terça-feira, 21 de outubro de 2008

Jornal Economia em Notícia - Edição 51

Presidente do FED americano sugere necessidade de novo pacote

Reuters
21/10/2008
O chairman do Federal Reserve (FED, o banco central americano), Ben Bernanke, disse ao Congresso nesta segunda-feira que uma nova leva de gastos governamentais pode ser necessária à medida em que a economia beira o que pode ser um período prolongado de baixo crescimento.
"Com a economia devendo ficar fraca por vários trimestres e com o risco de uma desaceleração prolongada, a deliberação de um pacote fiscal pelo Congresso nesta conjuntura parece apropriada", disse ele em comentários preparados para discurso no Comitê de Orçamento da Câmara dos Deputados.
É a primeira vez que Bernanke explicitamente endossa um segundo pacote de estímulo econômico. O governo mandou cerca de US$ 100 bilhões em cheques aos cidadão para estimular a economia durante o verão (do hemisfério Norte), mas o gasto do consumidor segue fraco.
Bernanke acrescentou que o pacote deveria considerar incluir medidas para melhorar o acesso ao crédito, mas não especificou a forma como isso poderia ocorrer.
Ele disse ainda que existem alguns sinais encorajadores de que as medidas tomadas até agora para descongelar os mercados de crédito estão ajudando, mas que ainda é cedo para medir o impacto total.
"A estabilidade dos mercados financeiros, vista como um primeiro passo essencial, não irá eliminar rapidamente os desafios que a economia geral ainda enfrenta", completou.

Mercosul adverte que crise pode atrasar crescimento

EFE
21/10/2008
Os ministros do Trabalho dos países-membros do Mercosul reconheceram hoje que a crise financeira internacional pode afetar o crescimento regional e propuseram ações coordenadas para enfrentar ameaças como o desemprego.
Em declaração assinada hoje no Rio de Janeiro, os ministros e seus representantes pediram ações coordenadas para preservar a expansão econômica e os empregos em cada um dos países do bloco sul-americano, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
No entanto, o texto dos ministros do Mercosul contrasta com o otimismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, repetido perante a imprensa pelo ministro do Trabalho Carlos Lupi, que disse que a crise "das hipotecas" não afetará o Brasil.
"Nosso cenário não é esse (...). Pode ser que não cresça tanto como prevíamos, mas queda não haverá", disse Lupi ao ser consultado sobre as projeções Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O conteúdo da declaração coincide também com um relatório da OIT que advertiu hoje em Genebra que a crise aumentará em 20 milhões o número de desempregados no mundo até 2009.
Os ministros do Mercosul também recomendaram que seja fortalecido o mercado regional por meio de uma maior integração entre os países-membros e evitar que a região "se transforme em uma das variáveis de ajuste para as economias que sofrem com maior força as conseqüências da crise internacional".
O documento foi assinado também pelos ministros do Trabalho de Paraguai, Uruguai e Venezuela, além de pela vice-ministra do Trabalho da Argentina, Noemi Rial.
Ao manifestar sua "preocupação com a grave crise no mercado financeiro e suas eventuais repercussões" nos países, os ministros assinalaram que será afetado o ritmo de crescimento econômico e estão ameaçadas as políticas de promoção de emprego, combate à pobreza e a aceleração do desenvolvimento.

Mercado de fundos do Brasil é resistente à crise

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Silvia Rosa
21/10/2008
Apesar da retração do mercado de capitais, a indústria de fundos de investimento no Brasil tem se mostrado resistente frente à crise internacional. "Os resgates líquidos no ano alcançaram menos de 3% do patrimônio total do mercado de fundos, representando cerca de R$ 40 bilhões", diz Marcelo Giufrida, durante cerimônia de posse como novo presidente da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).
Segundo o vice-presidente da Anbid, Alexandre Zákia, a indústria de fundos brasileira é uma das menos afetadas pela crise internacional, apresentando, na média, desempenho superior a muitos países como a Espanha, cujas perdas no mercado de fundos alcança cerca de US$ 200 bilhões, quase metade do seu patrimônio total de US$ 450 bilhões.
Zákia destaca que a tendência é haver uma migração dos investidores para ativos de menor volatilidade como produtos como os Certificados de Depósito Bancário (CDB) e fundos DI.
Para Giufrida, o recente fechamento de dois fundos no mercado brasileiro -das gestoras GWI e da EM Galleas - são casos isolados, pouco representativos do mercado. "São fundos focados em clientes alta renda, que tiveram problemas localizados, mas que não refletem a realidade do mercado, que apresenta cerca de 8 mil fundos."
Giufrida destaca que uma das prioridades da nova diretoria da Anbid é ampliar a atuação na auto-regulação dos bancos de investimentos, estendendo a adoção da suitability, que permite adaptar os tipos de investimento ao perfil do cliente, para o varejo. "Hoje essa metodologia já é adotada nos private banks", diz Celso Scaramuzza, vice-presidente da Anbid.
A entidade também está analisando como regular as atividades de "equity kicker", pela qual os bancos concedem empréstimos às empresas antes da Oferta Pública inicial (IPO). Ele ressalta que a entidade tem focado na melhoria dos prospectos das ofertas públicas, que devem trazer alertas sobre os fatores de riscos.
A presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, afirmou ontem que a instituição irá analisar as operações envolvendo derivativos, e se necessário irá impor restrições às operações que exigem maior risco. "A CVM vai analisar esses problemas e, caso necessário, imporá punições."
Maria Helena afirmou que CVM colocará em audiência pública, ainda esta semana, a norma que regulamentará a demonstração de instrumentos financeiros, incluindo derivativos, nas notas explicativas dos balanços de companhias abertas.
A regulamentação está dentro do cronograma de convergência para o padrão internacional de contabilidade, conhecido como IFRS, discutida em parceria com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Até o final do ano, será elaborada uma norma mais detalhada, conforme os pronunciamentos adotados pelo International Accounting Standards Board (IASB), sobre a demonstração e contabilização das operações com instrumentos de derivativos. "A deliberação nº 550 da autarquia, que exige informações detalhadas sobre os instrumentos de derivativos detidos por companhias abertas nos balanços do terceiro trimestre, é uma norma transitória e antecipa em parte o que a CVM passará a exigir a partir do fim do ano", diz.

Argentina pode estatizar US$ 28,7 bi em fundos de pensão

Rodrigo Postigo
21/10/2008
O governo da Argentina irá propor ao Congresso a estatização de aproximadamente US$ 28,7 bilhões depositados em fundos de pensão privados, afirmou nesta segunda-feira uma fonte do mercado previdenciário.
A idéia seria que o Estado passasse a administrar os ativos atualmente nas chamadas AFJP, de modo que os trabalhadores não seguissem perdendo dinheiro devido às turbulências nos mercados.
As AFJP investem seus recursos em ativos financeiros, diferentemente de um sistema previdenciário que permanece nas mãos do Estado argentino.

Anbid deve editar norma sobre atuação de banco em emissão de ações

Valor Online / Fernando Torres
21/10/2008
A Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) deve apresentar nos próximos dias uma norma de auto-regulação sobre as operações de "equity kicker", em que um banco de investimento faz um aporte de capital ou empresta recursos para uma empresa antes da abertura de capital desta companhia e atua como coordenador da oferta de ações em seguida. O anúncio foi feito hoje pelo novo presidente da Anbid, Marcelo Giufrida, que não revelou maiores detalhes sobre a regra.
"Nós não queremos impedir o uso do instrumento, mas que ele seja usado adequadamente", explicou Alberto Kiraly, vice-presidente da Anbid, alegando que a operação tem seu valor e contribuição em alguns casos.
Segundo a edição de outubro da ValorInveste, se o banco líder da operação for credor de mais de 10% da dívida total da empresa ou proprietário de mais de 10% de suas ações a emissão será classificada como tendo conflito de interesse. Nesse caso, será obrigatória a contratação de um banco sem relação com o processo.

Brazil wants to regulate currency derivatives

Mon Oct 20, 2008 6:15pm EDT
BRASILIA, Oct 20 (Reuters) - The Brazilian government wants to tighten regulations on the country's currency derivatives market after key companies announced heavy losses in recent weeks, a senior government aide said on Monday.
"We need to create a mechanism so that these hedge operations don't turn into flame throwers," an aide of President Luiz Inacio Lula da Silva told Reuters. He asked not be named.
Brazil's currency, the real BRBY, has weakened by nearly one-third since reaching a nine-year high in early August, causing massive currency losses for pulp producer Aracruz Celulose (ARCZ6.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) (ARA.N: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), meat processor Sadia (SDIA4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) and industrial conglomerate Votorantim Group.
Aracruz's foreign exchange and derivatives losses totaled 2.7 billion reais ($1.27 billion) in the third quarter.
"Investment banks had been offering these derivatives a lot. A brake needs to be put on that," Lula's cabinet member said, without detailing what measures were being studied.
"We were surprised (by these operations), we and the boards of directors of these companies," he said.
The Sao Paulo stock and derivatives exchange, BM&F Bovespa (BVMF3.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz), has increased deposit requirements from clients to cover losses in derivatives and securities trade, the head of the exchange told Reuters on Monday.
The total exposure of companies to foreign currency derivatives could exceed 20 billion reais, according to one estimate.
Separately, the government said on Monday that it would increase credit lines to Brazil's large farm sector by 2.5 billion reais and to the construction industry by as much as 4 billion reais.
$1=2.125 reais (Reporting by Natuza Nery; Additional reporting by Aluisio Alves and Isabel Versiani; Writing by Raymond Colitt; Editing by Leslie Adler)

Too Many Banks ‘Too Big to Fail’

The New York Times
ROB COX
Published: October 19, 2008
The financial crisis is forcing regulators to encourage the creation of bigger, more interconnected institutions. In the short term, this may serve a useful purpose by allowing healthier, well-capitalized banks like Wells Fargo, Bank of America and JPMorgan Chase to shore up weaker ones.
But it also presents a serious threat to the financial system by fostering financial behemoths that are, to use Federal Reserve Chairman Ben S. Bernanke’s euphemism, “systemically critical.” Policy makers need to start thinking about how to downsize institutions that are becoming “too big to fail” before the situation comes to that.
The basic problem is, in the argot of Wall Street, excessive concentration of risk — or, in layman’s terms, the placing of too many eggs in too few baskets. For the moment, it’s easy to see why regulators have encouraged acquisitions like JPMorgan’s of Washington Mutual and Bear Stearns, and Bank of America’s of Countrywide. These are a common tactic used in times of distress to spread capital across the banking system to fill in the weak spots.
Yet it’s creating some real monsters. Each of these three banks may be close to bursting through the regulators’ 10 percent cap on any one bank’s share of total United States deposits. Watchdogs might well show temporary forbearance, and later force banks to sell off deposits. Of course, none of the three are in a precarious position, but the failure of one would almost certainly wipe out the Federal Deposit Insurance Corporation’s reserves, which were stretched thin after the failure of IndyMac this year.
Because they have tendrils in many other, riskier businesses — among them investment banking, private equity and servicing hedge funds through prime brokerages — these mega-institutions pose risks to the financial system that could be beyond regulators’ ability to contain.
Indeed, Lehman Brothers’ failure showed that even smaller firms can be so interlinked through capital markets — particularly their more opaque corners like credit-default swaps — as to approach systemically critical status.
The worry is that because governments deem the biggest banks too important to fail, they could develop risk-taking cultures unchecked by the full discipline of a free market. This is something akin to what happened at Fannie Mae and Freddie Mac — and it could conceivably happen again.
It’s also one reason some investors have called for Citigroup, a sprawling global financial conglomerate that was until recently the largest American bank by assets, to be broken up.
Even if regulators are preoccupied with sorting out the current mess, they shouldn’t forget to address big concentrations of risk once the financial system looks more stable.
As Mr. Bernanke stated recently, the broad outlines of reform would include more robust regulation to make sure banks do not take advantage of their too-big-to-fail status. The financial infrastructure also needs strengthening. A clearinghouse for credit-default swaps, for example, would make that market less complex and more transparent. Finally, Mr. Bernanke wants a clear mechanism to handle the failure of nonbank financial institutions like Lehman. The Federal Deposit Insurance Corporation Improvement Act provides a blueprint for handling the collapse of banks. But the bankruptcy process is not suited to an orderly winding down of a securities firm with global operations.
All of Mr. Bernanke’s ideas make sense. But the most effective way to minimize the chance that institutions are too big to fail would be, well, to make them less big — and more to the point, less interconnected.
Regulatory carrots and sticks would help. One approach would be to further increase the cost of deposit insurance for banks that engage in practices deemed risky. Another would be to raise capital requirements in such a way as to force riskier businesses — possibly even entire divisions like fixed income, currencies and commodities trading — into separate, ring-fenced subsidiaries that are highly capitalized, or perhaps even make it practical for the banks to hive them off altogether as hedge funds.
These, too, could fail. But with damage confined to a smaller entity with less aggressive borrowing and no recourse to investors’ deposits, the financial system would have less difficulty absorbing the shock.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Jornal Economia em Notícia - Edição 50

Paises do Mercosul estão bem preparados para enfrentar crise, diz presidente do BID

EFE
20/10/2008
O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, afirmou que as economias de Brasil, Argentina e dos outros membros do Mercosul estão bem preparadas para enfrentarem a crise financeira mundial.
A economia brasileira "está muito sólida" e teve um "êxito impressionante nos últimos anos, além da sorte de ter encontrado muito petróleo", declarou Moreno.
"O Brasil tem uma produção diversificada e desenvolveu uma indústria de alto valor tecnológico", afirmou o presidente do BID.
"Já a Argentina tem uma situação diferente, mas é positivo que tenha normalizado sua situação com o Clube de Paris. Não vejo risco latente em curto prazo", afirmou.
Moreno, que visitou Montevidéu para participar da VIII reunião anual do BID e da sociedade civil, também disse que após a crise os países emergentes "terão uma cadeira na discussão mundial", publica o jornal uruguaio "El Observador".
"A América Latina está em uma situação muito diferente dos tempos em que tinha déficit em conta corrente, pois agora há superávit", declarou.
Moreno afirmou que em quatro anos "triplicaram os níveis de reserva" na região "até um pouco mais de US$ 460 bilhões".
"A região tem uma situação macroeconômica muito estável", acrescentou.
Segundo Moreno, "esta é uma região muito diferente e muito melhor preparada para atenuar esta crise que antes".
Ele previu que uma das conseqüências da crise será o surgimento de "mais ventos protecionistas em todas as partes, começando pelos EUA", o que, na sua opinião, "não é bom".
O presidente do BID disse que após a crise "vai mudar a unipolaridade que existia no Mundo".
Daqui para frente "os países emergentes, que representam um pouco mais de 45% da economia mundial, vão ter uma cadeira na discussão mundial, sem dúvida no aspecto econômico, e conseqüentemente no político", declarou.

Opep deve reduzir produção para conter preço

Agência Estado / Hélio Barboza
20/10/2008
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve reduzir a produção a fim de estancar a queda de preços, disse o ministro do petróleo do Irã, Gholam Hossein Nozari, segundo a agência estatal de notícias Irna. "A única forma de parar a queda é diminuir a produção da Opep", declarou o ministro.
Nozari acrescentou que o declínio dos preços é resultados da crise econômica global e da redução da demanda por petróleo. Ele declarou ainda que a Opep deve atingir um equilíbrio entre oferta e demanda e ajudar a estabilizar e aumentar os preços do petróleo no mercado mundial. As informações são da Dow Jones.

MPs poderão deixar de ser usadas para criar impostos

Agência Câmara
20/10/2008
O relator da Comissão Especial da Reforma Tributária (PECs 233/08, 31/07 e outras), deputado Sandro Mabel (PR-GO), deverá incluir no texto novidades como a criação do Código de Defesa do Contribuinte; o fim das medidas provisórias para a criação ou aumento de tributos; e a ampliação do princípio da anterioridade dos atuais 90 dias para 180 dias. De acordo com esse princípio, o imposto não pode ser cobrado antes de um determinado tempo a partir da sua criação.
Segundo explicou o deputado nesta quarta-feira (15), a definição de como será a parte do seu relatório que trata desses três pontos ainda depende de discussões com o DEM e o PSDB, que sugeriram as mudanças. Outra novidade poderá ser o princípio do poluidor pagador - ou seja, a divisão de receitas tributárias poderá levar em conta a proteção ambiental.
Mabel anunciou que vai apresentar seu parecer final na próxima terça (21). Ele quer garantir a votação da matéria no Plenário da Câmara em seguida, pois teme o surgimento de pressões para mudar pontos de seu relatório, já que o consenso em torno do assunto é difícil.

Grandes economias já vivem recessão técnica

Turbulência 'enxugou' recursos para financiamento do crescimento.
Banco Central francês já admitiu que país vive recessão técnica.
G1
20/10/2008
Passado um mês da quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, que foi o estopim da fase mais grave da crise financeira internacional, o mundo se volta aos efeitos mais duradouros do problema: a possibilidade, cada vez mais real, de que grandes economias venham a entrar em recessão.
Com os grandes bancos registrando prejuízos decorrentes dos "créditos podres" do mercado imobiliário norte-americano, os recursos secaram. As instituições desconfiam da capacidade de pagamento umas das outras e quem tem dinheiro não se arrisca a emprestá-lo. Sem recursos para financiar seu crescimento, as empresas reduzem o ritmo, servindo de freio à economia.
De acordo com a maioria dos economistas, um país entra em recessão quando seu Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas do país) recua por dois trimestres consecutivos. Por essa definição, Alemanha, Itália, Japão, Irlanda, Suécia estão "a um passo" de entrar em recessão.
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as economias desses países se retraíram no segundo trimestre deste ano. Com o agravamento da crise financeira nos últimos meses, os dados do terceiro trimestre, que devem ser divulgados nas próximas semanas, não devem mostrar resultados animadores.
Recessão técnica
Na França, o banco central já afirmou que a perspectiva se tornou realidade: o PIB do país ficou 0,3% menor no segundo trimestre do ano, e encolheu mais 0,1% no período seguinte, configurando a recessão técnica.
Os Estados Unidos também admitem as perspectivas ruins. No início da semana, a presidente do Federal Reserve de San Francisco, Janet Yellen, afirmou que o país "parece estar em recessão", com crescimento zero no terceiro trimestre e expectativa de retração nos últimos três meses do ano. Na Alemanha, maior economia da Europa, os indicadores apontam na mesma direção.
Nos países em desenvolvimento, as projeções dão conta de que as economias continuarão crescendo, mas devem perder fôlego. O Brasil, que em 2007 teve alta de 5,4% no PIB, deve crescer 5,2% em 2008 e 3,5% no ano seguinte, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Mesmo a China, sempre de crescimento acelerado, deve perder o pique e crescer 9,7% este ano, frente aos 11,9% de 2007.

Emergentes não vão escapar de desaceleração

Invertia / Denise Campos de Toledo
20/10/2008
Passado o risco de um colapso financeiro, ficam mais claros os sinais de uma desaceleração mais forte de diversas economias e mesmo de recessão, como nos Estados Unidos. Queda de vendas no varejo, da produção industrial, da confiança do consumidor, da construção de casas, tudo isso confirma o processo recessivo da economia americana. Na Europa, a retração já é realidade para vários países, assim como no Japão.
Nem os emergentes vão escapar da freada. A China já registra, entre outros efeitos, a queda das exportações, o que vai acarretar redução das compras do País, podendo prejudicar fornecedores de matérias-primas, como o Brasil.
A crise pode ser mais abrangente e duradoura do que se previa, o que mantém o clima de incertezas e pode continuar prejudicando o mercado financeiro. Ainda é cedo para contar com a possibilidade de um comportamento mais estável, principalmente, das bolsas de valores. Novos dados negativos podem surpreender. E a piora do desempenho de empresas de vários setores, além da baixa dos preços das commodities, podem afetar as ações, apesar do ajuste pesado que o mercado enfrentou nos últimos anos, justamente pela antecipação do processo recessivo.
Importante observar, no entanto, a intenção já demonstrada por alguns governos de lançar medidas de estímulo à retomada do crescimento econômico, seguindo procedimento adotado para barrar a crise financeira. Ampliar os gastos públicos, estimular novos projetos, socorrer empresas, reduzir tributos podem ser algumas das alternativas, sem se descartar ações coordenadas como ocorreu com o lançamento dos pacotes de socorro financeiro a redução dos juros básicos decidida, simultaneamente, por vários bancos centrais.
Enfim, medidas podem ser tomadas para diminuir a intensidade ou a duração da crise econômica que, em princípio, só deve ganhar força nos próximos meses.

As Fuel Prices Fall, Will Push For Alternatives Lose Steam?

By Steven Mufson
Washington Post Staff Writer
Monday, October 20, 2008; Page A01
Just four months ago, a conference here on electric cars drew four times as many people as expected. District fire marshals ordered some of the crowd to leave, and the atmosphere was more like that of a rock concert than an energy conference. A brief film depicted an electric car owner driving off with a beautiful woman to the strains of "The Power of Love" while her original companion struggles to pay for gasoline. The audience cheered.
One discordant note in the series of enthusiastic speeches came from Bill Reinert, one of the Toyota Prius designers. He cautioned that designing and ramping up production of a new car takes five years.
"If oil goes down to $60 or $70 a barrel and gasoline gets back to $2.50 a gallon, and that very possibly could happen," he said, "will that demand stay the same or will we shift back up?"
It didn't take five years to hit those numbers. One type of oil shock has given way to another. Even more swiftly than the price of oil rose, it has tumbled to the range that seemed far-fetched when Reinert spoke and oil was more than $130 a barrel. Now that drop threatens a wide variety of game-changing plans to find alternatives to oil or ways to drastically reduce U.S. consumption.
"Declining oil prices can give us an artificial and temporary sense that reducing oil consumption and energy consumption is an issue we can put off," said Greg Kats, a managing director of Good Energies, a multibillion-dollar venture capital firm that invests in global clean energy.
The credit crisis is compounding that threat by making it more difficult to finance capital-intensive projects, whether they are new auto assembly lines or solar panels or wind turbines. General Motors has been touting the Chevy Volt as the first mass-marketed, plug-in hybrid vehicle. GM, which has been holding merger talks with Chrysler, believes the project will help justify federal financing. It hopes to deliver the car by the end of 2010.
Tesla Motors, a maker of a handful of pricey electric sports cars, had planned to unveil a cheaper sedan next year. But on Thursday it delayed the new model because of trouble lining up financing. It also said it would close two offices and has replaced its chief executive.
The uncertain future of electric cars points to a sticky aspect of the global oil equation. The price of oil can change rapidly, but responses that would cut petroleum use take time. As oil prices climbed, major automakers including GM, Mitsubishi, Renault-Nissan and Toyota moved ahead with plans to produce plug-in vehicles. But the first of those cars won't be ready for a couple of years. What the price of oil will be then, and what consumers' appetite for plug-in cars will be then, is anybody's guess.

Argentina's Trade Surplus Likely Fell in September: Week Ahead

By Eliana Raszewski
Oct. 20 (Bloomberg) -- Argentina's trade surplus probably narrowed in September from August's record high as a global financial crisis undermined exports to neighboring Brazil and declining commodity prices reduced earnings from grain and oilseed shipments.
In September, the trade surplus fell to $1.4 billion from $2.25 billion the previous month, according to the median of a survey conducted by the central bank among 56 economists. The National Statistics Institute will release September figures on Oct. 24 at 2 p.m. New York time.
``September was a turning point,'' said Lorenzo Sigaut, an economist at Buenos Aires-based research company Ecolatina. ``Lower commodity prices that are affecting our exports are combining with the current global financial crisis that is affecting Brazil and our other main markets.''
The Argentine Industrial Union, an association that represents the country's largest manufacturers, said in an Oct. 14 statement that weakening currencies in the region will hurt the country's trade surplus and economic growth.
``The deepest international financial crisis in recent times, the recent depreciation of the currencies against the U.S. dollar, and also against the Argentine peso, will affect output, jobs and threaten the country's trade surplus,'' the Buenos Aires-based union said in an e-mailed statement.
Sigaut said the country will probably fail to reach the $12 billion trade surplus targeted in next year's budget bill.
President Cristina Fernandez de Kirchner said on Oct. 14 that she would introduce safeguards on international trade to protect jobs and investments by local businessmen.
Argentina's customs agency has said it is preparing a list of reference prices for about 120 goods, including textiles and home appliances, produced abroad. The measure may result in increased import taxes on those items.
Markets Last Week
Last week, the yield on Argentina's benchmark 8.28 percent dollar bonds due in 2033 rose 84 basis points, or 0.84 percentage point, to 19.42 percent, according to Bloomberg data. The bond's price fell 1.95 cents on the dollar to 36.80 cents.
The Buenos Aires benchmark stock index Merval remained unchanged to 1216. Petrobras Energia Participaciones SA (PBE AF), the local unit of Brazil's state-controlled oil producer, rose 19.3 percent while Banco Macro SA (BMA AF), Argentina's fourth-largest lender, fell 14.4 percent.
The following is a list of events in Argentina this week:
Event Date
Budget Balance 20-24
Industrial Production 24
Shopping Center sales 24
Trade Balance 24

Sugar harvest advances have social cost in Brazil

By Inae Riveras
Reuters
Sunday, October 19, 2008; 8:09 PM
PRINCESA ISABEL, Brazil (Reuters) - Ines Ferreira dos Santos lives with four of her kids in a spacious, colorful house at the end of a dusty street.
"With money from sugar cane we built this house. It has been good to us, too good," the 43-year-old housewife said.
This is the eleventh year that her husband, Joao Barbosa dos Santos, has traveled the 3,000 kilometers (1,864 miles) to work as a sugar cane cutter in Sao Paulo state in southern Brazil.
This time he is accompanied by three sons, also laboring in the cane fields, and a daughter, who cooks for the group. Every month, they send 2,000 reais ($925) to the rest of the family.
The Santos' story is that of most people in Princesa Isabel, a town of 19,000 people in the arid backlands of Paraiba state in northeastern Brazil. With few other options to make a living, three out of 10 residents have worked as cane cutters.
The days are numbered for manual cane cutting, a grueling job once done by slaves, in top cane producing states such as Sao Paulo and Minas Gerais, which account for 70 percent of Brazil's sugar cane crop.
For environmental and public health reasons, cane burning in these states must be phased out by 2014 in flatlands and by 2017 in hilly areas. Similar initiatives are being discussed in fast-growing farming states Mato Grosso do Sul and Goias.
But the change is likely to have a big impact on cane cutters and the families who depend on them.
Controlled burning has long been used in cane plantations to remove foliage and make it easier for workers to move about the fields. But when humidity is low, thick clouds of black smoke billow above the fields.
Every year, a larger share of the crop is harvested by machines, a trend that is starting to drive up unemployment in faraway towns like Princesa Isabel.

domingo, 19 de outubro de 2008

Jornal Economia em Notícia - Edição 49

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Jornal Economia em Notícia - Edição 48

Mundo tem que abandonar obsessão por crescimento, diz New Scientist

BBC Brasil
17/10/2008
Em plena crise global, com governos e mercados preocupados com uma possível recessão mundial, a revista especializada britânica New Scientist foi às bancas nesta semana com uma capa na qual defende que a busca por crescimento econômico está matando o planeta e precisa ser revista.
Em uma série de entrevistas e artigos de especialistas em desenvolvimento sustentável, a revista pinta um quadro em que todos os esforços para desenvolver combustíveis limpos, reduzir as emissões de carbono e buscar fontes de energia renováveis podem ser inúteis enquanto nosso sistema econômico continuar em busca de crescimento.
"A Ciência nos diz que se for para levarmos a sério as tentativas de salvar o planeta, temos que remodelar nossa economia", afirma a revista.
Segundo analistas consultados pela publicação, o grande problema na equação do crescimento econômico está no fato de que, enquanto a economia busca um crescimento infinito, os recursos naturais da Terra são limitados.
"Os economistas não perceberam um fato simples que para os cientistas é óbvio: o tamanho da Terra é fixo, nem sua massa nem a extensão da superfície variam. O mesmo vale para a energia, água, terra, ar, minerais e outros recursos presentes no planeta. A Terra já não está conseguindo sustentar a economia existente, muito menos uma que continue crescendo", afirma em um artigo o economista Herman Daly, professor da Universidade de Maryland e ex-consultor do departamento para o meio ambiente do Banco Mundial.
Para Daly, o fato de o nosso sistema econômico ser baseado na busca do crescimento acima de tudo, faz com que o mundo esteja caminhando para um desastre ecológico e também econômico, dadas as limitações dos recursos.
"Para evitar este desastre, precisamos mudar nosso foco do crescimento quantitativo para um qualitativo e impor limites nas taxas de consumo dos recursos naturais da Terra", escreve.
"Nesta economia de estado sólido, os valores das mercadorias ainda podem aumentar, por exemplo, por causa de inovações tecnológicas ou melhor distribuição. Mas o tamanho físico dessa economia deve ser mantido em um nível que o planeta consiga sustentar", conclui Daly, que compara a atual economia a um avião em alta velocidade e a sua proposta a um helicóptero, capaz de voar sem se mover.