segunda-feira, 23 de março de 2009

Crescimento zero é ‘melhor dos mundos’ para o Brasil, diz analista

Relatório da Fitch mostra rápida deterioração da economia brasileira. País não está melhor, mas sim na média, da expansão da América Latina
G1 / Fernando Scheller
23/03/2009
O Brasil, que cresceu 5,1% em 2008 e previa, até pouco tempo, alta de 4% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, está rapidamente se adaptando à nova realidade recessiva da economia mundial, segundo Shelly Shetty, diretora sênior da agência de risco Fitch, com sede em Nova York. Ao lado: BC dos EUA diz que retomada começa ainda este ano De acordo com a analista, o crescimento zero previsto para o país no relatório da agência divulgado nesta semana é possível apenas na “melhor das hipóteses”. Para Shelly, a forte queda do PIB brasileiro no 4º trimestre do ano passado – retração de 3,6% – mostrou que a economia nacional já sofre fortemente com os sintomas da crise mundial. A diretora da Fitch afirma que a contração no 4º trimestre chegou a setores-chave da economia brasileira, afetada pela redução de preços das commodities (que ainda dominam a pauta de exportações brasileira), pela restrição ao crédito, pelo aumento da desconfiança do consumidor e pela desaceleração do setor industrial.
Por isso, explica a analista, o Brasil, apesar de ser uma economia de maior porte, não tem melhores perspectivas que as demais na América Latina. Ela explica que a retração econômica média de 0,9% esperada para os países latino-americanos está relacionada ao resultado do México, que deve ter contração de 2,5%, e não a uma melhor situação do Brasil. “O México é afetado de forma desproporcional pela crise nos Estados Unidos."

Brasil não deveria contar com Washington para sair da crise, diz 'WSJ'

Jornal americano diz que é melhor para Lula fazer reformas internas do que colocar esperanças no consumidor americano.
BBC
23/03/2009
O Brasil não deveria depositar suas esperanças para sair da crise econômica global nos Estados Unidos, de acordo com artigo publicado nesta segunda-feira no jornal americano The Wall Street Journal (WSJ).
A colunista Mary Anastasia O'Grady, que integra o conselho editorial do diário especializado em finanças, disse que o Brasil se tornou uma "potência exportadora" na última década e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é hoje "um dos defensores mais ardentes do livre comércio global", mas as condições do mercado americano não são favoráveis.
"Atingido pela queda no preço dos imóveis, o consumidor americano abandonou a compra frenética e começou a economizar. Isto reduziu a demanda e não há muito que o Brasil possa fazer", disse o artigo.
O'Grady disse que Lula deveria usar sua posição de força como presidente para "impulsionar uma reforma dos pesados encargos fiscais do Brasil, que prejudicam a criação de empregos, ao invés de colocar suas esperanças na ação do governo dos Estados Unidos para ressuscitar o consumidor".
A colunista se mostrou impressionada com a palestra que o presidente brasileiro fez em uma conferência para investidores patrocinada pelo Wall Street Journal em sua visita a Nova York na semana passada. "Se a tarefa de um líder durante uma crise é inspirar confiança então (...) o presidente Lula da Silva estava fazendo horas extras."
Durante a palestra, Lula fez "algumas advertências sutis sobre como as coisas podem se tornar difíceis se os Estados Unidos continuarem a lidar mal com seu papel de liderança financeira" no mundo.
O'Grady disse que o presidente brasileiro "tem razão".
"O Tesouro (americano) gastou centenas de bilhões de dólares com o Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês) mas a confusão (...) ainda está minando a capacidade de empréstimo das instituições financeiras", afirmou a colunista.
Ela critica as medidas que o governo americano vem tomando para estimular a economia e lidar com as instituições financeiras, e diz que há risco de o dólar sofrer uma grande desvalorização.
Isso pode elevar o preço das commodities que o Brasil exporta, pelo menos em termos nominais, "mas não é uma receita para restaurar a saúde da economia que o Sr. da Silva diz ser tão necessária para o crescimento global", conclui o artigo.

Mexico's central bank cuts rates, eyes Fed swaps

Fri Mar 20, 2009 5:27pm ED
By Jason Lange and Michael O'Boyle
MEXICO CITY, March 20 (Reuters) - Mexico went on the offensive on Friday to counter a sharp economic downturn, slashing interest rates to jump-start growth and pledging to activate a line of credit with the U.S. Federal Reserve.
The central bank lowered its key interest rate by 75 basis points to 6.75 percent, surprising investors who had expected a repeat of a tepid 25-basis-point cut ordered in February.
Mexico's exports have collapsed as U.S. consumers buy fewer cars, televisions and other products made in Mexican factories, which have laid off hundreds of thousands of workers.The bank hopes lower borrowing costs will stem some of the bleeding and reverse the contraction in the economy.
The bank also toned down its concerns about inflation, which is running near a seven-year high, and suggested it was planning more interest-rate cuts.
"The direction is clear" for monetary policy, Central Bank Governor Guillermo Ortiz said in a radio interview from a banking convention in the Mexican resort of Acapulco.
The peso MEX01 strengthened on the rate cut, firming 0.52 percent to 14.1945 per dollar, while the benchmark IPC stock index .MXX fell 1.19 percent as the Federal Reserve's plan to rekindle consumer and small business lending fell short of expectations.
Ortiz said the slowing economy was significantly lowering inflationary pressures.
Mexico's central bank slowed the pace of its rate cuts last month after a 50-basis-point reduction in January as it worried that a steep fall in the peso's value was fueling inflation. The bank repeated those concerns on Friday in its monthly monetary policy statement, but noted market turbulence had eased recently.
"The central bank has woken up to the reality that the economy is so weak that its worries about inflation right now were a mistake," said Pedro Tuesta, an economist at 4Cast consultancy.
Deputy Finance Minister Alejandro Werner said on Thursday that Mexico's economy could shrink as much as 1.9 percent in 2009.

Brazil Shouldn't Count on Washington

Wall Street Journal
2009/03/23
By MARY ANASTASIA O'GRADY
If a leader's job during a crisis is to inspire confidence, then last week, on a visit to New York, Brazilian President Lula da Silva was working overtime.
Yet sprinkled between the marketing pitch to investors and the requisite socialist pledges to drive toward greater redistribution of income, Mr. da Silva also issued some subtle warnings about how difficult things might become if the U.S. further mishandles its financial leadership role.
Speaking to an investor conference sponsored by The Wall Street Journal, Mr. da Silva did his best to accentuate the positive. He noted that Brazil's debt to gross domestic-product (GDP) ratio is now 35% (a level not seen since 1978) and that "capital inflows have been going against the global tide."
More broadly, he talked of how the middle class, the domestic market and exports have all expanded under his guidance. Though the financial crises of the 1990s emanating from Mexico, Asia and Russia were all less severe than this one, Brazil is doing much better this time around, the president said.
The lunch crowd at the Plaza Hotel seemed to approve of the message, and perhaps the messenger even more. A former metal worker and union organizer, Mr. da Silva terrified investors with his fiery antimarket rhetoric in Brazil's 2002 presidential campaign. But since taking the helm in January 2003, he's earned a reputation for pragmatism.
He has become one of the world's most ardent defenders of global free trade. Once renowned for its periodic hyperinflationary bouts, Brazil now enjoys relative price stability, and Mr. da Silva, who adopted former President Fernando Henrique Cardoso's anti-inflation stance, deserves credit. Yet stability without growth doesn't get a poor country very far; that's why there's still plenty to fret about. Lula fretted out loud about some of it at a breakfast with Journal editors before the conference.
Brazil has become an export powerhouse over the past decade, and the main impediment to growth this year will be the collapse of global trade. This is showing up in falling industrial production, which contracted 12% in December. It was the largest drop in the 17 years that the government has been recording the data. Mr. da Silva says the economy will still grow this year, but a number of independent analysts forecast a contraction.
Global deleveraging is the main problem. Battered by the drop in housing prices, the American consumer has withdrawn from frenzied buying and has begun saving. This has reduced demand, and there is not much to do about it from Brazil. Mr. da Silva would be better off using his bully pulpit to push for a reform of Brazil's cumbersome tax code, which damps job growth, rather than pinning his hopes on U.S. government action to resuscitate the consumer.
But it is also true that there has been a contraction in trade financing. This is because, as bad assets have weakened the balance sheets of large global institutions and destroyed their capital bases, bankers have pulled in their horns. Citigroup, for example, was one of the leaders in trade financing in the region, and Brazil may be feeling the pinch from Citi's troubles.
Mr. da Silva sees a parallel to Japan in the 1990s, with its zombie banks unable to restore lending. The world, he warned, cannot afford to have the same thing happen in the U.S. because the U.S. plays a crucial role in the global economy. Translation: Washington has dropped the ball on dealing with the problem in the financial crisis -- bad assets. Will someone please pick it up?
He has a point. Treasury has spent hundreds of billions of dollars through its Troubled Asset Relief Program (TARP), but the distressed asset mess is still undermining the lending capacity of financial institutions.
What is more, the public now appears fed up with "bailouts" and "earmarks" and doublespeak from Washington. When Treasury finally gets around this week to asking taxpayers to open their wallets to fund the long-awaited "public-private" solution to the toxic asset quandary, Congress may balk. What then?
There is no small irony in the fact that the socialist president of Brazil is now smarting from too much government intervention in the U.S. Had financial institutions been told months ago that rescue is not an option, things would be different. Instead of waiting for the Treasury, they might have begun deconstructing bundled assets to figure out their worth and how to raise new capital. Allowing illiquid assets to be priced using cash-flow analysis for regulatory purposes months ago would have helped too. The government could even have acted as lender of last resort, with stipulations on dividends until the loans were repurchased.
None of that happened, and now the Federal Reserve is being instructed to paper over the problems. In the process it risks crashing the dollar. That may boost the prices of Brazil's commodity exports, at least in nominal terms, but it's not a recipe for restoring to health the economy that Mr. da Silva says is so necessary to global growth.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Europa também avalia mudança no valor justo

Valor Econômico
20/03/2009
As propostas dos Estados Unidos para relaxar as normas contábeis do valor justo dos ativos poderão alterar as práticas no mundo, depois que o órgão que define os padrões internacionais disse que também discutirá as mudanças.
A contabilidade pelo valor justo exige que as empresas divulguem a maior parte das posições financeiras pelos preços de mercado. Os críticos dizem que a queda dos preços reduziu o lucro dos bancos e minou as reservas de capital.
O Financial Accounting Standards Board dos EUA preparava anteontem a divulgação de um documento que dará a bancos e outras empresas mais liberdade na avaliação dos ativos financeiros.
Mais títulos serão avaliados por modelos de computador, em vez e por preços de mercado, e muitos deverão aumentar de valor. Uma mudança de regra poderá ser implementada já no mês que vem.
O International Accounting Standards Board (Iasb) concordou ontem em submeter os documentos aqueles que seguem suas regras - mais de cem países. Tanto o Iasb como seu congênere americano vinham resistindo às mudanças. Mas as pressões políticas nos EUA levaram às alterações, enquanto o Iasb foi forçado pela Comissão Europeia a amenizar as próprias regras no fim de 2008.
A mudança de regra iminente está atraindo críticas e elogios. "Vinha me perguntando há cerca de dois anos por que eles ainda não haviam feito isso", disse Ed Yardeni, da consultoria Yardeni Research. "A marcação a mercado implica que existe um mercado que fornece informações precisas, mas essa suposição foi por água abaixo."
Mas Shyam Sunder, professor da Universidade de Yale e crítico do valor justo, acha que a decisão foi mal avaliada. "Quando se olha o mercado para decidir as regras, é a mesma coisa que não ter regra nenhuma."
Lynn Turner, ex-diretora da comissão de valores mobiliários americana (SEC), disse: "Eles estão fazendo os padrões contábeis regredir quatro décadas".

Cayman dá acesso a dados para CVM

Valor Online / Catherine Vieira
20/03/2009
Um gestor de recursos se surpreendeu ao receber da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um pedido de explicação sobre uma operação feita pelo fundo na África do Sul. Esse tipo de procedimento, porém, pode se tornar comum quando a autarquia tem um convênio de cooperação com o país, como o que foi feito na semana passada com a Autoridade Monetária das Ilhas Cayman (CIMA, na sigla em inglês). Na prática, explica Augusto Pina, superintendente de relações internacionais em exercício, a Comissão de Valores Mobiliários terá acesso mais fácil e mais rápido sobre operações feitas em Cayman e vice-versa.
O memorando de entendimento com a CIMA foi o vigésimo nono a ser assinado pela CVM, mas o ex-presidente da autarquia, o advogado Francisco da Costa e Silva, avalia que este tem uma importância a ser considerada. "É um avanço importante, há grandes estruturas offshore localizadas em paraísos fiscais", analisa Costa e Silva.
Em tempos de uma crise causada, entre outros motivos, pela pouca transparência e regulação frouxa, os especialistas acreditam que os chamados paraísos ficais estão começando a ter de mudar algumas lógicas antigas para poder continuar atraindo os interessados em benefícios fiscais. "Podem ser locais que ofereçam vantagens fiscais, mas não funcionar como locais nos quais irregularidades e recursos ilícitos estão menos vulneráveis", afirma um advogado.
Esse especialista conta ainda que assim que foi divulgado o acordo de cooperação da CVM com a Cima, ele recebeu consultas de um cliente querendo entender o que significava. Ainda existem dúvidas, porém, se essa troca de informações entre as duas autoridades não esbarrará em regras locais de Cayman. A avaliação geral é que só a prática poderá testar a extensão e a eficiência do convênio, a depender do caso que surgir.
Algo que pode reforçar o acordo de cooperação é uma possível associação da CIMA à Iosco (entidade que congrega as comissões de valores de diversos países), algo que deve acontecer esse ano, na avaliação de Pina, da CVM.
Ao se tornar associada da Iosco, a autoridade de Cayman poderia tornar-se também signatária de um outro memorando de entendimentos, que envolve os associados da entidade.
Na visão de uma advogada especializada em mercado de capitais, esse convênio pode ter abrangência maior.
"A maior dificuldade desses acordos é que geralmente a entidade pode não fornecer os dados caso eles possam servir de base para um processo criminal", explica ela. Com isso, as informações ágeis relativas a suspeitas de operações com informação privilegiada, por exemplo, poderiam ainda ser difíceis de ser obtidas. "No caso dos que são signatários do memorando da Iosco, o processo é mais fácil, nesses casos, aí seria bastante significativo", diz.

Bancos brasileiros são 'exceção lucrativa' no setor, diz Economist

Segundo a revista, bancos brasileiros parecem estar seguros em meio à crise financeira mundial
BBC Brasil
20/03/2009
Os bancos brasileiros estão seguros e seriam uma "exceção" no setor em meio à crise, segundo reportagem publicada pela revista britânica Economist que chega às bancas nesta sexta-feira.
Comentando o corte de 1,5 ponto percentual da taxa de juros Selic na semana passada, a revista afirma que o Banco Central conseguiu cortar as taxas "dura e rapidamente", e que mais cortes são esperados.
"Esta é uma novidade bem vinda: no passado, a frágil moeda e a alta inflação impediam que o país adotasse medidas anti-cíclicas como esta", afirma a reportagem.
Mas a revista destaca que os cortes nas taxas não estão sendo repassados para os clientes, alimentado a discussão sobre os altos lucros dos bancos com seus spreads (a diferença entre as taxas cobradas sobre o dinheiro que o banco toma emprestado e que ele empresta aos seus clientes).
"Os bancos brasileiros podem ser caros, mas pelo menos eles estão seguros", diz a Economist, "Até agora, nenhum deles teve problemas com a crise financeira mundial. Isso pode ser porque seus lucros com as atividades diárias são tão altos que eles não precisaram assumir riscos tolos."
A Economist afirma que, segundo um cálculo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), o Brasil tem os spreads bancários mais altos do mundo.
O cálculo, no entanto, é disputado pela Federação de Bancos, que alegam que os spreads são inflados pelos impostos sobre as transações bancárias.
De acordo com a revista, a segurança também se deve ao fato de os regulamentos serem mais duros desde que vários bancos quebraram quando a inflação foi domada, em meados dos anos 90.

Arrecadação cai 27% em fevereiro e tem pior resultado desde 2006

Folha Online / Eduardo Cucolo
20/03/2009
A arrecadação de impostos e contribuições do governo federal caiu 27% em fevereiro na comparação com janeiro. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pela Receita Federal, foram arrecadados R$ 45,106 bilhões no mês passado. Esse é o pior resultado desde maio de 2006.
Esse é o segundo mês consecutivo de queda na arrecadação em relação ao mês anterior e o quarto em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com fevereiro de 2008, a queda foi de 11,5% (descontando a inflação do período).
No primeiro bimestre do ano, a arrecadação recuou 9,11% e ficou em R$ 106,886 bilhões. Considerando dados corrigidos pelo índice oficial de inflação (IPCA), a maior queda no bimestre foi do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que recuou 26,25%. Também houve recuo no Imposto de Renda para pessoas jurídicas e físicas, de 6%; na Cofins, de 18,4%; e no PIS/Pasep, de 13,25%.
A Receita cita, entre os motivos para a queda, "a redução no crescimento de indicadores macroeconômicos", como a produção industrial, a venda de bens, o que influenciou a arrecadação do IPI e do PIS e Cofins. A redução no lucro das empresas foi o fator que afetou o IRPJ/CSLL.
O IPI sobre automóveis, reduzido para impulsionar as vendas de carros, caiu 92,5% em fevereiro na comparação anual, mas subiu 3,41% em relação a janeiro, devido à recuperação do setor.
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que incide também sobre o crédito, caiu 16,2% no ano e 2,5% no mês.
As receitas da Previdência subiram 2,9%, para R$ 29,4 bilhões no bimestre. Em fevereiro, houve aumento de 3,57% em relação ao mesmo período do ano passado e queda de 3,69% na comparação com janeiro.

UPDATE 2-Brazil relaxes budget target and spending cuts

Thu Mar 19, 2009 5:00pm EDT
(Recasts, adds details, context, quotes, byline)
By Isabel Versiani and Raymond Colitt
BRASILIA, March 19 (Reuters) - Brazil's government said on Thursday it will reduce its primary budget surplus target in 2009 and freeze less spending than initially planned even after a sharply slowing economy caused tax income to tumble.
Some analysts said Brazil was beginning to abandon an ultra-conservative fiscal position and boost counter-cyclical spending to help combat the crisis.
The government intends to reduce its primary budget surplus target, which excludes debt payments, by 0.5 percent of gross domestic product to 3.3 percent of GDP, Planning Minister Paulo Bernardo said.
It is the first time Brazil would not consider some priority spending, worth 0.5 percent of GDP, as part of the primary budget surplus under an agreement with the International Monetary Fund.
The primary budget surplus, which excludes interest rates, is closely watched by investors as a gauge of a country's ability to service its debt.
At the same time, the government would freeze only 21.6 billion reais ($9.61 billion) in spending, compared with a temporary freeze of 37.2 billion reais it had announced in January.
The government will essentially tighten spending by less than it had projected in January."In January we didn't know what was going to happen with the revenues and the 37 billion was a cautious, conservative calculation," Bernardo told a news conference.

Spread bets

Mar 19th 2009 SÃO PAULO
From The Economist print edition
A different sort of banker-bashing
WITH the economy sliding towards recession, at least Brazil’s Central Bank finds itself able to cut interest rates hard and fast. On March 11th it slashed its benchmark Selic rate by one-and-a-half percentage points, to 11.5%. Further cuts are expected. A welcome novelty: in the past, a fragile currency and roaring inflation prevented such counter-cyclical measures. But the rate cuts are not being passed on fully to borrowers, fanning an argument about the fat spreads charged by Brazil’s banks (ie, the difference between the rates at which they borrow and at which they lend).
According to a calculation by the Institute for Industrial Development (IEDI), a lobby group, Brazil has the highest bank spreads in the world, even if they are a bit lower than they were (see chart). The Brazilian Federation of Banks disputes these figures, claiming that they compare apples with jabuticaba. The banks say that the spreads are inflated by taxes on banking transactions.
The government thinks the banks could do much more to lower the cost of credit. It is considering ordering state-owned banks—there are three giant ones—to take over some small private banks and lend at lower rates. But sceptics note that some of the state banks, which account for around 40% of the system, pocket spreads which are as high as those of their private rivals.
In a study of bank spreads, the Central Bank concludes that in 2007 the biggest single element (37.5% of the total) was profit. But provisions for loan default were almost as large, and will rise as the economy worsens. The banks blame their high level of loan-loss provision on the frailty of Brazilian courts, which are slow and often kind to debtors.
The third-biggest chunk of the spread comprises taxes. The private banks say there is a fourth element: the directed loans the government obliges them to make at subsidised rates to favoured groups (such as farmers and small businesses) require them to charge their other clients more. They also have to deposit half of their reserves at the Central Bank, for a low return.
Brazil’s banks may be expensive, but at least they are safe. None has yet been troubled by the world financial turmoil. That may be because their profits from everyday banking were so high that they had no need to take silly risks. It is also because bank regulation was tightened after several went bust when inflation was tamed in the mid-1990s.
As evidence that the market is open, bankers point to Spain’s Santander, which has a reputation for competing aggressively on consumer loans and mortgages and which is now Brazil’s third-biggest private bank. But Santander’s Brazilian operations are half as profitable again as its worldwide average. HSBC and Citibank have small operations in Brazil, which are doing nicely. One way or another, Brazilian banking seems likely to remain a profitable exception to the disasters elsewhere.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Estudo faz levantamento inédito de oportunidades e carências do mercado de sustentabilidade no Brasil

Portal Fator
19/03/2009
O mercado sustentável brasileiro representa 0,8% do mercado mundial e deve crescer cerca de 5 a 7% ao ano até 2020. O índice é próximo ao crescimento esperado do mercado mundial, estimado em torno de 6,5% ao ano até 2020. Apesar da perspectiva favorável, atualmente as companhias nacionais investem menos de 1% de seu faturamento em tecnologias sustentáveis e a ampliação do investimento depende principalmente de três fatores: custos de equipamentos mais atrativos, a partir da ampliação da oferta doméstica e melhor acesso à importação; maior intercâmbio tecnológico; e harmonização e simplificação da legislação, com fiscalização mais transparente e efetiva.
Estas conclusões fazem parte do estudo “Tecnologias Sustentáveis no Brasil”, realizado pela consultoria Roland Berger Strategy Consultants, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil Alemanha. Iniciado no segundo semestre de 2008, o estudo foi desenvolvido em três partes: pesquisa secundária, pesquisa online com 100 empresas brasileiras líderes de mercado e entrevistas pessoais com 10 das maiores empresas no país.
A maioria dos participantes da pesquisa identificou insuficiências sérias na disponibilidade de tecnologias sustentáveis no Brasil, como equipamentos e tecnologias para redução de emissões atmosféricas, para a promoção de energias renováveis ou eficiência energética ou para a melhoria na gestão dos resíduos sólidos.
Segundo o estudo, em 2007, os investimentos brasileiros em meio ambiente (gestão de resíduos sólidos, água e saneamento e poluição atmosférica) somaram US$ 5,2 bilhões, enquanto os investimentos em energias renováveis foram de US$ 6,7 bilhões.
“Podemos afirmar que houve grandes avanços, mas comparando com a Alemanha, o potencial de crescimento é evidente: o setor ambiental daquele país é cerca de 15 vezes maior que o mercado brasileiro, totalizando aproximadamente US$ 82 bilhões; e os investimentos em energia renováveis giram em torno de US$ 40 bilhões, aproximadamente seis vezes o mercado brasileiro”, analisa Thomas Kunze, sócio da Roland Berger Strategy Consultants.
Embora a sustentabilidade e a preocupação ambiental tenham avançado nos últimos anos, o Brasil ainda enfrenta grandes desafios: o índice de reciclagem é de apenas 12% (comparado com 57% na Alemanha), somente 39% das cidades possuem destinação adequada para resíduos sólidos e o saneamento básico está disponível em apenas 51% dos domicílios . A legislação ambiental também se desenvolveu, mas ainda há espaço para fortalecimento da aplicação de novas regulamentações.
“Esse cenário aponta para grandes oportunidades de desenvolvimento do mercado sustentável no Brasil. Assim, é esperado um crescimento do investimento público no setor, ampliando as oportunidades de parcerias público–privadas (PPPs), concessões e privatizações. Além disso, o Brasil se tornou uma importante força em determinadas tecnologias sustentáveis e deve alavancar esta liderança em escala global”, destaca Thomas Kunze.

Brasil tenta recuperar fluxo comercial com a Argentina

DCI / Karina Nappi
19/03/2009
A visita da presidente da Argentina, Cristina Kirchner ao Brasil, que acontece amanhã em São Paulo, pode ser o primeiro sinal de tentativa de acordo entre os dois países, para a recuperação do fluxo comercial, que vem em trajetória de queda. Analistas ouvidos pelo DCI disseram que o crescimento da balança comercial e o fluxo verificados no ano passado não serão repetidos pelos próximos dois anos. A balança comercial continuará superavitária para o Brasil, e o fluxo comercial não deve passar dos US$ 18 bilhões, após os US$ 30 bilhões registrados no ano passado.
O Brasil fechou o mês de fevereiro com um aumento de 7,79% nas exportações para a Argentina e 9,52% nas importações em relação ao mês anterior. Estes dados possibilitaram o crescimento da balança comercial entre os países que desde novembro do ano passado sofre com fortes quedas na corrente comercial. De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior até novembro de 2008 os valores de exportação passavam com folga a casa do bilhão exportado, este mês a balança fechou com somente US$ 693 milhões, se comparado com fevereiro do ano anterior houve uma queda de 49,52%.
Um dos principais motivos apontados pelo gestor de negócios da Câmara Brasil-Argentina do Rio Grande do Sul, Jorge Flores, é a retração do comércio mundial e não somente do comércio entre os países vizinhos. No entanto, o desequilíbrio a favor do Brasil será constante, uma vez que a Argentina ainda não conseguiu recuperar sua economia, antes mesmo desta crise financeira. "A Argentina precisa criar um pensamento de longo prazo, pois só assim conseguirá se recuperar tão rapidamente quanto é previsto", explica Flores.
O valor total exportado para a Argentina sofreu uma queda de 47,42% quando comparado com o mesmo período de 2008. No entanto, se compararmos com o mês anterior, houve um aumento de 7,79%. Segundo o professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, o motivo apresentado foi à quebra na produção de alimentos por motivos naturais, sofridos pela Argentina. "O nosso vizinho sofreu uma forte seca, o que prejudicou sua produção no trimestre passado e no primeiro trimestre deste ano, e fez com que fosse importado um número superior de produtos."

A importância da gestão tributária no atual cenário econômico

FISCOSoft / André Koller Di Francesco Longo
19/03/2009
Gestão Tributária! Pois é. Inadmissível seria tocar em ponto de tamanha importância sem introduzir o presente com as palavras de Sidney Smith relatando a Inglaterra de 1.840, em que assim transcrevia a situação que via:
" Taxam todos os artigos que entram na bocca, cobrem o corpo ou estão debaixo dos pés; taxam o calor da luz e a locomoção; taxam tudo que existe sobre ou nas águas; tudo o que vem do estrangeiro ou se fabrica no país; taxam a matéria prima e todo novo valor accrescentado pelo trabalho do homem; taxam o molho d alcaparra, que aguça o apetitte, e a droga que restitue a saúde; o arminho que orna a toga do juiz, e a corda que enforca o criminoso ; o sal do pobre e os condimentos dos ricos; os pregos de cobre dos ataúdes , e as fitas da noiva.
No leito ou em pé, ao levantar ou deitar, é preciso pagar".
Certamente, apesar do transcurso do tempo este texto encontra-se tão atual por retratar uma situação vivida por todos, demonstrando como o Estado sempre lidou com a tributação e como os contribuintes estão submetidos a ela.
Desta forma, estar submetido a uma situação é diferente de saber lidar com ela. Assim, através de um choque ortodoxo a Gestão tributária visa confrontar conhecimentos da administração, contabilidade e direito, buscando em uma visão multidisciplinar aparato técnico para apoiar o tomador de decisões, aquele que pode até demitir todos seus funcionários, ficar esquecido pela sociedade, mas sempre será lembrado pelo Estado que jamais o esquecerá até o último tostão de tributo pago, mesmo que seja na penumbra do cárcere.
Assim, como a atual crise econômica teve origem no mercado de crédito e não no mercado de trabalho, é importante buscar estímulos fiscais ao aumento de gastos.
Desta forma, a Gestão Tributária busca compor visões distorcidas por cada "expert" e seus próprios óculos, situação onde cada profissional deve externar o máximo de conhecimentos em relação a sua área de especialidade, mensurando o impacto econômico de cada decisão tomada em relação a situação tributária da Empresa.
Assim, Estados devem Cooperar, pois as Empresas vão buscar as melhores vantagens com menos onerosidade. Então, se é bom ter o Empresário por perto - pois ele gera impostos, empregos e cria riquezas - Porque não uma anistia fiscal?
Certamente em tempos de crise, muitos empobrecem mas outros tantos enriquecem, e talvez temos à acertiva daqueles que lograram êxito na forma em que foram amparados para tomada de suas decisões.
Desta forma, gestão tributária é um trabalho interpretativo, traçado pela linha da legalidade, sendo árduo na medida em que deve prosseguir na busca da sobrevivência econômica das Empresas e na criação de uma sociedade fiscalmente justa, antes de chegarmos a um fim bem retratado nas palavras de Marcelo Campos: Que a própria morte venha a ser considerada uma prática evasiva.

Pesquisa: 74% das empresas esperam lucro menor em 2009

Reuters
19/03/2009
Uma sondagem da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) junto às suas associadas detectou que a maioria delas espera queda nos lucros, na receita e no nível de empregos em 2009, quando comparado ao ano anterior.
De acordo com a pesquisa, que ouviu companhias dos setores de energia elétrica, petróleo e gás, saneamento básico, portos, rodovias, telecomunicações e ferrovias, 74% das companhias espera lucro menor em 2009, enquanto 20% acreditam em aumento dos ganhos e 6% esperam que ele se mantenha no mesmo patamar de 2008.
Entre as companhias ouvidas, 41% também espera receitas menores este ano, ante um índice de 35% que acredita em aumento das vendas. Além disso, segundo a pesquisa, 69% das entrevistadas acredita que o nível de emprego ficará menor este ano sobre 2008, enquanto 20% espera aumentar os quadros e 11% projeta manter a base inalterada.
Entre os dados positivos apontados pela sondagem da Abdib está a declaração da maioria das empresas de que os investimentos serão mantidos e até elevados. Um total de 43% das ouvidas afirmou que as empresas investirão mais em 2009 que no ano passado, enquanto 22% vêem o investimento estável e 35% projeta redução no capital investido.
A maior parte dos empresários (54%) também acredita que a inflação deste ano será menor que em 2008. Para 57% dos consultados, a atual taxa de câmbio será mantida e todos os empresários acreditam na manutenção da queda da taxa Selic - 80% estimam que ela chegue a 9,75% no final deste ano.

Emerging Markets Spared Worst Start on China, Chile (Update1)

By Michael Patterson
March 19 (Bloomberg) -- Just about the only equities gaining in the worst start to a year for the global stock market since 1990 are emerging economies, from Shanghai to Santiago and Tunis to Taipei.
Of the 15 benchmark indexes that rose this year, only one is from a developed country, Sweden. China’s Shanghai Composite Index rallied 22 percent and Russia’s Micex Index rose 20 percent. The gains during the first global recession since World War II are a surprise because emerging markets suffered more than the U.S. and western Europe during past economic slowdowns, according to RidgeWorth Investments’ Alan Gayle.
“Historically we grouped all the emerging markets together and said they were more vulnerable to economic downturns,” said Gayle, a Richmond, Virginia-based senior investment strategist at RidgeWorth, which oversees about $60 billion. “This cycle has made apparent the differentiation within emerging markets. The relative growth story remains good in some of these countries.”
Investors flocked to China on forecasts its economy will grow 8 percent this year, while shares in Russia, Brazil and Chile climbed as prices for their oil, iron ore and copper rebounded after the worst drop in the Reuters/Jefferies CRB Index on record last year. The MSCI World Index was down 14 percent for the quarter through yesterday after paring a loss of as much as 25 percent this year.
‘Bear-Market Rally’
The MSCI World advanced 1.5 percent at 9:22 a.m. in London today on speculation the Federal Reserve’s plan to buy $300 billion of government bonds may end the recession. The MSCI Emerging Markets Index rose 1.9 percent.
The gains since March 9, driven by speculation that the worst of financial-company losses are over after the biggest U.S. banks said they were profitable in January and February following $1.2 trillion in writedowns worldwide, signal a “bear-market rally,” said Morgan Stanley Global Wealth Management’s David Darst.
“Don’t think that the winter is over,” said Darst, the New York-based company’s chief investment strategist. “This is a time maybe to take some profits.”
While the Shanghai index of shares listed in mainland China rose this year, the shares of those stocks traded in Hong Kong fell as international investors lost confidence in China’s earnings growth, and the economic expansion slowed.
Seven of the countries with rising stock indexes in 2009 -- Colombia, Peru, Venezuela, Pakistan, Tunisia, Jamaica and Sri Lanka -- have a total market capitalization under $100 billion, compared with $9.4 trillion in the U.S.
‘Bottoming Process’
“There may be momentary trading opportunities” in developing countries, said Frederic Dickson, who oversees $20 billion at D.A. Davidson & Co. in Lake Oswego, Oregon. Most markets will tend to “shadow the U.S. market, which seems to be going through a volatile bottoming process,” he said.
In Russia, the world’s largest energy exporter, the stock market surged this year as policy makers stabilized the ruble after it dropped 34 percent since June by raising interest rates, curbing bank refinancing and threatening to sell more foreign reserves.
Oil’s 7.9 percent rebound this year through yesterday helped drive the rally. Moscow-based OAO Lukoil, Russia’s second-biggest producer, gained 27 percent. Even after this year’s advance, the Micex is valued at 3.4 times its companies’ reported profits, the lowest level among major markets worldwide, Bloomberg data show.
China Stimulus Plan
“The best reason to go long Russia today is that it’s so cheap,” said James Beadle, the chief investment strategist at Pilgrim Asset Management Ltd. in Moscow. “I also believe there’s going to be a resurgence of some kind in the resource sector” as countries boost infrastructure spending, he said.
China’s Premier Wen Jiabao said this month that the government’s 4 trillion yuan ($585 billion) stimulus package will keep its 8 percent growth target for this year within reach, even after exports fell 26 percent in February.
Anhui Conch Cement Co., China’s largest producer, climbed 36 percent this year as New York-based Goldman Sachs Group Inc. and Frankfurt-based Deutsche Bank AG upgraded the shares, citing increased demand. Conch is based in Wuhu, Anhui province.
“Within emerging markets, we have China high up the list because of the policy effort,” said Michael Dicks, the London- based head of research and investment strategy at Barclays Wealth, which oversees about $203 billion.
Chile, Israel
Brazil’s Bovespa index climbed 6.9 percent as higher iron- ore imports from China sparked a 13 percent rally in Rio de Janeiro-based Cia. Vale do Rio Doce, the world’s biggest manufacturer. The country’s banking system is also boosting investor confidence after Brazilian lenders avoided the mortgage losses that dragged down bank shares across Europe and the U.S., according to Deutsche Bank analyst Mario Pierry.
The IPSA index in Chile, the world’s biggest copper maker, added 5.7 percent this year as prices for the metal rallied 33 percent and the central bank cut interest rates at the fastest pace in 15 years.
Israel’s TA-100 Index increased 7.6 percent after a natural- gas discovery off the coast of Haifa boosted shares of Petach Tikva-based Avner Oil & Gas Ltd. and Netanya-based Delek Group Ltd. by more than 120 percent. Taiwan’s Taiex index added 9.9 percent on higher sales forecasts for Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. and Mediatek Inc. tied to stronger demand from China. Both companies are based in Hsinchu.
South Korea’s Kospi climbed 4 percent, helped by an improved profit outlook for Suwon-based Samsung Electronics Co.
Sweden’s OMX Stockholm 30 Index rose 0.1 percent as the nation’s weakening currency improved the earnings projections for exporters such as Stockholm-based Ericsson AB.
“There are early signs that a little bit more risk-taking is afoot,” said Mark Konyn, the Hong Kong-based chief executive officer of RCM Asia Pacific Ltd., which oversees $11 billion. “We’re starting to see at the margin a re-allocation to equities.”

Brazil’s Central Bank Sees Room to Cut Rates as Demand Slows

By Andre Soliani and Joshua Goodman
March 19 (Bloomberg) -- Brazilian central bank policy makers said they have room to keep cutting interest rates as domestic demand and the economy slow, according to the minutes of their March 10-11 meeting posted on the bank’s Web site today.

quarta-feira, 18 de março de 2009

SP e PR formalizam acordo para implantar substituição tributária

Os fabricantes de SP que enviarem mercadorias para o PR, ou vice-versa, recolherão o ICMS antecipado para o estado vizinho
InfoMoney
18/03/2009
Os governadores de São Paulo, José Serra, e do Paraná, Roberto Requião, assinaram na segunda-feira (16) o Termo de Cooperação entre os dois estados. Com isso, foram formalizados os dois primeiros protocolos tratando da implantação do mecanismo da substituição tributária do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) para operações entre essas unidades federativas.
Por enquanto, o acordo envolve produtos do setor de cosméticos, perfumaria, artigos de higiene pessoal e toucador, setor de colchões, suportes elásticos para camas, travesseiros e pilloow top (camada de espuma revestida colocada sobre o colchão).
Pelo novo acordo firmado, os fabricantes de São Paulo que enviarem mercadorias para o Paraná, ou vice-versa, recolherão antecipadamente o ICMS em benefício do estado vizinho. O regime da substituição tributária permite que a indústria ou o importador recolha todo o ICMS que seria pago nas etapas seguintes de comercialização até a venda ao consumidor final.

Pouco crédito leva empresas maiores a financiar menores

Agência Brasil
18/03/2009
A falta de crédito está fazendo com que as empresas maiores financiem as menores. A afirmação é do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto. "As empresas de primeira geração financiam os outros elos da cadeia produtiva, financiam seus clientes", disse Monteiro.
Segundo ele, a falta de disponibilidade de crédito externo e a retração dos pequenos e médios bancos são responsáveis pela necessidade da indústria de se auto-financiar. De acordo com Monteiro, a pequena disponibilidade de financiamento faz com que as grandes empresas absorvam todo o crédito do mercado, deixando as companhias menores sem opção. "Essa diminuição (de crédito) penalizou fortemente as pequenas e médias empresas", afirmou.
O presidente da CNI acredita que essa dinâmica de financiamento seja um dos fatores que levaram à diminuição da procura por crédito registrado pelo indicador Serasa. Pelo índice, no mês de fevereiro, as micro e pequenas empresas reduziram em 4,4% a demanda por empréstimos junto as instituições financeiras em relação ao mesmo período do ano passado. Monteiro descartou que a inadimplência está levando as pequenas empresas a perderem o interesse em fazer novas dívidas. Na avaliação do presidente da CNI, a inadimplência é alta, mas "não é nada que seja dramático". No entanto, ressaltou que a crise financeira pode levar a um aumento gradual da inadimplência.

OCDE teme que crise bloqueie investimentos do PAC

Terra / Lúcia Jardim
18/03/2009
Um estudo da Diretoria de Agricultura e Comércio da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE), divulgado nesta terça-feira, conclama as grandes economias emergentes a investir mais nas produções agrícolas locais, sem, no entanto, que isso represente a redução das exportações. No caso do Brasil, a entidade exaltou "potencial de melhora muito necessária em infra-estrutura", visada pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas teme que a crise econômica bloqueie os investimentos.
"A crise financeira pode ter severos impactos no sucesso deste programa", diz o relatório. "No mercado interno, não podemos descartar o risco de faltar dinheiro para a produção. Além disso, podem faltar recursos para as obras de infra-estrutura que auxiliam a produção. Estes poderão ser os efeitos diretos da crise financeira no crédito para produção agrícola brasileira", avaliou Olga Melyukhina, responsável pelos dados do Brasil e da Ucrânia.
"Mas é muito cedo para dizer o quanto a crise vai afetar o setor, inclusive porque a desvalorização do real face ao dólar poderá ter um papel importante para minimizar os efeitos. Não podemos esquecer que como o Brasil tem uma extensão de terras enorme, ele tem uma capacidade muito maior para fornecer mais para os países que têm piores condições de produção", ponderou a especialista.

Crise mundial diminui arrecadação nos Estados, aponta Ipea

Folha Online
18/03/2009
A crise financeira já pode ser medida também pela queda da arrecadação do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) pelos Estados, principal fonte de recursos das unidades da federação, aponta estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta terça-feira.
De acordo com os dados compilados pela entidade, "os efeitos negativos da crise se fizeram sentir a partir do mês de outubro de 2008". O número de Estados com redução na arrecadação do imposto foi de nove em outubro, 12 em novembro e 16 em dezembro. O levantamento, porém, não cita o valor médio da redução.
Apesar das reduções, a evolução anual de arrecadação ficou em 17,21% no ano passado. "Houve, portanto, um acréscimo real de receita significativo. Tal desempenho, no entanto, não deve ser esperado para o ano de 2009, a menos que o país demonstre uma excepcional capacidade de recuperação", avalia o Ipea no estudo.
A queda ocorre porque o consumo por parte das família está menor --seja pelo temos da instabilidade ou pela perda do emprego--, e consequentemente com menos vendas, menos impostos são arrecadados.