Ivan Postigo
Os modelos de gestão empresarial são os mais diversos, encontramos centralizados, descentralizados, participativos, não participativos, ditatoriais, democráticos, tolerantes, intolerantes , espelhando a cultura da empresa e perfil dos principais e ou do principal dirigente.
O modelo pode ser responsável por períodos de instabilidade na manutenção de talentos, enfrentado a empresa um alto turnover no quadro de funcionários.
Vamos encontrar em anúncios oferecendo vagas algumas indicações da cultura da empresa , como acostumados a trabalhar sob pressão, capacidade de liderar grupos, independência para tomar decisões , enfim a lista é bem variada, mas nenhum que diga preparado para lidar com frustrações.Um dos aspectos mais difíceis de se administrar é gestão com caneta sem tinta.
Quando um profissional talentoso e experiente é contratado a liberdade de ação é teórica , a limitação só será constatada quando medidas efetivas e de impacto precisarem ser tomadas.
O profissional pode levantar informações, reunir as equipes para debate, formular o plano de ação, estabelecer medidas e procedimentos, mas não pode implantá-los onde houver essa restrição.
Duas situações podem ser observadas:
1) A ação de implantação dos procedimentos é barrada antes de sua divulgação.
2) Por decreto as medidas implantadas são suspensas.
No primeiro caso há a frustração, mas ainda sobra espaço para negociação uma vez que esta atinge um grupo pequeno de pessoas e não há uma observação geral da falta de autonomia do profissional que comanda o grupo nesse trabalho.
No segundo caso fica claro a falta de autonomia e que nenhuma autoridade foi delegada de fato.
Situações como essa levam à um desestímulo geral e perda de confiança, e não raro quando idéias são apresentadas as pessoas reagem negativamente com frases como “ já recomendamos”, “tentamos fazer”, “funcionava assim”, “aqui isso não funciona “, ficando os problemas sem um tratamento adequado desde que não sejam observados pelo principal gestor.Essa experiência desenvolve e fortalece a cultura do “não me envolva “.
Já tivemos que contornar situações complexas, uma das mais difíceis foi quando as pessoas se recusavam, fora das reuniões, a falar de problemas, procedimentos e soluções.
Quando questionados por que a resposta era uma só e objetiva : “ Ninguém vai conseguir implantar nada e se o problema se agravar irão dizer que eu também sabia, portanto me deixem fora “.A brincadeira do “me incluam fora disso “, já tinha tomado proporções sérias.
O perfil do quadro de funcionários mostrava baixa retenção de talentos, alto turn over, gastos enormes de contratação e demissões e dificuldades dos gestores de aceitarem os fatos.
Vamos encontrar na nossa carreira profissional pessoas que aceitam correr riscos mediante uma recompensa, caso contrário não mostram disposição, mas também um volume maior dispostos a se envolver em questões complexas por senso de responsabilidade, coragem e dedicação ao que faz, pedindo unicamente liberdade para agir.
Nada é mais frustrante à essas pessoas dedicadas e comprometidas do que receber uma caneta sem tinta, as chances desse relacionamento profissional durar são pequenas.
Você pode ter na sua empresa o modelo de gestão que quiser, mas não se lamente de estar sobrecarregado com decisões tomar.
Uma alternativa interessante é contratar profissionais competentes, delegar e dar-lhes canetas novas com carga total .
Ivan Postigo
Economista , Bacharel em contabilidade , pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
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sexta-feira, 28 de março de 2008
A caneta sem tinta na gestão empresarial
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28.3.08
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A empresa e o leão
Ivan Postigo
O que gera as empresas são a vocação de um ou mais empreendedores e a disposição de correr riscos em busca de um retorno financeiro substancioso.
Todas as empresas podem crescer, contudo essa evolução está diretamente ligada ao preparo de seus gestores, inclusive quanto a sua capacidade de entender o processo sistêmico dos negócios, disposição para delegação e adição de competências, contratando profissionais preparados e competentes.
Numa escala muito menor podemos comparar com os nossos trabalhos em grupo nos anos de escola, por ai iniciamos o aprendizado do desenvolvimento de projetos.
Numa equipe nem todos tem vocação para criação, coordenação e desenvolvimento de tarefas.Vamos encontrar trabalhos bons e ruins, os que tiverem notas baixas são equivalentes àquelas empresas que o mercado excluiria.
Nas nossas organizações, olhando em volta, podemos identificar quem tem vocação para desenvolvimento de trabalhos comandando equipes, e pessoas que são bons profissionais com um raio de ação mais estreito, sem habilidade para agir sob pressão e sem queda para gerenciamento.
Não existe empresa com vocação, mas pessoas e grupo de pessoas que tem vocação para trabalhos arrojados e para enfrentar riscos. Sempre que mencionado empresa devemos entender as equipes e seus gestores, a empresa como figura jurídica nada faz.
É muito comum encontrarmos dirigentes empresarialmente bem sucedidos que sentem enorme desconforto com o volume de negócios que o crescimento da empresa os obriga a enfrentar.Não raro encontramos pessoas tomando medicamentos, fazendo terapia, aos gritos pelos corredores ao menor desvio dos planos ou por terem dificuldades de entender a nova realidade.
Por outro lado, encontramos gestores que não se ressentem tanto da complexidade e tem brilho nos olhos, característica fundamental para impulsionar a empresa, sempre em busca de oportunidades para explorar.
Tenho visto muitas empresas crescerem e se perderem mais no gerenciamento dos problemas internos do que nas questões externas e mercadológicas, como conseqüência vendem e são incapazes de atender os prazos.O que os leva a serem excluídos do mercado são justamente os problema internos gerenciados de forma inadequada.
As horas para um gestor bem sucedido são as mesmas que para o gestor mal sucedido, afinal um dia tem 24 horas.
Como podemos aumentar o número de horas para tratar dos problemas da empresa já o crescimento os multiplica.
Fazendo exatamente aquilo que tem sido pontos de maior resistência de muitos gestores : Delegando e implantando sistemas informatizados de auxilio à gestão.
Os sistemas informatizados agilizam sobremaneira os trabalhos operacionais e tem banco de dados que podem rapidamente suprir os dirigentes com informações para tomada de decisões, contudo muitas organizações exploram menos de 50% de seus recursos.
Normalmente encontramos as áreas da controladoria ( contábeis e financeiras) bem estruturadas, com bom uso do sistema, até por força das obrigações bancárias e legais, mas áreas comerciais e principalmente fabris bem deficientes.
Uma das grandes dificuldades das empresas é a implantação do sistema para gerenciamento do PCP ( planejamento e controle de produção) elemento vital no processo.Sem um bom planejamento a programação da fábrica será deficiente e o atendimento aos prazos prejudicados, sendo este um dos principais fatores que dificultam da manutenção do sucesso alcançado.
As empresas à medida que crescem desenvolve mais atividades, se tornam mais complexas, fabricam e vendem um volume maior, necessitam que o processo de delegação seja aperfeiçoado, pois geram mais debates e conflitos.
A gestão extremamente centralizada torna as soluções mais lentas, as pessoas não aprendem, os negócios da empresa não decolam ou não se mantém.
É bom lembrar que quando dizemos à equipe não façam nada até eu chegar, nada será feito, portanto temos que estar presente sempre e disponível o tempo todo.
Uma frase que ouvi muitas vezes: “ A empresa é como um leão , enquanto pequeno é divertido e fácil de ser controlado, quando cresce nos devora”.
Você que tem sua empresa em franco crescimento mais do que saber tratar terá que aprender a domar sua fera.
Ivan Postigo
Economista , Bacharel em contabilidade , pós-graduado em controladoria pela USP
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28.3.08
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temVenezuela, Brazil to Invest $4 Billion in Refinery (Update4)
By Matthew Walter and Jeb Blount
March 26 (Bloomberg) -- Venezuela and Brazil may invest $4 billion in a refinery in Brazil that would be operated by the two countries' state oil companies, Venezuelan President Hugo Chavez said.
Chavez met Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva during a state visit today to talk about the refinery plans, according to a statement from Venezuela's information minister.
``This is an important investment in a great refinery,'' Chavez said today in Brazil, according to the statement. ``Its part of our plans for a strong South America.''
Petroleo Brazileiro SA and Petroleos de Venezuela SA have failed to come to an agreement on the refinery since they began talks in 2005. Workers have already started work at the plant's site, and Petrobras, as the Brazilian state-controlled company is known, has said it's prepared to build and run the refinery alone if Venezuela won't sign an agreement.
The Jose Inacio Abreu e Lima refinery will process 200,000 barrels of oil a day starting in 2010, according to initial plans, the Venezuelan Information Ministry said. Output may eventually rise to 400,000 barrels a day.
Petrobras said today in a statement they the two countries had signed a ``preliminary'' agreement for the refinery.
``There is no final agreement,'' said a spokeswoman for Petrobras President Jose Sergio Gabrielli at an event at the refinery site today.
Project's History
The project was first proposed in 2000 as a Petrobras- PDVSA joint venture. Petrobras would own 60 percent of the refinery's shares and Venezuela 40 percent, under terms of the accord.
PDVSA may have trouble financing the project, as Chavez obliges the company to hand over more of its oil revenue to the government to pay for increased spending on social programs, said Patrick Esteruelas, an analyst at Eurasia Group in New York.
``Venezuela and PDVSA will have a lot of difficulty getting enough cash to go forward with the project, especially since refining is not a priority for them,'' he said. ``First is getting money to the state and keeping existing refineries maintained.''
Lula and Chavez were also set to discuss trade and security issues during today's meeting.
The two leaders are considering the creation of a South American security council that could become a forum for resolving conflicts in the region such as the Colombian military's attack this month on guerrillas hiding in Ecuador, according to a Venezuelan statement.
Trade, Diplomacy
A joint statement on their discussions was postponed this evening after dozens of government officials and oil executives were kept waiting for more than two hours. The release is rescheduled for 9 a.m. tomorrow, a government spokesman said.
Chavez and Lula will also talk about Venezuela's application to become a member of the Mercosur common market, joining Brazil, Argentina, Paraguay and Uruguay. Brazil and Paraguay's legislatures must still approve the request, the Venezuelan statement said.
``South America is going to become a great economic pole, a great power in the world, a balancing power for the universe,'' Chavez told reporters today in Recife, Brazil.
Chavez and Lula posed for pictures at the site of the refinery today, surrounded by Petrobras workers. The meeting may have more to do with showing that Brazil and Venezuela still have good diplomatic relations than about building a refinery, said Alexandre Barros, the founder of Early Warning, a Brasilia-based political risk consultancy, in an interview.
`Important Neighbor'
``This refinery will get built with or without Chavez,'' he said. ``Brazilian presidents have to appear to be getting along with Venezuela because it's an important neighbor.''
Brazil and Venezuela had trade of $5 billion in 2007, according to the statement. That trade is expected to expand 60 percent to $8 billion in 2008, according to Venezuela's embassy in Brazil, the statement said.
``Lula and Chavez basically have a marriage of Convenience,'' said Esteruelas, with Eurasia Group ``Lula's relationship placates the more radical and old fashioned elements of his party, and Venezuela is proving its willingness to integrate and deal with every country in the region.''
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Auto industry to invest $5 bln in Brazil in 2008
Thu Mar 27, 2008 7:00pm EDT
SAO PAULO, March 27 (Reuters) - The automobile industry will invest $5 billion in 2008 in capacity expansion in Brazil to keep up with growth in domestic demand, the president of Brazil's automakers association Anfavea said.
Anfavea President Jackson Schneider outlined the investment forecast late on Thursday in a meeting with Brazil's finance minister, Guido Mantega. Production capacity should rise from the current 3.5 million units to 3.8 million units in 2008.
He added that automakers and the associated parts industry will invest $20 billion through 2010.
Mantega has been concerned with Brazil's industrial capacity investments in the face of an expanding credit market and growing domestic demand. Inflation was relatively calm at around 4.5 percent in 2007 but has shown signs of accelerating in 2008.
The minister repeated a previously stated forecast that Brazil's economy would likely grow between 5 percent and 5.5 percent through 2010 and said he was satisfied with the level of investment in the sector.
Brazil's central bank earlier on Thursday raised its forecast for inflation in 2008 above its target and cautioned it may have to raise interest rates to cool consumer demand, which has pressured prices. [ID:nN27196261]
(Reporting by Aluisio Alves; Writing by Reese Ewing; editing by Gunna Dickson)
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Bolívia vai nacionalizar mais quatro petrolíferas
Gazeta Mercantil/Caderno C / Reuters
28/03/2008
O governo da Bolívia estabeleceu que 30 de abril é o prazo máximo para nacionalizar quatro empresas petrolíferas, comprando ações que somam pelo menos US$ 200 milhões, informou ontem uma agência de notícias local. As empresas a ser compradas são a Andina, controlada pela espanhola Repsol-YPF ; a Chaco, do grupo BP; a operadora de dutos Transredes, do grupo internacional Ashmore; e a empresa de armazenamento e transporte CLBH, de capital peruano e alemão.
A retomada do controle dessas empresas é uma tarefa pendente do decreto de 1º de maio de 2006, que estabelece a nacionalização dos hidrocarbonetos. A partir de então, transnacionais que operavam sob contratos de risco compartilhado foram transformadas em prestadoras de serviço à estatal YPFB.
A nacionalização de maio de 2006 afetou as operações diretas da Petrobras, da Repsol-YPF, da francesa Total e da britânica BP, submetendo-as a um regime que deixa nas mãos do Estado até 80% do valor da produção de petróleo não refinado e gás.
Aniversário da estatização
A agência oficial de notícias ABI disse que o prazo foi fixado por um decreto aprovado na quarta-feira pelo presidente Evo Morales e seus ministros, como parte da preparação para o segundo aniversário da nacionalização que concedeu à YPFB o controle sobre as exportações de gás para a Argentina e o Brasil, vitais para a economia da Bolívia. "Estabelece-se que 30 de abril é o prazo definitivo para concluir as negociações, assinar os documentos de transferência e fazer os acordos necessários para a aquisição das ações", diz o decreto, reproduzido parcialmente pela agência.
O ministro boliviano dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, disse a jornalistas que estão "muito avançadas" as negociações com as petrolíferas afetadas, iniciadas no ano passado. "Definimos estratégias para cada uma das empresas, estamos avançando e o que se definiu quarta-feira é uma data, porque o governo quer cumprir o compromisso que tem com a população de recuperação das empresas capitalizadas (privatizadas)", declarou o ministro.
Villegas acrescentou que o governo está seguro do êxito das negociações porque "nenhuma empresa, Chaco, Andina, Transredes nem CLHB indicou que esteja em desacordo com o decreto de nacionalização, quer dizer 50 por cento mais uma ação" para a boliviana YPFB.
No começo do mês, Villegas disse que o governo pretende comprar o número de ações necessário para controlar as quatro empresas, mas não descarta a idéia de assumir a propriedade total. O ministro disse também que, para financiar a operação, o governo utilizará o pagamento da dívida de quase US$ 200 milhões que a Petrobras fará em breve pelos gases nobres extraídos do produto importado da Bolívia, debitados desde o ano passado.
Empresas não reagem
Não houve reação imediata da Andina, da Chaco e da Transredes, empresas mistas surgidas de uma privatização feita na década passada. Também não houve reação por parte da Companhia Logística de Hidrocarbonetos da Bolívia (CLBH), entidade privada formada a partir de antigas operações de armazenamento da YPFB. A
ABI disse que "sabe-se que a YPFB precisa de US$ 214 milhões para controlar os 51% das ações da Chaco, da Andina e da Transredes" e que não havia números disponíveis sobre a CLHB. A Repsol-YPF detém a administração e 50% das ações da Andina, enquanto a BP, por meio da Panamerican Energy, controla uma parte da Chaco. A YPFB tem quase 49% das ações de ambas as empresas - que, juntas, programaram investimentos de US$ 370 milhões este ano na Bolívia. O saldo está nas mãos de trabalhadores e investidores menores. A Ashmore tem, desde o ano passado, a administração e 50% das ações da Transredes, que anunciou um plano quinquenal de investimentos de mais de US$ 1 bilhão.
Brazil, Venezuela pledge deeper energy integration
Thu Mar 27, 2008 2:16pm EDT
By Mair Pena Neto
RECIFE, Brazil, March 27 (Reuters) - The presidents of Venezuela and Brazil pledged on Thursday to accelerate energy integration between the two countries in an effort to heighten the region's autonomy.
Although energy integration in Latin America is not a new movement and some feel it can help limit regional energy crises, closer energy interdependence between Brazil, Bolivia, Argentina and Chile over the last decade has worsened the region's current energy crisis.
Brazil's President Luiz Inacio Lula da Silva and his Venezuelan counterpart, Hugo Chavez, want to advance talks on building a joint gas pipeline from Venezuela to Argentina by June. Venezuela has Latin America's largest gas reserves.
Analysts say the task of laying pipeline across the heart of Amazon region, over thousands of miles of Brazil's interior and possibly other countries will face serious logistic and bureaucratic challenges.
They also want to seal a joint-venture in the Carabobo heavy crude oil field in Venezuela's Orinoco belt, Lula said.
Both leaders said they were making history by joining countries that ignored each other for decades and depended on the United States and Europe.
"We are creating a South American country," Lula said during a joint news conference in Recife.
It is still unclear what stake Brazil's state oil giant Petrobras (PETR4.SA: Quote, Profile, Research) was looking to take in the project.
"We showed our political will and now the representatives from (Brazil's) Petrobras and (Venezuela's) PDVSA will discuss what is possible technically," Lula said.
Petrobras said late on Wednesday that it wanted only a 10 percent stake in the project. Petrobras officials had previously said that high costs of developing the heavy crude field were the biggest concern in taking a larger stake.
While Chavez frequently intervenes in PDVSA decisions, Petrobras, although it is also a state-run company, is less at the whim of the government and managed more as a corporation, analysts said.
Both companies failed to agree on a joint $4 billion oil refinery in Recife for several years. On Wednesday, they signed an agreement under which PDVSA would take a 40 percent stake and Petrobras the remaining interest.
Lula thanked Chavez for making both companies think not only of profits but also of their social and economic responsibilities.
Both leaders said their integration would help reduce dependence on foreign firms.
"Over 100 years all the oil went north. Never a Venezuelan oil tanker went south," said Chavez.
INTEGRATION PROBLEMS
Brazil, Bolivia, Argentina and Chile had integrated their electric energy and natural gas supplies since the 1990s, but unorthodox policy in Argentina and Bolivia's nationalization of gas reserves has deepened an energy crisis in the region.
Argentina has cut off around 6,000 megawatts of power going to Brazil and ended natural gas supplies to Chile because of its own energy rationing problems caused by government energy policies that have turned off foreign investment.
This has pushed Brazil closer to energy rationing and sent Chile scrambling for new natural gas supplies.
Meanwhile, Bolivia lacks the foreign investment in new gas exploration after its nationalization of the sector to meet its gas supply contracts with Brazil and Argentina.
Now both countries are likely to import liquefied natural gas from the Middle East or some other supplier outside Latin America. (Reporting by Mair Pena Neto, writing by Raymond Colitt; editing by Reese Ewing and Marguerita Choy)
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Governo não vai privatizar os portos, diz ministro
Agência Estado
28/03/2008
Classificado como segmento estratégico que deve movimentar até US$ 320 bilhões este ano, o setor portuário continuará nas mãos do governo. A orientação foi dada nesta semana, quando a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e outras sete companhias portuárias foram retiradas do Programa Nacional de Desestatização (PND) e confirmada pelo ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito. "O governo brasileiro não vai privatizar os portos. Não porque não queira, mas porque esse é o modelo correto de gestão portuária", afirmou o ministro.
Na avaliação do ministro, o equipamento portuário tem de atender ao coletivo, ou seja, às demandas de pequenos, médios e grandes produtores. "Essa decisão de atendimento estratégico não pode ficar nas mãos de poucos ou de um monopólio privado", considerou. De acordo com Brito, o setor portuário é público no mundo interno, com uma única exceção em Hong Kong, onde o porto é privado. O ministro lembrou que os portos de todo o mundo, inclusive do Brasil, têm gestão pública e terminais privados, que são explorados pelas empresas.
O modelo de portos privados, disse o ministro, não interessa ao Brasil. Nesse modelo, o porto pertence a um determinado grupo que define qual carga pode ou não ser transportada. "Temos que escoar a produção do Brasil inteiro, temos que dar atendimento a qualquer que seja o tipo de mercadoria, haja interesse econômico para um grupo específico ou não", comentou. Nesse contexto, o ministro classificou como "episódica, local" a orientação do governo do Paraná de proibir o transporte de soja transgênica pelo Porto de Paranaguá, determinação suspensa em 2006 por decisão judicial.
Mercosul e UE retomarão em abril negociações para acordo de associação
Rodrigo Postigo
O Mercosul e a União Européia (UE) retomarão em abril as negociações iniciadas em 1999 para um acordo de associação política e comercial, disse hoje o chefe da delegação da Comissão Européia (CE) na Argentina, Gustavo Martín Prada.
Os negociadores técnicos dos 27 países da UE e o bloco integrado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e ao qual a Venezuela está em processo de adesão, se reunirão em Bruxelas entre 2 e 4 de abril e em Buenos Aires em 25 de abril, afirmou o diplomata em entrevista coletiva.
Se as conversas avançarem, os chanceleres de ambos os blocos poderiam se reunir no dia 15 de maio e, eventualmente, os presidentes fariam o mesmo em 17 de maio. Ambas as reuniões ocorreriam paralelamente à Cúpula América Latina-UE, realizada em Lima.
O acordo de associação que é negociado abrange um capítulo político e outro de cooperação - praticamente estipulado -, e um capítulo econômico-comercial.
Neste último quesito, as negociações entre UE e Mercosul estavam estagnadas desde o fim de 2006 pelas divergências principalmente nos capítulos do comércio de bens industriais - nos quais os europeus disputam maior acesso - e de bens agrícolas -principal interesse dos sul-americanos.
Além disso, em ambos os blocos se sobressaiu a idéia de que as conversas não poderiam avançar até que progredisse a Rodada de Desenvolvimento de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Prada disse hoje que o "vínculo" entre Doha e a negociação UE-Mercosul "continua existindo", só que agora há uma visão "positiva" sobre um avanço substancial na reunião ministerial no âmbito da OMC planejada para finais de abril ou inícios de maio.
Segundo o diplomata, os resultados dessa reunião indicarão a europeus e sul-americanos por volta de meados de maio as modalidades que serão adotadas na Rodada de Doha para o comércio de bens industriais e agrícolas.
"Temos consciência de que ou fazemos agora ou não faremos em muitos anos (em alusão ao acordo na OMC). O que há sobre a mesa é o mais positivo para a economia mundial. Resta-nos muito pouco tempo e seria uma pena não chegar a um acordo na Rodada de Doha", afirmou.
O embaixador antecipou que uma missão do Parlamento Europeu chegará a Buenos Aires em 31 de março para "ver até que ponto há vontade política e se esta é suficiente para avançar em um acordo" UE-Mercosul.
A delegação permanecerá em Buenos Aires até 4 de abril e manterá contatos com autoridades do Governo da Argentina, país que este semestre exerce a Presidência temporária do Mercosul.
Prada disse que nas negociações certamente incidirão novos elementos, como as melhoras econômicas registradas entre os sul-americanos nos últimos anos e o "auge" que vivem os mercados agrícolas internacionais.
Apesar disso, lembrou, estes mercados sofrem alterações constantemente e o acordo que se busca "é de longo prazo".
Pesquisa mostra que 82% consideram aprovação da reforma tributária importante
Folha Online / Gabriela Guerreiro
28/03/2008
Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira mostra que 82% dos brasileiros consideram importante a aprovação da reforma tributária pelo Congresso Nacional. Apenas 13% dos entrevistados consideram que o tema não é importante para o país, enquanto outros 5% não opinaram.
Entre os entrevistados, 31% consideram que os brasileiros vão pagar menos impostos caso a reforma seja aprovada pelo Congresso. Outros 32% avaliam que a carga tributária continuará a mesma apesar das mudanças, enquanto 25% acreditam que os brasileiros vão pagar mais impostos com a reforma.
A maioria dos brasileiros, segundo a pesquisa, considera que a economia vai permanecer como está mesmo que o Congresso aprove modificações no sistema tributário nacional. Já 32% dos entrevistados acreditam que haverá aceleração do crescimento econômico com a reforma, contra outros 14% que apostam na retração econômica com a reforma.
Na expectativa de impacto da aprovação da reforma tributária, 35% dos entrevistados afirmaram que as mudanças vão ampliar a geração de empregos no país. Outros 35% acreditam que tudo ficará como está, enquanto 18% apostam no aumento do desemprego se a reforma for aprovada no Congresso.
O consultor da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Amauri Teixeira, disse que o comportamento da população diante da reforma tributária também explica o índice de 60% de rejeição à política de impostos do governo federal registrado pela pesquisa --motivo que leva a maioria dos entrevistados a apoiar a aprovação da reforma pelo Congresso.
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28.3.08
Marcadores: Tributária
quarta-feira, 26 de março de 2008
Acordo entre as duas bolsas deve sair logo
Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Luciano Feltrin
26/03/2008
O acordo de integração operacional entre a BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) e a Bovespa deve ser fechado antes da data-limite fixada por ambas. As duas companhias mantêm negociações há pouco mais de um mês. E têm até 18 de abril para anunciar os termos de uma provável fusão. "Os entendimentos estão indo muito bem. Estamos entusiasmados e otimistas e temos o desejo de que a operação saia o mais rápido possível", afirmou ontem o diretor-geral da BM&F, após a primeira reunião da empresa na Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais) de São Paulo.
Na avaliação do executivo, entretanto, há alguns aspectos legais que estão sendo cuidadosamente tratados para viabilizar a parceria. Uma das preocupações é com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). De acordo com Edemir, será necessário demonstrar ao órgão antitruste que as duas bolsas atuam em mercados complementares. E que, portanto, não haverá a sobreposição de produtos, o que configuraria monopólio do segmento. "Queremos adotar um modelo sem riscos. Sejam eles regulatórios, fiscais ou de qualquer outra natureza", detalhou. Para o diretor da BM&F, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão que regula e fiscaliza o mercado de capitais brasileiro, estabeleceu parâmetros para viabilizar a concorrência no País. "A 461 (instrução da autarquia sobre a atuação nos mercados de bolsa no País) também contempla valores praticados na cobrança de serviços. A legislação dá, ainda, a chance de outras empresas se estabelecerem no Brasil", afirmou Edemir.
Mais crescimento
No ano passado, o lucro líquido da BM&F somou R$ 293 milhões, valor 48% acima dos resultados apurados durante 2006. A alta do ganho, porém, é considerada baixa pelos executivos da companhia. "No longo prazo, pretendemos que o lucro líquido suba em torno de 75%", disse o diretor financeiro da BM&F, Marco Aurélio Teixeira. "Todas as bolsas que disseminaram o uso das plataformas eletrônicas conseguiram ganhos exponenciais", comparou Teixeira. "O processo aqui está apenas começando e só será sentido de forma mais aguda quando chegar à ponta mais lucrativa: os investidores institucionais", estimou.
Até o final deste mês, a BM&F inicia a integração de seus produtos com a plataforma da CME, sua sócia e dona da Bolsa de Chicago, maior bolsa de futuros do mundo. O processo deverá ser finalizado no quarto trimestre do ano. O acordo prevê uma divisão no desenvolvimento de determinados produtos, como o etanol.
Contra a CSLL
A BM&F articula lobby em Brasília para reduzir a alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) a que deverá ser submetida. Quer que a alíquota caia de 15% para cerca de 9%. "Somos um prestador de serviço típico e não uma instituição financeira", afirmou Teixeira.
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26.3.08
Marcadores: Governança
Garibaldi: ou se assume a reforma tributária ou ela não sai do papel
Agência Senado
26/03/2008
Durante solenidade na Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, recebeu nesta terça-feira (25), ao lado do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, a Agenda Legislativa da Indústria para 2008. Trata-se de documento que lista 13 proposições legislativas e a proposta de emenda à Constiuição referente à reforma tributária, que serão o foco da atuação da CNI nos próximos meses.
Em seu discurso, Garibaldi Alves se disse desafiado pelo principal item dessa agenda - a reforma tributária - que, na avaliação da indústria, será capaz de promover a desoneração de investimentos e exportações. O presidente do Senado pediu o consenso e a mobilização da classe empresarial para a votação dessa reforma pois, em sua avaliação, se não é a ideal, é a mais sensata, prática e realista. E observou:
- Essa é uma reforma tributária que, ou nós assumimos, ou ela não vai sair do papel, não vai sair do lugar. Quantas reformas tributárias já foram propostas neste país? Quantas saíram de uma Casa do Legislativo e empacaram na outra? Porque a reforma tributária sempre foi apresentada de forma difusa. Mas essa reforma que está aí, quem vai ganhar com ela é a Nação brasileira e ela precisa ser votada.
Referindo-se à multidão de empresários que ouvia seu discurso, Garibaldi Alves disse que, se há necessidade de consenso para a votação da reforma tributária, ele estava manifesto ali. Em sua opinião, aperfeiçoada a proposta da reforma e manifesto esse consenso, não há por que o texto não ser aprovado.
No mesmo discurso, ele disse que não estava ali apenas para receber a agenda da indústria, mas também para oferecer o compromisso de recuperar a autonomia do Legislativo. Ele resumiu esse propósito como uma união sintonizada de esforços para atender às necessidades da Nação brasileira.
- Não poderíamos chegar aqui representando um Congresso que deixou de cumprir seus mais elementares deveres, um Congresso que se deixou abater por 895 dispositivos vetados e não apreciados. Não podemos dizer que vamos votar a Agenda Legislativa da CNI se não temos condições de votar com o instituto das medidas provisórias, que trancam a pauta e não permitem que possamos discutir uma matéria. No primeiro dia de vigência, a medida provisória já é lei, já faz sentir seus efeitos - disse o senador.
Crítico do poder das medidas provisórias de "amputar o Legislativo" e defensor de uma mudança no trâmite dessas matérias, o presidente do Senado condenou as vozes que, diante de uma medida provisória em vigor há muito tempo, alegam que é melhor negligenciá-la, visto que o gasto por ela suscitado já foi consumado.
- Muitas vezes, ouvimos que o dinheiro já foi gasto. Não é esse o Congresso que vai receber a Agenda da CNI. Porque, se fosse, o que diríamos nós? Que proposta faríamos nós? Não, senhores, nós vamos receber a Agenda da CNI porque esse Congresso vai, de qualquer maneira, legitimamente, sanar a própria amputação do Legislativo representada pelas medidas provisórias. Nós só vamos receber essa agenda porque vamos votar os vetos, os presentes e os futuros. Porque se não votarmos os vetos, seremos vetados pela sociedade brasileira.
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26.3.08
Marcadores: Tributária
Acordo entre Lula e Chávez deve sair hoje
Gazeta Mercantil/Caderno C /EFE
26/03/2008
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega da Venezuela, Hugo Chávez, se reunirão hoje em Recife para revisar vários acordos bilaterais e visitar as obras da refinaria binacional que ambos querem transformar em modelo de integração energética regional. Os dois chefes de Estado se encontrarão na tarde desta quarta-feira, no terreno onde a Petrobras, ainda sem estar associada a Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), iniciou as obras da futura refinaria José Inácio Abreu e Lima, que começará a operar em 2010 com capacidade para processar 200.000 barris diários.
Apesar de ter sido concebido como um projeto bilateral de US$ 4 bilhões e de os dois presidentes já terem se encontrado no mesmo local, as petrolíferas estatais ainda não assinaram seu contrato de associação, razão pela qual a Petrobras preferiu iniciar as obras em setembro passado de forma independente. "Os termos da associação ainda estão em negociação e faltam alguns detalhes. A expectativa é que as negociações possam ser finalizadas e que, no encontro de amanhã (hoje), os dois presidentes possam ser testemunhas da assinatura do acordo", disse ontem o porta-voz da presidência brasileira, Marcelo Baumbach.
A assinatura do contrato é considerada prioritária por ambos os governantes para a integração energética regional. "A intenção é que a refinaria seja uma manifestação concreta da integração energética regional e permita demonstrar que a região tem condições de alcançar a segurança energética com recursos próprios", afirmou Baumbach.
A Petrobras terá 60% do controle da refinaria, que inicialmente ficaria dividida em partes iguais. A metade do petróleo processado será fornecida pela Venezuela, segundo um acordo entre as partes para equilibrar a balança comercial bilateral, atualmente com superávit para o Brasil. No encontro também será discutido outro acordo entre a Petrobras e a PDVSA para a criação de um consórcio que será controlado pela estatal venezuelana e que explorará petróleo nos campos de Carabobo, na Venezuela. Outro assunto na pauta será o andamento do processo de adesão da Venezuela ao Mercado Comum do Sul (Mercosul), o bloco regional que tem Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai como membros plenos.
Anbid: fusões e aquisições crescem 15% em 2007
Em relação à quantidade, o número de negócios dobrou e bateu recorde.
O volume de transações entre empresas brasileiras teve crescimento de 146%.
Agência Estado
26/03/2008
As operações de fusões e aquisições, que envolvem união ou compra entre empresas, somaram R$ 114,22 bilhões em 2007, o que representa um aumento de 14,9% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados hoje pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). Segundo a entidade, no ano passado foram registradas 135 operações de fusões e aquisições, com alta de 104,5% ante 2006, o maior volume já registrado na história do país.
O volume de aquisições entre empresas estrangeiras totalizou R$ 31,81 bilhões no ano passado, o que representa um aumento de 594% em relação a 2006. De acordo com o coordenador da subcomissão de Fusões e Aquisições da Anbid, François Legleye, o forte crescimento deve-se, principalmente, à operação do banco holandês ABN Amro Real pelo consórcio de bancos formado pelo espanhol Santander, o escocês Royal Bank of Scotland Group (RBS) e o belgo-holandês Fortis. Ele destaca ainda que essa variação expressiva decorreu do baixo volume em 2006, que foi de R$ 4,58 bilhões.
O volume de transações entre empresas brasileiras apresentou crescimento de 146%, atingindo R$ 19 bilhões em 2007, contra R$ 7,71 bilhões de 2006. O coordenador da Anbid explica que o desempenho de 2007 ocorreu tanto em função do crescimento da economia brasileira quanto ao recente movimento de abertura de capital (IPOs, na sigla em inglês) das empresas no mercado doméstico.
Em valores, os dois setores que mostraram maior participação no número de operações foram o financeiro, com 31,5%, e metalurgia e siderurgia, com 23%. Em número de operações, o segmento que mais registrou fusões e aquisições foi o agronegócio, com 14%, seguido por metalurgia e siderurgia, com 10%.
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26.3.08
Marcadores: Governança
Brazil industry leaders skeptical on Doha progress
Tue Mar 25, 2008 3:56pm EDT
By Raymond Colitt
BRASILIA, March 25 (Reuters) - Brazilian industry leaders on Tuesday welcomed signs of progress in the Doha round of world trade talks but were skeptical that a deal could be reached this year.
"There's been progress but with a global financial crisis and U.S. elections, it will be very difficult to agree on the final numbers," Soraya Rosar, director of international negotiations with the National Industry Confederation, said in an interview.
Brazil, a global agricultural powerhouse, has been a key player in the Doha round as leader of the G20 group of developing nations demanding freer farm trade.
The presidents of Brazil and the European Commission said last week they were optimistic a deal could be reached shortly.
Increased European and U.S. willingness in general and more flexibility on industry tariffs in particular brought negotiators closer to a deal in recent weeks, Brazil's chief negotiator Roberto Azevedo told Reuters on Monday.
Under the more flexible proposal currently discussed, leading developing countries like Brazil and India could choose either a lower overall tariff cut on manufactured products with few exemptions or a higher overall cut with more exemptions.
But agreeing on the actual numbers will remain a daunting challenge, said Fernando Pimentel, director of the Brazilian Textile Association.
"God and the devil are in the detail. It's a good start but we shouldn't rely on a Doha deal," said Pimentel, who favors bilateral trade talks with other countries and blocs.
Leaders of Latin America's largest economy doubt whether Brussels and Washington will deliver.
SIGNS 'NOT GOOD'
"The signs are not particularly good," said Mario Marconini, director of international negotiations with the influential Sao Paulo industry federation Fiesp.
"The White House seems more optimistic than the U.S. Trade Representative," he said in reference to recent talks he held with officials in Washington.
Brazil is also uncertain of support from its allies.
"We don't know whether our own partners -- like South Africa and Argentina -- will stand by us," Marconini said.
Brazil's proposed exemptions total 13 percent of manufactured products, including certain shoes, textiles, and chemical products. Argentina's list of exemptions reaches 16 percent, both well above the initial 10 percent limit proposed within the Doha round, the confederation's Rosar said.
As members of the South American customs union Mercosur, both countries coordinate their proposals.
The Doha round, launched in 2001 to boost the global economy and ease poverty in the developing world, has repeatedly missed deadlines and stalled.
“The only way to conclude the Doha round this year, is if everybody agrees on a less ambitious accord," Rosar said.
Azevedo is traveling to Geneva on Sunday to resume negotiations within the World Trade Organization.
(Editing by Cynthia Osterman)
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26.3.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Brazilian Stocks Downgraded to `Underweight' by UBS Strategists
By Adam Haigh
March 26 (Bloomberg) -- Brazilian equities were downgraded to ``underweight'' by UBS AG strategists including London-based Oussama Himani, who cited ``interest-rate cycle headwinds'' in a report to clients today.
Growth in Latin America's biggest economy has been supported by record-low interest rates and wage increases, which are fueling demand for goods such as cars, homes and electronics.
In the first week of March, the country's central bank considered raising interest rates to stem inflation for the first time since ending two years of cuts in October, according to minutes of the meeting released March 13.
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26.3.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Celso Amorim defende entrada da Venezuela no Mercosul
Ministro diz ainda que uma das razões pela qual o País está menos suscetível é diversificação do comércio
Agência Estado / Paulo Maciel
26/03/2008
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu a entrada da Venezuela no Mercosul durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira, 24. "Com a entrada da Venezuela, o potencial do Mercosul é ser o mercado comum, ou pelo menos um processo de integração de toda a América do Sul", ponderou.
Segundo ele, apesar da "retórica" anticapitalista de Hugo Chávez, os empresários brasileiros que investiram na Venezuela não têm do que reclamar. Questionado se as negociações comerciais com aquele país não seriam uma forma de "neutralizar" a importância de Chávez no continente, Amorim minimizou: "Eu acho que nós podemos ter uma influência positiva. Nós não queremos neutralizar." Ainda sobre acordos comerciais e apesar de reconhecer que um com os Estados Unidos poderia favorecer alguns setores da economia brasileira, Celso Amorim acredita que foi melhor para o Brasil não ter ainda entrado para a Alca (Área de Livre Comércio das Américas).
"Hoje eu vejo importantes economistas norte-americanos dizerem que uma das razões pela qual o Brasil está menos suscetível às crises é que o nosso comércio se diversificou", sobre a opção de procurar acordos comerciais com outros países emergentes. "Se nós tivéssemos entrado para a Alca, não só o comércio teria se concentrado mais, sobretudo em relação ao mercado norte-americano, mas também nós estaríamos muito mais vulneráveis do ponto de vista de balanço de pagamentos", afirmou Amorim.
Celso Amorim reconheceu que, apesar das dimensões continentais do País, o Brasil não pode permanecer à margem dos grandes blocos comerciais hoje existentes. "A China em si é um grande bloco, a Índia é um grande bloco, os Estados Unidos são um bloco e a União Européia é um bloco. Nós não podemos ficar isolados", afirmou o ministro.
Fracassado leilão da Cesp foi em "hora infeliz", diz 'FT'
BBC Brasil
26/03/2008
Uma reportagem do diário financeiro britânico Financial Times avalia que a tentativa de privatização da Cesp, que terminou sem resultado na última terça-feira, foi prejudicada pelo momento "infeliz" pelo qual passam companhias em todo o mundo.
Em artigo de grande destaque, o jornal explica as razões do fracasso da venda da companhia energética paulista, produtora de cerca de 10% de toda a eletricidade gerada no País e cuja venda poderia arrecadar mais de R$ 6,6 bilhões.
"Em um sentido amplo, o momento foi infeliz para o Brasil, que depois de meses de vigor financeiro entrou em águas turbulentas nas últimas semanas", diz o repórter do FT em São Paulo.
"A queda de mais de 8% nos preços de commodities na semana passada desencadeou reduções no mercado acionário local e trouxe a crise financeira global para mais perto do País, em relação a qualquer outro momento desde o surgimento de problemas no mercado americano de hipotecas de alto risco (tipo subprime)."
O jornal também menciona aspectos legais - e até políticos - que podem ter influenciado no cancelamento da venda da Cesp. O mais evidente é o curto prazo - até 2015 - restante para o fim das concessões das usinas de Jupiá e Ilha Solteira, que respondem por 67% da produção da Cesp.
Investidores hesitam em assumir compromissos financeiros bilionários sem saber se haverá uma mudança legal para permitir que as licenças sejam renovadas por uma segunda vez.
"Tudo isto é complicado por fatores políticos a meses das eleições municipais de outubro. (O governador de São Paulo, José) Serra vem defendendo uma mudança na lei federal que possibilitaria a renovação das concessões, o que maximizaria as receitas do Estado", conta o FT.
"O governador, entretanto, é líder do partido de oposição PSDB, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem relutado em cooperar."
Vale do Rio Doce
Em outros artigos, outra companhia brasileira ganhou destaque em jornais estrangeiros nesta quarta-feira: a Vale do Rio Doce, que anunciou ter desistido da compra da mineradora Xstrata, um negócio que poderia ter atingido US$ 90 bilhões.
Citando fontes próximas ao negócio, o FT disse que, após três meses de negociações, "ficou claro que a Vale não conseguiria elevar sua proposta para um nível aceitável pela Xstrata, particularmente em função da instabilidade no mercado de crédito".
"Entende-se que a Xstrata pedia uma oferta maior com base nas fortes projeções para os mercados de cobre e carvão, dois de seus principais produtos."
Já o diário financeiro americano The Wall Street Journal notou que a negociação "estava sendo observada cuidadosamente como um indicador de quão profundo será o efeito da instabilidade nos mercados financeiros globais sobre as fusões e aquisições".
"Impulsionado por preços em ascensão de matérias-primas como o cobre e o ferro, o setor de mineração tem sido um dos raros nichos no mercado de fusões e aquisições, ameaçado pelo declínio no crédito disponível e no crescimento econômico mundial."
segunda-feira, 24 de março de 2008
Brazil eyeing to ease hot consumer demand-official
Sun Mar 23, 2008 11:36am EDT
BRASILIA, March 23 (Reuters) - The Brazilian government is studying measures to gradually reduce strong consumer demand in some sectors of the economy and thereby ease inflationary pressure, a government official and media reports said at the weekend.
The idea is to prevent overheating in sectors such as automobiles and steel and thereby reduce the need for the central bank to tighten monetary policy.
"We want to grow without inflation but also without a medicine so strong it would paralyze the economy," a finance ministry source close to policy decisions told Reuters.
Finance Minister Guido Mantega, who is concerned the central bank could throw cold water on a hot economy, is scheduled to meet with industry and bank leaders from Monday to discuss possible measures, the source said.
One of the proposals is to shorten the maturity of car loans from 99 months to 33 months, according to local newspaper reports. The finance ministry is not considering restrictions for the housing market, which is growing without generating inflationary pressure, the reports said.
The central bank said on March 13 that it considered raising interest rates in a bid to anchor inflation expectations, after holding the rate steady four times in a row at 11.25 percent. Its monetary policy committee will meet April 15-16 to decide the future interest rate.
In the 12 months through February, inflation rose 4.61 percent, above the central bank's year-end target of 4.5 percent.
Gross domestic product grew by 5.4 percent in 2007, its fastest rate in three years and President Luiz Inacio Lula da Silva expects faster growth this year.
(Reporting by Isabel Versiani, writing by Raymond Colitt, editing by Richard Chang)
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24.3.08
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Some Movement Seen in Doha Talks
Published: March 20, 2008
An agreement in the stalled Doha round of World Trade Organization talks may be near, Brazil’s president, Luiz Inácio Lula da Silva , and the European Commission said on Wednesday. Negotiations have stalled over demands by developing countries for an end to agricultural subsidies in rich nations. For their part, the rich nations want greater access for their services and industries in developing nations. Brazil is considered crucial to ending the impasse because it is a leader of the Group of 20 developing nations.
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24.3.08
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Brazilian Trade Surplus May Narrow by Half, Estado Reports
By Joao Lima
March 24 (Bloomberg) -- Brazil's trade surplus this year may be half of the value recorded in 2007 because of the increase in imports, O Estado de S. Paulo reported on its Web site, citing revised estimates from banks and economic institutions.
Estimates for the trade surplus this year have been reduced to about $20 billion from forecasts of about $30 billion some weeks ago, the Brazilian newspaper said. Brazil had a trade surplus of $40 billion last year, Estado reported.
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24.3.08
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95% das exportações do Mercosul são para fora do bloco
Invertia
24/03/2008
As novas exportações do Mercosul - realizadas entre 2000 e 2007 - totalizaram quase US$ 133 bilhões, sendo que 95% desse montante foi obtido com vendas para fora do bloco. As informações são da agência Ansa.
Fontes empresariais indicaram hoje que entre os anos de 2000 e 2007, as exportações uruguaias aumentaram US$ 1,8 bilhão, e 1,3 bilhão foi arrecadado com exportações para países não-membros.
Segundo um estudo do Grupo EPP, 87% das exportações argentinas e 91% das brasileiras também foram dirigidas para países que não pertencem ao Mercosul.
Por sua vez, o Paraguai, que entre 1991 e 2000 vendia 2% de sua produção para fora do bloco, exportou no período entre 2000 e 2007 quase 48% para outros países.
O Grupo EPP aconselhou o Mercosul a "continuar diversificando mercados, não somente para exportar, mas para ter acesso a novos fornecedores".
Companhias terão de detalhar despesas com planos de opção de compra de ações para executivos
Valor Online
20/03/2008
As companhias abertas brasileiras terão que detalhar, já no próximo balanço trimestral, as despesas com remuneração dos seus executivos com programas de opções de compra de ações. De acordo com minuta de nova instrução divulgada hoje pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as informações devem ser publicadas nas notas explicativas do balanço até que a autarquia regulamente de que forma tais gastos passarão a integrar a demonstração de resultados.
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24.3.08
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Contradições fiscais
Estado de São Paulo / Paulo Renato Souza
24/03/2008
Durante todo o segundo semestre do ano passado, o governo promoveu verdadeiro terrorismo na opinião pública, prevendo catástrofes econômicas caso a CPMF não fosse prorrogada. Como todos recordam, o Senado rejeitou-a ao apagar das luzes do ano legislativo de 2007. Estamos em 2008 e o Congresso Nacional acaba de aprovar um Orçamento equilibrado, sem recortes significativos em relação à proposta original enviada pelo governo ainda na expectativa de contar com aqueles recursos.
O tempo deu razão a todos os que sustentávamos que em 2008 a CPMF não seria mais necessária para o equilíbrio das contas públicas. Esse foi o tema de artigo que publiquei no Estado às vésperas da histórica decisão do Senado. Mostrei que desde 2002 a arrecadação federal havia crescido, em termos reais, o equivalente a duas vezes o que o governo obtinha em um ano de arrecadação com aquela contribuição. Hoje sabemos que, apesar do apreciável crescimento da economia brasileira em 2007, a carga tributária aumentou ainda mais, passando de 34,6% para 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB).
É verdade que para compensar a rejeição da CPMF alguns outros impostos foram aumentados, como o IOF e a CSLL, mas o montante a ser arrecadado neste ano com essas adições corresponde a cerca de um quarto do que estava previsto obter com aquela contribuição. Mais: a arrecadação federal em janeiro do corrente ano (sem a CPMF) foi R$ 10 bilhões maior que no mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação.
Contrariando a minha expectativa, também manifestada naquele artigo, o governo enviou ao Congresso uma proposta de emenda constitucional que contém as bases de uma reforma tributária. Trata-se de proposta tímida, ao não promover um novo pacto federativo e não desonerar a produção. Seus pontos principais são dois: 1) A criação de um novo tributo federal (o IVA federal) que substituirá algumas contribuições; e 2) novos parâmetros para o ICMS, visando a homogeneizar as alíquotas e supostamente acabar com a chamada guerra fiscal entre os Estados.
Em relação ao primeiro ponto, apesar de reconhecer ser correto reunir várias contribuições em um novo imposto, deve-se ressaltar o seu caráter parcial, ao limitar a substituição a apenas quatro delas - PIS-Pasep, Cofins, Cide e salário-educação -, deixando intocados outros impostos federais. Perde-se a oportunidade de ir mais fundo na simplificação tributária. Simplificação, aliás, que não está garantida na proposta: as mais de 600 mil empresas prestadoras de serviços, por exemplo, teriam apreciável aumento da complexidade nas suas obrigações tributárias, além de provável aumento de impostos.
Os recursos do IVA seriam divididos entre a União, os Estados e os municípios, além de atenderem parcialmente a seguridade social, a educação e o seguro-desemprego. A probabilidade de que a seguridade social e a educação venham a sofrer prejuízos é enorme, por serem, politicamente, os elos mais fracos desse condomínio.
Em relação ao segundo ponto, pretende-se eliminar a guerra fiscal passando a cobrar o ICMS no destino, limitando em 2% a alíquota interestadual, com grandes perdas para os Estados produtores. Propõe-se, então, a criação de um Fundo de Equalização de Receitas para compensá-los. Entretanto, os recursos que constituiriam esse fundo seriam os mesmos que hoje já se destinam a Estados e municípios para ressarcimento pela desoneração de exportações previsto na Lei Kandir e no Fundo IPI Exportação. Ou seja, são os mesmos recursos hoje usados para reparar perdas passadas que se propõe serem utilizados para repor as futuras maiores perdas.
É curioso que dias antes de enviar ao Congresso a proposta de reforma tributária, que supostamente tem entre seus objetivos principais o término da guerra fiscal, o governo tenha editado uma medida provisória (MP) regulamentando a criação de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), segundo a qual uma parte da produção dessas entidades poderia ser destinada ao mercado interno. Ou seja, o mesmo governo federal baixou neste mês medida que pode estimular a guerra fiscal entre os Estados! Essa MP será agora apreciada pelo Congresso sob o mesmo rolo compressor do governo que tem garantido a aprovação de dezenas delas.
Enquanto o combate à guerra fiscal anda a pé, via emenda à Constituição, o combustível para a mesma guerra vai de avião, via medida provisória que já entrou em pleno vigor antes mesmo de ser apreciada no Legislativo.
Um dos aspectos mais complicados dessa proposta de reforma tributária é seu longo período de implantação. Oito anos para a sua plena vigência quase colocam a reforma no longo prazo. A ele se adiciona o enorme grau de incerteza em relação a grande parte de suas regulamentações específicas, que deverão ser editadas no futuro na forma de leis, resoluções ministeriais e de órgãos colegiados como o Conselho dos Secretários Estaduais de Fazenda.
Não é preciso estar familiarizado com os trâmites parlamentares no Congresso brasileiro para prever enormes dificuldades para a tramitação da reforma. Reafirmo, portanto, meu ceticismo e reitero algo que ponderei ao ministro da Fazenda quando da apresentação da proposta aos partidos de oposição: o governo perdeu, de forma irreparável, um ano precioso para fazer uma reforma tributária abrangente. Sua grande oportunidade se deu no início do segundo mandato, depois da reeleição e no auge de um período de vacas muito gordas no cenário internacional. Ainda por cima, tinha a CPMF plenamente vigente para ser usada como um trunfo no processo de negociação com a sociedade. Em todos os aspectos, os tempos agora são outros.
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24.3.08
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CVM orienta que incorporações, fusões e cisões considerem valor de mercado dos ativos e passivos
Valor Online / Fernando Torres
20/03/2008
As operações de incorporação, fusão ou cisão deverão ser feitas considerando o valor de mercado dos ativos e passivos, segundo orientação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). (...) Apesar de defender o uso do valor de mercado dos ativos e passivos, a CVM autoriza que as empresas ainda façam as incorporações pelo valor contábil ao longo deste ano, até que a autarquia traga a regulamentação detalhada sobre o tema. De qualquer forma, o órgão regulador deixou claro que, neste segundo caso, o ajuste a valor de mercado deverá ser feito antes do final deste ano.
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24.3.08
Marcadores: Governança
CVM orienta que incorporações, fusões e cisões considerem valor de mercado dos ativos e passivos
Valor Online / Fernando Torres
20/03/2008
As operações de incorporação, fusão ou cisão deverão ser feitas considerando o valor de mercado dos ativos e passivos, segundo orientação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). (...) Apesar de defender o uso do valor de mercado dos ativos e passivos, a CVM autoriza que as empresas ainda façam as incorporações pelo valor contábil ao longo deste ano, até que a autarquia traga a regulamentação detalhada sobre o tema. De qualquer forma, o órgão regulador deixou claro que, neste segundo caso, o ajuste a valor de mercado deverá ser feito antes do final deste ano.
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Marcadores: Governança
quarta-feira, 19 de março de 2008
UE muda discurso e pretende priorizar acordo com Mercosul
Gazeta Mercantil/Caderno A / Rosana Hessel e Fernando Exman
19/03/2008
A União Européia (UE) está mudando a abordagem sobre as negociações comerciais com o Mercosul. Agora, deverá dar mais atenção ao bloco sul-americano , diante do impasse das negociações da Rodada Doha para a liberalização do comércio global no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Essa mudança se desenvolve esta semana, com a visita ao Brasil do presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, que deverá defender a retomada das negociações bilaterais durante a reunião de cúpula da União Européia com a América Latina em maio, no Peru, durante o encontro de hoje, em Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Há uma mudança no discurso. Até agora, conclusão de Doha tem sido considerada uma pré-condição para o prosseguimento das negociações de acordos bilaterais", disse à Gazeta Mercantil o diretor do Departamento de Negociações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores, Evandro Didonet. "Quando as últimas negociações UE-Mercosul foram interrompidas, em novembro de 2006, a UE decidiu que era necessário um desfecho em Doha, positivo ou negativo, para só depois voltar a negociar com o Mercosul. Recentemente, há sinais de que a UE está analisando o assunto", acrescentou o negociador do Itamaraty.
De acordo com o conselheiro para assuntos comerciais da Delegação da CE no Brasil, Fabian Delcros, a UE considera crítico o atual momento da Rodada Doha. Segundo ele, o representante de Comércio europeu, Peter Mandelson, "está bastante pessimista com Doha".
O setor empresarial comemora uma retomada do diálogo bilateral. "As negociações têm de caminhar de forma paralela. É um desafio ampliar os canais de diálogo e conseguir logo acessos a mercados. Não tem por que esperar", disse o deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB-PE), presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Lembrando que a Europa responde por praticamente 50% do fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no País e por quase 25¨% das exportações brasileiras assim como o aumento dos investimentos brasileiros no Velho Mundo, Monteiro Neto também defendeu a adoção de um mecanismo de proteção dos investimento nos dois blocos.
O deputado, Didonet e Delcros participaram, ontem, do último dia de debates do seminário "O Euro: implicações globais e relevância para a América Latina", organizado pela CE e pelo Banco Central do Brasil e realizado em São Paulo.
Durante a abertura do evento, Durão Barroso destacou em seu discurso que as negociações com a Comunidade Andina de Nações (CAN) e com a América Central estão evoluindo. "E eu estou confiante de que poderão ser concluídas em 2009", acrescentou. "No caso do Mercosul, embora as negociações relativas aos capítulos de cooperação política e econômica estejam bem avançadas, a componente comercial das negociações tem apresentado dificuldades. Acordos bilaterais não são alternativa ao processo multilateral, mas complementares", afirmou.
Próximos passos
Os primeiros passos nesse sentido já estão definidos, informou Didonet. Segundo o diplomata, haverá uma reunião de altos funcionários em Bruxelas de 2 a 4 de abril - da qual Didonet participará - para preparar o encontro ministerial UE-Mercosul que ocorrerá no dia 15 de maio, à margem da cúpula UE-América Latina em Lima.
As negociações UE-Mercosul chegam a ser até mais extensas do que a Rodada Doha, iniciada em 2001. Em 1995, a UE e o Mercosul assinaram um acordo de cooperação inter-regional, e, quatro anos depois, deram início às negociações que foram paralisadas em 2004, com uma tentativa de retomada em 2005 e com nova paralisação no final do ano seguinte.
Sobre a proposta que será levada à mesa de negociações, Didonet informou que será a mesma feita em 2005 pelo ministro das Relações Exteriores Celso Amorim. "Não conseguimos fechar as negociações em 2004, e em 2005, os ministros identificaram três áreas fundamentais para serem tratadas como prioridade para poder então relançar as negociações", disse ele citando as áreas: agricultura, flexibilidade em produtos industriais e serviços.
Na opinião do diplomata, os países membros do Mercosul estão interessados em fechar um acordo com a UE, apesar dos últimos conflitos emergidos na região. "Uma negociação com a União Européia e um eventual acordo com os países europeus seria um resultado muito importante para o Mercosul, seria uma afirmação para o bloco."
Fazendo uma analogia ao discurso de Amorim sobre Doha e como são difíceis as negociações multilaterais, Didonet disse que as ofertas do acordo UE-Mercosul "também estão sobre a mesa, os números estão identificados, o trabalho de redação de texto está esboçado". "Não é uma negociação que vai começar do zero e que necessariamente tenha que se prolongar indefinidamente", acrescentou sem dar uma data para uma conclusão.
Comparando os dois acordos, disse que são níveis diferentes de liberalização. "Em Doha você tem uma liberalização e não o livre comércio. E o principio de uma negociação bilateral é o livre comércio digamos, é um passo além de Doha em termos de profundidade do corte de tarifas", completou.
Segundo Didonet, além da UE, o Mercosul também considera uma aproximação com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). O primeiro encontro ministerial deverá ocorrer durante a presidência pro tempore do Brasil, no segundo semestre.
Brasil vai repassar até 400 MW de energia para a Argentina
Rodrigo Postigo
19/03/2008
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje, no Rio de Janeiro, que o governo brasileiro vai enviar para a Argentina de 300 a 400 megawatts (MW) de energia em caráter emergencial, com o objetivo de ajudar o país vizinho, que sofre maior escassez durante o inverno.
Ao ser questionado sobre quando e como a energia seria enviada, Lobão disse apenas que o envio ocorrerá entre os meses de maio, junho e julho.
"Enviaremos alguma energia para eles, e eles compensarão no passo seguinte", disse Lobão, após participar de inauguração no Centro Nacional de Controle Operacional da Transpetro, sem explicar o que seria a próxima etapa da cooperação.
Lobão lembrou que o acordo para o envio de energia pelo Brasil foi feito na última visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidente argentina, Cristina Kirchner.
Durante esse encontro, ocorrido no final de fevereiro, havia sido acertado que o Brasil ajudaria o país vizinho no setor, sem abrir mão do volume de gás contratado da Bolívia, como queria a Argentina. A quantidade de energia que seria enviada não ficou definida naquela reunião.
"Acho que o Brasil está certo, e sou favorável à integração energética", disse o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, após reiterar que o Brasil não tem como enviar "nenhuma molécula de gás ao país vizinho".
Chinaglia diz que é possível aprovar reforma tributária neste semestre
19/03/2008
O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT) afirmou que é possível a reforma tributária ser aprovada ainda no primeiro semestre. Ele é um dos participantes de encontro entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a bancada petista na Câmara dos Deputados para discutir a matéria.
“Neste momento, estou trabalhando para ver se consigo fazer um acordo com a oposição para não haver obstrução”, disse Chinaglia ao ser referir às 18 medidas provisórias que trancam a pauta de votações na Casa.
Segundo ele, se a situação não for resolvida o semestre praticamente será perdido com “disputas políticas que não atenderão ao interesse maiores de ninguém”.
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19.3.08
Marcadores: Tributária
Consumo de álcool sobe 51% e deve passar gasolina em abril
Rodrigo Postigo
19/03/2008
O consumo de álcool hidratado, utilizado nos veículos flex, cresceu 51% no Brasil em janeiro, ante igual período de 2007, e alcançou 961 milhões de litros, informou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta terça-feira.
Considerando as vendas totais de álcool (hidratado e anidro, esse misturado à gasolina) o volume em janeiro ficou próximo de 1,5 bilhão de litros. Segundo cálculos da ANP, o consumo de álcool deverá, pela primeira vez desde o Proálcool, nos anos 80, ultrapassar o de gasolina no mês que vem.
"Se prosseguir o ritmo de expansão do álcool, estimamos que até abril o Brasil vai consumir mais álcool do que gasolina", disse o superintendente da ANP, Édson Silva, lembrando que, para que isso aconteça, os níveis de preço atuais devem ser mantidos.
O consumo de gasolina C, que conta com uma mistura de 25% de álcool, foi de 2,02 bilhões de litros em janeiro, alta de 2% ante o mesmo mês de 2007.
O de diesel cresceu 10% no período, para 3,34 bilhões de litros.
A diferença de consumo entre álcool e gasolina C em janeiro de 2007 era de 432 milhões de litros a favor do derivado do petróleo.
Em dezembro caiu para 99 milhões de litros e em janeiro para 49 milhões, segundo a ANP, que justifica o crescimento do álcool pelo aumento da frota flex e pelo preço mais vantajoso do biocombustível.
Convergência ao IFRS não aumenta a carga tributária
Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Lucia Rebouças
19/03/2008
A convergência das normas contábeis brasileiras ao padrão internacional (IFRS), determinada pela Lei 11.638/07, não implicará em aumento da carga tributária das companhias, de acordo com interpretação da Abrasca, a associação das companhias abertas. Segundo Antonio Duarte de Castro, presidente da Abrasca, a Lei 11.638/07 teve origem em um projeto elaborado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), com forte apoio das entidades representativas do mercado e seu objetivo principal foi facilitar o ingresso de investimento estrangeiro na economia brasileira.
Em razão da polêmica que ainda cerca o assunto, a Abrasca depois de estudo realizado por especialistas, decidiu emitir parecer com base na avaliação que se segue. Até a promulgação da Lei 11.638/07, a escrituração da companhia era mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e da Lei 6.404/76 e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência. Eventuais ajustes para contemplar aspectos tributários ou para fins de legislações especiais eram efetuados em livros auxiliares, sem modificação da escrituração mercantil. Ao dar nova redação ao parágrafo 2º do artigo 177 da Lei 6.404/76, a Lei 11.638/07 inova por permitir que, alternativamente ao conceito anterior (que ainda permanece válido), a escrituração para fins tributários poderá ser a primeira a ser efetuada e, depois de apurados os correspondentes tributos (imposto de renda e contribuição social sobre o lucro), sejam feitos lançamentos contábeis adicionais que assegurem a preparação e divulgação das demonstrações financeiras com observância dos preceitos societários dispostos no mesmo artigo 177.
Já o parágrafo 7º do artigo 177, da Lei 6.404/76, que foi adicionado pela Lei 11.638/07, estabelece que tais lançamentos de ajustes efetuados exclusivamente para harmonização das normas contábeis e as demonstrações e apurações com eles elaboradas não poderão ser base de incidência de impostos e contribuições nem ter quaisquer outros efeitos tributários. Segundo Castro, esse dispositivo reafirma a premissa de neutralidade fiscal que norteou o projeto que deu origem a nova lei.
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19.3.08
Marcadores: Governança
In Brazil Oil Town, Water Is A Precious Commodity
Published: March 18, 2008
Filed at 8:36 p.m. ET
MACAE, Brazil (Reuters) - Thin black water hoses snake across the ground all over Nova Holanda, a workers' neighborhood on the edge of the Brazilian boom town of Macae.
Oil and gas may have brought riches to the former fishing village but water is almost as precious.
Over the years, thousands of job seekers have flocked to the area, building homes wherever there's a patch of ground.
But Nova Holanda has only one standpipe linked to the city's main system -- forcing people to install a makeshift system of their own with the hoses.
The rough conditions make Nova Holanda a hostile, dirty and violent place to many people but profitable for others, like taxi driver and entrepreneur Edvar Santos, 58.
"Son, in Nova Holanda you've got just two options. Either you pay people to take that water for you or you have a nice pump to do it yourself," he said.
Santos said he owns two houses, a small building and a water tank capable of storing 35,000 liters a week.
He and many other people installed the hoses so they can sell water from the city system at a price of about 10 reais ($6) for 100 liters (26 gallons). They can also arrange for water pumps -- at a cost of about 150 reais ($90).
Nelio da Cunha, a 23-year-old migrant from Bahia, works for state-owned Petrobras in Macae as a machine operator on the nightshift. During the day he pumps water to make extra money.
"Macae is an expensive city and not everybody has the money like those executives. This is the best solution we found to stay here. There's no rent and no water bill. I think we adapted well," he said.
SOCIAL GAP
Indeed, if Brazil is known for its huge social differences, Macae represents the country well, with its wealth concentrated in a very small elite.
The city's per capita GNP is of 120,600 reais ($70,000) yearly. About half of Macae's 865 million reais ($508 million) budget in 2007 came from oil royalties.
The royalties should be used to compensate for the infrastructure problems that have arisen from the race for jobs.
Environmentalist Katia Junqueira said the city administrators of Macae and other oil towns have not used the resources properly, giving rise to situations like that in Nova Holanda.
"Water and royalties are the same issue. Like other oil cities, Macae had no policy to deal with migration and occupation of the urban area."
"The hoses are an innovative solution, the only one heard of in Brazil, but they also show how those people have been neglected for ages," she said.
City spokesman Romulo Campos acknowledged the problems in the poor areas and said planned investments in Nova Holanda would double the water supply there.
The administration will spend this year 15 million reais to install 7,500 meters of pipes in Macae.
But that is still not enough, he said.
"We cannot end those infrastructure flaws that have lasted decades. We are also concerned that oil production is not growing as much as in the previous years. Eventually, it will be finished, maybe in 30 years. What happens then, only God knows," he said.
The hoses of Nova Holanda may still be there.
(Reporting by Mauricio Savarese; Editing by Eddie Evans)
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19.3.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Independência dos conselheiros
Cio
19/03/2008
O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa–IBGC acaba de divulgar a primeira Carta da série Cartas Diretrizes com pareceres técnicos que discutirão temas de impacto da governança corporativa. A Carta Diretriz nº 1, intitulada “Independência dos conselheiros de administração – Melhores Práticas e o artigo 118 da Lei das S.A.” faz três abordagens distintas.
Primeiro propõe-se a construir uma interpretação dos parágrafos 8º e 9º do artigo 118 da Lei 6.404/76, compatível com as melhores práticas de governança corporativa. Em seguida, apresenta aos praticantes do direito societário – incluindo sociedades empresariais, investidores, controladores, advogados e demais consultores – recomendações de procedimentos que buscam viabilizar a adoção das melhores práticas de governança corporativa. Por fim, oferece uma recomendação aos legisladores, reguladores e auto-reguladores para alteração da disciplina atual dos acordos de acionistas. Mais detalhes no site www.ibgc.org.br.
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19.3.08
Marcadores: Governança
segunda-feira, 17 de março de 2008
Brasil tem que se preparar para efeitos da "agrinflação"
Rodrigo Pstigo
17/03/2008
O Brasil, grande produtor e exportador agropecuário, tira proveito no momento do crescimento da demanda mundial por esses produtos, que têm compensado com preços melhores a taxa de câmbio e até embargos sanitários, como o da carne bovina pela União Européia.
Mas o País deve se preparar para eventuais conseqüências negativas futuras dessa maior demanda global pelos produtos agrícolas, que tem elevado os preços e gerado um fenômeno conhecido como "agrinflação" (inflação agrícola).
"O que temos que fazer é aproveitar esse movimento agora, uma vantagem de melhoria de renda (dos emergentes) que ajuda inclusive a compensar a desvalorização do dólar. Mas temos que entender que o Brasil precisa ter uma estratégia para daqui a dois a três anos", disse o ex-ministro da Agricultura do Brasil, Marcus Vinícius Pratini de Moraes.
E Pratini ressaltou que o problema vai além do setor agrícola, com grandes investidores e fundos aplicando recursos não apenas em ações, mas também em commodities nas bolsas, elevando os preços futuros de uma série de mercadorias.
"A inflação global, quando ocorre, a consequência dela é uma redução global dos níveis de crescimento", acrescentou ele, que está deixando a presidência da Associação dos Exportadores de Carne Bovina (Abiec) para se tornar consultor do maior grupo mundial de bovinos, o brasileiro JBS.
Segundo ele, embora o Brasil não esteja sendo afetado fortemente por uma inflação dos preços das matérias-primas no momento, ao contrário, pode sofrer em três anos o impacto negativo de uma queda nas cotações das commodities.
Com a escalada da inflação em países emergentes, a renda real nessas nações começaria a perder brilho, e a capacidade de consumo cairia, mesmo com as commodities subindo menos.
"Tenho visto muita gente falar que isso não afeta os países emergentes, mas acho que a coisa não é bem assim. Estou voltando a ler o que aconteceu na crise de petróleo em 72 e 73, está se montando mais ou menos o mesmo cenário, que se chama inflação global".
Segundo Pratini, que falou na última quinta-feira, durante um evento da Abiec, quem não estiver preparado para os efeitos dessa inflação global "sofre muito como nós sofremos no Brasil naquela época".
Entretanto, do lado do balanço de oferta e demanda agrícola, segundo a consultora da MB Associados Ana Laura Menegatti, os preços devem continuar elevados neste ano, com a produção de grãos, mesmo maior, incapaz de esfriar o mercado, influenciado pela demanda adicional dos biocombustíveis.
"Os preços do trigo estão altos por causa de problemas na Europa e duas quebras seguidas de safra na Austrália, mas os preços do milho e da soja subiram devido aos biocombustíveis."
Para a consultora, mesmo sem maiores problemas nas safras globais de trigo, o milho e a soja continuarão em alta no curto prazo, puxando também os custos de produção de grãos.
Uma alternativa para minimizar os efeitos da inflação global de alimentos no futuro, segundo o diretor-executivo da Abiec, Antônio Camardelli, seria a redução das tarifas e embargos "técnicos" por parte de países importadores.
O executivo, que não acredita no sucesso da Rodada de Doha, vê em possíveis acordos bilaterais uma possibilidade para o setor agrícola manter sua força, ao mesmo tempo em que os negócios internacionais de alimentos poderiam crescer, elevando a oferta onde os preços hoje são um problema.
De outro lado, ele acredita que "esse ciclo criado pela carência de carne no cenário internacional vai fazer com que as barreiras técnicas se reduzam, pela necessidade de abastecimento de alguns países".
Normas de adequação ao IFRS entram em audiência pública
Gazeta Mercantil / Luciano Feltrin
17/03/2008
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) divulgou, na sexta-feira, o documento que contém o conjunto de normas gerais sobre o novo modelo contábil internacional. Terão de enquadrar-se às regras do IFRS (International Financial Reporting Standards) companhias de capital aberto ou aquelas consideradas de grande porte. Esse último grupo inclui aquelas empresas com ativos totais de valor superior a R$ 240 milhões ou cuja receita bruta anual supere os R$ 300 milhões.
"Trata-se do arcabouço legal necessário para implantar a lei e também dirimir algumas dúvidas ainda existentes", afirma o vice-coordenador técnico do CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábil), Eliseu Martins. Em sua opinião, a nova legislação junta-se à deliberação 29, que estabelece , desde 1986, os parâmetros conceituais básicos da contabilidade das companhias abertas que operam no País. "Ela tem aspectos muito bem resolvidos que devem ser agregados aos princípios introduzidos pelo IFRS", afirma.
Ao longo deste ano, o órgão que regula o mercado de capitais brasileiro e o CPC, que centraliza a divulgação das normas, devem divulgar uma série de documentos sobre matéria contábil. Eles serão colocados em período de audiência pública, em que podem receber sugestões. O objetivo do CPC, no entanto, é modificar o menos possível o conteúdo original do IFRS. "É importante manter os princípios da nova regra. O ideal é implantar o IFRS zero, ou seja, mais próximo possível do que foi publicado", explica Martins, que também é professor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), que tem sido uma das instituições acadêmicas mais envolvidas durante o processo de alinhamento contábil no País.
Fluxo de caixa O terceiro pronunciamento colocado em audiência pública tratará sobre as demonstrações de fluxo de caixa das empresas. Sua minuta já está nas páginas do CPC e da CVM na internet e ficará até o dia 15 de abril disponível para sugestões. A principal modificação diz respeito à demonstração dos fluxos de geração de caixa das companhias locais. Hoje, ela é facultativa. "Há empresas que adotam o procedimento, como melhores práticas", diz José ´Carlos Bezerra, da área de normas contábeis da CVM.
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17.3.08
Marcadores: Governança
Brasil é o 2º em internet e último em desenvolvimento tecnológico na AL
Indicador da Sociedade da Informação (ISI) compara desempenho de países latino-americanos. Brasil é o segundo em adoção da internet e o último em desenvolvimento tecnológico
Computeworld
17/03/2008
A everis divulgou nesta quinta-feira (13/03) os resultados relacionados ao terceiro trimestre de 2007 do ISI (Indicador da Sociedade da Informação), estudo que avalia os avanços da tecnologia da informação e das telecomunicações em alguns países da América Latina. A iniciativa foi elaborada em parceria com o Centro de Estudos Latino-americanos da Universidade de Navarra (IESE Business School).
Em relação ao Brasil, o relatório mostra mudanças no cenário de TIC (Tecnologias da Informação e Telecomunicações). O crescimento anual de 8,4% é o mais significativo dos últimos cinco trimestres. As variáveis mais dinâmicas dentro do segmento foram relacionadas aos usuários de Internet, com progresso de 25,3%. Além disso, o parque tecnológico brasileiro cresceu 23,8%. Estes resultados elevam o país à categoria de segundo mais importante, perdendo apenas para o Chile.
Por outro lado, o levantamento aponta que o Brasil continua na lanterna do desenvolvimento tecnológico. O ISI do país repetiu no terceiro trimestre de 2007 o crescimento anual de 1,5%, o que o coloca no nível mais baixo em relação a outros países da região. A Argentina, por exemplo, teve o desenvolvimento mais acelerado – 43,1% nos últimos 12 meses.
Analisando os dados da América Latina, o relatório aponta que o ISI ficou em 4,46 pontos, o mesmo valor do trimestre anterior. A variação anual de 1,1% é a mais baixa dos últimos quatro anos. A paralisação do ISI está relacionada ao ESI (Ambiente da Sociedade da Informação), que analisa o desenvolvimento econômico-social e a infra-estrutura de tecnologia, cuja pontuação média aumentou 0,1%, somando cinco trimestres consecutivos sem modificações.
A pontuação média do ESI brasileiro caiu para 0,4%, a mais baixa em quatro anos e meio. Segundo Teodoro López, sócio-diretor e responsável pelo setor de telecomunicações da everis Brasil, o outro destaque da pesquisa está relacionado às telecomunicações. "Como está acontecendo desde o primeiro trimestre de 2007, o Brasil conta com o menor número de terminais de telefonia móvel, 584 para cada mil habitantes, ou seja, apenas 15,4% superior ao ano passado", explica.
O levantamento aponta que os números pouco relevantes se devem à menor taxa de crescimento médio do PIB brasileiro e a leve alta da inflação. Do mesmo modo que algumas variáveis do estudo apontaram superação, como a taxa de desemprego e o consumo de eletricidade per capita.
De acordo com o estudo, o Brasil verá crescerem os gastos com tecnologia da informação e telecomunicações por pessoa pouco nos próximos trimestres, algo em torno de 28%. "Os próximos trimestres poderão registrar avanço mais intenso no ISI brasileiro, porém, a expectativa é que o país continue com os menores resultados entre as regiões estudadas", diz o executivo.
A conclusão da pesquisa mostra também que as contagens das TIC e do ISI melhorarão, assim como o avanço dos usuários de computadores e de internet, com projeção de 26% e 20,6%, respectivamente. De uma maneira geral, acontecerá uma suave recuperação do ritmo de progresso deste índice.
Argentina, Brasil, Colômbia e México alcançarão novas pontuações em seus respectivos estudos. Além disso, a pontuação das TICs pode aumentar aproximadamente 8% no primeiro trimestre de 2008. "Notamos também que para este ano, haverá crescimento em telefonia móvel, devido à demanda do mercado atual. Por outro lado, em março se contabilizará outra vez queda na pontuação das áreas econômicas e institucionais do ESI", explica Lopez.
Números do Brasil- 264 usuários de internet para cada 1 mil habitantes- 584 celulares para cada 1 mil habitantes- 167 computadores para cada 1 mil habitantes
O relatório foi realizado a partir de informações levantadas no terceiro trimestre de 2007. Participam da pesquisa Brasil, Chile, México, Colômbia e Argentina. Para estabelecer uma pontuação a cada um dos componentes determinados, realizou-se um processo de seleção de variáveis a partir de um amplo número de alternativas, de acordo com determinados pré-requisitos técnicos.
As variáveis que permitem integrar aspectos semelhantes e estruturados, quantitativos e qualitativos, foram número de celulares em funcionamento a cada 1000 habitantes; número de computadores a cada 1000 habitantes; número de servidores a cada 1000 habitantes; número de usuários de Internet a cada 1000 habitantes; gasto em TIC por habitante expressado em dólares.
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17.3.08
Marcadores: Governança
Brazil to Attract 10 Billion Reais for Wind Power, Estado Says
By Joao Lima
March 17 (Bloomberg) -- Brazil will attract at least 10 billion reais ($5.8 billion) of investment in wind-energy projects in the Ceara and Rio Grande do Norte regions in the next two years, O Estado de S. Paulo reported, citing Ceara Development Agency President Antonio Balhmann.
New wind parks will be built this year and next in both regions of northern Brazil, the newspaper said on its Web site, citing Balhmann. A wind-turbine factory and two plants to make towers for the turbines are also being constructed in northeastern Brazil, according to Estado.
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17.3.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Brazil's real still a "buy" despite government measures
Fri Mar 14, 2008 12:35pm EDT
By Vivianne Rodrigues - Analysis
NEW YORK (Reuters) - Brazil's decision to change the rules for exporters, and introduce taxes on investments by foreigners in the local bond market, may have limited impact on the country's soaring currency.
Brazil said on Wednesday it will allow exporters to keep all U.S. dollars from foreign sales outside the country and eliminate a financial transaction tax on exports. Currently, exporters must repatriate 70 percent of revenue from overseas sales.
The measures were aimed at slowing the hefty inflows of U.S. dollars into Latin America's largest economy, which in turn have been helping fuel a rally in the currency.
Brazil's real is up more than 6.0 percent against the dollar since the beginning of the year, after a 20 percent surge versus the greenback in 2007. It last traded lower at 1.7032 to the dollar.
Despite Friday's drop in the real, for many strategists and investors the government is facing an uphill battle trying to curb the currency's gains.
"While there may be some knee-jerk reaction sending the dollar a bit higher, it seems unlikely that these measures will have a significant effect," said Clyde Wardle, an emerging markets strategist at HSBC Bank USA. HSBC forecasts the real will trade at 1.71 against the dollar by the end of the month.
The measures, which will be effective on Monday, are aimed at making Brazilian exports more competitive overseas, Finance Minister Guido Mantega said on Wednesday. The government plans more measures soon to stimulate exports, he said.
As the real has gained, export growth has slowed and imports have surged, shrinking the country's trade surplus. The current account balance of payments has swung into deficit, worrying some government officials.
The measures related directly to the export sector are "positive," Nilson Teixeira, a currency strategist with Credit Suisse in Sao Paulo said in a note to clients.
"They represent greater liberalization of the foreign exchange market and reduce costs for exporters," he added. "But we do not expect either of the two to have a significant impact on the inflow of dollars from export revenues or on the forex market."
"SHORT OF OPTIONS"
The government also plans to charge a 1.5 percent financial transaction tax on foreign investments in government bonds in the local capital markets in a bid to cut inflows of U.S. dollars. Mantega said the tax should cut short-term capital flowing into the country.
Foreign investors bought $20.5 billion worth of Brazilian government bonds in 2007. And in the first month of this year, the latest available figures show foreigners bought $1.6 billion worth of bonds.
"Now that's something I don't see working as the government expects it," said Samarjit Shankar, a global foreign exchange strategist at Bank of New York Mellon in Boston.
"Global investors are short of options, and Brazil is simply very attractive right now: high yields, inflation is somewhat controlled, there's low volatility and the economy is growing."
Shankar is recommending clients to hold assets denominated in Brazilian reais and he forecasts the currency may trade at 1.65 per dollar in coming weeks.
The taxes, Shankar said, are also not likely to have an impact on growth. Brazil's economy expanded at 5.4 percent rate in 2007 and according to government estimates, it is expected to expand another 5 percent this year.
"On top of everything else, nobody wants to hold U.S. dollars right now, which makes it a no brainer to buy Brazilian assets," he added.
(Additional reporting by Isabel Versiani and Elzio Barreto in Sao Paulo; Editing by Clive McKeef)
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17.3.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Investimentos em SOA crescem apesar de benefícios incertos
Relatório da AMR mostra que a agilidade, não a reutilização de código, é o principal benefício para usuários pioneiros
CIO / Galen Gruman
17/03/2008
O número de empresas que estão investindo na arquitetura orientada a serviços dobrou em 2007 em todas as partes do mundo. Com isso, o gasto anual médio chegou a cerca de US$ 1,4 milhão, de acordo com uma nova pesquisa realizada pela AMR Research junto a 405 empresas nos Estados Unidos, na Alemanha e na China.
Segundo o estudo, a SOA vem sendo utilizada em uma variedade de setores: 59% das empresas
de varejo empregaram SOA em pelo menos um projeto, assim como 58% dos distribuidores, 54% das empresas de telecomunicações e 42% das empresas de serviços financeiros. Aliás, são as empresas de serviços financeiros que mais gastam com SOA: 63% delas despendem acima de US$ 1 milhão. Em segundo lugar, vêm as empresas varejo: 30% desembolsam no mínimo US$1 milhão.
Estas são as boas notícias.
Os benefícios impulsionam SOA, mas a adoção ampla deve demorarAgora a má notícia. “Centenas de milhões de dólares serão investidos nestes mercados em 2008, mas grande parte será desperdiçada”, prevê Ian Findley, analista da AMR.
A pesquisa da AMR revelou que a maioria das empresas não sabe realmente por que está investindo em SOA, o que, segundo Findley, torna incerto um compromisso de longo prazo. Várias razões costumam ser mencionadas em qualquer organização, fazendo com que SOA surja como uma justificativa da moda para prioridades individuais que não são pertinentes. “As pessoas se unem mais facilmente em torno de uma coisa do que de cinco coisas”, diz Findley, ressaltando que esta falta de objetivo comum põe em cheque o ímpeto de SOA.
A pesquisa da AMR mostra a diversidade de motivações para investimentos em SOA: 16% das empresas o fazem para incorporar habilidades a uma nova área de tecnologia importante, 18% porque acreditam que SOA é a melhor maneira de satisfazer requisitos de um projeto individual, 17% a fim de reduzir os custos de TI graças à reutilização, 22% para mudar sistemas de maneira mais rápida e barata e com menos risco e 14 % para modernizar a arquitetura de sistema.
Mas Findley está preocupado que SOA talvez não vá muito além dos usuários pioneiros — sobretudo organizações de serviços financeiros, telecomunicações e governamentais, que são mais sensíveis ao valor da arquitetura e, portanto, mais dispostas a adotar SOA para obter benefícios menos quantificáveis — a menos que um conjunto de benefícios coerentes fique evidente. As empresas de varejo também são usuárias pioneiras, mas principalmente como mecanismo de integração, e não tanto para novas iniciativas, observa Findley.
“Se pudermos consolidar os benefícios-chave, outras pessoas talvez acompanhem”, afirma Findley. Considerando-se que SOA afeta várias partes de uma organização, os benefícios específicos serão diferentes para o CFO, o CIO, o desenvolvedor de software e os gerentes de unidades de negócio. “Não tem de haver um benefício comum, mas estes benefícios individuais devem ser interligados”, recomenda.
Agilidade é o verdadeiro benefício Outro risco que veio à tona na pesquisa sobre SOA é que o benefício principal prometido pelos fornecedores — reutilização de código — não seja a real vantagem que os primeiros usuários de SOA obtiveram. Muitas vezes, o código do projeto A é irrelevante para o projeto B. De acordo com Findley, este foco na reutilização pode fazer as organizações descartarem os benefícios de SOA simplesmente porque estão abordando a métrica errada.
Os usuários pioneiros descobriram um resultado mais difícil de mensurar, porém mais útil: maior agilidade. Neste contexto, “agilidade” significa poder desenvolver novos projetos mais rapidamente por ter adotado SOA como abordagem básica para TI e, em troca, permitindo que o negócio colha benefícios de suas iniciativas de TI mais depressa.
Findley explica que os projetos acontecem mais rápido não por causa da reutilização de código. A verdadeira vantagem advém da mudança de mentalidade que SOA traz para o desenvolvimento e o gerenciamento de tecnologia como um todo.
Os usuários de SOA, normalmente, vêem esta maior agilidade, independente do que os atraiu para SOA, conclui Findley. “Muito poucos decidem que não vale a pena.”
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Marcadores: Governança
Mantega diz que maiores desafios agora são a reforma tributária e a desoneração fiscal
Agência Brasil / Stênio Ribeiro
17/03/2008
Os desafios mais imediatos do governo na área econômica, a partir de agora, são a reforma tributária e a desoneração fiscal (redução de impostos), para melhorar cada vez mais o ambiente de negócios no país, afirmou hoje (14) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante palestra em seminário promovido pelo grupo The Economist.
Convidado para falar sobre O Brasil e a Crise Internacional, Mantega disse que "a crise teve pouca repercussão" sobre o país, que está menos vulnerável às oscilações do mercado financeiro mundial que em anos recentes. Segundo o ministro, a economia brasileira vive um ciclo de "crescimento vigoroso e equilibrado", impulsionado pelo comércio exterior e por um mercado interno crescente, baseado no aumento de empregos e do nível de renda, com conseqüente redução das desigualdades sociais e regionais.
Mantega salientou que o crescimento sustentável, com responsabilidade fiscal, possibilitou a redução gradativa da equivalência entre dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país). A relação dívida/PIB, que sinaliza o estágio de liquidez, atingiu pico de 55,98% em agosto de 2003 e de lá para cá vem tendo quedas consecutivas, a ponto de fechar os últimos 12 meses encerrados em janeiro na marca de 42,1%. A meta, de acordo com o ministro, é descer a 36% até o final do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Enquanto isso, disse Mantega, a equipe econômica mantém a política de garantir superávits primários robustos (economia para pagamento da dívida). Os superávits vêm se sustentando acima de 3% do PIB há dez anos, e de fevereiro de 2007 a janeiro deste ano o governo acumulou 4,15% do PIB em economias. A isso some-se também, segundo o ministro, reservas internacionais no patamar de US$ 194,2 bilhões, quando há dois anos o país tinha apenas US$ 59,8 bilhões.
Esses fatores, explicou, também se somam à redução gradativa do déficit previdenciário, que tem crescido menos nos últimos anos, em grande parte por causa da maior oferta de empregos formais. Com isso, a arrecadação da Previdência Social se aproxima mais dos gastos com benefícios de aposentados e pensionistas. Pelos cálculos do ministro, o saldo negativo da Previdência, que se manteve no patamar de 1,8% do PIB em 2006 e 2007, deve ceder para 1,6% neste ano.
Para exemplificar que o crescimento econômico do país ocorre de forma sustentável, Mantega citou que o PIB cresce há 24 trimestres (seis anos) consecutivos, e que o consumo interno e os investimentos aumentam sem parar há quatro anos, com aumento dos lucros do setor produtivo e maior solidez das empresas. Em paralelo, acrescentou, o setor financeiro está sólido, com ampliação de crédito que ajudou a elevar o crescimento do PIB a 5,4% no ano passado. Ele disse espera que esse nível de crescimento se mantenha até 2010.
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Marcadores: Tributária
UE revê estratégia para biocombustíveis
Rodrigo Postigo
17/03/2008
A União Européia ampliou, hoje, a possibilidade de reconsiderar a estratégia sobre biocombustíveis, devido às preocupações de que a atitude do bloco está forçando os preços dos alimentos para cima e causando mais prejuízo do que benefícios ao meio ambiente.
"Não estamos excluindo a possibilidade de que teremos que retificar ou revisar nossos objetivos", disse o primeiro-ministro Janez Jansa, da Eslovênia, que detém a presidência rotativa da UE. "Precisamos discutir essas preocupações através de análises relevantes".
Líderes da UE comprometeram-se no ano passado em ampliar a participação dos biocombustíveis para uso no transporte para 10% até 2020.
Mas alguns ambientalistas e agências da Organização das Nações Unidas dizem que a crescente produção de biocombustíveis, especialmente aqueles feitos de grãos, ajudou a elevar os preços dos alimentos, distorceu os orçamentos dos governos e causou problemas de desflorestamento.