segunda-feira, 19 de maio de 2008

As empresas procuram contratar líderes ou comandantes?

Ivan Postigo

Analisando as definições das palavras líder e comandante chegamos a crer que ambas têm praticamente o mesmo significado e o seu uso, efetivamente, nos deixa confusos.
Vejamos seus significados:
Líder – Guia, chefe.
Liderar – Dirigir na condição de líder
Comandante – Aquele que tem um comando
Comando – Posto, autoridade, direção, liderança.
Comandar – Exercer comando
Você já observou que algumas vezes damos à palavra líder o significado de algo natural e outras de algo delegado?
Inúmeras vezes li e ouvi a expressão: Ele tem uma liderança natural!
Na realidade, quando tratamos de liderança, normalmente, estamos falando de pessoas que de uma forma única exerce influência sobre um grupo de pessoas, levando-as a tomar determinadas atitudes.
Poderíamos criar uma imagem para mostrar a diferença entre esses dois conceitos onde o líder segue a frente da massa, sendo por esta seguido. O comandante, atrás da massa os empurrando.
Bom, poderia surgir a seguinte questão: Quem comanda não lidera? Nesse conceito.......
Quem lidera pode comandar, quem comanda não necessariamente lidera.
Parecia que os conceitos ficariam claros, mas agora sim complicou, não?
Para comandar é necessário que a essa pessoa um posto seja dedicado. Esse posto deve investi-lo de autoridade e uma direção ou rumo devem ser estabelecidos. Para liderar isso não é necessário.
A liderança é exercida pelo fascínio gerado por uma idéia ou pelo magnetismo de uma pessoa.
Poderíamos encontrar um líder que não se sentisse bem cercado de pessoas?
Quando o modo de agir é que gera atração é mais difícil, contudo quando esse fato se dá com conceitos, por ele desenvolvidos, é perfeitamente normal.
Isso é facilmente observável? Não, todo conceito é contestável e contestado, portanto o líder ao defendê-lo, normalmente veementemente, dificulta a separação da atração pelo conceito ou pelo homem.
Os vilões são grandes exemplos disso. Os desenhos animados mostram muitas dessas facetas. As atitudes são reprovadas, mas seu magnetismo pessoal os torna atraentes! Tarantino, no cinema, é mestre nessa arte.
Note que o vilão é seguido por um grupo de personagens, o herói se vê sozinho, muitas vezes consegue ajuda convocando e apelando para nobres sentimentos.
Tomando o exemplo do herói, se eu me apropriar de uma idéia posso liderar já que esta exerce fascínio sobre as pessoas?
Não, você poderá comandá-las, tendo um conceito como direção.
Nas nossas empresas procuramos pessoas que mudem o status quo, que nos mostrem novos caminhos, ou que sejam capazes de garantir a execução de planos, previamente elaborados, muitas vezes sem a sua participação?
Estamos dispostos a aceitar conceitos que confrontem a ordem ou desordem instalados? Novas idéias, mesmo que não gerem mudanças radicais, são facilmente debatidas, mesmo que não aceitas?
Acordamos, sem resistências, debater um mesmo assunto, mais de uma vez, já que a pessoa recém-chegada insiste, por considerá-lo importante?

O anúncio, em muitos casos, não deveria ser: “Procura-se profissional tecnicamente atualizado, capaz de comandar equipes, levando-as a realizar trabalhos previamente estabelecidos, gostem ou não, sem contestação, própria ou do grupo?”.
Ao analisar muitas invenções e métodos de trabalho bem sucedidos em algumas organizações, observaremos que estes estiveram à disposição de outras e foram recusadas sem uma análise mais cuidadosa, levando seus criadores a buscarem locais mais férteis para sua liderança.
Pensei, pensei, não sei!
Liderar...comandar ...é a mesma coisa?
Hum, ... as empresas procuram contratar líderes ou comandantes?


Ivan Postigo
Economista, Contador , Pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Tel./fax (11) 4526 1197
Tel. (11) 9645 4652
Ipostigo@terra.com.br

Socorro! Onde estão os clientes?

Ivan Postigo

-Faça um pouco de silêncio! Consegue ouvir?
-Sim, são incontáveis empresas em busca desse personagem, o cliente.
-Durante décadas parecia fácil encontrá-los. “Secos e molhados”, ali estava um cliente. A loja da dona Nena, a farmácia do Zé, a padaria do Pepe, a livraria do Inácio, o açougue do Zuca, o barracão de cebolas Paco, o depósito de laranjas do Aristides...
-Sabe que o impressiona? Poucos tinham placas ou qualquer letreiro.Todos eram conhecidos.
-Os estabelecimentos?
-Sim e os “donos” também!
-Propaganda, comercial?
-Que nada! Não havia dinheiro nem costume de fazer reclames.-Ah, assim era chamado na época esse recurso de divulgação.
Bairros eram poucos, na verdade a gente dividia a cidade em além linha e além ponte. Você morava depois da linha do trem ou depois da ponte. Era mais difícil lembrar o nome dos locais do que dos estabelecimentos.
As ruas e bairros tinham nomes, mas a gente os conhecia mais pelos apelidos ou nomes antigos, assim como as pessoas.
Não, não era uma enorme falta de respeito, não! Era uma enorme intimidade.
Eu não dizia moro na vila Hortência, a grafia está correta, já explico, e sim na rua dos morros.
A palavra assim se manteve por ser a única colônia espanhola no Brasil-- pelo menos nunca encontrei outra.
As ruas têm nomes como Granada, Catalunha, Madri, Sevilha, e por ai vai.
Tinha o teatro Alhambra, a língua do local era portunhol, as abuelas se quedavam , ops, ficavam com seus vestidos negros nas portas tomando uma fresca e falando da vida de todo mundo, nos fins de tarde.
Isso acontecia no além ponte, agora do outro lado da cidade no além linha, esse grupo já fora considerado cigano pelos costumes, pelas festas e, penso, pela barulheira que faziam!
Fosse você neto de espanhóis ou tivesse assistido a uma conversa de meus avós com os vizinhos saberia do que estou falando. Eu era um niño – menino -- agitado, então as vezes virava assunto, Diós!
-Tá, mas cadê os clientes, na lista ai em cima só tem meia dúzia? Você pode me perguntar.
-Espalhados, concentrados, ora!
Quando decidíamos fazer o churrasco comprávamos a carne no açougue, o refrigerante na “venda”, o carvão na carvoaria, hoje está tudo diferente. Você compra tudo no açougue se quiser, pois ele tem uma mercearia dentro. Pode ser na mercearia, que tem um açougue dentro.
Como diria meu irmão caçula:
-Perto de minha casa tinha um “secos e molhados”, depois colocaram um açougue dentro, mais tarde uma loja de louças, outra de brinquedos e assim foram colocando e colocando e colocando coisas dentro. Um homem com bastante dinheiro comprou aquilo tudo e hoje chamam de hipermercado.
-É inevitável que você me pergunte onde foram parar as outras lojas que vendiam aquilo tudo, certo?
-Algumas fecharam, outras abriram e várias colocaram coisas dentro! O fato é que já não sei como chamá-las hoje, a livraria não é mais apenas a livraria, a farmácia vende até brinquedos.
-Quem bom, você se tornou um vendedor e está em busca de clientes! Eu vendo idéias, soluções, posso sim ajudá-lo na prospecção.
-Claro , posso sim ir com você ao mercado, mas antes quero que você entenda uma coisa: Os potenciais compradores estão onde você quiser. Sendo o seu produto interessante, proporcionando o retorno esperado, você poderá colocá-los a venda em qualquer lugar. Seu futuro cliente só tem que fazer alguns ajustes no layout e colocar mais um produto junto com os que já têm!
-Sim, claro, está bem mais fácil encontrar clientes agora! Como diria o filho caçula do seo Salvador – não por coincidência meu irmão- é só convence-lo a colocar coisas dentro da loja!

Ivan Postigo
Economista, Contador , Pós-graduado em controladoria pela USP
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Bush vai vetar ampliação de prazo para tarifa ao etanol

Congresso dos EUA aprovou medida na quarta-feira
G1 / Gustavo Porto
19/05/2008
O subsecretário do Serviço Agrícola Internacional do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), Mark Keenum, afirmou ontem que o presidente George W. Bush vetará pontos da Lei Agrícola (Farm Bill), aprovada quarta-feira. Entre eles, o artigo que amplia em dois anos a manutenção da tarifa de US$ 0,54 por galão sobre o etanol brasileiro.
No entanto, Keenum acredita que dificilmente o veto à prorrogação do prazo de 2009 para 2011 será mantido quando a Farm Bill voltar ao Congresso. "A lei foi aprovada por uma ampla maioria na Câmara e no Senado e será difícil que um veto do presidente seja mantido", avisou Keenum, que visitou ontem a Usina São Francisco, em Sertãozinho, no interior de São Paulo. Ele também conheceu fazendas de produção de cana-de-açúcar do Grupo Balbo, em Jaboticabal. Keenum defendeu a produção de etanol de milho pelos Estados Unidos e rebateu as críticas mundiais em relação ao uso do cereal para a produção do combustível.
Segundo ele, a produção americana para consumo humano e para exportação é suficiente para abastecer a demanda e nunca foi tão grande. "Mesmo com o uso para o etanol, a produção de milho como alimento e para a exportação é a maior dos últimos dez anos e suficiente para abastecer o consumo", explicou o subsecretário do USDA. "A crise mundial e a inflação de alimentos ocorreu pela redução de estoques e de produção e após o aumento da demanda em países como Índia e China."
Na visita, Keenum assistiu a uma palestra sobre a produção de cana, açúcar e álcool orgânicos na Usina São Francisco, o maior projeto do mundo desse tipo de agricultura. Visitou, ainda, a unidade de controle biológico da broca da cana e a colheita mecanizada da cultura. "Fiquei realmente impressionado com a tecnologia utilizada aqui", afirmou.

Brazil, Peru Sign Agreement for Hydropower Plant, Efe Reports

By Joao Lima
May 19 (Bloomberg) -- Brazil and Peru signed an agreement on the construction of a hydropower plant in Peru, newswire Efe reported, citing Brazilian Energy Minister Edison Lobao.
The 3,400-megawatt plant will ``very probably'' start to be built next year by a Brazilian company affiliated with Centrais Eletricas Brasileiras SA, Brazil's state-controlled electricity utility, and by a Peruvian company, Lobao said, according to Efe.
Brazil and Peru also signed an agreement for the construction of another 14 hydropower plants in Peru, which will generate electricity for export to Brazil, Efe said.

Brazil stocks surge, real gains to Jan 1999 high

Fri May 16, 2008 5:07pm EDT
(Updates to close)
By Elzio Barreto
SAO PAULO, Brazil, May 16 (Reuters) - Brazil stocks surged to a record on Friday as mining company Vale, local steelmakers and state-controlled Petrobras took a boost from a commodity rally, while the national currency gained to its strongest level since January 1999.
The Bovespa index .BVSP of the Sao Paulo stock exchange jumped 1.78 percent to 72,766.93 points, passing a previous record set on Thursday. The index has gained nearly 14 percent in 2008 and broken successive records as investors bet a booming economic expansion in Brazil will boost corporate profits.
Steelmakers Usiminas, Gerdau and CSN were among the biggest gainers on Friday, surging more than 2 percent after the local industry association raised its sales forecast for the year.
The Brazilian real BRBY strengthened 0.79 percent to 1.642 per U.S. dollar, its highest level since closing at 1.58 on Jan. 20, 1999 less than a week after the government let it float freely against the dollar.
Brazil, which had a controlled foreign exchange rate regime for years, let the real trade freely against the dollar on Jan. 15.
The currency, which rallied 20 percent last year, has gained 8.22 percent in 2008. It may rally further, toward 1.6 per dollar as investors buy local securities ahead of an expected credit upgrade by Fitch Ratings, said Joao Medeiros, a partner at Brazil's biggest interbank currency brokerage Pioneer. Dollar inflows from exporters and foreign stock investors have also been strong, he said.
"I see nothing but upward pressure on the real. All you see are dollar inflows," said Medeiros. "Exporters have been selling an amazing volume of dollars. Inflows into stocks continue to charge ahead also."
Interest-rate futures <0#dij:> on the BM&F commodities and futures exchange fell the second day in a row on expectations that the government may extend tax breaks to key foodstuffs to curb resurgent inflation.
At the stock exchange, steel shares rallied after the local industry association raised its sales growth forecast for the year to more than 13 percent from 10.7 percent, citing red-hot domestic demand for automobiles and appliances.
Gerdau (GGBR4.SA: Quote, Profile, Research), Brazil's biggest producer of long-rolled steel, jumped 5.07 percent to 80.04 reais. Usiminas (USIM5.SA: Quote, Profile, Research) climbed 4.13 percent to 93.2 reais and CSN (CSNA3.SA: Quote, Profile, Research) rose 2.59 percent to 83.3 reais.
Mining giant Vale (VALE5.SA: Quote, Profile, Research), the second most heavily weighted stock in the index, rose 3.13 percent to 58.62 reais, benefiting from a surge in copper and other industrial metals.
State-run energy company Petrobras (PETR4.SA: Quote, Profile, Research), the heaviest weighted stock in the Bovespa index, also helped to buoy the market. Its shares rose 2.21 percent to 48.15 reais after world oil prices extended a record-setting streak near $127 a barrel.
The jump in oil prices weighed on airline shares, with TAM Linhas Aereas (TAMM4.SA: Quote, Profile, Research) falling 3.3 percent to 36.60 reais and Gol Linhas Aereas (GOLL4.SA: Quote, Profile, Research) sliding 1.67 percent to 27.14 reais.

Brasil lançará ofensiva a favor dos biocombustíveis

Rodrigo Postigo
19/05/2008
O assessor especial da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta sexta-feira que o governo brasileiro lançará uma "ofensiva" internacional para obter apoio à produção dos biocombustíveis.
"Vamos continuar na nossa política. Estamos obtendo cada vez mais adesões e vamos fazer uma ofensiva publicitária internacional para esclarecer isso", afirmou Garcia que participa em Lima, no Peru, da 5ª Cúpula América Latina, Caribe e União Européia, onde um dos temas em discussão é a energia.
Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está convencido de que os biocombustíveis são a melhor alternativa para a preservação ambiental. "Cada um saberá dizer se os biocombustíveis servem para seu país ou não. Para o Brasil, serve", disse.
Garcia reforçou a declaração dada por Lula na noite de ontem, ao chegar a Lima, de que as empresas petrolíferas não têm interesse na expansão do uso dos biocombustíveis.
O assessor especial da presidência também comentou a notícia de que o FBI, a agência federal de investigações dos Estados Unidos, afirmou serem verdadeiras as informações encontradas no computador do líder assassinado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, que liga o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, à guerrilha colombiana.
"A única informação que tive é que se uma pessoa ficar lendo cem páginas por dia vai levar anos para constatar tudo que está ali. Não é uma coisa sobre a qual temos possibilidade de qualquer reação no momento atual", avaliou Garcia.
Questionado se o presidente Lula continua sendo o principal garoto-propaganda dos biocombustíveis, Marco Aurélio Garcia respondeu: "Não sei se é principal garoto-propaganda e, se há alguma tendência depreciativa nessa expressão, digo que para nós não tem esse significado".

Brasil e Peru construirão hidrelétrica bilateral em solo peruano

Efe
19/05/2008
Brasil e Peru assinaram um acordo de intenções para a construção de uma hidrelétrica conjunta em solo peruano, informou neste domingo o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).
A central começará a ser construída no ano que vem por uma empresa brasileira filiada à Eletrobrás e uma companhia peruana, afirmou Lobão durante a abertura do Fórum Global de Energias Renováveis, em Foz do Iguaçu (Paraná).
A capacidade da usina é estimada em 3.400 megawatts por hora.
Os dois países também assinaram no sábado um entendimento para a construção de outras 14 hidrelétricas em território peruano, cuja energia será integralmente importada pelo Brasil, já que o "Peru não precisa dela", segundo o ministro.
O acordo foi assinado no sábado passado durante a visita oficial realizada a Lima pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aproveitou a 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, em inglês).
Lula e seu colega peruano, Alan García, também assinaram um memorando de entendimento para construir no país andino o maior projeto petroquímico do litoral oeste da América, que terá um investimento de US$ 3 bilhões.

Brasil avança em competitividade

Levantamento com 55 nações mostra o País na 43.ª posição, seis acima da colocação obtida em 2007
O Estado de São Paulo / Jamil Chade e José Henrique Lopes
19/05/2008
Resistindo à turbulência que tomou conta do mercado internacional recentemente, o Brasil reverteu uma tendência de queda, verificada nos três últimos anos, e recuperou posições nos rankings de competitividade.
De acordo com o Anuário de Competitividade Mundial (WCY, na sigla em inglês) de 2008, produzido pelo Instituto IMD com o apoio da Fundação Dom Cabral, o Brasil subiu seis posições e alcançou a 43ª posição no ranking dos países mais competitivos do planeta. A lista conta com 55 nações.
O anuário é uma ferramenta que mede a capacidade que um país tem de oferecer às empresas um ambiente saudável de concorrência e crescimento. Para a elaboração do ranking, são levados em conta 323 indicadores. Metade deles são estatísticos e dizem respeito a índices como crescimento da economia, controle inflacionário e nível de emprego. Os outros 50% são qualitativos, calculados com base em entrevistas realizadas com empresários de cada país.
A ascensão brasileira é destacada pelo IMD, considerado a melhor escola de administração do mundo. Segundo o professor Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, isso se deve sobretudo a fatores conjunturais, já que o Brasil conseguiu melhorar tanto em seus indicadores como na avaliação do empresariado. Internamente, o País alcançou a estabilidade econômica, conquistando a confiança e despertando o otimismo dos empresários. Na relação com o mercado internacional, soube tirar proveito de alguns fatores que lhe favoreciam, como a desvalorização do dólar, para importar mais e investir em sua capacidade produtiva, por exemplo.
Entre os fatores positivos, Stephane Garelli, professor do IMD e responsável pelo estudo, aponta a redução do déficit público e a volta dos investimentos. O IMD ainda destaca a emergência do mercado doméstico nacional. “Isso fará com que o Brasil passe a não depender inteiramente de suas exportações para se desenvolver”, diz. Mas, segundo o instituto, a resistência da economia brasileira à turbulência internacional tem sido a verdadeira “ prova de fogo” para o País.
No ranking das economias que mais resistem à turbulência, o Brasil ocupa a 9ª posição. “A resistência está sendo a prova de que a economia está sólida e de que há uma confiança dentro do País na superação das dificuldades”, afirma Garelli.
Tudo isso faz com que o setor privado brasileiro seja hoje o 29º mais competitivo do mundo, à frente de nações como França, Espanha e China. “O Brasil tem bons administradores e está aberto ao mundo. Isso faz com que o setor privado esteja mais acostumado a confrontar pressões internacionais e se adequar às novas situações”, explica o especialista.

Bolivia Expects Oil, Gas Tax Revenue to Rise 30 Percent in 2008

By Alex Emery
May 17 (Bloomberg) -- Bolivia's oil and gas tax revenue is set to rise 30 percent this year as the Andean country takes over refineries and storage installations, President Evo Morales said today.
Oil and gas revenue will rise to about $2.5 billion from $1.93 billion in 2007, Morales said, after the government on May 1 seized a majority stake in four energy companies -- Spain's Repsol YPF SA, the U.K.'s BP Plc and Ashmore Group, and Germany's Oiltanking GmbH.
Morales, who took over refineries owned by Petroleo Brasileiro SA and Swiss trader Glencore International AG last year, has pledged to take greater control of the country's natural resources to keep energy and mining revenue in the country.
``If it wasn't for nationalization, we would still be receiving $300 million a year like we did in 2005,'' Morales told reporters in Lima. ``We won't negotiate the looting of our natural resources.''

Bolívia ameaça estatizar exploração de gás

BBC Brasil / Marcia Carmo
19/05/2008
O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que o Ministério de Hidrocarbonetos dará um "ultimato", em forma de um decreto, às empresas petroleiras para que realizem investimentos nos campos de exploração de petróleo e de gás, ou estas atividades voltarão às mãos da estatal Yacimentos Petrolíferos Fiscais Bolivianos (YPFB).
A informação foi publicada no domingo na Agência Boliviana de Informação (ABI), do governo. "Se num prazo determinado (as petroleiras) não investirem, vamos recuperar essas áreas para que a Yacimentos realize investimentos, mesmo que seja através de créditos. Não vamos esperar a boa vontade das empresas", disse Morales, num discurso na localidade de Punata, a 58 km da cidade de Cochabamba.
O presidente afirmou ainda que, depois da nacionalização das petroleiras, no dia 1º de maio de 2006, as empresas se comprometeram a investir para ampliar a produção no país. Por isso, disse o líder boliviano, estas empresas devem investir e "cumprir com os acordos assinados". O presidente não citou nome de empresas e acusou a Câmara de Hidrocarbonetos da Bolívia, que reúne as petroleiras, de "sabotar os investimentos".

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O inferno de um deus

Ivan Postigo

Nós queremos todas as bênçãos do céu, do Olimpo, mas de uma forma que não interfira nas nossas ações. A questão é como isso pode ser possível?
Ser independente, saber tudo que se passa, e ainda, ver tudo acontecer da forma como gostaríamos.
Três palavras definiriam esse conjunto de poderes ou capacidades:
Onisciência: Poder ou capacidade de saber tudo;
Onipresença: Poder ou capacidade de estar em todo lugar;
Onipotência: Poder absoluto sobre todas as coisas.
Para isso, grosso modo, eu teria que criar o meu mundo, com as minhas regras, dentro da minha visão, com a missão que eu determinasse. Como levar esse empreendimento adiante?
Empreender......, empresa........ é isso!
Com esse pensamento constitui uma empresa, pequena, que se tornou média, estando presente o tempo todo. É verdade, trabalhava 16 horas por dia ou mais, mas no começo é sempre assim.
As pessoas que trabalhavam comigo, eram poucas, escolhidas por mim, me informavam tudo o tempo todo. Tudo eu sabia.
Regras? Eu as tinha estabelecido. O que fazer, quando fazer, como fazer, era simples, todos seguiam minhas determinações.
Ao menor desvio, as pessoas, mesmo em tom de brincadeira, não tinham dúvidas, diziam: procure deus, ele irá ajudá-lo. E eu os ajudava!
Os produtos que fazíamos sofriam uma pequena concorrência, era uma novidade, então rapidamente demos um grande salto, entramos em novos mercados com novos produtos.
Já não consigo contratar pessoalmente cada funcionário, nem conversar com todos. Aliás, muitos nem conheço. Não consigo admitir isso no meu mundo!
Todos os dias acontecem coisas a minha volta e não sou informado! Antes bastava ir ao local do café e obtinha todas as informações, hoje temos mais de 50 pontos por toda a empresa.
Continuo trabalhando mais de 16 horas por dia e mal consigo sair de minha sala, tenho uma agenda enorme de compromissos a cumprir. Todos praticamente têm a ver com situações além dos muros de minha empresa.
Vejo portas fechadas, grupos de pessoas tomando decisões das quais sequer sou comunicado. Não consigo admitir isso no meu mundo!
Muitas regras que determino são contestadas e sugestões me são enviadas. Não consigo admitir isso no meu mundo!
Estamos crescendo, ganhando dinheiro, mas sinto que o meu mundo me foge às mãos.
Dia desses fui a uma palestra onde muito se falou sobre delegação como forma de se manter a qualidade da gestão empresarial.
Ao delegar entendi que devo encontrar uma pessoa com conhecimentos técnicos, capacidade de liderança, disposição para assumir riscos e investi-la de poder para decidir sobre determinadas situações. Ah, no meu mundo, não!
Os problemas cada dia são maiores, perdemos alguns clientes, mais isso é passageiro...
Assim que eu encontrar uma forma de escrever procedimentos para que cada funcionário faça exatamente aquilo que quero, e que voltem a me informar sobre tudo o que acontece, as coisas voltarão a ficar bem. O processo de condução é o mesmo, quem fazia com 30 pode fazer com 1.500 pessoas.
É só encontrar uma forma. As coisas do meu jeito sempre deram melhores resultados.
Intromissão? No meu mundo não!



Ivan Postigo
Economista, Contador , Pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
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Venda de PCs no País cresceu 25% no 1º trimestre

Agência Estado / Milton F. Da Rocha Filho
16/05/2008
O mercado brasileiro de computadores pessoais (PCs) negociou 2,5 milhões de novas unidades no primeiro trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 25,6% sobre o mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte de um estudo contratado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) junto à consultoria IT Data. A previsão é de que o setor termine o ano com um crescimento de 17% sobre o ano passado.
O estudo da entidade aponta que as vendas de PCs atingirão 11,7 milhões de unidades em 2008. Tanto o segmento doméstico, principalmente as classes B e C, que ainda estão adquirindo o seu primeiro PC, quanto o mercado corporativo, que deverá renovar sua base instalada, apresentarão um bom desempenho em 2008, explicou o presidente da Abinee, Humberto Barbato.
A associação estima ainda que o mercado de desktops (computadores de mesa) cairá 2% este ano, enquanto que o de notebooks (computadores portáteis) crescerá 98%. Dados do Ministério do Trabalho indicam que nos primeiros três meses deste ano foram criados mais de 550 mil postos de trabalho com carteira assinada. E, a cada 2,7 empregos gerados, as empresas adquirem um PC, segundo a IT Data.
O estudo do mercado de PCs mostra que as vendas de desktops alcançaram 1,8 milhão de unidades no primeiro trimestre, o que representa um crescimento de 5,8% sobre o primeiro trimestre de 2007. Comprovando a tendência de migração, o mercado de notebooks alcançou 664 mil unidades de janeiro a março, 165% superior ao mesmo período de 2007, passando a representar 26% do mercado de PCs. A estimativa da Abinee para 2008 é que, até o final do ano, este porcentual atingirá 32,4%.
A participação do mercado ilegal de desktops cresceu de 29%, no quarto trimestre de 2007, para 32%, no primeiro trimestre do ano. Para o presidente da Abinee, a greve dos auditores da Receita Federal favoreceu este crescimento, em razão da retenção de componentes oficiais nas alfândegas. Já o mercado ilegal de notebooks apresentou redução de 37%, no quarto trimestre de 2007, para 34%, nos primeiros três meses do ano.

Brasil e Venezuela acertam construção de siderúrgica no território venezuelano

France Presse
16/05/2008
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, firmou nesta quinta-feira (15) uma carta de intenções com o grupo brasileiro Andrade Gutiérrez para a construção de uma siderúrgica no estado de Bolívar, no sudeste venezuelano.
O acordo se refere ao desenvolvimento de um complexo siderúrgico com a participação do grupo brasileiro e da recém-nacionalizada companhia Ternium-Sidor, para produzir bobinas laminadas a quente e chapas grossas para a indústria venezuelana.
O investimento total é estimado em 4 bilhões de dólares, cabendo à Andrade Gutiérrez cerca de 1,5 bilhão.
O início das operações da siderúrgica, que terá uma capacidade instalada anual de 1.550 toneladas de aço, está previsto para o quarto trimestre de 2011.
No Brasil, a indústria siderúrgica anunciou nesta quinta-feira que a capacidade instalada do setor poderá dobrar até 2015, acompanhando o ritmo crescente do consumo interno, que crescerá em proporção semelhante nesse tempo.
A estimativa divulgada nesta quinta-feira pelo IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia) prevê que o parque produtivo tem possibilidades de chegar a 80,6 milhões de toneladas na metade da próxima década. Atualmente, tal capacidade é de 41 milhões de toneladas.

Etanol atrai líderes europeus para Brasil, diz jornal

BBC Brasil
16/05/2008

Em sua edição desta sexta-feira, o diário argentino Página/12 destaca a vista de quatro premiês europeus ao Brasil, a caminho da Cúpula de Lima, afirmando que o "Brasil é o destino latino-americano mais desejado para os mandatários europeus".
Nos últimos dias, os líderes da Áustria, Finlândia, Alemanha e Espanha estiveram no País. Segundo o jornal, "os europeus estavam interessados somente em uma coisa: biocombustíveis".
Segundo o diário, enquanto a relação com a Espanha, e especialmente com Zapatero, já data de algum tempo, o interesse do resto da Europa é mais recente. "A conjunção das tragédias dos últimos meses e a crise alimentar parecem ter posto o Brasil no centro da cena política mundial", afirma o diário argentino.
"Suas amplas pradarias, perfeitas para semear soja, arroz e feijão, e os extraordinários recursos petroleiros descobertos recentemente tornaram o país a área mais cobiçada pelas grandes potências."
O Página/12 destaca o número de carros bicombustíveis vendidos no Brasil, além da inclusão de etanol em toda a gasolina vendida nos postos.
"Como se o pacote não fosse suficientemente tentador", afirma o jornal, "o país mais extenso da América Latina conta com uma das tecnologias mais avançadas do mundo para produzir etanol e biodiesel, os dois combustíveis mais desenvolvidos até o momento."
O Página/12 destaca que, assim que chegou ao Brasil, a chanceler alemã, Ângela Merkel - que foi ministra do Meio Ambiente e impulsionou a meta de 20% de etanol para todos os carros da comunidade européia - foi discutir os avanços na produção local e assinar quatro convênios de cooperação.
"Mas a visita de Merkel teve seus momentos incômodos para Lula", diz o jornal. "Durante a entrevista coletiva dada pelos dois mandatários antes do fim da visita, a premiê alemã tocou no delicado tema da preservação da Amazônia e na recente renúncia da ministra do Meio Ambiente Marina Silva."
Segundo o Página/12, fontes da comitiva de Angela Merkel confirmaram que não estão contentes com a saída da ministra, que era admirada pela chanceler.

FMI elogia criação do fundo soberano brasileiro

Rodrigo Postigo
16/05/2008
O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), José Fajgenbaum, elogiou nesta quinta-feira a iniciativa do governo de instituir o fundo soberano com os recursos do superávit primário (economia do setor público para pagar os juros da dívida) que ficarem acima da meta.
Para ele é positivo que o País institua uma poupança que sirva como segurança em momentos de crise.
"O fundo soberano é uma poupança muito importante para o País, que poderá usar os recursos em situações de necessidade", destacou o representante do FMI, que nesta tarde participou de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Fajgenbaum afirmou ainda que o Banco Central (BC) está tomando medidas adequadas para conter a inflação ao ter elevado os juros básicos no mês passado. Ele, no entanto, evitou opinar se o BC deve continuar a reajustar a taxa Selic.
"A tendência é que quaisquer medidas sejam tomadas de acordo com a necessidade, dentro de um planejamento macroeconômico", declarou.
No encontro com Mantega, Fajgenbaum felicitou o ministro pela estabilidade da economia brasileira. O representante do FMI citou a classificação obtida pelo Brasil, por parte da agência internacional Standard & Poor's, como país confiável para receber investimentos. "Essa foi uma constatação internacional de que a economia interna do País vai bem".
Fajgenbaum disse esperar que outras agências "continuem fazendo também boas avaliações sobre o País".

FMI elogia criação do fundo soberano brasileiro

Rodrigo Postigo
16/05/2008
O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), José Fajgenbaum, elogiou nesta quinta-feira a iniciativa do governo de instituir o fundo soberano com os recursos do superávit primário (economia do setor público para pagar os juros da dívida) que ficarem acima da meta.
Para ele é positivo que o País institua uma poupança que sirva como segurança em momentos de crise.
"O fundo soberano é uma poupança muito importante para o País, que poderá usar os recursos em situações de necessidade", destacou o representante do FMI, que nesta tarde participou de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Fajgenbaum afirmou ainda que o Banco Central (BC) está tomando medidas adequadas para conter a inflação ao ter elevado os juros básicos no mês passado. Ele, no entanto, evitou opinar se o BC deve continuar a reajustar a taxa Selic.
"A tendência é que quaisquer medidas sejam tomadas de acordo com a necessidade, dentro de um planejamento macroeconômico", declarou.
No encontro com Mantega, Fajgenbaum felicitou o ministro pela estabilidade da economia brasileira. O representante do FMI citou a classificação obtida pelo Brasil, por parte da agência internacional Standard & Poor's, como país confiável para receber investimentos. "Essa foi uma constatação internacional de que a economia interna do País vai bem".
Fajgenbaum disse esperar que outras agências "continuem fazendo também boas avaliações sobre o País".

Governo amplia desoneração fiscal para produtores de biodiesel

Medida amplia tipos de matéria-prima com direito à redução de impostos.Objetivo é estimular o cultivo de outras oleaginosas para produção do combustível.
Agência Estado
16/05/2008
O governo ampliou nesta quinta-feira (15) o universo de produtores de biodiesel que têm direito à isenção de PIS/Pasep e Cofins na venda do produto. Decreto publicado no "Diário Oficial da União" determina que terão direito ao benefício fiscal os fabricantes de biodiesel que comprarem qualquer tipo de matéria-prima produzida pela agricultura familiar das regiões Norte e Nordeste e do semi-árido.
A regra que estava em vigor antes do decreto previa que a isenção só poderia ser aplicada para quem adquirisse mamona ou palma desses produtores (da agricultura familiar). Ao estender o benefício aos produtores de biodiesel que usam outras sementes, o Ministério de Minas e Energia pretende estimular o cultivo das demais oleaginosas.

Time Running Out for Energy in Mexico

By Marcela Sanchez
Special to washingtonpost.com Friday, May 16, 2008; 12:00 AM
WASHINGTON -- Mexican Energy Secretary Georgina Kessel's warning to the Mexican Congress last week sounded ominous: If legislators did not approve reforms within the oil sector, the country would suffer a "severe energy crisis" within a decade.
That's probably an understatement.
Mexico's oil production is rapidly declining. The Cantarell oil field, one of the world's largest, is responsible for almost two-thirds of Mexico's production. In 2004, it brought up 2.1 million barrels a day; today it produces only half that. Unless new sources are found, Mexico -- up until last year the second-largest supplier to the United States -- will become a net oil importer by the year 2018.
For some countries, being a net oil importer is no big deal. But for Mexico, oil represents the single largest amount of revenue for the federal government -- about 40 percent. This looming "energy crisis" would be felt more than just at the pump. It would be across the board, impacting financial, social and political sectors as well.
Still, almost every expert on this issue I've interviewed or heard speak in recent months insists that it won't get that bad. They say Mexico will come to its senses and adopt the kind of overhaul that will give the country's state-run oil company, Petroleos Mexicanos -- Pemex -- enough flexibility to invest more of its profits in modernizing its operations. That way, the experts say, it could become more like Brazil's state-run Petrobras, regarded as one of Latin America's most well-run companies.
At the same time, Mexico's attitude about oil and Pemex's serious systemic flaws don't inspire much optimism. The energy proposals introduced last month by President Felipe Calderon offer some modest reforms, but probably not enough to stem the crisis. As Jeffrey Davidow, a former U.S. ambassador to Mexico, put it diplomatically, "the steps they are taking are not sufficient."
Calderon wants to allow outside investment in some areas of transportation, storage and refinement. Those steps alone would be of historic significance. Since the day in 1938 when President Lazaro Cardenas nationalized the oil industry and created Pemex, oil has become so sacrosanct that nobody outside Mexico can help get it out of the ground, refine it, or even move it. Such restrictions have led to unintended consequences -- Mexico today is a gasoline importer, with four out of every 10 gallons coming from refineries abroad.
Even if the door is cracked open for foreign investment, there may be little to attract it without fundamental changes to Pemex's business model. Pemex is weakened by mismanagement and its monopoly status. Calderon's reforms would provide some government oversight and performance reviews. Still, it seems obvious that a more fundamental shift is required for a company that "does not know how to behave in the private sector," said Jorge Pinon, president of Amoco in Latin America during the 1990s.
In particular, Pemex must learn to work collaboratively. George Baker, an energy consultant based in Houston, told me that if Mexico is to consider deep-water exploration in the Gulf of Mexico, it is going to have to have an attitude adjustment. According to Baker, it took at least 30 oil companies, sharing risks and expertise, to develop a similar area for the United States. "The validity of the one-company model is coming to an end," he said.
Pemex also needs to reform its workers' union, which historian Jonathan C. Brown in an interview called "one of the most powerful and most corrupt in Latin America." When Cardenas nationalized the oil industry, he did it largely to protect oil workers from abuse by foreign companies. But, as Jesus Silva Herzog, former Mexican ambassador to the United States, told me, "the union has abused Pemex" ever since. Union reform is not even on Calderon's reform agenda.
The common wisdom now is that Calderon's reform package will pass because it is modest and treads lightly. The hope is that deeper reforms will become possible later. Yet with Mexico holding legislative elections in July 2009, it is unclear whether there will be sufficient political will to do much more in the near term.
Oil, without a doubt, is crucial to Mexico's future. Considering the significant long-term planning and development the industry requires, Mexico seems to be running short of another important commodity -- time.

Uruguai gasta US$ 2 milhões por dia para importar energia brasileira

Rodrigo Postigo
16/05/2008
O Uruguai gasta US$ 2 milhões por dia para importar energia do Brasil, devido ao uso de uma maior extensão da rede, segundo publicou hoje a imprensa local."É uma solução cara, mas a única que podemos lançar mão por enquanto", disse uma fonte da empresa estatal uruguaia Administração Nacional de Usinas e Transmissões Elétricas (UTE) ao jornal local Ultimas Noticias.
Durante as horas de pico, o Uruguai recebe 300 MW (megawatts) do Brasil através da represa de Salto Grande, que o país divide com a Argentina, e do rio Uruguai, por onde percorre um trajeto mais longo e pelo qual paga mais pedágio do que para transportar os outros 70 MW que entram no país pela cidade de Rivera, a 501 km ao norte de Montevidéu, na fronteira com o Brasil.
Segundo o jornal, o Uruguai deverá pagar US$ 60 milhões por essa energia até que se reativem as hidrelétricas do rio Negro, no centro do país, que estão paralisadas devido à seca. O serviço meteorológico local não prevê chuvas para os próximos 15 dias.
O presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, estendeu esta semana um plano de economia de energia ao setor privado, o que implica a redução de 50% da iluminação e do uso de elevadores, além da proibição de espetáculos noturnos ao ar livre, entre outras medidas.
Com essa economia energética, o governo busca evitar "apagões" programados como os aplicados durante a seca de 1989 no país.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sleeping giant Brazil wakes, but could stumble

Tue May 13, 2008 5:10am EDT
By Raymond Colitt
BRASILIA (Reuters) - From Wall Street to the World Trade Organization, Brazil is finally punching its weight with a booming economy and stronger global leadership but it remains burdened by a bloated state and daunting social problems.
President Luiz Inacio Lula da Silva, basking in the investment grade status Brazil received last month, said it was a "magical moment" for Latin America's largest country.
The economy was previously plagued by boom and bust cycles and rampant inflation, and Brazil was for long dubbed the eternal country of the future, always promising much but never delivering.
But now it is growing at rates of around 5 percent, helping secure its place as one of the four so-called BRIC major emerging economies along with Russia, India and China.
The stock market -- home to world-class companies such as aircraft maker Embraer and oil firm Petrobras -- has gained eight-fold in just over 5 years, helped by economic stability and surging prices for Brazil's huge farm exports.
While many analysts credit former president Fernando Henrique Cardoso with laying the groundwork, former leftist union leader Lula surprised skeptical investors by maintaining market-friendly policies after he took office in 2003.
Abroad, Lula has forged a common front of developing nations to pressure rich nations for freer farm trade, making Brazil a key player in global trade talks.
He has also pushed Brazil's role as regional moderator at a time of growing political divisions between left and right in Latin America.
An estimated 20 million Brazilians have emerged from poverty on the back of cheap credit, welfare checks, and tax breaks, helping to forge a new middle class that in turn is fueling strong consumer demand.
"In my street, there are more new cars and satellite dishes -- we even have two supermarkets now," said Jose Antonio Pereira, a taxi driver from Sao Sebastiao, a low-income satellite city outside the capital Brasilia.
PITFALLS
Investment grade is a seal of approval for investors in Brazil's lucrative financial markets but not for those who have to negotiate the more perilous day-to-day realities.
A high tax burden, red tape, a slow and often corrupt judiciary, and an unwieldy labor market undermine Brazil's international competitiveness.
Brazil came 72nd in a survey on perceived corruption by international watchdog Transparency International, behind Senegal and on a par with India and China.
Lula has lost several key aides, including his finance and energy ministers, to corruption scandals.
"Without reforms to tackle these problems, Brazil cannot maintain its current growth rate," said Flavio Castelo Branco, chief economist at the National Industry Confederation.
At roughly 37 percent of gross domestic product, Brazil's total tax burden is the highest of any major emerging market, acting as a ball and chain on the fledgling giant.
Despite Lula's weekly inaugurations of public works projects, washed out roads and overcrowded ports still cause delays and raise costs for business.
"Everything we gain by investment grade we lose to poor infrastructure," Julio Sergio Gomes de Almeida, former economic policy secretary under Lula, told Reuters.
A maze of taxes and barriers to set up businesses also drag down Brazil's international competitiveness.
"Industry is doing well despite, not because of, government," said Almeida.
With higher income, the poor in many big cities are less likely to go hungry than a few years ago. But many still risk dying of a stray bullet from a shootout between drug gangs and often poorly paid and under-trained police. Few have access to justice, clean water or sewage treatment.
"Investment grade? I don't see much investment here," said Father Jaime Crowe, an Irish priest in Jardim Angela, a rough and poor neighborhood on the outskirts of Sao Paulo.
"The people here are buying more gadgets but that's not sustainable without education, health and security," he said.
Brazil's recent economic strength has been due in part to a global boom in commodities prices with exports from beef to soybeans soaring. Its prospects have been helped by huge oil and gas discoveries.
Although it sells a larger diversity of products to more countries than years ago, a reversal in commodities markets would hit its trade balance and slow growth in the vital agriculture sector.
Social and environment problems, from slave and child labor to violent crime and the large-scale deforestation of the Amazon, also weigh on the country's development, and experts say the government has not pushed through the economic reforms needed to guarantee long-term strength.
"Now is the time to ensure tomorrow's growth but I don't see any signs of economic reforms," Almeida said. "Brazil is already becoming complacent."