sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Petrobras diz que adotou plano de contingência

Rodrigo Postigo
12/09/2008
A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, por meio de comunicado, que adotou um plano de contingência diante da falta de abastecimento de gás proveniente da Bolívia. Às 14h desta quinta-feira, o campo de San Antonio, no país vizinho, retomou a produção e abastecimento de cerca de 13 milhões de m³ de gás natural ao Brasil, após o fechamento, por manifestantes, de uma válvula operada pela Transierra no Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).
"Entre as providências tomadas pela Petrobras está a redução do consumo do gás natural em suas unidades e sua substituição por outros combustíveis", disse a estatal em comunicado. A companhia utiliza o gás nas refinarias, nas unidades de produção de petróleo e nas suas termelétricas.
Segundo a Petrobras, até o momento, o fornecimento de gás para o mercado brasileiro não foi afetado.
Entre as providências tomadas pela empresa desde quarta-feira está a redução do consumo do gás natural em suas unidades e sua substituição por outros combustíveis.
"Adicionalmente, a Petrobras informa que equipes da Transierra estão atuando para recuperar a válvula, localizada na região de Yacuíba (Bolívia), que foi bloqueada na quarta-feira", disse a estatal.
A Petrobras normalmente recebe o gás boliviano e o repassa às distribuidoras. A paulista Comgás, que distribui boa parte do gás boliviano, confirmou em nota nesta quinta-feira que "não houve qualquer redução no suprimento de gás natural".
Mais cedo, logo após a divulgação pelo operador do principal gasoduto da Bolívia de que a maior parte do envio de gás ao Brasil já havia sido restabelecida, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que não haveria a necessidade de implantar um plano de contingência.
Segundo o ministro, como restam apenas 3 milhões de m³ por dia de gás para a Bolívia restabelecer o envio, isso poderia ser compensado com o desligamento de apenas uma térmelétrica, diferentemente do plano de contingência que teria de ser aplicado se a interrupção dos cerca de 15 milhões de m³ diários tivesse sido mantida.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Jornal Economia em Notícia - Edição 25

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sistema financeiro brasileiro está entre piores do mundo, diz Fórum Mundial

Brasil ficou na 40ª posição entre 52 analisados por relatório.Mesmo em crise, EUA e Reino Unido seguem na liderança.
Agência Estado
10/09/2008
O sistema financeiro brasileiro está entre os menos desenvolvidos do mundo, segundo o ranking do Fórum Econômico Mundial, divulgado nesta terça-feira (9) em Genebra. Entre 52 países analisados, o Brasil ficou com a 40ª posição do novo ranking "Financial Development Report 2008".

O estudo avalia sete quesitos: ambiente institucional, ambiente de negócios, estabilidade financeira, bancos, instituições não bancárias, mercados financeiros e disponibilidade de capital. O que mais pesou contra o país foi o tamanho dos bancos, na comparação com as outras nações, assim como a falta de eficiência das instituições. "As notas relativamente fortes de suas instituições não bancárias e o mercado financeiro contrastam com a fraca posição de seus bancos", diz o relatório.

Os bancos receberam a pior pontuação, ficando em último lugar entre os 52 países. Dentro desse parâmetro, foram avaliados o tamanho, a eficiência e a abertura de informações ao mercado. A entidade também aponta que o país recebeu notas baixas em razão do elevado ônus regulatório e fiscal, além de um ambiente político ineficiente.

A nota mais elevada foi alcançada pelas instituições não bancárias, no posto de 21ª. Dentro desse quesito, o destaque foi a atividade das ofertas iniciais de ações (IPOs, da sigla em inglês). Os outros pontos - securitização, seguros e atividade de fusões e aquisições - também tiveram colocações acima da posição geral do país.

Os benefícios da padronização

Redução de custos e melhores resultados operacionais são algumas vantagens trazidas pelo uso de padrões na área de TI
CIO / José Luiz Barboza
10/09/2008
Reduzir custos é palavra de ordem nas áreas de informática da maioria das empresas. E a padronização pode ser um dos caminhos para se atingir esse objetivo.
Esta idéia, ao mesmo tempo em que gera alívio para alguns – os que pensam: “agora sim vamos economizar!” –, pode significar temor para outros – “vamos ser engessados!”. Mas, se bem administrada, a padronização pode ir além da redução de custos, refletindo também em ganhos com produtividade e qualidade de produtos e serviços, segurança de todo ambiente computacional, além do aumento do nível de satisfação dos usuários.
As companhias aéreas, por exemplo, ao reduzirem o número de modelos de aeronaves que utilizam, ganham não apenas na negociação da ampliação da frota, mas também com a padronização do treinamento de pessoal, nos aspectos relacionados a manutenção e excelência dos serviços.
No mundo da tecnologia da informação, a padronização contribui para a redução de custos em todas as principais atividades da área: na infra-estrutura, já que os equipamentos têm rápida obsolescência; nos sistemas, e nas versões dos mesmos, pois reduz o número de interfaces e tamanho da equipe, e nas áreas de operação, atendimento, treinamento e suporte, via a padronização de processos.
Um ambiente de informática enxuto, homogêneo e simples, baseado em poucas tecnologias e parceiros, é o ingrediente básico para se alcançar a esperada padronização. Cabe destacar que a padronização é também uma maneira simples e eficiente de melhorar os controles, as auditorias e o estabelecimento de indicadores para os ‘clientes’ da informática.
Na realidade, a padronização contribui em toda a cadeia de atividades da TI. Consideremos como exemplo o complicado e doloroso processo de instalação e substituição de PCs em empresas com elevada quantidade de equipamentos. Se existem poucos fabricantes/modelos/configurações homologados e um critério definido de troca, torna-se possível simplificar os contatos com os fornecedores e estabelecer uma logística que permita aperfeiçoar processos. A vida com certeza será mais fácil também para as áreas de compras, finanças e jurídica, normalmente envolvidas nesse processo.
Mas como “não existe almoço grátis”, não é possível implantar um ambiente de TI padronizado sem o forte apoio, engajamento e determinação da diretoria da empresa. Outro detalhe muito importante, no caso de empresas multinacionais, é considerar que os parceiros globais devem garantir condições de replicar em todas as regiões as mesmas soluções e serviços. Nesse caso, é muito importante a participação das regiões na definição dos padrões.
Os resultados de um ambiente padronizado podem ser facilmente medidos por meio de vários indicadores (orçamento, número de chamados ao helpdesk, custos com pessoal, gastos com manutenção e treinamento, etc.).
Em resumo, o ‘pulo do gato’ é tornar as coisas simples na área de informática, contrapondo as complexidades técnicas dela mesma. Pense nisso, vá em frente e a vida tenderá a ser mais fácil.

Mercosul e sonhos de poder

Estado de São Paulo
10/09/2008
Um convênio sobre comércio em reais e pesos, sem recurso direto ao dólar, foi o resultado mais tangível da primeira visita oficial da presidente argentina, Cristina Kirchner, ao Brasil. Exportadores de cada país poderão usar a moeda nacional para fixar preços e para receber o valor da venda. O uso do sistema será voluntário. Suas vantagens principais serão, provavelmente, a simplificação dos cálculos, alguma segurança em relação às oscilações cambiais e uma economia estimada em até 4% na comparação com as transações em moeda americana. Além desse acordo, a visita rendeu promessas de maior cooperação - algumas imprudentes - e de fortalecimento do Mercosul, principalmente da parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não se avançou na solução de nenhum problema bilateral importante. Não se tentou remover nenhuma barreira comercial entre os dois países nem se eliminaram as divergências em relação à Rodada Doha de negociações comerciais. A persistência desses problemas, apesar da importância do comércio bilateral e do volume de investimentos brasileiros na Argentina, dá uma boa idéia das limitações do Mercosul. A maior parte dos benefícios proporcionados pela cooperação entre Brasil e Argentina poderia ser obtida numa zona de livre-comércio. O status de união aduaneira não resultou, até agora, em benefícios proporcionais aos compromissos, complicações e restrições de uma associação desse tipo. Esse quadro não será alterado com o convênio sobre comércio em moedas locais. Essa inovação poderá produzir resultados positivos. Talvez facilite, como se anunciou, a participação de mais empresas pequenas e médias no intercâmbio bilateral. Tudo isso será muito bom. Mas não será - ao contrário do proclamado pelo presidente Lula - o primeiro passo para a integração monetária regional. Para chegar à moeda única, Argentina e Brasil teriam de percorrer um longo e difícil caminho de convergência em suas políticas fiscais, cambiais e comerciais. Hoje, a convergência não basta sequer para sustentar um intercâmbio bilateral sem barreiras, sem desconfianças mútuas e sem surtos de protecionismo.Do lado argentino, as dificuldades da integração regional são habitualmente lançadas na conta das "assimetrias" econômicas. O conceito de assimetria tem sido usado com amplitude suficiente para sustentar tanto os argumentos mais sérios quanto as alegações mais frágeis a favor do protecionismo. Do lado brasileiro, o governo tem-se mostrado pouco disposto a discutir de forma conseqüente os entraves à liberalização comercial. Prefere contemporizar e mostrar-se cooperativo, tanto por motivo ideológico, a integração Sul-Sul, como pela ambição de afirmar uma liderança regional inexistente. Só nesse mundo de fantasia política pode ter sentido a promessa de usar o fundo soberano brasileiro, por enquanto imaginário, para financiar companhias argentinas - intenção declarada pelo presidente Lula numa entrevista, segundo o jornal Clarín, de Buenos Aires. O BNDES, acrescentou, será reformado para abrigar uma carteira destinada a empréstimos a empresas estrangeiras. Mas o presidente não se limitou a envolver o fundo soberano e o BNDES nas suas promessas e propostas. Convidou a indústria argentina para fornecer equipamentos necessários à exploração do petróleo do pré-sal. Pode dar certo, mas falta saber se as encomendas, nesse caso, serão realizadas segundo critérios comerciais ou com base em decisões de política regional. Em se tratando do presidente Lula, a segunda hipótese é perfeitamente plausível. Mas ele decidiu envolver também a indústria aeronáutica - leia-se Embraer - em sua política de cooperação bilateral. A idéia é converter uma velha e quase esquecida empresa argentina em fornecedora de peças. E se a Embraer não aceitar? A resposta foi dada pelo assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia: o governo tem poder sobre a Embraer, porque detém uma golden share, com poder de veto em questões consideradas estratégicas. Poder de veto não é poder para definir políticas. Se o assessor presidencial sabe disso, o que significa a referência à golden share? Algum tipo de ameaça? A fantasia, nesse caso, entra no perigoso terreno da truculência e da irresponsabilidade.

Global auto industry bets big on red-hot Brazil

Tue Sep 9, 2008 10:44am EDT
By Todd Benson - Analysis
SAO PAULO (Reuters) - Just a few years ago, most car manufacturers in Brazil were losing money and laying off workers in droves as the huge market they anticipated had not materialized.
But these days, business is so good that automakers are adding shifts and spending billions of dollars to increase capacity to keep up with demand in the South American country, which is riding its biggest economic boom in decades.
After three years of torrid growth, Brazil's car market is showing signs of cooling as rising interest rates start to crimp consumer demand. But analysts and industry players say the slowdown is unlikely to snowball into a slump because there is so much pent-up demand for cars in this vast country.
"Brazil is definitely a major part of the global chess game for the automotive industry," said analyst Guido Vildozo of U.S.-based consulting firm Global Insight. "And that's clearly reflected in the amount of investment that Brazil is getting."
With sales lagging in traditional markets like the United States, Europe and Japan, and even once-promising regions like China and India not living up to expectations, car makers are pouring money into Brazil.
The auto industry here is set to attract a whopping $23 billion in investments in the next four years, lifting overall capacity by 2.5 million vehicles to 6 million a year, according to the National Automakers' Association, or Anfavea.
U.S. and European manufacturers, which have long dominated the Brazilian market, are leading the spending spree.
General Motors Corp (GM.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) expects to invest about $3 billion over the next five years as Brazil has become an important engineering hub for the U.S. automaker as well as its third-largest market.
Ford Motor Co (F.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), which not long ago considered pulling out of Brazil altogether, plans to spend more than $1.6 billion in the next four years on product development and to double capacity at its engine factory. And Volkswagen AG (VOWG.DE: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) will invest about $1.86 billion through 2011 in Brazil, where it now sells more cars than in Germany.
"Today, Brazil ranks second only to China among our most important markets," said Flavio Padovan, vice president for sales and marketing at Volkswagen's Brazilian unit.
Asian automakers are also looking to get in on the action. Toyota Motor Corp (7203.T: Quote, Profile, Research, Stock Buzz)(TM.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) plans to build a $700 million plant in the state of Sao Paulo to boost its presence in Brazil, where its market share is just 2 percent. Nissan Motor Co (7201.T: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) said last month that it would start building passenger cars in the country for the first time. And Suzuki Motor Corp (7269.T: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) is set to reenter the Brazilian market in October.
ROADBLOCKS AHEAD?
The rush to invest in Brazil comes just as the market appears to be cooling. Car and truck sales slumped 15.1 percent in August from an all-time high in July, suggesting that a recent spike in interest rates to curb resurgent inflation is starting to hit the economy.
But even with the drop in August, sales are up a hefty 26.4 percent this year and are expected to finish 2008 with growth of 24.2 percent, according to Anfavea. Last year, sales jumped 29 percent, driven by rising wages and a credit boom that allowed many Brazilians to buy cars for the first time.
After such a long run of breakneck growth, automakers say a slowdown is to be expected. Consulting firm Global Insight forecasts sales growth of just 8 percent in 2009 and said it might taper off even further after that.
"Frankly, we don't see it as a big concern," said Jaime Ardila, GM's chief executive in Brazil. "The new rate of growth is much more sustainable long term, so we actually see this as a healthy process."
Still, other roadblocks may lie ahead. Last week, workers at eight auto plants briefly walked off the job to demand a pay raise. And union leaders warn that more strikes are likely if automakers don't agree to share more of their profits.
With interest rates poised to keep climbing and the economy losing some steam, some analysts also worry that automobile financing -- a key ingredient in the industry's revival in Brazil -- may start to shrink. Others fear that those who already financed a car may struggle to make payments.
While default rates on automobile financing have crept higher in recent months, at 3.7 percent they are still much lower than the 7.3 percent average rate for other consumer loans in Brazil, according to central bank data.
Lenders do not seem too worried about a spike in defaults. All the big private-sector banks in Brazil are expanding their auto financing businesses. And state-run Banco do Brasil (BBAS3.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) is teaming up with South African financial group FirstRand (FSRJ.J: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) in a joint venture to provide car loans.
"The fears about credit are a little overblown," said Rogelio Golfarb, director of corporate affairs for Ford South America. "Banks are realizing that automobile financing in Brazil is a great business to be in."
(Editing by Lisa Von Ahn)

Brazil to create mining regulator, limit terms

Tue Sep 9, 2008 11:01am EDT
SAO PAULO, Sept 9 (Reuters) - Brazil plans to create a new regulatory agency for the mining sector that will likely raise royalties, impose concessionary term limits and define companies' management and use of mineral resources, a local newspaper reported on Tuesday.
The director general of National Department of Mineral Production, Miguel Nery, said, "We are defending that the state has more powers and mechanisms to exercise them without implying a break with the constitutional bases," in the Gazeta Mercantil financial daily.
Nery added that his department has submitted the project to Mines and Energy Minister Edison Lobao but offered no more details. The ministry declined to comment on the report.
The paper also cited governors from Minas Gerais and Para, two important mining states, who are in favor of the mining reform and are involved in the process of setting new guidelines for sector.
The regulatory reforms would likely create an agency in the spirit of the National Petroleum Agency (ANP) governing the oil and gas sector in Brazil, which requires concession holders to publish geological data, define exploration and development schedules and pay royalties on productive fields.
The regulatory reform for the mining sector will likely also raise royalties paid on productive mines and redistribute how royalties are used, the paper said.
"I think the current system is absurd as Brazil is the country that has the lowest royalties for mineral exploration," said Para Governor Ana Julia Carepa, whose state has large iron ore deposits including Vale's (RIO.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz)(VALE5.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) large Carajas mine.
Support from governors is important for getting new legislation passed in Congress due to their sway of state representatives and senators.
Today, companies holding rights to explore mining resources in Brazil can hold the concession indefinitely.
Concession holders of phosphate and potassium deposits, which if developed would reduce the country's need to import fertilizers, have come under fire recently in the government for not developing the mines. Minister Lobao has threatened on several occasions to strip the companies of their concessions if they fail to develop them.
"The law today does not provide effective mechanisms to stop companies from sitting on top of areas perpetually," the paper cited an unnamed member of the group proposing the regulatory reform as saying. (Reporting by Reese Ewing, editing by Matthew Lewis)

Brazil May Lift Rate to Two-Year High as Prices Threaten Target

By Joshua Goodman and Andre Soliani
Sept. 10 (Bloomberg) -- Brazil's central bank probably will raise its interest rate to the highest in two years today, betting that falling commodity prices and slowing economic growth won't be enough to rein in inflation.
Policy makers led by President Henrique Meirelles will lift the overnight rate to 13.75 percent from 13 percent, the fourth increase since April, according to 40 of 41 economists surveyed by Bloomberg. One analyst forecast the bank will raise the so- called Selic rate to 13.5 percent.
While Brazil's fastest economic expansion since 1995 is showing signs of moderating, inflation still threatens to exceed the upper limit of the central bank's target range and policy makers are concerned rising domestic demand and credit growth will further stoke price increases.
``When you look at core inflation, excluding food, the situation remains risky,'' Arthur Carvalho, chief economist for Ativa Corretora in Rio de Janeiro, said in an interview. ``Policy makers are playing tough to make sure the market understands they're serious about bringing down inflation.''
Inflation as measured by the benchmark IPCA index eased to 6.17 percent last month from a three-year high of 6.37 percent in July after food and beverage costs fell for the first time in more than two years. Price increases this year have exceeded the central bank's 4.5 percent target with a leeway of plus or minus 2 percentage points.
World's Highest Rate
Today's increase in the Selic to 13.75 percent would rank Brazil's real interest rate as the highest among 54 countries tracked by Bloomberg. Brazil's real rate, which is the benchmark rate minus inflation, stands at 6.83 percent, the second-highest after Turkey's 7.55 percent.
Policy makers, after raising rates by a more-than-expected 0.75 percentage point on July 23, promised they would act in a ``timely fashion'' to bring inflation back to their target. The central bank also expressed concern that demand growth continues to outpace supply.
The central bank will raise the benchmark rate further to 14.75 percent by year-end, according to a central bank weekly survey.
The rate increases are beginning to cool the economy and a separate report today may show quarterly economic growth eased for a second straight time through June 30.
`Excessive'
Vehicle sales grew 4 percent in August from a year ago, the slowest pace in almost two years, after car loan costs jumped, the industry association said Sept. 4.
Gross domestic product growth in the second quarter may have also slowed to 5.5 percent, from 5.8 percent in the first quarter, according to the median estimate in a Bloomberg survey of 33 economists. The GDP report will be released today at 8 a.m. New York time.
Carlos Thadeu de Freitas, who served as central bank director between 1988 and 1989, said the rate increases may hurt growth unnecessarily. He said ``market paranoia,'' in a country that as recently as 1994 experienced annual inflation of 5,000 percent, was forcing Meirelles' hand.
``To maintain its credibility, the central bank wants to be consistent with its last outlook and give the market what it's looking for,'' said Thadeu de Freitas, now chief economist with Brazil's National Confederation of Commerce. ``This could prove excessive when new credit concessions are already slowing.''
A sharp drop in prices for major commodity exports like soy, beef and orange juice may also be easing pressure on the central bank, said Alfredo Coutino, a Latin America economist at Moody's Economy.com in West Chester, Pennsylvania.
Currency Decline
Since the central bank's last meeting, the Reuters/Jeffries CRB Index of 19 raw materials has fallen 12.7 percent. Commodities make up about two-thirds of Brazil's exports, according to the Brazilian Foreign Trade Association in Rio de Janeiro.
``There's no justification for further tightening when you already have some of the highest rates in the world,'' Coutino said.
Meirelles should follow the lead of Mexican central bank Governor Guillermo Ortiz, Coutino said. After raising the Mexican overnight rate on Aug. 15 to 8.25 percent, Ortiz signaled inflation pressures may be easing, reducing the need for further tightening.
Brazil's real fell to the lowest in seven months yesterday after Finance Minister Guido Mantega said the currency would continue to weaken on reduced foreign investments and a narrowing trade surplus. The benchmark Bovespa stock index dropped to the lowest in a year after commodity prices declined.
Mantega, who criticized central bank rate increases in the past, said this week in Brasilia that economic expansion wasn't stoking inflation, adding supply ``was growing in line with demand.''
One reason for caution is that some industries remain heated. Manufacturers operated at 83.5 percent capacity in July, a record, the National Industrial Confederation said Sept. 3. Industrial output grew 8.5 percent that month, more than economists expected, according to a Sept. 2 government report.

Brasil e Argentina firmam acordo para construir navios

Rodrigo Postigo
10/09/2008

A ministra de Defesa da Argentina, Nilda Garré, apresentou nesta terça-feira uma série de acordos firmados com o Brasil na área de defesa, que prevêem a construção de navios, equipamentos e veículos de uso conjunto, nos âmbitos civil - também para a exploração do petróleo - e militar. As informações são da Ansa.
Entre os principais pontos da parceria - selada ontem, durante a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner, em Brasília -, Garré antecipou que a Argentina poderá fabricar parte das 130 embarcações que o Brasil deve encomendar para funções de apoio na exploração de suas jazidas de petróleo no mar.
Segundo a ministra, que qualificou como "ótimas" as relações entre os dois países em assuntos relacionados à segurança regional, o Brasil já encomendou 37 navios patrulheiros de alto-mar, que serão fabricados pelo estaleiro Rio Santiago, de propriedade do Estado argentino, e por indústrias da iniciativa privada.
Em uma entrevista coletiva, Garré informou também que, durante a reunião de segunda-feira, foi acordada a constituição de um grupo de trabalho binacional para assuntos de defesa, composto por três subcomissões: uma para questões terrestres, uma para navais e outra para aeronáuticas.
Ainda no âmbito naval, serão construídos também navios "polares", que poderão ser usados pelos dois países para projetos de pesquisa na Antártida, e embarcações para salvamento em caso de catástrofes naturais.
Outros acordos estabelecem a produção de motores, o intercâmbio de sistemas de informática, a modernização de motores para mísseis, a compra de peças e a produção, já no ano que vem, de 1,2 mil veículos "Gaucho", usado para transporte aéreo de cargas leves. Também se prevê a fabricação de um avião de treinamento militar, que posteriormente poderá ser adaptado para uso civil.

BNDES receberá estudos para corredor ferroviário

Agência Estado
10/09/2008
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realiza hoje chamada pública para a realização de estudos de viabilidade para a implantação do Corredor Ferroviário entre o Atlântico e o Pacífico na América do Sul. O objetivo é ligar por ferrovia os portos do Sul e do Sudeste do País aos do Chile. De acordo com o banco, a conexão das rotas de comércio internacional entre os dois oceanos é o principal desafio para ampliar os intercâmbios comerciais entre os países da América do Sul.
O BNDES vai usar recursos do Fundo de Estruturação de Projetos (FEP) para contratar uma instituição brasileira que faça os estudos técnicos. Nesse caso, eles devem incluir: mapeamento e análise das alternativas de traçado; avaliação da integração das ferrovias com rodovias, hidrovias e portos; levantamento completo da demanda; avaliação econômico-financeira preliminar dos diferentes traçados, com estimativa de projeções de receita, do orçamento dos investimentos e dos custos operacionais; e avaliação institucional e regulatória dos países que poderão integrar o corredor.
Os interessados devem apresentar a proposta, na forma de carta-consulta à instituição, até o próximo dia 24. Depois, quem for selecionado deve apresentar um projeto detalhado dos estudos técnicos. Se for aprovada nessa segunda fase, o proponente terá até 10 meses para desenvolver os estudos e apresentar os resultados, que serão disponibilizados na Internet.
O BNDES reconhece que há dificuldades para que uma ligação ferroviária entre Atlântico e Pacífico se torne realidade, já que será necessário tratar com países diferentes e com variadas legislações sobre o assunto, além das respectivas condições ferroviárias já existentes e a construir.

Jornal Economia em Notícia - Edição 24

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Valor das empresas brasileiras atinge menor nível em 1 ano

Rodrigo Postigo

O valor de mercado das empresas brasileiras de capital aberto ficou em US$ 972 bilhões no dia 8 de setembro, chegando ao menor valor em 12 meses, quando estava, em agosto de 2007, em US$ 943 bilhões. É a primeira vez em um ano que as companhias têm, juntas, valor inferior a US$ 1 trilhão, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pela Economatica.

O ponto mais elevado do valor de mercado das companhias brasileiras foi no final do mês de maio deste ano, quando atingiram US$ 1,4 trilhão. Desde essa data até a última segunda-feira, as empresas perderam o equivalente a US$ 432 bilhões, ou tiveram queda 30,8% em dólares.

Jornal Economia em Notícia - Edição 23

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Jornal Economia em Notícia - Edição 22

Mercosul deve fazer acordos com Ásia e África

AFP
08/09/2008
Em entrevista ao jornal argentino El Clarín, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que no domingo teve a companhia da presidente argentina, Cristina Kirchner, nos desfiles militares pelo Dia da Independência do Brasil, em Brasília, pediu a seus sócios no Mercosul que estabeleçam acordos com os blocos econômicos da Ásia e especialmente da África e abordou diversos assuntos relativos a sua administração.
"Temos que ter muita urgência porque as coisas demoram a ser aprovadas pelos congressos", afirmou Lula referindo-se à necessidade de que o bloco regional não perca oportunidades de fazer contatos e acordos comerciais com países do bloco asiático e africano.
"Eu não me conformo em ver um país pobre da África, que está mais perto de nós do que dos Estados Unidos e do Japão, comprando carros norte-americanos".
Além do âmbito comercial, Lula advertiu que, em 30 anos, a África terá 1,3 bilhão de habitantes "e se o continente continuar pobre como até hoje, não haverá Oceano Atlântico que evitará a imigração para a América do Sul".
"Não temos que aceitar que aconteça conosco no futuro o que acontece hoje na Europa, que não deixa deixar ninguém que não tenha olhos verdes", enfatizou.
"Angola cresce 20% anualmente, todos os países africanos estão crescendo; e nossos empresários precisam descobrir novos nichos de oportunidades. Enquanto olhamos para a Europa ou os Estados Unidos, os chineses ocupam a Ásia. Não há um único país no mundo onde você vá que não encontre chineses nos hotéis, nas ruas, nos bares, nos restaurantes. Não há lugar que tenha matéria-prima onde o presidente da China não tenha estado. E nós ficamos parados", queixou-se.
"Temos que buscar novos sócios para nossos mercados e vender o que produzimos a quem puder comprar. Não vamos vender máquinas para a Alemanha porque esse país tem mais tecnologia que o Brasil. A Argentina também não pode vender suas máquinas para a França. Mas podemos vender para Angola, África do Sul, Moçambique, Gana, Argélia e Nigéria", concluiu.
No âmbito regional, o chefe de Estado brasileiro admitiu o interesse de seu governo na abertura de uma fábrica da Embraer na Argentina para produção de peças, assim como deseja Buenos Aires.
"A questão é que a Embraer, embora seja uma empresa privada, tem uma relação muito produtiva com o governo brasileiro. E nós temos interesse de que a Embraer monte um braço na Argentina para produzir algumas peças".
O interesse do governo argentino foi confirmado pelo ministro do Planejamento, Julio de Vido, que acompanha a presidente Cristina Kirchner em sua atual visita de três dias ao Brasil.
"Sei que houve uma reunião do ministro Julio de Vido e da ministra de Minas e Energia do Brasil, Dilma Roussef, com a direção da Embraer. No encontro posterior com De Vido, ele se mostrou muito otimista", afirmou Lula.
"Peço a Deus que isso aconteça e que possamos ter a Argentina produzindo algumas peças dos aviões fabricados no Brasil", acrescentou o presidente.
De Vido declarou ao jornal La Nación, também portenho, que o governo argentino quer comprar 26 aviões da Embraer para companhia aérea de bandeira Aerolíneas Argentinas, recentemente recuperada de uma crise.
Segundo o funcionário, a operação ainda pode demorar três anos, mas no curto prazo está sendo negociada a aquisição do modelo C90, com capacidade para entre 90 e 100 passageiros.
A Aerolíneas Argentinas e sua filial Austral, que controlam 80% do mercado aéreo de cabotagem, voltaram ao controle do Estado semana passada após 18 anos de gestão privada e contam com uma frota de 70 aviões, dos quais 40% estão fora de serviço.
Lula também aproveitou a ocasião para apoiar a indicação do ex-presidente Néstor Kirchner para a secretaria executiva da União das Nações Sul-americanas (Unasul). "Estamos de acordo", respondeu Lula, quando questionado sobre a indicação feita por seu colega equatoriano Rafael Correa.
Correa propôs Kirchner em agosto para substituir o equatoriano Rodrigo Borja, que renunciou ao cargo, e pediu ainda uma revisão dos "estatutos burocráticos" da casa.
O chefe de Estado destacou na ocasião que a Unasul deve promover a integração regional de modo eficiente, para o qual o secretário executivo deve ter poder próprio e não depender de outros níveis como o dos chanceleres, como reza o estatuo atual.
A respeito da questão energética entre seu País e o Paraguai, disse esperar pela proposta paraguai de um preço maior pela energia que a usina binacional de Itaipu fornece ao Brasil, mas antecipou que seu País pode ajudar o vizinho em termos de energia de outras formas.
"Eu já disse ao (presidente paraguaio Fernando) Lugo a mesma coisa que dizia ao Nicanor (Duarte Frutos, ex-presidente paraguaio): mudar o tratado de Itaipu significa fazê-lo passar pelo Congresso, e ele não vai passar. O congresso brasileiro não aceitará discutir esta questão", afirmou Lula.
O presidente brasileiro recordou que esse tratado, de 1973, dispõe que a produção de Itaipu seja dividida em partes iguais entre os dois países, mas fixa que toda a energia que o Paraguai não utilizar deve ser vendida ao Brasil devido ao fato deste país ter praticamente financiado a obra.
Lula disse que o preço que seu País paga e o que Lugo pedirá para aumentar em 17 de setembro, quando visitar Brasília, "sempre é relativo: hoje o Brasil paga mais pela energia que compra do Paraguai do que se paga aqui dentro", argumentou.
"Vou a esperar que Lugo apresente as exigências paraguaias para conversar o que se pode fazer", anunciou. "O Brasil tem que fazer tudo que é necessário para facilitar a vida do Paraguai, um país pequeno".
O chefe de Estado brasileiro disse não encontrar justificativa para que seus vizinhos, que geram 12.000 megavatts em Itaipu, "todos os dias tenham apagões em Assunção".
"O Brasil assumiu o compromisso de fazer uma linha de transmissão financiada pela parte brasileira de Itaipu até Assunção", recordou, para exemplificar o que seu País pode fazer pelo vizinho em relação à questão.
Lula disse ainda que, no geral, o Mercosul tem um problema energético que só poderá ser resolvido explorando ao máxijo as possibilidades de cada país membro e atuando em comum.
"Por isso analisamos com a Argentina a possibilidade de construir a hidroelétrica binacional de Garabi, que dará 3000 megavatts de energia para repartir entre ambos. E se chegar a fazer frio na Argentina, a totalidade poderá ir para lá", sugeriu. Segundo ele, não se pode depender do gás porque não há suficiente para explorar.
"A última vez que estive com a presidente (argentina Cristina) Kirchner e com (o presidente boliviano) Evo Morales, ficou claro que a Bolívia, neste momento, não tem como cumprir os contratos com a Argentina", comentou.
Por fim, reiterou sua preocupação pela presença da IV Frota dos Estados Unidos na região porque isso "acontece exatamente onde acabamos de descobrir petróleo".
Lula defendeu a proposta de seu País de criar um Conselho da Defesa Sul-americano e insistiu em sua preocupação em relação à IV Frota americana.
"Quando os Estados Unidos afirmam que a IV Frota está aqui para ajuda sanitária, não entendo para que se nós não estamos pedindo que nos ajudem em termos de saúde", argumentou.
O presidente admitiu que as forças armadas brasileiras "não frágeis do ponto de vista de equipamento" e anunciou que seu País vai reconstruir sua indústria de defesa.
Apesar de enfatizar que o Brasil é um país que não tem inimigos e "é pacifista de nascimento", advertiu que "o mundo nem sempre tem a mesma linha que nós".
"Sempre pode aparecer alguém que queira a guerra e, por isso, precisamos estar preparados para cuidar de nosso território e de nossa região", conclui.

IASB blasts 'weak regulator' criticisms

'We have been looking at disclosures on IFRS and U.S. GAAP, and, actually, you get far more disclosure under IFRS' - Sir David Tweedie
Written by Penny Sukhraj
Accountancy Age,
08 Sep 2008
The chief of the international accounting standard setter says it is 'absolute nonsense' that IFRS would put US investors at the mercy of overseas regulators.
'It is absolute nonsense,' said International Accounting Standards Board chairman Sir David Tweedie in an interview with CFO.com.
'The SEC is going to look at the accounts that are coming in. Countries around the world aren't just going to throw away their own accounting standards if they think we are bringing out standards that aren't very good,' said Sir David.
Earlier this month, US Rhode Island Democrat Senator Jack Reed argued that the Securities and Exchange Commission could put investors at risk by allowing external, less aggressive regulators to have power of overseeing the rules.
Sir David added: 'We have been looking at disclosures on IFRS and U.S. GAAP, and, actually, you get far more disclosure under IFRS.'

Fundo FGTS investe R$ 500 mi em malha ferroviária

Investnews
08/09/2008
O Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal, acaba de realizar seu primeiro investimento, segundo nota divulgada nesta sexta-feira pelo banco.
Trata-se de uma operação com desembolso de R$ 500 milhões visando expansão da malha ferroviária. Considerado um setor estratégico para a matriz de transportes brasileira, o investimento do FI-FGTS contribui com a revitalização do modal ferroviário do País.
Os recursos irão proporcionar o aumento da eficiência operacional, redução de acidentes e aquisição de novos vagões e locomotivas para suporte ao aumento do volume transportado de carga.
Estima-se que somente este investimento do FI-FGTS deverá gerar cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos. Atualmente, o Brasil possui o maior sistema ferroviário da América Latina em termos de carga transportada.
O FI-FGTS recebeu cerca de 40 projetos, tendo sido pré-aprovados 12 investimentos. Os projetos pré-aprovados possuem estimativa de geração de 30 mil empregos diretos e 54 mil empregos indiretos.
O retorno sócio-ambiental que será gerado pelos empreendimentos e a governança corporativa existente nas empresas têm papel fundamental no processo de análise pela Caixa, segundo informou a empresa.
O volume da carteira teórica do Fundo já superou a marca dos R$ 5,2 bilhões e o montante de recursos a ser investido poderá chegar a, aproximadamente, R$ 17 bilhões.

Brazil's Lula says oil find is path to end poverty

Sun Sep 7, 2008 7:58pm EDT
By Raymond Colitt
BRASILIA, Sept 7 (Reuters) - Brazil has found a path to eradicate poverty in its recent oil discovery but will not squander money it does not yet have, the country's president, Luiz Inacio Lula da Silva, said on Sunday.
State-controlled firm Petrobras(PETR4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz)(PBR.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) surprised the oil world last year with the second-biggest oil find in 20 years.
Since then Latin America's largest country has been gripped by a frenzied debate over how best to manage its new oil wealth. Despite years of strong economic growth under Lula, Brazil is still troubled by glaring poverty and inequality.
The tapping of the reserves with a test well on Sept. 2 symbolized "the opening of a direct bridge between natural wealth and the eradication of poverty," Lula said in a nationally-televised address commemorating Brazil's independence from Portugal in 1822.
Oil wealth would be spent primarily on education and eradication of poverty, creating "timeless and endless wealth" for the Brazilian people, Lula said.
The former metal worker, who has spoken about oil almost daily in recent weeks, said Brazil was seeing the crowning of a successful policy of growth and income distribution.
Lula said exact reserves were still unknown in the field that is 500 miles (800 km) long by 125 miles (200 km) wide off Brazil's southern coast.
"But one can say with full certainty, (they) will make Brazil one of the world's largest oil and gas producers," Lula said.
Critics say Lula is seeking to maximize political gains from the oil discovery before municipal elections on October 5.
Fernando Henrique Cardoso, Brazil's president from 1995 to 2002, warned on Sunday in O Estado de Sao Paulo newspaper of false nationalism and a pre-election climate in the oil debate of recent days.
TWO PRINCIPLES
Lula said the oil boom would be guided by two principles.
"We won't be dazzled and go spending money we don't have on silly things," he said in his short address.
Brazil would also export value-added derivatives and petrochemicals rather than crude oil, and build a sophisticated supply industry, he said.
"In coming years alone, five refineries, dozens of drilling rigs and platforms and hundreds of ships will be built," Lula said.
During an Independence Day parade Lula presided over earlier on Sunday, elementary school children dressed in orange overalls used by workers at Petrobras pulled a miniature float carrying a model oil drilling rig.
Argentina's President Cristina Kirchner, who on Saturday inaugurated an Argentine company's assembly line for electric generators in northeastern Brazil, was the guest of honor at the parade.
Lula praised Petrobras for finding the oil and said developing the deposits will be another challenge it would meet.
Pumping the oil from under a thick layer of salt up to 4.5 miles (7 km) under the sea will cost hundreds of billions of dollars as well as require cutting-edge technology.
Lula had said in August that the oil belonged to the Brazilian people and not to Petrobras and aides say he wants to increase state control over exploration and production.
Petrobras and foreign firms already operating in the area, such as ExxonMobil Corp (XOM.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) and Shell (RDSa.L: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) are now waiting anxiously for Lula's administration to unveil new rules to govern the oil bonanza.
(Additional reporting by Ferando Exman, editing by Vicki Allen)

Brasil tem "limitador de crescimento", diz agência internacional

BBC Brasil / Fabiano Klostermann
08/09/2008
O crescimento da economia brasileira, projetado pela Unctad, o braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para o desenvolvimento, em 4,8% em 2008, está próximo do limite do que o País pode suportar sem apresentar desequilíbrios macroeconômicos. A afirmação é do economista sênior da agência de classificação de risco Moody's para a América Latina, Alfredo Coutino.
Nesta semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o aquecimento economia brasileira está desacelerando para um ritmo mais sustentável. Segundo ele, até mesmo a expansão do crédito, que vinha na faixa de 30% ao ano, baixou para valores entre 15% e 20%, o que caracterizaria um crescimento mais saudável.
O economista da Moody's - única das três principais agências de classificação de risco (que inclui Fitch e Standard & Poor's) a não dar grau de investimento ao Brasil - explica que um crescimento entre 4,5% e 5% é o potencial efetivo de expansão da economia brasileira. "Esse potencial é determinado pela capacidade de produção acumulada pela economia nos últimos 10 anos e determinado por três fatores fundamentais de fonte de crescimento permanente: poupança de investimentos, produtividade e mudanças tecnológicas", explicou.
De acordo com o economista sênior da agência, para não gerar desequilíbrios entre oferta e demanda, que ocasionam pressões inflacionárias, é necessário que o crescimento de um país não ultrapasse o seu potencial.
"Se a economia brasileira crescer além de 5%, então a demanda doméstica vai ultrapassar a produção nacional, gerando então um excesso de demanda que vai ser acomodado seja por inflação ou desequilíbrio na balança comercial", afirma Coutino.
O economista cita ainda a taxa de investimento na relação com o Produto Interno Bruto (PIB) como limitador do crescimento que um país pode apresentar sem desequilíbrios e cita o vizinho Chile como exemplo de a ser seguido. "No caso do Chile, a economia tem índices de investimento de cerca de 25% (do PIB), que indicam que a economia pode suportar crescimento acima de 5% sem desequilíbrios", explica.
"No caso do Brasil, as taxas são mais baixas, entre 18% a 20%, o que significa que o País pode crescer menos. Para a economia brasileira ter mais capacidade de crescer, é preciso investir mais na expansão dos negócios", acrescenta.
Apesar deste limitador de 5% ao ano, Coutino diz que o País está no caminho certo para melhorar seu crescimento. "O Brasil está fazendo coisas certas agora, mas o País passou por períodos de alta volatilidade tanto no ambiente econômico quanto no político, que foram um obstáculo para a economia no passado, e também aumentaram a pobreza", diz o economista.
No entanto, ele destaca que as mudanças não surtem efeito rapidamente e exigem anos para incrementar a capacidade produtiva. "Agora que o governo está combinando políticas de livre mercado com políticas públicas de conteúdo mais social, o Brasil está sustentando um crescimento maior. Mas, o incremento da capacidade produtiva leva anos e anos e o Brasil só começou a investir mais nesta década".

Brasil e Argentina eliminarão dólar como moeda comercial

EFE
08/09/2008
O Brasil e a Argentina eliminarão o dólar como moeda em seu comércio bilateral, para o qual serão utilizados reais e pesos, garantiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista publicada no jornal Clarín, de Buenos Aires, Lula disse que o acordo que lançará oficialmente este mecanismo será assinado na segunda-feira com a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que está no Brasil em visita oficial.
"Vamos abolir o dólar como moeda em nosso comércio", ressaltou o presidente. O Brasil é o principal destino das exportações argentinas (19% do total) e o maior fornecedor da Argentina (32% das compras).
Entre janeiro e junho deste ano, os dois países, membros do Mercosul, trocaram mercadorias no valor de US$ 14,8 bilhões, com um superávit de aproximadamente US$ 2 bilhões a favor dos brasileiros.
Nesse sentido, Lula lembrou que, este ano, o fluxo comercial entre Argentina e Brasil será superior a US$ 30 bilhões.
A respeito das divergências entre os países nas fracassadas negociações da Rodada do Desenvolvimento de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), disse que "não existe possibilidade de o Brasil jogar sozinho".
"Primeiro porque acredito, trabalho e aposto na integração regional, e segundo, porque, como disse em minha última visita a Buenos Aires, considero que é muito importante que Argentina e Brasil não se olhem como concorrentes, mas como parceiros", disse.
Lula disse que "é importante lembrar que mais de 70% do que a Argentina exporta para o Brasil são produtos manufaturados, o que significa mais valor agregado, mais produção e mais emprego".
"Isso é um potencial extraordinário, porque a Argentina está em processo de reindustrialização. Em função dessa realidade argentina, o Brasil tem consciência do papel que tem na Rodada de Doha e de como combinar isto com a cooperação com a Argentina para sua recuperação industrial", concluiu.

Argentina, Brazil to sign trade currency pact: Lula

Sun Sep 7, 2008 11:20am EDT
BUENOS AIRES, Sept 7 (Reuters) - Argentina and Brazil will sign a pact on Monday that will abolish the dollar in bilateral trade seen hitting $30 billion this year, Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva said in an interview published on Sunday.
The initiative, announced in September 2006 and which had been expected to come into effect in July 2007, seeks to reduce exchange rate costs and simplify bilateral trade between the south American neighbors.
The pact will be signed in Brazil on Monday, when Argentine President Cristina Fernandez attends a bilateral summit -- an initiative that could later be extended to other members of South American trade bloc Mercosur.
"On Monday we will sign an agreement with President Cristina (Fernandez de) Kirchner that will officially launch the use of reais and pesos in our trade exchange," Lula told Argentine newspaper Clarin in an interview.
"We are going to abolish the dollar as a currency in our trade."
He said he wanted Brazil and Argentina's trade balance to be more balanced. Argentina had a $2.7 billion trade deficit with its larger neighbor Brazil in the first half of the year.
"The trade balance should be a two-way street," he said. "There has to be certain balance: one can have a small difference, one year a trade deficit and the next a surplus."
"It is not in Brazil's interest that there be a big trade surplus in Brazil's favor."
Lula played down differences with Argentina over the failed Doha round of trade talks, which collapsed in late July.
Farming giant Brazil softened its stance against wealthy countries' agricultural subsidies in the Doha round, but the negotiations collapsed when Argentina and others opposed the deal, saying it would hurt farmers.
"In our divergent opinions, we should not see conflict but simply differences," said Lula, who wants to restart global trade negotiations.
"The truth is that Doha did not seem to bring great advantages for Argentina and Brazil." (Reporting by Lucas Bergman, Writing by Simon Gardner, Editing by Jackie Frank)

Modelo de concessão de aeroportos deve ficar pronto em 2009, diz Jobim

Valor OnLine
08/09/2008
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, acredita que em 2009 será possível adotar um modelo de concessão à iniciativa privada dos aeroportos públicos do país. Os primeiros devem ser Galeão (Tom Jobim), no Rio de Janeiro, e Viracopos, em Campinas (SP).
Esperamos no ano que vem ter condições de lançar o edital [de Viracopos e Galeão] e estar com esse assunto resolvido, disse o ministro (5), a bordo do porta-aviões São Paulo, onde participou da cerimônia de transmissão dos cargos de comandante de Operações Navais e de Diretor-Geral de Navegação, no Rio de Janeiro.
A escolha dos dois aeroportos foi uma decisão política do presidente Lula, segundo Jobim. No caso de Viracopos, a idéia é desafogar o tráfego aéreo em Guarulhos e Congonhas. Quanto ao Galeão, é garantir uma boa infra-estrutura caso o Brasil seja sede da Copa do Mundo de 2014 e o Rio, da Olimpíada de 2016.
O ministro informou que o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, será o coordenador dos estudos dos modelos de concessão e de reaproveitamento dos funcionários da Infraero, que operam os serviços.
Jobim adiantou que também será elaborado um modelo de concessão para um novo aeroporto em São Paulo, sem data ou local definido. Ele mencionou ainda um plano de criar um trem expresso ligando Guarulhos, Congonhas e Viracopos.
Ontem, Jobim disse que Lula autorizou uma análise sobre a concessão dos dois aeroportos (Galeão e Viracopos) e garantiu que os trabalhadores não serão abandonados.

domingo, 7 de setembro de 2008

Curso: Argumentação de Vendas e Refutação de Objeções


Curso: Planejamento Comercial


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Jornal Economia em Notícia - Edição 21


Exportação de etanol brasileiro deve crescer 18%

Rodrigo Postigo
05/09/2008
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que até o fim do ano sejam enviados a outros países 4,17 bilhões de litros de etanol, crescimento de 18,21% a mais do que os 3,53 bilhões de litros de 2007, segundo um estudo da estatal.
A projeção é de que em 2011 os embarques cheguem a 6,10 bilhões, aumento de 72,85% sobre o resultado do ano passado. Os Estados Unidos e Caribe continuam liderando as importações de álcool do Brasil, com participação de 59% do álcool exportado em 2007, segundo a Conab.
"O Caribe é um ponto importante, pois o álcool hidratado que é transformado lá em anidro não paga a sobre taxa de US$ 150 por metro cúbico", diz o presidente da estatal, Wagner Rossi.
A Holanda e o Japão representam 28% e 3%, respectivamente, das exportações brasileiras. Rossi explica que os holandeses aparecem com destaque, pois o porto de Roterdã, na Holanda, é o hub do produto na Europa. "Isso não quer dizer que não vá para outros países", explicou.
O volume de cana-de-açúcar da safra 2008 destinado para a fabricação de álcool também cresce e será de 317,8 milhões de toneladas, 17,3% maior do que o da safra anterior, segundo levantamento da companhia.
O Centro-Sul responde por 285,3 milhões de toneladas, crescimento de 17,5% em relação a safra passada, e o Norte/Nordeste apresenta 32,5 milhões de toneladas, 15,8% maior. "O crescimento do álcool é bem maior e bem mais firme do que o do açúcar", diz o presidente da Conab, Wagner Rossi.
A produção brasileira de álcool total (anidro e hidratado) está estimada em 27,1 bilhões de litros, crescimento de 17,7% em relação a safra anterior. O Centro-Sul participa com uma produção de 24,5 bilhões de litros.
A região Norte/Nordeste responde por 2,6 bilhões de litros. A produção de álcool anidro é estimada em 9,8 bilhões, elevação de 13,6%, sendo 8,6 bilhões do Centro-Sul e 1,2 bilhão do Norte/Nordeste. A produção de álcool hidratado deve ser de cerca de 17,3 bilhões de litros, aumento de 20,1% frente a safra passada. Desse total, 15,9 bilhões de litros são do Centro-Sul e 1,4 bilhão, do Norte/Nordeste.

EUA irão promover acordo comercial com o Mercosul

Rodrigo Postigo
05/09/2008
Os Estados Unidos promoverão nos próximos meses uma aproximação comercial com o Mercosul que poderá ocasionar um Tratado de Livre Comércio (TLC) ou um acordo semelhante, informou ao jornal semanal Búsqueda o subsecretário americano para a América Latina, Thomas Shannon. As informações são da agência Ansa.
"Um dos desafios que os Estados Unidos encontrarão é começar a explorar a possibilidade de um acordo ou caminhos para aprofundar o comércio com o Mercosul", disse Shannon, que afirmou que esse plano de Washington terá como exemplo a relação mantida com o Uruguai, país com o qual foi firmado o Acordo Marco de Comércio e Investimentos (Tifa, na sigla em inglês).
Shannon falou dos laços entre seu governo e o do socialista Tabaré Vázquez e considerou como "muito próxima" a relação de George W. Bush com seu colega uruguaio, o que permitiu um "diálogo frutífero, não apenas na área comercial".
"Estamos orgulhosos de ter o Uruguai como amigo e parceiro" e valorizamos sua "vontade de ter um papel importante na região e no mundo", acrescentou Shannon.
O secretário também comentou ao jornal a decisão da Argentina - onde esteve recentemente antes de ir ao Paraguai - de quitar a dívida com o Clube de Paris que, segundo ele, "abre um espaço nos mercados de capitais internacionais que irá ajudar" o governo de Cristina Kirchner.

Anfavea anuncia aumento de US$ 1,7 bilhão nos investimentos do setor

Valor Online
05/09/2008
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) atualizou nesta quinta-feira os valores referentes aos investimentos do setor para os próximos três anos. De acordo com a entidade, as montadoras e fabricantes de autopeças irão desembolsar agora US$ 22,7 bilhões até 2011, contra US$ 21 bilhões anunciados anteriormente.
Com os aportes, a Anfavea acredita que o parque automobilístico nacional chegue a 2013 com a capacidade de produzir 6 milhões de veículos por ano, um salto de 56% sobre a capacidade atual. No entanto, a produção efetiva para 2013 é projetada pela associação em 5 milhões de unidades.Apesar de atualizar o valor total do setor, a Anfavea não especificou as empresas donas do investimento adicional. O diretor-técnico da entidade, Aurélio Santana, garantiu apenas que, entre outras coisas, estão incluídos nos US$ 22,7 bilhões os investimentos referentes à nova fábrica da Toyota, em Sorocaba (SP), cujos valores ainda não foram revelados oficialmente pela montadora japonesa.O executivo, entretanto, fez questão de salientar que não é correto atribuir à Toyota o US$ 1,7 bilhão que foi adicionado ao investimento total do setor até 2011.

Brazil may press WTO on US ethanol tariffs

The Associated Press
Published: September 3, 2008
RIO DE JANEIRO, Brazil: Brazil's foreign minister says his country is likely to press the World Trade Organization to take action against U.S. tariffs on ethanol imports.
Foreign Minister Celso Amorim says Brazil "has a very strong case and there is a good chance" that the nation will urge the WTO to take action against the U.S.
The U.S. places a 54 cents-a-gallon tariff on ethanol imported from Brazil, where the fuel is made from sugarcane.
American producers mostly use the more costly corn to make the fuel.
In June Brazil got a big win when the WTO ruled against the U.S. and its cotton subsidies, allowing Brazil to seek US$4 billion in retaliation.
Amorim spoke to foreign correspondents in Rio de Janeiro on Tuesday.

Brazil auto sales fall in August after record

Thu Sep 4, 2008 11:33am EDT
SAO PAULO, Sept 4 (Reuters) - Auto production and sales in Brazil fell sharply in August, the automakers' association Anfavea said on Thursday, as rising interest rates began to affect consumer demand.
Higher incomes and cheaper credit had driven car demand and made Brazil a major market for several international manufacturers in recent years.
Car sales fell 15.1 percent from July to 244,800 units, but were still up 4 percent over the same month last year, Anfavea said.
Rising car exports partially offset the slump in domestic sales. Manufacturers sold 67,900 units abroad in August, up 7.9 percent over July.
Production was down 1 percent from July at 314,700 units, but still up 12.6 percent year-on-year.
In August, 86.7 percent of all new cars sold were equipped with flex-fuel engines, which run on either gasoline or cane-based ethanol, or any combination of the two.
The central bank has increased its benchmark lending rate by 175 basis points since April and some analysts say could increase it by as much again this year.
The country's car market is dominated by global automakers such as Italy's Fiat (FIA_p.MI: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), Germany's Volkswagen AG (VOWG.DE: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), U.S.-based General Motors Corp (GM.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) and Ford Motor Co (F.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), followed by Japanese and French manufacturers.
Metalworkers at Volkswagen, Renault and Nissan voted on Thursday to continue a four-day strike, which they said was partially affecting production. (Reporting by Vanessa Stelzer, writing by Raymond Colitt, editing by Maureen Bavdek)

Agricultural Prices to Stay High, U.S. Official Says (Update1)

By William Bi
Sept. 5 (Bloomberg) -- Global agricultural prices will probably remain higher than in the previous decade as strong demand from China and other developing nations outstrips gains in production, a U.S. agriculture official said.
A growing middle class in emerging markets, rising energy costs and biofuel production will keep prices above ``historic levels'' even after recent declines, Mark Petry, agricultural attaché at the U.S. embassy in China, said in a speech prepared for delivery today.
Soybeans, corn, rice and wheat have slumped after climbing to records this year as declining crude oil prices and higher farm production spurred speculation that the rally was over.
An expanding middle class ``should keep demand firm,'' Petry said in the remarks for a conference in Chengdu. The number of middle class households globally, or those with a combined annual income exceeding $20,000 after adjusting for real purchasing power, will double by 2020 from 2004, Petry said, citing data from Global Insight. China and India will lead the advance, he said.
China's spending power is fueling imports of soybeans, poultry and other products, while its own production is failing to keep pace because of water shortages, limited use of genetically modified crops and a shift to cash crops from bulk commodities, Petry said.
China Growth
``China's soybean consumption should grow at least 8 percent a year,'' Petry said. While above-normal imports have created a glut, that will be drawn down and normal buying will resume later this year, he said.
Soybean imports in the first seven months rose 23 percent from year ago to 20.7 million tons, according to customs data. That jump helped create oversupply that pushed China's soybean oil prices to the lowest this year on Aug. 13, forcing the country's biggest cooking oil bottlers, including Wilmar International Ltd. and Cofco Ltd., to cut prices.
In the 2008-09 marketing year beginning in October, ending stockpiles of U.S. corn will be tighter than last year, while the gain in soybean output will help compensate for low ending stocks from the previous year, Petry said.
''I'd be surprised if soybeans fall'' below the level of about $10-$11 a bushel, because of higher costs of production, especially in South America, Petry said. Further declines in returns may prompt farmers to scale back planting, he said.
Soybeans traded at $12.1350 a bushel in Chicago at 1 p.m. Singapore time today.
Global wheat production will rebound this year, he said. World rice supplies are adequate to meet demand and ending stocks are expected to increase, he said.

Fundos de investimento perdem R$ 10,7 bilhões em agosto

Rodrigo Postigo
05/09/2008
O ano de 2008 é de perdas para a indústria de fundos de investimento. Só em agosto, o setor registrou R$ 10,7 bilhões em retiradas líquidas (diferença entre entradas e saídas). No ano, a captação está negativa em R$ 19,2 bilhões, segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).
Surpreendentemente, a renda fixa registra o maior volume de saídas em agosto, com R$ 5,7 bilhões; seguida pelos Fundos em Direitos Creditórios (FIDC) e pelos multimercados, com R$ 2,3 bilhões e R$ 2,1 bilhões em saídas, respectivamente.
No acumulado de 2008, até agosto, os multimercados são os que mais perderam recursos com R$ 29,4 bilhões em retiradas. Nesta mesma base de comparação a renda fixa está em segundo lugar com captação negativa de R$ 23,1 bilhões.
Em agosto, as categorias com maior captação foram previdência com R$ 300 milhões e cambial com R$ 100 milhões. Dados da Anbid mostram que a movimentação do mês de agosto representou 0,92% do patrimônio líquido total do mercado doméstico, hoje em R$ 1,1 trilhão.

Lula dá sinal verde para privatizar aeroportos de Galeão e Viracopos

Estudos deverão ser incluídos nos planos do governo para reformular a infra-estrutura aeroportuária do País
O Estado de São Paulo / Tânia Monteiro
05/09/2008
O Ministério da Defesa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão antecipar os planos para a reformulação da infra-estrutura aeroportuária do País e incluir nos estudos, por ordem do presidente da República, a possibilidade de privatizar os aeroportos do Galeão (Rio) e de Viracopos (Campinas/SP). O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), pressiona abertamente em favor da idéia da privatização do Galeão, mas os estudos também avaliam a proposta de uma parte considerável do governo, que sugere como melhor alternativa a abertura do capital da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária).A Infraero teme perder mais de 20% da receita da empresa, se os dois aeroportos forem mesmo privatizados - no primeiro semestre deste ano, o resultado operacional alcançou R$ 350 milhões, sendo R$ 60 milhões provenientes do Galeão (R$ 12 milhões) e de Viracopos (R$ 48 milhões).São dois dos aeroportos mais rentáveis da infra-estrutura administrada pela estatal pelo País afora. "Será uma perda de receita muito grande", admitiu ontem o presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, depois de uma reunião com o ministro Jobim, na pasta da Defesa.A pressão em torno da privatização do Galeão e Viracopos, entre outros motivos, tem a ver com a necessidade de acelerar os investimentos para aprontar a infra-estrutura de aeroportos para a Copa de 2014. No caso do Rio, o governador Cabral avalia que a Infraero não tem orçamento para fazer as reformas necessárias no decadente Galeão, e ainda construir os novos terminais.Depois do anúncio do governador Cabral, feito em Londres, o ministro Nelson Jobim (Defesa) confirmou no final da tarde, em Brasília, que o presidente Lula autorizou os estudos para fazer as privatizações do Galeão e de Viracopos. "Uma coisa parece certa: será uma concessão da União ao setor privado", disse Jobim. Em seguida o ministro demonstrou que a decisão ainda não está fechada em um modelo só: "O presidente pediu para examinar a conveniência da concessão do Galeão e Viracopos".Ao ser questionado especificamente sobre a privatização, Jobim acrescentou: "É uma possibilidade. Mas tem de ver a formatação, e é isso que vamos discutir ainda".Gaudenzi disse que não vai brigar. "Os aeroportos são do Estado, são da União, não são de propriedade da Infraero". Sua posição é que a proposta de abertura de capital da empresa "é uma opção mais segura". Ele costuma fazer uma pergunta para se contrapor à privatização: "Se a privatização der errado, quem terá de retomar os aeroportos e administrá-los?". Ele mesmo responde: "O ônus caberá, claro, ao governo".Ontem, Gaudenzi disse que as obras que estão sendo realizadas nos dois aeroportos pela Infraero não deverão ser interrompidas por conta da nova orientação em relação às concessões.

A Escola de Vendas em 9 Passos

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Jornal Economia em Notícia - Edição 20

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Jornal Economia em Notícia - Edição 19

Argentina anuncia acordo de US$ 200 mi com BNDES

Rodrigo Postigo
03/09/2008
A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, anunciou nesta terça-feira que assinará um acordo através do qual o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abrirá créditos "de US$ 200 milhões" para financiamento de compra de bens de capital argentinos por empresas brasileiras.
O acordo será assinado na próxima segunda-feira durante a visita oficial que Cristina fará ao Brasil, onde a governante se reunirá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Haverá US$ 200 milhões (do BNDES) para ajudar os produtores com vendas no Brasil e no mundo. Haverá o financiamento de bens de capital e mercadorias argentinas", o que "vai ajudar a inserir nossos produtores no mundo", destacou.
Em um ato na sede do governo por ocasião do Dia da Indústria, a chefe de Estado também antecipou que trabalha em uma normativa para exigir a compra de maquinaria argentina "para ter acesso aos créditos" dos bancos públicos.
"No Brasil é assim, exceto quando essa maquinaria não é construída no país", explicou Cristina durante o ato, transmitido pela cadeia nacional de rádio e televisão e no qual também anunciou o cancelamento da dívida da Argentina com o Clube de Paris.
"Queremos um acordo com a indústria local para garantir que haja preço, qualidade e tempo de entrega e porque acreditamos na necessidade de articular acordos que sejam proveitosos para todos", declarou a chefe de Estado.
Cristina ressaltou que protegerá a indústria argentina desde que os empresários "garantam" que sua produção terá "qualidade e eficiência nos prazos de entrega".
Em 4 de agosto, os diretores das maiores associações patronais de Argentina e Brasil destacaram as boas possibilidades de negócios conjuntos através de créditos do BNDES, durante uma reunião empresarial em Buenos Aires, por ocasião de uma visita de Lula ao país.
O comércio entre Argentina e Brasil alcançará este ano o número recorde de US$ 30 bilhões, dez vezes mais que em 1986, quando foram assinados os primeiros acordos de integração bilateral.

Cresce a fatia da pessoa física

Gazeta Mercantil / Silvia Rosa
03/09/2008
Com o cenário de queda de juros e aquecimento do mercado de capitais, a participação dos investidores pessoa física na Bolsa de valores de São Paulo (Bovespa) cresceu expressivamente nos últimos seis anos, saltando de 85.249 contas cadastradas na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) em 2002 para 529.089 em agosto deste ano, segundo dados divulgados ontem pela BMFBovespa.
Os investidores pessoa física movimentaram R$ 87,53 bilhões, respondendo por 25,5% do volume total negociado na Bovespa até o dia 28 de agosto deste ano.
A participação das mulheres no mercado de capitais também aumentou significativamente, passando de 17,63% do total dos investidores em 2002, para 22,68% em agosto deste ano, respondendo por 125.178 investidores. Já a participação de homens recuou de 82,37% para 73,17% no período, contabilizando 403.911 investidores.
Os dados da BM&FBovespa, no entanto, consideram todos os CPFs cadastrados em cada agente de custódia, e pode contabilizar o investidor mais de uma vez caso utilize mais de uma corretora.
O estado de São Paulo concentra a maior parte dos investidores, respondendo por 48,8% do total com 237.327 contas cadastradas, seguido pelo Rio de Janeiro com 25,36%, Minas Gerais com 5,82% e Rio Grande do Sul com 5,36%. A região Norte apresenta a menor concentração de investidores.
Em agosto, os investidores pessoa jurídica somaram 22.927 contas cadastradas, respondendo por 4,15% da base total.

CVM edita parecer sobre incorporação

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados
03/09/2008
A Comissão de Valores Mobiliários ( CVM) editou nesta segunda-feira o parecer de orientação n 35/08, que trata de deveres legais de administradores de empresas nas incorporações de controladas. De acordo com comunicado da autarquia, um dos principais objetivos da medida é assegurar uma negociação efetiva e independente entre o controlador e os administradores da companhia controlada durante o negócio. "Ao negociar uma operação de fusão, incorporação ou incorporação de ações, os administradores devem agir com diligência e lealdade à companhia que administram", diz a CVM.
O parecer determina, entre outros pontos, que a decisão sobre a incorporação seja fundamentada e documentada, e que todos os documentos que embasaram a decisão dos administradores sejam colocados à disposição dos acionistas. Caso a relação de troca e as condições propostas sejam insatisfatórios para a empresa controlada, os administradores devem rejeitar a operação, ressalta o texto do parecer.
A CVM recomenda ainda a criação de um comitê especial independente para negociar a operação. O órgão concedeu a possibilidade de que o comitê tenha várias composições, inclusive por administradores da companhia, desde que mantenha a independência. Essa alteração foi resultado do processo de audiência pública pelo qual passou o texto.
Outra orientação do parecer é condicionar a operação à aprovação da maioria dos acionistas não-controladores, inclusive os titulares de ações sem direito a voto ou com voto restrito.

País não pode ser "pego de surpresa" por contas externas

Terra / Denise Campos de Toledo
03/09/2008
A balança comercial brasileira registrou recorde de importações em agosto: quase US$ 17,5 bilhões. Apesar disso, o saldo ainda foi positivo em cerca de US$ 2,2 bilhões. É que as exportações brasileiras também seguem em expansão, amparadas, principalmente, no bom desempenho das commodities. O governo já está até refazendo, para cima, as projeções para as vendas externas do País neste ano.
Por conta disso, o Brasil ainda pode contar com bons saldos na balança. Neste ano, o superávit já está em quase US$ 17 bilhões. As exportações estão e vão continuar crescendo. O problema é o ritmo.
O dólar baixo favorece muito mais as importações. Por isso o saldo comercial está encolhendo. Esse processo tem aspectos positivos: entram mais produtos baratos no País, o que segura a inflação.
E até as empresas aproveitam para a compra de maquinário, além de componentes, que ajudam a produzir mais, com custo menor. Há ganhos de produtividade. Mas, há o lado negativo. Os produtos nacionais perdem terreno para os estrangeiros, aqui e no exterior. Empresas produzem menos que poderiam, com reflexo na atividade em geral. E saldos menores interferem nas contas externas, que já estão no vermelho.
E não é só o dólar que atrapalha a competitividade do produto brasileiro. O custo Brasil vai bem além disso. A carga de impostos é um problema até maior. Nessas condições a tendência é o saldo comercial manter uma trajetória decrescente, que pode se intensificar diante de uma queda mais acentuada dos preços das commodities no exterior.
Além das perdas para as empresas e para a atividade econômica, tem a questão, já destacada, das contas externas. Sem o reforço maior da balança comercial, o País ficará mais dependente dos investimentos diretos e os destinados ao mercado financeiro. No entanto, não é um problema para agora.
As reservas cambiais recordes e a reestruturação da dívidas garantem, uma situação confortável, que até protege o País diante das incertezas do cenário externo. Mas, são sinalizações que merecem atenção, para o País não ser pego de "surpresa" mais à frente.

Proposta de orçamento mostra crescimento da carga tributária federal

Na proporção com o PIB, receitas da União devem crescer em 2008 e 2009.Crescimento da carga acontece sem a CPMF, mas com aumento do IOF.
G1 / Alexandro Martello
03/09/2008
Dados contidos na proposta de orçamento federal para o ano de 2009, enviada na última semana pelo governo ao Congresso Nacional, mostram que a carga tributária da União, o que inclui a arrecadação dos tributos federais, das contribuições do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e das "demais receitas", deverão crescer acima do aumento previsto para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 e 2009, o que configura elevação da carga tributária (arrecadação dividida pelo PIB).
Em 2007, segundo dados da proposta orçamentária do próximo ano, a arrecadação do governo com tributos, com o INSS e com as demais receitas (a chamada receita primária total), somou R$ 620,3 bilhões, ou 24,24% do PIB. Para 2008, a estimativa é que este valor, mesmo sem a cobrança da CPMF, mas com aumento da alíquota do IOF para empréstimos (autorizada no início de 2008), suba para R$ 715,7 bilhões, ou 24,83% do PIB. E a previsão para 2009 é de nova elevação: para R$ 808,8 bilhões, ou 25,38% do PIB.
Nesta previsão não está incluída, porém, a arrecadação dos estados e dos municípios. Refere-se apenas aos tributos cobrados pelo governo federal. Faltam ser computados, portanto, as receitas do ICMS, tributo que individualmente mais arrecada no Brasil, além do IPVA, do IPTU e do ISS, entre outros.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Jornal Economia em Notícia - Edição 18

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Varejo engatinha na direção do e-commerce

Gazeta Mercantil / Etiene Ramos
01/09/2008
Grandes redes do varejo pernambucano ainda engatinham na direção do e-commerce mas sabem que ele será importante para enfrentar a concorrência. Algumas nem possuem site, como as lojas de móveis e eletrodomésticos Hermol e a Eletroshopping, ambas com forte presença na Região Metropolitana do Recife seja em lojas de bairros populares ou em shoppings centers, mas planejam uma ofensiva virtual para breve. "Estamos definindo a estrutura de distribuição e de vendas on-line. Ate o final do ano esperamos concluir e lançar o site já com e-commerce", revela o gerente de Marketing da Hermol, Eclésio Batista.
A Via Sports, rede de material esportivo com 12 lojas em Pernambuco e nas capitais do Ceará, Piauí e Maranhão, também pretende invadir o campo virtual mas, mesmo que o pontapé inicial seja dado este ano, a jogada será finalizada em 2009. "Embora as vendas on-line dos concorrentes ainda não atinjam as das nossas lojas, a gente não pode demorar muito a entrar no e-commerce", diz Marcos Ribeiro, gerente de marketing da Via Sports.
A grife de lingerie sofisticada Fruit de La Passion, com lojas em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Recife não esperou e, no ano passado, criou um hotsite de vendas para oferecer aos clientes as suas coleções, em todas as cores e tamanhos disponíveis. "Não almejamos um alto faturamento mas sim atender ao nosso público que não conseguia encontrar tudo o que queria nas revendas multimarcas que vendem Fruit de La Passion em cidades onde não temos lojas próprias", explica o empresário Luis Antonio Bourdon, que administra, a partir do Recife, as vendas on-line da grife para todo o Brasil. A distribuição é feita por contrato com os Correios e o valor da entrega já é calculado pelo site, conforme o peso da peça e o local de destino, e inserido no valor final da compra, fechada apenas com os cartões de crédito Visa, Amex e Mastercard. Experiente no ramo, Luiz Antonio, diz que lingerie não é fácil de vender nem mesmo no balcão, mas tem tido boa aceitação na internet.
De farda Já os produtos eletrônicos e de informática não exigem tanto e quem quer vender pela internet não precisa de muita estrutura. Um bom exemplo é o da Lucbuy, loja virtual dos irmãos Luciane e Luciano Santa Clara, do Recife. Com a expertise adquirida no Mercado Livre, um grande shopping virtual que hospeda vendedores informais ou empresas cobrando comissões pelas vendas fechadas, e a chegada do Supersimples, eles saíram da informalidade abrindo uma pessoa jurídica no ano passado e hoje chegam a vender até R$ 7 mil por mês. As vendas são sincronizadas pelo Mercado Livre que fica com 4,49% de comissão e, segundo Luciano Santa Clara, ainda podem crescer muito. "O e-commerce é maravilhoso. Sempre fui arrojado e nunca tive medo da internet. Nunca dei, nem levei cano", diz o militar da Aeronáutica que, depois do expediente na base aérea, rende a irmã e trabalha, muitas vezes, até de madrugada.

SP terá mais R$ 7,5 bi para investimentos em infra-estrutura

Terra / Vagner Magalhães

01/09/2008
O Estado de São Paulo assinou nesta sexta-feira, com o governo federal, o Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal 2008/2010 (PAF), que permitirá ao governo do Estado ampliar em cerca de R$ 7,5 bilhões os investimentos em obras de infra-estrutura.
"São Paulo está executando um programa robusto de investimentos. Isso se deve ao bom desempenho fiscal e a redução da dívida (proporcional) do Estado", afirmou o ministro da Fazenda Guido Mantega, durante evento em São Paulo, onde a parceria foi formalizada.
Do total, R$ 4 bilhões saíram do Tesouro estadual e os outros R$ 3,5 bilhões serão contratados em operações de crédito com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Bird).
Pelo acordo, o governo de São Paulo assegurou o direito de ampliar o seu limite de endividamento em decorrência do bom desempenho fiscal obtido com o aumento de receitas e a redução de despesas. Segundo a administração estadual, os recursos serão disponibilizados até 2010.
"Mesmo com a liberação de aumento do endividamento, o Estado está obedecendo à risca a lei de responsabilidade fiscal. As obras onde os recursos serão alocados são fundamentais para a população do Estado. O País está vivendo um momento virtuoso e propício para estes novos investimentos", disse Mantega.
No ano passado, o superávit primário do Estado atingiu R$ 6,3 milhões, valor 36% superior à meta. "O governo do Estado tem conseguido diminuir o desequilíbrio verificado em suas contas ao registrar sucessivos e crescentes superávits primários desde 1995", afirmou o governador José Serra (PSDB), que assinou o acordo com o Ministério da Fazenda.
Os valores serão aplicados em cinco grandes obras: expansão da Linha 5 (Lilás) do Metrô da capital, entre Largo Treze e a Chácara Klabin (ligação com a Linha 2 - verde), com recursos estimados em R$ 4,9 bilhões; modernização da Linha 11 (Coral) da CPTM, com investimento de R$ 286 milhões; recuperação da malha viária do Estado de São Paulo (rodovias vicinais), recursos de R$ 815 milhões; programa de recuperação sócio-ambiental da Serra do Mar e sistema de mosaicos da Mata Atlântica, com investimento de R$ 736 milhões, e o programa Várzeas do Tietê, que prevê a recuperação das várzeas remanescentes da bacia Alto Tietê, com valor estimado em R$ 683 milhões.

Small farmers to join Brazil sustainable cane move

Fri Aug 29, 2008 10:11am EDT
By Inae Riveras
SAO PAULO (Reuters) - Dozens of small and medium-scale farmers in Brazil's Sao Paulo state will grow sugar cane certified as meeting strict social and environmental standards, the region's cane producers association said late on Thursday.
Several ethanol companies like Cosan and Louis Dreyfus signed deals to produce and export verified sustainable ethanol in the last couple of months to address consumers' concerns over the impact of ethanol which powers almost all the country's new cars.
But now some of the state's small producers in the world's top sugar cane producer will be able to join them.
"We want to have a product with total traceability, from cane seeding to the final product. We believe there's a market for this kind of product, especially in Europe," said Fernando Cesar Gregorio, head of the Bariri Sugarcane Suppliers Association.
The sustainability of Brazil's cane-based ethanol has been called into question by Europe, which is likely to demand stricter environmental and labor standards on imports.
The program will have 50 small and medium-scale cane suppliers who farm up to 3,500 hectares and produce an estimated 260,000 tonnes of cane per year. Some of them are family farmers.
They must refuse the use of child or slave labor, limit their use of agrochemicals, and gather their cane with mechanical harvesters as opposed to cutting it manually. Manual cutting involves burning the plant's foliage, which pollutes the air.
Production standards, which will come into force on August 30, were set by Organizacao Internacional Agropecuaria (OIA), a private company which provides inspection and certification services.
All of the cane supplied under the plan will be crushed at the Dela Colletta mill which will also produce according to these standards. The entire process will be audited by an independent company.
Some of the requirements -- many of them set by law -- are already observed by these producers, but they want to certify "they are doing it right," Gregorio said.
Jose Carlos Reis, agroenergy coordinator at Sebrae, a consultancy for small and medium firms which will provide technical assistance to the growers, said this was the first time small-scale growers were offered the chance to join an environmental and social certification program.
The program also encourages alternating the planting of cane with grain to boost food production and avoid problems associated with monoculture, which can exhaust soil fertility.
"Many people say sugar and ethanol are only for large-scale producers, and we're showing this is not true. These are small suppliers who are organized and looking ahead," Reis said.
Gregorio added no deal had yet been clinched with any foreign importers, but he said certified biofuel was likely to attract a premium as it would be more marketable.
(Editing by Reese Ewing and Jim Marshall)

SEC Moves to Pull Plug On U.S. Accounting Standards

By KARA SCANNELL and JOANNA SLATER

WSJ
August 28, 2008; Page A1
WASHINGTON -- The Securities and Exchange Commission signaled the demise of U.S. accounting standards, kicking off a process Wednesday that could ultimately require all publicly listed American companies to follow an international model instead.
Introduced in two steps, the shift could eventually cut costs for companies and smooth cross-border investing. At the same time, investors worry it will create confusion, especially during the transition. Other critics worry that the international system offers too much wiggle room for companies, compared with the more precise rules enshrined in U.S. standards.
The SEC's proposal would allow some large multinational companies to report earnings according to international accounting beginning in 2010. The SEC estimates at least 110 U.S. companies would qualify based on their market capitalization, among other factors. The agency also laid out a road map by which all U.S. companies would switch to International Financial Reporting Standards, or IFRS, beginning in 2014, at the expense of U.S. Generally Accepted Accounting Principles, the guiding light of accountants for decades.
The proposals will be open for public comment for 60 days and could be finalized later this year.
U.S. corporations gave the news a qualified welcome. Margaret Smyth, controller at aerospace and building-services conglomerate United Technologies Corp., said the possibility of having one set of books around the world, though still years away, would result in "tremendous savings." In the short term, Ms. Smyth said the shift would be expensive and added that "there are some issues that still need to be worked out," particularly in the realm of tax accounting.
The SEC says the change will help the U.S. to compete globally because many other nations use the international standards or plan to do so. Larger companies, especially those with overseas subsidiaries, have urged the SEC to move in this direction. They hope a single accounting standard will enable U.S. investors to more easily compare a retailer in the U.S. with one in France, for example.
SEC Chairman Christopher Cox noted that 100 countries around the globe use IFRS and two-thirds of U.S. investors currently own securities of foreign companies.
"The increasing world-wide acceptance and U.S. investors' increasing ownership of foreign companies make it plain that if we do nothing and simply let these trends develop, comparability and transparency will decrease for U.S. investors and issuers," he said.
The proposal marks the capstone of Mr. Cox's push as chairman to lower global barriers for U.S. investors. It also stems from a concern, voiced more loudly before the credit crunch took hold, that Wall Street was losing business to overseas competitors. In particular, some say the New York Stock Exchange and other U.S. exchanges have been a less attractive place for global companies to list their shares because of the distinct U.S. accounting standards.
Mr. Cox will likely step down following the November presidential election and the next administration could have different priorities. But several observers say it's likely the shift to IFRS will still occur.
Skeptics, even those who agree with the concept of a common accounting language, called the SEC's approach wrongheaded. Barbara Roper, director of investor protection at the Consumer Federation of America, said allowing certain U.S. companies to switch ahead of others would "shift the burden of the translation between the two accounting languages onto investors."
When companies can choose which standard to use, "there's every reason to believe...they'll choose the language that paints their financials in the rosiest light," she added.
The U.S. accounting system, which is ingrained in textbooks, business schools and company treasuries, is based on detailed rules, while the international system expects companies to follow broad principles. In practice, the systems differ on smaller matters, such as the timing of when a company should note any change in the value of an investment.
Under U.S. GAAP, for example, research and development costs are generally treated as expenses when they occur. Under the international standards, once a project gets to the development stage the costs are spread out over time. GAAP also provides specific instructions for industries such as oil and insurance. IFRS doesn't.