quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Crise já afeta o crédito no Brasil, afirma Anefac
Rodrigo Postigo
02/10/2008
A crise iniciada no Estados Unidos já afeta o crédito no Brasil, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Associação de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). De acordo com a Anefac, as instituições financeiras estão mais seletas no momento de autorizar o crédito. "(As instituições) estão mais atentas ao grau de endividamento dos consumidores. Em muitos casos, além de uma maior seletividade, já se observam maiores restrições aos financiamentos", diz a associação no estudo.
Outro ponto destacado no levantamento foi que as taxas de juros das operações de crédito subiram em setembro. Segundo a pesquisa, o valor para pessoa física passou de 7,39% ao mês (135,27% ao ano) em agosto para 7,45% (136,85% ao ano) no mês passado.
Na pessoa jurídica a taxa média de juros passou de 4,27% ao mês (65,16% ao ano) para 4,33% ao mês (66,31% ao ano).
Além disso, a Anefac constatou uma redução dos prazos de financiamentos em cerca de 12 meses, tendo no caso de veículos os prazos sido reduzidos de 72 meses para 60 meses.
Comércio sem dólar entre Brasil e Argentina será lançado nesta quinta-feira
Repórter Diário / Marina Guimarães
02/10/2008
O lançamento oficial do Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) no comércio entre a Argentina e o Brasil, previsto inicialmente para sexta-feira, foi antecipado esta quinta-feira (2), às 19 horas, na sede do Banco Central da Argentina. A solenidade seria realizada somente pelos presidentes dos bancos centrais de ambos os países, Henrique Meirelles do Brasil, e Martín Redrado da Argentina, mas a presidente da Argentina Cristina Kirchner também decidiu estar presente, segundo uma fonte da Embaixada do Brasil.Meirelles vai desembarcar em Buenos Aires às 17 horas e seguirá diretamente para a residência do embaixador Mauro Vieira, de onde partirão juntos para o BC, na city portenha. O SML vai permitir a eliminação do dólar nas transações de comércio internacional entre os dois países e os exportadores brasileiros e argentinos poderão negociar suas compras e vendas em reais e pesos a partir da Segunda-feira.Segundo informações do BC argentino, todos os bancos que tenham conta de reserva na autoridade monetária poderão se habilitar para operar no SML. Os exportadores não vão precisar de documentação adicional, exceto pelo registro da operação em reais ou pesos. As transações serão calculadas com base em um câmbio específico que será calculado e divulgado diariamente, com base nas cotações real/dólar (Ptax) e peso/dólar (taxa de referência divulgada pelo BC argentino).Os BCs não vão cobrar taxa das entidades financeiras para realizar o serviço de clearing. A expectativa é de que essa redução de custo seja repassada aos operadores, assim como a do uso do câmbio de referência, que será mais baixo que o câmbio do mercado. A liquidação financeira das operações será realizada em três dias úteis. A eliminação do dólar no comércio bilateral foi proposta em julho de 2006, durante a cúpula dos presidentes do Mercosul, realizada na cidade argentina de Córdoba, pela então ministra de Economia, Felisa Micelli.A proposta foi aceita pelo ministro Guido Mantega como parte do projeto político de integração do Mercosul. Os técnicos da área econômica de ambos os governos vêm trabalhando para superar as barreiras burocráticas, técnicas e jurídicas para a implantação de um sistema de pagamentos único. Segundo Mantega, o SML vai reduzir os gastos financeiros das transações, beneficiando os pequenos e médios produtores dos dois países.
Brazil stocks, real slump on bailout vote jitters
Wed Oct 1, 2008 10:59am EDT
SAO PAULO, Oct 1 (Reuters) - Brazil's stock market and currency fell early on Wednesday, mirroring losses on Wall Street as jittery investors awaited a U.S. Senate vote on a revamped plan to rescue the crisis-hit financial industry.
The Bovespa index .BVSP of the Sao Paulo Stock Exchange was down 3.11 percent at 47,998.85 points, a day after surging 7.63 percent on hopes that leaders in Washington would eventually agree on a $700 billion bailout plan for banks.
The Brazilian real BRBY fell in tandem with the stock market, weakening 1.7 percent to 1.939 per dollar. On Tuesday, the real rallied 3 percent, rebounding from a 5.7 percent plunge that pushed it to a one-year low.
The U.S. Senate is slated to vote later on Wednesday on a revised version of the bailout plan, which is aimed at halting the worst financial crisis since the Great Depression. The vote follows a stunning defeat for the bill in the U.S. House of Representatives that sent global markets reeling on Monday.
"All eyes are on the U.S. Senate vote," said Marcelo Voss, chief economist at Liquidez brokerage in Sao Paulo. "It's generating uncertainty."
With investors already on edge about the fate of the rescue package, a report showed that the U.S. manufacturing sector contracted further in September, heightening concerns about the health of the economy and the outlook for corporate profits.
Interest-rate futures <0#dij:> on the BM&F commodities and futures exchange crept lower across the board, reflecting the view that falling commodities prices may put the brakes on inflation. Lower inflation would take pressure off Brazil's central bank to keep raising interest rates.
At the stock exchange, state-run energy company Petrobras (PETR4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) led the Bovespa index lower. The stock, the heaviest weighted in the index, was down 4.1 percent at 33.66 reais as world oil prices fell below $100 a barrel.
Mining giant Vale (VALE5.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), the second heaviest weighted stock in the index, slumped 4.74 percent to 31.16 reais as prices for copper and industrial metals came under pressure as the U.S. dollar rallied against a global basket of currencies.
Banking shares also tumbled as concerns mounted about the fate of the financial industry in the United States. Banco Bradesco (BBDC4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), Brazil's biggest private-sector bank, fell 4.33 percent to 29.6 reais and Banco Itau (ITAU4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) dropped 4.08 percent to 30.58 reais. (Reporting by Todd Benson and Jenifer Correa)
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2.10.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Senate Passes Bailout Plan; House May Vote by Friday
The New York Times
By CARL HULSE
Published: October 1, 2008
WASHINGTON — The Senate strongly endorsed the $700 billion economic bailout plan on Wednesday, leaving backers optimistic that the easy approval, coupled with an array of popular additions, would lead to House acceptance by Friday and end the legislative uncertainty that has rocked the markets.
In stark contrast to the House rejection of the plan on Monday, a bipartisan coalition of senators — including both presidential candidates — showed no hesitation in backing a proposal that had drawn public scorn, though the outpouring eased somewhat after a market plunge followed the House defeat. The Senate margin was 74 to 25 in favor of the White House initiative to buy troubled securities in an effort to avoid an economic catastrophe.
Only Senator Edward M. Kennedy, who is being treated for brain cancer, did not vote.
The two Senate leaders, Senators Harry Reid, Democrat of Nevada and the majority leader, and Mitch McConnell of Kentucky, the Republican leader, strongly urged their colleagues to approve the plan despite the political risk given public resentment.
“Supporting this legislation is the only way to make the best of a crisis and return our country to a path of economic stability, prosperity and growth,” said Mr. Reid, who asked that senators vote formally from their desks. The presence in the Senate of both presidential candidates in the final weeks of the campaign also gave weight to the moment. The political tension was clear as Senator Barack Obama walked to the Republican side of the aisle to greet Senator John McCain, who offered a chilly look and a brief return handshake.
Mr. McCain did not make remarks on the legislation. Mr. Obama, in his speech, said the bailout plan was regrettable but necessary and he referred to the stock market drop after the House vote. “While that decline was devastating, the consequences of the credit crisis that caused it will be even worse if we do not act now,” he said.
President Bush issued a statement applauding the Senate for its vote in favor of a bill he called “essential to the financial security of every American.” He urged the House to follow suit.
In the House, officials of both parties said they were increasingly confident that politically enticing provisions bootstrapped to the original bill — including $150 billion in tax breaks for individuals and businesses — would win over at least the dozen or so votes needed to reverse Monday’s outcome and send the measure to President Bush.
The stock market reflected nervous jitters over a vote that was to occur after it closed but that could affect the future of many Wall Street workers. The Dow Jones industrial average was off almost 220 points during the day, but recovered to close down just 19.6 points, or 0.2 percent, at 10,831.07.
Besides the tax breaks, senators also made a change that had drawn widespread support in recent days — a temporary increase in the amount of bank deposits covered by the Federal Deposit Insurance Corporation, to $250,000 from $100,000. And the entire package was attached to legislation requiring insurers to treat mental health conditions more like general health problems, a long-sought goal of many lawmakers who demanded such parity.
As the shape of the new bill became more clear Wednesday, some House Republicans and Democrats indicated that the changes were enough to get them to take another look at the measure and perhaps change their minds — even though the new items being added would substantially increase the burden on taxpayers.
Representative John Yarmuth, a Kentucky Democrat who on Monday voted no, said he found the new proposal more acceptable, as did Representative Jim Ramstad, a retiring Republican from Minnesota who voted in opposition as well.
“The inclusion of parity, tax extenders and the F.D.I.C. increases has caused me to reconsider my position,” Mr. Ramstad said. “All three additions have greatly improved the bill.”
Leaders of both parties in the House, who spent much of Wednesday on the phone taking the temperature of lawmakers not scheduled to return until Thursday, said they were identifying other potential converts as well, and were finding a more receptive audience for the revised measure because of the tax package and other changes.
Some conservative House Republicans and liberal Democrats remained adamantly opposed. “The bailout legislation that the Senate is sending back to the House is a fraternal twin to the one I voted against on Monday — meet the new bill, same as the old bill,” said Representative Joe Barton, Republican of Texas.
While popular, the tax breaks, which had been the center of a bitter dispute between House and Senate Democrats, caused problems as well.
A coalition of centrist Democrats led by Representative Steny H. Hoyer of Maryland, the majority leader, had refused to back the tax benefits unless they were deficit neutral — offset by tax increases or spending cuts elsewhere. The bill now includes the Senate version of the tax plan, which adds most of the cost to the deficit over the next decade.
But the Senate leaders decided to present the House with a take-it-or-leave-it choice, and it is possible some Democrats could desert the bill over the tactic. Mr. Reid said the Senate would remain in session this week to see how House members react and whether they might attempt to change the bill, forcing another Senate review.
Mr. Hoyer said he was disappointed in the Senate’s decision on the tax breaks and worried it could cost Democratic votes. “Certainly there are people who are upset we are making the deficit worse as we are trying to stabilize the economy,” Mr. Hoyer told reporters. But in a telephone conference call among the Democratic leadership Wednesday morning, he told his colleagues he would back the measure because the economic rescue needed to take priority, according to participants.
In the end, Senate leaders decided to overcome some of the ideological and political resistance that doomed the measure in the House with the tried-and-true Congressional approach of stuffing the bill with provisions that would make it hard for many lawmakers to resist.
“All I’m trying to do is get this thing passed,” said Mr. Reid, denying he was trying to jam the House by giving members no choice but to accept the tax proposal he favored or again reject the bailout.
The multiple tax breaks, called extenders in the Capitol because they renew or extend expiring tax benefits, appeal to many lawmakers and could provide a political argument for backing a bill that has otherwise been very unpopular.
Instead of siding with a $700 billion bailout, lawmakers could now say they voted for increased protection for deposits at the neighborhood bank, income tax relief for middle-class taxpayers and aid for schools in rural areas where the federal government owns much of the land.
“This bill has been packaged with a lot of very popular things to give it even more momentum,” said Senator Jeff Sessions, a Republican from Alabama, who is an opponent.
The approximately $150 billion in new tax breaks, which offer incentives for the use of renewable energy and relieve 24 million households from an estimated $65 billion alternative-minimum tax scheduled to take effect this year, would be offset by only about $40 billion in spending cuts or tax increases elsewhere.
Moreover, the increase in federal deposit insurance will not be financed over the short term, as the insurance program now is, by assessing premiums on banks that benefit. Instead, banks will get an open-ended line of credit directly to the Treasury Department. But the Congressional Budget Office noted that federal law requires the banks to eventually make up any shortfall and any loans to be repaid, though not until at least 2010.
The changes in the bill were measurable by volume. The initial proposal from the Treasury Department ran just three pages; the latest version exceeds 450.
After receiving the proposal from Treasury Secretary Henry M. Paulson Jr. almost two weeks ago, Congress instituted a series of changes, including additional oversight, steps to limit home foreclosures and restrictions on the compensation of executives of institutions that take part in the Treasury program.
Under pressure to tighten the plan even more, Congressional and administration negotiators decided to parcel out the $700 billion in installments, starting with a first tranche of $350 billion. And during a weekend of negotiations, they added as a final backstop a requirement that in five years the president must present Congress with a plan to make up any losses of tax funds by looking to the financial community to make up the difference.
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2.10.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Falta de crédito pode afetar exportações em 2009
Rodrigo Postigo
02/10/2008
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, afirmou nesta quarta-feira que até o final do ano a crise financeira dos Estados Unidos não deve afetar as exportações brasileiras. Segundo ele, um possível impacto negativo só deve ser percebido em 2009.
"Em um primeiro momento, um efeito que podemos ter é no mercado de crédito, sobretudo para a exportação, a falta de dinheiro em qualquer moeda. Isso pode prejudicar o crédito para as exportações", avaliou.
Na semana passada, Barral já havia afirmado que a crise não deve teve ter reflexos negativos nas vendas para o exterior até o final de 2008. Na ocasião, ele disse que o efeito será praticamente zero, porque grande parte dos contratos para exportações já está fechada.
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2.10.08
Marcadores: Exportação
Governo pretende licitar 8 hidrelétricas em 2009, diz Zimmerman
Reuters / Rodrigo Viga Gaier
02/10/2008
O governo vai leiloar no ano que vem concessões para a construção de ao menos oito usinas hidrelétricas, incluindo a mega hídrica de Belo Monte, no Pará, afirmou o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, nesta quarta-feira.
Segundo ele, serão licitadas as usinas de Barra do Pomba e Cambuci, no Rio de Janeiro, e cinco hídricas na Bacia do Parnaíba, além de Belo Monte, que tem capacidade prevista de 11.182 megawatts.
"Essas cinco usinas devem ser inferiores a Baixo do Iguaçu, no Paraná, com 350 megas", disse Zimmermann a jornalistas no quinto Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico.
"Faremos tudo para termos Teles Pires (MT) e Tapajós (PA) em 2010", acrescentou ele.
Em 2008, o Governo licitou apenas duas hidroelétricas: Baixo do Iguaçu, no Paraná, e Jirau, no Rio Madeira.
O secretário informou ainda que vai começar a conversar em meados desse mês com associações de geradores, distribuidores e transmissores de energia sobre a renovação da concessão de licenças que vencem a partir de 2015.
Ele espera entregar uma proposta para o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) até o fim do ano. As duas opções do governo são: renovação automática ou novas licitações para as atuais concessões.
"Para que haja renovação automática é preciso fazer um projeto de lei. Vamos mostrar ao CNPE, mas a decisão cabe cabe ao presidente Lula", ressaltou Zimmermann.
Mantega anuncia antecipação de R$ 5 bi para socorrer agricultura
Último Segundo / Santafé Idéias / Severino Motta
02/10/2008
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou na tarde desta quarta-feira a antecipação de R$ 5 bilhões para socorrer o setor agrícola brasileiro, que sofre com a falta de crédito devido à crise internacional. Os recursos serão provenientes do Banco do Brasil, que, segundo ele, já liberou mais dinheiro neste ano que em 2007.
“Mais R$ 5 bilhões resolve o problema. [A antecipação do crédito] Já está sendo posta em prática”, disse o ministro, que nesta manhã participou de reunião de coordenação política com o presidente Lula.
Num pronunciamento na portaria do ministério, Mantega garantiu o crescimento sustentado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, apesar da crise internacional. Ele disse discordar de avaliações que "leu na imprensa", sobre uma eventual baixa evlução do PIB, que ficaria na casa de 1% a 2%, em 2009.
"Não concordo com a avaliação negativa de que [o País] iria crescer de 1% a 2%. Se ficássemos de braços cruzados, não tomássemos nenhuma atitude, [o PIB] cresceria de 2,5% a 3% puxado pelo crescimento deste ano. E não estamos de braços cruzados", afirmou.
O ministro também garantiu que não faltará crédito para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nem para "investimentos em geral". Ele ressaltou ainda que está garantido um montante de R$ 90 bilhões para programas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Ainda em seu pronunciamento, o ministro disse que a retração do crédito se dá nos bancos privados e é motivada pelo momento de estresse devido à crise internacional. Esse período deve ser superado, de acordo com Mantega, logo que o Congresso americano aprove o pacto de socorro econômico avaliado em US$ 700 bilhões.
Questionado sobre a possível edição de um pacote econômico pelo governo brasileiro para ajudar o País a superar a crise internacional, Mantega disse que tal medida não se faz necessária. "Quem precisa de pacote, de um pacotão, são os Estados Unidos", declarou.
"Pacote é coisa do passado. O governo brasileiro se pautou por não fazer mais pacotes, mas programas, medidas e iniciativas. O momento é de tomar medidas específicas, o que já estamos fazendo", pontuou.
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2.10.08
Marcadores: Agricultura
Senado americano aprova resgate financeiro de US$ 700 bi
EFE
02/10/2008
O Senado dos Estados Unidos aprovou hoje o pacote do Governo para salvar a economia, que prevê gastos de até US$ 700 bilhões e uma série de medidas para facilitar sua aceitação na Câmara de Representantes.
O plano de resgate ao sistema financeiro foi aprovado pelos senadores americanos, entre eles os candidatos à Casa Branca Barack Obama e John McCain, com 74 votos a favor e 25 contra.
Em comunicado, o presidente George W. Bush elogiou a aprovação do controvertido plano, qualificado por ele como "fundamental para a segurança financeira de todo americano".
Segundo Bush, a medida facilitará o acesso ao crédito para a pequena empresa, as famílias e os Governos locais e estaduais.
O presidente também demonstrou sua esperança de que o projeto seja aprovado pela Câmara de Representantes.
"O povo americano espera, e assim exige nossa economia, que a Câmara aprove este bom projeto de lei e o envie a meu escritório", afirmou.
A Câmara de Representantes, que na segunda-feira rejeitou a versão original da medida por 228 votos contra e 205 a favor, deve votar novamente o plano nesta sexta-feira.
No entanto, ainda não está claro se o plano conseguirá os 218 votos necessários para sua aprovação, já que alguns democratas conservadores, preocupados com o alto déficit, querem explicações sobre como serão financiados alguns dos cortes tributários.
A meta é persuadir os 133 republicanos que fizeram com que a medida naufragasse na segunda-feira. Pelo menos 12 legisladores teriam de mudar para o "sim" em relação à votação anterior.
Entre os senadores que apoiaram o projeto também estão o companheiro de chapa de Obama, Joe Biden, e Hillary Clinton. O também democrata Ted Kennedy, que tem um câncer no cérebro, não participou da votação.
Durante o debate sobre o pacote, que começou por volta das 16h30 (de Brasília), os legisladores frisaram que a rejeição ao texto em momento como o atual agravaria a situação das empresas e dos consumidores, que já enfrentam dificuldade na obtenção de crédito.
"Estamos em uma situação muito perigosa, na qual as instituições financeiras em todo o país estão com medo de emprestar dinheiro (...) Isso significa que se não atuarmos será mais difícil para os americanos" obterem empréstimos, declarou Obama horas antes da votação.
"Pode ser que vejamos o fechamento de milhares de empresas e a perda de milhões de empregos, o que seria seguido por uma longa e dolorosa recessão. Em outras palavras, esta não é só uma crise de Wall Street, é uma crise americana", advertiu o senador por Illinois.
Para facilitar a aprovação do plano de resgate na câmara baixa, o Senado incluiu nele cortes em impostos e mais garantias aos depósitos dos contribuintes.
Com todos os adendos, aceitos pelos senadores contra sua vontade, o número de páginas da "Lei de Estabilização Econômica de Emergência de 2008" passou de 102 para 451.
Mas o eixo central do acordo continua prevendo gastos de até US$ 700 bilhões para a compra de títulos podres em poder dos bancos.
Desse total, US$ 250 bilhões serão liberados imediatamente, e outros US$ 100 bilhões só se o presidente George W. Bush achar necessário. Por sua vez, o Congresso pode reter os US$ 350 bilhões restantes caso não fique contente com o desempenho do programa.
Além disso, a lei eleva de US$ 100 mil para US$ 250 mil o valor dos depósitos garantidos pelo Governo.
Os senadores reconheceram que a versão aprovada hoje não é perfeita, mas pelo menos oferece garantias aos contribuintes.
O senador republicano Mel Martínez, que votou a favor do pacote, afirmou que até janeiro, quando começa o novo período legislativo, já terá passado tempo o suficiente para avaliar a crise e debater uma eventual reforma regulatória no setor financeiro.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Deus e o Spam
Ivan Postigo
Deus reuniu Seus anjos, serafins e querubins e Disse: - Criei o homem a Minha imagem e semelhança , lhes Dei um paraíso onde pudessem viver, formas de comunicação para se entenderem e livre-arbítrio para que se maravilhassem com suas relações.
Das formas verbais, desenvolveram a escrita e trocaram cartas, esperadas, sempre, por todos, respondidas com gentileza, boas maneiras e cortesia.
Parte da natureza era usada para fabricar o papel que mantinha as relações e a alegria das notícias.
Com inteligência e desenvoltura, criaram meios eletrônicos para agilizar a troca de mensagens, mas perderam a alegria do contato e começaram a se afastar.
O olho no olho se transformou em olho no vídeo, os envelopes deixaram de receber cartas com notícias de pessoas queridas e são recheados com propagandas e interesses comerciais, a qualidade das relações entre os homens caíram drasticamente, com isso inventaram um acordo de interesses, que hoje denominam networking.
Poucas mensagens são respondidas com carinho e afeto, prevalecendo apenas jargões desgastados.
O homem se vangloria de ser muito assediado, reclama do volume de mensagens que recebe e mente ao dizer que gasta horas para se livrar de contatos indesejáveis.
Suas horas, no local de trabalho, tomando cafezinho, tratando de assuntos desnecessários, telefonando para os amigos, trocando piadas nos e-mails, pesquisando assuntos banais na internet, consomem mil vezes mais tempo do que descartando as mensagens que julgam inconvenientes.
Árvores são derrubadas, a natureza mal-tratada, para fabricar o papel usado na impressão de relatórios que jamais serão lidos.
O homem, à Quem dei um tempo limitado de vida, desperdiça-o e depreda o paraíso, por causa de inutilidades e futilidades.
O homem, que inventou a organização empresarial, tranca-se em sua sala, passa horas conectado à internet, preso ao telefone e no fim do dia alega solidão.
Gosta de incomodar o semelhante, mas detesta ser incomodado.
Para que seja contatado é necessário autorização, a qual nunca pede.
Dei-lhes capacidade de agir, mas mesmo que as questões sejam simples Nos encaminham as suas súplicas, e quando não atendidas prontamente duvidam de Nossa existência e generosidade.
Ainda que as Atendemos com amor, nunca é suficiente.
A cada segundo chegam milhões de pedidos, com promessas de contrapartida, como se Tivéssemos estabelecido uma relação de escambo no momento de sua criação.
Ofertarão pães a quem tem fome, abrigo aos necessitados e conforto aos doentes, se Atendermos muitas de suas futilidades!
Danificam a natureza para construir templos luxuosos, enquanto seus irmãos ficam ao relento.
Vivem em guerra e de armas nas mãos pedem a Nossa proteção.
A eles Dei livre-arbítrio, não Podemos interferir, mas por mentirem, praticarem a maldade, terem perdido o amor a tudo que Lhes concedi e desperdiçarem o sagrado dom da vida, determino:
“ Com todo amor que Tenho pelos homens, a partir desta data, toda mensagem e pedido que de Nos for enviado, sem Nossa concordância, será considerado SPAM e imediatamente deve ser deletado, “.
Ivan Postigo
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
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1.10.08
Marcadores: Colunista - Ivan Postigo
SEC suaviza métodos contábeis
Rodrigo Postigo
01/10/2008
A Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regulamenta o setor nos Estados Unidos, flexibilizou nesta terça-feira os métodos contábeis para avaliar ativos em balanços, à luz dos prejuízos causados pela estrita aplicação da regra, que exigia considerar o valor de mercado.
Em um comunicado conjunto, a SEC e o organismo de padronização de práticas contábeis FASB destacaram que a determinação do valor de um ativo pode se fazer agora em função da "estimativa" de dirigentes da empresa, caso o mercado esteja paralisado.
A crise financeira atual se agravou com a aplicação da norma por parte dos bancos, cujos ativos em seus livros são avaliados pelo valor de venda.
Como o mercado de certos títulos da dívida complexa está completamente congelado há meses, os bancos são obrigados a avaliar esses ativos em um nível muito baixo, o que debilita a solidez dos balanços e leva à busca de novos fundos próprios no mercado.
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1.10.08
Marcadores: Governança
Legisladores americanos pedem suspensão de normas de contabilidade financeira
Rodrigo Postigo
01/10/2008
Mais de 60 legisladores pediram hoje à Comissão de Valores dos Estados Unidos (SEC) que suspenda "imediatamente" as normas de contabilidade que regem o mercado financeiro, enquanto o Congresso tenta reativar um plano de resgate para o setor.
Em carta enviada ao presidente da SEC, Chris Cox, os legisladores pediram a suspensão das normas que as empresas utilizam para medir e informar sobre certos ativos e passivos - geralmente instrumentos financeiros -, calculando o preço de venda de seus ativos ou o que pagariam para se desfazer de seus passivos.
Em virtude dessas disposições, estabelecidas pela Junta de Normas de Contabilidade Financeira (FASB) - que presta contas à SEC -, as companhias registram perdas quando o "valor justo" de seus ativos diminui ou quando aumentam seus passivos.
Essas mesmas normas de contabilidade obrigam as instituições financeiras a atribuir um "valor justo" a seus ativos ou passivos a cada trimestre.
Um crescente número de legisladores considera que essas normas, em vigor desde novembro de 2007, contribuíram para a crise financeira e agora, entre as opções que ventiladas, pedem sua suspensão.
Na carta a Cox, o democrata John Shadegg e o republicano Peter DeFazio indicaram que o Congresso dos EUA "deve proteger o povo e permitir que as instituições financeiras possam emitir os empréstimos necessários para que a economia siga marchando".
Os legisladores argumentam que isso pode ser conseguido com a suspensão das normas e sua substituição por regulamentos que reflitam o verdadeiro valor dos ativos.
Os congressistas acreditam que a suspensão das normas ajudaria as empresas afligidas com ativos sem liquidez por causa da crise hipotecária.
No entanto, a medida enfrenta a oposição de grupos defensores dos consumidores e de firmas contábeis, que insistem em que as normas não foram as responsáveis pela crise atual.
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1.10.08
Marcadores: Governança
Governo vai liberar crédito para exportadores devido à crise, diz ministro
Paulo Bernardo afirmou que problema não afetará crescimento do Brasil.
Para ele, efeitos da crise ainda serão vistos por pelo menos mais um ano.
G1
01/10/2008
O governo federal vai ajudar os exportadores brasileiros para que possam suportar a crise na economia mundial, segundo o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, em entrevista à Globo News.
“Temos uma determinação do presidente Lula de evitarmos que haja um contágio da economia brasileira ou, se não pudermos evitar completamente, de minimizar os efeitos”, declarou Bernardo.
O ministro explicou que não haverá um “pacote” do governo brasileiro para sobreviver à crise, mas uma série de medidas que visam garantir crédito para as empresas brasileiras e o setor exportador. “Essa crise, mesmo que não se alastre mais pelos outros segmentos da economia, claramente vai diminuir a disponibilidade de recursos. Vai diminuir o crédito, vai aumentar taxas”, disse Paulo Bernardo. O governo tentará suprir essa falta de crédito para “manter as nossas empresas com liquidez, com condições de produzir”, afirmou.
“A nossa avaliação é que pode ter uma diminuição da atividade econômica e queremos que ela seja a menor diminuição possível”, disse o ministro.
Paulo Bernardo acredita que a crise econômica ainda não afetou diretamente o bolso do brasileiro. “A rigor, nem a economia real americana foi atingida gravemente.” E afirmou que os efeitos do problema não devem atrapalhar o crescimento do país. “A economia cresceu 5,4% no ano passado. Este ano, o primeiro semestre já cresceu à taxa de 6%. E o que é melhor, os investimentos cresceram 16,2%. As famílias continuam demandando e como os investimentos estão muito fortes, mesmo que haja desaceleração, esse esforço que já foi feito vai nos levar ainda longe”, declarou.
“Pode ter uma diminuição da atividade econômica? Pode. Pode haver diminuição no nível de criação de emprego, do nível de consumo? Pode. Isso não aconteceu e a nossa previsão é de que, se isso acontecer, não vai ter um efeito devastador na economia brasileira como pode ter em outros lugares”, acredita o ministro.
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1.10.08
Marcadores: Balança Comercial, Exportação
Chávez defende Banco do Sul para enfrentar crise
Presidente venezuelano diz que banco vai 'desamarrar' continente do neoliberalismo.
BBC
01/10/2008
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu nesta quinta-feira, em Manaus, a ativação do Banco do Sul para defender o continente sul-americano da crise financeira internacional.
"Não podemos e não devemos perder um dia a mais na ativação do Banco do Sul", declarou Chávez durante encontro com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o equatoriano Rafael Correa e o boliviano Evo Morales, nesta terça-feira em Manaus.
"O Banco do Sul, por meio de um fundo de financiamento, de cooperação, vai assegurar desenvolvimento dos povos (para), definitivamente, nos desamarrarmos do nefasto sistema neoliberal que está acabando com o mundo", acrescentou.
Chávez fez a declaração ao ser questionado sobre o impacto da crise do sistema financeiro dos EUA na América Latina, cuja principal conseqüência pode ser a restrição no acesso ao crédito.
"É importante que cada país revise sua situação para superar este 'crack', que, considero, será pior do que o de 1929 e vai afetar todo o mundo", afirmou.
"Nenhum país pode dizer que não será afetado enquanto estiver conectado com o modelo financeiro mundial", acrescentou.
Para o presidente venezuelano, os países da região têm que "partir para a ofensiva" para não sentirem os reflexos da recessão.
"A melhor estratégia é a ofensiva. Enquanto se afunda o neoliberalismo, nós avançaremos na unidade de maneira muito concreta com o Banco do Sul", afirmou.
Obstáculos ao acordo
Chávez disse que "trâmites burocráticos" estariam impedindo a concretização do acordo para a criação do banco, anunciado há um ano. Participam das negociações Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
Porém, de acordo com uma fonte diplomática venezuelana ouvida pela BBC Brasil, o principal obstáculo para a aprovação do acordo estaria no poder de decisão que cada país terá na administração do banco.
Segundo esta fonte, o governo brasileiro propõe que o voto dos países com maior participação econômica tenha maior peso.
Já o governo equatoriano argumenta que essa prática é a mesma aplicada pelo Banco Mundial e defende que os votos dos países membros tenham o mesmo peso, independente do peso econômico.
O tema entrou na pauta de discussão do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Chávez, Correa e o presidente da Bolívia Evo Morales.
O presidente venezuelano, no entanto, disse esperar que o Banco do Sul comece a operar ainda este ano.
"Surgiu uma fórmula e espero que até o final do ano possamos colocar em marcha o Banco do Sul. Enquanto os bancos capitalistas se afundam, que nasça o Banco do Sul", afirmou Chávez ao final da reunião multilateral.
Latin America Leftists Slam U.S. On Financial Crisis
By REUTERS
Published: September 30, 2008
Filed at 5:57 p.m. ET
MANAUS, Brazil (Reuters) - Latin America's leftist leaders on Tuesday accused the United States of "irresponsibility" in its handling of the financial crisis that has pummeled markets and threatens economies around the world.
Venezuelan President Hugo Chavez warned the crisis over credit could slow economic growth across Latin America and took a stab at Washington, predicting that U.S. economic power is in dramatic decline.
"This crash of capitalism and of neoliberalism will be worse than that of 1929," Chavez told reporters at a meeting with the leaders of Brazil, Bolivia, and Ecuador in Brazil's Amazon city of Manaus.
"The world will never be the same after this crisis. A new world has to emerge, and it's a multipolar world," he said. "We are decoupling from the wagon of death."
Many Latin American countries depend heavily on exports of commodities, such as oil, soy, copper and bananas, and falling prices combined with tighter credit are raising fears of a sharp slowdown.
"Financing will become more difficult," Chavez said. "Raw material prices could come down, starting with the price of oil, and including copper, minerals and food stuffs."
Still, much of the region's economies will grow above the global average this year, including Brazil at around 5 percent.
It was ironic that rich countries were in crisis and developing countries were sustaining global growth, said Brazil's President Luiz Inacio Lula da Silva.
"We did our homework and they did not," Lula said during a joint news conference with Chavez.
With world money markets in trouble, policymakers are hoping the U.S. Congress will quickly revive and approve a $700 billion rescue package that would allow the U.S. Treasury to buy up bad debt from struggling banks.
But Bolivian President Evo Morales, who is a close ally of Venezuela's Chavez and has nationalized the natural gas industry as part of his socialist reforms, criticized the U.S. plan as a bail-out for the rich.
"In Bolivia, we nationalized for the people to have money, while the United States wants to nationalize debt and a crisis of the wealthy," Morales said before meeting with Chavez, Brazil's leader and Ecuadorean President Rafael Correa.
Correa, Morales and Chavez all promote socialist reforms and have been harsh Washington critics. Lula, a former labor leader, has ties with all three but has been much more market friendly and has good relations with Washington.
(Reporting by Fernando Exman; writing by Raymond Colitt; editing by Stuart Grudgings and Kieran Murray)
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FASB in talks with SEC on fair value
FASB is in talks with SEC over the need for more guidance on fair value accounting rules
Written by AccountancyAge.com
Accountancy Age, 30 Sep 2008
The Financial Accounting Standards Board is in talks with the USA’s Securities and Exchange Commission (SEC) regarding the need for more guidance on fair value accounting rules.
A person familiar with the matter told Reuters additional guidance relating to the accounting rule, known as FAS 157, might or might not result from the discussions.
SEC spokesman John Nester said the agency was ‘working closely with US and international regulators and standard setters on the issues related to fair value’.
However, it was unclear whether the SEC and FASB would issue guidance before the end of the third quarter, ending today.
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UPDATE 1-Brazil central bank ready to act to contain crisis
Tue Sep 30, 2008 1:54pm EDT
(Adds comment on measures, background)
SAO PAULO, Sept 30 (Reuters) - Brazil's central bank is prepared to take additional measures to alleviate the impact of the global financial crisis on Latin America's largest economy, the bank's president said on Tuesday.
"The crisis is serious ... We're prepared to act and to take the necessary measures. The country is in a position to do so," Henrique Meirelles said in a speech in Sao Paulo.
Brazil's stock and currency markets have taken a pounding in recent weeks as concerns mount about the health of the U.S. financial system, prompting the central bank to resume selling dollar repurchase agreements to ease a liquidity crunch.
Meirelles did not specify what additional measures the bank could take to limit the impact of the financial crisis, other than to say that "hasty measures tend to prove ineffective."
The snowballing global financial crisis has begun to have an impact on Brazilian exporters, which are struggling with rising interest rates on credit lines. A few exporters have also racked up big losses in the derivatives market. (Reporting by Aluisio Alves; Writing by Todd Benson; Editing by James Dalgleish)
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The U.S. Financial Crisis Is Spreading to Europe
By MARK LANDLER
The New York Times
Published: September 30, 2008
WASHINGTON — Barely a week after Europeans rebuffed American pleas to join in their bailout of the banking system, Europe now faces a financial crisis almost as grave as that in the United States — demonstrating how swiftly this contagion is spreading around the world.
In the last two days, governments from London to Berlin have seized or bailed out five faltering banks. In Ireland, where rumors of panicked withdrawals from banks spooked the stock market, the government has offered a two-year blanket guarantee on all deposits and bank debt.
Asia has been less buffeted by the turmoil, though a brief run on a bank in Hong Kong last week brought back dark memories of June 1997, when speculation against the Thai currency sparked a financial crisis that fanned rapidly across Asia, and later to Brazil and Russia.
Economists see a parallel between these two crises a decade apart: once creditors panic and begin to pull out their holdings, the underlying health of banks — or entire countries — no longer matters a great deal. In a global financial system, national borders are porous.
“In this day and age, a bank run spreads around the world, not around the block,” said Thomas Mayer, the chief European economist at Deutsche Bank. “Once a bank run is under way, it doesn’t matter anymore if you have good loans or bad loans. People lose confidence in you.”
In a sign of how vulnerable Russia remains to contagion, officials halted trading on the Moscow stock exchange for two hours on Tuesday morning, fearing investor reaction to the House’s rejection of the Bush administration’s bailout plan. Trading resumed, and after President Bush vowed to win approval of the package, shares bounced back.
“People ask, ‘What on earth is happening with Russia?’ ” said Roland Nash, chief analyst at Renaissance Bank in Moscow. “Russia is reacting to the unprecedented size, complexity and danger coming out of the U.S.”
The shock waves could reverberate to the United States, experts said, since Russia has plowed its oil wealth into American debt, including Fannie Mae’s. Russia has additional problems, including unstable oil prices and a newly assertive foreign policy that is unpopular with many investors.
The trigger for the loss of confidence in Europe, Mr. Mayer and other experts said, was the Treasury Department’s decision two weeks ago to let Lehman Brothers fail. That ricocheted through European markets, hurting banks and retail investors with exposure to Lehman.
It took a few days longer for Europeans to digest the implications of the collapse. But now that they have, they are turning a remorseless eye on other institutions they suspect of being vulnerable.
As the White House scrambles to retool its rescue plan for the financial system, the global creep of the crisis has far-reaching implications, administration officials and outside experts said.
It is likely to move Europeans to mount a more coordinated effort to shore up banks, a move that the Treasury secretary, Henry M. Paulson Jr., pleaded for last week. President Nicolas Sarkozy of France is calling for a minisummit of leaders in Paris on Friday.
“We all agree that the method by which everyone comes up with ad hoc solutions in his corner the moment a crisis starts in a financial company isn’t a systematic enough method,” said Prime Minister Jean-Claude Juncker of Luxembourg, chairman of a group of European finance officials.
On Tuesday, France and Belgium threw a $9 billion lifeline to Dexia, a Belgian-French lender — a day after Belgium, the Netherlands, and Luxembourg cobbled together $16.2 billion to rescue another bank, Fortis.
Europe’s woes could place additional burdens on an American plan, as more banks fall into distress. If the Treasury wins Congressional approval to buy mortgage-related securities from banks, how it prices those assets will affect the solvency of European institutions.
Some of these banks suffer a form of guilt by association by being in the home lending business. Others, like Fortis, lack a strong base of deposits, which acts as a buffer against credit-related jitters.
Countries that suffered housing bubbles — like Ireland, Britain and Spain — are especially vulnerable, as are several Eastern European countries and other emerging markets, which are running steep current account deficits and low foreign currency reserves.
Ireland’s finance minister, Brian Lenihan, traced his country’s predicament back to Lehman Brothers, saying that the American authorities “were mistaken in permitting that bank to go to the wall because it has had very serious consequences for the world financial system.”
The Irish plan guarantees bank deposits and debt for customers and creditors of six banks. That makes the government responsible for $400 billion, twice the country’s economic output.
Experts predict a rash of bank failures in Europe, though some say the process may prove less politically fraught than in the United States, given the tradition of nationalization there.
So far, the hurdle to a broader plan has been the European Union’s legal and political restrictions that require burden-sharing and consensus. “The Europeans are more rigid and rule-based than the Americans,” said Simon Johnson, a former chief economist at the International Monetary Fund. “But when things get bad enough, they’ll find the flexibility.”
One red flag, he said, is UBS, the giant Swiss bank that is heavily exposed to mortgage-related securities and is headquartered in a small country that is not a member of the union. “Opinion is divided as to whether Switzerland could bail out UBS,” Mr. Johnson said.
Beyond individual banks, the United States has to worry about the health of major holders of American government debt, from Russia and China to oil-producing states in the Middle East.
Russia is a particular concern, experts said. With oil prices swooning and its own banks in crisis, it is coming under financial strain. If the Russians were to sell off their American debt holdings, it could depress the dollar and multiply the cost of a bailout.
Russia has already begun whittling its vast foreign reserves to finance an aid program for its banks. American officials said shifts in foreign holdings of American debt were not great.
Other big creditors, like China, are in better shape financially, according to experts. But even there, growth is slowing, as trans-Pacific trade dries up. Should that contraction be traumatic and cause a banking crisis, it could lead the Chinese to sell their American holdings, these experts say.
The dollar has also remained remarkably stable, given the turmoil on Wall Street and in Washington — another sign, economists said, that foreign investors have not yet lost faith in the United States. Partly, though, that reflects a paucity of other safe places to invest money.
“We would run into a huge problem if foreigners lost confidence,” said Kenneth S. Rogoff, an economist at Harvard. “The rest of the world will give us several swings at the ball before they give up on us.”
Carter Dougherty contributed reporting from Frankfurt and Andrew Kramer from Moscow.
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1.10.08
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
Prospecção de clientes ou de oportunidades de negócios?
Ivan Postigo
Imaginar que uma empresa desenvolve relações no mercado para captação de clientes revendedores, mas ao mesmo tempo perde outros, devido a um atendimento inadequado, pode soar um pouco estranho não ?
Uma resposta rápida a essa pergunta seria sim, mas isso é um fato tão comum que profissionais que trabalham com gestão comercial já tem números referenciais para essa questão.
Um dos referenciais diz que 70% do clientes, que trocam seus fornecedores, o fazem porque consideram que a empresa não se importa com eles.
Outra referencia é que, dos clientes que figuram no cadastro das empresas, apenas 35% fazem reposições com freqüência, e os gestores pouco conhecimento têm dos motivos que levam os outros clientes a não efetuarem compras.
Temos, ainda, uma veia industrial que se sobressai à mercadológica. Organizações são administradas com os olhos de seus gestores voltados para dentro e as costas para o mercado.
Hoje, não importa onde o produto é fabricado e por quem, mas onde é vendido, como é vendido, quem compra, por que compra.
Qualidade excedente, aquela exigida pelo fabricante, mas não identificada e reconhecida pelo consumidor, não tem valor comercial.
A imagem, a marca, o atendimento a moda, às necessidades imediatas, são muito mais importantes, num mercado em constante mutação, que torna produtos, recursos e serviços obsoletos do dia para a noite.
Entender e dar respostas rápidas a essas necessidades é que faz toda a diferença.
Cada dia mais, com os avanços tecnológicos, os produtos estão mais parecidos e suas diferenças estruturais imperceptíveis.
Um amigo, gestor de recursos humanos, ao ter como incumbência a contratação de um gerente comercial, pediu-me que o ajudasse a entender o que estava acontecendo com a área mercadológica da empresa.
Dessa forma poderia formatar melhor o perfil do profissional a ser procurado.
Já desenvolvemos vários trabalhos e ele se identifica com os conceitos que defendo; em diversas oportunidade pudemos testar os referencias que comentei acima e sempre chegamos a números bem próximos.
Nessa análise, constatamos que a empresa, há cinco anos, estava trabalhando naquilo que definimos como “área de conforto”: A mesma quantidade de clientes ativos, preços médios bem próximos, pequenas variações de mix de produtos e volume médio por ponto de venda praticamente inalterado.
Algumas mudanças ocorreram na organização e as vendas tiveram uma queda importante, com isso os gestores iniciaram um processo de reestruturação e estão em busca de um gestor para dinamizar o trabalho comercial.
A primeira reação é de se fazer forte prospecção no mercado, contatando novos revendedores, afinal se as vendas caíram é porque os clientes estão comprando menos.
Um minuto para reflexão:
Antes de qualquer ação é importante entender porque as vendas caíram, procurando respostas para perguntas óbvias.
Quais revendedores continuam comprando e quais deixaram de comprar?
O volume por ponto de revenda, daqueles que fizeram reposição, é o mesmo?
Que mudanças aconteceram e porque, no perfil das vendas?
Fizemos mais 5 perguntas, bastante simples, e rapidamente pudemos identificar que da carteira de clientes “cadastrados” 50% haviam comprado nos últimos 5 anos, observando os dados até 2.007.
Neste ano de 2.008, apenas 59% dos clientes que compraram nos anos anteriores fizeram reposição.
Para quem gosta de matemática , isso significa pouco menos de 30% da carteira de clientes cadastrados.
Ao tomar o preço médio, o numero médio de peças por ponto de revenda, multiplicando-os pela quantidade de pontos que não fizeram reposição chegamos ao volume perdido de faturamento.
Não vamos nos aprofundar nas demais análises efetuadas, este ponto já e suficiente para colocação de uma pergunta: Prospectar mais revendedores para que, se há um volume significativo que deixou de comprar e não há ciência do fato?
Nossas empresas, mais do que sair oferecendo seus produtos no mercado, atendendo de forma inadequada seus revendedores, precisam aprender a prospectar oportunidades de negócios e sustentá-las, o que não quer dizer abertura de novos clientes.
O revendedor abriu um negócio para vender e não para comprar produtos, portanto quando não se sente confortável ou não observa rentabilidade redireciona seus esforços e atenção.
Como diz a velha máxima : Ao descobrir ouro, escave a montanha.
Só após realizar essa tarefa procure oportunidades em outros lugares.
Sem isso estaremos apenas espalhando a nossa gestão inadequada e abrindo espaço para os concorrentes.
Ivan Postigo
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Autor do livro: Por que não ? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas
www.postigoconsultoria.com.br
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30.9.08
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