quarta-feira, 11 de junho de 2008

Bird prevê crescimento de 7% na economia do país em 2008

InvestNews
11/06/2008
O Banco Mundial (Bird) divulgou ontem uma previsão de crescimento de 7% na economia indiana para o ano de 2008. Em 2007, a Índia cresceu 8,7%, ante 9,7% registrados no ano anterior.
Entre os fatores que mais influíram no estudo elaborado pela da entidade financeira, está a desaceleração da demanda por produtos industrializados.
No início desta semana, autoridades indianas divulgaram que a inflação do país avançou para 8,24%, na semana encerrada no dia 24 de maio, ante 8,1% registrados na semana anterior, maior índice registrado em três anos e meio.
O Banco Central do país tem tomado medidas para absorver o excesso de liquidez do sistema financeiro para conter pressões inflacionárias, como a redução de impostos de importação incidentes sobre alguns alimentos.

Brazil: Economic Growth Slows

By BLOOMBERG NEWS
Published: June 11, 2008
Brazil’s economy grew 5.8 percent in the first quarter, powered by higher consumer spending that is stoking inflation and forcing the central bank to raise interest rates. The growth rate slowed from 6.2 percent in the last three months of 2007. Brazil’s statistics agency also reported that exports had fallen 2.14 percent from a year ago, their first quarterly decline since June 2006.

Emergentes receberam US$ 1 trilhão de fundos privados

BBC Brasil / Steve Schifferes
11/06/2008
Mais de US$ 1 trilhão de fundos privados foram investidos em países em desenvolvimento em 2007, o que representou um aumento de US$ 174 bilhões em relação ao investido cinco anos atrás, de acordo com um relatório divulgado pelo Banco Mundial (BM).
Segundo a organização, houve um forte aumento do investimento estrangeiro no mercado de ações e de empréstimos bancários nesses países.
Países relativamente mais prósperos, como Brasil e China, recebem a maior parte do investimento desses fundos privados, enquanto que alguns países muito pobres da África recebem pouco desse dinheiro.
No momento, os fundos estão fluindo para países em desenvolvimento - especialmente grandes mercados emergentes como China e Índia - porque eles ainda estão em crescimento, mesmo com a redução do ritmo econômico dos Estados Unidos e da Europa.
No entanto, o Banco Mundial alerta que, com o começo de uma crise de crédito no mundo todo, reflexo dos problemas no mercado de hipotecas nos Estados Unidos, o fluxo de dinheiro para os emergentes está começando a diminuir.

Ex-ministra: PAC investirá R$ 15 bilhões em trem-bala Rio-SP

Terra / Hermano Freitas
11/06/2008
A ex-ministra do Turismo e pré-candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, disse, na noite desta terça-feira, que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) investirá R$ 15 bilhões na construção de um trem-bala que ligará o Rio de Janeiro a Campinas, passando por São Paulo.
Segundo a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quando pronta, a ferrovia levará passageiros em um intervalo entre 1h30 e 1h50 do Rio a São Paulo e vice-versa.
Dilma afirmou ainda que a obra visa a Copa do Mundo, que o País sediará em 2014. "A mobilidade entre as duas maiores cidades do País será estratégica", disse.
Marta Suplicy e Dilma Rousseff falaram, para um platéia de militantes e jornalistas no Sindicato dos Engenheiros, na região central de São Paulo, durante um evento que discute problemas e soluções para o trânsito da maior cidade do País.

GLOBAL ECONOMY-Inflation surges as commodities prices soar

Wed Jun 11, 2008 7:04am EDT
SINGAPORE, June 11 (Reuters) - Surging raw materials prices pushed Japan's wholesale price inflation to a 27-year high in May and China's factory-gate inflation to its highest in nearly four years, underscoring growing price pressures on the world's economies.
Spain reported annual consumer inflation jumped to a 13-year high of 4.6 percent in May and France said EU-harmonised inflation rose to 3.7 percent, its highest since the data series began in 1997.
"We're still seeing the predominant effect of energy prices and food prices, it's the same story. Inflation will continue to be high in coming months, we haven't reached the peak yet," Olivier Gasnier, an economist at Societe Generale said of the French data.
Rising commodity prices have swung the main focus of global policy makers in recent weeks away from economic growth to the threat of a global spike in inflation.
Although demand is showing signs of weakening in the United States and Europe, voracious appetite for raw materials to feed fast growing emerging economies is fuelling a sharp rise in inflation and increasingly worrying central banks.
Recent comments from the heads of the U.S. Federal Reserve and the European Central Bank have prompted financial markets to price in an increasing risk of higher interest rates in the world's top two trading blocs.
Reflecting China's need for raw materials to keep its economy humming along at double-digit growth, May imports rose at their fastest pace since 2004.
Its exports were also unexpectedly strong thanks to demand from the likes of Brazil and Russia, where shipments rose more than 84 percent and more than 47 percent, respectively, offsetting relatively sluggish demand growth from the United States of 9.1 percent.
Higher raw material costs pushed up China's producer price inflation to 8.2 percent in May, the highest in nearly four years. Food, energy and raw materials costs all surged at double-digit pace.
PIPELINE PRESSURE
The figures suggested price pressures in the pipeline for ordinary Chinese that could limit any moderation in consumer inflation in coming months.
China's trade surplus in May hit $20.2 billion, down 10 percent from a year earlier, after imports soared 40 percent to outpace exports growth of 28.1 percent.
The evidence that the surplus is cresting will offer some relief to Chinese policy makers who will hold high-level talks with their counterparts in the United States next week.
But the surplus is not shrinking quickly enough to relieve the central bank's headache of cash flooding into the country from exports, one of the root causes of inflation.
"If export growth holds up and the trade surplus remains at these elevated levels, forex reserve accumulation continues," said Dwyfor Evans, an economist at State Street in Hong Kong.
China's foreign exchange reserves, already the world's largest, grew a record $74.5 billion in April, adding to the vast pool of liquidity that threatens to push prices still higher.
The central bank signalled its concern on Saturday with an aggressive 1 percentage point increase in banks' reserve requirements to sop up some of the surplus cash in the economy.
That rise, which ties up deposits that banks could otherwise lend out, was interpreted as a harsh tightening step by investors and triggered a steep fall in China's stock markets.
The country's benchmark index .SSEC briefly dipped below the psychologically important level of 3,000 on Wednesday but pared losses to close 1.6 percent lower at 3,024. It's down more than 40 percent so far this year.

Governo pode elevar meta de exportação, diz secretário

Segundo Welber Barral, alta de 5,8% no PIB mostra que indústria está se fortalecendo.
Projeção hoje está estimada em US$ 180 bilhões.
Agência Estado
11/06/2008
A meta de exportações brasileiras para 2008 deverá ser elevada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) a partir de julho. O crescimento de 22% na média diária das vendas externas no início deste ano levará a uma revisão da projeção, hoje estimada em US$ 180 bilhões. A informação é do secretário de Comércio Exterior do ministério, Welber Barral.
Para ele, o Brasil tem se beneficiado da alta dos preços das matérias-primas (commodities), ampliado a competitividade de seu parque industrial e também conquistado novos mercados. Barral disse que a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,8% no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2007 demonstra que a indústria está se fortalecendo e que o Brasil caminha bem diante da desaceleração da economia norte-americana.
O secretário participou da reunião conjunta dos comitês de Comércio Exterior e Negociações Internacionais da Câmara Americana de Comércio (Amcham) de São Paulo.

Reservas internacionais estão próximas de máxima histórica

Rodrigo Postigo
11/06/2008
As reservas internacionais do Brasil estão próximas de chegar à marca histórica de US$ 200 bilhões, apesar de terem recuado de US$ 199,649 bilhões, na última sexta-feira, para US$ 198,673 bilhões, ontem. Os dados são divulgados diariamente pelo Banco Central.
No primeiro dia útil do ano, 2 de janeiro, as reservas internacionais estavam em US$ 181,378 bilhões.
As reservas são apontadas pelo Banco Central como um mecanismo para o País resistir a choques externo.

UPDATE 3-Brazil GDP growth eases in Q1 as investment slows

Tue Jun 10, 2008 4:37pm EDT
(Adds president, finance minister comments)
By Elzio Barreto
SAO PAULO, June 10 (Reuters) - Brazil's economy slowed in the first quarter as companies reduced investments after spending at a torrid pace on new machinery and factories, the government said on Tuesday.
Gross domestic product growth slowed to 0.7 percent in the first quarter from the 1.6 percent expansion seen in the fourth quarter, data from Brazil's statistics agency IBGE showed.
Year-over-year growth slowed to 5.8 percent in the first quarter of 2007 from the 6.2 percent annual pace in the preceding quarter. Finance Minister Guido Mantega called the slowdown "desirable" because the economy's strong expansion last year had threatened to stoke inflation.
"We are not suppressing demand, it's only a slight deceleration, it's throwing a bit of cold water on the fire," Mantega told reporters.
The economy is expected to lose steam in the coming months as recent interest rate rises prompt consumers to pare spending and companies to cut investments, analysts said.
Brazil's central bank raised its benchmark lending rate last week for the second time in less than two months to curb resurgent inflation and prevent the economy from overheating.
"The economy is set to slow under monetary tightening," said Marcelo Carvalho, chief Brazil economist for Morgan Stanley in Sao Paulo. "This year started strong, but it will probably end on a soft note."
Carvalho expects Brazil's GDP growth will slow to between 3 and 4 percent annually in the second half of 2008 from a 5 to 6 percent pace now.
A Reuters poll forecast first-quarter GDP would grow 0.8 percent from the fourth quarter of 2007 and 5.6 percent from the first quarter of 2007.
Brazil's economy, the largest in Latin America, is forecast to expand 4.8 percent in 2008, after surging 5.4 percent in 2007, according to central bank estimates.
"I am convinced that we will stay with this (growth) for many, many years," President Luiz Inacio Lula da Silva said. "It's just a matter of us not losing common sense and not allowing inflation to come back."
Brazil's benchmark inflation index jumped 5.25 percent in the 12 months to mid-May, much higher than the 4.5 percent target the central bank has for 2008 and 2009.
INTEREST RATE FUTURES
Interest rate futures rose after the release of the GDP data.
The contract <0#dij:> for January 2010 delivery, the most widely traded on the BM&F commodities and futures exchange, rose to 14.81 percent from Monday's close of 14.76 percent.
The contract indicates investors' expectations for the benchmark Selic rate at the end of December 2009.
Brazil's industry grew 1.6 percent quarter on quarter, accelerating from a 1.1 percent rate of expansion in the fourth quarter. It grew 6.9 percent from the first quarter of 2007.
Services growth slowed to 1 percent from 1.5 percent in the previous quarter and jumped 5 percent year on year.
Capital investments in areas such as machinery, factories and infrastructure grew 1.3 percent quarter on quarter after expanding 3.3 percent in the fourth quarter.
Investments jumped 15.2 percent from the first quarter of 2007 as companies ramped up capacity to keep up with surging domestic demand, although at a slower pace than the 16 percent rate seen in the fourth quarter.
"Historically, this is one of the most volatile components," Carvalho said. "Whenever the economy is booming, investment grows the fastest; when the economy goes into a slump, investment is the one that takes the most heat."
For the complete GDP report please go to: here (Additional reporting by Isabel Versiani in Brasilia, Carmen Munari in Sao Paulo and Rodrigo Viga Gaier in Rio de Janeiro; Editing by James Dalgleish)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

UPDATE 2-Embraer eyes $200 bln global business jet market

Fri Jun 6, 2008 8:40am EDT
(Recasts, adds background)
By Tim Hepher
PARIS, June 6 (Reuters) - Luxury business jets are the hottest item in global aviation as top-end customers desert traditional airlines and sales of more than $200 billion are expected over the next decade, Brazil's Embraer said on Friday.
A boom in demand for small luxury jets shows little sign of abating despite economic slowdown in the United States, the company said.
"We are not seeing a drop in busines because of the economy today," Colin Stevens, vice marketing of marketing and sales in Europe, Middle East and Africa, told a press briefing. "In Russia and emerging markets we are seeing business pick up."
Clients include not only wealthy Middle East and Russian buyers but also companies wanting to avoid the costs and hassles involved in connections and delays at clogged airports. As congestion rises demand for hassle-free transport has supported the resale value of executive jets, Embraer said.
"Customers recognise that this is an asset that appreciates and are seeing it as an investment as well," Stevens said.
Embraer (ERJ.N: Quote, Profile, Research) EMBR.SA, which began as military aircraft manufacturer and is now one of the world's top producers of regional jets, has also been investing heavily in private planes since 2002 in a bid to diversify its revenue base.
It expects executive jets to generate $200 billion in sales over the next 10 years, including $61 billion in Europe, Middle East and Africa, Steven said. The number one market is the United States.
It claims a market share of 15 percent.
Embraer was founded in 1969 by Brazil's air force to make military training and patrol planes. It was privatized in 1994 and shifted its focus to regional jets and then business jets.
Its competitors include Canada's Bombardier (BBDb.TO: Quote, Profile, Research), Textron's (TXT.N: Quote, Profile, Research) Cessna, Dassault Aviation (AVMD.PA: Quote, Profile, Research), General Dynamics Corp's (GD.N: Quote, Profile, Research) Gulfstream and the Hawker Beechcraft business owned by Onex Partners (OCX.TO: Quote, Profile, Research) and GS Capital (GS.N: Quote, Profile, Research).

MARKET FORECAST
Embraer says it has won its first firm orders for two newly launched models of executive jet, the Legacy 450 and Legacy 500.
"We have signed some (firm contracts). We had over 110 letters of intent; how many of those fall away we don't know yet, but hopefully we should have a good indication by Farnborough," Stevens said.
Britain's Farnborough air show starts on July 14.
The new jets, which sell for $15-18 million, were launched last month and will seat 7 to 12 passengers plus two crew members.
They take Embraer's line-up of executive jets to six. It already offers a super midsize model, the Legacy 600, two very light jets, the Phenom 100 and 300 and an ultra-large luxury private model, the Lineage 1000.
Embraer is targeting 25 percent of its total revenues from business jets by 2010.
It expects to deliver the first Phenom 100 in the second half of the year, with the first $3 million aircraft going to a private client in the United States, said Antonini Puppin Macedo, who runs new product planning for executive jets.
The plane has a cabin outfitted by BMW Designworks and can seat up to eight people. A slightly larger version, the nine-seat Phenom 300, will go into operation a year later.
Embraer says it has received more than 750 orders for the two Phenom models.
Deliveries of executive jets are up 30 percent since 2004.

Brasil é exemplo da economia 'gratuita'

O escritor e jornalista Chris Anderson esteve no País e falou sobre a influência da tecnologia nos serviços gratuitos
O Estado de São Paulo / Filipe Serrano
09/06/2008
Desperdiçar. Desperdiçar. Desperdiçar. Esse é o lema que o físico, escritor e editor executivo da revista Wired Chris Anderson tem defendido como uma ótima oportunidade para expandir os negócios na internet. Anderson esteve no Brasil na semana passada e realizou uma palestra patrocinada pela Telefônica que o Link acompanhou.
A idéia tem uma base bastante comum na lógica capitalista. Ao oferecer um produto ou serviço gratuitamente, é possível criar novas demandas que supririam os custos. Um dos exemplos que Anderson cita são as operadoras de celular que oferecem telefones de graça e cobram pelos planos de ligações. Mas há outros infinitos, como bares que diminuem o preço da cerveja e cobram mais pela porção de fritas.
A tendência que Chris Anderson identificou é que, na web, os custos de armazenamento de dados e de banda têm caído de tal forma que tendem a zerar. Os serviços online podem atingir uma enorme quantidade de pessoas com um custo por usuário (ou custo marginal) praticamente nulo. Com isso, os serviços conseguem virar totalmente gratuitos. Seria alguma coisa como se o bar vendesse cerveja e comida de graça, mas colocasse painéis publicitários em todo o ambiente e cobrasse por isso.
Chris Anderson apelidou a tendência de 'Freeconomics' ou, na tradução livre, 'economia do 'grátis'' em um artigo publicado na Wired fevereiro. A idéia também vai virar um livro, que até agora tem o título de Free. E, detalhe, quando for lançado, também será gratuito em suas versões digitais (em PDF e em áudio) na internet.
'A maior parte dos exemplos de oportunidades de negócios que falo são da indústria musical na qual o 'grátis' esbarra nos direitos de propriedade intelectual. Mas também falo de conteúdo em geral, como filmes, livros, etc. Enfim, qualquer coisa que tenha um custo marginal baixo. Se você tirar os custos de direitos autorais, muitos produtos se tornam gratuitos ou muito baratos', afirmou ao Link.
Músicos, a exemplo do Radiohead, colocam seus álbuns para download e cobram pelos shows. Estúdios disponibilizam de graça seus catálogos de filmes em um site e cobram publicidade na página ou, quem sabe, até durante a exibição do filme. Games gratuitos têm versões pagas com fases, armas, inimigos e desafios extras. Essas são algumas oportunidades criadas pela tal 'economia do 'grátis''.
Apesar de tratar de direitos autorais, Anderson jura que sua teoria não tem nada a ver com movimentos que defendem a cultura livre, como, por exemplo, o Creative Commons, organização que oferece licenças de direitos autorais flexíveis para a distribuição de conteúdo gratuita e legalmente. 'Fora do meu trabalho, tudo o que eu faço (por prazer) é no estilo Creative Commons. É o 'free' com significado de 'livre'. Mas meu livro não é sobre isso. É sobre o 'free' como 'grátis' e a influência na economia', afirma.
Quando há abundância de recursos a ponto de tornar o custo de produção o quase inexistente, é possível expandir as oportunidades de negócios. É isso que faz do Brasil, segundo Anderson, um dos países de vanguarda no 'economia do gratuito'. 'Imagine que transformar água salgada em água fresca não tivesse custo nos Estados Unidos. O impulso para a agricultura seria enorme. A luz solar, o gás carbônico e agora a água seriam gratuitos. Só haveria gasto com fertilizante e com os trabalhadores, o que significa que poderia se plantar muito mais. Você poderia ter biocombustíveis e os Estados Unidos seriam muito mais parecidos com o Brasil, que ainda tem uma área de terra produtiva enorme. Não seríamos tão dependentes de combustíveis fósseis', exemplificou Anderson durante a palestra.
Outro exemplo citado pelo jornalista são, acredite, os remédios genéricos. 'O Brasil, como a China, se tornou um dos pioneiros da economia gratuita. Os brasileiros aderiram aos softwares de código aberto, aderiram aos remédios genéricos, aderiram, de certa forma, à pirataria. Tudo isso levou vocês a terem um custo muito menor desses produtos', disse ao Link.
Por pirataria, Anderson refere-se às bancas de camelôs que vendem CDs e filmes a preços muito menores, fazendo inclusive que alguns artistas disponilibilizem seus produtos gratuitamente para os pontos de venda. Em seu artigo publicado em fevereiro, Anderson chega a citar o estilo musical tecnobrega, que tem como principal representante, a banda Calypso, que também é referido no documentário dinamarquês Good Copy, Bad Copy.

Brasil terá fundo soberano de US$ 200 bi, diz Mantega ao 'FT'

BBC Brasil
09/06/2008
O governo brasileiro planeja usar os futuros lucros gerados pelas reservas de petróleo descobertas recentemente para criar um fundo soberano de US$ 200 a US$ 300 bilhões em até cinco anos, segundo afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em uma entrevista ao jornal britânico Financial Times, nesta segunda-feira.
Mantega disse ao diário financeiro que o governo acredita que o Brasil esteja "sentado" sobre reservas de 40 a 50 bilhões de barris desde que foram descobertos novos campos de petróleo na costa do Atlântico Sul.
Ele disse que um projeto de lei propondo a criação do Fundo Soberano será enviado ao Congresso no início desta semana sob regime de emergência, o que dá aos parlamentares apenas 45 dias para aprová-lo ou rejeitá-lo.
O ministro explicou ao FT que, inicialmente, o fundo funcionará como um fundo de estabilidade fiscal, reservando 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) ou R$ 14 bilhões, para uma reserva de contingência.
Esta verba seria utilizada inicialmente para reduzir gastos do governo, dívidas do setor privado e ajudar a amortizar as do setor público.
"No início o fundo será pequeno, mas assim que o novo petróleo começar a ser produzido, crescerá rapidamente para US$ 200 a US$ 300 bilhões nos próximos três a cinco anos", disse o ministro na entrevista.

BRICs helped by Western finance crisis: Goldman

Sun Jun 8, 2008 2:45am EDT
By Guy Faulconbridge
ST PETERSBURG, Russia (Reuters) - The Western financial crisis means the fast-growing economies of Brazil, Russia, India and China will grow their share of the world economy even faster than originally forecast, the founder of the four-nation BRIC concept told Reuters.
The term BRIC was coined by Wall Street bank Goldman Sachs to describe how the four rising economies are likely to rival and overtake many of the West's leading economies over the next half century.
Jim O'Neill, the Goldman Sachs economist who originated the term in 2003, said the financial crisis that began in U.S. mortgage security markets was allowing the BRIC countries to take a bigger share of world gross domestic product.
"On a relative basis it definitely allows the BRICs to develop faster as they are going to take an even bigger share of GDP sooner," O'Neill told Reuters in an interview at an economic forum in Russia's former imperial capital of St Petersburg.
"This is a financial crisis of the West and we must not forget that of the world's 6 billion people most of them are not affected by this," he said. "I was in India four weeks ago and there were no signs of India being affected by all of this."
O'Neill, head of global economic research at Goldman, said China, India and Russia were actually growing faster than originally predicted by his research.
"Of the four BRICs, Russia, China and India have all grown on average 2 percent more than we suggested," he said. "It is a hell of a lot so they are now collectively 16 percent of global GDP so it is all happening a lot quicker."
The four BRIC countries have been seeking to form a political club to convert their growing economic power into greater geopolitical clout.
Last month in the Russian city of Yekaterinburg, the four sought to formalize their club at the first stand-alone meeting of BRIC foreign ministers.
"I would hope that Western leaders take note of that meeting and start to accelerate bringing them into the G8 club and the IMF because the world doesn't want a separate club just looking after the growing countries the same as it doesn't need an old club looking after the declining -- it needs a better club involving them both," O'Neill said.
"I think that the lack of progress by the G8 and the Western leaders to change is really bad and is one of the biggest problems in the world today," he said.
O'Neill says the combined GDP of the BRIC countries could overtake the combined economic might of the G7.
Detractors say optimistic predictions about the BRIC economies ignore major hurdles to their development such as future political instability, rampant corruption and decrepit infrastructure.
Economists repeatedly forecast in the 1950s and 1960s that Brazil would become one of the world's top economic powers, only for its once-rapid growth to stall dramatically in the debt crisis of the 1980s and to stagnate throughout the 1990s.
Russian President Dmitry Medvedev has said Russia will become one of the top five economies of the world by 2020, but admits the rule of law needs to be strengthened and corruption has to be rooted out.
O'Neill said Russia should speed up some of its infrastructure projects and that corruption could sap Russia's economic potential.
"At the core of it is a stronger self-confidence in a rule of law that everybody likes," he said. "In some ways Russia enjoys stability almost too much.
"The Russian people like stability which given Russia's history is very understandable and admirable but it should not come at the expense of things which are needed for private sector risk-taking, which are stronger property rights and a stronger rule of law."
(Editing by Michael Stott and Matthew Jones)

Etanol brasileiro escapa do papel de vilão, declara FAO

Terra Fabiano / Klostermann
09/06/2008
A reunião de Cúpula da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), realizada esta semana, em Roma, não trouxe medidas concretas para amenizar a crise do alto preço dos alimentos no mundo. No entanto, na opinião de especialistas, o evento serviu para que o Brasil evitasse a "condenação" do etanol de cana-de-açúcar como um dos vilões do problema.
Para o professor do Instituto de Economia da Unicamp, Walter Belik, a mobilização para condenar o biocombustível, em uma campanha orquestrada principalmente pelos europeus, foi rechaçada pela diplomacia brasileira. "O presidente Lula conseguiu colocar bem que os canaviais estão distantes da Amazônia e que a cana não é comida. Foi uma vitória, embora o objetivo da conferência não fosse esse", afirmou.
De acordo com ele, há muito desconhecimento ainda sobre o tema. "Essa semana foi muito importante para marcar essa diferença. Eu acompanhava a imprensa internacional e via jornais sérios colocando os dois (biocombustíveis, a partir da cana e do milho) no mesmo saco. Nesse ponto a diplomacia brasileira foi ágil e conseguiu afastar todo tipo de crítica que pudesse haver com relação ao etanol brasileiro", afirmou.
O bom desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na conferência também é citado por Carlos Mielitz, professor do programa de pós-graduação e desenvolvimento rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "Particularmente, o presidente Lula se saiu bem na reunião. Ele foi um dos responsáveis por fortalecer a posição brasileira. Mas, o etanol de cana continua não sendo uma unanimidade", explicou.
A avaliação de vitória, no entanto, é contestada por Mauro de Rezende Lopes, pesquisador do Centro de Estudos Agrícolas da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ). Segundo ele, o Brasil falhou, tendo que brigar para não ver os biocombustíveis serem condenados na declaração final da cúpula. "Os (países) produtores de cana precisaram brigar para que não houvesse uma crítica ao etanol. Eles disseram que não assinariam o documento se tivesse alguma menção negativa", afirmou.
De acordo com Lopes, outro reconhecimento esperado pelo País não veio na reunião em Roma. "(O Brasil queria ter seu valor reconhecido) tanto em biocombustíveis quanto em mudança climática. Já que o etanol de cana é uma das melhores formas de capturar CO2 da atmosfera", concluiu.

Governo elege países e produtos para ampliar exportação

Agência Estado / Rodrigo Petry
09/06/2008
O governo brasileiro aposta em mercados-alvo, setores prioritários e países "traders" para chegar a 1,25% de participação nas exportações mundiais em 2010, meta estabelecida na Política de Desenvolvimento Produtivo. Especialistas aprovam a estratégia, mas têm dúvidas sobre os resultados. O estudo é da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). “Trabalhamos na escolha de setores e mercados prioritários para que o País exporte cerca de US$ 210 bilhões em 2010", diz o presidente Apex, Alessandro Teixeira.
Durante oito meses a equipe da Apex levantou dados macroeconômicos, nível e concentração da renda interna, geração de emprego e possibilidades de inserção de produtos brasileiros em mais de 100 países. O levantamento identificou 16 mercados prioritários e seis países "traders", que servirão como porta de entrada para as exportações do Brasil em todos os continentes.
Na América Latina, os escolhidos são Chile e o Panamá; na Europa, a Turquia; e no Oriente Médio, os Emirados Árabes Unidos. Já nos continentes africano e asiático, os países são África do Sul e Cingapura, respectivamente. Completam os mercados prioritários Argentina, Colômbia, Cuba, Peru, Venezuela, Noruega, Polônia, Rússia, China, Coréia do Sul, Vietnã, Canadá, EUA, México, Angola e Egito.
"Para cada região do mundo estabelecemos um país “trader”. Esses países têm o poder de distribuir as exportações brasileiras em suas regiões", explica Teixeira. "Não basta saber o que os países importam, mas quais são as importações que podem ser complementadas com as exportações brasileiras."
Mercados
Na América Latina, o governo brasileiro continua apostando nas exportações para a Argentina. Em 2007, o Brasil vendeu aos argentinos US$ 14,416 bilhões, 32,5% do total importado pelo país. Alguns dos produtos mais competitivos no mercado vizinho, diz a Apex, são máquinas e motores, autopeças e materiais de construção.
Outro vizinho com boas oportunidades é a Venezuela. Entre 2003 e 2007, as importações venezuelanas de produtos brasileiros registraram aumento de 676,5%, passando de US$ 608,2 milhões para US$ 4,723 bilhões. Alimentos e bebidas e máquinas e motores são alguns dos setores mais promissores para as vendas do Brasil à Venezuela, aponta o levantamento da agência.
Nos Estados Unidos, as ações da Apex estão voltadas à comercialização de produtos farmacêuticos, plásticos e suas obras e materiais de construção (obras de pedra e borrachas). Na Ásia, o principal foco está na China, que no ano passado importou US$ 956,261 bilhões. Desse montante, o Brasil respondeu por apenas 1,91%, com exportações de US$ 18,342 bilhões.
Os produtos identificados com maiores chances no mercado chinês são alimentos, como massas e sucos, material de construção (metais não-ferrosos, madeiras e borrachas), moda (higiene e cosméticos, calçados,peles e couros) e máquinas e motores.
No continente africano e no Oriente Médio, dois potenciais mercados são Angola e Emirados Árabes Unidos. Segundo a agência, o crescimento anual médio acima de 10% do PIB de Angola aqueceu a demanda por alimentos e bebidas, como carnes, sucos, leite e outros; materiais de construção (vidros, plásticos, borracha e sua obras, móveis e produtos cerâmicos); máquinas e equipamentos e materiais elétricos e eletrônicos.
Já nos Emirados Árabes Unidos, os segmentos de alimentos e bebidas (carne e café), materiais de construção (borracha, metais não-ferrosos, madeiras e obras de pedra) e máquinas e motores poderiam aumentar as importações brasileiras. Entre os anos de 2003 e 2007, as vendas externas do Brasil para Angola e Emirados Árabes Unidos cresceram, respectivamente, 417,4% e 116,9%.
Dentro do continente europeu um dos países com maior potencial de expansão para as exportações brasileiras é a Rússia. Segundo o estudo da Apex, o mercado russo apresenta oportunidades para vendas de veículos e suas partes, madeiras e cortiças, produtos metalúrgicos e máquinas e motores.

Lula acredita que Brasil ganhará 'guerra comercial' que envolve biocombustíveis

Rodrigo Postigo
09/06/2008
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta segunda-feira (9), em seu programa semanal “Café com o presidente”, acreditar que o Brasil vai ganhar a “guerra comercial” que envolve o uso dos biocombustíveis. Para Lula, a defesa da tecnologia durante a cúpula da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) foi importante para mostrar que o Brasil não teme as críticas ao programa e pode expandi-lo por meio de parcerias com os países africanos, caribenhos e sul-americanos. “Era importante dizer isso porque há uma verdadeira guerra comercial”, enfatizou.
O presidente afirmou que os principais ataques aos biocombustíveis vêm das empresas petrolíferas. Ele disse conhecer também os “interesses” dos países que não produzem etanol ou produzem etanol a partir do milho. “Ele é mais caro, não é competitivo, ao contrário, da cana”, afirmou, destacando que o álcool produz menos gás carbônico do que os outros combustíveis. “Fui para defender a diminuição do uso de combustíveis fósseis. Até porque todos os países do mundo assinaram o Protocolo de Quioto e têm de diminuir a emissão de gases de efeito estufa, mas poucos estão cumprindo isso”,

Petróleo vai render R$ 30 bi por ano ao País

O Estado de São Paulo
09/06/2008
Estimativas preliminares realizadas por técnicos especializados do setor de petróleo indicam que as receitas de royalties e participações especiais deverão atingir no mínimo R$ 30 bilhões anuais até 2010, com a produção dos campos do chamado pré-sal apenas na fase inicial de produção. Segundo o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a produção de óleo e LGN (Líquido de Gás Natural) deve subir dos atuais 1,95 milhão de barris por dia para 2,81 milhões em 2015. Essa conta, porém, não inclui a produção do megacampo de Tupi, prevista para ser iniciada em 2010.
O potencial total de produção dos novos campos descobertos na Bacia de Santos é desconhecido, mas especula-se que possa representar pelo menos três vezes mais do que o volume atual das reservas brasileiras, estimadas em 14 bilhões de barris. “O teste de longa duração em Tupi vai começar em março de 2009 e só aí vamos poder analisar o reservatório”, disse Gabrielli, durante audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara.
Se as especulações sobre o potencial de Tupi se confirmarem e o preço internacional do petróleo continuar acima de US$ 100 (na sexta-feira bateu em US$ 138), o governo brasileiro estará diante de uma mina de ouro, avaliam técnicos do setor. Por isso, cresce nos bastidores do governo a pressão para que o Palácio do Planalto articule mudanças nos critérios de cobrança e repartição dos royalties.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Presidente do Ipea defende política tributária mais justa para enfrentar desigualdades e pobreza

Agência Senado / Valéria Castanho
06/06/2008
"Precisamos enfrentar a desigualdade social e a pobreza com uma política tributária mais justa, reduzindo o peso dos impostos diretos, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), e aumentando a carga tributária sobre os impostos indiretos, como o Imposto de Renda, por exemplo." A sugestão foi feita nesta quinta-feira (5) pelo presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea), Marcio Pochmann, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Ele foi convidado para a audiência pública que discutiu o impacto da tributação na distribuição de renda e na qualidade de vida dos pobres e assalariados.
Em sua exposição, Marcio Pochmann afirmou aos parlamentares que há, no Brasil, um horizonte muito grande de possibilidades para se combater a desigualdade social e a pobreza, mas não é tradição olhar o sistema tributário como uma delas. Para ele, a tributação não pode ser vista somente como um elemento de arrecadação, mas deve ser analisada sob o ponto de vista da " justiça tributária".
Com base em estudos e simulações realizados pelo Ipea, o presidente do instituto afirmou que os ricos, no Brasil, "praticamente não pagam impostos", ao contrário do que acontece em países mais desenvolvidos. Por isso, explicou que a redução na cobrança da Cofins beneficiaria a camada mais pobre da população, pois reduziria, também, os preços dos produtos e serviços, possibilitando às famílias ampliarem seu consumo.
Para Marcio Pochmann, ainda, com a criação de um número maior de faixas de tributação do Imposto de Renda seria possível praticar a justiça tributária e, ao mesmo tempo, manter o mesmo nível da carga tributária bruta, mesmo com a redução da Cofins.
- Temos hoje apenas duas alíquotas para o Imposto de Renda, uma de quinze por cento e outra de vinte e sete por cento. Por que não tornar o Imposto de Renda mais progressivo, criando, por exemplo, doze diferentes faixas de contribuição, com alíquotas que poderiam variar entre zero e sessenta por cento, e ainda implementar um imposto sobre grandes fortunas, como já ocorre em muitos países ricos? - questionou Marcio Pochmann.
Ao justificar sua sugestão, o presidente do Ipea lembrou que, no
Brasil, os 10% da população mais rica concentram 75% de todo o estoque de riquezas do país. Além disso, ele explicou que, ano a ano, vem aumentado o comprometimento do salário do trabalhador, principalmente daqueles do segmento mais pobre, com o pagamento de impostos. Para exemplificar sua afirmação, Marcio Pochmann disse que, em 1996, quem recebia dois salários mínimos por mês comprometia 28% da sua renda com a carga tributária. Já em 2003, esse comprometimento passou a ser de 48,9%para a mesma faixa salarial.
- Isso representa um aumento de 73,4% na carga tributária de quem ganha dois salários mínimos - justificou.

Países ricos querem vender caro acordo na OMC, diz Amorim

BBC Brasil / Daniela Fernandes
06/06/2008
O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta quinta-feira que as economias ricas querem "vender caro" aos países emergentes um acordo na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Segundo o chanceler, a recente alta nos preços dos alimentos está levando os países ricos a concederem menos subsídios aos seus agricultores, já que os produtores estão se beneficiando dos aumentos das cotações das commodities.
Essa diminuição dos subsídios agrícolas, de acordo com o ministro, reduziu o valor das ofertas dos países ricos nas negociações da rodada de Doha da OMC, que prevê a liberalização do comércio mundial.
"Como os preços dos alimentos devem permanecer elevados por um longo período, as ofertas apresentadas em relação aos produtos agrícolas considerados sensíveis e também em relação aos subsídios são hoje menos atrativas do que teriam sido há dois anos", afirmou Amorim.
"Nós ainda queremos a rodada de Doha porque ela é importante para o sistema multilateral. Precisamos de um carro porque é necessário ir a algum lugar, mas esse carro já está usado e não é possível cobrar por um carro usado o preço de um novo".
Mercosul
Amorim participou nesta quinta-feira em Paris da reunião anual da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), da qual o Brasil participou como país convidado.
Para ele, os países ricos não oferecem cortes significativos de seus subsídios agrícolas, mas exigem, em contrapartida, que os emergentes reduzam suas tarifas de importação para produtos industriais.
"Os países ricos precisam ser realistas em relação ao preço que estão cobrando por um acordo", afirmou Amorim.
"A primeira coisa que pedimos é que os subsídios agrícolas dos países ricos sejam reduzidos consideravelmente. A segunda é que não cobrem muito caro por um carro usado".
Amorim também afirmou que o Mercosul não pode ser prejudicado nas discussões. "O Mercosul não está à venda", disse.
No final da tarde, Amorim participou de uma reunião informal da OMC com ministros do Comércio de cerca de 30 países para fazer um balanço sobre as negociações atuais.
O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que também participou da reunião em Paris, tenta relançar as negociações, atualmente bloqueadas.
Lamy deseja organizar até o final de junho uma reunião em nível ministerial para tentar obter até o próximo mês um acordo-quadro nas áreas da agricultura e de bens industriais.

Lei das S.A. provoca polêmica

InvestNews / Angela Ferreira
06/06/2008
Ainda muito nova, a lei 11.638 - que entrou em vigor em 28 de dezembro do ano passado, e ratificada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pela instrução 469, de 2 de maio deste ano -, conhecida como a lei das 'S.A' (Sociedade Anônima), provoca distorções quanto às interpretações, principalmente, quando o assunto é a quantificação do valor da(s) marca(s), seja da empresa, de um produto ou de um serviço.
Isto ocorre porque alguns advogados interpretam como obrigatória a descriminação do valor das marcas nos balanços financeiros das empresas, enquanto outros indicam que a mesma só deve ocorrer quando há realização de operações de mercado, como fusão, aquisição, cisão ou incorporação.
Para Eduardo Tomiya, diretor-geral da BrandAnalytics, uma das principais consultorias de marcas do País, o registro do valor das marcas só deve ser realizado quando existir uma aquisição e, ainda assim, quando a empresa compradora almejar a manutenção e a continuidade daquela marca comprada.
"Um exemplo disto foi a aquisição da Cica pela Unilever. Como esta não pretendia continuar com a marca Cica no mercado, não foi preciso contabilizar os valores da marca, uma vez que a mesma iria se extinguir no mercado", exemplifica o diretor. Ainda segundo Tomiya, o valor só deve ser registrado nestas operações mercadológicas, justamente porque seguem o padrão internacional de registro.
"Mundialmente, você só registra o valor da marca quando há uma aquisição. No mercado denominamos esta indicação de teste de impairment, que consiste na comparação entre o valor contábil do ativo e o seu valor recuperável. Na prática, significa contratar uma consultoria que vai dar um parecer que este valor de marca que a empresa comprou continua existindo. Sendo assim, como a legislação brasileira veio ao encontro das leis internacionais, concluímos que o valor da marca só deve constar do Balanço Patrimonial da empresa nestes casos específicos", avalia o diretor.
O advogado Horácio Bernardes, sócio do escritório Xavier, Bernardes, Bragança Advogados, também concorda com Tomiya. Para ele, os registros de valor de marca nos balanços patrimoniais das empresas só deve ser realizado em operações de mercado, como aquisição, fusão, cisão ou incorporação.
De acordo com Bernardes, este equívoco na interpretação da lei é decorrência da sua recente publicação. "O governo realizou mudanças na análise corporativa da S.A. para se alinhar ao padrão internacional. O equívoco na sua interpretação é decorrência de ser uma lei muito nova e falta experiência na sua aplicação", indica.
"Os tribunais ainda vão julgar casos deste tipo e, a partir destes resultados, as pessoas vão começar a incorporar uma interpretação mais comum da lei. Isto ocorre com toda nova lei: quando ela sai, cada um vai interpretá-la de uma determinada maneira, com o passar do tempo, as interpretações se ajustam", acrescenta o advogado.
De acordo com Ivo Viana, consultor de impostos da IOB, uma empresa 100% nacional e pioneira em informações empresariais para as áreas contábil e jurídica, existe critérios para dois casos na interpretação da lei.
Segundo o consultor, as empresas S.A. de capital aberto e as S.A. de capital fechado e Ltda de grande porte são obrigadas a segregar dos imobilizados o valor dos bens intangíveis, que é a classificação que as marcas se inserem agora. Também nos casos de fusão, aquisição, cisão ou incorporação, é necessário registrar o valor de mercado das marcas.
"A grande mudança, na verdade, foi a maneira como este valor deve ser lançado no balanço patrimonial: antes, eles faziam parte dos ativos imobilizados, que contabilizam os bens corpóreos e incorpóreos da empresa, e a marca era reconhecida como um bem incorpóreo. Agora, sua descriminação estará segregada no subgrupo de intangíveis", comenta Viana.
Nesta linha, ainda de acordo com Viana, toda nova marca deve ser incluída no balanço patrimonial da empresa. "Para se ter os direitos de exclusividade da marca, é preciso fazer o registro no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).
Os gastos que a empresa tiver com o registro desta marca fica estabelecido como o primeiro valor de mercado da marca", explica o consultor da IOB. Vale ressaltar que, segundo Viana, não se incidem impostos sobre os registros destas marcas nos balanços patrimoniais.

Indústria automotiva registra recorde de vendas e produção, destaca Anfavea

Rodrigo Postigo
06/06/2008
O presidente da Anfavea, Jackson Schneider, destacou hoje que a produção e o volume de vendas alcançados pela indústria automobilística nos primeiros cinco meses do ano são recordes históricos para o período. Segundo o executivo, a expansão do crédito continua sendo o principal motor desse desempenho. De acordo com a entidade, em abril de 2008, o volume de crédito disponível ao setor era de R$ 84,2 bilhões, o que representa um crescimento de 23,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado das vendas e da produção de maio também foi recorde para o mês. O recorde anterior para o período foi o mesmo mês do ano passado.
"A indústria automobilística brasileira entrou em um novo patamar de produção e vendas, o que nos levou a revisar as projeções para o ano de 2008", disse Schneider. De acordo com ele, o setor consolidou-se em um nível de vendas de 220 mil unidades por mês, e não deverá registrar grandes saltos daqui para a frente.
Questionado sobre o impacto dos juros no setor, o presidente da Anfavea respondeu que o setor não foi afetado a ponto de interromper investimentos ou o ritmo de crescimento. Em relação à inflação, Schneider disse que o tema não preocupa porque as autoridades estão atentas. Além disso, ele acrescentou que o atual nível da inflação está dentro do controle. "A necessidade de repasse de preços será analisada por cada empresa", complementou.
Para o executivo, a indústria deve continuar atraindo novos investimentos, mesmo com o crescimento menor esperado para o futuro. Ele lembrou que as montadoras programam investimentos de US$ 5 bilhões para este ano e que para o período de 2008 a 2010, a cadeia investirá US$ 20 bilhões. Schneider ressaltou que a indústria começa 2009 com uma capacidade de produção de 4 milhões de unidades e que isso é suficiente para atender à demanda.