quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Nova realidade para empresas brasileiras com a Lei das S.A.

DCI / Eduardo Reale
04/12/2008
A Nova Lei das S.A. trouxe várias novidades às empresas brasileiras, entre elas, inserir o Brasil no plano de convergência aos International Financial Reporting Standards (IFRS). Alterar os padrões estabelecidos do GAAP parece um obstáculo intransponível aos administradores brasileiros, pois muda substancialmente as rotinas contábeis, sem falar na alteração da gestão financeira e na forma de apresentar os resultados nos balanços patrimoniais. Apesar da mudança profunda, é consenso que a análise da performance financeira e contábil das corporações será mais transparente, melhorando a forma de os gestores observarem o desempenho da empresa.
Os balanços terão um padrão internacional. Serão iguais aos de empresas americanas e européias. A partir de 2010, e de acordo com o que estabelece a CVM, todas as companhias de capital aberto do País terão de se adequar ao modelo dos IFRS. Ao registrar as informações financeiras em padrões internacionais, haverá uma maior compreensão dos resultados, dando um acesso mais dinâmico a investidores e analistas. Se por um lado a alteração universalizará os procedimentos contábeis, estima-se, por outro, que grande parte das empresas operem legitimadas em seus manuais contábeis com todas as atuais práticas que a legislação preconiza. Este é um ponto fundamental para a migração aos novos padrões. Se a empresa não está em dia com os procedimentos contábeis atuais, terá dificuldade de se adequar à nova realidade.
Um dos grandes efeitos da nova norma se dará na execução dos Relatórios de Administração e demais informações divulgadas pelas empresas, possibilitando uma maior comparação entre corporações, e tornando-as mais competitivas no mercado global. A transparência e a compreensão geram maior credibilidade e tranqüilidade em relação às empresas brasileiras. As empresas nacionais têm o desafio de entender e se adequar aos principais pontos que modificam, significativamente, os registros e demonstrações contábeis/financeiras. Este ambiente traz uma nova realidade à gestão financeira, pois as regras locais são substituídas por conceitos globais.
As mudanças trazem também maior preocupação na seara penal. A lei exige que os balanços denotem transparência. A prevenção criminal é, mais do que nunca, imprescindível. São inúmeros os riscos de que uma interpretação divergente da realidade sobre um bem seja vista como fraude a ensejar crimes previstos no Código Penal. Um exemplo é o crime previsto no artigo 177, inciso VI, que diz respeito ao próprio acionista que acaba prejudicado pelo administrador que distribui dividendos inexistentes quando não há balanço, quando o balanço é fictício ou se, embora real, tenha conduzido a um dividendo fictício.
A preocupação com as informações contábeis deve ser redobrada por empresas que tenham ações negociadas em bolsa nos Estados Unidos, pois estão sujeitas também às pesadas penas impostas pelo Sarbanes-Oxley Act.
É importante notar, reitero, que não há alteração fiscal ou tributária, mas societária, com o dever de informar o mercado corretamente para ciência dos interlocutores, fornecedores e investidores. Outro crime prescrito no Código Penal, artigo 177, inciso I e parágrafo1º, determina exatamente a imprescindibilidade da informação correta ao mercado. Uma avaliação divergente pode gerar a necessidade de análise perante órgãos como o Ministério Público e a CVM. Por isso é imperativo que um bom administrador, a fim de evitar a seara criminal, certifique-se da validade e atualidade dos dados contábeis e informe, corretamente, quer o mercado, quer o acionista. Esta iniciativa terá muito mais sucesso se for lastreada em uma análise sob a ótica da prevenção a fim de evitar a repressão e explicações na justiça.
O olhar dos Conselhos de Gestores não pode focar apenas as questões relacionadas com processos contábeis. O corpo jurídico deve promover ações preventivas adequadas à área de atuação da empresa. Os estudos preventivos penais não visam a vasculhar registros ou admitir desvios de conduta, mas a preparar a empresa para um posicionamento claro e transparente, atualizando-a em relação aos padrões da gestão corporativa internacional.

Débito tributário de pequeno valor é anistiado

Agência Estado
04/12/2008
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem a medida provisória que institui um novo modelo de cobrança da dívida tributária da União e anistia débitos de pequeno valor. Segundo informações do Ministério da Fazenda, serão perdoadas dívidas de até R$ 10 mil vencidas há mais de cinco anos, que somam hoje R$ 3 bilhões.
O texto da MP, que não foi divulgado pelo Palácio do Planalto, deverá ser publicado hoje no Diário Oficial da União.
Os contribuintes terão ainda incentivos, como redução de multa, juros e encargos legais, para pagar os débitos de até R$ 10 mil vencidos até 31 de dezembro de 2005. A renegociação deve envolver entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões. O governo quer estabelecer também um novo modelo de cobrança da dívida ativa da União. A idéia é contratar instituições financeiras oficiais para fazer a cobrança dos débitos pequenos.

Cartão de crédito resiste à crise e deve faturar R$ 26 bi neste mês

Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Jiane Carvalho
04/12/2008
A crise desencadeada pelas hipotecas subprimes, com retração na liquidez global e no crescimento do PIB, ainda não chegou ao setor de cartões de crédito no Brasil. Essa indústria segue em forte expansão - acima de 20% ao ano desde 2004 - e deve registrar o melhor Natal da história. Só em dezembro, o faturamento com cartões de crédito deve atingir R$ 25,8 bilhões, um incremento de 20% sobre igual período de 2007. Os dados fazem parte dos Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, produzido pela Itaucard, a área de cartões de crédito do banco Itaú.
"Essa indústria segue se beneficiando da substituição dos meios tradicionais de pagamento, como cheque e dinheiro, pelo cartão, por isso mantém os níveis de crescimento", comenta Fernando Teles, diretor de cartões do Itaú. "Outros dois fatores importantes são o avanço da rede de aceitação dos cartões e a forte venda dos plásticos pelos bancos", diz Teles.
Dados da Itaucard mostram que, por conta do Natal, o faturamento do setor em dezembro é bem superior ao registrado nos demais meses do ano. Entre janeiro e novembro, o faturamento médio mensal com cartão foi de R$ 18 bilhões, contra os R$ 25,8 bilhões estimados para dezembro, ou seja, um aumento de 43,4%. A crise de confiança global ainda não chegou ao setor de cartões de crédito.
"Em um primeiro momento, o efeito pode até ser o contrário, ou seja, o consumidor concentrar mais do seu gasto no cartão para ganhar prazo, adequando seu fluxo de caixa à nova realidade", explica Teles. "Este movimento reforça a idéia de que o brasileiro já vê o produto como um importante instrumento de planejamento."
A pesquisa Itaucard mostrou também o comportamento do consumidor ao usar o cartão por ramo de atividade. O segmento que mais ganha espaço na utilização do cartão de crédito projetada para este mês é o de vestuário, com participação de 26% sobre o faturamento total do mês, contra 21% na média de janeiro a novembro. Já o faturamento do ramo de vestuário em dezembro, deve crescer 78,2%, com gastos de R$ 6,689 bilhões contra, na média, R$ 3,7 bilhões nos demais meses do ano. Outros dois segmentos, alimentação e turismo/entretenimento, respondem por 15,7% e 11,7% do faturamento da indústria, respectivamente.
A se confirmarem as estimativas para dezembro, o setor fechará 2008 com 110,2 milhões de unidades no mercado, 18,6% superior ao total de dezembro do ano passado. Em faturamento, o setor deve bater a marca de R$ 223 bilhões, 22,1% sobre 2007. No acumulado entre 2004 e 2008, o faturamento da indústria evoluiu 121% e a quantidade de plásticos cresceu 109%.
Fernando Teles evitou fazer projeções para 2009. "Qualquer previsão hoje é inviável. O cenário precisa se materializar um pouco para estimarmos o comportamento do setor no ano que vem", diz Teles, executivo que responde pelo setor de cartões desde junho. A área de cartões do banco Itaú passou por mudanças recentes com a saída de Fernando Chacon, então diretor de marketing de cartões. O executivo responde agora pela área de clientes de alta renda do Itaú e também pelo Personnalité.

Argentina pede que Brasil 'não a deixe sozinha' em Doha

BBC Brasil / Marcia Carmo
04/12/2008
Como sócio da Argentina, "o Brasil não vai querer que o país fique sozinho" nas negociações da Rodada de Doha de liberalização de comércio, afirmou, nesta quarta-feira, à BBC Brasil, o secretário de assuntos econômicos internacionais do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Alfredo Chiaradia.
Ele é o principal negociador da Argentina no Mercosul e nas discussões no âmbito da Organização Mundial de Comércio (OMC). Com as declarações, o embaixador sinalizou esperar que o Brasil prefira fortalecer o bloco a optar por Doha.
Brasil e Argentina são os dois principais sócios do Mercosul, que também reúne Paraguai e Uruguai. Mas, os dois países possuem profundas diferenças em relação às negociações da Rodada Doha.
Enquanto o governo brasileiro defende um entendimento ainda neste mês, a Argentina interpreta que as discussões estão desequilibradas, com os países ricos pedindo maior abertura para produtos industriais aos países em desenvolvimento, mas sem oferecer o equivalente na área agrícola.
Segundo Chiaradia, o fato de um dos sócios do Mercosul querer avançar unilateralmente nas negociações externas, coloca em risco alguns pilares do bloco, como a Tarifa Externa Comum (TEC) para os produtos importados de outros países.
O embaixador, no entanto, diz não acreditar que o Brasil coloque em risco a estabilidade do bloco com um eventual acordo unilateral de liberalização do comércio.
"Por que chegar a isso? A situação vai ser resolvida antes. Acho que o Brasil não vai querer que isso aconteça. E estou seguro que o Brasil não vai querer que a Argentina fique sozinha (nas discussões na OMC)".

UE fecha acordo preliminar sobre uso de biocombustíveis

Agência Estado
04/12/2008
Negociadores da União Européia alcançaram um acordo preliminar sobre as regras que irão governar o uso de biocombustíveis nos próximos anos. Ainda há, contudo, discordâncias a respeito de um pacto mais amplo sobre o uso de alguns tipos de energia como a solar e a eólica.
As regras que irão reger o segmento de biocombustíveis estão entre as mais controversas. Segundo o acordo preliminar, 10% dos combustíveis utilizados na UE terão que derivar de fontes renováveis a partir de 2020. De uma forma geral, 20% da energia usada pelo bloco terá que ser renovável a partir daquele ano.
O acordo, negociado na noite de ontem, deve começar a valer em 2010 e prevê a redução de 35% na emissão de gases do efeito estufa por meio da utilização de biocombustíveis. Em grande parte, esses gases são liberados na atmosfera por combustíveis fósseis como gasolina e diesel. A partir de 2017, o nível de redução passará a 50%.
Apesar das metas traçadas para os biocombustíveis o acordo é vago, principalmente porque o governo italiano de Silvio Berlusconi insiste na inclusão de uma cláusula que permita revisar as metas em 2014. O Parlamento e alguns países europeus se opõem à cláusula argumentando que provocaria incertezas para as empresas que queiram investir em energias renováveis. Os negociadores se reunirão novamente na próxima segunda-feira, de acordo com um porta-voz da França, que está na presidência rotativa da UE.

Brazil's BNDES sees lending up 10 pct in 2009

Wed Dec 3, 2008 3:04pm EST
RIO DE JANEIRO, Dec 3 (Reuters) - Brazil's state development bank said on Wednesday it expects to boost lending by about 10 percent next year to 100 billion reais ($40.4 billion) as the global financial crisis increases demand for its resources.
"This year we should release 90 billion reais ($36 billion) or a little more. Next year we expect 100 billion reais as a preliminary forecast," Armando Mariante, the vice-president of the BNDES, told reporters.
The BNDES provides long-term financing to private companies and also uses its lending to support large-scale industrial and infrastructure projects.
Two government banks this week freed up 10 billion reais ($4 billion) for the BNDES to help the cashflow of small and medium-sized firms and support export financing among other areas of the economy suffering from the credit crunch. (Reporting by Rodrigo Viga Gaier; Writing by Stuart Grudgings, Editing by James Dalgleish)

Brazil sells $1.96 bln in repos to finance trade

Wed Dec 3, 2008 9:28am EST
SAO PAULO, Dec 3 (Reuters) - Brazil's central bank on Wednesday sold $1.958 billion of $2 billion on offer in a dollar repurchase agreement auction aimed at increasing trade finance lines that have been squeezed by the global credit crisis.
The bank sold the repos at 2.382 per dollar and will buy them back on Jan. 16, when participating banks will have to provide guarantees that they used the funds to extend trade financing to exporters.
Selling repos is one of several measures that Brazil's central bank has taken to add liquidity to the domestic financial system in recent months.
It has also sold dollars from its international reserves on the spot foreign exchange market as well as currency swaps.
(Reporting by Jenifer Correa, Writing by Todd Benson, Editing by Chizu Nomiyama)

Brazil real hits 3-yr low vs dollar; stocks gain

Wed Dec 3, 2008 4:28pm EST
(Updates to close)
SAO PAULO, Dec 3 (Reuters) - Brazil's currency slumped to its lowest close against the dollar in more than three years on Wednesday, despite central bank support, as the financial crisis continued to boost demand for the U.S. currency.
Stocks ended slightly higher, recovering from early falls in volatile trade, supported by strong gains in energy company Petrobras and after U.S. shares shrugged off more gloomy economic and corporate data and climbed in late trade.
The Sao Paulo Stock Exchange's benchmark Bovespa index .BVSP ended up 0.85 percent at 35,296 after falling 3.4 percent earlier in the day.
The Brazilian real BRBY ended at 2.475 per dollar, down about 3.5 percent on the day even after Brazil's central bank offered dollars in two auctions on the spot market to supply liquidity. The central bank also sold $1.96 billion in dollar repurchase agreements in an auction aimed at improving credit to exporters.
"It is strong speculation, there is no other explanation for this volatility in the market," said Reginaldo Galhardo, foreign exchange manager at Treviso brokerage.
The real has shed more than a third of its value since hitting a nine-year high in August as foreign investors have yanked money from emerging markets like Brazil, leading to a scarcity of dollars.
Net outflows of U.S. dollars from Brazil totaled $7.16 billion in November versus $4.64 billion in October, central bank data showed on Wednesday.
On the stock market, shares of state-run oil company Petrobras (PETR4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) jumped 5.5 percent to 19.31 reais, helping to support other stocks.
Petrobras, Brazil's biggest firm, said it will not cut its five-year investment plans despite the global financial turmoil and that it expects to raise more than $1 billion on the international capital markets in December.
"The company is not thinking about reducing investments nor excluding any projects," Petrobras' exploration and production director, Guilherme Estrella, told reporters during a seminar hosted by Brazil's BNDES development bank in Rio.
Mining company Vale (VALE5.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) made up some ground from early losses to close down 0.13 percent at 22.46 reais.
Vale, the world's largest iron ore miner, said on Wednesday the flagging global economy was forcing it to lay off 1,300 workers and put 5,500 more on paid leave, accounting for 11 percent of its global workforce of 62,000.
Vale's managing director of iron ore sales, Fidel Blanco, said in a conference in Paris the company did not expect raw material prices to soar next year due to the global financial crisis.
"We have a credit crunch, contraction in the economy, huge destockings taking place of raw materials and the demand is really dull," he said.
Interest-rate futures <0#dij:> at the BM&F commodities and futures exchange were lower across the curve, as investors waited for next week's monetary policy meeting where the central bank is widely expected to keep its benchmark lending rate on hold at 13.75 percent. (Reporting by Renato Andrade and Stuart Grudgings; Additional reporting by Denise Luna in Rio de Janeiro; Editing by Leslie Adler)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Produção industrial recua 1,7% em outubro, apura IBGE

Produção de petróleo do Brasil superará a da Rússia

Montadoras pedem ajuda de US$ 34 bi ao governo dos EUA

Indústria não quer reforma tributária proposta por Mabel

Senado aprova MP que autoriza Banco Central a socorrer bancos

Produção industrial recua 1,7% em outubro, apura IBGE

Rodrigo Postigo
03/12/2008
A produção física da indústria brasileira recuou 1,7% em outubro, na comparação com o mês anterior - a pior queda desde novembro de 2006, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao mesmo período do ano passado, o indicador registrou avanço de 0,8% - o menor neste tipo de comparação desde dezembro de 2006.
O resultado de outubro levou o acumulado do ano da produção industrial a recuar para 5,8% e, em 12 meses, para 5,9%. Em setembro, estes resultados estavam em 6,4% e 6,8%, respectivamente, informou o instituto em nota.
O IBGE ainda revisou para baixo a expansão da produção industrial em setembro, para 1,5%. Inicialmente, o instituto havia informado um aumento de 1,7% na produção industrial daquele mês.
O instituto também revisou os dados referentes ao mês de agosto, quando a produção teve queda de 1,5%, e não 1,2% como inicialmente informado.

Produção de petróleo do Brasil superará a da Rússia

Gazeta Mercantil/Caderno A
03/12/2008
Em 2014, ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol, o País já poderá ter ultrapassado a Rússia, um dos maiores produtores de petróleo do planeta. A previsão é do consultor da Presidência da Petrobras, José Carlos Vidal, um dos palestrantes do seminário promovido pelo JB.
Baseando-se em dados de 2007, o especialista sublinhou que, graças à descoberta do pré-sal, as reservas provadas de petróleo do Brasil superarão os 79,4 bilhões de barris produzidos pelos russos no ano passado. "Não sabemos precisar qual será a produção, mas aquilo ali é uma imensidão", vaticinou Vidal, sem, no entanto, arriscar uma estimativa.
Entre os quatro países integrantes do Bric, em 2007, o Brasil aparecia à frente apenas da Índia, com 12,7 bilhões de barris produzidos, contra 5,5 dos indianos. A China é a segunda colocada com a produção de 15,5 milhões de barris. O consultor da Petrobras enxerga potencial de cooperação do Brasil com os demais integrantes do Bric em, pelo menos, outras cinco esferas: produção de biocombustíveis, como etanol e biodiesel; eficiência energética no combate ao desperdício; exploração e produção de petróleo e gás natural em águas profundas; captura e estocagem de carbono; e na universalização do acesso à energia elétrica. " A cooperação é o ingrediente para aumentar as possibilidades de crescimento sustentável, principalmente nas condições do fundamentalismo de mercado", assinalou Vidal. " É preciso adotar um paradigma de crescimento econômico diferente do modelo predador que nos conduziu à crise atual", disse.

Montadoras pedem ajuda de US$ 34 bi ao governo dos EUA

EFE
03/12/2008
General Motors (GM), Ford e Chrysler pediram nesta quarta-feira ao Congresso americano uma ajuda de US$ 34 bilhões para sua sobrevivência, em uma ampla reestruturação da indústria automotiva americana em tempos de crise.
Os "Três Grandes de Detroit" cumpriram com o prazo fixado pela hierarquia democrata do Congresso no mês passado, para que apresentassem seus planos de reestruturação e justificassem como utilizariam a ajuda recebida.
Em resumo, as três empresas reiteraram seu compromisso com uma redução dos salários de seus executivos, o refinanciamento da dívida, concessões do sindicato, a fabricação de carros híbridos e elétricos, e a eliminação de algumas marcas.
O executivo-chefe da Ford, Alan Mulally, que recebeu um salário de US$ 2 milhões e uma compensação total de US$ 21,7 milhões em 2007, manteve seu compromisso de ganhar US$ 1 por ano caso o empréstimo seja concedido.
O mesmo foi prometido pelo principal executivo da GM, Rick Wagoner, enquanto o chefe da Chrysler, Robert Nardelly, já recebe este salário simbólico.
Além disso, GM e Ford continuarão com seus planos de vender sua frota de aviões corporativos.

Indústria não quer reforma tributária proposta por Mabel

Fórum Nacional do setor junta-se à crítica dos governos de São Paulo, Rio e Espírito Santo
O Estado de São Paulo / Rui Nogueira e Christiane Samarco
03/12/2008
A indústria nacional não quer a aprovação da reforma tributária proposta pelo relator da emenda constitucional, o deputado Sandro Mabel (PP-GO). A posição do setor ficou clara ao fim da 21ª reunião do Fórum Nacional da Indústria (FNI), realizada em São Paulo, com a definição de pontos considerados “inegociáveis” e “inaceitáveis” na proposta que está em tramitação da Câmara. A posição do fórum, que fez coro às críticas dos governos de São Paulo, Rio e Espírito Santo e da oposição no Congresso Nacional, enterrou as articulações para tentar aprovar a reforma ainda neste ano.
A posição da indústria mudou radicalmente no espaço de duas semanas e fortaleceu o debate técnico em torno dos adendos feitos por Mabel à proposta original do Executivo. Até a semana passada, o Planalto vinha alimentando o discurso de que a oposição à reforma estava centrada em São Paulo, só porque o governador José Serra (PSDB) é pré-candidato na disputa pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010.
No dia 19 de novembro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), apoiada por 19 associações e sindicatos, chegou a divulgar um Manifesto de apoio à tramitação da reforma tributária. Esse manifesto não tinha o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mas contava, para engrossar a lista de assinaturas, com o patrocínio do Sindicato da Indústria de Pinturas, Gesso e Decoração no Estado de São Paulo e até da Associação Brasileira de Música.
O documento de duas semanas atrás não deixava espaço para dúvidas: “As entidades signatárias apóiam a imediata tramitação no Congresso do substitutivo do relator Sandro Mabel.” Fazia uma série elogios ao parecer, dizendo que era “a melhor (proposta) que poderia ser apresentada neste momento”, que estabelecia “bases modernas de tributação” e, por isso, o substitutivo deveria “tramitar com celeridade”. Depois das críticas do governo de São Paulo, a base aliada do Planalto passou a costurar apoios políticos para mostrar que Serra estava contra uma proposta que interessaria aos demais governadores, principalmente aos do Norte e do Nordeste.

Senado aprova MP que autoriza Banco Central a socorrer bancos

Reuters
03/12/2008
O Senado aprovou na terça-feira, em votação simbólica, a medida provisória 442, que autoriza o Banco Central a adquirir carteiras de crédito de bancos no país por meio de operações de redesconto. Aprovada na Câmara no fim de outubro, essa foi a primeira MP enviada pelo governo com o propósito de combater possíveis impactos da crise financeira global sobre bancos em dificuldade.
A MP 442 também possibilita que o BC faça empréstimos em moeda estrangeira a instituições financeiras e permite que empresas de leasing emitam letras de crédito.
"A proposta se encontra entre as medidas necessárias para o enfrentamento da crise", declarou em discurso o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), relator da matéria no Senado.
Dornelles manteve o texto aprovado na Câmara, o qual determina que o Banco Central apresente a cada trimestre relatórios sobre as operações realizadas. O projeto também estabelece a punição dos controladores de instituições financeiras que venderem ao BC carteiras de crédito que se tornarem insolventes.
"Nesta matéria, o PSDB concorda com os pressupostos de relevância e urgência da medida provisória. Trata-se do enfrentamento de uma crise de proporções agigantadas", destacou o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
Apesar do consenso sobre a maior parte da medida provisória, o artigo 6 da proposta gerou polêmica. O trecho do projeto acaba com a necessidade de registro em cartório de operação de alienação fiduciária de automóveis.
Segundo Dornelles e o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), a medida reduzirá as despesas dos consumidores, já que o Código Civil dita que essas operações já sejam registradas pelos departamentos estaduais de trânsito.
Parcela dos senadores, no entanto, afirmou que, como há questionamentos sobre o tema na Justiça e projetos sobre esse assunto tramitando no Congresso, o artigo deveria ser suprimido da proposta.
Por 34 votos a 11 e uma abstenção, o plenário do Senado manteve o texto. Se tivesse alterado, o projeto voltaria para ser revisado na Câmara. Agora, a matéria vai à sanção presidencial.

World Markets Close Mostly Higher on US Rally

By THE ASSOCIATED PRESS
Published: December 2, 2008
Filed at 6:10 p.m. ET
LONDON (AP) -- A rebound on Wall Street provided a lift Tuesday to most world stock markets outside of Asia, where shares slumped overnight.
The Dow Jones industrial average finished up 3.3 percent at 8,419.09 as investors bought back into equities after the savage retreat on Monday, when the blue-chip index closed down almost 700 points, or 7.7 percent, wiping out more than half of last week's gains.
Monday's losses caused Asian markets to dive. Japan's Nikkei 225 stock average tumbled 533.53 points, or 6.4 percent, to 7,863.69, and Hong Kong's Hang Seng index lost 5 percent to 13,405.85.
European stock markets showed little direction before the positive open of U.S. markets, then closed higher, tracking the recovery on Wall Street.
The FTSE 100 closed 1.4 percent higher at 4,122.86, helped by a 12.5 percent jump in the share price of British Airways PLC, which said it is in merger talks with Australian rival Qantas. Tesco shares soared 13.0 percent after reporting upbeat sales in the third quarter.
The CAC-40 index in France closed 2.4 percent higher at 3,152.90, while Germany's DAX was the best performing major European index, up 3.1 percent at 4,531.79, as car companies such as Daimler AG and Volkswagen AG recouped most of the previous session's losses.
The recovery in European and U.S. stocks on Tuesday was largely a reaction to Monday's heavy losses, when a run of bad data increased fears of a prolonged and deep global economic downturn.
It all culminated with Monday's announcement by the National Bureau of Economic Research, considered the arbiter of the U.S. economic cycle, that the world's largest economy entered a recession in December 2007, much earlier than most predictions.
''If the U.S. economy is entering a depression, it is far too soon, even for an equity market that tries to discount conditions six months or a year ahead, to be looking for economic recovery,'' said Stephen Lewis, chief economist at Monument Securities.
The optimism that saw U.S. stocks rise for five straight days last week for the first time since July 2007, has all but evaporated amid renewed worries about the global economy. The data expected out of the U.S. over the rest of the week, including Friday's closely watched jobs report for November, are expected to make for further grim reading.
Despite the recession which has taken hold across the developed world, some companies are managing to post solid performances. One notable example was British supermarkets chain Tesco PLC, which saw its share price rise Tuesday by over 13 percent after it reported like-for-like sales, excluding revenues from its gas pumps, up 2 percent during the third quarter.
''Yet again Tesco has defied the laws of gravity, kicking market recession fears firmly in the teeth,'' said Howard Wheeldon, senior strategist at BGC Partners.
Tesco will be hoping that the widely anticipated 1 percentage point rate reduction Thursday from the Bank of England will help entice shoppers in the crucial Christmas season. The European Central Bank is also expected to cut its benchmark rate by at least half a percentage point on Thursday.
Latin American shares closed mostly higher as bargain hunters swooped in a day after stocks were dragged down by the selloff on Wall Street.
Brazil's Ibovespa stock index was up 0.8 percent to close at 35,001, while Mexico's IPC rose by 269 points, or 1.4 percent, to 19,802, Colombia's IGBC edged up 0.8 percent to 7,232 and Argentina's Merval index jumped 2.9 percent to 952.
Chile's IPSA index was the exception, dipping 0.7 percent to close at 2,318.
Earlier, Australia's central bank slashed its key interest rate Monday a full percentage point to 4.25 percent in an attempt to prevent the economy from sliding into recession. But investors took scant comfort from the move, sending the benchmark S&P/ASX 200 index down 4.2 percent to 3,528.2.
Benchmarks in the Philippines, Taiwan, India and South Korea also dropped sharply.
Markets on mainland China were mixed, with food processors up following a lifting of price controls but banks down on economic jitters. The benchmark Shanghai Composite Index slipped 0.3 percent, while the Shenzhen Composite Index rose 1.4 percent.
Light, sweet crude for January delivery fell more than 4 percent, or $2.32 to settle at $46.96 a barrel on the New York Mercantile Exchange. Earlier Tuesday prices briefly fell to $46.82, the lowest level since hitting $46.20 intraday on May 20, 2005.
In currencies, the euro inched up to $1.2697 in late New York trading from $1.2672 late Monday, while the British pound fell to $1.4876 from $1.4910 and the dollar slipped to 93.22 Japanese yen from 93.40 yen.
--------
Associated Press Writers Pan Pylas in London and Tomoko A. Hosaka in Tokyo contributed to this report.

Brazil central bank to offer $2 bln in dollar repos

Tue Dec 2, 2008 9:17am EST
SAO PAULO, Dec 2 (Reuters) - Brazil's central bank said on Tuesday it will offer $2 billion in dollar repurchase agreements in an auction on Wednesday aimed at increasing trade finance for exporters hit by the global credit crunch.
Banks that buy the repos will be required to provide proof that they used the funds to provide financing for exporters, who have been hit by a sharp reduction in credit lines.
The central bank has sold dollar repos, currency swap contracts and dollars from its international reserves on the spot currency market in recent months to add liquidity to the financial system.
Brazil's currency, the real BRBY, was trading 2.5 percent weaker at 2.377 per dollar after the announcement. (Reporting by Jenifer Correa; Writing by Todd Benson; Editing by James Dalgleish)