segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Brasil será independente também na produção de gás, afirma Lula

Rodrigo Postigo

12/11/2007

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje, no programa Café com o Presidente, que o Brasil poderá atingir a independência na produção de gás. Para Lula, a independência em relação ao combustível depende de investimentos que a Petrobras já está fazendo, inclusive em território boliviano. Lula também disse que a descoberta do novo campo de petróleo na bacia de Santos fará com que o País se torne um dos maiores produtores de óleo no mundo.

"Em um primeiro momento, o gás tem prioridade para termelétrica. Ou seja, quando os lagos que produzem energia elétrica tiverem em um nível muito baixo, nós acionaremos imediatamente as termelétricas de gás. Em um segundo momento, a Petrobras precisa atender às suas próprias necessidades, porque ela precisa reinjetar gás para tirar petróleo. Aí, depois, ela pode oferecer para as indústrias, oferecer para os carros, oferecer para quem quiser. E nós estamos trabalhando com a certeza de que logo, logo, o Brasil também será independente na questão da produção de gás", disse.

Lula defendeu ainda os novos investimentos da estatal petrolífera na Bolívia. "Primeiro porque você sabe que o Brasil hoje depende do gás da Bolívia, a Argentina depende do gás da Bolívia, o Chile depende do gás da Bolívia e nós precisamos fazer investimento na Bolívia para que a gente possa produzir mais para atender o mercado interno da Bolívia, o mercado interno brasileiro, o mercado argentino e o mercado chileno", analisou.

Carga tributária chegará a 35,4% do PIB até o final do ano, prevê especialista

Rodrigo Postigo

12/11/2007

Até o final de 2007, o custo-Brasil será proporcional a 35,4% de toda a riqueza produzida no País. A estimativa foi apresentada por Amir Kahir, mestre em finanças públicas pela Fundação Getúlio Vargas, em estudo que projetou os ganhos do governo em suas três esferas: federal, estadual e municipal.

"A carga tributária é obtida pela divisão da arrecadação pelo Produto Interno Bruto (PIB). Assim, quanto mais alta a arrecadação e menor o PIB, maior é a carga tributária", explicou. Conforme o especialista, a União é responsável por 70% do total, os Estados, por 26%, e os municípios, por 4%.

Descoberta de petróleo pode "transformar" País, diz 'FT'

Rodrigo Postigo

12/11/2007

A descoberta do campo petrolífero de Tupi, na Bacia de Santos, anunciada na semana passada pelo Brasil, "tem o potencial de transformar sua indústria de petróleo e catapultar o País ao topo da liga de nações produtoras de petróleo", afirma reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal Financial Times.

O diário relata uma afirmação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de que o Brasil poderia chegar ao nível de Arábia Saudita e Venezuela, mas observa que "ela estava, talvez, deixando-se levar pela euforia do momento".

"Ainda assim, muitos analistas concordam que a descoberta tem o potencial de transformar o papel do Brasil na região e no mundo, aumentando sua confiança na busca de objetivos como um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e a entrada no G8, o grupo das nações mais desenvolvidas", diz o jornal.

A reportagem observa que até agora tudo o que há são dois poços de teste perfurados a 280 km da costa na Bacia de Santos, mas que confirmaram que "o campo tem entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, não muito aquém do total de reservas da Noruega, que estavam em 8,5 bilhões de barris no ano passado".

O jornal relata que isso aumentaria em mais de 50% as reservas brasileiras e observa que "Tupi pode ser apenas o início".

A reportagem comenta o fato de o novo campo ter sido descoberto abaixo de uma espessa camada de sal e observa que "a descoberta sugere que todo o petróleo extraído até agora nas águas brasileiras havia atravessado a camada de sal, absorvendo impurezas no caminho, razão pela qual ele é um petróleo pesado, de baixa qualidade".

"O petróleo sob a camada de sal é mais leve, de alta qualidade. E há bastante petróleo", diz o Financial Times.

O jornal cita um analista de uma empresa de consultoria em energia que afirma que a descoberta do campo de Tupi abre a possibilidade de extrair "dezenas de bilhões de barris" na região, apesar de que, em sua avaliação, isso só será conhecido com novas perfurações.

Por isso, observa a reportagem, "o governo brasileiro está tomando suas precauções agora, retirando 41 blocos sobre a camada de sal do trecho que seria leiloado para exploração neste mês, para poder avaliar seu verdadeiro potencial".

Oferta de ações da BM&F deve chegar a R$ 4 bilhões

Folha Online

12/11/2007

Após a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), será a vez da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) lançar ações no mercado acionário brasileiro. O IPO (oferta pública de ações) da BM&F deve chegar a R$ 4 bilhões.

A faixa de preços estimada para as ações é de R$ 14,50 a R$ 16,50, e a Bolsa considera no cálculo um preço "médio" de R$ 15,5. Os coordenadores ainda devem consultar potenciais investidores sobre o valor a ser pago pelas ações (o processo de "bookbuilding"). O preço definitivo para a oferta pública deve ser fixado no dia 28.

A BM&F prevê lançar 260,16 milhões de ações ordinárias, que devem ser listadas no segmento do Novo Mercado da Bovespa, reservado para empresas comprometidas, em tese, com práticas mais avançadas no tratamento do acionista minoritário. A nova ação, que deve ser negociada sob o código "BMEF3", deve estrear no pregão a partir do dia 30 deste mês.

O montante de ações em oferta corresponde a 28,8% do capital social da BM&F. No prospecto preliminar, a Bolsa indica que nenhum acionista tinha mais de 5% das ações, sendo que o Bradesco era detentor de 4,9%. Os acionistas vendedores devem receber todos os recursos provenientes da oferta.

Pelo cronograma divulgado hoje, o período de reserva das ações começa no próximo dia 19, até o dia 27. A Bolsa de Futuros deve fazer uma oferta destinada a investidores não-institucionais ("oferta de varejo"), que podem investir pelo menos R$ 5 mil, e outra para investidores institucionais, com potencial de investimento mínimo de R$ 300 mil.

O prospecto preliminar da operação, distribuído hoje pela BM&F, mostra que a Bolsa teve lucro líquido de R$ 222 milhões no período de janeiro a setembro, resultado 55% superior ao registrado no mesmo período de 2006. A receita líquida foi de R$ 292,6 milhões, acréscimo de 33%.

Senadores propõem abertura do mercado doméstico de transporte aéreo para estrangeiros

Rodrigo Postigo

12/11/2007

Um forte lobby para a abertura do mercado doméstico de transporte aéreo começa a ganhar fôlego no Congresso. Projetos de lei dos senadores Tião Viana (PT-AC), presidente interino do Senado, e Gerson Camata (PMDB-ES) revogam os artigos 181 e 182 da Lei 7.565/86, o Código Brasileiro de Aeronáutica. Se aprovadas as propostas, companhias aéreas estrangeiras poderão fazer o transporte de cabotagem no Brasil.

Outros três projetos de lei que dormitam na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aumentam o limite para o capital estrangeiro nas companhias aéreas nacionais, hoje restrito a 20% do total. Quatro projetos sobre os mesmos assuntos tramitam na Câmara. Segundo a presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, tais medidas não beneficiariam os usuários e prejudicariam ainda mais as empresas brasileiras.

"Tudo está se fazendo para aumentar a participação estrangeira nas empresas. Isso não garantirá preços melhores para os passageiros nem empregos para brasileiros", ressaltou Graziella. "Essa crise está dando oportunidade para os lobos".

Para o senador Tião Viana, o caráter protecionista do Código Brasileiro de Aeronáutica em relação às empresas aéreas nacionais "não mais se justifica, diante da demanda de transporte aéreo e da necessidade de ampliar a oferta desse vetor fundamental para o desenvolvimento do turismo e da economia nacional".

Sustentabilidade ganha força com pressão de investidores

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Áluísio Alves

12/11/2007

Desde sua criação, em 1995, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) penou para convencer as empresas de que respeito a acionistas minoritários, transparência na divulgação de informações e gestão profissionalizada as tornaria mais fortes e valorizadas no mercado. Gradualmente, o tema ganhou força entre bancos, investidores, governo e outras instituições do mercado. Hoje, um quarto das 450 empresas da Bovespa são listadas voluntariamente aos níveis superiores de governança corporativa, que exigem, por exemplo, tag along para todos os acionistas e submissão a uma Câmara de Arbitragem para solucionar conflitos societários. Agora, o instituto quer estabelecer parâmetros mínimos para a discussão sobre a sustentabilidade, tema que subitamente virou coqueluche na maioria das empresas, embora poucas sabem trabalhá-lo de forma séria. Nesta entrevista, o presidente do IBGC, José Guimarães Monforte, explica porque o tema será o principal assunto do 12 Congresso Anual da entidade, que começa hoje, e de que forma ela se associa com a governança corporativa.

Gazeta Mercantil - Depois da repercussão criada como Painel da ONU sobre Mudanças Climáticas, diversas empresas vêm utilizando iniciativas ambientais como estratégia de marketing. A sustentabilidade não deveria ser um tema mais abrangente que isso? Nós queremos discutir estratégias para garantir a perenidade das empresas e não de bom mocismo corporativo. A sustentabilidade de que falamos é a que inclui o envolvimento do Conselho de Administração na formulação de estratégias de longo prazo e sua implementação na prática.

Gazeta Mercantil - Mas esse nível de discussão não está restrito a um grupo muito pequeno de empresas no Brasil? Na média, o nível da discussão está bastante elevado no Brasil, mesmo para padrões internacionais. O próprio processo de internacionalização vivido por muitas empresas e a conseqüente pressão de investidores levam à busca por práticas de sustentabilidade e por perenidade corporativa. Ainda há alguma confusão, mas isso é uma história parecida com a evolução dos estágios iniciais da governança corporativa no País. Não vejo risco de que o interesse pelo tema seja só uma onda.

Gazeta Mercantil - É possível medir e comparar o desempenho das empresas em sustentabilidade?A companhia tem que deixar claro como pretende sustentar seus resultados em horizontes mais longos. E já existem alguns indicadores que ajudam nesse sentido, como o GRI (Global Reporting Initiative, padrão internacional para relatórios de práticas sustentáveis). Também pretendemos incluir diretrizes sobre o tema no guia de IBGC de boas práticas.

Gazeta Mercantil - Pode citar alguma? Estamos muito preocupados com a hegemonia do ‘curto prazismo’ na estratégia das empresas. Nesse sentido, correr atrás do lucro máximo pode não ser a melhor política. Em vez disso, as empresas deveriam discutir como conseguir o lucro ótimo, que inclui a discussão sobre a capacidade de repetir e melhorar esse lucro ao longo do tempo.

Gazeta Mercantil - Mas isso não tem mais a ver com analistas de bancos e corretoras? Afinal são eles que apontam o guidance trimestral como mostra de boa governança. Tranparência não tem a ver com guidance. Semanas atrás, o International Corporate Governance (ICGN) teve uma discussão sobre esse assunto e recomendou às empresas acabar com a divulgação de guidances trimestrais. Nós vamos debater isso com os analistas também no Brasil.

Gazeta Mercantil - Nos últimos meses, as notícias de empresas tidas como referência em sustentabilidade não foi dos melhores. A Natura enfileirou resultados trimestrais ruins e o ABN foi comprado pelo Santander. Esses casos não tiram parte da força do discurso da perenidade das companhias? Eventuais movimentações não invalidam a abordagem do assunto. Mesmo em momentos de ajuste, os agentes de mercado avaliam as empresas tidas como sustentáveis com prêmios significativamente maiores do que a média das empresas.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Incapacidade perceptiva e gestão empresarial

Ivan Postigo

Lembra daquela famosa frase quando nos defrontamos com um problema corriqueiro e em tom de desabafo dizemos: “Não, isto nunca aconteceu aqui?”,
Talvez seja esta a sua expressão quando terminar de ler este artigo e refletir sobre alguma questão na sua empresa.
Quantas vezes você já não se deparou com situações onde deu suas sugestões ou companheiros de trabalho apontaram soluções óbvias e não foram acatadas pela pessoa que enfrenta uma dificuldade?
Parecendo tão lógica a saída apontada, tendo a concordância de pessoas razoáveis , por que quem mais necessita não aceita?
Quando se defrontar com alguém tem que excesso de confiança com dificuldades para entender uma situação, avaliando com cuidado seu comportamento, perceberá que infelizmente esta pessoa se encontra num estado de incapacidade perceptiva.
Qualquer orientação não soara bem e suas atitudes não serão observadas como ajuda e sim intromissão. A tendência é que esta reaja de modo intransigente, considerando-o um intruso.
Isso independe de formação, função, cargo, pois poderá encontrar esse comportamento em seus chefes ou subordinados.
Você pode me perguntar: “Isso é um mal, então qual o remédio a ser aplicado?”.
É verdade, um mal às vezes bastante sério, levando empresas e tarefas às situações bem complicadas.
O único medicamento que faz efeito em quem que está sendo afetadas por esse mal é uma dose maciça de realidade. Isso não é uma vacina, pois há pessoas que permanentemente vivem em estado de incapacidade perceptiva.
Já notou que há indivíduos com uma incrível de resistir à dor e só procuram um médico quando a sua saúde está bastante complicada?A busca por solução para problemas de gestão não é diferente.
Não tenho a menor dúvida de que se um profissional bater a porta de sua empresa oferecendo uma hora de orientação grátis, para lhes mostrar o caminho para resolver o problema que lhe for apontado, haverá enorme resistência em recebê-lo.
Esse investimento de tempo pode não conduzir a nada sobrenatural, mas pode abrir enormes horizontes, de qualquer forma a tendência será dizer não.
Isso me faz lembrar a cena de um filme onde o diretor de uma empresa cinematográfica, bem sucedido e convicto de suas decisões, se lamenta pelo fato de não ter observado com mais cuidado o roteiro do filme “E o vento levou”.
“Dizia, desanimado:” E eu ainda perguntei na ocasião, quem vai se interessar por um filme sobre a guerra civil americana?”“.
A incapacidade perceptiva está intimamente ligada às nossas convicções.
Convicção é uma palavra muito usada em nosso vocabulário. Para entender determinadas decisões e pontos de vista alheios é preciso entender o que quer dizer a palavra convicção .
Convicção é um sentimento de certeza com relação a algo.
Desta forma se quisermos dirigir nossas vidas devemos assumir um controle consciente de nossas convicções. Precisamos compreender primeiro o que realmente são e como se formam.
O domínio dessa questão vai nos permitir mostrar às pessoas porque pensamos e agimos de uma determinada maneira.
Isso sendo entendido pelos interlocutores, quando há lógica no processo e as pessoas conversam sobre idéias e não discutem por teimosias, chega-se a um consenso.
Nem todo confronto de idéias e pontos de vista divergentes é ruim, uma vez que imagens e opiniões aparentemente opostas, quando bem conduzidas , criam a tensão necessária para descobrirmos a verdade.
Um conflito de opiniões quando analisado dessa forma leva a novas descobertas, contudo é preciso saber administrá-los, pois nessas situações usamos mais o instinto do que a arte de pensar.
Para negociar pontos de vistas divergentes são necessários tolerância e respeito humano de forma que o processo seja vantajoso para todos e a questão seja tratada num processo de ganha-ganha.


Ivan Postigo
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
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Safra de grãos deve crescer 2,9% em 2008, diz IBGE

Rodrigo Postigo

09/11/2007

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2008 deve chegar a 137,084 milhões de toneladas, maior 2,9% que a obtida em 2007, segundo prognóstico divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa avaliação inicial da área a ser colhida em 2008 é de 47,1 milhões de hectares, superior em 3,3% à área colhida este ano, que foi de 45,6 milhões de hectares. Em termos absolutos, esse crescimento totaliza 1,5 milhão de hectares.

Dentre os 11 produtos pesquisados, sete apresentaram variação positiva em relação à área colhida em 2007: algodão herbáceo em caroço (4,4%); amendoim em casca 1ª safra (2,5%); arroz em casca (3,0%); cana-de-açúcar (7,9%); mandioca (0,8%); milho em grão 1ª safra (4,6%); e soja em grão (2%). Com variação negativa, batata inglesa 1ª safra (3,2%); cebola (1,4%); feijão em grão 1ª safra (0,6%); e fumo em folha (3,3%).

A nova safra de soja do Brasil (2007/08) deverá resultar em uma produção de 59,3 milhões de toneladas, ante volume na temporada anterior de 58,2 milhões de toneladas, informou o IBGE. Em sua primeira projeção para a nova safra de grãos do Brasil, o IBGE estimou a 1ª safra de milho em 38,2 milhões de toneladas, contra 36,3 milhões de toneladas no ano passado. A safra de algodão (em caroço) foi projetada em 4,15 milhões de toneladas, ante 3,8 milhões de toneladas em 2007.

Reservas da Petrobras devem aumentar 50% com descoberta de novo campo

Rodrigo Postigo

09/11/2007

A nova área de exploração que a Petrobras anunciou ontem, com até 8 bilhões de barris de petróleo e gás, pode elevar em mais 50% as atuais reservas do País, que somam 14 bilhões de barris, estimam especialistas. A estatal informou que concluiu a análise dos testes de formação do segundo poço da área denominada Tupi, no bloco BM-S-11, localizado na bacia de Santos, em São Paulo.

A Petrobras é operadora da área e detém 65%, a empresa britânica BG controla 25%, e a portuguesa Petrogal - Galp Energia, os demais 10%. A produção no local deve começar em 2013. Após o anúncio, as ações preferenciais da Petrobras encerraram o pregão de quinta-feira com valorização de 14,16%, a R$ 80,20 e as ordinárias registraram valorização de 14,45%, a R$ 93,30.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou ontem, no Rio de Janeiro, que a descoberta de novas reservas pode colocar o País entre as 10 maiores reservas do mundo. Segundo Gabrielli, o País ocupa, hoje, a 17ª posição em reservas mundiais de petróleo, com 12,2 bilhões de barris.

Bovespa fecha no azul com ajuda da Petrobras

Rodrigo Postigo

09/11/2007

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou com discreta alta nesta quinta-feira, salva pelo carro-chefe Petrobras, que disparou 14% após a notícia de descoberta de uma reserva gigante. Dos 63 papéis do principal indicador da Bovespa apenas 5 subiram, sendo que dois deles foram da estatal.

As preferenciais da Petrobras encerraram com valorização de 14,16%, a R$ 80,20 e as ordinárias registraram valorização de 14,45%, a R$ 93,30. Isso possibilitou que o Ibovespa subisse 0,1%, fechando a 63.561 pontos. O volume financeiro da bolsa ficou em R$ 10,6 bilhões, mais que o dobro de um dia normal, também graças à Petrobras, que ficou com R$ 3,8 bilhões desse giro. O número de negócios na Bovespa foi recorde: 309.939.

A Petrobras informou que finalizou testes no campo de Tupi, na bacia de Santos, onde foi comprovada reserva recuperável de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo de boa qualidade e gás na camada pré-sal. "É mais ou menos metade da reserva da Petrobras. A alta de hoje é 100% explicada por isso. Merece mudar um pouco o patamar da ação", complementou.

Lula e Evo Morales se reúnem para discutir gás natural

Rodrigo Postigo

09/11/2007

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com o presidente boliviano Evo Morales nesta sexta-feira (9) em Santiago, no Chile, onde participa da 17ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo Ibero-Americanos, que está sendo realizada em Santiago, no Chile.

Os dois presidentes devem discutir o fornecimento de gás natural ao Brasil. De acordo com a agenda de Lula, o encontro está previsto para o fim da tarde.CúpulaA cúpula reúne 22 chefes de Estado da América Latina e Europa e tem o objetivo de promover a cooperação e desenvolvimento entre os países membros. À tarde, Lula deve assistir à cerimônia de criação do Parque Ibero-Americano e participa de reunião com chefes de Estado.

Fora da agenda oficial do encontro, o presidente terá reuniões com o secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, e com o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte.

A comitiva brasileira fica em Santiago até o sábado (10), quando termina a cúpula. Os ministros Celso Amorim, das Relações Exteriores, e Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, acompanham o presidente, segundo a Agência Brasil.

Lei da padronização vai ao Senado

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Aluísio Alves

09/11/2007

Projeto n 3741, que tramita há sete anos na Câmara, foi aprovado ontem pela CCJ. Sete anos. Esse foi o período de tramitação na Câmara dos Deputados do projeto de lei n 3741, de autoria do Poder Executivo, que altera a parte contábil da Lei das SA e alinha o Brasil ao padrão internacional de contabilidade. Ontem, o texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Após cinco sessões ordinárias da Câmara, se não houver pedido de apreciação do assunto em plenário, o texto seguirá para o Senado Federal, instância onde o assunto deve ter seu desfecho. Segundo o deputado federal Carlos William (PTC-MG), que relatou o projeto na CCJ, a tramitação do texto no Senado deve ser rápida, devendo ser aprovado até janeiro de 2008. Em seguida será submetido à sanção presidencial. Se isso acontecer, a publicação de demonstrações financeiras de acordo com as International Financial Reporting Standards (IFRS) torna-se obrigatória a partir de 2009 para todas as empresas abertas e para as de capital fechado com patrimônio líquido acima de R$ 240 milhões ou receita anual de superior a R$ 300 milhões.

De acordo com William, a mudança vai facilitar a recepção de investimentos estrangeiros por parte das companhias brasileiras. "Elas precisam estar em linha com o que há de modernização administrativa no mundo", disse. Atualmente, o IFRS já é o padrão contábil utilizado por 107 países. "É um avanço que coloca o País no mundo real", comemorou o presidente do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), Francisco Papellas. A adesão ao modelo internacional já foi determinado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para as companhias abertas a partir do exercício de 2010. Até lá, a autarquia pretende emitir uma série de pareceres contábeis já em acordo com as IFRS.

O primeiro deles, que trata da redução do valor recuperável de ativos, foi publicada na quarta-feira. "A idéia é fazer com que a transição não fique traumática", diz o superintende de normas contábeis da CVM, Antônio Carlos Santana. Durante a tramitação do projeto na Câmara, foi derrubado o artigo que permitia às empresas fechadas de grande porte publicar suas demonstrações de forma condensada nos jornais, disponibilizando a íntegra do documento apenas na internet.

O episódio fez advogados de empresas interessadas no assunto a afirmar que a obrigatoriedade de qualquer publicação dos balanços por parte dessas empresas teria sido suspensa. Polêmica desfeita Mas de acordo com o relator do projeto na CCJ da Câmara, não há dúvida: "Todas as empresas fechadas enquadradas no texto estarão submetidas às mesmas exigências das companhias de capital aberto, ou seja, também terão que publicar a íntegra de suas demonstrações financeiras nos jornais", explicou.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Gestão empresarial e limite de competência

Ivan Postigo

Não importa a situação de mercado, sempre encontraremos alguma empresa, em algum lugar, em algum segmento de negócios, crescendo, ainda que seja um período recessivo.
Pode ser um fabricante de pílulas para dores de cabeça, mas haverá sempre alguém, em algum lugar, com um projeto dando resultados. Não podemos esquecer que em épocas de grandes crises , principalmente em períodos de guerra, grandes invenções apareceram .
Bolos passaram a ser vendidos em fatias porque ninguém os queria comprar inteiros por falta de poder aquisitivo, hoje isso se tornou pratica comum.
Preste atenção e veja que nem sempre os inventores tiraram o maior proveito financeiro de suas invenções.
Quantas patentes não são vendidas anualmente para pessoas que conseguem enxergar oportunidades e como melhor tirar proveito da invenção?
Quantas empresas não se arrastavam em meio a dificuldades financeiras e uma vez trocado o comando ou os acionistas se tornaram verdadeiras jóias empresariais?
Como empreendedores, como gestores, quanto maior for nossa percepção e aceitação de nossa limitação de competência, maior será nossa possibilidade de expandi-la, estudando, nos informando, adicionado-a com a contratação de pessoas que nos oriente ou que desenvolva essa capacidade em nossa empresa.
Quem trabalha com comprometimento, buscando resultados, promovendo negócios, está normalmente trabalhando no seu limite de competência.
Como perceber quanto estamos no limite?
Quando assuntos novos não encontram aderência nos nossos conhecimentos, quando temos dificuldades de desenvolve uma tarefa e nos faltam informações, quando as informações que temos não nos levam ao resultado desejado, às vezes sequer chegamos próximos, mas sabemos que há pessoas conseguindo, isso é sinal que estamos no limite.
Um alerta: limite de competência naquele assunto, naquela questão especificamente.
Conheço pessoas com uma capacidade de desenvolvimento de produtos extraordinária, mas um total fracasso como vendedor.
Com um deles, já rimos muito juntos, pois nunca tinha visto um profissional com tanto domínio de o assunto gaguejar tanto ao falar de sua criação. Um criador inseguro frente a sua criação.
Ele me dizia sempre: “Quer acabar de vez com o negócio, peça que eu saia sozinho a campo vender”.
Por outro lado conheço empresários com uma tremenda capacidade para desenvolvimento de negócios, fechamento de vendas, mas um verdadeiro problema quando entra na fábrica.
No primeiro caso a competência foi adicionada com a contratação de um especialista e o resultado tem sido bem favorável, no segundo a competência entra e sai, de tempos em tempos.
Vê-se claramente que no primeiro caso há a percepção da limitação de competência, no segundo, como dizemos popularmente, a ficha não caiu ainda.
Dizem os psicólogos que o que motiva muitas pessoas às mudanças é a dor, eu costumo dizer que em gestão quem não muda é porque não perdeu o suficiente.
Poderia alguém questionar: “Há um limite para essa perda?”.
Eu diria que não, já vi empresas irem à falência sem que os gestores mudassem o comportamento.
Um empreendimento não fracassa de uma hora para outra, o que leva a isso é uma série de acontecimentos, e o mais terrível do processo é a fase de agonia, que pode durar anos, onde se repete o mesmo erro seguidamente, sem que a ajuda profissional seja procurada.
Poderia resumir esse estado de espírito da seguinte forma: “Eu criei esta empresa, eu a tiro desta situação!”.
A experiência que criou a empresa era positivo, de crescimento, demandava um tipo de competência. Fazer os ajustes demanda outro tipo de ação, de conhecimentos, às vezes legais outras vezes jurídicos, e isso têm que ser adicionado.
Todos os dias encontro empresas que não alavancam seus negócios com recursos do BNDES por pura falta de conhecimento como acessá-los.
Simples, aumente seu limite de competência adicionando-a e obtenha melhores resultados.

Ivan Postigo
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
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Uma lição para gestão empresarial: Pássaro com asa quebrada não voa alto

Ivan Postigo

Visitando empreendimentos com freqüência, conversando com profissionais no mercado, entrevistando pessoas, vemos que há uma quantidade significativa de empresas mal organizadas, sem um sistema de PCP (planejamento e controle de produção) eficazes, com frágeis controles de caixa, sistemas de gestão computadorizados incompletos e deficientes, gerando dificuldades para a administração dos negócios, custos desnecessários, alimentando vícios e ineficiências.
Qualquer trabalho sério de levantamento de dados e observação de ambiente vai mostrar claramente os pontos fracos, os profissionais descontentes e as pessoas dispostas a por as mãos na massa para equacionar as questões.
Coloca-se então a pergunta: Se é tão fácil perceber, porque é tão difícil resolver?
Por um fator não tão simples de entender e equacionar: vontade política. Questões técnicas , normalmente , são rapidamente solucionadas .
Não aceitar essa premissa é colocar uma pedra sobre a questão, pois a palavra chave é vontade.
Fatores como aversão ao risco da empreitada, investimento a ser feito, interesses de pessoas e grupos, facilmente inviabilizam o processo de organização.
Por uma questão de foro íntimo, muitas pessoas não aceitam serem questionadas, contestadas, terem suas idéias rejeitadas, principalmente quando já tiveram relativo sucesso na vida.
O processo de mudança muitas vezes nos coloca frente a decisões que tomamos e que geraram prejuízos. Quanto mais flexíveis e dispostos estivermos para analisar, avaliar e ouvir opiniões sobre nosso modelo de gestão menos riscos de erros corremos.
Como profissionais às vezes não buscamos especialização em determinados assuntos, mas por uma série de acontecimentos algo se especializa em nós.
Equacionamento financeiro é uma das coisas que se especializou em mim, com isso detecto com facilidade os problemas e as alternativas.
Em uma apresentação sobre o equacionamento de caixa, um empresário, sócio majoritário do empreendimento, me perguntou: Por que você como consultor acha que vai conseguir recursos mais baratos do que eu que sou um empresário conhecido?
Fazendo reuniões com os bancos com o plano preparado ficou claro que essa era uma competência que ele não tinha e precisava adicionar à sua empresa, com isso o pessoal da tesouraria foi treinado e capacitado para tanto.
Um viés de percepção estava, entre outras coisas, fazendo a empresa ter gastos financeiros desnecessários.
Infelizmente já vi casos tristes, onde o trabalho de reorganização foi sendo protelado, o filho, sócio minoritário, queria programar mudanças, mas o pai não aceitava interferências externas e achava o investimento desnecessário. Alguns meses depois vim a encontrá-los para ouvir: O que não investimos em organização, hoje gastamos com advogados para evitar a falência e tentar vender o que sobrou.
Seja você um empresário, um executivo no comando de uma organização, um analista, um auxiliar, não importa, a posição que ocupa não lhe dá a primazia do melhor entendimento, pare , desarme-se, olhe em volta e veja o quanto pode fazer para melhorar a organização em que trabalha.
Muitas vezes você vê o que está errado, não tem competência técnica para resolver, mas pode sugerir recomendar, contratar quem resolva.
Considero que a maior capacidade que um gestor pode desenvolver é a de adicionar competência. Isso não quer dizer sair contratando todo mundo , nenhuma empresa pode ser um banco de talentos sem gerar resultados.
Desenvolver sim a capacidade de adicionar recursos que melhore o fluxo de rendimentos, margens e lucros da empresa.
Prestem atenção e vejam que o processo de gestão boa parte do tempo é esforço para equacionar e programar o óbvio, contudo é importante lembrar a famosa frase: O óbvio muitas vezes é invisível. Por essa razão os mágicos se beneficiam disso para fazer o que parece impossível.
Alguma vez quando lhe mostraram como uma mágica é feita você achou o processo complexo? Claro que não!!!!!
Uma curta mensagem que faz uma diferença enorme para quem quer ter sucesso:
A sua empresa é como um pássaro.
Para voar suas asas tem que estar em perfeita ordem, fortes e ágeis, pois um pássaro com asa quebrada não voa alto.
Não sendo assim terá que tratá-lo, colocá-lo em perfeita saúde para que voe alto e seja capaz de escapar dos predadores.

Ivan Postigo
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Alavancagem da economia e financiamento das empresas via mercado de ações

Ivan Postigo da Silva

Um país como o Brasil tem a possibilidade de alavancar sua economia com suas empresas financiando seu crescimento com a abertura do capital e captação de recursos via ações.
Haveriam pessoas e empresas dentro e fora do país interessadas nisso?
Quanto a isso não há a menor dúvida, contudo algumas premissas precisam ser atendidas.
É importante lembrar que o dinheiro é esperto e covarde . Ele aparece quando vê possibilidades de lucro e foge quando percebe riscos.
O mercado internacional é e está havido para colocar sua poupança num lugar seguro e rentável.
O volume de recursos que o país tem recebido é meramente especulativo , capital usado por especuladores do mundo todo que vêm para cá se aproveitar das altas taxas de juros oferecidas no nosso mercado. Prova disso é que qualquer sinal de aumento dos juros nos mercados mais desenvolvidos leva esse capital rapidamente de volta.
Voltam por que podem receber mais , as taxas são menores que aqui, mas se sentem mais seguros.
Com um mercado acionário atrativo pelos dividendos que poderiam receber e com relativa segurança um volume muito maior de recursos migraria para cá.
Duas palavras fundamentais que servem para transformar a poupança em investimento , sejam recursos externos sejam internos, pois é disso que vivem os recursos financeiros : Segurança e lucro .
Isso faz lembra um grupo de religiosas especialista em aplicação na bolsa de valores , que quando perguntadas se achavam lógica obter lucros daquela forma , rapidamente uma delas respondeu: São os lucros que nos permitem auxiliar os menos necessitados , sem eles muitas pessoas e famílias ficariam desamparadas .
Os capitais no mundo todo vivem em busca de remuneração e vão se acumulando onde encontram maior atratividade .
Abrir as portas para recebê-los vai depender de nossa consciência social e empresarial, participando ativamente do processo político, colocando no comando pessoas de gabarito , que possam estabelecer regras para que os investimentos em processos produtivos sejam seguros e rentáveis.
As pessoas neste país precisam se sentirem motivadas a terem seus próprios negócios, sem ter que pagar juros exorbitantes , pois que lógica há quando um empresário se vê obrigado a financiar seu déficit de caixa com o cheque especial e há que se perguntar a que taxa de juros?
Essa consciência política fará com não sejamos apenas um povo , mas nos transformemos numa nação , considerando que povo é um conjunto de indivíduos que falam a mesma língua , tem costumes, tradições e hábitos idênticos , mas acrescente-se a isso politicamente organizados e seremos uma nação .
Politicamente organizados estaremos trabalhando para a independência econômica dos cidadãos , portanto não inveje a riqueza do seu vizinho, pois com isso estará sempre afastando a miséria , que tanto assusta e gera violências , do seu lado .
O mundo mais seguro não é aquele em que poucos enriquecem , mas sim aquele em que as pessoas se cercam de pessoas bem sucedidas.
A riqueza permite uma melhor educação, maior desenvolvimento tecnológico, melhor aproveitamento de recursos e mais atratividade para fazer negócios .
Você compraria um eletrodoméstico , por exemplo, se não sentisse confiança no produto ou na assistência técnica ?
Não, certamente que não, portanto o mesmo acontece com os capitais que muito ajudariam nossa economia.
Nós agimos no Brasil como se fossemos eternos e medidas para o efetivo crescimento do país passam de presidente para presidente como se não houvesse urgência .
Lembre-se sempre que com a reeleição um presidente pode ficar no comando oito anos , dessa forma o mandato de um segundo termina quando sua carreira profissional percorreu metade do caminho . O país contínua na mesma e a sua carreira ou seu empreendimento empresarial também., consumindo sua juventude , com um trabalho pessimamente remunerado .
Ah, ia me esquecendo , e pagando CPMF !!!!!!!!!


Ivan Postigo
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
ipostigo@terra.com.br

O caminho da pequena empresa para se tornar um grande empreendimento

Ivan Postigo da Silva

Você é um pequeno empresário e vive se perguntando o que fazer para transformar seu pequeno negócio em um grande empreendimento , não é verdade?
Encontra com frequência histórias empresariais e biografias de pessoas que conquistaram sucesso e fama com seus negócios e os lê com atenção para ver se descobre a fórmula secreta .
Refletindo um pouco não tem a impressão de que todas as oportunidades já foram aproveitadas e que no passado era mais fácil ter sucesso ?
Olhando em volta não tem a impressão que em cada esquina há um concorrente ?
Essa impressão não se desfaz sempre que surge uma nova empresa , com idéias arrojadas e diferentes e quebra o paradigma?O que fez e faz com que pessoas , empresas e nações tenham sucesso são mobilidade, capacidade de ser mais produtivo que a media dos concorrentes , a capacidade inventiva, educação e principalmente a disposição de fazer alianças e adicionar competência.
Para crescer você precisa estar próximo ou trazer perto de você pessoas com conhecimento e competência.
Foi assim que o Japão foi capaz de sair de uma economia feudal para se tornar uma potência, apesar de enfrentar escassez de tudo , menos da disposição de formar alianças.
Quando se defrontar com um profissional competente não provoque uma competição com a finalidade de supera-lo, mas torne-o aliado .
Temos um grande discurso nas nossas empresas sobre a contratação de pessoas competentes , contudo quando as integramos a equipe e estas começam a provocar mudanças rapidamente combatemos suas idéias .
Absurdamente vejo empresários tentando competir com seus contratados aos invés de tê-los como aliados .
Há pouco tempo lia sobre uma empresa que tinha em seu quadro como colaboradores duas pessoas que haviam recebido o premio Nobel.
Dá para imaginar o que duas mentes privilegiadas como essas tem a oferecer e que mudanças podem provocar ?
Todos os dias, sem exceção, pessoas com mentes privilegiadas estão fazendo contato contigo oferecendo idéias e oportunidades, aprenda a ouvi-las , seu objetivo não é supera-las , mas fazer com que seu negócio dê certo, cresça , se torne mais rentável.
Tenha certeza que cada vez que você como empresário negligenciar ou derrotar politicamente uma dessas mentes o estará transformando num potencial concorrente.
A energia investida nessa disputa poderia e deveria ser usada para o desenvolvimento de novas idéias .
Quando não estiver conseguindo enxergar alternativas para o crescimento de seus negócios saia a campo, as respostas estarão lá, converse com pessoas experientes, vai se surpreender com a infinidade de alternativas que surgirão desses contatos.
No futebol, esporte que usamos para tantas comparações, como nos negócios , muitas coisas se resolvem mais com jeito do que com força.Experiência não se despreza , se adiciona .
Para estabelecer alianças é preciso disposição para se mobilizar, absorver idéias , debater , testar , isso demanda tempo, portanto delegue tudo o que for operacional e vá em busca do futuro.
Há poucos dias estive em reunião com uma empresa de porte médio , com um desempenho econômico e financeiro muito bons, cujo fator de impedimento do crescimento é a perda de um volume substancial de vendas .
Seus produtos tem um valor considerável e precisam e podem ser financiáveis, contudo alguns aspectos burocráticos tem que ser vencidos.São apenas detalhes um tanto trabalhosos , mas plenamente viáveis de serem superados .
Não o foram até agora por falta de conhecimento de seus gestores e de seus comandados.
A empresa vem crescendo , mas a formação e educação não estão acompanhando as necessidades.
Uma empresa saudável que está financiando seu crescimento a taxas de juros inadequadas por pura falta de conhecimento das possibilidades de mercado .Perdem comercialmente e financeiramente .
No mercado há uma série bastante grande de empreendimentos médios com essas características, chegam a ter sucesso razoável , mas depois esbarram nas suas próprias limitações .
Limitações não de encontrar soluções e pessoas que as encaminhem , mas limitação na disposição de adicionar competência, estabelecer alianças para crescer de forma rentável e segura .
Limitações para aceitar e absorver os choques que uma mudança de mentalidade provoca.

Ivan Postigo
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
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Certificação digital deverá atingir 3 mi de MPEs até 2010, diz Sebrae

Rodrigo Postigo

08/11/07

Até 2010, o Sebrae e seus parceiros esperam que 3 milhões de micro e pequenas empresas estejam aproveitando os benefícios da certificação digital. A consultora da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae, Helena Rego, explica que as vantagens para as empresas são inúmeras, mas as principais são a desburocratização e a simplificação de processos, que são traduzidos em agilidade, informou o site InfoMoney. "Para resolver pendências com a Receita Federal, não será mais necessário comparecer presencialmente", exemplifica. "O relacionamento com a Receita fica mais rápido e estreito", garante.

Existem ainda outros benefícios, como a ampliação da facilidade para exportar, participar de licitações e a própria economia de tempo e materiais. "Já é comum a exigência da certificação digital para participar de pregões eletrônicos."

De acordo com a consultora do Sebrae, a certificação digital ainda torna os sites das empresas mais seguros. "Ela dá legitimidade ao site e favorece a confiabilidade do consumidor."

O Sebrae e as entidades parceiras pretendem atingir a meta por meio de algumas frentes de trabalho. A primeira é a divulgação dos benefícios aos empresários. Um segundo grupo estuda a melhoria do custo para uma empresa ser certificada. "Hoje, para uma empresa obter a certificação custa entre R$ 150 e R$ 380, o que pode ser muito aos microempresários. Além disso, a validade é de três anos", afirma Helena. "Porém, se eles pensarem nos gastos com a papelada e o motoboy, notarão que esse custo não é assim tão alto", defende.

Uma terceira frente de trabalho estuda a melhoria da logística, para viabilizar a disseminação da certificação. "Caso o programa seja bem-sucedido, ainda não sabemos ao certo o que é preciso para atender toda a demanda de empresas". Por fim, um último grupo de trabalho estuda o que poderia ser feito, em termos de marcos regulatórios, para facilitar a entrada de novas empresas certificadoras no mercado.

Pressão dos governadores será decisiva para CPMF, alerta presidente do Senado

Invertia / Maria Clara Cabral

08/11/2007

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), afirmou nesta quarta-feira, em Brasília, que a pressão dos governadores pode ser decisiva para aprovar a matéria que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011.
"Acho que a pressão dos governadores será muito importante, talvez até decisiva", disse Viana referindo-se aos governadores tucanos.

Ontem, após reunião da bancada, o PSDB rejeitou proposta do governo para votar a favor da prorrogação. A principal proposta foi aumentar a taxa de isenção para contribuintes que ganham até R$ 4.340. O líder, Arthur Virgílio (AM), comunicou que faltava levar a decisão para os governadores.

A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que viajou para Belo Horizonte nesta tarde, converse sobre o assunto ainda nesta quarta-feira com o governador mineiro, Aécio Neves (PSDB).

Viana acredita ainda que o governo já negociou muito e que agora o acordo depende de discussões mais políticas do que técnicas. "Acho que o governo deixou claro que negociou e muito e agora a negociação parte para uma esfera política", afirmou.

Na semana que vem a senadora Kátia Abreu (Democratas-TO) deve apresentar seu relatório contrário a prorrogação da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois disso, a matéria segue para apreciação em dois turnos no Plenário da Casa.

Petrobras voltará a investir em exploração de gás na Bolívia

Rodrigo Postigo

08/11/2007

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, afirmou na tarde dessa quarta-feira que a empresa voltará a fazer investimentos na Bolívia para ampliar a produção de gás natural. Porém, ele não informou quando e quanto a empresa pretende injetar na Bolívia. Segundo ele, uma nova reunião será realizada entre os dias 26 e 30 desse mês no país vizinho para tratar do assunto.
Gabrielli disse que os novos investimentos não resultarão no aumento do contrato do Gasbol e o Brasil continuará importando os 30 milhões de metros cúbicos previstos no contrato com a Bolívia. "Esses investimentos podem ser retomados agora porque há segurança jurídica na Bolívia. Os novos contratos assinados em outubro do ano passado já foram protocolizados e agora podemos fazer novos investimentos. Não estamos pensando nesse momento em aumentar o Gasbol", argumentou.

Ele disse que, para ampliar a oferta, a Petrobras pretende aumentar a produção natural e importar gás liquefeito. Segundo ele, até 2012 o País contará com cerca de 103 milhões de metros cúbicos de gás para ofertar.

O presidente da Petrobras disse que a empresa não pensa em aumentar o gás fornecido para as distribuidoras estaduais além do que está estipulado nos contratos para desestimular o aumento do consumo do insumo.

Patrimônio dos fundos de pensão cresce com boa gestão de ativos

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Lucia Rebouças

08/11/2007

O patrimônio administrados pelos fundos de pensão brasileiros atingiu a marca de R$ 416,4 bilhões este ano até agosto, valor equivalente a 17,0% do Produto Interno Bruto (PIB). Em relação ao final de 2006, a carteira de investimentos apresentou uma elevação de 18%.

"A excelência da gestão dos ativos possibilitou esta performance", disse Fernando Pimentel, presidente da Abrapp (associação que reúne 300 fundos), ontem na abertura do 28º Congresso Anual, que reuniu este ano um público recorde de mais de duas mil pessoas, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Segundo Pimentel, a gestão dos fundos soube aproveitar a elevação dos retornos da renda variável. "A rentabilidade dos investimentos em renda variável nos últimos 12 meses (52,2%) superou a um dos importantes indicadores de desempenho das ações na Bovespa, o IBrX 50 médio (48,5%)", acrescentou Pimentel.

Nos últimos 10 anos, os fundos cresceram a uma velocidade de 10% ao ano. Se essa evolução se mantiver, Pimentel acredita que os ativos dos fundos poderão atingir R$ 1,8 trilhão no ano de 2.020, o que representará cerca de 50% do PIB brasileiro. A adoção de práticas de governança corporativa tanto como critério para seus investimentos, quanto em sua própria gestão, foi fundamental para o crescimento do setor.

"A busca por transparência tem sido a tônica nos últimos anos", disse. Atualmente 67,2%, dos cerca de 300 fundos pesquisados, divulgaram seus modelos de governança no estatuto ou relatório financeiro anual em 2006; 43% deles tem Códigos de Ética e 19% já publicam seus Balanços Sociais.

Em parceria com o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, a Abrapp desenvolveu o Guia de Investimentos Socialmente Responsáveis, que define critérios sociais e ambientais para que os fundos de pensão possam utilizar na decisão de seus investimentos em empresas. Além disso, vários fundos de pensão, entre eles a Previ, o maior do setor, aderiram a projetos como "Carbon Disclosure Project", que é voltado ao combate ao aquecimento global.