terça-feira, 13 de outubro de 2009

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Portos esquecem crise e já falam em crescimento

Valor Online / José Rodrigues, Murillo Camaroto, Francisco Góes, Sergio Bueno e Marli Lima
01/10/2009
Alguns dos principais portos brasileiros estão revendo suas projeções e já falam em terminar o ano com crescimento, depois de seguidos meses de balanços negativos. Em Santos (SP), Suape (PE) e Rio Grande (RS) a recuperação puxada pelos granéis já aparece nos números fechados de agosto e nas previsões para setembro e para o quarto trimestre. O porto de Paranaguá (PR) tem registrado crescimento expressivo no embarque de veículos e de commodities agrícolas. A exceção é a movimentação de contêineres.
Santos experimenta uma reviravolta no seu desempenho operacional, depois de uma previsão negativa para 2009 feita em dezembro pela Codesp. O acumulado de cargas movimentadas de janeiro a agosto soma 53,5 milhões de toneladas, alta de 1,6% sobre o mesmo período do ano passado. No total de 2008, Santos chegou a 81 milhões de toneladas, 1% sobre 2007. No início do ano, a expectativa era fechar 2009 com 77,8 milhões de toneladas, queda de 1,6% sobre o ano passado. Agora a Codesp fala em atingir 81,3 milhões de toneladas, alta de 0,2% sobre 2008.
Segundo a Codesp, as exportações estão puxando a reversão de expectativas, apesar do real valorizado. Elas cresceram 15% nos oito primeiros meses, somando 39,6 milhões de toneladas. No mesmo período as importações recuaram 23,7%, com 13,9 milhões de toneladas. As commodities, principalmente açúcar e complexo soja, são destaques nas exportações. "O mercado de açúcar vem sendo estimulado pelas compras da Índia, de tal modo que as exportações brasileiras para esta safra deverão equivaler a 50% do total mundial e desse total Santos abarcará quase 70%", diz José Roberto Serra, presidente da companhia.
Em Rio Grande, depois de três meses consecutivos de queda, o movimento no porto gaúcho recuperou-se a partir de abril e até agosto já acumula alta de 13,9% no segmento de granéis agrícolas em comparação com o mesmo período do ano passado, para 8,3 milhões de toneladas, considerando embarques e desembarques. Nos contêineres, a alta foi de 10,6%, para 414,7 mil TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés), informou a superintendência do porto.
Só as exportações de soja em grão, principalmente para a China, cresceram 42% no período, para 4,3 milhões de toneladas, e já superaram a previsão inicial para o ano, que era de 3,6 milhões de toneladas, 9% a mais do que em 2008. Ao mesmo tempo, os embarques de arroz, puxados pela demanda dos países africanos, avançaram 46,1%, para 392,8 mil toneladas. Nas importações, a soja avançou 57,5%, para 457,4 mil toneladas, e o arroz, 83,6%, para 39,9 mil toneladas.
A expectativa no início do ano era no máximo repetir a movimentação de 25 milhões de toneladas registrada em 2008, conta o superintendente Janir Branco. Agora, segundo o executivo, a previsão é fechar 2009 com um volume recorde de 28 milhões de toneladas.

Receita Federal – Balanço parcial das adesões ao parcelamento de dívidas

Assessoria de Comunicação Social – Ascom
01/10/2009
A Receita Federal do Brasil (RFB) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) divulgam balanço parcial de adesões ao parcelamento previsto na Lei nº 11.941/2009, que teve início em 17 de agosto de 2009. Até hoje (29/09) os sistemas informatizados registraram 264.318 pedidos de adesão. Destes, um total de 137.847 já estão validados. A validação é garantida após o pagamento da primeira parcela do pedido de adesão.
RFB e PGFN informam também que está disponibilizado desde ontem, a ferramenta do sistema SICALC que permite o preenchimento online de DARF para os contribuintes que desejarem realizar pagamento à vista de débitos fazendários. A ferramenta pode ser acessada através do endereço:
http://www.receita.fazenda.gov.br/Pagamentos/darf/sicalc.htm.
O contribuinte que desejar aderir ao parcelamento deverá protocolar pedido exclusivamente nos sítios da PGFN ou da RFB na Internet, www.pgfn.fazenda.gov.br ou www.receita.fazenda.gov.br, até as 20 horas (horário de Brasília) do dia 30 de novembro de 2009. Poderão ser pagos ou parcelados, em até 180 meses, inclusive, o saldo remanescente dos débitos consolidados no Refis (Programa de Recuperação Fiscal), Paes (Parcelamento Especial), Paex (Parcelamento Excepcional) ou no parcelamento ordinário. Mesmos débitos já excluídos desses parcelamentos estão abrangidos pela lei.

Shopping opta por apoio do exterior

DCI / Danielle Fonseca
01/10/2009
O setor de shopping centers, que deve movimentar R$ 70 bilhões este ano, com alta de 8% sobre 2008, investe mais em arquitetura e está trazendo conceitos internacionais de design aos empreendimentos no Brasil. Para isso, são contratados até arquitetos e consultorias de varejo no exterior, o que também visa a um aumento de público e de vendas. É o caso do Shopping SP Market, do Grupo São Joaquim, que contratou arquitetos e especialistas renomados para reconfigurar-se, em um projeto que custará R$ 200 milhões e trará quatro novas áreas de lojas, complexo de cinema, bulevar de restaurantes e torres comerciais.
De acordo com Maria Eugênia Duva, gerente de Marketing do shopping, ao final da transformação, que será feita em três fases e terminará no final de 2011, é esperado um incremento de público de mais de 30%. Hoje, o shopping recebe mais de 2 milhões de pessoas por mês, principalmente de classe A e B, o que representa 70%, e 30% de classe C. Também possui 330 lojas, mas deve chegar a 450. "Todas as áreas serão reformuladas e traremos lojas que os clientes pediam, na área de moda, por exemplo. Também virão âncoras, como a Riachuelo, e mais de dez novos restaurantes."
Com o investimento, que seria suficiente para construir outro shopping, o Grupo São Joaquim, que atua no mercado de construção civil e tem um shopping na zona sul de São Paulo, o Shopping Fiesta, quer que o SP Market seja de referência em design e comunicação visual, chamando a atenção de grupos nacionais e estrangeiros. Também aposta no potencial da região, onde estudos mostram que está prevista a entrega de 40 empreendimentos imobiliários até 2011, e onde há 210 empresas, o que perfaz um mercado de cerca de 12 mil funcionários. O potencial de consumo na área de influência do mall em 2008 foi estimado em R$ 270 milhões.
Para isso, foi contratada uma equipe de seis especialistas estrangeiros, entre eles Stan Eichelbaum, presidente da Marketing Developments Inc (Flórida, EUA), com projetos em 46 países; Michael Whiteman, consultor internacional de restaurantes da Joseph Baum & Michael Whiteman Co Inc (Nova York, EUA); Thomas Butcher, especialista em tráfego e estacionamentos da Walker Parking Consultants (13 cidades dos EUA) e Kenneth Nisch, designer de lojas de varejo e arquiteto chairman da JGA Inc. (Michigan, EUA), que já fez o reposionamento de lojas das marcas Diesel, Dell, Coca-Cola e Audi, entre outras.
Segundo Nisch, em entrevista ao DCI, foi desenvolvido um guia que reúne instruções e sugestões, como escolha de material para fachadas e iluminação, para todos os lojistas, que também podem contratar seus serviços.
Ainda estão sendo utilizados conceitos como o chamado buyology (termo de Lindstrom, autor de livro hpomônimo que estuda "o que faz as pessoas comprarem"), que fará com que os corredores do mall e o mix de lojas sejam orientados e dispostos de acordo com o interesse do consumidor e a lógica de compra. Com isso, o local passará a ter nove áreas que reúnem lojas de cada segmento, como moda, casa, serviços, cultura, esportes, lazer etc. Para o consultor, o shopping também tem um formato amplo, e, com corredores largos e espaços de convivência, se assemelha ao desenho de uma cidade, diferente de shoppings comuns. Ele afirma que há "outros shoppings e varejistas no Brasil interessados nesse tipo de trabalho de consultoria, mas não podemos anunciá-los ainda".
Outros centros de compras também planejam expansões mais ousadas e que modernizem o empreendimento, como o Shopping Central Plaza, do Grupo Savoy, que acabou de completar 10 anos e estuda uma revitalização. A ideia é aproveitar o incremento de público da região advinda da expansão do metrô em São Paulo, já que próximo ao shopping, na zona leste da capital, será construída a Estação Tamanduateí - prevista para 2010. Segundo Fábio de Souza Médici, superintendente, estão sendo feitas reformas na estrutura do prédio, como nos banheiros e equipamentos, mas há estudos de fazer uma expansão mais ampla.
A Multiplan, uma das líderes do setor, também busca reformas que acrescentem novos conceitos a seus empreendimentos, como no RibeirãoShopping, no interior de São Paulo, que está revitalizando todo o mall para que tenha o mesmo padrão arquitetônico de uma nova área inaugurada no final do ano passado.
Dentre as mudanças previstas, alinham-se substituir clarabóias, trocar o mobiliário, ampliar a área de alimentação e criar lounges para promover a convivência entre os clientes e oferecer conforto. Já no BarraShopping, no Rio de Janeiro, está sendo inaugurado um Boulevard Gourmet, outra tendência nos shoppings, com uma área mais moderna voltada para alta gastronomia, ambientação externa e vidro, no qual foi investido R$ 3,5 milhões.

Abrapp não vê corrida à renda variável com novas normas

Agência Estado
01/10/2009
As novas normas para os fundos de pensão, anunciadas no último dia 24 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que permitem maior exposição à renda variável (de 50% para 70%) e no exterior (de 3% para 10%), não devem provocar uma corrida dos fundos em direção a este tipo de investimento, na visão do presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), José de Souza Mendonça.
Segundo ele, os juros básicos devem voltar a subir no ano que vem, devolvendo parte da rentabilidade perdida com a queda da taxa Selic. Ele lembrou que os fundos estão recuperando sua rentabilidade em 2009 sem alterar seu perfil de investimentos. "Não vejo caos ou crise que justifique uma mudança. Tanto que o setor se recuperou sem mudar nada", afirmou em entrevista coletiva à imprensa realizada no 30º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, em Curitiba. Os fundos mantiveram suas posições na bolsa à espera da retomada dos papéis.
Mendonça afirmou que os fundos são investidores e não especuladores e, por isso, estão preocupados com a segurança. Atualmente, a exposição média dos fundos à renda variável é de 19%, ante o limite antigo de 50%, excluindo a Previ, que eleva a média para 29%. "Já estávamos longe do limite e não é a mudança que nos levará a investir", afirmou. No exterior, não há nenhum investimento mesmo com a meta anterior de 3%. Na visão do executivo, o aumento para 10% de limite no exterior poderá justificar o investimento dos fundos em análise nesta área, mas sua opinião pessoal é de que a melhor alternativa é manter o foco no Brasil. "Ainda temos muitas possibilidades no mercado interno", afirmou.
Ele disse que a lei anterior protegeu o setor de muitas "aventuras" no passado e permitiu que os fundos não fossem tão afetados pela crise mundial. Segundo ele, a nova norma também é "prudente", mas dá espaço para cada fundo arcar com suas escolhas de investimento. "A vantagem da nova lei é ser flexível para que as pessoas caminhem por onde devem caminhar", disse.

UPDATE 2-IMF: global rebalancing hard at current forex rates

Thu Oct 1, 2009 7:14am EDT
(Adds Reuters Television interview, bylines)
By Nick Edwards and Daren Butler
ISTANBUL, Oct 1(Reuters) -It is hard to see how global economic rebalancing can happen at current exchange rates, IMF chief economist Olivier Blanchard said on Thursday.
He said the strength of world recovery would depend on rebalancing global growth, with a sustained rebound requiring an increase in private consumption and investment.
"If you think about global rebalancing you realise it is going to have to come from a number of measures and from a number of adjustments. It is very hard to see how this could happen at the current exchange rates," Blanchard told a news conference.
"In general it is very hard to see how global rebalancing doesn't come with an appreciation of Asian currencies," he said after the release of the IMF's World Economic Outlook report.
Exchange rate imbalances between countries are increasingly being viewed as one of the key issues affecting the global economy.
A major factor is the strength of the Chinese currency.
A leaders' summit of Group of 20 nations last week agreed to adopt a framework for rebalancing the world economy, which will mean convincing big exporters like China to increase domestic consumption and for the United States to save more.
NOT JUST CHINA
But rebalancing global foreign exchange rates was not just be about adjusting the level of the Chinese yuan, Blanchard said.
"I've focused on China because it is an obvious important component of the solution, but this is not a Chinese problem, it's a world problem," Blanchard said in an interview with Reuters Television.
He declined to give recommendations of specific levels for either the Chinese yuan, or other currencies.
"It's very hard to give you a number. It depends on a number of factors, what the other countries do," said Blanchard, who is one of the officials at the International Monetary Fund tasked by G20 to examine global imbalances and make recommendations to resolve them.
A report on these recommendations is due twice a year.
"We'll give you tentative answers next time we meet, but at this stage I'm not going to give you a number," Blanchard said, speaking on the sidelines of the multilateral lender's annual meetings.
BRAZIL'S EXPERIENCE
The IMF's economics chief said Brazil's recent experience of allowing an appreciation of the real BRL= in tandem with capital inflows was a model that could work in Asia.
But he said some central bank intervention might also be part of the solution.
"It may be that (capital inflows) does some of the work, it may be that more is needed and it may be that in some countries intervention may be needed to prevent too much of an appreciation. We'll just have to work it out and see how it happens," he said.
But while currency strength was key for many Asian economies, Blanchard said appreciation posed a hazard for the region's biggest economy -- Japan.
"Japan has its specific problems and it is not clear that it can adjust, that it can basically go back to health with a very strong yen," he said.
The yen has rallied steadily in recent weeks, pushing it below 90 to the U.S. dollar and forcing a series of statements about currency strength from newly-appointed finance minister, Hirohisa Fujii, that have sparked sharp reactions from foreign exchange traders.
"I would not advocate either a weak yen or a strong yen, I'm saying that the case of Japan is different from the case of other Asian economies," Blanchard said. (editing by Ron Askew)

SEC Weighs New Rules for Lending of Securities

The Wall Street Journal / BUSINESS
SEPTEMBER 29, 2009
By KARA SCANNELL and CRAIG KARMIN
Securities regulators are exploring new regulations for the multitrillion-dollar securities-lending market, the first major step regulators have taken in the area in decades.
Securities and Exchange Commission Chairman Mary Schapiro said she wants to shine a light on the "opaque market." After many large investors lost millions in last year's credit crunch, she said, "we need to consider ways to enhance investor-oriented oversight."
The SEC is holding a public round table Tuesday to explore several issues around securities lending, which has expanded into a big moneymaker for Wall Street firms and pension funds. Regulation hasn't kept pace, some industry participants contend.
Securities lending is central to the practice of short selling, in which investors borrow shares and sell them in a bet that the price will decline. Short sellers later hope to buy back the shares at a lower price and return them to the securities lender, booking a profit. Lending and borrowing also help market makers keep stock trading functioning smoothly.
The opacity of the securities-lending market worries regulators on several counts. The lack of transparency in the market has some people concerned that certain market participants could take on big risks that could threaten the financial system.
Another issue is how securities lenders invest the cash collateral put up by borrowers. The lenders are typically large institutional investors such as pension plans and mutual funds. They work through agents that act as middlemen between lender and borrower.
Last year's credit crunch exposed cases in which investors' agents placed collateral into risky pools of securities that had big losses. That spurred lawsuits by investors against agents. In some cases, the declines have been so severe that they undermined years of profits. The California Public Employees' Retirement System reported last month a loss of $634 million for its securities-lending program in the year ended in March.
Wilshire Consulting said that figure could end up as high as $1 billion, wiping away much of the $1.4 billion that Calpers has earned from this since its inception more than 20 years ago.
"We are in the process of developing new policies to reduce risk and losses in the program's reinvestment of collateral cash," said Calpers spokesman Brad Pacheco.
Fearing further losses, many investors tried to terminate securities-lending programs last year. That led banks with some of the biggest securities-lending programs, including Northern Trust Corp., State Street Corp. and Bank of New York Mellon Corp., to impose restrictions on the ability of investors to withdraw assets from these programs.
The SEC is looking into whether agents gave lenders complete information about the terms of the collateral investment. State Street disclosed in a recent SEC filing that the SEC is investigating its cash-collateral pools, among other areas.
Even in more-normal cases, when the collateral does earn a decent return, the SEC wants to make sure that the agents are being candid with the lenders about how the profits are being shared. Market participants said typical "splits" between lender and agent can be 80-20 or 60-40.
"We all know there are issues we need to work on," said Curtis Knight, director of securities lending and market risk at the Risk Management Association, a trade group that represents lending agents and custodian banks.
He said the group will work with the SEC and warned against rules that could stifle the market.
Tuesday's round table is a preliminary step and doesn't mean any rules are in the offing.
Lending also plays a role in the SEC's separate effort to limit, in particular, "naked" short selling, in which investors sell stock they don't own. The SEC has said it is exploring a "preborrow" requirement, which would require a short seller to have an agreement to borrow specific stock from a specific broker before placing the order.
Some firms are recommending regulators take strong steps. Quadriserv, an automated marketplace that displays quotes for stock loans, said stock lending should pass through a central clearinghouse.
—Jennifer Levitz contributed to this article.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

CPFL quer 25% do mercado de distribuição até 2014

Agência Estado / Wellington Bahnemann
30/09/2009
Completados cincos anos da abertura da capital na Bolsa de Valores de São Paulo, a CPFL Energia já planeja sua estratégia visando os próximos cinco anos. Pelas palavras do presidente da companhia, Wilson Ferreira Júnior, a empresa tem metas ambiciosas a cumprir até 2014. Além de manter a liderança e expandir sua atuação em distribuição, os planos são de crescer fortemente a participação no segmento de geração, principalmente em fontes renováveis, mas também considera as térmicas como um hedge (proteção) para o parque gerador do grupo. Para suportar esse crescimento, a empresa não descarta, futuramente, reduzir o nível de dividendos aos acionistas.
De acordo com o executivo, a CPFL Energia pretende aumentar sua participação no setor de distribuição de 13% para 25% até 2014. Esse crescimento se dará por meio "da compra de ativos estratégicos e de cooperativas, além da incorporação de redes particulares em nossas áreas de concessão", disse o executivo. Sobre a aquisição de distribuidoras de outros grupos, Ferreira Júnior disse que a intenção da empresa é adquirir em áreas de fronteiras as concessões que já detém. "Existem 14 empresas de pequeno porte próximo a nós", lembrou o executivo. A empresa tem ativos de distribuição em São Paulo e Rio Grande do Sul.
Em geração, a meta da CPFL é crescer dos atuais 1,737 mil megawatts (MW) de capacidade instalada para 5,4 mil MW em 2014, o que levaria a empresa a se tornar o segundo maior player privado do setor elétrico brasileiro. "Passaríamos algumas empresas estatais e ganharíamos um grande peso nesse segmento", afirmou o executivo. Um dos principais objetivos da CPFL na área de geração é se tornar líder em fontes renováveis de energia. "Pretendemos adicionar cerca de 1 mil MW de fontes alternativas", revelou o presidente da CPFL.
Desse volume de 1 mil MW, Ferreira Júnior projetou que cerca de 200 MW deverão vir de projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), 200 MW de usinas eólicas e 600 MW de térmicas movidas a biomassa. Inclusive, Ferreira Júnior revelou que a empresa negocia, no momento, uma parceria para o desenvolvimento de dois projetos de biomassa com usineiros, que deverão ser fechados até o final do ano. Ontem, a CPFL Energia anunciou uma aquisição na área de energia eólica cujos projetos podem chegar a 180 MW de capacidade instalada.
O executivo comentou também que uma peça-chave na estratégia do grupo é a usina Belo Monte, no Rio Xingu (PA), que o governo federal pretende licitar ainda este ano e que tem capacidade instalada de 11,2 mil MW. "Planejamos estar no bloco vencedor do leilão de Belo Monte, o que adicionaria um 2 mil MW ao nosso parque gerador", explicou o executivo, que afirmou que a participação da CPFL em um dos consórcios pode ficar entre 17% e um pouco acima de 20%.

Inspetor da SEC sugere ações para evitar fraudes como a de Madoff

Valor Online
30/09/2009
O inspetor da Securities and Exchange Commission (SEC), David Kotz, responsável pela fiscalização das ações da agência, agregou hoje algumas sugestões para que a autarquia seja mais eficiente no combate a fraudes como a praticada por Bernard Madoff, cuja atuação foi alvo de cinco investigações por 16 anos, sem sucesso.
A proposta de Kotz para melhorar as operações de investigação prevê interação maior entre membros de escalão mais baixo na SEC e aqueles de nível mais alto.
A agência, responsável pela supervisão e regulamentação do mercado de capitais dos EUA, recebe anualmente cerca de 700 mil queixas e denúncias externas.
O inspetor sugere que a SEC estabeleça uma orientação formal de avaliação dos vários tipos de queixas e treine a equipe em relação a essas novas diretrizes.
Também aponta para a necessidade de as queixas serem revistas por pelo menos duas equipes familiarizadas com o assunto antes de que seja tomada alguma iniciativa adicional.
As denúncias também devem ser encaminhadas para uma equipe que tenha pelo menos um integrante que tenha amplo conhecimento sobre o esquema de pirâmide financeira, usado por Madoff em seu esquema de fraude.
O inspetor também sugere a exigência de memorandos a serem preparados ao longo da investigação que incluam detalhes do tipo de perícia necessária para outras equipes envolvidas na investigação. Para Kotz, é preciso uma ação cargo a cargo para identificar as deficiências da agência reguladora.
O inspetor já havia se manifestado no dia 2 de setembro, quando apontou os problemas de investigação na SEC no caso Madoff, embora não tenha indicado ligação suspeita entre agentes e funcionários do órgão e o autor da fraude. O inspetor lembrou, na ocasião, que a SEC falhou ao não se aprofundar sobre as inconsistências do caso e se negou a aceitar ofertas de denunciantes.

Investimento de R$ 74 bi agita o setor ferroviário

Valor Online / Samantha Maia
30/09/2009
De 2003 a 2006, o setor ferroviário de passageiros teve sua produção voltada exclusivamente para o mercado externo
O trem-bala e a Copa de 2014 conduzirão R$ 74,4 bilhões em investimentos públicos para a indústria ferroviária, que quase desapareceu e ressurgiu nesta década. De 2003 a 2006, o setor ferroviário de passageiros teve sua produção voltada exclusivamente para o mercado externo. Agora, destina 15% ao mercado doméstico. De 2005 a 2008, a produção nacional de trens de passageiro cresceu 147%.
A perspectiva de lançamento do trem-bala São Paulo-Rio e de projetos de metrô e veículos leves sobre trilhos (VLT) em capitais que se preparam para receber os jogos da Copa de 2014 atraiu a atenção de empresas estrangeiras e levou multinacionais já instaladas no país, como Alstom e Bombardier, a cogitar a diversificação das linhas de produção. A espanhola CAF é uma das que chegaram ao país, inicialmente para atender encomenda de 48 trens da CPTM e 17 do Metrô de São Paulo. A perspectiva de novos contratos animou a empresa a se instalar em Hortolândia (SP) e cumprir a exigência contratual de 60% de nacionalização. O projeto não depende só do comportamento do mercado interno. A intenção é tornar a fábrica uma plataforma de exportação para a América Latina.
Há 15 anos, a Alstom se instalou no país atraída por uma onda de investimentos que não teve continuidade. A empresa, a única fabricante de trens de passageiros antes da entrada da CAF, conseguiu se manter com exportações. O cenário mudou em 2007 e de lá para cá fechou vários contratos para o Metrô e a CPTM, em São Paulo, VLTs e trens para Brasília. A companhia agora aguarda licitações em fase de preparação para mais 33 trens da CPTM e 26 trens do Metrô paulistano. "Se o mercado continuar dessa forma, pensamos em ampliação e em implantação de novas fábricas", diz Ramon Fondevila, diretor-geral da Alstom.
O quadro de fornecedores nacionais aumentou por conta dos investimentos em andamento. O índice médio de nacionalização do setor hoje é de 70%, segundo dados do Simefre, entidade que reune fabricantes de materiais e equipamentos ferroviários e rodoviários. A Marcopolo, do segmento rodoviário, quer se tornar fornecedora para o setor ferroviário de passageiros. Segundo José Antônio Fernandes Martins, vice-presidente da empresa, o plano deve se confirmar com o projeto do trem-bala.

Abrasce lança pós-graduação para o mercado de shopping centers

Curso será oferecido pela Associação em parceria com o Insper – Ibmec São Paulo, a partir de 2010
Portal do Shopping
30/09/2009
Acontece no dia 01 de outubro, em São Paulo, o lançamento do Shopping Center Management Program, um curso de pós-graduação, que será oferecido pela Associação Brasileira de Shopping Centers – Abrasce, a partir de março de 2010. A pós-graduação será realizada em parceria com o Insper – Ibmec São Paulo e tem o objetivo de capacitar tecnicamente os profissionais para o setor, com um conteúdo customizado e focado no mercado.
O curso é estruturado em sete módulos: Operação e Projetos; Marketing; Finanças; Aspectos Legais e Jurídicos; Estratégia Coorporativa e Planejamento; Pessoas; e Módulo Aplicativo. A grade terá a duração de 15 meses/aula. O público alvo são gestores de shopping centers, que atuam em diversas áreas funcionais dos empreendimentos.
Entre os convidados do evento de lançamento está o economista Eduardo Gianetti, que ministrará uma palestra sobre as dimensões da crise internacional e as perspectivas da economia brasileira.
A abertura será feita pelo presidente da Associação, Luiz Fernando Veiga e pelo Claudio Haddad, Diretor Presidente do Insper – Ibmec São Paulo. Na mesma oportunidade, Décio Pecin, Superintendente de Operações da ABRASCE, apresentará o 11º Congresso Internacional de Shopping Centers e Exposhopping, maior evento do setor de shoppings da América Latina.
Educação - O Shopping Center Management Program é resultado do empenho da Abrasce em contribuir para o constante aprimoramento dos profissionais do setor. Além deste, a Associação realiza seminários, cursos e encontros regionais, em todo o Brasil. Outro ponto que merece destaque é o acervo mantido pela Associação, em Biblioteca própria, disponível para pesquisas dos profissionais do mercado e estudantes.
Lançamento Shopping Center Management Program, 01/10/2009, às 18h30., no Insper – Ibmec São Paulo, Rua Uberabinha, s/n – São Paulo/SP.
Abrasce - A Associação Brasileira de Shopping Centers - Abrasce - é a entidade que representa o setor no Brasil. Com 33 anos de atuação, reúne entre seus associados os principais empreendedores, administradores, prestadores de serviços e lojistas do setor e tem por objetivo o fortalecimento dessa indústria em âmbito nacional. Em parceria com o International Council of Shopping Centers - ICSC, promoverá, em outubro de 2010, o 11º Congresso Internacional de Shopping centers, evento que acontece a cada dois ano. [www.portaldoshopping.com.br]

Serasa: comércio está confiante no Dia das Crianças

Agência Estado
30/09/2009
A confiança do comércio do Brasil no Dia das Crianças é um termômetro, para este ano, de um Natal melhor que o de 2008. A Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial, divulgada hoje, mostra que 49% dos comerciantes têm esperança de acréscimo no faturamento do 12 de Outubro, o maior nível entre as datas comemorativas do ano. De acordo com a Serasa Experian, como a data é uma indicação do consumo para o 25 de Dezembro, espera-se vendas maiores nas comemorações de fim de ano, pois em 2008 o movimento foi brando em razão dos resultados da crise econômica internacional no País.
Ainda assim, o Dia das Crianças deste ano perde para o de 2008, quando 52% dos entrevistados esperavam um aumento do faturamento. A porcentagem de 2009 repete a de 2007. O levantamento foi feito com 1.011 executivos do varejo, entre os dias 4 e 17, e superou a expectativa para o Dia dos Pais. Para este ano, 37% dos varejistas apostam na manutenção do faturamento e 14%, na queda. Os que aguardam uma elevação nas vendas esperam um aumento médio de 15,4%. Os pessimistas, que preveem declínio, esperam 18,7% a menos de faturamento.
Por tamanho, as grandes empresas são as mais otimistas, com 68% dos entrevistados com a expectativa de elevação no faturamento, 24% de manutenção e somente 8% de queda. Depois, vêm as companhias médias, com 57% aguardando um aumento do faturamento, 31% prevendo estabilidade e 12%, recuo. Nas pequenas empresas, 46% esperam alta das vendas e 39% estabilidade, o mesmo quadro de 2008. Já 15% acreditam que haverá uma performance pior.
Por região, o Norte (57%), Nordeste (52%) e Centro-Oeste (55%) são as mais otimistas sobre uma possível alta no faturamento para o Dia das Crianças. Em seguida estão o Sudeste, com 49%, e o Sul, com 44%. Os varejistas indicam que os presentes mais comprados na próxima data comemorativa serão brinquedos (68%), jogos eletrônicos (11%), telefones celulares (9%), roupas, sapatos e tênis (6%), artigos eletrônicos (3%), chocolates e doces (1%), DVDs, CDs e livros (1%), computadores e equipamentos (1%) e outros (1%).

SEC Watchdog Pushes Changes After Madoff Failure

By THE ASSOCIATED PRESS
Published: September 29, 2009
Filed at 9:26 p.m. ET
WASHINGTON (AP) -- The watchdog of the Securities and Exchange Commission has recommended a new system for handling the thousands of tips and complaints the agency receives and other changes to prevent another breakdown like the one that allowed Bernard Madoff's massive fraud to go undetected for 16 years.
The proposals from SEC Inspector General David Kotz for the agency's enforcement and inspections operations also include making it easier for junior-level enforcement attorneys to bring their concerns to top managers.
In a report late last month, Kotz detailed how the SEC bungled five investigations of Madoff's business between June 1992 and last December, when the financier confessed the scheme to his sons. Top SEC officials have pledged to fix the problems and say they already have made major changes.
''We found that enforcement staff lacked adequate guidance on how to appropriately analyze complaints,'' said one of the two reports Kotz issued Tuesday. ''As a result, enforcement staff did not conduct a thorough review of a complaint brought to their attention in 2001 regarding Madoff.''
The SEC receives an estimated 700,000 tips and outside complaints a year.
Looking at the agency's Office of Compliance Inspections and Examinations, Kotz recommends that it establish a specific process for identifying red flags and potential violations of securities laws. Also, within three years, half of the OCIE staff -- now at 828 -- should become formally certified as examiners.
Kotz recommended that the SEC:
--Establish formal guidance for evaluating various types of complaints and train staff on using the new guidelines.
--Require tips and complaints to be reviewed by at least two people familiar with the subject matter before deciding not to take further action.
--Assign investigations to teams with at least one member who has specific knowledge of Ponzi schemes. In Ponzi, or pyramid, schemes, new investors' money is used to pay earlier investors, creating a high rate of return that cannot be sustained.
--Require planning memos to be prepared during investigations that include details of the type of expertise that is needed from other people not involved in the investigation, both inside and outside the SEC.
Kotz's earlier review found that the enforcement attorneys and investigators assigned to probe Madoff were inexperienced and their work wasn't adequately supervised.
The 2001 complaint, made to the SEC by private fraud investigator Harry Markopolos, included some 30 red flags indicating that Madoff was running a Ponzi scheme, Kotz's report noted.
Madoff, who pleaded guilty in March, is serving a 150-year sentence in federal prison in North Carolina for what could be the biggest Ponzi scheme in history. It destroyed thousands of people's life savings, wrecked charities and gave the financial system another big jolt.
The legions of investors who lost money included Hollywood celebrities, ordinary people and famous names in business and sports -- as well as big hedge funds, international banks and charitable foundations worldwide.
Federal prosecutors said earlier this month that a search of financial records, including microfilm records dating to 1979, show that investors suffered net losses exceeding $13 billion.
Kotz also is recommending ''employee-by-employee'' action to ensure the SEC fixes the deficiencies. No SEC employees have been fired specifically for the bungled investigations of Madoff, though the heads of the enforcement division and inspections office have left in recent months.
SEC Chairman Mary Schapiro, who took over in January, has brought changes to the agency and revamped enforcement efforts. SEC Enforcement Director Robert Khuzami, who joined the agency in March, says that he has started the most extensive restructuring of his division in at least 30 years.
''We concur in all of the recommendations in the report,'' Khuzami wrote in a memo to Kotz. ''In fact, (the enforcement division) has already taken significant steps toward creating a better organized and more effective division.''

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

SEC defende fortalecimento de plano para regular swaps

Reuters
24/09/2009
O principal regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos disse nesta terça-feira que o plano da Casa Branca de regular o mercado privado de derivativos de US$ 450 trilhões precisava ser fortalecido para minimizar a arbitragem regulatória.
A presidente da Securities and Exchange Commission (SEC), Mary Schapiro, disse que os swaps precisam ser regulados como os ativos dos quais eles derivam e que o Congresso precisa dar aos mercados instrumentos regulatórios para impor autoridade antifraude.
"A proposta do Tesouro iria manter a autoridade antifraude da SEC sobre swaps relativos a ativos mobiliários, mas infelizmente isso não dá as ferramentas necessárias para policiar adequadamente todos esses swaps", disse, em texto que será apresentado ao Congresso.

Governo autorizará emissão de debêntures pelos bancos

Valor Online / Fernando Travaglini, Cristiane Lucchesi, Vanessa Adachi e Claudia Safatle
24/09/2009
O objetivo é claro, criar mecanismos de captação para atender a esperada explosão de crédito
O governo vai autorizar os bancos a emitir um título semelhante às debêntures para aumentar as fontes de recursos de longo prazo para empréstimos. Hoje, só as empresas não financeiras podem emitir debêntures. O novo papel já vem sendo chamado de nota bancária de crédito. O objetivo é claro, segundo um executivo que participou das reuniões que discutiram o assunto: criar mecanismos de captação para atender a esperada explosão de crédito.
A nota bancária de crédito seria destinada a prover recursos para as operações de crédito de longo prazo. Pelas discussões, os papéis poderiam ter prazo de até cinco anos. Para executivos de bancos, as instituições de médio e pequeno portes, as mais carentes de funding, seriam as beneficiárias imediatas do novo instrumento. O interesse dos grandes bancos cresceria com o avanço do crédito.
Com o salto do crédito, de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) para 45%, o prazo dos ativos (empréstimos) dos bancos se alongou mais rapidamente que o dos passivos (as fontes de recursos). Hoje, há grande descasamento entre as captações com liquidez diária, como os Certificados de Depósito Bancário (CDB), e os créditos mais longos, como financiamento de veículos.
Um dos bons atrativos para os grandes bancos é que essa debênture, por ser um título, estará isenta do recolhimento de depósito compulsório. Hoje, as instituições com patrimônio abaixo de R$ 7 bilhões estão livres desse recolhimento.
Os defensores da criação do título acreditam que, por causa da transparência maior da debênture, um novo tipo de investidor será fisgado: aquele que não quer comprar CDBs de mais longo prazo dos bancos pequenos e médios. Mas há banqueiros e investidores mais céticos. Eles creem que, mesmo com essas notas, os investidores não vão se interessar em alongar prazos para os bancos menores.
O novo título viria na hora certa. Adotada em meio à crise, a medida que estimulou os grandes bancos a usar o compulsório para emprestar a bancos com patrimônio de referência de até R$ 7 bilhões acaba no dia 30.

Fundo para a sustentabilidade

Agência Estado
24/09/2009
Com o objetivo de canalizar uma progressiva demanda por empresas com processos ou produtos que menos impactam o meio ambiente, a Tripod Investments e a Casaforte Investimentos vêm de lançar um fundo específico para essa área. A informação foi prestada à revista Sustentabilidade por Elisabeth Lernet, sócia da Tripod.
Um crescente número de companhias brasileiras está buscando processos que visem o melhor gerenciamento dos impactos socioambientais. E a principal missão do fundo é vasculhar o universo de grandes, médias e até de pequenas empresas que estejam pesquisando, desenvolvendo ou implementando produtos e serviços no contexto da chamada economia verde.
O dinheiro para o novo fundo virá de investidores institucionais, como fundos de pensão e órgãos multilaterais, entidades de fomento governamentais e até de investidores privados. Só não entram na lista empresas que explorem fumo, bebidas, armamentos e drogas.

Com a crença de que o pior já passou, varejo vive crescimento gradativo

"Mas ainda temos setores, voltados às exportações, que ainda não se recuperaram", afirmou InfoMoney / Alencar Burti
24/09/2009
"O varejo experimenta crescimento gradativo das vendas", afirmou o presidente da CACB (Confederação das Associações Comerciais do Brasil), Alencar Burti, em entrevista concedida à Agência Sebrae.
Segundo ele, pode-se dizer que o pior da crise já passou. "O Brasil sofreu menos do que os países desenvolvidos e saiu mais rapidamente da crise, porque a economia brasileira está mais forte do que no passado, quando qualquer crise externa nos atingia por meio do balanço de pagamentos...", disse.
"Mas ainda temos setores, como o de bens de capital e de manufaturados, voltados às exportações, que ainda não se recuperaram", acrescentou.
Segundo ele, um dos motivos para a recuperação do varejo é o restabelecimento da renda e do emprego, o que favorece o consumo.

Bank of America Merrill Lynch enfrenta novo processo nos Estados Unidos

InfoMoney
24/09/2009
Na segunda-feira (21), o Bank of America Merrill Lynch fechou um acordo com o governo para encerrar o contrato de garantia junto ao poder público, ante o pagamento de US$ 425 milhões.
No entanto, o banco não cumpriu o prazo estipulado pela SEC (Securities and Exchange Commission) para apresentar os detalhes da aquisição da Merrill Lynch realizada no ano passado, de modo que será intimado judicialmente pelo órgão quanto ao descumprimento.
A SEC acusa o BofA de não revelar a seus acionistas a autorização do pagamento de bônus bilionários a seus funcionários, na maioria executivos de grande escalão.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

País retoma 50% dos investimentos congelados por crise, segundo BNDES

Rodrigo Postigo
21/09/2009
Cerca de 50% dos R$ 93 bilhões de projetos de investimento no Brasil que foram congelados pela crise financeira já foram retomados pelas empresas, de acordo com uma levantamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira.
O estudo do banco estatal apontou que o setor público e privado projetava em agosto de 2008 (antes do agravamento da crise) investimentos de R$ 781 bilhões até 2012. Em dezembro do ano passado, o valor tinha caído para R$ 688 bilhões. Mas no levantamento realizado no último mês, a projeção já era de R$ 731 milhões.
De acordo com os economistas Fernando Pimentel Puga e Gilberto Rodrigues Borca Junior, a recuperação foi incentivada pela atuação do Estado. "Grande parte dos projetos mapeados está relacionada a metas fixadas por meio de leilões, concessões e autorizações ao setor privado para exploração de serviços públicos", afirmaram ao jornal.

País planeja investir R$ 71 bilhões até 2014 em ferrovias

Valor é 270% superior aos recursos aplicados entre 2004 e 2008.
Gastos atuais tentam recuperar os tempos áureos da década de 50.
Agência Estado
21/09/2009
Uma nova onda de investimentos promete devolver o fôlego do transporte ferroviário brasileiro nos próximos cinco anos. Entre projetos de metrôs, veículos leves sobre trilhos (VLT), ferrovias de carga e trens urbanos, o país deverá receber R$ 71 bilhões até 2014. O valor é 270% superior aos recursos aplicados entre 2004 e 2008, segundo levantamento feito pelos organizadores do evento Negócios nos Trilhos. Parte dos recursos sairá dos cofres dos governos federal e estadual. Outra parcela será bancada pela iniciativa privada.
O movimento brasileiro - guardada as devidas proporções - segue a aposta mundial de reerguer o setor ferroviário. Nos últimos meses, para amenizar os efeitos da crise financeira e criar novos postos de trabalho, países como Estados Unidos, China, Índia e algumas nações da Europa lançaram pacotes bilionários para ampliar o transporte sobre trilhos - seja de carga ou de passageiros.
No Brasil, os investimentos atuais tentam recuperar os tempos áureos da década de 50, quando a malha ferroviária chegou aos 37 mil quilômetros de trilhos. De lá pra cá, em vez de crescer, a extensão diminuiu por causa de uma série de medidas consideradas equivocadas pelos especialistas, como o foco no transporte rodoviário.
Hoje, são apenas 29 mil quilômetros de ferrovias. Mas, se todos os empreendimentos projetados saírem do papel, esse número subiria para 35 mil km, em 2015 - ainda abaixo do verificado na década de 50. Segundo o diretor da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, o plano do governo é alcançar 52 mil km de estrada de ferro até 2030 - o ideal para cobrir todo o território nacional.
Dos R$ 71 bilhões previstos para os próximos cinco anos, R$ 25 bilhões vão para a expansão do transporte de carga, explica o diretor do Negócios nos Trilhos, Gerson Toller-Gomes. Os investimentos incluem a conclusão das Ferrovias Norte-Sul, Nova Transnordestina, Litorânea Sul e Oeste-Leste, além da expansão de Carajás, Vitória-Minas e Ferronorte. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".