terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Emerging Markets-LatAm slumps along with commodity prices

Mon Jan 12, 2009 5:33pm EST
By Walter Brandimarte
NEW YORK, Jan 12 (Reuters) - Latin American financial markets posted sharp losses on Monday as slumping prices of raw materials and bleak economic forecasts increased investors'aversion to the commodity-exporting region.Brazil's stocks had their largest daily drop in seven weeks, leading the decline of regional equity markets, on concerns that fourth-quarter earnings reports will show a significant deterioration of the economy.Expectations that Latin American central banks will embark on an aggressive monetary easing campaign to support their economies also weighed on the foreign exchange market. "The economic performance of Latin America has slowed sharply in recent months due to falling commodity prices and declining external demand," RBC Capital Markets' analysts wrote in a research note. "Signs of earnings deterioration should become more apparent from the fourth-quarter results onwards," they said, warning that "credit events" might happen in companies withsignificant debt maturities, slim margins, and weaker liquidity. The MSCI equity index for Latin America .MILA00000PUS fell 4.89 percent, its worst performance since the beginning of December, pressured by a 5.24 percent decline of the Brazilian benchmark Bovespa index .BVSP. In the latest sign of declining consumer demand, General Motors Corp (GM.N) will fire 744 workers at a plant in Brazil's Sao Paulo state, a union representing the workers said. Fordetails, see [ID:nN12337437]. To combat fallout from the global financial crisis,President Luiz Inacio Lula da Silva said Brazil will announce this month a new set of economic measures. [ID:nN12339491]. Mexico's IPC stock index .MXX closed 2.66 percent lower,while an industry association forecast the country's automobile production could fall as much as 20 percent this year.[ID:nN12425648] Stocks of commodity-exporting firms had large losses across the region as oil and metal prices prices plunged. U.S. crude prices dropped nearly 8 percent to below $38 per barrel. In the foreign exchange market, the Brazilian real BRBY and the Mexican peso weakened about 1 percent each, on expectations central banks will respond to the crisis with sharp interest-rate cuts, which would curb demand for local currencies. Mexico's central bank will hold its monetary-policy meeting on Friday, and most analysts are expecting a rate cut of 25 or 50 basis points, while some do not rule out an even greater reduction. "We have updated our monetary policy call to include further easing and front-loading," Barclays Capital analysts wrote in a research note about Mexico. "We now expect a total of 300 basis poings of easing with an initial installment of 50 basis point starting on Jan. 16, including risks of a bolder move," they said. Brazil will hold its rate-setting meeting next week. Chile has already kicked off 2009 with a larger-than-expected 100 basis-point cut, following Colombia which surprised investors with a 50 basis points cut December. Most government bonds also posted losses, with Brazil's benchmark global bond due 2040 falling 0.812 point in price to bid 128.438. Yield spreads between emerging market bonds and U.S. Treasuries, a key gauge of risk aversion, widened 13 basis points to 665 basis points, according to the JP Morgan EMBI+index 11EMJ. (Editing by Leslie Adler)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

MP neutraliza efeitos de nova lei contábil

Jornal do Commercio
12/01/2009
O ano mal começou e os escritórios de advocacia já se preparam para discutir com seus clientes o melhor planejamento tributário para 2009. O debate gira em torno da Medida Provisória nº 449, aprovada em 3 de dezembro último, para alterar a legislação relativa ao parcelamento de débitos tributários, conceder remição em alguns casos e instituir outras providências. A novidade fica por conta do Regime Tributário de Transição (RTT), criado pela norma para neutralizar os efeitos da Lei 11.638, de dezembro de 2007, que modificou o sistema contábil.
A Lei 11.638 alterou a legislação contábil do Brasil para adequá-la a padrões internacionais. Deveria ter vindo acompanhada de ajustes na legislação fiscal. Como isso não ocorreu, o governo introduziu, por meio da MP 449, o RTT para que as empresas pudessem apurar seus impostos de acordo com as normas contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007 e, assim, evitar eventuais prejuízos às companhias que pudessem advir das novas regras contábeis.
Segundo a MP, "o RTT vigerá até a entrada em vigor da lei que discipline os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis, buscando a neutralidade tributária". O novo regime será obrigatório a partir de 2010, inclusive para apuração do Imposto sobre a Renda com base no lucro presumido ou arbitrado, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Os contribuintes, no entanto, podem antecipar-se e optar pela nova regra já no ano-calendário referente à apuração dos tributos do ano passado.

IFRS e mercado de contabilidade

Revista Contábil
12/01/2009
Mais uma vez o assunto volta à tona. A implantação das IFRS no Brasil aquecerá significativamente o mercado de contabilidade, com a demanda de profissionais capacitados para implementar as significativas mudanças, não apenas na estrutura das demonstrações contábeis e até de novas demonstrações, mas sobretudo para fazer valer o subjetivismo exigido pelos critérios de valoração de ativos e passivos exigidos pelas referidas normas, recepcionadas pela Lei 11.638/2008 e regulamentadas pelo CPC.
Mas o que chama a atenção é o papel das empresas de auditoria independente que darão parecer sobre estas demonstrações adaptadas às novas normas.
Pelo mundo afora as grandes empresas de auditoria tentam explicar porque não viram nas contabilidades auditadas os problemas que desencadearam os grandes escândalos contábeis.
Vamos esperar que no Brasil seja diferente. Que nossos auditores estejam altamente capacitados para auditor os números subjetivos da "nova contabildiade" utilizando critérios bem objetivos para detectar qualquer maquiagem.

China quer ser a primeira a sair da crise, diz premiê

Agência Estado
12/01/2009
A China quer se tornar o primeiro país a se recuperar da crise econômica global, disse o premiê chinês Wen Jiabao, segundo o jornal oficial "China Daily". A declaração foi feita quando Jiabao visitava, no fim de semana, a província de Jiangsu, no leste do país. A província é uma das regiões dependentes de exportações que foram duramente atingidas pela crise nos últimos meses.
"Nosso objetivo é ser os primeiros a se recuperar da crise financeira", disse o premiê. "Devemos ter fé e determinação", acrescentou. A economia chinesa cresceu 9% no terceiro trimestre do ano passado, o nível mais baixo desde meados de 2003, e a expansão pode cair para 7,5% neste ano, segundo a previsão do Banco Mundial. Tal nível de crescimento não era visto desde 1990.
A China apresentou no final do ano passado um pacote de gastos de 4 trilhões de yuans (US$ 585 bilhões) para reanimar a economia. "Nossas medidas já tiveram efeito", disse Jiabao, segundo o diário. Ele acrescentou que os dados econômicos para dezembro foram "melhores do que o esperado". A divulgação dos principais dados sobre a economia no mês passado deve ocorrer na próxima semana.
O primeiro-ministro sugeriu que novas medidas foram levantadas para impulsionar o crescimento da economia chinesa, disse o China Daily. Jiabao teria afirmado que o governo vai acelerar o investimento de 600 bilhões de yuans em seis grandes projetos já aprovados como parte de um plano piloto para o desenvolvimento científico e tecnológico. Ele não especificou quais seriam os projetos, mas o jornal observou que fazem parte do plano o programa espacial tripulado e o avião jumbo de passageiros a ser construído na China.

Acordo sobre gás boliviano deve custar US$ 270 milhões

Agência Estado
12/01/2009
A decisão do governo de atender aos pedidos da Bolívia e aumentar de 19 para cerca de 24 milhões de metros cúbicos a compra de gás do país andino deverá custar cerca de US$ 270 milhões ao Brasil, segundo cálculos preliminares. No início da tarde de sexta-feira passada o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou que a compra de gás boliviano fora reduzida de 30 para 19 milhões de metros cúbicos por dia, o que geraria, para o Brasil, uma economia de US$ 600 milhões até abril.
Horas depois, após receber uma comitiva boliviana liderada pelo ministro do Planejamento, Carlos Villegas, Lobão informou que a importação do combustível subiria para 24 milhões de metros cúbicos. Com o recuo, a economia com a compra de gás deverá cair dos US$ 600 milhões para cerca de US$ 330 milhões.
O governo negou que o recuo tenha tido motivação política. Mas a primeira decisão (de reduzir para 19 milhões de metros cúbicos) foi ratificada por um colegiado técnico, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). A segunda, de elevar as compras, foi anunciada após uma reunião de caráter político e diplomático, da qual participaram o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, e o secretário-geral do Itamaraty, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães.
"Não deu outra, mais uma vez o Brasil está ajudando a Bolívia, e com o nosso dinheiro", disse o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
O ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) David Zylbersztajn também criticou a mudança repentina de postura do governo brasileiro. "É um vai e vem, que traz uma situação de total indefinição", disse.
Para Adriano Pires, a Bolívia pressionou o Brasil para evitar uma "perda dupla" em um dos setores mais importantes de sua economia. Isso porque, com a queda da cotação do petróleo, a próxima revisão contratual do preço do gás - que deve acontecer até abril - deve levar a uma redução das tarifas pagas pela Petrobras. Na sua estimativa, o preço deverá cair dos atuais US$ 8 a US$ 9 por milhão de BTU (unidade de medição do gás) para US$ 5 por milhão de BTU. "Eles devem ter pedido para dividir essa conta com o Brasil", disse Pires.

Perspectivas econômicas para 2009 são desanimadoras, diz ‘NYT’

The New York Times / David Jolly
12/01/2009
Depois de um ano catastrófico para os mercados financeiros, os investidores abalados estão emergindo de suas trincheiras para perguntar se 2009 será melhor. O consenso entre os profissionais é de que não devemos esperar a acentuada recuperação que costuma se seguir a uma desaceleração forte.
As ações perderam 42% de seu valor em 2008, no cômputo do índice mundial MSCI, o que reduziu em cerca de US$ 29 trilhões o valor de mercado das empresas de capital aberto e reverteu todos os ganhos conquistados desde 2003. Os únicos ativos que prosperaram foram os títulos dos governos de países desenvolvidos e o ouro, cujos preços subiram à medida que os investidores corriam em busca de proteção.
O ano começou com um choque, mas apenas um grupo isolado de pessimistas previa o desastre que estava por surgir. Quando o Société Générale sofreu prejuízos de US$ 6,8 bilhões com as posições não autorizadas assumidas por um operador de baixo escalão, em janeiro, parecia que aquela seria a maior notícia financeira do ano. Mas o prejuízo se provaria trivial diante do que veio a acontecer posteriormente.
As más notícias pareciam surgir sem descanso: o Bear Stearns quebrou no segundo trimestre e, depois de algumas semanas de aparente calma, o Lehman Brothers desabou em setembro, o que foi seguido pela aquisição da Merrill Lynch, pelo resgate governamental à seguradora AIG, pelo colapso dos negócios de Bernard Madoff e pela quase falência da General Motors (GM).

Global property investors see surge in spending

Mon Jan 12, 2009 12:03am EST
NEW YORK (Reuters) - Foreign investors in real estate expect to spend much more in 2009 than they did in 2008, according to an annual report tracking institutional investor interest.
Both foreign lenders and equity investors plan to increase investment globally and in the United States, their favored international investment target, report members of the Association of Foreign Investors in Real Estate (AFIRE).
Lenders expect to boost investment by 54 percent globally and by 58 percent in the United States, while equity investors see increases of 40 percent globally and 73 percent in the United States.
The United States has more appeal this year, even after the economic tumult of 2008, and despite the painful impact of the global credit crunch on commercial real estate, said Jim Fetgatter, AFIRE's chief executive.
U.S. commercial property sales are down 73 percent to $139.43 billion in 2008 compared with 2007, according to research firm Real Capital Analytics. The shares of U.S. real estate investment trusts, or REITs, are off about 62 percent from their highs in February 2007, as measured by the benchmark MSCI US REIT Index .RMZ.
But investors' appetite for U.S. real estate has only sharpened in the face of these difficulties because the problems are a global phenomenon. The United States remains the world's largest and to AFIRE's members the safest real estate market, Fetgatter said.
"If you are going to be an international investor you'll want a significant part of your portfolio in the largest market," he added.
By a large margin, the survey's respondents consider the United States the country providing the most stable and secure real estate investments, with 53 percent deeming it tops in that category.
Germany and Switzerland, each with 11.3 percent of the vote, tied for second place while Australia and Canada tied for third place with 4.8 percent.
In another way, the tough economic conditions are in themselves a draw for investors betting assets might come onto the U.S. market that were not available during the boom years, Fetgatter pointed out.
Washington, D.C. topped the list of preferred cities, followed by London, New York, Tokyo and Shanghai.
In the U.S. market, AFIRE's members replaced last year's favorite property type, office, with multifamily residential real estate, such as apartment buildings. Office fell to second place, followed by industrial, retail and hotel.
The housing slump, which is making the purchase of a home either more difficult or less attractive to U.S. citizens, caused AFIRE's members to favor multifamily over office this year on the theory more people will be renting.
Some 37 percent of AFIRE's members voted the United States the best country for capital appreciation, with Brazil in second place with 16 percent. Brazil displaced China, which fell into third place. The United Kingdom jumped to fourth place from ninth after asset prices fell there. India fell to fifth place from third.
About half of Washington, D.C.-based AFIRE's 200 members responded to the organization's seventeenth annual survey. AFIRE members are from 21 countries and hold about $1 trillion of real estate, including $371 billion in the United States.
(Reporting by Helen Chernikoff; Editing by Andre Grenon)

Emerging Markets, Down Now, May Offer Bargains

The New York Times
By CONRAD DE AENLLE
Published: January 10, 2009
THE love affair with emerging markets has turned cold. Stocks everywhere had a horrible year, but the performance in developing economies was especially bad, and the bigger they were, the harder they fell.
The MSCI Barra BRIC index, comprising companies in the four largest emerging economies — Brazil, Russia, India and China — lost 60.3 percent in 2008. That compares with 54.5 percent for the broader-based MSCI Emerging Markets index and 38.5 percent for the Standard & Poor’s 500-stock index.
If the sellers tried to explain their disenchantment with the BRICs and the rest of the developing world, the best way might be to invoke that most unsatisfying of excuses: “It’s not you, it’s me.”
Many global crises of the past have arisen in emerging markets. Poor political and economic judgment led to excessive debt, shrunken corporate profits, much weaker growth and widening imbalances in fiscal and trade accounts.
There are similar troubles today, but they started in the mature Western economies, which are suffering from huge indebtedness, defaults and recession, and ballooning fiscal deficits created by kitchen-sink stimulus plans. In emerging countries, by contrast, economic output continues to grow, albeit more slowly than before, and finances are sound, supported by prudent policies and huge and expanding stockpiles of foreign currency.
“The shoe is on the other foot,” said Mark Mobius, executive chairman of Templeton Asset Management. Recalling the most serious global financial breakdown before this one, he added: “During the ’97-’98 crisis, Asian companies and banks owed U.S. dollars and not the other way around. Now countries have tremendous foreign reserves and are in a much stronger position.”
Investment advisers and international organizations forecast economic growth to be 6 percent or more this year in China and India and a few percentage points less in Brazil and Russia. In the United States, Japan and Western Europe, the recession is expected to linger for much of the year.
Jonathan Bell, a manager of the Forward Emerging Markets fund, is interested in differences among the BRICs, not just between them and other markets. He expects long-term growth rates and share-price performance to diverge across the BRICs because of differences in the quality of political leadership. In his view, China and Brazil are very well run, Russia is not and India is somewhere in between.
The connection among the four has always been tenuous. Their industrial bases, political systems and overall progress varies, but they are populous countries that have narrowed the development gap with wealthier, more mature ones. Those similarities enabled investment firms to package and sell them as ready-for-prime-time emerging markets.
But not lately. The resilience of the BRICs and other emerging economies has not kept the public from dumping their stocks aggressively. Investment advisers attribute the weakness to a general aversion to risk, which keeps money flowing into assets deemed safe and close to home, like Treasury bonds, and out of anything volatile and far away.
Beyond that, investors in mature economies need the money. Forced selling by hedge funds and others with heavy losses and unwieldy debt loads is also thought to have played a role. The BRIC markets have been hit especially hard because they are dominated by large, actively traded companies that are easy to sell — but they also tend to benefit first in a rebound.
“When confidence globally comes back, it’s the BRICs that will lead the recovery,” predicted Josephine Jiménez, chief investment officer of Victoria 1522 Investments in San Francisco. Confidence is still hard to glimpse, but as the financial crisis plays out, stocks in the spurned BRIC markets are starting to look desirable again to fund managers and strategists. With global conditions still unsettled, however, some prefer to play hard-to-get and not rush into anything.
Simon Hallett, co-manager of the Harding Loevner Emerging Markets fund, became cautious last year, sooner than many of his peers, but low valuations after the “sharp and brutal reversal” are turning him bullish again.
“The risks in the world are in the U.S., U.K. and the fringes of Western Europe,” he said, concurring with Mr. Mobius. By contrast, “investors are starting to get paid to take emerging-market risk. I don’t think the risks have gone up as much as prices have gone down.”
Mr. Hallett says he is interested in “high-quality companies taking their place on the global stage,” and he finds many of them in the BRIC markets. A prime example is Petróleo Brasileiro, or Petrobras, the Brazilian energy company that has grown fast enough to enter the major leagues and compete against the likes of Exxon Mobil and Royal Dutch Shell.
“Petrobras is a very good company that happens to be in an emerging market,” he said. “It’s a world leader, and it’s had a tremendous year in terms of finding assets.”
Petrobras is also a favorite of Ms. Jimenez, who is heavily invested in commodities. Her selections include several mining companies, notably Companhia Vale do Rio Doce known as CVRD, and Usinas Siderurgicas de Minas Gerais in Brazil, Polyus Gold in Russia and Zijin Mining and China Molybdenum in China.
Among her other selections are Banco do Brasil and Trisul, a Brazilian property developer.
Ms. Jimenez is steering clear of India, whose stocks she finds expensive, but Mr. Hallett has several holdings there. He praised the country’s leaders for sound economic management during a difficult time, although he wishes that they would upgrade the country’s roads and other infrastructure.
His favorite stocks include the banks HDFC, Icici and Axis, as well as Hindustan Unilever, a large provider of consumer staples.
With so much of the world struggling, Mr. Bell, at the Forward fund, is concentrating on defensive sectors like telecommunications and utilities. His largest holdings include China Mobile, the Russian phone service provider Mobile TeleSystems and Bharti Airtel in India.
“We don’t think things are going to turn around in a V-shaped recovery,” he said.
Mr. Mobius said he was “very positive for markets generally, not just emerging markets,” but he did express some caution.
He said he expects the BRICs to attract new money when investors realize just how cheap these markets are and when it becomes clear that economic stimulus plans are starting to work. While he waits, he prefers defensive plays in consumer industries, like Natura Cosméticos in Brazil and China Green Food, a maker of processed foods.
Another way to emphasize safety, he said, is to own enormous blue chips, companies “that will survive and thrive” through the global crisis. He highlighted China Mobile and a quartet of energy suppliers: PetroChina and Sinopec in China, Lukoil in Russia and, in one more vote of confidence, Petrobras.
ROBERT ARNOTT, the chairman of Research Affiliates, an investment management firm in Los Angeles, says he expects “a fast recovery in emerging markets because there’s more room for growth.” He says he is not sure when it will start, however, so the heavy dependence on exports, especially commodities, in the BRIC economies makes him wary enough to advise avoiding stocks there for now.
A better alternative for him is sovereign and corporate debt. Many issues offer “juicy yields” in the low double digits, he said.
Looking further out, Mr. Arnott becomes more hopeful about BRIC stock markets. He doesn’t recommend them for a casual fling, but he thinks they are ideal for a long-term relationship.
“Investments made today might be regretted one year from now,” he said, “but they won’t be regretted five years from now.”

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Para 'Economist', crise deixa Lula na defensiva em 2009

Lula foi complacente com a crise global, diz 'FT'

Comércio online cresce 30% em 2008, diz estudo

Caixa confirma empréstimo de R$ 3 bi a construtoras

Brasil deve ser 5º maior mercado do mundo, avalia Anfavea

Para 'Economist', crise deixa Lula na defensiva em 2009

Revista britânica afirma que presidente usará energias para administrar economia.
BBC Brasil
09/01/2009
A última edição da revista britânica The Economist afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá de governar na defensiva neste ano, apesar de seus altos índices de popularidade. Um dos principais motivos para isso seria a crise econômica.
No artigo, intitulado "Lula's last lap" ("A última volta de Lula"), a publicação afirma que os altos índices de popularidade do presidente - classificados como "espantosos" para um segundo mandato - podem dar uma aparência de "onipotência" a Lula, mas que ela é apenas "ilusória".
"Até as eleições (presidenciais, do ano que vem), a maior parte das energias de Lula deve ser gasta no gerenciamento da crise", diz a revista. O texto afirma que muitos brasileiros que esperam que 2009 seja melhor que 2008 devem se "decepcionar", já que a economia apenas começou a sentir os "solavancos" da crise.
Para a Economist, a tarefa de gerenciamento da turbulência econômica deve ser complicada, já que o espaço para lançar estímulos fiscais no Brasil é "limitado".
A revista compara a situação do país com a do Chile, que anunciou nesta semana um plano de estímulo de US$ 4 bilhões e que pode facilmente administrar o déficit fiscal resultante, por ter acumulado reservas quando o preço do cobre - seu maior produto de exportação - estava alto.
"Mas o governo brasileiro, que tem uma dívida pública muito maior, precisa preservar o seu superávit fiscal para reter a confiança dos proprietários de títulos." A revista ainda afirma que a arrecadação de impostos deve diminuir com a retração da economia.
Para a publicação, se a inflação continuar preocupante, o que fará com que o Banco Central evite cortes na taxa de juros, o governo vai começar a ser pressionado - "especialmente pelo PT" - para encontrar outras maneiras de estimular o crescimento econômico, o que pode incluir mais crédito para a agricultura e empreiteiras.
"Nos últimos anos, todas as vezes em que a economia apresentava problemas, os políticos brasileiros acalmaram os mercados demonstrando seu compromisso com a ortodoxia econômica. Alguns analistas se preocupam que este compromisso pode ser débil. Mas, neste ano, com governos ao redor do mundo intervindo nos mercados, os investidores devem ficar seguros se o Brasil fizer o mesmo - até certo ponto", diz a revista.

Lula foi complacente com a crise global, diz 'FT'

Jornal afirma que a crise tornou-se um problema do presidente brasileiro.
BBC
09/01/2009
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi complacente ao lidar com os primeiros estágios da crise econômica global, que chegou à América Latina - e ao Brasil -, diz reportagem desta sexta-feira do jornal britânico Financial Times.
Segundo o diário britânico, a crise está frustrando o otimismo que existia no continente até poucos meses atrás de que conseguiria escapar do pior.
Em artigo intitulado "Going South" ("Piorando", em tradução livre), o jornal, especializado em finanças, lembra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em setembro que a crise era do presidente americano George W. Bush.
"(Mas) agora ela é de Lula da Silva", afirma. E o FT diz que "a produção industrial do país caiu 6,2% no ano até novembro, segundo números anunciados nesta semana - a queda mais acentuada da produção desde dezembro de 2001".
"O líder brasileiro não estava sozinho em sua complacência", ao acreditar que a turbulência não atingiria o seu paísl, disse o jornal. "Por todo o continente a crise provocou uma destruição de riqueza em grande escala."

Comércio online cresce 30% em 2008, diz estudo

Agência Estado / Ana Luísa Westphalen
09/01/2009
O faturamento nominal do setor de comércio online atingiu R$ 8,2 bilhões em 2008, o que representa um avanço de 30% em relação ao ano anterior. O número faz parte de balanço preliminar divulgado hoje pela E-bit, empresa especializada no segmento. Segundo o levantamento, o tíquete médio foi de R$ 328 e o período mais lucrativo foi o Natal, responsável por vendas que totalizaram R$ 1,25 bilhão. Os números finais serão apresentados na primeira quinzena de fevereiro.
Na avaliação do diretor-geral da empresa, Pedro Guasti, o crescimento anual do segmento está ligado à profissionalização das lojas e à crescente confiança do consumidor nas transações online. Ele também destaca a entrada de grandes redes varejistas, que segundo o diretor trouxeram novos públicos para o comércio eletrônico. "As lojas estão agindo de forma mais profissional e planejada, tanto no quesito de estoques de produtos e prazos de entregas de mercadorias quanto na governança de maneira geral", observou.
Em 2009, a expectativa do executivo para o faturamento do comércio pela internet é otimista. Ele acredita que o setor deve crescer nominalmente entre 20% e 25% em relação a 2008, alcançando R$ 10 bilhões.

Caixa confirma empréstimo de R$ 3 bi a construtoras

Rodrigo Postigo
09/01/2009
O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira circular na qual confirma que a Caixa Econômica Federal concederá até R$ 3 bilhões em empréstimos às construtoras com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
A operação, que já havia sido aprovada pelo conselho curador do FGTS em dezembro de 2008, prevê que os recursos devem ser aplicados pelas empresas na construção de residências que estejam de acordo com o Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
A taxa mínima de juros para esses empréstimos será de 7%. No caso de empreendimentos não classificados como habitações populares, o valor mínimo é de 9%.

Brasil deve ser 5º maior mercado do mundo, avalia Anfavea

Agência Estado / Beth Moreira
09/01/2009
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, ressaltou hoje que, apesar da queda das vendas em outubro e novembro, o setor encerrou o ano com volume recorde, o que deve colocar o País na posição de quinto maior mercado do mundo. "Só precisamos esperar os dados fechados de outros países para confirmar essa informação", disse.
A estimativa do executivo é que os Estados Unidos continuem na liderança do ranking em 2008, seguidos pela China, Japão e Alemanha. Se confirmado o Brasil na quinta posição, o País ficará à frente do Reino Unido e da França, que no ano anterior estavam à frente no ranking.
O presidente da Anfavea ressaltou ainda que o volume de produção, que alcançou 3,21 milhões em 2008, também foi recorde. Com esse número o Brasil se consagra como o sexto maior produtor de automóveis do mundo.

Lula's last lap

From The Economist
Jan 8th 2009 RIO DE JANEIRO
A freakishly popular president has only a year left before electioneering curtails his mandate. He will spend it reacting rather than reforming are often disappointing. It is rare indeed to find a president in his second term with an approval rating of 80%, as Brazil’s Luiz Inácio Lula da Silva now enjoys. No American president since the second world war has managed it. In Latin America, only Colombia’s Álvaro Uribe at the height of his success last year against the FARC guerrillas has touched a similar level of adoration. So Lula, a pragmatic former trade-union leader, is entering his penultimate year in office in a position in which he ought to be able to do almost anything.
Yet this apparent omnipotence is illusory, not least because it will be brief: by early 2010 the president will start to be overshadowed by the campaign to elect his successor. He is also constrained by his own left-wing Workers’ Party (PT); by his political allies; by the economic troubles that only recently reached Brazil’s shores and have yet to be felt to their full extent; and by his temperamental compulsion to preserve his popularity. “I would not like to be called a populist,” he sometimes says, “but I do like to be popular.”
Lula still talks about reforming Brazil’s labyrinthine tax system and improving the way its political parties and elections work. These were supposed to have been the priorities of his second term. Both are properly matters for Congress, though if he wished the president could use his vast political capital to try to force them through.
Yet they are forever being postponed, sometimes on flimsy excuses. Tax reform was put off at the end of last year because of the gloomy economic outlook. In fact, that makes simplifying the tax code (which according to the World Bank takes a typical Brazilian company 2,600 hours a year to comply with) more important than ever. It will not be considered again until the end of February. As for political reform, this is more likely to be decided in the courts: Brazil’s elected officials are still waiting to see how much bite there is in a ruling by the Supreme Court that prohibits the common practice of switching parties straight after an election.
“People have been talking about these reforms since 1988 [when Brazil’s constitution was approved],” says João Augusto de Castro Neves, a political consultant in Brasília. “It is like a badge of political seriousness to do so.” Instead of pursuing them, he reckons, Lula will be fully occupied just keeping his coalition government together. The Party of the Brazilian Democratic Movement, a ramshackle concoction of regional political barons that is the coalition’s biggest force, is trying to secure the presidencies of both houses of Congress, which are being contested at the moment. If it succeeds the party will apply its customary leg-irons to any attempts at reform. If not, its leaders will need placating, which will amount to the same thing.
Unlike Mr Uribe in Colombia (see article), Lula has made it clear that he will not seek to cling to office by changing the constitution to allow him to run for a third consecutive term. The idea was floated by leaders of the Workers’ Party, which worries about its fortunes once its talisman has gone. Commendably, Lula scotched it, leaving the PT searching for a viable successor. He has pushed the candidacy of Dilma Rousseff, his chief of staff. She is a competent political insider, but lacks mass appeal. But even if the centre-right opposition wins power, Lula knows that his social policies, centred on Bolsa Família, a cash-transfer scheme benefiting 11m poor families, are unlikely to be overturned.
Until the election most of Lula’s energies are likely to be taken up with crisis-management. According to IBOPE, a pollster, 74% of Brazilians expect this year to be better than last. They are likely to be disappointed: the economic data will get worse as the year progresses because the economy has only recently started to splutter after growing rapidly for the first nine months of 2008.
“Any preconceived political plans will have to be torn up to deal with this crisis,” says Raul Velloso, a consultant in Brasília who follows public finances. Mr Velloso is worried about possible further weakness in the exchange rate (the real depreciated by 17% against the dollar in the last three months of 2008), and also by the ability of Brazilian companies to roll over their debt.
Brazil’s scope for fiscal stimulus is limited. Chile’s government this week announced a $4 billion bundle of measures aimed at creating 100,000 jobs and helping poorer families. It can easily finance the resulting fiscal deficit forecast at 3% of GDP this year because it built up a war chest of public savings when prices for copper, its main export, were high.
But Brazil’s government, with a much bigger public debt, needs to preserve its primary fiscal surplus (ie, before interest payments) to retain the confidence of bondholders. Tax revenues will slow along with the economy. The government’s priority is to implement its expansionary “growth acceleration” programme of public investment (better known as PAC from its initials in Portuguese) rather than adopt new measures, says Nelson Barbosa, a deputy minister of finance. Everything the government does this year will be presented as part of the PAC, says a civil servant in Lula’s office.
If inflation remains stubborn, preventing the Central Bank from cutting interest rates, the government will come under pressure, especially from the PT, to find other ways to boost growth. These could include guaranteeing credit to farmers and construction firms. In recent years, whenever the economy has started to wobble Brazil’s politicians have calmed markets by demonstrating their commitment to economic orthodoxy. Some commentators worry that this commitment may be flagging. But this year, with governments around the world intervening in markets, investors may even be reassured if Brazil does the same—up to a point.

Going south

Financial Times
By Stephen Fidler
Published: January 9 2009 02:00 Last updated: January 9 2009 02:00
Until a few months ago, as financial and economic turmoil gripped the industrialised world, Latin America was suffused with optimism that it would escape the worst. "People ask me about the crisis and I answer, 'go ask Bush'," Brazil's President Luiz Inácio Lula da Silva said of his US counterpart in early September. "It is his crisis, not mine."
It is Mr Lula da Silva's now. Brazil's industrial production sank 6.2 per cent in the year to November, according to figures announced this week - the sharpest decline in output since December 2001.
Across the continent, the crisis has brought about a large-scale destruction of wealth. Claudio Loser, a former western hemisphere chief at the International Monetary Fund, calculates that 40 per cent of Latin America's financial wealth was wiped out in the first 11 months of 2008 through falls in stock and other asset markets and currency depreciation. That $2,200bn (£1,440bn, €1,610bn) loss alone could cut domestic spending by 5 per cent next year, he estimates.
On top of that, flows of credit from abroad have contracted sharply and the region, much of which depends on exporting raw materials, has been pummelled by a collapse in commodities prices. The deterioration in Latin America's terms of trade - the price of exports divided by the price of imports - could hit even harder than the credit crisis, says Mr Loser, now with the Inter-American Dialogue, a Washington think-tank. "The fact that the terms of trade have gone so far against the Latin American economies in terms of agriculture, minerals and petroleum is really going to hit the region very hard," he says.
Forecasts for growth are being slashed. Economists generally expect gross domestic product across the region to rise by only 1.4 per cent this year, with Mexico thought likely to slip marginally into negative territory. The balance of risks is heavily on the downside. At best, the economic progress of 570m people will all but stall, with the poor among them hit hardest, according to the Economic Commission for Latin America and the Caribbean, a United Nations offshoot.
But the Brazilian leader was hardly alone in his complacency. Hard lessons from past financial crises had encouraged caution among Latin American policymakers. Many governments had curbed foreign borrowing by both public and private sectors. They kept debt ratios low, floated their currencies to avoid devaluation crises and built foreign exchange reserves. They watched their banks like hawks, which helped to ensure these were mostly free of US toxic debt.
As a result, many economists and government officials saw the region as better positioned than at any time in five decades to withstand a severe blow. But the worst global shock for three-quarters of a century has exposed weaknesses masked by the aggregate numbers.
One such weakness in Brazil and Mexico was a series of flawed derivatives contracts that companies had entered into with a group of investment banks. This left them scrambling to secure dollars, pitching the Brazilian real and Mexican peso into a tailspin during October. "The irony is that this happened from the corporate side; we were watching the banks very closely," says Guillermo Ortiz, Mexico's central bank governor.
Countries so far unaffected by the credit crisis are those that for the most part were already frozen out of international financial markets. But this group, which includes Ecuador, Venezuela and Argentina, will not escape the downturn.
These governments spent freely during the commodities boom. Venezuela's leftist President Hugo Chávez and Ecuador's Rafael Correa enjoyed record oil prices and Argentina, which taxes agricultural exports, basked in the surge in farm prices. But now these economies are in a bind. Unlike Chile and one or two others, their governments set little aside for a rainy day.
With no possibility of raising money by issuing debt, they will be forced to rein in spending, accentuating the downturn: a classic pro-cyclical fiscal policy. Ecuador is further constrained by its dollarised economy, which means it is unable to run an independent monetary policy.
Ecuador and Argentina have both taken action recently to loosen the straitjacket. Ecuador announced last month that it would default on foreign debt for the second time in a decade. Argentina's government has nationalised private pension funds, through which it can get its hands on more resources to pay its debts.
But it is not clear whether any extra leeway this gives the governments will be outweighed by damaged confidence. Argentina's nationalisation announcement, for example, was followed by a mini-flight of capital to neighbouring Uruguay on fears that the government, in emulation of predecessors, would nationalise bank deposits. A history of financial crises and debt defaults limits the options for Argentina. A popular dread of governments debasing the currency means one tool, devaluation, is regarded as useless because any benefits would be swallowed by inflation.
Not only in Argentina does history constrain the policy options. Everywhere there are questions about whether Latin American governments have the credibility to counter recession by relaxing fiscal or monetary policy. Indeed, some economists argue that improvements in economic management do not go very deep.
Even in boom times, Latin American growth has not matched the levels of Asia's best performers. This, they say, is because of structural impediments - such as monopolies, bureaucracy and inflexible labour markets - that governments have been unable or unwilling to remove. Even normally exemplary Chile retains a system of indexation that passes price rises straight into wages. This fed inflation last year. As for Brazil, the region's largest economy, Sebastian Ed-wards of the University of California Los Angeles says Mr Lula da Silva is lavished with praise simply for "not being Chávez".
If any country has built credibility, it is Chile. Santiago has run fiscal surpluses equivalent to 6-7 per cent of GDP over the last three years and now has room for public spending to increase. Chile is "in a much better position than other nations, and than Chile itself in previous episodes, to face this period of turbulence", says Andrés Velasco, finance minister.
Chile and Brazil both have tools not available to some industrial countries. They have been able to direct credit to the private sector through state-owned banks. Brazil's central bank was also able to liberate billions of reals in compulsory reserves to ease liquidity problems of small and medium-sized banks.
Yet if the crisis persists, such marginal extra room for manoeuvre will count for little. Even Brazil, with headline foreign exchange reserves of more than $200bn, could be troubled if the halt to credit continues long into the year.
A proportion of those reserves are already spoken for, tied up in forward currency and swaps deals, economists say - and more than one-quarter of Brazil's $600bn-plus public debt falls due in less than a year. Even though most of it is denominated in domestic rather than foreign currency, the prospect of foreign debt holders continuing to run for the exit is daunting.
Part of the problem, says Ricardo Hausmann of Harvard University, derives from US efforts to shake off the crisis. Washington is expected to issue trillions of dollars of debt to bail out its financial system, save its car industry and reflate its economy. But this means "people are unwilling to lend to almost anybody except for the US Treasury", causing "fairly well be-haved countries" such as Brazil, Colombia, Mexico and Peru to lose most of their access to external finance.
Guillermo Calvo of Columbia University says this shows the US "crowding out Latin America and other emerging markets". He and Mr Hausmann are among economists who estimate that $250bn is needed by the region's public sector this year just to pay off maturing debt and provide budget support.
Brazil, Colombia and Mexico have in recent weeks launched bond issues, suggesting that international markets are not completely closed to them. But it is not yet clear how significant that is If countries cannot raise the sums they need, governments could feel forced to adopt import restrictions, capital controls and, worse, beggar-thy-neighbour policies such as tariff increases and competitive devaluations that intensified the 1930s Depression.
To avoid this, the economists say, the IMF and the other public international financial institutions - now lending well below $100bn a year to all their government clients worldwide - should mobilise unprecedented resources. They urge the creation of a special fund that can purchase private and public securities in emerging economies without stigmatising borrowers in the way that traditional IMF programmes have in the past.
Latin American nations have often turned, unwillingly, to the IMF and its sister organisations to help resolve financial crises mostly of their own making. Yet though the region is likely to need the institutions again, this time to surmount a deep crisis whose origins lie far away, it is doubtful that the mechanisms or the resources are in place to do the job.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Custo de pacote econômico deve ficar próximo de US$ 775 bilhões, diz Obama

Empresários pedem trégua fiscal e redução da taxa de juros

Governo garante a empresários mais crédito ao setor produtivo

Novo sistema fiscal eletrônico vai agregar 79 setores em 2009

Saldo de dólares no País fecha 2008 negativo em US$ 983 mi

Novo sistema fiscal eletrônico vai agregar 79 setores em 2009

DCI
08/01/2009
Até o final de 2009, mais 79 setores da economia no País terão adotado a Nota Fiscal eletrônica (NF-e). Essa é a expectativa da Receita Federal do Brasil. "Somando todos os itens, inclusive os deste ano, no final de 2009, 80% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estará acompanhada pela NF-e", disse o auditor da Receita Federal do Brasil Jerson Pronchnow, em palestra realizada ontem, em São Paulo, sobre o Sistema Público de Escrituração Digital, o chamado Sped.
Segundo ele, a obrigatoriedade da adoção da nota fiscal eletrônica é estabelecida por protocolos ICMS e tem quatro momentos distintos: dois no ano passado, em abril e dezembro, quando da inclusão de alguns setores, como cigarros e combustíveis; e dois em 2009.
Em abril deste ano, devem se adequar ao sistema 25 itens, complementando os segmentos de automóveis (incluídos em parte em dezembro de 2008), autopeças, combustíveis, álcool, GLP, GNV, tintas, resinas, bebidas, vasilhame, fumo, alumínio e siderurgia. Já em dezembro de 2009, é a vez de 54 itens, como cosméticos, higiene pessoal, papel, informática, áudio e vídeo, trigo, café, defensivos, adubos, laticínio, plástico, pães, tratores, vidros, atacadistas de alimentos, tecelagem, dentre outros segmentos. Em produção desde 2006, a obrigatoriedade da NF-e deu-se a partir de 2008. Atualmente, segundo Pronchnow, mais de 15 mil estabelecimentos estão cadastrados e, só em 2 de janeiro deste ano, foram emitidas mais de 73 milhões de notas, representando mais de R$ 1,54 trilhões de operações. "Quando do projeto piloto, a expectativa de resposta da análise nota a nota se dava em até três minutos. Mas hoje, na prática, verificamos que o tempo é muito menor, basicamente fração de segundos para a realização dessa operação", disse Pronchnow
O novo sistema visa acabar com livros como o diário com escrituração resumida, mas, nem por isso, o contribuinte deve dispensar o que já foi enviado à Receita Federal. "Ainda que o fisco receba as informações, o contribuinte é responsável pela manutenção desses dados", recomenda Jerson Pronchnow.

Novo sistema fiscal eletrônico vai agregar 79 setores em 2009

DCI
08/01/2009
Até o final de 2009, mais 79 setores da economia no País terão adotado a Nota Fiscal eletrônica (NF-e). Essa é a expectativa da Receita Federal do Brasil. "Somando todos os itens, inclusive os deste ano, no final de 2009, 80% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estará acompanhada pela NF-e", disse o auditor da Receita Federal do Brasil Jerson Pronchnow, em palestra realizada ontem, em São Paulo, sobre o Sistema Público de Escrituração Digital, o chamado Sped.
Segundo ele, a obrigatoriedade da adoção da nota fiscal eletrônica é estabelecida por protocolos ICMS e tem quatro momentos distintos: dois no ano passado, em abril e dezembro, quando da inclusão de alguns setores, como cigarros e combustíveis; e dois em 2009.
Em abril deste ano, devem se adequar ao sistema 25 itens, complementando os segmentos de automóveis (incluídos em parte em dezembro de 2008), autopeças, combustíveis, álcool, GLP, GNV, tintas, resinas, bebidas, vasilhame, fumo, alumínio e siderurgia. Já em dezembro de 2009, é a vez de 54 itens, como cosméticos, higiene pessoal, papel, informática, áudio e vídeo, trigo, café, defensivos, adubos, laticínio, plástico, pães, tratores, vidros, atacadistas de alimentos, tecelagem, dentre outros segmentos. Em produção desde 2006, a obrigatoriedade da NF-e deu-se a partir de 2008. Atualmente, segundo Pronchnow, mais de 15 mil estabelecimentos estão cadastrados e, só em 2 de janeiro deste ano, foram emitidas mais de 73 milhões de notas, representando mais de R$ 1,54 trilhões de operações. "Quando do projeto piloto, a expectativa de resposta da análise nota a nota se dava em até três minutos. Mas hoje, na prática, verificamos que o tempo é muito menor, basicamente fração de segundos para a realização dessa operação", disse Pronchnow
O novo sistema visa acabar com livros como o diário com escrituração resumida, mas, nem por isso, o contribuinte deve dispensar o que já foi enviado à Receita Federal. "Ainda que o fisco receba as informações, o contribuinte é responsável pela manutenção desses dados", recomenda Jerson Pronchnow.

Governo garante a empresários mais crédito ao setor produtivo

Agência Brasil
08/01/2009
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, prometeram nesta quarta-feira a empresários dos diferentes setores da indústria continuar os esforços para restabelecer a oferta de créditos aos setores produtivos.
Foi o que afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Base (ABDIB), Paulo Godoy. Ele disse que o governo tem de encontrar meios para garantir investimentos em infra-estrutura, principalmente.
Primeiro a deixar a reunião, que aconteceu no Ministério da Fazenda, Godoy ressaltou que "é preciso dar segurança jurídica ao setor produtivo, de acordo com a realidade de cada área". Ele destacou ainda a necessidade de o governo desonerar tributos, como forma de dar sustentabilidade ao crescimento da economia em geral.

Empresários pedem trégua fiscal e redução da taxa de juros

Gazeta Mercantil/1ª Página / Ana Carolina Oliveira e Ayr Aliski
08/01/2009
O governo prepara medidas de desoneração do setor produtivo e de estímulo à construção civil. Durante encontro com empresários realizado ontem em Brasília, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o novo pacote será anunciado em 15 dias.
Segundo o presidente da Abdib, Paulo Godoy, "uma das unanimidades é a necessidade de reduzir o custo do dinheiro no Brasil", o que inclui a diminuição da taxa Selic. Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq, declarou que as indústrias de bens de capital precisam de uma "trégua" fiscal. Uma alternativa, segundo ele, seria liberar o setor do pagamento de IPI, Cofins e PIS pelo período de seis meses para recuperar o caixa das empresas.

Custo de pacote econômico deve ficar próximo de US$ 775 bilhões, diz Obama

Segundo presidente eleito, custo deve se situar 'no topo' das expectativas.
Ele reconheceu que programa deve ampliar déficit federal.
Agência Estado
08/01/2009
O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, disse que o tamanho de seu pacote de recuperação econômica ainda não foi finalizado, mas adiantou que o plano provavelmente ficará no "topo" da estimativa de sua equipe, ou cerca de US$ 775 bilhões.
Em entrevista coletiva à imprensa, Obama reconheceu que o pacote de estímulo vai aumentar o já elevado déficit federal e alertou que sem a ação do governo para lidar com a reforma do orçamento no longo prazo, os EUA vão enfrentar um "déficit até onde os olhos podem ver".

Crise econômica toma força e atinge bolsas da Ásia

Reuters / Kevin Plumberg
08/01/2009
Os principais mercados asiáticos e as moedas de mercados emergentes se desvalorizaram nesta quinta-feira, pressionados por dados ruins sobre o emprego nos Estados Unidos e temores quanto aos lucros de empresas. As preocupações esfriaram a disposição de investidores em tomar riscos com expectativas de maiores retornos.
A crise financeira de 2008 se transformou em uma crise econômica global em 2009, com os gastos com consumidores sendo cortados, exportações asiáticas entrando em colapso e o desemprego atingindo um nível alarmante.
"Nós vimos um pouco de esperança anteriormente de que o mundo poderia estar perto de uma rápida recuperação, mas a realidade é que ainda há problemas nos mercados", disse Lucinda Chan, diretora de divisas do Macquarie Equities na Austrália.
Expectativas de que medidas fiscais de estímulo darão apoio ao crescimento global, que alimentaram os ralis recentes de mercados de ações por o todo mundo, foram moderadas pela realidade econômica sombria e difícil.
O índice Nikkei da bolsa de TÓQUIO caiu 3,9 por cento, após ter tido a maior sequência de altas desde abril de 2006.
O índice MSCI das principais ações da Ásia-Pacífico com exceção do Japão registrava perda de 4,06 por cento, às 7h48 (horário de Brasília).
Ações de tecnologia, em particular, foram abatidas após a Intel ter cortado previsão de vendas para o quarto trimestre pela segunda vez.
No Japão, a fabricante de componentes eletrônicos Kyocera registrou uma das piores quedas do índice, perdendo 6,6 por cento, enquanto a fabricante de computadores Lenovo, listada em Hong Kong, perdeu 22 por cento após ter emitido um alerta de lucro trimestral e corte de empregos. O índice Hang Seng, de HONG KONG, se desvalorizou 3,8 por cento.
Na Coréia do Sul, a bolsa de SEUL perdeu 1,8 por cento, enquanto a desvalorização na bolsa de valores de CINGAPURA foi de 2,8 por cento. A perda na bolsa de XANGAI foi de 2,4 por cento, e em TAIWAN houve baixa de perdeu 5,3 por cento. Em SYDNEY, o mercado recuou 2,3 por cento.

New Issue-Brazil sells $1.0 bln in 10-yr global notes

Wed Jan 7, 2009 10:33am EST
Jan 7 (Reuters) - Brazil late on Tuesday sold $1.0 billion of three-year global notes, according to IFR, a Thomson Reuters publication.
Goldman Sachs and Merrill Lynch were the joint bookrunning managers for the sale.
BORROWER: BRAZIL
AMT $1.0 BLN COUPON 5.875 PCT MATURITY 1/15/2019
TYPE GBL NTS ISS PRICE 98.135 FIRST PAY 7/15/2009
MOODY'S Ba1 YIELD 6.127 PCT SETTLEMENT 1/13/2009
S&P BBB-MINUS SPREAD 370 BPS PAY FREQ SEMI-ANNUAL
FITCH BBB-MINUS MORE THAN TREAS NON-CALLABLE

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Governo muda as regras para BNDES emprestar mais

Produção industrial tem maior recuo desde 1995, informa IBGE

Tesouro Nacional capta US$ 1 bilhão no retorno ao mercado externo

Venda de veículos cresceu 11,5% em dezembro, diz Fenabrave

FED prevê recuperação da economia no segundo semestre

Venda de veículos cresceu 11,5% em dezembro, diz Fenabrave

Agência Estado
07/01/2009
As vendas totais de veículos novos no País somaram 345.447 unidades em dezembro de 2008, o que representa um crescimento de 11,54% sobre novembro e queda de 16,39% sobre igual mês de 2007.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Os números incluem automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários. Durante todo o ano de 2008 o setor registrou recorde de vendas com 4.849.497 unidades comercializadas, volume 14,15% maior que o registrado em 2007.
De acordo com o presidente da entidade, Sérgio Reze, a melhora das vendas em dezembro na comparação com novembro deve-se à redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), medida adotada pelo governo federal no último mês do ano para incentivar as vendas de carros novos. O executivo afirmou ainda que, com o novo cenário, a projeção de queda de 19% nas vendas de 2009 foi revista. A nova previsão é de que, mantidas as condições atuais, as vendas totais do setor poderão ter alta de 3% neste ano.
Considerando apenas o segmento de automóveis e comerciais leves, as vendas de dezembro somaram 183.568 unidades, o que representa uma alta de 10,61% sobre novembro. Na comparação com dezembro do ano passado houve uma retração de 20,49%. No acumulado do ano, o as vendas do segmento totalizaram 2.671.338 unidades, com alta de 14,06% sobre 2007.

Produção industrial tem maior recuo desde 1995, informa IBGE

Terra
07/01/2009
A produção industrial do Brasil recuou 5,2% em novembro frente a outubro, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o órgão, esta foi a maior queda na comparação com o mês anterior desde maio de 1995 (-11,2%). Em relação ao resultado de novembro de 2007, a queda foi de 6,2%.
Segundo o IBGE, a redução frente ao mesmo mês do ano anterior também quebra um ciclo de 28 meses consecutivos de alta neste tipo de comparação. "Esse resultado refletiu o comportamento negativo de 21 dos 27 ramos pesquisados e atingiu todas as categorias de uso", explicou o órgão em nota.
"(Este resultado evidencia) um aprofundamento do ritmo de queda da atividade e um alargamento do conjunto de segmentos com decréscimo de produção", afirmou o IBGE.
Com a queda em novembro, na comparação com o mês anterior, o indicador tem o segundo resultado negativo seguido, acumulando perda de 7,9% entre setembro e novembro, na série com ajuste sazonal, apontou o estudo.
"O principal impacto negativo (em novembro) veio da indústria de veículos automotores, com queda de 22,6%, seguida por máquinas e equipamentos (-11,9%), edição e impressão (-14,8%), indústrias extrativas (-10,9%) e metalurgia básica (-10,2%)", apontou o levantamento de novembro.
O IBGE acrescentou ainda que o movimento destes setores segue o verificado em outubro, quando as quedas foram de -1,6% (veículos automotores), -5,1% (máquinas e equipamentos), -5,1% (edição e impressão), -0,3% (indústrias extrativas) e -0,3% (metalurgia básica).
Em novembro, a quantidade de itens com produção menor do que no mês anterior também aumentou. A pesquisa aponta que o índice de difusão (percentual de produtos em crescimento) também refletiu a ampliação do quadro negativo, sendo que 64% dos 755 produtos investigados mostraram queda na produção - nível recorde desde janeiro de 2003, mês do início da série desse indicador.
De janeiro a novembro, a produção industrial acumula alta de 4,7% e, nos últimos 12 meses, o avanço foi de 4,8%, acrescentou o IBGE.

Governo muda as regras para BNDES emprestar mais

Folha de São Paulo
07/01/2009
O governo mudou regras do estatuto social do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que permitem ampliar sua capacidade de financiamento em meio à crise do crédito. Publicado no "Diário Oficial", o decreto assinado pelo presidente Lula assegura ao banco mais flexibilidade na negociação com o Tesouro para o repasse de parte do lucro distribuído à União como dividendos.
O decreto foi criado para que o banco se ajuste às normas contábeis internacionais da IFRS (International Financial Reporting Standard). Na prática, deve ganhar importância em um ano em que o setor privado enfrenta restrições de crédito e o governo quer dar impulso ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O BNDES será o principal financiador dos grandes projetos, principalmente de energia.
O banco é obrigado a repassar um mínimo de 25% do lucro líquido à União. Percentuais acima disso são alvo de negociação. No decreto, foram criados dois mecanismos que permitem ao banco, mediante negociação, reter parcela maior do lucro em caixa.
O primeiro é a Reserva de Lucros para Futuro Aumento de Capital, cujo objetivo é assegurar a formação de patrimônio líquido segundo as expectativas de crescimento dos ativos do banco. O percentual previsto é de 15% do lucro líquido, limitado a 30% do capital social.
O segundo é a Reserva de Lucros para Margem Operacional, criada de acordo com solicitação da administração do BNDES. A ideia é contar com recursos que assegurem uma margem operacional compatível com as operações do banco, no percentual de 100% do saldo remanescente do lucro líquido, até 50% do capital social.
Na prática, as duas medidas deverão aumentar a margem de manobra do BNDES na negociação, mas a decisão ainda será do ministro da Fazenda.
Em 2007, o BNDES lucrou R$ 7,3 bilhões. Descontado o valor previsto em lei de reserva legal, foram distribuídos à União 40% do total como dividendos. Caso reduzisse o percentual para 25%, poderia ficar com mais R$ 1,066 bilhão em caixa para financiamentos.
"Isso representaria um volume significativo, próximo de 1,5% do orçamento do ano. Faz diferença, até que o crédito internacional volte a fluir, temos que capturar todas as possibilidades de "funding" interno para fazer com que a infraestrutura e a construção civil exerçam o papel de atividades anticíclicas. Já temos uma estrutura regulatória em funcionamento capaz de favorecer investimentos privados, mas precisamos de crédito", diz Paulo Godoy, presidente da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).
Até setembro, o BNDES lucrou R$ 5,1 bilhões -uma queda de 29,7% em relação a igual período de 2007. A queda foi atribuída pelo banco à redução das taxas de juros nos últimos anos em razão da política do governo de diminuir os custos de financiamentos do BNDES.
Pressionado pela demanda maior por crédito, o banco negocia com o governo elevação do volume de recursos disponíveis. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, já havia afirmado que a ideia é diversificar a fonte de recursos em 2009, mas que sem o apoio do Tesouro seria impossível fechar o "hiato de recursos".
O BNDES negocia ainda recursos com órgãos internacionais como Banco Mundial, KFW (alemão) e JBIC (japonês). Até novembro, o banco emprestou R$ 79,9 bilhões. Para este ano, a expectativa é que o orçamento fique entre R$ 100 bilhões a R$ 110 bilhões.

Energia nuclear ganha mais espaço na matriz

Gazeta Mercantil
07/01/2009
A dificuldade de desenrolar projetos hidrelétricos, principalmente por conta dos entraves ambientais, abre uma brecha para o crescimento mais expressivo de outras fontes energéticas no Brasil. E, na ponta da lista de alternativas, está a geração nuclear. "O cenário hídrico está cada vez mais difícil para grandes aproveitamentos de geração elétrica e, portanto, o País precisa colocar novas alternativas com grande potencial gerador no mercado", afirma Luiz Filipe, assessor da presidência da Indústrias Nucleares Brasileira (INB).
O engenheiro nuclear Rafael Schechtman, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (Cbies), concorda com Filipe. "A energia nuclear é uma ótima opção, em termos globais, para acrescentar um forte bloco de energia no mercado", comenta o especialista.
Filipe reforça a idéia de mais nucleares no sistema ao se referir sobre os novos formatos das hidrelétricas. "As hidrelétricas que entrarem em operação a partir de agora terão reservatórios muito menores que os das centrais hídricas anteriores", comenta. Há alguns anos, quando haviam menos entraves ambientais para liberação das obras, as usinas hidrelétricas eram elaboradas com reservatórios capazes de armazenar água suficiente para gerar energia durante cinco anos. Hoje a capacidade de armazenamento é de, no máximo, dois meses.
A idéia de ampliar a participação das centrais nucleares na matriz, por conta dos atrasos vistos nas obras das hidrelétricas, é defendida por Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia. "Diante de tantos problemas com as hidrelétricas, acho que as usinas nucleares podem ser uma boa alternativa para geração elétrica", afirma o presidente da EPE.

UPDATE 2-Brazil auto sales rebound in Dec, tough year ahead

Tue Jan 6, 2009 12:59pm EST
By Alberto Alerigi Jr.
SAO PAULO, Jan 6 (Reuters) - New car and truck sales in Brazil rose 11.5 percent in December from November, rebounding from two months in the doldrums as government tax breaks and year-end blowout sales wooed consumers back into showrooms, national dealers' association Fenabrave said on Tuesday.
For all of 2008, sales climbed 14.15 percent to a record 4.85 million vehicles, slowing slightly after three straight years of red-hot growth. In 2007, new car and truck sales soared 28 percent, buoyed by a credit boom that allowed many Brazilians to buy cars for the first time.
Sales had plunged 25.7 percent in November and 11 percent in October as the credit crunch and global financial crisis spilled over into Latin America's largest economy, crimping consumer demand and prompting several industries to scale back production and cut jobs.
Brazil is a major market for global automakers such as Italy's Fiat (FIA.MI), Germany's Volkswagen AG (VOWG.DE), U.S.-based General Motors Corp (GM.N) and Ford Motor Co (F.N). Asian and French manufacturers are also boosting their presence in Brazil, hoping to offset slumping sales at home.
Fiat led the pack in sales in December, finishing the year as the market leader with 24.6 percent market share. Volkswagen came in second with market share of 21.9 percent, followed by GM with 20.5 percent and Ford with 9.7 percent.
The strong numbers in December helped drive up Fiat's share price, which climbed 8 percent in Milan. Shares in tire maker Pirelli & C (PECI.MI) also got a boost from the data since Brazil is a key market for the Italian group, surging as much as 22 percent.
The rebound in auto sales came after Brazil's government slashed industrial taxes on new cars and reduced financial taxes on consumer loans, two of several steps it has taken in recent months to prevent a sharp economic slowdown.
Previously, the federal government and the Sao Paulo state government sought to shore up the auto industry by instructing state banks to offer a total of 8 billion reais ($3.62 billion) in credit for car loans.

Emerging Markets-Colombia and Brazil test investor appetite

Tue Jan 6, 2009 7:12pm EST
(Updates with final pricing, background)
By Daniel Bases
NEW YORK, Jan 6 (Reuters) - Brazil and Colombia each sold $1 billion of 10-year bonds on Tuesday as debt markets showed signs of recovering from the 2008 shutdown, although both nations had to offer discounts to lure still shaky investors.
The flurry of deal activity is an important barometer for sovereign as well as corporate borrowers given that the credit crisis all but closed the new issuance market in the second half of last year.
Tuesday's deals are among the very first to attempt to scale the large global emerging market financing hurdle estimated by Dealogic at $450 billion for 2009.
"Investors are not in a risk averse mode right now. For the right price people are willing to put money to work and it looks like the books are oversubscribed," said Cristina Panait, emerging market debt strategist at Los Angeles-based fund manager Payden & Rygel.
Until Mexico broke the dry spell with a $2 billion 10-year deal Dec. 18, the previous sovereign issue was a $1.5 billion 10-year bond sold by Turkey on Sept. 3.
Emerging market assets held up well during the early phases of the credit crisis but were hit hard when U.S. investment bank Lehman Brothers collapsed, causing investors to sell these profitable assets indiscriminately to shore up core positions.
Peru, Philippines and Turkey are said to be looking to come to the market as well, Panait and other fund managers said.
"The key message is that the market remains open to quality emerging market borrowers, and we would look for many more sovereigns to issue in the weeks ahead," RBC Capital Markets said in a client note.
RBC stressed neither country was starved for cash but rather taking advantage of low yields to meet financing needs.
Brazil is rated investment grade by Standard & Poor's and Fitch Ratings at "BBB-" and one notch lower in junk status by Moody's Investors Service at "Ba1".
Colombia is rated one notch below investment grade -- "BB+" by S&P and Fitch and "Ba1" by Moody's.
As of Monday, Brazil's bonds traded in line with an "A2" rated company and Colombia's traded in line with an "A3" rated company, five and four levels respectively above their actual ratings, according to the credit strategy group at Moody's.
The yield spread between emerging sovereign debt and U.S. Treasuries, a gauge of investor sentiment, improved slightly with a narrowing of 4 basis points to 645, according to the JP Morgan Emerging Markets Bond Index Plus 11EMJ.JPMEMBIPLUS.
MSCI's emerging market stock index rose 1.41 percent to 607.40.MSCIEF.

Brazil Industrial Output Falls on Slowing Economy

By THE ASSOCIATED PRESS
Published: January 6, 2009
Filed at 3:26 p.m. ET
RIO DE JANEIRO, Brazil (AP) -- Brazilian industrial production fell the most in seven years in November as the global financial crisis sapped credit and demand for exports, the government said Tuesday.
Industrial output fell 6.2 percent over the same month in 2007, the steepest drop since December 2001, deepening the economic crisis' impact on Latin America's biggest economy, Brazil's national statistics agency said.
The results are further eroding the confidence of businesses and consumers already rattled by Brazil's weakening currency and slowing economy, government researcher Silvio Sales told the Agencia Estado news agency.
''2009 will be a year of sacrifice,'' Sao Paulo Federation of Industries trade director Roberto Giannetti da Fonseca told the Estado de S. Paulo newspaper.
Brazil's currency has lost more than 45 percent of its value against the greenback since August, now trading at 2.2 reals to the U.S. dollar. Exporters had hoped the sliding currency would boost demand for Brazilian goods, but a spreading recession has kept down sales in Brazil's two biggest markets, the European Union and the United States.
Exports are expected to drop 17.7 percent to $163 billion in 2009, the first decline since 2000, according to Jose Augusto de Castro, vice president of Brazil's Foreign Trade Association, known by its Portuguese acronym, AEB.
The decline will likely shrink Brazil's trade surplus 31 percent as the economic downturn deflates prices for Brazil's top commodity exports, including iron ore and soy, the AEB said.
Still, the surplus, $24.7 billion in 2008, will hover around $17 billion because domestic demand for imports is due to slide along with Brazil's own slowing economy, Castro said.
With expectations of declining exports and the need to bring in dollars, Brazil's government said Tuesday it planned to sell bonds in international markets, the first such action in eight months.
The Finance Ministry said in a statement it would offer 10-year notes in Europe and the U.S. No details were given on when the sales would take place or what amount would be offered.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

EUA já gastaram US$ 10 trilhões contra crise

Rodrigo Postigo
06/01/2009
O montante de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso americano em outubro de 2008 como plano para recuperar a economia dos Estados Unidos foi apenas uma pequena parte dos gastos do país para sair da crise. De acordo com a Time, nas últimas 16 semanas, o governo americano investiu ou emprestou um total de US$ 10 trilhões para ajudar os bancos, melhorar o mercado financeiro e evitar a quebra das montadoras.
Para o consultor econômico Edward Yardeni, os planos do governo dos Estados Unidos apenas evitaram um colapso, mas não resolveram os problemas, ainda segundo a publicação.
No final de dezembro, a primeira parte do plano de resgate foi finalizado, quando o governo terminou de gastar a primeira metade dos US$ 700 bilhões.

Empresários apostam que crise durará 1 ano, diz pesquisa

Rodrigo Postigo
06/01/2009
A maioria dos empresários acredita que a crise financeira mundial terá duração de um ano. Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-SP), com 24 executivos de empresas com atuação no Brasil, aponta que 47,37% deles acreditam que a turbulência vai durar 12 meses.
Já os outros executivos entrevistados estão divididos. O percentual para quem acredita em uma crise de seis meses, de um ano e meio e de dois anos é o mesmo: 15,79%.
Apenas 5,26% dos entrevistados pelo Ibef crêem que a turbulência terá duração de três anos.

Chile lança plano de US$ 4 bi para estimular economia

EFE
06/01/2009
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou hoje um pacote de medidas de mais de US$ 4 bilhões, destinado a estimular o emprego e o crescimento frente aos efeitos da crise global no país.
O pacote, de 11 medidas, inclui um bônus de 40 mil pesos (US$ 62) por família (cônjuges e filhos dependentes) para os setores mais vulneráveis, que favorecerá cerca de 3,7 milhões de pessoas e será pago em março.
Trata-se do oitavo plano que o Governo Bachelet anuncia para estimular a atividade econômica e foi divulgado pela governante por rádio e televisão.
A quantidade de recursos, segundo Bachelet, equivale a 2,8% do Produto Interno Bruto e envolve o aumento adicional do gasto público previsto para este ano, equivalente a 1% do PIB.

45 empresas do País perdem mais de 80% do valor de mercado

Economática mostra que 6,5% das companhias da América Latina e EUA perderam 88,2% do valor de suas ações
Agência Estado/ Luana Pavani
06/01/2009
Um levantamento da Economática sobre a queda de valor de mercado das empresas de capital aberto na América Latina e nos Estados Unidos em 2008 mostra que, entre as 1900 companhias, 6,5% tiveram perdas acima de 80% em seu valor de mercado em dólar no ano de 2008. Desse grupo, que reúne 122 companhias, 45 são brasileiras.
Essas empresas tinham ao final de 2007 em torno de US$ 978,6 bilhões em valor de mercado, cifra que caiu 88,2% em 2008 para US$ 115,6 bilhões. Já as brasileiras (45) contabilizaram perdas de 87,1%, de US$ 59,7 bilhões ao final de 2007 para US$ 7,7 bilhões no encerramento de 2008.
Das empresas brasileiras a maior queda em valor de mercado foi a da agrícola Agrenco, com 98,3%, seguida pela Laep (Parmalat), com 95,8%, e em terceiro lugar a mineradora MMX, com valor de mercado 95,5% menor ao final de 2008 em relação ao ano anterior.
O setor de construção civil aparece no ranking das 30 maiores perdas com Abyara (-94,7%), Inpar (-93,5%), General Shopping (-90,0%), BR Brokers (-90,0%) e Company (-89,9%). Nesse recorte aparece ainda a Brasil Ecodiesel, com 93,4% de queda no valor de mercado.
Na análise da Economática, a empresa brasileira que teve maior perda em valor nominal foi a MMX, que encerrou o ano com US$ 7,7 bilhões a menos em seu valor de mercado - era US$ 8,08 bilhões em 2007 e chegou a US$ 361 milhões em 2008. A segunda maior queda nominal foi de Aracruz, que no final de 2007 valia US$ 8,3 bilhões e passou a US$ 1,4 bilhão em 2008. A variação no valor de mercado da fabricante de papel e celulose em dólares atingiu 83,1% negativos.
No topo do ranking está a norte-americana Idearc, do setor de publicações de páginas amarelas, cujo valor de mercado caiu 99,9%, seguida pelo banco Lehman Brothers, com perda de 99,7%. Ambas as empresas fecharam capital no segundo semestre de 2008.

Venda de carros no Japão cai ao menor nível desde 1974

Analistas culpam a recessão no Japão pelo declínio de 6,5% na comercialização de novas unidades em 2008
Agência Estado / Nathália Ferreira
06/01/2009
As vendas domésticas de veículos no Japão caíram no ano passado para o menor nível desde 1974, uma vez que a recessão comprimiu a demanda já fraca do consumidor nos últimos meses de 2008. De acordo com dados da Associação de Concessionárias do Japão, as vendas de novos carros, caminhões e ônibus recuaram 6,5% para 3,212 milhões de veículos em 2008.
As vendas, medidas pelo registro de veículos, são acompanhadas por economistas por serem a primeira indicação dos gastos dos consumidores a ser divulgada a cada mês. Enquanto as quedas dos anos anteriores foram atribuídas aos elevados preços de gasolina e ao declínio da população, analistas culpam a recessão no Japão pelo declínio de 2008.
Grandes montadoras como Toyota Motor Corp., Honda Motor Co. e Nissan Motor Co. reduziram nas últimas semanas as previsões de resultado para o ano fiscal que termina em março. De acordo com os dados da associação, apenas em dezembro as vendas caíram 22,3%, para 183.549 veículos.

Emerging-Market Currencies May Extend Drop, Morgan Stanley Says

By Patricia Lui
Jan. 6 (Bloomberg) -- Emerging-market currencies are poised for further losses as recessions force wealthier nations to rein in overseas investment, Morgan Stanley says.
One-third of the world’s wealth has been wiped out by the financial crisis and this will have a lasting effect on global consumption, wrote London-based Stephen Jen, chief strategist for emerging markets in the bank’s sales and trading arm. Foreign direct investment in the developing nations of Asia, Europe and Latin America is already starting to cool, he said.
“Capital surplus nations are no more immune to the global slowdown than capital deficit countries and the rise in Anglo- Saxon countries’ savings rates will be a powerful trend in coming years,” the note read. “The cyclical shock is just beginning and some of the slower-moving capital will start to pressure emerging currencies in all three time zones.”
Twenty-two of the 26 emerging-market currencies tracked by Bloomberg tumbled versus the dollar in 2008 as $1 trillion of credit-market losses, the bankruptcy of Lehman Brothers Holdings Inc. and recessions in the U.S., Europe and Japan curbed investors’ risk appetite. Weaker demand for developing nations’ exports also hurt their currencies, Jen said.
China, India and Brazil have all reported slides in overseas sales in the past month. Russia, the fourth of the so- called BRIC nations that comprise the world’s largest developing economies, announced the slowest growth in a year.
Jen, who until yesterday was the bank’s global head of currency research, stressed that his research may no longer be considered as ‘independent or objective” following his move to Morgan Stanley’s trading team. He didn’t provide forecasts for any of the currencies he tracks.

Brazil’s Real Slides as Economists Lower Inflation Estimate

By Drew Benson
Jan. 5 (Bloomberg) -- Brazil’s real slid for a second day as economists lowered their 12-month inflation outlook, leading to bets that the central bank will cut interest rates.
The real declined 0.2 percent to 2.3227 per dollar at 7:32 a.m. New York time. The currency is down 0.4 percent this year.
Prices will likely rise 4.96 percent in 12 months, according to the central bank’s weekly survey of about 100 economists. That’s down from a 5.01 percent estimate a week ago.
The Rio de Janeiro-based Getulio Vargas Foundation reported the rate of inflation fell to 0.52 percent during the month ending Dec. 31, down from the 0.61 percent increase posted a week earlier.
The yield on Brazil’s overnight futures contract for January 2010 declined seven basis points, or 0.07 percentage point, to 12.09 percent.
The yield on Brazil’s zero-coupon local-currency bonds due January 2010 fell five basis points to 12.15 percent.

Brazil stocks jump to 3-month high, real gains

Mon Jan 5, 2009 3:43pm EST
(Updates to close)
SAO PAULO, Jan 5 (Reuters) - Brazilian stocks rose to a three-month high on Monday as rising risk appetite buoyed shares of mining company Vale and local steelmakers CSN and Usiminas, while a jump in oil prices lifted energy giant Petrobras.
The Bovespa index .BVSP of the Sao Paulo stock exchange jumped 3.17 percent to 41,518.7 points, its highest close since ending at 41,569 on Oct. 14. The index has surged nearly 15 percent over five straight sessions.
Mining company Vale (VALE5.SA) surged 6.9 percent to 28 reais, adding to the massive 9.7 percent surge the previous session as investors snapped up liquid Brazilian stocks.
Shares of state-run energy giant Petrobras (PETR4.SA) gained 2.3 percent to 25.10 reais as crude oil prices climbed more than 4 percent in London and New York above $48 a barrel. The stock jumped more than 7 percent on Friday.
Yield spreads on the Brazilian government's overseas bonds over comparable U.S. Treasuries, as measured by JPMorgan's EMBI+ index, fell, reflecting a decline in investors' risk aversion toward Brazilian assets. The index 11EMJ showed the country's bond spread narrowed by 16 basis points to 389.
Spreads for emerging market bonds as a whole dropped 19 basis points to 646.
Stock markets in Asia rose to a two-month high on Monday, as investors decided to shift into riskier assets on hopes for a global economy recovery.
Steelmaker CSN (CSNA3.SA) surged 8.9 percent to 34.55 reais, buoyed by hopes of an economic recovery and demand for riskier assets. Usiminas (USIM5.SA) climbed 6.5 percent to 30.60 reais, while Gerdau (GGBR4.SA) gained 5.5 percent to 17 reais.
Brazil's national currency BRBY, the real, surged 3.4 percent to 2.256 reais per U.S. dollar and trading in the spot foreign exchange market was about a third of the normal volume.
Analysts said it is too early to say if the currency is set to get stronger against the greenback, despite its 23.8 percent plunge in 2008.
"With such a low trading volume, you can't really tell what this means in terms of inflows and outflows, if it really would have gained 3 percent in a normal trading day or if this happened because of a lack of participants (in the market)," said Jorge Knauer, head of currency trading at the Banco Prosper.
Brazil's central bank sold $650 million in dollar repurchase agreements in an auction, its latest effort to add liquidity in the foreign exchange market and meet a surge in demand for the U.S. currency.
The bank sold the repos at an exchange rate of 2.291 Brazilian reais per U.S. dollar.
Interest rate futures <0#dij:> fell sharply after a weekly central bank survey released on Monday showed economists now forecast a 50 basis-point cut in domestic borrowing costs at the first monetary policy meeting of the year, at the end of January. The survey previously showed analysts forecast rates would drop by 25 basis points.
The bank's monetary policy committee, know as Copom, voted unanimously to keep the benchmark Selic lending rate at a two-year high of 13.75 percent in December, even though the majority of its eight members considered a 25 basis-point cut.
(Reporting by Elzio Barreto and Jenifer Correa; Editing by Diane Craft)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Superávit comercial brasileiro cai 38,2% em 2008

Rodrigo Postigo
05/01/2009
O Brasil fechou o ano de 2008 com superávit comercial (diferença entre importações e exportações) de US$ 24,735 bilhões em 2008, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado aponta uma queda de 38,2% no indicador, que em 2007 acumulou US$ 40,027 bilhões.
Segundo o ministério, mesmo com a queda no superávit, o ano passado marcou recordes históricos tanto para as exportações (US$ 197,942 bilhões) quanto para as importações (US$ 173,207 bilhões). Mesmo com o recorde, as vendas do País para o exterior ficaram 2% abaixo da meta (US$ 202 bilhões) que foi divulgada pelo governo federal em setembro.
No último mês do ano, as exportações somaram US$ 13,818 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 11,517 bilhões, garantindo assim superávit de US$ 2,301 bilhões. Na última semana de dezembro, a balança teve saldo positivo de US$ 592 milhões.
O superávit comercial de 2008 ficou um pouco acima das estimativas de analistas consultados pelo Banco Central, que projetavam saldo positivo de US$ 24 bilhões, de acordo com pesquisa divulgada na segunda-feira.
As projeções do BC indicavam um saldo positivo de US$ 23,5 bilhões em 2008. Para 2009, o Banco Central estima saldo comercial positivo de US$ 14 bilhões.

Projetos contra crise são prioridade em 2009

DCI / Patrícia Acioli
05/01/2009
Projetos que dão mais segurança para as empresas no atual momento de incerteza por causa da crise econômica passaram a ocupar o topo da agenda de prioridades do governo federal em relação às propostas que serão votadas pelo Congresso este ano.
Para 2009, o governo decidiu defender prioritariamente as propostas de aperfeiçoamento das agências reguladoras e do sistema de concorrência, que podem criar um ambiente mais seguro para os negócios, assim como privilegiar o projeto que cria o cadastro positivo (que pode ajudar a baixar os juros).
Outros projetos que seriam prioritários, como as reformas tributária e trabalhista, foram postos em segundo plano ou esquecidos, em favor de medidas mais imediatas contra a crise. A mudança no sistema de tributos não encabeça a lista das propostas prioritárias para 2009. A reforma trabalhista sequer foi incluída na relação de mudanças para melhora do ambiente de negócios.
Entre as matérias que o governo deverá trabalhar para ver aprovadas este ano destacam-se também a criação do Fundo de Catástrofe de Seguro Rural e do Fundo de Proteção ao Consumidor de Seguros, Capitalização e Previdência Aberta. Em comum, as propostas compartilham a autoria do Executivo e o fato de terem tramitado na Câmara dos Deputados em 2008.
Segundo o relatório de acompanhamento de atividades do governo federal, essas medidas são consideradas fundamentais para o enfrentamento da crise e o desenvolvimento do País. Com a aprovação do PL 337/04, das agências reguladoras, por exemplo, o governo espera conseguir estabilidade para reduzir custos de transação e melhorar ambiente de investimentos. "Os contratos de gestão entre o setor público e o privado não funcionam, por isso os investidores esperam que as agências se tornem mais independentes", conta Nelson Lacerda, tributarista do escritório Lacerda & Lacerda.

Mercado interno atenuará desaceleração este ano, diz FGV

Agência Estado
05/01/2009
O mercado doméstico vai atenuar a desaceleração da economia prevista para este ano. Executivos de indústrias dedicadas ao mercado interno estão bem mais otimistas com 2009 do que os exportadores.
Essa é uma das principais conclusões de uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para medir o humor e as expectativas dos industriais. De acordo com a sondagem, a confiança nos negócios para os próximos seis meses dos industriais especializados no mercado doméstico reduziu-se de forma moderada em novembro, enquanto a queda na confiança dos empresários dedicados à exportação foi bem maior.
Segundo a pesquisa, 31% das 137 indústrias voltadas para o mercado interno trabalhavam, em novembro, com cenário melhor para os negócios até maio. Enquanto isso, só 3% das 68 empresas exportadoras estavam otimistas e 22% das 1.112 indústrias como um todo tinham a mesma expectativa.
Entre os empresários especializados no mercado doméstico, os mais otimistas são os fabricantes de cimento, embalagens metálicas, papel e artefatos para uso pessoal, produtos farmacêuticos e confecção e peças interiores do vestuário.

Exportador terá que ter 'imaginação' em 2009, diz governo

Terra / Laryssa Borges
05/01/2009
Diante da crise financeira mundial, o exportador brasileiro terá de ter "imaginação" para conseguir manter bons níveis comerciais. A avaliação é do secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral. De acordo com ele, para driblar os efeitos da crise, os empresários terão de buscar diversificar ainda mais seus mercados, com foco principalmente nos países em desenvolvimento. Para ele, a parte do governo será trabalhar em políticas de redução dos custos de logística e de carga tributária.
"2009 vai ser um ano difícil, principalmente para os países desenvolvidos, e o exportador brasileiro terá que ter imaginação para diversificar exportações, ganhar mercado, porque reconquistá-los é difícil, e o governo terá que atuar para ganhar competitividade", afirmou Barral. "As melhores opções para o exportador brasileiro são continuar o processo de exportação, principalmente para países em desenvolvimento, que manteriam algum tipo de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)", avalia o secretário.
O Brasil fechou o ano de 2008 com superávit comercial (diferença entre importações e exportações) de US$ 24,735 bilhões em 2008, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento. O resultado aponta uma queda de 38,2% no indicador, que em 2007 acumulou US$ 40,027 bilhões.

Economia japonesa piora, diz o Governo do país

EFE
05/01/2009
O ministro japonês de Finanças, Shoichi Nakagawa, assegurou hoje que a segunda economia do mundo "está piorando" por causa da crise global, que provocou uma queda das exportações, produção e consumo no Japão.
Nakagawa discursou na abertura de sessões da Dieta (Parlamento), de 150 dias de duração, que terá como principal incumbência o debate e aprovação do orçamento adicional para 2008 e o ordinário de 2009.
O projeto governamental de orçamento para o ano fiscal 2009, que vai terminar em março de 2010, representa um recorde de 88,55 trilhões de ienes (cerca de US$ 975 bilhões) e inclui medidas contra a crise econômica.
Previamente, o Governo de Taro Aso quer aprovar o orçamento adicional para este ano fiscal, que termina em março deste ano e chega a 4,79 trilhões de ienes (US$ 52,075 bilhões).
Esse orçamento inclui um controvertido plano para devolver dinheiro vivo aos contribuintes, por um total de dois trilhões de ienes (US$ 21,675 bilhões), que foi inclusive contestado por membros do partido governamental PLD e rejeitado frontalmente pela oposição.
Na primeira sessão da Dieta, aberta com pompa pelo imperador Akihito, discursou o ministro das Finanças, que defendeu uma rápida aprovação das iniciativas econômicas perante a seriedade da crise.
"A economia do Japão se viu negativamente afetada por esta crise e está piorando, com queda nas exportações e na produção, e um desabe do consumo", apontou Nakagawa.
"Os mercados financeiros de todo o mundo estão imersos em uma crise que só acontece a cada cem anos e, devido a isso, estamos vendo uma recessão econômica em escala global", acrescentou.

Brazil’s Currency Falls as Trade Surplus Narrows

By BLOOMBERG NEWS
Published: January 2, 2009
Brazil’s currency fell as the country’s trade surplus narrowed to a six-year low in 2008, propelled by a deepening economic slowdown that curbed demand for exports. The currency, the real, declined 0.1 percent, to 2.3176 per dollar from 2.3145 on Wednesday. It fell 23 percent last year. Brazil’s surplus shrank to $24.7 billion from $40 billion in 2007, the trade ministry said in a report on its Web site. It was the smallest surplus since a $13.1 billion reading in 2002. “Brazil is probably going to have a weak trade balance,” said Pedro Tuesta, an economist at 4Cast in Washington. The yield on Brazil’s overnight futures contract for January 2010 was little changed at 12.16 percent.

Argentine Car Sales Probably Fell in December: Week Ahead

By Eliana Raszewski
Jan. 5 (Bloomberg) -- Argentina’s automobile sales probably continued to decline in December as a global financial crisis undermined exports and discouraged domestic sales.
Sales have been falling month over month since August, said Horacio Delorenzi, general director of the Buenos Aires-based Argentine Chamber of Car Dealers.
“People are waiting to see what will happen with this crisis,” said Delorenzi in a telephone interview. “If the crisis doesn’t ease, our sales will suffer even further.”
Car dealers in November sold 35,617 units, the fewest since December 2005, according to the country’s Automakers Chamber. The chamber will release December’s figures tomorrow after 12 p.m. New York time.
President Cristina Fernandez de Kirchner on Dec. 4 announced a $1 billion credit program to help consumers buy about 100,000 cars as part of a plan to reverse the slowdown of the automobile industry.
“We have to wait and see the results of this government plan,” said Nicolas Todesca, an economist at Delphos Investment research company in Buenos Aires. “The industry is also suffering from a decline in exports, as Brazil, which has come to a standstill, is our main partner and buys most of our output.”
Markets Last Week
Last week, the yield on Argentina’s benchmark 8.28 percent dollar bonds due in 2033 fell 191 basis points, or 1.91 percentage points, to 17.23 percent, according to Bloomberg data. The bond’s price rose 7.5 cents on the dollar to 58 cents.
The Buenos Aires benchmark stock index Merval rose 8 percent to 1143.33. Socotherm Americas SA (STHE AF), an oil and gas pipe-coating company, rose 25.3 percent while Cresud SACIF y A (CRES AF), which farms soybeans and other crops and leases out farmland, fell 0.65 percent.
The following is a list of events in Argentina this week:
Event Date
Automobile Sales 6
Tax Revenue 6