segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Estrangeiros investiram 32,6% menos na China em janeiro

Foi o quarto mês seguido de declínio dos investimentos externos. Também caiu o número de empresas estrangeiras presentes no país
G1
16/02/2009
O investimento estrangeiro direto na China despencou 32,67% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, para US$ 7,54 bilhões, informou o Ministério do Comércio chinês. O quarto mês consecutivo de declínio soma-se a outros sinais de desaceleração da atividade econômica do país, que há muito tempo é um dos maiores destinatários de investimentos externos do mundo.
Também caiu muito no mês passado o número de empresas estrangeiras presentes no país, 48,7% a ritmo anual.
Em 2008, os investimentos estrangeiros diretos registraram alta de 23,6% anual, um crescimento 10 pontos maior que o de 2007, mas que sofreu uma desaceleração nos últimos meses do ano, quando a crise financeira recomendava prudência às empresas e manter liquidez, ao invés de investir, segundo os analistas.
Embora o volume desses investimentos não seja muito grande em relação à produção econômica total da China, o capital externo tem sido importante ao longo dos anos porque as companhias estrangeiras são grandes empregadoras e têm trazido novas tecnologias e know-how para o país. O investimento externo na China aumentou rapidamente no primeiro semestre do ano passado com a disparada da economia e a expectativa de que o yuan se valorizasse. A crise financeira global, o feriado do Ano Novo Lunar em janeiro e uma base comparativa elevada contribuíram para o declínio, segundo o Ministério do Comércio. O Ano Novo Lunar, que neste caiu em janeiro, em 2008 havia sido celebrado em fevereiro.

Acordo sobre reforma tributária dependerá de estimativas sobre ICMS

Agência Câmara
16/02/2009
Os líderes partidários não chegaram a um acordo, na reunião desta quinta-feira, sobre a reforma tributária (PECs 233/08, 31/07 e 45/07). Uma nova reunião será realizada na próxima quarta-feira (18), quando serão apresentadas estimativas sobre o impacto das propostas de mudança do ICMS na arrecadação dos estados.
O deputado Duarte Nogueira (SP), vice-líder do PSDB, quer uma definição melhor sobre os recursos que vão compensar as perdas dos estados com as mudanças no ICMS.
O relator da reforma, deputado Sandro Mabel (PR-GO), afirmou que o texto a ser votado será o que elaborou na comissão especial sobre a reforma. Segundo Mabel, não há hipótese de haver substitutivo global e eventuais mudanças deverão ser feitas por emendas aglutinativas.
Mabel adiantou que pelo menos um ponto da discussão não pode ser aglutinado e terá que ir para voto separadamente, que é a tributação dos minerais.
Outro ponto que teve avanço específico, segundo Mabel, é a cobrança do ICMS nos produtos da cesta básica. O deputado afirmou que os estados do Nordeste precisam dessa receita e, por isso, a cobrança do ICMS deverá ser mantida sobre os produtos da cesta básica, mas com alíquota menor.

Brazil’s Real Rises on Bets Stimulus Plans Will Revive Growth

By Adriana Brasileiro
Feb. 13 (Bloomberg) -- Brazil’s real rose the most in more than two weeks as investors speculated government stimulus packages may succeed in reviving global economic growth, boosting demand for developing nations’ exports.
The real gained 2.3 percent to 2.2562 per U.S. dollar at 2:09 p.m. New York time, after most trading in Brazil had ended, from 2.3071 yesterday. The advance pares this week’s loss to 0.6 percent. The real has declined 29 percent in the past six months, the second-worst performance among the 16 most-actively traded currencies tracked by Bloomberg after the Mexican peso.
“People are starting to believe the U.S. package and other government efforts will produce the desired effect in the medium and long term,” said Adilson Goes, currency-trading director in Sao Paulo at brokerage Levycam CCV Ltda.
The U.S. House of Representatives is scheduled to vote today on a $789 billion stimulus plan that President Barack Obama has said he wants to sign by Feb. 16. The plan may jolt the U.S. economy in successive waves: relief to cash-strapped consumers, businesses and states, then a job-creating lift from spending on roads, utilities and public transit.
Australian Prime Minister Kevin Rudd won parliamentary approval for a A$42 billion ($27.7 billion) stimulus plan.
Rising prices for crude oil, a Brazilian export, also increased appetite for the real. Crude for March delivery rose 11 percent to $37.58 a barrel.
Brazil’s central bank placed 49,400 currency swaps out of 51,800 contracts offered at an auction today, providing a boost to the real. The bank said in a statement it will assess demand today for an offer of currency swaps on Feb. 16.
The yield on Brazil’s zero-coupon, local-currency bonds due in January 2010 fell 15 basis points, or 0.15 percentage point, to 11.14 percent.

Brazil Has Historic Chance to Cut Rates, Franco Says (Update1)

By Adriana Brasileiro
Feb. 13 (Bloomberg) -- Brazilian policy makers have a “historic opportunity” to cut benchmark interest rates to single digits this year as inflation eases and economic growth sputters, said former central bank president Gustavo Franco.
“It’s a completely new world that Brazil is ready to enter,” Franco, a partner at money-management firm Rio Bravo Investimentos, said in an interview in Rio de Janeiro. “It’s the moment for the central bank to show courage and chase this new paradigm.”
Central bankers lowered the overnight rate on to 12.75 percent on Jan. 21 from a two-year high of 13.75 percent. The reduction, the biggest since 2003, came after data showed Brazil’s economy is stalling as local demand slumps. The move left the rate within 1.5 percentage points of 11.25 percent, the lowest since Brazil adopted an inflation-targeting policy in 1999.
Economists forecast policy makers will cut the so-called Selic rate by 75 basis points to 12 percent at their next meeting March 10-11 and reduce the rate to a record low of 10.75 percent by year-end, according to the median estimate in a central bank survey published Feb. 9.
Brazil’s $1.3 trillion economy, the biggest in Latin America, has probably already began to contract, according to Banco BNP Paribas Brasil SA, JPMorgan Chase & Co. and Morgan Stanley. Marcelo Carvalho, Morgan Stanley’s chief economist for Brazil, and Alexandre Lintz, chief Latin America economist at BNP Paribas, said they expect no growth this year as the global financial crisis undercuts consumer demand and prices on the country’s commodity exports fall.
‘Wake Up the Economy’
Brazilian companies eliminated 600,000 jobs in December and industrial production slumped 14.5 percent that same month. The output decline was the most since at least 1992 and exceeded all 22 forecasts in Bloomberg survey of economists.
“The best instrument the government has right now is interest rates,” said Franco, who served as central bank president from 1997-1999 after helping craft the real currency plan that tamed hyperinflation in 1994. “Brazil has a wonderful opportunity now to use it and really wake up the economy.”
Carvalho revised his outlook this month for the benchmark rate to 9.75 percent at year-end from a previous forecast of 11.75 percent. He predicts four consecutive one-percentage-point cuts starting in March.
“Our call changed after we saw the rapid and sudden decline in activity,” Carvalho said.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

CVM dá início à maratona contábil prevista para 2009

Valor Econômico
13/02/2009
Foi dada a largada para a maratona de regras contábeis que promete agitar as companhias abertas em 2009. Ontem, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou três minutas de normas conjuntas com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as primeiras da extensa leva prevista para este ano. As três regras, que estão em audiência pública até 10 de abril, abordam o tratamento contábil a ser adotado em contratos de construção (CPC 17), custos de empréstimos (CPC 20) e estoques (CPC 16).
Este ano ainda devem ser divulgadas outras 23 normas e, após todas as consultas públicas, haverá um total de 26 normas editadas em conjunto pela CVM e o CPC só em 2009. Isso sem contar os pareceres de orientação que devem surgir, a exemplo do que já ocorreu em janeiro, quando foi divulgado o primeiro. No ano passado, foram editadas 14 novas regras contábeis.
O ponto de chegada da corrida, que foi iniciada efetivamente em 2008, é a convergência completa das normas contábeis brasileiras com as regras internacionais, emitidas pelo Comitê de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb , na sigla em inglês). O processo de convergência deve ser concluído em 2010.
De acordo com o superintendente de normas contábeis e auditoria da CVM, Antonio Carlos de Santana, essas primeiras minutas propostas este ano não trazem muitas diferenças em relação ao que já é feito na prática pelas companhias em suas formas de contabilização.
"O que estamos fazendo, dentro do processo de alinhamento com as práticas contábeis internacionais, é colocar essas práticas formalizadas como regras", explicou Santana. "Na contabilização, tudo isso já vem sendo adotado, mas agora fica mais organizado e há uma regra dizendo como deve ser feito", afirmou.
De acordo com ele, as deliberações conjuntas propostas ontem mudam mais aspectos relacionados à evidenciação do que à contabilidade. No caso da regra sobre os estoques, uma das mudanças é a necessidade de divulgar o montante do estoque baixado como perda no período, o montante da reversão de perdas e as circunstâncias que levaram a essas reversões de baixas.
Na minuta sobre contratos de construção, há orientações sobre como proceder em relação a receitas nesse tipo de contrato, que geralmente é de longo prazo, ou seja, se alonga por vários anos. Nesses casos, as receitas e as despesas relacionadas devem ser reconhecidas de forma paralela à execução do projeto.
Em relação aos custos dos empréstimos, as regras não trazem modificações significativas ao que já existia na Deliberação 193. A principal discussão da norma envolve os chamados ativos qualificáveis, pois, caso os empréstimos não sejam atribuídos diretamente a esses ativos, a contabilização do custo ocorre como despesa no resultado do período.
De acordo com o superintendente, a previsão é que o pacote de normas que ficou para 2009 seja divulgado até setembro, para aplicação no ano seguinte. "A ideia é ter vigência em 2010", disse. "Nos dados de 2009 inicialmente não será necessário adotar as regras que sairão neste ano, mas depois, quando da preparação dos dados de 2010, será preciso atualizar os de 2009 para fins de comparação", concluiu o superintendente da CVM.

Câmara aprova aumento no prazo para pagar tributos federais

Agência Câmara
13/02/2009
O Plenário da Câmara aprovou ontem a Medida Provisória 447/08 (MP 447/08), que aumenta em pelo menos cinco dias os prazos de recolhimento de diversos tributos federais. Por acordo de líderes, entretanto, a análise dos destaques para votação em separado ficou para a sessão extraordinária desta quinta-feira.
As divergências em torno do texto são relacionadas à tentativa, dos deputados, de ampliar ainda mais os prazos para pagamento dos tributos e de incluir outros beneficiários, como as micro e pequenas empresas.
A MP foi relatada pelo deputado Átila Lira (PSB-PI), que recomendou a aprovação do texto original enviado pelo Poder Executivo e rejeitou todas as 67 emendas.
O objetivo do governo é deixar por mais tempo no caixa das empresas o dinheiro reservado para pagar os tributos. Estimativas iniciais do Ministério da Fazenda apontam que os novos prazos devem permitir às empresas girar cerca de R$ 21 bilhões no caixa antes do pagamento dos tributos.
As datas de pagamento dos tributos federais variam do 10º ao 20º dia do mês seguinte ao do fato gerador. A MP 447/08 praticamente unifica todas as datas em duas: 20º e 25º dia.
O maior período de prorrogação é para a contribuição social da Previdência devida pelo contribuinte individual, que deve ser descontada e recolhida pela empresa na qual trabalha. O prazo passa do 2º dia para o 20º dia do mês seguinte ao da competência.
As cooperativas de trabalho passam a recolher a contribuição dos associados no 20º dia. Antes da MP, isso acontecia no 15º dia.
Em vez de ser paga no 10º dia, a contribuição para a Previdência deverá ser paga no 20º dia nos seguintes casos: contribuição incidente sobre a prestação de serviços por cooperativa de trabalho; contribuição do empregador rural pessoa física; e contribuição incidente sobre contrato de cessão de mão-de-obra ou trabalho temporário.

América Latina levará de 1 a 3 anos para superar crise financeira (pesquisa)

AFP
13/02/2009
A América Latina vai demorar entre um e três anos para superar os efeitos da crise financeira mundial, estimaram banqueiros da região, segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Federação Latino-americana de Bancos (Felaban), que reúne mais de 500 instituições da região. Dois em cada três dos mais de 100 executivos do setor bancário de 19 países da região, entrevistados pelo estudo, disseram acreditar que a crise afetará os mercados financeiros de seus países por um período de um a três anos.
A pesquisa, realizada no fim de 2008, destaca que os banqueiros mexicanos foram mais otimistas que os da América Central e do Sul.
Seis em cada dez pesquisados calculam que haverá escassez de financiamento para suas instituições. Outros efeitos da crise esperados pelos banqueiros são uma redução das remessas e uma queda das operações de comércio exterior.
Além disso, os executivos prevêem uma jornada difícil para donos de pequenas e médias empresas, que já que haverá menos crédito no mercado e juros mais altos para este tipo de iniciativa.
"Os bancos latino-americanos são, em geral, sólidos, líquidos, com boa liquidez e baixa morosidade, níveis de armazenamento e adequação de capital acima dos níveis dos acordos da Basiléia", ressaltou o presidente da Felaban, Ricardo Villela-Marino.
A situação "certamente permitirá que os países e bancos latino-americanos atravessem a crise internacional em condições melhores que no passado, e assim continuarão atendendo esses segmentos do mercado", apontou.

Petrobras faz apostas ambiciosas na crise, diz 'Economist'

BBC Brasil
13/02/2009
Apesar da crise econômica e da queda no preço do petróleo, a Petrobras continua anunciando investimentos recordes e apostando em objetivos "ambiciosos", diz a revista britânica The Economist, na edição que chegou às bancas nesta sexta-feira.
Intitulado "Pluging In" (uma expressão que tanto pode significar algo como "cavando fundo" ou "apostando alto", em tradução livre), o artigo cita o anúncio de investimentos da ordem de US$ 174 bilhões em cinco anos anunciado no mês passado pela estatal brasileira.
"Em um momento em que os gráficos mostram grandes declives que ameaçam empregos e as vendas de veículos, a ousadia da Petrobras pode ser um alívio para os brasileiros", diz a publicação, citando as projeções de produção de barris petróleo e de investimentos em refinarias anunciados pela empresa.
A revista também cita as descobertas das reservas na camada pré-sal, em 2007, "que deixaram os políticos intoxicados com a perspectiva de grandes riquezas" e fizeram com que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva propusesse a criação de um fundo soberano e a mudança no regime de exploração do combustível nestas áreas.

China’s Economy Shows Signs of Recovery on Stimulus (Update3)

By Kevin Hamlin
Feb. 13 (Bloomberg) -- China’s economy is showing signs that a 4 trillion yuan ($585 billion) stimulus package is taking effect.
The world’s third-biggest economy may expand 6.6 percent in the second quarter after slowing to 6.3 percent in the three months to March 31, the weakest pace since 1999, according to the median estimates of 14 economists surveyed by Bloomberg News.
China is trying to reverse an economic slide that has already cost 20 million jobs, raising the risk of social unrest as exports plunge and the property market sags. Spending on roads railways and housing has increased prices for iron ore, put a floor under industrial output and helped to drive a record $237 billion of new loans in January.
“China looks set to be the first major economy to recover from the current global meltdown,” said Lu Ting, an economist with Merrill Lynch & Co. in Hong Kong. “China is the only economy in the world to see significant growth in credit to corporate and household sectors after September 2008, when the financial crisis worsened to a near collapse.”
The government’s stimulus plan, announced in November, is beginning to gather momentum. Projects such as the building of 3.5 billion yuan of public houses in Shaanxi province and Shanghai began in December, while Shandong province started work on three new railway lines the same month.
China is committing about 1.2 trillion yuan of central government funds to the plan, which means banks’ willingness to fund projects is crucial. So far they are responding.
Toxic Assets
The value of new loans in January was more than double the record set a year earlier, according to figures released by the People’s Bank of China yesterday.
The lending multiplies the effect of the government’s spending in ways that wouldn’t be possible in the U.S. and Europe, where banks are burdened by toxic assets, said Dwyfor Evans, a strategist with State Street Global Markets in Hong Kong.
While China is the only one of the world’s three biggest economies still growing, the expansion has slowed from 13 percent in 2007 and 9 percent last year.
Growth will accelerate from the current pace to 7.2 percent for the full year, according to Wang Qian, an economist with JPMorgan Chase & Co. in Hong Kong. Her calculation is that consumption will contribute 4.4 percentage points and investment 4 percentage points. The collapse in exports will slice off 1.2 percentage points.
Stimulus spending will contribute up to 3 percentage points of the total, she estimates.
Global Recession
Even if the global recession is protracted, China has the ammunition to maintain growth, said Merrill Lynch’s Lu. It has public debt of only 18.5 percent of gross domestic product -- compared with 75 percent in India -- foreign currency reserves of $1.95 trillion, and a balanced budget.
“China has perhaps the deepest pockets in the world,” said Lu. “It can relentlessly ramp up spending to create jobs and meet its growth target.”
The government-backed Purchasing Managers Index, a measure of manufacturing, showed a second monthly increase in January after a record low in November.
“The economy is bottoming,” said Tao Dong, chief Asia economist at Credit Suisse AG in Hong Kong, citing the PMI, the surge in bank lending, and spending on construction and machinery because of the infrastructure projects.
Some commodity prices signal a tentative recovery may be under way, as Chinese companies rebuild inventories.

BRICs Show No Death of Equities in Emerging Markets (Update4)

By Michael Patterson
Feb. 12 (Bloomberg) -- The only major stock markets recording gains of more than 8 percent this year are China, Russia and Brazil, and India’s benchmark index is little changed.
That’s enough of a sign that the so-called BRICs are showing a resilience unimaginable in the U.S., most of Europe and Japan.
While the evidence varies among the largest developing nations, there are indications that the consumer hasn’t gone into hibernation just yet, aided by a 4 trillion yuan ($585 billion) stimulus plan in China. Prospects that demand will hold up for Brazilian and Russian metals lifted shares of Cia. Vale do Rio Doce 27 percent this year and OAO Severstal 59 percent.
“I would expect the big emerging markets to do really well in the updraft of the next bull market, which you ought to be postured for right now,” said Kenneth Fisher, the billionaire chairman of Woodside, California-based Fisher Investments Inc., which oversees $28 billion and owns Brazilian and Russian shares.
China’s Shanghai Composite Index rallied 23 percent this year, the biggest advance among benchmark equity indexes worldwide, while Russia’s Micex jumped 18 percent and Brazil’s Bovespa added 8.8 percent, data compiled by Bloomberg show. The Bombay Stock Exchange Sensitive Index slipped 1.9 percent, still the fourth-best performance among the world’s 15 largest markets.
The Standard & Poor’s 500 Index declined 7.7 percent as bank shares tumbled. Europe’s Dow Jones Stoxx 600 Index fell 4 percent, and Japan’s Nikkei-225 Stock Average dropped 13 percent.
Global Recession
The Shanghai index fell 0.6 percent today and the Sensex declined 1.6 percent. The Micex slid 5 percent, while the Bovespa dropped 0.8 percent. The MSCI World Index retreated 0.7 percent.
While the BRICs are off to a promising start, it’s too early to buy shares because valuations haven’t fallen enough to compensate for the risk that the global recession will last longer than investors expect, according to Jason Hepner, a global strategist at Standard Life Investments in Edinburgh.
China’s exports fell the most in almost 13 years last month on slumping demand in the U.S. and Europe. Brazil’s economy may have stalled in the fourth quarter as industrial output tumbled the most since 1992, government data show.
Russia will fall into the first recession since its 1998 debt default after the country’s main oil export blend dropped 69 percent from a July record, according to the Economy Ministry. The ruble’s 16 percent tumble against the dollar this year has pushed up financing costs for Russian companies that owe $400 billion in the next four years, including $100 billion in 2009.
China Valuations
“We need some reassurance in the global growth outlook or we’d need valuations getting to absolute extremes where we felt that any future bad news was already priced in,” said Hepner, who helps oversee about $186 billion at Standard Life. “Neither of those conditions have been met.”
As emerging-market shares sank more than developed-market equities last year, China’s Shanghai index tumbled 65 percent and traded in November at 13.2 times reported profits, the lowest level since Bloomberg began tracking the data in 1997.
The gauge was valued at 17.6 times earnings yesterday after rebounding 32 percent from its 2008 low. Stock transactions on both the Shanghai and Shenzhen exchanges rose to 32 billion shares yesterday, the highest in at least three years, as government stimulus measures lured investors.
China’s Stimulus Plan
“China is already getting out of the bottom,” said Lode Vermeersch, chief investment officer of Shanghai-based KBC Goldstate, which oversees about 4 billion yuan and has been buying Chinese shares since October after moving to a “significantly overweight” position from zero holdings.
Premier Wen Jiabao’s ruling Communist Party unveiled its stimulus plan on Nov. 9 in a bid to bolster growth in the world’s third-largest economy. China’s gross domestic product expanded 6.8 percent in the fourth quarter from a year earlier, down from 9 percent in the previous three months. The package includes spending on low-rent housing, infrastructure in rural areas, roads, railways and airports.
A two-month rebound in China’s Purchasing Managers’ Index, a key gauge of manufacturing activity, is fueling speculation that the government’s efforts to revive growth are working.
“The Chinese have huge amounts of money and big bank accounts and they’re now spending it,” said Jim Rogers, the chairman of Singapore-based Rogers Holdings and author of “A Bull in China: Investing Profitably In The World’s Greatest Market.” “China’s going to come out of this better than most.”
India’s Economic Growth
SAIC Motor Corp., China’s biggest carmaker, climbed 54 percent in Shanghai trading this year as the nation’s vehicle sales topped the U.S. for the first time in January. SAIC Motor is based in Shanghai.
Maruti Suzuki India Ltd. added 18 percent in Mumbai trading as sales rose last month by a record. India’s largest carmaker, which is based in New Delhi, trades for 10.2 times profit, compared with 9.7 times for the Sensex index. The measure slid 52 percent in 2008.
The global recession prompted India’s central bank to cut its key repurchase rate to a record low 5.5 percent, from 9 percent in October, while Prime Minister Manmohan Singh’s government announced a combined $31 billion of stimulus measures to support growth.
India’s economy, Asia’s third-largest, probably will expand 7.1 percent in the year to March 31, the statistics office said this month. That compares with the 0.5 percent global growth rate forecast by the Washington-based International Monetary Fund.
Brazilian Stocks
“India’s economy stands out when so many others are contracting,” said Sandip Sabharwal, chief investment officer at Mumbai-based J.M. Financial Mutual Fund, which manages about $1.2 billion. “The government has responded like others by stimulating the economy, but that apart we are still seeing strong domestic consumption.”
The Bovespa index in Brazil lost 41 percent last year, sending price-earnings ratios as low as 7 in October before a rebound in the nation’s metal producers pushed the ratio to 9.6 as of yesterday.
Vale, the world’s biggest iron-ore producer, climbed as prices for the material used to make steel rebounded from a three-year low in China, where Rio de Janeiro-based Vale gets about 17 percent of its sales. Cia. Siderurgica Nacional SA, Brazil’s third-largest steelmaker, added 27 percent this year.
“Infrastructure spending requires things like iron ore and concrete and all kinds of industrial materials,” said Uri Landesman, who oversees about $2.5 billion as head of global growth and international equities at ING Groep NV’s asset management unit in New York. Brazil is “very long metals and they’re going to be a huge beneficiary,” he said.
Severstal, Mechel
Russia’s steel companies also are rallying on speculation increased infrastructure spending by countries including China will boost profits, said Constantin Demchenko, head of trading at Everest Asset Management in Moscow.
Cherepovets-based Severstal, Russia’s largest steelmaker, rose 59 percent this year while OAO Mechel, Russia’s biggest supplier of coal for steelmakers, added 52 percent.
Both stocks fell more than 80 percent last year and the Micex index tumbled 67 percent as Russia’s central bank drained more than a third of its foreign currency reserves fighting a slump in the ruble. A war with neighboring Georgia and sliding oil prices spurred investors to withdraw at least $290 billion from the world’s biggest energy supplier between Aug. 1 and Feb. 6, according to BNP Paribas SA.
‘Secular Uptrend’
The BRICs, especially China and India, are still in a “secular uptrend” because their populations and economies are growing faster than developed countries, said Robin Griffiths of Cazenove Capital.
Emerging markets are the last to slip into the global recession and will be first to recover as governments in China and other developing countries introduce measures to stimulate their economies, JPMorgan Chase & Co. said today, while HSBC Holdings Plc said a rebound in Asian economies in the second half shouldn’t be ruled out.
“We’re moving from a Western-dominated world into an Asian- dominated world,” said Griffiths, who helps oversee about $15 billion as the chief technical strategist at Cazenove in London. “And at the margin that’s where the growth is even now.”

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Faturamento de empresas paulistas recua

CVM agora regula contabilidade de empréstimos, estoques e construção

Pacote de Obama pretende injetar US$ 2 trilhões na economia

Governo injetou R$ 393 bi na economia para conter a crise

Governo adota pacote de bondades para municípios

Aprovação do plano no Senado é "boa notícia", diz Obama

Serra lança 'PAC' para estimular economia paulista

Ideia é antecipar maior volume possível de desembolso dos recursos de R$ 20,6 bi previstos em investimentos
Agência Estado / Anne Warth e Elizabeth Lopes
12/02/2009
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), anuncia nesta quinta-feira um pacote de medidas para estimular a economia paulista, desonerar investimentos e preservar empregos. Na prática, o pacote será uma espécie de Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo paulista, seguindo a linha que o presidente Lula vem adotando no âmbito federal, reafirmando o papel do Estado como agente indutor dos investimentos e do crescimento econômico, sobretudo num momento de acirramento da crise financeira global. Além dessa semelhança, os programas têm no comando os dois principais nomes à sucessão presidencial de 2010, a ministra Dilma Rousseff (PT) e o tucano José Serra, ambos alinhados com o pensamento desenvolvimentista.
A ideia do governador paulista é antecipar para o primeiro semestre deste ano o maior volume possível de desembolso dos recursos orçamentários de R$ 20,6 bilhões previstos em investimentos para 2009 e transformar esse potencial em empregos. Antes de concretizar o plano, Serra pediu aos órgãos e secretarias de sua administração um diagnóstico dos investimentos, obras e desembolsos que poderiam ser realizados já no primeiro semestre, período apontado por analistas como o mais crítico da crise financeira, que já afeta duramente São Paulo, o Estado mais industrializado e que concentra o maior contingente de mão de obra do País.
O "PAC de Serra" está sendo apontado nos bastidores como mais um avanço do governador paulista no tabuleiro da disputa interna que vem sendo travada no PSDB para a escolha do candidato que irá representar a legenda na campanha presidencial de 2010. Um tucano ligado ao governador paulista resumiu o impacto que essa ação deverá ter nessa disputa: "Enquanto Aécio (Aécio Neves, governador de Minas Gerais, que trava com Serra a disputa pela vaga presidencial da legenda nas próximas eleições) se preocupa com as prévias para a escolha do candidato, Serra está preocupado com questões maiores e de impacto para todo o País, como o combate à crise econômica e a geração de empregos."

Parlamento do mercosul tem novo presidente

Agência Safras
12/02/2009
Em sessão presidida pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS) nesta terça-feira (10), o parlamentar paraguaio Ignácio Mendoza Unzain foi eleito presidente do Parlamento do Mercosul para os próximos seis meses. Em seu pronunciamento, Ignácio Mendoza disse que dedicará esforços para a consolidação e o fortalecimento da instituição.
O novo presidente afirmou ainda que o Parlamento do Mercosul deve ser respeitado, conhecido e ampliado.
Na mesma sessão, foram eleitos os três vice-presidentes para um mandato de dois anos: Dr. Rosinha, pelo Brasil, José Juan Bautista Pampuro, pela Argentina, e Juan Jose Domínguez, pelo Uruguai. A cada seis meses, um vice-presidente assume a Presidência do Parlamento, o que permite que representantes dos quatro países ocupem o cargo.
Simon Em breve pronunciamento antes da eleição de Ignácio Mendoza, Simon, que presidiu a sessão por ser o parlamentar mais velho entre os presentes, disse que aquele era o momento mais importante de sua vida pública.
O senador gaúcho referiu-se a um fato que ocorreu em 1957 quando, estudante em Porto Alegre, participou de uma Semana de Estudos Sociais. No encontro, relatou, foi aprovada a tese de que os países da América do Sul deveriam ter uma entidade que os representasse.
Simon afirmou que a América Latina tem tudo para ser uma grande região e haverá de ocupar o seu espaço e de ter voz. Ele qualificou de muito importante a integração entre os países do Mercosul. "Este é o nosso caminho", concluiu, após ter mencionado a integração dos países europeus.

Faturamento recua, mas empresários estão otimistas

Agência Sebrae
12/02/2009
Em dezembro de 2008, o faturamento médio real das micro e pequenas empresas (MPE) paulistas ficou -10,6% na comparação com o mesmo mês em 2007. Entre os fatores que contribuíram para esse resultado destacam-se os efeitos da crise financeira mundial, que levaram à queda na atividade em setores específicos, como o automobilístico; a aceleração da inflação até meados do ano e a boa base de comparação, uma vez que 2007 registrou a melhor receita real das MPE desde 2003.
Todos os setores apresentaram desempenho negativo na receita real na comparação de 12 meses (dezembro de 2008 x dezembro de 2007): -13,6% no comércio, -10,3% na indústria e – 3,5% em serviços. A receita total das 1,3 milhão de MPE paulistas, em dezembro de 2008, foi de R$ 22,4 bilhões, o que significa uma redução de R$ 2,6 bilhões em relação a dezembro de 2007.
Na comparação mês a mês (dezembro de 2008 contra novembro de 2008), o movimento foi contrário: alta de faturamento real de 1,9%, puxado por serviços (+4,2%) e comércio (+3,1%). A indústria ainda registrou queda (-4,7%). Em comparação a novembro de 2008, o aumento na receita total foi de R$ 400 milhões.
No balanço geral de 2008, os pequenos negócios paulistas apresentaram recuo de faturamento na ordem de 4,4%, na comparação com o mesmo período de 2007. Estima-se que esse resultado tenha tirado da receita das MPE o equivalente a R$ 12,3 bilhões. A receita total em 2008 ficou em R$ 266,4 bilhões.
“A queda no faturamento médio das MPE foi particularmente forte no último trimestre de 2008 e esteve associada aos efeitos da crise internacional. A retração do crédito na economia e a atitude defensiva de consumidores, que reduziram suas compras a prazo e novos financiamentos, respondem pela maior parte da queda registrada no ano. Outro fator que pesou foi a aceleração da inflação. Durante 2008, os preços praticados pelas pequenas empresas foram corrigidos bem abaixo da inflação, contribuindo para a queda real do valor do faturamento do setor”, analisa Marco Aurélio Bedê, gerente do Observatório das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae/SP.

Empresários argentinos rejeitam proposta da Fiesp sobre restrição comercial

EFE
12/02/2009
Empresários argentinos rejeitaram hoje a proposta da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) de impor restrições a alguns produtos importados desde a Argentina.
"Lamentamos a posição de nossos amigos da Fiesp e sua falta de informação sobre as ações do Governo argentino em matéria industrial e como a indústria brasileira é levada em consideração nos ramos mais importantes", disse o secretário da Confederação Geral Empresária da República Argentina (CGERA), Raúl Zylbersztein.
O dirigente, que também é titular da Câmara de Manufaturas do Couro e Afins da Argentina, informou em comunicado que sugeriu à patronal organizar uma reunião para poder propor aos dois Governos "um comércio administrado, onde ninguém se sinta prejudicado".
Na terça-feira, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu ao Governo brasileiro que adote "represálias" contra a Argentina, após a decisão da Alfândega do país de exigir licenças de importação para 800 produtos.
O secretário da Câmara da Indústria do Calçado da Argentina, Horacio Moschetto, alegou que as medidas adotadas por Buenos Aires buscam "evitar a concorrência desleal, a evasão fiscal e o subfaturamento dos produtos que entram com valores baixos".
Esta "ferramenta, longe de prejudicar os exportadores brasileiros, beneficia as empresas que concorrem lealmente", acrescentou.

CVM agora regula contabilidade de empréstimos, estoques e construção

Valor Online
12/02/2009
Dando sequência ao processo de regulamentação do novo padrão contábil brasileiro, que deverá se alinhar à linguagem internacional do IFRS, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) colocou hoje em audiência pública três minutas de deliberação envolvendo novos pronunciamentos elaborados pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). O CPC 20 trata de "Custos de Empréstimos" e, segundo autarquia, não deve trazer grandes novidades em relação à regra atualmente vigente. A principal mudança, segundo a CMV, está relacionada com a contabilização dos custos de empréstimos como parte do custo da aquisição de um ativo, quando for possível determinar a ligação direta entre o empréstimo e a compra do bem.
Outra regra colocada em audiência publica hoje é o CPC 17, que abrange os "Contratos de Construção". A norma tem como objetivo dar diretrizes para que as empresas deste segmento, que tem suas peculiaridades, façam o reconhecimento de receitas e despesas ao longo do prazo dos contratos.
O terceiro pronunciamento que deverá ser debatido pelos agentes do mercado é o CPC 16, que tem como tema os "Estoques". A regra prevê que as empresas deverão reconhecer custos de estoques quando o valor de mercado dos bens tiver alteração, já que eles deverão ser contabilizados com o menor valor entre o custo e o "valor realizável líquido".
Os interessados que quiserem participar das audiências deverão se manifestar até o dia 10 de abril.

Brazil dollar inflows to Feb 6 reach $345 mln

Wed Feb 11, 2009 9:38am EST
SAO PAULO, Feb 11 (Reuters) - Net inflows of U.S. dollars to Brazil totaled $345 million this month through Feb. 6, central bank data showed on Wednesday.
The figures compared with outflows of $3.02 billion for the whole of January.
Net inflows from trade transactions reached $246 million in the February period, compared with inflows of $532 million last month. The country had net financial inflows of $99 million, compared with outflows of $3.55 billion in January. (Reporting by Jenifer Correa; Writing by Elzio Barreto; Editing by James Dalgleish)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Pacote de Obama pretende injetar US$ 2 trilhões na economia

Exame
10/02/2009
Metade dos recursos irá para o resgate aos bancos com problemas; o restante será aplicado em estímulos para o consumo
Depois de semanas de especulação, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, divulgou as linhas gerais dos planos para estimular a economia do país. O primeiro pacote envolve a criação de um fundo de 1 trilhão de dólares, composto por recursos públicos e privados. O fundo será usado para comprar os títulos podres ainda em poder dos bancos. Outra medida será um programa também de 1 trilhão de dólares para estimular a economia por meio de novas linhas de crédito para consumo e empresas. O governo Obama também deve injetar outros recursos para beneficiar os contribuintes, restringir a distribuição de dividendos e a remuneração de executivos de instituições que recebam ajuda pública.
Na apresentação do plano, Geithner afirmou que "em vez de catalisar a recuperação, o sistema financeiro está trabalhando contra ela". De acordo com o americano The Wall Street Journal, o secretário disse ainda que "ao mesmo tempo, a recessão impõe grande pressão sobre os bancos. Isso é uma dinâmica perigosa, e precisamos detê-la".
Antes de entrar para o gabinete de Obama, Geithner já estava empenhado em tirar o país da crise, na condição de diretor do Federal Reserve de Nova York. Nesse cargo, ele ajudou a desenhar o pacote de 700 bilhões de dólares com que o governo Bush deu os primeiros passos para conter a crise. Geithner considerou o antigo pacote "essencial, porém insuficiente para apoiar o sistema financeiro e o mercado secundário de crédito".

Governo injetou R$ 393 bi na economia para conter a crise

Gazeta Mercantil/1ª Página / Ayr Aliski e Bruno De Vizia
11/02/2009
O governo federal injetou R$ 393,2 bilhões na economia para compensar a retração de crédito privado provocada pela crise financeira. O repasse de R$ 100 bilhões em recursos do Tesouro Nacional para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi o sinal mais evidente deste avanço estatal. Este reforço de caixa permitiu ao banco reformular suas linhas de financiamento e aumentar o volume de operações. "Estamos preparados para chegar a até R$ 120 bilhões este ano", afirmou Luciano Coutinho, presidente do banco.
As novas regras estabelecidas pelo BNDES incorporam o custo mais alto de captação de recursos e força a aplicação da Taxa de Juros do Tesouro Nacional, de 8,75% nas linhas de financiamento.
A fatia dos bancos públicos na oferta de crédito total tem crescido continuamente. Esta participação, que era de 34,2% em setembro, saltará para cerca de 40% nos próximos meses, avalia Bruno Rocha, da Tendências Consultoria Integrada.
Para Julio Gomes de Almeida, professor da Unicamp, a ação dos bancos é importante para atenuar a recessão interna. "O governo está minimizando a queda", afirma. "O aumento do crédito por parte do governo não está se traduzindo em alívio e barateamento do crédito total, que continua caro e apertado", pondera Almeida.
O Brasil pagará um preço alto com esta expansão, diz Joe Yoshino, professor da FEA-USP. O crescimento dos bancos estatais representa também o aumento do "poder de fogo para quem é menos habilitado para gerenciar crédito, que é o governo".

Governo adota pacote de bondades para municípios

Valor Econômico
11/02/2009
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar hoje, durante encontro com os prefeitos empossados em 1 de janeiro, um pacote de bondades financeiras. Mas, em contrapartida, vai cobrar dos administradores municipais que aproveitem a folga orçamentária para investir em obras de infraestrutura e de geração de empregos, fundamentais para ajudar o país nestes tempos de crise financeira. O principal anúncio é a renegociação, por até 240 meses, da dívida das prefeituras com o INSS, uma conta que chega a R$ 14 bilhões.
Não é a primeira vez que os prefeitos serão beneficiados com essa ideia. Ela já foi implementada em pelo menos duas outras oportunidades: 1998 e 2005. O ministro da Coordenação Política, José Múcio Monteiro, nega que a renegociação seja um perdão de dívidas ou uma medida que premie os prefeitos que, em outras oportunidades, já haviam refinanciado suas pendências com o INSS e continuavam inadimplentes. "Não se trata de ser bom ou mau. Não queremos é punir boa parte dos novos prefeitos, que tinham suas administrações engessadas por dívidas contraídas pelos seus antecessores", justificou.
Com o INSS renegociado, os prefeitos poderão ter acesso a linhas de financiamento do governo federal e dos bancos públicos, como BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. "Estamos em um ano em que nossos esforços devem ser voltados para a geração de empregos. O PAC poderá chegar a esses municípios e os prefeitos serão a ponta no sistema de manutenção do crescimento econômico", disse Múcio. De acordo com o secretário de Assuntos Federativos, Alexandre Padilha, na renegociação passada, apenas 300 prefeitos aceitaram aderir ao programa, que tinha um prazo menor: 60 meses. "E ainda existem dívidas surgidas de decisões judiciais posteriores, que não existiam em 2005", complementou. "Aqueles que não quiserem aderir, que acharem que seus pagamentos estão adequados, não serão obrigados", afirmou Padilha.

Estoques indicam que produção industrial seguirá baixa no 1ºtri

Agência Estado
11/02/2009
Há luz no fim do túnel, mas o túnel é comprido. Esta é a metáfora que retrata a avaliação dos representantes das instituições responsáveis pelas divulgações dos raros indicadores de estoques existentes no Brasil.
A comercialização dos produtos industriais, segundo eles, deve se restringir em grande parte, neste primeiro trimestre, aos itens que já estão nos pátios, armazéns e prateleiras. Isso significa que a produção industrial deve seguir com pouco fôlego, ainda que não deva representar um ajuste tão drástico quanto o visto em dezembro. Na ocasião, a produção caiu 12,4% ante novembro e 14,5% na comparação com o mesmo mês de 2007.
"Houve um ajuste expressivo na produção em novembro e dezembro, que associamos ao quadro elevado de estoques muito além das necessidades", comentou o gerente-executivo da unidade de política econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco. Mas ele alerta: as expectativas das empresas em janeiro eram pessimistas em relação à demanda que teriam nos próximos meses e também em relação às compras de matérias-primas. "É possível que ainda nestes primeiros meses de 2009 tenhamos um processo de ajustamento dos estoques, ainda que parte disso talvez já tenha sido realizada", considerou.
Pelo indicador da CNI, os estoques cresceram de 51,5 pontos no terceiro trimestre de 2008 para 53,5 pontos no quarto. "Nossas expectativas são de que este movimento continue por mais algum tempo. O primeiro trimestre ainda deve ser dominado por um processo de recuo e de estoques", previu, ponderando, no entanto, que ainda há muita incerteza sobre a demanda, principalmente em relação à demanda externa. "Os primeiros meses do ano com certeza ainda serão dominados por esse processo de ajustes, o que significa que as empresas vão tentar diminuir seus estoques. E isso se dá com as empresas vendendo mais do que produzem."
Os indicadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) obtidos com base nas respostas de aproximadamente 1,1 mil empresas revelam que o menor nível dos estoques com ajuste sazonal foi registrado em junho de 2008, o que significa indústria operando em alta velocidade porque o crescimento da atividade é grande. Na ocasião, 6,9% dos empresários julgavam que seus estoques eram insuficientes, enquanto 4,4% apontavam que eram excessivos. Essa diferença levou o índice a chegar a 97,5 pontos, o menor nível desde abril de 1995, quando estava em 86,6 pontos (4,7% excessivo contra 18,1% de insuficiente). Desde junho, a direção foi só de alta: em julho, foi de 98,3 pontos; em agosto, de 99,9 pontos e, em setembro, de 101,5 pontos. "Foi um ponto de inversão importante em setembro. Foi quando se virou a página e mais gente avaliou que tinha estoques em excesso do que em falta", disse o coordenador da pesquisa, Aloísio Campelo.

Aprovação do plano no Senado é "boa notícia", diz Obama

AFP
11/02/2009
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que a aprovação pelo Senado do pacote de cerca de US$ 838 bilhões representa uma "boa notícia" e um "bom começo" no esforço de reativar a economia americana.
"É uma boa notícia, é uma boa notícia", repetiu Obama quatro vezes após ter sido interrompido pelos resultados da votação durante uma reunião organizada precisamente para promover o plano.
O Senado americano aprovou nesta terça-feira o plano de estímulo econômico proposto pelo governo do Obama. Com o apoio restrito dos republicanos, o Senado, de maioria democrata, aprovou o pacote por 61 votos a 37, com diferenças significativas em relação à proposta de US$ 819 bilhões aprovada na Câmara dos Representantes (deputados).

Doha Agreement Would Stimulate World Trade, Lamy Writes in WSJ

By Chris Peterson
Feb. 11 (Bloomberg) -- Concluding the stalled Doha agreement on world trade would stimulate the global economy and provide much-needed jobs, World Trade Organization Director-General PascaL Lamy wrote in today's Wall Street Journal.
Trading according to an agreed set of rules has proved able to encourage and multiply growth for over 50 years, and the international system has shown itself to be a strong defense against protectionism, Lamy wrote.
Agreement on Doha wouldn't be enough on its own to solve the global economic crisis, but it would provide a stimulating influence and make the point that governments are able to work together at time of crisis, Lamy concluded.
Last Updated: February 11, 2009 01:59 EST

Brazil to offer $1 bln in repos for trade lines

Tue Feb 10, 2009 9:09am EST
SAO PAULO, Feb 10 (Reuters) - Brazil's central bank said on Tuesday it will offer up to $1 billion in dollar repurchase agreements in an auction on Wednesday aimed at increasing trade finance lines squeezed by the global credit crunch.
Brazil's currency, the real BRBY, was trading 0.6 percent weaker at 2.251 per dollar shortly after the announcement of the repo auction.
Selling repos is one of several measures Brazil's central bank has taken to add liquidity to the domestic financial system in recent months. It has also sold dollars from its international reserves on the spot currency market as well as foreign currency swaps. (Reporting by Jenifer Correa; Writing by Elzio Barreto; Editing by James Dalgleish)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Produção de veículos cai 27,1% em janeiro, diz Anfavea

Sob pressão de Obama, Senado vota pacote de estímulo

Reservas caem abaixo de US$ 200 bi com vendas do BC

Faturamento do Polo Industrial de Manaus bate recorde em 2008

Bolívia tem planos para estatizar empresas do setor elétrico

Produção de veículos cai 27,1% em janeiro, diz Anfavea

Reuters
10/02/2009
A produção de veículos no Brasil foi 27,1% menor em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano anterior e ficou 186,1 mil unidades. Em relação a dezembro de 2008, o número foi 92,7% maior, informou nesta segunda-feira a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
O mercado esperava com ansiedade os dados, depois que a produção industrial brasileira como um todo apresentou queda recorde em dezembro, puxada pelo setor automotivo.
As vendas subiram 1,5% na comparação mensal e caíram 8,1% ano a ano, para 197,5 mil unidades.
As vendas externas de veículos novos despencaram 48,1% em janeiro sobre dezembro e recuaram 60,1% sobre o ano anterior, atingindo 22,6 mil unidades. Em valor, as exportações declinaram 50,5% contra dezembro e 58,2% na comparação anual, para US$ 428,3 milhões.
O nível de emprego no setor automotivo caiu 1,5% em janeiro contra o mês anterior, mas subiu 3,7% na comparação anual, para 126.188 postos de trabalho.
O destaque do mês foi a General Motors , cujas vendas de automóveis e comerciais leves saltaram de 29.310 em dezembro para 38.151 unidades em janeiro.
A Fiat registrou vendas de 43.312 unidades, alta ante as 42.567 unidades de dezembro, o que a coloca em primeiro lugar no País.
Em seguida, Volkswagen aparece em segundo lugar, com comercialização de 41.134 unidades no mês passado contra vendas de 40.374 unidades em dezembro.
A Ford teve vendas praticamente estáveis, passando de 22.603 em dezembro para 22.561 em janeiro.

Impostos representam pouco mais de 8% do spread bancário

Agência Brasil
10/02/2009
Um dos desafios que o grupo de trabalho criado por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para estudar o spread bancário terá de deparar é a incidência de tributos sobre a intermediação financeira. Segundo os dados mais recentes do Banco Central (BC), os impostos e taxas respondem por pouco mais de 8% do spread.
Os números do BC se referem a 2007, quando a participação dos tributos no spread foi de 8,09%. As informações referentes a 2008 ainda não foram divulgadas pelo Banco Central. Levando-se em conta que a maior parte da elevação no spread no último ano decorreu da alta da taxa Selic e do aumento na inadimplência, os números indicarão redução do peso dos impostos no spread, mas ainda em níveis próximos ao de 2007.
O spread é a diferença entre os juros que a instituição financeira paga para ter o dinheiro (basicamente a taxa Selic) e a taxa cobrada do cliente na hora do empréstimo. De acordo com o Banco Central, essa diferença chegava a 30,6 pontos percentuais em dezembro do ano passado, alta de 0,5 ponto percentual em relação a novembro e de 8,3 pontos percentuais em relação a dezembro de 2007, quando o spread era de 22,3 pontos percentuais.
O presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Fábio Barbosa, reclamou da cobrança de impostos sobre a intermediação financeira. Na avaliação dele, essa tributação, que não existe em muitos países, reflete-se em juros mais altos para o consumidor.

Faturamento do Polo Industrial de Manaus bate recorde em 2008

Valor Online
10/02/2009
O faturamento das empresas do Polo Industrial de Manaus atingiu o recorde de US$ 30,128 bilhões em 2008, montante 17,25% superior aos US$ 25,695 bilhões registrados em 2007. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e consideram os dados passados por 388 das cerca de 550 fábricas da região.
As exportações cresceram 12,56% sobre 2007, somando US$ 1,174 bilhão, com aumento de venda de celulares, concentrados para bebidas e motocicletas.
A média mensal de faturamento foi de US$ 2,647 bilhões, impulsionada pelos resultados dos três primeiros trimestres do ano. A receita percebida em novembro (US$ 2,108 bilhões) e dezembro (US$ 1,541 bilhão) ficou abaixo dessa média - em parte pelo menor volume de pedidos no fim de ano, uma vez que os bens a serem vendidos no Natal são encomendados antes, e em parte como efeito da crise econômica mundial.
Em termos de produção, os melhores desempenhos foram dos fabricantes de peças para ar condicionado, de telas de cristal líquido e de plasma, de câmeras digitais e de motocicletas.
No último bimestre de 2008, as empresas da zona franca reduziram o número de funcionários diretos de 114 mil para 100,3 mil, tanto pela retração do consumo quanto pela demissões de temporários.

Bolívia tem planos para estatizar empresas do setor elétrico

Reuters / Diego Oré
10/02/2009
A Bolívia prepara um plano para estatizar as empresas de energia elétrica do país, controladas na sua maioria por companhias estrangeiras, informou na segunda-feira o novo ministro de Hidrocarbonetos e Energia, Osca Coca.
Após tomar posse, Coca recebeu das mãos do antecessor, Saúl Avalos, um documento com a estratégia para estatizar as geradoras e transportadoras elétricas.
"Analisarei a documentação, e antes do fim de semana me referirei ao tema", disse Coca.
As maiores geradoras de energia da Bolívia são a Corani, que tem 50 por cento do controle vinculado à Ecoenergy International --subsidiária da GDF Suez-- e a Guaracachi, na qual a britânica Rurelec detém metade do pacote acionário.

Brazilian Bond Yields Rise After Economists Raise CPI Forecast

By Adriana Brasileiro
Feb. 9 (Bloomberg) -- Brazil’s local currency bond yields rose the most since November after a central bank survey showed faster estimates for inflation, raising speculation the central bank may not act as aggressively in easing borrowing costs.
“There is some concern about a pickup in inflation,” said Ricardo Lemos, a fixed-income strategist at Sao Paulo-based Liquidez, Brazil’s largest currency derivatives brokerage.
The yield on Brazil’s zero-coupon local-currency bonds due January 2010 jumped 16 basis points, or 0.16 percentage point, to 11.24 percent at 2:26 p.m. New York time, after most trading in Brazil had ended. It was the biggest advance since the yield rose 20 basis points on Nov. 13.
Yields on the benchmark bond had fallen 95 basis points from the start of the year to Jan. 21, when the central bank unexpectedly lowered the Selic overnight rate by a full percentage point to 12.75 percent. The cut, the biggest since 2003, was a bid to fuel growth in Latin America’s largest economy as the global recession reduces demand for the country’s exports and financial assets.
Economists forecast the benchmark IPCA consumer price index will end 2009 at 4.73 percent, compared with a previous estimate of 4.60 percent, according to a weekly central bank survey taken Feb. 6 and published today.
Consumer prices measured by the FIPE economics research institute probably rose 0.46 percent in the month to Feb. 7, compared with an advance of 0.36 percent in the previous period, according to the median of estimates by nine economists in a Bloomberg survey shows. FIPE is scheduled to release the data at 2 a.m. New York time.
The yield on Brazil’s overnight futures contract for July delivery climbed seven basis points to 11.65 percent.
Brazil’s real fell 0.7 percent to 2.2595 per U.S. dollar, from 2.2435 on Feb. 6.
The currency strengthened 3.5 percent last week, the biggest increase since November, on speculation government measures worldwide will ease the global recession and increase demand for Brazilian exports and financial assets.

UPDATE 2-Brazil Jan auto output surges, sales gain

Mon Feb 9, 2009 11:22am EST
(Recasts, adds February data, economist comments)
By Elzio Barreto
SAO PAULO, Feb 9 (Reuters) - Automobile production in Brazil surged in January for the first time in six months, industry figures showed on Monday, as companies restarted assembly lines after putting the brakes on output to cope with weakening demand.
Output jumped 92.7 percent in January from the previous month, after sinking 47.1 percent in December and 34.4 percent in November, the national automakers' association Anfavea said on Monday. From a year ago, output was down 27.1 percent.
New automobile sales in January firmed 1.5 percent from the previous month, the second month of gains after a 9.4 percent increase in December because of tax breaks. Auto sales were up marginally in Latin America's largest economy.
Automakers said the output rebound has continued, with average production in the month through Feb. 6 rising to 10,800 vehicles a day from 8,900 last month.
Despite signs of a recovery in the automobile sector, Brazil's economy is still struggling with slumping consumer demand for appliances, electronics and other goods in the wake of the global credit crunch.
"It's too early to say the worst is behind," said Marianna Costa, chief economist at brokerage Link Investimentos in Sao Paulo. "There are still some effects of the credit crunch in the rest of the real economy and the job market. It will be a tough first quarter."
The tax breaks that have helped prop up car sales expire at the end of March. Early figures from February show average sales rising to 9,800 vehicles a day from 9,400 in January, Anfavea said.
Output in January reached 186,100 vehicles, while sales totaled 197,500, Anfavea said. Brazil's recent auto boom hit a peak last July when free-flowing credit pushed sales to 288,100 and output to 317,700.
Brazil is a major market for global automakers such as Italy's Fiat (FIA.MI), Germany's Volkswagen AG (VOWG.DE), U.S.-based General Motors Corp (GM.N) and Ford Motor Co (F.N). Asian and French manufacturers are also boosting their presence in Brazil, Latin America's largest economy.
Fiat sold 43,312 cars and trucks in January, 1.75 percent more than the previous month. Volkswagen sales firmed 1.9 percent to 41,134 units, GM sales jumped 30 percent and Ford sales edged 0.2 percent lower, Anfavea said.
Exports plunged 50.5 percent in January from December to $428.3 million. (Additional reporting by Vanessa Stelzer, editing by Matthew Lewis)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Concessões de crédito cresceram 1,1% desde o início da crise, diz Meirelles

Desempenho econômico do Brasil supera o dos demais Brics, diz OCDE

Instituto apresentará ao Congresso proposta de reforma na legislação

Regulamentação do mercado blindou País contra crise, diz CVM

China avança e se torna segundo maior parceiro comercial do Brasil

Instituto apresentará ao Congresso proposta de reforma na legislação

Valor Econômico
09/02/2009
Com o agravamento da crise no Brasil e o aumento da procura das empresas pelo mecanismo da recuperação judicial, o Instituto Nacional de Recuperação Empresarial (Inre) deve apresentar uma série de propostas urgentes ao Congresso Nacional para modificar a nova Lei de Falências - a Lei nº 11.101, em vigor desde junho de 2005. A ideia geral é dar maiores condições para que as empresas possam efetivamente se recuperar, segundo o juiz Carlos Henrique Abrão, membro do instituto. As 12 propostas elaboradas serão encaminhadas, de acordo com ele, para alguns deputados e senadores em breve.
Entre as medidas mais urgentes, segundo o juiz Abrão, está a criação de um fundo de investimentos voltado à recuperação de empresas para estimular a entrada de capital nas empresas nesse estágio. "Isso seria prioritário, já que não há recuperação se não houver investimento suficiente", afirma. Outra proposta de emergência, por conta do impacto da crise, seria o aumento do prazo para o plano de recuperação de micro e pequenas empresas - de três anos para cinco anos - além de uma diminuição dos juros para as de pequeno porte - de 12% ao ano para 6% ao ano. Essas modificações dariam uma maior possibilidade de recuperação para as empresas menores, que usam pouco essa alternativa com as atuais exigências impostas pela lei.
De acordo com os dados do instituto, das 932 empresas que estão em recuperação judicial hoje no país, apenas 105 são de pequeno porte. Uma terceira prioridade presente na proposta de reforma da nova Lei de Falências seria a criação de um cadastro com uma conta única para que ocorram as execuções contra as empresas, com um limite compatível com o faturamento atual da companhia em recuperação, o que daria uma maior oportunidade para ela se recuperar sem inviabilizar seu caixa com dívidas.
Entre as medidas necessárias para estimular a sobrevivência das empresas propostas pelo instituto também está o parcelamento dos débitos tributários em valores proporcionais ao faturamento das empresas em crise e a eliminação da obrigatoriedade de apresentação de certidões negativas de débito (CNDs) para a aprovação dos planos de recuperação - já que essa exigência, em muitos casos, tem dificultado o uso do mecanismo.
Com relação à estruturação do plano de recuperação, o instituto sugere a eliminação da assembleia geral de credores, que, segundo a proposta, privilegia os economicamente mais fortes. A ideia é que a empresa apresente o plano diretamente ao juiz responsável pela recuperação, e só então haveria a manifestação de todos os credores em juízo. Há também a sugestão de um aumento do prazo para a apresentação do plano - de 60 para 90 dias, para dar mais tempo para sua elaboração. E, se aprovado, o plano teria que ser avaliado na prática por meio de um laudo economico-financeiro feito por um colegiado nomeado pelo juiz após 90 dias. A ideia é a de que, a partir disso, o juiz já possa determinar se o plano está dando certo e se pode ou não prosseguir. Isso, segundo o instituto, evitaria que houvesse uma grande dilapidação do patrimônio ao se arrastar uma recuperação que já de início não está sendo eficaz.
Já para facilitar o pagamento dos credores, o instituto defende a universalização dos juízos tributário e trabalhista. Assim, todos os processos seriam encaminhados para a primeira vara tributária e para a primeira trabalhista que receberam processos sobre o tema e que ficariam encarregados dos demais. A proposta também defende a entrada de credores de restituição, de alienação fiduciária e de reserva de domínio na recuperação judicial. A proposta de reforma na nova Lei de Falências ainda inclui a isenção de custas e despesas do administrador nos recursos interpostos e o fim do inquérito policial quando se trata de crime falimentar, deixando as investigações apenas com o Ministério Público - o que, segundo o instituto, aceleraria o processo e evitaria a prescrição do crime.

Desempenho econômico do Brasil supera o dos demais Brics, diz OCDE

Folha Online / Efe
09/02/2009
O Brasil registrou a melhor colocação entre os chamados Brics (grupo do qual faz parte com Rússia, Índia e China) na classificação dos indicadores sobre as perspectivas de conjuntura econômica na OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), divulgada nesta sexta-feira. O índice referente à OCDE como um todo (da qual os Brics não fazem parte) teve o pior resultado desde os anos 70.
A classificação do Brasil ficou em 98,8 pontos em dezembro, o que representa uma queda de 1,8 ponto em relação a novembro. A Rússia registrou queda de 3,8 pontos em seu índice, que ficou em 86,7; a China teve queda de 2,4 pontos, para 87,6; e a Índia caiu 0,5 ponto, para 94,4.

Crise adia investimentos privados em infraestrutura

O Estado de São Paulo
09/02/2009
A mudança brusca de perspectiva de crescimento da economia mundial já ocasionou, desde setembro do ano passado, o adiamento ou cancelamento de pelo menos R$ 10 bilhões em investimentos da iniciativa privada em infraestrutura no Brasil. Esses projetos, principalmente de portos e ferrovias, estão fora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). São feitos pelas empresas, muitas vezes com recursos de investidores, para uso próprio, mas também podem ser aproveitados por terceiros.
Entre os projetos cancelados estão o Porto Brasil, da empresa da área de logística LLX, do Grupo EBX, em Peruíbe (SP), e o Porto de Anchieta, que fazia parte do complexo siderúrgico da Vale com a chinesa Baosteel na cidade capixaba de mesmo nome. Já entre as postergações, chama atenção a decisão da estatal Valec, que adiou a licitação para concessão de mais um trecho da Ferrovia Norte-Sul para a iniciativa privada. Sem isso, as obras não podem começar.
O movimento observado nos últimos meses promete se estender pelos próximos anos. De acordo com levantamento divulgado há duas semanas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), houve redução de 6,5% na expectativa do total a ser investido entre 2009 e 2012 no setor de infraestrutura, chegando a R$ 319 bilhões. De acordo com especialistas, o recuo só não foi maior porque o volume inclui várias obras previstas no PAC, que receberá recursos governamentais.

China avança e se torna segundo maior parceiro comercial do Brasil

Em 2008, país ultrapassou Argentina e só está atrás dos EUA. Comércio entre países cresceu 56%, para a casa de US$ 36 bilhões
Agência Estado
09/02/2009
A China ultrapassou a Argentina e já é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2008, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) do País com a China chegou a US$ 36,443 bilhões, um aumento de 56% em relação ao resultado do ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Nesse mesmo período, o comércio com a Argentina somou US$ 30,863 bilhões, com crescimento de 24 %. Já as trocas com os Estados Unidos aumentaram 21%, para US$ 53,049 bilhões.

Regulamentação do mercado blindou País contra crise, diz CVM

Agência Brasil
09/02/2009
O diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otavio Yazbek, empossado nesta sexta-feira no Rio de Janeiro, avaliou que o movimento de regulamentação do mercado registrado no Brasil, em oposição ao que se verificou nos países industrializados, livrou o País de ser atingido diretamente pela crise financeira internacional.
Yazbek disse que, nos últimos anos, ocorreu no Brasil um movimento contrário ao de alguns dos principais mercados estrangeiros. "Enquanto muitos mercados internacionais lidaram com o problema da complexificação dos produtos e o surgimento de novas formas contratuais pela desregulamentação, o Brasil e alguns outros países emergentes adotaram movimentos diferentes, porque precisaram se mostrar países confiáveis", afirmou o diretor.
A opção brasileira foi no sentido de criar uma infra-estrutura que incluiu, entre outras medidas, a identificação de comitente final (cliente de uma sociedade corretora) nas bolsas, registro centralizado de operações em derivativos, Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e sistema de clearing, destacou.
"Tudo isso são algumas conquistas que o Brasil precisou fazer, até para se mostrar legítimo", acentuou. As clearings são câmaras ou prestadoras de serviços de compensação e liquidação de operações realizadas no mercado de capitais.

Developing countries turn to South-South trade

Sun Feb 8, 2009 2:57am EST
By Jonathan Lynn - Analysis
GENEVA (Reuters) - Developing countries hoping to compensate for slumping demand in rich countries and falling commodity prices are looking at ways to bolster one of the most dynamic parts of their economies -- South-South trade.
In its latest economic forecast last month, the International Monetary Fund said developing countries would grow by 3.3 percent this year, while advanced economies would shrink by 2 percent, with the world economy as a whole stagnating.
The U.N. Conference on Trade and Development (UNCTAD) forecasts exports from developing countries, many of whose economic strategies are predicated on strong export growth, could fall by 9.2 percent in 2009. South-South trade is likely to be the only bright spot.
UNCTAD Secretary-General Supachai Panitchpakdi said the financial crisis had shaken the economic foundations of the North and was threatening to shatter the growth and development aspirations of the South.
"The timing, therefore, is right to explore how greater South-South cooperation can help developing countries to cope with the crisis," Supachai, a former head of the World Trade Organization (WTO) and deputy Thai prime minister, told an UNCTAD meeting on South-South trade last week.

Brazil to Cut Growth Forecast on Economic Slowdown (Update3)

By Iuri Dantas and Jeb Blount
Feb. 6 (Bloomberg) -- Brazil will reduce its growth forecast because of the global credit crunch and economic slowdown, Energy Minister Edison Lobao said.
Before recessions in the world’s largest economies, Brazil had expected average annual economic growth of 4.9 percent between 2008 and 2017, Lobao said today during public hearings on a revised 10-year energy plan. Revisions to the annual figures are expected in March or April.
“The economic crisis will lead us to revise the projects,” Lobao said. “In the reference scenario we have 4.9 percent annual growth and the economic crisis will lead us to revise this.”
Brazil needs to add 50,000 megawatts of electricity generation capacity over the next decade to meet an expected expansion in consumer and industrial demand, Lobao has said. The increase would be enough power for the homes of 142 million Brazilians, or 75 percent of its existing population, according to the ministry’s Web site.
Reduced growth and power demand has helped eliminate the risk of energy shortages and rationing this year, Lobao said.
“I don’t believe the energy consumption will fall so much with the crisis,” Mauricio Tolmasquim, head of the country’s energy research agency, told reporters in Brasilia. “If we have by chance a drop in the energy demand, it will bring lower prices for consumers.”
Investment Needs
Brazil will need 767 billion reais ($339 billion) of investment in energy projects by 2017, Tolmasquim said today in a separate e-mail statement.
Of that amount two-thirds or 536 billion reais will be needed for oil and gas investment, 181 billion reais will be for electric power investments and 50 billion reais will be for bio- fuels, the agency said.
The government also seeks to limit increases in demand by helping residential consumers exchange old refrigerators for new ones that use less energy.
Under the plan, which is scheduled to begin in the second half of this year, the country will help consumers replace 10 million old refrigerators with energy-efficient models, Lobao said. The savings on electricity will pay for the new models.
The government also expects to add additional wind and thermal-fired power plants, Lobao said. The use of more coal, natural gas and oil will reduce hydroelectric power, now responsible for 85 percent of Brazil’s electricity, to about 75 percent, he said.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

MP que autoriza Banco do Brasil e Caixa a comprar bancos é aprovada

Valor Econômico / Cristiane Agostine
06/02/2009
A Câmara Federal aprovou ontem a MP 443, que autoriza o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal a comprar participações em bancos e outras instituições financeiras com dificuldades. Os deputados retiraram do texto a necessidade de autorização prévia do Congresso para que os bancos realizem a transação e mantiveram a concessão de R$ 3 bilhões da União para o BNDES, para linhas de crédito exclusivas destinadas ao financiamento de empresas com obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Os deputados argumentaram que a necessidade de autorização do Congresso poderia comprometer as operações do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e por isso retiraram a proposta. A oposição tentou derrubar o financiamento para obras do PAC, mas foi derrotada no plenário.
Os parlamentares alteraram também o prazo para autorização para as operações. Os deputados definiram que os bancos públicos poderão comprar instituições financeiras até 30 de junho de 2011, com a possibilidade de prorrogar o prazo por 12 meses. O Senado havia fixado que os bancos poderiam realizar a transação até 31 de dezembro deste ano, com a possibilidade de prorrogar por um ano. A proposta derrotada de reduzir o prazo em um ano e meio é do DEM. No texto enviado pelo Executivo, o governo não mencionava prazo.
À medida provisória foi incluída uma cláusula proibindo a compra de fundos de pensão de benefício definidos.
A MP 443 é uma das medidas do governo federal para combater os efeitos da crise econômica no país. O texto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fusões e aquisições totalizam R$ 100,4 bi em 2008, diz Anbid

Rodrigo Postigo
06/02/2009
As operações de fusões, aquisições, reestruturações societárias e Ofertas Públicas de Aquisição (OPAs) totalizaram R$ 100,4 bilhões em 2008, 14,8% a menos do que o verificado em 2007, informou nesta terça-feira a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). Segundo o estudo, o valor resultou de 94 operações no ano passado, contra 125 do ano anterior.
Considerando apenas as operações de fusão e aquisição foram realizadas 84 operações em 2008, ante 110 em 2007, com valor de R$ 89,914 bilhões (3,5% menor que o ano anterior). Já considerando às reestruturações societárias e OPAs foram fechadas 10 operações, com valor de R$ 10,444 bilhões, redução de 57,6% na mesma base de comparação.
"Em 2008, o destaque ficou com a quantidade de grandes operações entre empresas brasileiras, que transformaram cenários e indústrias como um todo", diz Carolina Lacerda, coordenadora da Subcomissão de Fusões e Aquisições da Anbid.
No ano passado, a realização deste tipo de operação entre empresas nacionais representou 73,1% do total, com um montante de R$ 65,7 bilhões. "Destacaram-se no ano passado a venda da participação da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) na Namisa a um consórcio de acionistas, por R$ 7,2 bilhões, e a fusão de petroquímicas (Petrobras, Unipar e Petroquisa) que deu origem à Quattor - empresa com valor de R$ 6,8 bilhões", informou o relatório da entidade.
As aquisições de empresas estrangeiras por brasileiras somaram R$ 10,846 bilhões em 2008. Deste total, 61,6% referem-se a compras de empresas européias. Segundo a Anbid, dos investimentos estrangeiros no Brasil, o destaque foi a compra da IronX, do empresário Eike Batista, pela Anglo American, por R$ 5,4 bilhões.
Por setores, a liderança no ranking de fusões e aquisições ficou com Energia, responsável por 11,7% das 94 operações. Em seguida estão Tecnologia da Informação (TI)/Telecomunicações e Metalurgia/Siderurgia, ambas com 9,6% do total.

Crise fez 5 de 16 setores reduzir investimentos até 2012

Levantamento é do BNDES; juntos, esses cinco setores reduziram investimentos em R$ 124,5 bilhões
Agência Estado / Adriana Chiarini
06/02/2009
Entre 16 setores com investimentos para o período de 2009 e 2012 levantados pelo BNDES em agosto, antes do agravamento da crise a partir de setembro, apenas cinco cortaram investimento por causa da crise, de acordo com o banco: siderurgia, papel e celulose, "extrativa mineral", automotivo e construção residencial. Juntos esses cinco setores reduziram investimentos em R$ 124,5 bilhões, de R$ 765,1 bilhões em agosto para R$ 640,6 bilhões em dezembro, respondendo por boa parte da diminuição total entre os dois levantamentos, de R$ 1,461 trilhão para R$ 1,305 trilhão, divulgada na semana passada. Três desses cinco setores estão associados à exportação de commodities - "Extrativa mineral", que é basicamente minerais, sem petróleo e gás (de R$ 72,3 bilhões em agosto para R$ 48 bilhões em dezembro); siderurgia (de R$ 60,5 bilhões para R$ 24,5 bilhões) e "papel e celulose", de R$ 26,7 bilhões para R$ 9 bilhões). Os outros dois setores nesse grupo dependem muito de crédito: construção residencial (de R$ 560,4 bilhões para R$ 535,7 bilhões) e automotivo (de R$ 35,3 bilhões para R$ 23,5 bilhões). "Dado que a gente tem a maior crise da economia mundial desde 1930, a redução de cerca de 11% nos investimentos para quatro anos (no total entre os levantamentos de agosto e dezembro) não é grande. Há redução? Há, mas muito suave, dada a gravidade da crise", diz o economista Gilberto Rodrigues Borça Junior, um dos autores do estudo do BNDES "Perspectivas de investimentos 2009/2012 em um contexto de crise". Há um grupo de três setores - sucroalcooleiro, ferrovias e portos - que reduziram investimentos por outros motivos, de R$ 71,0 bilhões para R$ 43,9 bilhões. "No início de 2008 já havia superinvestimento no setor sucroalcooleiro", considera Fernando Puga, que também assina o trabalho com Borça Junior, Ernani Teixeira Filho e Marcelo Machado Nascimento. No sucroalcooleiro, a queda foi de R$ 28,5 bilhões para R$ 19,7 bilhões. Em relação a ferrovias e portos, os motivos estão mais associados a questões regulatórias, de acordo com Puga. Há um grupo formado por oito setores, entre os 16 analisados, que tendem a continuar com investimentos firmes apesar do agravamento da crise. Esses tiveram variação de previsão de investimentos para 2009 a 2012, de apenas R$ 624,5 bilhões, em agosto, antes do agravamento da crise, para R$ 620,4 bilhões em dezembro. Borça Junior destaca petróleo e gás (R$ 269,7 bilhões, sem alteração entre os dois levantamentos); energia elétrica (R$ 141,1 bilhões, também sem mudança) e telecomunicações (R$ 77,8 bilhões, em ambos os casos) como setores com peso grande na economia nacional. "Com o novo plano da Petrobras, o valor para petróleo e gás aumentaria uns R$ 30 bilhões", observa Puga. Além desses, os setores que ficaram sem alteração entre os levantamentos de agosto e dezembro para os investimentos de 2009 a 2012 foram: saneamento (R$ 49,4 bilhões); petroquímica (R$ 23,7 bilhões) e indústria da saúde (R$ 8 bilhões). Também estão nesse grupo, dois setores que tiveram reduções pequenas com a revisão de dezembro: rodovias (de R$ 27,8 bilhões para R$ 26,7 bilhões) e eletroeletrônica (de R$ 27 bilhões para R$ 24 bilhões).

Situação no Japão está piorando, avisa presidente do BC

Reuters / Leika Kihara e Tetsushi Kajimoto
06/02/2009
O presidente do Banco do Japão, Masaaki Shirakawa, fez um alerta nesta sexta-feira, ao dizer que os problemas continuam se acumulando na segunda maior economia do mundo.
Segundo o presidente do BC japonês, a contínua queda das exportações e os preços muito baixos praticados no país estão afetando o potencial de crescimento da economia e o sistema bancário.
Shirakawa reconheceu que o banco central tem adotado políticas não convencionais para dar suporte à economia, que mergulha cada vez mais na recessão, mas disse que já tem considerado de maneira razóavel como irá abandonar estas políticas de uma vez.
"As exportações caíram acentuadamente no quarto trimestre e as finanças corporativas pioraram, o que está pressionando a economia de diversas maneiras. Isso aconteceu não só no Japão, mas outras partes do mundo", disse Shirakawa ao comitê de Orçamento da Câmara Baixa do Parlamento japonês nesta sexta-feira.
"A piora da atividade econômica nos últimos três meses foi muito severa", acrescentou.
A desaceleração econômica global afetou fortemente as exportações japonesas e a produção de carros e eletrônicos, e a economia do país parece estar a caminho da mais longa recessão dos tempos modernos.

Senado americano adia decisão sobre plano de estímulo

Rodrigo Postigo
06/02/2009
O Senado Americano adiou para esta sexta-feira a decisão sobre o plano de estimulo econômico, de cerca de US$ 900 bilhões, proposto pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para enfrentar a crise financeira no país.
O líder democrata, o senador Harry Reid disse que estava otimista quanto a aprovação da medida econômica. "Espero que possamos terminar amanhã ( sexta-feira)", disse o senador após três dias consecutivos de discussões acerca da medida.
Horas antes, Reid afirmou que as discussões prosseguiriam por toda a noite se isto fosse necessário, mas no fim da noite disse que a análise do plano será retomada nesta sexta-feira.
Um grupo de senadores liderado pelo democrata Ben Nelson e a republicana Susan Collins negociava a portas fechadas na quinta-feira um possível compromisso para reduzir o custo total do plano.
Obama disse que o país pode enfrentar "uma catástrofe" e pediu aos legisladores americanos que resolvam suas diferenças para dar uma palavra final sobre o plano de estímulo até a próxima semana.

Brazil to use forex reserves to aid companies

Thu Feb 5, 2009 12:12pm EST
BRASILIA, Feb 5 (Reuters) - Brazil has enough foreign currency reserves to help compensate for a drop in international credit lines to the country, Central Bank President Henrique Meirelles said on Thursday.
The bank plans to offer credit lines in dollars, using funds from its reserves, to domestic banks on Feb. 27, March 13 and March 27. The lines, aimed at helping companies with difficulties raising cash to roll over foreign obligations, may total $20 billion, Meirelles said.
Companies have an estimated $36 billion in foreign debt obligations in the period between October 2008 and December 2009, he said. (Reporting by Isabel Versiani; Writing by Elzio Barreto; Editing by James Dalgleish)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Senado americano atenua protecionismo em pacote

Agência Estado
05/02/2009
O Senado dos Estados Unidos aprovou, na noite desta quarta-feira, mudança na cláusula “buy American” (“compre americano”) incluída no pacote de estímulo econômico. Com a alteração, os senadores buscam atender às preocupações levantadas pelo presidente Barack Obama de que, com a cláusula, o país poderia violar algumas de suas obrigações comerciais internacionais.
A medida foi incluída no pacote de estímulo de quase US$ 900 bilhões na semana passada pelo senador democrata Daniel Inouye, presidente do Comitê de Apropriações do Senado. Segundo a cláusula, todo o aço ou outra matéria-prima usada para projetos de construção ou reforma criados por meio do pacote de estímulo teria de ser adquirido de companhias americanas. A mesma cláusula foi incluída na versão do pacote da Câmara dos Representantes aprovada na semana passada.
Na noite de terça-feira, numa série de entrevistas na televisão, Obama havia manifestado preocupação sobre a medida, na forma em que ela havia sido proposta. “Acho que isso pode ser um erro grave, já que nós estaríamos mandando, num momento de declínio do comércio em todo o mundo, a mensagem de que só estamos olhando para nós mesmos e não estamos preocupados com o comércio mundial”, disse Obama ao canal Fox News.

Protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul será analisado

Agência Safras
05/02/2009
Dois anos e sete meses após a sua assinatura, em Caracas, o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul será examinado hoje, a partir das 14h30, pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. A proposta conta com parecer favorável do relator, deputado Dr.
Rosinha (PT-PR). Se aprovada pela representação, seguirá para análise do Senado.
O presidente do Senado, José Sarney, disse que não vai retardar ou apressar a votação o projeto sobre a adesão da Venezuela ao Mercosul nem de qualquer outra matéria.
O protocolo já foi aprovado pelos parlamentos de Argentina, Uruguai e Venezuela. Para que entre em vigor, no entanto, ainda é necessária a conclusão de sua votação pelos parlamentares do Brasil e do Paraguai. No caso brasileiro, a proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2008. Resta ainda a decisão do Senado, que ocorrerá após a passagem da matéria pela representação brasileira.
Segundo a exposição de motivos elaborada pelo Poder Executivo e que acompanha o protocolo, o Mercosul passará a constituir, com a possível adesão da Venezuela, um bloco com mais de 250 milhões de habitantes e uma área de 12,7 milhões de quilômetros quadrados. O Produto Interno Bruto (PIB) do bloco, ainda de acordo com informações enviadas pelo governo, seria superior a US$ 1 trilhão.

Governo paulista planeja prorrogar incentivo fiscal para ICMS

InvestNews
05/02/2009
A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo anunciou nesta quarta-feira que discutirá com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no dia 12 de fevereiro, a possibilidade de prorrogar os incentivos fiscais referentes à redução da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de cerca de dez setores da economia.
A proposta é que o incentivo em vigor, que reduz de 18% para 12% a carga tributária até o mês de junho de setores como o têxtil, couro, brinquedos, higiene pessoal e alimentos, entre outros, seja ampliado até o final de dezembro.
Caso tenha parecer favorável da Comissão de Avaliação da Política de Desenvolvimento Econômico, composta pelas Secretarias da Fazenda, do Desenvolvimento e da Economia e Planejamento, a medida seguirá para avaliação do governador José Serra.
Em um momento em que o juro é abusivo, o financiamento escasso e a liquidez restrita a poucos, reduzir a carga tributária ajuda bastante, de acordo com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Vendas no varejo caem em janeiro, diz ACSP

Vendas a prazo na cidade de São Paulo caíram 6% em janeiro. Dados foram divulgados pela associação comercial, apurados pelo SPC.
Agência Estado
O varejo, uma das últimas pontas da economia a sentir os efeitos da retração da economia, começa a dar sinais mais claros de que a situação não é das melhores. As vendas a prazo na cidade de São Paulo caíram 6% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os dados, divulgados pela Associação Comercial de São Paulo, foram apurados pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Outro dado importante do estudo é o SCPC/Cheque, referente a vendas à vista, que registrou uma queda de 5% no mês passado.
Ainda segundo os números da Associação Comercial de São Paulo, a inadimplência também aumentou em janeiro na maior economia do país. A alta foi de 9,5%. Já os carnês quitados ou renegociados (registros cancelados) caíram 2,3% na comparação entre janeiro de 2009 e 2008. Alencar Burti, presidente da entidade, admite que os números do primeiro mês do ano não são animadores. “Mas diante do quadro atual da economia mundial até que estamos em uma situação bastante razoável”, avalia.

A Push to Free Capital for Emerging Markets

The New York Times
By MATTHEW SALTMARSH
Published: February 4, 2009
PARIS — With governments focused on shoring up domestic lending, the world’s major financial businesses are pushing to help the flow of financing to subsidiaries in emerging markets like Eastern Europe.
The Institute for International Finance, which represents major financial institutions, intends to lobby world leaders ahead of meetings in London involving the Group of 20 finance officials, central bankers and top private bankers, the institute’s managing director, Charles Dallara, said.
Among other things, the large banks would like to see the establishment of a global financial regulation committee, which they consider crucial to improving rules, Mr. Dallara said.
“We have seen very negative consequences from the measures taken since the fall by governments and central banks,” he said by phone from Zurich. “There has been no sense of coordination.”
He referred to the numerous capital injections, deposit guarantee plans, bad asset purchases and nationalizations undertaken by governments to try to shore up lenders hurt by sharp drops in asset values, write-downs and the collapse in confidence.
In some cases there is strong political pressure on banks to favor lending at home, making it “more difficult for bank headquarters to transfer funds to overseas subsidiaries and extend credit overseas,” Mr. Dallara said.
This has been especially hard on lenders in Central and Eastern Europe, he said, many of which are subsidiaries of larger banks based in Western Europe.
Analysts agree that difficulties have been building. “The problems at the parent banks means they have halted offering credit to their subsidiaries in this region,” said Piotr Bujak, an economist at Bank Zachodni WBK in Warsaw.
Walter Demel, a senior analyst for Central and Eastern Europe at the Austrian bank Raiffeisen, said, “There is a risk to the economic advances that the region has made if there is not more support for the region.”
The institute intends to press its case at the meetings in London in mid-March, which will prepare the ground for a summit of G-20 leaders, also in London, on April 2. The institute is based in Washington and comprises more than 380 banks, asset management firms and insurance companies. Its chairman, Josef Ackermann, is also chief executive of Deutsche Bank.
The institute has just issued a report warning that the outlook for private capital flows to emerging markets has deteriorated significantly. Those flows are projected to fall to $165 billion this year, from $466 billion last year. The largest component of the decline would be bank lending, which would shift to a net outflow from emerging markets of $61 billion this year from a net inflow of $167 billion in 2008.
Mr. Dallara said there was “an urgent case” for better coordination among the International Monetary Fund, the World Bank and major central banks to provide more liquidity to emerging markets through existing facilities or the establishment of credit lines between central banks. One template for such help could be a plan, announced by the Federal Reserve in October, to establish temporary reciprocal currency arrangements to support dollar liquidity with the central banks of Brazil, Mexico, Singapore and South Korea.
Europe has announced similar pacts with its partners. In the fall, the European Central Bank announced agreements with the central banks of Hungary and Poland to support liquidity in those countries.
Mr. Dallara said he hoped that the European Central Bank and the Swiss National Bank would announce similar, expanded arrangements for Central and Eastern Europe soon.
Another issue is that the International Monetary Fund was provided with a short-term lending facility in autumn for members facing temporary liquidity problems, but it has yet to be used.
“We need to explore the liberalization and improvement of this facility and to increase funds for the I.M.F. from surplus countries,” Mr. Dallara said. Countries that might benefit include Brazil, Chile, the Czech Republic, Mexico and Poland.
In November, the fund approved more money in loans to governments than in any other month in its history, committing nearly $50 billion. In addition to Iceland, it has also come to the aid of Ukraine, Latvia, Hungary and other Eastern European countries.

UPDATE 1-Brazil car sales rise a 2nd straight month in Jan

Wed Feb 4, 2009 8:20am EST
(Repeats to additional subscribers) (Adds tax breaks, previous months sales)
SAO PAULO, Feb 4 (Reuters) - New car and truck sales in Brazil rose 1.53 percent in January from December, the second straight month of gains, as consumers took advantage of government tax breaks to buy automobiles at cheaper prices, national dealers' association Fenabrave said on Wednesday.
Sales in the first month of 2009 reached 197,524 units, but were down 8.13 percent compared to January 2008, Fenabrave said.
In December, sales had surged 11.5 percent after the government slashed industrial taxes on new cars and reduced financial taxes on consumer loans.
That was the first gain after a 25.7 percent plunge in November and 11 percent drop in October as the credit crunch and global financial crisis spilled over into Latin America's largest economy.
Brazil is a major market for global automakers such as Italy's Fiat SpA (FIA.MI), Germany's Volkswagen AG (VOWG.DE) and U.S.-based General Motors Corp (GM.N) and Ford Motor Co(F.N). (Reporting by Vanessa Stelzer; Writing by Elzio Barreto, editing by Dave Zimmerman)