Rodrigo Postigo
25/07/2008
A União Européia ofereceu ao Brasil nesta sexta-feira a chance de exportar mais bioetanol ao bloco de 27 países como parte dos esforços para destravar as negociações comerciais globais, disse o comissário de comércio europeu, Peter Mandelson.
Em troca, a UE quer ter mais acesso para suas exportações no mercado brasileiro, acrescentou o comissário.
"Surpreendetemente, dada a importância dessa questão para Brasília, (o ministro das Relações Exteriores, Celso) Amorim, pareceu rejeitar o valor de tal oferta para o Brasil", disse Mandelson em seu blog na Internet.
A UE quer que grandes países em desenvolvimento, como o Brasil, abram seus mercados nas áreas de bens industriais, como carros e indústria química, em troca da abertura do mercado agrícola europeu.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
UE oferece acesso de bioetanol brasileiro ao mercado europeu
Rates, U.S. serve double-whammy to Brazil stocks
Thu Jul 24, 2008 5:27pm EDT
By Ana Nicolaci da Costa
SAO PAULO, July 24 (Reuters) - Brazil's stock market slumped more than 3 percent on Thursday with a steep rate rise in the previous session and tumbling U.S. stocks serving a double blow to a market suffering sharp losses this month.
Sao Paulo's main stock index .BVSP was down 3.3 percent at 57,434.37 points, taking July's losses to more than 11 percent so far.
On Wednesday, Brazil's central bank raised rates by a higher-than-expected 75 basis points to 12.75 percent in a move aimed at curbing resurgent inflation whose build-up risks undermining economic growth.
But this helped Brazil's currency, the real BRBY, up 0.4 percent against the dollar to trade at 1.579.
The prospect of higher local interest rates and of a potential recession in the world's largest economy took a toll on the broader market.
Top weighted oil giant Petrobras (PETR4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) fell 4.4 percent to 34.50 reais even as crude prices rose. Miner Vale (VALE5.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) lost more than 5 percent to 38.00 reais dragged by lower metal prices.
Meanwhile, U.S. stocks tumbled after a report showing yet another drop in U.S. home sales prompted investors to take profits in financial shares.
"With a very poor performance in international markets, the impact from higher interest rates took a back seat," said Rodrigo Bresser Pereira, director of Bresser Wealth Management.
Brazilian banks also fell. Banco Bradesco (BBDC4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) fell 3.4 percent to 32.85 reais, Banco Itau (ITAU4.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) slid more than 4 percent to 32.90 and Unibanco (UBBR11.SA: Quote, Profile, Research, Stock Buzz) lost 4.8 percent to 20.20 reais.
Not even lower-than-expected inflation numbers managed to cheer economists betting on more monetary tightening down the line.
Brazil's so-called IPCA-15, which tracks consumer prices from around the 15th of one month to the 15th of the next, rose 0.63 percent in the month to mid-July, less than an expected 0.67 percent rise. It slowed from a 0.9 percent increase in the month to mid-June.
Interest rate futures <0#dij:> on the BM&F commodities and futures exchange in Sao Paulo were mixed, with a majority of economists betting on more tightening after the central's bank steeper-than-expected rate rise on Wednesday.
A Reuters poll published on Thursday showed analysts raised their forecasts for Brazilian rate hikes in 2008 with a majority betting on another 75 basis point increase at the monetary policy comittee's September meeting.
(Additional Reporting Aluisio Alves; Editing by Diane Craft)
Publicado por
Agência de Notícias
às
25.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Negociações da Rodada Doha passam por "momento decisivo”, diz OMC
Efe / Folha Online
25/07/2008
O diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy, afirmou nesta sexta-feira que as negociações sobre a Rodada Doha para a liberalização comercial mundial passam por "um momento decisivo".
Durante a reunião realizada pelo quinto dia consecutivo representantes de cerca de 30 países da OMC para salvar a rodada, Lamy disse que as nações estão perto "do êxito ou do fracasso".
Após reiterar que as negociações vão atravessar nas próximas horas "um momento decisivo", disse que há alguma "convergência", mas, acrescentou, estas são lentas.
Hoje, o grupo-chave da OMC (Brasil, Austrália, China, EUA, Índia, Japão e a União Européia) voltará a se reunir, e do resultado dessas "consultas" poderia depender a continuidade e o êxito da reunião, segundo fontes ligadas à negociação.
Entre os assuntos sobre os que parece que há uma aproximação, estão aspectos relacionados ao acesso aos mercados agrícolas e à redução de tarifas, acrescentaram as fontes.
Lamy pediu que os países mudem "radicalmente" sua postura ou a reunião fracassará e, em conseqüência, ficará estagnada a Rodada Doha, iniciada em 2001, a fim de aprofundar na liberalização comercial mundial.
Hoje, todos os países que participam da reunião expressaram sua preocupação com a repercussão do que ocorrer nas próximas horas.
Ontem o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que nesta sexta-feira se saberá se é possível ou não um acordo na Rodada Doha. "Prosseguiremos amanhã com as discussões e acho que amanhã, (...) então, saberemos se será ou não possível. Talvez não cheguemos a uma conclusão, mas devemos chegar a um acordo", declarou Amorim ao final do quarto dia rodada da reunião ministerial.
O comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, havia alertado ontem para "o risco de um fracasso" nas negociações. Os comissários, chefes negociadores da UE, insistiram que é necessário uma maior flexibilidade por parte de outros membros --as nações emergentes, liderados por Brasil e Índia- em bens industriais.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou por sua vez que não vai assinar o acordo relacionado à Rodada Doha do jeito que está. Ele pede maior abertura dos países emergentes para os mercados industriais.
Na terça-feira (22), a representante americana do Comércio, Susan Schwab, apresentou a proposta de reduzir os subsídios agrícolas para US$ 15 bilhões. Amorim elogiou a iniciativa, mas disse que ainda é insuficiente.
Publicado por
Agência de Notícias
às
25.7.08
Marcadores: Economia, Exportação
Dívida pública federal sobe 0,47% em junho, para R$ 1,34 trilhão
Segundo Tesouro, juros são a principal explicação para o aumento da dívida em junho.Impacto do aumento de juros na dívida federal é de R$ 3,5 bilhões em 12 meses.
G1 / Alexandro Martello
25/07/2008
A dívida pública federal, o que inclui as dívidas interna e externa, subiu 0,47% em junho deste ano, para R$ 1,34 trilhão, informou nesta quinta-feira (24) a Secretaria do Tesouro Nacional. Em maio, a dívida estava em R$ 1,33 trilhão.
O aumento da dívida pública de maio para junho se deve, segundo o Tesouro, principalmente à apropriação de juros sobre o seu estoque, ou seja, seu volume total. Somente no mês passado, esse fator contribuiu para elevar o endividamento federal em quase R$ 14 bilhões, mas foi compensando, em parte, pelo resgate de títulos públicos, acima das emissões, no montante de R$ 6,2 bilhões.
No caso da dívida externa federal, houve queda de 1,5% em junho, para R$ 96,1 bilhões. No fim de maio, a dívida externa federal estava em R$ 97,5 bilhões. "Essa redução foi consequência da valorização da moeda nacional [real] frente às demais moedas que compõe a dívida pública federal externa", informou o Tesouro.
Publicado por
Agência de Notícias
às
25.7.08
Marcadores: Economia, Tributária
Brazil Stocks Slip Into Bear Market for Second Time in 2 Years
By Fabio Alves and Alex Ragir
July 25 (Bloomberg) -- Brazilian stocks fell into a bear market for the second time in two years, dragged down by the most aggressive interest-rate increases in emerging markets and declining commodity prices.
Brazil's Bovespa, until June the best-performing index among the world's 20 biggest markets with a 14 percent gain, slumped 3.3 percent to 57,434.37 yesterday, bringing the loss from its May record to 22 percent. A 20 percent drop is considered the threshold for the so-called bear market.
Banks led yesterday's sell-off after policy makers raised the benchmark lending rate by 0.75 percentage point to 13 percent, more than economists forecast and up from 11.25 percent in May. Higher borrowing costs and a 13 percent drop in the Reuters/Jefferies CRB Index of commodity prices from its peak combined to send the Bovespa down 10 percent in June and 12 percent this month.
``A major price correction in commodities will impair nations that are net producers, though it's still too early to tell if that's going to happen,'' said Walter ``Bucky'' Hellwig, who helps oversee $30 billion including Brazilian stocks at Morgan Asset Management in Birmingham, Alabama.
The Bovespa last entered a bear market in 2006, plunging 22 percent between May 9 and June 13, on concern inflation would force central banks to increase rates. The index recovered and posted an annual gain of 33 percent that year.
Brazil became the 23rd of 25 developing countries in the MSCI Emerging Markets Index to enter a bear market since October, with only Jordan and Morocco avoiding the slump. Among 23 developed nations in the MSCI World Index, only Canada hasn't fallen 20 percent or more.
`Extremely Poor'
``Global equity sentiment has been extremely poor,'' said Michael Hartnett, chief emerging markets equity strategist at Merrill Lynch & Co., who has an ``overweight'' rating on Brazil's stocks. ``People were taking profit in markets that they had profits to take, and Brazil was one of them.''
Energy producers and mining companies led the MSCI Brazil index lower during the past month, dropping 21 percent and 18 percent as crude oil fell from an all-time high of $145.29 a barrel on July 3 to $125.49 yesterday. Zinc plunged 27 percent from its May 16 record, while copper slid 9.5 percent.
Brazil's state-controlled oil company Petroleo Brasileiro SA and iron-ore supplier Cia. Vale do Rio Doce, which make up about a third of the Bovespa index, slid more than 33 percent since the commodities index peaked.
Bank Stocks
Financial stocks and retailers fell yesterday after the central bank increased the overnight lending rate for the third time in 2008 to fight the fastest inflation in 2 1/2 years.
``Overlapping with a slowdown in the rest of the world and weaker commodities prices, it takes away the appeal of investing in the country,'' Hellwig said.
Uniao de Bancos Brasileiros SA dropped 4.8 percent to 20.20 reais. Banco Itau Holding Financeira SA, Brazil's second-biggest non-state bank, dropped 4.1 percent to 32.90 reais. Lojas Americanas SA, the country's biggest discount chain, fell 1.6 percent, bringing its decline this year to 29 percent.
Gerdau SA slumped 6.1 percent and Usinas Siderurgicas de Minas Gerais SA lost 6.7 percent, leading a drop in steelmakers on concern demand for metals is slowing as copper, nickel and aluminum futures retreated. Mining and chemical companies, which together with energy producers make up 57 percent of the MSCI Brazil index, slid 4.6 percent to a four-month low.
``Growth will slow a bit,'' said Urban Larson, Latin American portfolio manager at F&C Management Ltd. in London, which oversees about $2.5 billion in stocks. ``I don't see the almost 6 percent type of growth of last year continuing.''
Publicado por
Agência de Notícias
às
25.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
BC tenta jogar água fria na economia do Brasil, diz 'Forbes'
Revista americana fala do superaquecimento econômico e da elevação da taxa Selic.
BBC
25/07/2008
O Banco Central do Brasil está tentando jogar água fria na aquecida economia do país com a elevação da taxa de juros nesta semana, diz uma reportagem publicada na edição desta sexta-feira da versão online da revista americana Forbes.
Intitulada "Cooling off Brazil" (Esfriando o Brasil, em tradução literal), a reportagem comenta a elevação da taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano, determinada pelo BC nesta semana.
Segundo a revista, a decisão foi uma resposta à preocupação com a aceleração da inflação e "surpreendeu os mercados". Como exemplo, a Forbes cita a forte queda de 3,3% da Bovespa, registrada na quinta-feira.
Citado pela matéria, o economista Rafael de la Fuente, do banco BNP Paribas, afirma que o momento atual do Brasil é "digno de uma resposta dura dos mercados".
"Assim como outros países, a economia [do Brasil] é afetada pelos mesmos choques externos dos preços dos alimentos. No entanto, para completar, a demanda doméstica do país está forte", disse Fuente à Forbes.
De acordo com ele, a economia está superaquecida e, por isso, o Banco Central precisa de uma política monetária que "transmita a mensagem de que a inflação precisa ser reduzida e será reduzida".
A Forbes afirma que os economistas e corretores questionados pelo BC prevêem que a inflação irá atingir 6,53% neste ano - um índice maior do que a meta de 4,5% estipulada pelo governo e maior do que o teto de 6,5%.
A revista lembra que o presidente do BC, Henrique Meirelles, prometeu trazer a inflação para 4,5% até o final de 2009. Segundo a Forbes, isso seria uma indicação de que outras elevações nas taxas de juros poderiam estar a caminho.
Publicado por
Agência de Notícias
às
25.7.08
Marcadores: Economia, Tributária
Aeroportos receberão R$ 3,89 bilhões para Copa de 2014, prevê Infraero
Desse total, R$ 2,89 bilhões serão repassados pela União.Na véspera, associação afirmou que Brasil não conseguirá atender turistas.
G1
25/07/2008
A Infraero, empresa que administra os aeroportos brasileiros, informou nesta quinta-feira (24) que está investindo na melhoria dos aeroportos do país para atender a demanda que será criada pela Copa do Mundo de 2014. Em comunicado, a estatal afirmou que, embora esteja em fase de “levantamento de informações precisas para a expansão da infra-estrutura aeroportuária” para o evento, vários projetos e obras já estão em andamento nos principais aeroportos brasileiros. A estimativa de investimentos em aeroportos de todo Brasil é de R$ 3,89 bilhões, entre 2007 e 2010. Desse total, R$ 2,89 bilhões serão repassados pela União e R$ 1 bilhão como contrapartida da Infraero, informou a estatal. Na véspera, a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) afirmou que o país não conseguirá atender a demanda de turistas que virão para o Brasil assistir aos jogos da Copa de 2014.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
PENPIX: Main protagonists in the WTO's Doha free trade round
Wed Jul 23, 2008 6:53am EDT
(Reuters) - Following are brief descriptions of the main protagonists meeting this week to try to cement a long-sought World Trade Organization treaty.
PASCAL LAMY, WTO DIRECTOR-GENERAL
The Frenchman and former European Union trade commissioner became head of the WTO in September 2005, nine months after the Doha round was originally meant to have concluded.
He is known as a tough negotiator, and has become personally involved in highly sensitive talks over banana tariffs in addition to his work overseeing the Doha round.
An avid runner, Lamy has sought to energize negotiators by likening the WTO talks to a marathon entering its final stretch.
SUSAN SCHWAB, U.S. TRADE REPRESENTATIVE
Since becoming the United States' top trade negotiator in June 2006, Schwab has worked aggressively to conclude bilateral free trade deals with Peru, Colombia, Panama, and South Korea, some of which have proved unpopular in the U.S. Congress.
Her record on the Doha round has also been mixed. A Geneva ministerial meeting she attended in her second month on the job collapsed in failure over rich-poor splits, and an attempt to revive the talks in Germany last year similarly fizzled out.
The daughter of a diplomat, Schwab grew up in Africa, Europe and Asia, and holds a PhD in public policy. She has repeatedly said that Washington was willing to make ambitious offers in the Doha talks so long as its major trading partners do the same.
PETER MANDELSON, EUROPEAN UNION TRADE COMMISSIONER
Known for his political prowess, the former British Labor politician is under intense pressure from the EU's 27 member states who are at odds over what a Doha deal should look like.
Mandelson, who tends to align with the United States in talks over agriculture and industrial goods, came under personal attack by French President Nicolas Sarkozy this month for his negotiating positions which may sharply cut farm subsidies.
"My shoulders are broad enough and my skin thick enough to take this," was his response.
CELSO AMORIM, BRAZILIAN FOREIGN MINISTER
The soft-spoken career diplomat is in his second term as minister of foreign affairs of Brazil and has won plaudits for raising his country's profile on the international trade stage.
Amorim's refusal to give into rich-country demands for big cuts to the duties applied to manufactured goods entering emerging markets has made him a hero for some and a headache for others in the WTO talks.
Brazil often speaks for developing countries in the Doha round, but has alienated some of its export-dependent regional neighbors including Chile and Mexico. African and Caribbean countries have also bristled against Brazil's stance on sugar.
KAMAL NATH, INDIAN COMMERCE AND INDUSTRY MINISTER
India's charismatic trade chief may prove distracted next week, when his party faces a confidence vote in parliament in the middle of the WTO talks in which India has a huge stake.
Nath, who has stood firm on the need to protect subsistence farmers in any deal to tear down barriers to trade, will travel to Geneva and then return to New Delhi for the key vote, and then return to Geneva for the end of the negotiations.
Diplomats say his presence will be needed for Lamy to successfully knock Washington, Brussels and India's emerging market peers from their entrenched positions. Before his current post, the voluble politician served as India's minister of textiles, and of the environment and forests.
Publicado por
Agência de Notícias
às
23.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Empresários temem oferta de gás nos próximos anos, diz dirigente
Agência Brasil
23/07/2008
Metade das empresas filiadas à Associação Paulista de Cogeração de Energia (Cogen-SP) teme pela produção brasileira de gás natural nos próximos anos, porque acreditam que haverá problemas de restrição de oferta, o que pode ter impacto negativo no desenvolvimento de projetos.
A afirmação é do vice-presidente da entidade, Carlos Roberto Silvestrin, para quem o receio é um empecilho à concretização de projetos de co-geração energética. "Eles acham que não vamos ter uma expansão da oferta de gás nos próximos três ou quatro anos", disse nesta terça-feira, ao participar do Fórum Oportunidades para Co-Geração a Gás e Biomassa, realizado na cidade de São Paulo.
"Enquanto não se conseguir adicionar oferta adicional ao gás (hoje adquirido da Bolívia e produzido no Brasil), teremos algumas restrições de oferta, o que retarda o desenvolvimento de projetos", afirmou.
Segundo Silvestrin, embora estejam previstos, no período que vai de 2009 a 2014, investimentos da ordem de US$ 140 bilhões no setor de óleo e gás, o gás natural ainda deve demorar a chegar ao mercado devido à complexidade do sistema produtivo (plataformas, unidades de processamento, gasoduto e redes de distribuição).
Outro problema apontado pelo dirigente é que a atual produção é direcionada, prioritariamente, às usinas termoelétricas da Petrobrás.
De acordo com Silvestrin, no Brasil, o mercado de co-geração tem muito a se expandir, podendo vir a responder por 15% do total da energia produzida em 2020. Segundo ele, hoje, as centrais de co-geração já respondem por mais de 6 mil megawatts de energia, sendo 2 mil megawatts obtidos a partir do uso do gás natural e o restante, com a utilização biomassa. "Já é significativo. Seria quase metade de uma Itaipu (obtidos) por meio da co-geração", disse.
O vice-presidente da Cogen-SP destacou ainda que estão previstos investimentos da ordem de R$ 30 bilhões nos dois processos de co-geração, para os próximos anos. Silvestrin lembrou ainda que estão em desenvolvimento quase 500 projetos que, juntos, seriam capazes de produzir mais 500 megawatts de energia.
Publicado por
Agência de Notícias
às
23.7.08
Marcadores: Economia, Petróleo e Derivados
Brazil boom breeds new generation of millionaires
Wed Jul 23, 2008 1:43am EDT
By Todd Benson
SAO PAULO (Reuters) - When Fabio Calderaro was a 23-year-old cadet at Brazil's military academy in 2000, he invested a couple of thousand dollars in the stock market.
At first, the value of his investment plummeted. But as he grew more market savvy, his fortunes changed -- so much so that a few years later Calderaro quit the military and started living off his gains.
By the time he was 29, Calderaro was worth well over a million reais ($630,000) thanks to big bets on steel, mining and banking stocks just as Brazil's economy was taking off after decades of lackluster growth. Since then, his fortune has swelled even more, cementing his status as a full-fledged member of Brazil's new rich.
"I was in the right place at the right time," said Calderaro, who is now 31 and teaches seminars on the stock market when he is not managing his own expanding portfolio. "All this was possible because of the economy."
Thanks largely to a commodities and credit boom, Brazil is seeing a burst of economic growth that is lifting millions out of poverty in a country long known for its stark inequality. On top of that wave, riding a stock market that tripled in four years, is a breed of millionaires like Calderaro being created at a breakneck pace -- at least 23,000 last year.
Only India and China churned out millionaires at a faster pace in 2007 than Brazil, according to the latest world wealth report by Merrill Lynch and Capgemini. The number of Brazilians worth more than $1 million jumped 19.1 percent last year to more than 143,000, up from a 10 percent increase in 2006.
Brazil's billionaire club is also growing at an unprecedented pace. According to a survey by local business magazine Exame, at least 14 Brazilians became billionaires last year, almost a fivefold increase over 2006.
Like Calderaro, many struck it big in the stock market, cashing in on a wave of initial public offerings. A record 62 companies went public last year in Brazil, turning scores of investors and entrepreneurs into millionaires overnight.
The IPO craze has subsided this year because of a rout in global markets, but it is now showing signs of picking up. Just last month, oil and gas startup OGX Petroleo e Gas Participacoes raised $4.1 billion in the biggest IPO in Brazilian history as investors lined up to get a piece of the country's newfound oil wealth.
OGX is owned by Eike Batista, a mining mogul whose fortune has grown so much in recent years that he has become the public face of Brazil's new rich. A former powerboat champion who keeps a Mercedes-Benz SLR McLaren race car parked in his living room, Batista openly says his goal is to become the world's richest man in five years.
DESIGNER CLOTHES AND PRIVATE JETS
Nowhere is the jump in disposable income more apparent than in Sao Paulo, the country's financial capital and largest, most cosmopolitan city. On a recent Saturday, the stores on Rua Oscar Freire -- Sao Paulo's version of Rodeo Drive in Beverly Hills -- were so crowded that shoppers nearly tripped over each other as they vied for the latest in designer clothing.
Shopping malls catering to the rich are opening all over the city, housing exclusive boutiques like Giorgio Armani and Hermes. New car sales are hitting records month after month, and plush apartment buildings are sprouting up in droves.
According to a recent study by local consulting firm MCF, the luxury goods market in Brazil grew 17 percent last year, ringing up $5 billion in sales. The economy as a whole, by contrast, expanded 5.4 percent.
"It's not there yet, but Brazil is on its way to becoming a priority market for luxury brand names," said Carlos Ferreirinha, the founder of MCF and a former president of Louis Vuitton in Brazil.
The increase in high net-worth individuals has also been a boon for private jet and helicopter manufacturers. Embraer is selling so many of its new Phenom small business jets in Brazil that it expects the plane to soon account for the majority of the country's private jet fleet.
Helicopter sales are growing almost 13 percent a year. The hottest market is traffic-clogged Sao Paulo, where there are already more than 500 helicopters, making it one of the largest urban fleets in the world.
TAM Taxi Aereo Marilia, an air taxi company and sales representative for Cessna and Bell Helicopter, used to be able to meet orders in less than a year. Now customers have to wait up to four years for a new helicopter.
"In all my years in the business, I've never seen demand so strong," said Rui Aquino, the company's chief executive.
But not all the newcomers to Brazil's millionaire's club are big spenders. Calderaro, the cadet-turned-investor, still lives in a rented apartment and prefers investing his money in the stock market rather than on flashy cars and beach houses.
"My mother likes to say I'm economical, not a cheapskate," he said. "I think I get more pleasure out of making money in the market than I do spending it."
($1=1.59 reais)
(Editing by Stuart Grudgings and Doina Chiacu)
Publicado por
Agência de Notícias
às
23.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Brasil pedirá que subsídios dos EUA não passem de US$ 13 bi
BBC Brasil / Marcia Bizzotto
23/07/2008
O Brasil vai pressionar os Estados Unidos a reduzir ainda mais o limite sobre seus subsídios agrícolas para que não passem dos US$ 13 bilhões propostos no texto atual das negociações da Rodada Doha.
"Poderíamos iniciar negociações se eles chegarem ao nível mais baixo contemplado. Dentro do politicamente viável, US$ 13 bilhões se aproxima do razoável", afirmou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao deixar a sede da Organização Mundial de Comércio (OMC) depois de um longo dia de reuniões.
Nesta terça-feira a negociadora comercial americana, Susan Schwab, melhorou sua oferta de corte da ajuda doméstica para US$ 15 bilhões - a anterior era de US$ 17 bilhões -, mas Amorim recordou que o G20 pedia um corte para US$ 12 bilhões.
Segundo o chanceler, a reunião desta terça-feira serviu para um intercâmbio de explicações entre os diferentes negociadores.
"Mostramos (aos Estados Unidos) que a proposta é o mesmo que duas vezes o que eles gastaram este ano e mais ou menos US$ 2,5 bilhões mais que a média (dos subsídios concedidos) desde 2002, incluindo 2008", disse Amorim.
Amorim comparou a oferta de Schwab a uma jogada de futebol americano: "Eles lançaram a bola, mas não suficientemente longe."
Publicado por
Agência de Notícias
às
23.7.08
Marcadores: Economia, Exportação
Russia and Venezuela Will Coordinate on Energy
By ANNE BARNARD
Published: July 23, 2008
MOSCOW — President Hugo Chávez of Venezuela and President Dmitri A. Medvedev of Russia declared Tuesday that their countries would more closely coordinate their actions on global oil and gas markets and that they would work together on foreign policy, a sphere in which both countries have sought to counter American influence.
Mr. Chávez, who was also expected to sign contracts to purchase more than $1 billion worth of Russian arms, called for the two nations to become “strategic partners” to defend against what he called an American threat to his country.
“That will guarantee the sovereignty of Venezuela, which the United States is now threatening,” Mr. Chávez said, according to the official Russian news agency RIA-Novosti, at the start of two days of planned meetings.
Mr. Medvedev, who met Mr. Chávez for the first time since succeeding Vladimir V. Putin as president, stopped short of endorsing his guest’s sharp remarks about the United States. So did Russian officials, who stressed the business significance of the new cooperation, including three new deals to expand Russian oil and gas companies’ presence in Latin America, rather than its political import.
But Mr. Medvedev noted that the two countries aimed to promote the United Nations as the primary venue for settling international disputes.
“We think that it is our common task to achieve a more democratic, just and secure world,” Mr. Medvedev said, according to the Interfax news agency. “We are ready to work on this, together with the Venezuelan president.”
Mr. Medvedev said it was still possible that Russia could join with Venezuela and other gas-producing nations to form a cartel similar to OPEC, a concept that has been under discussion for several years.
He said that such cooperation would help guarantee energy security and was “not directed against any states.”
Mr. Chávez’s visit to Moscow presents something of a diplomatic puzzle for Russia. Mr. Chávez, a leading opponent of American global influence, has made clear that he would be happy to join Russia’s efforts to re-establish itself as a counterweight to the United States.
But with Russia’s opposition Communist Party loudly embracing Mr. Chávez, and Russian companies eager to expand trade with Latin American countries that are wary of him, like Colombia, the Russian government so far has not publicly embraced his sharper anti-American statements.
“Russia’s foreign policy is not about anti-Americanism,” said Dmitri Trenin, a political analyst at the Carnegie Moscow Center.
He said that while Russia sometimes clashed with the West, and was happy to have Mr. Chávez taunt the United States much as Georgia’s pro-American government taunted Russia, it was focused on the interests of the state-controlled arms and oil companies that remained global players.
“We want to get richer,” Mr. Trenin said.
Venezuela is Russia’s largest arms customer in Latin America and a fast-growing trade partner. Trade doubled to $1.1 billion last year, driven by Russian exports.
Russia’s gas and oil giants, TNK-BP, Lukoil and Gazprom, each signed agreements in Mr. Chávez’s presence to explore reserves in Venezuela’s Orinoco Valley.
Lukoil and TNK-BP signed agreements to conduct joint explorations with the Venezuelan state oil company, Petróleos de Venezuela. Gazprom agreed to conduct a geological study of gas reserves in the area, and reportedly was discussing the possibility of helping to build a pipeline to Brazil.
The visit follows a series of events that have highlighted some Russian-American tensions, and comes as Russia is reaching out diplomatically to other countries seeking to limit American influence.
On Monday, Russia announced the end of a long-running border dispute with China, and officials stressed the warming relations between the countries. Earlier this month, Russia and China both vetoed an American-backed United Nations attempt to impose sanctions on Zimbabwe. Russia also objected to a recent agreement between the United States and the Czech Republic for a planned missile defense system based in the former Soviet satellite.
Venezuela’s new arms purchases are expected to include as many as 20 S-300 Thor antiaircraft missile systems, and three Varshavyanka diesel submarines, Interfax reported, citing defense industry sources.
Venezuela had previously purchased 100,000 late-version Kalashnikov AK-103 assault rifles, 24 Su-30MK2 fighters and 50 MI helicopters, and work is under way for factories in Venezuela to produce the rifles under license.
During Mr. Chávez’s previous visits, however, Russian officials have been careful not to express support of his anti-American statements.
Publicado por
Agência de Notícias
às
23.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil, Mercosul
Aumento da Selic pode levar à queda de investimentos, alerta Ipea
Agência Brasil
23/07/2008
O País vai continuar contando com ritmo de crescimento dos investimentos se o Banco Central (BC) conter as elevações na taxa de juros básicos da economia (Selic). Do contrário deverão cair os investimentos a partir de 2009, com crescimento menor da economia e menor oferta de emprego em relação a este ano, conforme análise do diretor de Estudos Macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), João Sicsu.
Ele lembra que, apesar de a inflação estar dando pequenos sinais de recuo, a tendência é que a alta de preços neste ano, em relação aos índices de 2007, provoque redução no ritmo de crescimento da economia.
No momento, os investimentos estão crescendo em nível acima do próprio Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas pelo País, lembrou Sicsu.
Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, Sicsu falou sobre o documento Carta de Conjuntura, que o Ipea vinha editando a cada três meses e que registrou recuo da inflação nas últimas semanas, em relação aos demais períodos do ano.
Ele destacou o desempenho do item alimentação como principal responsável pela alta da inflação nos últimos meses. Segundo ele, em 12 meses até maio os preços desses produtos, isoladamente, subiram 14,6%, enquanto os demais itens que compõem o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiram no período a uma média de 3,2%.
Para Sicsu isso mostra que a inflação, excluindo o item alimentos, "está até muito bem comportada" em relação ao ano passado. Ela se torna preocupante, no entanto, particularmente por causa do efeito sobre as camadas mais pobres da população, que estão com a cesta de consumo "a preço bastante elevado".
Na opinião do especialista, o cenário daqui para a frente poderá se tornar mais positivo no que diz respeito à agricultura nacional, em razão dos incentivos que o governo está dando para aumentar a produção e a produtividade no campo. Com isso a oferta de alimentos deverá crescer no segundo semestre, prevê.
Sicsu disse que o preço do petróleo, que está em alta no mercado internacional, impacta apenas de forma indireta na inflação brasileira, no momento. O efeito, para ele, não vem do item transporte, mas do preço dos fertilizantes, agrotóxicos e outros insumos químicos usados nas plantações. Ele lembrou que os fertilizantes por exemplo, subiram 14% neste ano.
"O governo está tomando uma medida corrreta, reduzindo o imposto que incide sobre os combustíveis (a Cide) para equilibrar o preço dos combustíveis nas bombas dos postos de abastecimento, em relação ao que é pago nas refinarias".
Publicado por
Agência de Notícias
às
23.7.08
Marcadores: Economia, Tributária
Momento é adequado para avanço no acordo de Doha
Terra / Denise Campos de Toledo
23/07/2008
O momento atual é dos mais adequados para se tentar um avanço na rodada de Doha, programa de estímulo às exportações dos países em desenvolvimento, travada há vários anos pela pouca disposição das economias mais desenvolvidas em abrir mão de subsídios e outras medidas protecionistas.
Com a disparada dos preços dos alimentos e a preocupação que vem causando pelo mundo, fica evidente a necessidade de se repensar relações de produção e comercialização para ampliar a oferta, de forma a combater a elevação de preços e problemas dramáticos do ponto de vista social.
Com a disparada dos preços, os países mais ricos podem se sentir até confortáveis para manter os subsídios, já que há uma redução natural dos gastos nesse sentido. Com as cotações elevadas no mercado internacional, têm de subsidiar menos os preços das produções locais.
Só que os custos estão subindo e a inflação compromete a estabilidade de qualquer país, influencia a política de juros e a atividade econômica.
Portanto, com a mobilização maior que já se nota na busca por soluções, avançar com as negociações em torno da Rodada de Doha pode ser um caminho.
Já surgem propostas mais concretas. Os Estados Unidos já fizeram a oferta de reduzir subsídios em US$ 15 bilhões. O Brasil ainda quer mais, mas já começa a admitir a proposta, o que é um bom sinal rumo ao entendimento.
É preciso ver como ficam as exigência do lado das concessões que as economias mais desenvolvidas também vinham fazendo. Os EUA querem maior abertura de mercados como o Brasil para vários outros setores, o que pode gerar novas situações desfavoráveis.
A indústria brasileira. por exemplo, já enfrenta perda de competitividade por conta do câmbio. Uma abertura maior do mercado local, certamente, traria maiores dificuldades.
Mas as negociações prosseguem e ainda podem levar a um entendimento favorável, não só do ponto de vista do combate à fome e à inflação, mas também para a expansão dos mercados e aumento do espaço para a colocação dos produtos brasileiros.
Publicado por
Agência de Notícias
às
23.7.08
Marcadores: Economia, Tributária
A tributação sobre a distribuição de lucros
Valor Online / Gustavo Brigagão
23/07/2008
Em época de carga tributária extremamente elevada, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 3.007, de 2008, de autoria do deputado Chico Alencar (PSOL/RJ), que propõe a revogação da isenção do Imposto de Renda (IR) dos lucros e dividendos distribuídos pelas pessoas jurídicas brasileiras a seus sócios. A justificativa do projeto, após fazer digressões sobre a possível existência de um "incentivo sem precedentes para a remessa de lucros e dividendos ao exterior", relata em sua parte conclusiva que "há de ressaltar que o projeto em tela reintroduz a cobrança do Imposto de Renda sobre os rendimentos auferidos a título de distribuição de lucros e dividendos a beneficiário, pessoa física ou jurídica, face a evidente existência de capacidade contributiva. Essa iniciativa tem o cunho de ampliar o grau de justiça fiscal do sistema, estabelecendo tratamento isonômico para todos os contribuintes, sejam eles assalariados ou detentores de participação acionária."
São absolutamente improcedentes os argumentos que fundamentam essa proposta. A Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, que estabeleceu a isenção que o projeto pretende revogar, jamais pretendeu estabelecer um "incentivo sem precedentes para a remessa de lucros e dividendos ao exterior". Pelo contrário, seu objetivo era, conforme constava da sua própria exposição de motivos, "além de simplificar os controles e inibir a evasão, estimular o investimento nas atividades produtivas", inclusive, e principalmente, o proveniente do exterior.
Na verdade, a proposta cria uma norma que, ao agravar ainda mais a nossa já elevada carga tributária, afugentará possíveis investimentos estrangeiros no país. Sob esse prisma, o projeto estará atendendo da pior forma possível ao seu objetivo de desestimular a evasão de divisas: a suposta evasão será reduzida ou eliminada porque serão reduzidos ou sustados os investimentos que lhe poderiam dar causa.
O Brasil estará, mais uma vez, na contramão das políticas econômicas adotadas pelos demais países do mundo, que, em sua absoluta maioria, procuram evitar a dupla imposição da renda gerada pelas sociedades e repassada aos sócios ou acionistas. Enquanto alguns países simplesmente não tributam a renda na pessoa jurídica, fazendo-o apenas nas mãos dos acionistas, outros a tributam apenas na pessoa jurídica, isentando os dividendos; e outros, ainda, tributam a renda na pessoa jurídica e na pessoa do sócio, mas dão a ele um crédito em relação ao imposto pago pela pessoa jurídica. Praticamente nenhum país tributa dupla e integralmente a renda na pessoa jurídica e na pessoa física do sócio. E todos adotam algum mecanismo para evitar a dupla imposição ou para minimizá-la.
O Projeto de Lei nº 3.007 cria uma norma que afugentará possíveis investimentos estrangeiros no país
É também equivocado o argumento de que a proposta teria o cunho de ampliar "o grau de justiça fiscal do sistema, estabelecendo tratamento isonômico para todos os contribuintes", tendo em vista que o sistema jurídico vigente estabelece normas que sujeitam os rendimentos provenientes do trabalho e do capital a cargas tributárias bastante semelhantes, senão mais gravosas para o capital.
De fato, em se tratando de receita derivada do trabalho, seu montante integral representa um acréscimo patrimonial para o contribuinte, que é tributado mediante a aplicação de duas alíquotas progressivas de 15% a 27,5% sobre a base de cálculo apurada mediante a concessão de abatimentos e deduções relativos aos gastos incorridos pelo contribuinte. Na receita derivada de investimentos em pessoas jurídicas, seu montante já é desfalcado na própria geração da receita, mediante a incidência de diversos impostos indiretos - entre os quais o IPI, o ICMS ou o ISS, conforme o caso -, cujas alíquotas variam, em regra, de 5% a 25%, e de contribuições sociais - PIS e Cofins -, que, na forma não-cumulativa, incidem à alíquota de 1,65% e 7,6%, todos sobre o faturamento da empresa, independentemente de as receitas auferidas serem inferiores aos custos necessários à sua formação, e, consequentemente, de haver acréscimo patrimonial. Se houver esse acréscimo, ele ainda se sujeitará, na pessoa jurídica, à incidência de Imposto de Renda mediante a aplicação de duas alíquotas progressivas que variam de 15% a 25%, e, ainda, à incidência da contribuição social sobre o lucro à alíquota de 9%.
Em relação às sociedades profissionais, compostas por médicos, dentistas, advogados, engenheiros etc., a revogação da isenção sobre a distribuição de dividendos causaria efeitos ainda mais drásticos, tendo em vista que toda a renda por elas produzida deriva do trabalho pessoal dos sócios. Essa renda nada mais é do que o somatório da produção de cada sócio. Logo, tributar o resultado da sociedade profissional e depois tributar os valores distribuídos aos sócios significa, na prática, tributar duplamente a mesma renda, promovendo-se, aí sim, uma profunda injustiça fiscal.
Também não procede o argumento, comumente utilizado, de que, em razão da isenção que se pretende extinguir, a arrecadação acaba por ser prejudicada pela prática de evasão ou elisão fiscal por contribuintes pessoas jurídicas. Tem-se que ter em mente que, se as regras de tributação forem concebidas a partir da premissa de que os contribuintes logram escapar à tributação mediante a adoção daquelas práticas, os que se abstiverem de adotá-las acabarão sendo, na verdade, prejudicados. Não se pode legislar com os olhos voltados para a exceção e a patologia, sob pena de penalizar-se toda a coletividade em decorrência do comportamento de poucos.
Em conclusão, seria importante que, nesse momento em que se discutem propostas abrangentes de reforma tributária, que verdadeiramente alteram - para melhor ou para pior - o nosso sistema tributário nacional, os nossos congressistas se concentrassem em evitar que delas pudesse surgir um cenário ainda mais tenebroso do que aquele em que já vive o contribuinte brasileiro, e não contribuir com esse resultado propondo a revogação de regras que, na verdade, consertaram erros do passado.
Publicado por
Agência de Notícias
às
23.7.08
Marcadores: Economia, Governança, Tributária
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Barreira agrícola provoca racha entre emergentes
O Estado de São Paulo
21/07/2008
Os países emergentes e mesmo o Mercosul não se entendem sobre qual deve ser a prioridade das negociações desta semana na Organização Mundial do Comércio (OMC). O centro da discórdia é o acesso para produtos agrícolas aos mercados da China e Índia. O ministro das Relações Exteriores, o chanceler Celso Amorim, deixou claro que o Brasil abandonaria seus interesses exportadores para garantir a unidade dos países emergentes neste momento. Já a Argentina se recusou a fazer novas concessões. "A unidade dos emergentes será fundamental neste momento. Precisamos evitar a tentação de nos dividir”, alertou o chanceler.
Ele acredita que uma nova proposta comercial deverá ser apresentada pela OMC até o fim da semana e, junto com outros emergentes, defendeu uma revisão completa das exigências de cortes de tarifas para bens industriais. Mas o problema é que os países emergentes importadores de alimentos querem ter o direito de impor barreiras contra produtos agrícolas caso verifiquem que há um crescimento exagerado da entrada de bens. Índia, Indonésia e outros governos não querem que sua segurança alimentar ou produção doméstica seja afetada por outros produtores.
Para esses governos, se as importações atingirem um certo nível, um mecanismo de salvaguarda seria acionado e a importação seria bloqueada. Mas Paraguai e Uruguai decidiram apresentar uma proposta sugerindo que o mecanismo seja limitado. "As barreiras precisarão ser justificadas e apenas provisórias", afirmou o chanceler paraguaio, Ruben Ramirez. Amorim deixou claro que o Brasil é favorável à proposta, mas, como coordenador do grupo dos países emergentes, não pode adotar uma posição de apoio público à iniciativa. A Índia se recusou a falar do projeto.
Publicado por
Agência de Notícias
às
21.7.08
Marcadores: Agricultura, Mercosul
Brasileiros já pagaram mais de R$ 550 bilhões em tributos este ano
Rodrigo Postigo
21/07/2008
Os brasileiros já pagaram mais de R$ 550 bilhões em tributos. A marca foi superada no domingo (20) e este total corresponde a toda a receita recolhida pelos municípios, estados e União, desde o primeiro minuto de 2008.
O valor arrecadado pode ser consultado, em tempo real, no site www.impostometro.com.br. O portal indica os valores somados aos cofres públicos por mais de 60 tributos diretos ou indiretos.
A arrecadação está mais acelerada do que em 2007, já que, no ano passado, o valor foi alcançado em 13 de agosto.
Publicado por
Agência de Notícias
às
21.7.08
Marcadores: Tributária
Brazil May Lift Interest Rates as Inflation Rises: Week Ahead
By Andre Soliani
July 21 (Bloomberg) -- Brazil's central bank will probably raise the benchmark interest rate for a third consecutive meeting this week as inflation edges closer to the upper end of the official target range.
Policy makers led by president Henrique Meirelles will increase the rate to 12.75 percent from 12.25 percent, according to 19 of 23 economists surveyed by Bloomberg. Three analysts forecast the central bank would quicken the pace of increases and put the Selic rate at 13 percent. One expects no rate change.
``We don't see any good news on the inflation front,'' Sergio Vale, chief economist at Sao Paulo-based MB Associados, said in a telephone interview. ``We expect the bank to increase the interest rate in all four meetings until the end of the year.''
Monthly consumer prices as measured by the benchmark IPCA-15 index may have risen 0.68 percent through mid-July, almost three times the rate as a year ago, according to the median estimate of 21 economists. That would push the annual inflation rate to 6.38 percent, a Bloomberg survey of four analysts shows. The government will report mid-July inflation July 24.
Consumer prices rose 6.06 percent in the 12 months through June, the fastest pace in 31 months, because of rising food costs and growing domestic demand. Inflation will accelerate to 6.48 percent by year-end, a July 11 central bank survey shows. Brazil's central bank targets inflation of 4.5 percent plus or minus two percentage points.
The bank started to tighten rates at the April 15-16 meeting after holding policy unchanged for six months. Since adopting inflation targeting in 1999, policy makers missed the target three times, in 2001, 2002 and 2003.
Quicker Pace
Meirelles told senators in Brasilia on July 15 the bank will act ``vigorously'' to ensure next year's inflation will be in line with the 4.5 percent midpoint of the target.
Alexandre Lintz, an economist at BNP Paribas in Sao Paulo, expects the central bank will increase the interest rate by three-quarters of a percentage point to 13 percent next week given inflation is quickening and there are no signs demand is slowing.
Brazil's economy created a record 309,442 government- registered jobs in June as higher domestic demand coupled with rising commodity prices prompted companies to add staff and step up production, a July 17 Labor Ministry report showed.
``The central bank needs to carefully manage the deceleration of domestic demand to ensure it won't outpace supply,'' Lintz said.
Latin America's biggest economy grew 5.8 percent in the first quarter after expanding 6.2 percent in the fourth, the fastest in 3 1/2 years. Retail sales in May jumped 10.5 percent from a year ago, up from 8.7 percent in April, the national statistic agency said July 15. Sales climbed more than 10 percent in four of the six first months of this year.
Markets
Last week, the real gained 0.7 percent to 1.5893 per dollar, from 1.601 the previous week. The yield on the government's zero- coupon bond due January 2010 fell 0.2 percentage point to 14.96 percent, according to Banco Bradesco SA.
The benchmark Bovespa index fell 0.3 percent to 59988.1 points along the week. Tam SA, the country's biggest airline, rose 16 percent, while Cia. Vale do Rio Doce was the biggest decliner with an 8.3 percent loss.
The following is list of events in Brazil this week:
Event Date Interest Rate Decision 7/23 IBGE Inflation IPCA-15 7/24 IBGE Unemployment Rate 7/24
Publicado por
Agência de Notícias
às
21.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Brazil says big effort still needed in WTO farm talks
Sat Jul 19, 2008 9:37am EDT
By Jonathan Lynn
GENEVA (Reuters) - Agriculture superpower Brazil believes World Trade Organisation farm talks still need a lot of work if next week's high-stakes trade meeting is to yield anything meaningful, its foreign minister said on Saturday.
Celso Amorim, in Geneva for consultations ahead of the week-long meeting where ministers aim to thrash out a deal to outline a global trade pact, said a few myths were circulating.
"One of these myths is that agriculture is almost ready and all the problem now is NAMA," he told a news conference, using the WTO jargon for industrial goods.
"This is a self-serving assertion of those who do not want to do their tasks in agriculture, which was, has been, and is the engine of the round."
Next week's talks will focus on tariff and subsidy cuts, and the main exceptions to them, in the core areas of agriculture and industry. The talks will also look at the prospects of further liberalization in services such as banking.
Ministers hope to agree the parameters of a deal in the WTO's Doha round, launched in late 2001 to open up world trade, which could then be completed in the coming months.
Among the outstanding issue in agriculture are proposed cuts in U.S. farm subsidies and the unwillingness of rich countries to cap tariffs on agricultural products, Amorim said.
MISINFORMATION
Developing countries such as Brazil want rich nations to open their markets by cutting tariffs, and argue their trade-distorting subsidies squeeze out poor-country farmers.
Amorim said there was a lot misinformation surrounding the WTO talks.
For instance talk of a 70 percent cut in U.S. subsidies was misleading, given the lowest proposed level of $13 billion was double what the United States is currently paying because of the surge in food prices.
That was because the percentage figure referred to the ceilings negotiated at the WTO, not the actual amount, he said.
Rich countries focused on the actual figure rather than the negotiated ceiling when it came to discussing developing country tariffs, he said.
Even with the special treatment for developing countries, Brazil's highest industrial tariffs would fall 30 percent to about 23-25 percent under current proposals, he said.
In contrast rich countries were refusing to cap farm tariffs at 100 percent, or were prepared to offer only "pitiful" compensation for doing so.
Amorim said an agreement was emerging after intensive negotiations on cuts in developing country industrial tariffs.
But he warned rich countries against overloading the deal with new demands on "anti-concentration" and "sectorals".
These refer to proposals to prevent developing countries using waivers to shield entire sectors such as automobiles or textiles from tariff cuts on the one hand, and measures to encourage them to engage in voluntary extra deals to reduce tariffs further or eliminate them altogether on sectors such as chemicals or car parts.
"This is a recipe for failure," he said.
Amorim added he had told WTO Director-General Pascal Lamy to allow plenty of time for members to study any revisions that might be made to the latest negotiating texts to avoid the meeting breaking up as happened in Cancun, Mexico, in 2003.
(Editing by Matthew Jones)
Publicado por
Agência de Notícias
às
21.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil