quarta-feira, 2 de abril de 2008

Superávit fiscal de fevereiro é recorde para o mês desde 1991

Gazeta Mercantil

02/04/2008

Influenciado pela arrecadação tributária elevada e pela postergação da aprovação do Orçamento federal no início do ano, o superávit primário de todo o setor público brasileiro bateu um recorde mensal de R$ 8,96 bilhões em fevereiro. A cifra, que é a maior para o mês de fevereiro desde 1991, início da série do Banco Central, faz parte da nota de Política Fiscal divulgada ontem pela autoridade monetária. O montante cresceu 34,2% em relação a igual período do ano passado, mas ficou um pouco abaixo da metade dos R$ 18,662 bilhões apurados em janeiro.

No primeiro bimestre, a economia de todo o setor público ? composto pela União, governos regionais e empresas estatais ?, feita para o pagamento do juro da dívida também apresentou uma cifra inédita para o período, ao atingir R$ 27,629 bilhões. O número corresponde a 6,22% do Produto Interno Bruto (PIB).

Brazil Industrial Output Climbs on Capital Goods (Update2)

By Andre Soliani and Jeb Blount
April 1 (Bloomberg) -- Brazil's industrial output climbed the most in four months in February, boosting expectations policy makers will raise interest rates to rein in the economy's expansion as inflation quickens.
Output climbed 9.7 percent in February from the year earlier month, the government said today. It was the 20th straight gain in year-on year industrial production.
The central bank said in the minutes of its March 4-5 meeting it considered raising the benchmark interest rate to hold demand, as inflation quickens above the 4.5 percent annual consumer prices target.
Today's report shows that output is ``growing strongly'' and reinforces a call for a quarter-point rate increase at the bank's April 15-16 meeting, Luiz Gustavo Cherman, a Sao Paulo- based economist at Citigroup Inc., wrote in a e-mail report.
Cheaper credit and record low unemployment rates have bolstered domestic demand and industrial production. The February gain was more than the revised 8.7 percent increase in January and the 9.5 percent median forecast in a Bloomberg survey of 25 economists.
Trendline
Annual inflation, as measured by the benchmark IPCA index, jumped to 4.61 percent in February from an eight-year low of 2.96 percent in March.
Policy makers, led by central bank President Henrique Meirelles, target annual inflation of 4.5 percent, plus or minus 2 percentage points to accommodate unexpected price shocks.
At the bank's March 4-5 meeting, the board considered raising rates for the first time since October, when they snapped the longest monetary easing cycle since the adoption of inflation targets in 1999.
The board voted unanimously to keep the rate unchanged at 11.25 percent for the fourth straight meeting. On March 27, policy makers in their quarterly report increased their forecast for 2008 inflation to 4.6 percent from a previous 4.3 percent.
Driving overall production up in February was the output of capital goods, which rose 25 percent from the year ago month, the agency said. Production of durable goods, such as cars, jumped 20.7 percent.
Economists such as Maurcio Oreng, at Itau Corretora in Sao Paulo, say the increase in machinery production indicates companies are stepping up investments to boost production.
After stripping out seasonal factors, output fell 0.5 percent in February from January, the agency said.

Brazil's central bank holds auction to buy dollars

Tue Apr 1, 2008 2:20pm EDT
SAO PAULO, April 1 (Reuters) - Brazil's central bank said on Tuesday it would hold an auction to buy dollars on the spot foreign exchange market as part of an ongoing effort to boost international reserves.
The Brazilian real BRBY was 0.11 percent firmer at 1.751 per dollar shortly after the announcement.
The central bank has been buying dollars almost daily since October, helping lift Brazil's reserves to about $195 billion. (Reporting by Silvio Cascione, translated by Elzio Barreto, Editing by Chizu Nomiyama)

Brazil's Real Increases on Industrial Production, Trade Data

By Adriana Brasileiro
April 1 (Bloomberg) -- Brazil's real gained as a widening trade surplus and industrial production data led traders to increase bets that investment flows will boost the currency.
The real rose 0.4 percent to 1.7444 per dollar at 4:48 p.m. New York time, after most trading in Brazil had ended. The real reversed a decline of as much as 0.3 percent earlier.
``The real will continue to surprise on the upside, there's no question about that,'' said Mario Cebrian, head of foreign exchange trading at Banco Standard de Investimento in Sao Paulo. ``In the short term, we'll see volatility and more aversion because of the U.S. troubles, but the yield differential story and trade flows are still the fundamental factors.''
Brazil's industrial output rose the most in four months in February, boosting expectations the central bank will raise interest rates to cool the economy as inflation accelerates.
Output climbed 9.7 percent in February from the previous year, the government statistics agency said today. It was the 20th straight year-over-year monthly gain.
The central bank said in the minutes of its March 4-5 meeting it considered raising the benchmark interest rate to restrain demand, as inflation quickened above the 4.5 percent annual consumer prices target set by policy makers.
The nation's real interest rate, or the 11.25 percent Selic benchmark lending rate minus annual inflation of 4.61 percent, is 6.64 percent, among the highest in emerging markets.
Foreign currency flows from the sale of Brazilian products abroad have also helped the real gain 53.7 percent over the past three years.
Trade Surplus
Brazil's trade surplus widened to $1.01 billion in March from $882 million the previous month, the Trade Ministry said.
Brazil's Finance Minister Guido Mantega said today that ``excessive'' gains in the real must be avoided.
``We must provide the conditions to avoid an excessive appreciation of the real since it damages the competitiveness of our exports,'' Mantega said during an address at the Presidential Palace.
The yield on Brazil's overnight interest-rate futures contract for January delivery fell 2 basis points, or 0.02 percentage point, to 12.34 percent. That is more than 1 percentage point above the central bank's target overnight rate of 11.25 percent, showing traders are betting policy makers will raise the rate this year to curb inflation.
The yield on Brazil's zero-coupon bond due in January 2010 fell 1 basis point to 13.26 percent, according to Banco Votorantim SA.

Latinwatch diz que economia da América Latina crescerá 5% em 2008

France Presse

02/04/2008

A América Latina crescerá acima dos 5% em 2008, especialmente os países da América do Sul, que têm uma demanda interna funcionando como principal motor das economias, segundo divulgou nesta terça-feira o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA).

O relatório da Latinwatch, publicado semestralmente pelo segundo banco espanhol que possui com grandes investimentos na América Latina, assegura que a América do Sul vive "um período de expansão econômica desconhecido para o subcontinente desde a década de 70".

Os países sul-americanos encerraram 2007 com um crescimento recorde do Produto Interno Bruto (PIB) de 6,5%, mas, para este ano, o BBVA previu que o crescimento será ligeiramente menor, de 5,4%, e ainda cairá um pouco mais em 2009, para 4,6%.

"Em 2007, a América Latina embarcou no quarto ano consecutivo de crescimento caracterizado por um intenso ritmo de atividade econômica", assegurou o banco espanhol.

O BBVA destaca especialmente o avanço do Peru, que cresceu a um ritmo de 9% em 2007 e permanecerá em 7% este ano. A Argentina, que teve um crescimento da economia de 8,7% em 2007, alcançará este ano 7,5% de crescimento. Já a Venezuela, cresceu 8,4% no ano passado e este crescerá 5,7%.

A menor dependência comercial dos Estados Unidos e a maior diversificação das exportações protegeram grande parte dos países sul-americanos da crise financeira internacional, desencadeada pela crise das hipotecas nos EUA, segundo o relatório da Latinwatch.

"A América Latina não está no centro da crise como estava no passado. Hoje ela observa de longe e está mais preparada que antes para enfrentar as consequências", explicou o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Moreno explicou que um país que é "um grande exportador, capaz de produzir de tudo, que está com reservas recordes", como o caso do Brasil, "sofrerá menos o impacto da crise".

O BBVA ressalta ainda assim a forte demanda interna, que serve de motor para as economias sul-americanas e, consequentemente, cria uma maior liquidez e melhora a situação da dívida externa.

Segundo o relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), organismo dependente das Nações Unidas, a América Latina e o Caribe, reduziram suas dívidas externas em 22% em 2006 para 20,3% em 2007.

O BBVA, no entanto, destaca o forte acúmulo de reservas internacionais que passaram de 320,9 bilhões de dólares em 2006 para 414,3 bilhões de dólares em 2007, de acordo com dados da Cepal.

O relatório da Latinwatch referente ao segundo semestre de 2007 somente adianta um possível risco de uma inversão na evolução dos preços das matérias-primas e a perda do controle da inflação, ainda que não existam indícios concretos de que em breve haverá uma redução dos preços das matérias-primas.

Segundo especialistas reunidos em dezembro do ano passado no Brasil, a América Latina continua sendo a principal fonte de minerais do planeta, principalmente de ferro e cobre que alimentam as reservas do Peru e do Chile, enquanto que o 'boom' das matérias-primas agrícolas acelera a economia da Argentina, do Brasil e do Uruguai, afirmou o relatório do BBVA.

Lula diz que aprovar reforma tributária neste ano é "questão de honra"

Folha Online / Renata Giraldi

02/04/2008

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que é "questão de honra" para os deputados aprovar a proposta de reforma tributária ainda neste ano. Segundo ele, o importante é aprovar o "grosso" do texto e depois "consertar" o que for necessário. O recado foi dado durante a reunião do conselhão ou CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social), no Palácio do Planalto.

"A política tributária, eu tenho dito para os deputados que deve ser transformada em uma questão de honra eles aprovarem este ano", afirmou o presidente. "Não é possível, se está todo mundo de acordo, vai lá e vota. Não há por que não votar."

O presidente admitiu que a proposta apresentada pelo governo ao Congresso pode sofrer alterações. "Eu acho que [a proposta] deve ser transformada. Vota o grosso e depois tenta consertar o que precisar consertar", disse ele.

Nesta quarta-feira está prevista a discussão do parecer sobre a admissibilidade da proposta da reforma tributária apresentada pelo deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

O parecer de Picciani gera polêmicas porque ele propôs que a maior parte do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre petróleo e seus derivados, além de energia elétrica seja cobrado nos Estados produtores. Já a equipe econômica defende os Estados consumidores fiquem com a maior parte da arrecadação.

Na reunião da CCJ na semana passada, o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) afirmou que seu partido poderia apresentar um voto em separado (espécie de relatório alternativo) ao parecer de Picciani por causa deste item.

Uma vez aprovado na CCJ, o texto segue para uma comissão especial a ser criada pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). A comissão terá prazo de 40 sessões para analisar o mérito (conteúdo) do texto. Por fim, será remetido para o plenário da Câmara.
Para ser aprovada, a proposta precisa ser submetida a dois turnos de votação no plenário da Câmara. Em seguida, é enviada para o Senado.

Neutralidade tributária na nova Lei das S.A.

Gazeta Mercantil / Heron Charneski

01/04/2008

A publicação da Lei n 11.638, em 27 de dezembro de 2007, alterando substancialmente as seções contábeis da Lei das Sociedades por Ações (Lei n 6.404, de 1976), vem merecendo preocupações quanto ao seu impacto tributário. Sustentamos que as novas regras são neutras, sob esse ponto de vista.

Embora a relevância do escopo das modificações como um todo, num processo de convergência das regras contábeis nacionais com padrões internacionais de contabilidade, merece destaque um dispositivo específico da Lei n 11.638/07, e que poderíamos denominar "mecanismo de estabilização de conflitos contábeis e tributários".

Confirmando que as disposições da lei tributária ou de lei especial, conflitantes com critérios contábeis, não elidem a obrigação de elaborar demonstrações contábeis em consonância com o disposto na lei societária, o inciso II do § 2º do art. 177 da Lei n 6.404/76 contemplou a elaboração das demonstrações "para fins tributários, na escrituração mercantil". Para isso, deverão ser efetuados em seguida lançamentos contábeis adicionais que assegurem a preparação e a divulgação de demonstrações financeiras na forma societária. Essas demonstrações devem ser auditadas por auditor independente registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM)..

Assegurou ainda a Lei n 11.638/07 que esses lançamentos de ajuste, e as apurações com eles elaboradas, não poderão ser base de incidência de impostos e contribuições nem ter quaisquer outros efeitos tributários.

Em termos práticos, o mecanismo de estabilização prevê, alternativamente ao uso de registros auxiliares, a elaboração de duas demonstrações contábeis: uma para fins tributários, outra para fins societários. Não obstante eventuais custos de conformidade, premissas lógicas inspiram sua adoção.

Vigora desde o Decreto-lei n 1.598, de 1977, a regra de que o lucro real tributável parte do lucro líquido do período de apuração. Aquele decreto-lei foi expedido logo após a Lei n 6.404/76 com o objetivo de "adaptar a legislação do imposto sobre a renda às inovações da lei de sociedades por ações".

De lá para cá, a legislação tributária foi alterada incontáveis vezes; à revelia, em muitas delas, de princípios contábeis. A publicação da Lei n 11.638/07, modernizando as regras contábeis, não poderia constituir um retrocesso fiscal.

Ao contrário: fez aparecer nítida a diferença entre o que é apurado no demonstrativo de resultado, com o objetivo básico de medir desempenho, e o que é a base tributária imponível:-- e que parte do lucro tributável de acordo com as normas e interpretações jurídicas do imposto de renda construídas desde 1977.

No anteprojeto de alteração da Lei n 6.404/76, germinado em trabalhos prolongados conduzidos pela CVM e com a participação de órgãos públicos e privados, justificava-se a busca por uma forma alternativa de preservar o interesse dos órgãos reguladores e permitir às companhias adotarem em sua escrituração mercantil todas as disposições da lei tributária ou especial, sem perda da qualidade da informação a ser disponibilizada aos demais usuários.

Portanto, desde o início das discussões que resultaram na Lei n 11.638/07 - há mais de sete anos - , atentou-se a este que é, hoje, tema dos mais caros à tributação no mundo: a harmonização de normas tributárias e contábeis.

Não se deve esquecer, ademais, os propósitos exclusivamente contábeis e societários que pautaram as modificações na Lei das S.A. A Lei n 11.638/07 trata de matéria societária, apenas. Não se cuidou, no debate no Legislativo, de reflexos tributários. Nem deveria ser diferente. O princípio da especialização, como corolário da reserva legal, impede que uma lei contenha matéria estranha ao seu objeto.

Finalmente, queremos pontuar os problemas que ocorrem se regras contábeis fossem usadas para determinação de bases tributárias. Essa discussão é motivo de debates em foros internacionais, sob a ótica dos International Financial Reporting Standards (IFRS).

Adotar tal visão implicaria levar aos tribunais nacionais a interpretação de normas contábeis, não relacionadas à capacidade de pagar tributos.

Por todos esses motivos, louvável o mecanismo criado com a alteração do art. 177, § 2, da Lei das Sociedades por Ações. Numa palavra: avançamos.

kicker: Propósitos exclusivamente contábeis e societários pautam a Lei

Superávit comercial de março cai quase 70% em relação a 2007

Rodrigo Postigo

02/04/2008

A balança comercial brasileira teve, em março, seu primeiro superávit mensal acima de US$ 1 bilhão em 2008. Mesmo assim, o resultado obtido (US$ 1,012 bi) é 69,39% menor do que o obtido no mesmo mês do ano passado. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Nos 20 dias úteis do mês passado, o País registrou exportações de US$ 12,613 bilhões (média diária de US$ 630,7 milhões) e importações de US$ 11,601 milhões (média diária de US$ 580,1 milhões). Segundo o órgão, a corrente de comércio (soma das exportações com as importações) totalizou US$ 24,214 bilhões.

O MDIC destacou também que, pelo critério da média diária, o resultado das exportações em março foi 7,6% maior que o valor médio diário registrado em março do ano passado (US$ 585,9 milhões) e 6,4% menor que a performance em fevereiro deste ano (US$ 673,7 milhões).

Já as importações das empresas brasileiras no mês passado cresceram 33,2% em relação à média diária apresentada em março de 2007 (US$ 435,6 milhões) e apresentaram redução de 7,5% na comparação com a média diária registrada no mês de fevereiro (US$ 627,3 milhões).

segunda-feira, 31 de março de 2008

Portas psicológicas só abrem por dentro

Ivan Postigo

A humanidade se regozija com um dom que recebemos e ninguém pode nos tirar, o livre-arbítrio.
Segundo a wikipédia, livre-arbítrio (ou livre-alvedrio) é a crença ou doutrina filosófica que defende que os homens têm o poder de escolher suas ações. Atenção, aqui a palavra é poder.
Há uma corrente que considera que a expressão não faz sentido, para agir de um ou outro modo teria que haver expectativas e o homem as vezes se depara com um futuro desconhecido.
Deixemo
s de lado o purismo e as correntes filosóficas, serve como ilustração e uma indicação para pesquisa, estudo e reflexão para quem gosta dessa linha de trabalho.

Fato é que os homens tem a capacidade de postergar uma decisão por tempo suficiente para refletir e deliberar sobre as conseqüências da escolha, e lógico, faze-las.
Para o que nos propomos a palavra escolha determina tudo, você pode aceitar ou se recusar a fazer um trabalho, participar de um treinamento, chegar no horário na empresa, ir receber seu premio da loteria!
Nós podemos tentar convence-lo de que está se prejudicado agindo dessa forma, usando exemplos, não o enviando mais para cursos, não recomendando sua promoção, contratando um terapeuta para tentar convence-lo, mas cabe você aceitar.
Um dia já ter vivenciado no trabalho, na escola, a experiência em que o grupo todo não concordava com as atitudes de um dos integrantes e não havia meios de fazê-lo mudar.
Talvez não acontecessem brigas, desentendimentos, suas atitudes não prejudicassem as pessoas, apenas ele, contudo por consideração, por respeito, todos se importavam.
As expressões que mais se ouviam possivelmente eram “não entendo porque ele age assim”, “ não adianta falar “, “só se abrirmos sua cabeça “. Sim, figurativamente essa é a solução.
Ora, gosto do nome João, tenho um primo muito querido pela família com esse nome. Vamos chamá-lo assim.
Nossa cabeça ( mente ) tem uma porta psicológica e apenas nós temos a chave.

Além de sermos detentores desse instrumento, sem o qual não é possível ter acesso, há um detalhe que complica a questão brutalmente, essa porta só abre por dentro!
Para que possamos introduzir qualquer coisa na cabeça do João o primeiro passo é convencê-lo a abrir a porta, sem isso vamos nos desgastar, aborrecer e perder tempo.
É bastante comum encontrarmos empresas e profissionais se debatendo porque não conseguem melhorar o envolvimento de pessoas em projetos, trabalhos, apesar dos esforços e apoios oferecidos.
Quando encontrar as portas abertas será fácil introduzir motivação, informações técnicas, regras de comportamento, idéias para as quais gostaria de apoio, contudo cuidado, uma vez que se fechem terá um longo e penoso caminho a percorrer caso as necessite abertas novamente.
Quantas vezes nós mesmos não nos deparamos com as nossas portas psicológicas não só fechadas, mas trancadas?
Com livre-arbítrio ou não, sejamos amigos, por favor, deixe as portas abertas!



Ivan Postigo
Economista , Bacharel em contabilidade , pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
ipostigo@terra.com.br

Meio caminho andado não significa nada

Ivan Postigo

Batendo um papo sem compromisso, se elaborássemos uma lista de boas idéias nossas e de nossos amigos que não foram efetivadas, mas que poderiam ter trazido ótimos benefícios, tenho certeza que ela seria bem grande.
Não é sem razão que palavras como “ah , se eu soubesse”, “ah, se tivesse feito”, “ah, se tivesse ouvido”, fazem sucesso e viram temas para muitas obras.
Você nota que antes do “ah “, existe iniciativa, criação, depois tem que haver determinação para ação, sem isto o que segue é apenas o lamento.
O mundo hoje trabalha de fato 24 horas por dia, 7 dias por semana. Já há empresas com escritórios instalados em pontos estratégicos no mundo, quando uma equipe encerra o expediente a outra, em algum ponto do globo, o retoma sem que atividade seja interrompida, essa é uma forma fantástica e criativa de driblar o tempo.
Caso você seja concorrente dessa empresa ao retomar o trabalho no dia seguinte estará 16 horas atrasado. Considere o impacto na semana, no mês e depois no ano.
Nessa velocidade não se debate mais a inovação das empresas, mas a destruição e reinvenção.
Este pensamento está resumido nas seguintes palavras: “Destrua a sua empresa antes que a concorrência o faça “.
Assim que você não for capaz de mostrar que os seus produtos são os melhores ouvira simplesmente do mercado um sonoro: Fora!
Todo processo criativo é antes de mais nada um processo destrutivo, das idéias e conceitos ultrapassados. A competição global é simplesmente resultado da morte da distância e da valorização do brainware.
Redução de custos como forma de rentabilização das empresas tem limites, a maioria dos programas no máximo cortam o cafezinho, copos de plásticos e controlam as canetas, portanto trate de se concentrar no crescimento da sua organização; se não conseguir inspiração observe seus concorrentes.
Esteja preparado, a inovação vai lhe dar uma vantagem competitiva, contudo não durma sobre os louros, você terá muito trabalho para sustentá-la, no dia seguinte seu concorrente o acompanhará e poderá ser mais competente.
Com a nova dinâmica do mundo você tem duas opções, energizar sua equipe para brilhar ou apagar as luzes. Duvida dessas palavras, então concorra com EUA , Japão, que tal China ?
O recurso será a adição de pessoas com atitudes e o desenvolvimento de suas habilidades, e lembre-se que o questionamento da acomodação é o fator fundamental para conduzir a empresa ao futuro, afinal se o fazem é porque se importam.
Nada condena mais projetos e permite o fracasso que a palavra “Amém!“.
Os debates sobre comportamento estão mostrando que os jovens se sentem mais confortáveis com a tecnologia do que com pessoas, isso nos levará a novos modelos mentais e de gerenciamento.
O verdadeiro talento desenvolve competências e expõe fraquezas, contudo a função do gestor não é superá-los, mas criar condições para que contribuam com a criação do futuro da organização.
Isso não deve gerar desconforto, desespero, nem leva-lo ao uso de remédios tarja preta, e sim renovar sempre sua motivação, suas emoções e inspiração para superar os seus próprios resultados e os da companhia.

Hoje uma empresa não consegue sobreviver com liderança fraca, dependente de colaboradores medíocres, porém dóceis.
Ouço com frequência que o mundo dos negócios é cruel, diria apenas que é prático, afinal você compraria algo ultrapassado?
Nas nossas empresas precisamos de pessoas de ação, afinal meio caminho andado não significa nada!

Ivan Postigo
Economista , Bacharel em contabilidade , pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
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América Latina tem pela frente crise energética e EUA

Rodrigo Postigo

31/03/2008

Do Brasil ao México, a América Latina desfruta dos benefícios decorrentes das altas nos preços das commodities - com a soja, o cobre e o petróleo atingindo máximas históricas.
Investidores e empresários temem, no entanto, que a região sofra este ano pressões internas e externas diante tanto da ameaça de escassez de energia em alguns países da América do Sul quanto da provável recessão nos Estados Unidos.

Uma recente crise diplomática entre Equador, Colômbia e Venezuela e uma greve do setor agropecuário na Argentina, que interrompeu as exportações de soja do país, mostram que a região ainda é politicamente instável, apesar de os governos terem acumulado reservas e reduzido a dívida externa, preparando-se melhor para instabilidades globais.

"A crise desta vez não vai vir de dentro da América Latina. Desta vez os problemas virão de fora", afirmou Antoine van Agtmael, que administra cerca de US$ 20 bilhões em participações em empresas pela Emerging Markets Management, sediada em Arlington, Virginia.

Como lidar com a insuficiência energética e como enfrentar a desaceleração econômica nos EUA serão temas tratados no "Reuters Latin America Investment Summit", que acontecerá na próxima semana.

"A questão-chave a ser observada no próximo ano ou dois é como cada um desses governos irá responder à probabilidade ou ao risco de falta de energia, seja em termos de redução na produção de petróleo e gás ou de investimentos insuficientes em geração de eletricidade", apontou Christopher Garman, especialista em América Latina no Eurasia Group, uma empresa de consultoria de risco político.

Mais de 60 participantes, entre presidentes de bancos centrais, ministros e executivos dos setores de telecomunicações, mineração, bancário e varejista participarão do Summit.
As economias da América Latina e Caribe juntas cresceram 5,6% no ano passado, vivendo o período de maior expansão em três décadas.

Enrique Alvarez, estrategista do grupo de consultoria Ideaglobal, de Nova York, afirmou que, se a recessão nos Estados Unidos for breve, a América Latina pode continuar a fazer frente aos altos preços da energia com moedas fortes, o que torna as importações mais baratas.

"O problema será se a desaceleração nos Estados Unidos for mais longa e começar a afetar os preços das commodities", explicou Alvarez. Ele apontou que uma combinação de queda no preço das commodities com alta inflação e elevada taxa de juros na região pode se mostrar perigosa.

Política industrial brasileira propõe integrar a AL

O Estado de São Paulo

31/03/2008

A nova política industrial em gestação no governo não se restringe ao Brasil. Há um capítulo dedicado à integração produtiva da América Latina, segundo mostram documentos aos quais a reportagem teve acesso. A meta até 2010 é aumentar em 20% o número de empresas com presença em pelo menos dois países da região. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem como desafio elevar em 30% sua carteira de investimentos na região, atualmente em US$ 10 bilhões.

A avaliação é que o comércio entre os países da região é baixo. Além disso, a maior parte registra déficit nas transações com o Brasil. Já existem iniciativas para ajudar empresas latino-americanas a exportar para o mercado brasileiro, como o Programa de Substituição Competitiva de Importações (PSCI). A idéia é fortalecê-lo.

A política industrial também estabelece como meta implantar cinco projetos de integração de cadeias produtivas até 2010. Menina dos olhos do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o programa utiliza fornecedores de diversos países para produzir bens. Até o momento, o único exemplo é a cadeia automotiva.

CCJ vota reforma tributária nesta semana

Último Segundo / Santafé Idéias / Carollina Andrade

31/03/2008

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deverá votar na próxima quarta-feira o parecer do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) sobre à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma tributária. Na última quinta-feira, o relator da proposta apresentou seu parecer na CCJ, mas não foi votado devido ao pedido de vista de diversos deputados.

O texto da proposta apresentou alterações em relação à matéria encaminha pelo Executivo ao Congresso Nacional em fevereiro. Entre as alterações propostas por Picciani estão mudanças em relação ao ICMS e ao órgão competente para definir as alíquotas.

Ele restituiu a cobrança do imposto em 2% na origem para os estados produtores de petróleo, gás e energia elétrica. A proposta beneficia, principalmente seu Estado, maior produtor de petróleo.

Em relação à definição das alíquotas, a proposta do governo defende que o órgão responsável é o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), mas segundo o relator não é possível que um órgão subordinado ao Executivo defina sobre este assunto.

De acordo com seu relatório, quem criará tal alíquota será o Senado, através de Lei complementar.

Brazil's central gov't Feb budget surplus down

Fri Mar 28, 2008 4:04pm EDT
BRASILIA, March 28 (Reuters) - Brazil's central government primary budget surplus fell sharply to 5.03 billion reais ($2.88 billion) in February from 15.35 billion reais in January, the National Treasury said on Friday.
The surplus widened from 3.5 billion reais in February 2007.
The strong fall was due to seasonally high tax revenue and a one-off dividend income in January, the Treasury said.
The central government's primary budget surplus for the first two months of the year was equivalent to 4.59 percent of gross domestic product, compared to 3.83 percent of GDP during the same period a year ago.
The primary surplus includes spending by the Treasury, central bank and social security system but excludes interest payments on debt and transfers to state and local governments.
The central government surplus feeds into the consolidated public-sector primary surplus, which is closely tracked by investors as a measure of Brazil's ability to pay its debts. The consolidated primary surplus, due out on Monday, also excludes interest payments. ($1=1.744 Brazilian reais)
(Reporting by Daniela Machado, writing by Raymond Colitt, Editing by Chizu Nomiyama)

Classe média paga por ano 146 dias de imposto

JB Online / Ludmilla Totinick

31/03/2008

A classe média brasileira vai trabalhar 146 dias este ano só para pagar impostos. Isso quer dizer que ainda faltam 57 dias de trabalho para que a dívida seja quitada com o governo, isso desde o dia 2 de janeiro, calculados sem um único dia de folga até hoje.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), é considerada classe média a família com renda mensal entre R$ 3 mil e R$ 10 mil. São cerca de 8 milhões de famílias, aproximadamente 32 milhões de pessoas, ou 18% da população brasileira. Segundo o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, a classe média representa 50% dos pagantes de impostos do país.

– É comum no mundo inteiro que a classe média seja a grande fatia no pagamento de tributos – lembra Amaral. – Porém, no Brasil, além dos altos tributos, essa fatia da população também paga por segurança privada, escola particular, plano de saúde. Ou seja, o governo retira cada vez mais o poder aquisitivo da classe média brasileira.

Em média, as famílias gastam 56% do que ganham só com tributos (40%) e serviços (16%).

Segundo Amaral, a classe média também é responsável por grande parte do consumo no país, que chegou a R$ 1,55 trilhão e ajudou o Produto Interno Bruto (PIB) a bater 5,4% no ano passado.

A classe média representa 60% da arrecadação do Imposto de Renda e 50% do consumo dos shoppings. Nos supermercados, representa 40% dos consumidores e 60% dos clientes dos planos de saúde e escolas particulares.

A advogada Maria Rachel Coelho Pereira, 38 anos, considera a classe média é muito heterogênea. Para reforçar a renda familiar, dá aulas em duas universidades e cursos preparatórios para concursos. A rotina inclui mais de 10 horas de trabalho por dia e sábados sem folga. Carioca, moradora de Botafogo, sempre administrou o trabalho com a educação do único filho de 14 anos, que cria sozinha.

Subdivisões

Pelo novo critério padrão de classificação econômica da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, são oito classes em uma, cujas rendas variam de R$ 276,70 a R$ 9.733,47.

Entretanto, pelo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que utiliza o critério da empregabilidade, a classe média representa 31,7% das famílias brasileiras o que equivale a 15,4 milhões de famílias. De acordo com o presidente do Instituto, Marcio Pochmann, a classe média não pode ser conceituada só pela base salarial.

– São padrões de consumo diferentes – ressalta Pochmann. – Nos últimos dois anos, tivemos um crescimento no âmbito da construção civil, mas não temos profissionais especializados para ocupar as vagas. Fico preocupado com o grande número de exportações de bens de consumo de baixo valor agregado que constrangem a expansão da mão-de-obra.

Pochmann fez questão de lembrar que a classe média ficou estagnada até os anos 30, depois cresceu até 1980, mas a partir daí começou a declinar. Nos anos 90, com as reformas implantadas no governo Collor e aprofundadas no governo Fernando Henrique, empobreceu mais.

A classe média perdeu poder aquisitivo porque as indústrias não investiram e, em 1990, com os juros extremamente altos, fábricas foram fechadas ou vendidas para o capital estrangeiro. A renda encolheu, assim como o número de empregos.

Para o Ipea, a classe média baixa representava 41,2%. Quatro décadas depois, aumentou para 54,1%. A média classe média empobreceu, composta de técnicos científicos, de pessoas que ocupam os cargos-chave da burocracia pública e professores universitários, e passou de 38,6% para 23,1% , em 2000. A média alta, cujo perfil é de executivos, gerentes e administradores, ficou estagnada. Professores que dão aula até o 2º grau, pequenos lojistas e vendedores fazem parte da classe média baixa.

Segundo o pesquisador do Ipea Ricardo Amorim, a grande curiosidade foi a diminuição dos gastos da classe média por causa do empobrecimento sofrido.

– Os dados comprovam que houve corte dos gastos e aumento dos imprescindíveis, como habitação, transporte e educação.

O advogado tributarista Rubens Branco diz que a classe média é a grande responsável pela arrecadação do Imposto de Renda. Paga de 15% a 27,5% ao Leão, além de todos os tributos indiretos.

O consultor e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos diz que a classe média é a mais empregada do país e por isso é a que mais paga impostos.

– Virou vítima, por ficar descolada dos pobres e dos ricos – disse Reinaldo – Além dos tributos indiretos, paga pelos serviços.

Doha Trade Deal Still Possible, Bush Says

By REUTERS
Published: March 29, 2008
WASHINGTON (Reuters) — The United States is willing to make agricultural concessions to reach a new world trade deal if other countries open their markets to more American exports, President Bush said Friday.
“We’re willing to make serious concessions on the agricultural front, but we expect other nations to open up their markets on manufacturing as well as services,” Mr. Bush said at a news conference after meeting Prime Minister Kevin Rudd of Australia.
Mr. Bush said the Doha round of trade talks, which is now in its seventh year, was a major topic of his conversation with Mr. Rudd.
“I said it’s possible to achieve a Doha round. He, too, believes we should work to achieve a Doha round,” Mr. Bush said.
On Monday, Brazil’s chief Doha negotiator, Roberto Azevedo, said negotiators were closer than ever to an agreement, but there was still no certainty of success.
The United States and the European Union both face demands to make deep cuts in their agricultural subsidies and tariffs, but want major developing countries like India and Brazil to open their markets in exchange.
Negotiators have been working in Geneva toward a possible ministerial-level meeting in April or May, where it is hoped a long-awaited breakthrough will occur.

Governo americano se dispõe a fortalecer regulamentação financeira

AFP

31/03/2008

O governo dos Estados Unidos apresentará na segunda-feira uma proposta que visa a ampliar consideravelmente os poderes do Federal Reserve (Fed), de modo que o banco central americano possa supervisionar os mercados financeiros para evitar catástrofes como a atual crise dos créditos imobiliários de alto risco (subprimes).

"Com algumas poucas exceções, a maior parte deste plano não será colocada em prática antes que as atuais turbulências do mercado cheguem ao fim", explicou o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, em entrevista ao Wall Street Journal.

"Temos, no entanto, uma oportunidade para que as pessoas agora prestem atenção. Com essa meta, creio que o momento seja excelente", afirmou na edição online do WSJ.

Na segunda-feira, Paulson participará de uma coletiva de imprensa às 10H00 locais (14H00 GMT) no departamento do Tesouro para falar sobre a proposta de reforma.

De acordo com um resumo do projeto, o Fed passará a ter permissão para investigar qualquer instituição financeira cujas atividades coloquem em risco a estabilidade econômica do país. Além disso, o banco terá plenos poderes para combater os riscos do sistema financeiro como um todo.

É a reforma normativa mais ambiciosa já anunciada nos Estados Unidos desde a criação do sistema após o fim da Guerra Civil americana, de acordo com o Wall Street Journal.

A Securities and Exchange Commission (SEC), instância que regula os mercados financeiros americanos, perderia poder e se uniria à Commodity Futures Trading Commission, autoridade que regula os mercados de matérias-primas como o gás e o petróleo, afirmou por sua vez o jornal New York Times.

As propostas surgem num momento em que as autoridades reguladoras são acusadas de não ter antecipado a ameaça representada pelos subprimes, que culminou com a mais grave crise financeira dos Estados Unidos nas últimas décadas.

Na última quarta-feira, Paulson pediu ao Fed para ampliar a vigilância sobre as instituições financeiras, alguns dias após a autorização, por parte do próprio Fed, dada a bancos de investimento como Goldman Sachs, Merrill Lynch e Lehman Brothers para emprestar dinheiro a taxas de emergência até então reservadas exclusivamente a bancos comerciais.

"Este modelo de regulação financeira é um modelo ideal que só se fará notar depois de vários anos", disse Paulson ao Wall Street Journal.

"Temos várias recomendações que serão alcançadas a médio prazo, ou seja, entre dois e oito anos", explicou.

Quanto aos empréstimos imobiliários, que estão na origem da atual crise de crédito, o secretário do Tesouro falou sobre a idéia de criar uma comissão encarregada de "fixar as normas básicas indispensáveis para a educação, formação e concessão de licenças" aos profissionais do ramo, cujas práticas agressivas de mercado podem ter gerado conseqüências fatais para o sistema.

Por último, a reforma "delegará aos estados a responsabilidade de determinar a regulamentação, mas ao mesmo tempo ela os avaliará", afirmou.

"IVA nacional mantém nível de arrecadação"

Gazeta Mercantil/Caderno A / Karla Correia

31/03/2008

Relator da subcomissão de reforma tributária do Senado, Francisco Dornelles (PP-RJ) deu o ponta-pé inicial na discussão da proposta de reforma do governo pela Casa Alta na semana passada, ao apresentar as linhas gerais de uma reformulação no sistema tributário brasileiro baseada na simplificação desse sistema e na diminuição dos custos tributários para o contribuinte. Dornelles avançou sobre a proposta do governo ao defender a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) unificando IPI, ICMS e quatro contribuições que hoje incidem sobre bens e serviços em um só tributo, mantendo o nível de arrecadação da União e estados, e angariou defensores para seu modelo entre governistas e oposição ao propor transparência na carga tributária, com a obrigatoriedade da exposição, no preço final dos produtos, do peso dos tributos no bolso do consumidor. Em entrevista à Gazeta Mercantil, detalha os pontos mais fortes da proposta.

Gazeta Mercantil - Qual é a questão central da proposta?
O ponto mais importante é a criação do IVA nacional. Você transforma em um único imposto o tributo federal (IPI), o tributo estadual (ICMS) e quatro contribuições. O que eram seis viram uma. Depois o ITR e o IPTU viram um único imposto. Os impostos de transmissão inter-vivos e por herança viram um único imposto. Você estabelece um regime para taxas que impede criar impostos com nome de taxa.
Gazeta Mercantil - Como é isso hoje?
Por exemplo, o governo criou o Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações), para manter a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Só que o governo arrecadou com a Fistel, R$ 16,5 bilhões entre 2001 e 2006, e só repassou para a Anatel R$ 1,4 bilhões. O restante virou um imposto disfarçado. Isso não pode acontecer.
Gazeta Mercantil - O senhor fala em redução dos chamados custos tributários ocultos. Qual é o impacto para o contribuinte?
É por isso que a simplificação tributária deve ser a questão central de uma reforma. Os custos da arrecadação, hoje, são maiores que a própria arrecadação. Eles compreendem o montante de impostos que você recolhe, mais o custo que você tem para administrar o departamento tributário. No Brasil, uma empresa padrão gasta 2.600 horas/ano para pagar impostos. Na Suíça gasta 63, nos Estados Unidos, 325. O Brasil é o campeão do mundo. É bom lembrar, também, que no momento em que nós colocamos a contribuição dentro do conceito de tributo, o Estado vai ter mais dificuldade de ficar criando uma contribuição a toda hora. É ganho para o contribuinte.
Gazeta Mercantil - Parlamentares governistas demonstraram preocupação com uma possível perda de receita da União. O risco existe?
Não existe transferência de recursos da União para os estados ou perda de arrecadação. Quando você cria o IVA nacional, você incorpora o ICMS, que é estadual, o IPI, que é da União, a Cofins, o PIS/Pasep, a Cide. Tudo entra no IVA. Agora, quando fecha a arrecadação, o que vai para a União é o percentual correspondente à arrecadação do IPI, da Cofins, do PIS/Pasep e da Cide. Aquilo que a União arrecada vai arrecadar com o IVA. E o que os estados obtém com o ICMS será garantido, na mesma proporção.
Gazeta Mercantil - Existem também ponderações sobre a perda de autonomia dos estados...
Os estados vão ter o IVA nacional. A legislação vai ser federal, da mesma forma que está na proposta enviada pelo governo ao Congresso. A fiscalização, contudo, passa a ser dos estados, o que significa que uma parcela do que será arrecadado pela União será fiscalizada por eles. Então, os governos estaduais não perdem poder. Agora, a arrecadação é nacional. Se uma empresa paga seu tributo a um banco, automaticamente 40% vai para a União e 60% para os estados. É mantido o equilíbrio entre União e estados.
Gazeta Mercantil - Qual a diferença que uma boa política tributária faz para o contribuinte, em relação a uma má política?
A má política tributária faz com que os mais pobres paguem mais imposto. A boa pensa na justiça social. São impostos simples, desburocratizados, com alguma progressividade e cujos recursos sejam aplicados nos mais necessitados.
Gazeta Mercantil - O senhor acredita que a informação da carga tributária nos preços finais dos produtos terá impacto no comportamento do consumidor?
A transparência é importante porque todo mundo vai saber quando os impostos aumentarem e vai poder reclamar. Isso é fundamental. Um dos grandes problemas é que ninguém sabe o montante de impostos que está pagando. O efeito disso é visível. Quando o Imposto de Renda aumenta, todo mundo sente, entende e reclama. Quando se fala que aumentou a Cofins, ninguém sente porque aquilo vem escondido. Com a transparência, todo mundo vai sentir e vai ter base para protestar contra o governo, quando achar que há algo errado, exigir melhor aplicação dos recursos.
Gazeta Mercantil - É um avanço sobre a proposta do governo?
A proposta do governo já é um grande avanço. Só acho que a nossa é mais audaciosa e somente nessa parte em que eles mantêm o IVA estadual e o IPI fora do IVA federal. Nós propomos um IVA só, com tudo incluído. No momento em que você tem a nota fiscal eletrônica, o cadastro do contribuinte, você pode fazer isso. Pegar todos eles, que têm praticamente a mesma base de cálculo, o mesmo fato gerador. O objetivo é simplificar e reduzir ao máximo o custo da arrecadação.
Gazeta Mercantil - Há ambiente político para aprovar essa proposta?
O importante é apresentar a proposta e tentar convencer. Se for possível aprovar, tudo bem. Se não, convive-se com a frustração.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Empresas que sofrem do mal de Sísifo perdem dinheiro e não consolidam crescimento

Ivan Postigo

Conta a mitologia grega que Sísifo, por ser considerado rebelde, foi condenado por toda etenidade a rolar uma grande pedra de mármore com suas mãos até o cume de uma montanha, sendo que toda vez que ele estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível.
Algumas empresas observando oportunidades no mercado passam a explorá-las, aumentam seu faturamento e a complexidades para sua gestão, consequentemente sentem necessidade de implementar um processo de revisao e reorganizacão empresarial.
Motivadas contratam pessoas, desenvolvem sistemas e novos métodos de trabalho, elevando a qualidade e a agilidade na obtenção de dados e no uso das informações, contudo acomodam-se.
Passado o período de vendas fáceis, a empresa perde faturamento e se ressentem do maior custo fixo da organizaçao instituida, iniciando o processo de cortes e reducão de custos.
As posições que tem os salários mais altos são facilmente indicadas para eliminacão, concentrando–se as tarefas nas funcões menores e em pessoas menos preparadas.
Os trabalhos aguardados não são os que se faziam antes do processo de reorganização, mas sim os atuais e nos mesmos prazos.
A dificuldade em cumprir essas tarefas leva a uma maior desorganização, de forma que a empresa nao consegue manter o status atual do sistema e ainda prejudica o anterior.
Lembra a fábula da pessoa que vai morar em uma país estrangeiro e além de não aprender a nova lingua esquece parte da sua.
Esse desarranjo leva à perda dados, desperdício de tempo e recursos, aumento de conflitos e da rotatividade dos recursos humanos.
Não existe meio termo para os sistemas informatizados, estes tem que ser alimentados de acordo com a regras estabelecidas.

Nao impossibilidade criam-se planilhas eletrônicas como uma alternativa mais simples, esquecendo-se que estas são pessoais. É pouco provável que uma tarefa executada por uma pessoa ao ser atribuida a outra mantenha a integridade da ferramenta.
Planilhas eletrônicas sao excelentes ferramentas, mas como instrumento aberto permite alterações e ajustes, em 99% dos casos que tenho presenciado acontecem mudanças.
Quando não bem entendidas e aceitas são descartadas e novas planilhas são geradas com toque pessoal do usuário.
A empresa encolhe e se desorganiza, ficando despreparada para sustentar novos ensaios de crescimento.
Aparecendo uma nova oportunidade o processo reinicia, produtos são desenvolvidos, a produção é acelerada, o ambiente torna a exigir uma melhor organização e coordenação das atividades. Profissionais com maior experiência são contratados e recomeça o ciclo de trabalho para obtencão de um melhor padrão administrativo, com implantação de novos procedimentos e adequacão sistêmica.
Reorganizações raramente são possíveis sem conflito, as pessoas mais vividas nesse ambiente poucos esforços fazem no sentido de ajudar os recém-chegados, agem de forma passiva, sabendo que estes a qualquer momento poderão deixar a empresa.
A quantidade de recursos para levar a pedra ao cume do monte e depois ve-la descer não é pequena, contudo é o preço a ser pago pela sina da não sustenção de resultados e da posição no mercado.


Ivan Postigo
Economista, Contador , Pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Tel./fax (11) 4526 1197
Tel. (11) 9645 4652
Ipostigo@terra.com.br

Passado crítico, presente duvidoso, futuro incerto

Ivan Postigo

Velhas frases às vezes são capazes de expor situações de uma forma mais clara que muitas teorias.
Para organizações que vivem à sorte do mercado diria que estas são bem adequadas:
Qualquer caminho é bom para quem não sabe onde quer ir. Para este não importa a direção do vento.
No início de minha carreira ouvia-se muito que planejar era como dirigir um carro olhando pelo retrovisor. Na realidade o que fazíamos, em meio a muita discussão, era uma estimativa, no máximo uma previsão.
A inflação ainda era alta, como perspectiva para o ano seguinte era comum corrigirem-se os dados do ano com a variação projetada e acrescentar cerca de 10 por cento de crescimento.
Felizmente nosso grupo ao comparar os resultados obtidos com os estimados adicionava comentários aos relatórios, provocando o início de uma mudança de comportamento.
A questão colocada em debate era se deveríamos fazer uma estimativa dos resultados com base no “achismo”, consultar a bola de cristal para obter uma previsão ou teríamos detalhes de um plano de ação e determinação e metas.
O programa de vendas estabelecido como meta mostrava que o volume era superior a capacidade de produção somada aos estoques, deixando clara a total falta de cuidado da equipe que o desenvolvia e uma maior carga política que técnica.
A questão era muito simples de ser percebida, já que esses mesmos índices eram usados no plano de 5 anos.
A empresa crescendo 10 por cento ao ano em 7 anos dobraria o volume de vendas e a capacidade de produção daqueles itens, considerando que nenhum outro fora adicionado, teria que acompanha-la, demandado investimentos.
Haveria mercado para isso?
O mercado comprador iria crescer nessa proporção?
Para quem deveríamos vender para poder sustentar o crescimento?
Quais empresas perderiam mercados para nós?
Que fatias individualizadas seria tomadas dos concorrentes?
Quais ações para que isso acontecesse?
Uma empresa enquanto gerando lucro e apresentando crescimento, mesmo que não nos níveis estimados, permite uma infinidade de defesas em relação às defasagens observadas.
A situação é outra quanto quando se observa que o resultado é desfavorável há algum tempo. Depois de dois ou três anos com prejuízos, projetar olhando pelo retrovisor não vai permitir encontrar uma solução para melhorar os resultados.
Caso as ações continuem as mesmas, apenas uma mudança significativa no mercado pode dar uma chance à empresa para que possa se mostrar economicamente e financeiramente mais interessante.
Aguardar é impraticável, é hora de estabelecer definitivamente onde queremos chegar, lembrando que não podemos mudar a direção do vento, mas nos é permitido ajustar as velas.
Uma empresa com um passado marcado por insucessos, vivendo momentos duvidosos, sem um plano de ação que possa efetivamente gerar resultados não poderá criar o seu futuro. É primordial reflexão sobre atos e fatos e tomar atitudes.
As pessoas querem participar de algo grande e importante, convide-as, envolva-as, uma visão compartilhada leva ao comprometimento e a obtenção de resultados positivos.
Os segmentos de negócios podem passar por crises, mas sempre há uma empresa obtendo resultados favoráveis, então como diz a velha máxima, se um pode todos podem.
Um passado crítico não implica que não possamos impedir sua repetição no presente, prejudicando a construção de nosso futuro.
Avalie suas convicções, questione-as, adicione as competências necessárias e trabalhe duro, não espere resultados diferentes agindo da mesma forma.


Ivan Postigo
Economista , Bacharel em contabilidade , pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
ipostigo@terra.com.br