Agência Estado
30/12/2008
O governo americano anunciou aporte de US$ 6 bilhões para estabilizar a GMAC LLC, braço financeiro da montadora General Motors. Desse total, US$ 5 bilhões representam investimentos na financeira, e US$ 1 bilhão virá na forma de um empréstimo para que a montadora possa consolidar sua participação na companhia. O empréstimo vem somar-se ao recente plano de US$ 17,4 bilhões para salvar a GM e a Chrysler LLC.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
EUA anunciam US$ 6 bi para financeira ligada à GM
Empresas brasileiras perdem 41,5% do valor de mercado
Gazeta Mercantil/1ª Página / Iolanda Nascimento
30/12/2008
Há cerca de um ano as empresas brasileiras de capital aberto comemoraram, pela primeira vez na história, a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado. Um recorde destruído ao longo de 2008 pela crise financeira mundial. No último dia 26, o valor havia caído para cerca de US$ 600 bilhões. Em reais, a queda foi de 41,5% e as 323 companhias presentes durante todo o ano na bolsa passaram de um valor de mercado de R$ 2,09 trilhões em 31 de dezembro de 2007 para R$ 1,22 trilhão em 26 de dezembro, perda de R$ 871,27 bilhões. Das 58 empresas que compõem o Ibovespa, apenas sete elevaram seu valor.
"É como se duas Petrobras (ao final de 2007 valia R$ 429,92 bilhões) ou dois setores bancário (27 bancos valiam R$ 407,21 bilhões) tivessem virado pó", diz Einar Rivero, gerente da Economatica, que elaborou a pesquisa. Nominalmente, a Petrobras registrou a maior perda, de R$ 209,32 bilhões. Percentualmente, a maior queda foi da Rossi Residencial, com 80,6%, para R$ 690 milhões. As ações da Rossi refletem o conjunto da área de construção, que registrou a maior desvalorização setorial: de 72,4%.
A Nossa Caixa é o único banco no seleto grupo das sete empresas cujo valor de mercado subiu. Em função da compra pelo Banco do Brasil, valorizou-se 188,2% e alcançou R$ 7,28 bilhões.
FGTS fechará ano com arrecadação recorde de R$ 40 bi
Agência Brasil
30/12/2008
A arrecadação de recursos para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) encerrará o ano próxima de R$ 40 bilhões, no maior nível da história, informou nesta segunda-feira o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
A diferença entre a arrecadação e os saques também fechará 2008 em alta, o que permitirá a destinação de recursos do fundo para socorrer setores da economia afetados pela crise. Até 15 de dezembro, destacou Lupi, o FGTS havia arrecadado R$ 39,436 bilhões. Nesse período, os saques somaram R$ 33,835 bilhões, R$ 1,6 bilhão a mais que em 2007.
Apesar do aumento nos resgates, o fundo tem saldo líquido recorde de R$ 5,601 bilhões no acumulado do ano, dinheiro que será usado para ampliar o patrimônio do FGTS e impulsionar os investimentos. As contas do fundo referentes a todo o ano só deverão ser divulgadas em meados de janeiro.
Segundo o ministro, o desempenho do Fundo de Garantia neste ano é resultado do aquecimento do mercado de trabalho registrado até o terceiro trimestre deste ano, antes do agravamento da crise econômica.
"A alta da arrecadação é reflexo do crescimento do emprego, e, com o saldo maior, aumenta a capacidade do fundo em investir em habitação e saneamento", explicou o ministro.
Com o saldo positivo recorde, destacou Lupi, o FGTS poderá ser usado para financiar linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a setores da economia atingidos pela retração no crédito. A medida já foi usada para estimular a construção civil e, segundo ele, também pode ser aplicada para a indústria automotiva.
O ministro confirmou ainda que o governo estuda a elevação do valor dos imóveis financiados pelo FGTS, que atualmente só pode ser usado para adquirir unidades de até R$ 350 mil. A ação deverá fazer parte do pacote de estímulo a habitação a ser anunciado pelo governo até o fim de janeiro.
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30.12.08
Marcadores: Tributária
Nova sistemática tributária entra em vigor dia 1º de Janeiro
DCI
30/12/2008
A partir de 1º de janeiro, entrará em vigor o novo sistema de cobrança de tributos para o setor de bebidas frias, água, cerveja, refrigerantes, energéticos, isotônicos e refrescos, que define as alíquotas de IPI, PIS e Cofins que incidirão sobre os produtos, com base no preço praticado ao consumidor, de acordo com os tipos de embalagem - LATA, VIDRO e PET, e não mais sobre a quantidade produzida.
Com a entrada em vigor do novo Decreto nº 6707, assinado pelo presidente Lula, no dia 23 de dezembro de 2008, regulamentando a lei no. 11.727, de 23 de junho de 2008, o governo federal põe fim à discussão da desproporcionalidade do setor de bebidas no País, diz Fernando Rodrigues de Bairros, presidente da AFREBRAS - Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil.
Pela nova sistemática, haverá uma redução da cobrança do IPI para todos os fabricantes, grandes e pequenos, mas haverá um aumento de PIS e da Cofins, também proporcionalmente para todos os produtores. " O governo federal acenou com justiça tributária às pequenas e médias empresas brasileiras, ao mesmo tempo em que foi complacente com as grandes corporações internacionais que dominam o setor de bebidas no País, e que, há mais de 20 anos, vinham se beneficiando de uma tributação distorcida e favorável aos grandes produtores. Esta, sem dúvida, é uma vitória, mas a luta pela igualdade tributária do setor deve continuar " , afirma o presidente da Afrebras.
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30.12.08
Marcadores: Tributária
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Dados do BC mostram desaceleração no fluxo de dólares para o Brasil em 2008
Em 2007, houve o ingresso de US$ 87 bilhões na economia brasileira.
Neste ano, até 19, entrada somou US$ 1,29 bi - a mais baixa desde 2003.
G1 / Alexandro Martello
26/12/2008
A uma semana para o fim do ano, informações divulgadas nesta quarta-feira (24) pelo Banco Central confirmam uma forte desaceleração no fluxo de dólares para o Brasil em 2008. Segundo o BC, houve o ingresso neste ano, até a última sexta-feira (19), de US$ 1,29 bilhão na economia brasileira em todas as transações que envolvem dólares: comerciais (contratos de compra de venda de moeda estrangeira para exportações e importações) e financeiras (fechamento do câmbio para investimentos, remessas, viagens e aplicações financeiras, entre outros). Se esse resultado for mantido até o fim do ano, será o menor ingresso de recursos desde 2003 - o primeiro ano da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi marcado por uma crise de confiança por conta do novo governo que assumia. Naquele ano, houve ingresso de US$ 718 milhões no país. Em 2004, 2005 e 2006, ingressaram, respectivamente, US$ 6,3 bilhões, US$ 18,8 bilhões e US$ 37,2 bilhões no Brasil. No ano de 2007, por sua vez, a entrada de recursos na economia brasileira foi muito maior: US$ 87,4 bilhões. Valor que ainda permanece sendo recorde histórico.
Exportadores criam "Opep do gás natural"
Gazeta Mercantil
26/12/2008
Os ministros de energia de 12 países exportadores de gás natural viajaram a Moscou na terça-feira para criar um grupo oficial, o qual, segundo eles, não controlará a produção, nem os preços do combustível, ao contrário do que temem consumidores de energia no Ocidente. O novo grupo terá sede no Qatar, conforme anunciou o ministro russo da Energia, Sergei Shmatko.
A "Opep do gás" terá como membros os países do chamado Fórum dos Países Exportadores de Gás (FPEG), que inclui 16 Estados, entre eles Argélia, Irã, Catar, Venezuela, Indonésia e Nigéria. O anúncio da criação oficial do grupo preocupou as nações consumidoras ocidentais, porém, os membros do FPEG negaram a intenção de controlar os preços do insumo e disseram que o objetivo principal do novo grupo é monitorar o mercado de gás e conduzir pesquisas conjuntas.
"Uma colaboração mais formal sempre fez parte dos nossos planos", disse o ministro nigeriano do Petróleo, Odein Ajumogobia. "O Estado do desenvolvimento do gás é muito diferente do petróleo. Com o petróleo, você tem um preço internacional. Com o gás, você tem um preço doméstico, um preço internacional, outro de exportação, etc", acrescentou.
"Não é um cartel, defendemos nossos interesses nacionais", disse o ministro venezuelano da Energia, Rafael Ramirez. "Nossa reunião é importante no sentido estratégico, na medida em que leva em conta uma situação de crise da economia mundial", completou.
"A meta é dar a este fórum um formato mais organizado e esperamos decisões neste sentido", declarou o vice-presidente da Gazprom, Alexandre Medvedev. "Esse é um não à Opep gás", insistiu.
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26.12.08
Marcadores: Economia, Petróleo e Derivados
Produção industrial no Japão tem queda da história
Gazeta Mercantil
26/12/2008
A produção industrial no Japão caiu 8,1% em novembro deste ano, em comparação ao mês anterior, registrando o maior recuo de sua história, segundo informou hoje o Ministério da Economia do Japão.O índice de produção de minas e fábricas ficou em 94 sobre a base de 100 pontos fixada em 2005. Em outubro, o indicador registrou queda de 3,1%.As previsões do mercado apontavam para retrocesso de 6,6% na produção industrial de novembro, segundo pesquisa realizada entre analistas pela agência de notícias Kyodo.O índice de transporte de mercadorias por via marítima caiu 8,4%, para 93,5 pontos, enquanto os estoques industriais cresceram 0,7%, para 110,3 pontos.
Cresce estoque de carro usado e preços desabam 30%
Agência Estado
26/12/2008
O mercado de carros usados levou um tombo ainda maior que o de novos. Nas vendas e nos preços. Modelos que há um mês e meio eram cotados a R$ 43 mil, caso de um Corolla 2005, hoje valem R$ 30 mil no antigo reduto de veículos usados, a Rua Barão de Limeira, no centro de São Paulo. Em pouco mais de 30 dias, a desvalorização atingiu 30%.
A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros novos, em vigor desde o dia 12, foi mais um golpe para os usados. “Depois da medida, tivemos de cortar mais os preços”, diz a gerente nacional de vendas da revenda Unidas Seminovos, Jaqueline Viccari. Nos modelos populares, cuja alíquota de 7% foi reduzida a zero, igual porcentual foi repassado aos seminovos. Mas os seminovos já vinham de uma onda de desvalorização desde outubro, quando o mercado automobilístico brasileiro começou a sentir os efeitos da falta de crédito provocada pela crise financeira internacional.
Concessionários afirmam que o mercado de novos, apesar da recuperação verificada nos últimos dias, continua travado por causa da falta de financiamento para os usados e das restrições das financeiras em aprovar o crédito. Grandes bancos normalmente não operam com carros usados e os pequenos e médios temem inadimplência. Pesquisa feita pela Molicar, agência especializada em varejo automotivo, mostra que, entre 5 de novembro e 17 de dezembro, a desvalorização de carros como Celta, Mille e Fiesta, todos modelos 2007 com motor 1.0 variou de 12,3% a 19,6%. No Civic, a queda foi de 20,1%.
“O preço do carro seminovo estava muito próximo do novo. A crise colocou o usado no nível onde deveria”, afirma Fernando Luiz Negrini, do Auto Shopping Cristal, com cinco unidades em São Paulo e venda média mensal de mil carros por shopping. “O lojista paga menos pelo carro, mas também o revende mais barato.” Para muitos revendedores, o problema é o estoque. Calcula-se que há perto de 1 milhão de carros usados em todo o País à espera de compradores. Além de muitos deles terem sido comprados no período de alta, quando estavam valorizados, no início do ano será preciso recolher o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), um custo extra para lojistas que já reclamam da falta de caixa.
Coréia do Sul diz que economia enfrenta crise sem precedentes
Reuters
26/12/2008
A economia sul-coreana vive uma crise sem precedentes com a demanda doméstica e externa recuando ao mesmo tempo, mas o governo vai agir para evitar um declínio anual nas exportações em 2009, informou o ministério da Economia, nesta sexta-feira. O ministério informou em relatório de ano novo ao presidente, Lee Myung-bak, que tem como meta impulsionar as exportações de 2009 para 450 bilhões de dólares, ante cerca de 430 bilhões de dólares projetados para este ano, e conseguir um superávit comercial de mais de 10 bilhões de dólares.
"A economia coreana enfrenta crise sem precedentes com exportações e demanda doméstica, os dois pilares de crescimento econômico, caindo ao mesmo tempo", afirmou o ministério.
Mas um influente instituto de pesquisa comercial local afirmou que as perspectivas para o primeiro trimestre do próximo ano são as piores em pelo menos seis anos, diante do agravamento da recessão global.
Em novembro, as exportações sul-coreanas caíram 19 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, uma vez que os embarques para o maior mercado do país, a China, despencaram cerca de 30 por cento, mostraram dados de alfândega divulgados na semana passada.
O ministério também afirmou que o governo vai perseguir meta de ampliar o investimento externo direto no país em cerca de 6 por cento, para 12,5 bilhões de dólares em 2009 ante 11,8 bilhões de dólares previstos para este ano.
Argentina investe em empreendimentos em meio à crise financeira
The New York
26/12/2008
Mesmo nas melhores épocas, Felix Racca enfrentava uma tarefa difícil ao tentar construir uma nova classe de empreendedores em um país conhecido pelo favoritismo acolhedor e melodrama político. Agora, o investidor da Argentina está tentando fazer isso em meio a uma tempestade financeira que tirou bilhões de dólares dos mercados emergentes.
Enquanto o mercado de ações de Buenos Aires caia para uma baixa recorde em outubro, porque o governo havia anunciado a nacionalização das poupanças, Racca estava a 966 km dali, debatendo tranquilamente a perspectiva de uma nova empreitada com Daniel Caselles.
Racca ofereceu o capital inicial para a ideia de Caselles, a AuthenWare, uma companhia que projeta softwares biométricos com aplicações de segurança para bancos e companhias de seguro.
Para os estrangeiros pode parecer um momento e lugar incomuns para isso. A medida de apropriação das poupanças foi amplamente vista como um reconhecimento de que a Argentina pode não conseguir pagar sua dívida em 2009, no valor de cerca de US$20 bilhões.
Depois da inadimplência de 2001, a falta de acesso ao crédito se tornou um estilo de vida aqui. O país permanece amplamente afastado dos mercados de ações mundiais e de investimentos estrangeiros.
Como resultado, os empresários argentinos começaram a buscar investimentos dentro do país, e com o tempo criaram um sistema de surgimento de negócios gerados com capital local.
De acordo com o relatório de 2008 da Venture Capital Observatory, US$25 milhões foram disponibilizados por fundos e investidores. Gabriel Jacobsohn, autor do relatório e professor de negócios da Universidade de Buenos Aires, espera que o número se mantenha firme no próximo ano apesar da atual incerteza econômica.
O volume é pequeno, muito menor do que 1% relativo ao crescimento do PIB da Argentina, mas representa uma mudança cultural. No passado, herança familiar e contatos governamentais geralmente determinavam os empresários do país. Agora, lentamente, os argentinos começam a confiar e investir uns nos outros.
Os novos investidores argentinos também oferecem conhecimento. Diversos deles lançaram seus próprios negócios durante crises anteriores e não apenas sobreviveram mas sucederam relativamente bem, com pouca ajuda.
Um destes veteranos é Racca, considerado uma lenda local. Ele e seu sócio Emílio Lopez fundaram a Intersoft, a mais bem sucedida companhia de software da Argentina nos anos 1990, passando por tudo desde inflação e estagnação econômica.
Racca diz que quer garantir que seus compatriotas "não tenham que passar pelo que passou".
Brazil president signs sovereign wealth fund law
Wed Dec 24, 2:20 pm ET
AP
BRASILIA, Brazil – Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva has signed a law creating a sovereign wealth fund to buffer the country from the global financial crisis and help Brazilian companies boost trade and expand overseas.
The presidential press office said in a statement that Silva signed the law on Wednesday and also inked a provisional measure endowing the fund with the equivalent of nearly $6 billion.
The statement provided no details.
The provisional measure must still be submitted to Congress for its approval.
Earlier this year, Finance Minister Guido Mantega said money for the fund would come from the federal government's primary budget surplus expected to come in at 3.8 percent of gross domestic product.
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Agência de Notícias
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26.12.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Brazil Foreign Currency Inflows Decline in Early December
By Fabiola Moura
Dec. 25 (Bloomberg) -- Foreign currency inflows into Brazil fell to $29 million in the first 19 days of December, compared with $3.1 billion in all of November, according to Central Bank data.
In the same period, $4.13 billion dollars more in foreign investment left the country than came in, the Central Bank said yesterday.
Brazil’s central bank said on Dec. 18 it had spent $9.8 billion of foreign reserves in the spot market since September to boost the local currency.
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Agência de Notícias
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26.12.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Brasil e UE vão elaborar proposta conjunta para próxima reunião do G20
Valor OnLine / Rafael Rosas
23/12/2008
Brasil e União Européia (UE) pretendem apresentar uma proposta conjunta em pontos ligados ao sistema econômico internacional na próxima reunião do G20, em Londres, no dia 2 de abril do ano que vem. De acordo com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que também preside o Conselho da União Européia, o objetivo é "estreitar posições" sobre o papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) e sobre a regulação do sistema financeiro internacional.
"Não podemos admitir nem ao menos uma instituição financeira que não seja supervisionada", frisou Sarkozy, que participou de reunião de cúpula entre Brasil e União Européia, no Rio de Janeiro.
Já o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, afirmou que a reunião de hoje estabeleceu pontos comuns para avanço de uma agenda de "convergência para uma nova arquitetura global".
"Temos que lutar contra crises e lutar para relançar Doha", frisou Durão Barroso, lembrando do interesse de Brasil e União Européia para retomar a negociação da Rodada Doha, que corre risco de fracasso depois que países desenvolvidos e emergentes não terem chegado a um consenso sobre setores como agricultura e serviços.
Empresários querem Brasil mais independente do Mercosul
Em cúpula no Rio, ex-ministro Furlan disse que Brasil está com 'bola de ferro no pé'.
BBC
23/10/2008
Empresários presentes no 2º Encontro Brasil-União Européia, no Rio de Janeiro, disseram nesta segunda-feira que o Brasil vem perdendo oportunidades de comércio bilateral com outros países em função de "amarras" do Mercosul e defenderam que o país tenha liberdade para fechar acordos com mais independência do bloco.
"Nesse momento, infelizmente, eu vejo o Brasil com uma bola de ferro no pé", disse o ex-ministro da Indústria e Comércio e presidente do Conselho da Sadia, Luiz Fernando Furlan.
Segundo o ex-ministro, o Brasil está "querendo correr, tendo um grande número de países fazendo propostas, mas (está) amarrado a essa situação".
Uma das alternativas, segundo empresários, seria permitir que os países do Mercosul fizessem acordos comerciais com outras economias de fora do bloco.
De acordo com Furlan, os países poderiam permitir, no âmbito do Mercosul, que alguns acordos bilaterais, em determinadas situações, fossem aceitos. "Vamos deixar o Uruguai fazer um acordo com os Estados Unidos e nós fazemos os acordos que queremos", sugeriu o empresário.
No ano passado, Uruguai e Estados Unidos assinaram o Acordo Marco de Comércio e Investimentos (Tifa, na sigla em inglês), que poderá levar a um tratado de livre comércio entre os dois países.
Exportações argentinas caem pela primeira vez em seis anos
BBC Brasil
23/12/2008
As exportações da Argentina registraram queda pela primeira vez em seis anos, com retração de 6% em novembro em relação ao mesmo mês no ano passado. O superávit na balança comercial de novembro foi 7,3% menor que o do mesmo período em 2007.
Os dados são do Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos) e levaram analistas econômicos a interpretar que a economia argentina pode ter entrado em desaceleração.
"Não são dados positivos, mas no mercado privado esperamos que estes números podem cair mais", disse o analista Carlos Melconian à TV América. Segundo ele, o "freio" está mais ligado aos próprios "tropeços" da Argentina do que à crise internacional.
O Brasil é o principal destino das exportações argentinas, segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).
De acordo com a consultoria Abeceb, este resultado revela queda nas vendas para a China, além da redução das exportações de combustíveis ao Brasil, ao México e Estados Unidos.
Governo argentino corta impostos para exportadores
Rodrigo Postigo
23/12/2008
O governo argentino anunciou nesta segunda-feira que cortará pela metade o imposto sobre exportações de frutas e hortaliças, reduzirá em até 5% as taxas que incidem nas vendas de milho e trigo ao mercado estrangeiro e coibirá aumentos abusivos praticados em relação a adubos e agrotóxicos. As informações são da agência Ansa.
As novas medidas, apresentadas pela presidente Cristina Kirchner na residência oficial de Olivos, são mais uma aposta para incentivar a produção e o consumo no país ante o impacto da crise econômica. A Argentina tem sido duramente atingida pela queda nas cotações das commodities agrícolas, das quais é um importante mercado exportador.
Ficou de fora, porém, um esperado corte nos impostos que incidem sobre as vendas de soja, o principal item da pauta de exportações agrícolas da Argentina. A exclusão causou o descontentamento das lideranças rurais.
A presidente explicou que a redução das chamadas retenções - nome dado às tributações cobradas sobre as exportações de grãos - se dará de maneira gradual. Ou seja, quanto maior for a produção, mais alta será a alíquota do imposto.
Brazil Revises 2008 Growth Upward to 5.6 Pct
By THE ASSOCIATED PRESS
Published: December 22, 2008
Filed at 7:07 p.m. ET
BRASILIA, Brazil (AP) -- The Brazilian Central Bank said Monday that economic expansion should be faster than expected this year, adjusting its GDP growth estimate to 5.6 percent from 5 percent.
But the global economic crisis should slow expansion to 3.2 percent next year, the bank said, down from the 4 percent expected by President Luiz Inacio Lula da Silva for 2009.
Independent economists have predicted Brazil will end 2008 with growth of about 5.2 percent.
The Central Bank said inflation should reach 6.2 percent this year, but only 4.7 in 2009, due partly to recent interest-rate hikes.
Also Monday, the Labor Ministry announced that the country registered a net loss of about 41,000 jobs in November, reversing a long period of sustained job creation.
Ministry chief Carlos Lupi said the 0.13 percent job loss was likely an early manifestation of traditional December layoffs, sped up by industry's fears of the economic crisis.
But he said Brazil gained more than 2.1 million jobs from January through November, and is expected to finish 2008 with a net gain of 1.8 million to 1.95 million positions.
Several large Brazilian companies such as miner Vale and auto makers have laid off workers and reduced production since the crisis intensified in September.
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Agência de Notícias
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23.12.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Emerging market consumers hurting with rest of world
Tue Dec 23, 2008 5:06am EST
By Michelle Nichols
NEW YORK (Reuters) - The financial crisis is shattering global confidence, with three quarters of households cutting spending and consumers in emerging countries feeling especially squeezed, a survey showed on Tuesday.
While countries like China, India and Russia have helped fuel world growth in recent years, the survey of 22 states in November found consumer optimism in such emerging economic powers in "precipitous decline."
"There's a lot of doubt right now where growth is going to come from," Clifford Young of Ipsos Global Public Affairs, the international market research and polling company that carried out the online survey told Reuters in a telephone interview.
He said the survey, which included a whole range of rich, and emerging states, "put in check a lot of strategies of global companies that were banking on emerging markets. In addition it puts in check any notion of 'decoupling.'"
Despite boasting a year ago that they were "decoupled" from the problems gripping developed markets, emerging stock markets are hovering near their lowest point in four years.
What started as a meltdown in the U.S. market for high-risk mortgages has engulfed the world, freezing access to credit, sparking bank collapses and requiring the bailout of whole industries and some entire countries.
"We expected things to be bad but it's most striking in the two big emerging markets India and China," Young said of the poll. "It's not good news in the short to medium term."
The poll found that global consumer optimism had nearly halved. Only 31 percent described the economic situation as very good or somewhat good in November compared with 55 percent who said the same thing in April 2007.
The largest falls in optimism, using this method, were in China, which plunged to 46 percent from 90 percent 18 months ago, and India, which dropped to 65 percent from 88 percent.
Many leading emerging markets export commodities. Flush with cash from soaring prices until six months ago, domestic demand helped to underpin growth. But now, the lag effect of falling demand and prices for oil, grains and industrial metals is being felt in these nations too.
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23.12.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
UPDATE 1-Brazil, EU to prepare joint crisis position for G20
Mon Dec 22, 2008 5:00pm EST
(Recasts with new Sarkozy quotes, background)
By Stuart Grudgings
RIO DE JANEIRO, Dec 22 (Reuters) - French President Nicolas Sarkozy and his Brazilian counterpart, Luiz Inacio Lula da Silva, agreed on Monday to take a common EU-Brazil position to the next G20 summit dealing with the global financial crisis.
"We decided with President Lula that things must change and change profoundly," Sarkozy, the current president of the European Union, said in a speech at a two-day EU-Brazil summit in Rio de Janeiro.
"We decided to narrow our positions and arrive in London with a common vision, on the future role of the IMF, the system of management of financial institutions," he said. "We cannot allow a single financial institution to be uncontrolled or unsupervised."
Brazil, Latin America's biggest economy and diplomatic power, has been pressing for a bigger say in world affairs since the start of the financial crisis, saying the world needs a new system of decision-making that includes more countries.
France is eager for Europe to make its voice heard on the international stage, believing the financial crisis, which began in U.S. markets, has weakened the United States and provided the EU with an opportunity to boost its influence.
Sarkozy and Lula gave no details on proposals they would take to the London summit on April 2 and they did not take questions from reporters after their meeting, which was also attended by European Commission President Jose Manuel Barroso.
Sarkozy, who is expected to sign a major defense cooperation deal with Lula on Tuesday, earlier backed Brazil's claim to a permanent seat on the U.N. Security Council, saying the country had a vital role to play in global decision-making during the financial crisis.
"I'm being honest when I say we need Brazil in world governance," he said. "I think we need Brazil as a permanent member of the Security Council."
Lula has made obtaining a permanent council seat for Brazil one his major foreign policy goals.
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23.12.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Opep pode fazer novo corte para conter queda no preço
Gazeta Mercantil
22/12/2008
O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Jelil, assegurou na sexta-feira que o cartel continuará reduzindo sua oferta de petróleo até que os preços se estabilizem, durante uma conferência em Londres entre países produtores e consumidores do produto. "Continuaremos reduzindo a oferta até que os preços se estabilizem", disse Jelil para os jornalistas, à margem de uma reunião entre 27 países produtores e consumidores de petróleo convocada pelo primeiro-ministro britânico Gordon Brown.
A Opep decidiu na terça-feira reduzir sua oferta em 2,2 milhões de barris diários, o terceiro corte em quatro meses e o mais importante desde 1982, a fim de frear a queda nas ações. Entretanto os preços seguem em queda livre e na sexta-feira se situaram em Nova York abaixo dos US$ 34 o barril pela primeira vez desde 2 de abril de 2004.
O anúncio da Opep foi sustentado pelo ministro de finanças da Venezuela, Alí Rodríguez, que afirmou que os países produtores de petróleo irão fazer "esforços estraordinários" para estabilizar as cotações da comodity. "Os preços estão se recuperando. Teremos que fazer um esforça adicional para estabilizar a situação do mercado petrolífero", disse Rodríguez, ao comentar com a imprensa o recente corte na produção do cartel.
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Agência de Notícias
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22.12.08
Marcadores: Petróleo e Derivados