quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Jornal Economia em Notícia - Edição 25

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sistema financeiro brasileiro está entre piores do mundo, diz Fórum Mundial

Brasil ficou na 40ª posição entre 52 analisados por relatório.Mesmo em crise, EUA e Reino Unido seguem na liderança.
Agência Estado
10/09/2008
O sistema financeiro brasileiro está entre os menos desenvolvidos do mundo, segundo o ranking do Fórum Econômico Mundial, divulgado nesta terça-feira (9) em Genebra. Entre 52 países analisados, o Brasil ficou com a 40ª posição do novo ranking "Financial Development Report 2008".

O estudo avalia sete quesitos: ambiente institucional, ambiente de negócios, estabilidade financeira, bancos, instituições não bancárias, mercados financeiros e disponibilidade de capital. O que mais pesou contra o país foi o tamanho dos bancos, na comparação com as outras nações, assim como a falta de eficiência das instituições. "As notas relativamente fortes de suas instituições não bancárias e o mercado financeiro contrastam com a fraca posição de seus bancos", diz o relatório.

Os bancos receberam a pior pontuação, ficando em último lugar entre os 52 países. Dentro desse parâmetro, foram avaliados o tamanho, a eficiência e a abertura de informações ao mercado. A entidade também aponta que o país recebeu notas baixas em razão do elevado ônus regulatório e fiscal, além de um ambiente político ineficiente.

A nota mais elevada foi alcançada pelas instituições não bancárias, no posto de 21ª. Dentro desse quesito, o destaque foi a atividade das ofertas iniciais de ações (IPOs, da sigla em inglês). Os outros pontos - securitização, seguros e atividade de fusões e aquisições - também tiveram colocações acima da posição geral do país.

Os benefícios da padronização

Redução de custos e melhores resultados operacionais são algumas vantagens trazidas pelo uso de padrões na área de TI
CIO / José Luiz Barboza
10/09/2008
Reduzir custos é palavra de ordem nas áreas de informática da maioria das empresas. E a padronização pode ser um dos caminhos para se atingir esse objetivo.
Esta idéia, ao mesmo tempo em que gera alívio para alguns – os que pensam: “agora sim vamos economizar!” –, pode significar temor para outros – “vamos ser engessados!”. Mas, se bem administrada, a padronização pode ir além da redução de custos, refletindo também em ganhos com produtividade e qualidade de produtos e serviços, segurança de todo ambiente computacional, além do aumento do nível de satisfação dos usuários.
As companhias aéreas, por exemplo, ao reduzirem o número de modelos de aeronaves que utilizam, ganham não apenas na negociação da ampliação da frota, mas também com a padronização do treinamento de pessoal, nos aspectos relacionados a manutenção e excelência dos serviços.
No mundo da tecnologia da informação, a padronização contribui para a redução de custos em todas as principais atividades da área: na infra-estrutura, já que os equipamentos têm rápida obsolescência; nos sistemas, e nas versões dos mesmos, pois reduz o número de interfaces e tamanho da equipe, e nas áreas de operação, atendimento, treinamento e suporte, via a padronização de processos.
Um ambiente de informática enxuto, homogêneo e simples, baseado em poucas tecnologias e parceiros, é o ingrediente básico para se alcançar a esperada padronização. Cabe destacar que a padronização é também uma maneira simples e eficiente de melhorar os controles, as auditorias e o estabelecimento de indicadores para os ‘clientes’ da informática.
Na realidade, a padronização contribui em toda a cadeia de atividades da TI. Consideremos como exemplo o complicado e doloroso processo de instalação e substituição de PCs em empresas com elevada quantidade de equipamentos. Se existem poucos fabricantes/modelos/configurações homologados e um critério definido de troca, torna-se possível simplificar os contatos com os fornecedores e estabelecer uma logística que permita aperfeiçoar processos. A vida com certeza será mais fácil também para as áreas de compras, finanças e jurídica, normalmente envolvidas nesse processo.
Mas como “não existe almoço grátis”, não é possível implantar um ambiente de TI padronizado sem o forte apoio, engajamento e determinação da diretoria da empresa. Outro detalhe muito importante, no caso de empresas multinacionais, é considerar que os parceiros globais devem garantir condições de replicar em todas as regiões as mesmas soluções e serviços. Nesse caso, é muito importante a participação das regiões na definição dos padrões.
Os resultados de um ambiente padronizado podem ser facilmente medidos por meio de vários indicadores (orçamento, número de chamados ao helpdesk, custos com pessoal, gastos com manutenção e treinamento, etc.).
Em resumo, o ‘pulo do gato’ é tornar as coisas simples na área de informática, contrapondo as complexidades técnicas dela mesma. Pense nisso, vá em frente e a vida tenderá a ser mais fácil.

Mercosul e sonhos de poder

Estado de São Paulo
10/09/2008
Um convênio sobre comércio em reais e pesos, sem recurso direto ao dólar, foi o resultado mais tangível da primeira visita oficial da presidente argentina, Cristina Kirchner, ao Brasil. Exportadores de cada país poderão usar a moeda nacional para fixar preços e para receber o valor da venda. O uso do sistema será voluntário. Suas vantagens principais serão, provavelmente, a simplificação dos cálculos, alguma segurança em relação às oscilações cambiais e uma economia estimada em até 4% na comparação com as transações em moeda americana. Além desse acordo, a visita rendeu promessas de maior cooperação - algumas imprudentes - e de fortalecimento do Mercosul, principalmente da parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não se avançou na solução de nenhum problema bilateral importante. Não se tentou remover nenhuma barreira comercial entre os dois países nem se eliminaram as divergências em relação à Rodada Doha de negociações comerciais. A persistência desses problemas, apesar da importância do comércio bilateral e do volume de investimentos brasileiros na Argentina, dá uma boa idéia das limitações do Mercosul. A maior parte dos benefícios proporcionados pela cooperação entre Brasil e Argentina poderia ser obtida numa zona de livre-comércio. O status de união aduaneira não resultou, até agora, em benefícios proporcionais aos compromissos, complicações e restrições de uma associação desse tipo. Esse quadro não será alterado com o convênio sobre comércio em moedas locais. Essa inovação poderá produzir resultados positivos. Talvez facilite, como se anunciou, a participação de mais empresas pequenas e médias no intercâmbio bilateral. Tudo isso será muito bom. Mas não será - ao contrário do proclamado pelo presidente Lula - o primeiro passo para a integração monetária regional. Para chegar à moeda única, Argentina e Brasil teriam de percorrer um longo e difícil caminho de convergência em suas políticas fiscais, cambiais e comerciais. Hoje, a convergência não basta sequer para sustentar um intercâmbio bilateral sem barreiras, sem desconfianças mútuas e sem surtos de protecionismo.Do lado argentino, as dificuldades da integração regional são habitualmente lançadas na conta das "assimetrias" econômicas. O conceito de assimetria tem sido usado com amplitude suficiente para sustentar tanto os argumentos mais sérios quanto as alegações mais frágeis a favor do protecionismo. Do lado brasileiro, o governo tem-se mostrado pouco disposto a discutir de forma conseqüente os entraves à liberalização comercial. Prefere contemporizar e mostrar-se cooperativo, tanto por motivo ideológico, a integração Sul-Sul, como pela ambição de afirmar uma liderança regional inexistente. Só nesse mundo de fantasia política pode ter sentido a promessa de usar o fundo soberano brasileiro, por enquanto imaginário, para financiar companhias argentinas - intenção declarada pelo presidente Lula numa entrevista, segundo o jornal Clarín, de Buenos Aires. O BNDES, acrescentou, será reformado para abrigar uma carteira destinada a empréstimos a empresas estrangeiras. Mas o presidente não se limitou a envolver o fundo soberano e o BNDES nas suas promessas e propostas. Convidou a indústria argentina para fornecer equipamentos necessários à exploração do petróleo do pré-sal. Pode dar certo, mas falta saber se as encomendas, nesse caso, serão realizadas segundo critérios comerciais ou com base em decisões de política regional. Em se tratando do presidente Lula, a segunda hipótese é perfeitamente plausível. Mas ele decidiu envolver também a indústria aeronáutica - leia-se Embraer - em sua política de cooperação bilateral. A idéia é converter uma velha e quase esquecida empresa argentina em fornecedora de peças. E se a Embraer não aceitar? A resposta foi dada pelo assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia: o governo tem poder sobre a Embraer, porque detém uma golden share, com poder de veto em questões consideradas estratégicas. Poder de veto não é poder para definir políticas. Se o assessor presidencial sabe disso, o que significa a referência à golden share? Algum tipo de ameaça? A fantasia, nesse caso, entra no perigoso terreno da truculência e da irresponsabilidade.

Global auto industry bets big on red-hot Brazil

Tue Sep 9, 2008 10:44am EDT
By Todd Benson - Analysis
SAO PAULO (Reuters) - Just a few years ago, most car manufacturers in Brazil were losing money and laying off workers in droves as the huge market they anticipated had not materialized.
But these days, business is so good that automakers are adding shifts and spending billions of dollars to increase capacity to keep up with demand in the South American country, which is riding its biggest economic boom in decades.
After three years of torrid growth, Brazil's car market is showing signs of cooling as rising interest rates start to crimp consumer demand. But analysts and industry players say the slowdown is unlikely to snowball into a slump because there is so much pent-up demand for cars in this vast country.
"Brazil is definitely a major part of the global chess game for the automotive industry," said analyst Guido Vildozo of U.S.-based consulting firm Global Insight. "And that's clearly reflected in the amount of investment that Brazil is getting."
With sales lagging in traditional markets like the United States, Europe and Japan, and even once-promising regions like China and India not living up to expectations, car makers are pouring money into Brazil.
The auto industry here is set to attract a whopping $23 billion in investments in the next four years, lifting overall capacity by 2.5 million vehicles to 6 million a year, according to the National Automakers' Association, or Anfavea.
U.S. and European manufacturers, which have long dominated the Brazilian market, are leading the spending spree.
General Motors Corp (GM.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) expects to invest about $3 billion over the next five years as Brazil has become an important engineering hub for the U.S. automaker as well as its third-largest market.
Ford Motor Co (F.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), which not long ago considered pulling out of Brazil altogether, plans to spend more than $1.6 billion in the next four years on product development and to double capacity at its engine factory. And Volkswagen AG (VOWG.DE: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) will invest about $1.86 billion through 2011 in Brazil, where it now sells more cars than in Germany.
"Today, Brazil ranks second only to China among our most important markets," said Flavio Padovan, vice president for sales and marketing at Volkswagen's Brazilian unit.
Asian automakers are also looking to get in on the action. Toyota Motor Corp (7203.T: Quote, Profile, Research, Stock Buzz)(TM.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) plans to build a $700 million plant in the state of Sao Paulo to boost its presence in Brazil, where its market share is just 2 percent. Nissan Motor Co (7201.T: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) said last month that it would start building passenger cars in the country for the first time. And Suzuki Motor Corp (7269.T: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) is set to reenter the Brazilian market in October.
ROADBLOCKS AHEAD?
The rush to invest in Brazil comes just as the market appears to be cooling. Car and truck sales slumped 15.1 percent in August from an all-time high in July, suggesting that a recent spike in interest rates to curb resurgent inflation is starting to hit the economy.
But even with the drop in August, sales are up a hefty 26.4 percent this year and are expected to finish 2008 with growth of 24.2 percent, according to Anfavea. Last year, sales jumped 29 percent, driven by rising wages and a credit boom that allowed many Brazilians to buy cars for the first time.
After such a long run of breakneck growth, automakers say a slowdown is to be expected. Consulting firm Global Insight forecasts sales growth of just 8 percent in 2009 and said it might taper off even further after that.
"Frankly, we don't see it as a big concern," said Jaime Ardila, GM's chief executive in Brazil. "The new rate of growth is much more sustainable long term, so we actually see this as a healthy process."
Still, other roadblocks may lie ahead. Last week, workers at eight auto plants briefly walked off the job to demand a pay raise. And union leaders warn that more strikes are likely if automakers don't agree to share more of their profits.
With interest rates poised to keep climbing and the economy losing some steam, some analysts also worry that automobile financing -- a key ingredient in the industry's revival in Brazil -- may start to shrink. Others fear that those who already financed a car may struggle to make payments.
While default rates on automobile financing have crept higher in recent months, at 3.7 percent they are still much lower than the 7.3 percent average rate for other consumer loans in Brazil, according to central bank data.
Lenders do not seem too worried about a spike in defaults. All the big private-sector banks in Brazil are expanding their auto financing businesses. And state-run Banco do Brasil (BBAS3.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) is teaming up with South African financial group FirstRand (FSRJ.J: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) in a joint venture to provide car loans.
"The fears about credit are a little overblown," said Rogelio Golfarb, director of corporate affairs for Ford South America. "Banks are realizing that automobile financing in Brazil is a great business to be in."
(Editing by Lisa Von Ahn)

Brazil to create mining regulator, limit terms

Tue Sep 9, 2008 11:01am EDT
SAO PAULO, Sept 9 (Reuters) - Brazil plans to create a new regulatory agency for the mining sector that will likely raise royalties, impose concessionary term limits and define companies' management and use of mineral resources, a local newspaper reported on Tuesday.
The director general of National Department of Mineral Production, Miguel Nery, said, "We are defending that the state has more powers and mechanisms to exercise them without implying a break with the constitutional bases," in the Gazeta Mercantil financial daily.
Nery added that his department has submitted the project to Mines and Energy Minister Edison Lobao but offered no more details. The ministry declined to comment on the report.
The paper also cited governors from Minas Gerais and Para, two important mining states, who are in favor of the mining reform and are involved in the process of setting new guidelines for sector.
The regulatory reforms would likely create an agency in the spirit of the National Petroleum Agency (ANP) governing the oil and gas sector in Brazil, which requires concession holders to publish geological data, define exploration and development schedules and pay royalties on productive fields.
The regulatory reform for the mining sector will likely also raise royalties paid on productive mines and redistribute how royalties are used, the paper said.
"I think the current system is absurd as Brazil is the country that has the lowest royalties for mineral exploration," said Para Governor Ana Julia Carepa, whose state has large iron ore deposits including Vale's (RIO.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz)(VALE5.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) large Carajas mine.
Support from governors is important for getting new legislation passed in Congress due to their sway of state representatives and senators.
Today, companies holding rights to explore mining resources in Brazil can hold the concession indefinitely.
Concession holders of phosphate and potassium deposits, which if developed would reduce the country's need to import fertilizers, have come under fire recently in the government for not developing the mines. Minister Lobao has threatened on several occasions to strip the companies of their concessions if they fail to develop them.
"The law today does not provide effective mechanisms to stop companies from sitting on top of areas perpetually," the paper cited an unnamed member of the group proposing the regulatory reform as saying. (Reporting by Reese Ewing, editing by Matthew Lewis)

Brazil May Lift Rate to Two-Year High as Prices Threaten Target

By Joshua Goodman and Andre Soliani
Sept. 10 (Bloomberg) -- Brazil's central bank probably will raise its interest rate to the highest in two years today, betting that falling commodity prices and slowing economic growth won't be enough to rein in inflation.
Policy makers led by President Henrique Meirelles will lift the overnight rate to 13.75 percent from 13 percent, the fourth increase since April, according to 40 of 41 economists surveyed by Bloomberg. One analyst forecast the bank will raise the so- called Selic rate to 13.5 percent.
While Brazil's fastest economic expansion since 1995 is showing signs of moderating, inflation still threatens to exceed the upper limit of the central bank's target range and policy makers are concerned rising domestic demand and credit growth will further stoke price increases.
``When you look at core inflation, excluding food, the situation remains risky,'' Arthur Carvalho, chief economist for Ativa Corretora in Rio de Janeiro, said in an interview. ``Policy makers are playing tough to make sure the market understands they're serious about bringing down inflation.''
Inflation as measured by the benchmark IPCA index eased to 6.17 percent last month from a three-year high of 6.37 percent in July after food and beverage costs fell for the first time in more than two years. Price increases this year have exceeded the central bank's 4.5 percent target with a leeway of plus or minus 2 percentage points.
World's Highest Rate
Today's increase in the Selic to 13.75 percent would rank Brazil's real interest rate as the highest among 54 countries tracked by Bloomberg. Brazil's real rate, which is the benchmark rate minus inflation, stands at 6.83 percent, the second-highest after Turkey's 7.55 percent.
Policy makers, after raising rates by a more-than-expected 0.75 percentage point on July 23, promised they would act in a ``timely fashion'' to bring inflation back to their target. The central bank also expressed concern that demand growth continues to outpace supply.
The central bank will raise the benchmark rate further to 14.75 percent by year-end, according to a central bank weekly survey.
The rate increases are beginning to cool the economy and a separate report today may show quarterly economic growth eased for a second straight time through June 30.
`Excessive'
Vehicle sales grew 4 percent in August from a year ago, the slowest pace in almost two years, after car loan costs jumped, the industry association said Sept. 4.
Gross domestic product growth in the second quarter may have also slowed to 5.5 percent, from 5.8 percent in the first quarter, according to the median estimate in a Bloomberg survey of 33 economists. The GDP report will be released today at 8 a.m. New York time.
Carlos Thadeu de Freitas, who served as central bank director between 1988 and 1989, said the rate increases may hurt growth unnecessarily. He said ``market paranoia,'' in a country that as recently as 1994 experienced annual inflation of 5,000 percent, was forcing Meirelles' hand.
``To maintain its credibility, the central bank wants to be consistent with its last outlook and give the market what it's looking for,'' said Thadeu de Freitas, now chief economist with Brazil's National Confederation of Commerce. ``This could prove excessive when new credit concessions are already slowing.''
A sharp drop in prices for major commodity exports like soy, beef and orange juice may also be easing pressure on the central bank, said Alfredo Coutino, a Latin America economist at Moody's Economy.com in West Chester, Pennsylvania.
Currency Decline
Since the central bank's last meeting, the Reuters/Jeffries CRB Index of 19 raw materials has fallen 12.7 percent. Commodities make up about two-thirds of Brazil's exports, according to the Brazilian Foreign Trade Association in Rio de Janeiro.
``There's no justification for further tightening when you already have some of the highest rates in the world,'' Coutino said.
Meirelles should follow the lead of Mexican central bank Governor Guillermo Ortiz, Coutino said. After raising the Mexican overnight rate on Aug. 15 to 8.25 percent, Ortiz signaled inflation pressures may be easing, reducing the need for further tightening.
Brazil's real fell to the lowest in seven months yesterday after Finance Minister Guido Mantega said the currency would continue to weaken on reduced foreign investments and a narrowing trade surplus. The benchmark Bovespa stock index dropped to the lowest in a year after commodity prices declined.
Mantega, who criticized central bank rate increases in the past, said this week in Brasilia that economic expansion wasn't stoking inflation, adding supply ``was growing in line with demand.''
One reason for caution is that some industries remain heated. Manufacturers operated at 83.5 percent capacity in July, a record, the National Industrial Confederation said Sept. 3. Industrial output grew 8.5 percent that month, more than economists expected, according to a Sept. 2 government report.

Brasil e Argentina firmam acordo para construir navios

Rodrigo Postigo
10/09/2008

A ministra de Defesa da Argentina, Nilda Garré, apresentou nesta terça-feira uma série de acordos firmados com o Brasil na área de defesa, que prevêem a construção de navios, equipamentos e veículos de uso conjunto, nos âmbitos civil - também para a exploração do petróleo - e militar. As informações são da Ansa.
Entre os principais pontos da parceria - selada ontem, durante a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner, em Brasília -, Garré antecipou que a Argentina poderá fabricar parte das 130 embarcações que o Brasil deve encomendar para funções de apoio na exploração de suas jazidas de petróleo no mar.
Segundo a ministra, que qualificou como "ótimas" as relações entre os dois países em assuntos relacionados à segurança regional, o Brasil já encomendou 37 navios patrulheiros de alto-mar, que serão fabricados pelo estaleiro Rio Santiago, de propriedade do Estado argentino, e por indústrias da iniciativa privada.
Em uma entrevista coletiva, Garré informou também que, durante a reunião de segunda-feira, foi acordada a constituição de um grupo de trabalho binacional para assuntos de defesa, composto por três subcomissões: uma para questões terrestres, uma para navais e outra para aeronáuticas.
Ainda no âmbito naval, serão construídos também navios "polares", que poderão ser usados pelos dois países para projetos de pesquisa na Antártida, e embarcações para salvamento em caso de catástrofes naturais.
Outros acordos estabelecem a produção de motores, o intercâmbio de sistemas de informática, a modernização de motores para mísseis, a compra de peças e a produção, já no ano que vem, de 1,2 mil veículos "Gaucho", usado para transporte aéreo de cargas leves. Também se prevê a fabricação de um avião de treinamento militar, que posteriormente poderá ser adaptado para uso civil.

BNDES receberá estudos para corredor ferroviário

Agência Estado
10/09/2008
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realiza hoje chamada pública para a realização de estudos de viabilidade para a implantação do Corredor Ferroviário entre o Atlântico e o Pacífico na América do Sul. O objetivo é ligar por ferrovia os portos do Sul e do Sudeste do País aos do Chile. De acordo com o banco, a conexão das rotas de comércio internacional entre os dois oceanos é o principal desafio para ampliar os intercâmbios comerciais entre os países da América do Sul.
O BNDES vai usar recursos do Fundo de Estruturação de Projetos (FEP) para contratar uma instituição brasileira que faça os estudos técnicos. Nesse caso, eles devem incluir: mapeamento e análise das alternativas de traçado; avaliação da integração das ferrovias com rodovias, hidrovias e portos; levantamento completo da demanda; avaliação econômico-financeira preliminar dos diferentes traçados, com estimativa de projeções de receita, do orçamento dos investimentos e dos custos operacionais; e avaliação institucional e regulatória dos países que poderão integrar o corredor.
Os interessados devem apresentar a proposta, na forma de carta-consulta à instituição, até o próximo dia 24. Depois, quem for selecionado deve apresentar um projeto detalhado dos estudos técnicos. Se for aprovada nessa segunda fase, o proponente terá até 10 meses para desenvolver os estudos e apresentar os resultados, que serão disponibilizados na Internet.
O BNDES reconhece que há dificuldades para que uma ligação ferroviária entre Atlântico e Pacífico se torne realidade, já que será necessário tratar com países diferentes e com variadas legislações sobre o assunto, além das respectivas condições ferroviárias já existentes e a construir.

Jornal Economia em Notícia - Edição 24

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Valor das empresas brasileiras atinge menor nível em 1 ano

Rodrigo Postigo

O valor de mercado das empresas brasileiras de capital aberto ficou em US$ 972 bilhões no dia 8 de setembro, chegando ao menor valor em 12 meses, quando estava, em agosto de 2007, em US$ 943 bilhões. É a primeira vez em um ano que as companhias têm, juntas, valor inferior a US$ 1 trilhão, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pela Economatica.

O ponto mais elevado do valor de mercado das companhias brasileiras foi no final do mês de maio deste ano, quando atingiram US$ 1,4 trilhão. Desde essa data até a última segunda-feira, as empresas perderam o equivalente a US$ 432 bilhões, ou tiveram queda 30,8% em dólares.

Jornal Economia em Notícia - Edição 23

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Jornal Economia em Notícia - Edição 22

Mercosul deve fazer acordos com Ásia e África

AFP
08/09/2008
Em entrevista ao jornal argentino El Clarín, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que no domingo teve a companhia da presidente argentina, Cristina Kirchner, nos desfiles militares pelo Dia da Independência do Brasil, em Brasília, pediu a seus sócios no Mercosul que estabeleçam acordos com os blocos econômicos da Ásia e especialmente da África e abordou diversos assuntos relativos a sua administração.
"Temos que ter muita urgência porque as coisas demoram a ser aprovadas pelos congressos", afirmou Lula referindo-se à necessidade de que o bloco regional não perca oportunidades de fazer contatos e acordos comerciais com países do bloco asiático e africano.
"Eu não me conformo em ver um país pobre da África, que está mais perto de nós do que dos Estados Unidos e do Japão, comprando carros norte-americanos".
Além do âmbito comercial, Lula advertiu que, em 30 anos, a África terá 1,3 bilhão de habitantes "e se o continente continuar pobre como até hoje, não haverá Oceano Atlântico que evitará a imigração para a América do Sul".
"Não temos que aceitar que aconteça conosco no futuro o que acontece hoje na Europa, que não deixa deixar ninguém que não tenha olhos verdes", enfatizou.
"Angola cresce 20% anualmente, todos os países africanos estão crescendo; e nossos empresários precisam descobrir novos nichos de oportunidades. Enquanto olhamos para a Europa ou os Estados Unidos, os chineses ocupam a Ásia. Não há um único país no mundo onde você vá que não encontre chineses nos hotéis, nas ruas, nos bares, nos restaurantes. Não há lugar que tenha matéria-prima onde o presidente da China não tenha estado. E nós ficamos parados", queixou-se.
"Temos que buscar novos sócios para nossos mercados e vender o que produzimos a quem puder comprar. Não vamos vender máquinas para a Alemanha porque esse país tem mais tecnologia que o Brasil. A Argentina também não pode vender suas máquinas para a França. Mas podemos vender para Angola, África do Sul, Moçambique, Gana, Argélia e Nigéria", concluiu.
No âmbito regional, o chefe de Estado brasileiro admitiu o interesse de seu governo na abertura de uma fábrica da Embraer na Argentina para produção de peças, assim como deseja Buenos Aires.
"A questão é que a Embraer, embora seja uma empresa privada, tem uma relação muito produtiva com o governo brasileiro. E nós temos interesse de que a Embraer monte um braço na Argentina para produzir algumas peças".
O interesse do governo argentino foi confirmado pelo ministro do Planejamento, Julio de Vido, que acompanha a presidente Cristina Kirchner em sua atual visita de três dias ao Brasil.
"Sei que houve uma reunião do ministro Julio de Vido e da ministra de Minas e Energia do Brasil, Dilma Roussef, com a direção da Embraer. No encontro posterior com De Vido, ele se mostrou muito otimista", afirmou Lula.
"Peço a Deus que isso aconteça e que possamos ter a Argentina produzindo algumas peças dos aviões fabricados no Brasil", acrescentou o presidente.
De Vido declarou ao jornal La Nación, também portenho, que o governo argentino quer comprar 26 aviões da Embraer para companhia aérea de bandeira Aerolíneas Argentinas, recentemente recuperada de uma crise.
Segundo o funcionário, a operação ainda pode demorar três anos, mas no curto prazo está sendo negociada a aquisição do modelo C90, com capacidade para entre 90 e 100 passageiros.
A Aerolíneas Argentinas e sua filial Austral, que controlam 80% do mercado aéreo de cabotagem, voltaram ao controle do Estado semana passada após 18 anos de gestão privada e contam com uma frota de 70 aviões, dos quais 40% estão fora de serviço.
Lula também aproveitou a ocasião para apoiar a indicação do ex-presidente Néstor Kirchner para a secretaria executiva da União das Nações Sul-americanas (Unasul). "Estamos de acordo", respondeu Lula, quando questionado sobre a indicação feita por seu colega equatoriano Rafael Correa.
Correa propôs Kirchner em agosto para substituir o equatoriano Rodrigo Borja, que renunciou ao cargo, e pediu ainda uma revisão dos "estatutos burocráticos" da casa.
O chefe de Estado destacou na ocasião que a Unasul deve promover a integração regional de modo eficiente, para o qual o secretário executivo deve ter poder próprio e não depender de outros níveis como o dos chanceleres, como reza o estatuo atual.
A respeito da questão energética entre seu País e o Paraguai, disse esperar pela proposta paraguai de um preço maior pela energia que a usina binacional de Itaipu fornece ao Brasil, mas antecipou que seu País pode ajudar o vizinho em termos de energia de outras formas.
"Eu já disse ao (presidente paraguaio Fernando) Lugo a mesma coisa que dizia ao Nicanor (Duarte Frutos, ex-presidente paraguaio): mudar o tratado de Itaipu significa fazê-lo passar pelo Congresso, e ele não vai passar. O congresso brasileiro não aceitará discutir esta questão", afirmou Lula.
O presidente brasileiro recordou que esse tratado, de 1973, dispõe que a produção de Itaipu seja dividida em partes iguais entre os dois países, mas fixa que toda a energia que o Paraguai não utilizar deve ser vendida ao Brasil devido ao fato deste país ter praticamente financiado a obra.
Lula disse que o preço que seu País paga e o que Lugo pedirá para aumentar em 17 de setembro, quando visitar Brasília, "sempre é relativo: hoje o Brasil paga mais pela energia que compra do Paraguai do que se paga aqui dentro", argumentou.
"Vou a esperar que Lugo apresente as exigências paraguaias para conversar o que se pode fazer", anunciou. "O Brasil tem que fazer tudo que é necessário para facilitar a vida do Paraguai, um país pequeno".
O chefe de Estado brasileiro disse não encontrar justificativa para que seus vizinhos, que geram 12.000 megavatts em Itaipu, "todos os dias tenham apagões em Assunção".
"O Brasil assumiu o compromisso de fazer uma linha de transmissão financiada pela parte brasileira de Itaipu até Assunção", recordou, para exemplificar o que seu País pode fazer pelo vizinho em relação à questão.
Lula disse ainda que, no geral, o Mercosul tem um problema energético que só poderá ser resolvido explorando ao máxijo as possibilidades de cada país membro e atuando em comum.
"Por isso analisamos com a Argentina a possibilidade de construir a hidroelétrica binacional de Garabi, que dará 3000 megavatts de energia para repartir entre ambos. E se chegar a fazer frio na Argentina, a totalidade poderá ir para lá", sugeriu. Segundo ele, não se pode depender do gás porque não há suficiente para explorar.
"A última vez que estive com a presidente (argentina Cristina) Kirchner e com (o presidente boliviano) Evo Morales, ficou claro que a Bolívia, neste momento, não tem como cumprir os contratos com a Argentina", comentou.
Por fim, reiterou sua preocupação pela presença da IV Frota dos Estados Unidos na região porque isso "acontece exatamente onde acabamos de descobrir petróleo".
Lula defendeu a proposta de seu País de criar um Conselho da Defesa Sul-americano e insistiu em sua preocupação em relação à IV Frota americana.
"Quando os Estados Unidos afirmam que a IV Frota está aqui para ajuda sanitária, não entendo para que se nós não estamos pedindo que nos ajudem em termos de saúde", argumentou.
O presidente admitiu que as forças armadas brasileiras "não frágeis do ponto de vista de equipamento" e anunciou que seu País vai reconstruir sua indústria de defesa.
Apesar de enfatizar que o Brasil é um país que não tem inimigos e "é pacifista de nascimento", advertiu que "o mundo nem sempre tem a mesma linha que nós".
"Sempre pode aparecer alguém que queira a guerra e, por isso, precisamos estar preparados para cuidar de nosso território e de nossa região", conclui.

IASB blasts 'weak regulator' criticisms

'We have been looking at disclosures on IFRS and U.S. GAAP, and, actually, you get far more disclosure under IFRS' - Sir David Tweedie
Written by Penny Sukhraj
Accountancy Age,
08 Sep 2008
The chief of the international accounting standard setter says it is 'absolute nonsense' that IFRS would put US investors at the mercy of overseas regulators.
'It is absolute nonsense,' said International Accounting Standards Board chairman Sir David Tweedie in an interview with CFO.com.
'The SEC is going to look at the accounts that are coming in. Countries around the world aren't just going to throw away their own accounting standards if they think we are bringing out standards that aren't very good,' said Sir David.
Earlier this month, US Rhode Island Democrat Senator Jack Reed argued that the Securities and Exchange Commission could put investors at risk by allowing external, less aggressive regulators to have power of overseeing the rules.
Sir David added: 'We have been looking at disclosures on IFRS and U.S. GAAP, and, actually, you get far more disclosure under IFRS.'

Fundo FGTS investe R$ 500 mi em malha ferroviária

Investnews
08/09/2008
O Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal, acaba de realizar seu primeiro investimento, segundo nota divulgada nesta sexta-feira pelo banco.
Trata-se de uma operação com desembolso de R$ 500 milhões visando expansão da malha ferroviária. Considerado um setor estratégico para a matriz de transportes brasileira, o investimento do FI-FGTS contribui com a revitalização do modal ferroviário do País.
Os recursos irão proporcionar o aumento da eficiência operacional, redução de acidentes e aquisição de novos vagões e locomotivas para suporte ao aumento do volume transportado de carga.
Estima-se que somente este investimento do FI-FGTS deverá gerar cerca de 15 mil empregos diretos e indiretos. Atualmente, o Brasil possui o maior sistema ferroviário da América Latina em termos de carga transportada.
O FI-FGTS recebeu cerca de 40 projetos, tendo sido pré-aprovados 12 investimentos. Os projetos pré-aprovados possuem estimativa de geração de 30 mil empregos diretos e 54 mil empregos indiretos.
O retorno sócio-ambiental que será gerado pelos empreendimentos e a governança corporativa existente nas empresas têm papel fundamental no processo de análise pela Caixa, segundo informou a empresa.
O volume da carteira teórica do Fundo já superou a marca dos R$ 5,2 bilhões e o montante de recursos a ser investido poderá chegar a, aproximadamente, R$ 17 bilhões.

Brazil's Lula says oil find is path to end poverty

Sun Sep 7, 2008 7:58pm EDT
By Raymond Colitt
BRASILIA, Sept 7 (Reuters) - Brazil has found a path to eradicate poverty in its recent oil discovery but will not squander money it does not yet have, the country's president, Luiz Inacio Lula da Silva, said on Sunday.
State-controlled firm Petrobras(PETR4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz)(PBR.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) surprised the oil world last year with the second-biggest oil find in 20 years.
Since then Latin America's largest country has been gripped by a frenzied debate over how best to manage its new oil wealth. Despite years of strong economic growth under Lula, Brazil is still troubled by glaring poverty and inequality.
The tapping of the reserves with a test well on Sept. 2 symbolized "the opening of a direct bridge between natural wealth and the eradication of poverty," Lula said in a nationally-televised address commemorating Brazil's independence from Portugal in 1822.
Oil wealth would be spent primarily on education and eradication of poverty, creating "timeless and endless wealth" for the Brazilian people, Lula said.
The former metal worker, who has spoken about oil almost daily in recent weeks, said Brazil was seeing the crowning of a successful policy of growth and income distribution.
Lula said exact reserves were still unknown in the field that is 500 miles (800 km) long by 125 miles (200 km) wide off Brazil's southern coast.
"But one can say with full certainty, (they) will make Brazil one of the world's largest oil and gas producers," Lula said.
Critics say Lula is seeking to maximize political gains from the oil discovery before municipal elections on October 5.
Fernando Henrique Cardoso, Brazil's president from 1995 to 2002, warned on Sunday in O Estado de Sao Paulo newspaper of false nationalism and a pre-election climate in the oil debate of recent days.
TWO PRINCIPLES
Lula said the oil boom would be guided by two principles.
"We won't be dazzled and go spending money we don't have on silly things," he said in his short address.
Brazil would also export value-added derivatives and petrochemicals rather than crude oil, and build a sophisticated supply industry, he said.
"In coming years alone, five refineries, dozens of drilling rigs and platforms and hundreds of ships will be built," Lula said.
During an Independence Day parade Lula presided over earlier on Sunday, elementary school children dressed in orange overalls used by workers at Petrobras pulled a miniature float carrying a model oil drilling rig.
Argentina's President Cristina Kirchner, who on Saturday inaugurated an Argentine company's assembly line for electric generators in northeastern Brazil, was the guest of honor at the parade.
Lula praised Petrobras for finding the oil and said developing the deposits will be another challenge it would meet.
Pumping the oil from under a thick layer of salt up to 4.5 miles (7 km) under the sea will cost hundreds of billions of dollars as well as require cutting-edge technology.
Lula had said in August that the oil belonged to the Brazilian people and not to Petrobras and aides say he wants to increase state control over exploration and production.
Petrobras and foreign firms already operating in the area, such as ExxonMobil Corp (XOM.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) and Shell (RDSa.L: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) are now waiting anxiously for Lula's administration to unveil new rules to govern the oil bonanza.
(Additional reporting by Ferando Exman, editing by Vicki Allen)

Brasil tem "limitador de crescimento", diz agência internacional

BBC Brasil / Fabiano Klostermann
08/09/2008
O crescimento da economia brasileira, projetado pela Unctad, o braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para o desenvolvimento, em 4,8% em 2008, está próximo do limite do que o País pode suportar sem apresentar desequilíbrios macroeconômicos. A afirmação é do economista sênior da agência de classificação de risco Moody's para a América Latina, Alfredo Coutino.
Nesta semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o aquecimento economia brasileira está desacelerando para um ritmo mais sustentável. Segundo ele, até mesmo a expansão do crédito, que vinha na faixa de 30% ao ano, baixou para valores entre 15% e 20%, o que caracterizaria um crescimento mais saudável.
O economista da Moody's - única das três principais agências de classificação de risco (que inclui Fitch e Standard & Poor's) a não dar grau de investimento ao Brasil - explica que um crescimento entre 4,5% e 5% é o potencial efetivo de expansão da economia brasileira. "Esse potencial é determinado pela capacidade de produção acumulada pela economia nos últimos 10 anos e determinado por três fatores fundamentais de fonte de crescimento permanente: poupança de investimentos, produtividade e mudanças tecnológicas", explicou.
De acordo com o economista sênior da agência, para não gerar desequilíbrios entre oferta e demanda, que ocasionam pressões inflacionárias, é necessário que o crescimento de um país não ultrapasse o seu potencial.
"Se a economia brasileira crescer além de 5%, então a demanda doméstica vai ultrapassar a produção nacional, gerando então um excesso de demanda que vai ser acomodado seja por inflação ou desequilíbrio na balança comercial", afirma Coutino.
O economista cita ainda a taxa de investimento na relação com o Produto Interno Bruto (PIB) como limitador do crescimento que um país pode apresentar sem desequilíbrios e cita o vizinho Chile como exemplo de a ser seguido. "No caso do Chile, a economia tem índices de investimento de cerca de 25% (do PIB), que indicam que a economia pode suportar crescimento acima de 5% sem desequilíbrios", explica.
"No caso do Brasil, as taxas são mais baixas, entre 18% a 20%, o que significa que o País pode crescer menos. Para a economia brasileira ter mais capacidade de crescer, é preciso investir mais na expansão dos negócios", acrescenta.
Apesar deste limitador de 5% ao ano, Coutino diz que o País está no caminho certo para melhorar seu crescimento. "O Brasil está fazendo coisas certas agora, mas o País passou por períodos de alta volatilidade tanto no ambiente econômico quanto no político, que foram um obstáculo para a economia no passado, e também aumentaram a pobreza", diz o economista.
No entanto, ele destaca que as mudanças não surtem efeito rapidamente e exigem anos para incrementar a capacidade produtiva. "Agora que o governo está combinando políticas de livre mercado com políticas públicas de conteúdo mais social, o Brasil está sustentando um crescimento maior. Mas, o incremento da capacidade produtiva leva anos e anos e o Brasil só começou a investir mais nesta década".

Brasil e Argentina eliminarão dólar como moeda comercial

EFE
08/09/2008
O Brasil e a Argentina eliminarão o dólar como moeda em seu comércio bilateral, para o qual serão utilizados reais e pesos, garantiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista publicada no jornal Clarín, de Buenos Aires, Lula disse que o acordo que lançará oficialmente este mecanismo será assinado na segunda-feira com a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que está no Brasil em visita oficial.
"Vamos abolir o dólar como moeda em nosso comércio", ressaltou o presidente. O Brasil é o principal destino das exportações argentinas (19% do total) e o maior fornecedor da Argentina (32% das compras).
Entre janeiro e junho deste ano, os dois países, membros do Mercosul, trocaram mercadorias no valor de US$ 14,8 bilhões, com um superávit de aproximadamente US$ 2 bilhões a favor dos brasileiros.
Nesse sentido, Lula lembrou que, este ano, o fluxo comercial entre Argentina e Brasil será superior a US$ 30 bilhões.
A respeito das divergências entre os países nas fracassadas negociações da Rodada do Desenvolvimento de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), disse que "não existe possibilidade de o Brasil jogar sozinho".
"Primeiro porque acredito, trabalho e aposto na integração regional, e segundo, porque, como disse em minha última visita a Buenos Aires, considero que é muito importante que Argentina e Brasil não se olhem como concorrentes, mas como parceiros", disse.
Lula disse que "é importante lembrar que mais de 70% do que a Argentina exporta para o Brasil são produtos manufaturados, o que significa mais valor agregado, mais produção e mais emprego".
"Isso é um potencial extraordinário, porque a Argentina está em processo de reindustrialização. Em função dessa realidade argentina, o Brasil tem consciência do papel que tem na Rodada de Doha e de como combinar isto com a cooperação com a Argentina para sua recuperação industrial", concluiu.

Argentina, Brazil to sign trade currency pact: Lula

Sun Sep 7, 2008 11:20am EDT
BUENOS AIRES, Sept 7 (Reuters) - Argentina and Brazil will sign a pact on Monday that will abolish the dollar in bilateral trade seen hitting $30 billion this year, Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva said in an interview published on Sunday.
The initiative, announced in September 2006 and which had been expected to come into effect in July 2007, seeks to reduce exchange rate costs and simplify bilateral trade between the south American neighbors.
The pact will be signed in Brazil on Monday, when Argentine President Cristina Fernandez attends a bilateral summit -- an initiative that could later be extended to other members of South American trade bloc Mercosur.
"On Monday we will sign an agreement with President Cristina (Fernandez de) Kirchner that will officially launch the use of reais and pesos in our trade exchange," Lula told Argentine newspaper Clarin in an interview.
"We are going to abolish the dollar as a currency in our trade."
He said he wanted Brazil and Argentina's trade balance to be more balanced. Argentina had a $2.7 billion trade deficit with its larger neighbor Brazil in the first half of the year.
"The trade balance should be a two-way street," he said. "There has to be certain balance: one can have a small difference, one year a trade deficit and the next a surplus."
"It is not in Brazil's interest that there be a big trade surplus in Brazil's favor."
Lula played down differences with Argentina over the failed Doha round of trade talks, which collapsed in late July.
Farming giant Brazil softened its stance against wealthy countries' agricultural subsidies in the Doha round, but the negotiations collapsed when Argentina and others opposed the deal, saying it would hurt farmers.
"In our divergent opinions, we should not see conflict but simply differences," said Lula, who wants to restart global trade negotiations.
"The truth is that Doha did not seem to bring great advantages for Argentina and Brazil." (Reporting by Lucas Bergman, Writing by Simon Gardner, Editing by Jackie Frank)