EFE
25/08/2008
A atual desaceleração financeira global pode durar um "tempo considerável", segundo advertiu o subgovernador do Banco da Inglaterra (banco central do Reino Unido), Charles Bean.
Por ocasião da conferência anual dos responsáveis de bancos centrais em Wyoming (EUA), Bean afirmou, em declarações divulgadas pela BBC, que cada vez que os mercados parecem se recuperar, "outra granada" explode.
Mas o subgovernador estima que o crescimento econômico subirá no próximo ano e a inflação cairá, sempre que houver uma estabilização nos preços do petróleo e dos mercados de crédito.
"Parece que vai durar ainda por um tempo considerável", ressaltou Bean, que qualificou o ambiente na conferência de Wyoming com uma "considerável cautela para o próximo ano".
"Temos os dedos cruzados que as coisas melhorarão. Mas há um reconhecimento que ainda resta caminho por percorrer", disse. Bean ressaltou que a mensagem mais importante para o povo é que a crise chegará a seu fim.
O governador do Banco da Inglaterra, Mervyn King, já advertiu que a economia do Reino Unido enfrenta um período difícil e doloroso devido a uma inflação alta e uma queda do crescimento econômico.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Desaceleração financeira pode durar mais no Reino Unido
UPDATE 1-Brazil inflation to mid-Aug up less than forecast
Fri Aug 22, 2008 8:35am EDT
(Recasts, adds details on main inflation items)
SAO PAULO, Aug 22 (Reuters) - Inflation in Brazil slowed more than forecast in the month to mid-August because of "an abrupt deceleration" in food prices, the national statistics agency said on Friday.
The benchmark IPCA consumer price index
The index was expected to rise 0.38 percent, according to the median estimate of 30 economists surveyed by Reuters. Estimates ranged from 0.34 percent to 0.5 percent.
Food and beverage prices rose 0.25 percent in the period, compared with a 1.75 percent surge the previous month, and were the main item helping push the IPCA index lower. Prices of potatoes dropped 7.55 percent in the period, while beans, rice and other staple food also fell or rose at a much slower pace.
Clothing costs fell 0.48 percent after rising 0.39 percent in the month to mid-July, contributing to the slower IPCA.
In the 12 months to mid-August the index jumped 6.23 percent, lower than the 6.3 percent rate in the year to mid-July and 6.37 percent in the year until the end of July.
The central bank, which uses the IPCA as a guide when setting interest rates, has an annual inflation target of 4.5 percent with a tolerance band of 2 percentage points.
The so-called IPCA-15 tracks consumer prices from around the 15th of one month to the 15th of the next. The central bank uses the IPCA as a guide when setting interest rates.
(Recasts, adds details on main inflation items)
SAO PAULO, Aug 22 (Reuters) - Inflation in Brazil slowed more than forecast in the month to mid-August because of "an abrupt deceleration" in food prices, the national statistics agency said on Friday.
The benchmark IPCA consumer price index
The index was expected to rise 0.38 percent, according to the median estimate of 30 economists surveyed by Reuters. Estimates ranged from 0.34 percent to 0.5 percent.
Food and beverage prices rose 0.25 percent in the period, compared with a 1.75 percent surge the previous month, and were the main item helping push the IPCA index lower. Prices of potatoes dropped 7.55 percent in the period, while beans, rice and other staple food also fell or rose at a much slower pace.
Clothing costs fell 0.48 percent after rising 0.39 percent in the month to mid-July, contributing to the slower IPCA.
In the 12 months to mid-August the index jumped 6.23 percent, lower than the 6.3 percent rate in the year to mid-July and 6.37 percent in the year until the end of July.
The central bank, which uses the IPCA as a guide when setting interest rates, has an annual inflation target of 4.5 percent with a tolerance band of 2 percentage points.
The so-called IPCA-15 tracks consumer prices from around the 15th of one month to the 15th of the next. The central bank uses the IPCA as a guide when setting interest rates.
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25.8.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Lobao Says Brazil Plans to Uphold Oil Contracts, O Globo Says
By Katia Cortes
Aug. 24 (Bloomberg) -- Brazil's Mines and Energy Minister Edison Lobao said the government is studying how to manage so- called pre-salt oil fields and ``has no interest in breaking contracts,'' O Globo newspaper reported.
Lobao said ``there'll be a long debate in congress'' in case the decision on how to manage the fields demands a change in legislation, O Globo reported. President Luiz Inacio Lula da Silva will ultimately determine the policy, Lobao said, according to O Globo.
Yesterday, O Globo cited the minister as saying the government may expropriate pre-salt oil wells that have been licensed to companies such as Petroleo Brasileiro SA if they find the wells are linked to others that haven't yet been auctioned.
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25.8.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil, Petróleo e Derivados
Lula faz apelo por Fundo Soberano e reformas política e tributária
Último Segundo/Santafé Idéias / Severino Motta
25/08/2008
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo aos integrantes de seu Conselho Político (presidentes e líderes dos partidos da coalizão), na tarde desta terça-feira, para que o Congresso Nacional aprove o Fundo Soberano, a reforma tributária e avance na reforma política. Na reunião o presidente ainda destacou como deve ser sua participação nas eleições municipais, quando vai evitar subir em palanques das cidades em que há disputa entre candidatos da base aliada.
De acordo com o líder do PT na Câmara, deputado Mauricio Rands (PE), Lula pediu uma "grande mobilização no Congresso" para que o Fundo Soberano seja aprovado no inicio de setembro, data em que o projeto, que tramita com urgência constitucional, começa a trancar a pauta da Câmara. Além do Fundo, Lula pediu aos líderes dos partidos que criem um "ambiente favorável" para a aprovação da reforma tributária e política.
Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), a idéia é aprovar até o final do ano a reforma tributária e ampliar as discussões sobre a política para que no primeiro semestre de 2009 ela seja apreciada. Ao destacar as datas, Fontana admitiu estar sendo bastante otimista, mas avaliou que, caso haja interesse do Congresso os prazos podem ser cumpridos.
"O presidente falou que nem ele nem nós deputados poderíamos trabalhar com a idéia de terminar o mandato sem a reforma [política]", disse.
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25.8.08
Marcadores: Tributária
Mantega deve publicar portaria que acaba com superávit primário
Folha On line
25/08/2008
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve publicar na terça-feira uma portaria que, na prática, acaba com o conceito de superávit primário, usado para contabilizar as receitas ante as despesas gerais, mas sem incluir o pagamento dos juros da dívida pública, informa o colunista Guilherme Barros na Folha deste sábado.
A portaria irá determinar que a contabilidade pública passe a adotar as normas contábeis consagradas internacionalmente. Com essas novas normas contábeis, passam a valer os conceitos de resultado fiscal, hoje chamado de nominal, a fim de dar mais transparência à contabilidade pública.
O conceito de superávit primário foi introduzido no Brasil em 1991, ainda no governo Collor, durante as negociações de acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), para calcular o montante de recursos que o governo poderia empregar para o pagamento dos juros da dívida.
No início deste mês, o ministro disse não descartar um aumento da meta de superávit primário (economia feita para pagar os juros da dívida) como forma de combater a inflação. "Se necessário for, nós usaremos a política fiscal", disse ele, durante participação em seminário na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.
Ele disse que considera "menos danoso" para o crescimento da economia aumentar o superávit primário do que aumentar a taxa básica de juros --na última reunião, o Banco Central elevou a Selic para 13%. "A elevação da taxa de juros é necessária, mas o nível me preocupa", afirmou.
Mudança em contas públicas vai expor o peso dos juros
Agência Estado
25/08/2008
O Ministério da Fazenda publicará na próxima terça-feira, dia 26, uma portaria para dar início ao processo de mudança na contabilidade do setor público, com o objetivo de aproximá-la dos padrões internacionais.
Segundo o ministro, a alteração deixará mais claro, por exemplo, o gasto do governo com os juros da dívida pública. "Um ponto porcentual de alta de juros custa ao País mais de R$ 7 bilhões ou R$ 8 bilhões por ano", calculou. "Quando se fala em superávit primário, estamos omitindo ou deixando de lado as despesas com juros, que, na verdade, são as maiores da União." Segundo ele, o déficit anual da Previdência (que deve ter receita de R$ 140 bilhões) fica em R$ 40 bilhões.
A informação foi dada com exclusividade pelo ministro Guido Mantega, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo. De acordo com o ministro, o Brasil trabalha com padrão de contabilidade nacional do passado, feito em época de inflação alta e déficit fiscal também elevado. "Inventamos conceitos de contabilidade que não existem em nenhuma outra parte do mundo", destacou. "Usar conceitos de superávit ou déficit primário, nominal, operacional, tudo é invenção brasileira. Era para esconder a miséria da situação fiscal do passado."Segundo o ministro, os conceitos universais são simplesmente de superávit ou déficit fiscal - "o que chamamos de nominal hoje". Com isso, as contas do País deixarão de omitir as maiores despesas do governo, como a de juros, ao mesmo tempo em que passarão a incorporar valores patrimoniais não contabilizados atualmente, como o da participação da União no patrimônio da Petrobrás.A mudança, segundo Mantega, é semelhante à já feita pelo setor privado desde o ano passado. "Tudo ficará mais visível no setor público", disse o ministro, citando sobretudo as três maiores despesas da União, que são as da Previdência (cerca de R$ 180 bilhões estimados para 2008), juros (cerca de R$ 170 bilhões projetados para o fim do ano) e folha de pagamentos (aproximadamente R$ 130 bilhões por ano).Além disso, a mudança no padrão de contabilidade permitirá melhor avaliação do patrimônio total da União, disse o ministro. Na contabilidade atual, ressaltou, há valores patrimoniais não contabilizados, como o da participação da União em 30% no patrimônio da Petrobrás. "Isso representa cerca de R$ 60 bilhões que não são contabilizados como patrimônio da União", disse Mantega.A Secretaria do Tesouro Nacional deverá dar início a um conjunto de ações para permitir a mudança a partir da publicação da portaria, que envolverá também uma ampla discussão com Estados e municípios. O processo, segundo Mantega, deverá estar completado até 2010. "Trata-se de uma evolução da contabilidade, que dá mais transparência e visão mais clara de quanto vale o Estado, qual é o seu patrimônio, qual o valor dos ativos públicos e assim por diante."
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
O Tríplice Nó Empresarial - O Oráculo de Varuna
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Agência de Notícias
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22.8.08
Marcadores: Treinamento, Vídeos
PIB do Reino Unido permanece estagnado no 2º trimestre
Rodrigo Postigo
22/08/2008
O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido não registrou nenhuma alteração no segundo trimestre de 2008, segundo informou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas, que previamente estimou por um crescimento de 0,2%. O resultado revisado veio abaixo do esperado pelos economistas. Desta maneira, a economia do Reino Unido permaneceu estagnada entre abril e junho deste ano, em comparação com o trimestre anterior. Em termos anuais, o crescimento do PIB foi de 1,4%, registrando a menor taxa de expansão observada desde 1992.
PIB do Reino Unido permanece estagnado no 2º trimestre
Rodrigo Postigo
22/08/2008
O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido não registrou nenhuma alteração no segundo trimestre de 2008, segundo informou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas, que previamente estimou por um crescimento de 0,2%. O resultado revisado veio abaixo do esperado pelos economistas. Desta maneira, a economia do Reino Unido permaneceu estagnada entre abril e junho deste ano, em comparação com o trimestre anterior. Em termos anuais, o crescimento do PIB foi de 1,4%, registrando a menor taxa de expansão observada desde 1992.
Ministro uruguaio critica "falta de visão" do Brasil no Mercosul
Rodrigo Postigo
22/08/2008
O ministro da Economia uruguaio, Danilo Astori, próximo de anunciar sua pré-candidatura à presidência pelo Frente Ampla, criticou o "bilateralismo" da Argentina e do Brasil no Mercosul. As informações são da agência Ansa.
"Falta visão para Argentina e Brasil sobre como se exerce uma liderança, em particular para o Brasil", afirmou o ministro da Economia, que deixará o cargo dia 15 de setembro para ingressar na campanha política das eleições presidenciais do próximo ano.
Brasil e Argentina, as duas economias mais fortes do Mercosul, "atuam estrategicamente muito juntas" e "têm colocado em prática medidas de apoio mútuo que prejudicam o Mercosul", afirmou Astori ao jornal uruguaio Ultimas Noticias.
Brasil, com consentimento federal, "convive com políticas estaduais que prejudicam notoriamente o Uruguai", disse Astori, que usou como exemplo as políticas aplicadas por Rio Grande do Sul.
"Temos assimetrias naturais, de tamanho, de disponibilidade de recursos, de população, mas existem assimetrias políticas", afirmou Astori, que reivindicou o Mercosul como "um projeto estratégico".
Gastos com TI vão superar US$ 3,4 tri em 2008, prevê Gartner
Consultoria estima aumento de 8% em relação a 2007. Desvalorização do dólar contribui para avanço
COMPUTERWORLD
22/08/2008
Apesar das atuais preocupações econômicas, os gastos globais com TI vão superar 3,4 trilhões de dólares em 2008, um aumento de 8% em relação a 2007, de acordo com o Gartner. Muito deste crescimento, segundo a consultoria, deve-se à desvalorização do dólar. A estimativa de crescimento desconsiderando-se a queda da moeda americana é de aproximadamente 4,5%. No início do ano, a Forrester reduziu a previsão de gastos com TI.
De acordo com Jim Tully, vice-presidente e analista do Gartner, a recessão nos EUA não parece causar impacto nos gastos com TI. Segundo ele, nos próximos anos, haverá redução no crescimento, mas os fundamentos permanecerão fotes. Regiões emergentes, substituição de sistemas obsoletos e algumas tecnologias vão guiar o crescimento.
A análise do Gartner indica que as empresas estão mudando a forma de consumir tecnologia, passando de proprietárias de ativos de hardware e software para o modelo de utilização por serviço. Em julho, o Gartner previu que software como serviço vai dominar o comércio eletrônico.
Tully afirma que a mudança para cloud computing resultará no crescimento nas vendas de alguns produtos de TI e em redução de outros. Em geral, informa ele, os ativos serão usados com maior eficiência e resultado no crescimento do mercado será neutro. O analista também indica que há um considerável espaço para crescimento.
Gastos com software, em nível mundial, terão taxa de crescimento superior a 10% em 2008. O setor de serviços avançará mais de 9,4%. Para analistas, o segmento é beneficiado pela contínua inovação em software, já que novas soluções de software exigem força de trabalho para implementá-las.
Software como serviço (SaaS)/cloud computing, arquitetura orientada a serviço (SOA)/Web 2.0 e open source estão provocando grandes mudanças no mercado de software, de acordo com Joanne Correia, vice-presidente de gerenciamento do Gartner.
Os gastos com TI são dominados mais por serviços do que por produtos. Juntos, serviços de TI e telecom respondem por 70% do total das despesas. De acordo com o Gartner, o setor de telecom teve um grande impacto sobre o resultado, respondendo por quase 2 trilhões de dólares em 2008.
Na área de hardware, PCs respondem por 60% do total dos gastos e o crescimento na venda de equipamentos é maior do que o esperado.
Ex-CVM defende internacionalização de empresas do País
Agência Brasil
22/08/2008
O ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e atual conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais Roberto Teixeira da Costa afirmou nesta quinta-feira que o processo de internacionalização das empresas brasileiras é irreversível e constitui uma exigência da globalização.
"Nos últimos dez anos, essa talvez tenha sido uma das modificações mais marcantes no contexto empresarial brasileiro", disse ele, em entrevista, depois de participar do 20º Congresso da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), no Rio de Janeiro.
Segundo Costa, a globalização obrigou algumas empresas brasileiras de grande porte a olhar não apenas o mercado local, mas também o internacional. "Quando o mercado se globaliza, surge um fator novo, que é a produção em escala, e mesmo um produtor eficiente tem que aumentar substancialmente sua escala para ser competitivo".
Costa disse que a empresa que busca o exterior tem de apresentar vantagens comparativas e competitivas e passar por um processo cultural de adaptação e ajustamento aos países onde vai operar. A entrada no mercado externo, explicou, pode ocorrer de várias formas, como abertura de uma filial no exterior, compra de uma empresa ou estabelecimento de parcerias.
Ele apontou o fator cambial como um dos motivos que despertaram o interesse de algumas companhias pelo mercado externo. "Elas (empresas) poderiam fazer investimentos com taxa de conversão bastante favorável para investimentos no exterior. O real está bem valorizado, o que estimulou a participação das empresas no exterior".
De acordo com Costa, que foi o primeiro presidente da CVM, há ganhos também no processo de governança corporativa, porque a empresa aprende técnicas de operação no exterior e se familiariza com o cenário externo. Tudo isso, disse ele, levou o empresariado brasileiro a mudar de atitude.
Ele rebateu críticas ao processo de internacionalização das empresas brasileiras, afirmando que o fato de investirem no exterior não exclui o investimento no Brasil. "Isso é um falso dilema." Sobre a perda de postos de trabalho com a internacionalização.
Costa admitiu que isso pode ocorrer no início do processo, mas ressaltou que mais tarde haverá benefícios e o País sairá ganhando. "Isso vai gerar divisas para o País".
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22.8.08
Marcadores: Economia, Governança
Déficit em conta corrente no ano é o pior da série, diz BC
Agência Estado
22/08/2008
O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, informou nesta quinta-feira que o déficit em conta corrente no acumulado do ano até julho, de US$ 19,512 bilhões, é o pior resultado para o período desde o início da série histórica, em 1947. Ele também afirmou que o déficit em transações correntes de julho, de US$ 2,111 bilhões, é o pior resultado para os meses de julho desde 1997, quando a conta corrente ficou negativa em US$ 3,073 bilhões.
Mesmo assim, Altamir disse que há uma tendência de desaceleração do déficit em conta corrente, que já foi verificada no resultado de julho (US$ 2,111 bilhões) que, apesar de elevado, foi menor do que o registrado no mês anterior (US$ 2,596 bilhões em junho).Altamir espera nos próximos meses uma redução no ritmo de despesas com serviços, assim como no de remessas de lucros e dividendos enviadas pelas empresas multinacionais com sede no Brasil.
Ele disse que a desaceleração das remessas nos próximos meses deve ocorrer porque "há limite para o envio", que costuma ser mais concentrado nos primeiros meses do ano. Por outro lado, ele prevê um comportamento mais favorável da balança comercial brasileira.
"O déficit em conta corrente vem decrescendo e nós esperamos uma desaceleração ao longo do ano", disse. Altamir destacou ainda que a conta corrente vem sendo financiada com recursos duradouros, como o Investimento Estrangeiro Direto (IED), que em julho somou US$ 3,24 bilhões. No acumulado do ano de janeiro a julho, o IED soma US$ 19,942 bilhões, valor correspondente a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB). Em agosto até hoje, segundo Altamir, o fluxo de IED foi de US$ 4,5 bilhões e prevê para o fim deste mês um fluxo total de US$ 5,2 bilhões.
Carga tributária deve atingir 36,16% em 2008, com destaque para IOF
InfoMoney
22/08/2008
A arrecadação tributária deve atingir 36,16% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, proporção 0,84 ponto percentual superior à registrada em 2007, quando foi de 35,32% do PIB. A estimativa foi elaborada pelo mestre em finanças públicas pela FGV (Fundação Getulio Vargas), Amir Khair, que projetou os ganhos do Governo em suas três esferas: federal, estadual e municipal.
"O que explica o aumento da arrecadação é fundamentalmente o crescimento econômico, que eleva o faturamento e o lucro das empresas, e a massa salarial acima do crescimento do PIB. O setor público pega carona nos tributos, que são proporcionais a essas elevações", justificou o especialista.
A estimativa leva em consideração as arrecadações realizadas até julho pela União, que é responsável por 70% da arrecadação total, e até junho para Estados e Municípios.
TributosO grande pressionador para a elevação da carga tributária, nas projeções de Khair, é o IOF (Imposto sobre as Operações Financeiras). Em 2007, este tributo correspondia a 0,30% do PIB, enquanto, em 2008, a proporção será de 0,73%, o maior crescimento registrado entre todos os tributos analisados.
A análise destaca que, caso não fosse extinta a CPMF ( Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira), a proporção da arrecadação tributária sobre o PIB seria 1,41 ponto percentual superior.
No bolsoSegundo as previsões, dentre os tributos pagos diretamente pelos brasileiros, o que mais pesará em 2008, na comparação com 2007, será o Imposto de Renda, com 6,65%, em relação ao PIB.
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22.8.08
Marcadores: Tributária
UPDATE 2-Lula undecided on new Brazil state oil company
Wed Aug 20, 2008 3:11pm EDT
(Recasts, adds Mantega comments, details)
By Denise Luna
SAO GONCALO DO AMARANTE, Brazil, Aug 20 (Reuters) - President Luiz Inacio Lula da Silva said on Wednesday he had not decided whether to create a new state-run oil company to manage oil production from Brazil's new subsalt reserves, dampening speculation that his government favors that option.
Since state energy company Petrobras (PETR4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz)(PBR.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) announced last year that it had discovered massive light oil reserves off Brazil's southern coast, talk has swirled that the government would take greater control over the oil wealth.
Energy Minister Edison Lobao and other leaders in the ruling coalition have said they favor creating a 100 percent state-owned company to manage the promising subsalt oil reserves, which probably will take years to develop.
One of Brazil's most influential newspapers, Folha de Sao Paulo, reported on Wednesday that Lula also favored creating a new state oil company, citing unnamed government sources.
But Lula, who has asked a ministerial committee to draw up proposals on how to change Brazil's petroleum law, said he remained undecided.
"No new state company exists. I am not against it, or in favor," he told reporters at a Petrobras event in northeastern Brazil. "I'm only going to receive proposals on Sept. 19. When I see them, we will make a decision that will be made known to the Brazilian public."
Petrobras shook the oil world last November when it said it had found 5 billion to 8 billion barrels of recoverable light crude in its Tupi field in the Santos basin, the largest deep-water find in history.
Other reserves thought to exist in the area -- which some analysts say could total between 50 billion and 70 billion barrels -- could vault Brazil to 10th from 17th among world oil producers.
SOME FUNDS TO BE INVESTED ABROAD
Some government officials have said they favor shifting to a production-sharing model similar to the one used by Norway to extract oil from the North Sea. That would give the government the right to sell the oil and pay companies a share. Currently, oil companies own the oil they produce and pay the government royalties and taxes.
Petrobras Chief Executive Jose Sergio Gabrielli has said he opposes the creation of rival state oil company.
But another major newspaper, O Globo, quoted unnamed company sources on Wednesday as saying Petrobras would not be opposed to a new state firm, as long as Petrobras had the rights to explore the nine "megafields" already discovered and their contiguous areas.
Government officials, including Lula, have said that the country's health and education should benefit from the oil wealth. Finance Minister Guido Mantega said on Wednesday the government also intended to invest part of the new income abroad to prevent inflation and the currency from appreciating.
"Brazil will do as other countries have done, and won't place all the dollars it receives (from the sub-salt reserves) in the country," Mantega told reporters in Brasilia.
"Part of the sub-salt (money) will go to the sovereign wealth fund," he said.
A bill creating the sovereign wealth fund, financed by Brazil's growing primary budget surplus, which could raise $7 billion this year, is making its way through Congress. (Additional reporting by Isabel Versiani in Brasilia; Writing by Stuart Grudgings; Editing by Walter Bagley)
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22.8.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
U.S. wants push to revive Doha trade talks: report
Thu Aug 21, 2008 7:16am EDT
By Jonathan Lynn
GENEVA (Reuters) - The United States wants officials to resume international trade talks in September after a meeting of ministers collapsed without a breakthrough last month, U.S. trade chief Susan Schwab was quoted as saying.
She said in an interview with specialist newsletter Inside U.S. Trade on Wednesday that senior officials from a small group of countries should meet next month to explore the possibility of restarting the Doha round negotiations at the World Trade Organization (WTO).
"We need to come to the table in September at the senior official level to test the seriousness of going forward, to bring forward new ideas to overcome some of the problems that we encountered in July that we were not able to overcome at that time, and quite frankly to stop the deterioration and the erosion of what was on the table in July," Schwab said.
Schwab was speaking ahead of a visit to Washington on Thursday and Friday by WTO Director-General Pascal Lamy, who also visited India last week.
Schwab's comments, reported in the newsletter's online edition, reinforce those made by several countries, notably Brazil. World Bank President Robert Zoellick has also backed the suggestion that WTO members should resume the talks soon to capitalize on the momentum gained last month.
That meeting saw progress on the headline areas of agricultural and industrial tariffs and subsidies.
STUMBLING BLOCK
But it ultimately foundered on differences between the United States and India over a proposed safeguard to protect farmers in developing countries from a surge in imports.
Zoellick and others have sketched out compromises over the safeguard that would reconcile the needs of developing countries to protect their subsistence farmers from floods of imports with those of food exporters -- rich and poor -- who fear such measures could be used to block normal trade.
Inside U.S. Trade said Schwab had expressed the hope that senior officials in September could "clear the way, conceivably, for another round of ministerial engagement".
But Schwab also highlighted U.S. concerns about the wording of a report on the industrial goods negotiations, and warned that a compromise floated by Lamy in the talks "has unraveled in large measure", the newsletter said.
The United States says that the report's summary of discussions on proposals to open up individual industrial sectors like textiles or chemicals uses language that Washington never agreed to, reducing pressure on big emerging countries like China and India to take part in such sectoral deals.
U.S. business lobbies argue that such deals -- provided countries like China take part -- offer the best hopes of increased markets for U.S. exporters from a Doha deal.
(Editing by Mark Trevelyan)
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22.8.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
O Tríplice Nó Empresarial - O Oráculo de Varuna
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21.8.08
Marcadores: PODCAST, Treinamento
O Tríplice nó empresarial - O Oráculo de Varuna
Postigo Consultoria e Grupo R2O Comunicações ajudam sua empresa a construir o futuro.
Ivan Postigo e Rodrigo Postigo
Nasci na cidade de Sorocaba, interior do estado de São Paulo, na vila Hortência, a única colônia espanhola no Brasil que tenho conhecimento. Muitas ruas ainda são referências a esse passado e se chamam Granada, Catalunha, Sevilha, Madri.
Meus avós, oriundos de Almeria, deixaram as terras no velho continente em busca de uma vida melhor no nosso país.
Refletindo sobre formas de aplicar ensinamentos de gestão empresarial, comecei a resgatar fragmentos de histórias que me contavam na infância e que hoje me permitem ter um entendimento mais prático de alguns aspectos da vida.
Um pouco de minhas lembranças numa interpretação para gestão:
Conta a lenda que numa distante terra no Oriente, há dezenas de centenas de anos, havia uma pequena cidade, morada de sábios, que resolveram com seus ensinamentos ajudar seus habitantes, um povo laborioso, a ter uma vida melhor.
Construíram um oráculo, dedicado a Varuna, deus arquiteto e ferreiro, que possuía um conhecimento infinito.
Varuna é chamado de Passabrit "senhor do nó corrediço". Esse epíteto, expressão que o qualifica, apresenta uma das mais relevantes características do deus. Os nós simbolizam a capacidade de prender ou libertar, de dar vida ou de tirá-la.
Segundo os sábios, com suas orientações e com ajuda do oráculo, todas as dúvidas e dificuldades para desenvolvimento de negócios poderiam ali encontrar respostas.
Para se chegar ao oráculo, onde as perguntas seriam feitas, era necessário subir 4 degráus, com inscricões que orientavam seus visitantes.
No primeiro estava escrito “decifra-me”, no segundo “aprende”, no terceiro “desata-me’, e no quarto “ prospera”.
Dentro do oráculo havia uma corda que formava um círculo, com três nós, considerados dificeis de serem desatados, também com inscrições.
Em uma delas lia-se “ Procura-me e oferece”, em seguida, no segundo nó, “ atende-me sem demora”, no outro, por fim, “ Cuida e sucede”.
Em um muro de pedras, logo após deixar o oráculo, a caminho de casa, os peregrinos encontravam a seguinte inscrição: “Nada pode-se ensinar aos homens, podemos apenas ajudá-los a encontrar suas próprias verdades”.
Todos que faziam a peregrinação e seguiam as instruções recebidas obtinham excelentes resultados nos seus empreendimentos.
À medida que os negócios se desenvolviam a cidade crescia, mas perdia-se o interesse pelo sábios e pelo oráculo.
As melhorias, após consultas, eram consideradas meras coincidências.
Um dia, para espanto de alguns e pouco interesse da maioria, desapareceram os sábios e toda estrutura do oráculo.
No local, de terra batida, havia apenas uma inscrição, feita aparentemente com uma vara, que o vento e a poeira se imcumbiram de apagar: “ Mil anos os separarão da verdade “.
Pouco a pouco, os negócios e a cidade começaram a definhar, não restando nos dias atuais vestígios dessa civilização, apenas a história contada boca-a-boca, à qual apenas alguns dão ouvidos.
Acredita-se, aqueles que acreditam, que as antigas lições são as mesmas que hoje procuramos ensinar aos gestores de nossas empresas.
O nós tinham os ensinamentos fundamentais para desenvolvimento de negócios.
Primeiro nó: “Procura-me e oferece”, orienta para a prospecção de oportunidades e oferta de produtos.
Segundo nó: “Atende-me sem demora”, é uma indicação clara de que uma vez obtido o pedido o cliente tem que ser atendido sem atrasos.
Terceiro nó: “Cuida e sucede”, aconselha que se faça rigoroso controle das tarefas e do caixa para que se possa alcançar o sucesso.
Nas escadas havia a orientação básica para uso desses conhecimentos, pois uma vez entendido o enigma, as lições deveriam ser aprendidas, os nós desatados , na verdade as dificuldades equacionadas, para se obter a prosperidade.
O pouco que se sabe é que com o desaparecimento do oráculo muitos ensinamentos foram perdidos.
Há quem acredite que essa civilização possa ter tido ligação com a Atlântica, outros que foi só mais um local enterrado pelo tempo, e a maioria que é apenas mais uma lenda.
Fato ou lenda, quem tiver sabedoria para seguir esses ensinamentos certamente terá sucesso, embora não sejam mais do que velhos conselhos para problemas novos.
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Agência de Notícias
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21.8.08
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