EFE
27/02/2009
A produção industrial no Japão caiu 10% em janeiro em relação ao mês anterior, no que foi a terceira redução consecutiva e a mais alta desde que se começou a calcular o indicador em 1953, informou hoje o governo.
A histórica redução, que desbanca o recorde de dezembro passado, quando houve recuo de 9,8%, é motivada, sobretudo, pela contração das exportações e da demanda interna, segundo o Ministério da Economia, Comércio e Indústria japonês.
A queda afeta quase todos os setores e não apenas os muito dependentes das exportações, conforme asseguraram fontes do Ministério citadas pela agência de notícias local "Kyodo".
Dos 16 setores revisados no estudo, todos sofreram cortes de produção em janeiro frente a dezembro.
As peças de eletrônica registraram queda de 21,8% em janeiro frente ao mês anterior, enquanto no setor de equipamento para o transporte a redução foi de 17,3 %.
Segundo as projeções do governo, o recuo de produção da indústria manufatureira para os próximos meses ficará em 8,4% em fevereiro e em 2,8% em março.
O índice de exportações da indústria caiu em janeiro 11,4% frente a dezembro passado, enquanto os estoques, 2%.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Produção industrial no Japão desaba em janeiro
Nova barreira argentina
O Estado de São Paulo / Opinião
27/02/2009
O governo argentino deu mais um passo em sua escalada protecionista e impôs uma taxa adicional de 413% sobre talheres de aço importados do Brasil e de 1.450% sobre os chineses. Diante da passividade do governo brasileiro, a administração da presidente Cristina Kirchner não tem dificuldade para elevar barreiras aos produtos fabricados no Brasil. Justificativa não é problema. Sempre se recorre ao mesmo arsenal de explicações - é preciso combater algum dumping, deter uma invasão ou compensar o desequilíbrio causado pelas políticas de Brasília, especialmente os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A atual presidente continua, sem dificuldade, a política em vigor durante a gestão de seu marido, Néstor Kirchner. A imposição de barreiras a produtos brasileiros é parte da rotina, assim como a revisão periódica do acordo especial de comércio do setor automobilístico. Se os acordos fossem cumpridos, esse comércio já teria sido liberalizado há anos, mas ninguém sabe quando isso finalmente ocorrerá. De tempos em tempos, o governo argentino propõe - e o brasileiro aceita - uma alteração dos termos do acordo, sempre com novos limites para um dos lados - o Brasil.
Desde o agravamento da crise internacional, no segundo semestre do ano passado, as barreiras multiplicaram-se, com a suspensão de licenças automáticas de importação de vários produtos e a adoção de uma grande lista de preços de referência, sempre com valores calculados para dificultar o ingresso de mercadorias brasileiras.
Ninguém tem dúvida sobre a natureza das ações do governo argentino, quando se trata de regular o comércio com o Brasil, mas o governo brasileiro geralmente prefere curvar-se e aceitar as imposições. De vez em quando, ensaia alguma resistência, mas sem vigor e por pouco tempo. As autoridades de Buenos Aires normalmente comandam o jogo. Foi assim, mais uma vez, na reunião de ministros em Brasília, na semana passada, quando os argentinos deram todas as cartas e afirmaram sem meias palavras sua intenção de continuar adotando medidas protecionistas. A imposição de uma enorme alíquota aos talheres de aço inoxidável foi apenas uma demonstração de coerência.
Uma nova reunião ministerial está prevista para 4 de março, em Buenos Aires, para continuação das discussões. Essa é a descrição oficial do evento, porque, de fato, não houve discussões em Brasília. Houve um monólogo protecionista. Se não houver uma grande surpresa, o novo encontro será mais uma cerimônia de sujeição brasileira às decisões tomadas em Buenos Aires. Pouco acrescentará, portanto, à preparação do encontro dos presidentes da Argentina e do Brasil previsto para 20 de março em São Paulo.
O secretário argentino de Relações Econômicas Internacionais, Alfredo Chiaradia, propôs a participação dos empresários no debate. "Nada melhor que quem conhece o setor ajude a encontrar fórmulas, saídas e sugestões, já que nós, funcionários, conhecemos apenas os aspectos gerais", afirmou. Mas esse envolvimento ocorreu várias vezes, desde a gestão de Néstor Kirchner. Os industriais argentinos foram sempre respaldados por seu governo, enquanto os brasileiros eram pressionados por Brasília para ceder.
Para que essa leniência? Para fortalecer o Mercosul, pode responder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o Mercosul nem chega a ser uma caricatura de união aduaneira.
O governo argentino tem hoje motivos mais fortes do que nunca para se preocupar com a indústria. A produção industrial em janeiro foi 4,6% menor que a de um ano antes, de acordo com dados oficiais. Segundo escritórios privados, a diferença para menos foi muito maior - em torno de 11%.
A maior parte da economia argentina tem vivido num mundo de ficção, com preços controlados, inflação subestimada e elevado protecionismo. Mas nenhuma proteção pode substituir por muito tempo o investimento produtivo e a modernização. O governo brasileiro olha para outro lado e prefere criticar o protecionismo embutido na cláusula "buy american" do pacote americano, embora a violação de regras, nesse caso, seja menos clara e os prejuízos para o País, menos evidentes. Ao mesmo tempo, aceita os prejuízos injustificáveis causados por uma política incompatível com o Mercosul. Ficção econômica de um lado, fantasia diplomática de outro.
Mantega rebate 'The Economist' e mantém crescimento para 2009
Terra / Marina Mello
27/02/2009
Em resposta à revista The Economist, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou nesta quinta-feira que o Brasil deve ter um crescimento positivo do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, ao contrário da previsão de recuo de 0,5% que a publicação divulgou na quarta-feira.
"Nós temos um conjunto de previsões da economia brasileira que neste momento são mais pessimistas do que otimistas e refletem mais o cenário internacional, principalmente o que está acontecendo na economia americana e européia, que têm queda de PIB, da produção industrial, etc., e eles projetam essas previsões para cá", rebateu Mantega.
"A nossa situação é bem melhor que a delas. Há setores que sequer desaqueceram, que tiveram retração muito pequena, como varejo e consumo. Não acredito nestas previsões, continuo acreditando que vamos ter crescimento positivo neste ano", completou.
A projeção de queda da revista americana levou em conta os dados da produção industrial de novembro e dezembro. "Esperamos um período longo de ajuste dos estoques, queda no investimento e no nível de emprego", afirmou a revista, que anteriormente previa um avanço de 1,6% para o País.
No entanto, o ministro preferiu não dar sua previsão de quanto seria este acréscimo do PIB em 2009, mas continuou ressaltando o objetivo do governo. "Tenho repetido várias vezes que 4% não é uma mera previsão de economista. É uma meta para ser alcançada pelo governo", disse.
Governo cria restrição e abre crise com exportadores
Agência Estado
27/02/2009
Em meio ao cenário de retração da demanda externa e redução do saldo da balança comercial, uma decisão do Ministério da Fazenda que dificulta a compensação de créditos tributários abriu nos bastidores uma crise entre governo e empresas exportadoras. Incluída na Medida Provisória 449, que trata de parcelamento de dívidas, editada em dezembro passado, a restrição, na prática, retira recursos do caixa das empresas exportadoras neste momento de crise financeira. As empresas que exportam mais de 30% da produção são as mais prejudicadas.
O artigo 29 da MP proibiu as empresas de compensar créditos tributários, de forma automática, com os pagamentos devidos do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A restrição atinge empresas que declaram pela sistemática de lucro real apurado, mas optam por pagar esses tributos com base em estimativa mensal.
As mais afetadas são as grandes empresas exportadoras porque as vendas externas são desoneradas de vários tributos, entre eles a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o PIS. Normalmente, o crédito referente a esses tributos acaba se acumulando, mas as empresas podiam compensá-los mensalmente com o IRPJ e a CSLL, que incidem na exportação.
O setor exportador considerou a mudança contraditória com o discurso da equipe econômica de estimular as exportações e acusa o governo de querer fazer caixa às custas das empresas. "O dinheiro que poderia estar aplicado na atividade produtiva fica imobilizado sob a forma de impostos. É um contrassenso", criticou o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.
"A legislação permite a compensação de tributos federais com outros tributos federais e, neste caso, a regra não está sendo cumprida. Isso obriga as empresas a pagar e esperar um ano para pedir a compensação no ajuste anual", ressaltou.
O Ministério da Fazenda prometeu estudar mudanças na MP, mas ainda não há decisão oficial. De acordo com subsecretário de Tributação da Receita, Sandro de Vargas Serpa, a medida tem caráter de "proteção" e "segurança" para o controle do Fisco. Segundo ele, as empresas que pagarem a mais um tributo num mês podem compensar no outro mês pagando menos os tributos devidos, por meio de um instrumento chamado de balancete de suspensão. Mas o setor exportador argumenta que esse recurso não resolve o problema.
A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) foi a primeira a reagir. O diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Gianetti da Fonseca, esteve no início do mês no Ministério da Fazenda para pedir a suspensão da medida. A entidade também trabalha no Congresso Nacional para mudar a MP. Mais de 20 emendas foram apresentadas para suprimir a restrição. "Não encontrei o pai da criança. Deve estar com vergonha. Quem propôs a medida vive num outro mundo", criticou Gianetti.
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Agência de Notícias
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27.2.09
Marcadores: Tributária
Brazil Real Rises as New U.S. Financial Aid Fuels Recovery Bets
By Adriana Brasileiro
Feb. 26 (Bloomberg) -- Brazil’s real strengthened for a second day on speculation new aid to the U.S. financial system may help pull the world’s largest economy out recession.
The real rose 0.4 percent to 2.3589 per U.S. dollar at 3:09 p.m. New York time, from 2.3691 yesterday.
President Barack Obama asked for as much as $750 billion in aid to shore up the financial industry in his first budget proposal. The funds would come on top of the $700 billion rescue package the U.S. Congress approved last October.
“The expansionist measures in the U.S. and around the world, especially those aimed at the financial system, are an effective way to restore confidence,” said Reginaldo Alexandre, vice-president of the Brazilian Association of Analysts and Capital Markets Investment Professionals, or Apimec.
Gains in commodities, which account for almost two-thirds of Brazil’s exports, also helped boost the real. Crude oil, a Brazilian export, rose to the highest level in a month.
Yields on Brazil’s local-currency bonds and overnight futures contracts fell after the country’s broadest measure of inflation advanced less than analyst expected.
The IGP-M price index calculated by the Getulio Vargas Foundation rose 0.26 percent in February, less than the median forecast of 0.41 percent in a Bloomberg survey of 29 economists.
The yield on Brazil’s zero-coupon, local-currency bonds due in January 2010 declined 15 basis points, or 0.15 percentage point, to 10.81 percent. The yield on the overnight futures contract for July delivery slid 11 basis points to 11.26 percent.
Bids Rejected
Brazil’s central bank didn’t accept any bids to buy reais in the currency market at three auctions today.
The bank said yesterday it would buy reais with U.S. dollars in three auctions in the foreign-exchange market to prop up the Brazilian currency. The contracts included an agreement to re-sell the reais at a later date, the central bank said in a statement.
“The central bank probably didn’t think the bids were interesting enough, so it didn’t see the need to buy reais at just any rate,” said Alex Martins, a currency trader at Futura Corretora in Sao Paulo.
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27.2.09
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
UPDATE 1-Petrobras eyes Australia, Indonesia gas opportunities
Fri Feb 27, 2009 5:08am EST
(Adds details, background)
By Judy Hua
SINGAPORE, Feb 27 (Reuters) - Brazil's state-run energy giant Petrobras (PETR4.SA)(PBR.N) is seeking opportunities for natural gas in Northwest Australia and Indonesia, to expand its energy investments in Asia, a company official said on Friday.
Petrobras, which gets most of its output from the Americas, has put aside almost $16 billion for its international business in the next five years, and has been spreading its wings by boosting oil exports to China and acquiring a refinery in Japan.
"Asia can be considered a new frontier for Petrobras. Asia represents lots of opportunities for Petrobras because we need gas and there are gas in Southeast Asia," said Simone Totti Davidovich, Senior Adviser of E&P International Business Development of Petrobras.
"The countries we are focusing on are mainly Australia and Indonesia. Those are the most important countries, but we are not close to those countries," she told Reuters on the sidelines of an upstream oil and gas conference.
Davidovich said Petrobras was talking to some firms but did not elaborate on the opportunities it was looking at.
"We are talking to some companies and we have seen some blocks. I hope it's not that far away. I hope it's in near future."
Among companies working in natural gas developments in Western Australia are Chevron (CVX.N), Apache Corp (APA.N), Woodside Petroleum (WPL.AX), ENI (ENI.MI) and BHP Billiton (BHP.AX) in a joint venture with Exxon Mobil Corp (XOM.N).
Petrobras has no oil and gas exploration deals so far in East Asia and Australia. It holds upstream interests in Pakistan and India to explore offshore blocks.
The company unveiled in January a huge plan to invest $174 billion between 2009 and 2013, up 55 percent from the $112 billion planned for 2008-2012, bucking the wider trend of oil firms cutting their spending amid the economic downturn.
Davidovich said of the total investment, $15.9 billion would be for its international business, of which 20 percent would go to new businesses, including Asia Pacific.
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27.2.09
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Regulamento aduaneiro fora de contexto
Paraná News
26/02/2009
Um novo regulamento aduaneiro, em vigor desde o início do mês no Brasil, não está sendo bem recebido por empresas de logística. Falta de flexibilidade, poucos detalhes sobre a profissão de despachante aduaneiro e a não concessão de tempo de adaptação estão entre as principais reclamações de empresários.
O decreto 6759 foi publicado no último dia 6 de fevereiro e entrou em vigor na mesma data. De acordo com a Receita Federal, o governo buscou “atualizar, sistematizar e consolidar a legislação, visando aperfeiçoá-la após seis anos de vigência do Regulamento Aduaneiro Brasileiro”.
“Acordamos de manhã e tínhamos uma nova lei. Não tivemos tempo sequer de nos adaptarmos. Operadores de logística, importadores e exportadores não foram chamados para discutir as mudanças. Precisamos de algo mais consistente”, reclama o executivo Sávio Ferreira de Souza, diretor da Pinho International Logistics. “Ainda não temos uma noção completa das mudanças que o decreto traz. Algumas são profundas, e outras não entram em detalhes”, observa.
Para ele, a legislação aduaneira do Brasil é muito antiga e foi muito remendada ao longo dos anos. “E as novas regras são, outra vez, mais um remendo”, completa.
Souza também lamenta que, assim como acontecia durante a vigência das regras anteriores, continue havendo pouca flexibilidade no novo regulamento. “A legislação brasileira nunca tem lugar para o eventual”, diz. Ele cita o exemplo da burocracia gerada em torno da Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA).
“Por conta disso, cargas que iriam para o porto de Itajaí ficaram retidas por mais de 60 dias no porto de Santos, por conta dos problemas em Santa Catarina”, lembra.
Outra reclamação do executivo é em relação ao fato da profissão de despachante aduaneiro ser, na prática, regulamentada pela Receita Federal. “Por que não é o Ministério da Educação (MEC) que faz isso?”, questiona.
Também sobram críticas à forma de acesso à profissão, que mudou no novo regulamento, mas ainda não está bem detalhada, na opinião de Souza. “É necessário um curso de tecnólogo, específico para a profissão. Os cursos de comércio exterior não têm o mesmo foco”, avalia.
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26.2.09
Marcadores: Tributária
Reguladores dos EUA impõem teste de estresse a bancos
Reuters
26/02/2009
Reguladores financeiros americanos lançaram nesta quarta-feira um "teste de estresse" para avaliar a capacidade dos grandes bancos de lidar com a possibilidade de uma recessão mais profunda em que a taxa de desemprego suba para além de 10% no próximo ano.
Os testes de estresse, obrigatórios para cerca de 20 instituições com ativos acima de US$ 100 bilhões, serão usados para determinar se os bancos precisam de mais recursos de um novo programa do Tesouro dos Estados Unidos.
O novo programa, conhecido como Programa de Assistência de Capital, complementará um programa anterior que já injetou cerca de US$ 200 bilhões nos bancos desde outubro. Ambos usarão os recursos remanescentes do fundo de resgate financeiro de US$ 700 bilhões do Tesouro.
Os testes de estresse, a serem conduzidos até o final de abril pelo Federal Reserve e outros órgãos do governo, medirá a força dos bancos frente a dois cenários. O cenário básico terá como parâmetros projeções consensuais do mercado para a economia e o cenário "mais adverso" prevê uma recessão mais longa e profunda.
Os reguladores conduzirão "uma avaliação de todos esses bancos para tentar estimar quanto capital eles precisam para enfrentar até o cenário mais fraco", afirmou o chairman do FED, Ben Bernanke, a uma comissão do Congresso nesta quarta-feira.
"Os bancos serão informados quanto capital eles precisam levantar, se algum. Alguns não precisarão de capital, mas outros sim", acrescentou.
Proposta autoriza compensação de débitos fiscais com precatórios
Agência Câmara
26/02/2009
A Câmara analisa o Projeto de Lei Complementar (PLP) 436/08, que permite aos contribuintes compensar débitos tributários com créditos de precatórios. A proposta, de autoria do deputado Cleber Verde (PRB-MA), altera o Código Tributário Nacional (CTN).
De acordo com o texto, a compensação será automática. Ou seja, o contribuinte que tiver precatório a seu favor poderá, de imediato, usar o valor do crédito para pagar débito com o fisco estadual e municipal, vencido ou a vencer. O projeto determina que a compensação será feita por decisão judicial, independentemente da ordem cronológica de pagamento do precatório.
O precatório é um direito de crédito que uma pessoa física ou jurídica possui após ganhar uma ação judicial contra um órgão público e que já está na fase de execução.
Justiça
Segundo o deputado Cleber Verde, o objetivo da proposta é dotar o Poder Judiciário de meios para promover o encontro de contas entre o crédito do contribuinte com o Estado, representado pelo precatório, e as suas dívidas com o fisco.
Ele afirma que o CTN já permite que estados e municípios compensem as dívidas tributárias com "créditos líquidos e certos", categoria em que estão os precatórios. Mas a compensação depende de lei local, e poucos estados e municípios aprovaram a regulamentação do dispositivo. Com o PLP 436, caberá ao Judiciário fazer a compensação.
O deputado salienta que há decisões liminares do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a favor do uso do precatório para o pagamento de débitos fiscais.
Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois segue para votação em dois turnos no Plenário.
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26.2.09
Marcadores: Tributária
O mercado diante dos novos consumidores digitais
Gazeta Mercantil / Carlos Alberto Júlio
26/02/2009
Até pouco tempo, alguns visionários da área de marketing anunciavam que as empresas que não tivessem um site na internet estavam fadadas ao fracasso. Ou melhor, uma empresa sem presença virtual perderia inúmeras oportunidades de negócios e não sobreviveria. Os mais céticos olharam com desconfiança, mas acabaram se rendendo. Afinal, o que era uma novidade há dez anos, virou regra em cinco. Só que hoje este conceito está totalmente ultrapassado. Ter um site não basta. Virou commodity.
As empresas e os executivos precisam, literalmente, estar plugados 24 horas por dia. Além do site - dinâmico e interativo - é preciso conhecer o twitter, o orkut, o facebook, o myspace, o youtube, o linkedin e suas variantes. As redes sociais e os blogs não são mais "passatempo" de adolescentes e ocupam espaço importante no dia-a-dia dos executivos e no budget da área de marketing.
Afinal, com um post em um blog, o consumidor automaticamente se conecta com uma rede invisível de contatos e pode descobrir instantaneamente, e em um clique, todas as informações que um serviço de atendimento ao cliente (SAC) de uma grande empresa demoraria um ou mais dias para fornecer. Ou, pior, um post de reclamação sobre um produto ou serviço pode manchar a reputação de uma empresa. Isto porque a disseminação de conteúdos é instantânea.
O The Wall Street Journal de 8 de janeiro trouxe uma reportagem sobre o novo consumidor da web - o "new info shopper". Segundo pesquisa da Penn, Schoen and Berland Associados, para 78% desses consumidores a publicidade não tem mais toda a informação de que eles precisam. E 92% confiam mais nas informações que buscam na web do que em qualquer outra fonte. Este novo consumidor confia mais no que descobre sozinho e sempre procura informações na web antes de comprar qualquer produto.
Ainda segundo a pesquisa, 85% dos novos consumidores usam a web para tirar dúvidas sobre carros e 81% fazem consultas sobre imóveis. Uma pesquisa da consultoria Deloitte sobre hábitos de consumo de mídia mostra que estes jovens passam mais tempo navegando na web do que assistindo TV. No Brasil, os jovens já gastam 19,3 horas por semana com internet, o dobro do que passam vendo TV.
O consumidor do futuro é aquele que, na definição do especialista em marketing Walter Longo, é um "nativo" no ambiente digital, porque nasceu e cresceu com a web. É a chamada geração do milênio e tem entre 14 e 19 anos. Os nativos da web não são como a maioria dos profissionais que atualmente ocupam cargos executivos em empresas e que, como eu, teve que imigrar para este novo universo, deixando para trás máquinas de escrever, câmeras fotográficas e aparelhos de fax e xerox. Para os nativos, a internet faz parte da rotina.
Em um futuro não muito distante, vai ser corriqueiro perguntar: "O que está passando na internet?" no lugar de "O que está passando na TV?". Diante deste cenário, como fica a publicidade tradicional na TV? Ou, ainda, o que será dos jornais e revistas em papel? Mas a principal pergunta é: o que as empresas estão fazendo para acompanhar estas mudanças?
Aproveitar as oportunidades que o mundo virtual apresenta é um desafio para os homens de venda e marketing. Passado o medo natural do computador e das redes sociais, o novo mundo traz muitas vantagens. O iPhone, por exemplo, é um recurso que veio para ficar. Ele concentra tudo - e-mail, acesso à internet, música, foto, vídeo, jogos, calculadora, agenda - e ainda é telefone. E facilita muito a vida. Outra oportunidade que não pode ser desprezada: vender na web é infinitamente mais barato do que nos formatos tradicionais.
O novo consumidor é digital e não tem como fugir desta realidade. Se você ainda não sabe o que "blogar" e "twittar" significam, "dê um google" para descobrir. E logo, antes que alguém descubra.
Ten Steps for Mitigating Data Risk During a Merger
From backups to software licenses, here's a checklist for IT leaders at consolidation or acquisition time. Whether you're gaining an internal group or an external company, be prepared and be realistic.
ComputerWorld / Craig S. Mullins
26/02/2009
Merger and acquisition activity stands to increase as global markets struggle to stay afloat during the worst economic slowdown in decades. What will you do when you find out you're about to acquire or consolidate with another firm or division? Are you aware of the risks you may be inheriting? What data is going to demand the highest availability? What IT regulations will you have to address and how do you know if existing controls already address them?
Below are 10 "data health" checks a CIO can conduct to answer these questions before giving a green light to a merger, acquisition or consolidation.
Step One: Assess your dataFrom a data perspective, the first step needs to be an assessment of the independent data assets of each organization participating in the merger. If you do not know what data exists before the acquisition, gaining this understanding after combining the data, if it can be combined at all, will be extremely difficult. The task at hand will be simpler if both organizations practiced strong data governance. This is rarely the case though.
Step Two: Plug the governance gapsAfter completing an honest assessment of where each organization stands in terms of data governance, the next step needs to be plugging the gaps. Work toward creating a definition of data that is not well understood or undocumented. Do not turn this into a long process; define what data you have and where it is stored. Consider using tools like data dictionaries and repositories and consult the subject matter experts (business users, programmers, data architects, etc.) at each organization for this information.
Step Three: Leverage the M&A for governance improvementsUse the acquisition as a springboard for instituting new or stronger data governance policies and procedures. Lack of insight into important business data can be a strong motivational tool for implementing improved data management practices.
Step Four: Plan for increased workload and capacityThe basic premise behind mergers is that the combined companies can conduct the same, or more, business more efficiently than two separate companies. Will you need more powerful hardware? Will the new combined business require more uptime, which translates to higher data availability?
Existing hardware, transactions, applications, databases, and data maintenance processes may need to be overhauled to meet the new requirements. For mainframe shops, perhaps you can better utilize cheaper specialty engines like zIIP, zAAP, and IFL processors. And look into more efficient software and utilities for performance management, change control, and backup and recovery.
Step Five: Evaluate backup and recovery plansA simple question, such as "Is everything backed up?" can be a crucial starting point. In the clamor of an acquisition, evaluating recoverability is often forgotten or ignored. The on-going health of those backups must be checked periodically. A systematic method of reviewing recovery health, include examination of backups, evaluation of IT hardware and software specification, and matching objectives to reality is helpful.
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26.2.09
Marcadores: Governança
Emerging-Market Debt Trading Sinks 36%, EMTA Says (Update2)
By Lester Pimentel
Feb. 25 (Bloomberg) -- Trading in emerging-market debt plunged 36 percent to a five-year low of $4.2 trillion in 2008 as the global financial crisis prompted investors to shun higher- yielding assets.
Trading dropped from $6.49 trillion in 2007, the Emerging- Markets Traders Association, or EMTA, said in a statement. Developing-nation debt trading in the final three months of 2008 tumbled 40 percent from the year-earlier period, the survey by New York-based EMTA showed.
Investors pulled almost $18 billion from emerging-market bond funds last year as they fled all but the safest investments amid more than $1 trillion of credit losses and writedowns at financial firms worldwide, according to ING Financial Bank NV and Cambridge, Massachusetts-based research company EPFR Global.
“Outflows have resumed from retail investors who have increased allocations into money market funds,” Joyce Chang, global head of emerging-markets research, foreign exchange and commodities at JPMorgan Chase & Co., said in EMTA’s statement. “Since August 2008, retail outflows have been steady.”
The extra yield investors demand to own developing-nation debt instead of U.S. Treasuries has swelled 3.68 percentage points since August to 6.53 percentage points today, according to JPMorgan Chase & Co. The spread surged as high as 8.65 percentage points in October.
Brazilian bonds remained the most-traded emerging-market securities, with $847 billion of the country’s debt changing hands last year, EMTA said. Brazil’s 11 percent bond maturing in 2040 was the most frequently traded.
The yield on Brazil’s 2040 bond was unchanged at 8.76 percent at 7:30 p.m. in New York, according to JPMorgan Chase & Co. The bond’s price rose 0.06 cent on the dollar to 123.91 cents.
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26.2.09
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Brazil to supply oil to China for loans
By Jonathan Wheatley in São Paulo and agencies
Published: February 19 2009 23:44 Last updated: February 19 2009 23:44
Brazil and China signed a landmark agreement on Thursday that will ensure long-term supplies of oil to China while delivering much-needed financing to help Brazil develop enormous reserves of oil and gas recently discovered in its coastal waters.
The deal was announced after Xi Jinping, China’s vice-president, met President Luiz Inácio Lula da Silva in Brasília.
Petrobras, Brazil’s publicly traded but state-controlled oil company, will supply China with between 100,000 and 160,000 barrels of oil a day. In return, China will supply loans of up to $10bn (£7bn, €8bn) to help Petrobras and its private-sector partners develop the so-called “pre-salt” fields.
Petrobras said it signed a contract to sell between 60,000 and 100,000 barrels a day to Unipec Asia, a subsidiary of China Petroleum and Chemical Corporation (Sinopec), and a memorandum of understanding with PetroChina to sell between 40,000 and 60,000 barrels a day. It also signed a memorandum of understanding with the China Development Bank and Sinopec to provide up to $10bn in finance to Petrobras. The agreement also covers potential joint development of oil industry projects and supply of goods and services to Petrobras by Chinese companies.
Sérgio Gabrielli, president of Petrobras, said details of the agreement would be settled in time for a May visit to China by Mr Lula da Silva.
Celso Amorim, Brazil’s foreign minister, said: “This is the most important South-South relationship.” It comes as part of China’s efforts to secure long-term supplies of raw materials such as oil, minerals and agricultural commodities.
On Tuesday, the China Development Bank signed a $25bn financing deal with Rosneft, Russia’s government-controlled oil company, and Transneft, the Russian monopoly pipeline operator, in exchange for oil from the East Siberian fields over the next two decades.
Petrobras has been seeking financing from a variety of non-traditional sources to help fund planned investments of $174.4bn between 2009 and 2013. The plans include about $29bn to begin developing the pre-salt fields, discovered over the past three years under several kilometres of seawater, rock and a hard-to-penetrate layer of salt.
Petrobras is developing the fields in partnership with foreign oil companies including ExxonMobil and Amerada Hess of the US, BG of the UK, Galp of Portugal, Repsol of Spain and Royal Dutch Shell.
It has refused to speculate on the total size of the reserves, although government officials have said they could add more than 100bn barrels to Brazil’s proven reserves of 14.4bn barrels of oil and natural gas equivalent.
Petrobras said on Monday it was negotiating with up to four consumer countries to secure financing in exchange for oil supplies, as traditional sources of finance have dried up in the global economic crisis.
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26.2.09
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Brasil é questionado na OMC sobre sistema tributário
Agência Estado
25/02/2009
O Brasil é questionado na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre seu sistema tributário e sobre eventuais suspeitas de incentivos indevidos às exportações. Nesta terça-feira (24), governos de todo o mundo enviaram "toneladas" de perguntas ao Brasil sobre sua política comercial. As dezenas de questões farão parte da sabatina que o Itamaraty passará na OMC no dia 9 de março.
O questionamento não significa a abertura de uma disputa comercial contra o Brasil. A cada quatro anos, os países emergentes são obrigados a passar por uma avaliação completa de suas políticas comerciais. Os países ricos passam pela sabatina a cada dois anos. A OMC publicará um relatório sobre a situação no País, enquanto governos aproveitam a ocasião para pressionar a economia que está sendo sabatina a mudar certos aspectos de seu sistema.
Nas dezenas de questões enviadas nesta terça pelos governos ao Brasil, uma chamava a atenção: as críticas contra o sistema tributário, considerado como uma verdadeira barreira para países com interesse no mercado nacional. Algumas das perguntas alertam para a "complexidade" da carga de impostos, como um elemento que estaria dificultando o acesso de empresas e produtos estrangeiros no País. Uma das perguntas ainda sugeria que o Brasil deveria promover uma reforma em seu sistema tributário.
Neste ano, o Brasil terá ainda de enfrentar questões sobre os esquemas existentes para incentivar as exportações, além das dificuldades para produtos importados entrarem no mercado nacional. Governos estrangeiros querem saber exatamente como está ocorrendo o financiamento das exportações no País e garantir que não há ilegalidades ou subsídios escondidos para permitir que os produtos nacionais ganhem competitividade no mercado internacional. Nos últimos anos, a expansão das exportações brasileiras chamou a atenção de vários governos, que começaram a olhar com cuidado os programas nacionais para garantir que não haveria um incentivo ilegal. Não por acaso, questões sobre a isenção de PIS/Confins para alguns setores fazem parte do questionamento.
Os níveis de taxas de juros dadas ao financiamento às exportações terão também de ser respondidas pelo Itamaraty até o dia 9 de março. Só o governo do presidente americano Barack Obama enviou inúmeras páginas com perguntas ao Brasil. A Casa Branca pede explicações sobre licenças à importação, regras e mesmo o acesso ao mercado brasileiro para o setor de serviços.
Alguns ainda atacam os sinais de protecionismo no Mercosul. Governos estrangeiros querem saber porque é que o bloco elevou suas tarifas para calçados e têxteis em 2008. Na OMC, os esforços nesse momento de crise são direcionados a questionar medidas protecionistas de diversos países.
Há ainda quem questione as políticas brasileiras de apoio à agricultura. O Itamaraty, porém, considera a crítica como uma verdadeira ironia, diante dos bilhões de dólares dados pelos países ricos em subsídios agrícolas.
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25.2.09
Marcadores: Tributária
Brasil é novo membro do Comitê Técnico da IOSCO
CVM
25/02/2009
O Comitê Técnico (CT) da IOSCO – International Organization of Securities Commissions, organização internacional que reúne reguladores do mercado de capitais do mundo inteiro, acaba de convidar o Brasil para ser um de seus membros. O convite, além de dirigido à CVM, foi enviado às autoridades reguladoras da China e da Índia.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão regulador da China, The China Securities Regulatory Commission (CSRC), e da Índia, The Securities and Exchange Board of Índia (SEBI), que já são membros do Comitê de Mercados Emergentes da IOSCO, vão participar pela primeira vez como membros do Comitê Técnico em junho deste ano.
O Comitê Técnico é o órgão da IOSCO que estabelece padrões e critérios para o desenvolvimento da regulação dos principais mercados do mundo. Para a CVM, o convite representa o reconhecimento da importância que o mercado de capitais brasileiro vem adquirindo nos últimos anos, além de ser resultado do compromisso e da atuação intensa da autarquia em vários fóruns da IOSCO.
Os novos membros do Comitê Técnico foram escolhidos com base no tamanho de seus mercados de capitais, em sua representatividade internacional e no desenvolvimento dos seus sistemas de regulação e de suas entidades reguladoras.
Sobre o Comitê Técnico:
Trata-se de um comitê constituído, até então, por 15 reguladores de alguns dos maiores, mais desenvolvidos e internacionalizados mercados. Seu objetivo é rever as principais questões relacionadas à regulação de valores mobiliários e mercados futuros, oferecendo respostas práticas. O Comitê Técnico é dirigido por Kathleen Casey, diretora da SEC, e inclui representantes dos reguladores de: Austrália, França, Alemanha, Hong Kong, Itália, Japão, México, Holanda, Ontário, Quebec, Espanha, Suíça, Reino Unido e EUA.
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25.2.09
Marcadores: Governança
Banco Mundial destaca força do Brasil contra crise
EFE
25/02/2009
O Brasil, ao lado do Chile, é o país da América Latina que menos sentirá as consequências da atual crise econômica, "a pior" dos últimos 80 anos, segundo a vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, Pamela Cox.
No entanto, o crescimento da economia latino-americana cairá bruscamente em 2009, para 0,3%, disse Cox.
O prognóstico de crescimento para a região foi anunciado pela funcionária em Madri, durante sua participação no fórum da Tribuna Ibero-Americana, organizado pela Casa da América e a Agência Efe.
A vice-presidente regional do Banco Mundial ressaltou que as previsões do órgão para a América Latina caíram de tal modo que "em setembro" havia sido calculado que a região cresceria 2,7% este ano.
Em janeiro último, porém, a expansão prevista já tinha despecado para 1%, e agora em fevereiro caiu ainda mais, para 0,3%.
Cox chegou a prever que países como o México podem entrar em recessão.
Algumas obras ainda não saíram do papel
Gazeta Mercantil / Ana Carolina Oliveira
25/02/2009
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), contempla obras em 25 aeroportos de todas as regiões do país. Porém, nem todos os projetos começaram a ser executados. Algumas obras como o terceiro aeroporto na Região Metropolitana de São Paulo e o novo aeroporto de Ilhéus, além dos terminais de passageiros de Confins, Teresina, Fortaleza, Foz do Iguaçu e Manaus ainda não saíram do papel. Do total previsto, dez ainda só são projetos do governo e apenas sete obras já foram concluídas.
Estão prontas as duas obras: a reforma da pista e do terminal de passageiros do Aeroporto de Congonhas (SP), a reforma do Terminal de Passageiros do Aeroporto Santos Dumont (RJ), o terminal de cargas do Aeroporto de Fortaleza (CE), o acesso viário do Aeroporto de Salvador (BA), o terminal de passageiros do Aeroporto de João Pessoa (PB) e a primeira fase da reforma da pista do Aeroporto do Galeão (RJ).
Enquanto algumas obras já estão concluídas, a situação nos aeroportos de Brasília, Vitória e Macapá é bem diferente. O governo os classificou como em estado de atenção e preocupação. Em Brasília, o projeto ainda nem foi licitado. Segundo a Infraero, a licitação do projeto executivo de ampliação de Terminal de Passageiros e Sistemas Viários do Aeroporto Internacional de Brasília está na fase de apresentação dos recursos pelos licitantes.
A previsão é de que o projeto executivo seja iniciado em março deste ano e a obra seja concluída em abril de 2012. O projeto está orçado em R$ 9,4 milhões. Esse número orçado pela estatal está bem abaixo do previsto no balanço do PAC, que prevê investimentos até 2010 na ordem de R$ 149 milhões.
Ministra argentina joga pesado com governo brasileiro
Agência Estado
25/02/2009
O mais recente conflito comercial entre Brasil e Argentina tem como protagonista a mesma figura que aterrorizou os negociadores brasileiros entre 2000 e 2002. A economista Débora Giorgi, 51 anos, voltou aos embates bilaterais em dezembro passado, quando foi nomeada titular do Ministério da Produção.
Com o mesmo discurso nacionalista, Débora congelou os três ministros brasileiros que tentaram recentemente convencer o governo argentino a desmontar o arcabouço protecionista.
Débora deixou para o chanceler Jorge Taiana a missão de explicar o verniz da posição argentina a preservação das licenças automáticas, dos requisitos de preço mínimo e das medidas antidumping que têm bloqueado as importações de produtos brasileiros.
A ministra exigiu a rápida aprovação do Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC) pelo Congresso brasileiro. Trata-se de um sistema de salvaguardas no comércio bilateral criado em fevereiro de 2006 por pressão de Buenos Aires, que o presidente Lula esperava manter na gaveta ad infinitum. Ela contrariou o enfoque do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na queda do comércio bilateral nos últimos três meses, em razão da crise internacional. O problema, ressaltou Débora, era o déficit para a Argentina nos últimos 70 meses.
China Starts Investing Globally
The New York Times
By DAVID BARBOZA
Published: February 20, 2009
SHANGHAI — China is taking advantage of the economic downturn to go on a major shopping spree, investing in energy and other natural resources that could give it an economic advantage it has never had before.
Some economic analysts say they believe that China’s investments pose a threat to competitors like the United States. In the last move, Beijing said on Friday that one of its big state-owned banks, the China Development Bank, would lend the Brazilian oil giant Petrobras $10 billion in exchange for a long-term commitment to send oil to China.
China signed similar deals this week with Russia and Venezuela, bringing Beijing’s total oil investments this month to $41 billion. They represent an important investment. Supplies of commodities like oil are likely to tighten again once global growth picks up, and China will have a toehold it lacked during the recent boom, when it grew phenomenally even with limited access to resources.
But some analysts say China’s recent investments are welcome because they will help finance much-needed development, increasing the global supply of oil and natural resources at a time when many of the world’s biggest banks are reluctant to lend.
“It’s a good thing because a lot of projects have been postponed,” said Prof. Philip Andrews-Speed, director of the energy policy center at the University of Dundee in Scotland. “Oil companies may now have the money to produce oil.”
It is not just oil. This month, China’s biggest aluminum producer also agreed to invest $19.5 billion in Rio Tinto, an Australian mining company that is one of the world’s biggest. On Monday, China Minmetals bid $1.7 billion to acquire OZ Minerals, also of Australia, a huge zinc mining company.
China is flush with cash — thanks to trillions of dollars from decades of selling goods to the West — at a time when credit markets are tight and collapsing commodity prices have left energy and natural resource companies desperate for cash. For many of these companies, China has gone from pariah to lender of first resort.
“This is heavy energy diplomacy,” Professor Andrews-Speed said. “If you need money, you go to where the money is, and today, China’s the place.”
President Hu Jintao of China traveled this week on his “Friendship and Cooperation Tour” in Africa, where China has huge interests in resources and mining. The vice president, Xi Jinping, visited South America, met with the leaders of Brazil and Venezuela and signed cooperation agreements on oil and minerals.
Venezuela borrowed $6 billion from China and agreed to increase its oil exports to China, bringing China’s total investment in the country to $12 billion. In Brazil, China signed a $10 billion “loan-for-oil” deal that guarantees the country up to 160,000 barrels a day at market prices.
And in Beijing this week, Prime Minister Wen Jiabao met his Russian counterpart after China agreed to lend Russia’s struggling oil giant Rosneft and Russia’s oil pipeline company, Transneft, $25 billion in exchange for 15 million tons of crude oil a year for 20 years.
The investments are China’s biggest moves since 2005, when a Chinese state-owned oil company made an unsuccessful bid for Unocal, the American oil company, prompting worries about whether fast-growing China was seeking to tie up global resources.
But the world has changed drastically since then. Commodity prices have fallen sharply in recent months, after a long bull market that was partly fueled by China’s voracious demand for energy and resources. And China has built up nearly $2 trillion in foreign currency reserves, giving the country easy access to capital.
“What’s changed for China is that their key competitive strength has increased, and that’s capital,” said Andrew Driscoll, a resources analyst at CLSA, an investment bank. “A lot of companies are begging for capital.”
China wants reliable supplies of crude oil to fuel its growing transport sector; it needs iron ore for steel production, and copper and aluminum to build homes and consumer goods.
Analysts say there are still worries about whether China will compete with other nations, like the United States and India, for oil and other natural resources.
Analysts say China could continue to make deals this year for small oil and gas companies, mineral producers and mining firms.
This week, for instance, shares of the Fortescue Metals Group, an Australian mining company, rose after reports the company was in talks with China over a big investment to help the company expand operations.
In many cases, China has struck deals in countries that have access to large supplies of oil and minerals but where American and European countries are not well positioned, like parts of Africa and the Middle East. In one of the deals struck this week, China made an alliance with the government of Hugo Chávez, the president of Venezuela, who has denounced American leadership. While the oil deals announced this week vary in terms, analysts say they ensure China a steady supply of oil for decades to come, sometimes at favorable prices.
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25.2.09
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World Sugar Production to Drop Most on Record, Czarnikow Says
By Rudy Ruitenberg
Feb. 25 (Bloomberg) -- World sugar production will fall the most on record this year as output declines in India and China, resulting in a greater supply deficit than expected, Czarnikow Group Ltd. said.
The global sugar deficit is expected to total 10.4 million metric tons in the 2008-09 season, compared with a November forecast that production would fall 5.8 million tons short of consumption, Czarnikow analysts led by Toby Cohen said in a report published today.
Lower crops in India, Pakistan and China, along with reforms to the European Union sugar industry, will contribute to a 15.2 million-ton decline in production, according to Czarnikow. Demand is expected to rise 1.5 percent, the report said.
“Though the end of the global 2008-09 crop cycle is still several months away it is already very clear that this has been a bad year for sugar production,” the analysts wrote. “It is difficult to see a quick rebound from this season’s fall in production.”
While production in Brazil is expected to rise by 170,000 tons to 33.69 million tons, the outlook for the Indian crop has been deteriorating since the season began in October 2008, Czarnikow said.
Brazil is the world’s largest producer of sugar followed by India.
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25.2.09
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