sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Convergência contábil sem traumas

Valor Online
15/08/2008
Alguém precisa avisar a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que não há necessidade de se preocupar mais com essa história de convergência das normas contábeis com os padrões internacionais. Está dando um trabalho danado - é um calhamaço de regras, uma apoteose da burocracia européia, que precisa ser regulamentado, juramentado e publicado. Poucos contadores entendem dessa parafernália de pronunciamentos esotéricos, a CVM não tem gente suficiente para cuidar disso e os jornalistas (que já não entendiam as regras antigas) não têm tempo para ficar filosofando sobre valor justo de ativos. A boa notícia é que as empresas estão dispostas a pôr um fim nessa discussão estéril.

Os executivos sempre foram pródigos em soluções criativas para a eterna disposição dos burocratas de complicar o que pode ser simples. Toda vez que o câmbio castiga o balanço, o que fazem aqueles que se endividaram em dólar na hora errada? Culpam a contabilidade. O prejuízo é "contábil", afinal onde já se viu contabilizar juros que ainda não foram pagos? É para isso que inventaram um dos mais horríveis acrônimos de todos os tempos: ebitda. Não deu lucro? Ebitda neles.

Não seria diferente desta vez. Em meio a essa confusão, as empresas tomaram a iniciativa e por conta própria fizeram a convergência que os burocratas do Conselho de Padrões Contábeis Internacionais (Iasb, na sigla em inglês) nunca poderiam ter imaginado. É muito simples, nada de pronunciamentos de várias páginas que ninguém vai ler. A regra é: tudo se ajusta ao que a administração acha mais correto. Cada um ajusta do seu jeito e fica assim, tudo ajustado, na acepção primeira do Aurélio: tornar justo, exato.

A CVM deveria aproveitar a deixa e acabar de uma vez por todas com o tal lucro líquido. Aquilo que já foi chamado de "última linha" caiu em completo descrédito. Afinal, para que serve o lucro líquido? As empresas tratam-no como figura meramente contábil, a Receita Federal criou um resultado só para ela, o "lucro real". Se esse é o real, o que é o líquido? Irreal, é claro.

Nesta safra de balanços, as empresa estão particularmente empenhadas em colocar os pingos is. O presidente de um grande frigorífico bem que tentou ensinar o bê-á-bá para os jornalistas, com pouco sucesso. A empresa chamou a imprensa para anunciar o lucro "efetivo" do segundo trimestre, de R$ 102 milhões. O balanço que foi para a CVM, no entanto, mostrava um prejuízo de R$ 984 milhões por conta de uma amortização de ágio gigante, um evento não operacional e não recorrente, sim, mas que vai dar um belo desconto no Imposto de Renda. Prejuízo real.

Outro passo importante para a convergência voluntária de balanços é o uso das regras americanas no lugar das brasileiras. A globalização impõem-se e é preciso comparar-se aos concorrentes na linguagem do mercado de capitais de primeiro mundo. Uma grande mineradora divulgou um aumento de 22% no lucro pelas regras americanas. Mais tarde, soube-se que a lei brasileira dizia exatamente o contrário: 22% de queda. Para que tanta confusão? Adotemos logo esse conjunto avançado de regras, aliás, muito aprimorado desde que Enron e WorldCom aprontaram suas estripulias. Melhor ainda, cada um adota o que for mais apropriado no momento. Convergência instantânea e sem traumas. Ou alguém aí quer discutir o valor recuperável dos ativos?

FACTBOX: Possible changes to Brazil's petroleum law

Thu Aug 14, 2008 4:40pm EDT
(Reuters) - Brazil's government is considering changing some rules applying to the oil industry following huge reserve discoveries made by state oil company Petrobras (PETR4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz)(PBR.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz).
Here are some facts about Brazil's oil reserves and the possible changes to the law under consideration.
BRAZIL'S NEW OIL DISCOVERIES
* The Tupi field discovered by Petrobras in November has an estimated recoverable reserve of between 5 billion and 8 billion barrels, 85 percent of which is light crude, making it the world's second-biggest oil find in the past 20 years.
* Potential further subsalt oil reserves stretching for 500 miles along the coast from Espirito Santo to Santa Catarina state could push Brazil above Nigeria to become the world's 10th biggest oil producer, Petrobras says.
* Petrobras' partners in the subsalt discoveries include Galp (GALP.LS: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), ExxonMobil Corp (XOM.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), Amerada Hess (HES.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), BG Group (BG.L: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), Repsol (REP.MC: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) and Shell (RDSa.L: Quote, Profile, Research, Stock Buzz). Currently, firms are given control over any oil they find in their concessions and pay royalties to the state government.
POSSIBLE CHANGES IN OIL RULES
* The government now wants to take more control of the fields to increase revenue for social welfare and education.
* The government is looking to create a state company to manage oil exploration and production contracts in the sub-salt cluster.
* It could shift to a production-sharing model, under which the government owns the oil but pays companies with part of it.
* It wants to renegotiate the distribution of oil revenue among states and municipalities.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Weathering the Storm

The specter of global stagflation looms, but in Brazil, things couldn't be better. How a sleeping giant became the world's hottest market.
Newsweek / By Mac Margolis
2008/08/04
The specter of rising food and fuel prices now threatens to destroy an era of unprecedented global prosperity, with two notable exceptions: Brazil and Canada. Both countries produce and export enough food and fuel not just to offset the worst of global inflationary pressures but even to turn the price spike from a menace to a boon. They are the only two major economies where prices have not burst the upper limit of the central bank's inflation target. And of the two, Brazil is by far the more surprising success story. The country that suffered the longest and perhaps the most debilitating bout of hyperinflation in recent history is now a rare island of relative stability and prosperity. Brazil's inflation is running at 6.5 percent, a rate that worries the country's money minders but thanks to their zeal is still the lowest level in all the major emerging markets.
Luck has helped. Brazil is blessed with vast resources, including timber, fresh water, gold and the world's largest cache of iron ore. Farms stretch from horizon to horizon, and while most of the world is running out of arable land, Brazil has more than 70 million hectares still to plow. Plumbing deep water reserves, the country has announced massive oil finds that may total 30 billion barrels, the largest discovery in the Western Hemisphere in three decades. For Brazilians, who once joked that "Brazil is the land of the future, and always will be," this good fortune is a serious shock. "Brazil has had interesting moments before, but this is extraordinary," says Otávio Vieira, executive director of private banking at the Swiss-owned Banco Safdie, who has seen his portfolio swell by 150 percent since 2006.
Although raw materials and semifinished goods still kick in two thirds of Brazil's export revenues, few nations have done as much to develop their natural bounty, whether in mining, energy or agriculture. Brazil has nearly doubled grain production in the last decade and is the only country producing cost-efficient biofuels without beggaring its food larder.

Bolivia Seeks Increased Gas-Field Investment, Economista Says

By Gareth Gore
Aug. 13 (Bloomberg) -- Bolivia will seek new operators for its natural-gas fields if the companies currently managing the concessions fail to make more investments, El Economista reported, citing President Evo Morales.
Repsol YPF SA, Petroleo Brasileiro SA, Total SA and BG Group Plc are among producers operating in the country, the Spanish daily newspaper said. Morales didn't identify any companies by name, according to El Economista.

Custo do frete aumenta até 150% no ano

Folha de São Paulo
13/08/2008
Além da vida mais difícil por causa do câmbio e da infra-estrutura precária, os exportadores brasileiros começam a desembolsar mais com os fretes. Somente neste ano, os custos para o transporte marítimo das exportações subiram entre 57% (no caso dos automóveis) e 150% (para o minério de ferro, principal produto embarcado nos portos do país).
O aumento dos fretes vem embalado pela explosão dos preços do petróleo no mercado internacional nos últimos meses. Segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento, cada US$ 10 de alta na cotação do barril representa elevação de US$ 500 por dia no frete de navios cargueiros. Nos últimos 12 meses, o petróleo passou de US$ 71,47 para US$ 115,20 no pregão de Nova York. Nesse período, a cotação chegou a ultrapassar os US$ 145.
Os valores de frete cobrados hoje no país são os mais altos da história. E isso significa maior dificuldade no comércio. Estudo do CIBC (Banco Canadense Imperial de Comércio, na sigla em inglês) indica que esses custos já representam uma tarifa adicional de 9% sobre os produtos comercializados.
A situação no Brasil se torna mais caótica quando o aumento do frete encontra os gargalos de infra-estrutura dos portos. Segundo o consultor de Logística da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Luiz Antônio Fayet, a infra-estrutura deficiente causou prejuízo de US$ 3 bilhões a US$ 5 bilhões na recente safra colhida, com o pagamento de multas e taxas por causa de atrasos em embarques e desembarques.
Para o ano que vem, a estimativa é a de que 3 milhões de toneladas de milho e soja deixem de ser plantadas, dadas as dificuldades de escoar a produção. Os dois itens representam 83% da produção total de grãos atual. A soja alcançou 60,1 milhões de toneladas, e o milho, 58,5 milhões de toneladas.
"Os custos do frete já estão provocando redução da produção de soja e milho em vários Estados. Estamos condenando a produção agrícola", afirma.
No ano passado, cerca de 3 milhões de toneladas de soja precisaram ir de caminhão de São Luís (MA) para Santos (SP) e Paranaguá (PR) para serem embarcadas ao exterior.
Industriais e produtores agrícolas também pagam nas importações pelo aumento do frete. As fábricas trazem insumos, como produtos químicos e equipamentos. O campo precisa de fertilizantes, que pagaram US$ 150 milhões em taxas portuárias em 2007 pelas filas para conseguir desembarcar.
Diante dos gastos maiores para exportar e do aumento do consumo no Brasil, a indústria enfrenta quase semanalmente o dilema sobre vender para fora ou no país. "Esse jogo você vai adaptando diariamente. Quando se torna gravoso exportar, ou o empresário suspende, e tem de trabalhar para o mercado interno, ou reduz a produção", afirmou o presidente do Conselho Temático de Infra-Estrutura da CNI (Confederação Nacional da Indústria), José de Freitas Mascarenhas. O setor que sente mais rapidamente a alta nos custos, diz ele, é o químico, que depende de produtos do exterior.A dificuldade também é maior, segundo o Ministério da Agricultura, porque 40% da frota mundial de navios cargueiros está em construção. As novas embarcações ficarão prontas em três a cinco anos.
Para Flávio Benatti, presidente da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística, o caminho natural é o consumidor pagar a conta. "Nenhuma empresa de transporte tem gordura suficiente para absorver esse aumento."

CVM edita regra que acelera registro

Valor Online
13/08/2008
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) emitiu a norma que permitirá procedimentos simplificados para registros de ofertas públicas de valores mobiliários por meio do estabelecimento de convênios com órgãos de auto-regulação do mercado. A Instrução 471 prevê que a instituição conveniada pode fazer análise prévia da operação das companhias que optarem por esse mecanismo e emitir um relatório recomendando ou não o registro. Depois disso, a CVM tem sete dias úteis para fazer sua análise, podendo deferir ou não o registro ou ainda solicitar documentos, alterações ou dados adicionais.
A CVM manteve a proposta inicial de não permitir que as primeiras emissões realizadas por uma empresa sejam analisadas no âmbito desses convênios, por entender que os processos de abertura de capital e ofertas iniciais de ações são operações mais complexas. Assim, os procedimentos simplificados valerão apenas para companhias abertas que já tenham feito emissões prévias. O mesmo vale para lançamento de BDRs por empresas estrangeiras.
Se houver pedido de documentos adicionais por parte da CVM, as empresas terão prazo de 20 dias úteis para responder. Na minuta prévia, o prazo previsto era de 10 dias. Após o cumprimento das exigências, a CVM terá quatro dias úteis para responder. Se a empresa alterar outras informações por conta própria, esse prazo de análise passa a ser de sete dias úteis. Caso haja algum pedido de dispensa de requisito, isso será analisado pela própria CVM e poderá implicar interrupção de prazo.
Vale lembrar que fazer os procedimentos por meio do convênio será opcional, ou seja, as companhias poderão continuar submetendo as operações somente à autarquia. Se a entidade habilitada conseguir ser mais ágil na primeira parte da análise, isso representa uma economia de tempo para a empresa emissora, mas também poderá implicar maior custo.
As regras previstas na instrução terão detalhes adicionais acertados a partir de cada convênio firmado. Nesses documentos, a CVM poderá, se considerar necessário, "restringir e dosar o alcance dos valores mobiliários a serem abrangidos". Inicialmente, a idéia era começar com as debêntures.
A Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) já manifestou interesse em firmar convênio com a autarquia, e outras entidades auto-reguladoras poderão também apresentar proposta. As que forem aprovadas deverão seguir um manual e regras pré-estabelecidas. De acordo com o texto da instrução, a CVM se reserva o direito de acompanhar o trabalho feito pela entidade conveniada.
Os analistas que realizarem o trabalho fora da autarquia também terão que seguir as mesmas limitações impostas aos funcionários da CVM, inclusive em relação à limitação de negociação com valores mobiliários. As ofertas apresentadas para análise das entidades conveniadas também deverão ter prospecto preliminar divulgado na internet.

Governo estuda concessão de mais 1.608 km de rodovias

Rodrigo Postigo
13/08/2008
O governo federal encomendou estudos de viabilidade para a concessão de mais três trechos de rodovias à iniciativa privada. Segundo o Ministério dos Transportes, os alvos do estudo fazem parte da 3ª etapa da 2ª fase do cronograma de concessões rodoviárias e incluem trechos da BR-101, na Bahia e Espírito Santo, e a BR-470, em Santa Catarina, totalizando 1.608 km.
O estudo dos trechos, segundo o Ministério dos Transportes, serve para apurar se eles viabilidade comercial para a iniciativa privada. Caso sejam consideradas viáveis, as rodovias serão leiloadas. O levantamento está sendo feito por um consórcio de bancos, sob a coordenação do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Neste mesmo lote, ainda estavam previstas a concessão das rodovias BR-060 (da rodovia DF-001 a entrada da BR-153) e da BR-153 (do entrada BR-060 à divisa de Goiás com Minas Gerais). No entanto, segundo o ministério, os trechos ainda estão em análise interna no órgão.
Atualmente, também estão sob estudo de viabilidade comercial, segundo o Ministério dos Transportes, um pacote de trechos de rodovias federais no Estado de Minas Gerais, que totalizam 2.066 km e estão inclusos na 3ª etapa da 1ª fase do programa de concessões.
Outro pacote de rodovias, que cortam a Bahia e totalizam 637 km, já tiveram os estudos de viabilidade comercial concluídos e devem ir à leilão até 31 de setembro, informou o ministério.
O programa de concessão de rodovias federais no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve início no ano passado, com o leilão de 2,6 mil km de rodovias, entre elas a Régis Bittencourt (BR-116, entre Curitiba e São Paulo) e a Fernão Dias (BR-381, entre Belo Horizonte e São Paulo).

Importações do agronegócio disparam 40,5% e saldo cai 15,1%

Compras externas do setor em SP somam US$ 3,47 bilhões entre janeiro e junho, segundo informações do IEA
Agência Estado / Gustavo Porto
13/08/2008
O saldo comercial da balança do agronegócio paulista caiu 15,1% no primeiro semestre de 2008, ante igual período de 2007, e atingiu US$ 4,22 bilhões. A queda ocorre pela disparada de 40,5% nas importações do setor, que chegaram a US$ 3,47 bilhões entre janeiro e junho, e ainda pela alta de apenas de 3,4% nas exportações, para US$ 7,69 bilhões no semestre.
As informações, divulgadas nesta terça-feira, 15, são do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Apesar da queda porcentual, o superávit do agronegócio paulista evitou um déficit maior na balança geral do comércio exterior de São Paulo. No primeiro semestre de 2007, o Estado registrou um déficit de US$ 2,82 bilhões, que atingiria US$ 7,04 bilhões, se fosse excluído o desempenho do setor agropecuário. No período, as importações paulistas nos demais setores - sem o agronegócio - somaram US$ 26,69 bilhões e as exportações atingiram US$ 19,65 bilhões.
Os cinco principais agregados de cadeias de produção nas exportações do agronegócio paulista, de janeiro a junho de 2008, foram cana e sacarídeas, com US$ 2,95 bilhões, bovídeos e bovinos (US$ 1,63 bilhão), frutas (US$ 1,05 bilhão), produtos florestais (US$ 971,30 milhões) e cereais/leguminosas/oleaginosas (US$ 549,71 milhões). Juntos, esses setores movimentam 93,12% do faturamento do agronegócio paulista com exportações.
Os dados mostram ainda que a exportação paulista segue com alto valor agregado. A participação dos produtos industrializados na receita com as vendas externas é de 76,2% e os básicos representam 23,8%. São Paulo exporta 61,4% dos produtos processados do agronegócio nacional.

Mercosul e Egito vão negociar acordo comercial

Agência Estado / Denise Chrispim Marin
13/08/2008
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o ministro da Indústria e Comércio do Egito, Rachid Mohamed Rachid, acertaram hoje trabalhar para o lançamento de negociações de um acordo de comércio entre o Mercosul e o Egito. Desde julho de 2004, as duas partes mantêm um acordo quadro que define o arcabouço legal para essas negociações. Até hoje, porém, essas negociações não avançaram.
Doha
O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, deixou claro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conversa por telefone nesta manhã, que ainda quer trabalhar ao lado do Brasil na retomada da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC). Essa mensagem de Singh foi relatada por Amorim.
A conversa entre os dois chefes de Estado faz parte da estratégia para a retomada das negociações que foram paralisadas em julho passado com vistas à possível conclusão do acordo final da Rodada Doha até o final deste ano.
Em seguida a essa conversa, Amorim também conversou, por telefone, com o ministro do Comércio indiano, Kamal Nath, o principal negociador da Índia. Esses movimentos se deram em paralelo às conversações que estão ocorrendo hoje, em Nova Délhi, entre o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, e autoridades indianas.
Após estas negociações, Lamy irá a Washington para tratar da retomada da Rodada Doha com a administração de George W. Bush.

Transporte de passageiros no País aumenta 7%

Rodrigo Postigo
13/08/2008
O número de passageiros transportados no País por 19 companhias aéreas nacionais cresceram 7% em julho com relação ao mesmo período de 2007, atingindo um total de 4,2 milhões. Já o número de assentos ofertados durante o mesmo período cresceu 14,8%, um total de 6,3 milhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Agência Nacional Civil (Anac).
Entre as líderes no setor, a TAM respondeu por 2,1 milhões de passageiros transportados em vôos domésticos, o que corresponde a um crescimento de 8%, e ampliou sua participação no mercado de 50,62% para 51,09%. Sua oferta de assentos somou 3 milhões em julho, aumento de 13,8% em um ano.
Já a Gol ofertou 2,3 milhões de assentos em vôos domésticos, crescimento de 14,8% em um ano, e 1,4 milhão de passageiros transportados, um aumento de 2,7%. Porém, sua participação no mercado com relação ao número de passageiros diminuiu de 36,82% para 35,33%.
A Varig aparece em 3º lugar com 469 mil assentos ofertados e 272 mil passageiros transportados, um aumento de 131,9% e 152,5% em um ano, respectivamente. Com relação à participação no mercado, responde por 6,44% dos passageiros transportados, ante 2,73% em julho de 2007.
Já, no 4º e 5º lugar, aparecem a Webjet, que obteve crescimento de 257,4% em sua oferta de assentos e 273,8% no número de passageiros transportados. Conseqüentemente, sua participação no mercado aumentou de 0,91% para 3,17% em um ano.
Por outro lado, a participação da Ocean Air no mercado diminuiu nacional de 2,70% para 2,09%. Sua oferta de assentos e o número de transporte de passageiros diminuíram no período 19,3% e 17,3%.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O peso dos impostos contribui para a economia informal

Gazeta Mercantil
11/08/2008
A economia informal é muito grande no Brasil principalmente por causa do peso dos impostos e a burocracia."Só de ICMS, dependendo do caso, pode-se pagar 20% ou 30% do faturamento", diz o advogado André Spínola, do Sebrae. Por isso, diz ele, "é um grande problema convencer micro e pequenas empresas das vantagens para a legalidade".
Para vencer esse desafio, o primeiro passo é construir as condições atrativas para os empresários na informalidade, que é o que o que o Sebrae está perseguindo agora, diz Bruno Quick, gerente de políticas públicas do Sebrae. E a principal dificuldade para se criar essas condições, diz ele, é que elas acontecem em âmbito nacional, e não é simples fazer com que as vantagens da legalidade sejam percebidas e avaliadas pelos empresários em seus municípios.
O foco principal é tentar reduzir o peso dos impostos, dando aos micros e pequenos empreendedores mais amplo acesso ao Supersimples, que reúne em uma única taxa nove impostos: CSLL, PIS, Cofins, IRPJ, IPI, INSS patronal, ICMS e ISS. De acordo com Spínola, o alvo das mudanças são 4 milhões de empresas e pode eliminar gargalos importantes que permaneceram mesmo após a promulgação da Lei Geral e a criação do Supersimples, em 2006. Ao completar um ano no mês passado (julho) o Simples Nacional já teve adesão recorde em relação ao extinto Simples federal. São 2.964.564 empresas em junho, cerca de 500 mil a mais das que estavam no sistema anterior. A cada mês, ingressam no regime uma média de 20 mil empresas.
O Projeto de Lei Complementar 02/07, em tramitação no Congresso, com novos ajustes à Lei Geral entre as medidas o projeto cria a figura do Microempreendedor Individual. É destinado a quem tem receita bruta anual de até R$ 36 mil. Permite a entrada de novas categorias ao Simples Nacional, regulamenta os consórcios, facilita o fechamento de empresa e resolve problemas relativos ao ICMS. Ao se formalizarem e optarem pelo Simples Nacional pagam apenas R$ 50 fixos mensais de INSS e, se prestador de serviço, mais R$ 30 de ISS. Ficam isentos do IRPJ, PIS, Cofins, CSLL e IPI.
Muitos ajustes ainda são precisos. Spínola explica que, ao contrário do que se esperava, o imposto único acabou aumentando, e não diminuindo a carga fiscal de muitos empreendedores, como se viu em diversas pesquisas recentes. O Sebrae, por exemplo, verificou que, entre empresas optantes do Supersimples, 37% estão pagando mais do que pagavam antes da opção e 32% continuaram na mesma. Apenas 24% tiveram vantagem.
O motivo, segundo Spínola, é que não houve uma solução adequada para o ICMS, que é cobrado pelos estados. Esse problema foi resolvido agora se fixando o valor de R$ 57 por mês para o imposto único. Ele diz que a nova lei também amplia bastante o número de categorias profissionais autorizadas a usar o Supersimples, especialmente na área de saúde.
As vantagens, no entanto, são reais, afirma Quick, por uma série de razões. Primeiro, porque a ilegalidade tem um ônus que pode ser bem pesado, desde o vendedor que tem suas mercadorias apreendidas pela polícia, até penalidades aplicadas por contratação de empregados sem carteira assinada, por exemplo. "A Justiça do Trabalho está aí para proteger o trabalhador, sim", diz Quick."No caso de um acidente de trabalho de um empregado informal, o resultado pode arrasar a vida da empresa". Por outro lado, a formalidade abre a possibilidade de acesso a financiamentos muito mais baratos do que os recursos usuais, como o cheque especial, em muitos casos. A diferença pode ser de 10 para 1, em comparação com a taxa de juro do BNDES, a TJLP, atualmente pouco acima de 6% ao ano, enquanto o cheque especial está na casa dos 8% ao mês.
Outra vantagem importante que começa a se tornar realidade este ano, lembra Quick, é o acesso a políticas públicas. Elas oferecem ao empreendedor cursos, consultorias e orientações que dão muito mais segurança e solidez em seus negócios."Com isso, ele pode encontrar novos nichos de mercado, pode se capacitar para criar uma inovação ou encontrar alternativas para um negócio que não está andando bem".
Sem esquecer a possibilidade de participar no vasto mercado de compras públicas -- possibilidade aberta pelas mudanças recentes da legislação. Com esse mecanismo o Estado usa seu enorme poder de compra de produtos e serviços para alavancar, numa forma de subsídio, as empresas inovadoras ou de cunho social. "Trata-se de um mercado bilionário, mas só podem as empresas formais", ressalta Quick.
O gerente do Sebrae acredita que se avançou bastante na construção de condições vantajosas para o micro e pequeno empresário, até porque ficou claro, nos últimos anos, que elas revertem em vantagens para toda a economia e para o poder público. Ele menciona especificamente a chamada "MP do Bem" e a Lei Geral: medida provisória aprovada em 2005 instituindo uma série de incentivos fiscais para micro e pequenas empresas. "Ela demonstrou que reduzir impostos aumenta a arrecadação", diz Quick. É difícil avaliar agora, segundo ele, o impacto essas medidas com precisão. "Mas é visível que houve um crescimento do número de pequenas empresas na área de tecnologia da informação, por exemplo". Isso se deveu ao barateamento do hardware decorrente da MP do Bem.

Logística dos grandes já é terceirizada no Brasil

Gazeta Mercantil/Caderno C / Ana Cecilia Americano
11/08/2008
As maiores empresas do Brasil mantêm um índice de terceirização de serviços de logística - sejam nas atividades inboud ou outbound - - semelhante ao dos Estados Unidos e Europa, na casa dos 91%, principalmente no que diz respeito ao o item transporte. Em 81% dos casos, o objetivo dessa opção é a redução dos custos. No entanto, apenas 57% delas têm alcançado a meta, com uma economia média de 13%. Estes e outros dados, levantados junto a 115 empresas dentre as de maior faturamento no País em 19 setores da economia, foram colhidos entre março e maio pelo Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro e serão apresentados no XIV Fórum Internacional de Logística, nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro.
A partir dos dados da pesquisa, Paulo Fleury, professor do Coppead e coordenador do estudo, estima que a terceirização já implica numa redução média de 13% nos custos das empresas, o que representaria um ganho de eficiência no País estimado em R$ 20 bilhões por ano.
Segundo o levantamento, 73% das empresas também buscam, ao terceirizar, uma melhoria de eficiência operacional. No total de seus orçamentos para logística, os recursos destinados às empresas prestadoras de serviços já chegam a 63%. "Isso está gerando muitas oportunidades de negócios em todo o País", comenta Maria Fernanda Hijjar, responsável pela Área de Inteligência de Mercado do Centro de Estudos em Logística do Coppead. O setor, informa ela, tende a crescer. "O mercado formal de prestadores de serviços de logística foi calculado em R$ 21,7 bilhões pela revista Tecnologística em 2006. E ele deve crescer, no mínimo, para acompanhar o ritmo de expansão da economia brasileira", informa a especialista. Isso porque pelo menos 48% das organizações consultadas pretendem ampliar o grau de terceirização; e 36% informam que essa pretensão é parcial (possivelmente, restrita a apenas algumas áreas da empresa.

Fiesp projeta prejuízo de R$ 90 bi nas exportações do País

Terra / Luiz de França
11/08/2008

A atividade exportadora brasileira irá amargar um prejuízo de R$ 90 bilhões até o final deste ano devido à valorização do real. Essa é a previsão do diretor de comércio exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti da Fonseca, expressa nesta sexta-feira, em São Paulo. A entidade discutiu nesta sexta alternativas para amenizar a alta do real frente ao dólar.
"O que está segurando a balança comercial são as commodities agrícolas, pois as exportações estão caindo", afirmou Gianetti, que irá se encontrar em duas semanas com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e técnicos do Banco Central para discutir ações para conter a valorização cambial.
Com uma visão pessimista da economia para os próximos dois anos, caso o câmbio não volte a subir a "patamares mais saudáveis", Gianetti desafia o governo a equilibrar o déficit do governo.
"Caso isso não ocorra, haverá um sério risco de entrarmos em uma crise pior que a de 2002", alerta o diretor.
Entre as ações propostas pela Fiesp para conter a valorização do câmbio, estão promover e estimular a contratação de financiamentos pré-embarque, utilizando recursos em moeda doméstica; a abertura de contas em moeda estrangeira no Brasil para exportadores e importadores cadastrados no Sistema de Informações do Banco Central (Sisbacen) e no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex); além de aprimorar os regulamentos que tratam da dispensa de cobertura cambial, de forma a estimular a compensação cambial e a retenção de divisas pelos exportadores em contas bancárias no exterior.
"Precisamos criar demanda de dólar", completa Gianetti, que lembra que a posição vendida dos bancos, que em julho deste ano era de US$ 7,5 bilhões, está hoje quase zerada.
Ainda conforme dados da Fiesp, o real foi a moeda que mais se valorizou nos últimos cinco anos, chegando a 46%. Países como o Japão e a China tiveram suas moedas valorizadas nesse mesmo período de 10 e 17%, respectivamente.
"A gente ainda não está sentindo os efeitos de câmbio, mas essa sensação ainda somente poderá ser sentida por um período curto", alerta.

Brasil está preparado para ser protagonista mundial, diz NYT

New York Times
Alexei Barrionuevo
11/08/08
Desesperada para escapar às dificuldades de sua existência em uma das mais pobres regiões do Brasil, Maria Benedita Sousa usou um pequeno empréstimo, cinco anos atrás, para comprar duas máquinas de costura e começar um negócio próprio, produzindo roupas íntimas femininas.
Hoje, Sousa, mãe de três filhos e que aprendeu a costurar em uma fábrica de jeans no qual ganhava o salário mínimo, tem 25 funcionários e opera uma modesta fábrica de dois cômodos que produz 55 mil unidades de calcinhas de algodão ao mês. Ela comprou e reformou uma casa para sua família, e agora está pensando em comprar um segundo carro. Sua filha, que está estudando para ser farmacêutica, talvez venha a ser a primeira pessoa na história da família concluir um curso superior.
"Você não pode imaginar a felicidade que eu estou sentindo", disse Sousa, 43, em sua fábrica, chamada Mateus, o nome de um de seus filhos. "Sou uma pessoa que saiu do campo e veio para a cidade. Batalhei e batalhei, e hoje meus filhos estão estudando, uma na faculdade e os outros dois no colégio. É um dom de Deus".
Hoje, o País de Sousa está saindo da pobreza pelo esforço próprio, mais ou menos da mesma maneira que ela. O Brasil, maior economia da América do Sul, estás finalmente preparado para realizar seu potencial de longo prazo como protagonista da economia mundial, um desdobramento há muito aguardado, enquanto a expansão econômica nacional atinge seu maior patamar em três décadas.
Esse crescimento está se fazendo sentir em quase todas as partes da economia, o que cria uma nova classe de pessoas altamente ricas, enquanto gente como Sousa e sua família estão ascendendo à classe média.
O crescimento também permitiu mais liberdade de manobra ao Brasil, e lhe deu maior poder de pressão para negociar de uma posição mais vantajosa com os Estados Unidos e a Europa, na Rodada Doha de conversações sobre o comércio mundial. Depois de sete anos, as negociações terminaram por ser abandonadas devido a um impasse quanto a demandas da Índia e China por salvaguardas para os seus agricultores, um claro sinal da crescente influência que essas economias emergentes estão adquirindo.
A despeito dos temores dos investidores quanto às inclinações esquerdistas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele foi eleito, em 2002, o líder brasileiro mostrou que seu toque é leve na condução da economia, e ele tem evitado os impulsos populistas que caracterizam os líderes da Venezuela e da Bolívia.
Em lugar deles, Lula vem alimentando o crescimento do Brasil por meio de uma combinação habilidosa de respeito pelos mercados financeiros e programas oficiais dirigidos, que estão permitindo que milhões de pessoas saiam da pobreza, disse David Fleischer, analista político e professor emérito da Universidade de Brasília.
Sousa é um dos beneficiários.
Conhecido há muito por sua distribuição de riqueza desigual, o Brasil reduziu em 6% sua disparidade de renda, de 2001 para cá, mais do que qualquer outro pais da América do Sul nesta década, disse Francisco Ferreira, economista do Banco Mundial.
Enquanto os 10% mais ricos dos brasileiros viram alta cumulativa de 7% em sua renda entre 2001 e 2006, os 10% mais pobres registram alta de 58%, diz Marcelo Cortes Néri, diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.
Mas o Brasil também está gastando mais que a maioria de seus vizinhos latino-americanos em programas sociais, e os gastos públicos gerais continuam a ser quatro vezes superiores aos do México, em termos de porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB), diz Ferreira.
Ainda assim, o ímpeto dessa expansão econômica deve perdurar, de acordo com a maioria das expectativas. Enquanto os Estados Unidos e certas porções da Europa enfrentam recessões e a conseqüência das crises no setor de habitação, a economia do Brasil demonstra poucas das vulnerabilidades comuns às demais potências emergentes.
O País diversificou grandemente a sua base industrial, tem imenso potencial de expansão do já florescente setor agrícola, explorando novas terras, e dispõe de um imenso patrimônio inexplorado de recursos naturais. Novas descobertas de petróleo colocarão o Brasil nas fileiras das potências petroleiras mundiais, na próxima década.
No entanto, embora as exportações de commodities como petróleo e bens agrícolas tenham propelido boa parte de seu recente crescimento, o Brasil depende delas cada vez menos, dizem os economistas, e está aproveitando seu imenso mercado doméstico - a população do país chega aos 185 milhões de habitantes -, e a crescente renda que ele apresenta graças ao sucesso de pessoas como Sousa.
De fato, com uma moeda mais forte e a inflação sob controle quase completo, os brasileiros estão atravessando um surto consumista que se tornou grande propulsor da atividade econômica, resultando em crescimento de 5,4% de crescimento no ano passado.
Eles estão adquirindo tanto produtos brasileiros quanto uma crescente inundação de importados. Muitas empresas relaxaram seus termos de crédito, a fim de permitir que os brasileiros comprem refrigeradores, carros e até mesmo cirurgias plásticas, com prazo de pagamento de alguns anos, em lugar de meses, apesar de juros que estão entre os mais altos do mundo.
Em junho, o total de cartões de crédito em circulação no País ultrapassou os 100 milhões, alta de 17% com relação ao ano passado.
Nas Casas Bahia, uma rede de varejo de preços modestos com unidades em todo o País, o número de clientes que adquirem produtos em prestações quase triplicou, para 29,3 milhões, entre 2002 e 2007, disse Sonia Mitaini, porta-voz da empresa.
Outros sinais de nova riqueza abundam. Em Macaé, uma cidade enriquecida pelo petróleo no Estado do Rio de Janeiro, construtoras correm para completar novos shopping centers e residências de luxo, para atender a demanda das empresas que prestam serviços de exploração petroleira e atravessam grande expansão. No porto de Angra dos Reis, cidade conhecida por suas ilhas espetaculares, cerca de 25 mil trabalhadores encontraram emprego construindo as novas plataformas brasileiras de exploração de petróleo.
A Petrobras, a estatal brasileira de petróleo, chocou o mundo em novembro passado ao anunciar que seu campo de petróleo Tupi, localizado em águas profundas ao largo da costa do Rio de Janeiro, abrigava entre cinco bilhões e oito bilhões de barris de petróleo. Os analistas acreditam que talvez existam mais bilhões de barris em reservas localizadas em áreas adjacentes, o que deixaria o Brasil atrás apenas da Venezuela no ranking do petróleo latino-americanos.
Embora a extração de petróleo a essas profundidades seja dispendiosa e complicada, a Petrobras anunciou que espera estar produzindo 100 mil barris ao dia no campo de Tupi em 2010, e espera que sua produção atinja 1 milhão de barris diários dentro de cerca de uma década.
As novas jogadas no ramo do petróleo estão gerando um boom de investimento no Rio de Janeiro, e as projeções são de que o Estado receba um influxo de R$ 107 bilhões até 2010, de acordo com o governo do Rio de Janeiro. A Petrobras sozinha deve investir US$ 40,5 bilhões ate 2012.
Alguns economistas afirmam que uma desaceleração na economia do resto do mundo, especialmente a Ásia, que está absorvendo a maior parte das exportações brasileiras de soja e minério de ferro, poderia prejudicar o crescimento do País.
"Mas essa é uma baixa probabilidade", disse Alfredo Coutino, economista sênior para a América Latina da Economy.com, parte do grupo Moody's.
De fato, porque a economia brasileira se tornou tão diversificada nos últimos anos, o País está menos suscetível a efeitos adversos causados pelos problemas da economia dos Estados Unidos, ao contrário do que acontece com diversas outras nações da América Latina.
As exportações brasileiras aos Estados Unidos respondem por apenas 2,5% do PIB do País, ante 25% do PIB no caso do México, de acordo com a Moody's.
"O que torna o Brasil mais resistente é que o resto do mundo tem menos importância para sua economia", disse Don Hanna, diretor de economia de mercados emergentes no Citibank.
O resto do mundo com certeza tem ajudado, no entanto. A disparada nos preços mundiais dos minerais e de outras commodities criou uma nova classe de brasileiros muito ricos. O número de cidadãos com patrimônio líquido superior a US$ 1 milhão cresceu em 19% no ano passado, o que deixa o Brasil em terceiro lugar na criação de milionários, atrás apenas da China e da Índia, de acordo com uma pesquisa do Merrill Lynch e da CapGemini.
Ao mesmo tempo, Lula aprofundou muitos dos programas sociais iniciados 10 anos atrás pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, que introduziu muitas das reformas estruturais responsáveis pelo crescimento estável do Brasil atual.
No caso de Sousa, por exemplo, ela deve boa parte do sucesso de sua fábrica de roupas de baixo a empréstimos recebidos do Banco do Nordeste, aqui, um banco financiado pelo governo que concedeu microfinanciamentos a 330 mil pessoas a fim de ajudá-las a desenvolver negócios nessa região de rápido crescimento.
Outros programas, como o Bolsa Família, concedem pequenos subsídios a milhões de outros brasileiros para a compra de comida e outros produtos essenciais. Muitas famílias vêm chegando à classe média ao empregar o Bolsa Família para cobrir suas necessidades básicas e por meio de empréstimos a baixos juros que permitem que criem empresas próprias e escapem da economia informal. Foi o que fizeram Maria Auxiliadora Sampaio e seu marido, em Fortaleza.
Eles estavam recebendo pagamentos do Bolsa Família da ordem de cerca de US$ 30 ao mês, e os utilizavam para sustentar seus três filhos. Então, dois anos atrás, Sampaio utilizou um microfinanciamento de cerca de US$ 190 a fim de comprar esmaltes de unha e criar um salão de manicure, que ela opera em sua própria casa.
Hoje, ela fatura cerca de US$ 70 ao dia fazendo unhas. Os frutos de seu negócio permitiram que o casal substituísse o telhado de sua casa, comprasse um televisor e um celular. Este mês seu marido, que trabalha em uma fábrica de cachaça, conseguiu realizar um sonho: comprou uma bateria. O plano dele é utilizar o instrumento para criar uma banda de forró, o ritmo tradicional do Nordeste.
"Sinto como se fizéssemos parte desse grupo de pessoas que só agira estão chegando ao mundo", diz Sampaio, 26 anos. "Quando você não tem nada, quando não tem uma profissão, não tem um meio de vida, você é ninguém, você é um mosquito. Eu era nada. Agora, estou no paraíso".

Aquecimento global pode dar prejuízo de até R$ 14 bilhões à agricultura brasileira

Estudo da Embrapa e da Unicamp levantou efeitos das mudanças climáticas para o cultivo.Conseqüências atingem em cheio o Nordeste e o plantio de soja.
G1/ Marília Juste e Reinaldo José Lopes
11/08/2008
Se nada for feito para conter o aquecimento global, a produção de alimentos no Brasil pode tomar um prejuízo de R$ 7,4 bilhões já em 2020. A situação fica ainda pior cinqüenta anos depois: em 2070, as perdas devem quase dobrar e atingir os R$ 14 bilhões. O alerta foi feito por um estudo realizado em parceria entre a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) divulgado nesta segunda-feira (11). A cultura mais afetada será a soja, que pode perder até 40% na produção, o que renderia um prejuízo de R$ 7,6 bilhões até 2070. O cultivo de café deve mudar de endereço, deixando o Sudeste (o que deve gerar perdas de até 90% para os produtores de São Paulo e Minas Gerais) para ter sucesso no Sul. Entre as regiões brasileiras, o impacto maior se concentra no Nordeste, que verá uma forte redução na área das plantações de arroz, milho, feijão, algodão e girassol -- só nesses estados, 20 milhões de pessoas serão atingidas. Mas se as notícias são ruins para a produção de alimentos, o aquecimento global não parece ter um efeito negativo sobre a cana-de-açúcar. “Apesar das mudanças climáticas, o programa do etanol parece estar garantido”, explicou ao G1 o co-autor do estudo, Eduardo Delgado Assad, da Embrapa. “O biodiesel, no entanto, vai enfrentar problemas, porque a soja é atingida em cheio”, diz ele. O trabalho foi realizado unindo os dados do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas) sobre o aquecimento global, divulgados no início de 2007, com o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos, do Ministério da Agricultura. A equipe analisou os nove cultivos mais representativos da produção nacional: algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, feijão, girassol, mandioca, milho e soja. E não levou em conta os estados da Amazônia, porque eles não fazem parte do zoneamento. Durante o levantamento, os cientistas conseguiram analisar as variações de temperatura em áreas de cerca de apenas 40 quilômetros. “Estamos falando sobre os riscos do aquecimento global para a agricultura faz tempo. A diferença é que agora somos capazes de dar o endereço e o telefone do agricultor que será afetado”, afirma Assad.

Bolivians Vote on Whether Morales, Governors Remain in Office

By Bill Faries
Aug. 10 (Bloomberg) -- Bolivian voters decide today whether President Evo Morales and eight regional governors get to finish out their terms amid a stalemate over a new constitution and the distribution of energy taxes.
About 4.4 million of Bolivia's 10 million citizens are eligible to vote in the recall referendum. Morales agreed to the ballot after his plans for a new constitution stalled and citizens voted for greater autonomy in opposition-led provinces including Santa Cruz and Tarija, where most of the country's natural gas wealth is based.
``The government has had to spend too much energy on all this political wrangling,'' said Mark Weisbrot, an economist at the Center for Economic and Policy Research in Washington. ``This will be a good opportunity for them to move forward.''
Polls open at 9 a.m. New York time and close at 7 p.m. Initial, unofficial results may be available soon afterward, the national electoral court said on its Web site.
Voters will answer ``Yes'' or ``No'' on two obliquely phrased questions:
``Do you support continuing the process of change led by President Evo Morales and Vice President Alvaro Garcia Linera?'' and ``Do you agree with the continuity of the policies, actions and administration of your governor?''
Bolivia's electoral court on July 31 gave Morales, 48, an advantage in today's balloting, ruling that governors need 50 percent of the vote to keep their jobs. Morales's opponents have to muster about 54 percent -- more than he won in the 2005 election -- to force him and the vice president from office.
Gallup Poll
Losing governors must step down immediately, with their successors named by Morales. If Morales loses, the electoral court said he's required to call elections within six months. Morales began his four-year term as president in 2006.
About 61 percent of Bolivians want Morales to finish his term, which ends in 2010, according to a July 5-28 poll by Gallup International. Governors received less than 50 percent support in four provinces: pro-Morales Oruro, La Paz, opposition-run Cochabamba, and gas-rich Tarija. The poll of 3,582 people has a margin of error of 2.27 percent.
A victory by Morales will make him more likely to push forward on his drive for a new constitution that enshrines state control over natural resources, limits landholdings and allows him to run for re-election, Weisbrot said. Voters would have to approve the draft constitution in a separate referendum that hasn't been scheduled.

OEA e Mercosul estão preocupados com referendo na Bolívia

AFP
11/08/2008
As missões de observadores da OEA (Organização dos Estados Americanos) e o Mercosul manifestaram neste sábado suas preocupações com os resultados do referendo revogatório de domingo na Bolívia porque existem dois critérios para interpretá-los: o da lei convocatória e o da Corte Nacional Eleitoral.
Segundo relatório da missão da OEA, o povo "precisa se aproximar das urnas com a clara idéia de como seu voto será computado e como os resultados serão definidos".O referendo colocará em questão o mandato do presidente Evo Morales e mais oito deputados. Segundo a lei convocatória, para que o presidente seja revogado, deve ter um percentual de "não" superior a 53,74%, que foi a votação que ele obteve na eleição de 2005.O mecanismo opera da mesma maneira para os governadores, que foram eleitos com percentuais que variam de 38% a 48%, embora uma interpretação da Corte Nacional Eleitoral (CNE) destacou que, para revogá-los, é preciso de mais de 50% de "não".A OEA disse que recebeu "pedidos públicos de distintos atores políticos para apoiar os critérios de aplicação técnica da Corte Nacional Eleitoral".A mesma preocupação foi expressa pelo presidente da Comissão de Representantes do Mercosul, o ex-vice-presidente argentino Carlos Alvarez."Isso (as duas fórmulas previstas) é um problema. Espero que entrem no acordo antes do referendo ou imediatamente após o referendo para haver apenas uma interpretação", disse.O referendo revogatório busca tirar o país de uma crise pelo enfrentamento entre o governo, com uma visão estadista e indigenista, e regiões opositoras.

Bolsa de Valores Social captou R$ 1,62 milhões este ano

Gazeta Mercantil
05/08/2008
A Bolsa de Valores Sociais e (BVS), criada pela Bovespa em 2003 para impulsionar projetos realizados por ONGs brasileiras, que a partir de abril de 2007, incluiu a área ambiental passando a denominar-se Bolsa de Valores Social & Ambiental (BVS&A), captou este ano, até julho, um total de R$1,62 milhões. No período, 13 projetos foram atendidos e ainda há 20 listados para receber recursos. A média de investimento de cada um dos projetos atualmente listados é R$ 150 mil. Desde sua criação a bolsa já arrecadou R$ 9,64 milhões e atendeu 73 projetos (sendo nove ambientais e 64 sociais), de um total de 94 projetos listados. Segundo Sônia Bruck, coordenadora de responsabilidade social e ambiental da BM&F Bovespa, o principal objetivo é estabelecer um ambiente de criação de valor que privilegie a crença em projetos que mereçam ser apoiados, de forma transparente e confiável. "A bolsa seleciona criteriosamente os projetos e acompanha a aplicação dos recursos o que dá mais segurança para o investidor", acrescenta.A BVS&A, um empreendimento reconhecido pela Unesco como pioneiro no mundo, está sendo replicado pela África do Sul, com apoio institucional da Bolsa de Jonhanesburgo. "Seguindo a mesma analogia do mercado de ações, no qual as empresas fortalecem seus negócios através da Bovespa gerando lucros e dividendos para o investidor, as ONGs apoiadas tornam-se mais fortes e devolvem esse investimento na forma de uma sociedade mais justa e um planeta mais saudável", afirma.A BVS&A foi "Estudo de Caso" pelo escritório do Global Compact da ONU e inovou não somente no que diz respeito aos canais através dos quais as ONGs podem levantar fundos, mas também pela criação dos conceitos de investidor socioambiental, de ação e lucro socioambiental. "O conceito é que a participação em projetos socioambientais não é uma doação, mas i investimento, cujo retorno é uma sociedade mais justa e um planeta mais saudável para todos", diz.

Planejamento fiscal e o regime de tributação

Valor Online / Marcia Dessen

08/08/2008

Quando o assunto é tributação sobre as mais diversas modalidades de investimentos, as informações normalmente se limitam à incidência que ocorre na fonte, no momento do resgate ou recebimento de renda e rendimentos. Muitos investidores pensam ser esse o único momento de acertar as contas com o Leão e acreditam que o imposto retido na fonte é o único devido.
Entretanto, o contribuinte tem um compromisso anual com a Receita Federal, data na qual reúne todas as informações relacionadas ao seu patrimônio, compromissos, pagamentos e recebimentos e apresenta sua declaração do Imposto de Renda. É nesse momento que entendemos o conceito de regime de tributação, pouco abordado no momento da decisão do investimento, e fundamental para determinar a rentabilidade líquida final obtida pelo investidor.
A Receita Federal classifica as rendas e rendimentos recebidos pelo contribuinte pessoa física em três categorias:
Rendimentos Tributáveis: compõem a base de cálculo do imposto de renda; geram impacto no valor do imposto a pagar; e admitem a compensação do imposto de renda retido na fonte a título de antecipação. Os exemplos mais comuns dessa categoria são as rendas provenientes de trabalho assalariado e de aluguéis. Neste caso, a alíquota de imposto de renda a pagar será determinada em função do montante de renda tributável, podendo variar entre 0% e 27,5%.
Rendimentos Tributados Exclusivamente na Fonte: também conhecidos como com tributação definitiva, reúnem as rendas e rendimentos que não compõem a base de cálculo do imposto de renda; não geram qualquer impacto no valor do imposto devido; e não admitem a compensação do imposto de renda retido na fonte. Os exemplos mais comuns dessa categoria são o 13º salário e todas as modalidades de investimentos feitas pelo contribuinte pessoa física em instrumentos de renda fixa, renda variável e fundos de investimento.
Rendimentos Isentos: nesta categoria o contribuinte declara a renda e rendimentos considerados isentos da incidência do imposto de renda. Os exemplos mais comuns são os rendimentos gerados pelos depósitos em poupança e diversos instrumentos relacionados ao mercado imobiliário, tais como, Letra Imobiliária, Letra Hipotecária, Certificado de Recebível Imobiliário e Fundo Imobiliário. Nesta categoria também se declara o ganho de capital obtido com a venda de ações em bolsa de valores, cujo valor de venda mensal tenha sido inferior a R$ 20 mil.
O regime de tributação de cada tipo de renda ou rendimento é determinado pela Receita Federal e cabe ao contribuinte identificar a natureza de suas rendas e declará-las nas respectivas categorias. Existe, entretanto, uma única exceção que permite ao contribuinte escolher o regime de tributação mais conveniente visando a menor carga fiscal possível: os produtos de previdência complementar. Essa escolha deve ser feita no momento da compra do produto, daí a importância do conhecimento e entendimento do conceito de regime de tributação.
Quando adquire um produto de previdência complementar, VGBL ou PGBL, o contribuinte deve optar pelo regime tributável, simplificadamente oferecido no mercado como tabela progressiva, ou, pelo regime definitivo, oferecido como tabela regressiva, com alíquotas que diminuem à medida que o prazo de permanência aumenta.
Os benefícios do entendimento desse conceito para o contribuinte são muitos:
a) escolher o produto de previdência complementar mais adequado em função do seu tipo de renda. O PGBL, por exemplo, deve ser escolhido por contribuintes cuja renda seja de natureza tributável devendo observar o limite de 12% dessa renda. Qualquer aporte adicional deve ser feito em outra modalidade de plano ou produto.
b) escolher o regime de tributação e, portanto, a alíquota de imposto de renda devida, em função do horizonte de tempo da operação. O contribuinte que optar pelo regime definitivo pagará alíquota de 10%, devida exclusivamente na fonte, e deixará de pagar 27,5% do regime tributável. Para isso, deve cumprir um período de aplicação superior a 10 anos.
c) reduzir a carga fiscal trocando uma alíquota de 27,5% por outra de 10%. Para tanto, deve ter renda de natureza tributável, alocar anualmente no máximo 12% dessa renda em planos do tipo PGBL (ou FAPI), e optar pelo regime definitivo. Assim, o contribuinte deixa de pagar 27,5% no ano em que faz o diferimento permitido e pagará 10%, exclusivo na fonte, quando resgatar em prazo superior a 10 anos.
Há muito mais a aprender sobre o regime de tributação e uma excelente maneira de aprender é fazer, você mesmo, sua próxima declaração de imposto de renda. Consulte o site da Receita Federal para saber mais sobre o assunto e aproveite os incentivos fiscais concedidos pelo Governo para algumas modalidades de investimento.

Relator da reforma tributária mudará ICMS sem novo artigo na CF

Agência Câmara
08/08/2008
O relator da Reforma Tributária na Câmara, Sandro Mabel (PR/GO) desistiu de criar um novo artigo na Constituição para promover as mudanças no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Mabel argumenta que a utilização de um novo artigo constitucional para tratar das mudanças no tributo ressuscitariam debates jurídicos já vencidos no âmbito das secretarias estaduais de Fazenda, o que complicaria ainda mais a aprovação e implementação das mudanças.
"Desisti de substituir o velho ICMS pelo novo. Vou fazer todas as mudanças no artigo do velho para agradar os secretários de fazenda e evitar que velhos debates sejam retomados e que haja uma insegurança jurídica geral sobre o assunto, mas tudo o que foi proposto para mudar será feito", explicou. Pelo modelo, todas as mudanças em estudo unificação das legislações e alíquotas; fim da Guerra Fiscal e mudança da cobrança do tributo para o destino e não mais na origem serão incluídas na Constituição sem a criação de um novo artigo.Mabel também cedeu aos governadores na inclusão do detalhamento do Fundo de Equalização de Receitas já no texto da Reforma Tributária. O relator queria que as regras para o Fundo fossem estabelecidas em lei complementar, mas diante do alerta dos governadores de que só apoiariam a medida com a segurança constitucional, foi obrigado a rever a posição. Quanto à guerra fiscal, Mabel incluiu uma regra de transição de dez anos para que os estados acabem com os incentivos fiscais já concedidos.O relator ainda negocia pontos do parecer e espera o sinal verde do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), para propor a votação preliminar na comissão sobre as mudanças no sistema tributário nacional. Mabel quer que uma vez aprovado pelos deputados da Comissão Especial, o texto siga para votação imediata no plenário. "Só apresento quando tiver esta certeza. Até lá, vou negociando, negociando...", avisou.A reforma tributária foi eleita pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), e pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN), como prioridade de votação para este semestre legislativo. O texto precisa passar pela comissão especial e pelo plenário da Câmara em dois turnos de votação e depois pela Comissão de Justiça e pelo plenário do Senado sem alterações para ser promulgado.

Safra de grãos deve crescer 9% em 2008, estima IBGE

Rodrigo Postigo
08/08/2008
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira que estima em 9%, para 145,1 milhões de toneladas,o crescimento da safra de grãos do País em 2008. Se confirmada, a colheita será recorde. Segundo o órgão, a área plantada deve crescer 4,3% no mesmo período, para 47,3 milhões de hectares.
O volume estimado pelo IBGE é 1% superior ao previsto em junho, que estava em 143,6 milhões de toneladas, Em 2007, o País fechou o ano com a colheita de 133,1 milhões de toneladas de grãos.
Segundo o instituto, o reajuste na estimativa se deveu, principalmente "às reavaliações do sorgo, milho e feijão 2ª safras e, ainda, ao acréscimo no plantio do feijão 3ª safra e das culturas de inverno, como o trigo, decorrentes dos bons preços praticados".
Com relação à área plantada, o IBGE apurou que as maiores culturas são a de soja (21,3 milhões de hectares), milho (14,4 milhões de hectares) e arroz (2,9 milhões de hectares). "O somatório das safras destes três produtos representa 90% da produção nacional de grãos estimada para o ano", informou o órgão.

Uruguai pedirá "flexibilidade" ao Mercosul para acordos

EFE
08/08/2008
O governo uruguaio pedirá ao Mercosul "flexibilidade" para que os parceiros possam avançar a velocidades diferentes nas negociações de acordos comerciais com os Estados Unidos e a União Européia (UE).
A afirmação foi feita pelo diretor de Assuntos Econômicos e do Mercosul da Chancelaria uruguaia, Elbio Roselli, em declarações publicadas hoje pelo semanário "Búsqueda".
Na entrevista, ele insistiu em que a Argentina tem um modelo de desenvolvimento "muito diferente" dos de Brasil, Paraguai e Uruguai, os outros membros plenos do Mercosul.
Essa flexibilidade tem por objetivo "avançar a velocidades diferentes" se assim desejarem os parceiros do bloco, acrescentou o diplomata.
O pedido está relacionado com o recente fracasso da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) e com a estagnação no processo de integração do Mercosul nos últimos anos.
"Pode haver muitas modalidades de flexibilidade dentro de uma negociação conjunta", acrescentou Roselli, especialista em temas comerciais e ex-embaixador perante os organismos internacionais em Genebra.
Uma das formas pode ser o convênio marco Mercosul-México dentro do qual o Uruguai "pôde avançar rapidamente em direção a um acordo de livre-comércio", acrescentou.
Roselli destacou que a Argentina "escolheu um modelo de desenvolvimento muito diferente" que o dos outros membros do Mercosul.
Para o uruguaio, a Argentina "está em um industrialismo muito protecionista do mercado interno, com o qual não será fácil compatibilizar a negociação externa do Mercosul".
Frente a esta realidade "por que não avançamos a velocidades diferentes?", questionou.
"Por que não se flexibiliza de tal modo que três parceiros avancem a um acordo comercial mais rápido que o outro que tem uma estratégia nacional muito divergente?", acrescentou.
O diretor de Assuntos Econômicos do Mercosul disse que "é claro que existem distintas estratégias" entre os grandes membros do bloco, Argentina e Brasil.
"Boa parte da indústria brasileira ganhou terreno e agora pede acesso a outros mercados, no caso da Argentina o que prevalece é a proteção", afirmou Roselli.

Brazil, India Lead Users of Offshore Oil Rigs in July (Update1)

By Dinakar Sethuraman
Aug. 8 (Bloomberg) -- Brazil and India were the biggest users of offshore oil rigs in July as Petroleo Brasileiro SA drilled the Americas' biggest discovery in three decades and Reliance Industries Ltd. started developing a coastal field.
Brazil deployed 29 rigs, the most in 21 years, and India, the largest user of rigs in the Asia-Pacific, ordered 28, adding two since June, Baker Hughes Inc., the world's third- biggest oilfield-services provider, said on its Web site today. The countries accounted for 18 percent of equipment used to drill in waters internationally, excluding the U.S. and Canada.
Benchmark crude prices, which reached a record $147.27 a barrel in New York, have sparked increased exploration efforts from the Gulf of Mexico to the Indian Ocean. Oil companies including Chevron Corp. and Royal Dutch Shell Plc are hiring vessels to plumb the seafloor for untapped reserves.
The offshore rig count in Asia Pacific rose by 13 percent from a year earlier while in Latin America, the number increased 6.7 percent to 80, the Baker Hughes report showed. Asia Pacific and Latin America deployed 211 rigs last month, or about 68 percent of equipment used to drill in waters globally, excluding the U.S. and Canada.
Increased exploration spending has tripled rental rates and kept deep-water rigs operating near capacity for two years, according to information posted on the Web site of Transocean Inc., the world's largest offshore driller. The average fee for Transocean's most advanced deepwater rig jumped 35 percent from a year earlier to $390,400 a day.
Transocean's Rentals
Varun Shipping Co., an Indian carrier of oil and gas that counts BP Plc among its clients, may spend $300 million this year to buy three so-called deep-water anchor handlers to aid in offshore exploration, Yudhishthir Khatau, the company's managing director, said in an interview yesterday in Mumbai.
Rising equipment rentals have helped boost earnings at Houston-based Transocean. The company's profit for the three months ended June increased for the eighth quarter in a row. Transocean announced $6.45 billion in contract extensions and new leases during the April-to-June period for vessels hired by Mumbai-based Reliance Industries Ltd., BP and Petroleo Brasileiro.
The Brazilian explorer signed a $3.05 billion deal last month with Transocean to rent four of the company's rigs through 2016.
Reliance Industries plans to start production from a gas discovery on India's east coast. The field will produce the equivalent of 44 percent of India's current output when it starts this year.
The international rig count, excluding the U.S. and Canada, last month stood at 1,092, compared with 1,102 in June and 1,018 in July 2007, Baker Hughes said.
The drilling services provider has published the rotary rig counts since 1944, when Hughes Tool Co. began weekly counts of U.S. and Canadian drilling activity, the Web site said. The monthly international rig count started in 1975.

Brazil's Lula prods U.S., China to restart trade talks

Thu Aug 7, 2008 7:37am EDT
BEIJING (Reuters) - Brazil's President Luiz Inacio Lula da Silva said on Thursday that he had contacted the U.S. and Chinese presidents to discuss reviving the global trade talks, which collapsed last month.
Lula, who was in the Chinese capital for the opening of the Olympic Games, told a news conference in Beijing that he also intended to talk with Indian Prime Minister Manmohan Singh.
The so-called Doha round of negotiations to slash trade barriers and farm subsidies collapsed after the United States and India failed to agree on a proposal to help poor farmers deal with large-scale food imports.
"Almost everything was right for a conclusion when we had this impasse between the United States and India," Lula said. "If we don't get back to the talks and if we don't clinch a deal in the coming months it will take four or five years more and that would be a huge loss for everyone."
As a leading agricultural exporter Brazil has been a key player in the trade talks, representing the interests of developing nations.
(Reporting by Alberto Alerigi; Writing by John Chalmers; Editing by Nick Macfie)

Worldwide International Reserve Assets by Country (Table)

By Alex Tanzi
Aug. 8 (Bloomberg) -- Following is a comparison of international reserve assets, excluding holdings of gold, by country.
===============================================================================
Current % of as a % MOM YOY Last
($ Billion) Total of GDP % % Update =============================================================================== Worldwide ** $6,992.20 100.0% 14.4% 0.5% 23.5% n/a ------------------------------------------------------------------------------- ASEAN-4 $315.48 4.5% 37.6% -0.8% 31.7% n/a BRICS $2,887.59 41.3% 51.5% 1.4% 37.5% n/a Euro Area $167.87 2.4% 1.6% 0.1% 11.0% n/a G-7 $1,227.24 17.6% 4.4% -0.2% 8.4% n/a OPEC* $534.25 7.6% 36.2% 3.5% 47.3% n/a NICS $871.08 12.5% 55.6% -1.4% 8.2% n/a ------------------------------------------------------------------------------- China $1,808.83 25.9% 68.4% 0.7% 35.7% 6/30/2008 Japan $976.95 14.0% 22.4% 0.4% 8.2% 7/31/2008 Russia $597.30 8.5% 60.5% 6.0% 47.1% 8/1/2008 ===============================================================================
Current % of as a % MOM YOY Last
($ Billion) Total of GDP % % Update =============================================================================== India $296.87 4.2% 32.6% -1.9% 36.1% 7/25/2008 Taiwan $290.90 4.2% 81.8% -0.2% 9.2% 7/31/2008 Korea $247.52 3.5% 27.9% -4.1% -2.9% 7/31/2008 Eurosystem $216.51 3.1% n/a 0.0% 11.7% 6/30/2008 Brazil $184.59 2.6% 17.3% -0.2% 29.0% 6/30/2008 Singapore $174.96 2.5% 132.4% -1.0% 19.0% 7/31/2008 Hong Kong $157.70 2.3% 83.1% 0.1% 15.0% 7/31/2008 Algeria $133.24 1.9% 116.1% 3.2% 46.5% 6/30/2008 Malaysia $119.30 1.7% 79.2% -0.6% 28.0% 7/31/2008 Thailand $103.03 1.5% 49.9% -3.2% 44.8% 8/1/2008 Libya $87.49 1.3% 173.9% 2.3% 36.3% 4/30/2008 U.A.E. $81.36 1.2% 62.7% 7.7% 170.2% 2/29/2008 Poland $79.17 1.1% 23.4% 4.6% 52.1% 6/30/2008 Mexico $78.23 1.1% 9.3% -8.7% 9.7% 8/1/2008 Turkey $75.42 1.1% 18.7% 0.6% 8.2% 8/1/2008 Nigeria $60.81 0.9% 52.7% 1.9% 39.7% 4/30/2008 Indonesia $60.56 0.9% 16.6% 1.9% 16.7% 7/31/2008 ===============================================================================
Current % of as a % MOM YOY Last
($ Billion) Total of GDP % % Update =============================================================================== Norway $49.89 0.7% 14.9% -10.8% -11.1% 6/30/2008 ECB $48.64 0.7% n/a -0.1% 14.4% n/a United Kingdom $46.75 0.7% 2.0% -1.3% 14.4% 6/30/2008 Switzerland $46.45 0.7% 12.2% -0.3% 24.2% 6/30/2008 Argentina $45.33 0.6% 21.2% -2.4% 9.2% 6/30/2008 Germany $43.82 0.6% 1.5% 2.5% 10.5% 6/30/2008 France $43.49 0.6% 1.9% -1.6% 6.4% 6/30/2008 United States $42.84 0.6% 0.3% -13.4% 2.0% 7/11/2008 Canada $41.93 0.6% 3.3% 0.6% 11.3% 6/30/2008 Romania $38.07 0.5% 31.3% -2.4% 23.2% 7/31/2008 Czech Republic $38.00 0.5% 26.6% -0.3% 19.5% 7/31/2008 Venezuela $34.79 0.5% 19.1% 4.3% 37.5% 8/6/2008 Ukraine $34.70 0.5% 32.6% 3.7% 36.7% 6/30/2008 Peru $34.14 0.5% 36.9% -2.1% 64.7% 5/31/2008 Saudi Arabia $33.25 0.5% 9.5% 15.6% 48.2% 6/30/2008 Philippines $32.59 0.5% 27.7% 1.0% 39.8% 6/30/2008 Egypt $32.50 0.5% 30.2% 0.9% 23.2% 5/31/2008 ===============================================================================
Current % of as a % MOM YOY Last
($ Billion) Total of GDP % % Update =============================================================================== Israel $32.48 0.5% 23.1% 3.9% 14.7% 7/31/2008 Australia $32.30 0.5% 4.1% 2.4% -51.5% 7/31/2008 Denmark $31.70 0.5% 11.5% -7.4% 7.8% 5/31/2008 Italy $31.46 0.4% 1.7% 0.7% 10.8% 6/30/2008 South Africa $30.25 0.4% 11.9% 1.0% 28.6% 3/31/2008 Hungary $27.05 0.4% 24.0% 4.7% 19.9% 6/30/2008 Morocco $26.31 0.4% 40.2% 2.5% 20.8% 6/30/2008 Sweden $26.04 0.4% 6.8% -4.8% 2.4% 6/30/2008 Colombia $21.94 0.3% 14.3% 2.1% 14.2% 6/30/2008 Chile $20.25 0.3% 13.9% 5.9% 13.2% 6/30/2008 Bulgaria $19.62 0.3% 62.3% 5.0% 63.0% 6/30/2008 Kazakhstan $19.54 0.3% 24.1% 3.7% -3.6% 5/31/2008 Slovak Republic $18.85 0.3% 34.2% -0.7% 10.5% 4/30/2008 New Zealand $17.90 0.3% 17.1% 1.3% 32.6% 2/29/2008 Angola $15.72 0.2% 34.8% 2.7% 63.5% 6/30/2008 Croatia $15.68 0.2% 36.5% 0.6% 26.9% 6/30/2008 Lebanon $13.84 0.2% 60.9% 1.0% 6.1% 3/31/2008 ===============================================================================
Current % of as a % MOM YOY Last
($ Billion) Total of GDP % % Update =============================================================================== Kuwait $13.73 0.2% 17.0% -12.6% -29.7% 6/30/2008 Qatar $13.30 0.2% 31.3% -2.9% 157.1% 5/31/2008 Spain $10.95 0.2% 0.9% 0.7% 6.4% 6/30/2008 Austria $10.60 0.2% 3.3% 1.1% 44.3% 6/30/2008 Botswana $10.28 0.1% 97.0% 1.1% 16.9% 4/30/2008 Oman $10.01 0.1% 32.4% -2.7% 45.4% 6/30/2008 Netherlands $9.57 0.1% 1.4% -1.3% 12.6% 6/30/2008 Pakistan $9.02 0.1% 7.1% 0.3% -35.8% 6/30/2008 Belgium $8.61 0.1% 2.2% -4.2% 12.4% 6/30/2008 Tunisia $8.43 0.1% 27.8% 0.5% 22.7% 5/31/2008 Yemen $8.01 0.1% 42.0% 3.5% 5.9% 5/31/2008 Trinidad & Tobago $7.40 0.1% 40.8% 0.8% 29.9% 4/30/2008 Lithuania $7.25 0.1% 24.3% 8.1% 20.4% 6/30/2008 Jordan $6.74 0.1% 47.8% 1.6% -2.6% 5/31/2008 Finland $6.73 0.1% 3.2% 0.8% 15.6% 6/30/2008 Latvia $6.30 0.1% 31.3% -0.6% 32.2% 6/30/2008 Bolivia $6.21 0.1% 55.7% 4.1% 91.6% 6/30/2008 ===============================================================================
Current % of as a % MOM YOY Last
($ Billion) Total of GDP % % Update =============================================================================== Bangladesh $6.10 0.1% 9.9% 16.5% 21.9% 6/30/2008 Uruguay $6.09 0.1% 31.6% 11.0% 65.5% 6/30/2008 Azerbaijan $5.55 0.1% 28.0% 20.7% 100.3% 6/30/2008 Ecuador $5.26 0.1% 12.7% 3.8% 100.2% 6/30/2008 Guatemala $4.56 0.1% 12.9% 4.4% 5.1% 6/30/2008 Costa Rica $4.30 0.1% 19.3% -5.3% 16.1% 6/30/2008 Belarus $4.04 0.1% 10.9% -1.0% 176.0% 5/31/2008 Estonia $4.01 0.1% 24.5% 7.8% 44.7% 5/31/2008 Equatorial Guinea $3.85 0.1% 44.9% 0.7% 25.4% 12/31/2007 Sri Lanka $3.49 0.0% 12.9% -1.4% 18.7% 5/31/2008 Kenya $3.37 0.0% 14.8% -0.9% 26.4% 4/30/2008 Paraguay $3.09 0.0% 33.3% 3.9% 56.4% 6/30/2008 Cameroon $2.90 0.0% 15.8% 3.4% 69.6% 12/31/2007 Tanzania $2.72 0.0% 21.2% -0.4% 21.7% 4/30/2008 Uganda $2.64 0.0% 28.1% -0.5% 36.2% 4/30/2008 Cote D Ivoire $2.60 0.0% 14.8% 4.8% 25.3% 3/31/2008 Honduras $2.55 0.0% 27.6% 1.4% -5.1% 6/30/2008 ===============================================================================
Current % of as a % MOM YOY Last
($ Billion) Total of GDP % % Update =============================================================================== Iceland $2.48 0.0% 15.2% 0.4% 10.4% 6/30/2008 Papua New Guinea $2.37 0.0% 41.9% 8.6% 55.8% 5/31/2008 Cambodia $2.27 0.0% 31.2% 3.3% 69.6% 5/31/2008 Macedonia $2.23 0.0% 35.8% 3.6% 23.9% 6/30/2008 Congo, Republic $2.17 0.0% 29.4% 4.8% 18.1% 12/31/2007 El Salvador $2.17 0.0% 11.6% -4.7% 7.2% 6/30/2008 Dominican Repub. $2.08 0.0% 6.5% -8.2% -13.3% 6/30/2008 Albania $2.07 0.0% 22.8% -1.5% 15.8% 5/31/2008 Mauritius $2.02 0.0% 31.8% 0.4% 25.6% 6/30/2008 Ghana $1.89 0.0% 14.6% 9.0% 7.5% 4/30/2007 Jamaica $1.81 0.0% 18.0% -6.0% -23.1% 11/30/2007 Myanmar $1.78 0.0% n/a 7.9% 89.9% 6/30/2007 Bahrain $1.74 0.0% 10.9% -0.9% -0.9% 2/28/2005 Panama $1.74 0.0% 10.1% -2.4% 12.5% 4/30/2008 Nepal $1.64 0.0% 18.3% 3.3% 7.9% 5/31/2006 Mozambique $1.63 0.0% 23.8% 0.0% 31.8% 4/30/2008 Senegal $1.61 0.0% 17.6% 9.1% 11.1% 3/31/2008 ===============================================================================
Current % of as a % MOM YOY Last
($ Billion) Total of GDP % % Update =============================================================================== Armenia $1.56 0.0% 24.5% 2.3% 29.2% 6/30/2008 Moldova $1.53 0.0% 45.5% 5.5% 73.7% 6/30/2008 Zambia $1.39 0.0% 12.9% 4.3% 46.6% 6/30/2008 Portugal $1.37 0.0% 0.7% -0.3% -15.9% 6/30/2008 Ethiopia $1.34 0.0% 10.0% 5.8% 58.6% 9/30/2007 Sudan $1.29 0.0% 3.4% -16.8% 13.7% 3/31/2008 Namibia $1.28 0.0% 19.4% 14.5% 45.2% 4/30/2008 Benin $1.27 0.0% 26.6% 0.7% 27.5% 3/31/2008 Gabon $1.23 0.0% 12.8% 1.2% 10.2% 12/31/2007 Mali $1.17 0.0% 19.9% 2.4% 13.2% 3/31/2008 Mongolia $1.16 0.0% 36.9% -3.0% 11.1% 3/31/2008 Nicaragua $1.12 0.0% 21.2% -0.5% 11.3% 6/30/2008 Kyrgyz Republic $1.11 0.0% 39.4% 5.4% 28.6% 6/30/2008 Burkina Faso $1.03 0.0% 16.7% 4.2% 20.1% 3/31/2008 Chad $0.95 0.0% 14.6% 2.4% 52.8% 12/31/2007 Slovenia $0.95 0.0% 2.5% 3.7% -10.2% 6/30/2008 Barbados $0.90 0.0% 26.3% 7.1% 28.8% 3/31/2008 ===============================================================================
Current % of as a % MOM YOY Last
($ Billion) Total of GDP % % Update =============================================================================== Madagascar $0.89 0.0% 16.2% 2.5% 23.7% 6/30/2008 Cyprus $0.83 0.0% 4.5% -7.6% -83.9% 6/30/2008 Lesotho $0.82 0.0% 55.0% -6.1% 36.1% 5/31/2007 Nether Antilles $0.77 0.0% 65.5% 3.5% 33.0% 4/30/2008 Swaziland $0.76 0.0% 28.7% -13.7% 23.6% 5/31/2008 Bahamas $0.67 0.0% 12.3% -3.6% 5.3% 6/30/2008 Bhutan $0.63 0.0% 66.8% -9.7% 5.7% 1/31/2008 Rwanda $0.63 0.0% 25.1% 10.6% 17.2% 6/30/2008 Laos $0.57 0.0% 16.9% 3.2% 63.2% 2/29/2008 Ireland $0.57 0.0% 0.3% 5.9% 8.0% 6/30/2008 Niger $0.55 0.0% 14.9% 2.1% 22.4% 3/31/2008 Togo $0.52 0.0% 23.7% 13.6% 11.1% 3/31/2008 Malta $0.49 0.0% 7.6% 11.8% -82.3% 2/29/2008 Haiti $0.46 0.0% 9.3% -2.0% 65.8% 4/30/2008 Luxembourg $0.45 0.0% 1.1% -38.4% 184.0% 6/30/2008 Aruba $0.44 0.0% n/a 0.6% 25.0% 6/30/2008 Suriname $0.43 0.0% 20.5% -2.5% 39.0% 6/30/2008 ===============================================================================
Current % of as a % MOM YOY Last
($ Billion) Total of GDP % % Update =============================================================================== Maurtania $0.39 0.0% 14.7% -1.6% 0.8% 3/31/2004 Cape Verde $0.38 0.0% 33.6% -0.2% 53.6% 11/30/2007 Guyana $0.34 0.0% 37.5% -4.7% 21.1% 4/30/2008 Maldives $0.28 0.0% 30.2% -4.9% 13.7% 6/30/2008 Greece $0.25 0.0% 0.1% 19.9% -29.9% 6/30/2008 Congo, Democratic $0.23 0.0% 2.7% 21.4% 86.9% 3/31/2008 Fiji $0.22 0.0% 7.1% 8.0% -31.3% 10/31/2006 Burundi $0.19 0.0% 20.5% 0.0% 60.5% 6/30/2008 Sierra Leone $0.17 0.0% 11.7% -2.4% 14.3% 4/30/2008 Antigua $0.17 0.0% 16.7% -0.4% 8.9% 4/30/2008 St. Lucia $0.14 0.0% 15.7% -9.2% 2.1% 4/30/2008 Gambia $0.14 0.0% 27.3% 1.2% 28.2% 3/31/2008 Liberia $0.13 0.0% n/a 5.7% 47.9% 4/30/2008 Guinea-Bissau $0.13 0.0% 43.6% 0.3% 37.9% 3/31/2008 Malawi $0.13 0.0% 4.0% -16.8% -4.3% 3/31/2008 Belize $0.13 0.0% 10.5% 5.8% 57.6% 6/30/2008 Comoros $0.12 0.0% 29.9% 4.7% 35.8% 3/31/2008 ===============================================================================
Current % of as a % MOM YOY Last
($ Billion) Total of GDP % % Update =============================================================================== Vanuatu $0.12 0.0% 30.7% -6.9% 15.7% 6/30/2008 Djibouti $0.12 0.0% 15.3% 2.7% 34.4% 12/31/2006 Grenada $0.11 0.0% 21.0% 11.1% 10.0% 4/30/2008 Solomon Islands $0.11 0.0% 32.4% -1.4% n/a 3/31/2008 St. Kitts $0.11 0.0% 22.2% -7.8% 19.2% 4/30/2008 Seychelles $0.10 0.0% 13.2% 132.0% -15.8% 3/31/2008 Guinea $0.10 0.0% 3.0% 22.9% 1.4% 9/30/2006 Samoa $0.10 0.0% 23.4% -0.9% 29.2% 5/31/2008 St. Vincent $0.09 0.0% 20.1% 8.9% 2.5% 4/30/2008 Zimbabwe $0.08 0.0% 2.4% -20.5% 28.9% 12/31/2002 C. African Repub. $0.08 0.0% 5.5% -13.1% -34.4% 12/31/2007 Dominica $0.06 0.0% 20.0% 5.5% -3.4% 4/30/2008 Tonga $0.05 0.0% 24.2% -3.6% 14.6% 3/31/2008 Sao Tome $0.03 0.0% 26.7% -4.0% -18.2% 5/31/2007 =============================================================================== NOTE: * Eurosystem includes reserves held at all 12 national central banks, which are listed individually in the table, and at the European Central Bank. All reserve figures exclude holdings of gold. ** The worldwide figures are the summation of all individual countries listed.
ASEAN-4 is comprised of Indonesia, Malaysia, Philippines, and Thailand. BRICs is comprised of Brazil, China, India and Russia. Euro Area is comprised of Austria, Belgium, Finland, France, Germany Greece, Ireland, Italy, Luxembourg, Netherlands, Portugal, Slovenia and Spain. G-7 is comprised of Canada, France, Germany, Italy, Japan, UK, and the USA. OPEC* is comprised of Algeria, Angola, Indonesia, Kuwait, Libya, Nigeria, Qatar, Saudi Arabia, UAE, and Venezuela. Iran and Iraq (OPEC members) are excluded due to the lack of data. NICS is comprised of Hong Kong, Korea, Singapore and Taiwan.
Adding China and Hong Kong together would result in reserves of $1273.816 billion, which would be an increase of 13.67 percent from the previous year.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Número global de vôos sofrerá queda de 7% no último trimestre

EFE
06/08/2008
A oferta de vôos de companhias aéreas em todo o mundo cairá 7% no último trimestre do ano, informou hoje a empresa de estatísticas aéreas Official Airline Guide (OAG), que ressaltou ainda que o setor enfrenta sua pior crise.
Segundo a OAG, a queda constitui um "retrocesso internacional sem precedentes".
As linhas aéreas - completou a firma especializada - oferecerão 59,7 milhões de assentos a menos nos próximos meses de outubro, novembro e dezembro, em comparação com o mesmo trimestre de 2007.
Além disso, as companhias aéreas, prejudicadas pela escalada dos preços do petróleo e a desaceleração global da economia, deixarão de operar rotas em 275 aeroportos nos últimos três meses do ano.
Nesse período, o mercado doméstico americano será a principal "vítima" da crise, com prejuízo de quase 20 milhões de assentos de avião.
As estatísticas refletem a hipótese de a indústria da aviação poder estar enfrentando uma "desaceleração internacional muito mais grave" que sofrida no passado, afirmou Steve Casley, diretor da OAG.
"A força do setor - ressaltou Casley - será colocada a toda prova nos próximos meses, com companhias aéreas, aeroportos e passageiros esperando um raio de luz no fim do túnel", completou.

Mais mil empresas terão que emitir nota eletrônica neste ano

DCI
06/08/2008
Foi publicada no último sábado, no Diário Oficial do Estado de São Paulo, uma lista com mil empresas obrigadas a emitir nota fiscal eletrônica (Nf-e), a partir de 1º de dezembro. As empresas são dos setores automotivo, bebidas, carnes, cimento, medicamentos, energia e siderurgia. Embora tenham sido selecionadas mil empresas inicialmente, todas as outras que atuam nesses segmentos devem também aderir ao padrão, por enquanto de maneira voluntária. Inicialmente, estava previsto o início da obrigatoriedade da emissão das notas eletrônicas a partir de 1º de setembro, mas a data foi transferida para 1º de dezembro deste ano.
Segundo Newton Oller, diretor-adjunto da área de fiscalização da Secretaria da Fazenda de São Paulo e líder no Estado do projeto de Nf-e, foi na última reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em julho, que ocorreu a decisão de se alterar a data da entrada em vigor da obrigatoriedade de emissão de Nf-e nesta etapa do projeto. O motivo, explica ele, é o de aprimorar o modelo de autorização.
Hoje, os sistemas de informação da Sefaz de cada Estado estão incumbidos de validar cada nota fiscal eletrônica. Essa autorização ocorre em questão de segundos, para que então a empresa possa efetivamente emitir a nota sobre suas mercadorias. Todas as notas são depois remetidas para o ambiente nacional, na Receita Federal. Até dezembro, o projeto de NF-e prevê um modelo de contingência, de maneira que o Fisco assuma o processo de autorização caso os computadores de alguma Secretaria da Fazenda não possam fazê-lo. Hoje, quando há parada de manutenção de sistemas, a empresa emitente é solicitada a imprimir um formulário em papel, o Danfe. A idéia é que com a contingência eletrônica esse procedimento seja eliminado.

In Argentina, Chávez Makes a Dialogue a Conference

By AGENCE FRANCE-PRESSE
Published: August 5, 2008
BUENOS AIRES (Agence France-Presse) — The presidents of Argentina, Brazil and Venezuela held an impromptu summit meeting late Monday in Buenos Aires to bolster what the Venezuelan president, Hugo Chávez, said was “the main axis of South America.”
Mr. Chávez was an unexpected addition to what was meant to be a bilateral meeting scheduled between Argentina’s president, Cristina Fernández de Kirchner, and Brazil’s president, Luiz Inácio Lula da Silva.
After the brief meeting, Mr. Chávez said at a news conference that he had suggested to his counterparts that a plan to build a gas pipeline across South America be revived.
“I think it is the moment to bring that back,” he said of the project, which would involve building a 5,000-mile pipeline at an estimated cost of $23 billion.
He added that the three agreed that joint state companies should be created in the oil and energy sectors.
The Venezuelan president said the three heads of state would meet again in the Brazilian state of Pernambuco on Sept. 6.
Argentina’s state news agency, Telam, announced Mr. Chávez’s presence only on Monday, as Mr. da Silva was halfway through his official visit to Buenos Aires.
As Mr. Chávez was arriving, Mr. da Silva was addressing a conference of Argentine and Brazilian business leaders, telling them that the strategic alliance between their countries constituted “the backbone” of South America.
Such a partnership between the countries, run by center-left governments, should form the nucleus of a “South American Union of Nations,” he argued.
Mr. Chávez, speaking to reporters on his arrival at Buenos Aires airport, portrayed his nation, a member of the Organization of Petroleum Exporting Countries that is governed by his hard-left administration, as having an equal place in that nucleus.
“We have revived the process of forming a tripartite alliance that is based on what we have for several years been calling the main axis of South America: Caracas-Brasilia-Buenos Aires,” he said.
Mr. Chávez added that his country “already felt part of Mercosur,” the South American trade bloc made up of Argentina, Brazil, Paraguay and Uruguay, even though approval for Venezuela’s membership was still pending from the Brazilian and Paraguayan Parliaments.
Telam said Mrs. Kirchner and Mr. Chávez were to fly together to Bolivia on Tuesday to hold talks with that country’s president, Evo Morales, in the southern town of Tarija.

Empresas priorizam acordos para reduzir passivos em seus balanços

Valor Online / Josette Goulart
06/08/2008
A cada dez meses, a carteira de processos judiciais ou administrativos propostos aos milhares diariamente por consumidores dobra de tamanho se as empresas nada fizerem. A estatística não é exatamente a mesma para todas as companhias, mas dá uma mostra do porquê as companhias começaram a se preocupar em reduzir seus passivos e conseqüentemente os valores de suas provisões em balanços. A tática que tem sido mais usada é a criação de políticas de acordo para não só reduzir o número de processos como preveni-los. O resultado é que advogados constatam que mesmo com o grande crescimento do consumo nos últimos anos, o número de processos não cresce na mesma proporção.
Esta é uma realidade que começa a ser retratada no dia-a-dia dos escritórios de advocacia especializados em contencioso de massa, que fazem a gerência da imensidão de processos de pequenos valores originados das relações de consumo. Um cliente do escritório Fragata e Antunes, por exemplo, estabeleceu neste mês uma política de acordo para reduzir seu passivo em 25% nos próximos três meses. "Temos no escritório o que chamamos de uma célula de acordo, há seis anos, e a quantidade de clientes que usa hoje o grupo que compõe essa célula aumentou muito", diz Francisco Fragata Junior, sócio do escritório que administra o contencioso de importantes empresas como a C&A, a rede nordestina Insinuante, Credicard, entre outros.
A estatística apresentada no começa desta reportagem foi feita pelo advogado Solano de Camargo, do escritório Dantas, Lee, Brock & Camargo, em um parecer elaborado para um cliente. O mesmo estudo mostra que se o processo é levado até o fim e a empresa perde, os gastos podem ser 16 vezes maiores levando em consideração os custos administrativos, o valor da condenação, as eventuais multas aplicadas pelo Procon. Até mesmo quando a empresa tem razão, o custo para levar um processo adiante pode ser maior, dependendo do valor do produto, afirma Camargo. Um processo levado até o fim num juizado especial tem um custo 60% maior para a empresa.
Mas ao deixar de enfrentar uma ação na Justiça, da qual a empresa acredita ter inquestionável razão, para priorizar acordos, a companhia pode incorrer no risco do que Camargo chama de "efeito paradoxo". Este é o efeito que a notícia do acordo, que pode ser espalhada boca-a-boca, pode ter sobre outros consumidores que passam a se sentir estimulados a acionar a empresa e, com isso, inflar os números.
Uma das formas de evitar esse efeito paradoxo é manter o completo sigilo das políticas de acordos fixadas pelas empresas, como sugere o coordenador de contencioso cível de escala do escritório Siqueira Castro, Gustavo Gonçalves Gomes. "As grandes empresas começaram a mudar suas políticas para evitar processos e começaram a estimular acordos", diz Gomes. "Mas precisam manter o sigilo dessas políticas".
O Siqueira Castro administra hoje 50 mil processos de suas clientes e o advogado Gomes notou que o uso frequente de acordos pelas empresas fez com que o número de processos não crescesse na mesma proporção que o volume do consumo. O advogado lembra que as empresas não querem encabeçar as listas do Judiciário de campeãs de processo. "Fazer acordo e evitar o Judiciário é também muito bom para a imagem da empresa", diz Gomes. A advogada Catarina Costa do escritório Danneman Siemsen, especializado em propriedade intelectual, mas que entrou no filão do contencioso de massa há dois anos, diz ainda que muitas empresas usam política de acordos para manter o consumidor como cliente. Camargo, do escritório Dantas, Lee, Brock & Camargo, diz que uma enquete com consumidores mostra que pelo menos 40% quer apenas trocar o produto e não receber o dinheiro de volta, o que demonstra a confiança deles nas empresas.

Eixo do Sul já nasce com fissuras, diz 'La Nacion'

BBC Brasil / Marcia Carmo
06/08/2008
O "Eixo central do sul", que une Brasil, Argentina e Venezuela, já nasceu com fissuras, segundo análise publicada nesta terça-feira pelo jornal argentino La Nacion, um dia depois do fim da visita do presidente Luis Inácio Lula da Silva a Buenos Aires.
Segundo o jornal, as fissuras se dão, sobretudo, no Mercosul, que é criticado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, que ao mesmo tempo pretende ingressar no bloco.
O diário comenta que, no bloco, o "Brasil estabeleceu um precedente arriscado por ter votado por sua conta e risco na OMC (Organização Mundial do Comércio)".
"Um por todos e todos por um, como pareceram expressar Cristina (Kirchner), Lula e Chávez com seus braços cruzados como as espadas dos mosqueteiros de Alexandre Dumas. Na realidade, cada um está sujeito aos seus próprios interesses".
Para o La Nacion, no entanto, mais do que promover o eixo central do Sul, Lula foi a Buenos Aires "com a missão de recompor a relação bilateral, depois de ter apoiado, na Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio, a liberalização das barreiras industriais na região sem a revisão dos subsídios agrícolas".
A visita de Lula foi coberta com grande destaque pela imprensa argentina. Ainda no La Nacion, uma reportagem diz que a presidente argentina Cristina Kirchner "aproveitou a visita de Lula para repreender a posição do Brasil na Rodada de Doha".
O Página/12 afirma que "Lula apelou a seu carisma e ganhou aplausos" durante o seminário para empresários dos dois países.
Segundo o jornal, poucos dias depois das diferenças com a Argentina na Rodada de Doha, "o presidente Lula da Silva vestiu sua ''cara de jogador de pôquer'' e fez um discurso a favor da integração regional como se nada tivesse acontecido".
O Página/12 ainda comenta que Lula foi aplaudido de pé pelos empresários "deixando claro que, além de suas políticas, o carisma segue intacto".
E o Clarin destaca que, em um encontro a sós, Lula escutou as queixas de Cristina Kirchner sobre as negociações da Rodada de Doha e os setores da indústria argentina que sofrem com a competição brasileira.

Clubes de investimento somam R$ 17,6 bi em julho

Rodrigo Postigo
06/08/2008
No mês de julho foram criados 79 clubes de investimento. Em 2008, foram criadas 617 novas carteiras. No total, 2.650 clubes são listados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) com patrimônio líquido de R$ 17,60 bilhões e o número de cotistas, 153.434, segundo os últimos dados disponíveis, de junho de 2008.
No Banco de Títulos da CBLC (BTC), o volume financeiro das operações com empréstimos de ações alcançou R$ 32,52 bilhões em julho, ante R$ 37,66 bilhões em junho. Foram realizadas 56.759 operações, ante 55.842 no mês anterior, que envolveram 255 ativos, o mesmo número verificado em junho.
De acordo com a Bovespa, no mês passado três debêntures e um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) iniciaram negociação nos mercados de renda fixa. O volume financeiro do mercado secundário totalizou R$ 118.865.442,53, ante R$ 13.172.407,31 em junho, somados os negócios no Bovespa Fix e Soma Fix. Desse total, R$ 33.339.577,73 referem-se a FIDC e R$ 85.525.864,80 a debêntures.

Brazil mulls sugar cane limit to protect wetland

Tue Aug 5, 2008 6:31pm EDT
By Inae Riveras
SAO PAULO (Reuters) - Brazil would restrict sugar cane planting in one of the world's largest wetland areas if the government approves a proposal to protect the Pantanal area's ecology, the Environment Ministry said on Tuesday.
The agriculture ministry has been working for a year with state-run agencies on a law to restrict cane planting in the Latin American nation amid concern about the environmental impact of the crop's rapid expansion.
Agriculture Minister Reinhold Stephanes and Environment Minister Carlos Minc met on Monday, and both support the proposal. The final decision rests with President Luiz Inacio Lula da Silva.
"Since it preserves the Amazon and the Pantanal, clearly defining where it can be planted in the latter region, and without cutting existing production, it seems to me that the agreement is good for everyone," Minc said in a statement.
The Pantanal, south of the Amazon basin and east of the Andes mountains, is in a vast river delta where floodwaters rise and fall several meters each year.
The area is "one of our planet's most spectacular wetland systems" containing endangered jaguars, rare Hyacinthine macaws and giant river otters, among other plants and animals, the World Conference on Preservation and Sustainable Development in the Pantanal says on its Web site (http://www.pantanal.org).
No new ethanol plants, which produce biofuel for Brazil's fast-growing fleet of ethanol-powered cars and for export, will be allowed in Pantanal's plains under the proposal, but it will permit restricted planting in the region's highlands.
The proposal would require planters in this region, where cane has been cultivated for more than 10 years, to use direct, or no-till planting methods, eliminating the use of machinery and agrochemicals, the ministry's statement said.
No new mills would be allowed in the Amazon biome, but three plants that already had permits will be allowed to operate.
Stephanes said it was vital the two ministries agree on all aspects of the proposal so it could become law more easily.
Brazil has about 30 million hectares of useable land suited to cane planting, according to the government, adding it would require about 7 million hectares to double Brazil's current ethanol output of around 20 billion liters per year.
About 90 percent of Brazil's sugarcane is produced in the center-south region, which includes Pantanal. But the main producing areas are about 2,000 kilometers (1,250 miles) from the Amazon forest.
(Reporting by Inae Riveras; Editing by Peter Murphy and David Gregorio)

Brasil e EUA discutem comercialização do etanol como commodity

Agência Safras
06/08/2008
O interesse comum para que o etanol possa ser comercializado como uma commodity foi um dos temas discutidos ontem (5) entre o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o subsecretário de Energia dos Estados Unidos, Jeffrey Kupfer. As commodities são produtos primários negociados no mercado internacional.
Lobão lembrou que, assim como o Brasil, os Estados Unidos pretendem manter uma política cada vez mais intensa na produção de biocombustíveis. Segundo ele, os Estados Unidos deverão produzir cerca de 34 bilhões de litros de etanol a base de milho este ano e a produção brasileira deve chegar a 23 bilhões de litros, extraídos de cana-de-açúcar.
"Os dois países têm interesse de que essa política sirva a todos os países. Daqui para frente, os contatos serão cada vez mais estreitos, para que possamos afinar as duas políticas na medida em que essa convergência atenda aos interesses dos dois lados", afirmou o ministro.
Kupfer ressaltou que tanto os Estados Unidos como o Brasil têm interesse que o etanol se torne uma commodity. Para tanto, os dois países estão investindo também na produção de biocombustíveis de segunda e terceira gerações, que não é baseada em alimentos como matéria-prima. "É importante que essa produção continue se expandido em todo o mundo", acrescentou.
No entanto, o subsecretário não sinalizou a possibilidade de o governo americano reduzir ou eliminar as tarifas para importação do etanol brasileiro, mas disse que o assunto está sendo discutido internamente e com outros países.
Segundo ele, a cobrança da tarifa foi prorrogada pelo Congresso americano até 2010, apesar de o orçamento apresentado pelo presidente George Bush não prever essa prorrogação.
"Temos uma defesa forte dos biocombustíveis, temos metas ambiciosas e estamos estudando como cumprir essas metas no futuro. As tarifas do etanol e suas implicações vão continuar a ser discutidas no nosso país", assegurou.
O encontro dos ministros foi uma primeira conversa para que os dois países estabeleçam uma política de troca de experiências no setor energético. Kupfer disse que o Brasil é considerado um líder em muitas áreas no setor energético.
"Nós temos muito a aprender com as experiências brasileiras e há muitas áreas nas quais podemos aprender um com o outro", afirmou o subsecretário.
Uma dessas áreas é a produção de energia nuclear. O ministro brasileiro ressaltou que os Estados Unidos são "madrugadores" na utilização dessa energia e, por isso, tiveram avanços significativos, tanto na produção da tecnologia como no armazenamento do lixo tóxico.
"É necessário expandir o entendimento entre os países que utilizam a energia nuclear para que se encontre a melhor solução para todos", avaliou.
Kupfer. Ele disse os Estados Unidos estão construindo novos reatores e, por isso, precisam pesquisar novas tecnologias. As informações são da Agência Brasil.

UPDATE 1-Brazil exports past worst of real's rise -minister

Tue Aug 5, 2008 3:53pm EDT
(Adds detail, context)
BRASILIA, Aug 5 (Reuters) - Brazil's exports have passed the worst impact of a soaring domestic currency and will grow by 31 percent through 2010, the country's trade and industry minister said on Tuesday.
But Miguel Jorge also told Reuters that he expected imports to continue to outpace export increases.
"The worst impact from the foreign exchange has already happened," Jorge said in reference to exports, which he expected to grow by 31 percent through 2010.
"I think there won't be such a big impact on exports, but (there will be) on imports," he said.
The real BRBY has strengthened about 13 percent against the U.S. dollar so far this year and more than 100 percent since 2002. Critics said the strong currency appreciation would bring export growth to a standstill.
But strong demand for commodities helped secure 27.2 percent growth in exports for the period between January and July this year compared to the same time-frame last year. Imports grew 52.1 percent during the same period. (Reporting by Raymond Colitt, Isabel Versiani and Ana Nicolaci da Costa; Editing by James Dalgleish)