quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Brasil e Bolívia discutirão fornecimento de gás

Rodrigo Postigo

10/01/2008

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; da Bolívia, Evo Morales e da Argentina, Cristina Fernández, se reunirão para acertar uma fórmula conjunta para o fornecimento do gás boliviano, cuja produção é insuficiente para atender a demanda de ambos os países.

O ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, irá na semana que vem à Argentina, e no início de fevereiro chegará ao Brasil para conversar sobre o fornecimento de energia e organizar o encontro dos governantes, indicou hoje à Efe uma fonte de seu Ministério.

Villegas antecipou que os líderes conversarão sobre a fórmula de repartição do gás boliviano dentro de uma cúpula do Mercosul ou da União de Nações Sul-americanas (Unasul), cuja data, no entanto, ainda não foi confirmada.

Villegas viajará para Buenos Aires no dia 17 de janeiro, e um dia depois se reunirá com o ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido.

Em 1º de fevereiro, Villegas virá ao Brasil para participar de um encontro com o ministro de Minas e Energia brasileiro Nelson Hubner.

A exportação de gás boliviano para esses países enfrentou nos últimos meses vários problemas, uma vez que sua produção se encontra no limite devido à baixa nos investimentos do setor.
A Bolívia considera necessário um acordo entre os três países para a distribuição do gás nos mercados externos, de modo a evitar restrições durante o inverno.

O ministro Villegas admitiu recentemente que a Bolívia não terá gás suficiente para cumprir os volumes estipulados em seu contrato com a Argentina, mas que ainda assim pretende garantir um envio regular para este ano.

Também disse que serão descumpridos os contratos de pequenos volumes para a entrega de gás para Cuiabá (para onde ainda estão sendo enviados 1,2 milhão de metros cúbicos) e para a empresa Comgás, de São Paulo.

O contrato assinado pela Petrobras prevê duras sanções à Bolívia caso o país não cumpra o volume de envio estipulado, de entre 28 e 31 milhões de metros cúbicos diários.

A produção boliviana atual ronda os 40 milhões de metros cúbicos, que subirão este ano para 42 milhões, frente a uma demanda do mercado externo e interno que ronda os 46 milhões de metros cúbicos.

Na semana passada, o Governo Morales anunciou um investimento para este ano de pelo menos US$ 1,266 bilhão da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) e de doze transnacionais com o objetivo de aumentar a produção.

A paralisia dos investimentos no setor foi atribuída pelas petrolíferas à mudança nas regras decorrente da nacionalização decretada em maio de 2006, que as obrigou a assinar novos contratos que entraram em vigor no ano passado.

Brasil se tornou reino do etanol, diz colunista do NY Times

Rodrigo Postigo

10/01/2008

O jornal americano The New York Times publica nesta quinta-feira um artigo assinado pelo colunista Roger Cohen que aponta o Brasil como um país que, nos últimos anos, mudou sua imagem radicalmente, como poucos já fizeram, graças ao etanol.

"Da terra pouco séria de samba, favelas, futebol e florestas tropicais incendiadas, (o Brasil) se tornou o reino da produção de etanol a frente de seu tempo, carros flexíveis rodando com qualquer combinação de etanol e gasolina, e uma revolução do biocombustível que poderia distribuir ao mundo, onde o barril de petróleo custa US$ 100", escreve o colunista.

Apesar dos elogios, o artigo de Cohen, que tem como título a pergunta "O etanol é para todos?", lembra que os problemas sociais causados pela produção do etanol persistem, inclusive para cortadores de cana e trabalhadores de usinas.

"O etanol, renovável e relativamente limpo, é adorável", diz o texto. "A vida do trabalhador rural migrante no Brasil, finita e quente, não é."

Metas O artigo no New York Times também cita metas já alcançadas no Brasil: 80% dos novos carros produzidos são flexíveis, toda a gasolina contém quase 25% de etanol e o etanol responde por mais de 40% do consumo de combustíveis.

Roger Cohen afirma que os números revelam que as metas americanas de substituir um sexto do consumo de gasolina por etanol até 2020 são atrasadas e pequenas.

"Em outras palavras, o Brasil estava ocupado vendo o amanhã enquanto os Estados Unidos miravam o passado, um lugar muito frívolo para ser futurístico", acrescenta o artigo. "De fato, as duas imagens trazem um pouco de verdade."

"O Brasil liderou o caminho ao demonstrar o potencial do etanol, tem terra para expandir a indústria, usa o etanol a base de cana-de-açúcar cujo rendimento por hectare é oito vezes maior do que o etanol de milho americano, que está sendo produzido a um custo mais alto do que alimentos, e demonstrou a viabilidade de uma frota flexível."

"Mas um dia visitando plantações de cana da CBAA, uma usina de açúcar e etanol, mostrou a dureza com que esses resultados são arrancados", ressalva o colunista do jornal americano.
O artigo defende que a produção de etanol no Brasil e nos países africanos venha acompanhada de desenvolvimento, especialmente para os trabalhadores rurais e suas famílias.

Para isso, Cohen sugere que os investidores internacionais com interesse em etanol exijam condições mínimas para os trabalhadores da indústria, a abertura do comércio global ao etanol e o desenvolvimento de um mercado global de commodities de etanol, com normas estabelecidas.
"Um novo combustível não deve trazer a maldição frequente do petróleo: o enriquecimento de uma pequena elite."

Mercado global de outsourcing deve crescer 8,1% em 2008, afirma consultoria Gartner

Valor Online / José Sergio Osse

10/01/2008

O mercado mundial de outsourcing deverá crescer 8,1% neste ano. As empresas desse segmento, porém, devem enfrentar alguns desafios de peso neste ano, segundo a consultoria Gartner.

As companhias de outsourcing são especializadas em retirar das empresas clientes operações que não são diretamente relacionadas com sua atividade de negócios. Nisso se inclui o gerenciamento, operação e manutenção de equipamentos, serviços e pessoal da área de tecnologia, principalmente.Apesar de algumas companhias terem áreas que podem negociar contratos de outsourcing, para muitas, suas estratégias de tecnologia e sua estrutura de governança ainda são imaturas, inexistentes ou desalinhadas em relação aos objetivos da empresa, disse o diretor de pesquisa do Gartner, Kurt Potter.

Segundo ele, a falta desses fundamentos básicos impedem que o cliente se beneficie efetivamente do serviço de outsourcing e consiga realizar a economia de custos almejada. Em casos extremos, a falta de confiança necessária e do controle para otimizar o relacionamento no sistema de outsourcing resulta no fim de um acordo, afirma. O Gartner também identifica que, embora o mercado tenha crescido, no ano passado o valor total dos acordos de outsourcing divulgados publicamente caiu pela metade em relação a 2006. Segundo a consultoria, um fator que pode ter contribuído para isso é a maturidade do mercado, onde contratos desse tipo são mais comuns. Assim, mais acostumadas com esse tipo de acordo, as empresas assinam contratos de valor menor e com vários fornecedores, o que não justificaria a divulgação da operação.

Outorga para trecho oeste do rodoanel é fixada em R$ 2 bi

Gazeta Mercantil/Caderno C / Wagner Oliveira

10/01/2008

O governo de São Paulo lançou ontem leilão para a concessão dos 32 quilômetros trecho oeste do Rodoanel Mário Covas. Organizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o edital estabelece prazo de 30 anos para a administração privada. A licitação é o primeiro teste do governo paulista após leilão de rodovias federais em que a União conseguiu preço menor das tarifas ao não cobrar outorga pela concessão.

Pelo modelo de concorrência internacional de menor valor de tarifa básica, São Paulo não desiste da outorga. O edital fixa repasse de R$ 2 bilhões ao estado para a empresa que vencer a disputa. Foi estabelecido teto de R$ 3 para a cobrança da tarifa. O prazo para o pagamento da outorga é de dois anos. As empresas terão até 11 de março de 2008 para registrar suas propostas. O pedágio só será cobrado seis meses após a assinatura do contrato com a empresa vencedora.
O governo de São Paulo pretende usar os R$ 2 bilhões nas obras em andamento do trecho Sul do Rodoanel, que tem 54 quilômetros de extensão e interliga importantes rodovias, como a Imigrantes e a Anchieta e Régis Bittencourt.

O edital lançado ontem prevê investimentos de R$ 804 milhões em obras de melhorias no trecho Oeste. A licitação prevê que 35% desse valor (R$ 280 milhões) seja aplicado nos três primeiros anos. Entre os investimentos, estão a implantação de vias marginais entre as interseções da saída Padroeira e rodovia Raposo Tavares e construção de faixa adicional (5ª faixa) entre os trevos das rodovias Castello Branco e Raposo Tavares. Serão realizadas ainda obras de recuperação de seis quilômetros da marginal de Carapicuíba, construção de três passarelas e melhorias nos acessos da rodovia Castello Branco e na interseção de Padroeira.

Serão implantados sistemas de comunicação, controle e fiscalização com radares, praças de pesagem, rádio telefonia, call boxes, painéis de mensagens, detector de neblina, e câmeras de monitoramento de tráfego. Guinchos, veículos para inspeção, ambulâncias e carros para a Polícia Militar Rodoviária estão na edital, que está disponível no site www.artesp.sp.gov.br e na sede da Artesp.

Proposta de reforma tributária deve chegar ao Congresso em março, diz Jucá

Rodrigo Postigo

10/01/2008

Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (9), o líder do governo no Senado, Romero Jucá, disse acreditar que a proposta de reforma tributária do governo federal chegue ao Congresso Nacional em março. A expectativa é de que neste mesmo mês, segundo acrescentou, o Poder Legislativo vote o Orçamento de 2008. Na quinta-feira (10), as lideranças da base aliada no Congresso começam a negociar com o governo os cortes na proposta orçamentária, destinados a compensar metade dos R$ 40 bilhões perdidos com o fim da CPMF.

Além dos líderes governistas, devem participar dessa reunião o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo; o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro; o presidente e o relator da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), senador José Maranhão (PMDB-PB) e deputado José Pimentel (PT-CE), respectivamente. Conforme Jucá, o governo federal vai apresentar propostas de cortes orçamentários no Executivo, ficando os do Legislativo a cargo da CMO.

Jucá adiantou que os cortes no Executivo devem abranger passagens e diárias, construção de prédios públicos, publicidade e outras despesas de custeio e manutenção da máquina administrativa. Disse ainda que os cortes no Legislativo podem vir das emendas de bancada e de comissões. Já as emendas individuais, salientou, não devem ser alteradas.

O líder do governo no Senado acredita ainda que, neste encontro, também sejam discutidos os aumentos salariais e as novas contratações no serviço público. Embora o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) seja prioridade máxima do governo federal, Jucá não crê que esteja livre de sofrer cortes orçamentários. Já os programas sociais e as áreas de segurança e saúde têm boas chances de terem seus recursos preservados, na sua opinião, garantindo ainda que o equilíbrio fiscal será mantido.

Transporte aéreo cresce menos em 2007

Rodrigo Postigo

10/01/2008

O transporte aéreo de passageiros no Brasil encerrou o ano passado com um aumento de 11,9% em relação a 2006. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número ficou abaixo dos 12,3% de crescimento anotado há um ano.

A entidade também mostrou que a ocupação das aeronaves registrou pequena queda no intervalo analisado. Caiu de 71% para 69%.

No relatório, a TAM manteve-se líder no mercado de aviação nacional, já que aumentou sua participação de 47,96% para 48,86% dos passageiros transportados durante todo o ano. No entanto, a companhia que mais cresceu no período foi a Gol e cresceu de 34,05% para 39,56%.
Ambas as empresas, além da Varig, têm, juntas, participação de 93,18% no mercado nacional. A mesma fatia, em 2006, era de 90,71%.

Ao contrário dos vôos em terrítório brasileiro, as viagens internacionais sofreram queda de 5% no transporte de passageiros feito pelas empresas nacionais. Com isso, a ocupação das aeronaves caiu de 74% para 66% em 2007.

As implicações da nova lei contábil

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Reginaldo Alexandre

10/01/2008

Depois de uma longa tramitação no Congresso, foi sancionada pelo presidente da República, em 28 de dezembro, a Lei 11.638, que altera a Lei das Sociedades por Ações em pontos importantes. As mudanças trazidas representam um importante avanço institucional, contribuindo para aumentar o grau de transparência das demonstrações financeiras e, assim, oferecer maior segurança ao investidor.

A Lei coloca como meta a harmonização das normas e práticas contábeis brasileiras às internacionais, com o objetivo não apenas de colocar o Brasil nos trilhos dessa tendência global, mas também de facilitar o acesso das empresas nacionais aos mercados externos e atrair capitais estrangeiros ao País. Outra preocupação fundamental foi a de segregar os princípios contábeis em relação às normas tributárias e legislações específicas; o atendimento dessas normas não eximirá a companhia de apresentar demonstrações financeiras de acordo com as normas aplicáveis às demais empresas.

Adota-se a Demonstração dos Fluxos de Caixa em substituição ao Demonstrativo de Origens e Aplicações de Recursos, aumentando consideravelmente a visibilidade dos fluxos financeiros das companhias. Muitas empresas, voluntariamente, por demanda de mercado, já vêm apresentando demonstrações de fluxos de caixa. A institucionalização, no entanto, vai forçar uma padronização, em benefício dos usuários das demonstrações financeiras.

Dentro do elenco de dispositivos para adequar a legislação brasileira às práticas internacionais, destacam-se algumas outras medidas: (i) a criação da conta "ajustes de avaliação patrimonial", no patrimônio líquido, para incorporar as avaliações a valor de mercado dos instrumentos financeiros; (ii) a obrigatoriedade de realização de avaliações periódicas dos ativos permanentes, a fim de verificar a efetiva possibilidade de recuperação dos valores neles aplicados, assim como para ajustar os critérios para cálculo da depreciação; e (iii) o registro no resultado de doações e subvenções governamentais para investimento.

Nas contas de ativo, propõe-se a criação do grupo denominado intangível: bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia, inclusive o fundo de comércio adquirido. As novas disposições privilegiam a avaliação de ativos pelo valor recuperável, pelo valor de mercado ou pelo valor presente. Dentro dessa perspectiva, a Lei traz também as seguintes medidas: (i) a contabilização a valor de mercado dos ativos e passivos originados em operações de fusão, cisão ou compra do controle acionário; (ii) o ajuste a valor presente dos ativos de longo prazo e de exigíveis de longo prazo.

Algumas exigências aumentam a transparência das demonstrações financeiras, como a contabilização no resultado, como despesa, de remunerações a funcionários realizadas na forma de ações, debêntures, etc.; e a obrigatoriedade da apresentação da Demonstração de Valor Adicionado.

Algo a se lamentar foi a exclusão, durante a passagem do texto pela Câmara dos Deputados, de uma proposta que obrigaria empresas de grande porte (ativo total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões), ainda que não constituídas sob a forma de sociedades por ações, a publicar demonstrações financeiras. Permaneceu apenas a exigência de elaboração de demonstrações financeiras, que deverão sofrer auditoria independente, por auditor registrado na CVM, nos moldes das companhias abertas.

Inovadoramente, a Lei prevê que a CVM, o Banco Central e demais órgãos e agências reguladoras poderão celebrar convênio com entidade que tenha por objeto o estudo e a divulgação de princípios, normas e padrões de contabilidade e auditoria, podendo adotar suas orientações técnicas. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que já vem atuando, preenche essa finalidade. Idealizado a partir da união de esforços e comunhão de objetivos de entidades representativas de elaboradores e usuários de demonstrações financeiras, O CPC conta com o apoio dos órgãos reguladores.

A Deliberação 520/07 permite que a CVM coloque em audiência pública conjunta com o CPC as minutas de pronunciamentos técnicos por ele emitidas, podendo aceitar e referendar em ato próprio, no todo ou em parte, os pronunciamentos emitidos pelo CPC.

A aprovação da Lei 11.638 é muito bem-vinda. Embora ainda não traga todas as modificações desejáveis à nossa legislação societária, representa um inegável passo à frente no processo de seu aperfeiçoamento, sendo, assim, importante fator de fortalecimento e de estímulo a nosso mercado de capitais.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Saldo da poupança fica em R$ 33 bi e bate recorde em 2007

Rodrigo Postigo

09/01/2008

O Banco Central divulgou nesta terça-feira que a popuança teve saldo positivo recorde, de R$ 33 bilhões em 2007. O melhor resultado anterior havia sido em 1997, quando o saldo positivo havia sido de R$ 13,1 bilhões.

A captação líquida mensal de dezembro foi a maior no ano passado, com R$ 9,1 bilhões. No mesmo mês de 2006, a captação líquida havia ficado em R$ 7,4 bilhões.

O total de depósitos na poupança em 2007 também foi recorde e pela primeira vez ultrapassou a marca de R$ 1 trilhão, chegando a R$ 1,02 trilhão. O melhor resultado de depósitos anual anteriormente era de 2006, com R$ 774 bilhões.

O grande volume de depósitos fez com que o saldo fosse positivo, já que as retiradas também foram recorde em 2007: R$ 995 bilhões, de acordo com o Banco Central.

PIS/Cofins retidos podem ser usados para pagar tributos

Valor Econômico

09/01/2008

O pacote de medidas fiscais do governo federal trouxe, ao menos, algumas mudanças pontuais que podem facilitar a vida dos contribuintes. Um desses casos, previsto na Medida Provisória (MP) nº 413, é a possibilidade de as empresas que têm créditos de PIS e Cofins retidos na fonte poderem usá-los para pagar outros tributos, além das próprias contribuições. A previsão, agora explícita em uma norma, beneficia principalmente as empresas do setor de autopeças, de acordo com tributaristas. Além disto, a MP traz alterações favoráveis ao setor hoteleiro e acaba com o depósito obrigatório de 30% para as empresas recorrem administrativamente ao INSS.

Segundo o consultor tributário da ASPR Consultoria Empresarial, Douglas Campanini, no caso da retenção das contribuições sociais, a medida resolve um problema de caixa pelo qual passavam muitas dessas empresas. Esta retenção de PIS e Cofins - assim como é feita com o Imposto de Renda - atinge uma série de empresas prestadoras de serviços, listadas em lei. O problema, segundo Campanini, é que a empresa, ao prestar o serviço, emite nota fiscal, que não necessariamente refere-se à data em que receberá pelo trabalho. Sendo assim, muitas vezes a empresa paga as contribuições no mês em que faturou a nota, mas pode receber posteriormente pelo serviço e com as contribuições retidas. Neste caso, ocorre a retenção do que já foi pago e, por isso, pode ocorrer um acúmulo de créditos. As empresas, porém, não podiam usar estes valores para pagar outros tributos.

O advogado Rogério Ramires, do Loddi e Ramires Advogados, afirma que não existia previsão em lei e inúmeras consultas foram feitas à Receita Federal para esclarecer a questão. Em alguns casos, como na 10ª Região Fiscal (Rio Grande do Sul) e na 7ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo), as delegacias entenderam que a compensação poderia ocorrer. Na prática, porém, a dificuldade continuava a existir, segundo Ramires, pois o programa da Receita Federal na internet, o Perdicomp, não aceita este tipo de compensação.

Segundo Campanini, a saída é realizar o pedido em papel. Mas, conforme ele, dificilmente a Receita aceita protocolar um pedido que, em tese, poderia ser feito pela internet. “O pagamento do PIS e da Cofins ocorre agora só em fevereiro, e até lá a Receita pode corrigir o programa”, afirma. O advogado Júlio de Oliveira, do Machado Associados, lembra que a MP dá a entender que os débitos retidos serão corrigidos pela Selic.

Para o setor hoteleiro, conforme o consultor tributário, a alteração trazida pela MP é a chamada depreciação acelerada de bens móveis. A medida tende a reduzir o lucro do empreendimento, que pode pagar menos IR no curto prazo.

Outra novidade é a revogação da obrigatoriedade do depósito prévio para recorrer-se administrativamente em processos que tratam de questões previdenciárias. No percentual de 30% do valor discutido, o depósito ainda vinha sendo exigido dos contribuintes mesmo após o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que em 2007 considerou inconstitucional a exigência.

Rentabilidade de empresas brasileiras registra recorde em 2007

Rodrigo Postigo

09/01/2008

A rentabilidade ajustada das empresas brasileiras, que mede a relação entre o lucro ajustado e o faturamento líquido, alcançou 6,6% em setembro de 2007, destacando-se como a maior média do período desde 2003, segundo aponta estudo realizado pela Serasa.

Nos anos anteriores, os índices obtidos foram 4,6%, 5,1%, 5,3% e 5,0%, respectivamente, de 2003 a 2006. O setor de serviços apresentou o maior crescimento. As empresas conseguiram incrementar as receitas por meio da significativa melhora e ampliação dos serviços prestados. A apreciação do real frente ao dólar ajudou a diminuir o custo financeiro das empresas endividadas em moeda estrangeira.

Os bons resultados apresentados pelos novos segmentos de negócios, como as concessionárias de rodovias e outros setores (telefonia, energia, transporte ferroviário), garantiram a melhoria da lucratividade do setor que foi de 8,8%.

O setor industrial também apresentou significativa melhora da rentabilidade. Em 2007, a indústria obteve seu melhor índice no período do estudo, favorecida pela demanda aquecida, tanto externa como interna. Nesse cenário o aumento das receitas contribui para a absorção dos gastos fixos, beneficiando a rentabilidade. Além disso, o efeito cambial foi positivo para segmentos no qual parte dos custos são importados, bem como para as empresas com dívidas em dólar.

O segmento siderúrgico brasileiro ocupa no cenário internacional uma posição de destaque, que contribui para elevar a margem do setor.

As empresas do comércio, historicamente, trabalham com margens mais comprimidas, porém, também apresentaram melhora de patamar. Em 2000, a margem de lucro situou-se em 1,1%, enquanto em 2007 a margem líquida atingiu 1,9%. Dentre os principais motivos está a retomada do crescimento econômico, baseado no maior nível de emprego, da massa salarial e do crédito, que impulsionam principalmente a venda de bens de consumo duráveis.

O estudo foi realizado com uma amostra de 9.700 balanços, sendo 3.200 de empresas da indústria, 3.700 do comércio e 2.800 de serviços. Os balancetes de setembro de 2007 foram divulgados no 4º trimestre de 2007.

CVM reforça regras para fiscalização de lavagem de dinheiro no mercado

Valor Online / Murillo Camarotto

09/01/2008

De olho na prevenção dos crimes de lavagem de dinheiro no mercado de capitais, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) baixou hoje a Instrução 463/08, que reforça as obrigações de fiscalização das instituições do mercado já previstas na Instrução 301/99.

As novas regras são direcionadas às empresas que atuem na custódia, emissão, distribuição, liquidação, negociação, intermediação ou administração de valores mobiliários. Também estão incluídas as bolsas de valores e de futuros. A partir de agora, elas terão que fiscalizar de forma mais enérgica seus cadastros de clientes e de transações, de modo a identificar eventuais lavagens de dinheiro por meio de operações no mercado. Entre as novas regras estabelecidas está a que exige um acompanhamento mais cuidadoso no relacionamento da empresa com clientes politicamente expostos .

Também é solicitado o estabelecimento de procedimentos cadastrais diferenciados para os chamados clientes de alto risco .A Instrução determina ainda a ampliação do leque de hipóteses possíveis de comunicação de operações suspeitas e o fornecimento de treinamento aos funcionários sobre as novas regras.De acordo com a CVM, as empresas do mercado devem se adequar à nova Instrução no prazo de 90 dias.

Brasil é 2º país onde investimento estrangeiro mais cresce

Rodrigo Postigo

09/01/2008

O Brasil é o segundo país onde o investimento estrangeiro direto mais cresceu em 2007, segundo estimativa divulgada nesta terça-feira pela Unctad, órgão das Nações Unidas para o desenvolvimento. O volume líquido de investimento direto recebido pelo Brasil deve dobrar (alta de 99,3%) em relação ao ano anterior e chegar a US$ 37,4 bilhões.

A previsão é diferente da avaliação do Banco Central, segundo a qual o volume total do ano deve chegar a US$ 35 bilhões. Os dados até novembro mostram um total acumulado de US$ 33,37 bilhões. De acordo com os economistas da Unctad, a maior parte dos investimentos recebidos pelo Brasil destinam-se a aumentar a produção industrial.

O país onde o investimento estrangeiro mais cresceu foi a Holanda, onde a entrada de capital externo passou de US$ 4 bilhões, em 2006, para US$ 104,2 bilhões no ano passado, uma variação de 2.285%. Neste caso, a diferença é quase toda explicada pela venda do ABN-Amro (holandês) para o espanhol Santander, por US$ 98,5 bilhões.

Bernardo: fim da CPMF reduz carga em 1% do PIB

Yahoo

09/01/2008

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que, apesar da alta de tributos promovida pelo governo no início do ano, por conta do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a carga tributária terá uma redução superior a 1% do PIB neste ano. A referência feita pelo ministro é a diferença entre a desoneração de R$ 40 bilhões determinada pelo Congresso e a alta de R$ 10 bilhões relativos ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Bernardo afirmou que o governo tem a responsabilidade de manter as finanças públicas equilibradas, que têm garantido um quadro econômico positivo para o País - em 2007 o crescimento do PIB, segundo ele, foi superior a 5,2%, com expansão do comércio, dos investimentos e o menor desemprego da história. "Isso não acontece por acaso, isso reflete políticas que deram certo", disse, enfatizando que uma notícia ou a mera expectativa de que o governo estaria com as suas contas desequilibradas traria problemas.

O ministro disse ainda que a cautela se torna ainda maior em um cenário no qual o mercado internacional passa por turbulências e em que há um recrudescimento do processo inflacionário na economia interna. "O governo tem a responsabilidade de tranqüilizar os agentes econômicos. Não podemos fazer só coisas simpáticas", disse. E justificou a pressa em anunciar as medidas assim: "Entrar o ano com uma indefinição de R$ 40 bilhões, o que ia acontecer? O mercado ia jogar o juro futuro mais para cima, já ia haver especulação, o ano passado já terminou com inflação maior e, provavelmente, nós provocaríamos uma deterioração do quadro macroeconômico. Portanto, nós tínhamos que tomar medidas."

Bernardo afirmou que o governo vai mesmo fazer o corte de R$ 20 bilhões em suas despesas, mas destacou que é uma tarefa difícil. "Todo mundo acha que tem que cortar, mas no seu (setor) não", explicou. Uma perda de R$ 40 bilhões, segundo o ministro, é grande em qualquer lugar do planeta e o Congresso sabe a dimensão desse problema. De acordo com Bernardo, o Congresso também tem pressa para votar o Orçamento porque dele dependem muitos repasses de recursos para Estados e municípios.

Indicação comercial com precisão: Procure nas boas casas do ramo de sua cidade

Ivan Postigo

Há alguns anos , quando meus filhos eram pequenos e morávamos numa casa , usei um aparelho para eliminar insetos voadores , evitando produtos químicos, prevenindo qualquer reação à rinite de um deles. Hoje moro em um apartamento e sou menos atacado pelos bichinhos voadores .
Bom, achei que era, pois eles me descobriram e agora fazem algumas visitas. Fico imaginando se estão subindo pelo elevador , pois pelas janelas , devido a altura não entravam.
Com boas lembranças do aparelho pesquisei na internet e a princípio encontrei um produto fabricado na China, mas como não recebi informações seguras sobre a assistência técnica resolvi investir um pouco mais de tempo e procurar algo produzido na nossa terra.
Umas horas a mais dedicadas à pesquisa e vi alguma indicação de um possível fabricante nacional, mas como não havia conseguido qualquer informação no mercado resolvi perguntar à empresa se fabricavam e onde poderia encontrá-lo.
A resposta não foi rápida, achei que não tivessem recebido meu e-mail, mas eis que uma tarde estou checando a correspondência e lá está o retorno do SAC, Serviço de Atendimento ao Consumidor.
Todas as descrições do produto, forma de operação, foto e uma indicação onde poderia comprar. Exatamente como recebi : “você pode encontrar nas melhores casas do ramo de sua cidade”.
Isso me fez lembrar a época em que eu trabalhava bem distante de minha residência, viajava com amigos e no caminho ouvíamos um programa de rádio que fazia propagandas de uma fábrica de velas. O locutor dizia mais ou menos assim : Peça pelas velas marca X nas boas casas do ramo .
Todo santo dia havia, como dizia um dos companheiros de viagem, uma “perguntação”: Onde em nossa cidade havia uma boa casa do ramo.
Eu já havia procurado pelo aparelho na cidade onde tenho residência, por onde passei ninguém conhecia. Já havia visitado uma boa casa do ramo no centro de São Paulo, que havia me indicado o aparelho chinês e não conhecia nenhuma outra marca.
O produto é muito interessante, já o usei, mas como me chamou a atenção o fato de que muitas pessoas ainda o desconhecem resolvi fazer uma pesquisa ou uma “perguntação” como diria meu amigo.
Perguntei a cem pessoas sobre o aparelho, pelos mais diversos nomes, ninguém tem lembranças de tê-lo visto ou ouvido falar. Fiz uma descrição do aparelho , obtive o mesmo resultado .
Comercialmente há duas questões a serem tratadas pelo fabricante caso queira ter mais sucesso com o produto, não quer dizer que não tenha:
A primeira é redefinir o que nos dias de hoje podemos considerar como boas casas do ramo. A segunda é tornar o aparelho conhecido , pois este faz o que se propõe.
Um caso interessante para quem estuda e trabalha com propaganda, pois o grande foco hoje em dia é estabelecer a diferenciação entre produtos e as vantagens de um sobre outro, neste caso voltamos àquilo que ela se propunha há alguns anos: Divulgar a existência de um produto e estabelecer pontos de venda.
O produto que encontrei importado da China vem em quantidade limitada e mesmo não sendo tão conhecido apresenta escassez, o que mostra que se as boas casas de ramo fizerem alguma divulgação todos terão resultados bem satisfatórios.
Você que é fabricante deve ser o maior incentivador da demanda dos seus produtos e precisa ter grande domínio sobre a distribuição destes, uma vez que pode estar deixando de explorar um enorme potencial de vendas.
Logo após a primeira resposta do SAC pedi que me informassem quais lojas de minha cidade eram clientes e poderiam ter o aparelho. Surpresa!
Nenhuma boa casa do ramo tinha o que eu precisava. Recebi duas indicações, uma há 40 quilômetros da cidade em que resido que conta com 355.000 habitantes e outra a 45 quilômetros.
A aglomeração urbana nesse raio ultrapassa 2,5 milhões de habitantes e as boas casas do ramo contam apenas duas.
Muito trabalho comercial a executar. Que bom!
Realmente, se for feito.



Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4526 1197 / (11) 9645 4652
ipostigo@terra.com.br

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Vendas e produção de veículos no Brasil atingem recorde em 2007

Rodrigo Postigo

08/01/2008

As vendas e a produção de veículos no Brasil cresceram em 2007 e atingiram nível recorde, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

As vendas cresceram 27,8% no ano, atingindo 2,46 milhões de unidades nacionais e importadas. Em dezembro, as vendas de veículos novos nacionais avançaram 0,6% sobre novembro, para 209,2 mil unidades, e 13,9% contra o mesmo mês do ano anterior.

Incluindo os importados, a comercialização subiu 2,2% contra novembro e 18,3% ante dezembro de 2006 para 242,2 mil unidades.

A produção no ano passado avançou 13,9% sobre 2006, para 2,97 milhões de unidades.

Em dezembro, a produção caiu 17,7% sobre novembro, mas subiu 17,8% sobre igual período do ano anterior, para 223,2 mil unidades.

Produção industrial recuou 1,8% em novembro, aponta IBGE

Rodrigo Postigo

08/01/2008

A produção industrial brasileira recuou 1,8% em novembro com relação ao mês anterior, apontou a Pesquisa Industrial Mensal (PMI) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior queda mês-a-mês desde julho de 2005, quando houve redução de 2,7% em relação a junho. Na comparação com novembro de 2006, houve avanço de 6,7%. Em outubro de 2007, na série com ajuste zazonal, o indicador havia crescido 3,3%.

Segundo o IBGE, tanto o acumulado no ano como o dos últimos 12 meses (6 e 5,5%, respectivamente) foram maiores que as somatórias obtidas em outubro (5,9 e 5,3%, respectivamente).

A desaceleração observada na PMI, entre outubro e novembro, foi generalizada, atingindo 18 dos 27 ramos pesquisados. Os principais decréscismos vieram de veículos automotores (-3,9%), edição e impressão (-5,8%) e alimentos (-1,9%). Entre os nove ramos industriais que apresentaram crescimento, farmacêutica (5,7%) e metalurgia básica (1,3%) exerceram as influências mais expressivas.

A queda na produção de veículos automotores ocorreu após aumento de 7,7%, registrado na comparação entre setembro e outubro.

Entre as categorias de uso, apenas bens de capital apresentou aumento com relação a pesquisa anterior, com avanço de 1,2%. Puxada pelo resultado dos automóveis, a queda mais expressiva ocorreu em bens duráveis, com redução de 2,6%.

No acumulado de janeiro a novembro de 2007, em relação ao mesmo período do ano passado, 22 dos 27 ramos industriais apresentaram avanço na produção. O resultado positivo mais expressivo foi o de veículos automotores (alta de 15,1%). Já na outra ponta a maior redução foi verificada na indústria do fumo (queda de 8,1%).

Exportação brasileira de commodities tem maior nível desde 86

Rodrigo Postigo

08/01/2008

A exportação de produtos básicos brasileiros, ou commodities, chegou a 31,7% do total no ano passado, a maior proporção desde 1986.

Os produtos básicos representavam 32,6% da pauta brasileira em 1986, caíram para 30,6% no ano seguinte e continuaram em queda até chegar a 22,6% em 2000, quando voltaram a subir.

Os dados são da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), e os números do ano passado referem-se ao período entre janeiro e novembro, já que os dados totais do ano ainda não foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Nos anos 70, a proporção dos produtos básicos era bem maior. Em 1977, esses produtos representavam 57,4% da pauta brasileira.

Minério e alimentos Os principais produtos básicos exportados pelo País são minério de ferro, petróleo bruto, carne de frango, café em grão, carne bovina, soja e milho.

Ao mesmo tempo em que aumentou a exportação de produtos básicos, caiu a importância dos manufaturados na pauta de exportações brasileira.

A queda tem sido constante desde 2000, quando os industrializados representavam 59,2% do total. No ano passado, a proporção foi de 52,5% no dado acumulado até novembro.

A fatia dos semimanufaturados ficou em 13,7%, bastante inferior ao pico de 19,5% verificado em 1995.

Apesar da queda proporcional, o volume de exportações em dólares tem crescido desde 1990, com uma pequena redução de 1999, já recuperada no ano seguinte.

Balança comercial inicia 2008 com superávit de US$ 70 milhões

Resultado representa queda em relação ao registrado no mesmo período de 2007.Analistas esperam nova redução do saldo comercial neste ano.

G1 / Alexandre Martello

08/01/2008

A balança comercial brasileira iniciou o ano de 2008 com um superávit de US$ 70 milhões, registrado entre os dias 1 e 6 deste mês (3 dias úteis), fruto de exportações em US$ 1,49 bilhão e de importações em US$ 1,42 bilhão. O resultado é inferior ao registrado na primeira semana do ano de 2007, quando o superávit da balança comercial somou US$ 617 milhões. Na comparação pela média diária, o superávit da balança comercial também apresentou queda em relação a janeiro de 2007. Na primeira semana deste ano, o superávit, por dia útil, somou US$ 23,3 milhões, bem abaixo dos US$ 114 milhões por dia útil registrados no primeiro mês do ano passado. Em todo o mês de janeiro de 2007, o superávit somou US$ 2,51 bilhões.

Projeções para 2008

A expectativa dos analistas do mercado financeiro, do Banco Central e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) é de que o superávit da balança comercial tenha nova queda neste ano - reflexo do crescimento da economia brasileira (que aumenta importações de máquinas e equipamentos) e das maiores compras de produtos importados, consequência também do dólar baixo. Para o mercado financeiro, o superávit da balança comercial, que totalizou US$ 46 bilhões em 2006 e US$ 40 bilhões no ano passado, deve recuar para US$ 31,9 bilhões em 2008. Já o Banco Central estima que o superávit da balança comercial brasileira caia para US$ 30 bilhões em 2008, ou seja, um recuo de US$ 10 bilhões frente a 2007. Neste ano, segundo o BC, as exportações devem ficar em torno de US$ 172 bilhões, enquanto que as compras do exterior devem totalizar aproximadamente US$ 142 bilhões. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o superávit da balança comercial deve ser menor ainda neste ano: US$ 25 bilhões. De acordo com projeções da entidade, as exportações devem somar US$ 175 bilhões em 2008 e as importações US$ 150 bilhões.

Ação no STF pode cancelar aumento de IOF e CSLL

Rodrigo Postigo

08/01/2008

O partido Democratas vai ingressar na tarde desta segunda-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação direta de inconstitucionalidade contra o pacote tributário do governo para compensar as perdas com a não renovação da CPMF. O presidente nacional do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), afirmou que a intenção é anular a decisão do governo em relação ao aumento da carga tributária. "A nossa ação será em razão do não cumprimento do acordo, do desrespeito às instituições e à sociedade, do cinismo do ministro (da Fazenda, Guido) Mantega, que disse que o acordo só valia até 31 de dezembro de 2007", disse.

Segundo Rodrigo Maia, as mudanças na cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é inconstitucional por que fere o princípio da isonomia tributária. O deputado afirma que o mesmo tipo de tributação não pode ter duas alíquotas diferentes (no caso, uma para pessoa jurídica e outra para física).

Contra a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), Rodrigo Maia questiona a legalidade do aumento da cobrança aos bancos sem respeitar o princípio da anualidade. "Só na cabeça do Guido Mantega, do Paulo Bernado (ministro do Planejamento) e do Romero Jucá (líder do governo no Senado) é que o banqueiro assimila aumento de tributos sem repassar o consumidor.

A tesouraria de todos os bancos sabe que a conta é muito simples: custo de captação mais impostos é igual ao custo do dinheiro para quem vai receber na outra ponta", afirmou Maia.
Segundo o deputado, o Democratas espera ter o apoio de outros partidos na ação do Supremo, inclusive de legendas da base, como o PDT.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Valor de mercado de empresas listadas cresce 60,4%

Rodrigo Postigo

07/01/2008

O valor de mercado das 404 empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) atingiu R$ 2,5 trilhões em dezembro de 2007, o que representa um acréscimo de 60,4% em relação a 2006. No ano passado, o volume negociado na Bovespa atingiu R$ 1,2 trilhão, o equivalente a um acréscimo de 100,3% sobre 2006.

O número de negócios também apresentou crescimento expressivo: 74%, para 37,5 milhões de operações. Em dezembro, o movimento foi de R$ 113,4 bilhões, com 198.939 negócios.
Os setores financeiro e de petróleo, gás e biocombustíveis continuam sendo os mais representativos da Bovespa. O primeiro tem valor de mercado de R$ 473,7 bilhões, ou 19,1% do total.

Já as empresas que atuam no setor de petróleo, gás e biocombustíveis, com destaque para a Petrobras, somaram valor de mercado de R$ 437,2 bilhões, o equivalente a 17,6% do total. Em seguida aparecem os setores de mineração, com R$ 291,7 bilhões (11,8%); energia elétrica, com R$ 182,0 bilhões (7,3%); e alimentos, com R$ 178,2 bilhões (7,2%).