sexta-feira, 16 de maio de 2008

O inferno de um deus

Ivan Postigo

Nós queremos todas as bênçãos do céu, do Olimpo, mas de uma forma que não interfira nas nossas ações. A questão é como isso pode ser possível?
Ser independente, saber tudo que se passa, e ainda, ver tudo acontecer da forma como gostaríamos.
Três palavras definiriam esse conjunto de poderes ou capacidades:
Onisciência: Poder ou capacidade de saber tudo;
Onipresença: Poder ou capacidade de estar em todo lugar;
Onipotência: Poder absoluto sobre todas as coisas.
Para isso, grosso modo, eu teria que criar o meu mundo, com as minhas regras, dentro da minha visão, com a missão que eu determinasse. Como levar esse empreendimento adiante?
Empreender......, empresa........ é isso!
Com esse pensamento constitui uma empresa, pequena, que se tornou média, estando presente o tempo todo. É verdade, trabalhava 16 horas por dia ou mais, mas no começo é sempre assim.
As pessoas que trabalhavam comigo, eram poucas, escolhidas por mim, me informavam tudo o tempo todo. Tudo eu sabia.
Regras? Eu as tinha estabelecido. O que fazer, quando fazer, como fazer, era simples, todos seguiam minhas determinações.
Ao menor desvio, as pessoas, mesmo em tom de brincadeira, não tinham dúvidas, diziam: procure deus, ele irá ajudá-lo. E eu os ajudava!
Os produtos que fazíamos sofriam uma pequena concorrência, era uma novidade, então rapidamente demos um grande salto, entramos em novos mercados com novos produtos.
Já não consigo contratar pessoalmente cada funcionário, nem conversar com todos. Aliás, muitos nem conheço. Não consigo admitir isso no meu mundo!
Todos os dias acontecem coisas a minha volta e não sou informado! Antes bastava ir ao local do café e obtinha todas as informações, hoje temos mais de 50 pontos por toda a empresa.
Continuo trabalhando mais de 16 horas por dia e mal consigo sair de minha sala, tenho uma agenda enorme de compromissos a cumprir. Todos praticamente têm a ver com situações além dos muros de minha empresa.
Vejo portas fechadas, grupos de pessoas tomando decisões das quais sequer sou comunicado. Não consigo admitir isso no meu mundo!
Muitas regras que determino são contestadas e sugestões me são enviadas. Não consigo admitir isso no meu mundo!
Estamos crescendo, ganhando dinheiro, mas sinto que o meu mundo me foge às mãos.
Dia desses fui a uma palestra onde muito se falou sobre delegação como forma de se manter a qualidade da gestão empresarial.
Ao delegar entendi que devo encontrar uma pessoa com conhecimentos técnicos, capacidade de liderança, disposição para assumir riscos e investi-la de poder para decidir sobre determinadas situações. Ah, no meu mundo, não!
Os problemas cada dia são maiores, perdemos alguns clientes, mais isso é passageiro...
Assim que eu encontrar uma forma de escrever procedimentos para que cada funcionário faça exatamente aquilo que quero, e que voltem a me informar sobre tudo o que acontece, as coisas voltarão a ficar bem. O processo de condução é o mesmo, quem fazia com 30 pode fazer com 1.500 pessoas.
É só encontrar uma forma. As coisas do meu jeito sempre deram melhores resultados.
Intromissão? No meu mundo não!



Ivan Postigo
Economista, Contador , Pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Tel./fax (11) 4526 1197
Tel. (11) 9645 4652
Ipostigo@terra.com.br

Venda de PCs no País cresceu 25% no 1º trimestre

Agência Estado / Milton F. Da Rocha Filho
16/05/2008
O mercado brasileiro de computadores pessoais (PCs) negociou 2,5 milhões de novas unidades no primeiro trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 25,6% sobre o mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte de um estudo contratado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) junto à consultoria IT Data. A previsão é de que o setor termine o ano com um crescimento de 17% sobre o ano passado.
O estudo da entidade aponta que as vendas de PCs atingirão 11,7 milhões de unidades em 2008. Tanto o segmento doméstico, principalmente as classes B e C, que ainda estão adquirindo o seu primeiro PC, quanto o mercado corporativo, que deverá renovar sua base instalada, apresentarão um bom desempenho em 2008, explicou o presidente da Abinee, Humberto Barbato.
A associação estima ainda que o mercado de desktops (computadores de mesa) cairá 2% este ano, enquanto que o de notebooks (computadores portáteis) crescerá 98%. Dados do Ministério do Trabalho indicam que nos primeiros três meses deste ano foram criados mais de 550 mil postos de trabalho com carteira assinada. E, a cada 2,7 empregos gerados, as empresas adquirem um PC, segundo a IT Data.
O estudo do mercado de PCs mostra que as vendas de desktops alcançaram 1,8 milhão de unidades no primeiro trimestre, o que representa um crescimento de 5,8% sobre o primeiro trimestre de 2007. Comprovando a tendência de migração, o mercado de notebooks alcançou 664 mil unidades de janeiro a março, 165% superior ao mesmo período de 2007, passando a representar 26% do mercado de PCs. A estimativa da Abinee para 2008 é que, até o final do ano, este porcentual atingirá 32,4%.
A participação do mercado ilegal de desktops cresceu de 29%, no quarto trimestre de 2007, para 32%, no primeiro trimestre do ano. Para o presidente da Abinee, a greve dos auditores da Receita Federal favoreceu este crescimento, em razão da retenção de componentes oficiais nas alfândegas. Já o mercado ilegal de notebooks apresentou redução de 37%, no quarto trimestre de 2007, para 34%, nos primeiros três meses do ano.

Brasil e Venezuela acertam construção de siderúrgica no território venezuelano

France Presse
16/05/2008
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, firmou nesta quinta-feira (15) uma carta de intenções com o grupo brasileiro Andrade Gutiérrez para a construção de uma siderúrgica no estado de Bolívar, no sudeste venezuelano.
O acordo se refere ao desenvolvimento de um complexo siderúrgico com a participação do grupo brasileiro e da recém-nacionalizada companhia Ternium-Sidor, para produzir bobinas laminadas a quente e chapas grossas para a indústria venezuelana.
O investimento total é estimado em 4 bilhões de dólares, cabendo à Andrade Gutiérrez cerca de 1,5 bilhão.
O início das operações da siderúrgica, que terá uma capacidade instalada anual de 1.550 toneladas de aço, está previsto para o quarto trimestre de 2011.
No Brasil, a indústria siderúrgica anunciou nesta quinta-feira que a capacidade instalada do setor poderá dobrar até 2015, acompanhando o ritmo crescente do consumo interno, que crescerá em proporção semelhante nesse tempo.
A estimativa divulgada nesta quinta-feira pelo IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia) prevê que o parque produtivo tem possibilidades de chegar a 80,6 milhões de toneladas na metade da próxima década. Atualmente, tal capacidade é de 41 milhões de toneladas.

Etanol atrai líderes europeus para Brasil, diz jornal

BBC Brasil
16/05/2008

Em sua edição desta sexta-feira, o diário argentino Página/12 destaca a vista de quatro premiês europeus ao Brasil, a caminho da Cúpula de Lima, afirmando que o "Brasil é o destino latino-americano mais desejado para os mandatários europeus".
Nos últimos dias, os líderes da Áustria, Finlândia, Alemanha e Espanha estiveram no País. Segundo o jornal, "os europeus estavam interessados somente em uma coisa: biocombustíveis".
Segundo o diário, enquanto a relação com a Espanha, e especialmente com Zapatero, já data de algum tempo, o interesse do resto da Europa é mais recente. "A conjunção das tragédias dos últimos meses e a crise alimentar parecem ter posto o Brasil no centro da cena política mundial", afirma o diário argentino.
"Suas amplas pradarias, perfeitas para semear soja, arroz e feijão, e os extraordinários recursos petroleiros descobertos recentemente tornaram o país a área mais cobiçada pelas grandes potências."
O Página/12 destaca o número de carros bicombustíveis vendidos no Brasil, além da inclusão de etanol em toda a gasolina vendida nos postos.
"Como se o pacote não fosse suficientemente tentador", afirma o jornal, "o país mais extenso da América Latina conta com uma das tecnologias mais avançadas do mundo para produzir etanol e biodiesel, os dois combustíveis mais desenvolvidos até o momento."
O Página/12 destaca que, assim que chegou ao Brasil, a chanceler alemã, Ângela Merkel - que foi ministra do Meio Ambiente e impulsionou a meta de 20% de etanol para todos os carros da comunidade européia - foi discutir os avanços na produção local e assinar quatro convênios de cooperação.
"Mas a visita de Merkel teve seus momentos incômodos para Lula", diz o jornal. "Durante a entrevista coletiva dada pelos dois mandatários antes do fim da visita, a premiê alemã tocou no delicado tema da preservação da Amazônia e na recente renúncia da ministra do Meio Ambiente Marina Silva."
Segundo o Página/12, fontes da comitiva de Angela Merkel confirmaram que não estão contentes com a saída da ministra, que era admirada pela chanceler.

FMI elogia criação do fundo soberano brasileiro

Rodrigo Postigo
16/05/2008
O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), José Fajgenbaum, elogiou nesta quinta-feira a iniciativa do governo de instituir o fundo soberano com os recursos do superávit primário (economia do setor público para pagar os juros da dívida) que ficarem acima da meta.
Para ele é positivo que o País institua uma poupança que sirva como segurança em momentos de crise.
"O fundo soberano é uma poupança muito importante para o País, que poderá usar os recursos em situações de necessidade", destacou o representante do FMI, que nesta tarde participou de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Fajgenbaum afirmou ainda que o Banco Central (BC) está tomando medidas adequadas para conter a inflação ao ter elevado os juros básicos no mês passado. Ele, no entanto, evitou opinar se o BC deve continuar a reajustar a taxa Selic.
"A tendência é que quaisquer medidas sejam tomadas de acordo com a necessidade, dentro de um planejamento macroeconômico", declarou.
No encontro com Mantega, Fajgenbaum felicitou o ministro pela estabilidade da economia brasileira. O representante do FMI citou a classificação obtida pelo Brasil, por parte da agência internacional Standard & Poor's, como país confiável para receber investimentos. "Essa foi uma constatação internacional de que a economia interna do País vai bem".
Fajgenbaum disse esperar que outras agências "continuem fazendo também boas avaliações sobre o País".

FMI elogia criação do fundo soberano brasileiro

Rodrigo Postigo
16/05/2008
O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), José Fajgenbaum, elogiou nesta quinta-feira a iniciativa do governo de instituir o fundo soberano com os recursos do superávit primário (economia do setor público para pagar os juros da dívida) que ficarem acima da meta.
Para ele é positivo que o País institua uma poupança que sirva como segurança em momentos de crise.
"O fundo soberano é uma poupança muito importante para o País, que poderá usar os recursos em situações de necessidade", destacou o representante do FMI, que nesta tarde participou de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Fajgenbaum afirmou ainda que o Banco Central (BC) está tomando medidas adequadas para conter a inflação ao ter elevado os juros básicos no mês passado. Ele, no entanto, evitou opinar se o BC deve continuar a reajustar a taxa Selic.
"A tendência é que quaisquer medidas sejam tomadas de acordo com a necessidade, dentro de um planejamento macroeconômico", declarou.
No encontro com Mantega, Fajgenbaum felicitou o ministro pela estabilidade da economia brasileira. O representante do FMI citou a classificação obtida pelo Brasil, por parte da agência internacional Standard & Poor's, como país confiável para receber investimentos. "Essa foi uma constatação internacional de que a economia interna do País vai bem".
Fajgenbaum disse esperar que outras agências "continuem fazendo também boas avaliações sobre o País".

Governo amplia desoneração fiscal para produtores de biodiesel

Medida amplia tipos de matéria-prima com direito à redução de impostos.Objetivo é estimular o cultivo de outras oleaginosas para produção do combustível.
Agência Estado
16/05/2008
O governo ampliou nesta quinta-feira (15) o universo de produtores de biodiesel que têm direito à isenção de PIS/Pasep e Cofins na venda do produto. Decreto publicado no "Diário Oficial da União" determina que terão direito ao benefício fiscal os fabricantes de biodiesel que comprarem qualquer tipo de matéria-prima produzida pela agricultura familiar das regiões Norte e Nordeste e do semi-árido.
A regra que estava em vigor antes do decreto previa que a isenção só poderia ser aplicada para quem adquirisse mamona ou palma desses produtores (da agricultura familiar). Ao estender o benefício aos produtores de biodiesel que usam outras sementes, o Ministério de Minas e Energia pretende estimular o cultivo das demais oleaginosas.

Time Running Out for Energy in Mexico

By Marcela Sanchez
Special to washingtonpost.com Friday, May 16, 2008; 12:00 AM
WASHINGTON -- Mexican Energy Secretary Georgina Kessel's warning to the Mexican Congress last week sounded ominous: If legislators did not approve reforms within the oil sector, the country would suffer a "severe energy crisis" within a decade.
That's probably an understatement.
Mexico's oil production is rapidly declining. The Cantarell oil field, one of the world's largest, is responsible for almost two-thirds of Mexico's production. In 2004, it brought up 2.1 million barrels a day; today it produces only half that. Unless new sources are found, Mexico -- up until last year the second-largest supplier to the United States -- will become a net oil importer by the year 2018.
For some countries, being a net oil importer is no big deal. But for Mexico, oil represents the single largest amount of revenue for the federal government -- about 40 percent. This looming "energy crisis" would be felt more than just at the pump. It would be across the board, impacting financial, social and political sectors as well.
Still, almost every expert on this issue I've interviewed or heard speak in recent months insists that it won't get that bad. They say Mexico will come to its senses and adopt the kind of overhaul that will give the country's state-run oil company, Petroleos Mexicanos -- Pemex -- enough flexibility to invest more of its profits in modernizing its operations. That way, the experts say, it could become more like Brazil's state-run Petrobras, regarded as one of Latin America's most well-run companies.
At the same time, Mexico's attitude about oil and Pemex's serious systemic flaws don't inspire much optimism. The energy proposals introduced last month by President Felipe Calderon offer some modest reforms, but probably not enough to stem the crisis. As Jeffrey Davidow, a former U.S. ambassador to Mexico, put it diplomatically, "the steps they are taking are not sufficient."
Calderon wants to allow outside investment in some areas of transportation, storage and refinement. Those steps alone would be of historic significance. Since the day in 1938 when President Lazaro Cardenas nationalized the oil industry and created Pemex, oil has become so sacrosanct that nobody outside Mexico can help get it out of the ground, refine it, or even move it. Such restrictions have led to unintended consequences -- Mexico today is a gasoline importer, with four out of every 10 gallons coming from refineries abroad.
Even if the door is cracked open for foreign investment, there may be little to attract it without fundamental changes to Pemex's business model. Pemex is weakened by mismanagement and its monopoly status. Calderon's reforms would provide some government oversight and performance reviews. Still, it seems obvious that a more fundamental shift is required for a company that "does not know how to behave in the private sector," said Jorge Pinon, president of Amoco in Latin America during the 1990s.
In particular, Pemex must learn to work collaboratively. George Baker, an energy consultant based in Houston, told me that if Mexico is to consider deep-water exploration in the Gulf of Mexico, it is going to have to have an attitude adjustment. According to Baker, it took at least 30 oil companies, sharing risks and expertise, to develop a similar area for the United States. "The validity of the one-company model is coming to an end," he said.
Pemex also needs to reform its workers' union, which historian Jonathan C. Brown in an interview called "one of the most powerful and most corrupt in Latin America." When Cardenas nationalized the oil industry, he did it largely to protect oil workers from abuse by foreign companies. But, as Jesus Silva Herzog, former Mexican ambassador to the United States, told me, "the union has abused Pemex" ever since. Union reform is not even on Calderon's reform agenda.
The common wisdom now is that Calderon's reform package will pass because it is modest and treads lightly. The hope is that deeper reforms will become possible later. Yet with Mexico holding legislative elections in July 2009, it is unclear whether there will be sufficient political will to do much more in the near term.
Oil, without a doubt, is crucial to Mexico's future. Considering the significant long-term planning and development the industry requires, Mexico seems to be running short of another important commodity -- time.

Uruguai gasta US$ 2 milhões por dia para importar energia brasileira

Rodrigo Postigo
16/05/2008
O Uruguai gasta US$ 2 milhões por dia para importar energia do Brasil, devido ao uso de uma maior extensão da rede, segundo publicou hoje a imprensa local."É uma solução cara, mas a única que podemos lançar mão por enquanto", disse uma fonte da empresa estatal uruguaia Administração Nacional de Usinas e Transmissões Elétricas (UTE) ao jornal local Ultimas Noticias.
Durante as horas de pico, o Uruguai recebe 300 MW (megawatts) do Brasil através da represa de Salto Grande, que o país divide com a Argentina, e do rio Uruguai, por onde percorre um trajeto mais longo e pelo qual paga mais pedágio do que para transportar os outros 70 MW que entram no país pela cidade de Rivera, a 501 km ao norte de Montevidéu, na fronteira com o Brasil.
Segundo o jornal, o Uruguai deverá pagar US$ 60 milhões por essa energia até que se reativem as hidrelétricas do rio Negro, no centro do país, que estão paralisadas devido à seca. O serviço meteorológico local não prevê chuvas para os próximos 15 dias.
O presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, estendeu esta semana um plano de economia de energia ao setor privado, o que implica a redução de 50% da iluminação e do uso de elevadores, além da proibição de espetáculos noturnos ao ar livre, entre outras medidas.
Com essa economia energética, o governo busca evitar "apagões" programados como os aplicados durante a seca de 1989 no país.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sleeping giant Brazil wakes, but could stumble

Tue May 13, 2008 5:10am EDT
By Raymond Colitt
BRASILIA (Reuters) - From Wall Street to the World Trade Organization, Brazil is finally punching its weight with a booming economy and stronger global leadership but it remains burdened by a bloated state and daunting social problems.
President Luiz Inacio Lula da Silva, basking in the investment grade status Brazil received last month, said it was a "magical moment" for Latin America's largest country.
The economy was previously plagued by boom and bust cycles and rampant inflation, and Brazil was for long dubbed the eternal country of the future, always promising much but never delivering.
But now it is growing at rates of around 5 percent, helping secure its place as one of the four so-called BRIC major emerging economies along with Russia, India and China.
The stock market -- home to world-class companies such as aircraft maker Embraer and oil firm Petrobras -- has gained eight-fold in just over 5 years, helped by economic stability and surging prices for Brazil's huge farm exports.
While many analysts credit former president Fernando Henrique Cardoso with laying the groundwork, former leftist union leader Lula surprised skeptical investors by maintaining market-friendly policies after he took office in 2003.
Abroad, Lula has forged a common front of developing nations to pressure rich nations for freer farm trade, making Brazil a key player in global trade talks.
He has also pushed Brazil's role as regional moderator at a time of growing political divisions between left and right in Latin America.
An estimated 20 million Brazilians have emerged from poverty on the back of cheap credit, welfare checks, and tax breaks, helping to forge a new middle class that in turn is fueling strong consumer demand.
"In my street, there are more new cars and satellite dishes -- we even have two supermarkets now," said Jose Antonio Pereira, a taxi driver from Sao Sebastiao, a low-income satellite city outside the capital Brasilia.
PITFALLS
Investment grade is a seal of approval for investors in Brazil's lucrative financial markets but not for those who have to negotiate the more perilous day-to-day realities.
A high tax burden, red tape, a slow and often corrupt judiciary, and an unwieldy labor market undermine Brazil's international competitiveness.
Brazil came 72nd in a survey on perceived corruption by international watchdog Transparency International, behind Senegal and on a par with India and China.
Lula has lost several key aides, including his finance and energy ministers, to corruption scandals.
"Without reforms to tackle these problems, Brazil cannot maintain its current growth rate," said Flavio Castelo Branco, chief economist at the National Industry Confederation.
At roughly 37 percent of gross domestic product, Brazil's total tax burden is the highest of any major emerging market, acting as a ball and chain on the fledgling giant.
Despite Lula's weekly inaugurations of public works projects, washed out roads and overcrowded ports still cause delays and raise costs for business.
"Everything we gain by investment grade we lose to poor infrastructure," Julio Sergio Gomes de Almeida, former economic policy secretary under Lula, told Reuters.
A maze of taxes and barriers to set up businesses also drag down Brazil's international competitiveness.
"Industry is doing well despite, not because of, government," said Almeida.
With higher income, the poor in many big cities are less likely to go hungry than a few years ago. But many still risk dying of a stray bullet from a shootout between drug gangs and often poorly paid and under-trained police. Few have access to justice, clean water or sewage treatment.
"Investment grade? I don't see much investment here," said Father Jaime Crowe, an Irish priest in Jardim Angela, a rough and poor neighborhood on the outskirts of Sao Paulo.
"The people here are buying more gadgets but that's not sustainable without education, health and security," he said.
Brazil's recent economic strength has been due in part to a global boom in commodities prices with exports from beef to soybeans soaring. Its prospects have been helped by huge oil and gas discoveries.
Although it sells a larger diversity of products to more countries than years ago, a reversal in commodities markets would hit its trade balance and slow growth in the vital agriculture sector.
Social and environment problems, from slave and child labor to violent crime and the large-scale deforestation of the Amazon, also weigh on the country's development, and experts say the government has not pushed through the economic reforms needed to guarantee long-term strength.
"Now is the time to ensure tomorrow's growth but I don't see any signs of economic reforms," Almeida said. "Brazil is already becoming complacent."

Consumo do País deve crescer 6,8%, para R$ 1,7 tri

Rodrigo Postigo
14/05/2008
O consumo dos brasileiros neste ano deve subir 6,8%, em relação a 2007, e atingir R$ 1,7 trilhão, de acordo com estudo da Target Marketing, divulgado pelo Estado de S. Paulo.
A região Nordeste deve ser responsável por grande parte da alta do consumo, beneficiada pela expansão do emprego, melhora da renda familiar, pelo crediário e programas sociais do governo.
Ainda segundo o jornal, o Nordeste deve passar de 16,8% para 18,2% na participação do consumo nacional, ultrapassando o Sul, que deve ficar estagnado nos 16,8%.
O estudo calculou os gastos em todos os municípios brasileiros com base no Índice de Potencial de Consumo (IPC).
A região Sudeste deve manter a liderança, com 51,8% de participação, valor abaixo dos 53,2% registrados em 2007. O Norte pode passar de 5,6% no ano passado para 5,4%. O Centro-Oeste, por sua vez, deve subir de 7,6% para 7,8%, segundo o Estado de S. Paulo.

'FT' ironiza idéia de Lula de o País entrar para a Opep

Agência Estado
14/05/2008

A edição eletrônica do jornal inglês 'Financial Times' contestou ontem a intenção do presidente Lula de incluir o Brasil na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Ele fez a afirmação em entrevista à revista alemã 'Der Spiegel'.

Para o jornal, mesmo que o campo Carioca seja tão grande quanto disse o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, que disse que o campo teria reservas de petróleo cinco vezes maiores do que as estimadas em relação ao campo Tupi, o Brasil "continuaria, pelos padrões da Opep, um membro de segunda linha".

"O Brasil usa muito petróleo, portanto, precisará de anos para se tornar um grande exportador líquido". O 'FT' também argumentou que, se o País aderisse ao sistema de divisão de cotas do cartel, poderia ver ameaçado o fluxo de investimento estrangeiro. Isso poderia afastar o capital externo "num momento em que a indústria do petróleo do Brasil está só começando a concretizar seu potencial". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fundo pode ir na contramão de um ajuste fiscal saudável

Terra / Denise Campos Toledo
14/05/2008
O Brasil terá mesmo um fundo soberano, mas como ele irá funcionar? Apesar de ainda restarem muitas dúvidas, ele já nasce cercado de críticas, uma delas é de que o Brasil não tem excedente nas contas externas nem nas contas públicas para criar um fundo desse tipo, como aconteceu em países como China e Arábia Saudita.
Além disso, as contas externas brasileiras voltaram a ficar no vermelho e o que excede as metas de ajuste fiscal tem sido gerado pelo excesso de arrecadação. Portanto, o tal "cofrinho" que esse fundo pode representar, como colocou o ministro da Fazenda Guido Mantega, virá do bolso do contribuinte.
É também bastante questionável o fato de o excedente fiscal não ser utilizado para reduzir a dívida pública, que tende até mesmo a crescer em função do atual ciclo de alta dos juros básicos. Causou decepção, aliás, o governo não ter anunciado uma ampliação da meta de superávit fiscal simultaneamente à criação do fundo soberano, pois o mercado esperava que o governo se comprometesse com um esforço fiscal maior, via redução de gastos, para viabilizar a criação do fundo.
Vale lembrar que, mesmo com o recente investment grade dado pela Standard & Poor´s, as agências de classificação de risco continuam colocando a relação dívida x PIB como um dos maiores problemas do País, o que pode atrapalhar avanços maiores nessa graduação. O Brasil atingiu apenas o primeiro estágio do investment grade, dado por apenas uma agência.
A intenção de liberar mais recursos para o BNDES financiar empresas brasileiras no exterior é positiva. Mas, além de todos os problemas citados, ainda há o receio de que essa iniciativa acabe interferindo na evolução do dólar, provocando alguma alta maior das cotações, o que pesaria na inflação. Isso, em um momento de índices já bem pressionados, a ponto até de levar o Banco Central a pisar mais fundo no ajuste da taxa básica.
Como os recursos do fundo soberano não virão das reservas cambiais administradas pelo Banco Central, a formação dessas novas reservas do Fundo, estimadas inicialmente em US$ 20 bilhões, pode levar o Tesouro a comprar dólares no mercado, justificando essa preocupação quanto a possíveis efeitos inflacionários.
Enfim, o fundo pode ir na contramão de um ajuste fiscal mais saudável, de uma redução da dívida pública e de um controle mais eficiente da inflação que poderia viabilizar, inclusive, um menor aperto monetário.
Faltam detalhes, mas as primeiras indicações do Fundo Soberano brasileiro não são muito animadoras.

Governo não mexerá no superávit primário, garante Mantega

Rodrigo Postigo
14/05/2008
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou nesta terça-feira que, para abastecer o Fundo Soberano de Investimento, lançado ontem pelo governo federal com o objetivo de financiar empresas brasileiras no exterior e de fazer uma nova reserva de caixa para casos de crise, o governo não mexerá na meta do superávit primário, de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB).
O ministro chegou a chamar o fundo de "cofrinho" e apontou, no entanto, para recursos orçamentários, mas não precisou o percentual que será destinado.
O governo deve enviar a proposta de criação do Fundo Soberano de Investimento para o Congresso Nacional até o fianal da semana. De acordo com Mantega, ainda não há decisão se será criado por medida provisória ou por meio de projeto de lei.

Japanese, Swiss and Brazilian Stock Investors Grow More Bullish

By Darren Boey
May 14 (Bloomberg) -- Japanese, Swiss and Brazilian stocks may rise in the next six months, and investors in most of the rest of the world's biggest markets are growing less convinced equities will fall, a survey of Bloomberg users showed.
Japan's Nikkei 225 Stock Average, the Swiss Market Index and Brazil's Bovespa Index will gain, according to the Bloomberg Professional Global Confidence Survey. Fewer investors expect declines in the Standard & Poor's 500 Index, the U.K.'s FTSE 100 Index, Germany's DAX Index and Spain's IBEX 35 Index than in April, according to the poll of 3,447 users in 10 markets from Tokyo to Zurich to New York. Only in Hong Kong, France and Italy did investors grow more bearish.
The MSCI World Index rebounded 11 percent from a 17-month low on March 17, and two-thirds of companies in the S&P 500 reported first-quarter earnings that beat estimates, according to data compiled by Bloomberg. Fast Retailing Co., Japan's biggest clothing retailer, raised its earnings forecast for the year ending Aug. 31. Novartis AG, Switzerland's second-largest drugmaker, posted first-quarter profit that exceeded analysts' estimates. S&P raised Brazil's credit rating to investment grade, sending the Bovespa to a record.
``Sentiment globally is picking up,'' said Lawrence Peterman, investment director at Eden Financial Ltd. in London, who participated in the survey. ``The largest part of the bad news may be with us already, especially with the financials, so it adds to the feeling that we may have seen the worst.''
Stock investors became more bullish as the Federal Reserve provided additional cash to banks, gave credit to primary dealers of government securities and signaled it has cut interest rates enough to spur economic growth.
Japan's Rally
The Bloomberg stock confidence index climbed to 51.1 in Japan this month from 46.8 in April. Readings above 50 indicate that more users expect stocks in their country to rise than to decline in the next six months.
The dollar's 8.1 percent increase against the yen from a 12-year low March 17 boosted the profit outlook for Japanese exporters. A stronger dollar increases the amount of U.S. revenue when converted to yen.
The Nikkei jumped 20 percent since March 17, when it was valued at 13.4 times earnings, the lowest since at least April 2000, according to data compiled by Bloomberg. Yamaguchi City, Japan-based Fast Retailing raised its full-year profit forecast last month after March sales surged.
``Japan's stock market will remain robust,'' said Hideyuki Ookoshi, who helps oversee the equivalent of $365 million at Chiba-Gin Asset Management Co. in Tokyo. As lower interest rates ``help prevent the U.S. economy and stock market from worsening rapidly, the dollar is very likely to stay strong against the yen, which helps Japanese businesses,'' Ookoshi said.
Biggest Gains
Investors in Brazil, Switzerland and the U.K. recorded the biggest gains in sentiment over the past month, according to the survey. The stock confidence index for Brazil jumped to 82.5 from 66.8. The Swiss index rose to 52.9 from 44.7, while the U.K. climbed to 31.4 from 26.4.
Bloomberg users were most bullish on Brazil's benchmark stock index, after S&P on April 30 raised the country's long- term foreign currency debt rating to BBB- from BB+. Brazil, whose economy grew last year at the fastest pace since 2004, should be able to maintain annual growth of as much as 4.5 percent, the rating company said.
Higher commodities prices also helped lift shares of the nation's metals, oil and sugar producers and send the Bovespa 10 percent higher this year.
Novartis, ABB
Investors in Switzerland predicted gains for the first time this year after Basel-based Novartis and Zurich-based ABB Ltd., the world's largest builder of electricity networks, reported profit that beat analyst estimates. The Swiss Market Index climbed 12 percent since March 17.
The U.K.'s increase left Spanish investors the most pessimistic in the May 5 to May 9 survey, even as sentiment climbed to 29.3 from 28.3. The confidence gauge fell the most among the 10 markets in Italy, dropping to 42.7 from 48.7.
In the U.S., the stock confidence index rose to 35.8 from 34.6 in April. The S&P 500 has climbed 10 percent from a 19- month low on March 10 as companies from Peoria, Illinois-based Caterpillar Inc. to Mountain View, California-based Google Inc. reported profit that beat analysts' estimates. Europe's Dow Jones Stoxx 600 Index has gained 12 percent from its 2008 low and the MSCI Asia Pacific Index has advanced 13 percent.
``People are definitely starting to feel better about the U.S. market,'' said Doug Peta, a market strategist at J&W Seligman & Co. in New York, which oversees $19 billion. ``Earnings were pretty good. But I don't think it's off to the races. There's still work to do.''

Relatório sobre reforma tributária deve ser votado até o fim de junho, prevê relator

Agência Brasil / Daniel Lima
14/05/2008

O relator da proposta de reforma tributária, deputado Sandro Mabel (PR-GO), disse hoje (13) que espera que o relatório seja votado até o final de junho. Mabel, o presidente da comissão especial que analisa a reforma tributária, deputado Antonio Palocci (PT-SP), e o secretário de Política Econômica, Bernard Appy, discutiram hoje como deve ser o encaminhamento do proposta no Congresso Nacional.

À tarde, eles participam de novo encontro para tratar do assunto, dessa vez com governadores do PSDB, PT, PSB, PMDB e PDT e o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Sandro Mabel voltou a defender que a reforma beneficiará a população e que não será mais um instrumento de arrecadação. O relator afirmou, porém, que as entidades que discordam do texto por achar que não haverá justiça fiscal devem ter a certeza de que suas propostas serão analisadas."Vamos analisar. Mas a grande beneficiada vai ser a população. Ao longo do tempo, a reforma vai permitir uma simplificação [de impostos], vai dar competitividade às empresas, o governo vai arrecadar mais e, ao atingir um teto de carga tributária, vai ter que desonerar, e aí vai desonerar o arroz, o óleo de soja, o pão e o arroz", disse.

S&P unimpressed by Brazil's new industrial policy

Tue May 13, 2008 5:29pm EDT
By Walter Brandimarte
NEW YORK, May 13 (Reuters) - Brazil's recently-unveiled plan to boost exports and specific sectors of the economy was taken with a pinch of salt by rating agency Standard & Poor's, which noted the high fiscal costs to be incurred by the government.
Brazil will deliver up to 21.4 billion reais ($12.7 billion) in tax breaks through 2011 in an attempt to bolster the economy, Finance Minister Guido Mantega announced on Monday.
The plan will likely benefit sectors that have been hurt by the appreciation of the Brazilian currency. But S&P, which upgraded Brazil's credit ratings to investment grade less than two weeks ago, said "picking winners and losers" might not be the best approach.
"Another option would be to improve investment climate, cut taxes across the board, reduce the cost of doing business in Brazil," S&P analyst Lisa Schineller said on Tuesday on the sidelines of a conference organized by the Brazilian-American Chamber of Commerce in New York.
Schineller noted that government initiatives to promote targeted sectors has worked in many Asian countries but said there is always the risk that the government might "be trying to make competitive a sector that is not going to be competitive."
Brazil has "some room" to accommodate the increased fiscal stimulus, Schineller said, adding however that S&P would prefer to see policies aimed at reducing the country's debt-to-GDP ratio at a faster pace.
Exporters have long complained that the strength of the real, currently at a nine-year high against the dollar, are making Brazilian products less competitive abroad. Brazil's upgrade by S&P, although widely celebrated in the country, left exporters even more concerned as it raised prospects of further currency appreciation.
But Schineller said that the return of current account deficits in Brazil, coupled with some growth slowdown, should curb the real from strengthening even more.
"I see it moving close to 1.8 reais per dollar by the end of this year. That's the scenario I'm working with," said Schineller.
The real closed at 1.657 per greenback on Tuesday.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Perdidos no mercado, um filme preto no branco

Ivan Postigo

Ao visitar o mercado e conversar com muitos gestores, você ouvirá muitas queixas sobre a complexidade para a administração dos negócios. Algumas por vícios de reclamação, outras porque as empresas realmente enfrentam dificuldades.
Cada dia os produtos estão mais parecidos e são ofertados com boa qualidade, satisfazendo as exigências do consumidor, gerando uma feroz concorrência.
O número de concorrentes, onde o mercado se mostra atrativo, também aumenta, afinal quem vê oportunidades quer explorá-las.
Errar até por ser aceitável, em alguns casos, persistir não é permitido.
Muitas empresas, que se vêem em dificuldades, não acabaram de se instalar não, são tradicionais, apenas não se deram conta das mudanças no mundo empresarial.
Tenho observado casos, em que várias destas, num ciclo de 5 anos, conseguiram “perder” o mesmo cliente 3 vezes. Não conseguiram atender as exigências do pedido de compra, estes foram cancelados, contudo, num período entre seis meses a um ano foram bem sucedidas em restabelecer os negócios. Não cumpriram o acordo novamente e assim seguem, perdendo clientes e lutado para recuperá-los.
São empresas que têm problemas generalizados e não localizados.
Não desenvolvem um trabalho de diferenciação de marca, portanto vendem commodities. Para manter seu volume de negócios praticam os menores preços.
Apresentam concentração de venda em um cliente que pode absorver mais de 40% do seu volume, portanto têm baixa distribuição no mercado e reduzido poder de negociação. Essa característica é resultado da inexperiência em prospecção ou excessivo foco em canais de negócios.
Trabalham com conceitos fundamentados num passado longínquo, sem visão de futuro Sempre fizeram assim e têm dado certo!
São incapazes de entender os conceitos primários de margem de contribuição para reposição do parque industrial, depreciado a cada dia.
Apresentam comprometimento financeiro elevado, chegando a superar o valor de dois meses de faturamento no curtíssimo prazo.
Demonstram assustador descontrole sobre a cobrança das duplicatas a receber e desconhecimento da real inadimplência.
Trabalham em três ou quatro turnos em setores estratégicos, sem margem de manobra para melhorar seus custos, e desconhecem os conceitos de administração dos gargalos de produção. As convocações para horas extras são feitas sem planejamento, ocupando domingos e feriados, com custos elevadíssimos.
Aceitam qualquer volume de pedidos. Incapazes de dizer não, pois negligenciam os conceitos de planejamento, comprometem toda a qualidade da produção, entrega e continuidade dos negócios!
Os conflitos acabam sendo inevitáveis, o que leva a um alta rotatividade dos funcionários, dificultando a retenção de talentos, acendendo a chama perigosa da velha “mínima“: Ninguém é insubstituível.
O mundo está repleto de histórias de sucesso, seguida de fracasso, pela perda de mentores. Pessoas como Pelé, Maradona, Guga, Jordan, Mandela, Einstein, Cora Coralina, Jorge Amado e outros, são raras em suas áreas de atuação, quando encontrar uma retenha.
Pensando bem, se não for para respeitá-los e permitir que brilhem, que os deixem ir. Eles merecem um lugar de destaque e a possibilidade de se mostrarem para o mundo.
Alto volume de conflito, normalmente, indica baixa capacidade de comando e concentração demasiada de poder.

Um problema não resolvido leva a outro, facilmente pode-se observar: Logística deficiente, faltas ao trabalho exageradas, descontrole de paradas de máquinas, queixas constantes de clientes desconsideradas, baixa credibilidade interna, vendedores dependentes de ajudas de custo por não auferirem comissões suficientes para sustentação, e uma série de “pequenos grandes” problemas.
Parece um pouco exagerado? Acredite, não é.
Uma empresa, antes de quebrar, pode agonizar por anos, e há no mercado pessoas com criatividade suficiente para sustentá-la nesse estágio por um longo período.
Um delicado filme sobre muitos que estão perdidos no mercado, preto no branco, por não observarem conceitos básicos de administração!


Ivan Postigo
Economista , Bacharel em contabilidade , pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
ipostigo@terra.com.br

O que há de engraçado na gestão de um circo ?

Ivan Postigo

Você já parou para pensar que o circo é uma empresa, não muito diferente das nossas, apenas que o seu produto é voltado ao entretenimento? Bom, se você estava esperando uma piada esqueça.

Como não convivemos com esse tipo de empreendimento as chances de refletir sobre suas oportunidades e dificuldades são raras.

De onde veio essa idéia maluca, para levantar essa questão, você pode me perguntar.

Enquanto tomávamos um café, um de nossos amigos contava que para mudar uma mesa de lugar, de um estagiário, eles levaram três dias e praticamente uma semana para instalar um ponto para ligar o computador.

Seu fiel escudeiro, companheiro de trabalho, muito sério e meio irritado disse: “Ainda bem que não somos donos de circo, pois nunca teríamos sucesso! “.

Dessa observação surgiram algumas reflexões e comparações sobre quais seriam as dificuldades de se administrar um desafio como esse.

Mudar uma mesa de lugar vira um desafio? O que dizer de criar uma filial, levar um escritório para outro local, ou a fábrica inteira? Certamente vamos encontrar empresas que terão essa intenção a vida toda e nada acontecerá, mas e o circo?
Finda a temporada, muda-se tudo. Você pode dizer: Bom, mas ali são lonas, panos e madeiras!

Diria à você: Não, reflita melhor e veja a complexidade envolvida, considerando toda a equipe, iluminação, sonorização, acomodações, e mais uma série de itens. Lembre-se que a conversa começou devido a dificuldades com uma mesa e alguns fios, não com um projeto para se chegar a Marte.

Mudanças, tema que resistimos nas empresas é a situação mais corriqueira no circo.
Falamos em desafios nas nossas empresas, no circo o desafio é a motivação! Você acha que não? Olhe para baixo!
Vendemos nossos produtos a um publico que o avalia individualmente, temos tempo de corrigir falhas, o produto do circo é apresentado à coletividade para apreciação instantânea.

Aceitação ou rejeição serão imediatas. Ë verdade que não recebemos aplausos com freqüência por termos um produto de qualidade, mas como administraríamos uma estrondosa vaia?
Os nossos produtos são fabricados a portas fechadas e os erros podem ser corrigidos e maquiados, no circo o produto é preparado na frente do consumidor, muitos deles, as crianças, extremamente exigentes.

A maquiagem nas empresas tem a finalidade de esconder, no circo de destacar!
Uma criança que diga: “ Não gostei ”, influencia pelo menos dois outros consumidores, pai e mãe, que falarão mal do produto a todos que encontrarem.

Os nossos produtos são distribuídos a vários locais no mercado, o circo a cada momento tem que explorar aquele ponto de venda com profundidade. É como se colocássemos nossos materiais num hipermercado e lá retirássemos todo faturamento do período.
Nas nossas empresas há aqueles profissionais que sempre se atrasam para as reuniões e invadem a sala com as mais variadas desculpas, tipo: “Desculpem, fiquei retido no trânsito!”.

Você já viu o espetáculo do trapézio começar, e subitamente surge um sujeito com uma roupa azul ---mais azul que as outras--- brilhante --- mais brilhante que as outras--- correndo, subir até o topo do aparelho e pedir desculpas pelo atraso?
Ah, e que tal uma situação onde a apresentação do artista não está dando dá certo e o locutor diz o seguinte: “ Amanhã a gente retoma, hoje já não dá mais!”.

No circo seria interessante ouvir:” Respeitável público, amanhã retomaremos nosso espetáculo, hoje nosso trapezista se sente desconfortável em realizar o triplo mortal!”.
Gente, melhor pedir outro café, gestão de circo é trabalho para foca que é capaz de fazer duas coisas ao mesmo tempo: Bater o bumbo enquanto peteca a bola!


Ivan Postigo
Economista , Bacharel em contabilidade , pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
ipostigo@terra.com.br

Brazil upgrade sparks LatAm investment-grade frenzy

Fri May 9, 2008 10:30am EDT
By Walter Brandimarte - Analysis
NEW YORK (Reuters) - The recent upgrade of Brazil's credit ratings by Standard & Poor's has stoked expectations that ratings agencies are about to hand out a handful of tickets to the coveted investment-grade club of low-cost borrowing in Latin America.
Investment-grade passes are in the pipeline for Peru, Brazil, Colombia and Panama, analysts and government officials of those countries say, feeding an investor frenzy that has helped support prices of sovereign bonds and currencies in the region.
Peru and Brazil were the latest to be promoted to investment-grade territory -- the former by Fitch in the beginning of April and the latter by S&P last week -- and investors expect both countries to get more upgrades from other rating agencies soon.
"There is talk in the market that Fitch is about to upgrade Brazil to investment-grade status," said Andrew Brenner, senior vice president at MF Global in New York.
With investment-grade classification by two ratings agencies, Brazil's bonds would be added to the benchmark Lehman Aggregate Bond index, creating an additional demand of $10 billion to $20 billion for the securities, Brenner estimates.
While Moody's has said Brazil's high public debt is the main constraint for an upgrade, Fitch advised last week that the country's ratings are currently under "active review."
Fitch still has a stable outlook on Brazil's ratings, but that would not stop it from upgrading the country right away, the same way it lifted India to "BBB-" from a stable "BB+" rating in August, 2006.
Peru is also about to get its second investment-grade credit rating, this time from S&P, Prime Minister Jorge del Castillo told congress this week, adding that he had a meeting with S&P representatives on Thursday.
Government officials in Latin America usually like to inflate their chances of getting a credit upgrade, but even S&P acknowledges that Peru's high growth rates are a good reason to review its ratings up, despite weak institutions and ethnic issues.
In a recent interview with Reuters, S&P managing director Jane Eddy said the agency wants to see Peru's economic growth, which has been "significant", but "initially very concentrated in a couple of mining areas," spilling over to other sectors of the economy before an upgrade.
Since Brazil's upgrade last Wednesday, spreads over U.S. Treasuries of Brazilian, Colombian and Peruvian debt tightened more than 10 basis points each, while the overall emerging debt market remained practically flat according to the JP Morgan EMBI+ index.
Spreads measure the additional yield over benchmark U.S. Treasuries that borrowers need to pay investors when issuing bonds abroad.
RECOUPING INVESTMENT GRADE
Colombia has also been fighting to recover the investment-grade status it lost about eight years ago, and analysts say the latest efforts to "convert" external debt into peso-denominated securities may pay off soon.
Colombia unveiled this week plans to hedge in the local market as much as $20 billion worth of foreign debt against a possible appreciation of the dollar. In doing so, the government would take advantage of the current strength of the peso, eliminating at the same time one the main sources of external vulnerability.
"Who knows, the ratings agencies may like what they see and think further about an upgrade," Lehman Brothers' analyst Gianfranco Bertozzi wrote in a recent note to clients, referring to Colombia's debt plans.
Panama is also on track to be admitted into the club. S&P and Fitch currently have the country at "BB+," one notch below investment grade.
In the beginning of the year, Fitch said Panama is poised to get an BBB-level rating within two years, as the economy speeds up.
(Additional reporting by Richard Leong; editing by Clive McKeef)