Agência Senado / Valéria Castanho
06/06/2008
"Precisamos enfrentar a desigualdade social e a pobreza com uma política tributária mais justa, reduzindo o peso dos impostos diretos, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), e aumentando a carga tributária sobre os impostos indiretos, como o Imposto de Renda, por exemplo." A sugestão foi feita nesta quinta-feira (5) pelo presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea), Marcio Pochmann, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Ele foi convidado para a audiência pública que discutiu o impacto da tributação na distribuição de renda e na qualidade de vida dos pobres e assalariados.
Em sua exposição, Marcio Pochmann afirmou aos parlamentares que há, no Brasil, um horizonte muito grande de possibilidades para se combater a desigualdade social e a pobreza, mas não é tradição olhar o sistema tributário como uma delas. Para ele, a tributação não pode ser vista somente como um elemento de arrecadação, mas deve ser analisada sob o ponto de vista da " justiça tributária".
Com base em estudos e simulações realizados pelo Ipea, o presidente do instituto afirmou que os ricos, no Brasil, "praticamente não pagam impostos", ao contrário do que acontece em países mais desenvolvidos. Por isso, explicou que a redução na cobrança da Cofins beneficiaria a camada mais pobre da população, pois reduziria, também, os preços dos produtos e serviços, possibilitando às famílias ampliarem seu consumo.
Para Marcio Pochmann, ainda, com a criação de um número maior de faixas de tributação do Imposto de Renda seria possível praticar a justiça tributária e, ao mesmo tempo, manter o mesmo nível da carga tributária bruta, mesmo com a redução da Cofins.
- Temos hoje apenas duas alíquotas para o Imposto de Renda, uma de quinze por cento e outra de vinte e sete por cento. Por que não tornar o Imposto de Renda mais progressivo, criando, por exemplo, doze diferentes faixas de contribuição, com alíquotas que poderiam variar entre zero e sessenta por cento, e ainda implementar um imposto sobre grandes fortunas, como já ocorre em muitos países ricos? - questionou Marcio Pochmann.
Ao justificar sua sugestão, o presidente do Ipea lembrou que, no
Brasil, os 10% da população mais rica concentram 75% de todo o estoque de riquezas do país. Além disso, ele explicou que, ano a ano, vem aumentado o comprometimento do salário do trabalhador, principalmente daqueles do segmento mais pobre, com o pagamento de impostos. Para exemplificar sua afirmação, Marcio Pochmann disse que, em 1996, quem recebia dois salários mínimos por mês comprometia 28% da sua renda com a carga tributária. Já em 2003, esse comprometimento passou a ser de 48,9%para a mesma faixa salarial.
- Isso representa um aumento de 73,4% na carga tributária de quem ganha dois salários mínimos - justificou.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Presidente do Ipea defende política tributária mais justa para enfrentar desigualdades e pobreza
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6.6.08
Marcadores: Tributária
Países ricos querem vender caro acordo na OMC, diz Amorim
BBC Brasil / Daniela Fernandes
06/06/2008
O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta quinta-feira que as economias ricas querem "vender caro" aos países emergentes um acordo na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Segundo o chanceler, a recente alta nos preços dos alimentos está levando os países ricos a concederem menos subsídios aos seus agricultores, já que os produtores estão se beneficiando dos aumentos das cotações das commodities.
Essa diminuição dos subsídios agrícolas, de acordo com o ministro, reduziu o valor das ofertas dos países ricos nas negociações da rodada de Doha da OMC, que prevê a liberalização do comércio mundial.
"Como os preços dos alimentos devem permanecer elevados por um longo período, as ofertas apresentadas em relação aos produtos agrícolas considerados sensíveis e também em relação aos subsídios são hoje menos atrativas do que teriam sido há dois anos", afirmou Amorim.
"Nós ainda queremos a rodada de Doha porque ela é importante para o sistema multilateral. Precisamos de um carro porque é necessário ir a algum lugar, mas esse carro já está usado e não é possível cobrar por um carro usado o preço de um novo".
Mercosul
Amorim participou nesta quinta-feira em Paris da reunião anual da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), da qual o Brasil participou como país convidado.
Para ele, os países ricos não oferecem cortes significativos de seus subsídios agrícolas, mas exigem, em contrapartida, que os emergentes reduzam suas tarifas de importação para produtos industriais.
"Os países ricos precisam ser realistas em relação ao preço que estão cobrando por um acordo", afirmou Amorim.
"A primeira coisa que pedimos é que os subsídios agrícolas dos países ricos sejam reduzidos consideravelmente. A segunda é que não cobrem muito caro por um carro usado".
Amorim também afirmou que o Mercosul não pode ser prejudicado nas discussões. "O Mercosul não está à venda", disse.
No final da tarde, Amorim participou de uma reunião informal da OMC com ministros do Comércio de cerca de 30 países para fazer um balanço sobre as negociações atuais.
O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que também participou da reunião em Paris, tenta relançar as negociações, atualmente bloqueadas.
Lamy deseja organizar até o final de junho uma reunião em nível ministerial para tentar obter até o próximo mês um acordo-quadro nas áreas da agricultura e de bens industriais.
Lei das S.A. provoca polêmica
InvestNews / Angela Ferreira
06/06/2008
Ainda muito nova, a lei 11.638 - que entrou em vigor em 28 de dezembro do ano passado, e ratificada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pela instrução 469, de 2 de maio deste ano -, conhecida como a lei das 'S.A' (Sociedade Anônima), provoca distorções quanto às interpretações, principalmente, quando o assunto é a quantificação do valor da(s) marca(s), seja da empresa, de um produto ou de um serviço.
Isto ocorre porque alguns advogados interpretam como obrigatória a descriminação do valor das marcas nos balanços financeiros das empresas, enquanto outros indicam que a mesma só deve ocorrer quando há realização de operações de mercado, como fusão, aquisição, cisão ou incorporação.
Para Eduardo Tomiya, diretor-geral da BrandAnalytics, uma das principais consultorias de marcas do País, o registro do valor das marcas só deve ser realizado quando existir uma aquisição e, ainda assim, quando a empresa compradora almejar a manutenção e a continuidade daquela marca comprada.
"Um exemplo disto foi a aquisição da Cica pela Unilever. Como esta não pretendia continuar com a marca Cica no mercado, não foi preciso contabilizar os valores da marca, uma vez que a mesma iria se extinguir no mercado", exemplifica o diretor. Ainda segundo Tomiya, o valor só deve ser registrado nestas operações mercadológicas, justamente porque seguem o padrão internacional de registro.
"Mundialmente, você só registra o valor da marca quando há uma aquisição. No mercado denominamos esta indicação de teste de impairment, que consiste na comparação entre o valor contábil do ativo e o seu valor recuperável. Na prática, significa contratar uma consultoria que vai dar um parecer que este valor de marca que a empresa comprou continua existindo. Sendo assim, como a legislação brasileira veio ao encontro das leis internacionais, concluímos que o valor da marca só deve constar do Balanço Patrimonial da empresa nestes casos específicos", avalia o diretor.
O advogado Horácio Bernardes, sócio do escritório Xavier, Bernardes, Bragança Advogados, também concorda com Tomiya. Para ele, os registros de valor de marca nos balanços patrimoniais das empresas só deve ser realizado em operações de mercado, como aquisição, fusão, cisão ou incorporação.
De acordo com Bernardes, este equívoco na interpretação da lei é decorrência da sua recente publicação. "O governo realizou mudanças na análise corporativa da S.A. para se alinhar ao padrão internacional. O equívoco na sua interpretação é decorrência de ser uma lei muito nova e falta experiência na sua aplicação", indica.
"Os tribunais ainda vão julgar casos deste tipo e, a partir destes resultados, as pessoas vão começar a incorporar uma interpretação mais comum da lei. Isto ocorre com toda nova lei: quando ela sai, cada um vai interpretá-la de uma determinada maneira, com o passar do tempo, as interpretações se ajustam", acrescenta o advogado.
De acordo com Ivo Viana, consultor de impostos da IOB, uma empresa 100% nacional e pioneira em informações empresariais para as áreas contábil e jurídica, existe critérios para dois casos na interpretação da lei.
Segundo o consultor, as empresas S.A. de capital aberto e as S.A. de capital fechado e Ltda de grande porte são obrigadas a segregar dos imobilizados o valor dos bens intangíveis, que é a classificação que as marcas se inserem agora. Também nos casos de fusão, aquisição, cisão ou incorporação, é necessário registrar o valor de mercado das marcas.
"A grande mudança, na verdade, foi a maneira como este valor deve ser lançado no balanço patrimonial: antes, eles faziam parte dos ativos imobilizados, que contabilizam os bens corpóreos e incorpóreos da empresa, e a marca era reconhecida como um bem incorpóreo. Agora, sua descriminação estará segregada no subgrupo de intangíveis", comenta Viana.
Nesta linha, ainda de acordo com Viana, toda nova marca deve ser incluída no balanço patrimonial da empresa. "Para se ter os direitos de exclusividade da marca, é preciso fazer o registro no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).
Os gastos que a empresa tiver com o registro desta marca fica estabelecido como o primeiro valor de mercado da marca", explica o consultor da IOB. Vale ressaltar que, segundo Viana, não se incidem impostos sobre os registros destas marcas nos balanços patrimoniais.
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Marcadores: Governança
Indústria automotiva registra recorde de vendas e produção, destaca Anfavea
Rodrigo Postigo
06/06/2008
O presidente da Anfavea, Jackson Schneider, destacou hoje que a produção e o volume de vendas alcançados pela indústria automobilística nos primeiros cinco meses do ano são recordes históricos para o período. Segundo o executivo, a expansão do crédito continua sendo o principal motor desse desempenho. De acordo com a entidade, em abril de 2008, o volume de crédito disponível ao setor era de R$ 84,2 bilhões, o que representa um crescimento de 23,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado das vendas e da produção de maio também foi recorde para o mês. O recorde anterior para o período foi o mesmo mês do ano passado.
"A indústria automobilística brasileira entrou em um novo patamar de produção e vendas, o que nos levou a revisar as projeções para o ano de 2008", disse Schneider. De acordo com ele, o setor consolidou-se em um nível de vendas de 220 mil unidades por mês, e não deverá registrar grandes saltos daqui para a frente.
Questionado sobre o impacto dos juros no setor, o presidente da Anfavea respondeu que o setor não foi afetado a ponto de interromper investimentos ou o ritmo de crescimento. Em relação à inflação, Schneider disse que o tema não preocupa porque as autoridades estão atentas. Além disso, ele acrescentou que o atual nível da inflação está dentro do controle. "A necessidade de repasse de preços será analisada por cada empresa", complementou.
Para o executivo, a indústria deve continuar atraindo novos investimentos, mesmo com o crescimento menor esperado para o futuro. Ele lembrou que as montadoras programam investimentos de US$ 5 bilhões para este ano e que para o período de 2008 a 2010, a cadeia investirá US$ 20 bilhões. Schneider ressaltou que a indústria começa 2009 com uma capacidade de produção de 4 milhões de unidades e que isso é suficiente para atender à demanda.
Brazil automakers raise sales forecast for 2008
Thu Jun 5, 2008 12:12pm EDT
SAO PAULO, June 5 (Reuters) - Brazil's national automakers' association on Thursday raised its sales and production forecasts for 2008, citing red-hot demand as a booming economy and steady credit growth let more Brazilians buy cars.
The association, known as Anfavea, said auto sales are on track to jump 24.2 percent this year to a record 3.06 million units. It had previously forecast that sales would rise 17.5 percent in 2008 to 2.895 million units.
Total auto output in Latin America's largest country should rise 15 percent this year to an all-time high of 3.425 million units, up from a previous estimate of an 8.9 percent increase, Anfavea said.
Even with domestic demand for new cars stretching production capacity to the limit, Anfavea said exports of cars and trucks made in Brazil are still on course to grow 7.4 percent in 2008, reaching $14.5 billion.
In the first five months of the year, auto sales in the country are already up 30.3 percent and production rose 21 percent, Anfavea said.
Brazil's automobile market has been one of the main beneficiaries of an economic revival that has lifted millions of Brazilians out of poverty into the middle class, with many taking out loans to buy cars for the first time.
The country's car market is dominated by global automakers such as Italy's Fiat FIAT.MI, Germany's Volkswagen AG (VOWG.DE: Quote, Profile, Research), U.S.-based General Motors Corp (GM.N: Quote, Profile, Research) and Ford Motor Co (F.N: Quote, Profile, Research), followed by Japanese and French manufacturers.
Both GM and Ford are doing so well in Brazil that their operations here are helping to offset major losses at home in the United States, where the soaring price of gasoline is forcing automakers to rethink their business models.
In Brazil, almost 90 percent of all new cars sold are equipped with flex-fuel engines, which run on either gasoline or cane-based ethanol, or any combination of the two. As a result, the recent surge in oil prices has had little impact on the country's auto market. (Reporting by Alberto Alerigi Jr., Writing by Todd Benson; Editing by Jan Paschal)
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6.6.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Bolsa ganha força com grau de investimento
Entrada mais acentuada de capital estrangeiro deve fortalecer movimento de valorização das ações
O Estado de São Paulo / Tom Morooka
06/06/2008
O mercado de investimentos assiste a eventos que influenciam as decisões do aplicador, tanto na renda variável quanto na fixa. O mercado de ações, que respondeu positivamente nos últimos anos às mudanças econômicas, tende a continuar reagindo à concessão do selo de garantia de investimento ao País por agências de classificação de risco. Duas melhoras de nota já vieram, a da Standard & Poor?s e da Fitch. A expectativa agora é com a possível decisão de outra agência bastante conceituada, a Moody?s (ler reportagem na página 2).
A inclusão do Brasil no restrito grupo de países considerados seguros para o capital gera confiança para investimento em um país anteriormente considerado especulativo e com risco de calote. Mudanças significativas ocorreram, por exemplo, desde a moratória da dívida externa, declarada em 1987. Embora ainda reste muito a fazer, o País conseguiu estabilizar a economia e controlar a inflação, dar maior racionalidade à política fiscal para a geração de superávits e, principalmente, acumular reservas cambiais que se aproximam de US$ 200 bilhões. Foi esse nível de reservas que, segundo economistas, manteve a economia doméstica longe da turbulência provocada pela crise de hipotecas de alto risco nos EUA.
A expectativa é que a nova imagem do País perante o mundo, principalmente se reforçada pela Moody?s, atraia mais capitais para o mercado de ações, fortalecido também pela fusão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) com a Bolsa Mercantil & Futuros (BM&F). O mercado não arrisca previsões sobre o volume nem o ritmo de ingresso de capital estrangeiro para a compra de ações, mas a expectativa é que o aumento de fluxo externo leve a novas valorizações da Bolsa.
O cenário positivo do mercado de ações favorece também os fundos multimercados, que sofreram desde o fim do ano passado com o aumento da volatilidade na Bolsa, diz o analista de investimentos Eduardo Santalúcia. Segundo ele, o produto é interessante para pequenos volumes de recursos que não serão usados no curto prazo.
"Existe uma expectativa muito grande com a Moody?s, cuja decisão de reavaliar a nota do País, se sair, poderá levar a uma arrancada da Bolsa", comenta Wlademir Bidoy, superintendente-executivo da Bradesco DTVM. Bidoy diz que, ainda assim, é preciso ficar atento aos desdobramentos da crise de hipotecas de alto risco nos EUA. Uma eventual retomada de incertezas sobre os efeitos dessa crise na economia mundial pode alimentar forte volatilidade e vendas de ações, avalia.
Se o País está cada vez mais bem visto no cenário externo, internamente um mal que se considerava sob controle volta à cena e passa a preocupar governo e investidores. Pressionada pela alta de preços de alimentos, commodities agrícolas e petróleo, principalmente, a inflação avança forte no atacado e ganha força também no varejo (ver reportagem na pág. 4). A aceleração da inflação está levando ao aperto da política monetária num momento que o aumento do fluxo de investimento externo estimulado pelo grau de investimento poderia dar mais folga à política monetária, com a administração de juros mais baixo, diz Santalúcia.
O avanço da inflação e, em sua esteira, dos juros, por decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), exige uma reavaliação dos investimentos, mas nem sempre a migração de recursos para outra aplicação.
Segundo analistas, o investidor deve avaliar o peso da tributação, que pode anular a vantagem acenada por outra aplicação, antes de decidir pela migração. Ao resgatar o dinheiro, o investidor é tributado por alíquotas que são tanto mais elevadas quanto menor o tempo de permanência do dinheiro na aplicação. Em geral, a procura por opções mais rentáveis na renda fixa é indicada só para o dinheiro ainda não aplicado.
Para uma ala de especialistas, em cenários como o do momento, o investidor deve preocupar-se mais em proteger o capital contra o avanço da inflação, em vez de procurar opções mais rentáveis. Um dos produtos indicados são os fundos DI, cuja remuneração acompanha a elevação dos juros correntes. "Hoje, o fundo DI oferece mais proteção para o dinheiro novo que o fundo de renda fixa", avalia Santalúcia. "Mas quem já está com o dinheiro aplicado num fundo de renda fixa não deve sair", recomenda.
BALANÇO
Apesar dos percalços, provocados sobretudo pelas incertezas com os desdobramentos da crise no mercado de hipotecas nos EUA nos primeiros meses do ano, a Bovespa ostenta a melhor rentabilidade no mercado de investimentos neste ano. O Índice Bovespa (Ibovespa), principal índice do mercado acionário paulista, acumulou valorização de 13,63% nos cinco primeiros meses.
Entre os principais investimentos financeiros, a aplicação em ações é a única que proporciona rendimento acima da inflação de 4,74% acumulada pelo IGP-M no período (ver tabela acima).
Deu alento ao mercado de ações, diz Eduardo Santalúcia, a reavaliação de nota dos títulos da dívida externa brasileiros com a concessão do grau de investimento pelas agências de classificação de risco.
Os investimentos no mercado de renda fixa foram atropelados até o momento pela aceleração da inflação. Dos fundos de renda fixa aos fundos DI, passando pelos CDBs, todos apuram rendimento inferior à variação do IGP-M, que reflete principalmente a evolução de preços no atacado.
Mas até o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que espelha a variação de preços no varejo e mais sensível ao aperto na política monetária, acumula no ano, até abril, uma variação de 2,08%. Esse número é pouco menos da metade da meta de inflação de 4,5% definida para 2008 pela política de metas de inflação do Banco Central.
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Marcadores: Governança
U.S., EU warn Doha trade talks risk failure
Thu Jun 5, 2008 4:41pm EDT
By Jonathan Lynn and William Schomberg
PARIS (Reuters) - The United States and the European Union said on Thursday the Doha round of world trade talks could collapse because of 11th-hour intransigence by some big developing countries.
The warning comes ahead of a potentially decisive push to end the long-delayed World Trade Organization talks, and could deepen a gap between rich and poor nations.
EU trade chief Peter Mandelson said success in the round, launched in 2001, was vital to solving the global food crisis and prevent the world sliding into job-destroying protectionism.
"Everyone knows that those who are playing it long are playing for failure," he said after meeting trade ministers from other WTO powers in Paris. "Delays will make things harder."
U.S. Trade Representative Susan Schwab said the WTO talks were entering their most critical days since they started.
"None of us alone can carry this forward and it only takes a few of us to make sure the talks stall," she told reporters. "We do not have the luxury of unlimited time -- on the contrary."
Mandelson and Schwab did not name countries risking Doha's collapse but both have said in the past that advanced developing countries like Brazil, India and China are not doing enough. France says it doesn't want to be hurried into a premature deal.
The talks, to boost the world economy and help poor countries export more, have been declared doomed many times.
After nine months of intensive negotiations a deal on agriculture -- vitally important to poor countries and politically sensitive in rich ones -- is within sight which would cut tariffs and subsidies in rich and poor countries while allowing both to shield their most sensitive sectors.
CORE CHAPTERS
But on Monday a WTO mediator gave up trying to narrow gaps on industrial goods, the other core chapter, saying countries were unwilling to compromise on the sector that accounts for the bulk of world trade, in products from automobiles to textiles.
Senior officials from national capitals are due to meet in Geneva next week and WTO Director-General Pascal Lamy said industrial tariffs would be the main focus given the lack of progress there compared with farming.
"We are rapidly approaching the point where the round either moves ahead or dips off the radar screen, perhaps for some time to come," he told a news conference.
But there was a new sense of both urgency and political commitment to complete the deal, he said after trade ministers from the United States, European Union, Japan, Brazil, India, China and other trade powers met in Paris.
The WTO's 152 countries want to end the Doha round this year, before it is overshadowed by change in the White House and the EU's executive Commission in 2009 and elections in India.
To meet the timetable, ministers need to agree on the core areas of industrial and farm goods before Europe's summer break.
Ministers declined to set a date for that meeting because first negotiators need to narrow differences on potentially deal-breaking technical details and start trade-offs between farming and manufactured goods.
"We aren't going to know until we get into this intense engagement whether the rhetoric translates into reality," said U.S. trade chief Schwab.
Trade-offs are key to a deal with developing countries who say they are being asked to open up their markets for industrial goods while rich countries want to shield their protected farm markets from full competition.
Mandelson accused some countries of focusing on agriculture and underplaying industry.
"The fact that we talk more about agriculture is because agriculture is where the major distortions lie," Brazilian Foreign Minister Celso Amorim said.
Indian Trade Minister Kamal Nath challenged Schwab about the new U.S. farm bill which increases support for American farmers, running counter to efforts in the round to reduce trade-distorting subsidies which many economists say have contributed to the food crisis.
According to a participant in the talks, Schwab replied that a successful Doha package that offered gains to everyone including U.S. business would enable Congress to rewrite the farm bill to bring the subsidies into line with the new deal.
South Africa's Deputy Trade Minister Rob Davies said some rich countries were "beginning to throw their toys out of the cot" over proposals under negotiation on industrial goods.
France, the champion of Europe's farmers, said this week that the WTO should not be hurried into a bad deal.
(Editing by Jon Boyle)
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quarta-feira, 4 de junho de 2008
PEC da Reforma Tributária recebe 485 emendas
Agência Câmara
04/06/2008
Na reunião da Comissão Especial da Reforma Tributária que começou há pouco, o presidente Antonio Palocci (PT-SP) informou que foram apresentadas 485 emendas às PECs que compõem a reforma (233/08, 31/07 e outras). O prazo para apresentação de emendas terminou na última quinta-feira.
Já chegaram para participar da audiência pública da comissão os presidentes da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), Rogério Macanhão; da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), Roberto Kupsky; da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Benedito Marcílio Alves da Silva; da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), Antonio Fernandes dos Santos Neto; da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos; e da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah.
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Marcadores: Tributária
Normas para empresas abertas irão à consulta
Valor Econômico
04/06/2008
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deve colocar em breve em consulta pública a revisão de uma das instruções pilares da regulamentação do mercado brasileiro de capitais - a 202, que trata das informações necessárias para uma companhia obter e manter o registro de empresa aberta.
A autarquia trabalha nesse tema desde o ano passado. A expectativa de Maria Helena Santana, presidente da CVM, é que a minuta com as novas normas seja anunciada, possivelmente, no começo do segundo semestre.
Segundo Maria Helena, estão em estudo medidas que agilizem a obtenção do registro de oferta pública para companhias já abertas, com redução do material a ser apresentado para a colocação de ações - já que a empresa tem histórico de dados conhecido pelo mercado. Além disso, também vem sendo considerada a possibilidade de dispensar do registro ofertas com esforço de colocação muito restrito, que tornariam essas operações quase privadas.
Outro ponto que a instrução revisada deve abordar é a diminuição de algumas exigências feitas às companhias, conforme os tipos de títulos emitidos e o ambiente em que são negociados - balcão não-organizado e bolsa. "Estamos tentando tornar essa questão mais proporcional."
Mas a nova regra não terá apenas caráter facilitador. O objetivo também é ampliar obrigações de abertura de informações no relatório anual entregue à autarquia, denominado IAN. É nessa parte que entra o debate sobre a remuneração de executivos. Apesar da ampla abertura de dados nos Estados Unidos, esse debate ainda é polêmico no Brasil. (GV)
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Governo recua e adia votação da CSS
Gazeta Mercantil/Caderno A / Márcio Falcão
04/06/2008
O governo corre contra o tempo para convencer deputados da base aliada a apoiar a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), um novo tributo que vai funcionar nos moldes da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Ontem, os líderes governistas recuaram mais uma vez e desistiram de colocar em votação o texto da regulamentação da Emenda 29, que fixa percentuais mínimos para União, estados e municípios aplicarem na saúde, no qual pretendem emplacar o novo imposto. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reconheceu a falta de acordo. "Não existe acordo para a apreciação da matéria e ainda estamos trabalhando no texto do substitutivo", afirmou Chinaglia.
Para convencer os parlamentares a apoiar a proposta, que deve ser votada na sessão de hoje da Câmara, o governo fez e refez cálculos e recorreu até a cúpula do governo. Líderes dos principais partidos da base telefonaram ao ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, pedindo garantidas exigidas pelos parlamentares, especialmente da bancada da saúde, em troca de votos favoráveis.
Agora, Múcio terá que bater o martelo sobre a edição de um crédito suplementar de R$ 6 bilhões para a saúde neste ano. Este é o tamanho do rombo que especialistas do setor prevêem para o final do ano e que pode levar a falta de repasses do governo para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A pressão da Frente Parlamentar da Saúde para a edição do crédito é motivada pelo fato de que se for aprovada, a CSS só passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2009 e terá alíquota de 0,1% sobre qualquer movimentação financeira. A idéia, portanto, é garantir recursos antes da vigência do tributo.
Com a edição do crédito, o Orçamento da saúde para este ano seria de R$ 54,5 bilhões e não mais R$ 48,5 bilhões.
Em 2009, com a CSS sendo aplicada, a saúde receberia a variação do PIB nominal sobre R$ 54,5 bilhões mais a arrecadação do novo imposto previsto para R$ 10 bilhões ao ano.
Pelo texto original de regulamentação da Emenda 29, a saúde teria 10% das receitas brutas do Orçamento para a área de saúde de forma escalonada, que somariam R$ 23 bilhões a mais até 2011. Com as alterações na proposta, os governistas esperam conseguir os 257 votos necessários para aprovar a CSS.
Pelos cálculos mais otimistas, o governo terá em plenário entre 280 e 290 votos pela criação do novo tributo. Mas os próprios governistas sustentam que a decisão está com a bancada da saúde, composta por 243 deputados, e que está rachada.
A Frente da Saúde, após receber a proposta dos governistas, se reuniu e não entrou em consenso. Parte dos deputados que se posicionaram contrários a CSS voltou atrás com a articulação pelo crédito extraordinário, o temor é ficar sem a verba da Emenda 29 e da CSS.
"Estiquei a corda ao máximo dentro do partido e do governo, mas eles estão irredutíveis e não aceitam os 10%. A política é a arte do possível", explica o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-presidente da Frente.
Para o presidente da bancada, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), não há o que temer, uma vez que está em jogo a volta da CPMF e não a Emenda 29.
"A nova CPMF virou o foco. Estamos falando da nova CPMF e a saúde ficou a reboque. É isso que estão fazendo conosco", diz Rafael Guerra.
Além de administrar as cobranças em torno do texto, o governo trabalha para convencer os deputados de que não haverá prejuízos políticos em ano eleitoral ao apoiar a criação de um novo tributo.
Na base aliada as principais resistências à criação do novo imposto vêm de integrantes do PMDB, PTB, PR e PV.
Deputados alegam que aumento da carga tributária é prejudicial. No Congresso, pelo menos 137 parlamentares são pré-candidatos a prefeitos e boa parte deles considera que um novo tributo é mal visto por boa parcela da sociedade, um cenário de alta carga tributária.
Para o primeiro-secretário da Câmara, Osmar Serraglio (PMDB-PR) o Palácio do Planalto erra ao não assumir a paternidade da CSS.
"Tá cheio de [deputado] candidato a prefeito. É um momento inadequado, um sacrifício muito grande. Nesse cenário, é muito difícil aprovar", afirma Serraglio.
Os líderes governistas rebatem dizendo que não há desgaste uma vez que 80 milhões de brasileiros não pagarão CSS.
Haverá uma faixa de isenção de R$ 3.038,00 para aposentados, pensionistas e trabalhadores do sistema formais.
A oposição, no entanto, argumenta que as mudanças no texto não influem no voto contrário. Ontem, o DEM fechou questão contra a nova CPMF.
O presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os líderes do partido se reuniram e decidiram que quem resolver não voltar com a orientação partidária poderá ser expulso.
"Não tem a mínima condição de apoiarmos a volta de algo que sepultamos no final do ano passado. Não podemos apoiar o aumento da carga tributária diante de uma reforma que promete a simplificação do sistema tributário do País", considera o deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC).
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Global Trade Negotiations Are Dealt Another Setback
By STEPHEN CASTLE
The New York Times
Published: June 4, 2008
BRUSSELS — Global trade talks have stumbled again after a frustrated mediator suspended negotiations over industrial goods, complaining that it was “pointless to continue” because diplomats were refusing to negotiate.
The halt in discussions to reduce industrial tariffs, demanded by Don Stephenson, Canada’s ambassador to the World Trade Organization, late Monday, could block a crucial stage of negotiations with a goal of striking an agreement between opening markets in agriculture and in manufactured products.
After seven years, the World Trade Organization’s so-called Doha trade round — named for discussions that began in the Qatari capital — is at a crucial junction if negotiators are to reach a global accord to reduce trade barriers and tariffs by the end of 2008.
Advocates of a deal say that the need for an accord has been made more urgent by soaring food prices, which have created unrest in developing countries, and by the credit squeeze, which has heightened the risks of a global economic slowdown.
The latest setback came after diplomats in Geneva failed to narrow differences over industrial goods after eight days of negotiations. Not one of the many proposals to open the markets of W.T.O. members further to industrial imports was agreed to during discussions.
“From where I sit, it is pointless to continue in this manner,” Mr. Stephenson said, according to Bloomberg News. The suspension may put pressure on negotiators to rethink their positions.
Discussions to reduce tariffs and subsidies on agricultural exports will continue next week. But with the parallel talks on agriculture and industrial goods closely linked, a holdup on one issue poses a serious threat to hopes of a successful conclusion of the overall talks.
“The progress made in nonagricultural market access to date is not sufficient for an accord,” said Keith Rockwell, a spokesman for the W.T.O.’s director general, Pascal Lamy.
Mr. Rockwell added, “Certainly the next few weeks will be extremely important in terms of the objective of getting this done by the end of the year.”
Until now most of the attention had been focused on agriculture, with the United States under pressure to reduce farm subsidies and the European Union to cut tariffs on agricultural products.
But the United States and the European Union have sought to increase pressure on emerging economies to compromise over industrial tariffs.
Attention will shift now to a meeting on Thursday in Paris, which will be led by Australia and will be attended by negotiators from Brazil, China, India, the European Union and the United States.
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4.6.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Emerging debt-Mexico catchs up with Brazil in volatile trade
Tue Jun 3, 2008 2:59pm EDT
By Walter Brandimarte
NEW YORK, June 3 (Reuters) - Mexican sovereign debt prices rose on Tuesday, catching up with a recent rally in Brazilian bonds, but a sharp fall in commodity prices reduced investors' appetite for the asset class in general.
Volatility remained high as safe-haven U.S. Treasuries reversed initial losses to post gains in the afternoon, buoyed by demand from risk-averse investors.
Yield spreads between emerging markets bonds and U.S. Treasuries, considered a key gauge of risk aversion, widened seven basis points as a result, reaching 254 basis points on the benchmark JPMorgan EMBI+ index 11EMJ.
But Mexico's spreads bucked the trend, narrowing two basis points on the EMBI+ to 135 basis points. According to analysts, investors were adjusting relative prices following a two-day rally in Brazilian bonds, which started when Fitch upgraded the credit to investment grade last week.
"Brazil has been trading inside Mexico, even though it's a lower-rating credit. That created a relative-value distortion and so now the markets are arbitraging out the difference," said Siobhan Morden, Latin America strategist with ABN AMRO in New York.
Mexico's global bond due 2034 MEXGLB34 was 0.875 point higher in price, bidding at 111.625, while Brazil's global bond due 2037
Despite its gains, spreads between the Mexican paper and 30-year U.S. Treasury notes were still at 123.3 basis points, wider than the 120.7 basis-points spread seen at the Brazilian 2037 bond.
Rob Zukowski, senior technical analyst at 4CAST, said he expects Brazilian long-dated bonds to post more losses as U.S. Treasuries sell off.
"I'm a little bit bearish on the long-end of the Treasury curve in the U.S. and I think that the Brazil 40 would suffer, sell off a little bit more, following Treasuries lower," he said.
Venezuelan bonds also posted losses as U.S. crude prices CLc1 slipped more than 2 percent, weighing on the economic outlook for the oil-exporting country.
Venezuela's risk spreads widened 12 basis points on the EMBI+, to 602 basis points, while the country's global bond due 2027
Argentina's risk spreads also widened 10 basis points on the EMBI+ as farmers decided to extend their strike over a controversial export tax on grains for another week. [ID:nN02285469]
Farmers are demanding changes to a sliding-scale export tax system that raised levies on soy products. The government last week unveiled some unilateral modifications to the taxes, but farm leaders said the measures were not enough.
Meanwhile, Panama continued with its offer to exchange high-cost bonds due 2011 and 2012
As part of the deal, Panama will reopen its 2029 bond
The exchange offer, which ends this afternoon, "offers an attractive yield pick-up given the price concessions the Panama government is offering," JPMorgan analysts said in a research note.
"Overall, we remain comfortable with fundamentals in Panama, due to strong growth momentum, despite the global slowdown, and Canal expansion remaining on track so far," the bank said, noting that improvement in government debt ratios might drive the country into the investment-grade club in 2009.
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4.6.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Com possível aumento da taxa Selic, Brasil será campeão de juro real
Rodrigo Postigo
04/06/2008
A provável decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros, a Selic, hoje, vai pôr o País em uma posição isolada no ranking dos maiores juros reais do mundo (descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses). Se a alta for de 0,5 ponto porcentual para 12,25% ao ano, como prevê a maioria do mercado, a taxa brasileira vai para 6,9% ao ano, superior à da Austrália, de 5,5%; Turquia de 5,3%; Colômbia, de 3,7%; e México, 2,6%.
"O Brasil vai continuar na primeira posição por um bom tempo. A liderança apenas seria perdida se o Banco Central iniciasse um corte dos juros de um ponto porcentual. O que não deve ocorrer tão cedo”, destacou o economista da UP Trend, consultoria econômica responsável pelo ranking dos juros reais, Jason Vieira. A posição do País reforça o movimento positivo de entrada de recursos estrangeiros no País e, conseqüentemente, pressiona o câmbio. "O volume de recursos só não tem sido maior porque a bolsa paulista (Bovespa) está um pouco cara", afirmou Vieira.
Segundo ele, a surpresa deste mês foi a queda da Turquia para a terceira posição e a ascensão da Austrália para o segundo lugar. No caso turco, a taxa foi influenciada pela inflação elevada. A Austrália, que tem juros nominais de 6,9% ao ano, subiu no ranking por causa dos baixos índices de preços.
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4.6.08
Marcadores: Tributária
BM&F Bovespa se prepara para internacionalização
Rodrigo Postigo
04/06/2008
Menos de um ano depois da abertura do capital e dois meses depois da fusão, a BM&F Bovespa começa a preparar sua internacionalização.
"Temos um papel a cumprir no cenário internacional", disse nesta terça-feira Gilberto Mifano, recém-nomeado presidente do conselho de administração da holding, em palestra a profissionais de mercado.
Mifano salientou que ainda não há nenhuma operação específica em estudo, mas que uma integração dos mercados na América Latina faz parte da estratégia.
"Com a fusão da Bovespa com a BM&F, nós nos tornamos uma das maiores bolsas do mundo, viramos um player global. Oportunidades (de aquisições) vão ser consideradas, desde que façam sentido estratégico e dêem retorno para os acionistas", acrescentou.
O executivo avaliou ainda que a concessão ao Brasil do selo de investimento seguro pelas agências Standard & Poor´s e Fitch terá reflexos positivos para o mercado acionário no Brasil.
Um deles é a retomada das ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) no segundo semestre. "É possível que retomemos os níveis de 2006", disse.
No ano passado, o volume captado em ofertas iniciais de ações na Bovespa somaram US$ 30,1 bilhões, um aumento de 296% em relação aos US$ 7,6 bilhões de 2006.
No acumulado de 2008 até esta terça-feira, o total captado por esse meio era inferior a US$ 1 bilhão.
Mifano acredita ainda que o volume diário de negócios no mercado doméstico deve continuar crescendo. Desde a elevação da nota soberana brasileira pela S&P, em 30 de abril, o volume médio da Bovespa já subiu 21,5%.
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4.6.08
Marcadores: Governança
TABLE-OECD's GDP, inflation forecasts for BRIC countries
Wed Jun 4, 2008 5:02am EDT
BEIJING, June 4 (Reuters) - The Organisation for Economic
Co-operation and Development on Wednesday issued the following
forecasts for gross domestic product and inflation in 2008 and
2009 for Brazil, Russia, India and China.
(Percent change on a year earlier)
GDP CPI inflation
2007 2008 2009 2007 2008 2009
Brazil 5.4 4.8 4.5 4.5 4.9 4.5
Russia 8.1 7.5 6.5 11.9 13.0 10.0
India^ 9.0 7.8 8.0 6.1 6.7 5.5
China 11.9 10.0 9.5 4.8 6.1 4.2
^India's figures are for fiscal years starting in April.
Indian CPI is for industrial workers. 2008/2009 GDP forecasts
published before India on May 30 reported full-year 2007 growth
of 9.0 percent, which beat the OECD's projection of 8.7
percent.
For a story on the BRICs, please click on [ID:nSP57178]
(Reporting by Alan Wheatley)
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4.6.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
terça-feira, 3 de junho de 2008
Cox to Press Global Rules
SEC Chief Seeks An Oversight Body
Wall Street Journal
5/30/2008
The head of the Securities and Exchange Commission is expected to call for creation of a body to oversee the setting of international accounting standards, a step that could hasten the ability of domestic companies to choose international standards over traditional U.S. accounting.
In a recent interview, SEC Chairman Christopher Cox said he wants to propose a "public policy oversight body" that will oversee the trustees of the International Accounting Standards Board, or IASB. Mr. Cox said the oversight body should be made up of national securities regulators and will help make IASB's governance consistent with the requirements of Sarbanes-Oxley corporate-governance rules.
Such a move could smooth the way for the SEC to allow U.S. companies to comply with International Financial Reporting Standards. The SEC last year passed a rule allowing foreign companies with U.S. listings to report using only IFRS; previously, they had to file another set of accounts using U.S. generally accepted accounting principles, or GAAP. The SEC has been considering allowing U.S. companies to comply with IFRS instead of GAAP, although it hasn't reached a decision on whether it would be an option or required after a certain period of time.
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3.6.08
Marcadores: Governança
Cox demanda regras globais
O chefe da SEC pretende que seja criado um Conselho de Supervisão
Wall Street Journal
5/30/2008
O presidente da Sec Securities and Exchange Commission deverá demandar a criação de uma entidade para supervisionar o ajuste, por parte das empresas americanas, aos padrões internacionais da contabilidade (IFRS). Em recente entrevista, o presidente da SEC, Christopher Cox do segundo disse que quer propôr “um organismo governamental” para superviionar os conselheiros do IASB – International Accounting Standards Board. O Sr. Cox declarou que o organismo proposto deve ser composto de representantes das agências regulatórias das Bolsas de Valores, e ajudará a compatibilizar os princípios de governança do IASB com os requisitos de governança expostos na lei Sarbanes-Oxley.
Tal iniciativa permitiria suavizar o caminho a ser percorrido pela SEC no sentido da adoção dos IFRS pelas empresas americanas. O primeiro passo foi dado pela SEC, no ano passado, quando permitiu que empresas estrangeiras com títulos negociados nas Bolsas americanas a apresentem suas contas de acordo com os IFRS ao invés dos GAAP.
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3.6.08
Marcadores: Governança
US gets serious on curbing the Big Four's dominance
Regulators in the UK and the US are determined to tackle the dominance of the Big Four but the latest US audit choice report is subtly demanding much more reform of the accounting industry than UK officials have dared broach
Accountancy Age / Penny Sukhraj
22 May 2008
The US has released its report into audit choice and the dominance of the Big Four firms. Reading through it, the UK’s mid-tier might well be looking on enviously.
The report was produced by the US Treasury and, although it draws on the ideas of the UK version, it goes much deeper and produces more tangible recommendations than its UK counterpart.
Regulators in the UK and the US are determined to tackle the dominance of the Big Four, but a blueprint drawn up by the UK’s FRC sidestepped radical intervention. Instead, a softly, softly approach has been adopted.
The principles of the UK approach are simple: create conditions within which the mid-tier might flourish, but don’t do anything to actively dismantle the market as it is. No-one is going to split PwC in two.
The US authorities have the same objectives as the UK’s, but this latest US Treasury committee report, steered by Hank Paulson, is subtly demanding much more reform of the accounting industry than UK officials have dared broach.
Published last week, it suggests that ‘Big Four-only clauses’ forced on companies by lenders or otherwise should be disclosed as a mandatory requirement by US companies.
By contrast, the UK report only recommended voluntary disclosure.
Where the UK has sought to recommend that companies consider the need to include the risk of withdrawal of their auditor from the market in their risk evaluation and planning approach, the US Treasury has taken this a step further. It recommended that a mechanism be established to assist in the preservation and rehabilitation of a troubled large firm.
The US wants to see that auditors have a back-up plan if things go wrong. If the first plan failed to stabilise the firm, a second phase would allow the SEC to appoint a trustee to intervene.
In Britain, the FRC chief executive Paul Boyle said he agreed a contingency plan would be sensible. ‘The primary responsibility needs to rest with the firms and clients,’ Boyle said. ‘It would be advisable to have this responsibility stretched across a variety of organisations and agencies.’
The FRC has itself launched a further consultation on improving choice in the market by proposing a change in the ownership rules governing the firms, as well as pursuing the idea of joint audits.
Both these ideas have been slammed by the major auditing firms but the threat of failure could see partners warming to them.
Now that the US has launched its salvo in the ongoing challenge to tackle audit choice, the ball may now be back in the UK’s court.
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3.6.08
Marcadores: Governança
Os E.U.A estudam seriamente como conter a dominância das quatro grandes firmas de auditoria
Os reguladores no Reino Unido e nos E.U.A. estão determinados a enfrentar a dominância das BIG4 mas o relatório do Governo Americano está exigindo reforma muito mais ampla do setor de auditoria do que as autoridades Britânicas.
Accountancy Age / Penny Sukhraj
22/05/2008
(tradução livre)
Os E.U.A. divulgaram relatório relacionado à escolha de firmas de auditoria e à dominância das quatro empresa grandes (BIG4). Comparado a ele no Reino Unido as propostas relacionadas ao tema podem ser consideradas tímidas.
O relatório foi preparado pelo Departamento do Tesouro americano e, embora se baseie nas idéias da versão britânica, de relatório equivalente, vai muito mais a fundo na questão e apresenta recomendações mais objetivas do que as propostas no documento britânico..
As agencias reguladoras no Reino Unido e nos E.U.A. estão determinadas a enfrentar a dominância das quatro grandes, mas as recomendações do FRC (Financial Reporting Council) do Reino Unido não consideram intervenção radical no processo. Ao invés propõe a adoção de uma abordagem bastante moderada.
Os princípios da abordagem britânica são simples: criar as condições necessárias para que as firmas médias possam se desenvolver, mas não contempla qualquer iniciativa de intervenção no mercado. Ninguém irá dividir a PwC em duas.
As autoridades americanas têm os mesmos objetivos que as do Reino Unido, o recente relatório comitê do Departamento do Tesouro, dirigido por Hank Paulson, está demandando reforma muito mais ampla do setor de auditoria sua contraparte britânica.
Publicado na semana passada, o relatório que as cláusulas “BIG4 only” impostas em companhias por instituições financeiras sejam obrigatoriamente divulgadas pelas companhias americanas.
Já, o relatório britanico recomendou somente a divulgação voluntária.
Onde o Reino Unido procurou recomendar que as companhias considerem a necessidade de incluir o risco da retirada do auditor do mercado na sua avaliação e planejamento do risco, o Tesouro americano foi adiante Recomendou que um mecanismo para apoiar na assistência e na reabilitação de uma empresa grande em dificuldade, seja estabelecido.
Os E.U.A. querem assegurar que os auditores tenham um plano alternativo caso as coisas não andem bem. Se o plano falhar, numa segunda fase reservaria o SEC poderia indicar um interventor.
Na Grâ Bretanha, Paul Boyle, o presidente do FRC disse concordar que um plano de contingência seja necessário. `Que a responsabilidade principal seja partilhada por auditores e clientes com as empresa e os clientes” disse Boyle dito. ‘Seria aconselhável ter esta responsabilidade fosse estendida a uma variedade de organizações e agências.’
O FRC iniciou um processo de consulta visando aprimorar o processo de escolha de auditores propondo uma mudança nas regras de governança das firmas de auditoria, Bem como na realização de auditorias conjuntas.
Ambas idéias foram fortemente contestadas pelas BIG4 mas a perspectiva de quebra poderia fazer a proposta se bem vista por alguns sócios dessas empresas.
Agora que os E.U.A. lançaram sua proposta para enfrentar o desafio de abordar a questão da escolha de auditores externos, a bola voltou ao campo inglês,
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segunda-feira, 2 de junho de 2008
Energia no Brasil é vulnerável a aquecimento, afirma estudo
Invertia
02/06/2008
Menos atraente dos leilões de energia até agora, o bagaço de cana poderá ganhar status de estrela na geração de energia no final deste século, já que a cana-de-açúcar será a única fonte energética no Brasil que não sofrerá impactos com o aquecimento global.
Por outro lado, a energia eólica deve ficar restrita ao litoral e as hidrelétricas vão produzir menos do que hoje por redução das chuvas, assim como a soja deverá migrar para o Sul em busca de clima mais favorável.
Estas e outras conclusões estão no estudo encomendado pelo Reino Unido através do Global Opportunity Fund a professores e pesquisadores da Coppe, instituto de pós-graduação e pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, liderados por Roberto Schaeffer e Alexandre Salem Szklo, para avaliar o impacto das mudanças climáticas no sistema energético brasileiro no período 2071 a 2100.
"Trata-se basicamente de entender como o sistema energético brasileiro planejado para 2030 reagiria às novas condições climáticas projetadas para o período que vai de 2071 a 2100", explica em sua introdução o trabalho que levou oito meses para ficar pronto.
A vulnerabilidade encontrada, segundo Roberto Schaeffer, acende uma luz amarela em alguns programas do governo e investimentos privados, que deveriam ser repensados.
"O que o estudo chama a atenção é de que não adianta pensar mais em desenvolvimento do Brasil ou apostar fundo em certas regiões se você não começar a olhar a vulnerabilidade delas às mudanças climáticas, pode ser maior ou menor, mas provavelmente o futuro será pior do que hoje", explicou Roberto Schaeffer.
Ele citou projetos hidrelétricos na Amazônia, que estão sendo apontados como a solução para o País - rio Madeira, Belo Monte - como exemplo de uma possível frustração futura diante das mudanças climáticas.
"Há tendência da Amazônia savanizar, ou seja, ficar mais seca, e o Nordeste que já é semi-árido vai ficar mais árido", afirmou.
Nem os ventos escapam das mudanças no clima, segundo o estudo, apontando para uma tendência de migração da produção eólica do interior para o litoral, limitando o crescimento dessa indústria.
"O Brasil tem potencial eólico muito grande, mas muito disperso. A gente mostra (no estudo) que esse potencial grande acaba e fica muito concentrado na costa, vamos ter ventos 30% a 60% menores do que temos hoje", informou.
Outro problema será enfrentado pelas culturas de soja e outras oleaginosas usadas para a produção de biodiesel, que terão que buscar o Sul do país se quiserem continuar existindo.
"Um programa de biodiesel, por exemplo, que era pensado em questões familiares, pequenas propriedades, é uma questão que não dá para assinar em baixo ainda, mas a vulnerabilidade é muito grande e os estudos estão apontando que dendê, soja, mamona etc não vão nascer no Nordeste", afirmou.
Já a cana ganharia mais áreas para ser plantada, por gostar de calor, e o bagaço, hoje praticamente desprezado para gerar energia, poderia compensar as perdas hidrelétricas. "O bagaço pode assumir um papel importante que ele não tem hoje", afirmou.