Association, immediately attacked the new studies as “simplistic,” failing “to put the issue into context.”
“While it is important to analyze the climate change consequences of differing energy strategies, we must all remember where we are today, how world demand for liquid fuels is growing, and what the realistic alternatives are to meet those growing demands,” said Bob Dineen, the group’s director, in a statement following the Science reports’ release.
“Biofuels like ethanol are the only tool readily available that can begin to address the challenges of energy security and environmental protection,” he said.
The European Biodiesel Board says that biodiesel reduces greenhouse gasses by 50 to 95 percent compared to conventional fuel, and has other advantages as well, like providing new income for farmers and energy security for Europe in the face of rising global oil prices and shrinking supply.
But the papers published Thursday suggested that, if land use is taken into account, biofuels may not provide all the benefits once anticipated.
Dr. Searchinger said the only possible exception he could see for now was sugar cane grown in Brazil, which take relatively little energy to grow and is readily refined into fuel. He added that governments should quickly turn their attention to developing biofuels that did not require cropping, such as those from agricultural waste products.
“This land use problem is not just a secondary effect — it was often just a footnote in prior papers,”. “It is major. The comparison with fossil fuels is going to be adverse for virtually all biofuels on cropland.”