Gazeta Mercantil/Caderno A
03/12/2008
Em 2014, ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol, o País já poderá ter ultrapassado a Rússia, um dos maiores produtores de petróleo do planeta. A previsão é do consultor da Presidência da Petrobras, José Carlos Vidal, um dos palestrantes do seminário promovido pelo JB.
Baseando-se em dados de 2007, o especialista sublinhou que, graças à descoberta do pré-sal, as reservas provadas de petróleo do Brasil superarão os 79,4 bilhões de barris produzidos pelos russos no ano passado. "Não sabemos precisar qual será a produção, mas aquilo ali é uma imensidão", vaticinou Vidal, sem, no entanto, arriscar uma estimativa.
Entre os quatro países integrantes do Bric, em 2007, o Brasil aparecia à frente apenas da Índia, com 12,7 bilhões de barris produzidos, contra 5,5 dos indianos. A China é a segunda colocada com a produção de 15,5 milhões de barris. O consultor da Petrobras enxerga potencial de cooperação do Brasil com os demais integrantes do Bric em, pelo menos, outras cinco esferas: produção de biocombustíveis, como etanol e biodiesel; eficiência energética no combate ao desperdício; exploração e produção de petróleo e gás natural em águas profundas; captura e estocagem de carbono; e na universalização do acesso à energia elétrica. " A cooperação é o ingrediente para aumentar as possibilidades de crescimento sustentável, principalmente nas condições do fundamentalismo de mercado", assinalou Vidal. " É preciso adotar um paradigma de crescimento econômico diferente do modelo predador que nos conduziu à crise atual", disse.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Produção de petróleo do Brasil superará a da Rússia
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3.12.08
Marcadores: indústria, Petróleo e Derivados
Montadoras pedem ajuda de US$ 34 bi ao governo dos EUA
EFE
03/12/2008
General Motors (GM), Ford e Chrysler pediram nesta quarta-feira ao Congresso americano uma ajuda de US$ 34 bilhões para sua sobrevivência, em uma ampla reestruturação da indústria automotiva americana em tempos de crise.
Os "Três Grandes de Detroit" cumpriram com o prazo fixado pela hierarquia democrata do Congresso no mês passado, para que apresentassem seus planos de reestruturação e justificassem como utilizariam a ajuda recebida.
Em resumo, as três empresas reiteraram seu compromisso com uma redução dos salários de seus executivos, o refinanciamento da dívida, concessões do sindicato, a fabricação de carros híbridos e elétricos, e a eliminação de algumas marcas.
O executivo-chefe da Ford, Alan Mulally, que recebeu um salário de US$ 2 milhões e uma compensação total de US$ 21,7 milhões em 2007, manteve seu compromisso de ganhar US$ 1 por ano caso o empréstimo seja concedido.
O mesmo foi prometido pelo principal executivo da GM, Rick Wagoner, enquanto o chefe da Chrysler, Robert Nardelly, já recebe este salário simbólico.
Além disso, GM e Ford continuarão com seus planos de vender sua frota de aviões corporativos.
Indústria não quer reforma tributária proposta por Mabel
Fórum Nacional do setor junta-se à crítica dos governos de São Paulo, Rio e Espírito Santo
O Estado de São Paulo / Rui Nogueira e Christiane Samarco
03/12/2008
A indústria nacional não quer a aprovação da reforma tributária proposta pelo relator da emenda constitucional, o deputado Sandro Mabel (PP-GO). A posição do setor ficou clara ao fim da 21ª reunião do Fórum Nacional da Indústria (FNI), realizada em São Paulo, com a definição de pontos considerados “inegociáveis” e “inaceitáveis” na proposta que está em tramitação da Câmara. A posição do fórum, que fez coro às críticas dos governos de São Paulo, Rio e Espírito Santo e da oposição no Congresso Nacional, enterrou as articulações para tentar aprovar a reforma ainda neste ano.
A posição da indústria mudou radicalmente no espaço de duas semanas e fortaleceu o debate técnico em torno dos adendos feitos por Mabel à proposta original do Executivo. Até a semana passada, o Planalto vinha alimentando o discurso de que a oposição à reforma estava centrada em São Paulo, só porque o governador José Serra (PSDB) é pré-candidato na disputa pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010.
No dia 19 de novembro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), apoiada por 19 associações e sindicatos, chegou a divulgar um Manifesto de apoio à tramitação da reforma tributária. Esse manifesto não tinha o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mas contava, para engrossar a lista de assinaturas, com o patrocínio do Sindicato da Indústria de Pinturas, Gesso e Decoração no Estado de São Paulo e até da Associação Brasileira de Música.
O documento de duas semanas atrás não deixava espaço para dúvidas: “As entidades signatárias apóiam a imediata tramitação no Congresso do substitutivo do relator Sandro Mabel.” Fazia uma série elogios ao parecer, dizendo que era “a melhor (proposta) que poderia ser apresentada neste momento”, que estabelecia “bases modernas de tributação” e, por isso, o substitutivo deveria “tramitar com celeridade”. Depois das críticas do governo de São Paulo, a base aliada do Planalto passou a costurar apoios políticos para mostrar que Serra estava contra uma proposta que interessaria aos demais governadores, principalmente aos do Norte e do Nordeste.
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3.12.08
Marcadores: Tributária
Senado aprova MP que autoriza Banco Central a socorrer bancos
Reuters
03/12/2008
O Senado aprovou na terça-feira, em votação simbólica, a medida provisória 442, que autoriza o Banco Central a adquirir carteiras de crédito de bancos no país por meio de operações de redesconto. Aprovada na Câmara no fim de outubro, essa foi a primeira MP enviada pelo governo com o propósito de combater possíveis impactos da crise financeira global sobre bancos em dificuldade.
A MP 442 também possibilita que o BC faça empréstimos em moeda estrangeira a instituições financeiras e permite que empresas de leasing emitam letras de crédito.
"A proposta se encontra entre as medidas necessárias para o enfrentamento da crise", declarou em discurso o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), relator da matéria no Senado.
Dornelles manteve o texto aprovado na Câmara, o qual determina que o Banco Central apresente a cada trimestre relatórios sobre as operações realizadas. O projeto também estabelece a punição dos controladores de instituições financeiras que venderem ao BC carteiras de crédito que se tornarem insolventes.
"Nesta matéria, o PSDB concorda com os pressupostos de relevância e urgência da medida provisória. Trata-se do enfrentamento de uma crise de proporções agigantadas", destacou o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
Apesar do consenso sobre a maior parte da medida provisória, o artigo 6 da proposta gerou polêmica. O trecho do projeto acaba com a necessidade de registro em cartório de operação de alienação fiduciária de automóveis.
Segundo Dornelles e o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), a medida reduzirá as despesas dos consumidores, já que o Código Civil dita que essas operações já sejam registradas pelos departamentos estaduais de trânsito.
Parcela dos senadores, no entanto, afirmou que, como há questionamentos sobre o tema na Justiça e projetos sobre esse assunto tramitando no Congresso, o artigo deveria ser suprimido da proposta.
Por 34 votos a 11 e uma abstenção, o plenário do Senado manteve o texto. Se tivesse alterado, o projeto voltaria para ser revisado na Câmara. Agora, a matéria vai à sanção presidencial.
World Markets Close Mostly Higher on US Rally
By THE ASSOCIATED PRESS
Published: December 2, 2008
Filed at 6:10 p.m. ET
LONDON (AP) -- A rebound on Wall Street provided a lift Tuesday to most world stock markets outside of Asia, where shares slumped overnight.
The Dow Jones industrial average finished up 3.3 percent at 8,419.09 as investors bought back into equities after the savage retreat on Monday, when the blue-chip index closed down almost 700 points, or 7.7 percent, wiping out more than half of last week's gains.
Monday's losses caused Asian markets to dive. Japan's Nikkei 225 stock average tumbled 533.53 points, or 6.4 percent, to 7,863.69, and Hong Kong's Hang Seng index lost 5 percent to 13,405.85.
European stock markets showed little direction before the positive open of U.S. markets, then closed higher, tracking the recovery on Wall Street.
The FTSE 100 closed 1.4 percent higher at 4,122.86, helped by a 12.5 percent jump in the share price of British Airways PLC, which said it is in merger talks with Australian rival Qantas. Tesco shares soared 13.0 percent after reporting upbeat sales in the third quarter.
The CAC-40 index in France closed 2.4 percent higher at 3,152.90, while Germany's DAX was the best performing major European index, up 3.1 percent at 4,531.79, as car companies such as Daimler AG and Volkswagen AG recouped most of the previous session's losses.
The recovery in European and U.S. stocks on Tuesday was largely a reaction to Monday's heavy losses, when a run of bad data increased fears of a prolonged and deep global economic downturn.
It all culminated with Monday's announcement by the National Bureau of Economic Research, considered the arbiter of the U.S. economic cycle, that the world's largest economy entered a recession in December 2007, much earlier than most predictions.
''If the U.S. economy is entering a depression, it is far too soon, even for an equity market that tries to discount conditions six months or a year ahead, to be looking for economic recovery,'' said Stephen Lewis, chief economist at Monument Securities.
The optimism that saw U.S. stocks rise for five straight days last week for the first time since July 2007, has all but evaporated amid renewed worries about the global economy. The data expected out of the U.S. over the rest of the week, including Friday's closely watched jobs report for November, are expected to make for further grim reading.
Despite the recession which has taken hold across the developed world, some companies are managing to post solid performances. One notable example was British supermarkets chain Tesco PLC, which saw its share price rise Tuesday by over 13 percent after it reported like-for-like sales, excluding revenues from its gas pumps, up 2 percent during the third quarter.
''Yet again Tesco has defied the laws of gravity, kicking market recession fears firmly in the teeth,'' said Howard Wheeldon, senior strategist at BGC Partners.
Tesco will be hoping that the widely anticipated 1 percentage point rate reduction Thursday from the Bank of England will help entice shoppers in the crucial Christmas season. The European Central Bank is also expected to cut its benchmark rate by at least half a percentage point on Thursday.
Latin American shares closed mostly higher as bargain hunters swooped in a day after stocks were dragged down by the selloff on Wall Street.
Brazil's Ibovespa stock index was up 0.8 percent to close at 35,001, while Mexico's IPC rose by 269 points, or 1.4 percent, to 19,802, Colombia's IGBC edged up 0.8 percent to 7,232 and Argentina's Merval index jumped 2.9 percent to 952.
Chile's IPSA index was the exception, dipping 0.7 percent to close at 2,318.
Earlier, Australia's central bank slashed its key interest rate Monday a full percentage point to 4.25 percent in an attempt to prevent the economy from sliding into recession. But investors took scant comfort from the move, sending the benchmark S&P/ASX 200 index down 4.2 percent to 3,528.2.
Benchmarks in the Philippines, Taiwan, India and South Korea also dropped sharply.
Markets on mainland China were mixed, with food processors up following a lifting of price controls but banks down on economic jitters. The benchmark Shanghai Composite Index slipped 0.3 percent, while the Shenzhen Composite Index rose 1.4 percent.
Light, sweet crude for January delivery fell more than 4 percent, or $2.32 to settle at $46.96 a barrel on the New York Mercantile Exchange. Earlier Tuesday prices briefly fell to $46.82, the lowest level since hitting $46.20 intraday on May 20, 2005.
In currencies, the euro inched up to $1.2697 in late New York trading from $1.2672 late Monday, while the British pound fell to $1.4876 from $1.4910 and the dollar slipped to 93.22 Japanese yen from 93.40 yen.
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Associated Press Writers Pan Pylas in London and Tomoko A. Hosaka in Tokyo contributed to this report.
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3.12.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Brazil central bank to offer $2 bln in dollar repos
Tue Dec 2, 2008 9:17am EST
SAO PAULO, Dec 2 (Reuters) - Brazil's central bank said on Tuesday it will offer $2 billion in dollar repurchase agreements in an auction on Wednesday aimed at increasing trade finance for exporters hit by the global credit crunch.
Banks that buy the repos will be required to provide proof that they used the funds to provide financing for exporters, who have been hit by a sharp reduction in credit lines.
The central bank has sold dollar repos, currency swap contracts and dollars from its international reserves on the spot currency market in recent months to add liquidity to the financial system.
Brazil's currency, the real BRBY, was trading 2.5 percent weaker at 2.377 per dollar after the announcement. (Reporting by Jenifer Correa; Writing by Todd Benson; Editing by James Dalgleish)
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3.12.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
UPDATE 3-Brazil's Oct industrial output slumps in crisis
Tue Dec 2, 2008 12:39pm EST
(Adds comment from finance minister)
By Ana Nicolaci da Costa
BRASILIA, Dec 2 (Reuters) - Industrial production in Brazil recorded its biggest fall in nearly a year in October, raising pressure on the country's central bank to cut interest rates to maintain growth in Latin America's largest economy.
In the latest sign that the fallout from the global financial crisis has spilled into the real economy, government statistics agency IBGE said on Tuesday industrial output
Output fell by more than the 0.3 percent drop expected in a Reuters poll of 15 analysts and came at the bottom end of expectations, with forecasts ranging between a 1.7 percent decline and a 0.5 percent increase.
"The contamination from the crisis was very rapid because it affected credit and it was credit that was inflating the economy," said Zeina Latif, an economist at ING in Sao Paulo.
With the economy slowing, analysts revised down their forecasts for growth next year to 2.8 percent from 3 percent last week, according to the latest central bank survey.
Asked if the economy could grow less than 3 percent in 2009, Finance Minister Guido Mantega said: "I don't think so."
"From October, we had problems, the international financial crisis reduced credit, it's natural that in October, November and December there be a slowing of the Brazilian economy," he told reporters in Brasilia.
The government expects 4 percent growth next year.
With auto sales plunging, bank lending contracting and industry confidence at its lowest level in more than three years, pressure is mounting on Brazil's central bank to join others in cutting rates to avoid a global recession.
The bank's monetary policy committee voted unanimously in October to keep its main lending rate at a two-year high of 13.75 percent, changing tack after four straight rate hikes. Its next meeting is next Tuesday and Wednesday.
Signs that inflation is easing could increase pressure on the bank to cut rates. The FIPE research institute said on Tuesday consumer prices
The FIPE index is closely watched by economists for trends in Brazil's benchmark IPCA inflation index, which is used by the central bank as a guide when setting rates.
But Brazil's benchmark IPCA consumer price index rose 6.41 percent on an annual basis in October and the latest central bank survey shows analysts revised up their forecasts for inflation next year to 5.25 percent from 5.20 previously.
Those numbers are above the government's 4.5 percent inflation target and at the top end of its 2 percentage point tolerance range.
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3.12.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Garibaldi descarta votação de reforma tributária este ano
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2.12.08
Marcadores: Jornal, Tributária
Argentina corta subsídios e eleva tarifa
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2.12.08
Marcadores: Economia, Jornal, Mercosul, Petróleo e Derivados
Garibaldi descarta votação de reforma tributária este ano
Agência Brasil
02/12/2008
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse nesta segunda-feira (1º) que “neste ano não se vota a reforma tributária de jeito nenhum”. Na sua opinião, só um cenário de acordo das lideranças com uma convocação do Congresso Nacional em janeiro de 2009 e “o interesse do governo de aprovar logo a proposta” seria capaz de viabilizar a apreciação da reforma, que ainda está pendente de apreciação na Câmara. Ele acrescentou que uma eventual convocação do Senado para trabalhar em janeiro para analisar a matéria só acontecerá caso haja um acordo firmado entre todos os líderes partidários e o governo.
“Se quiserem votar a reforma tributária a única alternativa seria uma convocação extraordinária mas, mesmo assim, é preciso dar garantias que essa matéria vai ser aprovada, sob pena de a convocação ser realizada e não se chegar a votar, o que seria motivo de muita incompreensão e contestação”, afirmou o presidente do Senado.
Quanto à pauta do Senado, o presidente acredita que amanhã (2) os parlamentares deverão votar a medida provisória 442, que possibilita ao Banco Central socorrer pequenas instituições financeiras. Às 10 horas, está agendada uma reunião do presidente do Senado com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando esse assunto deverá ser tratado.
Garibaldi Alves também comentou os desdobramentos do impasse criado por ele a partir da decisão de devolver ao governo a medida provisória 440, que prorroga por cinco anos as concessões de funcionamento de instituições filantrópicas. Segundo ele, há um grupo de trabalho constituído para elaborar um projeto de lei que substitua a MP.
O senador acrescentou que é necessário acelerar a elaboração desse projeto para que possa ser apreciado ainda neste ano pelo Congresso Nacional. Garibaldi lembrou que existe o prazo de cinco anos de vigência de cerca de duas mil concessões, que vencerão no final desse mês.
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2.12.08
Marcadores: Tributária
Economia dos EUA virou para baixo após setembro, afirma Fed
Agencia Estado / Suzi Katzumata
02/12/2008
O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, disse que a economia dos Estados Unidos "permanece sob considerável estresse" e que após contrair 0,5% no terceiro trimestre, em termos anuais, "a atividade econômica parece ter virado em baixa" depois de setembro.
Refletindo essa avaliação, a atividade industrial - medida pelo Instituto de Gestão de Oferta (ISM) - caiu para seu nível mais baixo em novembro desde 1982 e a expectativa para o relatório de emprego de novembro nos EUA é de uma queda de mais de 300 mil vagas, com um aumento adicional na taxa de desemprego.
De fato, Bernanke disse que os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego "sugerem que as condições nos mercados de mão-de-obra pioraram mais em novembro". E com a piora nas condições dos mercados de trabalho e de crédito, o gasto de consumo está "a caminho de registrar outro acentuado declínio no quarto trimestre", disse.
O Escritório Nacional de Pesquisa Econômica dos EUA (NBER) disse que o país entrou em recessão em dezembro de 2007, encerrando um período de expansão econômica iniciado em novembro de 2001. Para evitar uma recessão mais profunda e prolongada, espera-se que o Fed volte a reduzir suas taxas de juro de curto prazo no último encontro de política monetária deste ano, nos dias 15 e 16 de dezembro.
A taxa está em 1% ao ano, atingindo as mínimas desde 2003 e 2004. Cortes adicionais colocariam a taxa em níveis que não são vistos em meio século. E mesmo se os Fed Funds se aproximarem de zero - como muitos economistas de Wall Street esperam -, o banco central ainda tem considerável influência sobre os mercados e a economia através de seu balanço.
"Embora a política convencional de taxa de juro seja limitada pelo fato de que as taxas nominais de juro não podem cair abaixo de zero, a segunda arma no arsenal do Fed - a provisão de liquidez - permanece eficaz", disse Bernanke.
O presidente do Fed está otimista com a perspectiva para a inflação, dizendo que com os preços das commodities (matérias-primas) caindo "dramaticamente", a inflação "parece estar posicionada para cair significativamente ao longo do próximo ano para níveis consistentes com a estabilidade de preço". As informações são da Dow Jones.
Brasil pode entrar em recessão, diz Morgan Stanley
Rodrigo Postigo
02/12/2008
A economia brasileira pode se contrair durante dois trimestres consecutivos no final de 2008 e no início de 2009, entrando em uma "recessão técnica", afirmou o Morgan Stanley nesta segunda-feira.
O banco de investimento, um dos primeiros a mencionar a possibilidade de recessão no País, espera atualmente que o Brasil cresça cerca de 2% no próximo ano. O banco afirmou, no entanto, que uma perspectiva externa mais pessimista impõe riscos negativos a sua previsão de 2009.
"Um número próximo de zero não pode ser descartado", afirmou o economista Marcelo Carvalho do Morgan Stanley em nota, acrescentando que o Brasil "pode cair em uma recessão técnica nos próximos trimestres".
"Nós suspeitamos que o debate local nos próximos três a seis meses envolverá a questão sobre se o Brasil já está em recessão - e como fará para sair dela", afirmou ele.
Carvalho argumenta que o recente crescimento brasileiro foi fortemente apoiado em corte de juros facilitados pelo fortalecimento do real, que ajudou a desacelerar a inflação.
Mas o real se enfraqueceu mais de 20% frente ao dólar desde o começo do ano, com investidores vendendo seus ativos em países emergentes para cobrir perdas em outros mercados.
Vendas de veículos caem 22% em novembro, informa Fenabrave
Agência Estado
02/12/2008
As vendas totais de veículos no mercado brasileiro registraram queda de 22,28% em novembro, na comparação com outubro, e de 23,44% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando 309,712 mil unidades, segundo dados divulgados hoje pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Os números incluem automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários.
No acumulado do ano até o mês passado, as vendas totais do setor somaram 4,5 milhões de unidades, o que representa uma evolução de 17,36% em relação ao mesmo período de 2007.
Considerando só o segmento de automóveis e comerciais leves, as vendas somaram 166,279 mil unidades, com queda de 26,01% em relação a outubro e de 26,34% sobre novembro de 2007. No acumulado de janeiro a novembro de 2008, as vendas dos dois segmentos somaram 2,487 milhões de unidades, o que indica uma expansão de 17,85% sobre igual intervalo do ano passado.
Vendas de minério de ferro caem 33% no Brasil
Gazeta Mercantil/Caderno C
02/12/2008
A redução na produção siderúrgica brasileira também fez as vendas nacionais de minério de ferro caírem. Em outubro, somente a Companhia Vale do Rio Doce (Vale) vendeu no País 2,93 milhões de toneladas de minério de ferro, o que representa queda de 33,3% em relação ao volume comercializado em igual mês de 2007. Já as vendas de pelotas somaram 471 mil toneladas, queda de 28,4%, em igual comparação. Os dados são do Sindicato Nacional da Indústria da Extração de Ferro e Metais Básicos (Sinferbase).
No acumulado do ano, as vendas de minério de ferro no mercado nacional somaram 38,75 milhões de toneladas de minério de ferro, queda de 11,9% em relação ao verificado de janeiro a outubro do ano passado. Também foram comercializadas 5,48 milhões de toneladas de pelotas no mesmo período, o que representa alta de 17,7% ante os 4,66 milhões até outubro do ano passado. As exportações subiram no mês de outubro 8,9% e atingiram 22,9 milhões.
Brazil may slip into recession - Morgan Stanley
Mon Dec 1, 2008 1:41pm EST
NEW YORK, Dec 1 (Reuters) - The Brazilian economy may shrink during two consecutive quarters through the end of 2008 and beginning of the 2009, slipping into a "technical recession," Morgan Stanley said on Monday.
The investment bank, one of the first to mention the possibility of a recession in Latin America's largest economy, currently expects Brazilian growth of some 2 percent next year. It said, however, that a gloomier external outlook poses more downside risks to its 2009 forecast.
"A figure closer to zero cannot be ruled out," Morgan Stanley's economist Marcelo Carvalho wrote in a research note, adding that Brazil "may well fall into technical recession in coming quarters."
"We suspect that the local debate in the next three to six months will evolve as to whether Brazil is already in recession -- and how to get out of it," he said.
Carvalho argued that Brazil's recent growth was greatly supported by interest rate cuts that were facilitated by a stronger currency, which helped slow down inflation.
But the Brazilian real has weakened more than 20 percent against the dollar since the beginning of the year as investors sold their emerging-market assets to cover losses elsewhere. (Reporting by Walter Brandimarte; Editing by James Dalgleish)
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2.12.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Brazil's auto sales plunge in November - retailers
Mon Dec 1, 2008 4:23pm EST
BRASILIA, Dec 1 (Reuters) - Brazil's auto sales dove in November compared with the month and year earlier periods, showing the impact of the international financial crisis, the auto distributors federation Fenabrave said on Monday.
Auto sales fell to 177,906 units in the month, down 25 percent from a year ago and down 25.7 percent from October sales, Fenabrave said.
The figures are based on new car license registrations.
For the year through November sales are still up 18 percent with nearly 2.63 million units. Fenabrave still expects to end the year with record sales of 2.87 million vehicles.
Official figures for November from the auto manufacturers association Anfavea are expected in the coming days. (Reporting by Vanessa Stelzer; Translating by Reese Ewing)
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2.12.08
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UPDATE 2-Brazil trade surplus widens in Nov as imports fall
Mon Dec 1, 2008 3:42pm EST
(Recasts, adds quote and details)
BRASILIA, Dec 1 (Reuters) - Brazil's trade surplus widened in November as imports fell further than exports on a sharply weaker currency and lower oil prices, the trade ministry said on Monday.
Brazil posted a trade surplus of $1.61 billion in November after a $1.2 billion October surplus, government data showed, bringing to $22.43 billion the surplus for the year to date.
"You have a very big foreign exchange impact here and from the rise in the cost of imported goods," said Welber Barral, the Secretary of Foreign Trade at the Trade and Industry Ministry said.
Imports eased 24.1 percent to $13.14 billion from $17.31 billion in October but were up 9.2 percent compared to the same time last year.
Brazil's real BRBY has lost more than 23 percent against the dollar as a global financial crisis pushed investors away from riskier emerging market assets. Earlier in the year a rise in the currency fueled a surge in imports.
Investors are watching Brazil's trade balance for signs sagging global commodity prices could sharply reduce exports.
Brazil is a major exporter of iron ore and farm products such as coffee and sugar.
Exports last month fell 20.3 percent from October to $14.75 billion on lower iron ore sales abroad and the closure of the port of Itajai, used primarily by food processing companies. The port was closed because of floods in the south of Brazil.
Exports in November 2007 reached $14.05 billion.
Barral said exports could marginally fall short of the government's target of $202 billion this year.
Brazil's trade balance is expected to close the year with a surplus of $23.6 billion, according to the latest central bank survey, having fallen in 2007 for the first time in seven years to $40.04 billion.
For details on the latest official Brazilian trade data, please see: here (Reporting by Ana Nicolaci da Costa and Renato Andrade; Editing by James Dalgleish)
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Fiesp consegue mais tempo para articular mudanças na reforma tributária
Diante de uma reforma tributária capenga, os industriais, liderados por Paulo Skaf, preparam um projeto mais consistente
Isto É Dinheiro / Hugo Cilo e Gustavo Gantois
01/12/2008
Na tarde de quarta-feira 19, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, se mostrava eufórico com a proposta de reforma tributária que acabara de ser entregue à Câmara dos Deputados, em Brasília. Era um indício de que a sonhada redução da carga de impostos no País finalmente sairia do papel. No dia seguinte, o otimismo deu lugar a um sentimento de revolta. Por baixo do pano, nove itens que podem aumentar a mordida dos impostos foram camuflados no projeto inicial. A reação foi imediata. "Em hipótese alguma aceitaremos aumento da carga tributária", rugiu Skaf, em sua sala na avenida Paulista. "A reforma é bem-vinda apenas se for para melhorar." Em seguida, ele convocou uma reunião com a cúpula da entidade para esmiuçar o documento apresentado ao Legislativo federal e elaborar uma lista de pontos discordantes. Em poucas horas, o contra-ataque estava pronto. Resultado: a votação foi postergada para o ano que vem e a Fiesp ganhou tempo para articular as mudanças no texto da reforma.
O projeto de reforma tributária, em discussão há cerca de quatro meses no Congresso Nacional, chegou a ser aprovado na Comissão Especial na quinta-feira 20. Na teoria, ele seguiria direto para o plenário, onde precisaria ser aprovado em dois turnos para depois seguir para o Senado. Mas o excesso de medidas provisórias travou a pauta das Casas mais do que esperava o governo. Com isso, não há tempo hábil para que o projeto seja aprovado ainda neste ano. Para complicar, a oposição fechou questão em torno do adiamento da matéria até março de 2009. "Particularmente, acho a proposta positiva porque não haveria tempo de votar em segundo turno", assentiu o deputado Sandro Mabel, relator da proposta. O recado pegou os governistas no contrapé. A sensação do Palácio do Planalto é a de que uma eventual perda de arrecadação dos Estados no ano que vem, em virtude de possíveis efeitos da crise financeira internacional, pode colocar governadores e suas bancadas em posição mais protecionista. "Há uma incerteza enorme sobre as receitas públicas", disse o governador capixaba Paulo Hartung.
O cerne do debate da reforma tributária está mais na unificação do ICMS do que realmente numa divisão mais igualitária do bolo tributário. A redução de impostos, então, passa ao largo do projeto. Um destaque que previa o corte de 1% ao ano durante oito anos da carga tributária foi vetado ainda na Comissão Especial. É por isso que o debate vem se concentrando na aplicação das alíquotas do imposto sobre circulação de mercadorias. Os Estados do Nordeste acreditam que o projeto pode vir a fixar em 2% o percentual do ICMS a ser cobrado no Estado de origem. Seria o melhor dos mundos para eles. O problema é que os grandes Estados produtores, como São Paulo, Minas Gerais e Paraná, não aceitam a divisão e pleiteiam 4% na origem. "Acho que o governo percebeu que o ambiente não é propício para votar reforma este ano", disse o deputado tucano José Aníbal. "Temos a intenção de fazer a busca de entendimento com o governo, se for realizado nos três primeiros meses de 2009."
Diante desse impasse, a Fiesp elaborou um cardápio de mudanças. O primeiro item a ser colocado na mesa de discussões é a ampliação da base de cálculo e aumento de alíquotas da Contribuição Financeira sobre Extração Mineral (CFEM). Atualmente, a CFEM retém 2% sobre o lucro líquido. Pela nova proposta, iria para 3% do bruto. "Isso é um absurdo. É o mesmo que dobrar o imposto das empresas de mineração", rebateu Skaf. "Quando aumenta para minerais, oneram-se cadeias produtivas inteiras", completou ele. Mas a discordância é bem mais ampla. Mesmo que fosse aprovada neste ano, a reforma tributária entraria plenamente em vigor em 12 anos. Antes, o prazo de transição era de oito anos. "É muito tempo. Não aceitaremos essa prorrogação", enfatizou o presidente da Fiesp. Entre os demais pontos de discórdia na proposta de reforma tributária se destacam ainda o item que permite aos Estados aumento de 5% na cobrança do ICMS, falta de transparência nos impostos e a limitação dos benefícios fiscais à da Zona Franca de Manaus, entre outros.
O levante do meio empresarial chegou com força. Depois que a CPMF foi derrubada, as idéias de Skaf não passam despercebidas na capital federal. O fim do imposto do cheque, que arrecadava R$ 40 bilhões/ano, representou a maior vitória dos contribuintes em muitos anos e foi fruto de uma mobilização nacional liderada pela Fiesp. Desta vez, a entidade espera que a batalha seja mais rápida e menos sangrenta.
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1.12.08
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China 'perde competitividade' em meio a crise
Presidente chinês alertou sobre os efeitos da crise na economia do país.
BBC Brasil
01/12/2008
O presidente chinês, Hu Jintao, disse que o país está perdendo o diferencial competitivo em meio a crise financeira global. Durante um encontro do Politburo, organismo com 24 membros eleitos pelo Comitê Central do Partido Comunista que controla a manutenção da linha do partido, Jintao alertou para os efeitos da crise na economia chinesa. Jintao destacou que a demanda por exportações diminuiu e afirmou que a situação econômica atual é um teste para avaliar a habilidade do Partido Comunista em governar o país. Dados recentes mostram que o crescimento do país caiu para 9% e a previsão é de que possa ser reduzido para 7% ou 8% no próximo ano. Segundo o correspondente da BBC em Pequim, James Reynolds, muitos chineses acreditam que o crescimento do país precisa estar acima dos 7% para garantir a manutenção da estabilidade social.
Brasil é o melhor preparado para crise na América Latina, aponta OCDE
Terra / Lúcia Jardim
01/12/2008
O Brasil é o país latino-americano mais preparado para enfrentar a crise mundial. Na opinião do coordenador do Centro de Desenvolvimento da América Latina da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômino (OCDE), Jeff Dayton Johnson, o crescimento do mercado interno e da quantidade das reservas em dólar do País nos últimos anos são as principais razões para este cenário.
O especialista diz ainda que o Brasil pode não escapar dos efeitos da recessão mundial, mas tem condições de retardar a chegada deste processo ao País e sair mais cedo dele, comparado a outras nações. Confira a entrevista exclusiva concedida ao Terra, direto de Paris.
Terra - Que análise o senhor faz da situação do Brasil face à crise econômica?Jeff Dayton Johnson - Em comparação ao México, por exemplo, o Brasil se encontra em uma situação claramente melhor. Porque o Brasil investiu em uma diversificação dos mercados externos e há uma diversificação da atividade doméstica. Há uma demanda muito importante que vem do interior do País e investimentos importantes sendo feitos no Brasil. O Brasil está, provavelmente, melhor colocado do que jamais esteve para fazer face á qualquer crise internacional. Embora o Brasil continue muito dependente dos Estados Unidos e dos países europeus, na América Latina ele é o melhor colocado.
Terra - Até que ponto esta dependência externa ainda vai fazer o Brasil sofrer com os efeitos da crise?Johnson - Por causa dessa dependência que ainda existe, e em função dos efeitos que estes países (EUA e europeus) ainda vão sofrer, haverá certamente desaceleração econômica e diminuição das trocas comerciais. A alta demanda chinesa por matérias-primas, que poderia suprir a redução da demanda americana, também será reduzida. Ou seja, haverá uma diminuição global das trocas comerciais, em relação ao que estávamos tendo nos últimos anos. Uma segunda causa para a desaceleração, evidentemente, será a baixa dos preços dos produtos exportados, que provocará efeitos negativos. Mas, além disso, há uma questão que segue sendo a mais misteriosa, que é a questão do crédito. Todo mundo sabe que alguma coisa vai acontecer em função da falta de crédito, mas ainda não se sabe exatamente o que e nem a que ponto será negativo para a América Latina. Na crise de 97, no Brasil, houve uma retração forte de cerca de 30% nos investimentos. Hoje, se os efeitos forem os mesmos, de onde virá o dinheiro para o crédito? O Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e outras instituições financeiras internacionais poderão ser novamente fontes de recursos. Mas uma coisa que é nova no Brasil, desta vez, é o montante incrível de reservas do Banco Central. Houve até mesmo tentativas de mobilizar essas reservas para suplementar o crédito e isso, no contexto latino-americano, é algo verdadeiramente inovador. É claro, é uma medida complicada por razões institucionais. Mas, se chegamos a mobilizar as reservas no Brasil, isso, sim, poderá diminuir a escassez de crédito.
Terra - O reforço do mercado interno poderia ser uma outra solução?Johnson - Sim, logicamente essa seria uma boa solução. O resultado das políticas contra a pobreza no Brasil e as mudanças na distribuição de renda no Brasil, provavelmente, reforçarão o poder de compra da população. É fato que, quanto mais houver movimentações em direção aos degraus mais altos da escala social, mais demanda interna teremos. Num caso como o brasileiro, a demanda interna por bens de consumo e por investimentos continua, felizmente, muito forte.
Terra - Teremos recessão no Brasil?Johnson - A definição de recessão varia muito de um país para o outro. Nos Estados Unidos, ocorre recessão depois de dois ou três trimestres de redução do PIB. Na China, uma recessão é um ano de crescimento de 6% ou 7%. No Brasil, não sei se teria uma definição clara, mas uma taxa de crescimento mais baixa é certamente prevista para o próximo ano. Por exemplo, se comparamos um crescimento de 3% com que se verificou uns anos atrás, seria considerado recessão. Mas no contexto atual, um crescimento de 3% é bom, comparado com as previsões para outros países.
Terra - O Brasil demorou mais para entrar na crise do que os países da Europa, por exemplo, que entraram logo que ela começou nos Estados Unidos. Por isso, ele deve também demorar mais para sair da turbulência?Johnson - É uma boa pergunta. Não sei dizer, mas provavelmente não.
Terra - É necessário que Estados Unidos e Europa se recuperem para que Brasil também possa se recuperar?Johnson - Se há uma recuperação na Europa e nos Estados Unidos, isso terá efeitos muito rápidos no Brasil. Então, no Brasil, pode acontecer, de no final das contas o País, ter entrado tarde e saído cedo da crise.
Terra - Os brasileiros devem prever deflação para o próximo ano, como é o caso de países como o Japão e os Estados Unidos?Johnson - Acho pouco provável. As pressões inflacionárias estão sendo muito mais estruturais na América Latina. No Brasil, não vejo chance para uma deflação generalizada. Haverá variação nos preços de uma forma muito relativa: em alguns setores vão subir e em outros, vai diminuir. Mas uma deflação geral é pouco provável.
BNDES libera R$ 10 bilhões para capital de giro
Agência Estado
01/12/2008
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anuncia amanhã uma linha de financiamento a capital de giro, com nova injeção de recursos de R$ 10 bilhões para o setor produtivo. Será mais uma medida do governo para tentar manter inalterado o nível de investimentos no País, apesar da crise.
Do volume recorde de R$ 90 bilhões que o banco estima liberar este ano, pelo menos R$ 51,2 bilhões virão de reforços extras em seu caixa. A escassez de recursos no mercado elevou a importância do banco estatal - principal veículo financiador das empresas nacionais - na economia.
O BNDES aumentou sua participação no crédito à exportação para suprir a seca das Antecipações de Contratos de Crédito (ACCs); passou a oferecer empréstimo-ponte para garantir novos projetos; elevou sua participação em projetos industriais e se dispôs a entrar como debenturista ou acionista no capital de empresas em dificuldades.
"Vai haver um momento em que o governo, que orienta o banco, decidirá o que é mais conveniente: ou o BNDES fica restrito, atuando de forma mais segmentada e seletiva, ou aumenta o seu funding. Considerando a característica o longo prazo, é possível que o nível do banco tenha de ficar sistematicamente acima da capacidade atual", disse o diretor financeiro do banco, Maurício Borges Lemos.
Argentina corta subsídios e eleva tarifa
Reuters
01/12/2008
A Argentina disse na sexta-feira que irá reduzir os subsídios para altos consumos industriais, comerciais e residenciais de gás natural, poupando US$ 409 milhões em um momento no qual o governo procura equilibrar suas contas fiscais diante da fragilidade econômica mundial.
A medida foi anunciada em uma coletiva de imprensa pelo ministro do Planejamento, Julio De Vido. Ele explicou que o objetivo do governo no futuro é eliminar totalmente os subsídios. "Alcançaremos uma redução anual de subsídios de 1,4 bilhão de pesos (US$ 409 milhões) que estará acompanhada de uma melhora e uma consolidação do superávit fiscal primário argentino", afirmou.
O aumento das tarifas de gás será aplicado aos consumos feitos a partir de 1º de novembro e afetará 36% das casas e 1,5% do comércio e indústria, segundo De Vido. "Estas medidas representam um aumento diferencial na fatura de gás natural dos usuários residenciais com alto consumo, adicionando uma média de 18 pesos para a categoria mais baixa e de 185 pesos para aquelas de maior consumo bimestral", disse De Vido
As tarifas de serviços públicos foram congeladas na Argentina em 2002, em meio a uma profunda crise econômica, para evitar a crescente inflação. Desde então, o Estado vem subsidiando os aumentos nos custos de produção do gás. No entanto, nos últimos meses, o governo autorizou aumentos para eletricidade, gás e está negociando elevar as tarifas de telefonia fixa, com a intenção de ajustar os gastos diante da incerteza sobre a situação financeira do país.
BRIC Shoppers Will ‘Rescue World’ Says Goldman Sachs Economist
By William Mellor and Le-Min Lim
Dec. 1 (Bloomberg) -- The best hope to keep the global economy growing may be people like Wei Yufang. A peasant who farms a small plot beside the mud-brown Huaihe River in central China, Wei has a modest dream: to buy an air conditioner to give her family relief from the dusty heat that each summer envelops Xiaogang (Little Hill) village in Anhui province.
With economies from the U.S. to Japan in recession, Wei and the other 2.8 billion people in Brazil, Russia, India and China may provide the consumer demand needed to counter the slump.
Jim O’Neill, the Goldman Sachs Group Inc. economist who in 2001 coined the acronym BRIC from the initials of the four big emerging economies, says the faster growth investors have come to expect from these countries will survive this crisis. O’Neill, who is based in London, says the citizens of the BRIC nations are poised to spend more. “The BRIC consumer is going to rescue the world,” he says.
China’s leaders are doing their part. The massive 4 trillion yuan ($586 billion) stimulus plan they unveiled on Nov. 9 signaled their intent to spur domestic consumption to help pick up the slack left as developed economies buy fewer Chinese exports. The first-ever meeting of finance ministers from the BRIC nations, a few days earlier in Sao Paulo, charted a newly assertive role.
“The crisis revealed weakness in risk management, regulation and supervision in the financial sectors of some advanced economies,” the ministers said in a statement. It also showed the resilience of the BRIC economies, they said.
‘Global Solutions’
“This is a global crisis and demands global solutions,” says Brazilian President Luiz Ignacio Lula da Silva. “The participation of the developing world is essential.”
Chinese President Hu Jintao said at a summit in Washington on Nov. 15: “Steady and relatively fast growth in China is in itself an important contribution to international financial stability.”
Economic leadership from these nations wasn’t part of the mix in 1997 and 1998, when currency devaluations and excessive debt threw Asia and then Russia into crisis. Back then, the world looked mostly to the U.S. to spark a rebound.
China’s two-year stimulus program calls for spending on housing, roads, railways and airports; tax deductions for businesses that invest in new equipment; and subsidies for farmers.
Equal to about 16 percent of the country’s annual gross domestic product, the plan dwarfs the $168 billion stimulus in the U.S. in the spring of 2008, which was about 1 percent of GDP. In the weeks since the Chinese effort was announced, President-elect Barack Obama has said he favors a larger stimulus for the U.S. economy; his aides have said it could top $600 billion.
Chinese Consumers
While Chinese consumers, as a group, still don’t overshadow their American counterparts in total spending, their outlays are growing. China’s retail sales jumped 22 percent in October. Consumer purchases in the U.S., by contrast, dropped in the third quarter for the first time in seven years.
“Since October 2007, the Chinese shopper alone has been contributing more to global GDP growth than the American consumer,” O’Neill, 51, says.
The BRIC economies are performing better overall than O’Neill forecast when he unveiled the term in a November 2001 report. He predicted they would account for 10 percent of global economic output by 2010. Already, they comprise more than 15 percent.
Forecasters at Merrill Lynch & Co. share the enthusiasm. “Can BRICs help stabilize the global economy?” Merrill’s global economics team asked in an October report. “We think so.”
‘Hit the Hardest’
This doesn’t mean that the downdrafts being felt by the BRIC nations don’t hurt. “A year ago everyone was so optimistic about emerging markets,” says Marc Faber, who manages $300 million in Hong Kong. “Now the global economy is going into a severe recession and it is the most volatile economies -- the emerging markets--that are being hit the hardest,” says Faber, publisher of the Gloom, Boom and Doom Report.
The BRIC countries’ stock markets have seen big swings. The benchmark index in Shanghai has been down as much as 70 percent from its high, while Moscow’s stock market has fallen as much as 75 percent from its peak.
At its peak in May 2008, Brazil’s Bovespa Index had quadrupled in four years. By late October, the index was down 60 percent from its May high. Brazil’s real in August and September erased two years of gains against the dollar and euro.
The question is whether a deeper collapse is coming -- or a turnaround. Mark Mobius, the Singapore-based money manager, says BRIC markets are a buying opportunity. “We’re like children in a candy shop,” says Mobius, 71, who oversees $30 billion in emerging-market equities at Templeton Asset Management Ltd.
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1.12.08
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In Brazil, Whiplash on Assembly Lines
World Financial Crisis Costs Booming Auto Industry Its Middle-Class Customers
By Joshua Partlow
Washington Post Foreign Service Monday, December 1, 2008; Page A12
SAO CAETANO, Brazil -- The car builders wistfully recall those heady days.
The General Motors factory plowed ahead at full tilt. Stamped, welded and painted, new Chevrolets flew off the line in greater numbers each month. The company added a third shift in March: 1,600 new employees. The union cheered. Assembly-line painter Jair Nery de Andrade used his 11 percent employee discount in February to buy himself a new Chevrolet Corsa Classic.
"I wouldn't buy it now," he said. "I wouldn't feel secure about making that kind of commitment."
The situation over the past couple of months at the GM of Brazil plant in Sao Caetano do Sul, as in many parts of Brazil's economy, was not a crash, or a collapse, or even a crisis, but rather a collective whiplash. A sharp lowering of expectations. A sobering up. These past few years have been boom times for Brazil, and the auto industry was no exception. Newfound prosperity driven by high commodity prices has fostered an expanding middle class -- a group more than willing to seize easy credit terms and buy up automobiles by the thousands.
That changed in a flash when the shock waves of the U.S. financial crisis radiated worldwide. As credit dried up in early October and it became more expensive to secure car loans, Brazil's stock market plunged and its currency rapidly lost value. Automobile sales nationwide fell 11 percent from September to October, the first monthly decline for the industry in five years, according to the Brazilian automakers association, Anfavea.
"It happened practically all at once," said Ivan Favarin, the sales manager at a GM dealership in a middle-class neighborhood of Sao Paulo, where sales dropped more than 30 percent in October. "It was a mix of the decline in credit but also, I think, a psychological effect: People didn't want to commit themselves without first seeing if there were any measures coming to combat this situation."
The government stepped in with a $3.5 billion aid package for the auto industry by funding banks to boost the amount of credit available for car loans. The Brazilian auto industry's ability to weather the downturn will test the assertions of those who say the country's burgeoning and diversifying economy is better prepared to fend off a U.S.-generated crisis than in earlier years.
In neighboring Argentina, the auto sector, which was one of the primary industries that helped the nation rebound from its 2001 financial crisis, has suffered layoffs, reductions in hours and compulsory vacations. Production was down 7.7 percent in October compared with the same month last year. Thousands of Argentine auto workers marched in downtown Buenos Aires last month to protest reduced salaries and job cuts. Unlike Brazil, where most cars produced are sold internally, 60 percent of auto production in Argentina is exported.
"So when there is a lack of international demand, we have a problem," said Mariano Lamothe, an economist at Abeceb.com, a Buenos Aires consulting firm. "The falling demand from Brazil is what is hitting Argentine carmakers the hardest."
In Brazil in October, interest rates rose from about 1.2 percent a month to more than 2 percent. Before the crisis, people were buying cars fully financed, with monthly payments that consumed half their income. Then the rules changed. Now customers' income must be three times the monthly payment or they face a required 50 percent cash down payment, Favarin said.
"The banks are now being much more strict about the criteria for approval for the loan, and if people can't meet those criteria, they require" a down payment, he said.
With falling sales, a downturn in production followed. At two General Motors plants outside Sao Paulo, in Sao Caetano do Sul and Sao Jose dos Campos, the number of automobiles produced rose steadily this year to a high of 42,783 in July, before dropping to 29,240 in October. As have several auto companies in Brazil, GM has instituted mandatory vacations during which the entire plant stops working to slow output.
At Sao Caetano do Sul, 5,000 GM production workers have experienced three weeks of such stoppages, said Francisco Nunes, vice president of the metalworkers union at the plant. More days off are planned.
"We're worried about the situation," he said last Monday afternoon in his office. "Just two hours ago I heard there will be no production tomorrow or the day after."
Under a looming GM water tower, the once largely empty parking lots are crammed with Vectras and Corsas waiting to be sold. There is talk of converting the workers' bus lot into parking space for more excess stock. The company has offered employees new incentives to retire. For four months' pay, a lifelong membership at the company club and a going-away party, Luiz Gonzaga, 49, said yes.
"Some people are fearful," Gonzaga said, standing outside the plant's chain-link fence. "But I actually think we need to make room for the younger generation."
"When there's a voluntary dismissal program, that means there are problems," he said. "The difference now is they took on a lot of people recently because the industry was booming, and now there's more people to get rid of," he said.
But this is one of the best jobs around. Many of the other metalworking firms have moved to inner Sao Paulo, and nobody here wants to lose the salary and benefits provided by GM. Of the 16,000 metalworkers in the area, 11,500 work at GM, according to union officials.
Andrade, the assembly-line painter, has spent 25 years at the plant, following his father and elder brother, and has married and raised three children. The work slowdown recalled painful memories of the late 1990s, when the Brazilian auto industry went through hard times and many lost work. In 1998, after the Asian financial crisis, the Ford plant in Sao Bernardo shed 2,800 employees, or 40 percent of the workforce, said Paulo Cayres, a top union official for the Ford workers.
"It's like we see the ghost of unemployment," Andrade said. "There were excellent levels of production, and suddenly, out of the blue, it fell drastically. So we're concerned. We don't know how long the crisis is going to last."
GM of Brazil's officials said they expect to move forward with planned investments over the next four years, including new plants, new auto lines and renovations. Car industry officials said the government bailout measures are beginning to show results.
"The figures will recover a little bit. Perhaps not in the same level we had in August and September, but we will begin to recover. This is the expectation," said Jackson Schneider, president of Brazil's carmakers association.
Despite the troubles in recent months, Brazil's domestic auto market is still expected to grow by double-digit figures over last year, although by less than the 24 percent increase projected this year, Schneider said.
"The conditions became worse, and it really affected the consumer decision," he said. "But these were really good moments for the Brazilian automotive industry."
Special correspondent Brian Byrnes in Buenos Aires contributed to this report.
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Gains Overseas May Be Start of Trend
Washington Post
Steven E. Levingston
Sunday, November 30, 2008; Page F02
Not so long ago -- think back about a week and a half -- stocks seemed to be in a freefall again. A fresh wave of financial panic knocked more than 10 percent off Standard & Poor's 500-stock index over two days. Then the clouds lifted a bit. Citigroup got a massive capital infusion and President-elect Barack Obama introduced his financial team. And stocks got a robust bounce.
Market-weary investors tend to focus only on the frenzy. But for Tom Sowanick, chief investment officer at Clearbrook Financial, an investment management company in Princeton, N.J., the noise masks what he believes is a positive trend that has emerged over the past month or so. He finds the good news not so much in the United States -- but overseas. What is happening on exchanges in China, Brazil and Russia, he says, has significant ramifications for investors here.
In China, the CSI 300 index is up about 17 percent from Nov. 4, which Sowanick says could be its bottom. In Brazil, the Bovespa is up about 15 percent from its low on Oct. 27. Russian shares also have bounced off their bottom, with the RTS index up about 23 percent since Oct. 24.
Why is this important for the U.S. market? In Sowanick's view, the gains on the emerging markets suggest that global investors are regaining an appetite for risk (emerging markets tending to be most risky). In the heat of the financial crisis, risk has become a dirty word. But to operate effectively, markets do need investors to assume some risk. China's own giant stimulus package has helped, along with the emergency rescues and transfusions from the U.S. Treasury. While Sowanick cautions that the performance of the emerging markets could be another false start, it might also suggest that those markets are leading the way to a global recovery.
"To say that the U.S. markets are market leaders may be patriotic but not necessarily accurate," Sowanick wrote in his market update last week. "In fact, the data suggests that emerging equity markets may once again be ahead of developed markets in setting the stage for establishing market bottoms, and therefore potential market reversals."
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1.12.08
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Governo estuda novos cortes de tributos para injetar recursos
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28.11.08
Marcadores: Jornal, Tributária
Mercado tenta afinar comunicação
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28.11.08
Marcadores: Governança, Jornal
Nível de consumo sobe 2% no terceiro trimestre, diz estudo
Rodrigo Postigo
28/11/2008
O nível de consumo dos brasileiros voltou a crescer no terceiro trimestre de 2008, mesmo com a crise econômica dando seus primeiros sinais no mercado local no mês de setembro. Segundo estudo da LatinPanel, o volume das cestas de alimentos, bebidas, higiene pessoal e produtos de limpeza comprado pelo lares brasileiros aumentou 2% em comparação ao mesmo período de 2007.
A empresa acompanha a evolução de 70 categorias nos setores de alimentos, bebidas, higiene pessoal, limpeza doméstica e telecomunicações. No Brasil, mede semanalmente o consumo de 8,2 mil domicílios, o que representa 82% da população domiciliar e 91% do potencial de consumo do País.
Segundo a LatinPanel, o terceiro trimestre obteve bons resultados especialmente em função da classe AB, que expandiu suas compras, aumentando em 5% o volume consumido frente ao terceiro trimestre de 2007. Na classe DE, o crescimento foi de 2%.
As famílias da classe C mantiveram estagnado o volume de compras das cestas avaliadas pela LatinPanel no período.
A campeã do crescimento em valor foi a cesta de higiene e beleza, que registrou expansão de 5% no terceiro trimestre, no comparativo com igual período de 2007. A cesta de limpeza cresceu 3%, bebidas 2%, enquanto os alimentos ficaram estagnados.
No período acumulado do ano (janeiro a setembro), o consumo do brasileiro manteve-se estável, com uma média de 35 categorias de produtos. A cesta de alimentos registrou queda de volume da ordem de 2% e as demais registraram estabilidade.
Mercado tenta afinar comunicação
Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Luciano Feltrin
28/11/2008
As principais entidades representativas do mercado de capitais local querem reduzir os impactos da divulgação - ou omissão - de fatos relevantes por empresas de capital aberto. Com essa difícil missão, o Comitê de Orientação para Divulgação de Informações no Mercado (Codim) divulgou ontem um pronunciamento que tenta evitar, entre outros problemas, o vazamento de informações privilegiadas. O documento traz recomendações às companhias no que diz respeito à própria conceituação de um fato relevante.
"Ficou claro durante o período de audiência pública da instrução que um fato relevante deve ser distribuído quando a empresa identificar que alguma notícia poderá influenciar decisivamente seus negócios em termos de geração de caixa ou faturamento, o que altera a decisão de compra, venda ou manutenção de acionistas no investimento nas ações da empresa", explica o diretor da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), Edison Garcia, um dos relatores do documento.
O pronunciamento também reforça a responsabilidade dos profissionais da área de relações com investidores (RI). As dez entidades que compõem o Codim entendem que essa área das companhias tem de estar cada vez mais atentas à publicidade e ao fluxo adequado de informações relevantes aos participantes do mercado acionário. "A área de RI tem de estar atenta às informações que causem impactos nas ações da empresa e, por isso, tem o dever de cobrar os administradores. A necessidade de afinar essa relação vem nos chamando a atenção há dois anos, quando começou a onda de ofertas públicas de ações na bolsa", diz Garcia.
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28.11.08
Marcadores: Governança
Governo estuda novos cortes de tributos para injetar recursos
Segundo fonte do governo, estudos feitos até agora mostram que há espaço para promover novos cortes no IOF
Agência Estado / Renata Veríssimo
28/11/2008
Para injetar mais recursos na economia, a equipe econômica estuda cortar tributos, como uma nova rodada de reduções nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Os estudos feitos até agora mostram que há margem para novos cortes de IOF, caso seja necessário. A avaliação é de que, nesse momento, os cortes devem continuar sendo pontuais. O governo está monitorando os setores econômicos e, caso identifique dificuldades de crédito, poderá promover novos cortes. "Não acho que o corte de impostos deva ser linear. Deve continuar sendo calibrado, caso a caso", informou uma fonte do governo. Há cerca de duas semanas, o Ministério da Fazenda reduziu o IOF para as operações de financiamento de motos para pessoa física. O setor havia registrado uma queda forte nas vendas. Semanas antes, o governo reduziu IOF para os investimentos estrangeiros. A equipe econômica avalia que uma redução mais ampla de impostos só será possível quando houver mais clareza sobre o cenário econômico em 2009. "Para adotar estas medidas estruturais temos que aguardar como será o ritmo de crescimento econômico no ano que vem", disse uma fonte da área econômica. Segundo ela, continua na gaveta a proposta de reestruturar as alíquotas do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), para reduzir a carga tributária para as classes mais baixas. "Essa é uma medida forte. Por isso, também depende de termos esta clareza". A redução de impostos é uma das pernas de um tripé anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para reduzir os impactos da crise financeira internacional na economia real. O governo anunciou que manterá os investimentos e que pretende reduzir o custo das operações financeiras das empresas. Todos os esforços são para evitar um desaquecimento forte da demanda que possa levar a uma onda de demissões. No caso dos investimentos, além das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo continua contando com a criação do Fundo Soberano do Brasil (FSB), que deve receber mais de R$ 14 bilhões este ano. Estes recursos poderão ser usados em obras de infra-estrutura num momento de baixo crescimento econômico. Mas se o FSB não for aprovado pelo Senado até o final do ano, o Tesouro Nacional já estuda uma outra alternativa para evitar que este dinheiro vire superávit primário e seja usado no pagamento dos juros da dívida pública. "Tem solução", disse a fonte sem dar detalhes. Para reduzir o custo das operações financeiras, além da redução de IOF, o governo espera que os bancos oficiais promovam uma onda de redução de taxas de juros cobradas do tomador final. O Banco do Brasil já reduziu o custo dos empréstimos a pessoas físicas e empresas. A Caixa Econômica Federal, por sua vez, informou que deverá anunciar na semana que vem o corte dos juros nas operações de crédito às empresas. A orientação é para que os bancos adotem o papel de liderança na ampliação da oferta de crédito e redução do custo dos empréstimos. O governo acredita que esta postura puxará para baixo os juros cobrados pelos bancos privados.
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28.11.08
Marcadores: Tributária
Crise financeira custou US$ 5 tri, aponta o Foro de Davos
Rodrigo Postigo
28/11/2008
Cinco trilhões de dólares foram perdidos por conta da crise financeira global, afirmou nesta quinta-feira o presidente e fundador do Foro Mundial de Davos, Klaus Schwab, que também anunciou uma participação recorde de líderes mundiais no próximo encontro, em janeiro.
O Foro chegou a prever a crise no sistema financeiro em seu relatório anual de riscos, divulgado no início do ano. "Não sou dramaticamente pessimista quanto o futuro, apenas realisticamente pessimista", declarou o economista suíço.
Ele acrescentou que a pior crise financeira desde a Grande Depressão dos anos 1930 fará com que a 39ª edição do Foro de Davos seja a mais importante de sua história e terá uma grande participação.
Schwab assinalou que ao encontro de cinco dias assistirão cerca de 160 líderes políticos assim como 1,2 mil chefes empresariais, sociais e sindicais.
A lista completa e confirmada de participantes será divulgada em janeiro. No dia 28 o encontro terá início com um discurso do primeiro-ministro russo Vladimir Putin.
Brasil e Argentina dão passo para construir hidrelétrica
EFE
28/11/2008
Três grupos se apresentaram na licitação para realizar os estudos prévios à construção da hidrelétrica Garabí, um projeto que Brasil e Argentina planejam iniciar sobre o rio Uruguai, na fronteira comum, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais.
As propostas recebidas incluem a realização dos "estudos de inventário do projeto partilhado entre Argentina e Brasil do rio Uruguai", explicou o ministro de Planejamento argentino, Julio de Vido.
"A avaliação desta apresentação estará pronta em 19 de dezembro para entregá-la aos presidentes" da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que deram a ordem para que seja "acelerada" a construção, assegurou o ministro.
Os participantes da licitação são um consórcio integrado pelas companhias argentinas Esin e Proa e a brasileira Engenharia, outro chamado Consórcio Internacional de Empresas do Rio Uruguai e um terceiro denominado Alto Uruguai, formado por firmas dos dois países envolvidos no projeto.
Cristina e Lula ratificaram, em fevereiro, a decisão de construir Garabí, apesar das advertências de especialistas sobre os impactos sociais, econômicos e ambientais que terá a hidrelétrica.
O projeto, concebido há 35 anos, foi desarquivado em 2007 perante a crise energética que atingiu a Argentina e as advertências de que o Brasil poderia sofrer um novo blecaute.
Fontes oficiais explicaram que a licitação tem como objetivo contratar uma empresa de consultoria que durante 18 meses avaliará o rio Uruguai na zona onde se prevê a construção.
Tráfego aéreo internacional de passageiros cai 1,3%
EFE
28/11/2008
O tráfego internacional de passageiros caiu 1,3% em outubro em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou nesta quinta-feira a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, sigla em inglês).
Pelo segundo mês consecutivo o número de passageiros diminuiu, embora em menor ritmo em outubro do que em setembro, quando caiu 2,9%. Em relação ao tráfego de cargas houve recuo de 7,9% em outubro, o quinto mês consecutivo de queda acentuada.
"A sombra continua e a situação da indústria permanece crítica. Enquanto a queda do preço do petróleo é um alívio, agora a recessão é a maior ameaça para os lucros das companhias", declarou o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani.
"A diminuição no número de passageiros pode ser temporária. Entretanto, a forte queda do tráfego de mercadorias indica que o pior ainda está por vir", acrescentou.
Por áreas geográficas, a África teve queda de 12,9%, seguida da região da Ásia e Pacífico (6,1%). A América Latina registrou recuo de 4,5%, o Oriente Médio de 3,5% e a América do Norte de 0,8%, enquanto a Europa foi a única a registrar crescimento (1,8%).
Em relação ao transporte de cargas, a maior redução aconteceu na América Latina (11,4%), seguida da região da Ásia e Pacífico (11%), da América do Norte (7,6%) e da Europa (5,4%). O Oriente Médio e a África tiveram aumento do tráfego de mercadorias, de 1% e 3%, respectivamente.
Brazil's IGP-M price index rises 0.38 pct in Nov
Thu Nov 27, 2008 5:08am EST
SAO PAULO, Nov 27 (Reuters) - Brazil's broadest inflation measure, the IGP-M index
The wholesale-heavy index, released by the Getulio Vargas Foundation, was expected to climb 0.46 percent in November, according to the median forecast of 20 economists surveyed by Reuters. Estimates ranged from 0.34 percent to 0.58 percent.
The wholesale price component, which accounts for 60 percent of the overall weighting, rose 0.30 percent after surging 1.24 percent in October.
The consumer price component, which has a 30 percent weighting in the index, jumped 0.52 percent following a 0.25 percent increase last month.
The construction component, with about a 10 percent weighting, rose 0.65 percent following a 0.85 percent increase in October.
The IGP-M is used to adjust prices of rent and some utility contracts annually. The index has clocked a cumulative rise of 9.95 percent since the start of the year and 11.88 percent in the 12 months through November. (Reporting by Renato Andrade; Editing by Mike Nesbit)
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28.11.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Brazil Stocks Wobble in Light Trading
By THE ASSOCIATED PRESS
Published: November 27, 2008
Filed at 12:49 p.m. ET
SAO PAULO, Brazil (AP) -- Brazilian stocks briefly tracked gains for European and Asian markets on Thursday before dipping slightly. Other markets rose moderately.
Brazil's Ibovespa index was down 0.35 percent to 36,343 in afternoon trading. The country's currency, the real, was up at 2.2 per dollar.
Thursday's initial advance for the Ibovespa came after investors cheered China's 1 percentage-point interest rate cut to spur private borrowing and support a multibillion-dollar stimulus package to keep the nation's economy from slowing too fast.
Brazil, Latin America's biggest economy, is a big exporter to China of raw materials and commodities including iron ore and soy.
Mexico's main IPC index rose by nearly 1 percent to 20,168 in midday trading Thursday, while Colombia's IGBC index rose 2 percent to 7,372.
Chile's IPSA index crept upward 0.45 percent from Wednesday's close to 2,431, and Argentina's Merval index was up nearly 2 percent at 971.
U.S. markets were closed Thursday for the Thanksgiving holiday.
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28.11.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Nova proposta de reforma aumenta carga tributária, diz Skaf
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27.11.08
Marcadores: Jornal, Tributária
Outsourcing de TI deve atingir US$ 3,4 bi em 2013, diz estudo
TI Inside
27/11/2008
O mercado de outsourcing de infra-estrutura de TI movimentou cerca de US$ 1,59 bilhão em 2007 na América Latina e a projeção é que atinja US$ 3,48 bilhões em 2013, o que, se confirmado, representará um crescimento de 120%, segundo estudo realizado pela Frost & Sullivan, empresa de consultoria e pesquisa de mercado. "O hosting dedicado foi o serviço que gerou o maior volume de receitas em 2007, mas a participação deve diminuir com a comoditização desse serviço", ponderou Fernando Belfort, analista de pesquisa da Frost & Sullivan. O executivo observa, contudo, que na Colômbia e na Venezuela a terceirização somente se tornará comoditizada no médio e longo prazo, porque a infra-estrutura de serviços de outsourcing de TI nesses países ainda são "subdesenvolvidas". De acordo com a Frost & Sullivan, as empresas estão evoluindo gradualmente da terceirização de serviços somente de infra-estrutura básica, como co-location e hosting, para o outsourcing de toda a infra-estrutura de TI. Belfort observa que elas também estão sendo seduzidas pelas vantagens de redução de custos operacionais, melhoria dos sistemas de TI e liberdade para concentrar o foco nos seus core business. O estudo aponta que as taxas de crescimento do mercado latino-americano de outsourcing de infra-estrutura em TI vêm sendo puxadas principalmente pela Colômbia, Venezuela e Argentina, que têm apresentado excelentes resultados graças ao PIB positivo e à antecipação do potencial não explorado, diferentemente do Brasil, México e Chile, onde ainda há uma falta de maturidade. A Frost & Sullivan observa ainda que as novas regulamentações internacionais têm forçado as empresas a cumprirem requisitos específicos de infra-estrutura, o que tem fomentado a demanda. O aumento da complexidade das regulamentações como a lei americana Sarbanes-Oxley, Basiléia 2 e PCI (Payment Card Industry) está impulsionando o fechamento de novos contratos, apesar do receio das empresas de confiar o gerenciamento de suas infra-estruturas a provedores terceirizados, diz Belfort. "Regulamentações específicas no Chile têm obrigado as empresas a armazenarem mais dados por períodos maiores, incrementando os contratos de storage”, observa ele. O executivo observa, ainda, que as obrigações têm pressionado empresas na Argentina a implementar um plano de contingência e, assim, promover recuperação de crise. Além disso, um decreto tem incrementado os investimentos no mercado de outsourcing de TI no México. “Há também uma grande demanda por recuperação de crise e serviços de armazenamento na Colômbia, particularmente para a vertical de bancos e finanças”, completou Belfort.
Nova proposta de reforma aumenta carga tributária, diz Skaf
Presidente da Fiesp diz que empresários são favoráveis à reforma, mas defende mudança em alguns pontos
Agência Estado / Ricardo Leopoldo
27/11/2008
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que seria melhor que o Congresso adiasse a votação da proposta de reforma tributária por "pelo menos alguns dias" para que fossem retirados do projeto pontos que, em sua avaliação, aumentam a carga tributária e prejudicam as empresas e a geração de empregos. Skaf destacou que não é admissível a elevação de impostos e citou como exemplo o incremento das contribuições sobre empresas do setor de mineração de 2% do faturamento líquido para 3% do faturamento bruto. Ele também defendeu maior transparência na forma como incidem os impostos que o consumidor paga ao adquirir produtos. Hoje, Skaf lembrou que os brasileiros não têm informações claras sobre o impacto dos impostos relativos ao preço final das mercadorias que adquirem em qualquer ponto de varejo do País. "É importante que a sociedade pague (tributos) consciente do que está pagando. Os deputados representam o povo brasileiro, não podem aprovar um projeto que não tenha transparência."
O presidente da Fiesp também ressaltou que não é admissível o alongamento do prazo de transição para implantação das normas relativas à legislação do ICMS de oito anos para 12 anos. "Se estávamos engolindo oito anos, ou seja, era um prazo longo demais, 12 anos é muito maior", comentou. Outro ponto destacado por Skaf é uma prerrogativa que permite o aumento da carga tributária em até 5% acima da inflação. Segundo proposta da Fiesp para a reforma tributária, o que seria aceitável é que a carga tributária se equiparasse à inflação, e caso ocorresse um aumento superior aos índices de preços deveria ocorrer redução proporcional às alíquotas dos tributos. O presidente da Fiesp também destacou que é um fator negativo a manutenção de benefícios fiscais portuários, pois isso será desfavorável à sociedade brasileira, pois facilitaria a importação de mercadorias fabricadas no exterior. "Isso é ruim para o País, contra as indústrias e contra os empregos", disse.
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27.11.08
Marcadores: Tributária
Consumo de energia sobe 5,5% em outubro, aponta EPE
Valor OnLine / Rafael Rosas
27/11/2008
O consumo de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) atingiu 34.022 gigawatts-hora (GWh) em outubro, uma alta de 5,5% em relação a igual mês de 2007. No ano, o consumo subiu 4,4% nos 10 primeiros meses do ano, na comparação com o período janeiro-outubro do ano passado, enquanto em 12 meses o crescimento é de 4,7% frente aos 12 meses imediatamente anteriores.
Os dados de outubro divulgados hoje pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ainda não captaram, segundo a instituição, os efeitos da crise econômica, apesar do ritmo de avanço menor do consumo industrial em relação às residências e casas comerciais.
Ontem, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou uma queda de 3,3% na carga do SIN em novembro, na comparação com outubro, e creditou parte do resultado à crise econômica mundial, que teve reflexos na redução da exportação e na restrição ao crédito aos consumidores. Segundo o ONS, há possibilidade de a crise "influenciar no comportamento da demanda interna com reflexos em segmentos industriais importantes".
A comparação do consumo de outubro com o observado pela EPE em setembro ainda não aponta para uma tendência de redução. Em setembro, o consumo dentro do SIN foi de 33.362 GWh, o que significa uma alta de 1,97% em outubro. Na indústria, classe mais afetada até o momento pela crise internacional, o consumo em outubro foi de 15.726 GWh, resultado 0,82% acima dos 15.597 GWh de setembro e 4,4% superior aos 15.060 GWh de outubro do ano passado.
Nas residências, o consumo atingiu 8.113 GWh no mês passado, 3,78% acima dos 7.817 GWh de setembro e 8% maior que os 7.512 GWh de outubro de 2007. Já o consumo da classe comercial subiu 8,3% em relação a outubro do ano passado, para 5.289 GWh, patamar 3,42% acima dos 5.114 GWh observados em setembro de 2008.
UE lança estímulo de 200 bi de euros
Rodrigo Postigo
27/11/2008
O presidente da Comissão Européia (CE, braço executivo da União Européia), José Manuel Barroso, afirmou nesta quarta-feira que o órgão va lançar um pacote econômico de 200 bilhões de euros para reativar a economia da região.
O movimento procura diminuir as diferenças entre os países da União Européia nas políticas de reação à pior crise financeira desde a Grande Depressão.
Líderes do bloco vão estudar o plano em uma cúpula nos dias 11 e 12 de dezembro e Barroso enfatizou que os governos devem olhar com atenção a proposta.
Segundo ele, os recursos equivalem a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco econômico e que a maior parte do dinheiro será desembolsada em 2009.
"Nós estamos rejeitando a iniciativa que foi proposta por vários economistas prestigiados de cortar de forma geral na União Européia o imposto sobre valor agregado (VAT, da sigla em inglês). Seria um erro tomar uma medida no sentido de que uma ação serve para todos", afirmou Barroso.
Já o secretário de Assuntos Econômicos do bloco, Joaquin Almunia, afirmou que o plano anunciado pela CE é um esforço coordenado necessário para quebrar a possibilidade de um ciclo de recessão, aliado à "falta de confiança, falta de demanda e crescimento mais baixo".
"Se o impulso não é coordenado, um mais um pode não ser igual a dois, mas talvez até igual a zero. Se é coordenado, um mais um pode até ser igual a três", explicou.
"Nossa iniciativa visa oferecer uma caixa de ferramentas a ser usada pelos países-membros. As políticas a serem implantas por eles não devem ser idênticas, mas precisam ser coordenadas", completou o presidente da CE.
França, Grã-Bretanha e outros vários países da UE já adotaram esforços nacionais para impulsionar suas economias.
América Latina pede mais flexibilidade de FMI e BM em linhas de crédito
EFE / Elena Moreno
27/11/2008
Vários países latino-americanos pediram hoje a instituições financeiras internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) uma maior flexibilização nas linhas de crédito para enfrentar uma crise que já bate às suas portas e que repercute nas economias dessas nações.
O Programa da ONU para o Desenvolvimento (Pnud) e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aeci) organizaram hoje o 2º Fórum do Pensamento Social Estratégico na América Latina, no qual foram analisadas as formas como a região pode enfrentar a crise financeira que teve início nos países ricos.
"As condições de crédito nos países ricos se endureceram e isso afetará o fluxo de financiamento em direção às economias da região", disse hoje o ministro das Finanças da Costa Rica, Guillermo Zúñiga, que pediu maior flexibilidade às instituições financeiras diante da eventualidade de que os países pudessem precisar de liquidez.
Nessa mesma linha expressaram-se outros ministros da região e a diretora-regional para América Latina e Caribe do Pnud, Rebeca Grynspan, que ressaltou "a necessidade de que essas linhas de crédito que possam dar liquidez às economias estejam disponíveis de forma rápida e não condicionada".
Para ajudar as nações a superar a crise a curto prazo, o FMI disponibilizou, no final de outubro, um fundo de US$ 100 bilhões para conceder empréstimos de emergência sem condições estipuladas a países com boas políticas econômicas, mas com problemas de liquidez.
Em entrevista coletiva, Grynspan disse que, embora nos últimos anos o crescimento na "América Latina tenha sido dinâmico e ininterrupto, sem dúvida dos melhores desde a crise da dívida (nos anos 1980), isso não se repetirá em um período próximo porque a crise já começou".
"A América Latina, sem dúvida alguma, não é imune a esta crise", afirmou a diretora-regional do Pnud, que se referiu à necessidade de que os países possam combinar a tempo políticas fiscais anticíclicas e ter acesso à liquidez para enfrentar a situação.
Para o titular de Finanças da Costa Rica, a "situação é muito complexa neste momento, pois embora a América Latina viesse se desenvolvendo de forma consistente e com taxas de crescimento aceitáveis, os problemas do mundo rico nos mandam a conta".
Zúñiga se referiu assim às previsões de redução das exportações às nações desenvolvidas, assim como a uma queda dos investimentos estrangeiros, do turismo ou das remessas de dinheiro dos imigrantes, entre outros, que afetarão o mundo em desenvolvimento.
Por sua vez, a ministra coordenadora de Desenvolvimento Social do Equador, Natalie Cely, destacou a necessidade de que "haja mecanismos regionais próprios para responder à crise" dentro da América Latina.
"A crise está afetando Honduras há dez meses", ressaltou a ministra de Finanças hondurenha, Rebeca Santos, que acrescentou que o país perdeu nesse período três pontos percentuais de um crescimento econômico que se situou em 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos três anos.
Os países emergentes não querem "que uma crise não gerada no mundo em desenvolvimento venha enfraquecer nossos objetivos de redução da pobreza e dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio" (ODM) da ONU, afirmou.
Santos disse que a crise chegou às nações latino-americanas "a uma velocidade acelerada, mas a resposta à mesma não está chegando com a mesma velocidade", e insistiu em que as respostas "não podem ser dadas com receitas do passado, obsoletas, em um mundo globalizado".
Por sua parte, a primeira-dama da Guatemala e presidente do Conselho de Coesão Social guatemalteco, Sandra Torres de Colom, assegurou que as autoridades do país "apostam na integração econômica na América Central" para melhorar as oportunidades como um bloco.
Outro que esteve presente no fórum foi o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, que ressaltou que, embora a "América Latina esteja em melhor posição do que há cinco ou dez anos", os Governos da região precisam "ter cautela e não ser otimistas demais".
Stiglitz afirmou que esses países "agora têm boas instituições, mas é preciso ter cautela com o que isso quer dizer. Há dez anos dizia-se que nos Estados Unidos havia boas instituições reguladoras, boas políticas macroeconômicas, e vejam o que aconteceu", lembrou.
UPDATE 2-Brazil Oct primary surplus less than forecast
Wed Nov 26, 2008 12:18pm EST
(Recasts, adds state companies, comments)
By Isabel Versiani
BRASILIA, Nov 26 (Reuters) - Brazil's consolidated primary budget surplus fell in October compared to a year ago as state companies posted record deficits for the month but lower interest payments kept the nominal budget at a healthy surplus.
Brazil posted a consolidated primary budget surplus of 14.47 billion reais ($6.19 billion) in October compared with a surplus of 15.35 billion reais in the same month in 2007, the central bank said on Wednesday.
The number was also below the medium forecast of 17.2 billion reais of nine economists surveyed by Reuters, with estimates ranging from 12.95 billion reais to 22.0 billion reais.
The main culprit were state companies, which posted a record deficit for the month of October of 2.8 billion reais.
Altamir Lopes, head of the economics department at the central bank, pointed to oil giant Petrobras (PETR4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz)(PBR.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), which last month grappled with costly investments and royalty and tax payments.
In the 12 months through October, Brazil posted a primary budget surplus equal to 4.53 percent of gross domestic product compared with 4.6 percent of GDP in the year through September.
The primary budget surplus, which excludes interest payments, is closely watched by investors as a gauge of a country's ability to service its debt.
The nominal budget, which includes interest payments, scored a healthy surplus as the government earned 4.4 billion reais as a result of its currency swap auction operations, helping it slash the cost of its interest payments.
It was only the fourth month with this year with a nomimal budget surplus. Brazil usually runs a nominal deficit due to large principal and interest payments on debt.
The central bank profits when the variation of the real to the dollar is higher than the benchmark interest rate. Brazil's real BRBY fell nearly 12 percent in October as a global financial crisis scared investors away from riskier emerging market assets.
The government posted an overall budget surplus in October of 5.22 billion reais compared with a deficit of 528 million reais in the same month in 2007.
The weaker real also helped Brazil, which has more than $200 billion in international reserves, to reduce its public sector debt to 36.6 percent of GDP at the end of October, from 38.2 percent in September.
For the 12 months through October, Brazil posted an overall budget deficit of 1.1 percent of GDP, the best result since the central bank began tracking the data in 1991. (Reporting by Isabel Versiani; Writing by Ana Nicolaci da Costa; Editing by Tom Hals)
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27.11.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Russia, Brazil call first BRIC summit for 2009
Wed Nov 26, 2008 11:03am EST
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Russian President Dmitry Medvedev and his Brazilian counterpart Luiz Inacio Lula da Silva called on Wednesday for the first summit of major emerging market countries known as BRICs in Russia next year.
The BRIC nations, a popular acronym for Brazil, Russia, India and China, have hastened moves to take a greater say in world affairs and the global economy in response to the world financial crisis emanating from the United States.
"The financial crisis, which we haven't started and we are not to blame for, affected the global economic situation and we are forced to react," Medvedev told reporters after signing a joint declaration with Lula in Rio de Janeiro.
"We agreed with President Lula that we will coordinate our efforts with Brazil in fighting the crisis and creating a new global financial architecture."
The countries -- the world's four largest emerging markets -- met as a group for the first time at a G20 gathering of finance ministers in Sao Paulo this month and put out a joint statement calling for a greater say in world affairs and the global economy.
Lula and Medvedev did not say if China and India had agreed to the 2009 meeting.
"BRIC is an important force in discussing global problems. We have high expectations from the BRIC summit," Lula said.
"We, the developing countries, should not allow the crisis to harm our development. We must jointly with India, China and Russia help the world to get out of the crisis."
The two leaders also signed agreements on military technology cooperation, on which no details were given, and on visa-free travel between the countries for short trips.
Regional giant Brazil has embarked on an overhaul of its armed forces and plans to spend tens of billions of dollars in the coming years to refurbish outdated equipment, sparking the interest of numerous foreign defense contractors from Paris to Moscow.
Brazil sees a chance for closer cooperation with Russia in nuclear propulsion and aerospace technology.
Medvedev is scheduled to arrive late on Wednesday in Brazil neighbor Venezuela, a key buyer of Russian arms, and Cuba later this week as Russia seeks to reassert itself in a region that has grown more distant from the United States in recent years.
A fleet of Russian warships arrived in Venezuela on Tuesday to conduct joint naval exercises ahead of Medvedev's visit, another step in President Hugo Chavez's efforts to strengthen an alliance with Moscow and counter Washington's influence.
(Reporting by Oleg Shchedrov and Rodrigo Viga Gaier; writing by Stuart Grudgings; Editing by Todd Benson and Philip Barbara)
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27.11.08
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UPDATE 1-Inflation in Brazil speeds up in month to mid-Nov
Wed Nov 26, 2008 6:30am EST
(Recasts, adds details, context)
SAO PAULO, Nov 26 (Reuters) - Inflation in Brazil sped up in the month to mid-November as food and drink prices surged, official data showed on Wednesday, putting pressure on the central bank to raise interest rates to rein in prices.
Brazil's benchmark IPCA inflation index
The index was expected to rise 0.5 percent, according to the median forecast of 22 economists surveyed by Reuters. Estimates ranged from 0.47 percent to 0.57 percent.
With the latest increase, the IPCA has now risen 5.79 percent in 2008 through mid-November and a lofty 6.54 percent in the last 12 months. That raises the prospect that the IPCA could surpass the ceiling of the central bank's year-end inflation target of 6.5 percent.
The so-called IPCA-15 tracks consumer prices from around the 15th of one month to the 15th of the next. Brazil's central bank uses the IPCA as a guide when setting interest rates.
Citing concerns about the impact of the global financial crisis on Brazil's economy, the central bank left its benchmark lending rate unchanged at its last monetary policy meeting in October despite rising inflation.
The bank's next monetary policy meeting is scheduled for Dec. 9-10.
Food and beverage prices were the main driver of inflation in the last month, climbing 0.9 percent after rising just 0.05 percent in the month to mid-October. Beef prices, which jumped 4.52 percent, were largely to blame.
(Reporting by Todd Benson; Editing by Victoria Main)
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27.11.08
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