sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Brazil's Central Bank Says Crisis May Slow Inflation (Update2)

By Joshua Goodman and Carlos Caminada
Nov. 6 (Bloomberg) -- Brazil's central bank said the global credit crisis may slow demand and help ease inflation, suggesting policy makers will hold interest rates in the months ahead after deciding last week to break from six months of increases.
``The consolidation of more restrictive financial conditions may magnify the effect of monetary policy on demand, and over time, on inflation,'' the bank said, according to the minutes of an Oct. 28-29 meeting released today on its Web site.
The eight-member board led by President Henrique Meirelles cited an environment of heightened uncertainty in their unanimous decision to leave ``for the moment'' the so-called Selic rate unchanged at 13.75 percent.
Policy makers will probably hold rates as they wait to see how much the freeze in credit markets will crimp lending and investment in Latin America's largest economy, slow commodities demand and weaken the local currency, economists said.
``They can't close the door on another interest rate hike, but are signaling that they may pause for several months,'' said Roberto Padovani, chief economist at WestLB do Brasil in Sao Paulo. ``The overall balance of risks remains uncertain.''
Inflation, which the bank describes as ``relatively widespread,'' accelerated last month to 6.4 percent from 6.25 percent in September, according to the median estimate in a Bloomberg survey of 19 economists.
`More Uncertain'
The statistics agency will release October inflation data tomorrow. The annual rate has been above the central bank's 4.5 percent target since January.
The worsening global economic outlook since the bank's last meeting may help contain inflation.
The central bank said the outlook for demand and investment was becoming ``more uncertain'' and that they may ``adjust interest rates, although not necessarily in a continuous manner'' in response to the shifting inflationary risks.
Brazil's economy will grow 3 percent next year, compared with an estimated 5.23 percent expansion this year, according to the most recent central bank survey of economists published Nov. 3. The same survey shows inflation ending the year at 6.31 percent, up from 6.14 percent a month earlier.
Finance Minister Guido Mantega, speaking in an event in Brasilia, said the economy may still grow 4 percent next year as government measures including emergency loans for companies will help the nation weather the credit crunch and prevent output and consumption from stalling. He urged Brazilian consumers to keep spending.
``The worst is over,'' Mantega said.
President Luiz Inacio Lula da Silva said analysts that are slashing their 2009 growth forecasts may ``fall flat on their faces.''
More Loans
Central bankers have injected more than 100 billion reais of cash into the banking system since Sept. 24 to spur lending and prevent smaller institutions from going under. Last week, the Federal Reserve agreed to provide Brazil, Mexico, Singapore and South Korea $30 billion each to support currencies in developing nations.
Mantega said today government-controlled Banco do Brasil SA will provide 4 billion reais of loans to carmakers' financial arms to help sustain sales while the National Bank for Economic and Social Development, or Bndes, will have an additional 10 billion reais to finance companies. Banco do Brasil will also receive 5 billion reais from a workers' assistance fund known as FAT to lend to small companies hurt by the credit squeeze, he said.
The real fell 3.8 percent to 2.2135 per dollar at 1:24 p.m. New York time from 2.1295 late yesterday.

UPDATE 2-Brazil's central bank: Tight credit to curb prices

Thu Nov 6, 2008 11:52am EST
(Adds economist's comments, interest-rate futures)
By Elzio Barreto
SAO PAULO, Nov 6 (Reuters) - Brazil's central bank said a deepening global credit crisis may intensify the effects of rate increases in the country as available credit is reduced, helping to keep inflation in check.
In minutes released on Thursday from its rate-setting meeting last week, the bank's monetary policy committee also said the outlook for economic activity in Brazil has become more uncertain because of the international markets turmoil.
"The effects of the international crisis on domestic financial conditions indicate that the contribution of credit to the support of domestic demand may lose steam in a more intense form that what would be determined exclusively by monetary policy," the bank said in the minutes.
The monetary policy committee, known as the Copom, voted unanimously to keep the benchmark Selic lending rate at a two-year high of 13.75 percent, changing tack after four straight rate hikes.
Brazilian policy-makers shifted their focus away from inflation and on to minimizing the risks for growth in Latin America's biggest economy as a deepening turmoil in global markets pushed major economies closer to recession.
Data released on Thursday showed a steep drop in new automobile sales in October, while vehicle production fell for a third month in a row as credit became scarce and more expensive.
"Effects of the international crisis are starting to show in durable goods, like autos and appliances and credit is not really flowing to the consumer in Brazil," said Pedro Tuesta, senior Latin America economist at research firm 4Cast Inc.
"No credit, no demand, no production and the economy cools off. It works almost like the central bank is hiking."
Tuesta expects the central bank will keep rates unchanged until March 2009 to ease the impact of the global credit crunch in Brazil's economy.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Venda de veículos cai quase 14% em outubro, aponta Fenabrave

Mantega anuncia crédito para montadoras

Outubro registra menor saldo cambial em quase 10 anos

Câmara dos EUA quer rápida discussão sobre novo pacote

Brasil e Argentina adotam sistema único

Menor saldo cambial dos últimos 10 anos é registrado em outubro

Rodrigo Postigo
06/11/2008
O fluxo cambial no País ficou negativo em US$ 4,639 bilhões em outubro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central (BC), que confirmam a maior saída líquida mensal desde janeiro de 1999.
A cifra resulta de saldo positivo nas operações comerciais de US$ 1,610 bilhão e negativo nas transações financeiras de US$ 6,249 bilhões.
Em setembro, o fluxo cambial havia ficado positivo em US$ 2,803 bilhões. No ano, o País acumula entrada líquida de US$ 12,549 bilhões.
A autoridade monetária também divulgou que a posição comprada dos bancos subiu para US$ 7,077 bilhões no final de outubro, ante US$ 6,682 bilhões no fim de setembro.

Mantega anuncia crédito para montadoras

Último Sgundo / Agência Estado
06/11/2008
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira, em entrevista concedida à 'Rede Globo', que o governo vai liberar uma linha de crédito do Banco do Brasil (BB) no valor de R$ 4 bilhões.
A idéia é que o BB possa, com esses recursos, adquirir as carteiras de créditos dos bancos das montadoras que estão sofrendo com a escassez de crédito no mercado.
"Nós fizemos uma reunião ontem com a Anfavea e todo o setor e vamos liberar cerca de R$ 4 bilhões também para as montadoras a partir do Banco do Brasil principalmente. Dessa maneira, esses R$ 4 bilhões são suficientes para dar o crédito necessário que o setor precisa em novembro e dezembro para manter as vendas num nível elevado e que possibilite o funcionamento da indústria até o final do ano", afirmou o ministro na entrevista.
O problema de crédito para financiar as vendas do setor automotivo foi discutido hoje pelo ministro Mantega e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Ao deixar o prédio do ministério, Serra informou que o BB e a Nossa Caixa abrirão linhas de crédito para os bancos das montadoras. O governador não antecipou valores das linhas, e afirmou que, no caso da Nossa Caixa, o anúncio será feito na terça-feira.
O governador disse que o crédito é um problema sério nas vendas do setor automotivo por causa da quebra do fluxo de financiamento. Segundo ele, as linhas de crédito "serão um belo alívio" para o setor. Ele esclareceu ainda que a linha de crédito da Nossa Caixa será não só para automóveis, mas também para caminhões e tratores.

Crise, a hora certa para investir no talento

InvestNews
06/11/2008
A atual crise mundial é uma oportunidade para as empresas que precisam de profissionais altamente qualificados. Entre os milhares de norte-americanos que perderam seus empregos devido ao estouro da "bolha" do subprime há inúmeros profissionais altamente competentes e experientes. Agora, este contingente pode - e deve - ser contratado por empresas que não tenham sido abaladas pela turbulência financeira que tomou conta do planeta nas últimas semanas. A análise é de George Hermann, vice-presidente executivo para as Américas da Right Management, consultoria internacional que conta com mais de 300 escritórios em cerca de 40 países.
Para ele, a economia americana está passando por um momento de imensa dificuldade, mas que não deve se prolongar por muitos meses. Por isso, a exemplo de um fenômeno que ocorre nas bolsas de valores, é hora de comprar talentos, já que o mercado está repleto de bons executivos disponíveis. "O momento é propício para investir em ações e posso dizer o mesmo sobre contratar bons profissionais", garante.
Responsável pela operação da Right Management em toda a América, Hermann visitou o Brasil pela primeira vez nesta semana. A necessidade de alinhar posições com os líderes da consultoria no Brasil é fácil de entender. Segundo Hermann, o País tem um dos melhores mercados para os negócios da empresa - depois de Estados Unidos e Canadá, o Brasil é a maior operação da companhia. Nesta entrevista exclusiva à Gazeta Mercantil, ele detalha como a globalização está criando uma verdadeira guerra por talentos e de que forma a crise financeira global pode se converter em uma boa oportunidade para as empresas que pretendem formar equipes repletas de profissionais qualificados.

Câmara dos EUA quer rápida discussão sobre novo pacote

Reuters
06/11/2008
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos planeja uma sessão pós-eleições para debater um novo pacote de estímulo econômico, afirmou uma autoridade democrata nesta quarta-feira, mas ainda é incerto se a medida será aprovada.
O sucesso do partido democrata em expandir sua maioria na Câmara e no Senado pode dar impulso ao projeto que mira a criação de novos empregos rapidamente, mesmo antes de Barack Obama tomar posse em 20 de janeiro.
"Nós não podemos esperar os vários meses até a nova administração", afirmou um importante assessor do Partido Democrata que preferiu não ser identificado. "O povo americano está machucado e a economia também."
Em fevereiro, o Congresso e o presidente republicano, George W. Bush, aprovaram um pacote de estímulo econômico de US$ 168 bilhões, composto em sua maioria por restituição de impostos.
O assessor acrescentou que é "intenção" dos líderes da Câmara a realização de uma sessão pós-eleição na semana de 16 de novembro para debater um pacote de estímulo.
De qualquer forma, os recém-eleitos para o Congresso, que tomarão posse em janeiro, devem chegar em Washington durante a semana de 16 de novembro para eleger líderes e organizar comitês.

Brasil e Argentina adotam sistema único

Jornal do Comércio / Patrícia Comunello
06/11/2008
Dezessete anos depois da criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul), a região estréia o que pode ser a semente de uma futura integração monetária. O Sistema de Pagamento em Moeda Local (SML), que entrou em vigor em 3 de outubro, permite que exportações e importações entre Brasil e Argentina sejam pagas em reais ou em pesos, dispensando contratos de câmbio. Ontem, representantes dos bancos centrais dos dois países deflagraram, em Porto Alegre, encontros com empresários e operadores de comércio internacional para esclarecer e orientar sobre a novidade. Novas rodadas ocorrerão nas próximas semanas em São Paulo e nas províncias de Córdoba e Mendoza.
A adoção do SML se restringe, por enquanto, aos dois países, que respondem por 80% das transações de bens na região. A exportação para a Argentina representou entre janeiro e setembro deste ano 81,3% das vendas do Brasil para o bloco, que inclui ainda Uruguai e Paraguai, somando US$ 13,8 bilhões dos quase US$ 17 bilhões comercializados. Interlocutores dos dois lados encaram o sistema como um teste, para depois estender a outros segmentos de transações, como serviços e capitais, hoje excluídos do acordo. Para colocar em ação o SML foram três anos de negociações, que incluíram consultoria com integrantes do governo espanhol, sobre o processo de integração monetária da União Européia.
A formatação exigiu ajustes de legislações, normas financeiras e sistemas de informática. "Temos agora uma alternativa às operações de câmbio, o que reduzirá custos financeiros e administrativos", ressaltou Ronaldo Malagoni de Almeida Cavalcante, chefe-adjunto do Departamento da Dívida Externa e Relações Internacionais do BC. As instituições vão operar com opção de pagamento em moeda local que seguirá atualização pela taxa SML, formada pelas cotações interbancárias de real e dólar (PTAX) e peso e dólar (taxa de referência).
No site do BC brasileiro (www.bcb.org.br) estão todas as informações de como operar na nova plataforma de pagamentos. A regra básica é que a venda deve ser contratada desde o começo em reais ou pesos, dependendo do país de origem da transação. É necessário efetuar a operação por meio de um banco que está habilitado a atuar no SML. Para possibilitar o reconhecimento do documento, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) editou resolução que passou a permitir lançamento dos valores em reais nas guias de exportação.
A gerente principal de Acordos Internacionais do Banco Central da Argentina, Cristina Pasin, destacou que a modalidade deve impulsionar transações entre pequenas empresas, que costumam ficar fora do comércio internacional devido aos custos das operações com câmbio.

Venda de veículos cai 13% em outubro, aponta Fenabrave

Rodrigo Postigo
06/11/2008
A venda total de veículos no Brasil caiu 13,81% em outubro, com relação ao mês imediatamente anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em comparação a outubro de 2007, a queda foi de 5,7%.
A entidade registrou 398.507 emplacamentos no último mês, contra 462.356 em setembro. Em 2008, o total de veículos emplacados - que inclui carros, caminhões, ônibus e motos - já chega a 4,1 milhões, frente a 3,4 milhões no mesmo período do último ano - um aumento de 22,17%.
Os veículos leves tiveram retração de 12,95% em outubro, enquanto o segmento de motocicletas recuou 18,58% com relação a setembro. Somando o número de veículos leves e caminhões leves emplacados, 86,30% foram bicombustíveis.
De acordo com a Fenabrave, a Volkswagen liderou o mercado de automóveis em outubro, com 24,23% do total, seguida bem de perto pela Fiat, com 24,13% de participação no segmento.

Brazil urges Doha deal before Obama start

Wed Nov 5, 2008 10:01am EST
By Jonathan Lynn
GENEVA (Reuters) - Brazil called on Wednesday for a broad deal in the long-running Doha round to open up world trade to be concluded before U.S. President-elect Barack Obama takes office in January.
Foreign Minister Celso Amorim told Reuters that reaching a deal in the trade talks would send a powerful counter-cyclical signal to a world economy bludgeoned by the financial crisis.
Concluding an outline deal, known in trade jargon as modalities, would spare Obama from having to deal with complex trade issues on his inauguration in January, he said.
"It will facilitate things for President-elect Obama if we are able to finalize the modalities by the end of this year. It would relieve him of very difficult choices at the start of his government," Amorim told Reuters during a visit to Geneva.
"It would be only fair to complete the job."
Brazil, an emerging agriculture superpower, and leader of the G20 group of developing country farm exporters, is one of the most enthusiastic proponents of a deal in the World Trade Organisation's (WTO) Doha round, launched seven years ago.
Trade experts say the trade talks could drop down the political agenda if there is no outline deal by the time Obama takes over, and that an incoming administration might be tempted to unpick some of the points already agreed.
Amorim, hailing Obama's victory as the triumph of hope over prejudice, dismissed the idea that a Democratic administration in the United States would be more protectionist than the Republicans, and so less likely to conclude a trade deal.
"I don't think that holds any more. This has more to do with manufacturing than with the agricultural problems we are facing, and the Democrats are also more multilateralist," he said.
Both Amorim and Australian Trade Minister Simon Crean said the November 15 summit of major developed and developing countries in Washington on the financial crisis needed to send a strong concrete message to negotiators to complete the Doha talks in the coming weeks.
Even though that meeting is hosted by the outgoing U.S. administration, Crean -- another keen supporter of a deal -- said he was sure that Obama would support an early outline trade agreement as part of the solution to the financial crisis.
"What the global financial crisis does is to give us the capacity to raise to a leadership level... the importance of the relationship of trade to helping the macro-policy setting and the economic stimulus that all world leaders are committed to finding at the (Washington) meeting," Crean told Reuters while visiting Geneva.
Both Amorim and Crean acknowledged that negotiators in Geneva grappling with the technicalities of the trade talks were not optimistic an outline deal could still be clinched this year after ministers narrowly failed to reach a breakthrough in July.
But South Africa's deputy Trade Minister Rob Davies, speaking before the result of the election was known, said Obama's trade policies were unclear, and South Africa in any case did not favor another meeting of ministers this year.
"There are too many differences, too many issues that remain unresolved and it would be better for a much more profound reflection on the reasons why we didn't finalize a deal in July," he told Reuters in Cape Town.
(Additional reporting by Wendell Roelf in Cape Town)
(Editing by Philippa Fletcher)

Brazil dollar outflows $4.64 bln in Oct

Wed Nov 5, 2008 9:44am EST
SAO PAULO, Nov 5 (Reuters) - Brazil had $4.64 billion in net dollar outflows in October, reversing inflows of the previous two months after investors sharply reduced holdings of domestic securities as the global financial crisis deepened.
The outflows in October compared with inflows of $2.8 billion in September and $1.94 billion in August, central bank data showed on Wednesday.
Data on banks' dollar positions showed banks were more bearish on the Brazilian currency, the real BRBY, which has weakened more than 26 percent since reaching a nine-year high in early August.
Banks had long dollar positions of $7.08 billion at the end of October compared with $6.68 billion at the end of September. A long position on the dollar is a bet that the currency will strengthen against the real. (Reporting by Jenifer Correa; Writing by Elzio Barreto; Editing by James Dalgleish)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

União projeta três ferrovias para operação da iniciativa privada

Gazeta Mercantil
04/11/2008
Sairá do papel mais três trechos ferroviários no País. O secretário executivo do ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos, disse que o governo já analisa os estudos para a segunda parte da Ferrovia Norte-Sul, a Transnordestina e a mais nova empreitada do presidente Lula, uma ferrovia que ligará a cidade de Ilhéus (BA) à cidade de Figueirópolis (TO), chamada Oeste-Leste. Com as três ferrovias o governo federal deverá arrecadar cerca de R$ 10 bilhões em outorga.
"São trechos que com grande demanda de operação e que se complementam", disse Oliveira Passos. Para a nova ferrovia Oeste- Leste, o secretário executivo disse que o edital de licitação para operação do trecho deverá ser lançado no início do próximo ano. A construção será feita pela Valec, empresa responsável por todos os projetos ferroviários no País, e demandará cerca de R$ 5 bilhões para uma extensão de 1.490 quilômetros. "A Valec já fez o projeto e o estudo do traçado e podemos começar a obra no segundo semestre de 2010 e o leilão poderá acontecer já no início do próximo ano", disse Oliveira Passos.
Segundo ele, para a concessão deste projeto o governo deve estipular uma outorga de R$ 3 bilhões a ser paga 50% na assinatura do contrato e o restante ao longo da concessão. "O oeste baiano tem uma demanda alta por transporte ferroviário. É uma região produtora de soja e há também mineradoras na região de Brumado", disse o secretário.
Os trechos da ferrovia Oeste-Leste terão bitola larga e, segundo o secretário, será uma obra mais trabalhosa. "É uma região mais ondulada e por isso, há a necessidade de construção de grandes obras de arte, como pontes, viadutos e túneis. E, é bom ressaltar que para o início das obras já temos R$ 350 milhões previstos no orçamento da União".

Pesquisa diz que economia definiu voto de 62% dos eleitores americanos

EFE
05/11/2008
A situação econômica e as propostas dos candidatos para solucionar a crise financeira foram os fatores que mais influenciaram os votos dos americanos que foram às urnas nesta terça-feira.
Segundo uma pesquisa de boca-de-urna elaborada pelas redes de TV "ABC", "CBS", "CNN", "Fox News" e "NBC News", 62% dos americanos que votaram hoje disseram que a economia foi o assunto que determinou a escolha entre um e outro candidato.
Há alguns meses, nada indicava que a situação econômica substituiria o conflito no Iraque como tema mais importante e de maior preocupação dos eleitores.
Assim, cinco anos após a invasão do Iraque, apenas 10% dos eleitores disseram que esse tema foi decisivo para a escolha de seu candidato à Presidência.
De acordo com a mesma pesquisa, 9% dos eleitores levaram em conta as propostas de Barack Obama e de John McCain em matéria de terrorismo e de seguros médicos.
Apesar de a economia ter sido o tema primordial do pleito, os eleitores tiveram que preencher às cegas sua cédula, já que ambos os candidatos evitaram explicar claramente como cumprirão suas promessas.
Tanto Obama como McCain mantiveram o coração de sua plataforma - a diminuição dos impostos e a reforma do sistema de saúde - ao longo da campanha eleitoral, embora com profundas diferenças, sobretudo na questão tributária.
Obama prometeu reduzir os impostos de 95% dos americanos e elevar os tributos para aqueles que ganham mais de US$ 250 mil ao ano, ao passo que os cortes nos impostos prometidas por McCain beneficiarão principalmente as pessoas de maior poder aquisitivo, segundo alguns analistas

Pacote de "bondades" para segurar os efeitos da crise

Diário do Comércio
04/11/2008
Preocupado em evitar que o empresariado brasileiro desanime e corte seus planos de investimento diante da crise, o governo estuda um conjunto de "bondades" para o setor produtivo. Na quinta-feira, serão liberados mais R$ 5,3 bilhões em empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF) para micros, pequenas e médias empresas.
No mesmo dia, o governo deverá colocar em discussão, no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), duas propostas apresentadas pelos empresários: o alongamento do prazo de recolhimento de tributos e a criação de um fundo de R$ 10 bilhões para financiar a infra-estrutura. Embora o governo ainda não tenha "batido o martelo" sobre ambas, há boa vontade especialmente na ala política da equipe.
Os recursos adicionais para as microempresas estão praticamente certos e deverão ser aprovados no Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). De imediato, será liberado R$ 1,3 bilhão. Outros R$ 4 bilhões chegarão aos bancos até dezembro. "É uma maneira de enfrentar a crise e destravar o mercado de crédito", declarou o presidente do Conselho, Luiz Fernando Emediato.
O recurso virá de um remanejamento de verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) aplicadas em títulos públicos federais. É um excedente de cerca de R$ 6 bilhões à reserva de contingência do fundo que, por lei, hoje deve ficar em torno de R$ 11 bilhões.
Na ponta do lápis – Hoje, a secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, deverá apresentar ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, estudo sobre pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de ampliação do prazo de pagamento dos tributos. Ele contemplará hipóteses como adiar o recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do dia 20 para o dia 30. Também analisará a possibilidade de os tributos serem pagos a cada 60 dias, e não a cada 30, como hoje. Para a CNI, essas medidas de caráter provisório reforçariam o capital de giro das empresas. O secretário-adjunto Otacílio Cartaxo frisou que a decisão será do ministro da Fazenda.
Outra proposta a ser colocada em pauta é a criação de um fundo de R$ 10 bilhões para garantir a continuidade dos projetos de infra-estrutura, no valor de R$ 90 bilhões, com recursos do BNDES, BB e fundos de pensões.

Gartner corta previsão sobre mercado de chips em US$25 bi

Reuters / Tarmo Virki
05/11/2008
A companhia de pesquisa de mercado Gartner reduziu nesta terça-feira sua previsão sobre o mercado de semicondutores em 2009 em mais de 25 bilhões de dólares por causa da crise econômica.
A Gartner espera que o faturamento com semicondutores em 2009 some 282 bilhões de dólares, alta de 1 por cento em relação a este ano. A companhia havia previsto inicialmente que o mercado cresceria 7,8 por cento em 2009, para 307,7 bilhões de dólares.
A empresa estima que as receitas mundiais com chips em 2008 alcancem a cifra de 279,4 bilhões de dólares, alta de 2 por cento sobre 2007.
"O crescimento dos semicondutores foi surpreendentemente forte até recentemente, dado o ambiente econômico muito fraco, mas isso vai começar a mudar no quarto trimestre de 2008", disse Bryan Lewis, vice-presidente de pesquisa da empresa, em comunicado.
"Evidências crescentes sugerem que a indústria de semicondutores verá crescimento negativo a partir do quarto trimestre de 2008 e isso deve continuar durante a maior parte de 2009", afirma o analista.

Crise financeira já afeta mercado mundial de celulares, diz IDC

Valor Online / José Sergio Osse
05/11/2008
A crise financeira global já foi sentida no mercado mundial de celulares no terceiro trimestre deste ano. Segundo a consultoria IDC, as vendas subiram apenas 3,2% no período, em relação ao mesmo trimestre do ano passado, enquanto recuaram 0,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
No total, foram vendidos 299 milhões de aparelhos entre julho e setembro. Historicamente, esse período é marcado por uma aceleração na produção, para atender os pedidos do final de ano. A redução em comparação aos três meses anteriores, portanto, indica os primeiros efeitos da crise no setor. Em geral, na comparação anual, o ritmo de expansão nas vendas fica próximo a 20%, afirma o IDC.
"Os fabricantes de celulares sentiram a pressão da debilidade econômica no terceiro trimestre de 2008 e, como resultado, as vendas em unidades e valores caíram indiscriminadamente", afirmou o analista de pesquisa do Estudo Trimestral de Telefones Móveis do IDC, Ryan Reith. "Houve dois sinais de esperança, de dois dos principais atores desse mercado, durante o terceiro trimestre. Em primeiro lugar, como era esperado e agora confirmado, a Apple apresentou um trimestre muito bem sucedido e está no caminho para superar sua estimativa inicial de vendas para 2008. Em segundo lugar, o executivo-chefe da Nokia, Olli-Pekka Kallasvuo anunciou uma perspectiva positiva para 2008, apesar do terceiro trimestre difícil. Isso é o positivo para toda a indústria uma vez que a Nokia ocupa a liderança desse mercado já há um bom tempo", acrescentou.
Outro fator que deverá afetar o setor no próximo trimestre, segundo o IDC, é a queda no preço médio de venda dos celulares. Com a competição mais acirrada no período de final de ano por conta da retração na demanda, a expectativa é de um trimestre de negócios mais fracos. Para o ano que vem, a expectativa é por ritmo de negócios ainda menor e competitividade ainda maior.
Segundo a consultoria, porém, nem tudo é má notícia. Embora o mercado de celulares comuns tenha apresentado crescimento fraco, o de telefones inteligentes (smartphones) registrou forte expansão. Um dos motivos para isso foi a apresentação do iPhone com tecnologia de terceira geração (3G), da Apple. Esse lançamento não foi "apenas um grande passo para a Apple, mas levantou a procura por smartphones em geral", afirmou o analista de Tecnologia e Tendência em Aparelhos Móveis do IDC, Ramon Llamas. "Adicione a isso a atenção criada pelo G1, com sistema operacional do Google, e os smartphones de repente se encontram na posição de aparelho desejado não apenas por consumidores cativos como por aqueles de primeira viagem", afirma Llamas.