Agência Estado
12/08/2009
O Departamento do Tesouro dos EUA enviou ao Congresso um projeto de lei preliminar no qual detalha como pretende submeter à regulamentação federal todos os derivativos negociados no mercado de balcão norte-americano. De acordo com o documento, os derivativos classificados como "padrão" serão processados por meio de câmaras de compensação, que garantem as transações e ajudam a amortecer os impactos de um possível não pagamento.
Segundo o Tesouro, serão inicialmente considerados como "padrão" os "derivativos de balcão aceitos por qualquer câmara de compensação central". Posteriormente, no entanto, a definição será apurada por agências reguladoras.
Os derivativos que não puderem ser processados pelas câmaras de compensação enfrentarão exigências de capital e de margem mais severas. Além disso, os dados sobre a negociação destes produtos serão armazenados e disponibilizados integralmente para as agências reguladoras federais. O projeto de lei prevê ainda a criação de regras que exijam a negociação dos derivativos padronizados em bolsas ou por meio de plataformas eletrônicas reguladas, de forma a melhorar a transparência dos preços.
Segundo os planos do Tesouro, todos os derivativos e as companhias que os negociam estarão sujeitos a algum tipo de regulação federal. A Securities and Exchange Comission (SEC) - comissão de valores mobiliários dos EUA - e a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) dividirão a jurisdição sobre os derivativos negociados no mercado de balcão e também regularão as câmaras de compensação.
As duas agências regularão ainda os principais participantes do mercado de derivativos no balcão e os operadores de derivativos que não sejam bancos. Os grandes bancos que negociam derivativos, por sua vez, serão supervisionados pelas agências reguladoras de bancos. A CFTC e a SEC também terão autoridade para impor limites de negociação em alguns tipos de produtos negociados no mercado de balcão que sirvam como referência de preço - algo que havia sido solicitado pelo presidente da CFTC, Gary Gensler.
O projeto de lei apresentado pelo Tesouro é uma das respostas da administração Obama à crise financeira que, segundo alguns analistas, teria sido parcialmente gerada pelas negociações de produtos financeiros que não possuíam uma regulamentação devida, como os credit default swaps (CDS).
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Tesouro dos EUA apresenta projeto para derivativos
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Agência de Notícias
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12.8.09
Marcadores: Governança
Mercado interno atrai novos investimentos
Na terceira onda, coreanos e chineses terão de enfrentar concorrentes tradicionais mais preparados
Valor Online / Marli Olmos
12/08/2009
Nos dois últimos anos, o mercado brasileiro de veículos saltou cinco posições no ranking mundial. Passou do décimo para o quinto maior volume anual de vendas. É esse o principal motivo que leva as montadoras a se interessarem tanto pelo Brasil e deverá, aliado à crise nos países desenvolvidos, ser o impulso para uma nova onda de ampliações industriais do setor no país. Os investimentos dos fabricantes de veículos para o período entre 2007 e 2012 deverá ficar perto de US$ 15 bilhões. Somente os planos das empresas que já atuam no país já somam quase US$ 12 bilhões.
Ao contrário do que aconteceu em outras épocas, desta vez os fabricantes de veículos não vêm no impulso de aproveitar incentivos fiscais. As vantagens oferecidas pelos governos marcaram as ondas de investimento do setor automotivo na década de 50 e uma vez mais em meados de 90, com o regime automotivo, que ofereceu redução de impostos em troca de fábricas e promessas de exportação.
Talvez também pela falta desses atrativos fiscais, as manifestações de interesse pelo país e os programas de investimentos já em curso não vieram em conjunto. Os anúncios tem sido feito pouco a pouco. Alguns silenciosamente. Surgem à medida em que as multinacionais percebem a persistência do ritmo das linhas de montagem no país. Desta vez não há como fazer promessas em favor do aumento de divisas para o país porque a exportação de carros deixou de ser um bom negócio. O que chama a atenção agora é o mercado doméstico.
Ainda que turbinadas recentemente com a redução do IPI, as vendas de carros no Brasil esbanjam em seu histórico potencial de crescimento. Por isso, embora algumas empresas estejam segurando planos de expansão à espera de como o mercado doméstico vai reagir ao final do incentivo fiscal, no fim do ano, nenhum projeto foi cancelado.
Os olhares que se voltam com mais intensidade para o mercado brasileiro vêm agora de novas partes do mundo. Coreanos da Hyundai e chineses da Chery prometem instalar no país fábricas de onde sairão veículos que o brasileiro ainda nem conhece.
Instaladas no país há décadas, as montadoras das marcas com as quais o brasileiro já está acostumado mostram que não vão entregar esse mercado facilmente. No mês passado, a General Motors anunciou investimento de US$ 1 bilhão em Gravataí (RS). Na semana passada, uma apresentação da VW para fornecedores revelou a intenção de elevar a produção para 1 milhão de carros em 2012, um salto de 39% em relação a 2009.
As pequenas iniciativas também contam. Praticamente todas as montadoras começaram a chamar trabalhadores que haviam sido dispensados no auge do aperto no crédito. Na quinta-feira, o grupo Renault anunciou a contratação de mais 600 e a abertura do segundo turno em uma das suas duas fábricas.
A indústria automobilística está sufocada nos países de origem. Dos 20 maiores mercados de veículos do planeta, apenas cinco apresentaram crescimento na primeira metade do ano. Nesse grupo, o Brasil está acompanhado de Turquia, Índia, China e surpreendentemente pela Alemanha - que desfrutou de uma demanda atraída pelos bônus do governo.
Na disputa pelos futuros investimentos, o Brasil terá de brigar com países como Índia e China. Até aqui, a engenharia brasileira levava vantagem no desenvolvimento dos carros. Mas, com o avanço do desenvolvimento da indústria na China - que logo ultrapassará EUA em numero de vendas - esse triunfo está praticamente anulado. Para alguns, haverá espaço para o crescimento de Brasil e China, sem confrontos. Cada um está num lado do planeta e deverá servir de base de abastecimento dos países vizinhos.
Para o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, o Brasil é a nova vitrine mundial. Mas, diz ele, o país tem de fazer ajustes internos em questões como logística e simplificação da tributação se quiser pleitear lugar de destaque no novo mapa de produção de veículos.
Mercado interno atrai novos investimentos
Na terceira onda, coreanos e chineses terão de enfrentar concorrentes tradicionais mais preparados
Valor Online / Marli Olmos
12/08/2009
Nos dois últimos anos, o mercado brasileiro de veículos saltou cinco posições no ranking mundial. Passou do décimo para o quinto maior volume anual de vendas. É esse o principal motivo que leva as montadoras a se interessarem tanto pelo Brasil e deverá, aliado à crise nos países desenvolvidos, ser o impulso para uma nova onda de ampliações industriais do setor no país. Os investimentos dos fabricantes de veículos para o período entre 2007 e 2012 deverá ficar perto de US$ 15 bilhões. Somente os planos das empresas que já atuam no país já somam quase US$ 12 bilhões.
Ao contrário do que aconteceu em outras épocas, desta vez os fabricantes de veículos não vêm no impulso de aproveitar incentivos fiscais. As vantagens oferecidas pelos governos marcaram as ondas de investimento do setor automotivo na década de 50 e uma vez mais em meados de 90, com o regime automotivo, que ofereceu redução de impostos em troca de fábricas e promessas de exportação.
Talvez também pela falta desses atrativos fiscais, as manifestações de interesse pelo país e os programas de investimentos já em curso não vieram em conjunto. Os anúncios tem sido feito pouco a pouco. Alguns silenciosamente. Surgem à medida em que as multinacionais percebem a persistência do ritmo das linhas de montagem no país. Desta vez não há como fazer promessas em favor do aumento de divisas para o país porque a exportação de carros deixou de ser um bom negócio. O que chama a atenção agora é o mercado doméstico.
Ainda que turbinadas recentemente com a redução do IPI, as vendas de carros no Brasil esbanjam em seu histórico potencial de crescimento. Por isso, embora algumas empresas estejam segurando planos de expansão à espera de como o mercado doméstico vai reagir ao final do incentivo fiscal, no fim do ano, nenhum projeto foi cancelado.
Os olhares que se voltam com mais intensidade para o mercado brasileiro vêm agora de novas partes do mundo. Coreanos da Hyundai e chineses da Chery prometem instalar no país fábricas de onde sairão veículos que o brasileiro ainda nem conhece.
Instaladas no país há décadas, as montadoras das marcas com as quais o brasileiro já está acostumado mostram que não vão entregar esse mercado facilmente. No mês passado, a General Motors anunciou investimento de US$ 1 bilhão em Gravataí (RS). Na semana passada, uma apresentação da VW para fornecedores revelou a intenção de elevar a produção para 1 milhão de carros em 2012, um salto de 39% em relação a 2009.
As pequenas iniciativas também contam. Praticamente todas as montadoras começaram a chamar trabalhadores que haviam sido dispensados no auge do aperto no crédito. Na quinta-feira, o grupo Renault anunciou a contratação de mais 600 e a abertura do segundo turno em uma das suas duas fábricas.
A indústria automobilística está sufocada nos países de origem. Dos 20 maiores mercados de veículos do planeta, apenas cinco apresentaram crescimento na primeira metade do ano. Nesse grupo, o Brasil está acompanhado de Turquia, Índia, China e surpreendentemente pela Alemanha - que desfrutou de uma demanda atraída pelos bônus do governo.
Na disputa pelos futuros investimentos, o Brasil terá de brigar com países como Índia e China. Até aqui, a engenharia brasileira levava vantagem no desenvolvimento dos carros. Mas, com o avanço do desenvolvimento da indústria na China - que logo ultrapassará EUA em numero de vendas - esse triunfo está praticamente anulado. Para alguns, haverá espaço para o crescimento de Brasil e China, sem confrontos. Cada um está num lado do planeta e deverá servir de base de abastecimento dos países vizinhos.
Para o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, o Brasil é a nova vitrine mundial. Mas, diz ele, o país tem de fazer ajustes internos em questões como logística e simplificação da tributação se quiser pleitear lugar de destaque no novo mapa de produção de veículos.
Mais valor justo para os balanços
Contabilidade: Comitê de Crise não só defendeu conceito, como pediu ampliação do uso.
Valor Online / Graziella Valenti
12/08/2009
A discussão sobre o valor justo não terminou. Está muito enganado quem pensa que o acalorado debate se encerrou quando o Grupo de Assessoramento para a Crise Financeira, um colegiado formado por influentes formuladores de políticas econômicas, referendou o conceito como o melhor para as práticas contábeis. Na verdade, a discussão só tende a aumentar.
O grupo de inteligência que avaliou a contabilidade à luz da crise recomendou aos reguladores da contabilidade a ampliação do uso do valor justo para a contabilização de ativos, como por exemplo créditos, já que se trata de prática comum para registro dos passivos.
"Sustentamos que é de longe a melhor métrica e que deveria ser aplicada não só no passivo, mas no ativo também", disse Nelson Carvalho, diretor de pesquisas da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) e que participou do seleto grupo que avaliou a crise para Iasb e Fasb, os emissores das normas contábeis dos padrões internacional (IFRS) e americano, respectivamente - que estão em processo de convergência.
A recomendação faz parte de um dos quatro itens da conclusão do estudo sobre a crise entregue aos reguladores da contabilidade no fim de julho. Iasb e Fasb terão até 10 de dezembro para mostrar que entenderam a mensagem.
Nessa data, os 18 membros e oito expectadores do Grupo de Assessoramento para a Crise Financeira (FCAG, na sigla em inglês) se reunirão pela última vez para avaliar o andamento das sugestões e emitir um último relatório.
"A principal conclusão desse trabalho foi o reconhecimento de que há espaço para melhorias, mas que isso deve ser feito com independência", enfatizou Carvalho. As definições do grupo trataram sobre a eficácia dos relatórios financeiros, suas limitações, o processo de convergência para um único padrão de contabilidade e a importância da independência dos órgãos reguladores.
Carvalho contou ainda que ao tratar da eficácia dos relatórios financeiros, também se recomendou ao Iasb e ao Fasb que determinem a utilização de um terceiro avaliador independente para calcular o valor justo para instrumentos financeiros sem liquidez.
Quando se tratar de título com mercado ativo, o valor justo nada mais é do que a marcação a mercado. Mas quando não há liquidez para os papéis, deve-se aplicar um método matemático amplamente conhecido, mas não pré-definido. Daí a importância de um terceiro, para dar independência e credibilidade ao processo.
Faz parte do mesmo item a recomendação para que se simplifiquem as regras sobre instrumentos financeiros, o IAS 39. Esse trabalho, contudo, já está em andamento e será realizado em três etapas. A primeira já foi concluída. A obrigatoriedade de aplicação dos novos conceitos, contudo, é para 2012.
O FCAG foi formado depois que, na procura pelos responsáveis pela crise internacional, surgiram vozes afirmando que a culpa era da contabilidade - mais especificamente, do valor justo. Isso porque ele acentuaria as perdas das instituições financeiras num momento delicado. Foi a partir desse momento que em toda palestra sobre contabilidade a expressão "não culpem o mensageiro" tornou-se recorrente.
O estudo encaminhando ao Iasb e ao Fasb também é um alerta aos investidores e todo o público que utiliza as demonstrações financeiras para tomada de decisões. "Eles devem entender que precisam fazer seu próprio julgamento", destacou o professor da Fipecafi.
Na opinião de Carvalho, nesta crise "em algum momento, em uma extensão não trivial todos falharam" em suas funções. A análise do especialista compreende desde os gestores dos negócios, os avaliadores de risco - de crédito e de ações, os conselhos de administração, as agências reguladoras governamentais, as auditorias e os comitês.
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12.8.09
Marcadores: Governança
Eletronuclear vai sugerir 20 locais para usinas nucleares no Nordeste
Complexo será construído até 2030, segundo estatal. Região entre Salvador e Recife deve ser escolhida para usinas
Valor OnLine
12/08/2009
A Eletronuclear deve definir até o final do ano as vinte localidades no Nordeste que poderão receber o complexo de usinas nucleares que será construído até 2030.
De acordo com o assistente da presidência da estatal, Leonam Guimarães, o complexo será instalado nos estados de Sergipe, Alagoas, Bahia ou Pernambuco. A Eletronuclear é responsável pelas usinas nucleares do país.
Segundo o executivo, a escolha técnica será similar aos motivos que levaram a instalação das usinas em Angras dos Reis, construídas entre os dois maiores centros consumidores de energia do país. Conforme Guimarães, a tendência é que se escolha uma região entre Salvador e Recife.
"Em determinado momento, a escolha passará a ter um componente político. (Mas) nós daremos um leque de oportunidades com base técnica", afirmou Guimarães, que participou do Energy Summit 2009, no Rio de Janeiro.
O plano de instalação do complexo nuclear no Nordeste prevê a construção de duas usinas, mas a ideia é que o local esteja pronto para receber até seis unidades.
O assistente da presidência da Eletronuclear disse ainda que o contrato com a Andrade Gutierrez para Angra 3 deverá ser reenviado ao Tribunal de Contas da União (TCU) ainda esse mês, com as alterações que reduzirão o custo da usina em R$ 120 milhões.
Segundo ele, a expectativa é de que, até o fim do ano, comece a fase de concretagem nas obras e o ideal é que, nessa ocasião, o contrato de comercialização da energia que será gerada por Angra 3 já esteja definido. Guimarães, no entanto, não deu certeza de que este contrato estará fechado até o fim de dezembro.
O custo estimado de Angra 3 é de R$ 7,3 bilhões, com base em valores de dezembro de 2007, dos quais 70% em moeda nacional e 30% em divisas estrangeiras. Da parte em reais, Guimarães estima que o BNDES financiará 70%.
Adesão ao novo refis
Correio Braziliense / Lúcio Abrahão e Ricardo Bonfá
12/08/2009
Ao final do mês de maio passado, o governo federal converteu em lei a MP 449/2008. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei nº 11.941/2009 trata de uma série de assuntos que envolvem questões tributárias e a convergências do padrão contábil brasileiro às Normas Contábeis Internacionais, ou IFRS (International Financial Reporting Standards). Um ponto tratado na referida norma, e que afeta diretamente um grande número de empresas e de pessoas físicas, é o novo programa de recuperação fiscal, apelidado de Refis 4, ou Refis da Crise.
Em linhas gerais, o novo Refis estabelece condições especiais para o pagamento de débitos fiscais acumulados até 30 de novembro de 2008, com a redução de encargos, multas e juros, além de oferecer a possibilidade de parcelamento dos valores devidos em até 180 meses. As condições de renegociação das dívidas com o fisco são bastante atrativas, inclusive pelo fato de ser possível incluir na renegociação a migração de débitos de outros programas de parcelamentos lançados desde 2000 (Refis, Paes e Paex).
Como exemplo dos benefícios oferecidos aos eventuais optantes pelo novo Refis, o programa estabelece que as empresas e pessoas físicas que decidirem quitar à vista suas dívidas fiscais não incluídas nos programas anteriores serão beneficiadas com a redução em 100% dos encargos legais, multas de mora e de ofício, em 45% dos juros de mora e em 40% das multas isoladas. Na ponta oposta, para parcelamento dos débitos fiscais em 180 meses, o contribuinte terá desconto de 100% dos encargos legais, de 60% das multas de mora e de ofício, de 25% dos juros de mora e de 20% das multas isoladas.
Essas regras estão entre as mais benevolentes já editadas entre os recentes programas de recuperação fiscal. O grande problema a ser avaliado em profundidade — especialmente pelas empresas, que costumam ter dívidas com o fisco mais vultosas — é que o índice de correção aplicado sobre os débitos, no caso de pagamento parcelado, passa a ser a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em lugar da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), utilizada como fator de correção das parcelas.
Atualmente, a Selic encontra-se em seu mais baixo patamar histórico, 9,25% ao ano, contra uma TJLP de 6% ao ano. O risco surge quando lembramos que a Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central Brasileiro para controle da inflação no país. Podemos lembrar que, em momentos de grave crise, em que o Brasil não possuía o equilíbrio fiscal e financeiro atual, a taxa Selic disparou, atingindo picos de 26,5% ao ano em fevereiro de 2003, na atual gestão federal, ou de 45% ao ano, em 1999, no auge da crise do câmbio.
Por essa razão, caso o contribuinte pessoa jurídica ou física pretenda renegociar o saldo de débitos já incluídos nos programas de recuperação fiscal anteriores, aderindo ao Refis 4, é necessário considerar e avaliar adequadamente o componente de risco representado pela Selic como índice de correção, além do próprio encarecimento dos saldos devidos, pois, por exemplo, no caso da opção do contribuinte por parcelar os seus débitos em até 180 vezes, estamos pensando em uma projeção de 15 anos, o que futuramente poderá ser um ponto de arrependimento pelo fato de a Selic ser maior que a TJLP ou apresentar altas muito bruscas ao longo do tempo.
Vale lembrar que, para requerer o parcelamento, o que pode ser feito até 30 de novembro deste ano, o contribuinte não precisa apresentar garantias ou arrolamento de bens, exceto quando já houver penhora em execução fiscal ajuizada. Outra boa notícia é que as sociedades civis de profissão regulamentada (tais como os escritórios de advocacia, de arquitetura ou de outros profissionais liberais que se viram devedores do fisco após decisão do STF- Supremo Tribunal Federal que considerou legal a revogação em 1997 da isenção da Cofins-Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social sobre o faturamento destes empreendimentos) poderão recorrer ao novo Refis para saldar os débitos acumulados desde aquele ano. Anteriormente, os optantes pelo parcelamento das dívidas podiam parcelar seus débitos em até 60 meses, com correção pela mesma Selic.
Portanto, vale alertar que a adesão ao novo Refis precisa ser avaliada detalhadamente, sendo necessário fazer as devidas ponderações, cálculos e projeções, para que os contribuintes optem pela melhor e economicamente mais apropriada solução destinada a regularizar eventuais débitos fiscais.
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12.8.09
Marcadores: Tributária
BM&FBovespa Quarterly Profit Rises 14% as Job Cuts Lower Costs
By Alexander Ragir and Flavia Bohone
Aug. 12 (Bloomberg) -- BM&FBovespa SA, Latin America’s largest exchange, increased second-quarter profit by 14 percent as job cuts reduced costs and trading began to rebound amid Brazil’s equity rally.
Net income rose to 188.1 million reais ($101.7 million), or 0.09 centavos a share, from 165.2 million reais, or 0.08 centavos a share, a year earlier, the Sao Paulo-based company said yesterday in a statement to Brazil’s securities regulator. The results are based on pro-forma calculations.
BM&FBovespa was formed last year by the merger of Bolsa de Mercadorias & Futuros-BM&F SA and Bovespa Holding SA, the country’s derivatives and stock exchanges. Since its August 2008 combination, the company eliminated about 300 jobs, or 25 percent of its workforce, according to the exchange.
“They had cost-cutting synergies, mostly because of the job cuts,” said Aloisio Lemos, a Rio de Janeiro-based analyst with Agora Corretora, Brazil’s second-biggest brokerage, in an interview before the results were released. “There’s been a recovery in revenue from the beginning of the year because of rising financial trading volumes.”
Earnings excluding some items rose to 325.4 million reais from 246.3 million reais a year earlier. That beat the 302 million reais average of nine estimates compiled by Bloomberg.
Agora Corretora’s Lemos estimated a profit of 275 million reais for the second quarter.
Net revenue fell 15 percent from a year earlier to 378.2 million reais. The average value traded in the equity market fell to 5.2 billion reais from 6.5 billion reais a year earlier, according to the company’s statement.
Bovespa Trading
The average value traded on the Bovespa exchange rose from 3.9 billion reais in the first quarter as equities rallied. The benchmark Bovespa stock index rose 26 percent in the second quarter, amid speculation the global recession is easing.
BM&FBovespa climbed 68 percent in the quarter and has more than doubled this year on prospects that trading will rise as the stock market recovers from its worst year on record. The benchmark index sank 41 percent in 2008.
International investors bought 8.77 billion reais more than they sold on the Bovespa stock exchange in the second quarter, according to the company’s Web site. Foreign inflows on the stock exchange reached 2.2 billion reais in July.
Of the 20 analysts who follow BM&FBovespa, 10 rate the stock a “buy”, nine have a “hold” recommendation and one rates it a “sell,” according to Bloomberg data.
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12.8.09
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
'Urgency' Drives SEC Crackdown
New Leadership Accelerates Investigations and Levies Millions in Penalties
The Wall Street Journal
AUGUST 12, 2009
By KARA SCANNELL
The Securities and Exchange Commission is reeling off a string of enforcement moves against high-profile companies and individuals as it tries to establish what its new enforcement chief calls a "sense of urgency."
In the past week, the SEC announced three settlements with Bank of America Corp., General Electric Co. and former American International Group chairman Maurice "Hank" Greenberg, with each agreeing to pay stiff penalties. Those coincided with the announcement of the most significant changes to the agency's inner workings in decades, including the creation of at least seven specialized divisions and moves to speed up cases.
SEC Chairman Mary Schapiro and enforcement director Robert Khuzami are trying to repair the agency's reputation, which has been battered in recent years. The agency was taking a longer time to bring cases and failed to stop the multibillion-dollar investment scheme pulled off by Bernard Madoff before he confessed in December.
"Many aspects of our initiatives are designed directly or indirectly to create efficiencies and a sense of urgency in our work," Mr. Khuzami said in an interview.
The change of tone is being felt by SEC staff and defense attorneys representing companies and individuals under investigation.
"Clearly the message going out is that the SEC is going to be much tougher with regard to settlement postures, in terms of penalties," said Walter Ricciardi, a former deputy director of enforcement who is now a partner at the law firm Paul, Weiss, Rifkind, Wharton & Garrison LLP. "They want to demonstrate there is a tough, new cop on the beat."
Since taking over the SEC in January, Ms. Schapiro has sought to reinvigorate the enforcement division. She brought in Mr. Khuzami, a former federal prosecutor, who is drawing from the playbook of the Justice Department to make the agency more fleet-footed.
Mr. Khuzami has hired two former federal prosecutors he once worked with to help implement the changes. He brought in Lorin Reisner as his deputy director and George Canellos to run the New York office, which is often the front-line investigator of Wall Street firms.
In a speech last week outlining the changes, Mr. Khuzami noted the agency had "listened to the criticism and used it as a learning opportunity."
The changes come a few weeks before the SEC's inspector general is expected to release a critical report on the SEC's handling of the Madoff matter.
The SEC staff is undertaking a "targeted" review of older cases or those with little activity "to determine if continued investigation is warranted," Mr. Khuzami said. "Cases worthy of continued investigation will remain open and active. Some will be closed."
Last month, the SEC settled one matter related to hedge fund Perry Corp. over the timeliness of its 2004 disclosures concerning its ownership stake in a pharmaceutical company before a takeover vote.
The SEC hasn't brought many cases related to hidden ownership stakes around votes. The Perry investigation had lingered for years. Perry agreed to pay $150,000 to settle without admitting or denying wrongdoing.
The agency opened another new front last week when it filed what it billed as the first cases against "naked short selling" a trading practice that critics say has been long ignored by the federal watchdog. Several corporate executives have blamed the tactic, in which traders place sell orders with shares they don't yet own, for their plunging stock prices. In May, the SEC brought its first case alleging insider trading through the use of credit-default swaps.
Last week, the SEC showed its willingness to bring penalties against individuals and corporations, a practice Ms. Schapiro says slowed under its previous chairman. It settled with Bank of America agreeing to pay a $33 million fine, General Electric $50 million and Mr. Greenberg $7.5 million, in addition to returning $7.5 million in alleged improper gains.
All parties settled without admitting or denying wrongdoing.
The agency is trying to speed up cases with new tactics. It is looking for ways to grant cooperation points to individuals who help authorities uncover frauds. To expedite cases, the five-member SEC leadership no longer needs to approve all formal orders of investigation.
That authority will be delegated to Mr. Khuzami, who said he will pass the decision-making responsibility to senior staff attorneys. A formal order enables SEC staff to send subpoenas.
The SEC also is taking a firmer position in dealing with those under investigation by no longer routinely granting extensions to respond to Wells notices, the letters sent to companies and individuals detailing what charges the agency is considering filing, according to several defense lawyers.
While the changes are new and are just beginning to be absorbed by the business community, they could result in a backlash at some point.
When the pendulum last swung in favor of stronger enforcement, after the Enron and WorldCom prosecutions, business groups including the U.S. Chamber of Commerce said aggressive enforcement was driving U.S. companies offshore.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Cresce a concentração no comércio
Indicador de concentração de redes varejistas da Serasa Experian atingiu em 2008 o maior nível em cinco anos
O Estado de São Paulo / Marcelo Rehder
11/08/2009
A concentração de poder econômico nas grandes redes de comércio varejista brasileiro atingiu em 2008 o nível mais alto desde 2003. A informação é de uma pesquisa inédita da empresa de informações e análises econômico-financeiras Serasa Experian.
Numa escala de 0 a 1, na qual 0 significa igualdade total (todas as lojas têm a mesma participação no mercado), e 1 significa concentração total (apenas um estabelecimento detém todo o mercado), o indicador atingiu 0,931 no ano passado, ante 0,909 em 2007. Em 2003, início da série histórica da pesquisa, o índice era de 0,896.
Para calcular os níveis de concentração, a Serasa Experian usou como base dados de faturamento líquido de 9,8 mil empresas comerciais, que juntas faturaram R$ 268,9 bilhões no ano passado.
As explicações para o crescimento da concentração recorde variam de setor para setor. Mas são duas as mais importantes, ressalta o gerente de de indicadores de mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi. A primeira, são os movimentos de fusões e aquisições que acontecem por decisões estratégicas em cada setor. A outra está ligada ao que ele chama de crédito desigual.
“A dificuldade dos pequenos e médios varejistas em oferecer crédito em condições similares aos das grandes redes os fez perder mercado nos últimos anos”, explica Rabi. A principal vantagem dos grandes, segundo ele, é a possibilidade de parcelar o preço da venda à vista em até 10 ou 12 meses sem juros, por meio do uso de cartão da própria loja, coisa que os pequenos e médios não conseguem oferecer por falta de fôlego financeiro
No Brasil, o crescimento da concorrência e da concentração a partir de meados dos anos 90 foi violenta. A abertura da economia e a estabilidade que seguiram ao Plano Real viabilizaram os investimentos estrangeiros no setor de distribuição, dando partida a um amplo e fulminante processo de fusões e aquisições, que atingiu inicialmente o setor de supermercados. Grupos estrangeiros como o português Sonae, o francês Carrefour e o holandês Royal Ahold foram às compras no mercado brasileiro.
No setor de eletroeletrônicos, o processo foi cruel. “Ele se deu muito menos por aquisições e muito mais por fechamento e falência de empresas”,conta o professor Faculdade de Administração e Economia da USP e consultor de varejo, Nelson Barrizzelli. Mais de 180 empresas desapareceram, incluindo grandes redes como a Arapuã e a Casa Centro. As que sobreviveram, no entanto, emergiram mais fortes e preparadas para a década atual.
Para Barrizzelli, o mapa do varejo brasileiro vai sofrer nova e profunda modificação em breve. Por incapacidade de adaptação às novas exigências da competitividade e às novas regras tributárias, 50% dos pequenos varejistas vão sumir ou ser engolidos pelos mais fortes nos próximos dois a três anos.
“A informalidade é que permite ao pequeno concorrer em certo nível de igualdade com o grande”, diz o consultor. “A situação começa a mudar do ponto de vista tributário por dois fenômenos chamados substituição tributária e nota fiscal eletrônica, e a única maneira do pequeno sobreviver vai ser por meio de lucro operacional.”
A tendência no mundo todo é para concentração no setor de eletroeletrônicos. Os especialistas explicam que são poucas as empresas que atuam nesse ramo, que exige margens muito baixas e grandes volumes, que vão obter escala e sobreviver. Mesmo em países como os EUA, aonde existem poucas empresas, gigantes como a Circuit City já jogaram a toalha. Segunda maior rede americana de lojas de produtos eletroeletrônicos, a Circuit City foi à falência no ano passado.
Hoje no Brasil, as cinco maiores empresas de supermercados têm cerca de 60% do mercado. Esse porcentual é maior do que as cinco maiores redes detêm nos Estados Unidos, onde a concentração está na faixa de 30%. Na Europa, dependendo do país, os cinco maiores supermercados chegam a ter 70% ou mais do mercado. Não é o caso da Itália, onde até alguns anos atrás, havia proteção oficial para o pequeno varejo.
Consumo de combustíveis sobe 0,3% no 1º semestre no Brasil
Rodrigo Postigo
11/08/2009
O consumo de combustíveis no Brasil subiu 0,3% no primeiro semestre comparado a igual período do ano passado, revelaram dados divulgados nesta segunda-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O consumo de óleo diesel correspondeu a 54,6% da matriz veicular no período e caiu 4,8% na comparação com o primeiro semestre de 2008, período em que houve forte aceleração econômica no país quando o Produto Interno Bruto (PIB) subia 6% sobre os seis primeiros meses de 2007.
O diesel, largamente usado nas indústrias e no agronegócio, teve seu uso reduzido não apenas pela crise econômica como pelo aumento de 2% para 3% da mistura com o biodiesel. De janeiro a junho, o Brasil consumiu mais 42,7% de biodiesel, informou a ANP.
Segundo a ANP, o consumo de gasolina C, que pela primeira vez no ano passado ficou abaixo do de álcool, continua praticamente estável e registrou no primeiro semestre alta de 0,1% contra igual período de 2008.
Já o etanol teve alta de vendas de 17,7%, sendo 26,5% no hidratado e 0,1% no anidro.
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11.8.09
Marcadores: Energia, Petróleo e Derivados
Varejo de shopping pode estar se recuperando, indica pesquisa
Com alta de 10% em relação ao mês anterior, Belo Horizonte-MG foi o destaque do estudo, seguido por SP e RJ
InfoMoney
11/08/2009
O varejo de shopping registrou aumento de 7,5% em julho, na comparação com o mês anterior. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve estabilidade, revela pesquisa do Ibope Inteligência e da Feixe Tecnologia, denominada MercadoFlux.
No acumulado do ano, o MercadoFlux indica queda de 1% ante o mesmo período em 2008. Os resultados podem indicar a recuperação do setor, pois os indicadores são melhores do que os que vinham sendo obtidos desde fevereiro último.
Regiões
Na análise por regiões metropolitanas, as cidades analisadas apresentaram alta na atividade comercial, em relação ao mês anterior. Com alta de 10%, Belo Horizonte (MG) foi o destaque do estudo, ao passo que São Paulo e Rio de Janeiro registraram alta de 8% e 7%, respectivamente. Em relação ao sétimo mês do ano passado, entretanto, houve estabilidade.
Por fim, na análise por porte de shoppings, todas as categorias obtiveram resultados positivos, com relação a junho.
Sobre a pesquisa
O índice é calculado com base na análise cruzada de múltiplas variáveis, como fluxo de consumidores, potencial de consumo qualificado para produtos comercializados em shopping, demografia da região e características estruturais de cada shopping, e pode ser utilizado por lojistas para que analisem o desempenho do setor, no que se refere a vendas, faturamento e fluxo de clientes, naquele período.
Empresas do Supersimples vão à Justiça brigar pelo ‘Refis da crise'
Revista INCorporativa / Adriana Aguiar
11/08/2009
As micro e pequenas empresas participantes do Supersimples não se conformaram em ser excluídas do "Refis da crise", o novo parcelamento de dívidas tributárias que é o mais benéfico já lançado pelo governo federal. Até então, elas puderam aderir aos parcelamentos feitos anteriormente - como o Refis 1, o Paes e o Paex. Mas desta vez sua participação foi vetada pela Portaria conjunta nº 6, editada pela Receita Federal do Brasil e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e publicada no dia 22 de julho. Como a Lei nº 11.941, de maio, que regulamentou o programa, não restringiu sua participação, as micro e pequenas empresas se preparam para questionar a restrição na Justiça.
É o caso de uma pequena empresa que teve uma drástica queda em seu faturamento e acabou migrando para o Supersimples. Ela tinha visto o parcelamento como uma boa oportunidade para sanar uma dívida de cerca de R$ 1 milhão pelo não-pagamento de Cofins em 1993, na época em que era uma empresa de porte maior. Quando aderiu ao Supersimples, os valores do tributo devido ainda estavam em discussão administrativa, com a exigibilidade do crédito suspensa por uma liminar - daí a permissão de seu ingresso no sistema simplificado de recolhimento de tributos, que exige que a empresa não tenha pendências tributárias. O Refis da crise, então, foi visto como uma possibilidade de parcelamento da dívida em 180 vezes.
Por conta dessa situação, o advogado da empresa, Leonardo Mazzillo, do escritório WFaria Advocacia, já prepara uma ação para questionar esse veto. A ideia é a de entrar com um mandado de segurança alegando violação ao princípio da legalidade. "Se a lei permite, de forma genérica, a adoção dessa compensação por pessoas jurídicas em geral, não pode uma portaria fazer a restrição", afirma. Ao excluir as empresas do Supersimples do programa, a Receita e a PGFN, segundo ele, passaram a legislar, o que extrapolaria suas funções.
Na mesma situação e em vias de ir ao Judiciário para garantir sua adesão ao novo parcelamento fiscal está uma pequena empresa que acumula uma dívida de R$ 200 mil. Seu advogado, Glaucio Pellegrino, do escritório Peixoto e Cury Advogados, afirma que a exclusão das companhias que estão no Supersimples do parcelamento viola o artigo 179 da Constituição Federal, que prevê um tratamento diferenciado e benéfico para as micro e pequenas empresas. Segundo ele, os programas de parcelamentos anteriores, além de permitirem sua participação, previram parcelas mínimas menores para esse grupo de devedores - como no caso do Paex, em que elas tinham que pagar uma parcela mínima de R$ 200, enquanto as demais empresas eram obrigadas a recolher R$ 2 mil.
Em outro caso que assessora, Glaucio Pellegrino deve utilizar ainda outra argumentação para tentar a inclusão no Refis da crise. Trata-se de uma indústria de tintas que recolhia seus tributos pelo lucro real e que migrou para o Supersimples por conta de uma crise financeira - e, posteriormente à sua inclusão no sistema, acabou respondendo por uma dívida de R$ 2 milhões de IPI. Nesse caso, o advogado deverá alegar que, como o fato gerador do tributo é anterior à sua migração, a dívida poderia ser incluída no parcelamento.
Para o advogado Sergio André Rocha, do BM&A Consultoria Tributária, em geral, o Poder Judiciário tem sido favorável aos contribuintes ao afastar dispositivos de portarias ou atos normativos que extrapolam o que está previsto em lei. Para a PGFN, no entanto, a proibição se justifica por conta da própria estrutura do Supersimples - que inclui não apenas tributos federais, mas estaduais e municipais em uma única guia de recolhimento. De acordo com o diretor de gestão da dívida ativa da PGFN, Paulo Ricardo de Souza Cardoso, não haveria como admitir a participação dessas empresas porque não é possível fazer a separação das dívidas. A unificação do pagamento de todos os tributos de todas as esferas do governo para as empresas do Supersimples só passou a ser possível a partir de julho de 2007, quando entrou em vigor a Lei Complementar nº 123, de 2006. Por isso, esse é primeiro parcelamento em que essas empresas recolhem todos os tributos unificadamente.
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11.8.09
Marcadores: Tributária
Etanol ganha espaço no mercado de combustíveis no 1º semestre
Volume foi 17,7% maior que o registrado entre janeiro e junho de 2008. Para diretor da ANP, gasolina está se tornando combustível alternativo
G1
11/08/2009As vendas de combustíveis no mercado brasileiro atingiram 51,333 bilhões de litros nos seis primeiros meses do ano, um volume 0,3% maior que os 51,175 bilhões de litros vendidos entre janeiro e junho do ano passado.
O maior responsável pelo crescimento foi o etanol, cujas vendas cresceram 17,7% na mesma base de comparação, passando de 9,101 bilhões de litros no primeiro semestre de 2008 para 10,713 bilhões de litros nos seis primeiros meses deste ano.
"O etanol vai se firmando como o principal combustível do ciclo otto no mercado de combustível veicular. A gasolina vai se tornando um combustível alternativo", disse Edson Silva, superintendente de abastecimento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O crescimento das vendas de álcool compensou a redução de 4,8% na comercialização de óleo diesel. Enquanto esse combustível teve um volume vendido de 21,755 bilhões de litros no primeiro semestre do ano passado, nesse ano foram comercializados 20,701 bilhões de litros. Sempre na comparação semestral, as vendas de gasolina A (pura) subiram apenas 0,1%, passando de 9,070 bilhões de litros para 9,077 bilhões de litros. A gasolina C, que já vem misturada com álcool, também teve aumento de 0,1% nas vendas, subindo de 12,094 bilhões de litros para 12,103 bilhões de litros.
Em consequência, o álcool anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C, teve 3,026 bilhões de litros comercializados nos primeiros seis meses deste ano, volume 0,1% maior que os 3,023 bilhões de litros do primeiro semestre do ano passado.
As vendas de álcool hidratado é que puxaram o crescimento do etanol no mercado interno, respondendo por 7,688 bilhões de litros entre janeiro e junho deste ano, 26,5% a mais que os 6,078 bilhões de litros de igual período de 2008.
Parâmetros do IFRS devem mudar em dois anos
FinancialWeb
11/08/2009
Medida valerá para regras que envolvem pequenas e médias empresas, explicou Expert do FinancialWeb
A adesão ao modelo contábil internacional pelas pequenas e médias empresas deve ser sofrer modificações em dois anos. Em artigo publicado no FinancialWeb, Marco Antonio Papini informou que, neste período, haverá um “ampla revisão de parâmetros”.
“Neste intervalo um grande número de entidades deverá ter publicado suas demonstrações financeiras sob a égide das novas regras, possibilitando assim que sejam analisados os pontos fortes e fracos dessa regulamentação inédita”, ponderou.
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11.8.09
Marcadores: Governança
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Lojista vê alta de 20% no Dia dos Pais
DCI /Danielle FonsecaVanessa Correia
10/08/2009
Bons resultados das vendas no Dia dos Pais nos shopping centers e grandes redes de varejo, com altas de até 20% nas vendas em relação ao ano passado, confirmam a tendência de recuperação da economia e faz com que as empresas retomem investimentos em expansão, como a rede de lojas Vila Romana, voltada ao público masculino, que tem no Dia dos Pais a sua segunda melhor data em vendas no ano, apenas depois do Natal. Com 27 lojas em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, a Vila Romana tem expectativa de vendas 30% maiores para a data frente à 2008, sendo que até sexta-feira já tinha atingindo altas de 18 a 20%.
De acordo com Rita Coelho, coordernadora de marketing da rede, nos últimos dias o movimento nas lojas esteve alto e a previsão era a de atingir a expectativa no final de semana, já que muitos consumidores deixam as compras para a última hora. "Está uma loucura nas lojas e também investimos mais em campanhas nos pontos-de-venda este ano, com brindes para compras acima de R$ 500. Nosso estoque de brindes já está acabando", diz ela. A coordenadora explica que a campanha ajuda a manter um tíquete médio alto, pois a maioria das compras para os pais é de presentes como camisas pólos, entre R$ 60 e R$ 100. A coordenadora ainda afirma que sentiram apenas uma pequena alteração nas vendas no começo do ano, em função da crise, mas no último trimestre as vendas já se recuperaram. Assim, a rede deve investir mais em sua expansão. Este ano já reformaram uma loja e abriram 2 unidades. Para 2010, a previsão são mais 4 lojas.
Shoppings
Nos shopping centers o cenário também é positivo. A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) previu aquecimento superior a 5% nas vendas frente ano passado, mas muitos centros de compras registraram altas ainda maiores. O Brasília Shopping deve registrar faturamento 18% maior se comparado ao registrado no ano anterior. Para Geraldo Mello, superintendente do centro de compras, o número é expressivo uma vez que a comparação é feita sob uma base muito forte. "Na ocasião, a crise ainda não havia afetado a economia brasileira", afirmou.
Em Brasília, vestuário foi o artigo mais procurado pelos consumidores. "Quase não tivemos inverno este ano. Os lojistas estavam otimistas e se prepararam para atender a demanda dos consumidores", completou o superintendente do shopping.
Em São Paulo, produtos eletroeletrônicos, seguidos de vestuário e calçados, foram os itens mais procurados. "A venda de eletroeletrônicos não se reduziu, uma vez que as varejistas atuaram de forma agressiva. Mantiveram preços atrativos e forma de pagamento facilitada", ressaltou Guillermo Enrique Bloj, superintendente do Shopping Eldorado. Ontem, apesar de não ter os dados consolidados, Bloj esperava que as vendas crescessem cerca de 10% ante o resultado de 2008. "A extensão das férias escolares - por conta da gripe suína - fez com que os consumidores não se concentrassem [no shopping] na última semana antes do Dia dos Pais", disse. "Este ano o inverno foi mais rigoroso em São Paulo. Isso também contribuiu para o aumento nas vendas. Além disso, o fato de as pessoas não viajarem por conta da gripe suína aumentou o poder de compra no período", completou.
Lobão diz que modelo de distribuição de ‘royalties’ do pré-sal vai mudar
Modelo de percentuais continua valendo para os blocos já licitados, disse. Segundo ministro, que esteve no Rio, ‘nada será feito às escondidas’.
G1
10/08/2009
O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, afirmou neste sábado (8), que o modelo de percentuais de royalties continuará valendo para os blocos já licitados do pré-sal, mas a partir de agora a distribuição vai mudar. Segundo o ministro, as decisões legais a serem adotadas no novo marco regulatório dirão respeito apenas aos 75% da área do pré-sal ainda não licitados. As informações são da Agência Brasil.
“O pré-sal é uma nova história que hoje ainda não existe. Portanto, não se trata de tirar de ninguém, até porque nos 25% do pré-sal já existentes [descobertos, em fase de exploração] o direito está garantido”, disse, em reunião com prefeitos dos municípios produtores de petróleo, em Búzios (RJ).
O ministro afirmou que o governo, no novo marco regulatório, vai respeitar o modelo atual que prevê que 50% dos royalties e participações especiais sejam recolhidos para a União, 40% aos estados produtores e 10% aos municípios.
O ministro confirmou que a Petrobras, no modelo proposto ao governo federal, será a única empresa operadora do pré-sal e que mesmo havendo licitações, as empresas vencedoras terão a estatal brasileira como sócia.
Lobão garantiu que “nada será feito às escondidas, mas rigorosamente às claras e com amplas possibilidades de intervenção”.
Lobão lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não se posicionou sobre os três anteprojetos de lei encaminhados pela Comissão Mista criada para a sua elaboração, e afirmou que a Constituicão é clara ao estabelecer que o subsolo pertence à União. “E é por isso mesmo que a distribuição será feita entre todos os entes da Federação, até porque os argumentos utilizados pelos estados e municípios que não são beneficiados pelos royalties é de que eles também são filhos de Deus.”
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10.8.09
Marcadores: Energia, Petróleo e Derivados
Infraero anuncia investimentos de R$ 5 bilhões
Nos próximos cinco anos, aeroportos das cidades que receberão jogos da Copa do Mundo de Futebol passarão por reformas para atender à demanda
Transporta Brasil / Bruno Martins
10/8/2009
Cinco bilhões de reais. Esse é o montante que será investido, nos próximos cinco anos, nos aeroportos das cidades sedes dos jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014. O anúncio sobre a destinação dos recursos foi feito pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Somente no Rio de Janeiro e em São Paulo, os valores previstos são de R$ 819 milhões e R$ 1,49 bilhão, respectivamente.
Em um evento como a Copa do Mundo, o tráfego de passageiros cresce de forma significativa. Para enfrentar esse grande fluxo de pessoas indo e vindo, representantes Infraero vêm discutindo com setores do governo, pois muitas das obras serão realizadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Para a Copa, 12 aeroportos passarão por reformas e irão receber novos investimentos. São eles: Afonso Pena (Curitiba), Confins e Pampulha (Belo Horizonte), Congonhas e Guarulhos (São Paulo), Eduardo Gomes (Manaus), Guararapes (Recife), Juscelino Kubitschek (Brasília), Marechal Rondon (Cuiabá), Pinto Martins (Fortaleza), Santos Dumont e Tom Jobim (Rio de Janeiro), Salgado Filho (Porto Alegre) e Viracopos (Campinas). Os aeroportos de Augusto Severo (Natal) e Luís Eduardo Guimarães (Salvador) estão com os projetos e orçamentos em fase de discussão.
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10.8.09
Marcadores: Infra-estrutura, Logística
STF e Justiça de SP suspendem liminares contra substituição tributária
Assessoria de Comunicação da Secretaria da Fazenda
10/08/2009
O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu os efeitos de liminares contra a aplicação do regime de substituição tributária no setor eletroeletrônico. O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, decidiu favoravelmente ao pedido formulado pela Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE) que contestava o prazo adicional de 90 dias solicitado pelas empresas, por via judicial, para se adaptarem ao sistema de cobrança do ICMS, que transfere para a indústria a responsabilidade de recolhimento do imposto cobrado nas operações de varejo.
A partir desta decisão, que tem efeito imediato, as empresas Dell Computadores do Brasil Ltda, Hewlett-Packard Brasil Ltda, Sun Microsystems do Brasil e Comércio Ltda, Epson do Brasil Indústria e Comércio Ltda., Claro S. A., e as representadas por Alberto de Orleans e Bragança, Paulo Sigaud Cardozo e Ciro César Soriano de Oliveira, terão de seguir ao regime tributário instituído para o setor no Estado de São Paulo.
Para cassar as liminares, o STF tomou por base a legitimidade da cobrança pelo sistema de substituição tributária, assegurada pela Constituição Federal, e pelo preceito legal que determina a concessão de prazos somente em casos de aumento de tributos. Esta condição não se aplica ao regime de substituição tributária, que não eleva alíquota de ICMS nem a base de cálculo do imposto.
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10.8.09
Marcadores: Tributária
Shoppings tendem a dobrar participação no varejo, aponta pesquisa do IBOPE Inteligência
Para subsidiar uma expansão sustentada desse mercado, IBOPE Inteligência lança cadastro com informações estratégicas
Portal Fator Brasil
10/08/2009
A indústria de shopping centers desfruta de um vasto potencial no país. De acordo com o IBOPE Inteligência, o setor tem hoje uma participação de 21% no faturamento total do varejo. Com a qualificação que está em curso no setor, essa fatia pode chegar a até 40%.
Para Antônio Carlos Ruótolo, diretor de atendimento e planejamento do IBOPE Inteligência, o setor de shoppings passa por uma mudança de paradigma. “Por muito tempo prevaleceu a visão de que este era um negócio imobiliário, o que conflitava com a realidade dos lojistas. Agora, temos verificado uma busca pela profissionalização do setor, apoiada em informações de mercado, cujo resultado é a predominância de uma visão varejista, onde investidores e lojistas se tornam mais parceiros”, analisa Ruótolo.
Visando atender a essa demanda, o Cadastro de Shopping Center irá subsidiar tanto o trabalho de redes varejistas quanto os planejadores dos empreendimentos. Para estes profissionais, a ferramenta fornecerá dados como o perfil de cada shopping do país; a participação destes no mercado; a participação de uma loja no mercado; o potencial e a meta de venda de uma loja, bem como quais shoppings têm mais ou menos potencial em suas praças.
Com estas informações, o IBOPE Inteligência espera oferecer um suporte na tomada de decisão dos empresários do ramo. “70% do sucesso de uma loja é definido principalmente pela sua localização, isto é, pelo potencial do mercado local e pelo perfil do consumidor”, conclui Antônio Carlos Ruótolo.
Aumento das compras - De acordo com dados do IBOPE Inteligência já disponíveis, os shoppings hoje têm mais gente gastando e em maior quantidade. De 2006 para 2009, houve crescimento de 40% para 45% entre os clientes que de fato realizaram alguma compra. Em 2006, a média de gasto com compras estava em R$ 107. Em 2009, o valor já alcança a soma de R$ 140, representando um crescimento de 31% (em valores já corrigidos pelo IPCA).
Ethanol industry wants U.S. cars alt-fuel ready
Mon Aug 10, 2009 2:00am EDT
SAN FRANCISCO, Aug 9 (Reuters) - The ethanol industry called for requirements that all vehicles sold in the United States accept the renewable gasoline substitute as part of a push to slow global warming and provide jobs at home.
A low-carbon fuel standard, which would spur use of alternative fuels, more ethanol pumping stations and construction of biofuel pipelines would also help wean the country from gasoline, Growth Energy, the ethanol industry trade group said in a "biofuels roadmap" ahead of a renewable energy meeting in Las Vegas on Monday.
Ethanol is an alcohol-based motor fuel that can be made from all crops including corn and sugar cane. The next generation in development, cellulosic ethanol, is made from non-food sources like switchgrass.
"This road map is a guide to speed up the commercialization of cellulosic ethanol, which is almost 90 percent better for the environment than gasoline. If we act on this road map today, we can more than double the number of biofuels jobs to 1.3 million," Growth Energy Co-Chair Wesley Clark said in the statement ahead of the conference hosted by Senator Harry Reid.
Most U.S. ethanol is made from corn, but the government aims to blend 100 million gallons of cellulosic ethanol into the gasoline pool in 2010.
Cars would need special hoses and other minor equipment changes to handle higher blends of ethanol. Such so-called Flex-fuel vehicles are common in Brazil, which is heavily dependent on ethanol it makes from sugar cane. (for more environmental news see our Environment blog at blogs.reuters.com/environment) (Reporting by Peter Henderson, Editing Carol Bishopric)
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10.8.09
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil