sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Liderança do Brasil esbarra em desarmonia da AL, diz 'Economist'

BBC Brasil
19/12/2008
Em sua edição mais recente, a revista britânica The Economist traz um artigo onde analisa a política externa brasileira e afirma que as intenções do governo Lula de colocar o país no papel de liderança na América Latina esbarram na "harmonia ilusória" da região. No artigo intitulado The samba beat, with missteps ( O ritmo do samba, com passos em falso, em tradução livre), a publicação britânica cita a importância simbólica da 1ª Cúpula das Américas e do Caribe, realizada nesta semana na Bahia e onde, pela primeira vez, todos os países da região se encontraram sem a presença dos Estados Unidos ou de europeus.
"A mensagem foi de que é o Brasil - com uma economia crescente e um presidente popular - quem agora lidera a região, e não os EUA. (...) Mas a realidade foi modesta. A cúpula envolveu três encontros separados, em cada um dos quais os desejos fraternais foram nublados pelas diferenças políticas".
Entre estas diferenças, a revista cita o fato de os membros do Mercosul não terem conseguido chegar a um acordo sobre a Tarifa Externa Comum e de a Unasul (União de Nações Sul-Americanas) não ter avançado na escolha de um secretário-geral.
Abordagem dura
A revista ainda afirma que muitos dos objetivos em política externa dos primeiros anos do governo Lula foram frustrados pela relutância da China em reformar o Conselho de Segurança da ONU, pelo fracasso da Rodada Doha e pelas dificuldades em atingir consensos no Mercosul.
Analisando a política brasileira para América Latina, a publicação diz que, em seu primeiro mandato, Lula foi "caloroso" com os regimes de esquerda da região, citando a boa relação com Hugo Chávez.
"Mas a promessa de Lula de ser generoso com os vizinhos menores não foi recíproca", diz a revista, que enumera os problemas que o país teve com o boliviano Evo Morales, que em 2006 nacionalizou parte das operações da Petrobras no país.
Segundo a Economist, isso levou a uma "abordagem mais dura" em política externa, citando o fato de o país ter convocado seu embaixador em Quito depois que o presidente do Equador, Rafael Correa, expulsou a empreiteira Odebrecht do país e ter se recusado a pagar uma dívida com o BNDES.
A relutância do Brasil em renegociar o Tratado de Itaipu com o presidente paraguaio Fernando Lugo também é citada pela revista.
"O encontro desta semana pode ser a semente de um clube latino-americano, mas apesar da cordialidade, a harmonia regional continua ilusória. Os EUA terão em breve um novo líder popular, que vai ser a estrela da Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, em abril. O Brasil, de fato, se tornou muito mais influente. Mas este não é o único jogo que está sendo jogado na região".

CVM edita norma mais rigorosa para derivativo

Gazeta Mercantil / Luciano Feltrin
19/18/2008
O próximo ano promete ser bastante agitado para as principais empresas brasileiras. Pelo menos no que se refere aos ramos de auditoria e contabilidade. A expectativa foi reforçada ontem, quando a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) divulgaram o calendário de normas contábeis a serem colocadas em regulação no período. Pelo cronograma estabelecido conjuntamente, durante o primeiro semestre de 2009 deverão ser aprovadas 18 normas.
A mais complexa delas é a que trata do reconhecimento e mensuração de instrumentos financeiros. A regra ganhou importância após as recentes perdas de empresas com derivativos. A primeira delas foi aprovada ontem e tornou obrigatória a divulgação, pelas companhias de capital aberto, de notas explicativas detalhadas em seus balanços sobre o uso de derivativos. Buscando tornar mais transparentes os demonstrativos para analistas e investidores, a norma traz outro avanço: obriga as empresas a traçarem cenários para possíveis momentos de crise e desvalorização desses instrumentos.
Na prática, as companhias terão de publicar quadros nos quais sugerem perdas entre 25% e 50% do valor desses ativos. Chamado de análise de sensibilidade, o modelo já havia sido sugerido pela CVM na deliberação 550, cujo conteúdo tentou acalmar o mercado após as perdas de Sadia e Aracruz. Deixamos para o próximo ano normas ainda mais complexas que aquelas que estiveram em audiência pública ao longo de 2008. Afinal, sua adoção não será um processo simples para as empresas e requer mais tempo , diz o diretor da CVM, Eliseu Martins.
O processo é doloroso, mas nos deixará como um dos primeiros países do mundo a adotar as normas internacionais para balanços individuais e consolidados , diz. O executivo afirmou, ainda, que a autarquia redobrará a atenção ao analisar os primeiros balanços que serão publicados obedecendo as novas normas e devem aproximar a contabilidade praticada no País ao modelo International Financial Reporting Standards (IFRS). Novos pronunciamentos CVM e CPC editaram ontem outras cinco deliberações, que tratam de assuntos que vão da regulação do ajuste a valor presente de ativos e passivos, passam pela contabilização dos programas que as empresas fazem atrelados às suas ações e chegam à adoção de melhores práticas contábeis para empresas da área imobiliária. Essa atividade não tinha boa regulação.
Seu modelo contábil era meramente adotado para fins tributários. Algumas companhias compravam um terreno, pagavam com dois apartamentos e não sabiam quais operações contabilizar , exemplifica Martins. Pela norma aprovada, as operações de permuta serão contabilizadas por seu valor justo. O executivo da CVM salientou que a amortização de valores apurados em ágio continuarão ocorrendo, de forma sistemática, apenas até o fim deste ano. A Medida Provisória 449, que torna neutros os efeitos da aplicação da nova lei contábil para as empresas, terá de ser votada em até 120 dias. Caso contrário, travará a pauta do Congresso.

Bolsas já perderam US$ 31 trilhões com crise, diz Meirelles

Rodrigo Postigo
19/12/2008
As bolsas de valores em todo mundo já perderam cerca de US$ 31 trilhões em função da crise financeira. A informação foi dada nesta quinta-feira pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, durante audiência no Senado..
Segundo Meirelles, o Brasil está sendo afetado pela crise financeira internacional especialmente com relação à falta de crédito externo.
Apesar da crise, Meirelles garantiu aos senadores que o País vai crescer no próximo ano "acima da média mundial".
Todos os senadores presentes à reunião se queixaram das altas taxas de juros praticadas no País e da cobrança de elevados spreads bancários (diferença entre o custo de captação de dinheiro por um banco e a taxa de juros por ele cobrada dos tomadores de empréstimos). Em resposta, Meirelles disse que o BC vem agindo de forma "preventiva" no intuito de manter o "crescimento sustentável", e que as razões de manter a taxa Selic no patamar de 13,75% "estão explicitadas na ata do Copom".

Foreign investment in Brazil to fall in 2009-gov't

Thu Dec 18, 2008 11:42am EST
SAO PAULO, Dec 18 (Reuters) - A global financial crisis will reduce the amount of foreign direct investment that comes into Brazil in 2009, the Brazilian government's chief of staff Dilma Rousseff said in a speech on Thursday.
"There will be a reduction in foreign direct investment (FDI) but it will not be as dramatic as we saw in the past," Rousseff said at an event in Sao Paulo.
(Reporting by Renato Andrade; Writing by Ana Nicolaci da Costa, Editing by Chizu Nomiyama)

Obama Team Assembling $850 Billion Stimulus

By Lori Montgomery
Washington Post Staff Writer
Friday, December 19, 2008; Page A01
President-elect Barack Obama and congressional Democrats have entered discussions over an economic stimulus package that could grow to include $850 billion in new spending and tax cuts over the next two years, a gigantic sum that some Democrats say could prove difficult to push rapidly through Congress.
A package of that size -- which would include at least $100 billion for cash-strapped state governments and more than $350 billion for investments in infrastructure, alternative energy and other priorities -- is a significant increase over the numbers previously contemplated by Democrats. It would exceed the $700 billion bailout of the U.S. financial system, as well as the annual budget for the Pentagon.
The potential for massive new spending has touched off a frenzy among interest groups eager to claim their share of the expanding stimulus pie. The profusion of requests from governors, transportation groups, environmental activists and business organizations is spawning fears that the package could be loaded with provisions that satisfy important Democratic constituencies but fail to provide the jolt needed to pull the nation out of a deepening recession.
"It's everybody's wish list, everybody's favorite program. And I think that's a big mistake," said Alice Rivlin, a Brookings Institute economist and former budget director for President Bill Clinton who has been advising Democrats. "I agree with the Obama team that we need a big increase in public investment, but it should be done very, very wisely," rather than through a rushed process that risks being "seen as scattering money to the wind."
An Obama adviser involved in crafting the stimulus package said the transition team was keenly aware of the potential pitfalls and was focused on funding ideas that would quickly pump money into the sagging economy, fulfilling Obama's promise to create or preserve 2.5 million jobs by 2011. Because many ideas probably won't meet that standard, the adviser said, the team is developing a screen to keep them out.
Yesterday, Obama economic adviser Jason Furman and congressional liaison Phil Schiliro met on Capitol Hill with key congressional staff to lay out the plan Obama expects to present to lawmakers. According to notes taken by a participant and shared by a senior congressional aide on the condition of anonymity, the pair said Obama is putting together a package of $670 billion to $770 billion but that he expects additions by Congress to jack up the total to about $850 billion, or 6 percent of the nation's economy.
While that figure is larger than any previously discussed by Democratic leaders, it is within the range of recommendations from economists. Some, such as Nobel Prize-winning economist Joseph Stiglitz, have called on the government to spend as much as $1 trillion to combat rising unemployment and spur economic activity.
Furman and Schiliro said the package would include $100 billion to help states cover the expanding cost of Medicaid, the federal health program for the poor. With more than half of states reporting budget shortfalls this year, the package also could include big increases in state block grants and other programs intended to help local governments avoid layoffs or tax increases.
At least $350 billion would be devoted to investments, including public works projects such as roads and bridges. That category also would cover funding for alternative energy, health-care technology, school modernization and "protecting the most vulnerable" by expanding unemployment insurance and food-stamp benefits, according to a memo sent to Senate Democrats yesterday by Senate Majority Leader Harry M. Reid's (D-Nev.) chief of staff, as well as other congressional aides.
Obama also expects to include significant new tax cuts for the middle class, probably modeled on his campaign promise to lower the tax burden on workers, students, the elderly and families. The package could also include his proposal to offer tax credits to companies that create jobs, according to sources.
Congressional aides said Obama is soliciting additional ideas from lawmakers with the aim of building support for a package that he hopes will be ready for him to sign soon after he takes office Jan. 20. In yesterday's meeting, however, Furman and Schiliro acknowledged that Jan. 30 may be a more realistic goal.
But even that date may be optimistic for a package of the magnitude under discussion.
Sen. Daniel K. Inouye (D-Hawaii), the incoming chairman of the Senate Appropriations Committee, said yesterday that there was no agreement on the size of the package, adding that he is skeptical of reports that it could approach $1 trillion.
"We're a country that's used to saying 'a million' or 'billion'. 'Trillion' is something that's very seldomly used," Inouye said.
The $850 billion figure is also meeting resistance from House Democrats, who say anything beyond the $600 billion House Speaker Nancy Pelosi (D-Calif.) has mentioned would probably lose votes among fiscally conservative Democrats known as Blue Dogs.
Concerns about the political viability of the package are compounded by fears that its economic effectiveness could be diluted. Rivlin said she would prefer quick approval of a much smaller package that contains only items that would rapidly push cash into the economy, such as aid to states and the poor and perhaps a payroll tax holiday. That could be followed, she said, by a larger spending package with investments thoughtfully crafted to achieve Obama's broader economic goals.
"Mass transit, the high-tech stuff, investment in health IT. Those are all good ideas. But they aren't stimulus," Rivlin said.
Simon Johnson, an economist at the Massachusetts Institute of Technology, said he shares Rivlin's concern that such a huge pot of money would probably be misspent.
"My personal opinion is you can spend $450 billion quite sensibly," Simon said. "But if you start raising it up, you have to ask whether you're getting good value for the money."
Acknowledging the tough task ahead, a coalition of 20 liberal organizations and unions -- including the Sierra Club, AFSCME, the AFL-CIO and ACORN -- yesterday launched a $5 million grass-roots and public relations campaign to support the evolving package and avert a filibuster in the Senate.
"Our goal is to help move it along as fast as humanly possible so Obama doesn't have to waste a lot of his capital on it as president," said Brad Woodhouse, president of Americans United for Change, which is coordinating the effort. "There are going to be big fights ahead on health care and completely trying to revamp our approach to energy. If you have to do a lot of horse-trading on this thing, it makes what comes afterward a lot more difficult."
Staff writer Paul Kane and polling director Jon Cohen contributed to this report.

UPDATE 2-Brazil weighed 25 bps cut but inflation still high

Thu Dec 18, 2008 9:33am EST
(Adds economist comments, rate futures' reaction)
By Elzio Barreto
SAO PAULO, Dec 18 (Reuters) - Brazil's central bank said it considered cutting benchmark borrowing costs by 25 basis points last week, but that policy-makers decided to keep rates on hold because of persistently high inflation.
In minutes released on Thursday from its rate-setting meeting last week, the bank's monetary policy committee said domestic demand has expanded at a "less intense" rate, helping to slow down the economy.
The bank's committee, known as the Copom, voted unanimously to keep the benchmark Selic lending rate at a two-year high of 13.75 percent but then said most of its eight members considered a rate cut. It opted to pause for a second straight meeting, citing "great uncertainty" in the economic outlook.
Interest-rate futures fell after the release of the central bank minutes as investors priced in a rate cut when the Copom holds its next scheduled meeting on Jan. 20-21.
The contract for January 2010 delivery <0#dij:>, the most widely traded on the BM&F commodities and futures exchange, dropped to 12.42 percent from Wednesday's close of 12.51 percent.
The contract indicates investors' expectations for the benchmark Selic rate at the end of December 2009.
SLOWDOWN CONCERN
The outlook for economic activity has deteriorated as the turmoil in global markets prompt banks in Brazil to slash credit that fueled demand the past months, the central bank said. A deepening of the global crisis may also further erode consumer and business confidence, it said.
Policy-makers may cut the Selic rate as soon as January as Brazil's economy hits the breaks, helping to contain inflation expectations as businesses cut prices to lure consumers, economists said.
"There is a strong shift in their discussion over economic activity, which is understandable given the recent indicators," said Zeina Latif, chief Brazil economist at ING in Sao Paulo. "At the margin, the central bank is less concerned about the exchange rate now and has shifted a lot their diagnosis of economic activity, resulting in a decline in projected inflation."
The Selic will drop by 25 basis points in January and end 2009 at 12.5 percent, Latif forecast. Market analysts expect the Selic to fall as far as 13 percent next year, according to the latest central bank survey.
Central banks around the globe have slashed borrowing costs to ease the impact of a credit crunch that has already pushed major economies such as the United States and Japan into recession.
In Brazil, policy-makers have shifted their focus to minimizing the risks for a sharp slowdown in Latin America's biggest economy after raising rates from April to October to keep inflation in check.
Data released the past weeks showed a slump in Brazil's industrial production and the first drop in retail sales in eight months. Companies from mining giant Vale to automakers Fiat and General Motors have put thousands of workers on leave, scaled back output and reduced investments on expectations over a slowdown in 2009.
For the central bank minutes please see: www.bcb.gov.br/?COPOM139

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Senado altera MP443 e dificulta compra de Bancos pela Caixa e BB

Último Segundo/Santafé Idéias / Carol Pires
18/12/2008
O Senado aprovou na noite desta quarta-feira a Medida Provisória 443 que permite ao Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal (CEF) comprarem instituições financeiras prejudicadas pela crise financeira mundial. Como o texto foi alterado pelo relator Valter Pereira (PMDB-MS), o projeto deve passar por uma nova votação na Câmara antes de seguir para sanção presidencial.
O relator Valter Pereira excluiu do texto um artigo que concedia incentivos fiscais para empresas do setor de Tecnologia da Informação (TI). Ele argumentou que a Zona Franca de Manaus "sofreria concorrência danosa". Apesar disso ele manteve os incentivos para capacitação profissional.
A proposta sofreu ainda algumas mudanças de última hora por pressão dos partidos de oposição, como a exigência de que Câmara e o Senado aprovem as aquisições de instituições financeiras – por meio de suas subsidiárias – quando houver alienação do controle acionário da instituição comprada.
Ainda segundo o novo texto, a Caixa Banco de Investimentos, subsidiária criada pela MP 443, fica impedida de adquirir empresas do setor de construção civil. A criação das subsidiárias deverá ser aprovada pelo Senado no prazo de 180 dias contados a partir da sanção da lei.
A oposição ainda conseguiu mudar o prazo de validade para as operações do Banco do Brasil e CEF na compra das instituições financeiras, que antes era até junho de 2011, para 31 de dezembro de 2009, prorrogável por mais doze meses, além de retirar da MP uma linha de crédito no valor de R$ 3 bilhões destinados a capital de giro de empresas contratadas para realizar obras dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Os senadores também aprovaram a determinação para que seja feita a chamada identificação de risco antes do pagamento inicial das operações. A parcela será variável, de acordo com o comprometimento dos ativos de cada instituição, e não com um teto de 20%. Apenas depois da análise total sobre os ativos das instituições compradas é que o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal quitarão o débito.

Opep faz maior corte da história em sua produção de petróleo

Desde setembro, corte soma 4,2 milhões de barris por dia.
Preço do petróleo já caiu cerca de 70% desde recorde obtido em julho.
G1
18/12/2008
Em reunião extraordinária em Oran, na Argélia, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu nesta quarta-feira (17) por uma redução suplementar recorde na produção diária de petróleo dos países do bloco, de 2,2 milhões de barris.
Somada aos cortes de 2 milhões anunciados desde setembro, a redução na produção do bloco será de 4,2 milhões. A nova cota do grupo, que não inclui a produção do Iraque nem da Indonésia, será de 24,8 milhões de barris por dia a partir do início do próximo ano.
A informação foi dada pelo secretário-geral do grupo, Abdullah al-Badri. A redução representa mais de duas vezes a produção da Petrobras - que em setembro foi de 1,897 milhões de barris diários.

Governo injeta mais R$ 100 bi na economia

Gazeta Mercantil/1ª Página / Ayr Aliski
18/12/2008
O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) tomaram medidas ontem que podem injetar mais de R$ 100 bilhões na economia em 2009. Os bancos devem elevar em R$ 88 bilhões o total de concessões de crédito por conta das mudanças nas regras de contabilidade relativas ao peso dos créditos tributários nos seus patrimônios de referência. Na prática, a decisão amplia o poder de alavancagem dos bancos, ao aumentar o potencial de empréstimos em relação ao patrimônio.
Cálculo do BC considerando os dez maiores bancos, que detêm 85% do patrimônio do setor, indica que a medida reduz a exigência de capital em R$ 8,932 bilhões, a partir da reclassificação dos créditos tributários, o que permite conceder novos créditos de R$ 81,2 bilhões a partir da aplicação do índice do Acordo de Basiléia.
O CMN decidiu reduzir gradativamente o limite de presença de créditos tributários decorrentes de prejuízos fiscais sobre o patrimônio. O índice, de 40%, cai para 30% em 2009; para 20% em 2010 e fica em 10% em 2011. A redução potencializa a capacidade de concessão de crédito, na ordem de R$ 20,2 bilhões até 2011, ou seja, cerca de R$ 6,74 bilhões ao ano a partir de 2009. A soma das duas mudanças tem potencial de liberação de mais R$ 88 bilhões em crédito.
Além disso, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) vai socorrer os bancos médios. O CMN permitiu que o fundo utilize até 50% do seu patrimônio de referência para comprar créditos de instituições financeiras e de sociedades de arrendamento mercantil. O limite que vigorava antes da decisão era de 20%. O governo estima que a medida possa liberar até R$ 9 bilhões de liquidez ao mercado.

Câmara aprova ingresso da Venezuela no Mercosul

Agência Câmara
18/12/2008
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta noite, por 265 votos a 61, o projeto de decreto legislativo (387/07) que contém o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercado Comum do Sul (Mercosul). Seis parlamentares se abstiveram de votar.
A matéria segue para apreciação do Senado. Assim, o governo brasileiro atingiu apenas em parte a sua meta de aprovar a matéria durante a sua permanência na presidência temporária do Mercosul neste segundo semestre de 2008.
O protocolo foi assinado em Caracas, em 4 de julho de 2006, pelos presidentes dos quatro países que integram o bloco (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e pelo governo venezuelano. Parte da oposição votou contra, alegando que a Venezuela poderá atrapalhar as negociações comerciais do bloco, o que foi negado pelos governistas.
A votação só foi viabilizada depois que governo e a oposição fecharam um acordo para também votar assuntos de interesse da minoria, como a indicação do ex-senador José Jorge (DEM-PE) para uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
A tramitação do projeto foi marcada por uma disputa verbal travada entre o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e os parlamentares brasileiros por causa da demora do Congresso em aprovar a proposta.

Senador conclui parecer com propostas de reforma tributária

Agência Brasil
18/12/2008
O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) concluiu nesta quarta-feira (17) parecer para a criação de um novo modelo de sistema tributário. Relator da Subcomissão de Reforma Tributária, Dornelles entrega o parecer ao presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), nesta quinta (18), às 10 horas.
Em seu parecer, Dornelles afirma que “o objetivo básico das mudanças é reduzir a carga tributária, o que será assegurado pela redução do custo [invisível] de se pagar tributos, com a simplificação proposta na forma de sua cobrança”.
As medidas poderão ser formatadas em projeto de lei, ou incorporadas à proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da reforma tributária, quando o texto chegar a apreciação dos senadores.
Dornelles propõe um regime simplificado para micro e pequenas empresas; mantém os regimes de base presumida, com a possibilidade de profissionais prestadores de serviços optarem pelo Imposto de Renda presumido em lugar de contribuir pelo Imposto de Valor Agregado (IVA) nacional.
O senador sugere ainda um regime especial para a agricultura e isenção fiscal para os produtos da cesta básica. Outra medida proíbe que a arrecadação com taxas cobradas do contribuinte seja superior ao que se gasta com os serviços públicos que justificam sua existência.
O relatório propõe também a extinção de empréstimos compulsórios para investimentos e do Imposto sobre Grandes Fortunas.
Outra proposta é a incorporação da receita dos seguintes tributos que vão formar o Imposto sobre o Valor Adicionado (IVA): Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuições sobre a Intervenção do Domínio Econômico (Cide) e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Programa de Integração Social (PIS), salário-educação, Fundos de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel).
Pelo relatório, a competência de legislar sobre o IVA será exclusiva da União, e a arrecadação nacional será dividida automaticamente para os estados a partir de rede bancária. Também está prevista a desoneração das exportações e dos investimentos produtivos, “assegurada a recuperação de eventuais créditos acumulados”.
O relatório de Dornelles mantém a cota municipal de 25% na receita estadual decorrente do rateio do IVA nacional. Pela proposta, a alocação da cota estadual nos três primeiros anos será feita pela participação atual de cada estado na arrecadação do ICMS. É estabelecida a cobrança integral do IVA nacional na sua origem.
No caso do Imposto de Renda, está prevista a incorporação da Contribuição sobre o Lucro Liquido (CSLL) ao Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ). O relatório de Dornelles também estabelece a aprovação periódica da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) pelo Congresso e propõe a aceleração dos procedimentos de restituição.
Dornelles reivindica ainda que não sejam tributados os ganhos de capital fictícios com imóveis. Para os impostos patrimoniais, o parecer prevê imposto municipal único sobre a propriedade imobiliária pela fusão dos Impostos Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Territorial Rural (ITR).

BRIC Shoppers Can’t Hold Off World Recession

Commentary by Alexandre Marinis
Dec. 18 (Bloomberg) -- Disregard what you may have heard about how consumers living in the big four emerging market countries -- Brazil, Russia, India and China -- will rescue the world’s developed nations from recession. That won’t happen. What’s more, their programs to spur domestic consumption are useless and may backfire.
The so-called BRIC group of nations has made great strides over the last decade. Still, contrary to what their political leaders and some economists are saying, the purchasing power of consumers in these countries remains too limited to counter the current global economic decline.
Jim O’Neill, the London-based Goldman Sachs Group Inc. chief economist who coined the BRIC acronym, recently said: “The BRIC consumer is going to rescue the world.” The remark reminded me of other experts who predicted that emerging market economies would “decouple” from the troubled economies of developed nations and maintain their fast growth.
While the U.S, the E.U. and Japan are responsible for 66 percent of the global gross domestic product, Brazil, Russia, India and China account for only 12 percent, according to 2007 data by the United Nations.
In other words, if the three most advanced economies contracted by, say, 2 percent next year and all other non-BRIC countries had zero growth, then the four BRIC nations would have to grow an unrealistic 11 percent in 2009 to avert a global recession.
Global Growth
The idea of BRIC consumers saving the world seems even more far-fetched given that households in BRIC countries represent only 10 percent of world consumption, while those in the U.S., Europe and Japan account for 68 percent.
In November, the International Monetary Fund lowered its 2009 global growth forecast to 2.2 percent. Advanced economies will contract by 0.3 percent, the first annual contraction during the postwar period, according to the organization.
Growth in emerging economies may fall to 5.1 percent in 2009, down from almost 7 percent in 2008, the IMF said. In January, the group will release its quarterly World Economic Outlook and another lowered revision in global growth forecasts is likely.
Dominique Strauss-Kahn, managing director of the IMF, recently said that “China will probably grow at 5 or 6 percent”, down from the organization’s official forecast of 8.5 percent.
Emerging Market Consumers
If BRIC consumers can’t rescue the world from a recession and if their economies can’t decouple from a global recession, does it make sense for those nations to increase government spending today only to face greater fiscal constraints tomorrow?
After Lehman Brothers Holdings Inc. collapsed in September and world financial markets tumbled, leaders in the emerging world criticized those in more advanced economies for spending the last decade meddling in other countries’ affairs instead of regulating their own markets to prevent such a chaotic bursting of the real estate bubble.
Now, three months later, the world’s four biggest emerging economies are, once again, eagerly following the advice of the same leaders and organizations they had criticized.
Lured by the idea that their consumers can save the world -- and oblivious to the possibility that people who say it might be wrong -- BRIC leaders have decided to increase government spending to ignite faster growth. Unfortunately, not all of them can afford this measure.
Risky Policies
Hiking government spending isn’t as good an economic recipe for emerging economies as it is for advanced economies for two main reasons.
First, investors become more risk averse during economic crises, preferring the government bonds of the most developed markets over similar securities issued by emerging nations. This flight to quality leads the BRIC countries to pay higher interest rates on their existing debt, as well as on the future debt they will have to issue to finance increased spending.
Second, emerging economies rely on foreign money to finance their growth. When investors are nervous, they covet dollars, euros and yen, not reais and yuan. Whenever that happens, emerging currencies tend to weaken, fueling inflation and increasing the amount of foreign debt owed by the emerging world.
The bottom line is that although the worst economic crisis since 1929 was born in the U.S., investors continue to prefer U.S. Treasuries and dollars, making it easier for the U.S. than for any BRIC nation to finance government spending to spur growth. Oblivious to this, BRICs are dutifully following the IMF’s advice: “The most urgent need is a big foot on the accelerator of fiscal expenditure.”
Economic Stimulus Plans
Last month China unveiled a massive 4 trillion yuan ($586 billion) plan to spur domestic consumption. Russia followed suit with a $20 billion economic stimulus package. India promised to spend an extra 200 billion rupees ($4 billion) to support the economy. Brazil joined the fiscal stimulus club last week with a tax cut worth 8.4 billion reais ($3.6 billion).
This time around, when BRIC leaders realize their increased spending didn’t avert a global recession but only made debt obligations harder to pay, they won’t have anyone to blame but themselves.
(Alexandre Marinis, political economist and founding partner of Mosaico Economia Politica, is a Bloomberg News columnist. The opinions expressed are his own.)

Brazil stocks little changed, real up on Fed cut

SAO PAULO, Dec 17 (Reuters) - Brazil's currency strengthened and stocks seesawed near the unchanged mark on Wednesday led by Petrobras, mining giant Vale and steelmakers after the U.S. Federal Reserve's unprecedented move to cut borrowing costs to a record low the previous day.
The Bovespa index .BVSP of the Sao Paulo stock exchange firmed 0.1 percent to 40,033.96 points, surpassing the 40,000 mark for the first time in six weeks. The index surged 4.4 percent the previous session.
Bellwether stocks Petrobras and Vale rose as investors snapped up widely traded Brazilian shares after the Fed cut even as prices of crude oil, copper and other industrial metals declined.
The Fed lowered on Tuesday its target for the federal funds rate to a range of zero and 0.25 percent and said it was willing to keep rates low for an extended period of time. Lower rates in the United States tend to boost the appeal of high-yield assets in Brazil and other emerging markets.
The dollar fell broadly on Wednesday, hitting a 2 1/2-month low against the euro and heading toward a 13-year low versus the yen after the Fed cut. The greenback slumped 1.3 percent against a basket of major global currencies .DXY.
Brazil's currency, the real BRBY, gained 0.7 percent to 2.355 per dollar as investors dumped the U.S. currency around the world after the Fed cut.
Yield spreads on the Brazilian government's overseas bonds over comparable U.S. Treasuries, as measured by JPMorgan's EMBI+ index, fell sharply, reflecting a decline in investors' risk aversion toward Brazilian assets. The index 11EMJ showed the country's bond spread narrowed by 19 basis points to 484.
Interest rate futures <0#dij:> also fell, reflecting the gains in Brazil's currency and stock markets and speculation that the central bank will cut its benchmark Selic rate as soon as next month.
In the stock market, Petrobras (PETR4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) rose 1.7 percent to 24.21 reais. Mining company Vale (VALE5.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) climbed 1.3 percent to 26.27 reais.
CSN (CSNA3.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) gained 1.9 percent to 31.08 reais, leading steelmakers higher on expectations low borrowing costs in the United States may help stoke demand for Brazilian steel exports. Usiminas (USIM5.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) was up 0.6 percent to 28.65 reais and Gerdau (GGBR4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) rose 1.1 percent to 16.4 reais.
(Reporting by Elzio Barreto, Editing by Chizu Nomiyama)

Argentine Senate Approves Takeover of Airline

By THE ASSOCIATED PRESS
Published: December 17, 2008
Filed at 7:43 p.m. ET
BUENOS AIRES, Argentina (AP) -- Argentina's Senate approved the state takeover of financially troubled Aerolineas Argentinas SA on Wednesday, a measure that was challenged by the airline's Spanish owner.
Supporters of the expropriation, which is backed by President Cristina Fernandez, say the state will improve service by tackling the constant flight cancellations and delays that have plagued Argentina's indebted flagship airline for years.
But critics warn that further intervention in Argentina's private sector by the leftist government will squeeze credit and scare away investors in South America's second-largest economy.
Fernandez will sign the bill into law before the end of the year following Wednesday's 42-20 Senate vote, said Transportation Secretary Ricardo Jaime.
''It's the only way to ensure these two companies keep flying,'' Jaime told local news agency Diarios y Noticias, referring also to Aerolineas Argentinas' subsidiary, Austral airlines.
Aerolineas Argentinas' owner, Madrid-based Grupo Marsans, is challenging the measure before a World Bank arbitration body since it considers the takeover ''arbitrary and illegitimate,'' the company said Wednesday night in a news release.
The company will seek compensation, although it didn't specify the amount.
In the past it has said the air carrier and its subsidiary Austral are worth $440 million.
Argentina's Planning Ministry says they are $833 million in debt, and the most the government will pay is a symbolic 1 peso -- about 30 U.S. cents.
Marsans partially blames the heavy debt load on the government, pointing to tariff freezes and a lack of subsidies amid soaring oil prices. The government also has ''facilitated and allowed'' union disputes to disrupt service, Marsans said.
''The Argentine state, after contributing by its acts and omissions to the crisis in Aerolineas and Austral, is using this situation to justify the confiscation of the companies,'' the company said.
Riordan Roett, director of the Latin American Studies Program at SAIS-Johns Hopkins University in Washington, DC., said that if Argentina continues to violate agreements ''investors will go the other way.''
''If investors can choose between Brazil versus Argentina or Chile versus Argentina, they're going to chose Brazil and Chile'' due to their reputation as more market-friendly countries, he said.
The government signed a contract with Marsans in July, agreeing to seek a third-party evaluation if no price agreement was reached. Marsans says the government breached that contract by proceeding with the vote in Congress.
Marsans has controlled the air carriers since 2001.
Argentina's government already has taken over $23 billion in private pension funds amid a regional backlash against rigorous free-market policies that led to a wave of privatizations in Latin America in the 1990s.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Volume de vendas do varejo cai 2,42% em dezembro

Gazeta Mercantil / Sabrina Lorenzi
17/12/2008
O Natal do ano passado frustrou o comércio, à exceção dos varejistas de tecidos e roupas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE) constatou que, em dezembro de 2001, o volume de vendas do comércio recuou 2,42% em comparação com a quantidade vendida no mesmo mês de 2000, com queda em cinco dos seis grupos pesquisados. O segmento comercial mais afetado pelo desaquecimento generalizado foi o de veículos, motos e autopeças, com recuo de 20,56% nas vendas. A receita nominal acompanhou o declínio e registrou baixa de 17,46% em relação a igual período de 2000. O faturamento também encolheu em lojas de móveis e eletrodomésticos (-0,45%). Pelos cálculos do IBGE o volume de vendas caiu no varejo de móveis e eletrodomésticos (-4,45%), demais artigos de uso pessoal (-5,84%), combustíveis e lubrificantes (-0,32%) e supermercados (-0,8%).

Mercado de PCs no Brasil deve crescer menos que o previsto

TI Inside
17/12/2008
A IDC reviu para baixo as projeção de crescimento para o mercado brasileiro de PCs e agora estima uma avanço de 12,7% em 2008, com vendas de aproximadamente 12 milhões de unidades, número que representa em torno de 500 mil unidades a menos do que a previsão inicial da consultoria, que projetava um incremento de 18%.
Para 2009, a expectativa é de que as vendas de unidades se mantenham no mesmo patamar deste ano. “Até setembro deste ano, as vendas de PCs no Brasil totalizaram 9,2 milhões de unidades entre notebooks e desktops, um crescimento de 12%”, informou Luciano Crippa, analista de PCs e impressoras da IDC. Segundo ele, vários fatores contribuiram para esse resultado: o preço acessível dos produtos, o alto índice de confiança do consumidor, o dólar muito baixo e o nível de desemprego reduzido.
Crippa destaca que o terceiro trimestre foi o melhor do ano, quando foram vendidas 3,3 milhões de unidades, o que representa um crescimento de 6% em relação ao trimestre anterior e de 25% se comparado ao mesmo período de 2007. Já, o segundo trimestre de 2008 registrou vendas de 3,1 milhões de unidades, 9,9% superior ao trimestre passado e 25,2% maior ante o mesmo período de 2007. Enquanto no primeiro trimestre de 2008, foram vendidos 2,8 milhões PCs no mercado brasileiro.
O ano de 2009 não registrará crescimento nas vendas, mas os resultados serão tão bons quanto os de 2008. “O desktop continuará responsável pela maior parte das vendas e a taxa de crescimento dos notebooks será menor do que prevíamos”, avaliou o analista, ressaltando que o efeito mais forte da crise será concentrado no primeiro semestre, com uma expectativa de que a economia volte a reagir a partir do segundo semestre. “Para 2010, a previsão é otimista, já que esperamos uma recuperação das altas taxas de crescimento”, conclui Crippa.

Comissão de Valores investigará fraude de ex-presidente da Nasdaq

AFP
17/12/2008
A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (Securities Exchange Commission, ou SEC), que fiscaliza o mercado de capitais, anunciou, nesta terça-feira, que irá fazer uma investigação interna para apurar como a fraude aplicada pelo ex-presidente da Nasdaq Bernard Madoff não foi detectada antes, apesar das "repetidas" advertências.
Na semana passada, ele foi preso sob acusação de estar por trás de um esquema multibilionário e fraudulento de "pirâmide financeira" de cerca de US$ 50 bilhões. Procuradores federais acreditam que Madoff comandou a pirâmide, na qual eram prometidos retornos muito altos a investidores iniciais, remunerados com o dinheiro de quem aderia ao esquema posteriormente.
"A comissão tem conhecimento de que denúncias confiáveis e precisas alertando sobre a fraude de Madoff foram entregues ao pessoal da SEC de maneira repetida desde 1999", admitiu o presidente da Comissão, Christopher Cox.
A investigação vai se concentrar no funcionamento interno da SEC, com o objetivo de determinar se as regras vigentes foram aplicadas ou se devem ocorrer modificações.
Também será preciso determinar se os contatos entre o pessoal da SEC e a empresa ou a família de Madoff interferiram nas decisões tomadas pelo órgão.
O Wall Street Journal informou, no último final de semana, que a SEC investigou Madoff em várias ocasiões a partir de 1992, sem identificar indícios da fraude bilionária.
Desde 2001, a MAR/Hedge, uma publicação especializada em fundos de investimentos, questionava como os investimentos de Madoff podiam manter "tal regularidade e tal falta de volatilidade".
A publicação também criticava a falta de transparência na gestão e o modo arrogante de Madoff ignorar as perguntas de seus jornalistas.

A contabilidade fiscal rumo à convergência

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Hugo Rocha Braga
17/12/2008
Após quase um ano de discussões, as nuvens cinzentas que pairavam sobre a posição do Fisco a respeito das conseqüências do processo de convergência contábil, previsto na Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007, foram, finalmente, dissipadas com a edição da Medida Provisória nº 449, de 3 de dezembro de 2008. Instituído o Regime Tributário de Transição (RTT) para apuração do lucro real, os ajustes tributários decorrentes da adoção dos padrões internacionais de contabilidade foram disciplinados buscando a neutralidade fiscal dos seus efeitos sobre o patrimônio e os resultados das empresas.
O RTT é optativo e, sendo transitório, será válido, apenas, nos anos-calendário de 2008 e 2009. A opção deverá ser manifestada, de forma irretratável, na Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica 2009. Será obrigatório a partir do ano-calendário de 2010, inclusive para apuração do imposto sobre a renda com base no lucro presumido ou arbitrado, da CSLL, PIS/PASEP e COFINS, quando da entrada em vigor de lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis.
Assim, as alterações introduzidas pela Lei nº 11.638/2007, que modifiquem o critério de reconhecimento de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro líquido do exercício, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica sujeita ao RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007.
Na ocorrência de disposições da lei tributária que conduzam ou incentivem a utilização de métodos ou critérios diferentes daqueles determinados pela legislação societária e pelas normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com base na sua competência legal, e demais órgãos reguladores, a pessoa jurídica deverá utilizar os métodos e critérios definidos na lei comercial para apurar o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e realizar os ajustes específicos ao resultado do período no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) – ou seja, os ajustes de adição, exclusão e compensação, prescritos ou autorizados pela legislação tributária, para apuração da base de cálculo do imposto.
Ficaram, portanto, dirimidas as dúvidas sobre o tratamento tributário dos novos critérios de contabilização das subvenções para investimento e doações feitas pelo Poder Público, concedidas como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos. Idêntico tratamento foi dado ao registro em conta de resultado do valor do prêmio na emissão de debêntures. Em todos esses casos, a isenção tributária está condicionada à manutenção dos valores em contas específicas de reservas de lucros, além da obediência às demais restrições estabelecidas na legislação fiscal.
A Medida Provisória corrige, também, alguns pontos que estavam em desacordo com os padrões contábeis internacionais, como, por exemplo, a classificação dos grupos de contas patrimoniais, substituindo as denominações de realizável e permanente por ativo não-circulante (composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível), e passivo exigível a longo prazo por passivo não-permanente. Todavia, manteve a expressão princípios contábeis geralmente aceitos, que deveria ser substituída por princípios fundamentais de contabilidade, ou, simplesmente, princípios contábeis. Também, não eliminou o equívoco conceitual existente na Lei nº 6.404/76, que classifica o patrimônio líquido como um subgrupo do passivo, em desacordo com o padrão internacional (IAS 1). Por outro lado, a MP disciplinou melhor o conteúdo das notas explicativas em benefício da transparência das informações.
Ainda há um longo caminho a ser percorrido para a completa convergência às IFRS. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis está trabalhando, em conjunto com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e as demais entidades envolvidas com a matéria, no sentido de alcançarmos um patamar mais próximo dos países que aderiram às normas do IASB.
Sem dúvida, a Medida Provisória nº 449, regulando os ajustes tributários decorrentes dos novos métodos e critérios contábeis introduzidos pela Lei nº 11.638/07, trouxe tranqüilidade às empresas, neste momento de transição, além de representar um grande avanço rumo à convergência aos padrões internacionais de contabilidade.
kicker: Ajustes tributários foram disciplinados buscando a neutralidade fiscal dos seus efeitos sobre os resultados das empresas

UPDATE 1-Brazil's Oct retail sales fall 1st time since Feb

Tue Dec 16, 2008 6:30am EST
(Recasts, adds data on main retail segments, nominal sales)
By Elzio Barreto
SAO PAULO, Dec 16 (Reuters) - Retail sales volume in Brazil fell in October for the first time in eight months as consumers cut spending on appliances, shoes, clothes and furniture because of a global credit crunch and high domestic borrowing costs.
Sales volumes dipped 0.3 percent in October from September, the first month-on-month drop in sales since a 0.9 percent slide in February, statistics agency IBGE said on Tuesday.
The median forecast in a Reuters survey of 15 economists was for retail sales to have dipped 0.4 percent month-on-month. The estimates ranged from a 1.5 percent decline in sales to 0.8 percent increase.
Five of the eight sectors surveyed for the month-on-month data fell, led by a 4.4 percent plunge in sales of shoes and clothing and a 0.9 percent decline in furniture and appliances, the IBGE said.
October retail sales jumped 10.1 percent when compared with October of 2007. That was higher than the 8.8 percent median forecast of 18 analysts in the survey. Estimates ranged from 8.1 percent to 10.5 percent.
Nominal sales, as measured by total sales receipts and unadjusted for inflation, edged 0.1 percent lower month-on-month in October. Nominal sales jumped 16.7 percent from October 2007.
Retail sales volumes -- unlike total sales receipts via cash or credit card -- exclude inflation that could distort sales comparisons.
For a breakdown of retail sales data from the IBGE's Web site please go to: here (Editing by Walker Simon)

More Americans Hurt by Recession, Poll Finds

The deepening recession has eroded the financial standing and optimism of a broad swath of Americans, nearly two-thirds of whom say that they have been hurt by the downturn and that the country has slipped into long-term economic decline.
Washington Post
2008/12/17
A new Washington Post-ABC News poll also found that a rapidly increasing share of Americans — 66 percent, up from just over half a year ago — are worried about maintaining their standard of living. Nearly two in 10 said they or someone living in their household had lost a job in the past few months, and more than a quarter said they had their pay or hours reduced. And 15 percent said that at some point in the past year they fell behind on their rent or mortgage.
The poll captures the widening fallout from the faltering economy that policymakers are struggling to contain. The Federal Reserve yesterday cut its target for the federal funds rate to a range of zero to 0.25 percent, the lowest on record.
“They’re getting to be about as low as they can go,” President-elect Barack Obama said at a news conference yesterday before meeting with members of his economic team. “And although the Fed is still going to have more tools available to it, it is critical that the other branches of government step up. And that’s why the economic recovery plan is so absolutely critical.”
Obama has pledged to enact a massive economic stimulus plan initiating publicly funded construction on a scale not seen since work on the interstate highway system began half a century ago. In all, economists have estimated that the plan could cost more than $700 billion over two years, increasing a federal budget deficit that is approaching $1 trillion.
The poll found that nearly two-thirds of Americans support new federal spending to stimulate the economy, and majorities of both Democrats and Republicans back the idea. Concern about deficit spending, however, mutes enthusiasm for the stimulus plan. When respondents were asked whether they would back the plan if it increased the deficit, support dropped to 47 percent. Overall, nearly nine in 10 said they are worried about the size of the federal budget deficit, including nearly half who are “very concerned.”
Most, 55 percent, said Obama is off to a good start in dealing with the economy, which the vast majority of Americans call the No. 1 issue confronting the country. Ten percent said Obama is on the wrong track in terms of his economic vision. Nearly half expect Obama will be able to improve the economy “a great deal” or a “good amount.”
But the overall federal response to the economic situation gets low marks: Twenty-four percent approve of the way President Bush is handling the economy, and a similarly paltry 23 percent approve of the broader federal response to the crisis.
Democrats, Republicans and independents alike are highly critical of the federal action to address the crisis — among each group, more than seven in 10 disapprove. In part, the criticisms stem from skepticism that the government has put in place adequate controls to avoid waste and fraud in the use of federal money in the economic recovery effort. Only 30 percent are confident that proper regulations were enacted.
Overall, 82 percent said the country is headed pretty seriously off on the wrong track, and 54 percent call the nation’s financial predicament a “crisis.”
The number of those who said they have been hurt financially by the recession, 63 percent, is higher than the 53 percent who said they felt the pain of the 1991 recession. The stock market has added to the financial anxiety: More than half said their families have suffered because of the recent sharp drop on Wall Street, and nearly half lack confidence that they will have sufficient assets to last through retirement.
More than half worry about being able to afford medical care for a sick family member, and nearly four in 10 are concerned about making house payments and heating their homes this winter.

Big Oil Projects Put in Jeopardy by Fall in Prices

The New York Times
By JAD MOUAWAD
Published: December 15, 2008
From the plains of North Dakota to the deep waters of Brazil, dozens of major oil and gas projects have been suspended or canceled in recent weeks as companies scramble to adjust to the collapse in energy markets.
In the short run, falling oil prices are leading to welcome relief at the pump for American families ahead of the holidays, with gasoline down from its summer record of just over $4 to an average of $1.66 a gallon, and still falling.
But the project delays are likely to reduce future energy supplies — and analysts believe they may set the stage for another surge in oil prices once the global economy recovers.
Oil markets have had their sharpest-ever spikes and their steepest drops this year, all within a few months. Now, with a global recession at hand and oil consumption falling, the market’s extreme volatility is making it harder for energy executives to plan ahead. As a result, exploration spending, which had risen to a record this year, is being slashed.
The precipitous drop in oil prices since the summer, coming on the heels of a dizzying seven-year rise, was a reminder that the oil business, like those of most commodities, is cyclical. When demand drops and prices fall, companies curb their investments, leading to lower supplies. When demand recovers, prices rise again and companies start to invest in new production, starting another cycle.
As familiar as the pattern may be, the changes this time are taking place at record speed. In June, some analysts were forecasting oil at $200 a barrel and companies were scouring the earth for new places to drill; now, no one knows how low prices may fall.
“It’s a classic — if extraordinarily dramatic — cycle,” said Daniel Yergin, chairman of Cambridge Energy Research Associates and author of “The Prize,” a history of the oil business. “Prices have come down so far and so fast, it’s become a shock to the supply system.”
The list of projects delayed is growing by the week. Wells are being shut down across the United States; new refineries have been postponed in Saudi Arabia, Kuwait and India; and ambitious plans for drilling off the coast of Africa are being reconsidered.
Investment in alternative energy sources like biofuels that had flourished in recent years could dry up if prices stay low for the next few years, analysts said. Banks have become reluctant lenders, especially to renewable energy projects that may prove unprofitable in an era of low oil and gas prices.
These delays could curb future global fuel supplies by the equivalent of four million barrels a day within the next five years, according to Peter Jackson, an energy analyst at Cambridge Energy Research Associates. That is equal to 5 percent of current oil supplies.
One reason projects are being shut down so fast is that costs throughout the industry, which had surged in recent years, are still elevated despite the drop in oil prices. Many companies are waiting for those costs to come down before deciding whether to go forward with new projects.
“The global market has been turned upside down since the summer,” the International Energy Agency, a leading energy forecaster, said in a recent report.
In today’s uncertain environment, a slowdown in spending is inevitable, according to energy executives who are devising their budgets for next year. Last year, spending on exploration and production amounted to $329 billion, according to PFC Energy, a consulting firm. That figure is certain to fall.
“We’re in remission right now,” said Marvin E. Odum, the vice president for exploration and production for Royal Dutch Shell in the Americas. But once the economy picks up, he said, “the energy challenge will come back with a vengeance.”
Oil demand growth has weakened throughout the industrial world. The International Energy Agency projects that worldwide demand will actually fall this year, for the first time since 1983.
So much surplus oil is sloshing around the world right now that some companies, including Shell, are using oil tankers for storage.
Oil prices have declined by more than $100 a barrel since July, returning to levels last seen more than four years ago. They settled at $44.51 a barrel, down $1.77, on Monday in New York, as concerns about the economy outweighed efforts by oil producers to stem the slide in prices.
Prices could drop below $30 a barrel, according to Merrill Lynch and other forecasters, if the Chinese economy slows drastically next year, which looks increasingly likely.
Different companies have different price thresholds for going forward with drilling projects. But across the industry, a price drop this big has “a dampening effect,” according to Mr. Odum of Shell. “The big uncertainty is how long this economic environment is going to last.”
The biggest cutbacks so far have been in heavy oil projects in Canada, where some of the world’s highest-cost production is concentrated. Some operators there need oil prices above $90 a barrel to turn a profit.
StatoilHydro, a large Norwegian company, recently pulled out of a $12 billion project in Canada because of falling prices. Similarly, Shell, Nexen and Petro-Canada have all canceled or postponed new ventures in the province of Alberta in recent weeks.
Producers are bracing for a painful contraction, and the drop in prices could crimp investments even in places where production costs are low. The Saudi monarch, King Abdullah, recently said he considered $75 a barrel to be a “fair price.”
The kingdom, which has invested tens of billions of dollars in recent years to increase production, recently announced that two new refineries, with ConocoPhillips and Total of France, were being frozen until costs go down. In neighboring Kuwait, the government recently shelved a $15 billion project to build the country’s fourth refinery because of concerns about slowing growth in oil demand.
The list goes on: South Africa’s national oil company, PetroSA, on Thursday dropped plans to build a plant that would have converted coal to liquid fuel. The British-Russian giant TNK-BP slashed its capital expenditure budget for next year by $1 billion, for a 25 percent reduction from this year.
In North Dakota, oil drillers are scaling back exploration of the Bakken Shale, a geological formation recently seen as promising, where production is more expensive than in conventional fields.
“People are dropping rigs up there in a pretty significant way already,” Mark G. Papa, the chief executive of EOG Resources, a small natural gas producer, recently told an energy conference.
Another domestic producer, Callon Petroleum, suspended a major deepwater project in the Gulf of Mexico, called Entrada, weeks before completion because of what it described as a “serious decline in project economics.”
According to research analysts at the brokerage firm Raymond James, domestic drilling could drop by 41 percent next year as companies scale back.
“We expect operators to significantly cut their activity in the coming weeks due to the holiday season, and many of these rigs will not come back to work,” the report said.
As scores of small wells are shut down, analysts at Bernstein Research have calculated that oil production in North America could decline by 1.3 million barrels a day through 2010, or 17 percent, to 6.14 million barrels a day. This decline, rather than cuts by members of the Organization of the Petroleum Exporting Countries, “will be the catalyst needed for oil prices to rebound,” Neil McMahon, an analyst at Bernstein Research, said in a conference call this month. The United States remains the world’s largest oil consumer.
The drop in energy consumption could afford some breathing room for producers, which had been straining in recent years to match fast-rising demand. But analysts warn the world can ill afford a lengthy drop in investment in energy supplies. To meet the growth in global population and the rising affluence expected in the future, the world will need to invest $12 trillion in order to increase its oil and natural gas supplies, according to the International Energy Agency.
“If we cut back dramatically on investments, we could end up in a situation where supply growth goes flat when the economy starts to recover,” said Mr. Jackson, the analyst. “The steeper the decline, the steeper the response.”

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Vizinhos 'têm receio de liderança de Lula, diz 'La Nacion'

Pacote anticrise de SP altera ICMS

Mercado prevê queda nos juros e expansão menor da indústria

Fiscalização sera prioridade em 2009

2009 será pior do que o esperado, afirma diretor do FMI

Vizinhos 'têm receio de liderança de Lula, diz 'La Nacion'

Argentina, Equador, Paraguai e Bolívia questionam 'imposições na economia'.
BBC Brasil
16/12/2008
O presidente Luís Inácio Lula da Silva enfrenta receio de seus colegas sul-americanos quanto à busca do Brasil pela liderança regional, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal argentino La Nacion, por ocasião da cúpula presidencial em Salvador.
O encontro vai reunir 29 presidentes latino-americanos. "Alguns analistas avaliam que o país anfitrião vai mostrar sua liderança regional nesta cúpula quádrupla - a do Mercosul, da Unasul, a primeira da América Latina e do Caribe e a do Grupo do Rio - mas outros analistas advertem que nem todos os líderes estão contentes com o presidente Luís Inácio Lula da Silva, inclusive a Argentina", diz o jornal.
"Há mal estar da Argentina, Equador, Bolívia e Paraguai com o Brasil", diz o jornal, que diz que estes países "questionam a orientação que (o Brasil) quer impor na economia".
Segundo o La Nacion, as diferenças começaram durante as negociações da Rodada Doha de comércio global em julho, em Genebra, quando o Brasil, que negociava em nome dos países em desenvolvimento, aceitou a proposta dos países ricos apesar da oposição argentina.
"O Brasil usa os países em desenvolvimento para se posicionar como jogador global e depois faz com eles o mesmo que os países desenvolvidos", disseram analistas do governo de Cristina Kirchner ao jornal. Segundo esses analistas, a Índia e a África do Sul também teriam ficado descontentes com a mudança de posição brasileira em Doha.
Já o Equador, segundo o jornal, está envolvido em duas disputas com o Brasil, um por conta da expulsão da Odebrecht por conta de uma represa e outra por um empréstimo do BNDES para a construção dessa empresa.
"Os países reunidos no bloco Alternativa Bolivariana para a América (ALBA), liderados pela Venezuela de Hugo Chávez, se solidarizaram com o Equador neste caso. Diferentemente da petro-diplomacia de Chávez, Lula não saiu pela região apoiando candidatos presidenciais nem assegurando o abastecimento energético."
O La Nacion afirma que Bolívia e Paraguai também mantêm tensas negociações com o Brasil, a Bolívia por conta do preço do gás vendido ao vizinho, e o Paraguai por conta do preço da eletricidade gerada por Itaipu.
Em editorial sobre as cúpulas paralelas em Salvador, o La Nacion afirma que no encontro, os presidentes Lula e Chávez vão continuar disputando dissimuladamente a liderança regional, mas que, provavelmente, será difícil que os líderes regionais cheguem a um acordo sobre uma política comum e como colocá-la em prática. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Pacote anticrise de SP altera ICMS e amplia Nota Fiscal Paulista

DCI / luiz felipe fustaino
16/12/2008
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), anunciou na última sexta-feira (12) um pacote de medidas de apoio às empresas do estado, ao lado do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf (Fiesp). A disponibilização de R$ 1,2 bilhão em créditos para os setores de autopeças e máquinas agrícolas e os quatro decretos que apresentam mudanças na forma de recolhimento do ICMS faziam parte de um conjunto de medidas propostas pela entidade empresarial, que também inclui mudanças na cobrança do ICMS para microempresas.
Depois de abrir uma linha de crédito no total de R$ 4 bilhões para as montadoras de veículos, em novembro, Serra assinou ontem protocolos de intenção que permitem que as 345 empresas paulistas afiliadas ao Sindipeças, do setor de autopeças, utilizem R$ 1 bilhão em crédito na forma de financiamento de bens duráveis e serviços, antecipação de recebíveis, cheque-empresa, entre outros. Os R$ 200 milhões restantes estão disponíveis para as 99 afiliadas da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
O recolhimento do ICMS relativo às vendas feitas no mês de dezembro, que deveria ser feito em janeiro de 2009, será dividido entre os meses de janeiro e fevereiro. A cada mês será recolhida metade da arrecadação, cujo total foi estimado em R$ 4 bilhões (R$ 2 bilhões em cada mês). O prazo especial será válido para saídas internas e vendas interestaduais de todas as empresas, exceto as que fazem parte do Simples Nacional.
Outro decreto estende até 30 de junho de 2009 a redução da carga tributária que incide sobre alguns produtos, de 18% para 12%, cujo prazo terminaria em 31 de dezembro de 2008.
O recolhimento, em um prazo de 60 dias depois do mês de venda, do ICMS devido na condição de substituição tributária será mantido até 31 de dezembro de 2009. A ampliação dos produtos sujeitos a substituição tributária também foi prorrogada para o dia 1º de março de 2009. Medicamentos, produtos de higiene pessoal e limpeza, material de construção e produtos da indústria alimentícia estão entre os ainda não sujeitos à substituição tributária.

Mercado prevê queda nos juros e expansão menor da indústria

Segundo relatório do BC, mercado espera três reduções do juro de 0,25 ponto porcentual no decorrer de 2009
Agência Estado / Fernando Nakagawa
16/12/2008
O mercado financeiro prevê queda na taxa básica de juros da economia (Selic) e expansão menor da produção industrial, segundo a pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira, 15, pelo Banco Central. Em 2008, a produção cai de 5,47% para 5,37% e, em 2009, de 3,05% para 3,00% . A mediana das previsões para o patamar do juro no fim do próximo ano caiu de 13,25% para 13% ao ano, na segunda queda seguida.
Agora, o mercado espera três reduções do juro de 0,25 ponto porcentual no decorrer do próximo ano. Há um mês, analistas esperavam Selic de 13,31% no fim de 2009. Na mesma pesquisa, a estimativa para a taxa média de juro no decorrer de 2009 caiu de 13,63% para 13,44%, ante 13,75% de um mês atrás.
Em termos de crescimento da economia, os analistas e empresários consultados pelo BC mantêm a aposta de expansão fraca do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. De acordo com o levantamento, as projeções indicam um crescimento de 2,50% da economia no próximo ano, contra 5,59% em 2008.
Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o PIB brasileiro cresceu 6,8% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado. O dado mostra que a economia brasileira vinha em ritmo bastante acelerado antes do agravamento da crise financeira internacional, que passou a gerar efeitos negativos sobre a economia do país em outubro.

Fiscalização será prioridade em 2009

Valor Econômico
16/12/2008
O fato de a agenda de regulação estar bem recheada para o próximo ano, inclusive com a segunda leva de normas contábeis a serem editadas, a presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, continua acreditando que a fiscalização e os processos administrativos (o chamado "enforcement", ou fazer cumprir as regras) será uma grande prioridade em 2009. "Temos procurado ser muito mais ágeis, embora a conclusão dos casos não apareça tão rápido. Qualquer comportamento anormal de papel detona iniciativas das áreas técnicas", afirmou ela.
Com a criação da Superintendência de Processos Sancionadores (SPC), a presidente espera ver casos sendo julgados com mais rapidez. Assim, pode ser que no próximo ano já se consiga ter julgamentos de casos iniciados em 2007 ou 2008. "Existe uma preocupação de dar prioridade ao andamento de casos com muita capacidade educativa, digamos", disse Maria Helena. "Vamos ver no próximo ano processos já sendo julgados em quantidade bem maior do que neste."
Outra coisa que tem crescido é o número de termos de compromisso (veja quadro), espécies de acordos que são muito comuns nos Estados Unidos, por exemplo. Esse mecanismo muitas vezes torna a divulgação da conclusão de um caso mais rápida.
Para a presidente, a reestruturação da área de supervisão e fiscalização acaba não ficando muito visível para o público ainda, mas vai gerar muitas melhorias no "enforcement" em breve. "Tivemos muitos treinamentos com a SEC e a FSA [CVMs dos Estados Unidos e da Inglaterra, respectivamente] aos nossos técnicos", conta.
Ainda este ano, a autarquia vai apresentar para conhecimento do Conselho Monetário Nacional (CMN) o plano bienal para 2009 e 2010, com foco nas áreas de companhias abertas, fundos e intermediários de mercado. "Podemos olhar para os dois anos daqui pra frente e ver supervisão preventiva nessas três áreas muito mais claramente. Agora isso está explicitado e é um plano de trabalho auditável", diz.
Na área de prevenção, a CVM deve passar a fazer também algo novo, que é a fiscalização preventiva das auditorias. "Vamos passar a ter isso preventivamente e não só diante de problemas já ocorridos."
Outro assunto que teve destaque em 2008 e continuará a ser um foco é a responsabilidade atribuída aos administradores. "Este ano tomamos medidas importantes principalmente nos casos que foram julgados, para chamar a atenção dos conselheiros e diretores das empresas sobre seus deveres legais e fiduciários", lembrou Maria Helena. "Não é possível se apoiar simplesmente num laudo ou numa opinião legal para justificar uma decisão tomada, é preciso demonstrar que aquela informação foi analisada e que levou em conta o interesse de todos os acionistas", concluiu a presidente.

Emergentes desapontam e não seguram economia

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Bloomberg News
16/12/2008
Os Estados Unidos exportaram as suas dificuldades, o que complica a tarefa de reativar o crescimento econômico e derruba a tese defendida há um ano, de que outros países se tornariam mais independentes da maior economia do mundo. A recessão atualmente atormenta países como o Reino Unido e o Japão, forçando os bancos centrais a reduzirem as taxas de juros a perto de zero. A expectativa dos economistas do JPMorgan é de que as taxas básicas de juros em todos os países industrializados estejam em, no máximo, 1% em um ano. Os mercados emergentes estão desapontando as esperanças de que seriam uma fonte alternativa de força motriz enquanto os países industrializados encolhem. A produção industrial da China teve em novembro o seu menor crescimento em nove anos, informaram as autoridades. O FMI voltou a ter uma grande atividade e emprestou em novembro mais do que nos últimos cinco anos juntos, para economias diversos países.
Marco Annunziata, economista-chefe do UniCredit MIB em Londres, tem a expectativa dos `piores dados sobre crescimento econômico em muitos anos''''. Para ele, "``2008 foi o Annus Horribilis para os mercados e 2009 tem jeito de ser o Annus Horribilis para a economia". A rainha britânica Elizabeth 2ª usou este termo - que quer dizer ano horrível em latim - referindo-se a 1992, quando o Castelo de Windsor foi danificado por um incêndio e os casamentos de três dos filhos dela terminaram.

2009 será pior do que o esperado, afirma diretor do FMI

Strauss-Kahn aponta forte desaceleração da China e pede mais US$ 1,2 trilhão em ações contra a crise
O Estado de São Paulo / Jamil Chade
16/12/2008
O ano de 2009 será ainda pior do que se imaginava e uma recessão mundial já é considerada como uma "ameaça real". O alerta é do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, que aponta para uma forte desaceleração da China. Ele ainda pede que outros 2% do PIB mundial sejam usados em pacotes para relançar a economia do planeta, cerca de US$ 1,2 trilhão.
"2009 será um ano muito difícil e os dados que iremos divulgar em janeiro serão provavelmente piores que os atuais", alertou. "A possibilidade de uma recessão global está mesmo diante de nós", disse. Para ele, os próximos meses serão de deterioração do cenário internacional.
No dia 6 de novembro, o FMI previu que os países ricos sofreriam uma queda de 0,3% em seu PIB em 2009, a primeira contração simultânea de todas as economias desenvolvidas desde 1945. Já o mundial cresceria em apenas 2,2%. Para o Brasil, a taxa prevista em novembro seria de crescimento de 3% em 2009, o que também deve ser revisto.
Falando em um seminário em Madri, Strauss-Kahn fez um alerta sombrio sobre a China, o que daria o tom de uma reviravolta importante para os mercados emergentes que acreditavam que poderiam sair ilesos da crise. Para 2009, o crescimento chinês pode ser de apenas 5%. Essas seriam as cifras que seriam anunciadas no próximo mês, sobre as previsões globais.

EMERGING MARKETS-LatAm mostly weaker on US market angst

Mon Dec 15, 2008 5:25pm EST
By Walter Brandimarte
SAO PAULO, Dec 15 (Reuters) - Latin American financial markets ended mostly weaker on Monday as concerns about upcoming quarterly results from banks and uncertainty about the fate of American automakers weighed on investor sentiment.
The MSCI Latin America stock index .MILA00000PUS declined 1.99 percent while Brazil's benchmark Bovespa index .BVSP lost 2.68 percent and Mexico's IPC .MXX fell 1.67 percent.
"We had more bad news from banks" in the United States, said Alexandre Caldas, head of stock trading with Paraty Investimentos in Rio de Janeiro. "Here, retail stocks fell on negative economic forecasts for 2009," he added.In the opposite direction, Argentina's MerVal rose 1.53 percent, boosted by selective buying of shares tied to global commodity prices. It was the ninth consecutive session of gains of the index.
On the foreign exchange market, the Brazilian real BRBY weakened 0.92 percent to 2.388 per dollar while the Mexican peso posted losses of 0.92 percent, closing at 13.3155 per greenback.
But the Chilean peso rose 1.78 percent to close at a one-month high of 640.20 per dollar, as the greenback weakened on global markets.
Prices of sovereign global bonds fell, led by Ecuador, Argentina and Venezuela.
After Ecuador's President Rafael Correa announced the country would default on its external debt last week, investors became more averse to the default risk of Argentina and Venezuela, which have a more fragile fiscal position.
Ecuador's global 2015 bonds were bid down 3 points in price to 30.750 while Venezuela's global 2027 bonds lost 1.75 points in price to bid 54.375.
Yield spreads between emerging market bonds and U.S. Treasuries, a key gauge of risk aversion, widened 2 basis points to 742 basis points, according to the benchmark JP Morgan EMBI+ index 11EMJ.
(Additional reporting by Aluisio Alves in Sao Paulo; Editing by Diane Craft)

Brazil Central Bank May Signal Rate Cut Coming Soon: Week Ahead

By Francisco Marcelino and Andre Soliani
Dec. 15 (Bloomberg) -- Brazil’s central bank may signal this week it’s ready to cut interest rates from a two-year high, betting the slowing economy will help rein in consumer prices.
Economists expect policy makers to use the minutes of their board meeting last week, to be disclosed Dec. 18, to explain why they voted unanimously to keep the benchmark rate at 13.75 percent after discussing “the possibility of lowering” it.
“They’ll probably report the bad economic activity figures for the fourth quarter and how it changes the outlook for inflation,” Guilherme da Nobrega, chief economist at Itau Corretora de Valores SA, said in a telephone interview from Sao Paulo. “Investors will probably continue to read into the minutes that a cut will happen in January.”
While inflation has been running above the country’s 4.5 percent target for almost a year, the economic growth outlook for 2009 keeps worsening. Morgan Stanley last week lowered its forecast for Brazil’s economic growth next year to zero from a prediction of 2 percent.
“The central bank’s concern is shifting from inflation to growth,” said Nobrega.
Yields on the most-trade interest-rate futures contract, which is due January 2010, tumbled last week below 13 percent for the first time since March.
Brazilian companies such as Vale do Rio Doce SA, the world’s biggest iron-ore exporter, are cutting jobs. Vale fired 1,300 employees and placed 5,500 on paid leave. Brazil’s industrial output growth slowed more than economists forecast in October.
To be sure, consumer prices as measured by the benchmark IPCA price index rose 6.39 percent in the 12-months through November, nearing the 6.5 percent upper end of the bank’s tolerance margin around its inflation target.
“The minutes must give investors some direction on when the cuts will take place,” said Marcelo Voss, chief economist at Liquidez Corretora, who expects Brazil’s interest rate to fall to 13 percent by the end of next year.
Markets
Last week, the real strengthened 1.6 percent to 2.3941 per dollar. The yield on the government’s zero-coupon bond due January 2010 fell 0.53 percentage point to 12.89 percent.
The benchmark Bovespa index rose 11 percent to 39,373.86 points. Pulp maker Votorantim Celulose e Papel SA was the biggest gainer after jumping 38 percent. The biggest loser was ALL America Latina Logistica, a logistics company, with a 9.4 percent decline.
The following is list of events in Brazil this week:
Event Date Retail Sales, October 12/16 COPOM Policy Minutes 12/18 Long Term Rate - TJLP 12/18 Unemployment Rate 12/19 IPCA-15 Inflation, December 12/19 Current Account 12/19 Foreign Investments 12/19

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Casa Branca não sabe o que fazer com montadoras, diz senador

Dobra número de empresas com estoque excessivo

FED deverá reduzir juro a próximo de zero

Governo alemão prepara 2º pacote anti-crise

Pacote traz renúncia fiscal de R$ 8,4 bi

Pacote traz renúncia fiscal de R$ 8,4 bi

O Estado de São Paulo
15/12/2008
Para garantir que a economia continuará crescendo no ano que vem, o governo lançou ontem um pacote destinado a estimular o consumo. Conforme antecipado pelo Estado, o conjunto anunciado ontem é composto por cortes no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre compras a prazo e o cheque especial. No total, elas reduzirão a arrecadação federal de 2009 em R$ 8,4 bilhões.
"O objetivo é estimular o crescimento da economia brasileira", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. "São medidas que vão aumentar o volume de crédito, reduzir o custo financeiro e desonerar produtos de consumo."
Novas medidas estão a caminho. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu cerca de 30 empresários no Palácio do Planalto e ficou acertada a criação de uma comissão especial para analisar, até o fim do ano, a adoção de novas providências a partir de problemas apresentados na reunião.
O empresário Jorge Gerdau elogiou a disposição do governo de dialogar. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, saiu com a sensação que a taxa de juros Selic deverá cair em breve.
Apesar da estimativa de perda de arrecadação, o Orçamento de 2009 não foi revisto ainda porque outras medidas estão em estudo, segundo explicou Mantega. Além de mais cortes nos tributos, o governo poderá elevar o volume de investimentos. A idéia é esperar o fim das discussões para analisar os números. Além disso, o ministro espera efeitos positivos do pacote de ontem. Ao estimular a economia, a perda de R$ 8,4 bilhões pode ser parcialmente compensada - mas os técnicos não sabem em quanto.

FED deverá reduzir juro a próximo de zero

Reuters
15/12/2008
O Federal Reserve (FED) deverá reduzir a taxa básica de juros dos Estados Unidos para perto de zero na terça-feira, mas observações antecipadas sobre métodos não convencionais de dissipar uma recessão que já dura um ano é que realmente irão chamar a atenção na reunião do órgão esta semana.
Economistas prevêem que o banco central americano fará um comunicado claro sobre como irá desenvolver medidas de facilitação quantitativa para resguardar a economia de um desaquecimento mais intenso, mas não espera detalhes das medidas que serão efetivamente tomadas.
Essas palavras acompanhariam uma decisão pelo FED de reduzir sua meta de juros em pelo menos meio ponto percentual, acreditam economistas.
Um corte de meio ponto colocaria a taxa de juros em apenas 0,5%, o menor patamar desde julho de 1954, à medida em que o banco central luta contra uma recessão que muitos acreditam continuará no próximo ano.
O anúncio deve ser feito ao final de uma reunião de dois dias. O encontro havia sido inicialmente agendado para um dia, mas foi ampliado para que as autoridades monetárias possam estudar as opções para medidas incomuns com o intuito de estimular a economia com o pouco espaço que restou para redução dos custos de empréstimo.
"Daqui para frente, a política monetária precisa se apoiar primariamente em ferramentas não tradicionais, outras armas além dos juros básicos, para tentar estimular a economia," afirmou o ex-presidente do FED Lyle Gramley.
"Eles certamente terão um conhecimento de que métodos não tradicionais serão empregados agressivamente para tentar dar resistência à economia", acrescentou.

Dobra número de empresas com estoque excessivo

Índice de estoques é o maior desde outubro de 2003.
Setores mais afetados pela crise são os que retém maiores reservas.
Agência Estado
15/12/2008
O impacto da crise, que começou na esfera do crédito, é visível nos pátios lotados das montadoras, nos armazéns das indústrias de aço, papel e celulose, produtos químicos e até nos depósitos das fabricantes de máquinas. Em apenas um mês, de outubro para novembro, dobrou o número de indústrias que carregam estoques excessivos, revela pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Em novembro, 15,7% das 1.112 empresas consultadas informaram que acumulavam estoques indesejáveis. Em outubro, 7,9% das companhias estavam nessa condição. O porcentual de indústrias abarrotadas de produtos é o maior em cinco anos, desde outubro de 2003, na série histórica que elimina oscilações típicas de cada período. Em outubro de 2003, 19,9% tinham estoques indesejáveis. Desaceleração
A diferença entre a situação atual de acúmulo de estoques e a de cinco anos atrás é que, naquela época, o País estava saindo da recessão, cortando os juros. Hoje, no entanto, a economia caminha para a desaceleração e com juros estabilizados em níveis elevados, o que amplia o custo de estoques altos, observa o coordenador da pesquisa, Aloisio Campelo "Os estoques excessivos na indústria refletem a desaceleração da atividade, mas é cedo para falar em recessão", pondera. Efeitos da crise
A pesquisa revela que o maior salto no número de empresas com estoques excessivos foi exatamente nos setores que sofreram os primeiros efeitos da crise. Isto é, a indústria de material de transporte, que se viu às voltas com a falta de crédito para venda de carros; a indústria de matérias-primas ligadas à metalurgia, papel e celulose, afetada pela queda no consumo mundial e no preço das commodities; e os fabricantes de máquinas, atingidos pelo corte no investimento para 2009.

Casa Branca não sabe o que fazer com montadoras, diz senador

EFE
15/12/2008
A Casa Branca ainda não decidiu de que forma ajudará sua indústria automobilística, enquanto o tempo passa para General Motors e Chrysler, que se aproximam da falência.
O senador republicano Bob Corker, um dos principais negociadores republicanos, indicou que representantes do Departamento do Tesouro analisam neste domingo junto com diretores das montadoras como cumprir a promessa de não deixar afundar o setor.
"Acho que ainda não sabem o que vão a fazer", disse em entrevista ao canal "Fox News" o senador, que falou esta manhã com membros do alto escalão da Casa Branca.
Sua declaração parece indicar que não é iminente um anúncio de ajuda por parte do Governo, concedendo cerca de US$ 14 bilhões a General Motors, Chrysler e Ford em empréstimos temporários para lhes ajudar a superar a crise.
A General Motors, maior fabricante de automóveis do país, precisa de US$ 4 bilhões para terminar o ano e de outros US$ 6 bilhões para seguir operando durante o primeiro trimestre de 2009.
A companhia anunciou que de janeiro a março sairão de suas linhas de montagem 250 mil veículos a menos do que o previsto, o que equivale a um corte de 30% de sua produção.
A Chrysler, o terceira montadora americana, necessita de US$ 4 bilhões para poder sobreviver durante o primeiro trimestre do ano.
Por sua parte, a Ford disse que não requer dinheiro por enquanto, mas solicitou uma linha de crédito de US$ 9 bilhões como precaução se as condições econômicas piorarem.
Os defensores do resgate do setor pressionaram hoje a Casa Branca para que atue.
"Já estamos em uma recessão profunda", advertiu o senador democrata Sherrod Brown no canal de TV "CBS" e a quebra das empresas automobilísticas "nos afundaria ainda mais em um buraco do que demoraríamos muito a sair", afirmou.
Por sua parte, seu colega democrata Carl Levin destacou no mesmo canal que outros Governos já deram empréstimos a seus fabricantes. "Nenhum outro país está permitindo o colapso de sua indústria automobilística", disse.
Brown se diz otimista de que a Casa Branca escutará os pedidos, pois o presidente George W. Bush não vai quer deixar a quebra do setor "como seu legado".
O Tesouro assinalou na sexta-feira que o Governo "está pronto para prevenir uma quebra iminente" e a Casa Branca disse que permitir a quebra seria "irresponsável".
O Governo indicou que poderia usar fundos do programa de resgate financeiro de US$ 700 bilhões para ajudar as empresas do automóvel --o que significa uma mudança de postura, pois antes tinha insistido que esses recursos eram apenas para escorar os mercados.
Aparentemente, também admite a possibilidade de usar a caixa do Federal Reserve (banco central americano) para estender os empréstimos às empresas.
A dificuldade maior está nos termos que o Governo dará às companhias como contrapartida para o uso dos fundos. Corker ressaltou que, segundo ele, a Casa Branca deveria manter a proposta apresentada nesta semana pelos senadores republicanos, que contemplava uma reestruturação da dívida e uma redução da remuneração dos trabalhadores.
O projeto legislativo para ajudar aos "Três grandes de Detroit" morreu no Senado porque os líderes republicanos se recusaram a votar a não ser que os sindicatos realizassem imediatamente grandes concessões.
"Não queriam um acordo", espetou a senadora democrata Debbie Stabenow, de Michigan, Estado com maior concentração da indústria automobilística do país.
"Eles seguiam uma agenda política ao tempo que a economia está à beira do abismo", denunciou a senadora em entrevista à emissora da TV "Fox News".

Brazil to spur housing, infrastructure - minister

Sun Dec 14, 2008 9:49am EST
BRASILIA, Dec 14 (Reuters) - Brazil will boost spending on infrastructure and expand housing credit early next year, Finance Minister Guido Mantega said on Sunday in comments published by a leading newspaper.
The Folha de S. Paulo said the Brazilian government plans to increase the number of homes financed by state-controlled bank Caixa Economica Federal and the private sector to 900,000 in 2009 from an estimated 600,000 this year.
Mantega said Brazil's state development bank, the BNDES, will have 110 billion reais ($46.5 bln) to lend next year.
"We will stimulate in particular the economic sectors that demand less imports, such as housing, civil construction, and infrastructure," Mantega told the newspaper. "This won't hit the current account."
The comments come only days after the government announced tax breaks worth 8.4 billion reais designed to help boost demand and stem a slowing economy.
Mantega said on Thursday a commission of authorities and business leaders would study further measures.
Folha de S. Paulo also reported on Saturday the central bank would announce new measures to help provide more liquidity to small and medium-sized banks in the next few days.
($1=2.366 reais) (Reporting by Ana Nicolaci da Costa, Editing by Anthony Boadle)

China's Factory Output Slows Further

By THE ASSOCIATED PRESS
Published: December 15, 2008
Filed at 2:50 a.m. ET
BEIJING (AP) -- Growth in China's factory output fell to its lowest level in nearly seven years as trade plunged, data showed Monday, adding to the threat of heavy job losses that could fuel unrest.
Industrial output rose 5.4 percent in November from a year earlier, down from October's 8.2 percent growth, the National Bureau of Statistics reported. An employee of the bureau who refused to give his name said it was the smallest monthly expansion since February 2002, when factory output grew by 2.7 percent.
The industrial weakness could be felt around the world as Chinese factories stop buying foreign raw materials. Manufacturing makes up 40 percent of China's economy and employs tens of millions of people. The loss of paychecks could undermine government efforts to shield it from the global downturn.
Demand has fallen so fast that factory output may already have started to shrink in December, according to Moody's Economy.com economist Sherman Chan.
''More and more job cuts in the manufacturing sector -- which will curb consumer demand -- will have wide ramifications in the domestic economy,'' Chan said in a report. ''Beijing will need to do all they can to revive sentiment and prevent social unrest.''
Communist leaders have warned of rising instability due to job losses and are pressing employers to minimize layoffs as Beijing rolls out measures to insulate China from the global economic slowdown.
Factory layoffs are rising in coastal regions that depend on exports, and the malaise is spreading inland as domestic demand for steel, autos and other goods weakens. Labor protests have occurred in Guangdong province in the southeast, a hub for export-driven manufacturing.
Exports fell unexpectedly in November for the first time in seven years. Auto sales in November were down 16 percent from a year earlier, according to the industry minister. He said last week the country has yet to see the bottom of its economic decline.
The economy is expected to expand by about 9 percent this year -- down from 11.9 percent in 2007 -- but analysts have repeatedly cut growth forecasts for next year.
The World Bank has slashed its 2009 growth forecast from 9.2 percent to 7.5 percent. Last week, Goldman Sachs cut its forecast from 7.5 percent to 6 percent. On Monday, Merrill Lynch cut its growth outlook from 8.6 percent to 8 percent.
Such growth would be the fastest for any major economy. But such a sharp decline is ominous for communist leaders who must create jobs for millions of new workers each year and satisfy a Chinese public that expects steadily rising incomes.
Over the weekend, the Cabinet announced it will increase China's money supply, or the amount of money circulating through the economy, by 17 percent next year to boost consumer spending and insulate the country from the global downturn.
That came on top of a 4 trillion yuan ($586 billion) stimulus package announced in November that is meant to create jobs and spur economic growth through higher spending on construction and other projects.
The drop in industrial activity could be especially painful for China's Asian neighbors and economies as far away as Australia and Brazil that supply industrial components, iron ore and other raw materials.
Half of China's nearly $1 trillion in imports last year was industrial components used in goods that were re-exported. Other foreign materials were used in steel and other goods for which domestic Chinese demand also has dropped.

EMERGING MARKETS WEEK-Volatile trade and interest rate cuts seen

Sun Dec 14, 2008 2:15pm EST
By Daniel Bases
NEW YORK, Dec 14 (Reuters) - Emerging markets face a drop in trade activity with a focus on Washington and Detroit to see if the Bush administration bails out the U.S. automakers and if the U.S. uses unconventional monetary easing policies to keep money flowing in the financial system.
In the last full week of trading for the year before the Christmas and New Year holidays set in, price action across all asset classes is expected to be volatile.
Emerging markets will continue to be driven by risk sentiment from outside the sector. In the spotlight now is the U.S. auto industry.
The survival of the U.S. auto industry, which is a worldwide employer and consumer of raw materials, hangs in the balance.
The U.S. Senate rejected a $14 billion bailout plan for General Motors Corp (GM.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), Chrysler [CBS.UL] and Ford Motor Co (F.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz). The White House said last week it would consider tapping the $700 billion Wall Street bailout fund (TARP) to help keep them afloat, but a White House spokesman said a decision was unlikely before President Bush returns from Iraq.
"Look at the week through the prism of liquidity. It is draining and will become more so next week. We need to see some action on the TARP and the automakers, otherwise you'll have risk aversion creep back into the market capping whatever momentum the market may gain off this Christmas window-dressing effect," said Enrique Alvarez, head of Latin America debt strategy at IDEAglobal in New York.
With two weeks left in the year, the likelihood of any rallies has dimmed as the economic outlook for developed economies grows grimmer with each passing economic report.
Emerging markets will provide 100 percent of next year's global growth but diminished activity, lack of available cash and a coming financing crunch in these riskier sectors makes 2009 tough to greet with enthusiasm.
Year-to-date the JP Morgan Emerging Markets Bond Index Plus 11EMJ.JPMEMBIPLUS, a benchmark measure of sovereign debt risk, is down 14.978 percent while the MSCI emerging markets stock index is down 55 percent .MSCIEF.
"With the liquidity situation already bad in most FX markets in the region, we expect liquidity to more or less dry up next week as investors try to close down positions before the Christmas holidays. This brings with it a risk of increased volatility and 'weird' moves in the EMEA markets next week," Danske Bank wrote its clients.