Sat Jul 19, 2008 9:37am EDT
By Jonathan Lynn
GENEVA (Reuters) - Agriculture superpower Brazil believes World Trade Organisation farm talks still need a lot of work if next week's high-stakes trade meeting is to yield anything meaningful, its foreign minister said on Saturday.
Celso Amorim, in Geneva for consultations ahead of the week-long meeting where ministers aim to thrash out a deal to outline a global trade pact, said a few myths were circulating.
"One of these myths is that agriculture is almost ready and all the problem now is NAMA," he told a news conference, using the WTO jargon for industrial goods.
"This is a self-serving assertion of those who do not want to do their tasks in agriculture, which was, has been, and is the engine of the round."
Next week's talks will focus on tariff and subsidy cuts, and the main exceptions to them, in the core areas of agriculture and industry. The talks will also look at the prospects of further liberalization in services such as banking.
Ministers hope to agree the parameters of a deal in the WTO's Doha round, launched in late 2001 to open up world trade, which could then be completed in the coming months.
Among the outstanding issue in agriculture are proposed cuts in U.S. farm subsidies and the unwillingness of rich countries to cap tariffs on agricultural products, Amorim said.
MISINFORMATION
Developing countries such as Brazil want rich nations to open their markets by cutting tariffs, and argue their trade-distorting subsidies squeeze out poor-country farmers.
Amorim said there was a lot misinformation surrounding the WTO talks.
For instance talk of a 70 percent cut in U.S. subsidies was misleading, given the lowest proposed level of $13 billion was double what the United States is currently paying because of the surge in food prices.
That was because the percentage figure referred to the ceilings negotiated at the WTO, not the actual amount, he said.
Rich countries focused on the actual figure rather than the negotiated ceiling when it came to discussing developing country tariffs, he said.
Even with the special treatment for developing countries, Brazil's highest industrial tariffs would fall 30 percent to about 23-25 percent under current proposals, he said.
In contrast rich countries were refusing to cap farm tariffs at 100 percent, or were prepared to offer only "pitiful" compensation for doing so.
Amorim said an agreement was emerging after intensive negotiations on cuts in developing country industrial tariffs.
But he warned rich countries against overloading the deal with new demands on "anti-concentration" and "sectorals".
These refer to proposals to prevent developing countries using waivers to shield entire sectors such as automobiles or textiles from tariff cuts on the one hand, and measures to encourage them to engage in voluntary extra deals to reduce tariffs further or eliminate them altogether on sectors such as chemicals or car parts.
"This is a recipe for failure," he said.
Amorim added he had told WTO Director-General Pascal Lamy to allow plenty of time for members to study any revisions that might be made to the latest negotiating texts to avoid the meeting breaking up as happened in Cancun, Mexico, in 2003.
(Editing by Matthew Jones)
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Brazil says big effort still needed in WTO farm talks
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Agência de Notícias
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21.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
EUA pedem concessões de emergentes sobre Doha
Rodrigo Postigo
21/07/2008
A representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, afirmou nesta segunda-feira que o êxito das negociações multilaterais, na Rodada de Doha, depende fundamentalmente da abertura dos mercados e pediu que os países emergentes façam concessões.
"A maior contribuição deve vir da liberalização dos mercados, antes que do lado dos subsídios", disse Schwab após a abertura em Genebra de uma reunião ministerial de 35 dos 152 países que fazem parte da Organização Mundial de Comércio (OMC).
A representante norte-americana admitiu que a maior economia mundial deve dar uma contribuição importante para salvar a Rodada de Doha, mas que os países emergentes também deviam contribuir com algo.
"Estamos preparados para fazer isso como parte de uma rodada bem-sucedida, que deve gerar novos fluxos comerciais", afirmou. "(Mas devemos) ver as contribuições dos demais, incluindo as dos principais mercados emergentes", acrescentou.
Os países emergentes exigem que os Estados Unidos reduzam seus subsídios e suas tarifas à importação de produtos agrícolas e espera em contrapartida um acesso maior de seus produtos industrializados ao restante do mundo.
Integração da América do Sul depende do Brasil, afirma Lula
Rodrigo Postigo
21/07/2008
O presidente Luis Inácio Lula da Silva afirmou na manhã desta segunda-feira, em seu programa de rádio Café com o Presidente, que o "Brasil tem que assumir definitivamente a responsabilidade pela integração da América do Sul". Lula disse que a integração sul-americana depende do País.
"O Brasil é a maior economia, é o país mais industrializado, e a economia mais forte, é o maior PIB (Produto Interno Bruto). Portanto, o Brasil precisa ter consciência de que a integração da América do Sul depende do gesto do Brasil", afirmou o presidente.
Lula ainda disse que o desequilíbrio entre as balanças comerciais do Brasil e outros países da América do Sul precisa acabar. "No caso da Colômbia, o Brasil vende muito e compra pouco. E esse desequilíbrio na balança comercial não é bom. O que nós queremos é ter um certo equilíbrio. O Brasil tem que vender e tem que comprar".
"O Brasil produz por ter mais tecnologia, ter mais indústria, ser uma economia mais forte. Nós temos muito para vender e pouco para comprar, porque tudo que eles produzem nós também produzimos. Então nós temos que equilibrar essa relação comercial, seja com a Colômbia, seja com a Bolívia, seja com a Argentina, seja com o Equador, com o Paraguai, com o Uruguai, com o Chile", completou o presidente.
Rodízio volta à discussão
Valor Online / Catherine Vieira e Silvia Fregoni
21/07/2008
A disputa em torno do rodízio de auditores nas companhias abertas, que já gerou emblemáticas batalhas entre as auditorias e os órgãos reguladores, está de volta. O debate começou a esquentar na semana passada, depois que foi divulgado o resultado do estudo encomendado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) à PUC-Rio sobre os efeitos da regra. Embora admita que existe uma questão a ser considerada por conta dos custos, o trabalho conclui, por análise quantitativa, que houve benefícios decorrentes do mecanismo.
A reação foi rápida. A Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) decidiu encomendar uma "extensão" do trabalho da PUC com foco na análise qualitativa dos números. E o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) fez internamente um levantamento sobre os efeitos do rodízio, com resultados diferentes. As duas entidades são declaradamente contra a regra.
A esperada pesquisa da PUC tinha a função de medir a eficiência do rodízio para o aumento da transparência e da confiabilidade dos balanços das empresas, características que ajudam a evitar as temidas fraudes contábeis.
O trabalho concluiu que, de 1999 a 2006, o rodízio elevou em 39% a chance de ocorrer ressalvas no balanço e em 6% a divulgação de contas facultativas, o que seria um benefício concreto da rotatividade de auditorias nas companhias abertas.
O rodízio começou no Brasil como regra para as instituições financeiras em 1996, depois da quebra do banco Econômico. Em 1999, a CVM decidiu seguir as normas do Banco Central e estendeu a troca às empresas. Na época, houve muitas críticas à medida, mas o escândalo envolvendo a companhia americana de energia Enron, em 2001, que levou à quebra de uma das mais conhecidas auditorias do mundo - a Arthur Andersen - , calou quem era contra a regra.
Anos depois da Enron, voltam as vozes contrárias à troca obrigatória de auditoria. A principal justificativa é que a prática é adotada por pouquíssimos países, entre os quais o mais significativo é a Itália. Mesmo nos EUA, onde houve o maior escândalo contábil de todos os tempos, as autoridades decidiram pela não adoção do rodízio, por considerá-lo pouco eficiente.
Logo que o recente estudo da PUC foi divulgado, houve no mercado nacional quem começasse a ficar esperançoso sobre uma flexibilização da regra. A expectativa era que, em vez do rodízio de firmas, passasse a ser exigida apenas a troca de equipe. Mas ainda há defensores do rodízio, inclusive na própria CVM. Assim, a questão ainda será alvo de muita discussão.
O diretor da CVM Marcos Pinto diz que o estudo ainda não foi debatido internamente e que, portanto, não existe posição da autarquia. Além disso, o colegiado está desfalcado de um diretor, a presidente está de férias e o superintendente de normas contábeis está de licença por questões de saúde. Tudo isso contribuiu para adiar as conversas em torno do tema. Mas esse é um dos próximos passos previstos: discutir internamente e com os participantes do mercado.
O resultado do estudo também deverá reabrir o debate sobre o rodízio no Comitê de Regulação e Fiscalização do Mercado (Coremec), que reúne a CVM, o Banco Central, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e a Secretaria de Previdência Complementar (SPC). A próxima reunião do grupo está prevista para 11 de agosto e, embora não exista uma pauta definida, sabe-se que o comitê aguardava apenas o trabalho para voltar à questão. A idéia é chegar a uma diretriz comum.
Para o Ibracon, é preciso fazer uma análise mais qualitativa dos balanços das empresas nos últimos anos. Por isso, a entidade avaliou 444 balanços de companhias que tiveram troca de auditores entre 2003 e 2004 e apontou que só 20% deles têm ressalvas. Segundo o Ibracon, porém, a análise dessas ressalvas revela que menos de 3% delas podem ter ocorrido em função de uma troca de auditor. "Mesmo isso não se pode afirmar com certeza", afirma Ana Maria Elorrieta, diretora de assuntos técnicos.
O presidente do Ibracon, Francisco Papellás Filho, diz que a entidade aguarda agora a abertura do debate formal com a CVM sobre o assunto. "O mercado evoluiu no período analisado pelo estudo em termos de governança, de novas empresas. Muitos fatores podem ter influenciado as conclusões da PUC, por isso é preciso fazer também uma análise qualitativa dos pareceres."
A Abrasca também considera que a melhora da governança das empresas pode ter sido responsável pelo aumento das ressalvas e da divulgação de contas facultativas nos balanços das companhias nos últimos anos. "O mercado evoluiu", afirma o presidente da entidade, Antonio Castro. Para ele, é necessária uma avaliação mais detalhada dos motivos do aumento da transparência apontado pela PUC.
A Abrasca está negociando com a própria PUC-Rio e com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) a realização de uma "extensão" da pesquisa divulgada.
O presidente da autarquia à época da criação do rodízio, Francisco da Costa e Silva, mantém-se, oito anos depois, um radical defensor do mecanismo. "Se o custo do rodízio afetasse a competitividade das companhias, aí o assunto mereceria revisão. Mas eu duvido que seja esse o caso. O rodízio agrega transparência aos minoritários", afirma.
Também defensora do rodízio, a ex-diretora da CVM Norma Parente diz que a troca de equipes não é uma alternativa porque não tem a independência necessária. "Uma equipe pode se constranger em corrigir problemas da equipe anterior, que é da mesma auditoria", pondera. Um advogado que acompanha o debate, mas prefere não ser identificado, argumenta que os benefícios detectados pelo estudo da PUC são claros e que, embora o trabalho aponte custos, não mostra a relação entre o benefício e as despesas. Ou seja, pode ser que o benefício seja maior.
A rotatividade de equipes também é considerada insuficiente por Guillermo Braunbeck, estudioso sobre o tema e especialista da consultoria contábil e financeira Hirashima & Associados. "Todos os sócios de uma auditoria estão sob o mesmo guarda-chuva e mesmas regras", afirma. Para ele, uma saída seria a criação de um órgão para a fiscalização do trabalho do auditor - a exemplo do que ocorreu nos EUA após o caso Enron, quando foi criado o Public Company Accounting Oversight Board (PCAOB), financiado pelo próprio mercado de capitais. Mas os auditores não gostam muito dessa idéia.
Como parte da tese de doutorado que prepara na Universidade de São Paulo (USP), Braunbeck estudou o impacto do rodízio sobre o desempenho das ações de 27 empresas nos últimos anos. A idéia foi apurar se o mercado reconhecia alguma melhora de transparência e governança nas empresas que trocam de auditoria. "Ao melhorar a qualidade das informações, o rodízio poderia fazer as ações subir", explica. Segundo ele, o estudo mostrou que o mercado brasileiro não reage ao rodízio: não avalia nem para cima nem para baixo os papéis. "Assim, pode-se concluir que seria um mecanismo dispensável." Ele pesquisou empresas que estão na bolsa, pelo menos, desde 1996 e que participam dos níveis de governança ou do Novo Mercado.
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21.7.08
Marcadores: Economia, Governança
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Voto de vice presidente derruba lei de impostos na Argentina
BBC Brasil / Marcia Carmo
18/07/2008
Com um voto de Minerva, o vice-presidente da Argentina e presidente do Senado, Julio Cobos, derrubou, nesta quinta-feira, o projeto de lei do governo da presidente Cristina Kirchner que previa o aumento dos impostos às exportações de grãos.
O voto de Cobos foi decisivo após um empate de 36 votos a favor e 36 contra à medida que gera, desde março, uma longa disputa entre o governo e produtores rurais.
No fim de uma votação que durou 18 horas, coube a ele o voto de minerva.
"É o dia mais difícil da minha vida", disse Cobos. "O país está partido e todos estão preocupados. A história me coloca nessa situação. Quero que o governo de Cristina, meu governo, seja o melhor de todos. Mas devo decidir com minhas convicções. O povo pede uma solução para viver em paz", disse o vice-presidente.
Cobos acredita que sua decisão não colocará o governo em risco.
"Há quem diga que devo acompanhar o governo para não colocar a institucionalidade em risco. Mas meu coração diz outra coisa. E não acho que isso coloque o governo em risco. Acho que a presidente vai me entender. A história me julgará, não sei como. Peço a presidente que busque outro projeto", declarou.
Esta é a primeira derrota do kirchnerismo, grupo político que governa o país há cinco anos.
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18.7.08
Marcadores: Economia, Mercosul, Tributária
Pequena e média ajudam a elevar exportações, diz ministro
Agência Brasil
18/07/2008
Em 2010, está prevista a participação de cerca de 13 mil micro, pequenas e médias empresas nas vendas externas - atualmente, são 10 mil. Ao comentar os números, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, lembrou que as exportações brasileiras estão crescendo à média anual de 9,1%, resultado que, em grande parte, pode ser atribuído às micro, pequenas e médias empresas.
Para o ministro, é preciso desburocratizar e quebrar tabus comerciais para que tais empresas sejam inseridas no mercado internacional, pois, até pouco tempo, a cultura reinante no país era produzir para vender no mercado interno. Só se exportava quando não havia demanda no mercado interno, disse ele.
De junho do ano passado até maio último, esse segmento vendeu US$ 10,3 bilhões, por meio de projetos integrados desenvolvidos em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Entre janeiro e maio deste ano, o crescimento das vendas de empresas de pequeno porte ao exterior ficou em 27,5% contra 22,2% no mesmo período do ano passado.
O Brasil pretende elevar a participação atual de 1,18% nas exportações mundiais para 1,25% em 2010, quando deverá negociar pelo menos US$ 208,8 bilhões.
Miguel Jorge ressaltou que o empresariado está começando a aprender que, em vez de lamentar a situação desfavorável do câmbio, deve procurar a eficiência, a modernidade e a produtividade. Segundo ele, apesar dos bons resultados apresentados pelas micro, pequenas e médias empresas, o setor responde hoje por apenas 8% das exportações brasileiras.
Na opinião do ministro, o resultado pode melhorar muito, pois o segmento é grande empregador e se caracteriza por atividades diversificadas e regionalizadas. Por isso, disse ele, a meta do ministério é estimular as vendas externas do setor para que a balança comercial não fique só na dependência das grandes empresas.
Miguel Jorge participou da abertura do 3º Workshop de Alinhamento Estratégico da Apex-Brasil, que reúne até esta sexta-feira, em Brasília, representantes de 64 entidades do setor produtivo e de órgãos do governo, para discutir os projetos de exportação.
A Apex-Brasil implementa atualmente 64 projetos que atendem a 4.438 empresas de 728 municípios, em parceria com entidades setoriais. No ano passado, 203 dessas firmas exportaram pela primeira vez.
O Estado de São Paulo concentra 38% das empresas, seguido do Rio Grande do Sul, com 17%, e Minas Gerais, com 11%. A Apex-Brasil dá apoio aos ramos do agronegócio, habitação e construção civil, entretenimento e serviços, máquinas e equipamentos, moda, tecnologia e saúde.
Segundo o presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira, a revisão da meta de exportações do país de US$ 170 bilhões para US$ 190 bilhões, anunciada recentemente pelo ministério, deve-se em grande parte ao trabalho de promoção da agência com as empresas.
A Apex procura despertar o interesse dos empresários para mercados potenciais, como a China. Teixeira destaca que o país só conseguirá vender se apresentar produtos diferenciados.
Miguel Jorge ressaltou que, entre mais de 600 produtos que a China compra no mercado internacional, o Brasil tem condições de fornecer 147 itens. Ele acredita que, até 2010, o Brasil poderá vender para os chineses até US$ 30 bilhões anuais, em produtos diversos.
Já Teixeira estima que, depois de investir R$ 200 milhões em promoção comercial com foco nas exportações, o país obteve um acréscimo de R$ 10 bilhões na balança comercial, o que se deve à conscientização dos empresários de que exportar é um bom negócio.
Teixeira recomenda que os exportadores participem de feiras e exposições no exterior para se inteirar sobre a qualidade e as possibilidades de aceitação ou desenvolvimento de seus produtos.
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18.7.08
Marcadores: Agricultura, Economia, Exportação
O papel do cenário global no planejamento
Gazeta Mercantil/Caderno C / Clovis Corrêa da Costa
18/07/2008
O entendimento de como funciona a ordem global, ou seja, quais países estão ganhando poder e posição competitiva e quais estão perdendo, é um assunto importante demais para ser deixado para especialistas. Empresas globais (ou que têm concorrentes globais) precisam entender o funcionamento dos grandes mercados do mundo, e avaliar as perspectivas de crescimento em cada um deles. Esta tarefa é usualmente delegada a especialistas, e tendem a se concentrar no curto prazo (geralmente no ano corrente e o próximo), o que muitas vezes esconde movimentos importantes, que determinam a competitividade das economias e das empresas. Vejamos como têm mudado as percepções sobre a economia internacional. Na década de 1970 o Japão era visto por muitos como a nova potência econômica, criadora de novos paradigmas e até capaz de desafiar a supremacia americana. Em seguida veio o sucesso dos tigres asiáticos, com fórmulas semelhantes de crescimento. Na década seguinte mudou completamente a visão de onde está o sucesso. Nos anos seguintes, nova reviravolta: vários especialistas começam a defender que países subdesenvolvidos poderiam vir a ter papel relevante na economia globalizada. Falava-se que as grandes transformações econômicas ocorreriam em países como a Índia, Indonésia, Paquistão, China e Brasil. Nesta linha, o banco de investimentos Goldman Sachs elegeu Brasil, Rússia, Índia e China como os países emergentes mais promissores. No mês passado surgiu nos EUA um livro de um acadêmico indiano que tem ligações com o pensamento republicano ("The Second World", de Parag Khanna, Random House). Ele divide o mundo em três impérios (EUA, China e União Européia), e coloca os EUA com algumas desvantagens em relação aos outros dois, na disputa pela predominância econômica e política no cenário global. A tese dele é que a China e a Europa estão atraindo para suas respectivas áreas de influência os antigos satélites soviéticos, e os EUA assistem a tudo sem fazer muito, paralisados pelas dificuldades no Afeganistão e no Iraque. De fato, em um número crescente de indústrias, globalizar não significa apenas estar nos EUA e na Europa, e sim ser competitivo na China ou na Ásia Central (só para citar lugares onde poucas empresas brasileiras se aventuram). Afinal, 70% do crescimento da economia mundial acontece em países emergentes. Um exemplo interessante de estratégia baseada no entendimento de mudanças na economia internacional foi desenvolvido na década de 1970 por Prahalad (professor de estratégia na Universidade de Michigan), para uma grande empresa de commodities. Este estudo previa mudanças nos hábitos alimentares chineses a partir da provável prosperidade daquele país, com grande crescimento da demanda por proteínas. Esta teria de ser atendida por importações, já que a China não tem terras, água e sol suficientes para tal. Somente os EUA e o Brasil teriam capacidade para satisfazer esta demanda, mas se previam obstáculos: chineses não aceitariam depender de grãos e carnes produzidos por norte-americanos, por motivos políticos, e o Brasil teria que desenvolver sua infra-estrutura de transportes. Estas previsões estão se realizando agora. Explicam a prosperidade atual do agronegócio brasileiro, e fazem pensar quanto mais poderíamos estar nos beneficiando, se tivéssemos investido adequadamente em infra-estrutura.
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18.7.08
Marcadores: Economia, Governança
Exportações do agronegócio batem recorde, a US$ 33 bi
Agência Brasil / Wellton Máximo
18/07/2008
As exportações do agronegócio brasileiro bateram recordes e atingiram US$ 33,8 bilhões, no primeiro semestre do ano, aumento de 16,3% em relação ao mesmo período de 2007. Apenas em junho, as vendas externas somaram US$ 6,5 bilhões, maior valor registrado para o mês.
Impulsionado pelos preços dos fertilizantes e das rações, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio registrou aumento de 3,83% nos quatro primeiros meses do ano. Os números foram divulgados nesta quinta-feira pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Somente os insumos responderam por uma expansão de 7,7%, de janeiro a abril, enquanto alguns preços agrícolas apresentaram ligeira desaceleração.
De acordo com a CNA, o crescimento do agronegócio em 2008 não está se revertendo em maior renda para o produtor. O motivo, segundo a entidade, são os aumentos nas matérias-primas, que dependem do petróleo, como os fertilizantes.
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18.7.08
Marcadores: Agricultura, Economia, Exportação
Emergentes devem considerar aumento de juros, diz FMI
BBC Brasil
18/07/2008
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou nesta quinta-feira que os países emergentes devem considerar aumentar as taxas de juros para combater a inflação.
"Nós estamos bastante preocupados que em vários mercados emergentes a política monetária caiu ou pode cair abaixo do esperado", disse o diretor do departamento de Pesquisas do FMI, Simon Johnson.
"Isso significa que bancos centrais devem considerar um aumento das taxas de juros de forma preventiva para evitar que a inflação saia do controle", afirmou Johnson, sem citar nenhum país específico.
O comentário foi feito durante a divulgação de projeções revisadas do FMI sobre a economia global.
O FMI revisou para cima a previsão de crescimento da economia mundial, mas alertou que ela está em uma "posição difícil".
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18.7.08
Marcadores: Economia, Tributária
Chavez Offers $300 Million Loan for Bolivia Highway, EFE Says
By Daniel Cancel
July 17 (Bloomberg) -- Venezuelan President Hugo Chavez will provide his Bolivian counterpart Evo Morales a $300 million loan to construct a highway in the north of the Andean country, Spanish news agency EFE reported.
Chavez, Morales and Brazilian President Luiz Inacio Lula Da Silva will meet tomorrow in Riberalta, Bolivia, to discuss the economic development and environmental protection of the Amazon region, EFE said.
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18.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil, Mercosul
Brazilian Equities Upgraded to `Overweight' at Morgan Stanley
By Kevin Crowley
July 18 (Bloomberg) -- Brazilian equities were upgraded to ``overweight'' at Morgan Stanley, citing strong earnings growth expectations in the country.
The brokerage also raised its recommendations for India, Mexico and Turkey to ``equal-weight.''
``We now actively favor higher-beta markets,' analysts led by Jonathan Garner wrote in a note to clients dated yesterday.
Chile, Philippines and Egypt were cut to ``underweight'' while Israel was lowered to ``equal-weight.''
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18.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Adesão às normas do GRI cresce no Brasil
Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados / Lucia Rebouças
16/07/2008
As diretrizes do Global Reporting Initiative (GRI) para a elaboração de relatórios de sustentabilidade já estão sendo utilizadas por 1.500 instituições no mercado internacional. No Brasil a adesão tem sido crescente: cerca de 70 empresas elaboram seus relatórios no padrão indicado pelo GRI. As informações foram dadas pelo principal executivo do GRI, Ernest Ligteringen, que foi o palestrante do 2 Sustentabilidade em Pauta Internacional, evento organizado pelo Banco Itaú, e traçou um alarmante cenário sobre o futuro do planeta em função do aquecimento global e do crescimento populacional. Segundo ele, o número de habitantes deve saltar dos atuais seis bilhões para nove bilhões em 30 a 40 anos.
As grandes ameaças ao futuro do planeta criam grandes desafios para o desenvolvimento sustentável. O sucesso das organizações depende de uma nova forma de pensar e de um novo modo de gerir, uma vez que os resultados econômicos estão cada vez mais atrelados aos impactos ambientais e sociais causados por decisões e ações de governos e empresas. Neste contexto, o relatório de sustentabilidade aparece como a melhor forma de saber o que está sendo feito pelas companhias nas áreas social, ambiental e econômica, que compõem o tripé da sustentabilidade. O GRI é uma organização não-governamental internacional, com sede em Amsterdã, na Holanda, criada em 1997, cuja missão é desenvolver e disseminar globalmente diretrizes para a elaboração de relatórios de sustentabilidade.
Segundo Ligteringen, embora não tenha uma métrica estrita como a dos relatórios financeiros, o de sustentabilidade permite identificar, mensurar, divulgar e prestar contas sobre as ações que estão sendo desenvolvidas pelas organizações . Como é internacional, o uso do padrão GRI permite uma comparabilidade do que está sendo feito pelas companhias ao redor do mundo. Além disso, permite que as organizações e todos os seus públicos tenham em mãos um instrumento que possibilite dialogar e implantar um processo de melhoria contínua do desempenho rumo ao desenvolvimento sustentável. Embora ainda haja algum ceticismo quanto à credibilidade dos relatórios, a obrigatoriedade de auditoria, a exemplo do que ocorre com as demonstrações financeiras das empresas, não faz parte das normas do GRI. "A auditoria é recomendável, mas não obrigatória", afirma. A organização decidiu não incluir a auditoria na norma do GRI porque sua missão é disseminar a elaboração de relatórios, até porque há entidades específicas tratando da questão, acrescentou o executivo.
Tornar a divulgação do relatório obrigatória é outra questão polêmica. O governo da Suécia passou a exigir que as empresas estatais divulguem relatórios com base no GRI. De acordo com Ligteringen, a medida foi amplamente debatida na Conferência Global sobre Transparência e Sustentabilidade, em Amsterdã, realizada em maio deste ano.
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18.7.08
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quarta-feira, 16 de julho de 2008
Unidade na diversidade
Postigo Consultoria e Grupo R2O Comunicações ajudam sua empresa a construir o futuro.
O homem tem procurado por toda sua existência segurança e conforto. Essa atitude o induz a formar sociedades.
A busca de identidades e a estruturação de sociedades no meio da diversidade se dão com confiança que leva a colaboração.
Qualquer coisa que provoque alterações nesse estado lhe causa incomodo, essa é a razão da enorme resistência às mudanças, ainda que muitas o beneficie.
Ao formar um conceito e estabelecer um modo de viver tudo o que nossos sentidos estranham, a princípio, rejeitamos.
Por essa razão temos dificuldades de encontrar identidade no que é visualmente diferente e diferenças no que é visualmente igual.
Um exemplo simples disso é que nenhuma zebra tem listras iguais e todas as onças são pintadas, mas não identificamos isso com facilidade.
Na vida, interagindo com grandes grupos, a diversidade de comportamentos nos afeta menos que nas empresas, onde as relações são bem mais próximas e procuramos estabelecer uma unidade para ação.
A diversidade de comportamento é resultado das experiências vividas pelas pessoas em ambientes diferentes.
Vivendo nas montanhas o homem vai experimentar sensações que não podem ser entendidas por quem vive perto do mar e vice-versa.
Você já deve ter ouvido a expressão frente a uma situação inusitada: - Não consigo entender porque isso é tão difícil de aceitar.
Aceitar não quer dizer entender, e o fato de ser entendido não leva necessariamente a aceitação quando aquilo nos afeta.
Dessas experiências surgem não só comportamentos com certas particularidades, mas palavras sem tradução ou com significados difíceis de serem explicados, como a nossa palavra saudade, dezenas de palavras usadas pelos esquimós para identificar a neve, ou a expressão norueguesa para designar a luz do dia depois da chuva.
Unidade na diversidade é reconhecer e aceitar que pessoas, diferentes por suas origens, podem conviver em harmonia, uma vez estabelecidos limites e respeitadas as individualidades.
De modo geral, quando uma empresa procura um profissional para preencher uma determinada vaga o foco é sua identificação com o padrão que foi estabelecido e não a contribuição que este poderá trazer a empresa.
Essa questão, quando colocada em debate, gera enormes polêmicas, mas o fato é que poucas avaliam o potencial do candidato se este não tem experiência no segmento ou na área.
Contrata-se pela unidade e pela identidade encontrada, ainda que o discurso interno seja o de incentivo e aproveitamento da diversidade de talentos.
As empresas vivem dentro de um paradoxo: pensa-se em sociedade de resultados, enquanto age-se como sociedade da acomodação.
As sociedades formadas nas empresas são como rios turbulentos a procura de um ponto para descanso.
Uma vez formado o grupo e quanto mais coeso , maior será a dificuldade em se perceber e aceitar a diversidade na unidade.
As pessoas integrantes já ajustaram seu padrão de comportamento e evitam desvios.
É importante lembrar que ao estabelecermos modelos mentais nós projetamos imagens e queremos ser como elas, ainda que nosso desempenho não corresponda.
O homem tem mais dificuldades para reconhecer as diferenças em si que nos outros.
Nesse momento ele pode representar a maior diversidade na sociedade sem se dar conta disso. Esses aspectos também geram debates quanto a questão do juízo de valores.
Ao julgarmos todos iguais acabamos nos tornando injustos. Injustiça é tratar pessoas diferentes de formas iguais, isso coloca em risco a unidade na diversidade.
Em muitas ocasiões a diversidade se une por um forte motivo, nesses momentos é mais fácil aceitar as diferenças. Isso é muito comum nas crises.
A convivência entre os homens depende mais de sabedoria do que tolerância, mas só você poderá decidir como fará a sua parte.
Ivan Postigo e Rodrigo Postigo
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16.7.08
Marcadores: Economia, Governança, Treinamento
Venezuela e Equador lançam maior refinaria do Pacífico sul-americano
France Presse
16/07/2008
Venezuela e Equador inauguraram nesta terça-feira (15) o projeto da maior refinaria do Pacífico sul-americano, que permitirá processar o petróleo venezuelano na região, e não nos Estados Unidos, como destacou o presidente Hugo Chávez.
"Esse é um projeto muito importante. Em vez de refinar nos Estados Unidos, decidimos fazê-lo aqui, em nosso contexto geopolítico", disse Chávez durante o ato de lançamento do complexo petroquímico do Pacífico, na localidade equatoriana de El Aromo, na Província costeira de Manabí.
Ao lado de Chávez, o presidente equatoriano, Rafael Correa, afirmou que a refinaria é mais um passo para "essa grande pátria, a América Latina".
Chávez apresentou a obra como um "passo estratégico dentro do processo de formação da grande pátria latino-americana". "Em vez de enviar esse petróleo às refinarias dos Estados Unidos, preferimos deixá-lo aqui", declarou o líder venezuelano.
Com um investimento de US$ 6,6 bilhões, a refinaria será construída por uma empresa mista formada pelas estatais PDVSA e Petroecuador.
O complexo, que deve estar concluído até 2013, refinará cerca de 300 mil barris diários de petróleo e permitirá ao Equador poupar até US$ 3 bilhões anuais em importações de derivados de petróleo, segundo Correa.
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Agência de Notícias
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16.7.08
Marcadores: Mercosul, Petróleo e Derivados
Consumo de álcool combustível é 50% maior em 2007, diz ANP
Agência Brasil
16/07/2008
O Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo e do Gás Natural, divulgado nesta terça-feira pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), em seu site, confirma um crescimento de 51,4% no consumo do álcool hidratado no País no ano passado.
A comercialização de álcool hidratado, usado como combustível, saltou dos 6,1 milhões de m³ consumidos em 2006, para 9,3 milhões de m³, em 2007.
Já em abril, a ANP divulgou que o consumo de álcool - tanto o anidro, adicionado à gasolina, quanto o hidratado - em fevereiro passado havia superado o de gasolina pela primeira vez em 20 anos. O consumo de álcool anidro e hidratado atingiu 1,432 bilhão de litros naquele mês, enquanto o de gasolina foi de 1,411 bilhão de litros.
Agora, o anuário traz os resultados de todo o ano de 2007, em comparação ao desempenho de 2006. A maior região produtora foi a Sudeste, que respondeu por 6,57 milhões de m³ em 2007, resultado 50% maior do que o verificado em 2006.
Em seguida, vem a região Sul, com produção de 1,16 milhões de m³, uma expansão de 33,42% sobre 2006.
As regiões Norte e Centro-Oeste foram as que tiveram maior percentual de crescimento na produção. A região Norte produziu 96,68% a mais em 2007 e a Centro-Oeste, 74,59%.
A publicação da ANP indica que as reservas de petróleo cresceram 3,6%, levando o País a avançar duas posições no ranking mundial dos países produtores, passando a ocupar o 15º lugar em 2007.
A produção nacional de petróleo e de líquido de gás natural (LGN) foi de 1,8 milhões de barris por dia, alcançando resultado superavitário no comércio internacional de derivados.
Já as reservas de gás natural tiveram um salto de 4,9%, fechando 2007 com 365 bilhões de m³, enquanto a produção variou 2,6% em relação a 2006, totalizando 49,7 bilhões de m³.
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16.7.08
Marcadores: Agricultura, Petróleo e Derivados
Doha injetaria até US$ 100 bi na economia mundial, diz OMC
Rodrigo Postigo
16/07/2008
Um acordo para a liberalização mundial do comércio injetaria entre US$ 50 bilhões e US$ 100 bilhões anuais na economia global, calculou nesta terça-feira o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascoal Lamy, às vésperas de uma reunião crucial entre os negociadores da Rodada de Doha.
O responsável se baseou em vários estudos para estimar o impacto do fim das barreiras alfandegárias nos intercâmbios de mercadorias agrícolas e industriais, chegando a um mínimo de US$ 50 bilhões anuais sobre a base dos fluxos comerciais atuais.
Partindo do crescimento mundial dos últimos anos, o benefício anual aumentaria para US$ 100 bilhões dentro de 10 anos, explicou Lamy ao apresentar um relatório anual da OMC.
Dois terços destes ganhos beneficiariam os países desenvolvidos e um terço, os emergentes, destacou.
Estes dados não levam em conta o impacto dos demais capítulos abordados nas negociações entre os 152 membros da OMC, como a redução dos subsídios agrícolas ou os serviços.
Lamy convocou os ministros de cerca de 30 potências mundiais para encontrar, a partir da próxima segunda-feira em Genebra, um consenso sobre a agricultura e os produtos industriais, os dois temas espinhosos da Rodada de Doha, lançada no fim de 2001. A esperança do responsável é selar um acordo no final deste ano.
Estas negociações, que deveriam ter sido concluídas no fim de 2004, foram prorrogadas devido às divergências entre o Norte e o Sul em torno da agricultura.
"O fracasso das negociações seria um sinal preocupante", advertiu Lamy, referindo-se às nuvens negras que se acumulam no horizonte econômico.
"Convido todas as partes envolvidas a provocar este impulso vital que permitirá propulsar as negociações para sua feliz conclusão", afirmou o diretor geral da OMC.
FMI mantém previsão de US$ 1 trilhão de perdas com crise
Rodrigo Postigo
16/07/2008
O Fundo Monetário Internacional (FMI) mantém sua avaliação de que as perdas dos ativos americanos geradas pela crise imobiliária serão de cerca de US$ 1 trilhão, apesar dos novos problemas surgidos recentemente no setor bancário, disse uma autoridade sênior do organismo nesta quarta-feira.
"Basicamente, acreditamos que esse seja um dado razoável e não estamos revisando nosso número todo dia", afirmou Jaime Caruana, diretor do departamento de mercados financeiros e de capital do FMI.
Pouco antes, ele disse ao Parlamento Europeu que o sistema financeiro pode ter mais dificuldades em ampliar o crédito que a economia precisa para crescer.
Global Economic Confidence Drops on Market Turmoil, Oil Surge
By Simon Kennedy
July 16 (Bloomberg) -- Confidence in the world economy slumped this month as a yearlong financial crisis engulfed the biggest U.S. mortgage lenders and the oil price jumped to a record, a survey of Bloomberg users on six continents showed.
The Bloomberg Professional Global Confidence Index fell to 10.3 from 21 in June and sentiment deteriorated in every region. A figure below 50 indicates negative sentiment and this month's reading was the weakest since the survey began in November. It was conducted between July 7 and July 11.
``A number of economies are now verging on the edge of recession and the financial market stresses have not gone away,'' said Dominic Bryant, an economist at BNP Paribas SA in London who participated in the survey. ``It's clear the U.S. is going through a torrid time and that's denting the outlook for growth everywhere.''
The world economy is slowing as inflation forces central banks to raise interest rates and the worst U.S. housing recession in 25 years erodes confidence in its financial institutions. Global stocks tumbled into a bear market last week as Fannie Mae and Freddie Mac become the latest victims of the credit squeeze.
Survey participants in the U.S. predicted that stocks will extend this year's decline and that the dollar will continue its slide below $1.60 per euro. The MSCI World Index of global stocks has dropped more than 20 percent since its October record and yesterday fell to a two-year low.
Global Economy
The survey collated the responses of 5,450 Bloomberg users from London to New York on conditions in their region and the world. Respondents in Spain were the most pessimistic about their own economy, while participants in Brazil were alone in expressing optimism. The survey also included questions about bonds, currencies, stocks and interest rates over the next six months.
The U.S. housing slump last year sparked a credit market rout that's still rippling through the global economy. Higher borrowing costs are causing housing-led expansions to crumble in the U.S. and Europe, and banks have recorded more than $415 billion in losses and writedowns.
The market crisis worsened over the past week amid concern Fannie Mae and Freddie Mac don't have enough capital to survive the housing downturn. That forced Treasury Secretary Henry Paulson on July 13 to seek authority to buy unlimited stakes in the companies and lend to them.
Policy makers are also combating inflation just as global growth slows. The price of oil almost doubled in the past year and Federal Reserve Chairman Ben S. Bernanke said yesterday that inflation risks have ``intensified.''
Challenging Year
``The world economy is facing a challenging second half of the year,'' said Kenneth Broux, an economist at Lloyds TSB Group Plc in London who participated in the survey. ``The big question is whether the U.S. economy slows from here on the back of higher oil prices and the crisis at the mortgage lenders.''
Investors, analysts and traders in the U.S. were less optimistic about growth than in June. A measure of confidence in the economy fell to 8.8, the lowest since March, from 16.1. An index of dollar sentiment dropped to 45.4 after two months above 50. The measure for equities fell to 28.4 from 35.4.
The dollar has lost 14 percent of its value against the euro in the past year, declining to a record $1.6038 yesterday.
U.S. respondents trimmed expectations that the Fed will raise interest rates by the end of the year, with the relevant index slipping to 57.4 from 60.4. Bernanke yesterday signaled policy makers are unclear about the direction of rates because the risks to both growth and inflation have increased.
ECB Split
Those surveyed in Western Europe were the most worried about the outlook for their economy since the survey began. Their regional index dropping to 15.5 from 22.3. The 15-nation euro area may have contracted last quarter for the first time since the single currency began trading in 1999 and investor confidence in Germany fell to a record low in July.
Respondents split over the direction of the euro. Those in Germany and France predicted it will continue to rise and participants in Italy and Spain say it will decline.
Bloomberg users in Spain, where a decade-long housing boom has collapsed, were the most downbeat about their own country. Most European respondents say the European Central Bank, which raised its key rate to a seven-year high of 4.25 percent this month, won't cut interest rates.
In the U.K., faith in growth and stocks waned and respondents reversed their forecast for rate cuts.
Asian respondents were the most pessimistic about the global economy, with their measure falling to 7 from 19.4 and the index for the region dropping to 19.8 from 31.8. Sentiment among those surveyed in Japan toward their own economy fell to 13.3 from 20.2. Participants in South America were more confident in their region than in the global economy and the index for the continent was at 29.8.
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16.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Governo quer mudar sistema de cobrança de dívidas tributárias
Valor Online / Zínia Baeta
16/07/2008
Com cinco propostas de lei a serem encaminhas ao Congresso Nacional, provavelmente em agosto, o governo federal pretende mudar a sistemática brasileira de cobrança das dívidas tributárias. O que se busca com essas possíveis alterações é tirar o foco das discussões judiciais, cujo custo é de no mínimo R$ 14 mil por ação, e substituí-las por fórmulas alternativas que garantam o pagamento ao menos de parte dos créditos em um tempo menor do que a média atual de 16 anos entre o processo administrativo e o desfecho de uma ação no Poder Judiciário.
Os cinco anteprojetos de lei, dois deles já bem conhecidos da sociedade - a transação tributária e as mudanças na Lei de Execução Fiscal -, estão sob análise técnica da Casa Civil e propõem um conjunto de mudanças que se complementam no sistema brasileiro de cobrança tributária. Essas alterações passam, por exemplo, pelo parcelamento ordinário de dívidas, pela extinção de débitos de até R$ 10 mil, pelo bloqueio de bens de devedores pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e por um parcelamento especial para as discussões relativas ao crédito-prêmio IPI e alíquota zero do imposto (leia mais à página E3). "Nós queremos evitar a litigância, buscar alternativas e diversificar os instrumentos de cobrança", afirma o procurador-geral da Fazenda Nacional, Luis Inácio Adams, ao lembrar o custo e o tempo para a recuperação de créditos.
No parcelamento ordinário de tributos - aquele que pode ser usado pelo contribuinte a qualquer momento -, uma das novidades propostas é a flexibilização das parcelas a serem recolhidas. O anteprojeto mantém o período de pagamento em cinco anos, mas acrescenta a possibilidade de os valores das parcelas serem variáveis. A mudança beneficiará empresas, em especial aquelas do setor agrícola, cujo fluxo de caixa passa por sazonalidades. O interessado poderá, por exemplo, pagar parcelas mais baixas durante um período do ano e outras mais altas quando há uma melhora previsível do caixa.
Para os débitos de pequeno valor (até R$ 10 mil) a proposta é promover a extinção dessas dívidas que tenham completado cinco anos de vencimento até a data de publicação da lei que tratará do assunto. Já os créditos vencidos até 2005, mas com menos de cinco anos em relação à legislação que tratará do tema, a proposta prevê o pagamento à vista, ou em seis vezes, com exclusão das multas e encargos legais e a redução nos juros de mora. Além disso, a proposta traz a possibilidade de parcelamento do débito em 30 meses ou 60 meses, com variação na redução de multas e encargos legais, de 60% e 40%, respectivamente. No bojo do anteprojeto há também a previsão de um banco oficial - a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil - efetuar a cobrança amigável dessas dívidas. Além disso, a Fazenda Nacional fica autorizada a inscrever contribuintes devedores em órgãos de proteção ao crédito como a Serasa. Segundo Adams, hoje já é possível que a Fazenda inclua os nomes dos devedores nesse tipo de cadastro, pois há autorização no Código Tributário Nacional (CTN) e na lei que criou a Super-Receita. No entanto, ele afirma que é necessário criar alternativas para que esses devedores tenham como quitar esses débitos. "Não adianta criar uma situação de impasse", afirma. Atualmente, a Fazenda cobra os débitos de baixo valor, mas não os executa - não os cobra judicialmente - porque o custo do processo não compensa.
Outra novidade dos projetos é a regulamentação do que se chama de dação em pagamento. De acordo com o procurador-geral, essa possibilidade está no CTN, mas a questão não está regulamentada. A proposta sugere que a Caixa Econômica Federal (CEF) administre uma carteira para esse fim. Nesse sentido, o contribuinte devedor que queira regulamentar sua situação poderá dirigir-se à instituição e oferecer um bem como pagamento. A Caixa, após avaliar o bem, fará até três leilões para vendê-lo. O bem poderá ser transferido para algum órgão público que manifeste interesse por ele caso não apareçam compradores no leilão.
Há alterações também no Conselho de Contribuintes, que passará a ser um conselho de recursos administrativos fiscais. As atuais câmaras do conselho - que possuem autonomia administrativa - ficarão submetidas ao conselho de recursos em relação à organização administrativa. As consultas realizadas pelos contribuintes à Receita Federal também sofrerão mudanças caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional. Atualmente, ao fazer uma consulta à Receita, o contribuinte terá 30 dias para pagar o débito, sem multa, caso a resposta do fisco seja contrária à sua indagação. A mudança sugerida é que o contribuinte, após uma resposta negativa, possa parcelar o débito sem multas e juros, o que hoje não é permitido.
A possibilidade de os procuradores da Fazenda realizarem a chamada constrição de bens, conhecida por penhora administrativa, caso o contribuinte não ofereça garantia na execução fiscal no prazo de 60 dias, foi mantida no projeto que trata da alteração da Lei de Execução Fiscal. A penhora será suspensa se o juiz da ação não concordar com a medida.
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16.7.08
Marcadores: Tributária
In Brazil, middle class dreams built on credit
Tue Jul 15, 2008 8:44pm EDT
By Ana Nicolaci da Costa
BRASILIA (Reuters) - Housekeeper Leonides de Moraes is part of the emerging middle class fueling Brazil's economic revival -- but try telling her that.
Like others in her income range, she scrapes together a precarious living that highlights the risks of a growing boom in personal credit in a country still suffering some of the world's greatest inequalities.
Aged 66, she takes two buses and a train on a daily two-hour commute from the poor outskirts of Rio de Janeiro to the city center. She chuckles at the notion that she is part of any middle class.
"You mean the poor class," she jokes. "Things are difficult. Without side-jobs, wage-earners would go hungry."
Like many in Brazil's "class C" -- defined as households with salaries ranging from 726 to 1,195 reais ($457 to $753) a month -- de Moraes has used installment payments to buy durable goods, such as her first washing machine.
While she draws the line at credit cards, many others do not, and concerns are growing that the new middle class may be overextended.
"The degree of instability, of vulnerability is tremendous," said Nilson de Oliveira, a researcher at Sao Paulo's Fernand Braudel Institute of World Economics.
At a time when the United States, the world's largest economy, is suffering from excess borrowing gone awry, analysts fear the consequences could be worse in a country still marked by widespread poverty and inequality of income.
In the past two years, more than 23 million people have risen into Brazil's class C from classes D and E, according to consumer research firm Cetelem, helped by a rise in the minimum wage and government programs as Brazil enjoys high commmodity prices, a stable currency, and tamer inflation.
Many of them have also gained access to mortgages, consumer loans and credit cards, privileges enjoyed until recently only by the wealthy.
"Today we basically have the opportunities that our bosses have, thanks to the credit card and to how easy it is to buy in the market," said Nilza Rodrigues, 45, who works as a caregiver in the southeastern city of Belo Horizonte. Rodrigues said she now has a television, DVD player, and microwave and noted with pride that her fridge is the same brand as her boss's.
The number of credit cards in Brazil rose 91 percent between 2002 and 2006, Cetelem says, while personal credit has risen to 12.3 percent of GDP, approaching U.S. levels of 18 percent.
Some analysts worry that the interest rate burden from multiple installment payments could make for a dangerous cocktail in a country where many are still financially illiterate.
"We have to be very careful with credit. Consumers have to think twice before taking on a commitment," said Charles Lotfi, head of the business chamber in Belo Horizonte.
"For businessmen it is important that people consume but it has to be a sustainable consumption because ... inflation is already here with its claws ready."
FAST MONEY
From Rio's Copacabana beach to the streets of the capital Brasilia, vendors push pamphlets on passers-by promising them "fast money" in bold letters.
Consumers can buy anything from a fridge to groceries in five or twenty installments, while even the keenest eye needs glasses to see the overall price written in very small print. Consumers often end up paying double the price of an item through long installment plans at interest rates of up to 31 percent a year.
The number of people with debt over 5,000 reais ($3,150) has risen around 47 percent since December 2005, according to central bank data, while mortgage lending, although coming from a low base, was up 26.5 percent in the 12 months to May.
At the same time, individual default rates have been rising slightly, reaching 7.27 percent in May of this year compared with 5.95 percent in the same month of 2001.
Ricardo Amorim, executive director of emerging markets at WestLB in New York says Brazil's household debt as a percentage of GDP at close to 7.5 percent still trails that of other regions, especially developed economies which are above 50 percent.
But the lack of education about debt management in Brazil means many are likely to get burnt if they lose their jobs or if interest rates rise further.
"A person resorts to credit cards, often not knowing exactly how it works, ends up paying the minimum, thinking she is reducing the value (owed) somewhat but in reality the remaining debt is only rising," said Stael Riani, who heads a consumer protection agency in Belo Horizonte.
The agency has launched a campaign called "Live Without Debt" to advise consumers in the city of the risks of borrowing too much -- warnings echoed by Rio housekeeper de Moraes.
"A wage-earner can't have a credit card because he keeps on buying without a clue," de Moraes said. "And when he realizes, where is the money to pay?"
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16.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Nota eletrônica incluirá novos setores
Valor Online / Alessandro Cristo
16/07/2008
Os fiscos estaduais definiram que em dezembro deste ano empresas de novos setores ficarão obrigados a emitir notas fiscais eletrônicas por meio do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). No fim do ano, 45 mil fabricantes de automóveis, cimento, medicamentos, bebidas, refrigerantes, siderúrgicas e frigoríficos terão que emitir notas fiscais unicamente pela via eletrônica criada em 2006 pela Receita Federal para unificar as informações dos contribuintes e combater a sonegação de tributos. As novas inclusões foram determinadas pelo Protocolo ICMS nº 68, publicado ontem no Diário Oficial da União pelo Encontro Nacional dos Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat) e pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
O protocolo também abrange um segundo grupo de empresas, que ficarão obrigadas a emitir apenas notas eletrônicas a partir de abril de 2009. São elas as importadoras de automóveis, fabricantes de autopeças e pneus, atacadistas siderúrgicos, produtores de ferro gusa, alumínio, latas, garrafas PET, tintas, solventes de petróleo, lubrificantes automotivos e gás de cozinha e veicular.
Desde abril deste ano, os únicos setores obrigados a usar a nota eletrônica eram os produtores de cigarros e de combustíveis. Hoje, 4,8 mil empresas - entre os setores dentro da obrigatoriedade e contribuintes que aderiram ao sistema voluntariamente - já faturam eletronicamente e foram responsáveis por 18,48 milhões de emissões de notas eletrônicas. A idéia do fisco é a de que até o ano que vem o sistema englobe setores que representem 80% da arrecadação de ICMS dos Estados, de acordo com o coordenador geral do Encat, Eudaldo de Jesus. De acordo com informações do Confaz, em 2007 foram arrecadados R$ 187 bilhões em impostos estaduais. "Em São Paulo, por exemplo, as empresas obrigadas até dezembro já contribuem com 55% da arrecadação", diz.
No caso dos combustíveis, a nota fiscal eletrônica também vai ajudar o fisco a identificar adulterações. "Como a gasolina é composta de 75% de gasolina pura e 25% de álcool anidro, uma maior saída de álcool identificada nas notas presumiria misturas proibidas", explica o diretor de assuntos tributários do Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis (Sindicom), Dietmar Schupp. De acordo com Eudaldo de Jesus, essa foi a intenção ao incluir também o setor de solventes na segunda etapa da adesão ao sistema.
Segundo o advogado Nelson Lacerda, do escritório Lacerda e Lacerda Advogados, no entanto, o prazo dado às empresas obrigadas ainda é muito curto e haverá pedidos de prorrogação. Um de seus clientes, uma distribuidora de gás de cozinha, emite cerca de 40 mil notas fiscais por mês em 40 pontos espalhados pelo Estado de São Paulo, e não conseguirá mudar seu sistema de emissão até abril do ano que vem. "Há locais em que não existe nem conexão com internet", diz. O advogado afirma ter outros 14 clientes obrigados ao faturamento eletrônico.
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16.7.08
Marcadores: Tributária
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Rodízio de auditoria aumenta chance de ressalva em balanço em 39%, diz estudo encomendado pela CVM
Valor Online / Fernando Torres
14/07/2008
A implantação do rodízio obrigatório de auditorias para companhias abertas no Brasil a partir de 1999 aumentou de 17,3% para 24,1% a chance de a empresa em análise ter uma ressalva a ser feita no balanço - uma elevação de 39%. A conclusão é de estudo feito pela PUC-Rio, a pedido da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que tomou como base 5 mil balanços de empresas não financeiras entre os anos de 1999 e 2006. Esse aumento pode ser interpretado como sinal de maior rigor na análise das contas das empresas.O estudo mostra ainda que a mudança induzida de auditoria levou a uma revisão, ainda que pequena, nas contas de ativos totais (-1,8%) e de créditos (+2,4%) das companhias e também a um aumento de 6% no número de contas facultativas do balanço que são divulgadas, elevando a transparência. O efeito do rodízio, ainda segundo o estudo, é muito maior nas empresas abertas com ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) do que nas demais companhias.Apesar de concluir que "há benefícios claros de se criar um mecanismo que monitore auditores", o estudo considera que deveria se "procurar e avaliar outras formas, potencialmente mais eficientes" de supervisionar este trabalho, por conta principalmente dos custos associados ao modelo atual.Em ata de reunião do colegiado, a CVM disse que vai avaliar "a regulamentação vigente em vista das conclusões do estudo" e também as "solicitações de alteração na data de início do próximo rodízio". Pelo cronograma atual, boa parte das empresas abertas terá que rodar entre o final deste ano e o primeiro trimestre do ano que vem.A autarquia encomendou o estudo para a PUC-Rio porque queria uma análise acadêmica independente para avaliar os efeitos práticos do rodízio em termos de benefícios para o mercado de capitais, já que a obrigação de troca de firma de auditoria a cada cinco anos é criticada tanto pelos auditores como pelas empresas. Com base no conteúdo do estudo, a Superintendência de Normas Contábeis e Auditoria (SNC) da CVM apresentou sua avaliação sobre o tema ao colegiado da autarquia. "A SNC colocou seu posicionamento. Opinamos sobre o estudo", disse José Carlos Bezerra, superintendente em exercício de Normas Contábeis e Auditoria da autarquia, sem revelar qual foi a análise feita pela área técnica da CVM e frisando que nenhuma decisão foi tomada ainda sobre o assunto. "Só estamos dando publicidade ao estudo, sem qualquer juízo de valor", afirmou Bezerra. De posse do estudo e da avaliação feita pela SNC, a CVM colocará o tema na pauta das reuniões mensais do Coremec (Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiro, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização), que congrega órgãos reguladores como o Banco Central e Superintendência de Seguros Provados (Susep), entre outros.A idéia é que o Coremec tome uma decisão no sentido de uniformizar as regras tanto para as companhias abertas de forma geral como para as instituições financeiras e seguradoras.Entre as razões citadas para se sugerir mecanismos alternativos de monitoramento do trabalho dos auditores, o estudo da PUC-Rio elenca os custos associados ao rodízio, que "parecem ser substanciais", além do fato de que há poucos países no mundo que adotam a troca obrigatória de auditoria. Os estudiosos dizem também que, no caso da Itália, que seria o maior exemplo internacional desta prática, o rodízio ocorre a cada nove anos, "período substancialmente mais longo do que o estabelecido pela legislação brasileira".Entre os principais custos do sistema atual, o estudo cita o tempo gasto pelo "alto corpo gerencial" de uma empresa para atender às demandas dos novos auditores. Outros exemplo, válido principalmente para as grandes empresas, está no fato de existir "um número pequeno de empresas de auditoria com escala para servir tais empresas". "Num período de cinco anos, algumas operações de aquisição e a contratação de uma empresa de auditoria como consultora, por exemplo, pode deixar a empresa encurralada, inviabilizando o cumprimento da obrigação de se trocar de auditor, dado o pequeno número de grandes empresas de auditoria", diz o estudo, citando relatos de executivos entrevistados.Como alternativas ao rodízio, o estudo sugere duas opções: a troca de equipe de auditores, ao invés da troca de empresas de auditoria; e o estabelecimento de comitês de auditoria dentro das empresas. "A troca de sócio/equipes pode vir a trazer efeitos semelhantes de renovação e estímulo sobre auditoria que o rodízio de firmas traz sem, no entanto, os custos reportados acima", diz o estudo, ressaltando que o rodízio de equipes será mais eficiente na medida em que for maior a responsabilidade pecuniária e legal do sócio que assinar o balanço.Já os comitês de auditoria seriam formados por membros externos independentes com mandatos fixos que acompanhariam o trabalho dos auditores, nos moldes do que ocorre nos EUA e também já é válido para os bancos no Brasil. O estudo avalia, no entanto, que manter um comitê de auditoria com membros capacitados e bem remunerados pode ser caro demais para empresas de pequeno porte. A sugestão dos acadêmicos da PUC-Rio é que, a partir de determinado tamanho, empresas sejam obrigadas a constituir um comitê de auditoria e a rodar equipes, enquanto que empresas menores se submeteriam ao rodízio de firmas. O estudo faz uma ressalva, porém, de que esses modelos de monitoramento alternativos não foram testados de forma quantitativa. Ou seja, não é possível saber se ele terão os mesmos efeitos práticos que o modelo atual.
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14.7.08
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Brazil's government raises 2008 exports target
Fri Jul 11, 2008 12:02pm EDT
BRASILIA, July 11 (Reuters) - Brazil's government raised its export target for this year to $190 billion from $180 billion, the Ministry of Industry and Trade said on Friday.
The move followed a 24.8 percent rise in exports in the first half of 2008 compared to the same period last year to $90.645 billion.
Brazil's current account balance this year swung from a surplus to a deficit as imports grew faster than exports. (Reporting by Daniela Machado; Writing by Ana Nicolaci da Costa; Editing by James Dalgleish)
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14.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Chávez diz que preço do petróleo pode chegar a US$ 300
Rodrigo Postigo
14/07/2008
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse no domingo que o preço do barril de petróleo pode chegar a US$ 300 caso a empresa americana Exxon Mobil congele os ativos venezuelanos na disputa por um projeto petrolífero nacionalizado.
A Exxon conseguiu que a Justiça determinasse o congelamento de US$ 12 bilhões em ativos da companhia estatal de petróleo venezuelana PDVSA, depois que o país nacionalizou um projeto petrolífero multibiolionário, aumentando as tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela e ajudando a aumentar o preço do barril.
Uma corte de Londres reverteu o congelamento de ativos, mas Chávez disse que a empresa pode tentar novas ações contra a Venezuela.
"Se eles nos congelarem, não haverá mais petróleo para os Estados Unidos e o preço chegará a US$ 300", disse Chávez durante um encontro televisionado com líderes do Caribe e da América Central. Eles se encontraram para falar de um esquema de cooperação energético chamado Petrocaribe.
Chávez disse ainda que o preço do petróleo está sendo influenciado por uma "bolha especulativa" que, quando estourar, pode fazer com que os preços baixem para até US$ 70 o barril.
Tal declaração contrasta com os comentários feitos no sábado, quando Chávez afirmou que as tensões geopolíticas, principalmente a ameaça de invasão do Irã, pode elevar o preço do barril a até US$ 200.
"Anos atrás, eu disse que o petróleo chegaria a US$ 100 o barril, agora parece que está no caminho para os US$ 200", disse.
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14.7.08
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Fed é ameaça para América Latina, diz jornal
Rodrigo Postigo
14/07/2008
Após ser importunada durante décadas por desvalorizações monetárias e inflação, a América Latina enfrenta uma nova ameaça econômica: o Federal Reserve (Banco Central americano), afirma uma colunista do jornal americano The Wall Street Journal.
"Durante décadas a América Latina foi importunada por desvalorizações monetárias, inflação e crescimento opaco. Mas tão logo alguns países-chave levaram a sério a estabilidade dos preços e começaram a usufruir dos benefícios trazidos pelo crescimento, a região está sendo ameaçada pelo Fed", diz Mary Anastásia O'Grady, que assina a coluna The Americas (As Américas).
A colunista diz que o BC americano está "exportando inflação para o resto do mundo" à medida que o preço das commodities, atrelado ao dólar, está subindo às alturas.
"Os países latino-americanos que atrelaram suas moedas ao dólar agora estão descobrindo que este padrão monetário está afundando."
Governo já projeta desaceleração do PIB para 2009
14/07/2008
A estratégia do governo para estabilizar a economia é impedir que o ajuste seja feito pelo "efeito destruidor" da inflação, que penaliza as camadas mais pobres da população e desorganiza os preços nos diversos setores econômicos. A calibragem das taxas de juros, capitaneada pelo Banco Central (BC), é ainda o principal instrumento para desacelerar a atividade para algo entre 4% e 4,5% em 2009, sem jogar o País numa recessão desnecessária. O cenário mais favorável considera que a economia crescerá um pouco abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) potencial, controverso cálculo que aponta o ritmo de expansão que não põe em risco o controle dos preços. As estimativas otimistas colocam o PIB potencial em cerca de 5% e as mais pessimistas, na casa dos 4%.
A desaceleração da economia do ritmo de 5,8%, no fim de 2007, para o intervalo entre 4% a 4,5% no ano que vem, não deve ser entendida como uma medida drástica. "Ninguém quer fazer uma recessão", pondera um ministro. Ele cita como referência o ajuste adotado em 2005, quando o nível de crescimento foi arrastado para a marca dos 3,2%, o que criou "um estado de apreensão" no governo, mas, ainda assim, não inibiu os investimentos privados. A situação é muito diferente e a economia, agora, tem melhor condição de resposta para se adaptar a um ritmo compatível com o desejo de trazer a inflação para a meta de 4,5%, definida para os próximos dois anos.
O nível de crescimento da economia de 4% é considerado um nível "melhor do que o passado" e um sinalizador mais importante que os 3,2% de 2005. "Um crescimento acima de 4% é uma coisa extraordinária", disseram dois ministros. O cenário internacional sugere que os países vão desacelerar suas economias. O processo é irreversível, seja por força do aumento das taxas de juros ou por meio da inflação. "É inevitável essa desaceleração; não vamos continuar crescendo porque a capacidade de continuar crescendo chegou ao limite", sustentam alguns analistas.
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14.7.08
Marcadores: Economia, Tributária
Indonesia, Brazil say to cooperate on biofuel
Sat Jul 12, 2008 8:16am EDT
By Telly NathaliaJAKARTA, July 12 (Reuters) - The leaders of Indonesia and Brazil agreed on Saturday that their developing nations, home to much of the world's remaining tropical forest, would cooperate on biofuels after talks covering climate change and food.The two nations signed an agreement for Indonesia to send experts to Brazil to study its biofuel developments, said Indonesian President Susilo Bambang Yudhoyono."Brazil has been successful developing bioethanol and of course Indonesia can learn from the research and development," Yudhoyono told a news conference after talks with Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva.Brazil, a pioneer of mass ethanol usage in cars, has been mixing the sugar cane-based fuel with gasoline for decades, as well as running a vast fleet of vehicles on pure ethanol.Indonesia, the world's biggest palm oil producer, has also been pushing biofuels to cut the use of costly petroleum products, and aims to make mandatory the use of a 2.5 percent blend of biodiesel by September.The biofuel sector has come under attack from green groups for accelerating the destruction of forests, while some analysts blame it for contributing to soaring world food prices by diverting land that could be used for food crops.The Brazilian president defended the biofuel sector and blamed international speculators for contributing to the current high food and oil prices."First at all, it is not ethanol or bio-fuel production that are responsible for the rise of food prices," said Lula, who added that the thirst for energy from fast-growing China was also not the only reason oil prices had soared.The world's food problems would also be helped by reaching an agreement on the Doha round of World Trade talks that opened market access for agricultural products, Lula said.Yudhoyono also said it was vital for richer nations to open up their agricultural markets to help reduce poverty.The Brazilian president also said that richer countries should do more to cut greenhouse gas emissions blamed for global warming.Indonesia has been pushing for richer nations to pay poorer nations to retain their tropical forests, which are an enormous store of carbon and act like sponges to soak up greenhouse gases."No one wants to preserve our forests more than we ourselves but the most polluting countries they must start to discuss more seriously how to cut greenhouse gas emissions," said Lula. (Writing by Ed Davies; Editing by Catherine Evans)
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14.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Indústria aumenta dependência do BNDES
Agência Estado
14/07/2008
O investimento produtivo brasileiro aumentou substancialmente sua dependência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a partir do ano passado. Principal instrumento de fomento da economia, o banco já optou este ano pela restrição de crédito a áreas consideradas não prioritárias para garantir o financiamento ao aumento de capacidade de produção da economia. "Nosso objetivo é ter certeza de que o desembolso do BNDES está privilegiando nova capacidade de oferta industrial e novas infra-estruturas. De tal maneira que de fato estejamos cada vez mais contribuindo para a formação de capital fixo na economia", afirmou ao Estado Luciano Coutinho, presidente do banco.
A participação do banco na formação de capital - traduzida, grosso modo, como a participação nos investimentos das empresas - que, historicamente, se situava entre 6% e 6,8%, saltou no ano passado para 8,3% do total. No primeiro semestre ficou perto de 10%, e deve fechar o ano pouco acima disso.
À primeira vista, a impressão é de que o BNDES está aumentando sua importância como opção de financiamento ao capital, em detrimento de outras fontes de recursos no mercado financeiro. Coutinho, no entanto, sustenta que não. Embora isso esteja ocorrendo num momento de nervosismo no mercado financeiro global, ele acredita que é o ciclo pesado de investimentos de longo prazo - mais difícil de atrair financiamento privado por causa da demora na maturação - que vem provocando essa mudança.
Principal agente na nova política industrial do governo, o banco anunciou, em 12 de maio, no lançamento oficial do programa, a redução dos spreads (as taxas de risco cobradas em empréstimos), o alongamento dos prazos e a diminuição de custos, especialmente nos projetos do Finame (programa que financia a produção de máquinas e equipamentos industriais). O programa anunciado pelo governo federal prevê financiamentos de R$ 210 bilhões entre 2008 e 2010.
O BNDES já anunciou que sua liberação de recursos este ano deve chegar a R$ 84 bilhões. Se a projeção se concretizar, isso irá representar uma elevação de quase 30% em relação ao já recorde saldo registrado no ano passado, de R$ 64,9 bilhões.
A carga, porém, é maior do que o banco pode suportar hoje. Para fazer funding e honrar os financiamentos, o banco irá aumentar o giro de sua carteira de ações - o saldo de compra e venda de títulos na BNDESPar, o braço de participações em empresas do banco, deve ficar este ano em R$ 17 bilhões - e adotou, a partir do dia 1º deste mês, novos critérios de concessão de crédito. Operações que eram baseadas 100% na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada como referência nos empréstimos do banco, vão ter essa participação diminuída para até 70% do valor total do empréstimo, em alguns casos. Os outros até 30% da forma de remuneração vão depender do perfil da empresa tomadora.
Para Coutinho, o uso da TJLP (desde julho do ano passado estacionada em 6,25%, independente do movimento dos juros básicos, a Selic) como referência nos financiamentos do banco tem de continuar.
Em 2007, pelas estatísticas do próprio BNDES, o investimento alavancado pelo banco, ou seja, que reúne sua participação em financiamentos e contrapartida de recursos das empresas, foi de 12,9%. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Economia e Estatística, o saldo da economia no ano passado mostrou que o incremente dos investimentos (medido pela rubrica de Formação Bruta do Capital Fixo - FBCF) foi de 13,4%.
Projeto de lei ampliará acesso ao Supersimples
Valor Online / Thiago Vitale Jayme
14/07/2008
A Câmara deverá incluir, entre as prioridades para votação em agosto, o Projeto de Lei Complementar nº 2, de 2007. A proposta é uma segunda etapa da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, de 2006. O texto sugere a criação do Microempreendedor Individual (MEI), podendo trazer para a formalidade mais de 4 milhões de microempresas. Permitirá também a entrada, no Supersimples, de diversas categorias profissionais que ficaram fora da lei de 2006.
"Esse projeto é um desdobramento da Lei Geral. É um aperfeiçoamento, um avanço", diz Bruno Quick, gerente da unidade de políticas públicas do Sebrae. Um dos principais pontos do projeto de lei complementar é a inclusão de diversas categorias que ficaram de fora da legislação de 2006. Um dos segmentos mais beneficiados será o da saúde. Clínicas e consultórios médicos continuarão de fora, mas laboratórios, serviços de tomografia e diagnósticos por meio de imagem (radiografia e afins) e serviços de prótese poderão aderir ao Supersimples.
A idéia é baratear os serviços médicos para a população. Nessa mesma linha, entrarão as academias de ginástica, já que muitos dos alunos as freqüentam por indicação médica. Além destes segmentos, serão beneficiados os seguintes setores: serviços de tradução, agências de publicidade e assessorias de imprensa, decoração e paisagismo, laboratórios de análises clínicas/patologia clínica, serviços de instalação, reparos e manutenção em geral, corretagem de seguros, ensino médio e pré vestibulares e consertos em geral.
A expectativa dos integrantes da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa é de que pelo menos 800 mil empresas poderão ser beneficiadas com a inclusão destes segmentos ao Supersimples. Esse sistema de tributação foi criado pela Lei Geral com o nome de Simples Nacional e logo ficou conhecido como o Supersimples que, há um ano, reúne oito tributos: CSLL, PIS, Cofins, IRPJ, IPI, INSS patronal, ICMS e ISS.
O segundo ponto importante da proposta é a criação da figura do Microempreendedor Individual, que são as empresas com receita bruta anual de até R$ 36 mil e no máximo dois trabalhadores. O pagamento da cesta dos oito tributos será trocado por contribuição mensal de um valor que ainda será fixado no projeto final, mas que hoje está em R$ 55, incluindo neste valor o recolhimento para a Previdência. As microempresas ainda terão de pagar mais R$ 30 mensais de ISS. A idéia da proposta é de que o imposto seja cobrado na conta de luz dessas microempresas.
"Na Lei Geral, as microempresas não foram tão bem contempladas como as pequenas empresas. O projeto de lei complementar melhora muito a situação desse segmento", diz Bruno Quick, do Sebrae. A inclusão do recolhimento da Previdência nos R$ 55 mensais procura resolver um problema do microempreendedor. "A figura da pessoa física, nessas microempresas, se confunde com a da pessoa jurídica", diz Quick.
Com o valor dos impostos reduzido a R$ 55,00, os MEIs estarão praticamente isentos dos impostos a serem pagos ao Estado. "Convencemos os Estados de que é melhor haver isenção e formalizarmos todo esse pessoal do que mantê-los na informalidade. A formalização, automaticamente, traz uma série de outros benefícios", explica o presidente da frente parlamentar, deputado Cláudio Vignatti (PT-SC).
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), já avisou que o texto será pautado assim que as medidas provisórias que trancam o plenário forem vencidas, o que deve ocorrer em agosto.
Outra novidade do texto é a criação da figura da Sociedade de Propósito Específico, que é o consórcio de micro e pequenas empresas optantes pelo Supersimples para comprar e vender produtos conjuntamente. A novidade surgiu na Lei Geral, mas o atual projeto a regulamenta. "Isso evita a bitributação. É um avanço", diz Bruno Quick.
Por fim, o projeto de lei complementar tentará reduzir alguns conflitos relativos ao ICMS. O texto dá aos Estados a prerrogativa de conceder isenção, redução de alíquota ou fixação de valor sem passar pelo Confaz. É uma desburocratização. O Sebrae não acredita que haverá maior guerra fiscal com a mudança. "As micro e pequenas empresas têm ligações econômicas e sociais com seus Estados e suas cidades e um benefício fiscal não as fará mudar de região", explica Quick.
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14.7.08
Marcadores: Tributária
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Crédito deve se expandir, mas não em nível explosivo, afirma ministro
Rodrigo Postigo
11/07/2008
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse nesta quinta-feira (10) que a oferta de crédito no país vem crescendo aceleradamente nos últimos anos e que em 2007 atingiu 32% do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo ele, o intuito do governo é continuar promovendo a expansão do crédito, mas não em nível "explosivo" e que não se sustente. "Na verdade, hoje estamos atuando para reduzir um pouco esta taxa", afirmou, durante a conferência "O Impacto do Brasil na Economia Global", promovida pela Sociedade Americana e o Conselho das Américas em conjunto com o Movimento Brasil Competitivo.
BNDES vai aportar R$1,5 bi em fundos de agronegócio e energia
REUTERS / Rodrigo Viga Gaier
11/07/2008
O BNDES pretende aportar 1,5 bilhão de reais em Fundos de Investimento que serão criados com foco inicial em empresas que atuam nos ramos de etanol, energia, agronegócio e melhora nos níveis de governança. "Faz parte da estratégia do banco participar dessa indústria. Queremos ajudar na capilaridade, no crescimento das empresas", disse o chefe do departamento de investimentos do BNDES, Eduardo de Sá. Ele espera que os investimentos do banco alavanquem mais 5,5 a 6 bilhões de reais em investimentos privados O novo programa do BNDES prevê investimentos em 10 fundos e a participação do banco será de até 20 por cento em fundos da modalidade private equity e 25 por cento nos casos dos fundos de venture capital. O BNDES estima que dos 10 fundos que serão criados, oito deles serão de investimentos em participação (private equity) e dois em empresas emergentes (venture capital). Os recursos serão aportados nos fundos paulatinamente e Eduardo de Sá projeta que as aplicações ocorrerão ao longo de 4 ou 5 anos. "Nesse ano, temos problemas de recursos. A demanda é maior que a oferta. Estamos em busca de fontes adicionais. O dinheiro (1,5 bilhão) não sai de uma vez. É um desembolso de no mínimo 4 anos. Então, não vai impactar nosso orçamento", disse Sá a jornalistas A primeira chamada do programa do BNDES será de 3 fundos na modalidade de private equity e terá como foco investimentos no agrobusiness, cadeia produtiva de álcool, geração de energia através de biomassa e incremento da governança corporativa. "A definição dos setores foi feita com base na demanda do banco e segmentos em que enxergamos boas oportunidade", afirmou o economista. "Provavelmente, os outros sete fundos não terão o mesmo foco, mas ainda não temos clareza", acrescentou. O BNDES já tem participação em outros 31 fundos e o montante aplicado é de aproximadamente 1,5 bilhão de reais em 110 empresas de diferentes ramos. "As áreas de tecnologia da informação e energia são as com o maior número de fundos", disse Sá.
Brasil deve dobrar produção de alimentos em até dez anos, diz ministro
Folha Online / Denise de Oliveira
11/07/2008
O Brasil deve trabalhar para dobrar a produção de alimentos em até dez anos, informou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Para Bernardo, o país deverá se beneficiar da alta de preços e da demanda dos alimentos no mercado internacional.
"Se olharmos em horizonte de dez ou oito anos, acho que o Brasil tem de trabalhar para dobrar sua produção, porque de fato, vai ter demanda. Veja o que está acontecendo na China, na Ásia como um todo, e aqui no Brasil, a tendência é aumentar e consolidar demanda e portanto sempre vai haver grande procura".
O ministro descartou temores quanto à redução dos preços das commodities agrícolas e possíveis efeitos negativos aos produtores nacionais.
"Baixas [de preços] sempre acontecem, quando tem safra muito grande ou a demanda não é tão grande naquele momento, pode acontecer oscilação", disse o ministro. Ele sustenta, no entanto, que o cenário é favorável.
"É evidente que isso é uma grande oportunidade. Nós temos que nos preparar para nesse período de alta de preços e de muita demanda de alimentos, forneceremos alimentos para o mercado interno e mundial", disse Bernardo.
O ministro destacou a necessidade de um plano para sustentar essa estratégia e citou o plano safra, lançado recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá atender alguns desses pontos.
"Não temos todos os problemas resolvidos, tem que resolver problemas de infra-estrutura, de financiamento, de incorporação de tecnologia. No plano safra que o presidente Lula lançou neste mês, já estamos respondendo a uma série de pontos relativos a isso. Mas temos de avançar mais", avaliou.
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11.7.08
Marcadores: Agricultura, Economia, Exportação
Brasil tem carga tributária de país rico, mas juros impedem serviços de primeiro mundo
Parcela de carga tributária que pode ser destinada para investimentos, no Brasil, é de 30,5%; na Noruega é de 68,8%
InfoMoney
11/07/2008
É verdade que o Brasil tem carga tributária de primeiro mundo e serviços de terceiro, como muitos especialistas comentam. No entanto, o Brasil reverte pouca parte desta carga tributária arrecadada em investimentos, na comparação com os países desenvolvidos, devido aos juros altos praticados no País.
Levantamento realizado pelo especialista em finanças públicas Amir Khair revelou que, na comparação com países da OCDE (Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico), o Brasil apresenta carga tributária útil - arrecadação de tributos menos juros - até 38,3 pontos percentuais menor.
Isso porque, quando analisada a Noruega, onde os serviços públicos são de melhor qualidade, a parcela da carga tributária que pode ser revertida em investimentos é de 68,8% e, no Brasil, o índice é de 30,5%. Isso significa que a carga tributária útil dos países desenvolvidos chega a ser mais de duas vezes maior do que a do Brasil.
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11.7.08
Marcadores: Tributária
Exportações podem chegar aos US$ 190 bi este ano, diz ministro
Agência Brasil
11/07/2008
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, informou nesta quinta-feira, em Hanói, capital do Vietnã, que a previsão de exportações para este ano está sendo revisada de US$ 180 bilhões para US$ 190 bilhões. A notícia foi dada durante uma coletiva em que o ministro estava presente, junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Eles estiveram no Vietnã e ainda vão à Indonésia, com o objetivo de ampliar o comércio brasileiro com países da Ásia. Na ocasião, o presidente defendeu a diversificação não só dos parceiros comerciais do Brasil, mas também dos produtos comercializados. "Nós não estamos abrindo a cancela, nós estamos tirando duas madeiras para enxergar o mundo mais amplo do que o mundo com o qual o Brasil teve relação comercial até agora", disse Lula.
Perguntado sobre o crescimento também das importações, Lula afirmou que o crescimento desse fluxo é tão saudável quanto o aumento das exportações. De acordo com ele, 70% do que está sendo importado atualmente são máquinas e equipamentos, "são coisas que significam maior capacidade de oferta amanhã, maior capacidade de produção amanhã, porque as empresas estão se modernizando, inovando tecnologicamente".
O presidente também disse que, na sua opinião, uma balança comercial é boa quando há equilíbrio e não com exportações muito maiores do que as importações, gerando um superávit muito grande, "para que os outros países também se sintam felizes em negociações com o Brasil". "É essa divisão de venda e compra que consegue garantir o crescimento sustentável dos países", concluiu.
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11.7.08
Marcadores: Economia, Exportação
Inflação assombra a América Latina, diz 'Economist'
Rodrigo Postigo
11/07/2008
O aumento da inflação na América Latina se transformou em um teste de credibilidade para a recém-descoberta estabilidade econômica dos países da região, assim como para seus Bancos Centrais, diz uma reportagem da edição desta semana da revista britânica The Economist.
Segundo a revista, ao contrário dos países desenvolvidos, a América Latina não foi tão afetada pela crise global de crédito até agora, e muitas de suas economias continuam crescendo rapidamente, impulsionadas pela demanda por suas exportações de commodities.
No entanto, afirma a reportagem, o boom no mercado de commodities começa a ter um efeito menos desejável: o aumento nos preços dos alimentos e dos combustíveis, que está empurrando para cima os índices de inflação na região.
A Economist afirma que, de acordo com o FMI, a taxa média de inflação na região aumentou para 7,5% em abril, em comparação a 5,2% no mesmo período do ano passado. Segundo a revista, a taxa real pode ser maior, já que na Argentina, a inflação oficial de 9,1% "é provavelmente menos da metade da taxa real".
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11.7.08
Marcadores: Economia, Mercosul, Tributária
FEATURE-Brazil boom lifts millions into middle class
Thu Jul 10, 2008 8:03am EDT
By Stuart Grudgings
RIO DE JANEIRO, July 9 (Reuters) - Clearing a space among empty beer bottles, Paulo spreads out a glossy leaflet that envisions an urban development more reminiscent of Tokyo or Singapore than the Rio de Janeiro slum where he has lived for 50 years.
A pedestrian bridge with a sweeping arch is shown next to an azure swimming pool surrounded by palm trees. Nearby, a hospital and a sports center will rise, not far from hundreds of new apartments for residents now living in shacks perched on the hillside.
It is a different world to the daily life of the more than 1 million people living in Rio's slums, or favelas, who have long been left by government to fend for themselves, often caught between ruthless drug gangs and violent police tactics.
"We believe in it," said Paulo, a community leader in the Rocinha favela who, like many in the slums, did not want his real name used for fear of reprisals from drug gangs. He then sounded a note of skepticism about Brazil's government. "If they don't do it, then maybe they will suffer."
The Rocinha development, part of a $315 billion federal program aimed at improving the country's decrepit infrastructure, is one sign of how millions of poor are benefiting from an unprecedented period of economic growth in South America's largest economy.
The income of the poorest 10 percent of people grew by about 9 percent per year between 2001 and 2006, compared with 2 to 4 percent for richer people, according to the World Bank. The country still has some of the worst inequality in the world, but that is changing rapidly as tens of millions move out of danger of hunger and within reach of their first television, refrigerator or computer.
"It's more like it is booming up than trickling down," Deborah Wetzel, the World Bank's lead economist and head of poverty reduction and economic management for Brazil, said of the growth.
NOT FOR EVERYONE
Much of the progress has come in the past few years, helped by a family stipend program expanded by President Luiz Inacio Lula da Silva that ties welfare checks to school attendance and which is being copied around the world.
Yet for many in the remote countryside and the thousands of slums that surround big cities, the obstacles to a better life remain equally large -- terrible schools, high crime, discrimination, and skewed legal and tax systems.
A study by the government's Institute for Applied Economic Research showed that the richest 10 percent of Brazilians hold 75.4 percent of the wealth. Thanks to a regressive tax system, they only lose 22.7 percent of their incomes to tax, compared with 32.8 percent for the poorest 10 percent of Brazilians.
In Rio, only a handful of slums out of more than 600 in the city are in line for improvements under the federal program, leaving many feeling left out. Resistance from drug gangs who fear the works will threaten their trade has already led to delays.
"This growth is not for all the population," said Leriana Figueiredo, who works at a sports center funded by British group Fight For Peace in the Nova Holanda shantytown, which is not due any public works under the program.
"The majority here don't have jobs."
A short walk from the center on a recent night, armed youths were selling cocaine from street-side tables as openly as other stall owners were selling fruit.
COMPANIES MOVE IN
Rocinha, often called South America's largest slum, is in many ways the Hilton of Rio's shanty-towns with at least 8 banks and a slew of foreign aid groups. The stability is deceptive, owing more to the firm grip of one of Rio's most powerful drug gangs than the presence of the state, but the effect of the country's economic growth can be seen in its bustling streets and stores.
Mexico's Banco Azteca, owned by tycoon Ricardo Salinas, plans a branch in Rocinha after starting Brazil operations this year in the northeast targeting low-income savers. Customers can use fingerprint technology to get around literacy problems and open an account with as little as $3.
Outside a Casas Bahia store in downtown Rio, 27-year-old Nara Macedo Moreira said on a recent afternoon that her monthly income of just 600 reais ($375) had not held her back from buying a flat-screen television and a DVD player.
"I'm furnishing my whole house this way," said Moreira, who was visiting the store to pay her latest installment. Next on her shopping list was a computer.
But it is still alienation that defines much of life in the thousands of lawless slums that surround big cities, despite national unemployment near record lows.
Most children in Nova Holanda drop out of school at around 12 or 13, Figueiredo said, leaving them with little chance in the job market and vulnerable to being tempted into drug gangs that offer quick money and status. Discrimination against slum dwellers, many of whom are black, is another economic barrier. Many job seekers from poor areas give false addresses when applying for positions.
Two young workers at the boxing project, Bruno Silva and Carol Belo, both had hopes of getting to college one day but felt they had been held back by poorly-funded schools compared to the ones attended by middle-class children. They said books were often missing sections and were so scarce that students had to photocopy one chapter at a time.
"I need to take an entrance test but I don't see the point," said Belo, who wanted to take administration and social studies. "I have too many weaknesses." (For a factbox on Brazil's new middle class, click on [ID:N08299872]) (Reporting by Stuart Grudgings; Editing by Eddie Evans)
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11.7.08
Marcadores: Internacionais sobre o Brasil
Oil Is Little Changed After Rising 4% on Concern About Supplies
By Nesa Subrahmaniyan
July 11 (Bloomberg) -- Crude oil was little changed in New York after rising 4 percent yesterday as Brazilian oil workers threatened a strike and on rising concern that supplies from the Middle East and Nigeria may be disrupted.
Brazil's Oil Workers Confederation is planning a five-day strike from July 14 against Petroleo Brasileiro SA on platforms in the offshore Campos Basin, the source of 80 percent of the country's supply, a union official said. Oil also rose after Iran test-fired more missiles in the Persian Gulf and a Nigerian militant group said it will end a cease-fire this week.
``It's a supply-focused market and trading has become very volatile,'' said Gerard Burg, energy and minerals economist at National Australia Bank Ltd. in Melbourne. ``Right now, geopolitical events are critical supply-related drivers.''
Crude oil for August delivery rose 6 cents to $141.71 a barrel on the New York Mercantile Exchange at 10:59 a.m. in Singapore. Yesterday, it soared $5.60 to settle at $141.65 a barrel, the biggest one-day increase since June 6. Prices had risen to an intra-day high of $142.13 a barrel. Nymex crude oil touched a record $145.85 on July 3. Futures are up 96 percent from a year ago.
In the last hour of floor trading in New York yesterday, prices jumped more than $5 a barrel as investors bought contracts based on technical trends indicating a rally in futures. The increase accelerated after futures broke through the July 9 high of $138.28 at 2:09 p.m. after approaching it at least five times.
About 4,500 Petrobras employees in the Campos Basin will take part in the protest to get full pay for the day they return to the mainland after a 14-day shift at sea, Jose Maria Rangel, the confederation's coordinator for the basin, said in an interview yesterday.
Iranian Tests
Iran, the second-biggest producer in the Middle East, this week tested missiles capable of reaching Israel, increasing concern that a conflict may cut supply. The Movement for the Emancipation of the Niger Delta said attacks will resume on oil facilities.
Iran's military yesterday fired the missiles during a third day of war games, Agence France-Presse reported, citing the Web site of Iranian state-run television. Missiles were also launched on July 9.
Iran has ignored United Nations efforts to halt its uranium- enrichment program and says further sanctions won't affect its plans to develop nuclear energy. The U.S. has led international efforts to force Iran to give up enrichment because of concern the technology may be used to develop nuclear weapons.
The standoff has led to concern that Iran may come under attack from the U.S. or Israel, disrupting exports from OPEC's second-biggest producer.
OPEC Secretary-General Abdalla El-Badri said at a press conference in Vienna yesterday that ``if something were to happen, it is impossible to replace the production of Iran.''
Cease-fire
The Nigerian militant group MEND will call off its unilateral cease-fire beginning midnight on July 12, the group's spokesman, Jomo Gbomo, said yesterday. MEND attacks on pipelines and other installations have cut more than 20 percent of Nigeria's oil exports since 2006.
MEND says it is fighting for a greater share of oil wealth for the impoverished inhabitants of the Niger Delta and accuses successive Nigerian governments of decades of oppression.
The group declared a cease-fire after a June 19 attack on Royal Dutch Shell Plc's Bonga deep-water oilfield, located 120 kilometers (75 miles) offshore that cut 190,000 barrels a day of oil output.
``Anything supply-related is going to keep this market boiling over,'' said Anthony Nunan, Tokyo-based assistant general manager for risk management at Mitsubishi Corp. ``Brazil's domestic disruption only adds to a bigger supply problem with MEND back in the news.''
Demand Forecast
The International Energy Agency increased its 2008 demand forecast for the first time in six months yesterday because of rising consumption in developing countries.
The Paris-based agency increased its outlook by about 0.1 percent, or 80,000 barrels a day, to 86.85 million barrels a day in its monthly report, leaving demand growth at 1 percent for this year. The IEA forecasts the same pace of growth for 2009.
The Organization of Petroleum Exporting Countries, which supplies more than 40 percent of the world's oil, cut its forecast of demand for its own crude oil through 2030, as record prices and environmental considerations encourage consumers to conserve fuel and rely more on biofuels.
OPEC lowered demand forecasts by 4.4 percent to 32.3 million barrels a day in 2015, and by 12 percent to 43.6 million a day in 2030, the group's secretariat said yesterday in its World Oil Outlook report. This means OPEC may unnecessarily commit $300 billion to new fields over the next 12 years, it said.
``This is the danger that OPEC may not invest because they are probably worried about a crash in demand and prices,'' said Mitsubishi's Nunan. ``The market now focuses on the medium to long term and if they don't invest in new capacity, that's obviously bullish.''
Brent crude oil for August settlement fell 7 cents to $141.96 a barrel at 10:57 a.m. Singapore time on London's ICE Futures Europe exchange. Yesterday, the contract gained $5.45, or 4 percent, to $142.03 a barrel. Prices climbed to a record $146.69 on July 3.
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Marcadores: Internacionais sobre o Brasil, Petróleo e Derivados