quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Déficit da conta corrente cai para US$ 1,5 bi em outubro

Burocracia fiscal e incerteza econômica do País

Financial Web / Juliana Ono
26/11/2008
O que era um “plus” para as empresas, e até, caso de extrema sofisticação para outras, agora, passa a ser essencial para a sobrevivência
A incerteza quanto à crise econômica que atinge o mundo, somada à já conhecida burocracia tributária, faz com que, mais do que nunca, o planejamento tributário seja fundamental para as empresas.
O que era um “plus” para as empresas, e até, caso de extrema sofisticação para outras, a partir de agora, com a grandiosa crise que promete assolar o mundo, passa a ser essencial para a sobrevivência.
O Planejamento tributário, nesse contexto, deve ocupar um papel de destaque nas empresas. Diante da situação econômica delicada que pode ocasionar diminuição nos lucros, buscar economizar com tributos, e ainda, se precaver quanto a eventuais multas por infrações fiscais pode se tornar um diferencial no desempenho das empresas.
Assim, considerando que os regimes tributários para fins de IRPJ, CSLL e conseqüentemente de PIS e de COFINS só podem ser alterados no início do ano, é muito importante estar atento. Analise com critério a escolha da opção mais adequada para sua empresa.
De forma resumida menciono três regimes tributários: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.
A LC nº 123/2006 instituiu o Simples Nacional, regime destinado a empresas com receita bruta anual de até R$ 2.400.000,00.
Dependendo da atividade da empresa, esse regime é economicamente mais benéfico que os demais, mas especialmente os prestadores de serviços devem ficar atentos, pois dependendo do serviço que é prestado o lucro presumido pode ser mais vantajoso. Além dessa questão econômica, há que se considerar a dificuldade no que se refere à compreensão da legislação. Como a legislação é repleta de detalhes, torna-se complicado entender como funciona o regime.
Também é preciso considerar os impedimentos – para muitas atividades há vedação quanto à opção pelo Simples Nacional.
O Lucro Presumido é regime de tributação onde a base de cálculo é obtida por meio de aplicação de percentual definido em lei, sobre a receita bruta. Como o próprio nome diz, trata-se de presunção de lucro.
Em princípio, todas as pessoas jurídicas podem optar pelo Lucro Presumido, salvo aquelas obrigadas à apuração do Lucro Real. Contudo, para verificar se esse é o regime mais benéfico para a empresa, é necessário realizar simulações, pois caso a empresa tenha valores consideráveis de despesas dedutíveis para o IRPJ, é muito provável que o lucro real seja mais econômico.
Por fim o Lucro Real, regime que parte do resultado contábil. Depois de apurado o lucro contábil, devem ser procedidos os ajustes: adições e exclusões previstas em lei. E é nesse ponto que nossas atenções devem ser redobradas, pois nem tudo aquilo que resulta em diminuição do patrimônio da empresa, é aceito para diminuir a base de cálculo tributável.
Outra questão importante, refere-se à Contribuição para o PIS/PASEP, e à COFINS. A escolha entre presumido e real deve levar em conta essas contribuições, pois no presumido o regime é cumulativo (alíquotas de 0,65% para o PIS, e 3% para a COFINS direto sobre a receita bruta), enquanto que no lucro real o regime é não-cumulativo, onde as alíquotas são bem mais altas (1,65% para PIS e 7,6% para a COFINS), mas há direito a deduções do valor a pagar por meio de créditos previstos na legislação.
É preciso salientar que não há um tipo de regime de tributação que seja mais benéfico para a totalidade das empresas. Cada pessoa jurídica deve considerar suas particularidades, meios de operação, e tipos de atividade que desenvolve, para conseguir vislumbrar a forma mais econômica de tributação para o ano de 2009, lembrando que uma vez formalizada a opção perante a Receita Federal, esta é irretratável durante todo o ano-calendário.

Crédito volta a aumentar no Brasil e alcança 40,2% do PIB

Terra / Laryssa Borges
26/11/2008
O estoque total de crédito no País, incluindo os recursos livres e os direcionados, aumentou 2,9% em outubro, ante setembro, e alcançou R$ 1,187 trilhão - ou 40,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, apontou o Banco Central (BC). Em 12 meses, a alta é de 34,6%. Apesar da expansão, segundo a autoridade monetária, os financiamentos têm apresentado arrefecimento no que diz respeito às novas contratações.
"Esse comportamento esteve associado a alterações nas condições de oferta e demanda, refletindo desdobramentos da crise financeira internacional", apontou o BC, em nota.
Na comparação do volume de crédito com o PIB, a relação estava em 39,1%, em setembro, e em 33,6%, em outubro de 2007, apontou o documento.
A autoridade monetária afirmou ainda que as incertezas no cenário, motivadas pela crise, causaram uma retração na oferta de crédito em linhas específicas, como os adiantamentos a exportadores, além de endurecer as regras para novos empréstimos.
"Nos financiamentos e arrendamentos de veículos a pessoas físicas, esse posicionamento resultou na redução de prazos de contratação e na exigência de maior aporte de recursos por parte dos tomadores", explicou o BC.
Com o crescimento de 2,9% no volume de crédito ofertado em outubro, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, observa que o País já se encontra quase no mesmo patamar que o cenário antes da crise financeira mundial. "Não se pode dizer que já atingimos as taxas pré-crise, mas estamos próximos disso", avaliou.
Na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia afirmado que o volume atual de crédito já atinge 80% do patamar em que vigorava antes do estouro da fase aguda da crise financeira mundial.

EUA injetam US$ 800 bi na economia

Pacote tenta reativar o crédito ao consumidor e às pequenas empresas e o mercado de títulos de hipotecas
O Estado de São Paulo / Patrícia Campos Mello
26/11/2008
O governo dos Estados Unidos anunciou ontem mais um pacote de estímulo econômico. Desta vez, serão injetados US$ 800 bilhões para reativar o crédito ao consumidor e o mercado imobiliário. Quase todo o pacote será bancado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
“É muito importante que o crédito esteja disponível porque a economia está desacelerando de forma dramática”, disse o secretário do Tesouro, Henry Paulson, durante coletiva de imprensa em Washington. “Vai demorar para resolvermos os problemas e novos desafios vão continuar surgindo.”
O programa prevê a injeção de US$ 200 bilhões para baratear o crédito ao consumidor e US$ 600 bilhões para reduzir juros em financiamentos imobiliários. Na tentativa de lidar com a crise de crédito que tomou conta da economia americana, o Tesouro já injetou US$ 250 bilhões em bancos do país, mas as instituições, muito fragilizadas, ainda não voltaram a conceder empréstimos normalmente.
O Fed também já reduziu a taxa de juros de 4,25% para 1%, ou seja, a política monetária tradicional está no limite. Agora, o banco central americano passa a injetar dinheiro diretamente nas áreas onde o crédito continua paralisado. Somadas todas as medidas adotadas até agora, o governo já concedeu US$ 7 trilhões em garantias, empréstimos ou compras de participações em empresas e bancos.
A primeira parte do novo pacote prevê US$ 100 bilhões para a compra de dívidas da Fannie Mae e Freddie Mac e US$ 500 bilhões para adquirir títulos lastreados em hipotecas emitidos pelas duas agências. “O objetivo da iniciativa é aumentar a oferta de empréstimos a custos razoáveis”, disse Paulson.
O programa deverá começar no fim do ano e se estender por vários trimestres. “Essa ação vai reduzir o custo e aumentar a oferta de crédito para a compra de casas, o que deve ser um suporte para o mercado imobiliário para melhorar as condições do mercado financeiro em geral”, diz o Fed.
A segunda parte do pacote é uma linha de empréstimos para reativar o mercado de títulos lastreados em empréstimos ao consumidor e pequenas empresas. O Fed vai conceder empréstimos de até US$ 200 bilhões para detentores de papéis lastreados em financiamentos de automóveis, crédito estudantil, dívida de cartão de crédito ou empréstimo a pequenas empresas. Ao reativar esse mercado, o objetivo é reduzir os juros para o consumidor.
Essa é a primeira vez que o Fed vai financiar diretamente crédito ao consumidor. Segundo Paulson, a escassez de crédito está diminuindo o consumo e enfraquecendo a economia. Essa parte do programa deve ter início em fevereiro. O Tesouro vai contribuir com US$ 20 bilhões para esse programa, vindos dos US$ 700 bilhões do pacote de estímulo econômico.
Mas o Tesouro ainda não se dobrou a uma das maiores reivindicações dos legisladores e de Sheila Bair, presidente da FDIC, agência que garante as contas bancárias. Eles acham que o governo precisa usar parte do dinheiro do pacote para refinanciar hipotecas com os proprietários de casas que não conseguem pagar suas parcelas do financiamento.

Governo faz economia recorde para pagar juros, mas investimentos ainda patinam

De janeiro a outubro, superávit primário somou R$ 95,6 bilhões.
Investimentos em infra-estrutura somam R$ 5,5 bi; meta é de R$ 13,8 bi.
G1 / Alexandro Martello
26/11/2008
O Governo Central realizou um superávit primário, isto é, a economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter a sua trajetória de queda, recorde de R$ 95,6 bilhões de janeiro a outubro deste ano, o equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB), informou nesta terça-feira (25) a Secretaria do Tesouro Nacional. Em igual período do ano passado, o superávit primário somou R$ 61,3 bilhões, ou 2,92% do PIB. Desse modo, a economia feita para pagar juros da dívida subiu expressivos 55,8% nos dez primeiros meses deste ano. "As receitas do Governo Central, líquidas de transferências a estados e municípios, cresceram 4,4% acima do crescimento nominal do PIB no período (12,7%), enquanto as despesas apresentaram decréscimo de 1,5%", explicou o Tesouro Nacional. Somente em outubro deste ano, quando houve piora da crise financeira internacional, a economia feita para pagar juros somou R$ 14,6 bilhões, valor muito mais alto do que os R$ 6,1 bilhões de setembro. "Até outubro, não houve impacto da crise. Mas ainda não se pode projetar o que vai acontecer no futuro. É um momento de cautela. É cedo para uma visão mais definitiva", disse o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, explicando que a crise pode ter impacto na arrecadação do governo federal.

Russia Wants to Double Trade With Brazil

By THE ASSOCIATED PRESS
Published: November 25, 2008
Filed at 3:00 p.m. ET
RIO DE JANEIRO, Brazil (AP) -- Russian President Dimitry Medvedev says he wants bilateral trade with Brazil to double ''in the next few years.''
Russia's ITA-Tass news agency says Medvedev told Russian and Brazilian businessmen on Tuesday that he wants trade between the two countries to increase to $10 billion.
The Russian president arrived in Brazil Monday night from Peru where he attended a weekend summit of Pacific Rim leaders.
He's due to sign agreements on Wednesday with Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva on cooperation on nuclear, aerospace, agriculture and energy projects.
Medvedev will also visit Venezuela and Cuba.

Brazil cenbank takes new step to boost lending

Tue Nov 25, 2008 3:03pm EST
SAO PAULO, Nov 25 (Reuters) - Brazil's central bank on Tuesday unveiled new measures easing reserve requirements in a bid to funnel cash to the country's national development bank, the latest in a series of steps aimed at increasing lending.
Under the new rule, banks can deduct up to 70 percent of reserve requirements on time deposits if they invest the funds in interbank deposit certificates issued by Brazil's National Development Bank, known as BNDES.
The central bank said the measure could free up 6.2 billion reais ($2.7 billion) for lending via BNDES, which is the primary source of credit for most Brazilian companies.
"This measure complements the actions the Central Bank has taken to improve the distribution of the national financial system's resources to small and medium-sized companies," the central bank said in a statement.
The measure will expire on Dec. 31, 2008, the bank said.
Finance Minister Guido Mantega said last week that the measure was in the works and that BNDES should use the additional funds to offer credit lines to exporters and provide working capital for companies struggling to raise cash.
Brazil's government has relaxed reserve requirements for banks several times in the past two months in an attempt to thaw credit markets, which have suffered as a result of the global financial crisis.
($1=2.326 reais)
(Reporting by Todd Benson, Editing by Chizu Nomiyama)

Lending in Brazil shrinks in Oct at peak of crisis

Tue Nov 25, 2008 2:08pm EST
By Isabel Versiani
BRASILIA, Nov 25 (Reuters) - Bank lending in Brazil contracted in October as the global financial crisis wreaked havoc on Latin America's largest economy, but the central bank said on Tuesday the credit market is already rebounding.
In an effort to stave off further impact from a global credit squeeze that had shaken Brazilian stock and currency markets in recent months, the central bank took a series of steps to pump liquidity into the economy.
Finance Minister Guido Mantega said on Monday that credit conditions in Brazil had improved significantly in November following the government's steps to shore up lending.
Measures included a reduction in bank reserve requirements and additional credit lines for auto loans, among others.
Mantega said availability of credit had returned to about 80 percent of what it was before the current financial crisis.
Still, the amount of new bank loans fell by 3 percent in October to 157.3 billion reais ($68.1 billion) from the previous month, the central bank said, as a 2.5-percentage-point rise in average interest rates and shorter maturities kept both consumers and companies away.
This contrasted with a 10 percent increase in lending in September from August.
But the drop in October was milder than some had expected and the central bank was already forecasting a recovery in the availability of credit in November.
"In times of crisis, everyone becomes more conservative," said Altamir Lopes, head of the central bank's economics department, adding that credit conditions were improving.
"We can't say ... we have returned to the pre-crisis status, but we are very close to it," said Lopes, who was speaking at a news conference in Brasilia.
Lopes told reporters partial figures for November showed lending was bouncing back, with new loans up 5.7 percent during the first 12 days of the month compared to the same period in October.
The stock of outstanding loans was still up 2.9 percent over September at 1.19 trillion reais, or 40.2 percent of gross domestic product.
Over the past 12 months the total of outstanding loans has grown by 34.6 percent, helping Brazil's economy grow by more than 5 percent on an annualized basis.
"The overall credit picture for October was not as dire as initially thought, particularly when taking into account the intensification of the global financial crisis in October and the distress generated in the local market by corporate sector losses with derivative financial instruments," said Goldman Sachs in a research note.
"While overall credit to the economy is still recording very high year-on-year rates of expansion, new credit origination has been gradually cooling off."
But Lopes said interest rates on consumer loans during that November period were up by 5 percentage points to 59.8 percent annually. Brazil has some of the highest interest rates of any major economy in the world.
($1=2.31 reais)
(Writing by Ana Nicolaci da Costa; Editing by Diane Craft)

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Reforma tributária pode aumentar em até 16% carga de impostos sobre software

Texto do relator do projeto institui cobrança de ICMS sobre a comercialização de programas de computador.
COMPUTERWORLD / Fabiana Monte
25/11/2008
A tão esperada reforma tributária pode ser um mau negócio para o setor de software. Na madrugada da última quinta-feira, 20/11, a Comissão Especial da Reforma Tributária aprovou o parecer do relator do projeto, deputado federal Sandro Mabel (PR/GO), sobre o tema.
Um dos pontos do texto inclui a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre a comercialização de programas de computador. Em 2003, o projeto de lei 116/03, enquadrou software na categoria de serviços, fazendo com que, desde então, programas de computador fossem tributados pelo ISS (Imposto sobre Serviço).
Em alguns Estados brasileiros, além do ISS, softwares também são tributados pelo ICMS, mas nestes casos, a incidência do imposto sobre serviços é exclusivamente sobre o meio físico pelo qual o programa é comercializado, que pode ser, por exemplo, um CD-Rom.
A chiadeira do setor de software justifica-se pelo aumento da mordida dos impostos, caso a medida seja aprovada. Sob o guarda-chuva do ISS, a tributação de software fica em torno de 2% a 3%, enquanto que as alíquotas do ICMS variam de 5% a 18%.
Para o deputado federal Julio Semeghini (PSDB/SP), um dos críticos à alteração do regime de tributação de software, a mudança "vai reduzir indústria nacional, aumentar a pirataria e destruir toda a cadeia de distribuição o Brasil". "Desde 2003, você tem o todo o software classificado como imposto sobre serviço. O Congresso já discutiu e tomou a decisão de que software é serviço. Além disso, querem colocar isso no texto da Constituição, o que dificilmente vai mudar depois", critica o parlamentar.

CVM tem novo entendimento sobre operação de incorporação

Gazeta Mercantil / Andrezza Queiroga
25/11/2008
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou em outubro, um entendimento da Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE) sobre a não-obrigatoriedade de realização de oferta pública de aquisição de ações de emissão de Construtora Tenda, Datasul e Company, seja por força do art. 254-A da Lei nº 6404/76 ou por definição em cláusula estatutária, no momento das incorporações.
O entendimento da SRE se baseia no fato de que na incorporação não há transferência de valores mobiliários dos antigos para os novos controladores.
A inaplicabilidade do artigo 254-A ocorreu, também, em junho, no caso da associação entre Petrobras e Unipar que alterou o controle da Suzano Petroquímica e serviu de base para outras manifestações como as que envolvem a Datasul e Totvs, Construtora Tenda. e Gafisa, e Company e Brascan Residential Properties.
Segundo o advogado Henrique Vargas Gama Beloch, do Barbosa, Müssnich & Aragão Advogados, essas decisões da CVM têm em especial o fato de terem sido as primeiras no País a abordar a questão do tag-along na incorporação - o tag-along é um mecanismo previsto na legislação brasileira pelo artigo 254-A da Lei das S/A. e estabelece que a mudança no controle da empresa só pode ocorrer caso o comprador se comprometa a fazer uma oferta pública para a compra das outras ações com direito a voto, e com um valor de no mínimo 80% do que foi oferecido para o controlador.
Para Henrique Vargas Gama, em resumo, esse posicionamento da CVM afasta a obrigação de na incorporação, realizar oferta pública de aquisição (OPA) por alienação de controle de companhia aberta, prevista no art. 254-A. "Pelo menos foi o entendimento adotado nos casos envolvendo Datasul/Tovts, Tenda/Gafisa e Company/Brascan porque a troca de controle decorreu de uma operação de incorporação com uma efetiva consolidação de ativos", explica. Segundo ele, a consequência dessa decisão da CVM é de abrir brechas que darão mais segurança às empresas para fazer operações de incorporação porque o controlador não terá mais de fazer uma oferta pública aos minoritários, "barateando a operação". É importante, entretanto, "que cada caso seja analisado para ver se houve de fato uma incorporação e atendeu a finalidade a que se propõe, se de fato pretende-se almejar a junção dos negócios sem indícios que possa ter ocorrida uma vantagem adicional do controlador", ressalta.
"O entendimento da CVM orientou o mercado corretamente, porém o que não pode acontecer é uma forma deliberada de o controlador da incorporada prejudicar o minoritário, ou seja, ele até pode vender suas ações na bolsa, mas não pode, após esta incorporação, vender suas ações por preço superior ao novo controlador com base em um acordo anterior, sem divulgá-lo ao mercado e estender o lucro aos minoritários" , afirma Thiago Giantomassi Medeiros do Demarest & Almeida Advogados. Ele explica que no caso da Datasul/Tovts, Tenda/Gafisa e Company/Brascan o entendimento da SRE se baseou no fato de que, não houve diluição de todos os acionistas, inclusive o controlador - já que a relação de troca, nesses casos, é uniforme - sem transferência de valores mobiliários dos antigos para os novos controladores e isso justifica a inaplicabilidade do artigo 254-A.
Outro ponto a se analisar, segundo Thiago Giantomassi Medeiros, é que "a extensão da cláusula estatutária de oferta por aumento de participação, pois não há padronização e cada companhia ajustou-a a suas necessidades", diz.
João Ricardo de Azevedo Ribeiro do Mattos Filho Veiga Filho Marrey Jr e Quiroga Advogados, diz que esse entendimento da CVM não é uma surpresa, mas que para se posicionar pela inaplicabilidade do artigo, é preciso que se estude caso a caso.
"Nas operações envolvendo a Datasul/Tovts, Tenda/Gafisa e Company/Brascan ninguém pagou para ter o controle, houve uma consolidação de acionistas em uma mesma empresa. Neste caso, não houve má-fé na incorporação e não cabe aplicar o tag-along nesses casos, pois não se discute o controle", afirma João Ricardo de Azevedo Ribeiro.
Henrique Vargas Gama Beloc explica que no entendimento da CVM, a incorporação (de companhia ou de ações), ainda que possa ocasionar a mudança de controle, não constitui, propriamente, uma alienação de controle, não ensejando, por isso o tag along, explica.

Reino Unido anuncia pacote de US$ 30 bilhões

Agência Estado
25/11/2008
O título da nota enviada anteriormente está errado. O pacote é de 20 bilhões de libras, o que equivale a US$ 30 bilhões, e não de US$ 20 bilhões como foi informado. O texto estava correto e segue abaixo, na íntegra:
O Reino Unido anunciou hoje um pacote de estímulo fiscal de 20 bilhões de libras (US$ 30,24 bilhões), na tentativa de amenizar a severa desaceleração econômica. Segundo o ministro das Finanças, Alistair Darling, o pacote equivale a cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Darling anunciou também que o imposto sobre valor agregado será cortado dos atuais 17,5% para 15%. O corte na alíquota do imposto valerá de 1º de dezembro deste ano até o final de 2009.
O ministro informou ainda que tornará permanente o corte de impostos para 22 milhões de pessoas anunciado em maio. Para tentar acalmar as preocupações do mercado sobre as finanças públicas, ele disse que irá introduzir uma nova taxa de imposto de 45% sobre a alta renda, a partir de abril de 2011. Ele também elevará em meio ponto porcentual a contribuição dos empregadores na Previdência Social a partir de abril de 2011.
Além do anúncio do pacote, Darling informou novas projeções de crescimento do Reino Unido. Segundo ele, a economia irá se expandir 0,75% neste ano, ter contração de entre 0,75% e 1,25% em 2009 e voltar a crescer entre 1,5% e 2,0% em 2010. No orçamento de março, Darling esperava crescimento do PIB de 1,75% a 2,25% em 2008 e expansão de 2,0% a 2,5% em 2009.

Cristina Kirchner pede união da América Latina para enfrentar crise

BBC Brasil / Marcia Carmo
25/11/2008
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, disse, nesta segunda-feira, que a solução para os efeitos da crise financeira internacional nos países da América Latina deve partir de iniciativas dos próprios líderes políticos desta região.
"Devemos trocar idéias, unir esforços, instrumentos, recursos e neurônios para superar (juntos) a crise financeira internacional", disse.
Cristina discursou ao lado do presidente do México, Felipe Calderón, que visita a Argentina até esta terça-feira, acompanhado por uma comitiva empresarial.
A presidente não deu detalhes de como poderia funcionar essa união de forças contra os efeitos da turbulência financeira, mas insistiu na proposta nos dois discursos que realizou, em diferentes cerimônias, ao lado de Calderón.
"Nós, dos países emergentes, devemos unir recursos e idéias para enfrentar essa crise, para que não sejam nossos povos os que paguem por esta crise que começou em outro lugar".
Calderón, por sua vez, destacou que é hora de se fortalecer o Grupo do Rio e que ele e Cristina conversaram sobre a (necessidade de) reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas --"base para maior integração", afirmou, sem entrar em detalhes.
Segundo Cristina, se a solução para os efeitos da crise internacional não sair da região, não sairá de outro lugar.
Afônica, ela defendeu a política econômica do governo anterior --de seu marido, o ex-presidente Nestor Kirchner--e também da sua atual gestão.
"Reservas recordes no Banco Central, superávit fiscal e superávit comercial, reativação da indústria, construção de 300 mil casas populares e melhora na matriz energética", enumerou.
Cristina ainda ressaltou: "É importante que cada país desenhe seu próprio modelo econômico. Não precisa se isolar. No nosso caso, por exemplo, as exportações também subiram".
As declarações de Cristina foram feitas quatro dias após o Senado ter aprovado o projeto do governo de estatização da previdência privada, gerando críticas de empresários e economistas, que temem pelo aumento da desconfiança dos investidores e o isolamento do país no cenário internacional.
"Na crise de 2001, a confiança dos argentinos despencou e até hoje a sociedade ainda não confia no sistema bancário", disse.
Após a crise vivida, há quatro meses, com o setor rural e o anúncio da nacionalização da previdência privada, os argentinos aumentaram seus saques bancários, de acordo com diferentes consultorias locais.

Brazil central bank to offer $300 mln in swaps

Mon Nov 24, 2008 4:29pm EST
SAO PAULO, Nov 24 (Reuters) - Brazil's central bank will offer about $300 million in swap contracts on Tuesday as part of an ongoing effort to supply the foreign exchange market with liquidity.
The bank said on Monday it will offer up to 6,000 contracts in the auction.
The bank resumed selling dollar swaps last month for the first time in more than two years, one of several measures it has taken to add liquidity to the financial system. (Editing by James Dalgleish)

Securities Regulators Set Up Global Task Forces

By THE ASSOCIATED PRESS
Published: November 24, 2008
Filed at 6:56 p.m. ET
WASHINGTON (AP) -- An international group of securities regulators, including the U.S. Securities and Exchange Commission, agreed Monday to begin work on a coordinated response to several aspects of the global financial crisis.
The International Organization of Securities Commissions has formed three task forces that will focus on short selling, unregulated financial products such as derivatives, and unregulated financial entities like hedge funds, the SEC said.
The Madrid, Spain-based organization's work is in response to recent calls by world leaders, meeting in Washington earlier this month, to better coordinate financial regulation.
The task forces will present reports at the next G-20 summit of world leaders in the spring of 2009, the SEC said. The G-20 includes wealthy nations as well as leading developing countries such as China, India and Brazil.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Governo britânico não descarta reduzir imposto para reativar a economia

Carga tributária teve alta de 10,3% até outubro

Brasil e México serão 'prioridades' de Obama

BID alerta para forte recessão na América Latina em 2009

Crise dá oportunidade a reformas na América Latina

Governo britânico não descarta reduzir imposto para reativar a economia

EFE
24/11/2008
O Governo britânico não descarta reduzir o Imposto ao Valor Agregado (IVA) em 2,5 ponto percentual, a fim de reativar a economia, afirma hoje a imprensa, antes da apresentação na segunda-feira dos orçamentos do Estado.
A redução do IVA, de 17,5% para 15%, é uma das medidas que estariam sendo consideradas pelo ministro da Economia britânico, Alistair Darling, junto com outras destinadas a ajudar as pequenas empresas e os proprietários de casas com hipotecas.
Darling divulgará na segunda-feira à tarde na Câmara dos Comuns os orçamentos preliminares do Estado, muito esperados nesta ocasião devido à deterioração da economia britânica, que pode entrar em recessão antes do fim do ano.
O Governo quer garantir empréstimos às médias e pequenas empresas, já que estas encontraram dificuldades para conseguir crédito depois da crise no sistema bancário.
Entre outras opções, está obrigar as entidades hipotecárias a esperar um tempo antes de iniciar o processo para embargar propriedades dos clientes que não conseguem pagar a hipoteca, seja porque perderam o emprego ou porque seus negócios estão em dificuldades diante da crise financeira global.
Mas estas medidas podem aumentar a dívida pública, por isso os especialistas advertiram que o contribuinte pode ver uma alta dos impostos após superada a crise.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse hoje no dominical "News of the World" que o Governo está disposto a ajudar as famílias em dificuldades.
"Se não fizermos nada agora, a desaceleração será mais longa e mais severa", disse o chefe do Governo.

Carga tributária teve alta de 10,3% até outubro

Gazeta Mercantil
24/11/2008
O carga tributária no Brasil teve um crescimento de 10,3% até outubro de 2008, segundo estimativa do especialista em finanças públicas, Amir Khair. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve um crescimento real de 12,4%. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual registrou até setembro o crescimento acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 13,2%, superando o crescimento ocorrido no conjunto das receitas da União que foi até setembro de 9,9%.
O aumento da arrecadação, segundo Khair, ocorre em função do crescimento econômico, que eleva o faturamento e o lucro das empresas e a massa salarial acima do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, reduz a sonegação e a inadimplência. "O setor público pega carona nos tributos, que são proporcionais a essas elevações", explica. Quanto às alterações na legislação tributária, Khair destaca a extinção da CPMF, o aumento das alíquotas do Imposto sobre IOF, a expansão da alíquota da CSLL, de 9% para 15%, incidente sobre as instituições financeiras e a redução de alíquota da Cide incidente sobre gasolina e o diesel.
"Para efeito de projeções excluímos para a União o mês de janeiro de 2008, que foi atípico, comparando as arrecadações de fevereiro e outubro de 2008 e 2007. Projetando as tendências já registradas para União e estados e as previstas para municípios, a carga tributária se elevaria em 0,6% passando de 35,32% em 2007 para 36,01% em 2008. A União contribuiria com 0,26%, os Estados com 0,40% e os Municípios com 0,03%".

Brasil e México serão 'prioridades' de Obama

BBC Brasil
24/11/2008
O Brasil e o México serão "as prioridades" do governo do presidente Barack Obama na América Latina, de acordo com a edição desta segunda-feira do jornal argentino, La Nación.
O diário diz que isso é o que "afirmam seus (de Obama) assessores para a região", e antecipa que, segundo suas fontes, o atual subsecretário de Estado para as Américas, Tom Shannon, um diplomata de carreira, "tem seu nome nas listas provisórias como embaixador no Brasil ou no México" no governo Obama.
Como evidência da atenção às duas nações latino-americanas, o La Nación diz que "de Chicago, onde passa seus dias junto a sua equipe de transição, Obama conversou por telefone com os presidentes de ambos os países, Luiz Inácio Lula da Silva e Felipe Calderón, em sua primeira rodada de contatos com líderes internacionais".
"Dias depois, continuou (os contatos) com Cristina Fernández Kirchner (presidente da Argentina) e o colombiano Álvaro Uribe."
Mas Obama "não falou (...) com (o presidente da Venezuela) Hugo Chávez, a quem criticou durante a campanha e durante seu trabalho como senador, mas que também destacou como exemplo de um antagonista dos Estados Unidos com quem estaria disposto a dialogar, ao contrário de Hillary Clinton, que provavelmente será sua secretária de Estado".
O jornal diz que "a viagem para o Brasil, segundo rumores em Washington, poderia se concretizar numa escala antes ou depois da Cúpula das Américas, que se realiza em Trinidad e Tobago, entre 17 e 19 de abril próximo".
Segundo La Nación, a lista de nomes para a equipe de Obama para a região "inclui vários ex-funcionários de (gestão do presidente) Bill Clinton, como Arturo Valenzuela, Nelson Cunningham, Frank Sánchez e Robert Gelbard, entre muitos outros".
"Além disso, (poderia incluir) especialistas em América Latina como Julia Sweig, e inclusive figuras republicanas como Carl Meacham, que trabalha para o senador Richard Lugar no Comitê de Relações Exteriores."

BID alerta para forte recessão na América Latina em 2009

Para Santiago Levy, mercado de trabalho 'ficará praticamente parado'.
Instituição destinará US$ 6 bilhões para financiar os setores produtivos.
France Presse
24/11/2008
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) previu neste domingo (23) uma forte recessão na América Latina em 2009, com quedas nas arrecadações e aumento do desemprego. Frente a esse cenário a instituição destinará US$ 6 bilhões para financiar os setores produtivos.
"A América Latina enfrentará uma crise muito distinta das do passado (...). Enfrentamos um período de estancamento no crescimento global, pelo menos em todo o ano de 2009 e possivelmente no primeiro trimestre de 2010", explicou Santiago Levy, vice-presidente do BID, em uma reunião em Santo Domingo.
Segundo Levy, neste período o mercado de trabalho "ficará praticamente parado", com o conseqüente aumento do mercado informal.
Diante dessas expectativas, o BID decidiu reorientar 6 bilhões de dólares, previstos para outras operações de assistência neste contexto de crise, para incentivar a produção da região.
"O objetivo é fazer os maiores esforços possíveis para manter o setor produtivo", acrescentou.

Democrats' Stimulus Plan May Reach $700 Billion

Spending Package Would Rival Financial System Bailout
By Lori Montgomery
Washington Post Staff Writer
Monday, November 24, 2008; Page A01
Facing an increasingly ominous economic outlook, President-elect Barack Obama and other Democrats are rapidly ratcheting up plans for a massive fiscal stimulus program that could total as much as $700 billion over the next two years.
View Only Top Items in This Story
That amount, more than the nation has spent over the past six years in Iraq, would rival the sum Congress committed last month to rescuing the country's financial system. It would also be one of the biggest public spending programs aimed at jolting the economy since President Franklin D. Roosevelt's New Deal.
Hints of a hefty new spending program began emerging last week. New Jersey Gov. Jon Corzine (D), an Obama adviser, and Harvard economist Lawrence H. Summers, whom Obama has chosen to lead his White House economic team, both raised the possibility of $700 billion in new spending. Yesterday, Obama adviser and former Clinton administration Labor secretary Robert Reich and Sen. Charles E. Schumer (D-N.Y.) also called for spending in the range of $500 billion to $700 billion.
Transition officials would not confirm that they are considering spending of that magnitude, but they made clear that economic conditions are dire, and suggested that Obama might be forced to delay his pledge to repeal President Bush's tax cuts for the wealthy.
Last week, Goldman Sachs said it expects the economy to shrink even faster by the end of the year, at a 5 percent annualized rate. Meanwhile, the Dow Jones industrial average dropped 5.3 percent for the week; and the nation's largest bank, Citigroup, sought government assistance to avoid collapse.
While Obama has set a goal of creating or preserving 2.5 million jobs by 2011, his economic team -- whose members are scheduled to be formally introduced at a news conference today in Chicago -- have yet to decide how that would be accomplished or how much it would cost.
Still, Austan Goolsbee, a spokesman for Obama on economic issues who is in line to serve on the White House Council of Economic Advisers, yesterday acknowledged that Obama's jobs plan will cost substantially more than the $175 billion stimulus program he proposed during the campaign.
"This is as big of an economic crisis as we've faced in 75 years. And we've got to do something that's up to the task of confronting that," Goolsbee said on CBS's "Face the Nation." "I don't know what the exact number is, but it's going to be a big number."
Republicans quickly criticized the idea of such a vast initiative, saying Congress should instead cut taxes to spur economic growth.
"Democrats can't seem to stop trying to outbid each other -- with the taxpayers' money," House Minority Leader John A. Boehner (R-Ohio) said in a statement. "We're in tough economic times. Folks are hurting. But the American people know that more Washington spending isn't the answer."
With financial markets fluctuating wildly and unemployment rising, Democrats want to push a stimulus package through Congress in January and have it ready for Obama's signature when he takes office Jan. 20. Over the weekend, the president-elect announced that he had instructed his advisers to assemble a massive jobs program that also would make a "down payment" on much of his domestic agenda.
The plan would include new funding for public-works projects to repair the nation's crumbling infrastructure, as well as a fresh infusion of cash to promote green technology and alternative-energy sources. It also would include targeted tax cuts for working families, students, the elderly and job-creating businesses that Obama touted on the campaign trail.
It may not, however, include one of Obama's central promises: to repeal Bush's tax cuts for families earning more than $250,000 a year. Speaking on ABC's "This Week," David Axelrod, Obama's chief political strategist, said the president-elect is weighing whether to let the cuts for the wealthy expire on Dec. 31, 2010, as provided in current law. Such a delay would permit Obama to avoid raising taxes during a recession.
"He's committed to getting middle-class tax relief in the pipeline quickly, and there's no doubt that we're going to have to make some hard decisions in order to pay for the things we need, whether it is through repeal of those tax cuts for the very wealthiest or whether we simply allow it to -- allow those cuts to expire in 2010," Axelrod said.
The projected cost of an economic stimulus package has been rising steadily as economic conditions have worsened. Economists who were calling a few months ago for $150 billion in government spending to offset flagging demand elsewhere in the economy are now pushing for $500 billion or more. Adding tax cuts to the package is expected to increase its cost to the Treasury by as much as $200 billion, Democrats said.
Even some conservative economists have endorsed the larger numbers.
Harvard economist Martin Feldstein, the former director of the National Bureau of Economic Research and an adviser to Sen. John McCain's (R-Ariz.) presidential campaign, said he thinks the government should spend "a minimum of $300 billion a year for at least the next two years."
"The cumulative multi-year deficit would have to be about $700 billion or even more," Feldstein said in an e-mail yesterday.
Reich, speaking on CNN's "Late Edition," said the middle class is being squeezed by mountains of personal debt, plummeting home values and a vast tightening in available credit. As a result, he said, "there's not enough buying power in the economy," forcing the government to step in as "the spender of last resort."
In an interview, Schumer said the nation is on the brink of the same kind of deflationary spiral that pushed down prices, closed businesses and obliterated jobs during the Great Depression.
"The economy is in worse shape than people think," Schumer said. "The safest thing is to do anything you can to avoid deflation."
Even House Speaker Nancy Pelosi (D-Calif.), whose aides have in recent weeks balked at suggestions that Democrats might spend as much as $300 billion, conceded yesterday on "Face the Nation" that the price of a stimulus package is likely to be "in the several hundred billion dollar category."
There are downsides to such a dramatic increase in government spending, especially at a time when the annual federal budget deficit already is spiraling toward $1 trillion -- about 7 percent of the gross domestic product -- a level not seen since the end of World War II. Increasing the deficit means increasing the national debt, which eventually will have to be repaid, with interest, to largely foreign creditors. It also means the nation will be even less prepared to cover the skyrocketing costs of Medicare and Social Security as the baby boomer generation retires.
Washington also could overshoot its target, sparking rampant inflation when the economy recovers. Or the money could be poorly directed and fail to efficiently stimulate the economy.
"The 1930s recession became the Great Depression because policymakers didn't take the necessary actions. Nobody wants to make that mistake this time around," said Jared Bernstein, a senior economist at the Economic Policy Institute who has been advising Democrats. "Is there a possibility that we could overshoot? Of course. But from what I've seen, the danger is not doing enough."

A British Lesson on Auto Bailouts

The New York Times
By NELSON D. SCHWARTZ
Published: November 17, 2008
PARIS — A faltering auto giant whose brands are synonymous with the open road. Hundreds of thousands of unionized workers with powerful political backers. An urgent plea for the government to write a virtual blank check.
This is not the story of Ford and General Motors, but British Leyland, a car company that went through £11 billion of inflation-adjusted British taxpayer money, or $16.5 billion, in the ’70s and ’80s before going out of business. All that is left of the company now are memories of cars like the Triumph, and a painful lesson in the limited effectiveness of bailouts.
“It’s all too evocative,” said Leon Brittan, a top official in the government of Margaret Thatcher, the free-market-minded prime minister who nevertheless backed the rescue. “I’m not telling the U.S. what to do, but the lessons of the British experience is don’t throw good money after bad. British Leyland carried on for a few more years, but they’re not there now, are they?”
Other experts are sounding the same alarm. “The British Leyland experience is a relevant and cautionary one,” said John Casesa, a principal in the automotive consulting firm Casesa Shapiro Group in New York. “The government got in the business of trying to make a winner out of a structurally flawed company. That’s the risk in the U.S. as well.”
Though Continental automakers have fared better than British ones, Mr. Casesa argues that the long history of government support in Europe made companies like Renault and Fiat strong players in their home markets, but not worldwide.
“With the exception of BMW and Mercedes, European automakers haven’t been globally successful,” he said. “Nor have they been hugely profitable.”
That comparative history is receiving new attention as Congress turns its attention this week to the fate of Detroit.
The British Leyland bailout remains the classic example of a futile government intervention. The tight cooperation between governments and automakers on the Continent has produced happier results.
For half a century after World War II, the French government was the majority stakeholder in Renault, and Paris still holds a 15 percent stake in the company. In the 1980s, the company received a bailout equal to nearly 4 billion euros, or $5.1 billion in today’s money. Now it is highly profitable — at least compared with its American counterparts.
Today, G.M.’s German subsidiary, Opel, is appealing to Berlin for help, seeking more than 1 billion euros in credit guarantees, according to Carl-Peter Forster, G.M.’s European chief.
Monday, Chancellor Angela Merkel of Germany said her government would make a decision before Christmas.
“It’s not decided yet whether these loan guarantees will become necessary,” Mrs. Merkel told reporters in Berlin after meeting with Mr. Forster and other management and labor officials.
“If these guarantees become necessary, those funds should remain within Opel” in Germany, she added, echoing a concern some Americans have expressed that any United States bailout money go only to American automakers.
So far, Asian companies have not complained that such a bailout would amount to an anticompetitive subsidy. But José Manuel Barroso, president of the European Commission, said last week that he thought an aid package for Detroit could be “illegal” under World Trade Organization rules.
That has not stopped European automakers from seeking 40 billion euros in loans from the European Investment Bank, ostensibly to help develop cleaner cars.
For Garel Rhys, head of the Center for Automotive Industry Research at Cardiff University in Wales, the trajectory of General Motors is reminiscent of British Leyland not only because of the former’s decision to seek aid to avert bankruptcy, but also for its slow, seemingly inexorable loss of market share. “Both had a history of being the biggest in their market but couldn’t adapt as they lost sales,” he said. “They couldn’t get customers back.”
Historically, British Leyland’s roots stretched back further than Henry Ford’s Model T. The company controlled 36 percent of the British market well into the 1970s, with mass-market brands like Austin and Morris and premium lines like MG and Jaguar. But rising competition from Japanese and German automakers, shoddy workmanship and a breakdown in labor relations brought the company to near bankruptcy by 1975, Mr. Rhys said.
Michael Edwardes, who took over as British Leyland’s chief executive in November 1977, recalled that when he joined, no one even knew whether individual brands were profitable. “It was a farce — no one knew what the costs were,” he said.
As it turned out, every MG the company sold in the United States resulted in a loss of $2,000 for British Leyland.
Wildcat strikes consumed more than 32 million worker-hours in 1977, and the company became a symbol of labor strife, with some employees walking out the door with spark plugs in their coat pockets and engines in the trunks of their cars, Mr. Edwardes said.
Mr. Edwardes immediately began reducing the company’s work force of roughly 200,000 — to 104,000 within five years — and closing 19 factories. He appealed to the Thatcher government for aid, arguing the money was needed if British Leyland was going to be able to afford to lay off workers while investing in new models.
Eventually, the government put up £3.6 billion, equal to £11 billion in today’s money. But the rescue did not do much to preserve British Leyland’s labor force or market share in the long term.
By the time it received its last government infusion of cash in 1988, Mr. Rhys said, British Leyland’s market share had slumped to 15 percent. British Leyland evolved into MG Rover, which was eventually acquired by BMW, then spun off, finally going bankrupt in 2005.
According to Mr. Rhys, just 22,000 workers remain at British Leyland’s successor companies, about 10 percent of its work force in the mid-1970s.
“It was a very poor return,” he said. “We felt collectively and nationally that we got our fingers burnt, and this was always used as a reason to avoid bailouts, both by Labor and Conservative governments in Britain.”
Mr. Edwardes still defends the government aid, arguing it preserved parts of the company that remain in business now — like Jaguar and Land Rover, which were bought by Ford.
Jaguar never made a profit for Ford, however, and was sold with Land Rover to Tata Motors of India earlier this year. Ford recouped only about half of what it paid to acquire the two brands, and is estimated to have poured $10 billion into Jaguar.
Despite the British experience, the case of Renault, which combined fresh money and new management in the 1980s, showed that government bailouts can be beneficial.
The French government help for Renault also came amid increasing losses for the company. But Mr. Rhys said that unlike British Leyland, Renault was able to use the financing to create new car models that were ultimately successful. That, along with tough cost-cutting by a newly installed chairman, cleared the road to profitability by the time the government began privatizing Renault in the 1990s.
If Washington does go ahead and help Detroit, Mr. Edwardes said, it is crucial that the government overhaul the management of the Big Three. “Throwing money at them isn’t enough,” he said. “They need money and they need new management. They need both, not one or the other.”

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Arrecadação ignora crise e bate recorde

Banco do Brasil acerta compra da Nossa Caixa por R$ 5,3 bi

Brasil e China 'emergem como modelos de estabilidade'

Mercosul protecionista

Condições nos mercados dos EUA estão melhorando, afirma presidente do Fed

Lucro de empresas cai até 60% no terceiro trimestre

Montadoras pedem plano de ajuda ao Senado dos EUA

Reservas internacionais recuam para US$ 204,499 bilhões

Venda no varejo ainda não mostra efeito da crise, diz IBGE

Alta do dólar já pressiona indústria

Em dois meses, o dólar avança 34% e provoca a maior pressão de preços sobre a indústria desde fevereiro de 2005
O Estado de São Paulo / Alessandra Saraiva, Leandro Modé e Silvana Rocha
21/11/2008
Quatro leilões do Banco Central (BC) foram insuficientes para impedir uma nova alta do dólar ontem. Na véspera do feriado no Rio e em São Paulo, entre outras cidades, a moeda americana subiu 2,58% e fechou cotada a R$ 2,385, maior valor desde maio de 2006. De meados de setembro - quando a crise financeira global se aprofundou - até ontem, o dólar avançou 34%.
Profissionais do mercado financeiro explicaram que pesaram sobre o mercado de câmbio as informações negativas a respeito da economia americana, os ganhos do dólar ante outras moedas, a preocupação cada vez maior com a saúde dos países emergentes (em especial, Rússia e Turquia) e as compras de empresas brasileiras para cobrir perdas com os derivativos tóxicos.
“Com essa trajetória de alta, empresas que estavam mais tranqüilas com o dólar a R$ 2,10, R$ 2,20, voltam a ficar preocupadas”, disse o vice-presidente da mesa de operações do banco WestLB, Alexandre Ferreira. Apesar de todos esses fatores, ele vê um certo exagero na desvalorização do real.
Segundo ele, do fim de agosto para cá, o dólar ganhou 46% ante o real, 32% ante o dólar australiano, 28% ante o peso chileno, 45% diante da lira turca e 27% em relação ao dólar da Nova Zelândia. São todos países emergentes, a maioria de exportadores de commodities, como o Brasil. Com a crise, os preços desses produtos despencaram, o que reduzirá suas receitas de exportação e, por tabela, derruba as moedas nacionais.
Houve, também, quem atribuísse as perdas do real ontem a um movimento especulativo, que estaria sendo alimentado involuntariamente pelo BC com os leilões de swap reverso - operação na qual o BC vende às instituições financeiras um papel que lhes dá direito a receber um determinado valor, em reais, corrigido pelo dólar dentro de um período de tempo. O BC, em contrapartida, adquire o direito de receber determinado valor corrigido pela taxa de juros.
Segundo um operador, a ampliação dos ganhos do dólar não resultou de um fluxo financeiro negativo ou demanda de investidores para hedge (proteção). Refletiu um aumento de posição comprada no mercado futuro de dólar na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), que seria estimulada pelos leilões do BC. “Será que há necessidade de venda de tanto swap cambial? Aparentemente, não há no mercado necessidade de hedge. O BC está dando lucro para os bancos”, observou.
A alta da moeda americana já se reflete nos preços. A inflação do setor industrial atingiu em novembro sua taxa acumulada mais alta em mais de três anos por causa do aquecimento da demanda no início do ano e pela disparada da cotação do dólar nos últimos dois meses.
Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido do Estado mostra que, até a primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de novembro, os preços no setor subiram 16,36% em 12 meses, a maior variação desde fevereiro de 2005 (17,51%) - ano que marcou a mudança de nível das commodities metálicas, com reajuste de 71,5% do minério de ferro.
A inflação industrial até novembro está acima dos resultados consolidados, no mesmo período, dos três segmentos que compõem o IGP-M: atacado (14,75%), varejo (5,84%) e construção civil (12,29%). Foi superior à média do IGP-M (12,34%).
Responsável pelo levantamento, o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, comentou que as razões que levaram a inflação do setor a subir de forma tão expressiva no primeiro semestre não são as mesmas que catapultaram os preços industriais nos últimos dois meses.
Ele lembrou que, no início do ano, o mercado interno apresentava sinais de forte aquecimento. No primeiro semestre, o câmbio permanecia “comportado”, situação completamente diferente da verificada nos últimos dois meses. “Há muito tempo isso não acontecia”, disse, referindo-se à intensidade da desvalorização cambial.
O analista do Modal Asset Tomás Goulart afirmou que o comportamento desses preços daqui para a frente dependerá muito do que vai ocorrer com o câmbio. “Creio que voltar a um nível de dólar abaixo de R$ 2 é quase impossível.” Para ele, a elevada cotação pode continuar justificando reajustes de preços de insumos industriais relacionados à moeda americana.

Arrecadação ignora crise e bate recorde

O Estado de São Paulo
21/11/2008
Superando as expectativas do mercado e sem dar mostras de que tenha sido afetada pela crise financeira, a arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu R$ 65,49 bilhões em outubro, batendo novo recorde para o mês. O montante representou aumento real (descontada a inflação) de 12,36% em relação a outubro de 2007.
A receita foi até beneficiada por alguns reflexos da crise, como a desvalorização do real e o crescimento de saques em aplicações de renda fixa. O forte resultado de outubro levou a uma aceleração da taxa de crescimento no ano das receitas administradas pela Receita, de 9,27% até setembro para 9,31% de janeiro a outubro.
No total, incluindo as receitas administradas por outros órgãos da Administração Federal e taxas como royalties, a arrecadação no ano somou R$ 564,72 bilhões, com alta real de 10,33% na comparação com o mesmo período de 2007.
O secretário-adjunto da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, disse que a crise poderá ter reflexo negativo na arrecadação tributária apenas a partir de janeiro. "Entre a instalação da crise e a produção dos seus efeitos leva certo intervalo de tempo. Eu entendo que esses efeitos só virão mais fortemente a partir do próximo ano."
Segundo a Receita, a variação cambial e o resgate de operações de renda fixa geraram pagamento maior de Imposto de Renda sobre ganhos de capital. A Receita explicou que a variação cambial do período elevou o lucro, principalmente no setor de combustíveis, que representou 86% do crescimento da arrecadação dos dois tributos. Os números refletem, sobretudo, o lucro do terceiro trimestre da Petrobrás.
No segmento de renda fixa, a arrecadação praticamente dobrou em razão da saída de investimentos em CDBs para fundos DI. "Houve muita mudança de aplicação de CDB para fundos de CDI lastreados nos títulos do Tesouro. E, quando há mudança de aplicação, gera-se pagamento de imposto", disse Cartaxo. Além disso, a variação cambial provocou aumento no IR com operações no mercado de câmbio. Com isso, o IR sobre rendimentos de capital passou de R$ 1,45 bilhão em outubro de 2007 para R$ 2,26 bilhões no mês passado, uma alta de 55,39%.
Já os números da arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) mostram sinais contraditórios. Na comparação com outubro de 2007, houve alta real de 142,07%, mas na comparação com setembro caiu 5,06%. "Ainda não dá para ver se houve mudança no movimento de crédito", disse o coordenador-geral de Previsão e Análise da Receita, Raimundo Eloi de Carvalho.
No setor automotivo, os sinais também não são claros. Em relação a outubro de 2007, o IPI sobre automóveis subiu 11,75% em termos reais, mas recuou 8,17% ante setembro de 2008.

Banco do Brasil acerta compra da Nossa Caixa por R$ 5,3 bi

Reuters
21/11/2008
O Banco do Brasil (BB) anunciou nesta quinta-feira que acertou memorando de entendimento com o Estado de São Paulo para a aquisição do controle acionário da Nossa Caixa. O valor da operação é de R$ 5,386 bilhões.
O valor da operação por ação é de R$ 70,63 e o pagamento será feito em dinheiro em 18 parcelas mensais corrigidas pela Selic a partir de março de 2009. A transação, segundo a Nossa Caixa, está sujeita à aprovação pela Assembléia Legislativa paulista até 10 de março do ano que vem, prazo este que pode ser prorrogado.
O governo de São Paulo vai alienar 76.262.912 ações ordinárias da instituição, equivalentes a cerca de 71,2% do capital, para o Banco do Brasil.
Pelo acordo, a Nossa Caixa será incorporada ao Banco do Brasil, que continuará prestando os serviços do banco estadual em todas as regiões onde está presente, mantendo políticas de fomento da instituição e assumindo operação de programas sociais paulistas administrados pelo banco.
Pelo acordo, o BB também fica obrigado a oferecer R$ 2,173 bilhões pela participação dos acionistas minoritários. Se a instituição atingir 100% do capital Nossa Caixa, o valor da aquisição pode chegar a R$ 7,56 bilhões.
O presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto, afirmou à Globonews, após o anúncio da compra, que não há planos para fechamento de agências. O executivo disse que a sobreposição de agências entre os dois bancos é mínima e que o atendimento ao cliente da Nossa Caixa tende a melhorar com a utilização da tecnologia do BB.
Lima Neto prevê que o nome Nossa Caixa deve ser mantido por até um ano. O presidente do Banco do Brasil disse que a negociação corria há cerca de seis meses e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado nesta quinta sobre a conclusão do negócio.
Juntos, BB e Nossa Caixa possuem uma carteira de crédito de R$ 213,7 bilhões e um total de depósitos de R$ 264 bilhões. Além disso, contam com 103 mil funcionários, 4.888 agências e 53,3 milhões de clientes.

Brasil e China 'emergem como modelos de estabilidade'

BBC Brasil
21/11/2008
O Brasil e a China emergem como modelos de estabilidade, "neste momento de crise econômica global", diz artigo publicado na edição desta sexta-feira do jornal britânico The Daily Telegraph. O jornal compara os dois países, considerados "mercados emergentes", à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos, chamados de "mercados desenvolvidos" e diz que "esta grande divisão foi erodida" com a crise.
"O status de alguns mercados emergentes deve ser elevado, mesmo que em termos relativos", afirma o artigo, explicando que "alguns (países), como o Brasil, atualmente parecem representar menor risco (...) do que alguns (países) desenvolvidos como a Grã-Bretanha".
"Em termos de superávit comercial, endividamento em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e tamanho de suas reservas cambiais, o Brasil derrota a Grã-Bretanha sem esforço", disse o jornal. "Sua economia (do Brasil) ainda deverá crescer 3% no próximo ano, enquanto a da Grã-Bretanha está encolhendo. E, embora a inflação brasileira esteja aumentando, ela parece estar sob controle."
'Responsabilidade fiscal'
O artigo contesta o próprio termo "mercado emergente", dizendo que ele foi "inventado pelo Banco Mundial há 30 anos e é definido com base em renda per capita baixa".
"Na época, partia-se do princípio de que estas economias eram instáveis e em processo de reforma econômica e de mercado. Só governos mais sábios, dos Estados Unidos e da Europa, poderiam demonstrar responsabilidade fiscal, acreditava-se - e este era geralmente o caso", diz The Daily Telegraph.
O artigo afirma, contudo, que embora esta suposição persista, "o governo brasileiro nos últimos anos seguiu cuidadosamente regras defendidas por economistas ocidentais, enquanto Estados Unidos, Grã-Bretanha e outros as desprezaram".
Sobre a China, o artigo do jornal britânico diz que "há muitas evidências que sugerem que a recessão que atingiu Estados Unidos e Europa não é meramente uma baixa cíclica, mas marca uma passagem do poder econômico no longo-prazo para a China e outros mercados emergentes grandes".
"Não pode mais haver uma reunião com credibilidade de G-alguma coisa (numa referência a G-8 e G-20) para tentar coordenar política monetária e fiscal sem incluir a China", afirma The Daily Telegraph.

Mercosul protecionista

O Estado de São Paulo
21/11/2008
Há menos de uma semana o governo brasileiro assumiu, juntamente com os demais integrantes do Grupo dos 20 (G-20), o compromisso de nos próximos 12 meses não ampliar barreiras comerciais e não limitar exportações. Os chefes de governo também prometeram não adotar, nesse período, incentivos à exportação incompatíveis com as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) - uma declaração redundante, mas incluída, assim mesmo, na declaração conjunta. Agora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa decidir se vai levar a sério esse compromisso ou se embarcará, juntamente com a Argentina e outros sócios do Mercosul, em mais uma elevação da Tarifa Externa Comum (TEC).
O governo argentino passa por um novo surto protecionista. Já ampliou a lista de licenças não automáticas para importação, afetando os fabricantes brasileiros de televisores e têxteis. Pretende, além disso, adotar salvaguardas contra produtos de alguns setores industriais do Brasil, incluídos o metalomecânico e o de autopeças. Para isso, tentará acionar o Mecanismo de Adaptação Competitiva do Mercosul (MAC), uma aberração admitida por Brasília, mas ainda não regulamentada do lado brasileiro. Iniciativas desse tipo afetam o comércio interno do bloco regional, tornando-o mais emperrado e escancarando ao mundo a sua fragilidade, mas não afetam diretamente a relação do Mercosul com os demais países.
Mas o governo argentino também defende a elevação da Tarifa Externa Comum, aplicada a produtos originários de fora do bloco. O governo brasileiro não se manifestou contra a idéia, pelo menos abertamente. Ao contrário, tem dado sinais de apoiar a iniciativa. O assunto foi discutido em Buenos Aires, na terça-feira, em reunião do Comitê Bilateral de Monitoramento do Comércio. Segundo nota divulgada pelas autoridades argentinas, os negociadores decidiram propor na reunião de cúpula do Mercosul, marcada para dezembro, em Salvador, a elevação da TEC para vinhos, pêssegos, laticínios, têxteis, móveis de madeira, produtos da indústria de calçados e “outros”.
O compromisso assumido pelos governantes do G-20, em Washington, não implica, nem poderia implicar, renúncia ao direito de legítima defesa comercial, nos termos previstos pelas normas internacionais. Mas será essa a justificativa para o pretendido aumento da TEC? Poderão os governos do bloco sustentar essa justificativa diante dos parceiros de fora?
Os países do Mercosul não são os únicos a impor restrições ao comércio depois da reunião do G-20, no sábado passado. O governo russo anunciou a redução, em 2009, das cotas de importação de frangos e de suínos. A Índia deverá cobrar uma nova tarifa sobre os produtos de aço, de acordo com informação do Ministério da Economia. Barreiras criadas em vários países, antes da crise internacional, são mantidas em vigor ou foram recentemente estendidas. É o caso das tarifas impostas pelo governo americano à importações de aço da Índia, da China, da Indonésia, de Taiwan e da Ucrânia, criadas em 2001 e renovadas no dia 11 de novembro.
Também tem havido novidades do lado do estímulo à exportação. Antes da reunião de Washington, o governo chinês anunciou novas facilidades fiscais para os exportadores a partir de dezembro. Falta verificar se esses incentivos são compatíveis com as normas da OMC.
O governo brasileiro também deveria - e poderia - fazer mais para aumentar o poder de competição dos exportadores brasileiros e teria meios para conseguir isso sem violar acordos internacionais. Mas não tem ido além de medidas fragmentadas e de execução muito lenta.
Uma boa política para aumentar a competitividade, mais necessária do que nunca, seria a alternativa correta a medidas protecionistas. O compromisso do G-20 contra o protecionismo refletiu, em boa parte, posições defendidas com insistência pelas autoridades brasileiras. O recurso fácil ao protecionismo, agora, será desmoralizante, mas Brasília dificilmente deixará de acompanhar Buenos Aires na defesa de uma TEC mais elevada para vários produtos.
O protecionismo argentino tem grandes possibilidades de prevalecer, nesse caso, e também na hipótese de uma nova tentativa de acordo sobre os temas básicos da Rodada Doha, neste fim de ano. Algo diferente será uma enorme surpresa.

Brazil and China emerge as models of stability while UK looks risky bet

The Daily Telegraph
By Tracy Corrigan
Last Updated: 10:12PM GMT 20 Nov 2008
Splitting the world, as many institutional investors do, into two sorts of financial markets, emerging and developed, has always been an oversimplification. But whatever logic once underpinned this great divide has been eroded, as a result of a global economic crisis that was made in the US mortgage markets and disseminated thanks to overly lax US and UK monetary policy and irresponsible lending by US and European banks.
At the very least, the status of some emerging markets is due for an upgrade, if only in relative terms. It turns out that some, such as Brazil, currently look rather less risky on many measures than some developed ones, such as the UK. In terms of its trade surplus, indebtedness as a proportion of gross domestic product, and the size of its foreign exchange reserves, Brazil beats the UK hands down. Its economy is still expected to grow at 3pc next year, while the UK's is currently shrinking. And although Brazilian inflation is rising, it appears to be under control.
No wonder that BNY Mellon Asset Management, among others, is keen on Brazil, noting that "the growing maturity of its capital markets has been driven by sustained macroeconomic stability, declining interest rates, better corporate governance and management practices and the steady growth of its middle class consumer sector".
There is also plenty of evidence to suggest that the recession which has hit the US and Europe is not merely a cyclical downturn but marks a long-term shift of economic power towards China and other large emerging markets. This is partly the result of global demographic trends – for example, the ageing of the baby-boom generation makes it likely that US consumption will not rebound to previous levels, according to some economists. And this shift has already started. There could no longer be a credible G-anything meeting to try to coordinate monetary and fiscal policy without including the Chinese. That is a tacit recognition of the reality that China is not only an economic powerhouse, but has the additional clout that comes with American dependence on Chinese central bank purchases of US Treasuries to prop up its ballooning borrowing plans.
So what exactly is an emerging market? The term "emerging market economy" was invented by the World Bank 30 years ago and it is defined on the basis of low per-capita income. At that time, it was assumed that these economies were unstable and in the process of economic and market reform. Only the wiser governments of the US and Europe could be counted on to demonstrate fiscal responsibility, it was judged – and this was usually the case. This assumption still persists, even though the Brazilian government has in recent years dutifully followed rules championed by Western economists, while the US, UK and others have flouted them.
Still, reputations for bad behaviour, as some of us remember from our school days, tend to linger, even after reform should have triggered a thorough reappraisal. Jerome Booth, chief economist at emerging markets investment group Ashmore, notes that investors still have, a "binary view of risk", influenced by factors other than economics, such as geography. Italy and Iceland, for example, are lifted by the mere fact of being European, whereas Brazil suffers from a "bad neighbourhood" problem. It stretches credulity but Iceland, which was yesterday bailed out by the International Monetary Fund, boasted the top Moody's debt rating of triple-A as recently as May this year. As one analyst noted succinctly when it was downgraded: "Iceland had no business being triple-A in the first place." If Iceland were a tiny country in Latin America, you can bet it never would have been.
Emerging markets have performed pretty poorly since the start of the credit crisis, dashing hopes of a "decoupling". For example, in the 12 months to the end of October, the JP Morgan Emerging Market Bond Index returned 4pc, compared with 33pc for the global index (for sterling-based investors), as investors seeking to reduce risk piled out of emerging markets. Furthermore, when liquidity dries up, less actively traded emerging markets are bound to suffer more. However, within this poor overall performance, investors have picked out some favourites – Brazil returned 16pc over the same period.
If, as many expect, developed markets struggle to shrug off recession, emerging markets – now considerably cheaper – will start to seem more desirable. Mr Booth's view is that pension funds should aim to invest 35pc of their portfolios in emerging markets, across a broad range of asset classes including private equity. This seems perfectly sensible – but attitudes, as well as economic realities, need to change first.

Financial System Suffers Relapse

Shattering Lull, Fears of Deep Recession Roil Markets
By Neil Irwin and Renae Merle
Washington Post Staff Writers
Friday, November 21, 2008; Page A01
The financial system, which had recently shown glimmers of improvement, is unraveling again.
After a few weeks in which credit started flowing more freely through banks, giving relief to financial markets, prices continued to plummet yesterday for all but the safest investments, dragged down by fears of a deeper and longer recession than even many pessimists had expected.
Investors were so eager to move money into ultra-safe U.S. Treasury debt yesterday that they were effectively paying the government to hold on to their cash.
Meanwhile, the stock market fell nearly 7 percent yesterday, as measured by the Standard & Poor's 500-stock index, now at its lowest level since 1997. Financial companies have been particularly hard hit, especially Citigroup, whose shares lost half their value this week.
Saudi Prince Alwaleed bin Talal, the largest shareholder in the company, announced a new investment in the firm as a show of support, following a major sell-off Wednesday. But it wasn't enough to stanch the bleeding, as the shares fell an additional 26 percent yesterday.
The bank has asked the Securities and Exchange Commission to reinstitute its temporary ban on short-selling shares of financial firms, according to an industry source familiar with the matter who spoke on condition of anonymity because the communications with the bank were private. Citigroup issued a statement yesterday insisting that its health is strong. The company "has a very strong capital and liquidity position and a unique global franchise," it said. "We are focused on executing our strategy, including our targeted expense and legacy asset reductions, and we believe the benefits will be seen over time."
A Citigroup spokesman declined to comment on reports that the company is considering a sale.
Citigroup is being pummeled, but the entire sector has been under pressure, said Sean Ryan, a banking analyst with New York-based Sterne Agee. "It is just a hideous environment for anyone," Ryan said.
The relapse in the markets poses a predicament for economic policymakers at the Treasury Department and Federal Reserve, who have used extraordinary tactics to try keeping the financial system glued together. The Treasury has injected more than $200 billion into banks, while the Fed is lending directly to companies by buying their short-term debt.
These were among the steps that helped achieve a measure of healing in recent weeks, particularly in making banks more confident about lending to each other. Financial indicators show that conditions remain better than they were in October, but now, confronted with the prospect of a deep recession, investors are bracing for a new round of damage to financial companies.
Citigroup was a major concern yesterday, but the misery on financial markets had no single cause. In Washington, talks broke down over a government rescue of major automakers, raising the specter of massive job losses. The broader economic picture also darkened with a report yesterday that more Americans filed for unemployment insurance benefits last week than in any week since 1992.
"The economic news continues to be quite bleak," said Peter Cardillo, chief market economist with New York-based Avalon Partners. "We have a market that is pricing in a global recession that will probably last longer than most people anticipated."
And investors are coming to grips with the limitations of the government's response. Treasury secretary Henry M. Paulson Jr. said this week that he would not seek the remaining $350 billion of the $700 billion rescue package Congress approved last month, instead leaving the balance for the Obama administration to use come January.
Paulson also said last week that he would not be using any of the bailout money to buy up troubled assets from the books of banks, so hope has dissipated that the market for complex mortgage securities will start functioning soon. Investors had hoped that government purchases would jump-start that market by establishing new prices that could open the door for the return of regular buying and selling.
Wall Street interpreted Paulson's comments to mean that the financial rescue is on hold until President-elect Barack Obama's inauguration. And Wall Street was none too pleased.
"It's a complete loss of confidence," said Allen Sinai, president of Decision Economics, a consultancy. "We made our errors in the 1930s by letting the banking system go down. . . . We haven't done that. But history will write that we made a lot of other mistakes and left ourselves with a modern-day counterpart to the 1930s situation." Bank lending, which increased steadily in October as financial firms became more confident that the rescue would work, has fallen recently, according to Federal Reserve data, suggesting that credit will remain constrained in the near future.
J.P. Morgan Chase is expected to lay off 10 percent of its investment banking staff, or about 3,000 people. Goldman Sachs shares fell to below the price at which they were first sold to the public almost a decade ago.
The simplest measure of the health of the financial system is the price the U.S. government must pay to borrow money by issuing bonds. When investors are fearful, they are willing to accept low rates to lend to the government just to guard against losses or the risk that they won't be able to access cash.
Yesterday, investors were petrified. Rates on all types of U.S. government debt fell to all-time lows; the Treasury can now borrow money for two years at a rate of less than 1 percent, and can borrow money for 30 years for less than 3.5 percent.
For 30-day Treasury bills, the rate is effectively zero, which means, with transaction fees, that investors are essentially paying for the government to take money out of their hands for a month.
Conversely, rates soared on all types of risky debt. Rates have spiked on "commercial-mortgage-backed securities," which are loans against office buildings and other commercial property, and on debt owed by companies that are considered uncertain bets.
"The market is hungering for stability, and it isn't getting it from the government. They're not getting it from the economy, and their only recourse is to sell," said Matt McCormick, portfolio manager and banking analyst at Bahl & Gaynor Investment Counsel.
The Treasury said yesterday that it stands ready to buy assets from the Reserve Fund's U.S. Government Fund, a money-market mutual fund with $6.3 billion in assets, under a temporary program it initiated last month to bolster money-market funds. That would make it easier for the fund to handle redemption requests by its investors.
Also casting a pall on the broader market was uncertainty about the future of the U.S. automakers. With Congress struggling to reach accord on a rescue of General Motors, Ford and Chrysler, investors were weighing the prospect of further job losses among autoworkers and auto parts suppliers and of ripples through the financial system.
"The market is fearful of the consequences if Detroit is allowed to fail and what that would mean in terms of further economic decay," said Cardillo, of Avalon Partners.
The economic and financial distress continues to drive down prices of fuel and other commodities.
Crude oil closed below $50 a barrel yesterday for the first time since 2005, and has now has fallen more than 65 percent from its peak of $147 a barrel this summer. Some analysts are forecasting prices of $35 to $45 a barrel by year's end, levels that would have been unthinkable just this summer, reflecting sharply declining global demand.
Traders are ignoring triggers that would have traditionally sent prices up, including a Saudi-owned supertanker seized by pirates off Somalia, which could disrupt shipping routes, said Addison A. Armstrong, director of market research at Connecticut-based Tradition Energy. "There are bullish factors out there," he said, "but the market is just ignoring them because they are more focused on the collapse of the financial system."

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A enorme redução de custos com treinamento da capacidade de ouvir

Tivéssemos ouvido não teríamos chegado atrasado e perdido o vestibular.
Tivéssemos ouvido não teríamos perdido a oportunidade de contratar aquele artista que faz enorme sucesso.
Tivéssemos ouvido teríamos comprado aquele quadro que hoje vale milhões.
Tivéssemos ouvido não teríamos perdido aquela venda para o concorrente.
Tivéssemos ouvido teríamos conseguido aquele emprego.
Tivéssemos ouvido, tivéssemos ouvido, tivéssemos ouvido treinado nada disso teria acontecido!
Simples, mas nem as maiores perdas nos fazem aprender a ouvir.
Uma empresa, por exemplo, com 30 representantes que visitam 8 clientes por dia, num total de 250 dias no ano, poderá obter informações em pelo menos 60.000 conversas. Isso em 10 anos representará 600.000 possibilidades de captação de informações.
Passado esse período conclui-se que pouco se sabe sobre o mercado, porque as “coisas mudam “, e paga-se por uma pesquisa. Tivessem ouvido poderiam aplicar essa verba em outros projetos. Como não se ouve, sorte de quem faz pesquisas.
Alguém pode me dizer: - Não seja exagerado, isso pode acontecer em alguns lugares isolados, mas não como regra geral.
Faça o seguinte exercício: Um dia qualquer, após umas quatro horas de trabalho, com grande interação com a equipe, escreva o que aconteceu no seu departamento que vale a pena registrar.
Reúna os colegas, leia a redação para eles, diga que está esquecendo alguma coisa e peça que a completem.
Vai se surpreender com a quantidade de questões importantes às quais não prestou atenção e outras que já estavam a caminho das terras do esquecimento. Você já elaborou atas de reunião e na hora nas fez direito as anotações? Hum, então sabe do que estou falando!
Decisões importantes deixam ser tomadas, tarefas são efetuadas em duplicidade, seu auxiliar volta ao banco para apanhar um talão de cheques ou a um fornecedor por causa de um material fundamental para execução de um trabalho, mas tudo poderia ter sido evitado. Os custos também, mas não ouvimos!
Nossa, esse assunto é muito chato! Verdade, perder dinheiro e ter custos evitáveis também.
Quando a situação deteriora lá vamos nós controlar canetas e copinhos de café para reduzir custos, enquanto gastamos tempo, que custa dinheiro, criticando o projeto. É bom lembrar que na reunião de redução de gastos esses dois itens foram sugeridos. Sempre são!
Dá para quantificar a perda de informações de alguma forma?
Dizem que sim, então vamos usar a seguinte regrinha nas nossas quatro horas de trabalho;
- Escutamos metade daquilo que nos é dito: No nosso caso duas horas.
- Ouvimos metade do que escutamos: Isso dá cerca de uma hora.
- Entendemos metade do que ouvimos: Hum, temos só meia hora de informação.
- Acreditamos em metade do que entendemos: Está complicando, pois ficaram só quinze minutos.
- Lembramos metade do que acreditamos: Restaram cerca de sete a oito minutos.
Imagine você como líder, com esse volume de informação para tomar decisões. Pouco não?
Hora de treinar a capacidade de ouvir. Tá escutando?
Ivan Postigo
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones 11 4526 1197 e 11 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br

Bom de produto, ruim de mercado

Um produto para alcançar o sucesso precisa ter qualidade, certo?
A questão a ser debatida é: O que é qualidade?
A mesma empresa que fabrica produtos para marcas consagradas pode fazer semelhantes para outras companhias ou vender com sua própria marca, sem que estes alcancem o mesmo sucesso.
A gama de possibilidades pode ser extensa, e não raro com pequenas variações.
Esses produtos podem apresentar diferenças visuais, mas em termos estruturais podem ser muito parecidos, então se qualidade é o que importa por que não têm a mesma demanda?
A questão básica é que a percepção de qualidade é muito mais importante mercadologicamente que muitos aspectos físicos dos produtos.
Um produto para alcançar o sucesso não basta ser bom, precisa parecer bom, esse trabalho a marca faz com excelência.
O passo seguinte então diz respeito à construção da marca, sua divulgação, a defesa da qualidade do produto, a construção de um conceito em torno de uma demanda.
Não é um trabalho simples, pois o foco muda, passando dos requisitos do produto para os desejos, necessidades e anseios do público.
O entendimento deixa de ser apenas material e se torna subjetivo.
Sabe aquele produto que você faz com o maior rigor produtivo, com as melhores matérias-primas, com mão-de-obra especializada e intensivamente treinada? Atende qual expectativa de mercado?
Pare e pense: Que mercado você atenderia hoje com os melhores discos de vinil?
Uma resposta rápida seria: Nenhum. Não, sempre há mercado, muitos são pequenos para tornar o empreendimento econômica e financeiramente viável.
Não vamos focar produtos obsoletos ou a caminho da obsolescência, mas aqueles que estão aí, têm demanda, e que não conseguem a mesma valorização de seus iguais. A pergunta ainda continua válida.
Quero que o revendedor compre meus produtos, pelos melhores preços, os coloque na vitrine e seus vendedores os ofereçam aos consumidores, que entra em suas lojas, ávidos para tê-los. Belo e empolgante cenário, não?
Bom, isso não acontece com pó mágico, há um enorme trabalho a ser feito de divulgação em cada uma das fases do processo de vendas para envolver e atrair o público que se deseja atingir.
Isso contempla estudo, planos, planejamento, muito comprometimento e ação.
Desnecessário dizer isso não, qualquer pessoa sabe disso? As empresas não o fazem por falta de dinheiro, certo?
Errado, a questão está mais ligada ao perfil empresarial do que a falta de recursos.
As empresas e seus gestores podem ser classificados, em termos gerais, com três orientações: a) Orientados para a fabricação – a empresa fabrica aquilo que melhor sabe fazer, seus maquinários permitem, e espera que o mercado compre. Sem avaliar desejos e interesses do consumidor;
b) Orientados para vendas – a empresa fabrica aquilo que melhor sabe fazer e atua agressivamente no mercado para vender, desenvolvendo propostas e procurando ficar perto do revendedor/consumidor, sem atenção aos interesses e desejos destes.
c) Orientados para o mercado – a empresa pesquisa e oferece aquilo que o mercado precisa e quer, com divulgação exaustiva, procurando fazer com que a imagem do produto também atenda as expectativas, ainda que seja uma simples camiseta branca.
Uma camiseta branca sem uma marca que a destaque pode ser apenas uma camiseta branca, com uma marca consagrada pode se tornar a camiseta branca.
A primeira no mercado custa “X”, a segunda vale “Y “.
Ao não entendermos a mensagem do mercado poderemos nos tornar bons de produtos, mas ruins de mercado.

Ivan Postigo
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones 11 4526 1197 e 11 9645 4652
www.postigoconsultoria.com.br
ipostigo@terra.com.br

Venda no varejo ainda não mostra efeito da crise, diz IBGE

Agência Estado
18/11/2008

Os dados do comércio varejista de setembro mostram que "não há ainda nenhum efeito da crise" sobre os resultados do setor, segundo observou o técnico da coordenação de serviços e comércio do IBGE, Reinaldo Pereira, em entrevista sobre os resultados. Segundo ele, o varejo prosseguiu na trajetória de forte expansão impulsionado pelo aumento da renda e da massa salarial e pela disponibilidade de crédito.

De acordo com ele, só não houve um crescimento ainda maior nas vendas em setembro por causa do desempenho "tímido" nas vendas de hiper e supermercados, segmento com maior peso (cerca de 30%) na pesquisa.Pereira avalia também que a alta dos juros ocorrida entre abril e setembro também não mostra, ainda, efeitos sobre o desempenho do comércio varejista. Segundo ele, é difícil avaliar qual será o impacto da crise sobre o setor nos próximos meses, porque as medidas de estímulo ao consumo que estão sendo tomadas pelo governo poderão evitar um impacto maior sobre as vendas. "Os estímulos ao mercado interno têm um efeito direto na nossa pesquisa", explicou.

Pereira disse ainda que a proximidade do Natal e o pagamento do 13º salário poderão evitar um impacto maior da crise sobre o comércio varejista até o final deste ano, mas disse que é preciso esperar os resultados de outubro para avaliar com maior precisão a tendência de desempenho do setor.

A atividade que registrou maior crescimento nas vendas do comércio varejista em setembro ante agosto foi equipamentos e materiais de informática (6,9%), que foi também o principal destaque na comparação com setembro do ano passado (50,6%). Todas as dez atividades do varejo pesquisadas pelo IBGE mostraram resultados positivos em todas as bases de comparação em setembro.

A principal influência de alta para o crescimento de 9,4% nas vendas ante setembro de 2007 foi dada por móveis e eletrodomésticos cujas vendas aumentara 21,3% e contribuíram com 3,3 pontos percentuais ou 35% do crescimento total do varejo no período. A atividade de hiper, supermercados, produtos alimentícios e bebidas, que tem o maior peso na pesquisa, registrou aumento nas vendas de 0,6% em setembro ante agosto e de 1,4% ante setembro de 2007.

Reservas internacionais recuam para US$ 204,499 bilhões

Rodrigo Postigo
19/11/2008
As reservas brasileiras internacionais recuaram em US$ 167 milhões ontem no conceito de liquidez internacional, segundo o Banco Central (BC). Com isso, o total das reservas brutas passou de US$ 204,666 bilhões para US$ 204,499 bilhões.

Montadoras pedem plano de ajuda ao Senado dos EUA

BBC Brasil
19/11/2008
Os diretores das três maiores montadores dos Estados Unidos, Ford, General Motors e Chrysler, pediram nesta quarta-feira ao Congresso americano um pacote de ajuda da ordem de US$ 25 bilhões. Durante uma audiência no Senado, eles afirmaram que sem o pacote de resgate, as empresas automobilísticas correm o risco de entrarem em colapso.
Eles ainda alertaram para os riscos que a quebra dessas empresas pode trazer à economia do país.O diretor-executivo da GM, Rick Wagoner, afirmou que a empresa precisa de um empréstimo para poder atravessar o "precipício financeiro" em que se encontra.Apesar dos apelos, os senadores republicanos e a Casa Branca são contra o uso de parte do pacote de US$ 700 bilhões aprovado em outubro para resgatar as instituições financeiras em uma ajuda às montadoras.Produção ineficienteWagoner disse à Comissão de Bancos do Senado que a grave situação em que se encontra a indústria automotiva não tem relação com falhas gerenciais, mas com a crise global no sistema financeiro.Mesmo assim, parece ter havido pouca simpatia aos apelos da indústria.

O presidente da comissão, o democrata Christopher Dodd, afirmou que a indústria automotiva está "procurando tratamento para feridas que, em grande parte, foram causadas por ela mesma".Dodd, no entanto, afirmou concordar que "centenas de milhares de pessoas podem perder seus empregos se as companhias entrarem em colapso".Congressistas republicanos afirmam que a atual crise econômica não é o único motivo pelo qual a indústria automotiva está tendo problemas.Segundo eles, as produções da Chrysler, GM e Ford foram ineficientes e seus custos trabalhistas são mais altos do que os de seus rivais estrangeiros.Wagoner, no entanto, insiste no argumento de que os problemas são causados pela crise financeira."O que nos expôs à possibilidade de falência foi a crise financeira global, que restringiu severamente a oferta de crédito e reduziu as vendas para o menor nível per capita desde a Segunda Guerra Mundial", disse.

Lucro de empresas cai até 60% no terceiro trimestre

O Estado de São Paulo
19/11/2008
Os lucros recordes das empresas de capital aberto nos últimos anos deram lugar a uma seqüência de resultados negativos no terceiro trimestre por causa da crise financeira. Levantamento feito pela empresa de informações financeiras Economática mostra que o ganho médio dessas companhias despencou 60,2% entre julho e setembro, comparado a igual período de 2007. Das 254 empresas analisadas, 85 delas tiveram prejuízo no trimestre e 44 inverteram o resultado (de lucro para prejuízo). As empresas que conseguiram se manter em terreno positivo obtiveram ganhos menores. O estudo não considera a Petrobras nem os bancos.
A deterioração do resultado trimestral é reflexo da valorização de quase 20% do dólar em relação ao real, diz o presidente da Economática, Fernando Exel. No início de julho, o dólar estava cotado a R$ 1,597 e saltou para R$ 1,902, em 30 de setembro. Isso teve impacto direto na dívida em dólar e elevou a despesa financeira de R$ 1,3 bilhão, em setembro de 2007, para R$ 19,5 bilhões este ano.
Na Braskem, por exemplo, essas despesas subiram de R$ 39,5 milhões para R$ 1,9 bilhão, segundo dados da Economática. A empresa teve prejuízo de 849,2 milhões no período. “Essas companhias precisam marcar as posições a valores de mercado a cada período fechado para balanço”, diz o analista da Spinelli Corretora, Jaime Alves. Ele lembra que o dólar provocou perdas milionárias para empresas, como Sadia e Aracruz, que apostaram em derivativos “tóxicos” de câmbio.