segunda-feira, 10 de março de 2008

Para América do Sul, liderança brasileira ainda é promessa

BBC Brasil

10/03/2008

Com metade do Produto Interno Bruto (PIB) do continente e uma extensão territorial que lhe garante fronteira com nove dos seus 11 vizinhos, o Brasil é visto na América do Sul como um potencial líder da região. Mas essa liderança brasileira, intencional ou não, é considerada apenas uma promessa.

"Eu acho que o Brasil tem o papel de grande integrador", diz o ministro do Exterior do Peru, José António Garcia Belaunde, que acrescenta: o País "poderia fazer mais, com mais iniciativa e, obviamente, mais investimento".

As palavras do ministro peruano sintetizam um sentimento generalizado identificado pela reportagem da BBC Brasil, que esteve nos outros 11 países da América do Sul para ouvir de políticos, empresários e cidadãos comuns o que eles pensam do seu gigante vizinho.

Há quem considere difícil o Brasil aumentar sua influência regional, mas é comum a opinião de que a maior potência sul-americana deveria fazer mais pelo continente, idéia defendida pelo ex-ministro da Defesa colombiano Rafael Pardo.

"Francamente (as aspirações de liderança brasileira), deveriam ser mais ativas. A idéia da união sul-americana ficou débil, o Brasil parece ter perdido o entusiasmo em relação a essa idéia, e acho que é necessário entusiasmo para a América do Sul ter um processo de integração mais dinâmico do que o tem tido até agora", avalia.

A posição de liderança e a própria necessidade de um líder regional são ainda tabus para o governo brasileiro. Em 2003, no início do seu primeiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em um discurso diante de novos diretores da hidrelétrica de Itaipu, que o continente pedia por uma liderança vinda de Brasília. "É impressionante como todos esses países estão quase a exigir que o Brasil lidere a América do Sul."

Mas a frase causou um certo mal-estar, já que, desde que começou a trabalhar por um projeto de integração sul-americana, no início dos anos 90, a diplomacia brasileira tem negado uma intenção explícita de liderar a região - uma idéia que poderia desagradar a vizinhos e atrapalhar o processo. Hoje o próprio Lula evita qualquer menção a uma liderança brasileira e sempre que pode repete que a América do Sul "não precisa de um líder".

Porém o fato é que a maior parte das nações sul-americanas continua a ver o Brasil como o país com o maior potencial para promover a integração regional, apesar de considerar que tal potencial ainda não esteja sendo totalmente aproveitado.

Podemos avançar na discussão da reforma tributária, afirma Appy

Bernard Appy: secretário de Política Econômica do Ministério da FazendaGoverno admite debater pontos da regulamentação do IVA federal durante tramitação da proposta no Congresso Nacional

O Estado de São Paulo / Ribamar Oliveira

10/03/2008

Diante dos temores criados pelo novo Imposto sobre Valor Adicionado federal (IVA-F), previsto na proposta de reforma tributária, o governo aceitará discutir a regulamentação do tributo - o fato gerador e a base de cálculo - já durante a tramitação da reforma no Congresso, segundo o informações do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy. Em entrevista ao Estado, o secretário garantiu que o governo utilizará a menor alíquota do IVA federal - que substituirá quatro contribuições sociais - para tributar empresas prestadoras de serviços, com o objetivo de evitar aumento da carga tributária. Ele também admitiu que as alíquotas, tanto do IVA como as do novo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), poderão ser modificadas no futuro.Há uma preocupação com a base de incidência do IVA federal. Tem gente achando que ela é ampla demais e que vai invadir a base de incidência do ICMS e do ISS (Imposto sobre Serviços).

Em primeiro lugar, a base de incidência do IVA federal não é em nada maior do que a existente hoje para PIS e Cofins. A razão pela qual se escolheu as operações com bens e serviços, como denominação para o IVA federal, foi que este é o padrão utilizado por outros países, em particular pela União Européia. Eu sei que a fórmula escolhida criou alguma apreensão. Nós entendemos que, se for necessário, para trazer mais tranqüilidade sobre a reforma tributária, poderemos avançar na definição de qual seria o fato gerador e a base de cálculo do IVA federal ainda durante a discussão da reforma tributária. Estamos dispostos a fazê-lo.Porque o governo não manteve a mesma base da Cofins e do PIS, que é a receita bruta?

Essa base tem algumas complicações na hora de definir o tributo. Quando se utiliza a base da receita bruta, fica mais difícil implementar uma diferenciação de alíquotas por bem ou por serviço. E o IVA federal terá, necessariamente, duas ou, quem sabe, três alíquotas. Esse é o primeiro problema. O segundo problema é que hoje, quando se paga o PIS e a Cofins, isso não aparece na nota fiscal. A base receita tira a transparência do tributo. Um terceiro complicador: a base estritamente receita não permite tributar importações. Teme-se que o IVA federal seja caracterizado como bitributação, o que poderia criar uma guerra infindável nos tribunais.A área jurídica do Ministério da Fazenda está bastante segura com o modelo. Desde a reforma de 1960, temos a incidência de um tributo federal e outro estadual sobre a mesma base, que é o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e o ICMS. Já existem decisões no Supremo Tribunal Federal sobre essa questão.As empresas prestadoras de serviços, que pagam a Cofins e o PIS pelo regime cumulativo, com alíquota de 3,65%, temem um aumento da carga tributária.Posso garantir que os setores tributados pelo regime cumulativo terão uma alíquota mais baixa do que a da indústria e a do comércio, tributados no regime não-cumulativo. O objetivo, já explicitado pelo governo, é que a transição seja neutra quanto à carga tributária.

Ao substituir as contribuições sociais pelo IVA federal, o governo levou ao Congresso uma nova discussão sobre a partilha dos recursos federais com os Estados. Isso pode dificultar a aprovação?A discussão sobre a partilha com os Estados poderá surgir independentemente da incorporação das contribuições no IVA federal. Mas não vemos motivo para não fazer toda a simplificação proposta. Entendemos que o ganho, em termos de simplificação do sistema, justifica a proposta que está sendo feita.Representantes dos Estados afirmam que o fundo para compensar eventuais perdas só tem, até agora, dinheiro que já é deles. A União não vai colocar recursos no fundo?Sim, a União vai colocar recursos no Fundo de Equalização de Receitas (FER). É preciso entender, no entanto, que apenas os Estados que terão ganho de receita em função das mudanças é que poderão ter que ceder uma parte dos recursos, que hoje recebem por meio da compensação federal pela desoneração das exportações. A reforma tributária tem um impacto positivo sobre a receita dos Estados e será positiva também do ponto de vista do fim da guerra fiscal, da redução da sonegação e do aumento da formalidade.

E qual será a parte da União na compensação dos Estados?

O governo pretende, nas próximas semanas, discutir com os Estados a estruturação do fundo. Em princípio, a idéia não é definir o montante de aporte da União, mas regras que dêem garantia de que nenhum Estado será prejudicado.

Qual o impacto estimado da reforma no crescimento econômico?

Pela nossa estimativa, teríamos um potencial de crescimento de 0,5% a mais ao ano. Mas só conseguimos estimar uma parte do impacto da reforma tributária. Há outros impactos que não conseguimos quantificar, como o efeito da redução dos custos das empresas com a simplificação do sistema, da formalização e do aumento da eficiência econômica com o fim da guerra fiscal.Os Estados dizem que terão perdas com a reforma.

Qual é o cálculo do governo?

A realidade é que os Estados vão ganhar receita com o fim da guerra fiscal e a União vai perder receita, com a desoneração da folha de pagamentos. A desoneração da folha é conhecida: R$ 24 bilhões. A estimativa para o ganho dos Estados e municípios varia de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões. Do ponto de vista da carga tributária global, haveria uma desoneração efetiva de R$ 9 bilhões a R$ 14 bilhões.

Quem é:Bernard Appy
Economista graduado pela USP e com mestrado na Unicamp. Secretário de Política Econômica do Ministério da FazendaResponsável pelas negociações da reforma tributária, como presidente doConselho Nacional de Política Fazendária (Confaz)

Taxa Selic deve situar-se em 11,25% ao final de 2008, reforça Focus

Rodrigo Postigo

10/03/2008

Os analistas financeiros insistiram pela sétima semana consecutiva na expectativa para a taxa Selic ao final de 2008 em 11,25% ao ano. A informação consta do relatório Focus, realizado semanalmente pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras. Para 2009, a previsão é de que a Selic termine em 10,38%, taxa já contemplada no documento passado.

Consta ainda do documento a previsão de que o dólar feche este calendário em R$ 1,78 em vez de R$ 1,79. No ano seguinte, a estimativa é de que a moeda encerre a R$ 1,85, inferior ao R$ 1,87 contido no boletim Focus antecedente.Para março, a perspectiva é de que o dólar termine em R$ 1,69, pouco abaixo do R$ 1,70 calculado antes.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Brasil não acompanha tendência e aumenta o número de fusões e aquisições

Rodrigo Postigo

07/03/2008

O Brasil não acompanhou a tendência mundial de redução do volume de fusões e aquisições, puxada pela queda do volume de operações nos Estados Unidos. Segundo pesquisa realizada pela consultoria Thomson Financial, o volume de fusões e aquisições nos primeiros dois meses deste ano de US$ 9,55 bilhões foi quase duas vezes o do mesmo período de 2007 (US$ 4,52 bilhões).

O desempenho brasileiro representou 60% do volume da América Latina, de US$ 15,82 bilhões. No mesmo período de 2007, o volume de movimento de fusões e aquisições na região ficou em US$ 11,77 bilhões. No mundo, o volume de fusões, conforme a pesquisa, ficou em US$ 399,24 bilhões nos dois primeiros meses deste ano com uma redução de 66% em relação ao mesmo período do ano anterior ( U$ 602,29 bilhões).

A performance mundial foi afetada uma redução das operação nos Estados Unidos, devido ao aumento do risco provocada pela crise que começou no mercado hipotecário americano e se alastrou para outras segmentos de crédito.

Brasil tem diversas vantagens em biocombustíveis, diz Fitch

Reuters

07/03/2008

A Fitch divulgou, hoje, um relatório especial sobre combustíveis alternativos brasileiros, afirmando acreditar que as vantagens competitivas significativas do País e a crescente demanda mundial por combustíveis alternativos devem permitir que a indústria de biocombustíveis eleve a produção mundial e as exportações.

A consultoria diz que fatores essencias para a produção, como clima, geografia e condições geológicas, a abundância de terras disponíveis e o preço baixo dos terrenos, mão-de-obra barata e incentivos do governo demonstram as diversas vantagens competitivas das quais o Brasil desfruta e que devem permitir o crescimento de sua produção a baixos custos.

Além disso, para a Fitch, o aumento no uso de veículos bicombustíveis, assim como a necessidade crescente em escala mundial por gasolina misturada ao etanol, mostram as possibilidades de evolução contínua da indústria.

Durante 2008, a Fitch espera que os produtores brasileiros de etanol e açúcar continuem se desenvolvendo, enquanto os produtores de biodiesel podem enfrentar mais dificuldade, devido aos preços elevados da soja, principal matéria-prima para esse biocombustível.

"O desempenho dos produtores de açúcar e etanol deve melhorar gradualmente durante a temporada 2008/09, em razão de uma leve recuperação nos preços do açúcar, da elevação contínua das vendas de etanol e de uma participação maior no setor de energia", afirma, Revisson Bonfim, diretor do Latin America Corporates Group da Fitch, em nota.

"Os produtores de etanol podem eventualmente se beneficiar da oferta insuficiente de gás natural no curto e médio prazos".

Brazilian Real Advances to Highest Since May 1999 on Rate Gap

By Guillermo Parra-Bernal
March 6 (Bloomberg) -- Brazil's real climbed to its highest since May 1999 after the central bank yesterday left its benchmark interest rate at 11.25 percent, maintaining the yield advantage of the nation's fixed-income securities.
Banco Central do Brasil left its benchmark overnight rate unchanged for a fourth straight month, as forecast by all 35 economists in a Bloomberg survey. Policy makers said they would keep monitoring inflation before their April 15-16 meeting, leading some traders to bet that they will raise the benchmark rate in the second half of the year unless inflation slows.
``It's hard to see changes in the local interest-rate scenario in the short run,'' said Ronie Marcelo Germiniani, the proprietary trading manager at Banco Itau Holding Financeira SA, Brazil's biggest non-government bank in terms of market value. Maintenance or an increase in the rate ``should very much work in favor of the real because the yield differential plays a role in attracting some of the investment funds into Brazil.''
The real reached 1.6592 per dollar, the strongest since May 19, 1999, and traded at 1.6649 per dollar at 10:44 a.m. New York time. The currency has climbed 6.9 percent this year, the fourth- most among the 16 most-traded currencies.
Annual inflation in Brazil has quickened from an eight-year low of 2.96 percent last March to 4.74 percent through mid- February. Since January, the 12-month inflation rate has exceeded the mid-point of the central bank's target of 4.5 percent plus or minus 2 percentage points.
Fed Rate Cuts
Interest-rate cuts by the U.S. Federal Reserve have boosted the yield advantage on Brazilian fixed-income securities, luring investment flows to local markets and buoying the currency. Brazil's main rate is 8.25 percentage points above the 3 percent benchmark U.S. rate.
The yield on the interbank deposits future rate contract due in January 2009, the most actively traded contract of its kind on Brazil's Commodities and Futures Exchange, rose 4 basis points to 11.76 percent today. The yield is 51 basis points above the central bank's benchmark overnight rate. One basis point equals 0.01 percentage point.
The real may gain to as high as 1.63 to the dollar within the next three weeks as a global rout of the dollar boosts the attractiveness of currencies offering high returns and almost investment-grade risk to investors, said Italo Lombardi, a strategist at research company IDEAglobal in New York.
Brazil's benchmark lending rates, among the highest in emerging markets, are prompting investors to buy government bonds with money financed by loans in countries where interest rates are low, such as Japan, Lombardi said.
The dollar touched a record low of $1.5347 per euro today, the weakest since the European currency's debut in 1999, After European Central Bank President Jean-Claude Trichet said there is ``strong upward pressure on inflation,'' signaling he's in no hurry to cut interest rates.
Brazil's central bank bought dollars for reais at a rate of 1.6665 per dollar at an auction today, part of a policy to bolster international reserves and temper the currency's rally.

Lei ainda levanta dúvida fiscal

Valor Online

07/03/2008

A nova lei contábil brasileira continua despertando debates a respeito da existência ou não de impacto tributário com sua adoção. Mais uma vez, em seminário com platéia lotada, em São Paulo, os especialistas reiteraram que o propósito, desde a época da criação do projeto de lei da reforma, é que não houvesse efeito fiscal, nem para mais, nem para menos.

Nelson Carvalho, presidente do conselho consultivo do Comitê Internacional de Normas de Contabilidade (Iasb, na sigla em inglês), enfatizou que o objetivo era ausência de impacto fiscal, durante o II Seminário Ibef e Anefac sobre a lei 11.638 e a convergência contábil brasileira ao padrão internacional, IFRS.

Ele fez coro ao ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Marcelo Trindade, que enfatizou a inexistência de aumento da alíquota de arrecadação. "Nunca se escreveu com tantas letras numa lei que não há impacto tributário. Se ainda assim houver é porque o Fisco virou o poder."

Trindade referia-se a dois artigos da lei: o primeiro que prevê a separação entre o balanço entregue à Receita Federal e o entregue à CVM e o segundo que deixa claro a ausência de impacto sobre os ajustes que forem feitos no balanço fiscal para adequação às normas de contabilidade.

Carvalho, do Iasb e um dos criadores do projeto de reforma da Lei das Sociedades Anônimas, que deu origem a lei 11.638, reiterou a história da reforma da legislação, lembrando que desde o início estabeleceu-se um equilíbrio de interesses. De um lado, a iniciativa privada apoiou o projeto pela ausência de impacto fiscal e do outro, a Receita Federal teve a contrapartida de que não sofreria perda de arrecadação.

"Já estamos dando conversa para quem não está na conversa", enfatizou Trindade, sobre os reiterados comentários feitos por especialistas a respeito da necessidade de um pronunciamento da Receita Federal. Carvalho, do Iasb, avalia que, se houver algum impacto de ordem tributária com a implantação da lei, "tudo o que foi feito até agora pode ser jogado fora".

Apesar de os especialistas reiterarem o pacto de cavalheiros firmado quando decidiu-se pela reforma da lei, as empresas temem alguma surpresa em relação à Receita Federal. "Acho que ainda há muito medo das decisões do Fisco", disse Marcus Severini, diretor de Controle da Vale do Rio Doce.

O economista e ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola participou do seminário de ontem e mostrou a mesma tensão em relação ao Leão. "Há preocupação com senso de oportunismo do Fisco. E não é apenas o brasileiro que é assim. O Fisco de qualquer lugar do mundo sente-se atraído pela possibilidade de ampliar sua arrecadação."

Na avaliação de Luis Felipe Schiriak, diretor financeiro da Votorantim Participações, as companhias deveriam também estar preocupadas com os custos internos de adoção das novidades da lei, pela necessidade de mudança nos sistemas de Tecnologia da Informação (TI). Ao mesmo tempo, destacou que companhias de atuação internacional serão beneficiadas pelo processo de convergência por conta da economia de custos. "Temos um investimento num grupo na Colômbia, feito pela unidade peruana, a partir de investimento que começou no Chile. Temos que fazer um balanço para cada país", disse Schiriak.

Nova falta de energia leva sindicato a alertar para apagão em SP

Rodrigo Postigo

07/03/2008

A cidade de São Paulo registrou, hoje, a segunda ocorrência de falta de energia em uma semana. Para o sindicato dos eletricitários do Estado (Stieesp), as redes não estão preparadas para o consumo elevado e é preciso lançar uma campanha pelo uso racional da energia para evitar o chamado "apagão", como o ocorrido em 2001.

A Eletropaulo, distribuidora paulista, justificou que foi apenas a queda de galhos de árvores sobre a rede que provocou o desligamento de circuitos por algumas horas em duas áreas da capital na tarde de hoje - nos Jardins e no Planalto Paulista.

A empresa evitou comparar os eventos de hoje com o "apagão" ocorrido na última terça-feira, quando problemas numa subestação da companhia de transmissão CTEEP atingiram 24 bairros da zona sul da cidade e parte de Embu.

Segundo o sindicato, quase três milhões de pessoas foram afetadas nos últimos três dias pelos episódios de falta de energia em São Paulo.

"Esse transtorno causado à população é reflexo da falta de investimento em recursos para melhoria na transmissão de energia", afirmou o presidente do Stieesp, Antonio Carlos dos Reis, conhecido como Salim, em nota.

"Teremos mais apagões se as empresas responsáveis não tomarem providências sérias em relação à manutenção da rede. Sem isso, a falta de energia é certa".

Porto de Santos registra alta em movimentação de 6% e recorde em 2007

Rodrigo Postigo

07/03/2008

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) divulgou hoje que o Porto de Santos registrou, em 2007, uma movimentação geral recorde, quando operou 80,7 milhões de toneladas, alta de 5,9% em relação ao ano retrasado. A quantia superou em 2,5% as expectativas da Codesp, que estimava 78,9 milhões de toneladas em movimentação até o último mês de dezembro.

No fim do ano passado, a previsão da Codesp, no entanto, chegou a atingir 81,5 milhões de toneladas, porém, foi frustrada pela redução de 400 mil toneladas na movimentação de açúcar, que ficou retida no porto, em dezembro, pela entrada da Índia neste mercado, com preços mais competitivos.

A exportação de óleo diesel também derrubou as previsões, pois apresentou uma queda de 100 mil toneladas, colaborando para a queda no movimento geral.

Ainda segundo a Codesp, do total movimentado em 2007, os produtos exportados tiveram uma participação de 66,65%, ou 53,8 milhões de toneladas, o que significou uma alta de 3,1% em relação a 2006. As importações, com 26,9 milhões, representaram 33,35% do geral, aumento de 12% sobre o mesmo período analisado.

Soybeans, Corn Fall After Brazil Crop Forecast; Wheat Declines

By Madelene Pearson
March 7 (Bloomberg) -- Chicago corn and soybean futures fell in Asian trading after Brazil forecast bigger crops and on sales by some investors after both commodities reached records this week. Wheat also declined.
Brazil, the world's second-largest soybean producer, will harvest 1.9 percent more of the oilseed and 3.2 percent more corn this year than previously forecast, the nation's agriculture minister said yesterday.
Soybeans and corn are among commodities including oil and gold that rose to records this week on investor demand for a hedge against inflation as the dollar slumped to its lowest ever against the euro. The UBS Bloomberg Constant Maturity Commodity Index of 26 futures contracts has gained 19 percent this year.
``They had their big run up, there's been a bit of profit taking and they are having a breather at the moment,'' Ben Barber, a broker at Bell Commodities Ltd. in Melbourne, said by phone. ``There are more gains to be made in the grains.''
Soybean futures for May delivery fell as much as 14.75 cents, or 1 percent, to $14.44 a bushel on the Chicago Board of Trade. The most-active contract stood at $14.4775 in after-hours electronic trading at 4:48 p.m. in Sydney. The commodity is heading for its biggest weekly fall since July.
Still, soybeans have surged 95 percent in the past year and reached a record $15.8625 a bushel March 3 after farmers in the U.S., the biggest producer, planted the fewest acres in 12 years.
Brazil will harvest 59.6 million metric tons this year, compared with previous estimate of 58.5 million tons, the government's crop forecasting agency said yesterday. It may harvest 55.3 million tons of corn this year, up from the previous estimate of 53.6 million tons.
Corn, Wheat
Corn futures for delivery in May fell as much as 4.5 cents, or 0.8 percent, to $5.6275 a bushel. The contract was at $5.65 at 4:50 p.m. in Sydney. Prices have gained 33 percent in the past year and reached a record $5.7425 a bushel on March 5 on demand for the grain used to make ethanol and to feed livestock.
``Raw commodities, your basic commodities, are a great hedge against inflation because that's what people eat and that is basically inflation,'' Barber said. ``You'll see the funds bring fresh money into these markets and inundate them with cash.''
Wheat futures for May delivery fell as much as 20 cents, or 1.8 percent, to $11.05 a bushel. The contract was at $11.0975 at 4:49 p.m. in Sydney. Prices have more than doubled in the past year and reached a record $13.495 on Feb. 27.
AWB Ltd. and other grain exporters fell today in Sydney trading. AWB, Australia's largest grain exporter, declined 8 cents, or 3.2 percent, to A$2.45 at the 4:10 p.m. close of trade in Sydney. ABB Grain Ltd., Australia's largest barley exporter, fell 43 cents, or 4.6 percent, to A$9.01.

Reforma tributária: ministro entrega parecer a Chinaglia

Agência Câmara / Salu Parente

07/03/2008

O presidente da Câmara recebeu, na tarde desta quinta-feira, parecer do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, da Presidência da República, sobre a proposta de reforma tributária apresentada pelo governo (PEC 233/08). O documento foi entregue pelo ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, acompanhado de integrantes do conselho. José Múcio Monteiro anunciou que, a partir da próxima semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fará reuniões com todas as bancadas.

Para o ministro das Relações Institucionais, a reforma tributária não pode ser apenas uma reforma do governo. "Tem que ser uma reforma que toda a sociedade se sinta vencedora e que o Legislativo se sinta parceiro. O trabalho do ministro Mantega e de sua equipe tem sido o de esclarecer, de promover o debate, de aprimorar a proposta naquilo que for necessário", declarou.

Chinaglia informou que está conversando com os líderes partidários sobre a matéria e lembrou que a PEC deverá ter sua admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Só depois será criada uma comissão especial para analisar a proposta, que ainda precisará de ser votada em dois turnos pelo Plenário.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Qualidade , um assunto ultrapassado

Ivan Postigo

De tempos em tempos há assuntos que vêm à tona e se tornam moda já perceberam, não porque tenham maior ou menor importância, mas um artigo, um livro, um curso passou a chamar a atenção.
Citando apenas alguns , tivemos períodos de grande divulgação de reengenharia, PCP (planejamento e controle de produção) controle de custos, formação de preço de vendas, ISO e qualidade , seus controles e círculos.
Passado esses ciclos as empresas deixam de praticá-los?
Não, evidentemente que não, de forma nenhuma.

O que ocorre é que o mercado prepara profissionais, com treinamentos e experiências práticas, quer nas empresas ou em empresas especializadas, e a questão que era teórica se torna concreta e bastante óbvia.
As organizações com uma vocação maior para os avanços da gestão rapidamente aprendem e se adaptam a nova realidade, vêm depois as empresas que aguardam a consolidação do assunto e por último aquelas que demoram a perceber e aceitar a importância prática da abordagem.
Alguns temas retornar tempos depois com uma outra roupagem, dessa forma poderíamos questionar qual a vantagem de nos envolvermos novamente com estes?
Acredito ser fundamental colocarmos a organização sempre num processo de reflexão, o que é bem diferente de efetuarmos a manutenção de uma técnica implantada.
Poderíamos considerar então que uma técnica se desgasta?
Vamos encontrar opiniões que dirão sim , outras que dirão não, prefiro considerar que esta se torna óbvia, com isso os debates praticamente são desnecessários e primordial é sua implementação.As empresas implantam as técnicas sob supervisão de especialistas, depois as moldam à suas culturas.
Esse conceito fica bem claro quando falamos de custos, embora sirva para qualquer técnica, no livro extremamente interessante escrito por Thomaz H. Johnson, sob o título Relevance Lost : The Rise and Fall of management Accountig. As últimas informações que tive dão conta que já foi traduzido para o português, uma busca pelo nome do autor pode confirmar.

O conceito de que qualidade é fundamental correu o mundo, fez de um pequeno país, estabelecido num arquipélado , uma potência. O que há para debater?
A questão é uma só: implante-se.
A próximo assunto que vai se tornar uma grande onda é o da criação, inovação, para isso temos que ter nossas empresas com seus PCP, sistemas de custos, conceitos de formação de preços, sistema de qualidade consolidados, caso contrário como entrar na nova onda.
Encontro ainda empresas falando em controle de qualidade, quando esta já ultrapassou o processo de produção, se tornando um conceito, uma cultura, influenciando o conceito de produtividade.
Produtividade está diretamente relacionada com o fazer certo, da forma correta (eficácia) e fazer bem feito, atendendo o processo definido ( eficiência ), algumas culturas a classificam como fazer bem na primeira vez.
Com o tempo alguns sistemas vão se consolidando, se tornam indiscutíveis, não atende-los demonstra total incoerência.
Há alguns dias recebi um telegrama, enviado por um banco, não era urgente, certamente há meios mais rápidos e práticos do que esse não?
Nas suas viagens de negócio você não iria à um outro país de navio, certamente tomaria um avião, a não ser que não tivesse nenhuma pressa e resolvesse fazer um cruzeiro.Jamais alguém lhe dirá : “ Estou fazendo sua reserva no próximo navio”.
Com qualidade é a mesma coisa, no mínimo nós temos que atender a percepção dos nossos clientes, afrontá-la seria uma irresponsabilidade. Nossos produtos têm que atender suas exigências, caso contrário não dá para falar em qualidade.
Qualidade hoje em dia demanda praticidade, implementação, ação, não mais discussões, esse assunto como objeto de debates está ultrapassado.
Podemos aceitar ou não esse posicionamento, mas certamente os consumidores nos cobrarão caro a qualidade não percebida nos nossos produtos. Assunto fora de questão não ?



Ivan Postigo
Economista , Bacharel em contabilidade , pós-graduado em controladoria pela USP
Postigo Consultoria de Gestão Empresarial
Fones (11) 4526 1197 / ( 11 ) 9645 4652
ipostigo@terra.com.br

Venda de veículos novos tem melhor fevereiro da história

Rodrigo Postigo

05/03/2008

As vendas de veículos novos no varejo continua impulsionando o ritmo da indústria automobilística brasileira. Segundo dados divulgados hoje pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a comercialização total de veículos 0 km cresceu 33,7% em fevereiro deste ano em relação a igual período de 2007, totalizando 346.183 unidades, recorde na história do setor.

De acordo com o levantamento, o acumulado de veículos vendidos no ano foi de 713.273 unidades, alta de 32,7% sobre o acumulado do ano passado, com 537.274 unidades.
Em fevereiro, somente o número de automóveis vendidos alcançou 158.943 unidades, crescimento de 33,7% sobre o mesmo mês do ano passado, quando foram comercializados 118.806.

Já o mercado de motos alcançou o expressivo número de 139.014 unidades vendidas, o que representa uma alta de 29,7% em relação a fevereiro de 2007.

400 empresas testam adesão à nota fiscal eletrônica

Sefaz / RS

05/03/2008

Aproxima-se de trezentos o número de empresas de onze estados com acesso ao ambiente de testes da Sefaz Virtual do Rio Grande do Sul, além de mais de cem empresas gaúchas. O sistema, desenvolvido pela Secretaria da Fazenda e pela Procergs está possibilitando que as empresas localizadas em estados que ainda não desenvolveram a infra-estrutura necessária ao uso do documento eletrônico possam realizar a emissão de notas eletrônicas em todo o país.Os estados de Paraíba, Santa Catarina e do Rio de Janeiro têm nove empresas já emitindo notas fiscais eletrônicas via Sefaz Virtual, após terem concluídos seus testes. A Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro também já autorizou 198 empresas daquele estado a aderir ao sistema gaúcho, evitando pedidos isolados das empresas enquadradas na obrigatoriedade da emissão de NF-e.

Isso deve agilizar as autorizações e reduzir o processo burocrático.A estimativa da Secretaria da Fazenda gaúcha é de que haja um crescimento expressivo da utilização da NF-e nos próximos meses em função da obrigatoriedade para os setores de cigarros e combustíveis líquidos. A obrigatoriedade para esses setores foi definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária e passa a vigorar em 1º de abril para todos os Estados. De acordo com Júlio César Grazziotin, diretor da Receita Estadual, somente no Rio Grande do Sul mais de 300 empresas serão alcançadas pela obrigatoriedade, e não poderão mais emitir Nota Fiscal em papel. “Essa ampliação representará um aumento na modernização dos processos de troca de informações entre a Receita e as empresas, diminuindo custos e as possibilidades de fraude. Para as empresas que cumprem adequadamente com suas obrigações, a nota eletrônica vai ampliar a justiça fiscal.”

A Receita Estadual calcula que haverá um relevante aumento na emissão ainda neste ano, impulsionado pela obrigatoriedade da nota eletrônica para novos setores no mês de setembro, entre os quais os setores automotivo, de bebidas alcoólicas e refrigerantes, medicamentos, cimento, frigorífico, de aços semi-acabados e laminados e fornecedores de energia elétrica. O início da obrigatoriedade para esses segmentos atingirá um grupo ainda maior do que as mais de 4 mil empresas que deverão utilizar a NF-e a partir de abril em todo o país.De acordo com o coordenador do Projeto da NF-e na Secretaria da Fazenda, Vinícius Pimentel de Freitas, no próximo Encontro Nacional dos Administradores e Coordenadores Tributários Estaduais (Encat), na segunda semana de março, em Palmas (TO), começarão a ser avaliados os setores para os quais a obrigatoriedade será necessária a partir de 2009.

Já na próxima semana, em outra reunião nacional em Florianópolis, serão debatidas as alterações na fiscalização no trânsito de mercadorias com a adoção obrigatória da Nota Fiscal Eletrônica.Para o secretário da Fazenda, Aod Cunha de Moraes Junior, a adequação da Nota Fiscal Eletrônica em todo o território nacional permitirá, a exemplo do Rio Grande do Sul, facilitar a fiscalização através da modernização dos processos, reduzindo as possibilidades de sonegação e fraude na arrecadação.

Brasil ocupa 49º posição em ranking de competitividade turística

Rodrigo Postigo

05/03/2008

O Brasil ocupa apenas a 49º posição no ranking dos países que oferecem os ambientes mais atraentes para o desenvolvimento da indústria de viagem e turismo no mundo. A informação é do relatório do Índice de Competitividade para Viagem e Turismo (ICVT) 2008, divulgado hoje pelo Fórum Econômico Mundial. O ICVT avalia 130 países medindo os fatores e as políticas que viabilizam o desenvolvimento no segmento. Suíça, Áustria e Alemanha ocupam as três primeiras colocações.

O Brasil, 4º na América Latina, foi o 3º colocado em recursos naturais e 12º em culturais. Na questão de sustentabilidade social ocupa a 37ª colocação. O relatório concluiu que o transporte terrestre se mantém deficiente no País. A qualidade das estradas, portos e ferrovias ocupam, respectivamente, o 110º, 116º e 87º lugares.A segurança continua sendo um fator de grande preocupação no Brasil. No quesito, o País ficou em 128º, na frente apenas do Paquistão e da Rússia. O estudo mostra, ainda, que a competitividade do País vem caindo devido aos preços para o turista (92ª colocação), afetados principalmente pelos altos custos de passagem e taxas aeroportuárias.

Além de Suíça, Áustria e Alemanha, os outros países que compõem as dez primeiras posições no ranking são: Austrália, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, Suécia, Canadá e França. Na América Latina e no Caribe, as cinco primeiras colocações ficaram respectivamente com Barbados (29º no ranking geral), Costa Rica (44º), Porto Rico (46º), Brasil (49º) e Panamá (50º).

Brazil GMO cane research advances, waits for OK

Tue Mar 4, 2008 5:17pm EST
SAO PAULO, March 4 (Reuters) - Sugar cane genetically modified for greater ethanol and sugar production could be developed in three to five years but strict Brazil biotechnology regulation could keep it off the market for as much as seven years, companies said on Tuesday.
Scientists are field-testing GMO cane varieties with higher sucrose yields than conventional ones, said Brazilian leading biotech companies Alellyx Applied Genomics and Sugarcane Technology Center (CTC).
"At this point, (the GMO cane) is more a regulatory issue than a scientific issue" said Paulo Arruda, scientific director at Alellyx Applied Genomics, developer of a variety being tested in the fields.
"If there are no major regulation setbacks, our target is to launch our first (commercial) variety in 2013-2014," Arruda said in a workshop promoted by sugar analyst F.O. Licht.
Brazil cleared commercial use of GMO soybean and cotton after passing a biosafety law in 2005, but it has taken until February 2008 to approve any other genetically modified agricultural product.
Last month Brazil's National Biosafety Council (CNBS) gave the final clearange for two varieties of transgenic corn for commercial use. Many other products have been waiting approval for years.
Ethanol derived from sugar cane has helped Brazil reduce its dependence on gasoline as a motor fuel.
The Alellyx genetically modified sugar cane program is focused not only in developing cane with a higher sucrose yield, but also with increased biomass and resistant to herbicides and insects and to drought.
The company, which has an agreement with U.S. biotech giant Monsanto (MON.N: Quote, Profile, Research), is especially interested in supplying GMO cane for Brazil's new cane frontier.
"Most of Brazil's new cane areas are degraded pastures, where pluviometric levels are lower than traditional cane producing areas," Arruda said, explaining the importance of drought resistant varieties.
"We'd be happy if technology allows us to have 10-15 percent higher yields given the adverse conditions," he said.
Brazil's Sugarcane Technology Center (CTC) also sees regulatory aspects as the main barrier for GMO cane progress in Brazil rather than technical aspects.
"In three to five years it'd be possible for us to have available varieties (if regulation was okay)," Jaime Finguerut, industrial strategic development manager at CTC, told Reuters in the sidelines of the workshop.
Through the use of existing varieties, it's possible to raise conventional cane yields currently by around 2 percent per year. With GMO cane it would be possible to double this growth, Finguerut said.
But Arruda, from Alellyx, said government approval of GMO cane varieties should be simpler than other crops like soy or corn, which took years to be accepted in Brazil, as cane is not used directly as food.
About half of Brazil's almost 500 million tonne cane crop is turned into ethanol. Sugar, which accounts for the rest of the crop, does not contain any DNA or protein to be considered as a GMO product.
(Reporting by Inae Riveras; Editing by David Gregorio)

Brazil May Keep Interest Rate at 11.25% as Inflation Slows

By Andre Soliani
March 5 (Bloomberg) -- Brazil's central bank will probably keep the overnight rate unchanged at a record low for a fourth straight meeting as policy makers bet inflation will slow to target.
All 31 economists surveyed by Bloomberg expect policy makers, led by bank president Henrique Meirelles, to keep the benchmark rate at 11.25 percent. Monthly inflation, as measured by the benchmark IPCA index, slowed in January to 0.54 percent from 0.74 percent a month earlier.
``The bank can wait a bit longer to better assess the situation,'' said Marcelo Salomon, chief economist at Sao Paulo- based Unibanco SA. ``Inflation has cooled in the first two months of the year, easing pressure for a rate increase.''
The central bank in October snapped Brazil's longest cycle of monetary easing since at least 1999 after higher food prices coupled with the fastest economic expansion in more than three years raised concern that inflation would overshoot policy makers' 4.5 inflation target.
Economists such as Robert Padovani at WestLB AG in Sao Paulo say the retreat of monthly inflation in the beginning of this year signals that a surge in prices in December was ``temporary.''
Food, Demand
Annual inflation in Brazil has quickened from an eight-year low of 2.96 percent last March to 4.74 percent through mid- February. Since January, the 12-month inflation rate has persistently exceeded mid-point of the central bank's target of 4.5 percent plus or minus 2 percentage points.
Meat and milk prices were the main driver of inflation in the second half of last year, Padovani, a senior strategist for the German state-owned bank, said. Food prices in 2007 jumped 10.8 percent, the most in five years, fueled by rising worldwide consumer demand for commodities.
Monthly food price inflation decelerated to 1.52 percent in January from a five-year high of 2.06 percent in December.
``When we face an overall quickening of prices, we don't see a sudden reverse,'' Padovani said. He forecast that the central bank will have room to resume rate reductions in the third quarter.
Still, other economists such as Salomon say that inflation rates remain ``uncomfortably'' high to justify a cut, especially in light of strong domestic consumer demand.
Record-low interest rates coupled with record bank lending has stoked a surge in demand for consumer goods such as home appliances and cars in Latin America's No. 1 economy. Retail sales last year jumped 9.6 percent, the biggest gain since the national statistic agency started the current series in 2001.
Global Context
In an expanding economy, it's easier for companies to pass along higher production costs to consumers, which increases the odds that rising prices will spread across the economy, said Salomon, who expects the bank to hold rates through year-end.
While unanimous in forecasting that the central bank will pause, economists are split over the direction of monetary policy in the months ahead, Tony Volpon, chief economist at CM Capital Markets in Sao Paulo, said.
He forecast the bank will raise rates as early as June.
``We are seeing a worldwide inflationary process,'' Volpon says. ``The U.S. clearly made an option for inflation and that will affect everyone.''
The Federal Reserve has cut the U.S. benchmark interest rate by 2.25 percentage points since September, to 3 percent. Fed Chairman Ben Bernanke last week indicated policy makers are ready to lower interest rates further to revive the world's biggest economy as banks make it tougher to borrow.
Salomon says the Brazilian central bank's ability to further cut interest rates, the highest in the region, will hinge on the international circumstances.

Brazil Real Falls on U.S. Recession Concerns, Stock Declines

By Adriana Brasileiro
March 4 (Bloomberg) -- Brazil's real weakened as concern that the U.S. economy is sliding into recession curbed demand for higher-yielding, emerging-market assets.
The real fell 0.8 percent to 1.6859 per dollar at 3:55 p.m. New York time, after most trading in Brazil had ended, following declines in U.S. stock markets that came after Federal Reserve Chairman Ben S. Bernanke urged banks to write down more mortgages.
``Markets are under the influence of a lot of turbulence right now and it's very risky to make short-term bets on the direction of local assets,'' said Mauro Cunha, investment director and partner at Maua Investimentos in Sao Paulo, which has more than $1.3 billion under management.
The real rose as much as 0.5 percent to 1.6640 per dollar earlier. It touched 1.6630 per dollar on Feb. 27, the strongest since May 1999, during a nine-day rally.
Brazil's benchmark Bovespa index declined as much as 2.7 percent, cutting into demand for reais, after state-controlled oil company Petroleo Brasileiro SA reported a drop in earnings yesterday.
The yield on Brazil's zero-coupon bond due in January 2009 was little changed today at 11.78 percent, according to Banco Votorantim SA.

'Guerra fiscal é parte do jogo', diz relator da reforma tributária

Picciani adianta que considera inconstitucional pontos que signifiquem ameaça à autonomia dos Estados

Estado de São Paulo / Denise Madueño

05/03/2008

O relator da proposta de reforma tributária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), adiantou que vai considerar inconstitucional qualquer ponto do projeto que significar uma ameaça à autonomia dos Estados. Ele disse que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é de responsabilidade dos Estados e cabe a eles legislarem sobre a questão. "No País federativo a guerra fiscal faz parte do jogo. Unificar o ICMS é tirar competência dos Estados a quem cabe fazer a legislação (desse imposto)", afirmou Picciani.

"Quero ver como a proposta está escrita no projeto. Vamos ter de encontrar uma forma sem ferir essa questão constitucional", completou. O relator ressaltou que, como recebeu a função hoje, ainda não tinha lido o projeto de forma detalhada. "Vou ser rigoroso. Não vou aceitar propostas que firam o pacto federativo, que firam a autonomia dos Estados", antecipou. Ele ainda vai definir se pedirá ou não a realização de audiências públicas. "Se a redação que foi dada resolver essa questão, apresento logo o meu parecer", disse. No caso contrário, Picciani vai pedir que a comissão ouça constitucionalistas e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Justiça, Tarso Genro. Picciani afirmou que pretende concluir o seu relatório no prazo máximo de um mês.

Picciani foi indicado relator do projeto pelo presidente da CCJ, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os dois pertencem a um mesmo grupo político. No ano passado, Picciani era o presidente da CCJ e indicou Cunha para relatar a proposta de emenda constitucional que prorrogava a CPMF. Cunha concluiu seu parecer depois de reclamações de governistas de que ele estava adiando o relatório e usando a função para que o PMDB conseguisse cargos no Executivo.

Além de relator da reforma tributária, Picciani é responsável por outros dois projetos que mexem com interesses do governo. Ele é o relator da comissão especial que estuda limites e mudanças na edição de medidas provisórias pelo presidente da República e do projeto que estabelece as novas regras para as agências reguladoras. "Tenho um bom trânsito na bancada, tanto na do Rio de Janeiro como em todo o PMDB, e auto-avalio que tive desempenho satisfatório nas funções que exerci", disse, ao ser questionado porque conseguia tantas funções relevantes na Câmara.

Real forte muda empresas, que cobram política industrial

Reuters
05/03/2008
A indústria eletroeletrônica brasileira avalia que já fez o que podia para contornar o real valorizado e continuar exportando. Agora, prevendo déficit comercial do setor de US$ 20 bilhões em 2008, diz que é hora de o governo adotar uma política industrial que garanta condições de competitividade iguais às de outros países.
"Um setor que tem déficit crônico como o nosso tem a obrigação de apontar para o governo as oportunidades de ocupar este mercado", afirmou o empresário Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), representante de um setor que movimentou mais de R$ 110 bilhões em 2007.
"Não vamos pedir proteção nenhuma para a indústria instalada no Brasil. Não queremos ser chamados de 'órfãos do velho modelo'. Queremos condições de igualdade", declarou, ao apresentar um documento chamado "Propostas para uma nova política industrial, tecnológica e de comércio exterior".
As sugestões foram discutidas com especialistas do BNDES e de outros órgãos oficiais, segundo Barbato, que fez questão de valorizar a iniciativa do governo de lançar - espera-se para ainda este mês - uma política industrial. A expectativa da Abinee é de que pelo menos a proposta de desoneração de encargos trabalhistas para os exportadores de software faça parte do pacote.
"Existe um diálogo", comentou o empresário, elogiando a atuação do ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e do presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Por outro lado, Barbato não poupou crítica ao governo Fernando Henrique Cardoso, lembrando que à época se alegava que "a melhor política industrial era não ter política industrial".
Sócio da Cerâmica Santa Terezinha, o presidente da Abinee abriu os bastidores dos esforços feitos recentemente para continuar exportando seu único produto: isoladores elétricos de vidro e cerâmica, frente à valorização do real de 26% nos últimos 12 meses.
Na ânsia de reduzir custos, ele baixou a guarda e mudou, por exemplo, a matriz energética da fábrica, em Pedreira, interior de São Paulo, de gás liquefeito de petróleo para gás natural. "Resisti o quanto pude", admitiu, diante do momento delicado de abastecimento de gás natural para a indústria.
Considerando os ganhos de produtividade, a recuperação de preço dos bens exportados e a moeda forte, ainda assim a fatia das vendas externas no faturamento da Cerâmica Santa Terezinha encolheu de 40% para 27% no ano passado.
"Houve mudanças muito violentas no processo produtivo das empresas. Não se esperava que a indústria fosse capaz de fazer tantas mudanças para manter o retorno com as exportações", disse o empresário. "Graças aos ganhos de produtividade, tenho mais condições de continuar concorrendo", afirmou.
Com o dólar abaixo de R$ 1,70, a indústria está no limite da compensação cambial por ganho de produtividade decorrente de redução de custos, avalia o gerente do departamento de economia da Abinee, Luiz Cezar Rochel, membro da equipe técnica que organizou as propostas de política industrial da associação.
"As exportações estão estáveis e as importações, crescendo. A indústria atua para reduzir custos, mas isso tem um limite", afirmou. "Outras iniciativas, como custo menor de mão-de-obra e de infra-estrutura, começam a ganhar mais importância agora do que quando o dólar estava a R$ 2", disse.
O assessor-econômico da Abinee, Carlos Cavalcanti, que também integrou a equipe técnica, justificou a necessidade de uma política industrial "que garanta qualidade à produção, com ganhos de produtividade que compensem a política cambial".
A redução da carga tributária, é claro, está contemplada nas propostas do setor, que defende, por exemplo, a desoneração da folha de pagamentos de empresas de mão-de-obra intensiva. A adoção dessa medida está condicionada pelo governo à aprovação da reforma tributária no congresso.