Rodrigo Postigo
04/04/2008
As reservas brasileiras internacionais recuaram em US$ 392 milhões na véspera, no conceito de liquidez internacional, segundo o Banco Central (BC).
Com isso, o total das reservas brutas passou de US$ 194,368 bilhões para US$ 193,976 bilhões.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Reservas internacionais recuam para US$ 193,976 bilhões
Aprovada na CCJ, reforma tributária vai para comissão especial; base disputa relatoria
Folha Online / Renata Giraldo
04/04/2008
Na próxima semana, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), deverá encerrar um impasse que se estende há dias na Casa: a disputa pelos cargos de comando da comissão especial que vai analisar a reforma tributária. Com três candidatos da própria base concorrendo a apenas duas vagas, o líder do PMDB na Casa, Henrique Eduardo Alves (RN), sugere que se estabeleça uma relatoria compartilhada e outras sub-relatorias.
"O que não se pode é ficar na briga dentro da própria base aliada. Isso não faz o menor sentido. A reforma só vai para frente se todos contribuírem, contrário, não há menor possibilidade", disse Alves.
Mas o PMDB não abre mão de indicar o deputado Edinho Bez (SC) para o cargo de presidente da comissão especial. "O PMDB não abre mão da presidência da comissão porque, no passado, já teve o cargo quando foi ocupado pelo [ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-deputado] Germano Rigotto. Não vamos mudar de posição", disse o líder.
O PT também não quer ceder com a indicação do deputado Antonio Palocci (PT-SP) para a relatoria ou presidência da comissão, enquanto os demais partidos da base aliada defendem o nome do deputado Sandro Mabel (PR-GO) para uma das funções.
Com o impasse, Alves propôs que a polêmica se resolva com a nomeação de relatoria compartilhada e também sub-relatorias por temas ou áreas. Segundo o peemedebista, partidos de oposição e governistas deverão ter direito a indicar nomes para essas funções.
"Sou favorável a isso porque o único caminho para aprovar a reforma tributária é o do entendimento. Não há outro [caminho]", disse Alves.
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IBGE: indústria recua em 5 de 14 regiões em fevereiro
Yahoo Finance
04/04/2008
A produção industrial registrou queda em cinco dos 14 locais pesquisados pelo IBGE em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal. Segundo os resultados da produção regional divulgados hoje pelo instituto, os Estados de São Paulo (-1,5%), Minas Gerais (-1,6%) e Rio de Janeiro (-0,9%), que respondem por cerca de 60% do total da indústria nacional, exerceram as pressões negativas mais relevantes sobre a taxa nacional (-0,5%, segundo divulgou o IBGE esta semana).
Por outro lado, Ceará (3,4%), Bahia (2,8%) e região Nordeste (2,7%) destacaram-se entre as áreas com crescimento industrial acima do índice nacional. Os demais resultados ante mês anterior foram: Amazonas (-2,4%); Pará (1,9%); Pernambuco (0,1%); Espírito Santo (1,0%); Paraná (-1,5%); Santa Catarina (estável); Rio Grande do Sul (0,4%) e Goiás (2,1%).
Impacto fiscal da nova lei ainda preocupa
Valor Online / Graziella Valenti
04/04/2008
Os teóricos da nova legislação contábil brasileira estão cada vez mais enfáticos no discurso de que a reforma não muda nada na rotina fiscal das companhias, ou seja, nem aumenta nem diminui os tributos a pagar. Afinal, foi esse o acordado desde o começo, quando as alterações começaram a ser debatidas, cerca de cinco anos antes de ser enviada ao Congresso Nacional, onde ficou por sete anos em análise até dezembro passado.
Mas essa estratégia não está se mostrando bem sucedida para acalmar as dúvidas das companhias, auditores, contadores e advogados da área tributária. Continuam todos na expectativa de um posicionamento da Receita Federal garantindo que a fatia do governo não aumentará com a nova lei. Até agora, o órgão do governo não se pronunciou publicamente sequer para admitir que estuda o tema.
Parte da ansiedade das empresas deve ser atendida, pois em meados deste ano a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) emitirão a norma que explicará como fazer o balanço que garante a neutralidade fiscal da mudança da lei, o chamado Laluc - Livro de Apuração do Lucro Contábil.
A criação desse documento e sua previsão na nova lei foram o meio encontrado para garantir o acordo de cavalheiros sobre a ausência de impacto tributário na reforma da Lei das Sociedades Anônimas, no capítulo que trata da contabilidade.
O Laluc, conceitualmente, nada mais é do que a manutenção das regras atuais, já emitidas pela Receita Federal. É dele que sairá o gasto com imposto da companhia. Primeiramente, a empresa prepara esse documento, que também deve ser auditado, e entrega ao Fisco. Depois, promove sobre ele os ajustes necessários para adequação dos números às normas emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
"Eu o chamo de balanço secreto. O elo entre a empresa e a Receita [Federal]", brinca Eliseu Martins, professor da Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) e vice-coordenador técnico do CPC - um dos pais da reforma e idealizador do Laluc, junto com o professor Nelson Carvalho, e hoje presidente do conselho consultivo de normas do Comitê Internacional de Padrões Contábeis (Iasb).
Mas é justamente a confecção de um documento com base apenas nas regras da Receita Federal que assusta advogados e auditores. "Não há um padrão contábil fiscal. As regras fiscais se remetem à Lei das Sociedades Anônimas", ressalta Ana Campos, sócia diretora da Hirashima & Associados, empresa de assessoria financeira e contábil.
Celso Costa, sócio da Machado, Meyer, Sendacz e Opice, também apresenta essa preocupação. Segundo ele, a legislação reformada, a 11.638, garantiu em alguns pontos essa questão da neutralidade. Porém, em outros, abriu lacunas e espaço para variadas interpretações ao modificar temas societários e não deixar expresso como tratá-los fiscalmente - como aquisição e incorporação de outras empresas.
Os especialistas apontam que, ao tratar da ausência de impacto tributário, o texto da lei refere-se aos ajustes feitos para atender a harmonização do padrão contábil brasileiro ao internacional. Tal redação, afirma Celso Costa, abre espaço para o questionamento se normas com outra finalidade podem ter reflexo fiscal. "O ambiente ainda é de muita indefinição", destaca Ana Campos, da Hirashima.
Mas o professor Martins, ao falar do tema sem suas apresentações, é cada vez mais enfático sobre a neutralidade fiscal. Na mais recente deles, na sede da Fipecafi, disse: "Representantes da Receita no CPC já levantaram essa bandeira, dizendo que essa era a missão deles ali [garantir a ausência de efeito fiscal com a nova contabilidade]".
Ariovaldo dos Santos, também professor da Fipecafi, explica que a orientação para o Laluc nada mais será do que a aplicação de todas as normas fiscais já existentes. Porém, admite que o Fisco deve se pronunciar sobre a manutenção das suas regras, para conforto das empresas.
Martins contou que, idealmente, o pronunciamento da CVM e do CPC sobre o Laluc está previsto para julho. No entanto, ele acredita que não haverá tempo suficiente, em razão do trabalho necessário - desenvolvimento, consulta pública, compilação das contribuições e emissão da norma. Mas certamente sairá este ano. Segundo ele, o grupo de trabalho que discutirá o documento foi formado no fim de março, reunindo CPC, CVM e Receita.
Para especialistas que acompanham o dia-a-dia das companhias, é justificável a ansiedade. No passado, já houve uma tentativa de separação entre o livro fiscal e o mercantil da companhia. O procedimento era o oposto do previsto na 11.638. Primeiramente, a empresa fazia o balanço para investidores e depois ajustava para a Receita Federal. Mas a iniciativa não pegou, pois preponderaram o entendimento e a preocupação das companhias com as questões fiscais. Assim, a neutralidade tributária é determinante para o sucesso do novo padrão contábil brasileiro.
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Indústria tem maior alta no faturamento desde julho de 2007
Rodrigo Postigo
04/04/2008
O faturamento real da indústria aumentou 1,5% em fevereiro, na comparação com janeiro. Foi a maior taxa de crescimento desde julho do ano passado, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada hoje.
As horas trabalhadas tiveram aumento de 1,8%. Segundo a CNI, o crescimento da atividade industrial vem acompanhado de geração de emprego. No primeiro bimestre deste ano, a oferta de emprego cresceu 5%, em comparação com o mesmo período de 2007.
Segundo os indicadores industriais divulgados hoje, a utilização da capacidade instalada do setor caiu de 83,1% em janeiro para 82,9%.
Para os técnicos da CNI, esse resultado mostra que aumentou a capacidade produtiva, "fruto da maturação dos investimentos realizados ao longo de 2007".
Brazil, Peru, Chile less slowdown prone
Thu Apr 3, 2008 2:34pm EDT
By Herbert Lash
NEW YORK (Reuters) - Brazil, Peru and Chile, while exposed to swings in commodity prices, are best able in Latin America to withstand a U.S. slowdown because of flexible policies, a Merrill Lynch & Co economist said on Thursday.
A sharp drop in commodity prices would slow Latin American growth; but Asian demand is still booming and unlike the past, emerging markets are now less dependent on the U.S. economy, said Felipe Illanes, Merrill's chief Latin American economist.
"The three countries that come out on top in their ability to address their vulnerability to a slowdown are Brazil, Chile and Peru," Illanes told the Reuters Latin America Investment Summit in New York.
"A lot of people are coming to the realization that this group of countries are probably the strongest," he said.
Among the main regional economies Illanes examined regarding vulnerability, Mexico came next and then Colombia, Argentina and Venezuela. Doubts about the reliability of Argentine inflation figures put it second to last.
Flexible exchange rates, prudent government spending and the paydown of U.S.-denominated debt have made many Latin American economies, with the main exception of Venezuela, more resilient to a U.S. recession than in the past, Illanes said.
Merrill Lynch expects commodity prices to remain buoyant because of supply constraints; and demand from a big consumption driver, China's work force, won't wane anytime soon.
"You have demand from Asia still booming, as again that cycle is on a cyclical upturn and unlikely to run out until you run out of the main input, labor. And China certainly is nowhere near that situation at present," Illanes said.
In essence, Merrill believes that the decoupling thesis, which holds that emerging markets can grow without the United States driving world growth, is valid because of Asia.
In addition, the global credit crunch has its origins in the United States this time around and not in the emerging markets, where past economic disruptions have occurred.
"The reason why we think decoupling holds is because of what emerging markets will be doing this time around. We have Asia in particular growing very strongly on the back of a cyclical upturn," Illanes said.
Contrary to popular notions, Argentina and Brazil are the least exposed to swings in commodity prices, he said. Using as a base export prices at the end of 2005, Merrill found that the windfall from the boom in commodity prices amounted to less than 2 percent growth in gross domestic product for the two countries.
One reason that Brazil is seen as a commodity play lies in the weight oil company Petrobras (PETR4.SA: Quote, Profile, Research) and miner Vale do Rio Doce (VALE5.SA: Quote, Profile, Research) have in the Bovespa index, the main Brazilian stock index, Illanes said. It's not a good economic indicator, he said.
"When people think about commodity risk and Brazil, they're correct in focusing on commodities, but not because of the true economic effects, but rather because of the effect on the Bovespa," he said.
While Argentina has had a relatively smaller windfall from rising grain prices, the country has leveraged that windfall to boost public spending through a tax on soybean exports, he said. A sudden price drop could squeeze public spending.
In contrast is Chile, which has neutralized strong gains in metal exports by keeping earnings abroad in a sort of rainy day fund, he said. If exports, which account for about 15 percent of Chilean GDP, fell, the government could draw down the fund.
Mexico, meanwhile, might not suffer as much as expected from slower U.S. growth because of the linkage among U.S. and Mexican manufacturing. Oil has been low-balled at $49 a barrel in the government's budget this year, and Mexico appears ready to quickly push any windfall into public spending, he said.
An oil windfall might boost growth by half a percentage point, Illanes said.
Merrill economists believe a U.S. recession began at the start of the year, and the U.S. economy will grow just 0.8 percent in 2008. Region-wide growth in Latin America is expected to slow to 4.5 percent from 5.5 percent in 2007, Merrill estimates.
(Reporting by Herbert Lash, editing by Gerald E. McCormick)
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Brazil, Peru, Chile less slowdown prone
Thu Apr 3, 2008 2:34pm EDT
By Herbert Lash
NEW YORK (Reuters) - Brazil, Peru and Chile, while exposed to swings in commodity prices, are best able in Latin America to withstand a U.S. slowdown because of flexible policies, a Merrill Lynch & Co economist said on Thursday.
A sharp drop in commodity prices would slow Latin American growth; but Asian demand is still booming and unlike the past, emerging markets are now less dependent on the U.S. economy, said Felipe Illanes, Merrill's chief Latin American economist.
"The three countries that come out on top in their ability to address their vulnerability to a slowdown are Brazil, Chile and Peru," Illanes told the Reuters Latin America Investment Summit in New York.
"A lot of people are coming to the realization that this group of countries are probably the strongest," he said.
Among the main regional economies Illanes examined regarding vulnerability, Mexico came next and then Colombia, Argentina and Venezuela. Doubts about the reliability of Argentine inflation figures put it second to last.
Flexible exchange rates, prudent government spending and the paydown of U.S.-denominated debt have made many Latin American economies, with the main exception of Venezuela, more resilient to a U.S. recession than in the past, Illanes said.
Merrill Lynch expects commodity prices to remain buoyant because of supply constraints; and demand from a big consumption driver, China's work force, won't wane anytime soon.
"You have demand from Asia still booming, as again that cycle is on a cyclical upturn and unlikely to run out until you run out of the main input, labor. And China certainly is nowhere near that situation at present," Illanes said.
In essence, Merrill believes that the decoupling thesis, which holds that emerging markets can grow without the United States driving world growth, is valid because of Asia.
In addition, the global credit crunch has its origins in the United States this time around and not in the emerging markets, where past economic disruptions have occurred.
"The reason why we think decoupling holds is because of what emerging markets will be doing this time around. We have Asia in particular growing very strongly on the back of a cyclical upturn," Illanes said.
Contrary to popular notions, Argentina and Brazil are the least exposed to swings in commodity prices, he said. Using as a base export prices at the end of 2005, Merrill found that the windfall from the boom in commodity prices amounted to less than 2 percent growth in gross domestic product for the two countries.
One reason that Brazil is seen as a commodity play lies in the weight oil company Petrobras (PETR4.SA: Quote, Profile, Research) and miner Vale do Rio Doce (VALE5.SA: Quote, Profile, Research) have in the Bovespa index, the main Brazilian stock index, Illanes said. It's not a good economic indicator, he said.
"When people think about commodity risk and Brazil, they're correct in focusing on commodities, but not because of the true economic effects, but rather because of the effect on the Bovespa," he said.
While Argentina has had a relatively smaller windfall from rising grain prices, the country has leveraged that windfall to boost public spending through a tax on soybean exports, he said. A sudden price drop could squeeze public spending.
In contrast is Chile, which has neutralized strong gains in metal exports by keeping earnings abroad in a sort of rainy day fund, he said. If exports, which account for about 15 percent of Chilean GDP, fell, the government could draw down the fund.
Mexico, meanwhile, might not suffer as much as expected from slower U.S. growth because of the linkage among U.S. and Mexican manufacturing. Oil has been low-balled at $49 a barrel in the government's budget this year, and Mexico appears ready to quickly push any windfall into public spending, he said.
An oil windfall might boost growth by half a percentage point, Illanes said.
Merrill economists believe a U.S. recession began at the start of the year, and the U.S. economy will grow just 0.8 percent in 2008. Region-wide growth in Latin America is expected to slow to 4.5 percent from 5.5 percent in 2007, Merrill estimates.
(Reporting by Herbert Lash, editing by Gerald E. McCormick)
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Brazil expands iron pellets output on hot demand
Thu Apr 3, 2008 12:36pm EDT
By Denise Luna
RIO DE JANEIRO, April 3 (Reuters) - Brazil, the world's largest exporter of iron ore, wants to add value to its ore sales and is building new pelletizers to take advantage of growing demand for the more efficient blast furnace feed.
Mining giant Vale (VALE5.SA: Quote, Profile, Research)(RIO.N: Quote, Profile, Research) -- the world's biggest iron ore exporting company -- is launching two pellet plants this year, one in partnership with BHP Billiton Ltd Plc (BHP.AX: Quote, Profile, Research)(BLT.L: Quote, Profile, Research), with a total capacity of 14 million tonnes a year. It is also planning pelletizers to use with its ore in Oman in the Middle East, in China and Malaysia.
"The steel market is going strong, everyone wants to boost production and pellets are very efficient in the blast furnace," Vale chief executive, Roger Agnelli, told Reuters.
Apart from the new plants, Vale has also optimized its seven existing pelletizers in Brazil and plans another 7.5 million tonne pelletizer for 2010 in Brazil, he said.
The company, which in February hammered out a whopping 65-71 percent price rise for its iron ore, has more recently concluded negotiations with some clients in Italy and the Middle East for an even bigger jump in pellets prices of 86.67 percent, which reflects higher demand for the material.
Pellets, which are known to pollute less than the so- called sinter feed, produced from fine raw ore, coke, limestone and steel plant waste materials, are also in high demand in Europe, where steel mills seek to reduce their emissions of polluting materials.
Vale sold around 41 million tonnes of pellets in 2007, 20 percent more than the previous year. Pellets output in Brazil rose 23 percent, nearly double the pace of a 12-percent rise in iron ore production, which reached nearly 300 million tonnes.
Samarco, the joint venture between Vale and BHP, exports all of its pellets production. On the eve of cranking up its $1.2 billion third unit, it is already mulling a fourth unit and sees the Middle East as a client with growing importance.
Ricardo Vescovi, Samarco operations director, said abundant supply of natural gas makes the steel industry in the Middle East more prone to direct reduction, making it a natural market for pellets.
The new unit would boost production by 54 percent to 20.6 million tonnes, giving it a 19 percent share of the world pellets market, up from 14 percent now.
"We already have all our output sold from the three pelletizers. After the third one comes on stream, we'll have the same kind of study and if there is room, we really want to build a fourth unit," Vescovi said.
Meanwhile, major Brazilian steelmaker Companhia Siderurgica Nacional (CSNA3.SA: Quote, Profile, Research)(SID.N: Quote, Profile, Research) is seeking to build pellets plants for its own use and is trying to lure its clients to take part in pellets projects in Brazil and sell its pellet feed. (Writing by Andrei Khalip)
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4.4.08
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Mantega Seeks to Dispel Brazil Policy Rift Rumors, Estado Says
By Guillermo Parra-Bernal
April 4 (Bloomberg) -- Brazil's Finance Minister Guido Mantega said the government will respect central bank autonomy over setting interest rates, seeking to end speculation over economic policy rifts in the Cabinet, O Estado de S. Paulo said.
Mantega told Estado in an interview yesterday that the government has no plans to change the course of economic policy, which he called ``successful.'' Mantega reaffirmed the central bank's autonomy to set rates to rein in inflation, in a bid to stifle ``erroneous reports'' over a wrangling with central bank President Henrique Meirelles over policies, Estado said.
Mantega said the government isn't considering efforts to stem a gain in the currency, Estado said. He ruled out an increase in the amount that's set aside for annual interest payments on the national debt this year, known as the primary budget surplus, according to Estado.
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4.4.08
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quarta-feira, 2 de abril de 2008
Superávit fiscal de fevereiro é recorde para o mês desde 1991
02/04/2008
Influenciado pela arrecadação tributária elevada e pela postergação da aprovação do Orçamento federal no início do ano, o superávit primário de todo o setor público brasileiro bateu um recorde mensal de R$ 8,96 bilhões em fevereiro. A cifra, que é a maior para o mês de fevereiro desde 1991, início da série do Banco Central, faz parte da nota de Política Fiscal divulgada ontem pela autoridade monetária. O montante cresceu 34,2% em relação a igual período do ano passado, mas ficou um pouco abaixo da metade dos R$ 18,662 bilhões apurados em janeiro.
No primeiro bimestre, a economia de todo o setor público ? composto pela União, governos regionais e empresas estatais ?, feita para o pagamento do juro da dívida também apresentou uma cifra inédita para o período, ao atingir R$ 27,629 bilhões. O número corresponde a 6,22% do Produto Interno Bruto (PIB).
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2.4.08
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Brazil Industrial Output Climbs on Capital Goods (Update2)
By Andre Soliani and Jeb Blount
April 1 (Bloomberg) -- Brazil's industrial output climbed the most in four months in February, boosting expectations policy makers will raise interest rates to rein in the economy's expansion as inflation quickens.
Output climbed 9.7 percent in February from the year earlier month, the government said today. It was the 20th straight gain in year-on year industrial production.
The central bank said in the minutes of its March 4-5 meeting it considered raising the benchmark interest rate to hold demand, as inflation quickens above the 4.5 percent annual consumer prices target.
Today's report shows that output is ``growing strongly'' and reinforces a call for a quarter-point rate increase at the bank's April 15-16 meeting, Luiz Gustavo Cherman, a Sao Paulo- based economist at Citigroup Inc., wrote in a e-mail report.
Cheaper credit and record low unemployment rates have bolstered domestic demand and industrial production. The February gain was more than the revised 8.7 percent increase in January and the 9.5 percent median forecast in a Bloomberg survey of 25 economists.
Trendline
Annual inflation, as measured by the benchmark IPCA index, jumped to 4.61 percent in February from an eight-year low of 2.96 percent in March.
Policy makers, led by central bank President Henrique Meirelles, target annual inflation of 4.5 percent, plus or minus 2 percentage points to accommodate unexpected price shocks.
At the bank's March 4-5 meeting, the board considered raising rates for the first time since October, when they snapped the longest monetary easing cycle since the adoption of inflation targets in 1999.
The board voted unanimously to keep the rate unchanged at 11.25 percent for the fourth straight meeting. On March 27, policy makers in their quarterly report increased their forecast for 2008 inflation to 4.6 percent from a previous 4.3 percent.
Driving overall production up in February was the output of capital goods, which rose 25 percent from the year ago month, the agency said. Production of durable goods, such as cars, jumped 20.7 percent.
Economists such as Maurcio Oreng, at Itau Corretora in Sao Paulo, say the increase in machinery production indicates companies are stepping up investments to boost production.
After stripping out seasonal factors, output fell 0.5 percent in February from January, the agency said.
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2.4.08
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Brazil's central bank holds auction to buy dollars
Tue Apr 1, 2008 2:20pm EDT
SAO PAULO, April 1 (Reuters) - Brazil's central bank said on Tuesday it would hold an auction to buy dollars on the spot foreign exchange market as part of an ongoing effort to boost international reserves.
The Brazilian real BRBY
The central bank has been buying dollars almost daily since October, helping lift Brazil's reserves to about $195 billion. (Reporting by Silvio Cascione, translated by Elzio Barreto, Editing by Chizu Nomiyama)
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2.4.08
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Brazil's Real Increases on Industrial Production, Trade Data
By Adriana Brasileiro
April 1 (Bloomberg) -- Brazil's real gained as a widening trade surplus and industrial production data led traders to increase bets that investment flows will boost the currency.
The real rose 0.4 percent to 1.7444 per dollar at 4:48 p.m. New York time, after most trading in Brazil had ended. The real reversed a decline of as much as 0.3 percent earlier.
``The real will continue to surprise on the upside, there's no question about that,'' said Mario Cebrian, head of foreign exchange trading at Banco Standard de Investimento in Sao Paulo. ``In the short term, we'll see volatility and more aversion because of the U.S. troubles, but the yield differential story and trade flows are still the fundamental factors.''
Brazil's industrial output rose the most in four months in February, boosting expectations the central bank will raise interest rates to cool the economy as inflation accelerates.
Output climbed 9.7 percent in February from the previous year, the government statistics agency said today. It was the 20th straight year-over-year monthly gain.
The central bank said in the minutes of its March 4-5 meeting it considered raising the benchmark interest rate to restrain demand, as inflation quickened above the 4.5 percent annual consumer prices target set by policy makers.
The nation's real interest rate, or the 11.25 percent Selic benchmark lending rate minus annual inflation of 4.61 percent, is 6.64 percent, among the highest in emerging markets.
Foreign currency flows from the sale of Brazilian products abroad have also helped the real gain 53.7 percent over the past three years.
Trade Surplus
Brazil's trade surplus widened to $1.01 billion in March from $882 million the previous month, the Trade Ministry said.
Brazil's Finance Minister Guido Mantega said today that ``excessive'' gains in the real must be avoided.
``We must provide the conditions to avoid an excessive appreciation of the real since it damages the competitiveness of our exports,'' Mantega said during an address at the Presidential Palace.
The yield on Brazil's overnight interest-rate futures contract for January delivery fell 2 basis points, or 0.02 percentage point, to 12.34 percent. That is more than 1 percentage point above the central bank's target overnight rate of 11.25 percent, showing traders are betting policy makers will raise the rate this year to curb inflation.
The yield on Brazil's zero-coupon bond due in January 2010 fell 1 basis point to 13.26 percent, according to Banco Votorantim SA.
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Latinwatch diz que economia da América Latina crescerá 5% em 2008
France Presse
02/04/2008
A América Latina crescerá acima dos 5% em 2008, especialmente os países da América do Sul, que têm uma demanda interna funcionando como principal motor das economias, segundo divulgou nesta terça-feira o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA).
O relatório da Latinwatch, publicado semestralmente pelo segundo banco espanhol que possui com grandes investimentos na América Latina, assegura que a América do Sul vive "um período de expansão econômica desconhecido para o subcontinente desde a década de 70".
Os países sul-americanos encerraram 2007 com um crescimento recorde do Produto Interno Bruto (PIB) de 6,5%, mas, para este ano, o BBVA previu que o crescimento será ligeiramente menor, de 5,4%, e ainda cairá um pouco mais em 2009, para 4,6%.
"Em 2007, a América Latina embarcou no quarto ano consecutivo de crescimento caracterizado por um intenso ritmo de atividade econômica", assegurou o banco espanhol.
O BBVA destaca especialmente o avanço do Peru, que cresceu a um ritmo de 9% em 2007 e permanecerá em 7% este ano. A Argentina, que teve um crescimento da economia de 8,7% em 2007, alcançará este ano 7,5% de crescimento. Já a Venezuela, cresceu 8,4% no ano passado e este crescerá 5,7%.
A menor dependência comercial dos Estados Unidos e a maior diversificação das exportações protegeram grande parte dos países sul-americanos da crise financeira internacional, desencadeada pela crise das hipotecas nos EUA, segundo o relatório da Latinwatch.
"A América Latina não está no centro da crise como estava no passado. Hoje ela observa de longe e está mais preparada que antes para enfrentar as consequências", explicou o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.
Moreno explicou que um país que é "um grande exportador, capaz de produzir de tudo, que está com reservas recordes", como o caso do Brasil, "sofrerá menos o impacto da crise".
O BBVA ressalta ainda assim a forte demanda interna, que serve de motor para as economias sul-americanas e, consequentemente, cria uma maior liquidez e melhora a situação da dívida externa.
Segundo o relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), organismo dependente das Nações Unidas, a América Latina e o Caribe, reduziram suas dívidas externas em 22% em 2006 para 20,3% em 2007.
O BBVA, no entanto, destaca o forte acúmulo de reservas internacionais que passaram de 320,9 bilhões de dólares em 2006 para 414,3 bilhões de dólares em 2007, de acordo com dados da Cepal.
O relatório da Latinwatch referente ao segundo semestre de 2007 somente adianta um possível risco de uma inversão na evolução dos preços das matérias-primas e a perda do controle da inflação, ainda que não existam indícios concretos de que em breve haverá uma redução dos preços das matérias-primas.
Segundo especialistas reunidos em dezembro do ano passado no Brasil, a América Latina continua sendo a principal fonte de minerais do planeta, principalmente de ferro e cobre que alimentam as reservas do Peru e do Chile, enquanto que o 'boom' das matérias-primas agrícolas acelera a economia da Argentina, do Brasil e do Uruguai, afirmou o relatório do BBVA.
Lula diz que aprovar reforma tributária neste ano é "questão de honra"
Folha Online / Renata Giraldi
02/04/2008
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que é "questão de honra" para os deputados aprovar a proposta de reforma tributária ainda neste ano. Segundo ele, o importante é aprovar o "grosso" do texto e depois "consertar" o que for necessário. O recado foi dado durante a reunião do conselhão ou CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social), no Palácio do Planalto.
"A política tributária, eu tenho dito para os deputados que deve ser transformada em uma questão de honra eles aprovarem este ano", afirmou o presidente. "Não é possível, se está todo mundo de acordo, vai lá e vota. Não há por que não votar."
O presidente admitiu que a proposta apresentada pelo governo ao Congresso pode sofrer alterações. "Eu acho que [a proposta] deve ser transformada. Vota o grosso e depois tenta consertar o que precisar consertar", disse ele.
Nesta quarta-feira está prevista a discussão do parecer sobre a admissibilidade da proposta da reforma tributária apresentada pelo deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.
O parecer de Picciani gera polêmicas porque ele propôs que a maior parte do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre petróleo e seus derivados, além de energia elétrica seja cobrado nos Estados produtores. Já a equipe econômica defende os Estados consumidores fiquem com a maior parte da arrecadação.
Na reunião da CCJ na semana passada, o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) afirmou que seu partido poderia apresentar um voto em separado (espécie de relatório alternativo) ao parecer de Picciani por causa deste item.
Uma vez aprovado na CCJ, o texto segue para uma comissão especial a ser criada pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). A comissão terá prazo de 40 sessões para analisar o mérito (conteúdo) do texto. Por fim, será remetido para o plenário da Câmara.
Para ser aprovada, a proposta precisa ser submetida a dois turnos de votação no plenário da Câmara. Em seguida, é enviada para o Senado.
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Neutralidade tributária na nova Lei das S.A.
Gazeta Mercantil / Heron Charneski
01/04/2008
A publicação da Lei n 11.638, em 27 de dezembro de 2007, alterando substancialmente as seções contábeis da Lei das Sociedades por Ações (Lei n 6.404, de 1976), vem merecendo preocupações quanto ao seu impacto tributário. Sustentamos que as novas regras são neutras, sob esse ponto de vista.
Embora a relevância do escopo das modificações como um todo, num processo de convergência das regras contábeis nacionais com padrões internacionais de contabilidade, merece destaque um dispositivo específico da Lei n 11.638/07, e que poderíamos denominar "mecanismo de estabilização de conflitos contábeis e tributários".
Confirmando que as disposições da lei tributária ou de lei especial, conflitantes com critérios contábeis, não elidem a obrigação de elaborar demonstrações contábeis em consonância com o disposto na lei societária, o inciso II do § 2º do art. 177 da Lei n 6.404/76 contemplou a elaboração das demonstrações "para fins tributários, na escrituração mercantil". Para isso, deverão ser efetuados em seguida lançamentos contábeis adicionais que assegurem a preparação e a divulgação de demonstrações financeiras na forma societária. Essas demonstrações devem ser auditadas por auditor independente registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM)..
Assegurou ainda a Lei n 11.638/07 que esses lançamentos de ajuste, e as apurações com eles elaboradas, não poderão ser base de incidência de impostos e contribuições nem ter quaisquer outros efeitos tributários.
Em termos práticos, o mecanismo de estabilização prevê, alternativamente ao uso de registros auxiliares, a elaboração de duas demonstrações contábeis: uma para fins tributários, outra para fins societários. Não obstante eventuais custos de conformidade, premissas lógicas inspiram sua adoção.
Vigora desde o Decreto-lei n 1.598, de 1977, a regra de que o lucro real tributável parte do lucro líquido do período de apuração. Aquele decreto-lei foi expedido logo após a Lei n 6.404/76 com o objetivo de "adaptar a legislação do imposto sobre a renda às inovações da lei de sociedades por ações".
De lá para cá, a legislação tributária foi alterada incontáveis vezes; à revelia, em muitas delas, de princípios contábeis. A publicação da Lei n 11.638/07, modernizando as regras contábeis, não poderia constituir um retrocesso fiscal.
Ao contrário: fez aparecer nítida a diferença entre o que é apurado no demonstrativo de resultado, com o objetivo básico de medir desempenho, e o que é a base tributária imponível:-- e que parte do lucro tributável de acordo com as normas e interpretações jurídicas do imposto de renda construídas desde 1977.
No anteprojeto de alteração da Lei n 6.404/76, germinado em trabalhos prolongados conduzidos pela CVM e com a participação de órgãos públicos e privados, justificava-se a busca por uma forma alternativa de preservar o interesse dos órgãos reguladores e permitir às companhias adotarem em sua escrituração mercantil todas as disposições da lei tributária ou especial, sem perda da qualidade da informação a ser disponibilizada aos demais usuários.
Portanto, desde o início das discussões que resultaram na Lei n 11.638/07 - há mais de sete anos - , atentou-se a este que é, hoje, tema dos mais caros à tributação no mundo: a harmonização de normas tributárias e contábeis.
Não se deve esquecer, ademais, os propósitos exclusivamente contábeis e societários que pautaram as modificações na Lei das S.A. A Lei n 11.638/07 trata de matéria societária, apenas. Não se cuidou, no debate no Legislativo, de reflexos tributários. Nem deveria ser diferente. O princípio da especialização, como corolário da reserva legal, impede que uma lei contenha matéria estranha ao seu objeto.
Finalmente, queremos pontuar os problemas que ocorrem se regras contábeis fossem usadas para determinação de bases tributárias. Essa discussão é motivo de debates em foros internacionais, sob a ótica dos International Financial Reporting Standards (IFRS).
Adotar tal visão implicaria levar aos tribunais nacionais a interpretação de normas contábeis, não relacionadas à capacidade de pagar tributos.
Por todos esses motivos, louvável o mecanismo criado com a alteração do art. 177, § 2, da Lei das Sociedades por Ações. Numa palavra: avançamos.
kicker: Propósitos exclusivamente contábeis e societários pautam a Lei
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Marcadores: Governança
Superávit comercial de março cai quase 70% em relação a 2007
Rodrigo Postigo
02/04/2008
A balança comercial brasileira teve, em março, seu primeiro superávit mensal acima de US$ 1 bilhão em 2008. Mesmo assim, o resultado obtido (US$ 1,012 bi) é 69,39% menor do que o obtido no mesmo mês do ano passado. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Nos 20 dias úteis do mês passado, o País registrou exportações de US$ 12,613 bilhões (média diária de US$ 630,7 milhões) e importações de US$ 11,601 milhões (média diária de US$ 580,1 milhões). Segundo o órgão, a corrente de comércio (soma das exportações com as importações) totalizou US$ 24,214 bilhões.
O MDIC destacou também que, pelo critério da média diária, o resultado das exportações em março foi 7,6% maior que o valor médio diário registrado em março do ano passado (US$ 585,9 milhões) e 6,4% menor que a performance em fevereiro deste ano (US$ 673,7 milhões).
Já as importações das empresas brasileiras no mês passado cresceram 33,2% em relação à média diária apresentada em março de 2007 (US$ 435,6 milhões) e apresentaram redução de 7,5% na comparação com a média diária registrada no mês de fevereiro (US$ 627,3 milhões).
segunda-feira, 31 de março de 2008
Portas psicológicas só abrem por dentro
Ivan Postigo
A humanidade se regozija com um dom que recebemos e ninguém pode nos tirar, o livre-arbítrio.
Segundo a wikipédia, livre-arbítrio (ou livre-alvedrio) é a crença ou doutrina filosófica que defende que os homens têm o poder de escolher suas ações. Atenção, aqui a palavra é poder.
Há uma corrente que considera que a expressão não faz sentido, para agir de um ou outro modo teria que haver expectativas e o homem as vezes se depara com um futuro desconhecido.
Deixemos de lado o purismo e as correntes filosóficas, serve como ilustração e uma indicação para pesquisa, estudo e reflexão para quem gosta dessa linha de trabalho.
Fato é que os homens tem a capacidade de postergar uma decisão por tempo suficiente para refletir e deliberar sobre as conseqüências da escolha, e lógico, faze-las.
Para o que nos propomos a palavra escolha determina tudo, você pode aceitar ou se recusar a fazer um trabalho, participar de um treinamento, chegar no horário na empresa, ir receber seu premio da loteria!
Nós podemos tentar convence-lo de que está se prejudicado agindo dessa forma, usando exemplos, não o enviando mais para cursos, não recomendando sua promoção, contratando um terapeuta para tentar convence-lo, mas cabe você aceitar.
Um dia já ter vivenciado no trabalho, na escola, a experiência em que o grupo todo não concordava com as atitudes de um dos integrantes e não havia meios de fazê-lo mudar.
Talvez não acontecessem brigas, desentendimentos, suas atitudes não prejudicassem as pessoas, apenas ele, contudo por consideração, por respeito, todos se importavam.
As expressões que mais se ouviam possivelmente eram “não entendo porque ele age assim”, “ não adianta falar “, “só se abrirmos sua cabeça “. Sim, figurativamente essa é a solução.
Ora, gosto do nome João, tenho um primo muito querido pela família com esse nome. Vamos chamá-lo assim.
Nossa cabeça ( mente ) tem uma porta psicológica e apenas nós temos a chave.
Além de sermos detentores desse instrumento, sem o qual não é possível ter acesso, há um detalhe que complica a questão brutalmente, essa porta só abre por dentro!
Para que possamos introduzir qualquer coisa na cabeça do João o primeiro passo é convencê-lo a abrir a porta, sem isso vamos nos desgastar, aborrecer e perder tempo.
É bastante comum encontrarmos empresas e profissionais se debatendo porque não conseguem melhorar o envolvimento de pessoas em projetos, trabalhos, apesar dos esforços e apoios oferecidos.
Quando encontrar as portas abertas será fácil introduzir motivação, informações técnicas, regras de comportamento, idéias para as quais gostaria de apoio, contudo cuidado, uma vez que se fechem terá um longo e penoso caminho a percorrer caso as necessite abertas novamente.
Quantas vezes nós mesmos não nos deparamos com as nossas portas psicológicas não só fechadas, mas trancadas?
Com livre-arbítrio ou não, sejamos amigos, por favor, deixe as portas abertas!
Ivan Postigo
Economista , Bacharel em contabilidade , pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
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Meio caminho andado não significa nada
Ivan Postigo
Batendo um papo sem compromisso, se elaborássemos uma lista de boas idéias nossas e de nossos amigos que não foram efetivadas, mas que poderiam ter trazido ótimos benefícios, tenho certeza que ela seria bem grande.
Não é sem razão que palavras como “ah , se eu soubesse”, “ah, se tivesse feito”, “ah, se tivesse ouvido”, fazem sucesso e viram temas para muitas obras.
Você nota que antes do “ah “, existe iniciativa, criação, depois tem que haver determinação para ação, sem isto o que segue é apenas o lamento.
O mundo hoje trabalha de fato 24 horas por dia, 7 dias por semana. Já há empresas com escritórios instalados em pontos estratégicos no mundo, quando uma equipe encerra o expediente a outra, em algum ponto do globo, o retoma sem que atividade seja interrompida, essa é uma forma fantástica e criativa de driblar o tempo.
Caso você seja concorrente dessa empresa ao retomar o trabalho no dia seguinte estará 16 horas atrasado. Considere o impacto na semana, no mês e depois no ano.
Nessa velocidade não se debate mais a inovação das empresas, mas a destruição e reinvenção.
Este pensamento está resumido nas seguintes palavras: “Destrua a sua empresa antes que a concorrência o faça “.
Assim que você não for capaz de mostrar que os seus produtos são os melhores ouvira simplesmente do mercado um sonoro: Fora!
Todo processo criativo é antes de mais nada um processo destrutivo, das idéias e conceitos ultrapassados. A competição global é simplesmente resultado da morte da distância e da valorização do brainware.
Redução de custos como forma de rentabilização das empresas tem limites, a maioria dos programas no máximo cortam o cafezinho, copos de plásticos e controlam as canetas, portanto trate de se concentrar no crescimento da sua organização; se não conseguir inspiração observe seus concorrentes.
Esteja preparado, a inovação vai lhe dar uma vantagem competitiva, contudo não durma sobre os louros, você terá muito trabalho para sustentá-la, no dia seguinte seu concorrente o acompanhará e poderá ser mais competente.
Com a nova dinâmica do mundo você tem duas opções, energizar sua equipe para brilhar ou apagar as luzes. Duvida dessas palavras, então concorra com EUA , Japão, que tal China ?
O recurso será a adição de pessoas com atitudes e o desenvolvimento de suas habilidades, e lembre-se que o questionamento da acomodação é o fator fundamental para conduzir a empresa ao futuro, afinal se o fazem é porque se importam.
Nada condena mais projetos e permite o fracasso que a palavra “Amém!“.
Os debates sobre comportamento estão mostrando que os jovens se sentem mais confortáveis com a tecnologia do que com pessoas, isso nos levará a novos modelos mentais e de gerenciamento.
O verdadeiro talento desenvolve competências e expõe fraquezas, contudo a função do gestor não é superá-los, mas criar condições para que contribuam com a criação do futuro da organização.
Isso não deve gerar desconforto, desespero, nem leva-lo ao uso de remédios tarja preta, e sim renovar sempre sua motivação, suas emoções e inspiração para superar os seus próprios resultados e os da companhia.
Hoje uma empresa não consegue sobreviver com liderança fraca, dependente de colaboradores medíocres, porém dóceis.
Ouço com frequência que o mundo dos negócios é cruel, diria apenas que é prático, afinal você compraria algo ultrapassado?
Nas nossas empresas precisamos de pessoas de ação, afinal meio caminho andado não significa nada!
Ivan Postigo
Economista , Bacharel em contabilidade , pós-graduado em controladoria pela USP
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América Latina tem pela frente crise energética e EUA
Rodrigo Postigo
31/03/2008
Do Brasil ao México, a América Latina desfruta dos benefícios decorrentes das altas nos preços das commodities - com a soja, o cobre e o petróleo atingindo máximas históricas.
Investidores e empresários temem, no entanto, que a região sofra este ano pressões internas e externas diante tanto da ameaça de escassez de energia em alguns países da América do Sul quanto da provável recessão nos Estados Unidos.
Uma recente crise diplomática entre Equador, Colômbia e Venezuela e uma greve do setor agropecuário na Argentina, que interrompeu as exportações de soja do país, mostram que a região ainda é politicamente instável, apesar de os governos terem acumulado reservas e reduzido a dívida externa, preparando-se melhor para instabilidades globais.
"A crise desta vez não vai vir de dentro da América Latina. Desta vez os problemas virão de fora", afirmou Antoine van Agtmael, que administra cerca de US$ 20 bilhões em participações em empresas pela Emerging Markets Management, sediada em Arlington, Virginia.
Como lidar com a insuficiência energética e como enfrentar a desaceleração econômica nos EUA serão temas tratados no "Reuters Latin America Investment Summit", que acontecerá na próxima semana.
"A questão-chave a ser observada no próximo ano ou dois é como cada um desses governos irá responder à probabilidade ou ao risco de falta de energia, seja em termos de redução na produção de petróleo e gás ou de investimentos insuficientes em geração de eletricidade", apontou Christopher Garman, especialista em América Latina no Eurasia Group, uma empresa de consultoria de risco político.
Mais de 60 participantes, entre presidentes de bancos centrais, ministros e executivos dos setores de telecomunicações, mineração, bancário e varejista participarão do Summit.
As economias da América Latina e Caribe juntas cresceram 5,6% no ano passado, vivendo o período de maior expansão em três décadas.
Enrique Alvarez, estrategista do grupo de consultoria Ideaglobal, de Nova York, afirmou que, se a recessão nos Estados Unidos for breve, a América Latina pode continuar a fazer frente aos altos preços da energia com moedas fortes, o que torna as importações mais baratas.
"O problema será se a desaceleração nos Estados Unidos for mais longa e começar a afetar os preços das commodities", explicou Alvarez. Ele apontou que uma combinação de queda no preço das commodities com alta inflação e elevada taxa de juros na região pode se mostrar perigosa.